Prévia do material em texto
• Quanto a densidade: Radiolúcido Radiopaco Misto • Quanto a forma: Unilocular + cistos Multilocular + tumores Circular Oval + unilocular • Quanto ao limite: Regular: mais fácil de remover; comum de lesões capsulares (cistos) e lesões benignas; Irregular/indefinidas: comum de lesões agressivas/tumores. • Quanto à cortical: Integro Adelgaçamento Espessamento • Tipo mais comum de tumores odontogênicos; • Anomalia de desenvolvimento (hamartomas); Odontoma composto: formado por múltiplas estruturas pequenas, semelhantes a dentes, cercada por zona radiolúcida; Odontoma complexo: massa conglomerada de esmalte e dentina; não exibe semelhança anatômica com um dente; cercada por zona radiolúcida; normalmente associado a dente não erupcionado. • Predileção: composto (maxila anterior) x complexo (região de molares de qualquer osso gnático). • Prevalência em crianças e adolescentes; • Assintomática, descobertas durante o exame radiográfico de rotina; • Apresenta crescimento lento e autolimitado; • Odontomas maiores (6cm ou mais) podem levar à expansão dos ossos gnáticos • Tratamento: excisão cirúrgica (enucleação). • Neoplasia benigna de cementoblastos; • Mais comum em molares e pré-molares inferiores; • Comum em dentes impactados, inclusos ou decíduos; • Acomete mais jovens de menos de 25 anos; • Crescimento lento, podendo ocorrer dor e aumento de volume; • Massa radiopaca que está fundida a um ou mais dentes e é circundada por um fino halo radiolúcido; • Ocorre reabsorção radicular • Tratamento: extração dos dentes juntamente com a massa calcificada anexada. • Cisto odontogênico de origem não inflamatória; • Se origina pela separação do folículo que fica ao redor da coroa de um dente não erupcionado; • Ocorre mais em 3º molares inferiores; outros: caninos, 3º molares superiores e 2º pré-molares inferiores; • Podem estar associados a dentes supranumerários ou a odontomas; • Comum em pacientes entre 10 e 30 anos; • Quando infectados geram dor e edema; • Quando grandes, podem gerar expansão indolor (incomum); • Pode deslocar dentes envolvidos e causar reabsorção radicular de dentes adjacentes; • Radiograficamente: área radiolúcida unilocular que está associada à coroa de um dente incluso; apresenta uma margem bem definida e frequentemente esclerótica; • Distinção radiográfica entre cisto dentígero e folículo coronário aumentado: em cisto dentígero, o espaço radiolúcido que envolve a coroa do dente deve ser maior de 3 a 4 mm de diâmetro • Tratamento: remoção do cisto + remoção do dente ou remoção parcial do cisto se o dente conseguir erupcionar; grandes cistos: marsupialização ou descompressão e remoção • Cisto Odontogênico Não-inflamatório • Predileção por mandíbula posterior; • Crescimento lento medular, raramente associado a expansão; • Imagem radiolúcida unilocular com bordas bem definidas; • 2/3 estão associados a dentes inclusos • Quando em grandes dimensões, podem estar associados a dor, edema ou drenagem • Tratamento: tratamento endodôntico ou exodontia + curetagem; ou marsupialização/descompressão. • Caracterizadas por epitélio odontogênico contendo “células fantasmas”, que depois podem sofrer calcificação; • Pode estar associados a odontomas (em jovens), TOA e ameloblastoma; • Quando intra-ósseos, ocorre com mesma frequência em maxila e mandíbula, sendo mais comum em incisivos e caninos; • Comum em média de 30 anos; • Lesão radiolúcida bem definida, unilocular, embora possa ser multilocular; com estruturas radiopacas no interior da lesão, ou calcificações irregulares ou densidades similares a dentes (tumor misto); • Pode gerar reabsorções radicular ou divergências dos dentes adjacentes (deslocamento); • Quando extra-ósseos (5 a 17% dos casos): nódulos gengivais localizados, sésseis ou pediculados. • Tratamento: enucleação do cisto. • Tumor de Pindborg (menos de 1% dos casos); • Mais comum entre 30 a 50 anos; • Mais comum em mandíbula, em região de 3º molar impactado; • Aumento de volume indolor, de crescimento lento; • Imagem radiolúcida uni (+ maxila) ou multilocular, com margens bem definidas (80%) e festonadas; • Estruturas calcificadas em seu interior; • Tratamento: enucleação com fina faixa de osso circunjacente; • Comum entre 10 a 19 anos, com predileção por mulheres; • Maior ocorrência em região anterior de maxila; • Tumores pequenos, raro excede 3 cm de diâmetro; • Assintomático; • Lesão radiolúcida circunscrita e unilocular, envolvendo a coroa de dente não erupcionado, sendo mais frequente o canino; • Pode conter calcificações no interior (flocos de neve); • Pode se localizar entre as raízes de um dente erupcionado (extrafolicular) • Diagnóstico diferencial: cisto dentígero; • Tratamento: enucleação; • Cisto verdadeiro revestido por epitélio, formado pelo estimulo da inflamação no epitélio da região do ápice de um dente desvitalizado; • Cisto inflamatório mais comum; • Crescimento lento a assintomático; • Dente associado sem vitalidade; • Com o crescimento do cisto, podem ocorrer mobilidade e deslocamento dos dentes adjacentes; • Área circunscrita radiolúcida na região periapical • Pode ser associada com deslocamentos dentários; • Perda de continuidade de lâmina dura de osso; • Tratamento: tratamento endodôntico ou exodontia + curetagem; ou marsupialização/descompressão. • Cisto periapical (inflamatório) que não foi curetado no momento da extração do dente; • Pode sofrer redução de tamanho ou resolução espontânea; • Assintomático, podendo ocorrer expansão e dor (infecção secundária); • Radiolucidez de tamanho variável, de forma redonda a oval, dentro da crista alveolar no sítio de uma extração dentária prévia; • Ocorre tipicamente ao longo da superfície radicular lateral de um dente; • Lesão assintomática, mais comum em adultos e idosos; • Ocorre mais em pré-molares, caninos e incisivos lateral inferiores; • Área radiolúcida localizada lateralmente à raiz de dentes com vitalidade, com menor de 1 cm;; • Pode estar associado ao afastamento radicular • Tratamento: enucleação • Tumor odontogênico clinicamente significativo mais comum, de origem epitelial; • Tipo sólido: ocorre mais em mandíbula (ramo e corpo), assintomático, crescimento lento, tumefação indolor ou expansão óssea; assimetria facial; lesão radiolúcida multilocular (bolhas de sabão ou favos de mel); pode ser unilocular; margens festonadas, expansão de corticais e reabsorção de raízes em lâmina de faca. • Tipo unicístico: em mais jovens, comum em região posterior de mandíbula, assintomático de crescimento lento; imagem radiolúcida que envolve coroa de 3º molar não erupcionado, unilocular, bem delimitado, unilocular, com expansão ou perfuração de cortical; pode deslocar ou reabsorver dentes; • Tipo periférico: incomum, na gengiva ou mucosa alveolar, indolor, não ulcerada, séssil ou pediculada, comum em + de 50 anos, de crescimento lento e causa erosão do osso subjacente • Tratamento: simples enucleação + osteotomia, curetagem até ressecção em bloco;