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CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS - FMU 
BACHAREL EM BIOMEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 
ISABELA GRAUMANN BROCCO 
 
 
 
 
 
 
 
PROBIÓTICOS NO TRATAMENTO DA ACNE VULGAR 
REVISÃO SISTEMÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2023 
 
 
ISABELA GRAUMANN BROCCO 
 
 
 
PROBIÓTICOS NO TRATAMENTO DA ACNE VULGAR 
REVISÃO SISTEMÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso 
apresentado ao curso de Graduação em 
Biomedicina Centro Universitário FMU em 
cumprimento a requisito parcial para a 
obtenção do grau de Bacharel em 
Biomedicina, sob a orientação da Prof. 
Isabella Omena. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2023 
 
 
RESUMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
A acne vulgar é uma doença inflamatória crônica da unidade pilossebáceo de 
etiologia multifatorial. Quatro processos patogênicos desempenham papéis críticos na 
formação de lesão: hiperqueratinização folicular, aumento da produção de sebo pelas 
glândulas sebáceas, com fatores endócrinos envolvidos, colonização bacteriana do folículo, 
principalmente por Propinibacterium acne, e liberação de mediadores inflamatórios no 
folículo e derme adjacente (1). Trata-se de uma doença dermatológica que afeta mais de 
85% dos adolescentes, entre 12 a 25 anos (2). Entretanto, pode se manifestar na maioria 
dos grupos etários, persistindo na idade adulta. 
O impacto psicológico e social da acne pode levar a depressão e ansiedade. A 
demora na busca por tratamentos agrava as lesões físicas e psicológicas, por isso é 
pertinente desmistificar a doença e destacar as potenciais formas de tratamento e sua 
eficácia (3). 
Há décadas, estudos vêm tentando elucidar a relação entre a acne e a dieta. O 
consumo de alimentos com altos níveis glicêmicos provoca modificações significativas na 
microbiota do intestino, refletindo em doenças metabólicas e inflamatórias na pele, sendo 
assim, há uma conexão direta entre trato gastrointestinal e o surgimento de acne (4). 
Diante do conhecimento adquirido por pesquisadores ao longo dos anos sobre a 
importância de uma microbiota intestinal saudável para o um bom funcionamento sistêmico, 
os probióticos se tornaram cada vez mais populares (5). De acordo a Organização Mundial 
de Saúde (OMS), os probióticos são microrganismos vivos que “quando administrados em 
quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro” (6), auxiliam na 
função barreira da pele e contribuem na regulação de respostas imunes, combatendo 
bactérias patogênicas. Atualmente, na área farmacêutica, os probióticos podem ser 
encontrados em itens que variam de nutracêuticos a cosméticos (7). 
Assim, o objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática das evidências 
científicas sobre uso de probióticos orais e tópicos no tratamento da acne. 
 
METODOLOGIA 
Foi realizada uma revisão sistemática através de uma pesquisa nos bancos de dados 
PubMed, Science Direct, SciELO e Google Scholar, utilizando as palavras-chaves “acne”, 
“acne vulgar”, “fisiopatologia da acne vulgar”, “probióticos” , “probióticos e acne”, em um 
período compreendido entre 2010 a 2020. 
 
OBJETIVO 
Objetivo geral: Investigar a influência dos probióticos na prevenção e tratamento da 
acne. 
Objetivos específicos: Descrever a fisiopatologia da acne vulgar; apresentar os 
efeitos dos probióticos como intervenção da diminuição da acne; 
 
DISCUSSÃO 
Propinibacterium acne 
A bactéria mais comumente associada à acne é a Propionibacterium acnes (P. 
acnes), que faz parte do microbioma normal da pele. A presença da P. acnes na pele não é 
necessariamente prejudicial, mas em certas condições, como o acúmulo de sebo, células 
mortas da pele e obstrução dos poros, essa bactéria pode contribuir para o desenvolvimento 
da acne. 
A P. acnes é um organismo anaeróbico, o que significa que prefere ambientes com 
pouco ou nenhum oxigênio. Ela se prolifera em folículos pilosos obstruídos, onde se 
alimenta do sebo produzido pelas glândulas sebáceas. Quando o excesso de sebo é 
produzido, ocorre um acúmulo dentro do folículo, criando um ambiente propício para o 
crescimento da P. acnes. 
A bactéria P. acnes é capaz de desencadear uma resposta inflamatória no folículo 
piloso obstruído. Ela produz substâncias chamadas de lipases, que quebram o sebo em 
ácidos graxos livres. Esses ácidos graxos podem irritar a parede do folículo e desencadear 
uma resposta inflamatória no local. A acne se manifesta por lesões não inflamatórias, que 
são lesões comedogênicas (comedões abertos e fechados); lesões inflamatórias de grau 
leve, moderado ou grave (pápulas, pústulas, nódulos e quisto) e consequente possibilidade 
de aparecimento de cicatrizes residuais. Estas condições isoladas ou em conjunto definem o 
tipo e a gravidade da acne (8) 
É importante ressaltar que a presença da P. acnes na pele não é a única causa da 
acne. A acne é uma condição multifatorial que envolve outros fatores, como hormônios, 
inflamação, produção de sebo e proliferação celular excessiva. 
Embora benigna, a acne está associada a distúrbios psicológicos e sociais, como por 
exemplo, baixa autoestima, depressão e ansiedade, causando um impacto negativo na 
qualidade de vida da pessoa acometida (9) 
 
Microbioma 
O microbioma refere-se ao conjunto de microrganismos que vivem em uma 
determinada área ou em um organismo específico. Esses microrganismos incluem 
bactérias, fungos, vírus e outros microorganismos, e eles colonizam diferentes partes do 
corpo, como a pele, o trato gastrointestinal, as vias respiratórias e o trato urogenital. 
O microbioma humano é composto por trilhões de microrganismos que vivem 
principalmente no trato gastrointestinal. Acredita-se que existam mais de mil espécies 
bacterianas diferentes em nosso microbioma intestinal, e sua composição varia de pessoa 
para pessoa. Essas bactérias desempe 
nham um papel vital na manutenção da saúde e no funcionamento adequado do 
nosso corpo. 
O microbioma tem várias funções importantes. Uma delas é auxiliar na digestão e na 
absorção de nutrientes. Algumas bactérias presentes no microbioma humano são capazes 
de decompor componentes alimentares complexos que o nosso próprio sistema digestivo 
não consegue digerir. Elas produzem enzimas que quebram as fibras alimentares em 
substâncias mais simples, permitindo que sejam absorvidas pelo corpo. 
Além disso, o microbioma também está envolvido na regulação do sistema 
imunológico. As bactérias benéficas do microbioma ajudam a treinar e aprimorar a resposta 
do sistema imunológico a agentes patogênicos, contribuindo para a defesa do organismo 
contra infecções. Um microbioma saudável pode ajudar a prevenir doenças autoimunes, 
alergias e outras condições relacionadas ao sistema imunológico. 
O equilíbrio do microbioma também desempenha um papel na saúde mental. 
Estudos recentes têm demonstrado uma conexão entre o microbioma intestinal e distúrbios 
como a ansiedade e a depressão. Acredita-se que as bactérias intestinais possam produzir 
substâncias químicas que afetam o funcionamento do cérebro e o humor. 
O microbioma também desempenha um papel na proteção contra patógenos. 
Quando o microbioma está em equilíbrio, as bactérias benéficas competem com as 
bactérias nocivas por espaço e nutrientes, dificultando a colonização desses patógenos no 
organismo. Esse efeito de proteção é conhecido como "efeito barreira". 
No entanto, quando o equilíbrio do microbioma é perturbado, pode ocorrer uma 
condição chamada disbiose. Isso ocorre quando há um aumento de bactérias nocivas ou 
uma diminuição de bactérias benéficas no microbioma. A disbiose está associada a uma 
série de problemas de saúde, incluindo distúrbios gastrointestinais, doenças metabólicas, 
doenças inflamatórias e até mesmo distúrbios neuropsiquiátricos. 
 
ProbióticosEixo intestino-cérebro-pele 
Mecanismo imunológico 
Probióticos no tratamento da acne 
Mecanismo de ação dos probióticos na acne 
 
 
RESULTADOS 
 
CONCLUSÃO 
 
 
 
 
REFERÊNCIA 
1. MONTEIRO G.C; SALBATELI B. “Acne e Dieta: Uma Revisão.” Instituto de Pesquisas, Ensino e 
Gestão em Saúde - IPGS, Porto Alegre-RS. Artigo de revisão, 2015. Disponivel em: 
http://sban.cloudpainel.com.br/files/revistas_publicacoes/454.pdf. Acesso em: 30/05/2023 
2. COSTA, I. V.; VELHO, G. M. C. C. Acne Vulgar no Adulto. Journal Of The Portuguese Society Of 
Dermatology And Venereology, v. 76, n. 3, p. 299-312, 2018. Disponível em: 
http://dx.doi.org/10.29021/spdv.76.3.953. Acesso em: 30/05/2023 
3. BATISTA, A.; FONSECA, A. Types of Acne and Associated Therapy: A Review. American 
Research Journal Of Pharmacy, Coimbra, v. 01, p. 1-9, 2016. Disponivel em: 
http://www.ci.uc.pt/qfm/wp-content/uploads/2017/08/Types-of-Acne-and-AssociatedTherapy-A-
Review.pdf. Acesso em: 20/05/2023 
4. LEE, Y.B.; BYUN, E.J.; KIM, H.S. Potential Role of the Microbiome in Acne: a comprehensive 
review. Journal of Clinical Medicine, [S.L], v. 8, n. 7, p. 987-1012, 7 jul. 2019. Disponível em: 
http://dx.doi.org/10.3390/jcm8070987. Acesso em: 30/05/2023 
5. LOLOU, V.; PANAYIOTIDIS, M.I. Functional Role of Probiotics and Prebiotics on Skin Health and 
Disease. Fermentation, [S.L], v. 5, n. 2, p. 41-58, 2019. Disponível em: 
http://dx.doi.org/10.3390/fermentation5020041. Acesso em: 30/05/2023 
6. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria 
Colegiada - RDC nº 243, de 26 de julho de 2018: Dispõe sobre os requisitos sanitários dos 
suplementos alimentares. Diário Oficial da União. 144. ed., 27 jul. 2018. Seção 1. Disponível em: 
https://www.in.gov.br/materia//asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/34379969/do1-2018-07-
27-resolucao-dadiretoria-colegiada-rdc-n-243-de-26-de-julho-de-2018-34379917. Acesso em: 
27/05/2023. 
7. KNACKSTEDT, R.; KNACKSTEDT, T.; GATHERWRIGHT, J. The role of topical probiotics in skin 
conditions: a systematic review of animal and human studies and implications for future therapies. 
Experimental Dermatology, [S.L], v. 29, n. 1, p. 15-21, 2019. Wiley. Disponível em: 
http://dx.doi.org/10.1111/exd.14032. Acesso em: 30/05/2023 
8. TAN, A. U.; SCHLOSSER, B. J.; PALLER, A. S. A review of diagnosis and treatment of acne in adult 
female patients. International Journal Of Women's Dermatology, [S.L], v. 4, n. 2, p. 56-71, jun. 
2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1016/j.ijwd.2017.10.006. Acesso em: 30/05/2023 
http://sban.cloudpainel.com.br/files/revistas_publicacoes/454.pdf
9. BERBEL, C.Z. et al. PROBIÓTICOS NO TRATAMENTO DE DERMATITE ATÓPICA E ACNE. 
Visão Acadêmica, Curitiba, v.17, 2016. Disponível em: 
https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/47545. Acesso em: 20/05/2023 
10. 
11. CHRISTENSEN, G. J. et al. Antagonism between Staphylococcus epidermidis and 
Propionibacterium acnes and its genomic basis. BMC Genomics. v.17, n.152, p. 12-22 2016. 
Disponível em: https://bmcgenomics.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12864-016-2489-5. 
Acesso em: 27/05/2023 
12. CLAUDEL, J,-P. et al., Staphylococcus epidermidis: A Potential New Player in the 
Physiopathology of Acne? Dermatology, v.235, n.4, p. 287-294, 2019. Disponível em: 
https://www.karger.com/Article/FullText/499858#. Acesso em: 30/05/2023 
13. DI MARZIO L. et al. Increase of skin-ceramide levels in aged subjects following a short-term 
topical application of bacterial sphingomyelinase from Streptococcus thermophilus. Int. J. 
Immunopathol. Pharmacol, [S.L], v.21, n.1, p.137-43, 2008. Disponível em: 
https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/039463200802100115. Acesso em: 30/05/2023 
14. FABBROCINI, G. et al. Supplementation with Lactobacillus rhamnosus SP1 normalises skin 
expression of genes implicated in insulin signalling and improves adult acne. Beneficial Microbes, 
[S.L], v.7, n.5, p. 625 – 630, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.3920/BM2016.0089. Acesso 
em: 30/05/2023 
15. GOODARZI, A. et al. The potential of probiotics for treating acne vulgaris: a review of literature on 
acne and microbiota. Dermatologic Therapy,[S.L], v. 33, n. 3, p. 1-6, 2020. 
http://dx.doi.org/10.1111/dth.13279. Acesso em: 30/05/2023 
16. JUNG, G.W. et al. Prospective, randomized, open-label trial comparing the safety, efficacy, and 
tolerability of an acne treatment regimen with and without a probiotic supplement and minocycline 
in subjects with mild to moderate acne. J. Cutan. Med. Surg. [S.L], v. 17, n.2, p.114–122, 2013. 
Disponível em: https://doi.org/10.2310/7750.2012.12026. Acesso em: 30/05/2023

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