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Nome do Acadêmico
	
	Matrícula
	
	Nome da Atividade
	Diferenciação das cefaleias
	Período
	8°
Diferenciação das cefaleias
A enxaqueca, ou migrânea, é a segunda causa mais comum de cefaleia primária, afetando 12% da população (17% das mulheres e 6% dos homens). Basicamente, existem dois tipos de enxaqueca: clássica (com aura) e comum (sem aura). Cerca de 25% dos casos de enxaqueca são com aura.
Os pacientes com essa condição apresentam crises recorrentes de dor com características típicas. Fora da crise, o paciente fica assintomático. A crise de enxaqueca pode passar por 4 fases:
• Pródromo;
• Aura;
• Cefaleia (única obrigatória); e
• Pósdromo (recuperação)
A dor é devida a um processo inflamatório estéril (não infeccioso) gerando liberação de neuropeptídeos, como o relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), e estimulando o sistema trigêmino-vascular. O nervo trigêmeo é o responsável pela transmissão de impulsos dolorosos da maior parte da cabeça (interna e externamente).
Cronicamente, os neurônios do sistema trigêmino-vascular acabam sendo cada vez mais responsivos a estímulos, gerando o processo de sensibilização. A sensibilização explica por que um paciente com crise de enxaqueca apresenta alodinia (dor ao estímulo tátil) e hiperalgesia (dor intensa ao estímulo doloroso mínimo), além de justificar o processo de cronificação da dor. Tudo isso pode ser facilitado por uma predisposição genética.
A transmissão da dor ocorre principalmente por meio da ação do glutamato. Quando ocorre a neurotransmissão glutamatérgica, o excesso dessa substância na fenda sináptica é capturado pelos astrócitos por meio de uma bomba que troca glutamato e Na+ com K+ (Na/K ATPase astrocitária).
As classes de drogas usadas para o tratamento sintomático da migrânea são:
· Analgésicos simples: dipirona e paracetamol;
· Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): cetoprofeno, naproxeno, diclofenaco, piroxicam etc.;
· Ergotamínicos: di-hidroergotamina;
· Triptanos: sumatriptano, eletriptano, naratriptano, zolmitriptano, frovatriptano, rizatriptano;
· Agonista 1F de serotonina: lasmiditan (indisponível no Brasil);
· Antagonista do CGRP: ubrogepant e rimegepant (indisponíveis no Brasil);
· Antipsicóticos: clorpromazina e haloperidol.
As opções com maior evidência de eficácia no tratamento profilático da enxaqueca são:
· Beta-bloqueadores: metoprolol, propranolol ou timolol;
· Antidepressivos: amitriptilina ou venlafaxina;
· Anticonvulsivantes: valproato ou topiramato;
· Antagonistas do CGRP: erenumab, fremanezumab e galcanezumab.
A cefaleia tipo tensão é a segunda doença mais prevalente na população mundial, perdendo apenas para o transtorno de ansiedade. Sua prevalência é de 86% entre 12-41 anos de idade, sendo mais comum em mulheres (88%) do que em homens (69%).
A cefaleia do tipo tensão recebe esse nome, pois, além de ser de caráter opressivo, não pulsátil, habitualmente associa-se a um quadro de sensibilidade dolorosa pericraniana da cabeça, pescoço e ombros. A localização da dor é mais frequentemente posterior, sendo menos comum na região frontal ou temporal.
A cefaleia do tipo tensão recebe esse nome, pois, além de ser de caráter opressivo, não pulsátil, habitualmente associa-se a um quadro de sensibilidade dolorosa pericraniana da cabeça, pescoço e ombros. A localização da dor é mais frequentemente posterior, sendo menos comum na região frontal ou temporal.
O tratamento inclui: analgésicos (paracetamol, dipirona, AINEs) e/ou relaxantes musculares (tizanidina). 
A realização de profilaxia é feita com: antidepressivos tricíclicos - amitriptilina ou nortriptilina; só é realizada a profilaxia quando o paciente tem mais que 15 crises por dia no mês.
REFERÊNCIAS
DIAS, Diogo Stelito Rezende et. al. Cefaleias primárias: revisão da literatura. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.8, n.4, p.24671-24678, 2022.

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