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Roteiro 1.2 Sistema nervoso simpático e parassimpático 1 seg. torácico ao 2 seg. lombar da medula espinal Noradrenalina (neurônios adrenérgicos) Acetilcolina (neurônios colinérgicos) Mesencéfalo, bulbo e segundo ao quarto seg. sacrais da medula espinal Cadeia simpática paravertebral, 3 gânglios afastados (ao longo da aorta) Sobre os órgãos alvo ou próximo a eles Adequar o organismo em situações de estresse Situações de repouso, processo e digestão e eliminação de resíduos Adrenérgicas (Fibras longas) Colinérgicas (fibras curtas) Roteiro 1.2 Nervo vago Vago (X) • Motor: coração, pulmões, brônquios e trato gastrointestinal • Sensitivo: coração, pulmões, brônquios, traqueia, laringe, faringe, trato gastrointestinal e orelha externa Roteiro 1.2 Roteiro 1.2 Roteiro 1.2 Roteiro 1.2 Gânglios pré e paravertebrais • Os gânglios paravertebrais são encontrados dos lados direito e esquerdo do corpo, paralelos à coluna vertebral (daí o nome paravertebral) e estão ligados em cadeia para formar os troncos simpáticos direito e esquerdo ou a cadeia simpática. Cada tronco começa na base do crânio com o gânglio cervical superior. Os troncos unem-se ao nível do cóccix e formam o gânglio ímpar. • Os gânglios pré-vertebrais (gânglios colaterais, gânglios pré-aórticos) encontram-se anteriormente à coluna vertebral, formando vários plexos em torno dos principais ramos da aorta abdominal, como os gânglios celíacos, junto do tronco celíaco. Sistema entérico Roteiro 1.2 a- Funções dos plexos submucoso e mioentérico: O plexo mioentérico ou plexo de Auerbach está localizado entre as camadas de músculo liso longitudinal e circular da túnica muscular. O plexo submucoso é encontrado no interior da tela submucosa. Os plexos do SNE consistem em neurônios motores, interneurônios e neurônios sensitivos (Figura 24.3). Como os neurônios motores do plexo mioentérico irrigam as camadas musculares lisas longitudinais e circulares da túnica muscular, este plexo controla principalmente a motilidade do canal alimentar, particularmente a frequência e força de contração da túnica muscular. Os neurônios motores do plexo submucoso irrigam as células secretoras do epitélio da túnica mucosa, controlando as secreções dos órgãos do canal alimentar. Os interneurônios do SNE interligam os neurônios dos plexos mioentérico e submucoso. Os neurônios sensitivos do SNE irrigam o epitélio da túnica mucosa e contêm receptores que detectam estímulos no lúmen do canal alimentar. A parede do canal alimentar contém dois tipos principais de receptores sensitivos: (1) quimiorreceptores, que respondem a determinados produtos químicos dos alimentos presentes no lúmen, e (2) mecanorreceptores, como os receptores de estiramento, que são ativados quando o alimento distende a parede de um órgão do canal alimentar. Quais são as funções dos plexos mioentérico e submucoso do sistema nervoso entérico? Os nervos simpáticos que irrigam o canal alimentar emergem das partes torácica e lombar superior da medula espinal. Como os nervos parassimpáticos, estes nervos simpáticos formam conexões neurais com o SNE. Os neurônios pós-ganglionares simpáticos fazem sinapse com neurônios localizados no plexo mioentérico e plexo submucoso. Em geral, os nervos simpáticos que irrigam o canal alimentar causam uma diminuição na secreção e motilidade GI por meio da inibição dos neurônios do SNE. Emoções como raiva, medo e ansiedade podem retardar a digestão, porque estimulam os nervos simpáticos que suprem o canal alimentar. b- Como o SNA regula o SNE? Divisão autônoma do sistema nervoso: Embora os neurônios do SNE possam funcionar de modo independente, eles estão sujeitos à regulação pelos neurônios da divisão autônoma do sistema nervoso. O nervo vago (NC X) fornece fibras parassimpáticas à maioria das partes do canal alimentar, com exceção da última metade do intestino grosso, que é suprida pelas fibras parassimpáticas da medula espinal sacral. Os nervos parassimpáticos que suprem o canal alimentar formam conexões neurais com o SNE. Os neurônios pré-ganglionares parassimpáticos dos nervos vago e esplênico pélvico fazem sinapse com os neurônios pós-ganglionares parassimpáticos localizados nos plexos mioentéricos e submucoso. Alguns dos neurônios pós-ganglionares parassimpáticos, por sua vez, fazem sinapse com neurônios do SNE; outros inervam diretamente o músculo liso e glândulas no interior da parede do canal alimentar. Em geral, a estimulação dos nervos parassimpáticos que inervam o canal alimentar causa aumento da secreção e motilidade por meio do aumento na atividade dos neurônios do SNE. Roteiro 1.2 As quatro camadas do canal alimentar, da profunda à superficial, são a túnica mucosa, a tela submucosa, a túnica muscular e a túnica serosa Roteiro 1.2 Túnica mucosa A túnica mucosa, ou revestimento interno do canal alimentar, é uma membrana mucosa. É composta por (1) uma camada de epitélio em contato direto com o conteúdo do canal alimentar, (2) uma camada de tecido conjuntivo denominada lâmina própria, e (3) uma camada fina de músculo liso (lâmina muscular da mucosa). 1- Epitélio O epitélio na boca, faringe, esôfago e canal anal é feito principalmente de epitélio escamoso estratificado não queratinizado, que tem uma função protetora. O epitélio colunar simples, que atua na secreção e absorção, reveste o estômago e os intestinos. As zônulas de oclusão que vedam firmemente as células epiteliais colunares simples vizinhas uma à outra restringem os extravasamentos intercelulares. A taxa de renovação das células epiteliais do canal alimentar é rápida: a cada 5 a 7 dias, descamam e são substituídas por células novas. Localizadas entre as células epiteliais estão as células exócrinas que secretam muco e líquidos para o lúmen do canal alimentar, e vários tipos de células endócrinas, chamadas coletivamente células enteroendócrinas, que secretam hormônios. Roteiro 1.2 2- Lâmina própria da mucosa 3- Muscular da mucosa .A lâmina própria é composta por tecido conjuntivo areolar contendo muitos vasos sanguíneos e linfáticos, que são as vias pelas quais os nutrientes absorvidos no canal alimentar alcançam os outros tecidos do corpo. Esta camada apoia o epitélio e liga-o à lâmina muscular da mucosa (discutida adiante). A lâmina própria também contém a maior parte das células tecido linfoide associado à mucosa (MALT). Esses nódulos linfáticos proeminentes contêm células do sistema imunológico que protegem contra doenças (ver Capítulo 22). O MALT é encontrado em todo o canal alimentar, especialmente nas tonsilas, no intestino delgado, no apêndice vermiforme e no intestino grosso. Uma fina camada de fibras musculares lisas chamada lâmina muscular da mucosa produz múltiplas pequenas pregas na túnica mucosa do estômago e intestino delgado, que aumentam a área de superfície para a digestão e absorção. Os movimentos da lâmina muscular da mucosa asseguram que todas as células absortivas sejam totalmente expostas ao conteúdo do canal alimentar Roteiro 1.2 Tela submucosa Túnica muscular A tela submucosa consiste em tecido conjuntivo areolar que liga a túnica mucosa à túnica muscular. Contém muitos vasos sanguíneos e linfáticos que recebem moléculas dos alimentos absorvidos. Uma extensa rede de neurônios conhecida como plexo submucoso (que será descrito adiante) também está localizada na tela submucosa. A tela submucosa também pode conter glândulas e tecidos linfáticos. A túnica muscular da boca, faringe e partes superior e média do esôfago contém músculo esquelético que produz a deglutição voluntária. O músculo esfíncter externo do ânus é esquelético, possibilitando o controle voluntário da defecação. No restante do canal alimentar, atúnica muscular consiste em músculo liso, que geralmente é encontrado em duas lâminas: uma camada interna de fibras circulares e uma camada externa de fibras longitudinais. As contrações involuntárias do músculo liso ajudam a fragmentar os alimentos, misturá-los às secreções digestórias e levá-los ao longo do canal alimentar. Entre as camadas da túnica muscular está um segundo plexo de neurônios – o plexo mientérico (ver adiante). Roteiro 1.2 Túnica serosa Intestino delgado Duodeno Jejuno Íleo Estas partes do canal alimentar que estão suspensas na cavidade abdominal têm uma camada superficial chamada túnica serosa. Como o próprio nome indica, a túnica serosa é uma membrana serosa composta por tecido conjuntivo areolar e epitélio escamoso simples (mesotélio). A túnica serosa é também chamada peritônio visceral, porque forma uma parte do peritônio, que examinaremos em detalhes em breve. O esôfago não tem túnica serosa; em vez disso, apenas uma única camada de tecido conjunto areolar chamada túnica adventícia forma a camada superficial deste órgão.