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Hemograma 
 
Proteínas plasmáticas (7%) 
▪ Albuminas 
▪ Globinas 
▪ Lipoproteínas 
 
Anti-coagulante: 
Edta – menos alterações morfológicas e 
nas células, remove o cálcio necessário à 
coagulação 
Heparina – Pode ser utilizados em outras 
espécies animais além dos mamíferos 
Citrato – Utilizado para testes de 
coagulação (indicado para hemograma 
em algumas espécies, como o avestruz) 
 
Tempo de espera do exame: Ideal é ser 
levado imediatamente para o laboratório, 
mas como a maioria das vezes não é 
possível... 
Se demorar + 3 horas a amostra deve ficar 
refrigerado, já com o esfregaço (pois o 
melhor esfregaço é com o sangue recém-
colhido e mandar ambos para o 
laboratório) 
 
Coleta de amostras 
Sangue 
Local: Preferencialmente jugular, pois é 
uma amostra de sangue central 
▪ Suíno: Veia cava anterior (local que 
necessita ter mais experiencia com a 
espécie) ou veia da margem da orelha 
(capa de gordura impede o acesso na 
veia jugular) 
▪ Coelho: Veia da margem da orelha 
▪ Cães com pescoço curto, grosso e 
muito peludo: veia cefálica 
▪ Bovinos: Veia da cauda 
 
Equipamentos 
Agulhas descartáveis: 
▪ 20 G melhor (0,9 x 40mm) 
▪ 19 G – grandes volumes (1,1 x 40mm) 
▪ 21 G – Cães e gatos muito pequenos 
(0,8 x 40mm) 
Agulhas menores: promovem hemólise 
Agulhas maiores: hematomas 
 
Tipos de recipientes 
Tubos com tampa de borracha: padrão de 
cores indicam qual 
anticoagulantes/preservativo 
EDTA – hematologia 
Citrato – testes de coagulação 
Heparina – obtenção do plasma 
Fluoreto – mensuração de glicose 
Sem aditivo – obtenção de soro 
 
Plasma = Fatores de coagulação e 
proteínas de coagulação Soro = Obtido 
após a coagulação, não se tem as 
proteínas de coagulação, pois foram 
consumidos para a formação do plasma 
Método: Venopunção com seringa e 
agulha; desacoplar a agulha e colocar a 
seringa dentro do tubo e transferir 
rapidamente escorrendo pela parede do 
tubo, tampar e homogeneizar (15 vezes) 
 
Tubo à vácuo (“Vacutainer”) 
Método: Venopunção com agulha de 2 
pontas, uma ponta colhe o sangue e a 
outra perfura o tubo 
Vantagens: Menor chamce de coagular; 
não requer seringa; mais seguro 
Desvantagens: Caro, mais sujeito a 
hemólise (turbulência), inadequado para 
pequenos animais, pois o vácuo pode 
ocasionar colabamento de veias 
 
Seringas plásticas para coleta de sangue 
“monovette” 
Confortáveis de aspirar e contêm 
anticoagulante 
Se convertem em tubos de coleta 
Vantagens: Barato, sem necessidade de 
agulhas especiais, menor risco de 
hemólise pois não há vácuo, método para 
equinos e para rebanho 
Desvantagens: Pouca variação de tubos 
pediátricos (pequenos volumes) 
 
 
Seringas conversíveis/tubos a vácuo “S-
monovette” 
Requer agulhas de ponta dupla 
Não suja as mãos com sangue 
Mais caro 
Pouca disponibilidade de tubos pequenos 
Escolha na medicina humana 
 
Coleta de sangue 
A ordem para se coletar várias amostras 
de um mesmo paciente, durante uma 
mesma punção é a seguinte 
1. Tubo para hemocultura 
2. Tubo sem aditivo 
3. Tubo com citrato 
4. Tubo com heparina 
5. Tubo com EDTA 
6. Tubo com fluoreto de sódio 
 
Exame hematológico 
Primeira premissa: sangue obtido e 
transferido para o tubo com 
anticoagulante não tenha coagulo 
Segunda premissa: Conservar sempre 
com a proporção correta entre sangue e 
anticoagulante 
Excesso de anticoagulantes pode 
acarretar: 
Destruição de plaquetas com resultados 
falsos (plaquetopenia) 
Degeneração citoplasmática dos 
neutrófilos, presença de corpúsculos 
intracitoplasmáticos que podem ser 
confundidos com as bacterianas ou de 
outra etiologia 
Vacuolização de monócitos 
Destruição e lise das hemácias com 
resultados falsos de hemoglobina e 
hematócrito 
*Na etiqueta do frasco existe uma faixa 
preta, que indica a quantidade exata de 
sangue 
 
*Amostra tem que ser levada 
rapidamente para o laboratório, o contato 
prolongado com EDTA pode induzir a 
formação de agregados celulares e alterar 
os resultados das contagens 
*Preservar a amostra a uma temperatura 
de 4°C até no máximo 24 horas, esfregaço 
deve ser feito até no máximo 3 horas 
Hematopoese 
Originam-se do mesênquima do saco 
vitelino (ilhotas eritroblásticas) 
Pré-natal = Fígado, baço, timo, 
linfonodos e início da medula óssea 
Após 21 dias fígado, baço e medula 
Extravascular em mamíferos e 
intravascular em aves 
Medula é hematopoiética do nascimento 
até a morte 
 
Células totipotentes 
Equilíbrio entre a formação e destruição 
das células 
Mais primitiva 
Tem a capacidade de se renovar 
 
Maturação dos eritrócitos (hemácias) 
Envolve síntese de hemoglobina e 
formação do disco bicôncavo (em 
algumas espécies) 
Eritroblasto > pró-eritroblasto > 
eritroblasto policromático > eritroblasto 
ortocromático > reticulócito > eritrócito 
 
Eritroblasto ortocromático para 
reticulócito: Desfragmentação do núcleo, 
apresenta fragmentos de DNA 
 
Eritrócitos 
Células bicôncavas, com grande área para 
trocas gasosas 
Carrear Hb e O2 
Hemoglobina que determina acidofilia 
(coloração) 
Anisocitose (diferentes tamanhos de 
hemácias na amostra), poiquilocitose (ou 
pecilocitose) – diferentes formas de 
hemácias 
Meta-hemoglobina redutase que faz a 
redução de Fe 
Anidrase carbônica, quebra CO2 + H2O 
= HCO3 + H+ 
Destruição intravascular e extravascular 
pelos macrófagos do baço, medula e 
fígado 
 
Produção 
 
Diminuição da pressão arterial de O2 – 
estímulo para a produção e liberação de 
hemácias 
 
Hemoglobina 
Carrear O2 e Fe 
Conjugado proteico 
Tipos: Embrionária, Adulta e infantil 
Degradação: São degradadas pelo 
macrófago e a hemoglobina fica livre de 1 
a 7h na circulação, depois é metabolizada 
É quebrada em duas porções heme + 
globina 
Globina é desintegrada e os aminoácidos 
são reutilizados para formar outras 
proteínas 
Heme e Fe são reutilizados 
Heme é convertido em bilirrubina que 
fica na circulação, se ligando na albumina 
Bilirrubina + albumina = bilirrubina 
indireta ou bilirrubina não conjugada 
Essa bilirrubina indireta é metabolizada 
pelo fígado, e vai ser conjugada com ác. 
glicurônico que a transforma em 
bilirrubina direta (ou conjugada) 
Essa bilirrubina direta é hidrossolúvel 
(mais facilmente excretável), que vai ser 
excretada pela bile, que vai dar coloração 
nas fezes (urobilina e extercobilina) e na 
urina (urobilinogênio) 
 
Anemia 
Diminuição do número de hemácias na 
circulação, hemoglobina e da 
porcentagem de hematócrito 
Sinais clínicos: 
▪ Mucosa pálida 
▪ Apatia 
▪ Cansaço 
▪ Anorexia 
▪ Dispneia 
▪ Diminuição de temperatura (graves) 
Classificação patofisiologica 
Anemia relativa: 
Ocorre em fêmeas gestantes e neonatos 
após fluidoterapia – SUPER 
HIDRATAÇÃO 
Parece q esta anêmico, mas não está, pois 
há um aumento de volume de líquido na 
circulação o que faz com que as hemácias 
fiquem mais diluídas 
Anemia absoluta: 
Deve ser investigada clinicamente, pois 
aqui ocorre a perda de hemácias 
Causas: Hemorragia aguda ou crônica, 
hemólise, intra e extravasculares 
Aplasia ou hipoplasia seletiva ou 
generalizada de medula, incluindo 
deficiência, defeito na utilização de 
nutrientes essenciais para produção de 
hemácias 
 
Classificação à resposta medular 
Regenerativa: Medula está respondendo ao 
processo de anemia, produzindo e 
liberando as células mais jovens 
(reticulócitos – é capaz de realizar o 
transporte de O2) 
Inicia a produção de novas células, por 
causa da perda, mas ela libera as células 
antes da maturação 
Reticulocitose – aumento de reticulócitos 
na circulação no exame de esfregaço 
sanguíneo (reticulócito maior que a 
hemácia e esférica) 
Equinos não faz a liberação 
Não regenerativa: Não existem 
reticulócitos 
Ocorre geralmente por lesões medulares, 
causadas por tumores, radiação e 
infecção. 
Morfologia: Sempreconfirmar no exame 
microscópico das hemácias 
 
Classificação índices 
hemacimetricos 
Volume corpuscular médio (VCM), 
classifica as anemias em: 
Macrocíticas: Hemácias em tamanho 
maior 
Microcíticas: Tamanho menor 
Normocíticas: Tamanho normal 
Concentração de hemoglobina corpuscular 
média (CHCM): 
Em relação a coloração das hemácias 
Normocrômicas: Normal 
Hipocrômicas: Menor quantidade de 
hemácias e coloração pálida 
*Não existe anemia hipercrômica, pois as 
hemácias possuem um limite para 
hemoglobina e não pode ter uma 
quantidade maior 
 
 
Tipos de Anemias 
Anemia Macrocítica e Hipocrômica 
Remissão de perdas agudas de sangue ou 
hemólises agudas 
Grau depende da severidade da anemia e 
da resposta medular frente a presença de 
reticulócitos 
Reticulocitose = aumenta o VCM e 
diminui o CHCM 
 
Anemia Normocítica e 
Normocrômica 
Depressão seletiva da eritropoiese 
(quando somente a linhagem de hemácias 
é comprometida) em doenças crônicas 
como infecções, perda hiperaguda de 
sangue, nefrite, uremia, neoplasias e 
certas alterações endócrinas 
Resposta reticulocitária é ausente ou 
insignificante 
 
Anemia Microcítica e Hipocrômica 
Associada a deficiência ou falha no uso de 
ferro 
Perda crônica de sangue, deficiência de 
cobre e piridoxina (VitB6) são sinais 
dessa anemia 
Parasitoses podem ser causas 
 
Anemia microcítica normocrômica e 
normocítica hipocrômica 
São encontradas durante o 
desenvolvimento das anemias por 
deficiência de ferro 
 
Patofisiologia: 
1. Perda aguda e crônica de sangue 
Inicialmente os parâmetros se 
apresentam normais, por causa dos 
mecanismos compensatórios, como por 
exemplo a contração do baço para liberar 
eritrócitos na circulação para compensar a 
oxigenação 
Fluidos extravasculares se movem para 
espaço intravascular 
Após dois dias ocorre uma anemia 
normocítica e normocrômica 
Reticulocitose inicia-se após 72 a 96 horas 
aproximadamente, vista após 3° dia 
Manifestações variam de acordo com o 
grau de hemorragia 
2. Perdas crônicas de sangue 
Geralmente anemia ferropriva (baixos 
níveis de ferro), portanto é microcítica e 
hipocrômica 
Suínos possuem naturalmente deficiência 
em ferro 
Anemias hemolíticas 
Ocorre quando a meia vida da hemácia é 
reduzida, devido a defeitos na célula ou 
alterações nos capilares (microvasculares) 
Pode ser intravascular (hemoglobinemia, 
hemoglobinúria e icterícia) ou 
extravascular 
São geralmente regenerativas, de origem 
infecciosa ou não-infecciosa 
Normalmente macrocítica e 
hipocrômicas 
 
Anemia hemolítica imunomediada 
(AHIM) 
Normal em cães e gatos, devido a 
dirofilariose, linfoma, lúpus eritematoso, 
drogas ou medicamentos 
Ocorre a presença de esferócitos (sem 
palidez central), células fantasmas (só se 
vê a membrana e uma parte da hemácia) 
e auto aglutinação 
 
Anemia hemolítica por corpúsculo de 
heinz 
Ocorre por haver alguns compostos 
oxidantes na hemoglobina, fazendo com 
que elas precipitem 
Pode acontecer quando se tem a ingestão 
de cebola e acetominofeno (paracetamol) 
Podem ser encontrados excentrócitos 
(células que apresentam a palidez central 
fora do centro) 
Comuns em gatos com diabetes mellitus, 
doenças hepáticas e hipertireoidismo 
 
 
Anemias hemolíticas 
▪ Infecção de heamobartonela felis e H. 
canis 
▪ Babesiose 
▪ Deficiencia de piruvato quinase e 
fosfofrutoquinase – enzimas 
necessárias para fazer as hemácias 
▪ Hemólise mecânica 
 
Anemia por defeito de maturação 
Padrão não regenerativo, não vai ver 
células de cores diferentes (ausência de 
policromasia e reticulocitose) 
Produção de hemácias ineficientes 
Classificados por defeito de maturação 
nuclear (não conseguem chegar até o 
final da maturação) e citoplasmática 
Podem aparecer em defeitos na medula 
óssea 
 
Anemia com hipoplasia medular 
generalizada 
Todos os tipos celulares serão atingidos, 
pois a medula óssea vermelha está 
hipoplásica 
Citotoxidade generalizada pode ser 
ocasionada por: 
Agentes infecciosos: Vírus da leucemia 
felina ou erliquiose 
Tóxicos: Estrógenos e quimioterápicos 
que são utilizados para o tratamento de 
câncer 
 
Anemias mielotísicas 
Doenças neoplásicas ou não neoplásicas 
(mielofibrose que ocorre na radiação ou 
na intoxicação por estrógeno) 
 
Com relação a resposta medular 
Anemias regenerativas 
Produção pela medula óssea aumentada, e 
liberação de células mais jovens 
(policromatofilia) e aumento de 
reticulócitos (reticulocitose) 
Sempre que houver aumento de 
policromasia deve-se indicar a contagem 
de reticulócitos (coloração de azul de 
cresil brilhante para a identificação e 
contagem, reticulócitos possuem 
fragmento de DNA no interior e 
geralmente são maiores) 
 
 
Anemias não regenerativas 
Ocorrer por perda sanguínea ou hemólise, 
apresentam células normocíticas e 
normocrômicas 
Temporária pois somente após 3 dias que 
a medula responde à anemia 
 
Policitemia 
Aumento do número de hemácias na 
circulação 
Relativa: Aumento do Hematócrito - Ht 
(% de hemácias em um determinado 
volume de sangue) sem o aumento no 
número de hemácias 
Ocorre por causa da perda de volume de 
líquido, pois o sangue está mais 
concentrado (Ex: animal pode estar 
desidratado) 
Absoluta: Aumento do Ht por um 
aumento verdadeiro no número das 
hemácias (AUMENTO DE 
PRODUÇÃO) 
 
 
Homogeneização sanguínea 
Plasma Hemolisado = plasma 
avermelhado 
Hematócrito (volume globular) 
Sangue de caprinos, centrifugar por 15 
minutos outros animais 5 minutos 
3 divisões: Células leucocitárias, células 
vermelhas e plasma (ideal que seja 
amarela palha, claro) – se estiver muito 
amarelado = ictérico 
Plasma amarelo mais “escuro” é normal 
em equinos 
Lipemia = Plasma mais leitose 
Na % despreza-se a parte dos botões 
leucocitários 
 
Proteínas plasmáticas por 
refratometria 
É possível saber a quantidade e soluto 
presente no plasma, o que quer dizer o 
volume de líquido que o animal tem no 
corpo 
Também é possível saber a densidade 
urinária pelo refratômetro 
Antes de usar verificar se o aparelho está 
zerado 
Pegar o plasma do capilar que foi usado 
no hematócrito 
 
Análise microscópica das hemácias 
Análise no esfregaço sanguíneo, com 
corantes como Leishman, GIemsa, 
Panótico, Rosenfeld, que possuem 
corantes ácidos e básicos 
Compostos básicos ligam-se ao corante 
ácido – coloração vermelha 
Compostos ácidos se ligam ao corante 
básico – coloração azul 
 
Anisocitose 
Variação no tamanho das hemácias, 
checa-se com o VCM para verificar se a 
anisocitose é normocitose, macrocitose ou 
microcitose 
O tamanho normal das hemácias pode 
variar dependendo da espécie 
*Anisocitose presente, pode ser que tenha 
reticulocitose em conjunto 
Aumento na variação do tamanho das 
hemácias é geralmente associado a 
presença de hemácias jovens, que 
possuem um tamanho maior 
 
Policromasia ou policromatofilia 
Cores diferentes, checar-se com o 
CHCM, apresentando normocromia ou 
hipocromia 
 
Poiquilocitose 
Eritrócitos com formas diferentes 
Acantócitos: Hemácias com espículas em 
tamanhos variados, ocorre em doenças de 
fígado e baço 
 
Acuminócito: Forma de fuso, normal em 
caprinos 
 
Dacriócito: Formar de lágrima, indica 
desordens mieloproliferativas 
 
Target cell: Forma de alvo, indica 
deficiência de ferro, doenças no baço e do 
fígado 
 
Drepanócito: Forma de foice, rara 
 
Crenada: Forma de engrenagem de 
relógio, ocorre em linfoma, 
glomerulonefrite e cavalos após 
exercícios ou falha técnica (quando o 
sangue fica muito tempo em repouso em 
temperatura ambiente, pois a hemácia 
perde líquido para o meio externo) 
 
Ovalócito: Deficiência na parede celular, 
devido a falta de determinadas proteínas, 
normal para aves, répteis e canelídeos 
 
Knizócito: Forma de cesta, quando o 
organismo faz a resposta de anemia emcães 
 
Esquizócitos: Fragmentos de hemácias, 
ocorre em trauma, nefrose e neoplasia 
 
Estomatócitos: Forma de boca 
(“sorriso”), ocorre em cães com anemia 
crônica, mas é normal em bovinos e 
ovinos 
 
Corpúsculos de Heinz: Precipitação de 
hemoglobina, normal em felinos em até 
5% em felinos, em cães é incomum, 
ocorrem por intoxicação por paracetamol, 
cebola 
 
Plaquetas 
Na medula óssea, tem os precursores = 
Megacarioblasto – Prómegacariócito – 
Megacariócio 
Megacariócito é grande e emite “braços” 
para dentro dos vasos sanguíneos e 
começa a fragmentar o seu citoplasma, e 
os fragmentos dão origem as plaquetas 
Produção é regulada pela trombopoetina 
(derivada do endotélio vascular, fígado e 
fibroblastos) 
Função: 
▪ Manutenção da integridade vascular 
▪ Formar tampão plaquetário para 
hemostasia 
▪ Agir como pró-coagulante da 
membrana lipídica, formando fibrina 
▪ Age na cicatrização vascular 
produzindo o crescimento derivado de 
plaquetas (FCDP) 
▪ Estimulam a migração de células 
endoteliais e produzem músculo liso 
▪ Desempenham papel fundamental na 
inflamação, pois liberam substâncias 
vasoativas, que modulam os 
neutrófilos 
▪ Possuem distribuição homogênea ou 
em grumos, e fazem satelismo em 
volta de neutrófilos. As plaquetas 
gigantes são mais funcionais pois 
estão ativadas 
▪ Destruídas por macrófagos e as senis 
são sequestradas pelo baço e fígado 
 
Trombocitose 
Aumento de plaquetas 
Ocorre por 3 mecanismos: 
 
 
Essencial 
▪ Distúrbio mieloproliferativo raro 
▪ Associado a sangramentos 
▪ Cães de meia idade ou idosos 
▪ Em casos de anemia não regenerativa 
ou regenerativa estão presentes 
macroplaquetas ocasionais 
 
Secundária 
▪ Aumento transitório das plaquetas 
(Ex: Neoplasia como linfoma, 
melanoma, mastocitoma, 
mesotelioma) 
▪ Distúrbios gastrointestinais (Ex: 
Pancreatite, hepatite, doença intestinal 
inflamatória, colite) 
▪ Doenças imunomediadas, hemorragias 
e traumatismos 
 
Fisiológica 
Aumento da mobilização de plaquetas em 
compartimentos de reservas (em casos de 
emergências hemorrágicas) – 
compartimento esplênico e não esplênico 
(pulmões) 
 
 
Trombocitopenia 
Diminuição do número de plaquetas no 
sangue. Apresentam petéquias como 
sinais clínicos 
Produção anormal: Distúrbio medular, 
aplasia, hipoplasia pancitopenia 
(diminuição de todas as células) 
Devido a fármacos citotóxicos (Ex: 
quimioterápicos), infiltração medular 
(transformação da medula óssea pela 
amarela, em caso de cães idosos), 
megacariocitopoese ineficiente devido a 
síndroma mielodisplásica 
Remoção acelerada: Destruição 
imunomediada por fármacos, infecções e 
autoanticorpos, ou remoção não 
imunológica que ocorre na CID, 
vasculite, neoplasias, infecção e 
sangramentos 
 
 
Diagnostico de hemograma 
Hematócrito abaixo de 15 – necessário 
transfusão 
HCM – hemoglobina corpuscular média 
 
Eritrócitos com um número próximo ao 
normal, indicação 6 (5,5 – 8,5) 
PPt (Proteínas plasmáticas totais) – está 
alta, o que pode indicar que o sangue está 
hemoconcentrado, possível indicação de 
desidratação 
 
 
Animal com possível anemia, com níveis 
baixos de eritrócitos, hematócrito e 
hemoglobina 
Anemia normocítica pois VCM dentro 
dos padrões, e hipocrômica pois CHCM 
abaixo dos níveis padrões 
Observação: Anisocitose (hemácias com 
tamanhos diferentes) discreta por 
macrocitose e policromasia 
Indica-se a realização do teste de 
contagem de reticulócitos! 
 
 
Anemia normocítica hipocrômica 
Plaquetas muito abaixo do normal – 
indicação de plaquetopenia ou 
trombocitopenia 
 
 
Animal possivelmente desidratado, 
sangue hemoconcentrado 
Após a hidratação repetir o exame para 
verificar se há uma anemia, a para 
descobrir a causa dos outros valores 
aumentados (hematócrito em valores 
dentro do limite) 
Plaquetas com observação de “agregados 
plaquetários” isso quer dizer que na 
lâmina foi visualizado elas “juntas” não 
tendo um valor certo para a contagem de 
plaquetas, valor foi subestimado 
 
 
Anemia normocítica hipocrômica 
Plaquetas com discreta anisocitose 
 
 
Anemia macrocítica hipocromica 
Hematócrito em níveis muito inferiore, 
abaixo de 15% (necessário transfusão) 
Com possível desidratação 
Por conta do hematócrito estar baixo, não 
seria ideal fazer a hidratação com soro, 
pois com o soro o sangue vai se diluir 
mais 
O ideal é a hidratação com sangue total 
 
 
Possível desidratação, que pode estar 
mascarando uma anemia 
Observação: Anisocitose discreta por 
macrocitose e policromasia. Moderada 
presença de esquisocito 
 
 
Anemia normocítica hipocromica 
Plaquetopenia ou trombocitopenia 
Com morfologia celular normal, ainda 
não há resposta medular