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BASES NEUROPSICOLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR UNIDADE I NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE Elaboração Rogério Gonçalves de Castro Produção Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 4 UNIDADE I NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE ..................................................................................................................................7 CAPÍTULO 1 CONHECENDO A NEUROCIÊNCIA .......................................................................................................................................... 7 CAPÍTULO 2 A PSICOMOTRICIDADE E A SIGNIFICAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA ........................................................................ 12 CAPÍTULO 3 PSICOMOTRICIDADE INFANTIL ............................................................................................................................................ 15 REFERÊNCIAS ...............................................................................................................................................21 INTRODUÇÃO É possível compreender que, para a neurociência, a aprendizagem consiste na obtenção de informações, no produto das mudanças de ordem funcional no Sistema Nervoso Central (SNC), das conexões estabelecidas entre os neurônios como consequência do uso do cérebro. Em outras palavras, a experiência representa o alicerce do aprendizado, uma vez que, a cada nova experiência, o cérebro humano apresenta diferentes respostas em comparação à experiência passada. No processo de aprendizagem, a criança dispõe das suas estruturas física, psicológica e cognitiva, sendo necessário que exista uma integração dos aspectos emocionais, relacionais (ambiente social), neurológicos e ambientais. Qualquer outro fator que interfira de forma negativa em um dos anteriores impactará o processo de aprendizagem. Nos tempos atuais, têm sido muito enfatizados os aspectos educacionais ligados à aprendizagem. Anteriormente um transmissor do conhecimento, o professor agora assume o papel de coautor do processo de aprendizagem dos seus alunos, uma vez que o conhecimento é construído e reconstruído de modo contínuo nessa interação. A fim de que possamos aprender, precisamos ter a atenção e a memória como pré-requisitos, pois esses dois aspectos constituem processos fundamentais para a aprendizagem, uma vez que acontecem anteriormente ao processo de aprendizagem como um todo. Pantano e Zorzi (2009) afirmam que o processo de aprendizagem envolve necessariamente compreensão, assimilação (memória), atribuição de significado e estabelecimento de relações entre o conteúdo a ser aprendido e os conteúdos a ele vinculados e já memorizados. Diante dessa visão cognitiva, a aprendizagem consiste num processamento que se obtém a partir de processos cognitivos que incluem sensação, percepção, atenção e memórias (operacional e de longo prazo). Aprendizagem e memória constituem as habilidades de obtenção e manutenção das informações, ao passo que a aprendizagem precisa ocorre no momento exato em que se dá a obtenção de uma informação por meio das vias sensoriais, a partir da sua retenção e fixação na memória, função essa que é realizada pelo córtex cerebral. Hoje em dia é possível dizer que a neurociência é uma área do conhecimento que advém de um conjunto de especialidades que se dedicam ao estudo do sistema nervoso, seja ele em estado normal, seja em estado patológico. Mesmo que não seja possível defini-la de forma precisa, certos conceitos e observações fazem-na mais compreensível. Eventualmente também nominada de psicobiologia 5 INTRODUÇÃO ou neurobiologia, é possível dividi-la de forma didática em outras estruturas, como neurociência: molecular, celular, de sistemas, comportamental, cognitiva e social (BEAR; CONNORS; PARADISO, 2002). Por outro lado, a psicomotricidade se define como a ciência que estuda o homem por meio dos movimentos do seu corpo e das suas relações externas e internas. Esse estudo está vinculado a três premissas fundamentais: o movimento, a capacidade intelectual e a afetividade. Pode-se dizer que a psicomotricidade detém relações fortes com o processo de aprendizagem (OLIVEIRA, 2013 apud SILVA, 2013). Maine de Brian, no século XIX, deu início aos estudos sobre a psicomotricidade. Naquele tempo, já se debatia a teoria de se colocar o movimento como um fator indispensável na estrutura do eu. Ao aprofundamos nossos estudos por meio da literatura disponível sobre o tema, percebemos indícios de que Aristóteles (384-322 a.C.) já falava a respeito do dualismo corpo e alma ao sustentar que o homem seria feito a partir de uma determinada quantidade de matéria (corpo) moldada numa forma (alma) (OLIVEIRA, 2013 apud SILVA, 2013). Desse modo, pode-se afirmar que uma boa estrutura da educação psicomotora seria a base fundamental para o processo de aprendizagem da criança. O desenvolvimento se dá de uma forma progressiva do todo para o específico. Usualmente, quando a criança se mostra com dificuldade no processo de aprendizagem, o principal motivo está relacionado com uma possível deficiência no desenvolvimento psicomotor. A partir da vivência de uma boa experiência nesse requisito, ela consegue feitos e realizações que impactam a sua vida emocional e intelectual (ROCHAEL, 2009 apud SILVA, 2013). Ao longo do último século, estudos revelam (SOUZA, 2012; FONSECA, 2008; BERLZE, 2007 apud SILVA, 2013) a relevância da evolução da aptidão física e do desenvolvimento psicomotor, dado que ambos estão interligados. Ao evoluirmos na aptidão física, em breve percebemos melhoria nas aptidões funcionais motoras (força, agilidade, flexibilidade, velocidade e potência aeróbica) da pessoa, portanto auxilia na execução de outras atividades. A partir daí, é imperativo salientar que as atividades psicomotoras devem ter um papel de protagonismo na educação infantil, a fim de aprimorar o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo com intencionalidade. Objetivos » Apresentar a neurociência e suas correlações com a psicomotricidade. » Apresentar a psicomotrocidade infantil. 6 INTRODUÇÃO » Caracterizar a avaliação neuropsicológica e as funções cognitivas. » Caracterizar o desenvolvimento infantil considerando seus aspectos somáticos, afetivos, ambientais e sociais. » Discorrer sobre a avaliação e intervenção psicomotora. » Discorrer sobre a avaliação e intervenção das emoções e do comportamento. » Analisar a importância das novas tecnologias na educação e seu papel no âmbito das tecnologias assistivas. 7 UNIDADE INEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE CAPÍTULO 1 CONHECENDO A NEUROCIÊNCIA Abordagem neuropsicológica de Luria Ao abordarmos os estudos da neuropsicologia, é possível defini-la como uma área multidisciplinar que abrange a psicologia, a neurologia, a fonoaudiologia linguística, dentre outras. Oliveira (1997) explica que a neuropsicologia se propõe a estudar as relações existentes entre as funções psicológicas e sua base neurológica. À luz dessas afirmações, indicaremos na sequência algumas definições a respeito da neuropsicologia que auxiliarão na compreensão da matéria em pauta. A visão mecanicista da setorização do cérebro sustenta a ideia de que as funções mentais são individualmente e totalmente controladas por uma determinada área cortical. De outro lado, a visão integral ou holística explica que tal fragmentação, ou divisão de funções cerebrais, não existiria, uma vez que a função mental deve ser compreendida como o resultado do funcionamento do córtex cerebral de uma forma global. Influenciado pelos estudos de Pavlov e Vygotsky, Luria expõe uma revisão desses pontos de vista extremos e apresenta novas conceituações que se fazem bastante úteis no estudo da Afasiologia. O Dicionário Houaiss (2009) apresenta a seguintedefinição de Afasiologia: Afasiologia é o enfraquecimento ou perda do poder de captação, de manipulação e por vezes de expressão de palavras como símbolos de pensamentos, em virtude de lesões em alguns centros cerebrais e não devido a defeito no mecanismo auditivo ou fonador. (HOUAISS, 2009, s.p.) Como colaborador de Vygotsky, Luria foi o pesquisador mais dedicado aos estudos das funções psicológicas vinculadas ao sistema nervoso central, tendo sido reconhecido, por essa razão, como um dos mais qualificados neuropsicólogos da sociedade atual. 8 UNIDADE I | NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE A partir daí, discorreremos sobre a organização cerebral das funções mentais superiores, conceituando-as como sistemas funcionais complexos que necessitam da cooperação de partes diferentes do cérebro. Sob o título “Luria e sua Abordagem Neuropsicológica”, os estudos do trabalho de Leandra Teixeira Falcão (2012) permitem constatar que, na visão de Luria, o cérebro seria particionado em três grandes unidades funcionais, conforme segue: » unidade I – suas estruturas estão situadas no tronco cerebral (cujo componente importante é o sistema de ativação reticular – RAS) e nas superfícies mediais dos hemisférios cerebrais (cujo componente predominante consiste nas diversas estruturas do sistema límbico). Essa unidade é responsável por regular a estimulação; o estado de consciência; o tônus cortical ideal; » unidade II – consiste nos lóbulos parietal, temporal e occipital. É responsável por receber, analisar e armazenar as informações que chegam por meio dos inputs auditivo, visual e tátil-cinestésico; » unidade III – consiste nos lóbulos frontais. Responsável pela programação, regulação e verificação da ação, além de se caracterizar por conexões complexas com todo o córtex. Na sequência, a autora anota que Luria expõe um postulado básico indicando que, apesar de existir uma função específica para cada unidade, a cognição surge a partir da atividade de colaboração entre essas três unidades. Explica, ainda, outro postulado acerca do problema primário: afirma que qualquer lesão resultará num problema primário, que poderá ser observado de diferentes maneiras a depender da região afetada. Luria chama isso de efeito secundário ou sistêmico, ao passo que a natureza precisa do problema, ele denomina problema primário. Na visão de Oliveira (1997), a percepção de ordem visual abrange o estado de consciência adequado (unidade I), a análise e síntese da informação obtida pelo sistema visual (unidade II), e os movimentos dos olhos pelas partes do objeto a ser percebido (unidade III). Neurociência cognitiva A neurociência cognitiva tem como preocupação fundamental e estrutural analisar e estudar fundamentalmente como os processos cognitivos são produzidos por meio da funcionalidade do cérebro dos seres humanos, garantindo assim a aprendizagem, a linguagem e o comportamento. 9 NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE | UNIDADE I Sendo assim, cabe salientar que a investigação a respeito do funcionamento cerebral, sob a ótica da neurociência cognitiva, apontou diversos avanços nos últimos vinte anos, oferecendo, por isso, as revelações das suas especificações: percepções auditivas na região temporal, percepções visuais na região occipital, percepções sensoriais e táteis, cinestésicas na região parietal, planejamento consciente do comportamento e programas de ação na região frontal, funcionalidade e dinamismo encefálico. Tais revelações acabam por demonstrar, no transcurso da contemporaneidade, que os estudos acerca das atividades da consciência humana no século XX se desenvolveram numa linha oposta à teoria idealista clássica, elaborada pelo físico e filósofo austríaco positivista Ernst Mach (1838-1916), que definia “a consciência como um estado interior primário do organismo, ou seja, nas estruturas encefálicas neuronais, sem as devidas influências do mundo externo”. Luria, cujas ideias eram contrarias à teoria idealista clássica, assinala que as construções cognitivas, como as funções mentais superiores, são resultantes da “origem a novos sistemas funcionais que estão na base do comportamento, mais do que pelas propriedades internas dos neurônios” e é com “base na linguagem que se formam complexos processos de regulação” das próprias atitudes humanas. Sendo assim, é possível afirmar que a linguagem receptiva e expressiva em suas diversas modalidades (fala, gesto, escrita, leitura e outras) são atividades conscientes e interacionais com o meio, impactadas gradualmente por meio de um intrincado processo histórico social e cultural. Conhecendo um pouco sobre historicidade da neurociência cognitiva A neurociência cognitiva consiste numa subdivisão da neurociência, que trata dos processos cognitivos complexos, a exemplo das funções mentais superiores que dizem respeito ao pensamento e às suas complexas relações com as estruturas da linguagem, à aprendizagem e às influências do mundo exterior, mediando o desenvolvimento sociocultural no processo histórico do indivíduo. Pereira Jr. (2010) afirma que esse conceito nasceu de questões epistemológicas da neurociência cognitiva, indicando dois principais paradigmas cognitivos opostos e excludentes, utilizados no século XX: combinatorial ou computacional e o de sistemas dinâmicos. Para o autor mencionado, o modelo computacional conceitua as funções cognitivas com base em mecanismos de processamento de informação e construção de representações mentais. O modelo dinamicista concebe os processos cognitivos em uma dimensão 10 UNIDADE I | NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE corpórea e interativa com o ambiente, enfocando as ações dos sistemas cognitivos em seus respectivos contextos, num processo de adaptação ativa. Os estudos apresentados nos remetem à revisão das análises e apontamentos da psicologia soviética do início do século XX, tendo início com Vygotsky e posteriormente estudada a fundo por Luria (1992; 2006; 2010). Luria estudou à exaustão, mediante uma abordagem científica, as atividades da consciência humana, sem excluir dos seus estudos a relevância do mundo exterior, os mais variados estímulos que interferem, de forma conjunta, nos processos cognitivos. É possível afirmar, então, que as funcionalidades reveladas durante o desenvolvimento humano estão de acordo com a descrição de Luria (2006 apud BASTOS; ALVES, 2013) a respeito da base cerebral da atividade consciente humana integrada por sistemas funcionais complexos e distintos entre si. Recorrendo à literatura, é possível observar avanços significativos na história da neurociência cognitiva, que está sendo ampliada desde o final do século XVII até meados do século passado, tempo em que os neurologistas e anatomistas estudavam as bases neurológicas a partir de autópsias e de estudos clínicos em pacientes com lesões cerebrais. Ao final do século XVII, o neuroanatomista alemão Franz Joseph Gall sugeriu que certas funções mentais superiores ocupariam setores localizados em diferentes porções do cérebro (GOMES, 2009 apud BASTOS; ALVES, 2013). Já no início do século XX, Vygotsky definiu as ações conscientemente controladas como processos psicológicos superiores: a atenção voluntária, a memorização ativa e o pensamento abstrato. Diante do exposto, e parafraseando Fonseca, podemos deduzir que as funções mentais superiores constituem processos cognitivos que abrangem: atenção, memória, gnosias ou percepções, pensamento, consciência, comportamento emocional, aprendizagem e linguagem, e refletem o modelo dinamicista mencionado anteriormente, em que as áreas cerebrais (auditiva, sensorial e tátil-cinestésica, visual, planejamento consciente do comportamento e programas de ação) se integram funcionalmente e são influenciadas ativamente pelo meio sociocultural mediante as relações sociais do homem. Podemos afirmar, ainda, que tais funções mentais superiores se fazem bastante importantes dentro doprocesso de aprendizagem, numa relação direta com a linguagem, mediando nossas funções psicocognitivas. Em face dessas novas metodologias e estudos, originam-se as mais novas, variadas e sofisticadas técnicas abordagem, com a adição de novas informações sobre as funções 11 NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE | UNIDADE I neurais vinculadas à linguagem (GOMES, 2009 apud BASTOS; ALVES, 2013), desse modo, relacionadas aos processos ou funções mentais superiores. Acesse o endereço http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103- 84862009000300002&lng=pt&nrm=iso e leia o artigo “Dislexia, cognição e aprendizagem: uma abordagem neuropsicológica das dificuldades de aprendizagem da leitura”, de Vitor da Fonseca, para aprofundar a aprendizagem. 12 CAPÍTULO 2 A PSICOMOTRICIDADE E A SIGNIFICAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA Por meio do Grupo de Atividades Especializadas e da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, o Instituto Superior de Psicomotricidade e Educação (ISPE) define a psicomotricidade e o emprego do termo como: Psicomotricidade é uma neurociência que transforma o pensamento em ato motor harmônico. É a sintonia fina que coordena e organiza as ações gerenciadas pelo cérebro e as manifesta em conhecimento e aprendizado. Psicomotricidade é a manifestação corporal do invisível de maneira visível. A ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. (SBP, 1999 apud LUSSAC, 2008, p. 4) . Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização (SBP, 2003 apud LUSSAC, 2008, p. 4). Xavier (2004 apud Oliveira, 1997, p. 36) ensina que: A psicomotricidade se propõe a permitir ao homem sentir-se bem na sua pele permitir que se assuma com realidade corporal, possibilitando a livre expressão de ser. Não se pretende aqui considerá-la como uma panaceia que vá resolver todos os problemas encontrados em sala de aula. Ela é apenas um meio para auxiliar a criança superar suas dificuldades e prevenir possíveis inadaptações. Para Fonseca (1995), do ponto de vista da ciência, a psicomotricidade pode ser compreendida como o segmento transdisciplinar que investiga e estuda as relações e as influências que ocorrem diante do processo de reciprocidade e de situações sistêmicas, entre o psiquismo e o corpo e entre o psiquismo e a motricidade. Assinala o autor, ainda, que a motricidade consiste no conjunto de expressões corporais, gestuais e motoras, não verbais e não simbólicas, de índole tônico-emocional, postural, somatognósica, ecognósica e práxica, que dão sustento e suporte às manifestações do psiquismo. 13 NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE | UNIDADE I Segundo a teoria da psicomotricidade, o psiquismo é formado pelo funcionamento global da mente, ou seja, pelas emoções, percepções, sensações, projeções, representações e condutas sociais e relacionais do indivíduo. Fonseca (1995) assinala que, sob a ótica dessa concepção dinâmica, corporalizada e atuante do psiquismo, a totalidade dos processos cognitivos integram, processam, planificam, regulam e executam a motricidade, correspondendo a uma resposta adaptativa imbuída de intencionalidade e inteligência, o que é uma característica singular da espécie humana. Sob o prisma do sistema conceitual, o autor assevera que a psicomotricidade precisa ser estudada e investigada a partir de uma arquitetura composta por três elementos interligados mutuamente: o multicomponencial, o multiexperiencial e o multicontextual. Fonseca (1995) os definiu da seguinte maneira: » multicomponencial: porque procura integrar de forma coerente e coibida os contributos e domínios das ciências biológicas, humanas e sociais, que abrangem secâncias transdisciplinares biopsicossociais que integram paradigmas da ecologia, da antropologia, da fenomenologia, da biossemiótica, da psicossomática, da psicologia, da psicofisiologia, da psicopatologia, da psicologia cognitiva, da psicanálise, da psicopedagogia, da neurociência, da neurologia, da neuropsiquiatria, da neuropsicologia, da neuropatologia, da defectologia, da cibernética e da epistemologia; » multiexperiencial: uma vez que procura estudar e pesquisar a implicação da psicomotricidade no processo do desenvolvimento e desdesenvolvimento humano, desde o recém-nascido ao sênior, desde o indivíduo inexperiente ao experiente, desde o indivíduo normal ao indivíduo portador de deficiências, dificuldades e ou desvantagens etc., englobando o espectro total da vinculação, da experiência e da vivência humanas; » multicontextual: na medida em que visa projetar o nível de aplicação do seu conhecimento, das suas capacidades e competências de intervenção profissional nos vários contextos em que se integra e observa a atividade humana, desde a família às creches, desde a educação pré-escolar à escola primária e secundária, desde o hospital aos centros de lazer e animação cultural e desportiva, desde os locais de trabalho aos lares de séniores, ou seja, o âmbito da inclusão total do indivíduo na comunidade em geral. Tem razão Fonseca (1995) ao anotar que a psicomotricidade leva em consideração não apenas o indivíduo, seja ele normal, seja portador de deficiência, em situação de 14 UNIDADE I | NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE desvantagem ou com alguma dificuldade, mas sim todo o conjunto psicossomático ou psicocorporal único, original e evolutivo, em que as funções da motricidade e da corporalidade são percebidas como não dissociáveis das funções afetivas, relacionais, linguísticas e cognitivas, posto que são perspectivadas como a ação, o agir, o gesto, a conduta, a expressão corporal, o comportamento, não se resumindo a simples movimentos, respostas finais ou motoras ou mesmo exercícios físicos. De toda maneira, a psicomotricidade também leva em conta os seguintes aspectos: o ecológico, o sócio-histórico e cultural em que está inserido o indivíduo, visando à criação de novos processos de facilitação e de interação com os mais diversificados ecossistemas inerentes a uma sociedade, ou, melhor dizendo, de uma comunidade que se encontra num processo de complexa e acelerada mudança. Em resumo, é possível afirmar que a psicomotricidade tem origem numa noção global e sistêmica do corpo e da motricidade, enxergando o ser humano como detentor de um complexo organismo constituído pelo corpo e pelo cérebro. Campos de atuação da psicomotricidade É possível afirmar que, atualmente, há três campos de atuação na psicomotricidade: reeducação, terapia e educação. A reeducação consiste no atendimento individual ou em pequenos grupos de crianças, adolescentes ou adultos que manifestem sintomas de natureza psicomotora. Tais sintomas usualmente vêm acompanhados de outros distúrbios mentais, neurológicos, psiquiátricos, orgânicos, afetivos e relacionais. A terapia psicomotora é desenvolvida com crianças, adolescentes ou adultos, individualmente ou em pequenos grupos que manifestem grandes perturbações de natureza patológica. A educação psicomotora se direciona à atuação no âmbito escolar, sobretudo nas áreas da educação infantil e no ensino fundamental. A psicomotricidade não se restringe a um único método, de uma “instituição de ensino” ou de uma “linha” de pensamento, nem tampouco pode ser descrita como uma técnica, um processo, mas almeja fins puramente educativos a partir da utilização do movimento humano (AJURIAGUERRA, apud FONSECA, 1988). 15 CAPÍTULO 3 PSICOMOTRICIDADE INFANTIL Partindo de estudos bibliográficos, é possível afirmar que a psicomotricidade abrange toda açãoexecutada pela criança, constituindo-se como a integração entre o psiquismo e a motricidade. Almeja o desenvolvimento global, com foco nos aspectos afetivos, motores e cognitivos, induzindo o indivíduo a tomar consciência do seu próprio corpo, mediante a exploração do movimento. Le Boulch (1985) explica que 75% do desenvolvimento psicomotor acontece na idade pré-escolar, destacando que o bom funcionamento dessa área auxiliará o processo de aprendizagem no futuro. Por essa linha, importa destacar a importância de o professor de educação física de crianças deter o necessário conhecimento de que as crianças atuam e se inserem no mundo que está ao seu redor por meio da execução de movimentos. Além disso, salientamos a fundamental importância de que o professor detenha conhecimentos acerca do desenvolvimento motor e das suas fases, mostrando-se apto tanto para a proposição como para a realização de atividades embasadas nas definições da psicomotricidade, a fim de garantir, dessa forma, em sua organização pedagógica, a inovação curricular a partir de novas propostas, com vistas a desenvolver projetos a partir dos quais as crianças tenham que utilizar o seu corpo como instrumento de exploração, criação, brincadeira, imaginação, sentimento e aprendizado. Importa destacar que, ao apresentar um ambiente notoriamente favorável, oferecem-se à criança as condições para que ela retire o maior proveito possível das suas potencialidades inatas, ao passo que, num ambiente hostil, a manifestação dessas potencialidades básicas sofrerá limitações consideráveis (GESELL, 2003). Ao analisar o desenvolvimento infantil do ponto de vista histórico, é possível verificar que, anteriormente, as crianças experienciavam, de maneira espontânea, mediante as brincadeiras do dia a dia, atividades motoras bastante para que elas adquirissem habilidades motoras mais específicas, cabendo destacar que não existia separação entre o brincar, o aprender e o crescer. Já a infância hoje está organizada de forma diferente dos tempos antigos, em que observamos várias mudanças na atualidade: a urbanização, a necessidade de segurança e o avanço tecnológico trouxeram consequências como a redução dos espaços e a diminuição da liberdade para que as crianças desenvolvam suas brincadeiras espontaneamente. 16 UNIDADE I | NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE Sendo assim, é neste lugar e momento de desenvolvimento infantil que o papel da escola ganha relevância, por ser essencialmente o local que mais contribui para o crescimento da criança, não detendo apenas o dever de proporcionar um futuro excelente de desenvolvimento motor, mas também auxiliando-as a se transformarem em indivíduos independentes, criativos e críticos. A psicomotricidade e o desenvolvimento infantil Percebemos a valorização do corpo humano desde os tempos antigos. Isso pode ser observado a partir da análise do pensamento da cultura grega e da exaltação do corpo humano em forma física esplêndida, conforme retratam, principalmente, as suas obras de arte e as esculturas até hoje conhecidas. Observamos que, por muito tempo, o ser humano foi entendido a partir de uma visão fragmentada, segregando o corpo da alma, de maneira que esse dualismo sempre foi matéria de estudo. Ao longo dos anos, diversos pensamentos não acadêmicos buscaram descrever essa relação entre o corpo e a mente. Todavia, apenas a partir de certos pensamentos mais radicais do século XIX o termo “psicomotricidade” surgiu num discurso médico neurológico, objetivando a designação das zonas do córtex cerebral posicionadas além das regiões motoras. Historicamente, a psicomotricidade se desenvolveu ao longo de um século de esforço de ação e de pensamento; o seu aspecto científico, na era da tecnologia da informação, vai auxiliar seguramente um maior desenvolvimento da descrição das relações mútuas e recíprocas da convivência do corpo com o psíquico. Essa intimidade filogenética e ontogenética constitui o triunfo evolutivo da espécie humana, um remoto passado de muitos milhões de anos de conquistas psicomotoras (FONSECA, 1988, p. 99). Vejamos: » em 1909, Dupré, neuropsiquiatra, afirma a independência da debilidade motora, antecedente do sintoma psicomotor, como um possível correlato neurológico; » em 1925, Henry Wallon, médico psicólogo, estudava movimento humano dando- lhe uma categoria fundante como instrumento na construção do psiquismo; » nos anos de 1935, Edouard Guilmain, neurologista, desenvolve um exame psicomotor para fins de diagnóstico, de indicação da terapêutica e de prognóstico; » já em 1947, Julian de Ajuriaguerra, redefine o conceito de debilidade motora, considerando-a como uma síndrome com suas próprias particularidades. 17 NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE | UNIDADE I Em face da redefinição de Ajuriaguerra, a psicomotricidade começa a ser compreendida como uma ciência que analisa o ser humano a partir dos seus movimentos, das suas realizações, dos aspectos motores, afetivos e de cognição, sendo esses um produto da relação do indivíduo com o seu meio social. Segundo Gonçalves (2011), a psicomotricidade: Tem por objetivo a visualização do ser humano em sua totalidade, nunca separando o corpo (sinestésico), o sujeito (relacional) e a afetividade; sendo assim, ela busca, por meio da ação motora, estabelecer o equilíbrio desse ser, dando lhe possibilidades de encontrar seu espaço e de se identificar com o meio do qual faz parte. (GONÇALVES, 2011, p. 21) Coste (1981) a define como a ciência encruzilhada, ao indicar o cruzamento e o encontro de múltiplos pontos de vista biológicos, psicanalíticos, linguísticos, sociológicos e psicológicos. Etimologicamente, o termo “psicomotricidade” é formado por dois termos distintos: a palavra psyché, que significa “alma”, e a palavra latina motorius, que significa “que tem movimento”. Podemos observar por intermédio da literatura que muitos autores e estudiosos da psicomotricidade apresentaram as mais diversas definições a respeito dessa área e, para se alinhar a esses autores e buscando os melhores fins didáticos desse material de estudo, apresentamos a definição indicada pela Sociedade Brasileira de Psicomotricidade (SBP): A Psicomotricidade é uma ciência que tem como objetivo o estudo do homem através do seu corpo em movimento em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, em que o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito, cuja ação é resultante de sua individualidade e sua socialização. A fim de melhor entender o conceito de psicomotricidade, apresentamos as definições de alguns outros autores, conforme segue: A Psicomotricidade se conceitua como ciência da Saúde e da Educação, pois indiferente das diversas escolas, psicológicas, condutistas, evolutistas, genéticas, etc. ela visa à representação e a expressão motora, através da utilização psíquica e mental do indivíduo. (AJURIAGUERRA apud ISPE-GAE, 2007) 18 UNIDADE I | NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE Psicomotricidade é a ciência de síntese, que com a pluralidade de seus enfoques, procura elucidar os problemas, que afetam as inter-relações harmônicas, que constituem a unidade do ser humano e sua convivência com os demais. (COSTALLAT apud ISPE-GAE, 2007) Psicomotricidade é a otimização corporal dos potenciais neuro, psicocognitivo funcionais, sujeitos as leis de desenvolvimento e maturação, manifestados pela dimensão simbólica corporal própria, original e especial do ser humano. (LOUREIRO apud ISPE-GAE, 2007) Segundo Nicola, o conceito mais atualizado de psicomotricidade o descreve como uma ciência nova, apontando como o seu objeto de estudo o homem em suas relaçõescom o corpo em movimento, apresentando a sua aplicação prática em formas de atuação que constituem uma especialidade inovadora. A psicomotricidade consiste no estudo do homem na sua unidade pessoal (NICOLA, 2004, p. 5). Nicola ainda traz conceitos e definições que levam à reflexão acerca da dualidade existente entre a psique e o corpo, como segue: Motricidade: por definição conceitual é a propriedade que têm certas células nervosas de determinar a contração muscular. Psico (grego Psyquê): vem representar a alma, espírito, intelecto. Psicomotricidade: condição de um estado de coisas corpo/mente. Visão global de um indivíduo, onde a base de atuação está no conhecimento desta fusão. (NICOLA, 2004, p. 5) É possível afirmar, portanto, que a partir dessas contribuições novas, a psicomotricidade se distingue de outras disciplinas, assumindo a sua própria autonomia e especificidade. Por meio dos estudos psicomotores, é possível salientar que as crianças descobrem o mundo exterior por meio do seu corpo, que lhes permite explorar situações diversas e experienciar as emoções e sensações. A criança descobre o mundo por meio do seu corpo, explora diferentes situações, experiencia e se expressa, observa e percebe o mundo ao seu redor, num processo que inclui, ainda, a interiorização das sensações, e, na medida em que a criança atravessa o seu desenvolvimento, ela vai amplificando as suas percepções e passando a controlar o seu próprio corpo. Um fator fundamental para a criança explorar o mundo exterior é o movimento, razão porque essas experiências concretas a levam a construir as noções básicas que a irão conduzir a um pleno desenvolvimento intelectual. 19 NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE | UNIDADE I A partir dos primeiros dias de vida da criança, já é possível perceber o seu contínuo desenvolvimento, sendo possível afirmar, ainda, que ela materializa as primeiras formas da linguagem. Dessa forma, ressaltamos a importância no desenvolvimento de atividades que favoreçam a estimulação do toque, a percepção do próprio corpo, tais como correr, pular, andar descalço, subir, descer, manipular objetos de tamanhos distintos, perceber as diferentes texturas, tudo isso a fim de permitir uma união entre a psique e o corpo. É a partir da motricidade e da visão que a criança pode descobrir o mundo dos objetos, e é por meio da sua manipulação que ela passa a um processo de redescobrimento desse mesmo mundo. Amanda Cabral Goretti assim definiu os transtornos psicomotores: São distúrbios manifestados no corpo sem nenhuma relação com alterações neurológicas ou orgânicas aparentes. Nestes transtornos, o esquema e a imagem corporal bem como o tônus muscular aparecem comprometidos, impedindo que a criança tenha domínio de seu próprio corpo. Assim, ela apresentará dificuldades em todos os elementos psicomotores (GORETTI, 2009, p. 4). Os principais transtornos apresentados pela autora são os seguintes: » instabilidade psicomotora – nesse transtorno, a criança não consegue começar e terminar a brincadeira e é assim com todas as suas produções corporais. Há uma dificuldade em inibir seus movimentos, provocando ações explosivas e agressivas. São crianças agitadas, ansiosas e inquietas, pois possuem grande necessidade em movimentar-se; » inibição psicomotora – nesse transtorno, a criança não usa seu corpo para relacionar- se com o mundo ou com os outros. É o oposto da instabilidade, pois também há uma falta de limite, mas essa falta barra o agir da criança. Ela mostra-se então sempre cansada, demonstrando pouca expressão facial e corporal. Seu aspecto é de extrema fragilidade e debilidade e é nele que se reconhece e é reconhecida. São crianças “quietinhas demais”; » debilidade – é caracterizada pela presença de paratonias e sincinesias. A paratonia é a persistência de uma rigidez muscular caracterizada por uma inadequada incontinência das reações tônicas; » dispraxia – dificuldade de associar movimentos para realizar uma tarefa. Há um transtorno espacial (dificuldade de lateralizar, de nomear objetos, espelhamento de letras, assimetria nos movimentos – todos estes aparecendo persistentemente). 20 UNIDADE I | NEUROCIÊNCIA E A PSICOMOTRICIDADE Estimulação psicomotora Le Boulch (1985) afirma que o primeiro objeto que a criança percebe é o seu próprio corpo. É a partir de sensações, mobilizações e deslocamento que se desenvolve esse processo de conhecimento. Alves (2012) destaca a importância dos primeiros anos de vida no processo de desenvolvimento intelectual, do campo afetivo, das relações sociais na vida da criança, salientando ainda que esses aspectos irão determinar as suas capacidades no futuro. O primeiro instrumento social de compreensão e expressão da criança é o gesto. A partir de simples ações como apontar, apanhar, evocar, passam a tomar o lugar do choro; a criança usa gestos para se expressar diante de ações e situações que ela ainda não é capaz de verbalizar, sendo essa uma importante forma de comunicação precedente ao vocabulário fonético. “Antes da linguagem, as ações motoras é que determinam as ações mentais” (GONÇALVES, 2011, p. 28). Cabe destacar que a estimulação motora dá à criança a oportunidade de entrar em contato com o objeto, com o meio e consigo mesma, permitindo-a criar uma comunicação corporal relevante. O que distingue a estimulação motora de uma atividade motora é o seu propósito de provocar evolução do esquema corporal. É dizer, a criança ganha estímulo para organizar habilidades distintas, a partir das suas experiências pretéritas. Dessa maneira, a interação da criança com o mundo dos objetos deve ser facilitada sempre que possível, mediante a experiência concreta e o brincar, conduzindo, assim, a aprendizagem a algo mais do que um processo meramente cumulativo, tornando-a uma aprendizagem mais dentro de contexto, rica em significados. Gonçalves (2011, p. 30) assinala que, na medida em que são apresentadas novas e diferentes maneiras para a execução do movimento anteriormente conhecido, a criança se percebe desconfortável e todo o seu sistema cerebral passa por uma ativação em busca de outra maneira de perceber, decodificar, planificar e realizar o movimento novo a partir das suas habilidades cognitivas, emocionais e do seu aparato motor. 21 REFERÊNCIAS ALMEIDA, G. P. 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