Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

IEFE- EVOLUÇÃO EDUCACIONAL 
TURMA: PEDAGOGIA L - 22 
NOME DA ALUNA(O) :LUCIANA SOUZA MENDES DA ROCHA 
NOME DA CURSO: PEDAGOGIA 
NOME DA PROFESSORA. IOLANDA BEZERRA DE LIMA. 
DATA DA AULA: 06/08/2022 
 
SEGUNDO AS LEITURAS DESTA AULA, E ARGUIÇÕES REALIZADAS. 
ELEBORE UM TEXTO ABORDANDO AS SEGUINTES QUESTÕES: 
 
BREVE RELATO DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO 
 
A história da educação no Brasil se confunde com a sua “descoberta em 1500”. A 
companhia de Jesus - os Jesuítas tinham o objetivo de converter os nativos na fé católica. 
Apresentaram um método pedagógico de alfabetização porque acreditavam ser o caminho 
mais seguro para uma dominação e assim, catequizaram os povos indígenas, começando 
a história da educação no Brasil. 
Nos primeiros anos o Padre Manuel da Nobrega fundou colégio e escolas de educação 
elementares. Os jesuítas tinham dois modelos de educação: um para os povos indígenas 
e outro para os filhos dos colonos, sendo este mais elaborados e cultos. 
Porém todos os modelos de educação implantado, que perdurou por mais de 200 anos, 
tinha a ausência de discursões e pensamentos críticos. 
Os ensinamentos dos Jesuítas era alheio aos interesses da colônia portuguesa, que agora 
queria colocar as escolas a serviço da coroa Portuguesa e não mais da fé. Esse modelo de 
escola finalizou quando o Marquês de Pombal expulsou os Jesuítas e foi quando a família 
real veio para o Brasil e fez escolas técnicas, faculdade, bibliotecas entre outros, porém a 
escola de base ficou um longo período esquecido criando um vácuo histórico. 
Com a partida da família real e em 1822, com a independência, aparece os primeiros 
sinais do ensino como instituição. O artigo na primeira constituição brasileira não deixa 
dúvida: “a instrução primaria e gratuita a todos os cidadãos”. Em 1834 passa aos estados 
os deveres de se responsabilizar pelos ensinos primários e secundários, tornando-se assim 
um fracasso a educação no Brasil. 
Entre 1889 a 1929 a educação brasileira teve a influência de Auguste Comte, que pregava 
o ensino leigo, livre e gratuito. 
Em 1930 Getúlio assumiu o poder e a atenção ao ensino especializado para atender a 
necessidade da Indústria. Assim diversas reformas e a criação do Ministério da Educação 
e Saúde Pública priorizaram as escolas de segundo grau e as Universidades. Em 1934 a 
promulgação da Constituição e nela, pela primeira vez, que a educação é direito a todos 
e que deve ser promovida pelos poderes públicos e pela família. 
A nova forma de governo, em 1937, o Estado Novo - há o retrocesso quanto se retira do 
texto que a educação é direito de todos e é nesse período nasce a UNE - o que reivindicava 
reformas e que nesse ano se torna a discussão sobre a reforma do ensino médio e industrial 
que é regulamentada por decreto. Só em 1945 que ocorrerá a mudança significativa, 
entrando assim o período de redemocratização da educação brasileira retornando a 
premissa de que a educação é um direito a todos. Em 1946, com o fim da Segunda Guerra 
e a queda da ditadura Vargas, a eleição de Eurico Gaspar Dutra (PSD) e a elaboração de 
uma nova Constituição Federal, o país tentava reorganizar-se. Para tanto, a Constituição 
previra a elaboração de uma lei que norteasse a educação nacional. Em 1948 surge a LDB. 
Em 1951 com a reforma do Poder de Getúlio é que volta a discussão sobre o pensamento 
de Piaget na didática das escolas brasileiras. Se discute o conceito de escola classe e 
escola parque e as escolas passam a ter um ministério próprio. 
Em 1956 Juscelino Kubitschek foi um governo que impulsionou a indústria e deixou 
educação de lado. pois a mão de obra não precisava ter educação. Com isso gerou 
inúmeras manifestações e nesse impasse do governo educação criou-se espaço para 
defensores das escolas particulares e assim mais discussões, pois enquanto uma classe 
lutava por compromisso do governo com as escolas públicas de qualidade outro amparava 
pelo clima de desenvolvimento do comércio, passa a ter a comercialização da Educação. 
Essa discussão vai até 1961 quando foi aprovada a nova LDB lei 4.024. Desfavorável as 
classes populares o movimento da escola nova era criticado, porque começou a ter grande 
incentivo e subsídio para as escolas particulares, sendo assim, a escola pública ficava para 
segundo plano. Nesse período surge o movimento pernambucano que tinha Paulo Freire 
como seu percursor e que por conta desse movimento foram elaborados os planos 
nacionais de educação e programação Nacional de alfabetização - com caráter de 
redemocratização da educação brasileira. Logo após temos mais um golpe militar que 
inibe esse movimento, pois ele tinha um caráter agitador e controverso ao regime militar. 
Durante o período militar (1964 a 1984) ocorreu uma modernização das Universidades e 
a expansão do ensino obrigatório para oito anos. Ainda em 1964 o governo havia assinado 
um acordo do MEC com a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento 
Internacional, segundo a Embaixada Norte-americana, é um órgão independente do 
governo federal dos EUA responsável por programas de assistência econômica e 
humanitária em todo o mundo.)- utilizando metodologia Americana e a partir disso que 
se elaborou a reforma da Universidade ensino fundamental. Logo após, na administração 
de Jarbas Passarinho se reformulou os novos métodos de ingresso a universidade, através 
de exame (vestibular) como ainda é até hoje- exame classificatório, ocorreu também o 
decreto lei 477 que era rígido com subversivos. 
Em 1984 ocorreu a transição democrática, onde educadores de diferentes áreas do 
conhecimento passaram a discutir o ensino de uma forma mais ampla e democrática. Com 
a promulgação da nova constituição, em 1988, nasce a última verão da LDB (aprovada 
só em 1996), baseada no principio fundamental do direito a educação para todos e 
trazendo a principal característica: o ensino fundamental obrigatório e gratuito, gestão 
democrática do ensino publico e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das 
unidades escolares. 
 
HISTÓRICOS DA EAD, CARACTERÍSTICAS E REGULAMENTAÇÕES 
LEGAIS 
 
A EaD surgiu nos EUA, na Universidade de Boston, em 1728 com curso de taquigrafia 
que ia semanalmente pelo correio. sendo este é o primeiro registro de um curso a 
distância. 
A primeira geração é denominada estudo por correspondência. A segunda geração tem 
como característica a utilização de novas mídias, como televisão, rádio, fitas de áudio, 
vídeo, telefone e a criação das universidades abertas de ensino a distância. 
A terceira geração teve início com a introdução de videotexto, do computador, da 
tecnologia multimídia, do hipertexto e de redes de computadores. Por último, a quarta 
geração tem como característica a utilização da rede no processo de ensino e 
aprendizagem. Ou seja, se destacam aqui os ambientes virtuais de aprendizagem – as 
videoaulas. 
No Brasil pouco antes de 1900 já haviam anúncios de curso de datilografia por 
correspondência; Em 1904- iniciou-se ensino tecnológico por correspondência; Em 1923- 
Rádio Sociedade do RJ fundou cursos por rádio; Em 1939- criação do Instituto Universal 
e Instituto Monitor – cursos profissionalizantes a distância por correspondência; Em 1970 
- Instituições privadas e organizações não governamentais oferecem cursos supletivos a 
distância e uso da TV, o governo criou uma série de programas cujo objetivo era alavancar 
as iniciativas de Educação a Distância. Entre esses podemos citar o Programa Nacional 
de Tecnologias Educacionais; o Projeto Minerva, envolvendo mais de 1.200 emissoras de 
rádio; Em 1974- Na TV Ceará começou cursos das antigas 5ª e 8ª series; Em 1976 – é 
criado o Sistema Nacional de Teleducação com cursos através de matérias instrucional; 
O que diferencia o Brasil de outros países é que, aqui, a Educação a Distância ficou por 
muito tempo restrita a iniciativas de educação supletiva ou de formação profissional denível básico. Por muito tempo vigorou uma falsa crença de que não se poderia fazer 
ensino regular a distância; Em 1979 – a Universidade de Brasília é pioneira no Brasil no 
uso de educação a distância no ensino superior; A Constituição Federal de 1988 preceitua, 
em seu Art. 205, que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, devendo 
ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, de modo a viabilizar o 
pleno desenvolvimento da pessoa e a prepara-la para o exercício da cidadania, 
qualificando-a para o trabalho. 
A EaD ganhou reconhecimento e credibilidade em 1996, com a Lei de Diretrizes e Base 
da Educação Nacional (LDB), com seus métodos educacionais buscando atingir um 
público para facilitar a formação com aulas não presenciais 
No Brasil, a Educação a Distância está prevista em vários documentos oficiais do 
governo; o decreto que regulamenta a Educação a Distância é o de nº 5.622/05; ele 
caracteriza a EaD como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica 
nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias 
de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades 
educativas em lugares ou tempos diversos. 
Os avanços e as possibilidades que expandiram essa modalidade de ensino devem-se à 
evolução dos meios de comunicação e das tecnologias da informação, com acesso à 
internet, liberdade de horários e a possibilidade de estudar em casa, dando toda a condição 
de formação para todos aqueles que trabalham o dia inteiro. 
Sendo assim, a Educação a Distância (EaD) expande-se em prol da associação de 
múltiplos elementos tecnológicos e virtuais com o intuito de subsidiar uma nova 
configuração educacional capaz de suprir determinadas necessidades de aprendizagem 
dos indivíduos, além de oferecer uma modalidade de ensino caracterizada pela 
flexibilidade e assincronia das relações de ensino- aprendizagem. A modalidade EaD é, 
assim, uma das formas que os indivíduos tem de acesso aos conhecimentos sistematizados 
gerados pelas históricas transformações do meio social frente à demanda de 
aperfeiçoamento de mão de obra por meio de maior qualificação especializada. Busca, 
portanto, suprir necessidades de aprendizagem de seus alunos por meio de recursos de 
ensino, suporte e registro legítimos, em que professores e alunos tem encontros 
subsidiados por toda uma conjuntura de elementos favoráveis à expansão de habilidades 
cognitivas articuladas de maneira implementada, qualificada e embasada em concepções 
teórico-práticas plausíveis e sustentáveis, principalmente no que se refere ao “feedback” 
das relações entre professor e aluno. 
 
REGGIO EMILIA, CONCEITOS/ QUEM FOI LORIS MALAGUZZI? 
 
O período por guerra, no norte da Itália -1945, em Reggio Emilia, Loris Malaguzzi, 
educador e psicólogo, com sua bicicleta, havia participado da construção de uma escola 
em Vila Cela, cidade vizinha, a partir dos destroços oriundos do período de guerra e 
resolveu trazer a proposta a Reggio, num conceito de fato participativo, pois a escolha da 
cidade foi investir na educação das crianças, de qualidade, a partir da venda de carros 
bélicos e cavalos deixado pelos alemães. 
Era 1946, os conflitos recém haviam cessado e a prioridade das famílias era construir uma 
escola com os tijolos das casas bombardeadas. Quando soube disso, Malaguzzi sentiu-se 
“hesitante e assustado”. 
Loris Malaguzzi nasceu em 23 de fevereiro de 1920, na comuna de Correggio, localizada 
a 20 quilômetros de Reggio Emilia – ou a 70 quilômetros de Bolonha, Itália. Em 1940, 
depois de se formar em Pedagogia na Universidade de Urbino, começou a dar aulas nas 
escolas primárias da região. Foi assim até o fim da guerra, quando soube do movimento 
de Reggio Emilia. Foi muito mais que pedagogo e educador, suas ideias repercutem até 
o momento. Dedicado professor, utiliza como base material os próprios itens da natureza 
para sua pedagogia, tornando-se idealizador da Teoria da Escuta Ativa e Teoria das Cem 
Linguagens. 
Algumas grandes influências que teve, de vanguarda na época, foram Freinet, Dewey, 
Wallon, Erikson, Decroly, Vygotsky e inclusive Piaget, cuja teoria é validada com olhar 
crítico. Assim, a construção pedagógica das escolas se concretiza dentro de uma 
perspectiva sócio- construtivista em que o conhecimento se constrói por meio da ação do 
sujeito, no próprio contexto, junto à inovação social e com a cultura local, ou seja, 
crianças aprendem pelas experiências significativas vividas e nas experiências da ação e 
do fazer. 
Malaguzzi acreditava com toda certeza que as crianças podiam aprender de outras 
maneiras, não apenas de uma forma mecânica. Acreditava que as crianças possuíam 
enorme potencial e que a aprendizagem podia acontecer de uma maneira mais dinâmica 
e criativa. A escola é como se fosse a um verdadeiro laboratório, há a análise constante 
das crianças e de suas potencialidades, compara-se a uma obra que está em processo de 
elaboração. 
As experiências de Reggio Emília, esse seu contexto histórico e social ao longo das 
últimas décadas o estabeleceu um novo marco para a educação infantil sob uma nova 
filosofia acerca da criança e da infância, a qual vê na criança o protagonista de todo o 
processo, como agente mediador e potencializador de suas habilidades e competências. 
Esta forma de enxergar a criança demonstra a sua particularidade no processo, em que 
não se trata de um ser passivo, mas sim ativo, em que são respeitadas todas suas 
potencialidades, explorando-as através das mais diversas linguagens, as quais incluem 
aspectos expressivos, cognitivos, comunicativos; sua imaginação, sua simbologia, 
cultura, metáforas, tudo o que interfere direta e/ou indiretamente em seu processo de 
formação. Neste processo, o diálogo e a interação são essenciais, uma vez que envolvem 
os elementos que trazem informações as quais serão processadas, adaptadas e 
transformadas conforme o necessário. 
A representação simbólica é valorizada pela abordagem de Reggio Emília e neste interim 
surgiram os Ateliês, que privilegiavam a ludicidade através de um ambiente educativo 
artístico, em que as diversas atividades, como pintura, pesquisa, música, histórias, entre 
outras, faziam da brincadeira uma importante aliada para a construção da aprendizagem 
significativa. 
O ateliê era um espaço privilegiado, nele professores e alunos construíam a aprendizagem 
através da exploração de projetos e pesquisas, em que não apenas constavam ideias, mas 
sim objetos e instrumentos que pudessem nortear o mundo das ideias e pensamentos, 
fazendo com que a imaginação fosse fator importante também neste processo. 
Como marca constituinte da prática educativa o educador percorre junto à criança o 
caminho da observação, da documentação, da formulação de hipóteses, da interpretação, 
da pesquisa e da escuta ativa num ambiente estimulante, convicto, cuidadosamente 
planejado, que desafia, considerando o terceiro educador 
Por meio dos ateliês, Lóris Malaguzzi, pretendia criar uma verdadeira revolução no 
espaço educacional. E, diga-se de passagem, conseguiu. As escolas de Reggio Emília que 
atendiam a educação infantil enfocaram em suas estruturas a construção de um ateliê, 
fugindo assim dos métodos tradicionais que eram baseados em fórmulas medíocres. Isto 
porque, tratava-se de um ambiente planejado, moldado pelas próprias crianças exigindo 
a exploração individual e buscando a sensibilização de cada um em todo o processo. A 
expressão e a comunicação eram um forte aliado, permitindo a exploração da criatividade 
da criança, onde elas podiam explorar o seu conhecimento e interagir com os demais. 
Quanto ao professor auxiliará nas descobertas vivenciadas por estas crianças e observará 
a construção das mesmas, e diante delas construirá as estratégias necessárias para a sua 
promoção. 
No contexto educativo das escolas de Reggio,os pais, como responsáveis pelas crianças 
e também como representantes da comunidade, fazem parte nos processos educativos, 
são valorizados, estão na essência da experiência, uma vez que não existe criança sem 
pais. 
Pode-se dizer que se trata de uma pedagogia da relação e da escuta, que parte do 
pressuposto de que a criança conhece o mundo como uma pesquisadora, investigativa, 
potente, curiosa, questionadora, atenta e que neste processo é produtora de teorias 
interpretativas e provisórias. 
Enfim, as escolas e creches de Reggio Emilia são espaços projetados para as crianças, 
onde estas encontram contextos verdadeiramente pensados para acreditarem e 
expressarem suas linguagens, cultura e seu verdadeiro eu. 
 
QUEM FOI EMMI PIKLER? 
 
Nascida em 1902, em Viena, Emilie Madeleine Reich é conhecida por seu trabalho como 
pediatra e suas teorias de aprendizagem e desenvolvimento infantil. Filha de uma 
professora e de um artesão, aos 6 anos mudou-se com a família para Budapeste, onde 
cresceu apenas com o pai depois de 1914, quando a mãe faleceu. O sobrenome mais 
http://pedagogiaeinfancia.com.br/crianca-numa-perspectiva-reggio/
conhecido da médica veio do casamento com um matemático e professor. Juntos, quando 
tiveram o primeiro filho, permitiram que a criança se desenvolvesse com liberdade e 
respeitaram seu tempo –princípios da abordagem Pikler. 
Em 1935, Pikler qualificou-se como pediatra. Entre 1936 e 1945 – no contexto da 
Segunda Guerra Mundial – o marido da pediatra foi preso por ser judeu. Nessa época, 
Emmi era médica de família, e foram essas pessoas que ajudaram a doutora e sua própria 
família a sobreviver durante a guerra. 
Com o fim da guerra, depois de ter mais dois filhos, Pikler trabalhou com crianças 
abandonadas e desnutridas. Desde então, produziu materiais escritos e palestrou sobre o 
ensino e a aprendizagem de bebês e crianças pequenas. 
Em 1946, na cidade de Budapeste, HU. Uma cidade devastada pela guerra, que deixou 
órfãs um cem número de crianças. Em um momento da história mundial no qual as 
esperanças de um futuro digno para as crianças e para a própria humanidade se erguia 
dentre os escombros da barbárie, o olhar diferenciado de Pikler a fez pioneira em sua 
estratégia e, principalmente, foi uma grande observadora do crescimento mental e da 
maturação das crianças que vivem em casa com suas famílias. O coração de uma mulher 
forte, que viveu além do seu tempo, nos trouxe o legado do cuidado amoroso como ética 
no trabalho com as crianças bem pequenas. 
Nesse cenário a pediatra aceitou o convite para ser diretora de um abrigo para crianças de 
0 a 3 anos, na Rua Lóczy, junto com Maria Vincze. Pikler trouxe para esse contexto a sua 
filosofia de trabalho e experiência como pediatra de família, exposta no livro “O que o 
seu bebê já consegue fazer?” (What can your baby do already), editado em 1940, na 
Hungria. No orfanato, começou algo absolutamente novo em relação ao trabalho 
institucional com crianças pequenas. Surgia uma nova pedagogia. Emmi Pikler aceitou 
esse desafio como um compromisso com as crianças e esteve à frente do Instituto até à 
sua morte, em 1984. 
O desejo de Emmi Pikler era conhecer o bebê como pessoa. Neste sentido, iniciou um 
trabalho de observação e atenção ao bebê, valorizando a atividade autônoma da criança, 
sua saúde física e o desenvolvimento de uma imagem positiva de si mesma, juntamente 
com um investimento nas relações pessoais, dando ênfase à necessidade de um vínculo 
forte e amoroso do bebê com aquele adulto que cuida dele. Assim, Emmi Pikler 
transformou o Instituto Lóczy em um espaço de observação e documentação minuciosa 
da vida cotidiana dos bebês, sem, no entanto, transformar as crianças em sujeitos de 
experimentos. 
Para Pikler, os bebês eram, acima de tudo, pessoas de relação. Com isso, as crianças que 
passaram por Lóczy tiveram a oportunidade de ser menos afetadas pelas marcas do 
abandono e dos não cuidados que persistiam na maioria dos orfanatos. Em 1970 o 
Instituto se transformou em Instituto Nacional de Metodologia dos Orfanatos da Hungria, 
afirmando a qualidade e a seriedade do seu trabalho. Em 1986 o Instituto assumiu o nome 
de Emmi Pikler. 
Foi no início da década de 70 que duas psicólogas francesas, Geneviève Appell e Myriam 
David, conheceram Lóczy e, encantadas com o que descobriram, escreveram, em 1973, 
o livro “Lóczy: uma forma incomum de maternidade” (Lóczy an Unusual Approach to 
Mothering), revelando ao ocidente que pedagogia era essa que acontecia em Lóczy. 
Desde então as ideias de Pikler têm se espalhado pelo mundo. 
 
REFERÊNCIAS 
 
• https://youtu.be/eTYWvbW8XPw. Acesso em 08/08/22 às 09:23; 
• https://youtu.be/VoTX8_pPrQE. Acesso em 08/08/22 às 10:56; 
• https://revistaeducacao.com.br/2016/12/14/historia-da-ldb/. Acesso em 09/08/22 
às 8h; 
• https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-
mundo-e-no- 
brasil#:~:text=A%20primeira%20gera%C3%A7%C3%A3o,aprendizagem%20
%E2%80%93%20as%20videoaulas. Acesso em 10/08/22 às 11hs; 
• https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-
mundo-e-no-brasil#:~:text=No%20caso%20do,recentes%20no%20pais. Acesso 
em 10/08/22 às 20hs 
• https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/5/tecnologia-e-informacao-
contribuicoes-da-educacao-a-distancia-para-uma-formacao-de-
qualidade#:~:text=a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20a,professor%20e%20al
uno. Acesso em 11/08/22 às 20hs 
• https://youtu.be/ZjpGahGdrGQ. Acessado em 11/08/22 às 21hs 
• https://www.ead.com.br/como-surgiu-ensino-a-distancia. Acesso dia 11/08/2022 
às 21h 
https://youtu.be/eTYWvbW8XPw
https://youtu.be/VoTX8_pPrQE
https://revistaeducacao.com.br/2016/12/14/historia-da-ldb/
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-mundo-e-no-%20%20brasil#:~:text=A%20primeira%20gera%C3%A7%C3%A3o,aprendizagem%20%E2%80%93%20as%20videoaulas. Acesso
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-mundo-e-no-%20%20brasil#:~:text=A%20primeira%20gera%C3%A7%C3%A3o,aprendizagem%20%E2%80%93%20as%20videoaulas. Acesso
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-mundo-e-no-%20%20brasil#:~:text=A%20primeira%20gera%C3%A7%C3%A3o,aprendizagem%20%E2%80%93%20as%20videoaulas. Acesso
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-mundo-e-no-%20%20brasil#:~:text=A%20primeira%20gera%C3%A7%C3%A3o,aprendizagem%20%E2%80%93%20as%20videoaulas. Acesso
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-mundo-e-no-brasil#:~:text=No%20caso%20do,recentes%20no%20pais
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/17/educacao-a-distancia-no-mundo-e-no-brasil#:~:text=No%20caso%20do,recentes%20no%20pais
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/5/tecnologia-e-informacao-contribuicoes-da-educacao-a-distancia-para-uma-formacao-de-qualidade#:~:text=a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20a,professor%20e%20aluno
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/5/tecnologia-e-informacao-contribuicoes-da-educacao-a-distancia-para-uma-formacao-de-qualidade#:~:text=a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20a,professor%20e%20aluno
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/5/tecnologia-e-informacao-contribuicoes-da-educacao-a-distancia-para-uma-formacao-de-qualidade#:~:text=a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20a,professor%20e%20aluno
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/5/tecnologia-e-informacao-contribuicoes-da-educacao-a-distancia-para-uma-formacao-de-qualidade#:~:text=a%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20a,professor%20e%20aluno
https://youtu.be/ZjpGahGdrGQ.%20Acessado%20em%2011/08/22
https://www.ead.com.br/como-surgiu-ensino-a-distancia
• https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/colegio-
amplacao/reggio-emilia-conheca-a-proposta-pedagogica-que-revoluciona-a-
educacao/amp/. Acesso dia 12/08/2022 às 8h 
• https://blog.dedobrinquedo.com.br/2019/06/27/contextualizacao-de-reggio-emilia-historia/?gclid=Cj0KCQjwl92XBhC7ARIsAHLl9al8ZNk5lf-
yujETsuwbxtjeiMJsfN3-5Lh0-QTXrqsWltJ7iCuf25UaAmBZEALw_wcB. 
Acesso dia 12/08/2022 às 8:30h 
• https://youtu.be/2gfxCWfJE9E Acesso dia 12/08/2022 às 9h 
• https://youtu.be/vEnTD8wOZz4. Acesso dia 12/08/2022 às 10h 
• https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-
metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign
=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1Uu
NJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE. 
Acesso dia 13/08/2022 às 8h 
• https://desafiosdaeducacao.com.br/malaguzzi-100-anos/ Acesso dia 13/08/2022 
às 8:30h 
• https://youtu.be/omXBWK5jLDU. Acesso dia 13/08/2022 às 9h 
• https://pikler.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Rede-Pikler-Brasil-2018-
1.pdf. Acesso dia 13/08/2022 às 9:40h 
• https://revistacontemporartes.com.br/2020/05/19/a-abordagem-reggio-emilia-na-
educacao-infantil/. Acesso dia 13/08/2022 as 15h 
• https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-
metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign
=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1Uu
NJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE. 
Acesso dia 13/08/2022 às 16h 
• https://revistacontemporartes.com.br/2020/05/19/a-abordagem-reggio-emilia-na-
educacao-infantil/. Acesso dia 13/08/2022 às 16 :30h 
https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/colegio-amplacao/reggio-emilia-conheca-a-proposta-pedagogica-que-revoluciona-a-educacao/amp/
https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/colegio-amplacao/reggio-emilia-conheca-a-proposta-pedagogica-que-revoluciona-a-educacao/amp/
https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/colegio-amplacao/reggio-emilia-conheca-a-proposta-pedagogica-que-revoluciona-a-educacao/amp/
https://blog.dedobrinquedo.com.br/2019/06/27/contextualizacao-de-reggio-emilia-historia/?gclid=Cj0KCQjwl92XBhC7ARIsAHLl9al8ZNk5lf-yujETsuwbxtjeiMJsfN3-5Lh0-QTXrqsWltJ7iCuf25UaAmBZEALw_wcB
https://blog.dedobrinquedo.com.br/2019/06/27/contextualizacao-de-reggio-emilia-historia/?gclid=Cj0KCQjwl92XBhC7ARIsAHLl9al8ZNk5lf-yujETsuwbxtjeiMJsfN3-5Lh0-QTXrqsWltJ7iCuf25UaAmBZEALw_wcB
https://blog.dedobrinquedo.com.br/2019/06/27/contextualizacao-de-reggio-emilia-historia/?gclid=Cj0KCQjwl92XBhC7ARIsAHLl9al8ZNk5lf-yujETsuwbxtjeiMJsfN3-5Lh0-QTXrqsWltJ7iCuf25UaAmBZEALw_wcB
https://youtu.be/2gfxCWfJE9E
https://youtu.be/vEnTD8wOZz4
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://desafiosdaeducacao.com.br/malaguzzi-100-anos/
https://youtu.be/omXBWK5jLDU
https://pikler.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Rede-Pikler-Brasil-2018-1.pdf
https://pikler.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Rede-Pikler-Brasil-2018-1.pdf
https://revistacontemporartes.com.br/2020/05/19/a-abordagem-reggio-emilia-na-educacao-infantil/
https://revistacontemporartes.com.br/2020/05/19/a-abordagem-reggio-emilia-na-educacao-infantil/
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://blog.casatema.com.br/emmi-pikler-a-mulher-que-da-nome-a-metodologia/?amp=1&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=15852736001&gclid=CjwKCAjw6MKXBhA5EiwANWLODP1mjHye5x1UuNJyCgtjYseJggUKZOmnwqFkyQ6Rm9B7uSvecPj1FBoCL90QAvD_BwE
https://revistacontemporartes.com.br/2020/05/19/a-abordagem-reggio-emilia-na-educacao-infantil/
https://revistacontemporartes.com.br/2020/05/19/a-abordagem-reggio-emilia-na-educacao-infantil/

Mais conteúdos dessa disciplina