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APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
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SUMÁRIO
TÓPICO 1 - LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS ................................................ 7
1.1. Estratégias de leitura e compreensão de textos ................................................................ 7
1.2. Identificação de elementos estruturais do texto ............................................................... 8
1.3. Identificação do tema e da ideia central do texto ............................................................. 8
1.4. Reconhecimento de diferentes gêneros textuais .............................................................. 8
TÓPICO 2 - COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS ................... 9
2.1. Pressuposições e inferências .............................................................................................. 9
2.2. Implícitos e subentendidos ................................................................................................ 9
2.3. Variedades de texto e adequação de linguagem ............................................................. 10
2.4. Identificação de argumentos e estratégias de persuasão ............................................... 10
TÓPICO 3 - ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS ............... 11
3.1. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores
sequenciais. ............................................................................................................................. 11
3.2. Significação contextual de palavras e expressões............................................................ 11
3.3. Equivalência e transformação de estruturas ................................................................... 11
3.4. Discurso direto e indireto ................................................................................................. 12
3.5. Sintaxe da oração e do período ....................................................................................... 12
3.6. Emprego de tempos e modos verbais .............................................................................. 12
3.7. Pontuação ........................................................................................................................ 12
3.8. Ortografia em vigor .......................................................................................................... 13
TÓPICO 4 - INTERPRETAÇÃO: PRESSUPOSIÇÕES E INFERÊNCIAS; ...... 13
IMPLÍCITOS E SUBENTENDIDOS .................................................................. 13
4.1. Pressuposições e inferências ............................................................................................ 13
4.2. Implícitos e subentendidos .............................................................................................. 14
4.3. Contextualização e inferência de significados ................................................................. 15
TÓPICO 5 - VARIEDADES DE TEXTO E ADEQUAÇÃO DE LINGUAGEM .... 15
5.1. Variedades de texto ......................................................................................................... 15
5.2. Adequação de linguagem ................................................................................................. 16
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5.3. Níveis de linguagem ......................................................................................................... 16
5.4. Linguagem clara e objetiva ............................................................................................... 17
TÓPICO 6 - EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE ESTRUTURAS ....... 18
6.1. Equivalência de estruturas ............................................................................................... 18
6.2. Transformação de estruturas ........................................................................................... 18
TÓPICO 7 - DISCURSO DIRETO E INDIRETO ............................................... 19
7.1. Discurso direto ................................................................................................................. 20
7.2. Discurso indireto .............................................................................................................. 20
7.3. Mudanças na estrutura das frases ................................................................................... 20
TÓPICO 8 - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO .................................... 21
8.1. Oração .............................................................................................................................. 22
8.2. Período ............................................................................................................................. 22
8.3. Análise sintática................................................................................................................ 22
8.4. Pontuação ........................................................................................................................ 23
TÓPICO 9 - EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS ........................... 23
9.1. Tempos verbais ................................................................................................................ 24
9.2. Modos verbais .................................................................................................................. 24
9.3. Concordância verbal ......................................................................................................... 25
9.4. Regência verbal ................................................................................................................ 25
9.5 Classe de Palavras: ............................................................................................................ 26
TÓPICO 10 - FLEXÃO NOMINAL E VERBAL .................................................. 29
TÓPICO 11 - PRONOMES............................................................................... 32
TÓPICO 12 - CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL .................................. 34
TÓPICO 13 - REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL ............................................. 35
TÓPICO 14 - CRASE ....................................................................................... 36
TÓPICO 15 - ORTOGRAFIA EM VIGOR ......................................................... 38
REDAÇÃO........................................................................................................ 40
TÓPICO 1 - PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO........................................................................ 41
TÓPICO 2 - DEFINA O PÚBLICO-ALVO ..................................................................................... 43
TÓPICO 3 - COMO CRIAR UM ESBOÇO PARA UMA REDAÇÃO EFICAZ .................................... 44
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MATEMÁTICA .................................................................................................. 46
TÓPICO 1 - NOÇÕES DE CONJUNTOS E DE RACIOCÍNIO LÓGICO ............................................ 46
TÓPICO 2 - CONJUNTO DOS NÚMEROS .................................................................................. 48
TÓPICO 3 - FUNÇÕES ............................................................................................................... 50
TÓPICO 4 - FUNÇÃO LINEAR, FUNÇÃO AFIM E FUNÇÃO QUADRÁTICA .................................. 53
TÓPICO 5 - FUNÇÃO MODULAR .............................................................................................. 56
TÓPICO 6 - FUNÇÃO EXPONENCIAL ........................................................................................ 57
TÓPICO 7 - FUNÇÃO LOGARÍTMICA ........................................................................................58
TÓPICO 8 - TRIGONOMETRIA .................................................................................................. 59
TÓPICO 9 - CONTAGEM E ANÁLISE COMBINATÓRIA .............................................................. 63
TÓPICO 10 - PROBABILIDADE .................................................................................................. 65
TÓPICO 11 - MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS LINEARES .......................................... 67
TÓPICO 12 - SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS E PROGRESSÕES ....................................................... 70
TÓPICO 13 - GEOMETRIA ESPACIAL DE POSIÇÃO ................................................................... 71
TÓPICO 14 - GEOMETRIA ESPACIAL MÉTRICA......................................................................... 73
TÓPICO 15 - GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA........................................................................... 76
TÓPICO 16 - GEOMETRIA PLANA ............................................................................................. 79
TÓPICO 17 - POLINÔMIOS ....................................................................................................... 85
TÓPICO 18 - EQUAÇÕES POLINOMIAIS ................................................................................... 89
TÓPICO 19 - CONJUNTO DOS NÚMEROS COMPLEXOS ........................................................... 91
TÓPICO 20 - BINÔMIO DE NEWTON ....................................................................................... 94
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ..................................................... 96
TÓPICO 1 - INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO ...................................................... 96
TÓPICO 1.1 - RELAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO .......................................................... 99
COM OUTRAS ÁREAS DO DIREITO ........................................................................................... 99
TÓPICO 1.2 - FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................... 101
TÓPICO 2 - PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................ 104
TÓPICO 3 - ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ...................................................................... 106
TÓPICO 4 - PODERES ADMINISTRATIVOS .............................................................................. 112
TÓPICO 5 - SERVIÇOS PÚBLICOS ............................................................................................ 114
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TÓPICO 6 - ATOS ADMINISTRATIVOS .................................................................................... 116
TÓPICO 7 - LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS .................................................. 119
TÓPICO 8 - AGENTES PÚBLICOS ............................................................................................ 120
TÓPICO 9 - CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ......................................................... 123
TÓPICO 10 - RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO ............................................................. 125
NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS ............................................................. 127
TÓPICO 1 - INTRODUÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS ............................................................ 127
TÓPICO 2 - DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS ................................................................................ 130
TÓPICO 3 - DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS ................................................. 133
TÓPICO 4 - DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ....................................................... 137
TÓPICO 5 - DIREITOS DAS MULHERES ................................................................................... 139
TÓPICO 6 - DIREITOS DA POPULAÇÃO LGBT+ ....................................................................... 140
TÓPICO 7 - DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ........................................................ 142
TÓPICO 8 - RESUMÃO DE DIREITOS ...................................................................................... 143
NOÇÕES DE FDIREITO PROCESSUAL PENAL .......................................... 145
TÓPICO 1 - CONCEITOS BÁSICOS ........................................................................................... 145
TÓPICO 2 - DISPOSITIVOS LEGAIS (INQUÉRITOS) .................................................................. 145
TÓPICO 3 - PRISÃO EM FLAGRANTE ...................................................................................... 148
TÓPICO 4 - PRISÃO EM FLAGRANTE ...................................................................................... 150
TÓPICO 5 - LIBERDADE PROVISÓRIA ..................................................................................... 152
TÓPICO 6 - HABEAS CORPUS ................................................................................................. 154
TÓPICO 7 - TRIBUNAL DO JÚRI .............................................................................................. 156
TÓPICO 8 - AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO ...................................................... 158
TÓPICO 10 - SENTENÇA ......................................................................................................... 160
TÓPICO 11 - RESUMÃO DIREITOS PROCESSUAL CIVIL ........................................................... 161
LEGISLAÇÃO APLICADA À PMERJ ............................................................. 162
TÓPICO 1 - CONSTITUIÇÃO FEDERAL .................................................................................... 162
TÓPICO 2 - CÓDIGO PENAL.................................................................................................... 164
TÓPICO 3 - CÓDIGO DE PROCESSO PENAL ............................................................................ 166
TÓPICO 4 - LEI DA EXECUÇÃO PENAL .................................................................................... 168
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TÓPICO 5 - LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE .......................................................................... 170
TÓPICO 6 - ESTATUTO DOS MILITARES ................................................................................. 172
QUESTÕES ................................................................................................... 174
GABARITO ..................................................................................................... 206
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LÍNGUA PORTUGUESA
TÓPICO 1 - LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS
O primeiro tópico que sugerimos para a apostila de Língua Portuguesa do
concurso dos Bombeiros é a "Leitura e análise de textos". Abaixo,
desenvolvemos de forma didática e completa as principais informações que
podem ser abordadas nesse tema.
Leitura e análise de textos
1.1. Estratégias de leitura e compreensão de textos
A primeira habilidade que deve ser desenvolvida em relação à leitura e análise
de textos é a capacidade de identificar o tipo de texto que está sendo lido. É
importante saber reconhecer as características de cada gênero textual, como
notícia, artigo de opinião, poema, carta, entre outros, para que se possa
compreender melhor o que está sendo dito.
Outra estratégia importante é a leitura ativa, que envolve a identificação dos
elementos estruturais do texto. É importante identificar a introdução, o
desenvolvimento e a conclusão, bem como as ideias principais e secundárias
do texto, para que se possa compreender a mensagem como um todo.
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1.2. Identificação de elementos estruturais do texto
Além da leitura ativa, é importante saber identificar os elementos estruturais do
texto, como título, subtítulo, parágrafos e pontuação. Esses elementos ajudam
a dar sentido e organização ao texto, e sua compreensão é fundamental para a
interpretação correta da mensagem.
1.3. Identificação do tema e da ideia central do texto
Outra habilidade importante é a capacidade de identificar o tema e a ideia
central do texto. O tema é o assunto geral abordado pelo texto, enquanto a
ideia central é a informação mais importante que o autor quer transmitir ao
leitor. Saber identificar esses elementos é fundamental para a compreensão do
texto como um todo.
1.4. Reconhecimento de diferentes gêneros textuais
Por fim, é importante saber reconhecer os diferentes gêneros textuais, como
notícias, artigos de opinião, poemas, cartas, entre outros. Cada tipo de texto
apresenta características próprias em relação à linguagem, estrutura e objetivo,
e saber identificá-los ajuda a compreender melhor a mensagem que o autor
quer transmitir.
Em resumo, para a leitura e análise de textos, é importante desenvolver a
capacidade de identificar o tipo de texto, os elementos estruturais, o tema e a
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ideia central, além de saber reconhecer os diferentes gêneros textuais. Com
essas habilidades, é possível compreender melhor a mensagem transmitida e
responder corretamente às questões que envolvam esse tipo de habilidade no
concurso dos Bombeiros.
TÓPICO 2 - COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Compreensão e interpretação de textos
2.1. Pressuposições e inferências
A compreensão de um texto não se limita ao que está escrito de forma
explícita. É importante também identificar as pressuposições e inferências que
o autor faz ao longo do texto. Pressuposições são ideias que o autor assume
como conhecimento comum entre ele e o leitor, enquanto inferências são
conclusões que se pode tirar a partir do que está escrito, mesmo que não seja
explícito.
2.2. Implícitos e subentendidos
Além das pressuposições e inferências, é importante estar atento aos implícitos
e subentendidos presentes no texto. Implícitos são informações que não estão
explícitas no texto, mas que podem ser inferidas a partir do contexto ou da
interpretação do leitor. Já os subentendidos são informações que o autor não
diz diretamente, mas que o leitor pode deduzir a partir do que é dito.
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2.3. Variedades de texto e adequação de linguagem
A compreensão e interpretação de textos também depende do reconhecimento
das diferentes variedades de texto e da adequação da linguagem utilizada.
Cada tipo de texto possui uma linguagem específica, que deve ser reconhecida
para a compreensão correta da mensagem. Além disso, é importante estar
atento à adequação da linguagem ao contexto em que o texto é produzido,
levando em consideração fatores como a audiência e o propósito comunicativo.
2.4. Identificação de argumentos e estratégias de persuasão
Por fim, é importante saber identificar os argumentos e estratégias de
persuasão utilizados pelo autor do texto. Isso inclui a identificação de
afirmações e contra-argumentos, bem como de técnicas de persuasão, como a
utilização de exemplos, comparações, metáforas, entre outras.
Em resumo, para a compreensão e interpretação de textos, é importante estar
atento às pressuposições e inferências, aos implícitos e subentendidos, às
variedades de texto e à adequação da linguagem, bem como à identificação de
argumentos e estratégias de persuasão. Com essas habilidades, é possível
compreender corretamente a mensagem transmitida pelo texto e responder às
questões que envolvam esse tipo de habilidade no concurso dos Bombeiros.
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TÓPICO 3 - ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS
Estruturação do texto e dos parágrafos
3.1. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos,
operadores sequenciais.
A articulação do texto se refere à conexão entre as diferentes partes do texto.
Para que um texto seja coeso e coerente, é importante utilizar pronomes e
expressões referenciais para fazer referência a elementos já mencionados no
texto, utilizar nexos para conectar as ideias entre si e utilizar operadores
sequenciais para indicar a ordem em que as ideias são apresentadas.
3.2. Significação contextual de palavras e expressões
Para a correta interpretação do texto, é importante compreender a significação
contextual das palavras e expressões utilizadas. Isso significa que a
interpretação das palavras e expressões deve ser feita levando em
consideração o contexto em que elas são utilizadas.
3.3. Equivalência e transformação de estruturas
É importante saber transformar e reorganizar as estruturas do texto para torná-
lo mais claro e eficiente. Isso inclui a utilização de sinônimos e antônimos, a
reorganização da ordem das palavras e a mudança na estrutura das frases.
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3.4. Discurso direto e indireto
O discurso direto e indireto se refere à maneira como as falas dos personagens
ou citações são apresentadas no texto. É importante saber utilizar
corretamente o discurso direto e o discurso indireto, levando em consideração
a pontuação, os tempos verbais e os pronomes utilizados.
3.5. Sintaxe da oração e do período
A sintaxe da oração e do período se refere à organização das palavras em uma
frase ou em um conjunto de frases. É importante saber utilizar corretamente a
pontuação, os tempos verbais, os pronomes e as conjunções para garantir a
clareza e a coesão do texto.
3.6. Emprego de tempos e modos verbais
O emprego correto dos tempos e modos verbais é fundamental para a clareza
e coerência do texto. É importante saber utilizar os diferentes tempos verbais e
os diferentes modos verbais para indicar diferentes ações, fatos e ideias.
3.7. Pontuação
A pontuação é fundamental para a clareza e a coerência do texto. É importante
saber utilizar corretamente os sinais de pontuação, como vírgulas, pontos,
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pontos e vírgulas e ponto final, para indicar a pausa, a entonação e a relação
entre as diferentes partes do texto.
3.8. Ortografia em vigor
Por fim, é importante utilizar a ortografia correta de acordo com as regras da
língua portuguesa em vigor. Isso inclui a correta escrita das palavras, o uso
correto dos acentos e a utilização correta das letras maiúsculas e minúsculas.
Em resumo, para a estruturação correta do texto e dos parágrafos, é
importante estar atento à articulação do texto, à significação contextual das
palavras e expressões, à equivalência e transformação
TÓPICO 4 - INTERPRETAÇÃO: PRESSUPOSIÇÕES E INFERÊNCIAS;
IMPLÍCITOS E SUBENTENDIDOS
Interpretação: pressuposições e inferências; implícitos e subentendidos
4.1. Pressuposições e inferências
Pressuposições são informações implícitas em uma mensagem que o emissor
considera como conhecimento prévio do receptor. Por exemplo, em uma
conversa entre amigos, se um deles diz "Eu não posso ir à festa, tenho que
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estudar", a pressuposição é que o outro amigo saiba qual festa está sendo
mencionada.
As inferências, por sua vez, são conclusões que o receptor tira a partir do que
está sendo dito ou escrito.Por exemplo, se alguém diz "Está chovendo muito",
podemos inferir que essa pessoa não está feliz com a chuva.
No contexto do concurso dos Bombeiros, é importante ter habilidades de
interpretação que permitam identificar as pressuposições e inferências em
textos de diferentes gêneros, como notícias, relatórios, ofícios, entre outros.
4.2. Implícitos e subentendidos
Os implícitos e subentendidos se referem às informações que não são ditas
explicitamente, mas que podem ser inferidas pelo contexto, pelas palavras
escolhidas ou pelas circunstâncias. Por exemplo, em uma conversa entre
colegas de trabalho, se um deles diz "Eu já disse que não sou da área de
vendas", o subentendido é que ele não está interessado em ajudar a vender
um produto ou serviço.
Para identificar os implícitos e subentendidos em um texto, é necessário
analisar o contexto em que as palavras são utilizadas, o tom utilizado pelo
emissor e as relações de causa e efeito entre as informações apresentadas.
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4.3. Contextualização e inferência de significados
Por fim, é importante destacar que a interpretação de textos exige a
capacidade de contextualização e inferência de significados. Isso significa que
o leitor deve ser capaz de relacionar o texto com o contexto em que ele foi
produzido, considerando as informações disponíveis e as características dos
interlocutores.
Além disso, é preciso saber identificar as palavras-chave e as expressões que
indicam as ideias centrais do texto, para então fazer inferências e tirar
conclusões a partir delas.
Em resumo, a habilidade de interpretação de textos envolve a identificação de
pressuposições e inferências, a compreensão de implícitos e subentendidos e
a capacidade de contextualização e inferência de significados. Essas
habilidades são fundamentais para a compreensão de textos de diferentes
gêneros e para o sucesso no concurso dos Bombeiros.
TÓPICO 5 - VARIEDADES DE TEXTO E ADEQUAÇÃO DE LINGUAGEM
Variedades de texto e adequação de linguagem
5.1. Variedades de texto
Os textos podem variar de acordo com o gênero textual, que é determinado
pela finalidade comunicativa, pelo contexto em que é produzido e pelas
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características do interlocutor. Alguns exemplos de gêneros textuais são:
notícia, reportagem, artigo de opinião, carta argumentativa, e-mail, entre outros.
Cada gênero textual possui características próprias, como a estrutura, a
linguagem utilizada e a forma como as informações são apresentadas. É
importante reconhecer as diferentes variedades de texto para saber qual a
melhor forma de se comunicar em cada situação.
5.2. Adequação de linguagem
A adequação de linguagem é fundamental para que a comunicação seja
efetiva. Ela se refere à escolha das palavras, expressões e estruturas
gramaticais mais adequadas para cada situação de comunicação.
No contexto do concurso dos Bombeiros, é importante ter habilidades de
adequação de linguagem para se comunicar de forma clara e objetiva,
utilizando a linguagem adequada ao gênero textual e ao interlocutor.
5.3. Níveis de linguagem
Os níveis de linguagem podem variar de acordo com o contexto em que a
comunicação é realizada. Existem três níveis de linguagem:
Formal: utilizado em situações mais formais, como em documentos oficiais,
relatórios, discursos e palestras.
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Informal: utilizado em situações informais, como em conversas entre amigos, e-
mails entre colegas de trabalho e mensagens de texto.
Coloquial: utilizado em situações mais informais, mas que não chegam a ser
consideradas totalmente informais, como em programas de televisão e rádio,
entrevistas informais e debates.
No contexto do concurso dos Bombeiros, é importante ter habilidades de
adequação de linguagem para utilizar o nível de linguagem adequado a cada
situação de comunicação.
5.4. Linguagem clara e objetiva
Por fim, é importante destacar a importância da linguagem clara e objetiva. A
clareza na comunicação evita mal-entendidos e confusões, enquanto a
objetividade permite que a informação seja transmitida de forma direta e
concisa.
No contexto do concurso dos Bombeiros, é fundamental ter habilidades de
comunicação clara e objetiva, utilizando a linguagem adequada ao gênero
textual e ao interlocutor, para que a informação seja transmitida de forma
efetiva e compreendida pelo receptor.
Em resumo, a habilidade de reconhecer as variedades de texto, utilizar a
adequação de linguagem, escolher o nível de linguagem adequado e utilizar
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uma linguagem clara e objetiva são fundamentais para a comunicação efetiva e
para o sucesso no concurso dos Bombeiros.
TÓPICO 6 - EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE ESTRUTURAS
Equivalência e transformação de estruturas
6.1. Equivalência de estruturas
A equivalência de estruturas se refere à possibilidade de uma frase ou
expressão ter um sentido semelhante a outra, mesmo que as palavras
utilizadas sejam diferentes. Isso ocorre por meio da troca de uma palavra por
outra, por sinônimos, por exemplo, ou por meio da mudança da ordem das
palavras na frase.
Algumas expressões que possuem equivalência são os provérbios e ditados
populares, que podem ser apresentados de formas diferentes, mas com o
mesmo sentido. Por exemplo, "quem tem boca vai a Roma" e "quem quer faz,
quem não quer manda".
6.2. Transformação de estruturas
A transformação de estruturas se refere à possibilidade de se alterar a
estrutura de uma frase ou expressão sem alterar seu sentido original. Isso pode
ser feito por meio da mudança na ordem das palavras, da substituição de
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palavras, da transformação de voz ativa para voz passiva ou vice-versa, entre
outras possibilidades.
Um exemplo de transformação de estrutura é a alteração de uma frase da voz
ativa para a voz passiva. Por exemplo, a frase "o bombeiro salvou a vida da
pessoa" pode ser transformada em "a vida da pessoa foi salva pelo bombeiro".
No contexto do concurso dos Bombeiros, é importante ter habilidades de
equivalência e transformação de estruturas para compreender textos mais
complexos e também para se expressar de forma adequada em diferentes
gêneros textuais.
Em resumo, a habilidade de reconhecer a equivalência de estruturas e
transformar estruturas sem alterar o sentido original são importantes para a
compreensão de textos e para a habilidade de se expressar de forma
adequada em diferentes situações de comunicação.
TÓPICO 7 - DISCURSO DIRETO E INDIRETO
O discurso direto é quando uma pessoa reproduz as palavras exatas de outra
pessoa. Já o discurso indireto é quando uma pessoa relata as palavras de
outra pessoa, mas de uma forma que não é exatamente a mesma que a
original.
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7.1. Discurso direto
O discurso direto é utilizado quando se quer reproduzir as palavras exatas de
uma pessoa. Normalmente, as falas são colocadas entre aspas, indicando que
se trata de uma citação. Por exemplo:
O bombeiro disse: "O incêndio já está controlado."
7.2. Discurso indireto
No discurso indireto, a pessoa que relata as palavras de outra pessoa faz uma
reformulação da fala original. Nesse caso, não são utilizadas as aspas. Por
exemplo:
O bombeiro disse que o incêndio já estava controlado.
Nesse caso, a frasefoi reformulada, mas o sentido permaneceu o mesmo.
7.3. Mudanças na estrutura das frases
Ao passar do discurso direto para o indireto, algumas mudanças na estrutura
das frases podem ocorrer. Algumas delas são:
Mudança de tempo verbal: o verbo no discurso direto é conjugado no presente,
enquanto no discurso indireto ele pode mudar de tempo, dependendo da
situação.
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Mudança de pronomes: em alguns casos, pode ser necessário trocar os
pronomes de primeira ou segunda pessoa para terceira pessoa, dependendo
da forma como as frases são formuladas.
Mudança de advérbios e expressões de tempo e lugar: em alguns casos, essas
expressões também podem sofrer alterações ao passar do discurso direto para
o indireto.
No contexto do concurso dos Bombeiros, é importante ter habilidades de
discurso direto e indireto para compreender textos mais complexos e também
para se expressar de forma adequada em diferentes gêneros textuais, como
reportagens e notícias.
Em resumo, a habilidade de compreender e utilizar o discurso direto e indireto
é importante para a compreensão de textos e para a habilidade de se
expressar de forma adequada em diferentes situações de comunicação.
TÓPICO 8 - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
Sintaxe é a parte da gramática que estuda as relações entre as palavras e as
suas funções dentro de uma frase. A sintaxe da oração e do período está
relacionada com a forma como as palavras e as frases são organizadas para
formar um sentido completo.
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8.1. Oração
A oração é uma estrutura gramatical que pode ser composta por um ou mais
termos. Ela é formada por um verbo e pode ou não ter sujeito. Por exemplo:
O bombeiro apagou o fogo.
Nessa oração, o verbo é "apagou" e o sujeito é "o bombeiro".
8.2. Período
O período é uma estrutura gramatical que é formada por uma ou mais orações.
Por exemplo: O bombeiro apagou o fogo, mas precisou de ajuda.
Nesse período, temos duas orações: "O bombeiro apagou o fogo" e "precisou
de ajuda". Essas orações estão ligadas pelo conectivo "mas".
8.3. Análise sintática
A análise sintática é a análise das orações e dos períodos para identificar as
funções sintáticas das palavras e a relação entre elas. A análise sintática pode
ser dividida em duas partes:
Análise sintática da oração: consiste em identificar os termos da oração
(sujeito, verbo, complementos, etc.) e as relações sintáticas entre eles.
Análise sintática do período: consiste em analisar as orações que compõem o
período e identificar as relações sintáticas entre elas.
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8.4. Pontuação
A pontuação é fundamental para a sintaxe da oração e do período, pois ela
ajuda a organizar as ideias e a dar sentido às frases. Alguns sinais de
pontuação são usados para indicar a organização das ideias em uma oração
ou período, como os pontos, vírgulas e ponto e vírgula.
No contexto do concurso dos Bombeiros, é importante ter habilidades de
sintaxe da oração e do período para compreender textos mais complexos e
também para se expressar de forma adequada em diferentes gêneros textuais,
como relatórios e documentos técnicos.
Em resumo, a habilidade de compreender e utilizar a sintaxe da oração e do
período é importante para a compreensão de textos e para a habilidade de se
expressar de forma adequada em diferentes situações de comunicação.
TÓPICO 9 - EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS
Os tempos verbais indicam o momento em que a ação ocorre (passado,
presente ou futuro), enquanto os modos verbais indicam a atitude do falante
em relação ao que está sendo dito (indicativo, subjuntivo ou imperativo). É
importante entender o emprego adequado dos tempos e modos verbais para
que as ideias sejam transmitidas de maneira clara e coerente.
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9.1. Tempos verbais
Os tempos verbais podem ser divididos em três categorias:
Presente: indica uma ação que acontece no momento em que se fala.
Passado: indica uma ação que ocorreu antes do momento em que se fala.
Futuro: indica uma ação que ainda vai acontecer após o momento em que se
fala.
Os tempos verbais ainda possuem formas simples e compostas. As formas
simples são aquelas que são compostas apenas pelo verbo, enquanto as
formas compostas são aquelas que utilizam um verbo auxiliar e um verbo
principal.
Por exemplo:
Presente simples: O bombeiro apaga o fogo.
Presente composto: O bombeiro tem apagado o fogo.
Passado simples: O bombeiro apagou o fogo.
Passado composto: O bombeiro havia apagado o fogo.
Futuro simples: O bombeiro apagará o fogo.
Futuro composto: O bombeiro terá apagado o fogo.
9.2. Modos verbais
Os modos verbais indicam a atitude do falante em relação ao que está sendo
dito e podem ser divididos em três categorias:
Indicativo: é usado para indicar uma ação real ou possível.
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Subjuntivo: é usado para expressar dúvida, possibilidade, desejo, etc.
Imperativo: é usado para dar ordens, fazer pedidos, etc.
Por exemplo:
Indicativo: O bombeiro apaga o fogo.
Subjuntivo: Tomara que o bombeiro apague o fogo.
Imperativo: Apague o fogo, bombeiro!
9.3. Concordância verbal
A concordância verbal se refere à adequação do verbo em relação ao sujeito.
O verbo deve concordar em número e pessoa com o sujeito da oração.
Por exemplo:
O bombeiro apaga o fogo. (verbo concorda com o sujeito "o bombeiro", que
está no singular).
Os bombeiros apagam o fogo. (verbo concorda com o sujeito "os bombeiros",
que está no plural).
9.4. Regência verbal
A regência verbal se refere à relação de dependência que existe entre o verbo
e seus complementos. Alguns verbos exigem complementos específicos para
que a frase tenha sentido.
Por exemplo:
O bombeiro aspira o ar. (o verbo "aspira" exige o complemento "o ar").
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O bombeiro assiste ao filme. (o verbo "assistir" exige o complemento "ao
filme").
9.5 Classe de Palavras:
Classe de Palavras é um assunto importante no estudo da língua portuguesa e
está presente em muitos concursos públicos, incluindo o dos bombeiros. A
seguir, apresentamos uma descrição das principais classes de palavras que
podem ser abordadas na apostila:
Substantivo: palavra que nomeia um ser, objeto, ideia, sentimento, entre
outros. Pode ser classificado em comum (quando se refere a seres da mesma
espécie, como "cachorro" ou "pessoa") ou próprio (quando se refere a um ser
específico, como "Luna" ou "Rio de Janeiro"). Também pode ser contável
(quando se refere a algo que pode ser contado, como "livro" ou "cadeira") ou
incontável (quando se refere a algo que não pode ser contado, como "água" ou
"areia").
Adjetivo: palavra que qualifica um substantivo, atribuindo-lhe uma característica
ou propriedade. Pode ser classificado em simples (quando é formado por
apenas um radical, como "azul" ou "pequeno") ou composto (quando é formado
por mais de um radical, como "verde-escuro" ou "amarelo-limão"). Também
pode ser flexionado em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou
plural), concordando com o substantivo ao qual se refere.
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Artigo: palavra que precede o substantivo, indicando se ele está sendo
mencionado de forma definida (o, a, os, as) ou indefinida(um, uma, uns,
umas). O artigo também pode indicar se o substantivo está sendo usado de
forma geral (artigo definido singular "o", como em "o ser humano é mortal") ou
específica (artigo definido plural "os", como em "os seres humanos são
mortais").
Pronome: palavra que substitui o substantivo, evitando a repetição de palavras
na frase. Pode ser classificado em pessoal (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles,
elas), demonstrativo (este, esse, aquele), possessivo (meu, teu, seu, nosso,
vosso, seu), indefinido (algum, nenhum, todo, outro) ou relativo (que, quem,
cujo).
Verbo: palavra que expressa ação, estado ou fenômeno. É a classe de
palavras que mais se flexiona na língua portuguesa, variando em tempo
(presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, futuro do presente, futuro do
pretérito), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo, infinitivo, gerúndio,
particípio), pessoa (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) e número (singular ou
plural).
Advérbio: palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, indicando
circunstância de tempo, modo, lugar, intensidade, entre outras. Pode ser
classificado em tempo (hoje, ontem, sempre), modo (bem, mal, assim), lugar
(aqui, ali, lá), intensidade (muito, pouco, demasiado) ou afirmação/negação
(sim, não).
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O estudo das classes de palavras é fundamental para a compreensão e análise
de textos. As classes de palavras são as seguintes:
Preposições: palavras que estabelecem uma relação entre dois termos,
indicando a posição ou a direção de um em relação ao outro. Exemplos: de,
para, em, com, entre outros.
Conjunções: palavras que estabelecem uma relação entre duas orações,
indicando a coordenação ou subordinação entre elas. Exemplos: e, mas,
porque, embora, entre outros.
Interjeições: palavras que exprimem emoção, sentimento ou estado de espírito,
podendo ser exclamações ou apóstrofes. Exemplos: ah, oh, ufa, ai, entre
outros.
Flexão Nominal e Verbal:
A flexão é um processo de variação que as palavras sofrem para indicar
gênero, número, pessoa, tempo, modo, entre outras características.
A flexão nominal ocorre nos substantivos, adjetivos, artigos e pronomes, e
pode ser de gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural).
A flexão verbal ocorre nos verbos, e pode ser de pessoa (1ª, 2ª e 3ª pessoa),
número (singular e plural), tempo (presente, passado e futuro) e modo
(indicativo, subjuntivo e imperativo).
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TÓPICO 10 - FLEXÃO NOMINAL E VERBAL
A flexão é um fenômeno linguístico que consiste na alteração de uma palavra
de acordo com suas funções gramaticais dentro da frase. Na língua
portuguesa, existem dois tipos principais de flexão: a flexão nominal e a flexão
verbal.
A flexão nominal se refere às alterações que as palavras sofrem em relação ao
gênero, número e grau. Já a flexão verbal se refere às alterações que os
verbos sofrem em relação ao tempo, modo, aspecto e voz.
Flexão nominal: A flexão nominal se divide em três tipos principais: flexão de
gênero, número e grau.
Flexão de gênero: O gênero é a característica gramatical que diferencia as
palavras em masculino e feminino. Algumas palavras têm gênero natural, como
"menino" e "menina", enquanto outras têm gênero gramatical, como "caneta" e
"caderno". Em geral, os substantivos possuem flexão de gênero, mas há
também a flexão de gênero dos adjetivos e pronomes. Para flexionar o gênero
de uma palavra, é necessário mudar a terminação. Por exemplo: "menino"
(masculino) e "menina" (feminino).
Flexão de número: A flexão de número se refere à quantidade de elementos
referidos na frase, podendo ser singular ou plural. Para flexionar o número de
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uma palavra, é necessário mudar a terminação ou acrescentar um sufixo. Por
exemplo: "menino" (singular) e "meninos" (plural).
Flexão de grau: A flexão de grau se refere à intensidade ou qualidade da
palavra, podendo ser diminutivo ou aumentativo. Para flexionar o grau de uma
palavra, é necessário acrescentar um sufixo. Por exemplo: "menininho"
(diminutivo de "menino") e "meninão" (aumentativo de "menino").
Flexão verbal: A flexão verbal se divide em quatro tipos principais: flexão de
tempo, modo, aspecto e voz.
Flexão de tempo: A flexão de tempo se refere ao momento em que a ação
ocorre, podendo ser passado, presente ou futuro. Para flexionar o tempo de um
verbo, é necessário alterar sua raiz ou acrescentar um sufixo. Por exemplo:
"andei" (passado), "ando" (presente) e "andarei" (futuro).
Flexão de modo: A flexão de modo se refere à forma como a ação é expressa,
podendo ser indicativo, subjuntivo, imperativo ou infinitivo. Para flexionar o
modo de um verbo, é necessário alterar sua terminação. Por exemplo: "eu
ando" (modo indicativo), "se eu andasse" (modo subjuntivo) e "ande!" (modo
imperativo).
Flexão de aspecto: A flexão de aspecto se refere ao ponto de vista em relação
à duração ou conclusão da ação, podendo ser perfeito, imperfeito ou
progressivo. Para flexionar o aspecto de um verbo, é necessário alterar sua
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raiz ou acrescentar um sufixo. Por exemplo: "andei" (aspecto perfeito),
"andava" (aspecto imperfeito) e "estou andando" (aspecto progressivo).
O aspecto e a voz são duas dimensões importantes da flexão verbal, que
afetam a forma como a ação expressa pelo verbo é vista pelo falante.
O aspecto verbal indica como o falante percebe a ação em relação ao tempo e
à sua estrutura interna. Existem dois aspectos principais em português: o
aspecto perfeito e o aspecto imperfeito.
O aspecto perfeito indica uma ação concluída, finalizada ou pontual no
passado. Ele é expresso por meio dos tempos verbais pretérito perfeito e mais-
que-perfeito, por exemplo: "Eu terminei o trabalho ontem" (pretérito perfeito) ou
"Eu tinha terminado o trabalho quando você chegou" (mais-que-perfeito).
Já o aspecto imperfeito indica uma ação em andamento, inacabada ou habitual
no passado. Ele é expresso pelos tempos verbais pretérito imperfeito e
presente do indicativo, por exemplo: "Eu estudava muito quando era criança"
(pretérito imperfeito) ou "Eu sempre bebo café pela manhã" (presente do
indicativo).
A voz verbal, por sua vez, indica a relação entre o sujeito da frase e a ação
expressa pelo verbo. Existem duas vozes principais em português: a voz ativa
e a voz passiva.
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Na voz ativa, o sujeito da frase é o agente da ação expressa pelo verbo. Por
exemplo, na frase "O cachorro comeu a comida", o cachorro é o sujeito agente
da ação de comer.
Já na voz passiva, o sujeito da frase é o paciente ou receptor da ação expressa
pelo verbo, enquanto o agente fica em segundo plano ou nem é mencionado.
Por exemplo, na frase "A comida foi comida pelo cachorro", a comida é o
sujeito paciente da ação de comer e o cachorro é o agente da ação, que é
expresso pelo verbo no particípio passado. A voz passiva pode ser formada
com os tempos verbais no presente, pretérito perfeito, futuro do presente e
pretérito imperfeito, seguidos do verbo "ser" ou "estar" e do particípio passado
do verbo principal.
TÓPICO 11 - PRONOMES
Os pronomes são palavras que substituem ou acompanham um nome, sendo
essenciais na construção de uma frase clara e objetiva. No contexto da Língua
Portuguesa, existem diferentes tipos de pronomes que possuem funções
específicas na comunicação.
Os pronomes pessoais indicam aspessoas do discurso, podendo ser do caso
reto (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) ou do caso oblíquo (me, te, se, o/a, lhe,
nos, vos, os/as, lhes). É importante utilizar corretamente esses pronomes para
evitar ambiguidades e erros de concordância.
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Os pronomes possessivos indicam a posse de algo, podendo ser do caso
tônico (meu/minha, teu/tua, seu/sua, nosso/nossa, vosso/vossa, seu/sua) ou do
caso átono (meu/minha, teu/tua, seu/sua, nosso/nossa, vosso/vossa, seu/sua).
Por exemplo: "O meu carro é vermelho" ou "Eu perdi a minha carteira".
Os pronomes demonstrativos indicam a localização no tempo e espaço,
podendo ser próximos (este/esta/isto, esse/essa/isso, aquele/aquela/aquilo) ou
distantes (aquele/aquela/aquilo). Por exemplo: "Este livro é interessante" ou
"Aquele é o meu professor".
Os pronomes relativos são usados para retomar ou substituir um termo
anteriormente mencionado na frase, podendo ser quem, que, onde, cujo/a(s) e
quanto/a(s). Por exemplo: "O filme que eu assisti ontem foi muito bom" ou "O
livro cujo autor é meu amigo foi lançado na semana passada".
Os pronomes indefinidos referem-se a algo ou alguém de forma imprecisa,
podendo ser alguém, nada, algo, qualquer, cada, nenhum, todo, outro, algum,
muito, vários, poucos, etc. Por exemplo: "Alguma coisa está errada" ou
"Alguém ligou para você".
Quanto às formas de tratamento, é importante utilizá-las de acordo com a
situação e o grau de formalidade da comunicação. Algumas formas de
tratamento comuns na língua portuguesa são: "você", "senhor/senhora",
"doutor/doutora", "excelência", "senador/senadora", entre outras.
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Em resumo, o uso adequado dos pronomes pessoais, possessivos,
demonstrativos, relativos e indefinidos, bem como das formas de tratamento, é
fundamental para a clareza e a correção gramatical da comunicação em língua
portuguesa.
TÓPICO 12 - CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
A concordância é uma relação de harmonia gramatical entre as palavras que
compõem a frase. Na língua portuguesa, a concordância nominal se refere à
concordância de gênero e número entre o substantivo e o adjetivo, enquanto a
concordância verbal diz respeito à concordância de número e pessoa entre o
sujeito e o verbo.
A concordância nominal se dá quando o adjetivo concorda em gênero e
número com o substantivo que ele qualifica. Por exemplo: "os livros novos
estão na estante". O adjetivo "novos" concorda em gênero e número com o
substantivo "livros" que é masculino plural.
Já a concordância verbal ocorre quando o verbo concorda em número e
pessoa com o sujeito da oração. Por exemplo: "O candidato e seu amigo foram
aprovados no concurso". O verbo "foram" concorda em número e pessoa com
o sujeito "O candidato e seu amigo", que está no plural e na terceira pessoa do
singular.
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Além disso, é importante ficar atento à concordância do verbo ser quando ele
estiver no sentido de "haver" ou "existir". Nesse caso, o verbo deve concordar
com o número do predicativo do sujeito, e não com o sujeito. Por exemplo: "Há
muitas pessoas na fila" (e não "Hão muitas pessoas na fila").
Por fim, é fundamental também observar a concordância dos verbos
impessoais, que não possuem sujeito, como "faz" e "há". Esses verbos devem
permanecer sempre na terceira pessoa do singular. Por exemplo: "Faz anos
que não o vejo" ou "Há muito tempo que estudo para este concurso".
O uso adequado dos pronomes também é essencial para a construção correta
da frase.
TÓPICO 13 - REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
A regência verbal e nominal se refere ao modo como os verbos e as
preposições são utilizados na construção de uma frase, determinando a
relação de dependência que uma palavra tem com a outra.
A regência verbal é a relação que ocorre entre o verbo e seus complementos
(objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva),
indicando como eles devem ser usados na frase. Algumas preposições exigem
a regência de determinado verbo, como, por exemplo, o verbo "gostar", que
exige a preposição "de", como em "Eu gosto de estudar". Já o verbo "assistir",
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pode ser transitivo direto ou indireto, dependendo do contexto, como em "Eu
assisti ao filme" (transitivo indireto) ou "Eu assisti o filme" (transitivo direto).
A regência nominal, por sua vez, ocorre entre o substantivo e as palavras que o
complementam (adjetivo, artigo, pronome, numeral), indicando como essas
palavras devem concordar em gênero e número com o substantivo. Por
exemplo, em "a beleza da paisagem", a preposição "de" exige o substantivo
"beleza" no feminino e o adjetivo "paisagem" no masculino singular.
Em resumo, a regência nominal e verbal é uma importante parte da gramática
da língua portuguesa e é essencial para a compreensão e produção correta de
textos. É importante estudar e praticar a utilização adequada dos verbos e
preposições, bem como a concordância entre substantivos e palavras que os
complementam.
TÓPICO 14 - CRASE
O uso adequado do sinal indicativo de crase é um tema bastante importante da
língua portuguesa e, por isso, costuma ser abordado em concursos e
vestibulares. A crase é a junção da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou
com os pronomes demonstrativos "aquela(s)", "aquele(s)" e "aquilo". Em outras
palavras, a crase é a fusão da vogal "a" de duas palavras.
Para utilizar corretamente a crase, é necessário seguir algumas regras:
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A crase é obrigatória antes de palavras femininas que exigem a preposição "a",
como "à", "pela" e "na".
Exemplo: Vou à praia neste fim de semana.
A crase não deve ser usada antes de palavras masculinas ou antes de verbos.
Exemplo: Ela foi a pé até a escola.
A crase é opcional antes de nomes próprios femininos e de pronomes
possessivos femininos.
Exemplo: Vou visitar a Ana / à Ana amanhã.
A crase é obrigatória antes de pronomes relativos femininos, como "a qual" e
"às quais".
Exemplo: A casa à qual me referi foi vendida.
A crase não deve ser utilizada antes de verbos no infinitivo ou gerúndio, a
menos que haja um termo feminino que a exija.
Exemplo: Ela começou a estudar / a trabalhar.
A crase é obrigatória antes de horas femininas, desde que sejam precedidas
por uma preposição.
Exemplo: Ele chegará às 9 horas.
É importante lembrar que o uso indevido da crase pode alterar o sentido da
frase e gerar confusão na comunicação escrita. Portanto, é fundamental
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conhecer as regras e praticar a aplicação da crase para obter uma boa
performance na prova de língua portuguesa.
TÓPICO 15 - ORTOGRAFIA EM VIGOR
Ortografia é a parte da gramática que trata da forma correta de escrever as
palavras, ou seja, as regras que determinam como se escrevem as palavras de
acordo com a norma padrão da língua portuguesa. O conhecimento das regras
ortográficas é fundamental para a escrita correta e eficiente.
A seguir, estão algumas das principais regras ortográficas que devem ser
observadas:
Acentuação gráfica: é importante saber quais palavras são acentuadas e como
são acentuadas, de acordo com as regras da língua portuguesa. Por exemplo:
acento agudo (á, é, í, ó, ú), acento circunflexo (â, ê, ô), acento grave (à, àquele,
àquela, àquilo).
Emprego do hífen: o uso do hífen deve ser observadoem palavras compostas
e em algumas outras situações específicas, como em palavras que começam
com "h" e em palavras com prefixos.
Uso das letras maiúsculas e minúsculas: é importante conhecer as regras de
quando usar letras maiúsculas ou minúsculas em diferentes situações, como
nomes próprios, início de frases, títulos de obras, etc.
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Uso de letras e fonemas: algumas palavras podem ser escritas de diferentes
formas, mas apenas uma delas é considerada correta. Por exemplo: "xampu"
ou "shampoo", "asa" ou "aza".
Uso do "s" e do "z": saber quando usar "s" ou "z" em palavras é fundamental
para evitar erros de ortografia. Por exemplo: "casa" (com "s") e "cozinha" (com
"z").
Uso do "c" e do "ç": assim como o "s" e o "z", é importante saber quando usar
"c" ou "ç" em palavras. Por exemplo: "aço" (com "ç") e "casa" (com "c").
Uso do "j" e do "g": é importante saber quando usar "j" ou "g" em palavras. Por
exemplo: "jogar" (com "j") e "gelo" (com "g").
Essas são apenas algumas das regras ortográficas que devem ser observadas
ao escrever em português. É importante estudar e praticar a ortografia para
evitar erros e escrever de forma correta e eficiente.
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REDAÇÃO
Aqui estão algumas orientações para criar um guia prático e didático de uma
Redação eficaz.
Defina seu público-alvo: é importante saber para quem você está escrevendo
e quais são suas necessidades específicas. Se você está escrevendo para
estudantes, por exemplo, pode incluir dicas sobre como planejar sua redação,
como organizar seus pensamentos e como evitar erros comuns de gramática e
ortografia. Se você está escrevendo para profissionais, pode focar em técnicas
para argumentar de forma eficaz e persuasiva.
Faça uma lista de tópicos: considere os principais elementos que os leitores
precisam saber para escrever uma redação eficaz em apenas 10 minutos.
Alguns tópicos a serem considerados podem incluir: planejamento e
organização, escolha de palavras-chave, estrutura de parágrafos, estratégias
de argumentação e revisão e edição.
Crie um esboço: organize seus tópicos em uma estrutura lógica e clara, de
modo que seu leitor possa seguir facilmente. Inclua exemplos e dicas práticas
para cada seção.
Use exemplos reais: inclua exemplos reais de redações que foram bem-
sucedidas e explique o que torna essas redações eficazes. Você pode incluir
exemplos de redações de alunos, profissionais ou de outras fontes.
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Simplifique a linguagem: use uma linguagem clara e simples para que seus
leitores possam entender facilmente. Evite jargões e termos técnicos que
possam confundir seus leitores.
Adicione exercícios práticos: inclua exercícios práticos para que seus leitores
possam praticar e aprimorar suas habilidades de redação.
Revise e edite: revise e edite cuidadosamente seu guia para garantir que
esteja claro, conciso e fácil de seguir
TÓPICO 1 - PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO
"planejamento e organização" com alguns exemplos para ajudar a ilustrar como
escrever uma redação impecável para consegue a tão sonhada vaga.
Defina o tema da redação: o primeiro passo é entender o que está sendo
solicitado e o que se espera que seja abordado na redação. Por exemplo, se a
redação for sobre a importância da educação, você deve ter uma compreensão
clara do que significa educação e quais são as questões relevantes a serem
discutidas.
Escreva uma tese clara: depois de entender o tema da redação, você deve
desenvolver uma tese clara e concisa que apresente o seu ponto de vista sobre
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o assunto. Por exemplo, se você acredita que a educação é fundamental para
o desenvolvimento pessoal e profissional, sua tese poderia ser algo como: "A
educação é um fator essencial para o sucesso pessoal e profissional, pois
oferece as habilidades e conhecimentos necessários para enfrentar os desafios
da vida".
Crie um esboço: um esboço pode ajudá-lo a organizar seus pensamentos e
garantir que sua redação tenha uma estrutura clara e lógica. O esboço deve
incluir uma introdução, corpo de redação e conclusão. Por exemplo:
Introdução: apresente o tema da redação e sua tese.
Corpo de redação: desenvolva seus argumentos e exemplos em um ou mais
parágrafos. Por exemplo, você pode discutir as habilidades que a educação
oferece e como elas podem ser aplicadas em diferentes áreas da vida.
Conclusão: reafirme sua tese e resuma seus argumentos de forma clara e
concisa.
Use palavras-chave: identifique palavras-chave relevantes para o seu tema e
use-as ao longo da redação. Isso pode ajudar a manter o foco e garantir que
sua redação seja coerente e relevante. Por exemplo, algumas palavras-chave
para uma redação sobre a importância da educação podem incluir:
conhecimento, habilidades, aprendizado, desenvolvimento pessoal,
desenvolvimento profissional.
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TÓPICO 2 - DEFINA O PÚBLICO-ALVO
Seguem abaixo alguns exemplos práticos de como definir seu público-alvo ao
escrever uma redação:
Imagine que você esteja escrevendo uma redação para um público composto
por estudantes universitários. Nesse caso, você poderia usar exemplos
específicos que sejam relevantes para a vida universitária, como a importância
de escrever uma boa redação para conseguir boas notas, como se preparar
para escrever redações em exames e concursos ou como apresentar um
trabalho acadêmico com qualidade. Você também poderia incluir dicas sobre
como fazer uma pesquisa eficaz e como usar corretamente as referências
bibliográficas.
Se o seu público-alvo são os profissionais, você pode usar exemplos
relacionados a situações do cotidiano no ambiente de trabalho, como a
redação de um e-mail formal para um cliente ou um relatório para o seu chefe.
Você poderia fornecer dicas para apresentar argumentos fortes e convincentes,
como usar dados e fatos relevantes para sustentar suas afirmações e como
evitar a linguagem técnica excessiva que possa confundir o leitor.
Se o seu público-alvo for composto por pessoas que têm pouco conhecimento
sobre o assunto abordado na redação, é importante explicar os conceitos
básicos e fornecer exemplos simples para ilustrar suas ideias. Por exemplo, se
você estiver escrevendo sobre a importância da educação financeira, poderia
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explicar o que é orçamento pessoal, como fazer um planejamento financeiro e
como economizar dinheiro no dia a dia.
Definir o público-alvo é essencial para garantir que sua redação seja relevante
e adequada ao seu público. É importante ter em mente que diferentes públicos
têm diferentes necessidades e interesses, e sua redação deve ser adaptada de
acordo com essas diferenças para alcançar o sucesso desejado.
TÓPICO 3 - COMO CRIAR UM ESBOÇO PARA UMA REDAÇÃO EFICAZ
Seguem alguns exemplos práticos de como criar um esboço para uma redação
eficaz:
Introdução: para criar uma introdução clara e eficaz, você pode começar com
uma declaração ou pergunta que desperte o interesse do leitor. Em seguida,
apresente o tema da sua redação e sua tese principal. Por exemplo: "Você já
pensou em como a educação pode ser uma ferramenta poderosa para
transformar sua vida? Nesta redação, discutiremos as habilidades que a
educação oferece e como elas podem ser aplicadas em diferentesáreas da
vida."
Corpo de redação: o corpo da redação é onde você apresenta seus
argumentos e exemplos de forma clara e lógica. Você pode dividir o corpo da
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redação em vários parágrafos, cada um com um ponto de argumentação
diferente. Por exemplo, se você estiver escrevendo sobre as habilidades que a
educação oferece, poderia dividir o corpo da redação em parágrafos que
abordam habilidades como a capacidade de pensar criticamente, a
comunicação eficaz, a resolução de problemas e a criatividade. Certifique-se
de usar exemplos e evidências para apoiar seus argumentos.
Conclusão: a conclusão é onde você reafirma sua tese principal e resume
seus argumentos de forma clara e concisa. Você também pode incluir uma
declaração final que incentive o leitor a refletir sobre o tema da redação ou a
tomar alguma ação. Por exemplo: "Em suma, a educação pode oferecer
habilidades valiosas que podem ser aplicadas em muitas áreas da vida. Espero
que esta redação tenha inspirado você a considerar como a educação pode ser
uma ferramenta poderosa para transformar sua vida."
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MATEMÁTICA
TÓPICO 1 - NOÇÕES DE CONJUNTOS E DE RACIOCÍNIO LÓGICO
a) Representação de conjuntos, subconjuntos, operações: união, interseção,
diferença e complementar. Conjunto universo e conjunto vazio.
Conjuntos são coleções de objetos que compartilham características em
comum. Eles são representados por uma letra maiúscula, geralmente A, B, C
etc., e seus elementos são colocados entre chaves {}. Por exemplo, o conjunto
A = {1, 2, 3, 4} é composto pelos elementos 1, 2, 3 e 4.
Subconjuntos são conjuntos que possuem elementos em comum com outro
conjunto, mas não necessariamente possuem todos os elementos deste. Por
exemplo, o conjunto B = {1, 2} é subconjunto de A, pois todos os elementos de
B (1 e 2) também estão presentes em A.
As operações de união, interseção, diferença e complementar são realizadas
entre dois conjuntos A e B.
• União: é a junção de todos os elementos presentes em A e em B, sem
repetições. É representada por A ∪ B. Por exemplo, se A = {1, 2, 3} e B
= {3, 4, 5}, então A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5}.
• Interseção: é a seleção dos elementos que estão presentes em ambos
os conjuntos A e B. É representada por A ∩ B. Por exemplo, se A = {1,
2, 3} e B = {3, 4, 5}, então A ∩ B = {3}.
• Diferença: é a seleção dos elementos que estão presentes em A, mas
não em B. É representada por A - B. Por exemplo, se A = {1, 2, 3} e B =
{3, 4, 5}, então A - B = {1, 2}.
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• Complementar: é o conjunto de elementos que não estão presentes em
A. É representado por A'. Por exemplo, se A = {1, 2, 3} e o conjunto
universo é U = {1, 2, 3, 4, 5}, então A' = {4, 5}.
O conjunto universo é o conjunto que contém todos os elementos em
consideração. No exemplo acima, U é o conjunto universo dos elementos 1, 2,
3, 4 e 5. O conjunto vazio é o conjunto que não possui elementos e é
representado por ∅.
b) Conjunto dos números naturais e inteiros: operações fundamentais, números
primos, fatoração, número de divisores, máximo divisor comum e mínimo
múltiplo comum.
O conjunto dos números naturais é representado por N = {0, 1, 2, 3, ...}. Já o
conjunto dos números inteiros é representado por Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,
...}.
As operações fundamentais nos números naturais e inteiros são a adição, a
subtração, a multiplicação e a divisão. É importante ressaltar que a divisão não
é sempre exata nos números inteiros, ou seja, podem existir restos.
Um número primo é um número natural que possui somente dois divisores: o
número 1 e ele mesmo. Por exemplo, o número 7 é primo, pois só pode ser
dividido por 1 e por 7. Já o número 6 não é primo, pois pode ser dividido por 1,
2, 3 e 6.
A fatoração de um número consiste em decompor este número em fatores.
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TÓPICO 2 - CONJUNTO DOS NÚMEROS
a) Conjunto dos Números Naturais: O conjunto dos números naturais é
formado pelos números positivos inteiros (1, 2, 3, 4, 5, ...). Esse conjunto é
representado pela letra N. É importante destacar que alguns autores incluem o
zero no conjunto dos números naturais, enquanto outros o excluem.
Exemplo: O conjunto dos números de alunos em uma turma pode ser
representado pelo conjunto dos números naturais: N = {1, 2, 3, 4, ...}
b) Conjunto dos Números Inteiros: O conjunto dos números inteiros é formado
pelos números naturais, seus opostos e o zero (..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...).
Esse conjunto é representado pela letra Z. Os números inteiros podem ser
representados na reta numérica, onde o zero é o ponto central e os números
negativos ficam à esquerda e os positivos à direita. O módulo de um número
inteiro é o seu valor absoluto, ou seja, o número sem o sinal. O oposto de um
número inteiro é o número que, somado com ele, resulta em zero.
Exemplo: O conjunto dos anos de fundação das cidades de São Paulo e Rio de
Janeiro pode ser representado pelo conjunto dos números inteiros: Z = {..., -3, -
2, -1, 0, 1, 2, ...}
c) Conjunto dos números racionais: O conjunto dos números racionais é
formado por números que podem ser representados na forma de fração, ou
seja, números que podem ser escritos na forma a/b, onde a e b são números
inteiros e b é diferente de zero. Esse conjunto é representado pela letra Q. As
operações fundamentais com números racionais são a adição, subtração,
multiplicação e divisão.
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49
Exemplo: A medida de uma distância percorrida por um carro pode ser
representada por um número racional, como 3/5 km ou 1/4 km.
d) Razões e proporções, grandezas diretamente e indiretamente proporcionais:
Razão é a relação entre dois números ou grandezas. Por exemplo, a razão
entre o número de alunos de uma turma e o número de meninas dessa turma é
uma fração, representada por a/b. Proporção é a igualdade entre duas razões.
Por exemplo, se a/b = c/d, então temos uma proporção.
Grandezas diretamente proporcionais são aquelas que variam na mesma
proporção. Por exemplo, se o preço de uma fruta é proporcional à quantidade
comprada, quanto mais frutas são compradas, maior será o preço. Já
grandezas inversamente proporcionais são aquelas que variam na proporção
inversa. Por exemplo, quanto mais tempo uma pessoa demora para fazer um
trabalho, menor é a sua produção.
Exemplo: Se o preço de uma fruta é de R$2,00 por unidade, a razão entre o
preço e a quantidade é de 2/1. Se o preço cair para R$1,00, a nova razão será
de 1/1. Logo, temos uma proporção: 2/1 = 1/1. Além disso, podemos dizer que
o preço e a quantidade são grandezas inversamente proporcionais, pois
quando uma aumenta, a outra diminui de forma proporcional.
Outro exemplo de grandezas inversamente proporcionais é a velocidade e o
tempo. Se percorremos uma distância de 100 km a uma velocidade de 50
km/h, levaremos 2 horas para chegar ao destino. Porém, se aumentarmos a
velocidade para 100 km/h, chegaremos em apenas 1 hora. Neste caso, a
velocidade e o tempo são grandezas inversamente proporcionais, pois quanto
maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer a mesma
distância.
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50
Já as grandezas diretamente proporcionais são aquelas em que, ao aumentar
uma delas, a outra também aumenta de forma proporcional. Um exemplo é o
salário de um trabalhador em relação à quantidadede horas trabalhadas. Se
um trabalhador ganha R$10,00 por hora trabalhada, ele receberá R$100,00 por
10 horas trabalhadas e R$200,00 por 20 horas trabalhadas. Neste caso, o
salário e a quantidade de horas trabalhadas são grandezas diretamente
proporcionais, pois ao aumentar a quantidade de horas trabalhadas, o salário
também aumenta de forma proporcional.
É importante destacar que as grandezas diretamente proporcionais possuem
uma constante de proporcionalidade, que é o valor que multiplica uma das
grandezas para obter a outra. Por exemplo, no caso do salário e da quantidade
de horas trabalhadas, a constante de proporcionalidade é R$10,00/hora. Ou
seja, para saber o salário de um trabalhador que trabalhou x horas, basta
multiplicar x por R$10,00.
TÓPICO 3 - FUNÇÕES
a) Conceito de relação: Uma relação é uma correspondência entre dois
conjuntos, onde cada elemento do primeiro conjunto está associado a um ou
mais elementos do segundo conjunto. Por exemplo, podemos ter uma relação
entre os conjuntos A = {1, 2, 3} e B = {a, b, c}, onde 1 está associado a a, 2
está associado a b e 3 está associado a c.
b) Conceito de Função, domínio, contradomínio e imagem de uma função: Uma
função é uma relação entre dois conjuntos A e B, onde cada elemento do
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51
conjunto A está associado a um único elemento do conjunto B. O conjunto A é
chamado de domínio da função, enquanto que o conjunto B é chamado de
contradomínio. A imagem de uma função é o conjunto de todos os elementos
do contradomínio que estão associados a pelo menos um elemento do
domínio.
Exemplo: Considere a função f: A → B definida por f(x) = x², onde A = {-2, -1, 0,
1, 2} e B = {0, 1, 4}. O domínio da função é A, o contradomínio é B e a imagem
é {0, 1, 4}.
c) Funções injetoras, sobrejetora, bijetora e funções pares e ímpares, funções
periódicas e funções compostas:
• Função injetora: é aquela em que cada elemento do domínio está
associado a um único elemento do contradomínio. Ou seja, não existem
dois elementos distintos no domínio que estão associados ao mesmo
elemento no contradomínio.
• Função sobrejetora: é aquela em que cada elemento do contradomínio
está associado a pelo menos um elemento do domínio. Ou seja, não
existe nenhum elemento no contradomínio que não esteja associado a
pelo menos um elemento do domínio.
• Função bijetora: é aquela que é injetora e sobrejetora ao mesmo tempo.
Ou seja, cada elemento do domínio está associado a um único elemento
do contradomínio e cada elemento do contradomínio está associado a
um único elemento do domínio.
• Função par: é aquela que é simétrica em relação ao eixo y. Ou seja, f(x)
= f(-x) para todo x no domínio da função.
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52
• Função ímpar: é aquela que é simétrica em relação à origem. Ou seja,
f(-x) = -f(x) para todo x no domínio da função.
• Função periódica: é aquela em que a função se repete em intervalos
regulares. Ou seja, existe um número positivo p, chamado período da
função, tal que f(x) = f(x + p) para todo x no domínio da função.
• Função composta: é aquela em que a saída de uma função é usada
como entrada para outra função.
d) Zeros ou Raiz de uma função: Os zeros ou raízes de uma função são os
valores de x no domínio da função que fazem com que a função seja igual a
zero. Em outras palavras, são os valores de x que fazem com que f(x) = 0. Por
exemplo, os zeros da função f(x) = x² - 4 são x = -2 e x = 2, pois quando
substituímos esses valores na função, obtemos f(-2) = (-2)² - 4 = 0 e f(2) = 2² - 4
= 0.
Função constante, função crescente, função decrescente: Uma função é
constante quando o valor da imagem é o mesmo para qualquer valor de x no
domínio. Por exemplo, a função f(x) = 3 é uma função constante, pois para
qualquer valor de x que escolhermos, o valor da imagem será sempre 3.
Uma função é crescente quando, à medida que x aumenta, o valor da imagem
também aumenta. Por exemplo, a função f(x) = x é uma função crescente, pois
quando x aumenta, o valor da imagem também aumenta.
Uma função é decrescente quando, à medida que x aumenta, o valor da
imagem diminui. Por exemplo, a função f(x) = -x é uma função decrescente,
pois quando x aumenta, o valor da imagem diminui.
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53
Função definida por mais de uma sentença: Uma função pode ser definida por
mais de uma sentença, dependendo do valor de x. Por exemplo, a função f(x) =
|x| é definida por duas sentenças: f(x) = x quando x ≥ 0 e f(x) = -x quando x < 0.
Função inversa: A função inversa de uma função f(x) é aquela que reverte a
relação de x e y. Em outras palavras, se (x,y) é um ponto na função f(x), então
(y,x) é um ponto na função inversa. Para que uma função tenha uma inversa,
ela deve ser injetora, ou seja, cada valor de x deve ter apenas um valor
correspondente de y. A função inversa é representada por f⁻¹(x). Por exemplo,
a função f(x) = 2x é injetora e sua função inversa é f⁻¹(x) = x/2.
Gráfico de funções: O gráfico de uma função é uma representação visual da
relação entre x e y. Ele é traçado em um sistema de coordenadas cartesianas,
com o eixo x representando o domínio da função e o eixo y representando a
imagem da função. O gráfico de uma função pode ajudar a visualizar o
comportamento da função, seus zeros, seus pontos de máximo e mínimo, suas
assíntotas, entre outras características. Por exemplo, o gráfico da função f(x) =
x² é uma parábola, enquanto o gráfico da função f(x) = sen(x) é uma curva
sinusoidal.
TÓPICO 4 - FUNÇÃO LINEAR, FUNÇÃO AFIM E FUNÇÃO QUADRÁTICA
Uma função linear é uma função do tipo f(x) = ax + b, onde a e b são
constantes reais. A representação gráfica de uma função linear é uma reta, que
pode ser crescente ou decrescente, dependendo do valor de a. O domínio é o
conjunto dos números reais e a imagem é o conjunto formado por todos os
valores que a função pode assumir.
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54
Exemplo: f(x) = 2x - 1. Neste caso, a = 2 e b = -1. O gráfico é uma reta com
inclinação positiva de 2. O domínio é o conjunto dos números reais e a imagem
é também o conjunto dos números reais.
Função Afim: Uma função afim é uma função do tipo f(x) = ax + b, onde a e b
são constantes reais. A principal diferença entre a função afim e a função linear
é que a função afim pode assumir qualquer valor real, enquanto a função linear
só pode assumir valores a partir do ponto em que a reta intercepta o eixo y. O
gráfico de uma função afim é uma reta, assim como na função linear.
Exemplo: f(x) = 2x + 1. Neste caso, a = 2 e b = 1. O gráfico é uma reta com
inclinação positiva de 2. O domínio é o conjunto dos números reais e a imagem
é também o conjunto dos números reais.
Função Quadrática: Uma função quadrática é uma função do tipo f(x) = ax² +
bx + c, onde a, b e c são constantes reais e a ≠ 0. O gráfico de uma função
quadrática é uma parábola. A concavidade da parábola é determinada pelo
valor de a: se a > 0, a parábola é voltada para cima e se a < 0, a parábola é
voltada para baixo.
Exemplo: f(x) = x² + 2x + 1. Neste caso, a = 1, b = 2 e c = 1. O gráfico é uma
parábola voltada para cima. O domínio é o conjunto dos números reais e a
imagem é o conjunto dos números reais maiores ou iguais a 1.
Variações de sinal: A variação de sinal de uma função é determinada pelos
pontos em que a função cruza o eixo x. Se a função cruza o eixo x em um
ponto, então ela muda de sinal. Se ela cruza o eixo x em dois pontos, então ela
mantém o sinal entre esses pontos e muda o sinal fora deles.
Máximos e mínimos: O ponto em que a função atingeo maior valor é chamado
de máximo e o ponto em que a função atinge o menor valor é chamado de
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mínimo. Esses pontos são encontrados na análise do gráfico da função. Na
função quadrática, o vértice da parábola representa o máximo ou o mínimo da
função.
Inequação produto e inequação quociente: Uma inequação produto é uma
inequação do tipo f(x)g(x) > 0 ou f(x)g(x) < 0, onde f(x) e g(x) são funções reais.
Já uma inequação quociente é uma inequação do tipo f(x)/g (x) > 0 ou f(x)/g(x)
< 0, onde f(x) e g(x) são funções reais e g(x) ≠ 0. Para resolver inequações
produto e inequações quociente, devemos encontrar os valores de x que fazem
a expressão ser maior que zero ou menor que zero. Podemos utilizar a análise
de sinais para encontrar esses valores.
Por exemplo, para resolver a inequação produto (x-2)(x+3) > 0, devemos
analisar o sinal da expressão (x-2)(x+3) para determinados valores de x.
Podemos fazer isso utilizando uma tabela de sinais, como a seguir:
x | x-2 | x+3 | (x-2)(x+3) -3 | -5 | 0 | 0 -2 | -4 | 1 | -4 0 | -2 | 3 | 6 2 | 0 | 5 | 0 3 | 1 |
6 | 7
Observando a tabela, vemos que a expressão (x-2)(x+3) é positiva para x < -3
e para x > 2. Então, a solução da inequação é x < -3 ou x > 2.
Já para resolver a inequação quociente (x-1)/(x+2) > 0, devemos analisar o
sinal da expressão (x-1)/(x+2) para determinados valores de x. Podemos fazer
isso utilizando uma tabela de sinais, como a seguir:
x | x-1 | x+2 | (x-1)/(x+2) -3 | -4 | -1 | 3/2 -2 | -3 | 0 | -1 -1 | -2 | 1 | -1/3 0 | -1 | 2 | -
1/2 1 | 0 | 3 | 1/5 2 | 1 | 4 | 1/3
Observando a tabela, vemos que a expressão (x-1)/(x+2) é positiva para x < -2
e para x > 1. Então, a solução da inequação é x < -2 ou x > 1.
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TÓPICO 5 - FUNÇÃO MODULAR
A função modular é uma função que envolve a operação módulo, indicada pelo
símbolo "|" ou "||". Ela é definida da seguinte forma:
f(x) = |x|
Isso significa que, para qualquer valor de x, o resultado de f(x) será o valor
absoluto de x. O valor absoluto é a distância entre x e 0, ou seja, é sempre
positivo.
O gráfico da função modular é um "V" invertido, que corta o eixo x no ponto
(0,0). O domínio da função é todo o conjunto dos números reais e a imagem é
o conjunto dos números reais não negativos.
As equações modulares são equações que envolvem a função modular. Elas
podem ser resolvidas de forma algébrica ou gráfica. Por exemplo, a equação |x|
= 2 tem como solução x = 2 ou x = -2.
As inequações modulares são inequações que envolvem a função modular.
Elas podem ser resolvidas de forma gráfica, utilizando o gráfico da função
modular. Por exemplo, a inequação |x| > 2 tem como solução x < -2 ou x > 2.
É importante lembrar que, em uma inequação modular, o sinal de desigualdade
deve ser mantido na solução. Por exemplo, se a inequação é |x| < 3, a solução
é -3 < x < 3, mantendo o sinal "<" em ambos os lados.
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TÓPICO 6 - FUNÇÃO EXPONENCIAL
A função exponencial é uma função do tipo f(x) = a^x, onde a é um número
positivo diferente de 1 e x é um número real. Essa função apresenta algumas
características importantes, como:
• Domínio: todos os números reais;
• Imagem: todos os números reais positivos;
• Gráfico: é uma curva que cresce rapidamente conforme x aumenta, e se
aproxima do eixo x, mas nunca o toca;
• Logaritmos decimais: para entender melhor a função exponencial, é
importante conhecer também os logaritmos decimais, que são a base do
sistema de logaritmos utilizado na matemática. O logaritmo decimal de
um número é o expoente a que se deve elevar 10 para obter esse
número. Por exemplo, o logaritmo decimal de 100 é 2, pois 10 elevado a
2 é igual a 100.
As equações exponenciais são aquelas que têm a incógnita (geralmente
representada por x) no expoente. Por exemplo, a equação 2^x = 8 é uma
equação exponencial, cuja solução é x = 3, pois 2 elevado a 3 é igual a 8. Já as
inequações exponenciais são aquelas em que a incógnita aparece no
expoente, e envolvem sinais de desigualdade (maior que, menor que, maior ou
igual a, menor ou igual a). Por exemplo, a inequação 3^(x-1) < 9 tem como
solução x < 2, pois 3 elevado a 1 é igual a 3, e 3 elevado a 2 é igual a 9.
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TÓPICO 7 - FUNÇÃO LOGARÍTMICA
A função logarítmica é definida pela relação inversa da função exponencial.
Seja a > 0, a ≠ 1 e x > 0, o logaritmo de x na base a, denotado por log a x, é o
expoente y que satisfaz a equação a^y = x. Ou seja, log a x = y se e somente
se a^y = x.
a) Propriedades operatórias dos logaritmos:
• log a (xy) = log a x + log a y
• log a (x/y) = log a x - log a y
• log a (x^r) = r*log a x, onde r é um número real qualquer
• log a a = 1
• log a 1 = 0
• log a (1/x) = -log a x, para x > 0
b) Gráfico, domínio e imagem da função logarítmica: O gráfico da função
logarítmica y = log a x é uma curva crescente que se aproxima do eixo x à
medida que x se aproxima de zero. O domínio da função é o conjunto dos
números reais positivos, ou seja, x > 0. A imagem da função é o conjunto dos
números reais, ou seja, y ∈ ℝ.
c) Equações e inequações logarítmicas: Para resolver uma equação
logarítmica do tipo log a x = b, basta aplicar a definição de logaritmo e obter a
solução x = a^b. Por exemplo, para resolver a equação log 2 x = 3, temos x =
2^3 = 8.
Já para resolver uma inequação logarítmica do tipo log a x < b, é preciso
aplicar as propriedades dos logaritmos e resolver a inequação resultante. Por
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
59
exemplo, para resolver a inequação log 2 x < 3, temos 2^3 > x, ou seja, x < 8.
Portanto, a solução da inequação é o intervalo aberto (0, 8).
TÓPICO 8 - TRIGONOMETRIA
a) Arcos notáveis: Os arcos notáveis são aqueles que possuem medidas
específicas e facilmente reconhecíveis na trigonometria. Os principais arcos
notáveis são:
• 0°: Correspondente ao ponto de partida no círculo trigonométrico, onde o
seno é zero e o cosseno é um.
• 30°, 45° e 60°: São ângulos frequentemente encontrados em problemas
de trigonometria. Suas razões trigonométricas podem ser encontradas
por meio da tabela trigonométrica ou pelo círculo trigonométrico.
• 90°: Também conhecido como ângulo reto, é encontrado em triângulos
retângulos e possui seno e cosseno iguais a um.
b) Trigonometria no triângulo: Na trigonometria no triângulo, estudamos as
relações entre os lados e ângulos dos triângulos. A trigonometria no triângulo
retângulo é especialmente importante, pois nesse tipo de triângulo é possível
estabelecer relações entre os lados e ângulos por meio das razões
trigonométricas seno, cosseno e tangente. Já na trigonometria no triângulo
qualquer, utilizamos a lei dos senos e a lei dos cossenos para encontrar as
relações entre os lados e ângulos do triângulo.
c) Lei dos senos e Lei dos cossenos: A Lei dos senos estabelece que em
qualquer triângulo, a razão entre o comprimento de um lado e o seno do ângulo
oposto a ele é igual para todos os lados. Em termos matemáticos, temos:
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60
a/sen(A) = b/sen(B) = c/sen(C)
Já a Lei dos cossenos estabelece que em qualquer triângulo, o quadrado do
comprimento de um lado é igual à soma dos quadrados dos comprimentos dos
outros dois lados, menos o dobro do produto desses comprimentos pelo
cosseno do ângulo entre eles. Em termos matemáticos, temos:
a² = b² + c² - 2bc.cos(A)
d) Unidadesde medidas de arcos e ângulos: o grau e o radiano: O grau é a
unidade mais comum de medida de ângulos, sendo que um círculo completo
possui 360 graus. Já o radiano é a unidade de medida de ângulos no sistema
internacional de unidades (SI), sendo que um círculo completo possui 2π
radianos. Para converter entre graus e radianos, utilizamos a fórmula:
ângulo em radianos = (ângulo em graus * π) / 180
e) Círculo Trigonométrico, Razões Trigonométricas e Redução ao 1º
Quadrante:
O círculo trigonométrico é um círculo de raio unitário, centrado na origem de
um plano cartesiano, utilizado para representar as medidas angulares e as
razões trigonométricas. As medidas angulares são representadas pelo arco
que se estende no sentido anti-horário a partir do ponto inicial (1,0) até o ponto
final correspondente ao ângulo medido. As razões trigonométricas são os
valores das funções trigonométricas seno, cosseno e tangente, calculados a
partir das coordenadas do ponto final do arco.
Para facilitar os cálculos das razões trigonométricas, é comum reduzir os
ângulos a um dos quadrantes principais, geralmente o primeiro quadrante (0° a
90°), utilizando as relações de simetria dos ângulos em relação aos eixos x e y.
Por exemplo, o seno de um ângulo de 210° é o mesmo que o seno de um
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61
ângulo de 30° (180° + 30°), pois ambos os ângulos têm o mesmo valor
absoluto do seno, mas sinais opostos.
f) Trigonométricas, Transformações, Identidades Trigonométricas
Fundamentais, Equações e Inequações Trigonométricas no Conjunto dos
Números Reais:
As funções trigonométricas são funções que relacionam as medidas dos
ângulos com as razões entre os lados dos triângulos retângulos. As principais
funções trigonométricas são o seno, o cosseno e a tangente, mas também
existem as funções trigonométricas inversas, como o arco-seno, o arco-
cosseno e o arco-tangente.
As transformações trigonométricas permitem obter novas funções a partir das
funções trigonométricas básicas, aplicando operações como soma, subtração,
multiplicação e divisão. As identidades trigonométricas fundamentais são
equações que relacionam as funções trigonométricas entre si, e são utilizadas
para simplificar as expressões trigonométricas e resolver equações e
inequações trigonométricas.
g) Fórmulas de Adição de Arcos, Arcos Duplos, Arco Metade e Transformação
em Produto:
As fórmulas de adição de arcos permitem calcular as funções trigonométricas
de uma soma ou diferença de dois arcos, em termos das funções
trigonométricas dos arcos individuais. As fórmulas de arcos duplos e arcos
metade permitem calcular as funções trigonométricas de um arco duplo ou
metade, em termos das funções trigonométricas do arco original. A
transformação em produto permite reescrever uma soma de funções
trigonométricas como um produto de funções trigonométricas.
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62
h) Sistemas de Equações e Inequações Trigonométricas e Resolução de
Triângulos: Os sistemas de equações e inequações trigonométricas são
conjuntos de equações ou inequações que envolvem funções trigonométricas.
Para resolvê-los, geralmente são usadas as propriedades das funções
trigonométricas, identidades trigonométricas e as equações e inequações
trigonométricas já estudadas anteriormente.
A resolução de triângulos envolve a determinação dos lados e ângulos de um
triângulo a partir de algumas informações conhecidas. Existem diferentes
métodos para resolução de triângulos, como a Lei dos Senos e a Lei dos
Cossenos, já mencionadas anteriormente.
Por exemplo, suponha que se conheça dois ângulos de um triângulo e um dos
lados. Utilizando as fórmulas trigonométricas, pode-se determinar os outros
lados e ângulos do triângulo. Já para resolver um sistema de equações ou
inequações trigonométricas, deve-se utilizar as propriedades das funções
trigonométricas e resolver o sistema por substituição ou eliminação.
Em resumo, a trigonometria é um ramo da matemática que estuda as relações
entre os lados e ângulos de um triângulo, bem como as funções
trigonométricas, suas propriedades e aplicações em problemas matemáticos e
em outras áreas do conhecimento. A compreensão dos conceitos e técnicas
básicas da trigonometria é fundamental para o estudo de outras áreas da
matemática, como a geometria analítica, cálculo e física.
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63
TÓPICO 9 - CONTAGEM E ANÁLISE COMBINATÓRIA
a) Fatorial, definição e operações: O fatorial é uma operação matemática
utilizada na análise combinatória para determinar o número de maneiras que
um conjunto pode ser organizado. O fatorial de um número natural n é
representado por n!, e é calculado multiplicando todos os números inteiros
positivos menores ou iguais a n. Por exemplo, 5! = 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120.
b) Princípios multiplicativo e aditivo da contagem: O princípio multiplicativo da
contagem é utilizado para calcular o número total de possibilidades quando
duas ou mais tarefas independentes são realizadas em sequência. Se uma
tarefa pode ser realizada de m maneiras diferentes e uma segunda tarefa pode
ser realizada de n maneiras diferentes, então o número total de maneiras que
ambas as tarefas podem ser realizadas é dado por m x n. Por exemplo, se um
jogador de futebol tem 4 camisas diferentes e 3 calças diferentes, ele tem 4 x 3
= 12 combinações diferentes de roupas.
Já o princípio aditivo da contagem é utilizado quando se deseja calcular o
número total de possibilidades para tarefas mutuamente exclusivas. Se uma
tarefa pode ser realizada de m maneiras diferentes ou outra tarefa pode ser
realizada de n maneiras diferentes, então o número total de maneiras que uma
ou outra tarefa pode ser realizada é dado por m + n. Por exemplo, se um aluno
pode escolher entre estudar matemática ou estudar física, ele tem 1 + 1 = 2
opções diferentes.
c) Arranjos, combinações e permutações: Arranjos são os agrupamentos que
podem ser feitos com um conjunto de elementos, levando em consideração a
ordem em que eles aparecem. O número de arranjos de n elementos tomados
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p a p é dado por A(n,p) = n!/(n-p)!. Por exemplo, se há 4 pessoas A, B, C e D, e
queremos saber quantos grupos de 2 pessoas podemos formar, levando em
consideração a ordem, temos A, B; A, C; A, D; B, A; B, C; B, D; C, A; C, B; C,
D; D, A; D, B; D, C. Logo, temos 12 arranjos possíveis.
Combinações são os agrupamentos que podem ser feitos com um conjunto de
elementos, sem levar em consideração a ordem em que eles aparecem. O
número de combinações de n elementos tomados p a p é dado por C(n,p) =
n!/p!(n-p)!. Por exemplo, se há 4 pessoas A, B, C e D, e queremos saber
quantos grupos de 2 pessoas podemos formar, sem levar em consideração a
ordem, temos A, B; A, C; A, D; B, C; B, D; C, D. Logo, temos 6 combinações
possíveis.
Permutações são os agrupamentos que podem ser feitos com um conjunto de
elementos, levando em consideração a ordem em que eles aparecem e sem
repetição de elementos. O número de permutações de n elementos é dado por
P(n) = n!. Por exemplo, se há 4 letras A, B, C e D, as permutações de 3
elementos que podem ser formadas sem repetição são:
ABC, ABD, ACB, ACD, ADB, ADC, BAC, BAD, BCA, BCD, BDA, BDC, CAB,
CAD, CBA, CBD, CDA, CDB, DAB, DAC, DBA, DBC, DCA, DCB.
Portanto, o número de permutações de 4 elementos tomados 3 a 3 é P(4,3) =
4!/(4-3)! = 4x3x2 = 24.
Vale destacar que, em casos em que há elementos repetidos, a fórmula para o
número de permutações é dada por P(n1, n2, ..., nk) = n!/(n1! x n2! x ... x nk!),
onde n1, n2, ..., nk sãoas quantidades de elementos repetidos.
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Por fim, é importante lembrar que as fórmulas para arranjos, combinações e
permutações podem ser usadas em conjunto com os princípios multiplicativo e
aditivo da contagem, dependendo da complexidade do problema.
TÓPICO 10 - PROBABILIDADE
a) Experimento aleatório, experimento amostral, espaço amostral e evento:
Na teoria das probabilidades, um experimento aleatório é aquele que pode ser
repetido várias vezes sob as mesmas condições, mas cujo resultado não pode
ser previsto com certeza. O conjunto de todos os resultados possíveis de um
experimento aleatório é chamado de espaço amostral, denotado por Ω. Cada
elemento do espaço amostral é chamado de ponto amostral ou resultado.
Um evento é um subconjunto do espaço amostral, que pode ou não ocorrer no
decorrer do experimento. Um evento que contém apenas um ponto amostral é
chamado de evento elementar. A probabilidade de um evento é um número
entre 0 e 1 que mede a chance de o evento ocorrer.
b) Probabilidade em espaços amostrais equiprováveis:
Quando um experimento aleatório tem resultados igualmente prováveis, o
espaço amostral é chamado de espaço amostral equiprovável. Nesse caso, a
probabilidade de um evento E é dada por:
P(E) = número de casos favoráveis a E / número de casos possíveis
c) Probabilidade da união de dois eventos:
A probabilidade da união de dois eventos A e B é dada por:
P(A ∪ B) = P(A) + P(B) - P(A ∩ B)
d) Probabilidade condicional:
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A probabilidade condicional de um evento A, dado que ocorreu um evento B, é
dada por:
P(A|B) = P(A ∩ B) / P(B)
e) Propriedade das probabilidades:
As probabilidades têm algumas propriedades importantes, como a propriedade
da complementaridade, que diz que a probabilidade do evento complementar
de A é 1-P(A), e a propriedade da aditividade, que diz que a probabilidade da
união de dois eventos é igual à soma das probabilidades dos eventos menos a
probabilidade da interseção.
f) Probabilidade de dois eventos sucessivos e experimentos binomiais:
A probabilidade de dois eventos sucessivos é dada pelo produto das
probabilidades dos eventos. Por exemplo, se a probabilidade de um evento A
ocorrer é P(A) e a probabilidade de um evento B ocorrer, dado que o evento A
ocorreu, é P(B|A), então a probabilidade de A e B ocorrerem é P(A) x P(B|A).
Um experimento binomial é um experimento aleatório que pode ter apenas dois
resultados possíveis: sucesso ou fracasso. Exemplos de experimentos
binomiais incluem jogar uma moeda ou lançar um dado. A probabilidade de um
experimento binomial pode ser calculada usando a fórmula:
P(X = k) = C(n, k) x p^k x (1-p)^(n-k)
Onde:
• C(n, k) é o número de combinações de n objetos tomados k de cada vez
• p é a probabilidade de sucesso
• 1-p é a probabilidade de fracasso
• n é o número de tentativas
• k é o número de sucessos.
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TÓPICO 11 - MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS LINEARES
a) Operações com Matrizes: Uma matriz é uma tabela de números dispostos
em linhas e colunas. As operações com matrizes incluem adição, multiplicação
por escalar, transposição e produto. A adição e a subtração de matrizes são
realizadas somando ou subtraindo cada elemento correspondente das
matrizes. A multiplicação por escalar é realizada multiplicando cada elemento
da matriz por um número real. A transposição de uma matriz é obtida trocando
as linhas pelas colunas. A multiplicação de matrizes é realizada multiplicando
cada linha da primeira matriz pelos elementos correspondentes da coluna da
segunda matriz e somando os produtos.
Exemplo:
Sejam as matrizes A e B: A = [ 1 2 ] B = [ 3 4 ] [ 5 6 ] [ 7 8 ]
A adição de A e B é dada por: A + B = [ 1+3 2+4 ] [ 4 6 ] [ 5+7 6+8 ] = [12 14]
A multiplicação de A por um escalar 2 é dada por: 2A = [ 2 4 ] [10 12 ]
A transposição de A é dada por: A^T = [ 1 5 ] [ 2 6 ]
A multiplicação de A por B é dada por: AB = [ 13+27 14+28 ] [17 20 ] [ 53+67
54+68 ] = [47 56]
b) Matriz Inversa: A matriz inversa é uma matriz que, multiplicada pela matriz
original, resulta na matriz identidade. A matriz identidade é uma matriz
quadrada com 1's na diagonal principal e 0's em todos os outros lugares. Nem
todas as matrizes possuem inversa. Uma matriz A é invertível se e somente se
o seu determinante é diferente de zero. A matriz inversa é dada por:
A^-1 = 1/det(A) * adj(A)
Onde det(A) é o determinante de A e adj(A) é a matriz adjunta de A.
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Exemplo:
Seja a matriz A: A = [ 2 1 ] [ 4 3 ]
O determinante de A é dado por: det(A) = 23 - 14 = 2
A matriz adjunta de A é dada por: adj(A) = [ 3 -1 ] [-4 2 ]
Portanto, a matriz inversa de A é dada por: A^-1 = 1/2 * [ 3 -1 ] = [ 3/2 -1/2 ] [-4
2 ] [-2 1 ]
Verificando a multiplicação de A por A^-1, obtemos a matriz identidade: AA^-1
= [ 2 1 ] [ 3/2 -1/2 ] = [ 1 0 ] [ 4 3 ] [-2 1 ] [ 0 1 ]
c) Determinante de uma matriz: O determinante de uma matriz é um número
que pode ser calculado de diversas formas. A mais comum é a regra de Sarrus,
que é utilizada apenas para matrizes 3x3, e pode ser descrita da seguinte
forma:
Dada uma matriz A 3x3:
Para calcular seu determinante, basta escrever duas colunas adicionais à
direita da matriz, replicando as duas primeiras colunas da matriz. Então, basta
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multiplicar os elementos ao longo das diagonais principais e subtrair os
produtos ao longo das diagonais secundárias, conforme indicado abaixo:
D = (a11 * a22 * a33) + (a12 * a23 * a31) + (a13 * a21 * a32) - (a31 * a22 * a13)
- (a32 * a23 * a11) - (a33 * a21 * a12)
Para matrizes maiores, pode ser utilizada a regra de Laplace, que consiste em
expandir o determinante em relação a uma linha ou coluna da matriz,
multiplicando cada elemento dessa linha ou coluna pelo determinante de uma
submatriz, e alternando os sinais.
d) Sistemas de equações lineares: Um sistema de equações lineares é
composto por um conjunto de equações lineares, que relacionam variáveis de
primeiro grau com coeficientes constantes. Por exemplo, um sistema linear
com duas equações e duas variáveis pode ser representado da seguinte forma:
A solução desse sistema é um par ordenado (x, y) que satisfaz ambas as
equações simultaneamente. A forma mais comum de resolver sistemas
lineares é por meio do método da eliminação de Gauss, que consiste em
transformar o sistema original em um sistema equivalente, mas mais simples,
por meio de operações elementares em suas equações. O resultado é um
sistema triangular, cuja solução pode ser encontrada por substituição
regressiva. Outro método comum é o método da matriz inversa, que consiste
em multiplicar a matriz dos coeficientes pelo vetor das incógnitas e igualá-lo ao
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70
vetor dos termos independentes, e então resolver para o vetor das incógnitas
utilizando a matriz inversa.
TÓPICO 12 - SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS E PROGRESSÕES
a) Sequências Numéricas: Sequência numérica é uma lista ordenada de
números. Essa lista pode ser infinita ou finita. Por exemplo, 2, 4, 6, 8, 10 é uma
sequência numérica finita, enquanto 1, 2, 3, 4, 5, ... é uma sequência numérica
infinita.
b) Progressões Aritméticas: Uma progressão aritmética (PA) é uma sequência
numérica em que cada termo, a partir do segundo, é a soma do termo anterior
com uma constante d, chamada de razão da PA. O termo geral de uma PA édado por an = a1 + (n-1)d, onde a1 é o primeiro termo, n é o número do termo
e d é a razão.
A soma dos n termos de uma PA é dada por Sn = (a1 + an) * n / 2. Algumas
propriedades importantes das PAs são:
• Os termos equidistantes dos extremos são iguais.
• A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos
próprios extremos.
• A soma de dois termos consecutivos é igual à soma do termo central
com ele mesmo.
Exemplo: A sequência 5, 8, 11, 14, ... é uma progressão aritmética com a1 = 5
e d = 3. O sexto termo é dado por a6 = a1 + 5d = 5 + 5 * 3 = 20. A soma dos
cinco primeiros termos é dada por S5 = (5 + 20) * 5 / 2 = 62,5.
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71
c) Progressões Geométricas: Uma progressão geométrica (PG) é uma
sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é o produto do
termo anterior por uma constante q, chamada de razão da PG. O termo geral
de uma PG é dado por an = a1 * q^(n-1), onde a1 é o primeiro termo, n é o
número do termo e q é a razão.
A soma dos n termos de uma PG finita é dada por Sn = a1 * (q^n - 1) / (q - 1).
Algumas propriedades importantes das PGs são:
• Os termos equidistantes do primeiro são iguais.
• A soma de dois termos equidistantes do primeiro é igual ao produto dos
próprios termos.
• A soma de dois termos consecutivos é igual ao dobro do termo central.
Exemplo: A sequência 2, 6, 18, 54, ... é uma progressão geométrica com a1 =
2 e q = 3. O quinto termo é dado por a5 = a1 * 3^(5-1) = 162. A soma dos
quatro primeiros termos é dada por S4 = 2 * (3^4 - 1) / (3 - 1) = 242.
TÓPICO 13 - GEOMETRIA ESPACIAL DE POSIÇÃO
a) Posições Relativas entre Duas Retas: Duas retas no espaço podem ter três
tipos de posições relativas: serem paralelas, se cruzarem em um ponto ou se
coincidirem (ou seja, serem a mesma reta). Para determinar a posição relativa
entre duas retas, podemos utilizar a equação vetorial de cada reta e realizar
operações vetoriais, como o produto vetorial, para determinar se elas são
paralelas ou se cruzam em um ponto.
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b) Posições Relativas entre Dois Planos: Dois planos no espaço podem ser
paralelos, se cruzarem em uma reta ou se coincidirem (ou seja, serem o
mesmo plano). Para determinar a posição relativa entre dois planos, podemos
utilizar a equação geral de cada plano e realizar operações algébricas, como a
resolução de um sistema de equações lineares, para determinar se eles são
paralelos, se cruzam em uma reta ou se coincidem.
c) Posições Relativas entre Reta e Plano: Uma reta e um plano podem ter três
tipos de posições relativas: a reta pode ser paralela ao plano, pode cruzá-lo em
um ponto ou pode estar contida no plano. Para determinar a posição relativa
entre reta e plano, podemos utilizar a equação vetorial da reta e a equação
geral do plano, e realizar operações algébricas para determinar se a reta é
paralela ao plano, se ela cruza o plano em um ponto ou se ela está contida no
plano.
d) Perpendicularidade entre Duas Retas, entre Dois Planos e entre Reta e
Plano: Duas retas são perpendiculares se e somente se seus vetores diretores
são perpendiculares, ou seja, se o produto escalar entre eles for zero. Dois
planos são perpendiculares se e somente se suas retas normais são
perpendiculares. Uma reta e um plano são perpendiculares se e somente se a
reta for perpendicular à reta normal do plano.
e) Projeção Ortogonal: A projeção ortogonal é a projeção de um ponto, reta ou
objeto em um plano ou em uma reta, de forma que a projeção seja
perpendicular ao plano ou à reta. A projeção ortogonal é útil em geometria para
determinar a sombra de um objeto em um plano, ou para encontrar a distância
de um ponto a uma reta ou a um plano. Para encontrar a projeção ortogonal,
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73
podemos utilizar conceitos de vetores e cálculo, ou utilizar fórmulas específicas
para cada tipo de projeção.
TÓPICO 14 - GEOMETRIA ESPACIAL MÉTRICA
a) Prismas: os prismas são sólidos geométricos formados por duas bases
paralelas iguais e retângulos ou paralelogramos, chamados faces laterais, que
os ligam. O número de arestas laterais é igual ao número de lados das bases.
Podem ser classificados de acordo com o formato das bases, como o prisma
triangular, o prisma retangular, o prisma hexagonal, entre outros. As áreas das
faces e volumes são calculadas com as seguintes fórmulas:
• Área lateral: A_l = P * h, onde P é o perímetro da base e h é a altura do
prisma;
• Área total: A_t = 2A_b + A_l, onde A_b é a área da base;
• Volume: V = A_b * h.
Tronco de prisma: é a parte do prisma que fica entre duas seções paralelas da
base. O volume é calculado pela diferença dos volumes dos prismas formados
pelas seções.
b) Pirâmide: é um sólido geométrico formado por uma base poligonal e
triângulos que partem de seus vértices, chamados faces laterais, que se
encontram em um ponto, chamado vértice da pirâmide. Podem ser
classificadas de acordo com o formato da base, como a pirâmide triangular, a
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74
pirâmide quadrangular, a pirâmide pentagonal, entre outras. As áreas das faces
e volumes são calculados com as seguintes fórmulas:
• Área lateral: A_l = (P * g)/2, onde P é o perímetro da base e g é a
geratriz da pirâmide;
• Área total: A_t = A_b + A_l, onde A_b é a área da base;
• Volume: V = (A_b * h)/3.
Tronco de pirâmide: é a parte da pirâmide que fica entre duas seções paralelas
da base. O volume é calculado pela diferença dos volumes das pirâmides
formadas pelas seções.
c) Cilindro: é um sólido geométrico formado por duas bases circulares
congruentes e um retângulo, chamado de superfície lateral, que as liga. As
áreas das faces e volumes são calculados com as seguintes fórmulas:
• Área lateral: A_l = 2πr * h, onde r é o raio da base e h é a altura do
cilindro;
• Área total: A_t = 2πr(r + h), onde r é o raio da base;
• Volume: V = πr²h, onde r é o raio da base.
Tronco de cilindro: é a parte do cilindro que fica entre duas seções paralelas
das bases. O volume é calculado pela diferença dos volumes dos cilindros
formados pelas seções.
d) Cone: é um sólido geométrico formado por uma base circular e um triângulo,
chamado de superfície lateral, que as liga em um ponto, chamado vértice do
cone. As áreas das faces e volumes são calculados com as seguintes fórmulas:
• Área lateral: A_l = πr * g, onde r é o raio da base e g é a geratriz do
cone;
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75
• Área total: A_t = πr(r + g), onde r é o raio da base e g é a geratriz do
cone; Volume: V = 1/3 * πr^2h, onde r é o raio da base e h é a altura do
cone.
Exemplo: Um cone possui raio de 3cm e altura de 4cm. Calcule sua área
lateral, área total e volume.
Solução: Primeiro, precisamos encontrar a geratriz do cone. Usando o teorema
de Pitágoras, temos:
g^2 = r^2 + h^2 g^2 = 3^2 + 4^2 g^2 = 9 + 16 g^2 = 25 g = 5
Agora podemos calcular as áreas e volumes:
Área lateral: A_l = πr * g = π3 * 5 = 15π cm² Área total: A_t = πr(r + g) = π3(3 +
5) = 24π cm² Volume: V = 1/3 * πr^2h = 1/3 * π3^2 * 4 = 12π cm³
Portanto, a área lateral do cone é 15π cm², a área total é 24π cm² e o volume é
12π cm³.
e) Esfera: é um sólido geométrico formado por todos os pontos de um espaço
que estão a uma mesma distância r de um ponto fixo, chamado centro da
esfera. As áreas das faces e volumes são calculados com as seguintes
fórmulas:
Área da esfera: A = 4πr², onde r é o raio da esfera; Volume da esfera: V = 4/3 *
πr³, onde r é o raio da esfera.
Exemplo:Uma esfera tem raio de 5cm. Calcule sua área e seu volume.
Solução: Área da esfera: A = 4πr² = 4π5² = 100π cm² Volume da esfera: V =
4/3 * πr³ = 4/3 * π5³ = 523,6 cm³
Portanto, a área da esfera é 100π cm² e o volume é 523,6 cm³.
f) Inscrição e circunscrição de sólidos: inscrever um sólido em outro significa
colocá-lo dentro do outro de forma que toque todas as suas faces.
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76
Circunscrever um sólido em outro significa colocá-lo fora do outro de forma que
toque todas as suas faces.
Por exemplo, podemos inscrever um cubo dentro de uma esfera ou
circunscrever uma pirâmide dentro de um cilindro. As relações entre as
medidas dos sólidos podem ser usadas para calcular o tamanho de um sólido
com base no tamanho do outro.
TÓPICO 15 - GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA
a) Ponto: é uma posição no espaço que pode ser representada no plano
cartesiano através de suas coordenadas (x,y). A distância entre dois pontos
pode ser calculada utilizando o Teorema de Pitágoras, que é dado por:
d = √[(x2 - x1)² + (y2 - y1)²]
O ponto médio de um segmento é dado pela média aritmética das coordenadas
dos extremos, ou seja:
[(x1 + x2)/2 , (y1 + y2)/2]
Três pontos estão alinhados quando a inclinação entre o primeiro e o segundo
ponto é a mesma que a inclinação entre o segundo e o terceiro ponto.
b) Reta: é um conjunto de pontos que estão em uma mesma direção. A
equação geral da reta é dada por:
ax + by + c = 0
A equação reduzida da reta é dada por:
y = mx + n
onde m é a inclinação da reta e n é o intercepto no eixo y.
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77
A interseção de duas retas pode ser obtida resolvendo o sistema formado pelas
equações das duas retas. Duas retas são paralelas quando possuem a mesma
inclinação e nunca se encontram. Duas retas são perpendiculares quando
possuem inclinações opostas e o produto das inclinações é igual a -1.
A distância entre um ponto e uma reta é dada por:
d = |ax0 + by0 + c|/√(a² + b²)
A distância entre duas retas paralelas é a distância entre um ponto de uma reta
e a outra reta. A distância entre duas retas que não são paralelas é a distância
entre um ponto de uma reta e a outra reta perpendicular a ela.
A área de um triângulo pode ser calculada pela fórmula:
A = |(x1y2 + x2y3 + x3y1) - (x1y3 + x2y1 + x3y2)|/2
c) Circunferência: é um conjunto de pontos que estão à mesma distância de um
ponto fixo, chamado centro. A equação geral da circunferência é dada por:
(x-a)² + (y-b)² = r²
onde (a,b) é o centro da circunferência e r é o raio.
Um ponto está sobre a circunferência se a sua distância ao centro é igual ao
raio. Uma reta é tangente à circunferência se possui apenas um ponto em
comum com a circunferência. A equação da reta tangente à circunferência em
um ponto (x0,y0) é dada por:
(x - x0)(x0 - a) + (y - y0)(y0 - b) = r²
d) Elipse: é um conjunto de pontos cuja soma das distâncias a dois pontos
fixos, chamados focos, é constante. A equação geral da elipse é dada por:
[(x - a)²/b²] + [(y - b)²/a²] = 1
onde (a,b) é o centro da elipse.
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78
Um ponto está sobre a elipse se a sua distância a cada foco somada é
constante. Uma reta é tangente à elipse se possui apenas um ponto de
interseção com a elipse. As posições relativas entre ponto e elipse são
determinadas pela verificação da equação da elipse para o ponto em questão.
Se a equação é satisfeita, o ponto pertence à elipse, caso contrário, o ponto
está fora da elipse.
As posições relativas entre uma reta e uma elipse podem ser determinadas
pela resolução de um sistema de equações, sendo uma delas a equação geral
da elipse e a outra a equação da reta. A interseção entre a reta e a elipse pode
ser nula, formando dois pontos, ou pode ser um ponto de tangência, quando a
reta é tangente à elipse, ou ainda pode ser um conjunto vazio, quando a reta
não intersecta a elipse.
Exemplo: Determine as posições relativas entre a reta r: y = 3x - 2 e a elipse E:
[(x - 2)²/4] + [(y - 1)²/9] = 1.
Primeiramente, podemos escrever a equação da reta na forma geral: 3x - y + 2
= 0. Substituindo essa equação na equação geral da elipse, obtemos:
[(x - 2)²/4] + [((3x - 2) - 1)²/9] = 1 [(x - 2)²/4] + [(3x - 3)²/9] = 1 9(x - 2)² + 4(3x -
3)² = 36
Simplificando essa equação, temos:
13x² - 52x + 37 = 0
Essa equação é uma equação quadrática que pode ser resolvida usando a
fórmula geral das equações quadráticas:
x = [52 ± sqrt(52² - 4(13)(37))]/(2*13) x = [52 ± 6]/26
Assim, obtemos as coordenadas dos pontos de interseção da reta r com a
elipse E:
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79
P1 = (4, 5/3) P2 = (8/13, 10/39)
Portanto, a reta r intersecta a elipse E em dois pontos distintos.
TÓPICO 16 - GEOMETRIA PLANA
a) Ângulo: é a região do plano limitada por duas semirretas com origem em um
mesmo ponto. Os elementos de um ângulo são o vértice, as duas semirretas
(lados) e a medida do ângulo, que é dada em graus ou radianos. Algumas
propriedades dos ângulos são:
• Dois ângulos são complementares se a soma de suas medidas é igual a
90 graus.
• Dois ângulos são suplementares se a soma de suas medidas é igual a
180 graus.
• Dois ângulos são congruentes se têm a mesma medida.
b) Ângulos na circunferência: um ângulo na circunferência é formado por dois
arcos, sendo a medida do ângulo igual à metade da medida do arco que ele
intercepta. Algumas propriedades dos ângulos na circunferência são:
• Um ângulo inscrito em uma circunferência é metade do arco que ele
intercepta.
• Um ângulo cujos lados são tangentes a uma circunferência é igual ao
ângulo formado pelo raio da circunferência e a reta tangente.
c) Paralelismo e perpendicularidade: duas retas são paralelas se não têm
pontos em comum e nunca se encontram. Duas retas são perpendiculares se
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80
formam um ângulo reto (90 graus). Algumas propriedades de paralelismo e
perpendicularidade são:
• A soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre igual a 180
graus.
• Uma reta que é perpendicular a uma reta paralela a outra reta é
perpendicular a ambas as retas paralelas.
d) Semelhança de triângulos: dois triângulos são semelhantes se têm seus
ângulos correspondentes congruentes e seus lados correspondentes
proporcionais. A razão de semelhança entre dois triângulos é dada pela razão
entre os comprimentos de lados correspondentes. Algumas propriedades da
semelhança de triângulos são:
• A altura relativa a um dos lados de um triângulo divide o triângulo em
dois triângulos semelhantes ao triângulo original.
• As medidas dos ângulos internos de um triângulo são proporcionais aos
comprimentos dos lados opostos.
e) Pontos notáveis do triângulo: o incentro é o ponto de encontro das
bissetrizes internas do triângulo, o baricentro é o ponto de encontro das
medianas do triângulo, o circuncentro é o ponto de encontro das bissetrizes
externas do triângulo e o ortocentro é o ponto de encontro das alturas do
triângulo.
f) Relações métricas nos triângulos (retângulos e quaisquer): no triângulo
retângulo, o Teorema de Pitágoras afirma que o quadrado da hipotenusa é
igual à soma dos quadrados dos catetos. No triângulo qualquer, algumas
relações métricas são:
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• Lei dos cossenos: a² = b² + c² - 2bc cos(A), onde a é o lado oposto ao
ângulo A, e b e c são os outros dois lados do triângulo. Lei dos senos:
a/sin(A) = b/sin(B) = c/sin(C), onde a, b e c são os lados do triângulo e A,B e C são os ângulos opostos a eles, respectivamente.
• g) Triângulos retângulos, Teorema de Pitágoras: o teorema de Pitágoras
estabelece que em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa (o
lado oposto ao ângulo reto) é igual à soma dos quadrados dos catetos
(os dois lados que formam o ângulo reto). Matematicamente, podemos
escrever:
• a² = b² + c²
• onde a é a hipotenusa e b e c são os catetos.
• Por exemplo, considere um triângulo retângulo com catetos de
comprimento 3 e 4 unidades. Podemos calcular o comprimento da
hipotenusa utilizando o teorema de Pitágoras:
• a² = 3² + 4² a² = 9 + 16 a² = 25 a = 5
• Portanto, a hipotenusa desse triângulo retângulo tem comprimento 5
unidades.
• h) Congruência de figuras planas: duas figuras planas são congruentes
se possuem a mesma forma e tamanho. Dois triângulos são
congruentes se possuem os três lados iguais (LAL - lado, ângulo, lado),
dois lados e o ângulo formado por eles iguais (LLL - lado, lado, lado),
dois ângulos e o lado entre eles iguais (ALA - ângulo, lado, ângulo), ou
dois ângulos e o lado oposto a um deles iguais (AAL - ângulo, ângulo,
lado).
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• i) Feixe de retas paralelas e transversais, Teorema de Tales: um feixe de
retas paralelas é um conjunto de retas que são paralelas duas a duas.
Uma transversal é uma reta que intersecta esse feixe de retas paralelas.
O teorema de Tales estabelece que se duas retas transversais cortam
um feixe de retas paralelas, os segmentos interceptados na transversal
são proporcionais.
• Por exemplo, considere o feixe de retas paralelas a, b e c e as retas
transversais t e u, como na figura abaixo:
Se a transversal t intercepta os segmentos AB, BC e CD, e a transversal u
intercepta os segmentos AE, EF e FG, então temos:
AB/AE = BC/EF = CD/FG
j) Teorema das bissetrizes internas e externas de um triângulo: as bissetrizes
internas de um triângulo são as retas que dividem cada um dos ângulos
internos do triângulo ao meio. As bissetrizes externas de um triângulo são as
retas que dividem os ângulos externos do triângulo ao meio. O teorema das
bissetrizes internas afirma que as bissetrizes internas de um triângulo se
encontram em um único ponto, chamado incentro, que é o centro da
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83
circunferência inscrita no triângulo. Já o teorema das bissetrizes externas
afirma que as bissetrizes externas de um triângulo se encontram em um único
ponto, chamado excentro, que é o centro da circunferência ex-inscrita no
triângulo.
l) Quadriláteros notáveis: dentre os quadriláteros notáveis, temos o trapézio, o
paralelogramo, o retângulo, o losango e o quadrado. O trapézio é um
quadrilátero que possui pelo menos um par de lados paralelos. O
paralelogramo é um quadrilátero que possui dois pares de lados paralelos. O
retângulo é um paralelogramo que possui ângulos internos retos. O losango é
um paralelogramo cujos lados possuem a mesma medida. O quadrado é um
retângulo que também é um losango.
m) Perímetro e área de polígonos, polígonos regulares, circunferências,
círculos e seus elementos: o perímetro de um polígono é a soma das medidas
de seus lados. A área de um polígono pode ser calculada através de diversas
fórmulas específicas para cada tipo de polígono. A área de uma circunferência
é dada por πr², onde r é o raio da circunferência. A área de um círculo é a
mesma que a área da circunferência que o circunscreve. O comprimento da
circunferência é dado por 2πr.
n) Fórmula de Heron: a fórmula de Heron é uma fórmula para o cálculo da área
de um triângulo qualquer, dado o comprimento de seus lados. A fórmula é dada
por:
A = √(s(s-a)(s-b)(s-c))
onde A é a área do triângulo, a, b e c são os comprimentos dos lados e s é o
semiperímetro, dado por:
s = (a+b+c)/2
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84
o) Razão entre áreas: a razão entre as áreas de dois polígonos é dada pelo
quociente entre as suas áreas. Por exemplo, se A e B são as áreas de dois
polígonos, a razão entre as áreas é A/B ou B/A, dependendo de qual polígono
está sendo considerado como referência.
p) Inscrição e circunscrição: um polígono está inscrito em uma circunferência
quando todos os seus vértices estão sobre a circunferência. Um polígono está
circunscrito a uma circunferência quando todos os seus lados são tangentes à
circunferência. A circunferência inscrita em um triângulo é chamada de
circunferência inscrita, e a circunferência circunscrita é chamada de
circunferência circunscrita. A circunferência circunscrita de um triângulo é o
centro do circuncírculo, que é o círculo que passa pelos três vértices do
triângulo. Já a circunferência inscrita é o centro do incírculo, que é o círculo que
é tangente aos três lados do triângulo.
A circunferência circunscrita é importante, por exemplo, para encontrar o centro
do triângulo, que é a interseção das bissetrizes dos ângulos. Já a
circunferência inscrita é importante para determinar a incenter, que é o ponto
de encontro das bissetrizes dos ângulos internos.
Para calcular o raio da circunferência circunscrita, pode-se usar a fórmula:
R = a/(2 sen(A)) = b/(2 sen(B)) = c/(2 sen(C))
Onde R é o raio da circunferência, a, b e c são os lados do triângulo e A, B e C
são os ângulos opostos a esses lados. Já para calcular o raio da circunferência
inscrita, pode-se usar a fórmula:
r = A/p
Onde r é o raio da circunferência, A é a área do triângulo e p é o
semiperímetro, dado por p = (a+b+c)/2.
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TÓPICO 17 - POLINÔMIOS
a) Função polinomial, polinômio identicamente nulo, grau de um polinômio,
identidade de um polinômio, raiz de um polinômio, operações com polinômios e
valor numérico de um polinômio:
Uma função polinomial é uma função f(x) da forma:
f(x) = a_n x^n + a_{n-1} x^{n-1} + ... + a_2 x^2 + a_1 x + a_0
em que a_n, a_{n-1}, ..., a_0 são constantes reais chamadas coeficientes e n é
um número natural chamado grau da função. O coeficiente a_n é chamado
coeficiente líder e x^n é chamado termo líder.
Um polinômio é identicamente nulo se todos os seus coeficientes forem iguais
a zero. O grau de um polinômio não nulo é o maior grau de seus termos não
nulos.
Uma identidade de polinômio é uma igualdade que é verdadeira para todos os
valores de x. Por exemplo, (x + y)^2 = x^2 + 2xy + y^2 é uma identidade de
polinômio.
Uma raiz de um polinômio f(x) é um número real ou complexo r tal que f(r) = 0.
As raízes de um polinômio são também chamadas de zeros ou soluções da
equação polinomial f(x) = 0.
As operações com polinômios incluem adição, subtração, multiplicação, divisão
e composição. O valor numérico de um polinômio f(x) para um valor específico
de x é simplesmente f(x).
b) Divisão de polinômios, Teorema do resto, Teorema de D'Alembert e
dispositivo de Briot-Ruffini:
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A divisão de polinômios é semelhante à divisão de números. Para dividir o
polinômio f(x) pelo polinômio g(x), escrevemos a divisão como f(x) = q(x)g(x) +
r(x), em que q(x) é o quociente, r(x) é o resto e o grau de r(x) é menor que o
grau de g(x).
O Teorema do resto afirma que o resto da divisão de f(x) por x - a é igual a f(a).
Ou seja, se dividirmos f(x) por x - a e obtermos um resto r(x), então r(a) = f(a).
O Teorema de D'Alembert afirma que se f(x) é um polinômio e r é uma raiz de
f(x), então f(x) é divisível por x - r. Em outras palavras, se f(r) = 0, então (x - r) é
um fator de f(x).
O dispositivo de Briot-Ruffini é uma técnica para fazer a divisão de polinômios
porx - a de forma simplificada. Para usar o dispositivo, escrevemos os
coeficientes do polinômio f(x) em uma tabela, colocando o coeficiente líder na
primeira linha. Em seguida, colocamos o valor a na parte superior da tabela e
realizamos as operações necessárias para encontrar o quociente e o resto.
c) Relação entre coeficientes e ra ízes: Uma das relações importantes entre os
coeficientes e as raízes de um polinômio é o Teorema de Viète. Seja um
polinômio de grau n com coeficientes reais ou complexos:
P(x) = a_n x^n + a_{n-1} x^{n-1} + ... + a_1 x + a_0
Então, as raízes desse polinômio podem ser denotadas por r_1, r_2, ..., r_n. O
teorema de Viète estabelece que:
• A soma das raízes é dada por: r_1 + r_2 + ... + r_n = - a_{n-1}/a_n
• O produto das raízes é dado por: r_1 * r_2 * ... * r_n = (-1)^n * a_0/a_n
• A soma dos produtos de duas a duas é dada por: r_1r_2 + r_1r_3 + ... +
r_{n-1}r_n = a_{n-2}/a_n
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• A soma dos produtos de três a três é dada por: r_1r_2r_3 + r_1r_2r_4 +
... + r_{n-2}r_{n-1}r_n = -a_{n-3}/a_n
• E assim por diante, a soma dos produtos de k a k é dada por:
∑r_{i_1}r_{i_2}...r_{i_k} = (-1)^k * a_{n-k}/a_n, onde a soma é feita sobre
todas as combinações de k raízes do polinômio.
Além disso, a fatoração de um polinômio em termos de suas raízes é dada por:
P(x) = a_n (x - r_1)(x - r_2) ... (x - r_n)
onde r_1, r_2, ..., r_n são as raízes do polinômio.
A multiplicidade de uma raiz r_i de um polinômio é a quantidade de vezes que
essa raiz aparece na fatoração do polinômio. Por exemplo, se o polinômio (x -
2)^3 (x + 1)^2 é dado, então a raiz 2 tem multiplicidade 3 e a raiz -1 tem
multiplicidade 2.
Os produtos notáveis são expressões que surgem frequentemente na
simplificação de expressões polinomiais. Alguns exemplos de produtos
notáveis são:
• (a + b)^2 = a^2 + 2ab + b^2
• (a - b)^2 = a^2 - 2ab + b^2
• (a + b)(a - b) = a^2 - b^2
• (a + b)^3 = a^3 + 3a^2b + 3ab^2 + b^3
• (a - b)^3 = a^3 - 3a^2b + 3ab^2 - b^3
• a^2 - b^2 = (a + b)(a - b)
O máximo divisor comum (MDC) de dois polinômios é o maior polinômio que
divide ambos sem resto. Isso pode ser encontrado através do algoritmo de
Euclides para polinômios, que é um processo iterativo de divisões sucessivas.
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Para encontrar o MDC de dois polinômios, dividimos o primeiro pelo segundo e
encontramos o resto. Em seguida, dividimos o segundo pelo resto e
encontramos outro resto. Esse processo é repetido até que o resto seja zero. O
último divisor não nulo é o MDC.
Por exemplo, vamos encontrar o MDC de f(x) = x^3 + 2x^2 - x - 2 e g(x) = x^2 +
x - 2:
1. Dividimos f(x) por g(x) e encontramos o resto:
x - 3
x^2 + x - 2 | x^3 + 2x^2 - x - 2 x^3 + x^2 - 2x -------------- x^2 - x - 2
2. Dividimos g(x) por x^2 - x - 2 e encontramos o resto:
2
x^2 - x - 2 | x^2 + x - 2 x^2 - x - 2 ---------- 2x
3. Dividimos x^2 - x - 2 por 2x e encontramos o resto:
0
2x | x^2 - x - 2 x^2 - x ------- -2
Como o último resto é zero, o MDC de f(x) e g(x) é o último divisor não nulo,
que é 2x.
Já a fatoração de polinômios pode ser utilizada para simplificar expressões
algébricas e encontrar suas raízes. Existem diversos métodos para fatorar
polinômios, como a identificação de raízes racionais e o uso de fórmulas
especiais. Alguns produtos notáveis também podem ser úteis para fatorar
polinômios, como:
(a + b)^2 = a^2 + 2ab + b^2
(a - b)^2 = a^2 - 2ab + b^2
(a + b)(a - b) = a^2 - b^2
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(a + b)^3 = a^3 + 3a^2b + 3ab^2 + b^3
(a - b)^3 = a^3 - 3a^2b + 3ab^2 - b^3
Esses produtos notáveis podem ser utilizados para fatorar polinômios como:
x^2 - 4 = (x + 2)(x - 2)
x^3 + 8 = (x + 2)(x^2 - 2x + 4)
x^4 - 16 = (x^2 + 4)(x + 2)(x - 2)
Além disso, é importante lembrar que as raízes de um polinômio são os valores
de x que tornam o polinômio igual a zero. A relação entre as raízes e os
coeficientes de um polinômio pode ser encontrada através do teorema de
Viète, que afirma que a soma das raízes de um polinômio é igual ao coeficiente
do termo de grau n-1 dividido pelo coeficiente do termo de grau n, e o produto
das raízes é igual ao coeficiente do termo constante dividido pelo coeficiente do
termo de grau n.
TÓPICO 18 - EQUAÇÕES POLINOMIAIS
As equações polinomiais são equações matemáticas que envolvem uma ou
mais variáveis elevadas a potências inteiras. A forma geral de uma equação
polinomial é dada por:
a_n x^n + a_{n-1} x^{n-1} + ... + a_1 x + a_0 = 0
Onde a_n, a_{n-1}, ..., a_1, a_0 são coeficientes reais ou complexos, x é a
variável desconhecida e n é o grau da equação polinomial.
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90
O teorema fundamental da álgebra afirma que toda equação polinomial de grau
n com coeficientes complexos possui n raízes complexas. Isso significa que
podemos sempre fatorar uma equação polinomial como:
a_n (x - r_1)(x - r_2)...(x - r_n) = 0
Onde r_1, r_2, ..., r_n são as raízes complexas da equação polinomial.
O teorema da decomposição nos diz que é possível fatorar qualquer equação
polinomial com coeficientes reais em fatores lineares ou quadráticos
irreduzíveis com coeficientes reais. Isso significa que podemos escrever uma
equação polinomial como um produto de fatores como:
a_n (x - r_1)^{m_1}(x^2 + bx + c)^{m_2}... = 0
Onde r_1, r_2, ..., r_k são as raízes reais ou complexas, b e c são coeficientes
reais e m_1, m_2, ..., m_k são as multiplicidades das raízes.
As raízes imaginárias de uma equação polinomial são raízes complexas da
forma a + bi, onde i é a unidade imaginária. Essas raízes surgem quando a
equação polinomial tem coeficientes reais e o discriminante da equação
quadrática associada é negativo.
As raízes racionais de uma equação polinomial são raízes que podem ser
escritas como frações com numerador e denominador inteiros. O teorema das
raízes racionais afirma que, se uma equação polinomial tem coeficientes
inteiros, então todas as suas raízes racionais serão frações cujos
denominadores são divisores do coeficiente líder e cujos numeradores são
divisores do termo constante.
As relações de Girard são relações entre as raízes de uma equação polinomial.
Essas relações afirmam que a soma das raízes de uma equação polinomial é
igual ao coeficiente do termo de grau n-1 dividido pelo coeficiente do termo
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líder. A soma dos produtos dois a dois das raízes é igual ao coeficiente do
termo de grau n-2 dividido pelo coeficiente do termo líder, e assim por diante.
O teorema de Bolzano afirma que, se uma função contínua f(x) assume valores
de sinais opostos em dois pontos diferentes a e b, então existe pelo menos um
ponto c entre a e b onde f(c) = 0. Isso pode ser utilizado para encontrar as
raízes reais de uma equação polinomial.
TÓPICO 19 - CONJUNTO DOS NÚMEROS COMPLEXOS
O conjunto dos números complexos é uma extensão do conjunto dos números
reais, que inclui números imaginários, representados pela unidade imaginária
"i". Um número complexo pode ser representado na forma algébrica a + bi,
onde a e b são números reais e i é a unidade imaginária. As operações básicas
com números complexos são semelhantes às operações com números reais,
exceto pela presença da unidade imaginária.
Algumas propriedades dos números complexos são o módulo, o conjugado e
as representações algébrica e trigonométrica. O módulo de um número
complexo z = a + bi é definido como a raiz quadrada da soma dos quadrados
das partes reais e imaginárias de z, ou seja, |z|= √(a² + b²). O conjugado de z é
definido como z̅ = a - bi, ou seja, trocando o sinal da parte imaginária de z.
A representação algébrica de um número complexo é na forma a + bi,
enquanto a representação trigonométrica é na forma r(cosθ + i senθ), onde r é
o módulo do número complexo e θ é o argumento do número complexo (ou
seja, o ângulo formado entre o número complexo e o eixo real). A
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representação trigonométrica é especialmente útil para operações como
potencialização e radiciação de números complexos.
A representação no plano de Argand-Gauss é uma maneira gráfica de
representar números complexos. No plano de Argand-Gauss, o eixo x
representa a parte real do número complexo e o eixo y representa a parte
imaginária. Um número complexo pode ser representado por um ponto no
plano de Argand-Gauss, com suas coordenadas (a, b) correspondendo à sua
representação algébrica a + bi.
Para potencializar um número complexo, basta elevar seu módulo à potência
desejada e multiplicar o argumento do número complexo pelo expoente
desejado. Por exemplo, (1 + i)² = 2i, pois o módulo de 1 + i é √2 e o argumento
é π/4, então o módulo de (1 + i)² é (√2)² = 2 e o argumento é 2(π/4) = π/2, o
que corresponde ao número complexo 2i.
Para extrair uma raiz n-ésima de um número complexo, é possível usar a
fórmula de Moivre, que afirma que (cosθ + i senθ)ⁿ = cos(nθ) + i sen(nθ). Para
extrair a raiz n-ésima de um número complexo, basta calcular o módulo da raiz
como a n-ésima raiz do módulo do número complexo original e o argumento da
raiz como o argumento do número complexo original dividido por n.
O teorema fundamental da álgebra afirma que todo polinômio com coeficientes
complexos de grau n tem n raízes complexas, contando multiplicidades. O
teorema da decomposição diz que todo número complexo pode ser escrito
como uma soma de um número real e um número imaginário puro. As raízes
imaginárias são raízes quadr áticas de números negativos, e são expressas
como números complexos da forma a + bi, onde a é zero e b é diferente de
zero.
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93
As raízes racionais de um polinômio são os números racionais que são solução
da equação. As relações de Girard são fórmulas que relacionam as raízes de
um polinômio com seus coeficientes. O teorema de Bolzano afirma que se uma
função contínua mudar de sinal em um intervalo, então ela tem pelo menos
uma raiz nesse intervalo.
As operações com números complexos incluem soma, subtração, multiplicação
e divisão. O módulo de um número complexo z = a + bi é a distância do ponto
(a, b) ao ponto (0, 0) no plano de Argand-Gauss, e é dado pela fórmula |z| =
sqrt(a^2 + b^2). O conjugado de um número complexo z = a + bi é o número
complexo z* = a - bi.
A representação algébrica de um número complexo é na forma a + bi, onde a e
b são números reais. A representação trigonométrica de um número complexo
é na forma r(cos θ + i sen θ), onde r é o módulo de z e θ é o argumento de z,
ou seja, o ângulo que o vetor que liga a origem a z forma com o eixo real
positivo.
A potenciação e radiciação de números complexos podem ser realizadas
utilizando a fórmula de Moivre, que afirma que (cos θ + i sen θ)^n = cos(nθ) + i
sen(nθ).
A extração de raízes pode ser realizada utilizando a fórmula de De Moivre, que
afirma que a n-ésima raiz de um número complexo z na forma trigonométrica
r(cos θ + i sen θ) é dada por r^(1/n) [cos((θ + 2kπ)/n) + i sen((θ + 2kπ)/n)], onde
k é um inteiro que varia de 0 a n-1.
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TÓPICO 20 - BINÔMIO DE NEWTON
O binômio de Newton é uma fórmula utilizada para expandir expressões
binomiais na forma de (a+b)^n, onde n é um número natural e a e b são
números quaisquer.
a) Para expandir essa expressão, utilizamos os coeficientes binomiais e o
termo geral. Os coeficientes binomiais são dados pela fórmula:
C(n,k) = n! / (k!(n-k)!)
onde n é o expoente da expressão binomial e k é o índice do termo. Por
exemplo, se n = 3, os coeficientes binomiais são C(3,0) = 1, C(3,1) = 3, C(3,2)
= 3, e C(3,3) = 1.
O termo geral é dado pela fórmula:
(a+b)^n = C(n,0) * a^n * b^0 + C(n,1) * a^(n-1) * b^1 + ... + C(n,n) * a^0 * b^n
Por exemplo, para expandir (x+y)^4, temos:
(x+y)^4 = C(4,0) * x^4 * y^0 + C(4,1) * x^3 * y^1 + C(4,2) * x^2 * y^2 + C(4,3) *
x^1 * y^3 + C(4,4) * x^0 * y^4
(x+y)^4 = 1 * x^4 * y^0 + 4 * x^3 * y^1 + 6 * x^2 * y^2 + 4 * x^1 * y^3 + 1 * x^0 *
y^4
(x+y)^4 = x^4 + 4x^3y + 6x^2y^2 + 4xy^3 + y^4
b) As equações binomiais e trinomiais são equações que envolvem potências
de binômios. Para resolvê-las, podemos utilizar o binômio de Newton e a
fórmula de Bhaskara.
Por exemplo, para resolver a equação x^2 - 6x + 9 = 16, podemos reescrevê-la
como:
(x-3)^2 = 16
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95
Podemos então aplicar a fórmula de Bhaskara para obter as soluções:
x-3 = ±√16
x-3 = ±4
x1 = 3+4 = 7
x2 = 3-4 = -1
Para resolver a equação x^3 + 3x^2 + 3x + 1 = 0, podemos observar que ela é
uma equação trinomial que pode ser reescrita como:
(x+1)^3 = 0
Aplicando a fórmula de Bhaskara, obtemos:
x+1 = 0
x = -1
Portanto, a solução da equação é x=-1, com multiplicidade 3.
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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
TÓPICO 1 - INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO
O Direito Administrativo é o ramo do Direito que regula a organização,
funcionamento e controle da Administração Pública, bem como as relações
entre os particulares e a Administração Pública. Em outras palavras, é o
conjunto de normas jurídicas que regem a atuação do Estado na gestão
pública.
Algumas leis importantes que regem o Direito Administrativo no Brasil são a
Constituição Federal de 1988, a Lei de Licitações e Contratos Administrativos
(Lei nº 8.666/1993) e a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992).
O Direito Administrativo está presente em várias áreas da Administração
Pública, como saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, entre
outras. Por exemplo, se um cidadão precisa de atendimento médico em um
hospital público, ele está lidando com questões reguladas pelo Direito
Administrativo, já que a gestão do hospital é feita pela Administração Pública.
Princípios do Direito Administrativo
Os princípios são a base do Direito Administrativo. Eles orientam a atuação da
Administração Pública e são fundamentais para garantir a legalidade, a
transparência e a eficiência na gestão pública. A seguir, veremos alguns dos
principais princípios do Direito Administrativo:
• Princípio da Legalidade: o princípio da legalidade determina que a
Administração Pública só pode fazer o que está previsto em lei. Em
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97
outras palavras, a Administração Pública só pode agir dentro dos limites
estabelecidos pela legislação.
Exemplo: um agente público só pode autorizar a construção de uma obra se
ela estiver de acordo com as normas previstas em lei.
• Princípio da Impessoalidade: o princípio da impessoalidade determina
que a Administração Pública deve agir de forma objetiva, sem privilegiar
ou discriminar pessoas ou empresas.
Exemplo: em uma licitação, a Administração Pública não pode favorecer uma
empresa em detrimento de outra. A escolha deve ser baseada em critérios
objetivos previstos em lei.
• Princípio da Moralidade: o princípio da moralidade determina que a
Administração Pública deve agir de forma éticae em conformidade com
os valores sociais.
Exemplo: um agente público não pode receber propina para favorecer uma
empresa em uma licitação, já que isso fere o princípio da moralidade.
• Princípio da Publicidade: o princípio da publicidade determina que a
Administração Pública deve divulgar suas ações e decisões de forma
clara e transparente.
Exemplo: a Administração Pública deve publicar em diário oficial todas as suas
decisões e atos administrativos, para que a população possa acompanhar e
fiscalizar suas ações.
• Princípio da Eficiência: o princípio da eficiência determina que a
Administração Pública deve agir de forma rápida, econômica e com
qualidade, visando a atender às necessidades da sociedade.
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Exemplo: Uma reforma em uma escola pública deve ser realizada de forma
eficiente, ou seja, com qualidade e rapidez, para que os alunos possam voltar a
estudar o mais rápido possível e em um ambiente adequado.
Atos Administrativos
Os atos administrativos são ações praticadas pela Administração Pública no
exercício de suas funções. Eles podem ser divididos em vários tipos, como os
atos normativos, os atos ordinatórios e os atos punitivos. Vamos ver alguns
exemplos:
• Atos normativos: são os atos que têm por objetivo estabelecer normas e
regulamentos para a Administração Pública. Exemplos: portarias,
decretos, resoluções.
• Atos ordinatórios: são os atos que têm por objetivo disciplinar e
organizar a Administração Pública. Exemplos: circulares, instruções
normativas, ordens de serviço.
• Atos punitivos: são os atos que têm por objetivo punir as infrações
cometidas por particulares ou por agentes públicos. Exemplos: multas,
demissões, cassação de licenças.
Contratos Administrativos
Os contratos administrativos são acordos firmados entre a Administração
Pública e particulares, com o objetivo de realizar obras, prestar serviços ou
adquirir bens. Esses contratos são regidos pela Lei de Licitações e Contratos
Administrativos (Lei nº 8.666/1993).
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99
Os contratos administrativos possuem algumas características específicas,
como a formalidade, a obrigatoriedade e a unilateralidade. Em outras palavras,
os contratos administrativos devem seguir uma série de formalidades previstas
em lei, são obrigatórios para ambas as partes e podem ser rescindidos
unilateralmente pela Administração Pública em caso de descumprimento das
obrigações.
Conclusão
O Direito Administrativo é um ramo do Direito extremamente importante para
garantir a legalidade, a transparência e a eficiência na gestão pública. Nesta
disciplina de Introdução ao Direito Administrativo, vimos alguns dos principais
princípios, atos administrativos e contratos administrativos que regem a
atuação da Administração Pública no Brasil. É importante destacar que essa é
uma área do Direito em constante evolução, e que é fundamental que os
profissionais da área estejam sempre atualizados e preparados para lidar com
as questões que surgem no dia a dia da gestão pública.
TÓPICO 1.1 - RELAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO
COM OUTRAS ÁREAS DO DIREITO
O Direito Administrativo é um ramo do Direito que possui relação direta com
outras áreas do Direito, como o Direito Constitucional, o Direito Tributário e o
Direito Penal. Nesta disciplina, veremos de forma didática como se dá essa
relação e alguns exemplos práticos.
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Relação do Direito Administrativo com o Direito Constitucional
O Direito Constitucional é a área do Direito que estuda a Constituição Federal e
suas normas. O Direito Administrativo, por sua vez, é o ramo do Direito que
regula a atuação da Administração Pública. Como a Constituição Federal é a
norma máxima do ordenamento jurídico brasileiro, é natural que exista uma
relação direta entre essas duas áreas do Direito.
O Direito Administrativo, assim como qualquer outro ramo do Direito, deve
respeitar as normas constitucionais, e é justamente o Direito Constitucional que
estabelece as regras para a atuação da Administração Pública. Por exemplo, a
Constituição Federal estabelece os princípios que devem orientar a
Administração Pública, como o princípio da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da publicidade e da eficiência.
Relação do Direito Administrativo com o Direito Tributário
O Direito Tributário é a área do Direito que estuda as normas relativas à
arrecadação de impostos, taxas e contribuições. O Direito Administrativo, por
sua vez, regula a atuação da Administração Pública, inclusive em relação à
arrecadação de tributos.
A relação entre essas duas áreas do Direito é muito importante, pois a
Administração Pública é responsável por fiscalizar e cobrar os tributos devidos
pelos contribuintes. Além disso, o Direito Tributário também estabelece as
regras para a concessão de benefícios fiscais, como isenções e incentivos
fiscais, que são concedidos pela Administração Pública.
Relação do Direito Administrativo com o Direito Penal
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101
O Direito Penal é a área do Direito que estuda as normas relativas aos crimes e
suas punições. O Direito Administrativo, por sua vez, também possui relação
com o Direito Penal, uma vez que a Administração Pública pode cometer
crimes no exercício de suas funções.
Por exemplo, um agente público que utiliza recursos públicos em benefício
próprio pode estar cometendo um crime de peculato. Além disso, a
Administração Pública também é responsável por fiscalizar o cumprimento das
normas penais, como a fiscalização do tráfico de drogas e do contrabando.
Conclusão
Como vimos, o Direito Administrativo possui relação direta com outras áreas do
Direito, como o Direito Constitucional, o Direito Tributário e o Direito Penal. É
importante destacar que essa relação é fundamental para garantir a legalidade,
a transparência e a eficiência na gestão pública. Além disso, é importante que
os profissionais que atuam nessa área estejam familiarizados com essas outras
áreas do Direito para melhor desempenhar suas funções.
TÓPICO 1.2 - FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO
A disciplina Fontes do Direito Administrativo é fundamental para entender as
origens das normas jurídicas que regem a Administração Pública. Nesta
disciplina, veremos de forma didática as principais fontes do Direito
Administrativo e alguns exemplos práticos.
Leis e normas constitucionais
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A Constituição Federal é a principal fonte do Direito Administrativo. Ela
estabelece os princípios que devem orientar a Administração Pública, bem
como as competências dos órgãos públicos e as garantias fundamentais dos
cidadãos. Além da Constituição, outras leis federais, estaduais e municipais
também regulam a atuação da Administração Pública.
Regulamentos e decretos
Os regulamentos são normas elaboradas pelo Poder Executivo para detalhar a
aplicação das leis. Eles são editados por autoridade competente e têm força de
lei. Já os decretos são atos do Poder Executivo que regulamentam as leis ou
tratam de assuntos de sua competência exclusiva.
Exemplo: o decreto que regulamenta a licitação de obras públicas.
Jurisprudência
A jurisprudência é a interpretação que os tribunais dão às normas jurídicas em
casos concretos. Ela é formada a partir de decisões reiteradas dos tribunais e
possui caráter vinculante. A jurisprudência pode ser usada como fonte do
Direito Administrativo para esclarecer dúvidas sobre a interpretação das
normas.Exemplo: a jurisprudência que estabelece os requisitos para a anulação de um
ato administrativo.
Costumes
Os costumes são práticas reiteradas e aceitas pela sociedade que se tornam
normas jurídicas. No Direito Administrativo, os costumes podem ser usados
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como fonte do Direito quando não há uma lei ou regulamento que regule
determinada situação.
Exemplo: a prática da Administração Pública de realizar aquisições por meio de
licitação pública.
Doutrina
A doutrina é o conjunto de estudos e opiniões de especialistas em Direito
Administrativo. Ela pode ser usada como fonte do Direito para esclarecer
dúvidas sobre a interpretação das normas ou para sugerir mudanças na
legislação.
Exemplo: um livro de um especialista em Direito Administrativo que apresenta
uma nova teoria sobre a aplicação do princípio da eficiência na Administração
Pública.
Conclusão
Como vimos, o Direito Administrativo possui diversas fontes que regulam a
atuação da Administração Pública. É importante destacar que todas essas
fontes têm caráter vinculante e devem ser observadas pelos órgãos públicos.
Além disso, é importante que os profissionais que atuam nessa área estejam
familiarizados com as fontes do Direito Administrativo para melhor
desempenhar suas funções.
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TÓPICO 2 - PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
A disciplina Princípios do Direito Administrativo é fundamental para entender a
base de todas as normas jurídicas que regem a Administração Pública. Nesta
disciplina, veremos de forma didática os principais princípios do Direito
Administrativo e alguns exemplos práticos.
Princípio da legalidade
O princípio da legalidade é um dos princípios fundamentais do Direito
Administrativo. Ele estabelece que a Administração Pública só pode fazer o
que a lei permite. Ou seja, todas as ações da Administração devem ter uma
base legal.
Exemplo: a construção de um prédio público só pode ser feita se houver uma
lei que autorize a obra.
Princípio da impessoalidade
O princípio da impessoalidade determina que a Administração Pública deve
tratar todos os cidadãos de forma igual, sem qualquer tipo de discriminação. As
decisões da Administração devem ser baseadas em critérios objetivos, e não
em preferências pessoais.
Exemplo: a seleção de um fornecedor para uma licitação deve ser feita com
base em critérios objetivos, como o menor preço, e não em preferências
pessoais.
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Princípio da moralidade
O princípio da moralidade exige que a Administração Pública atue de forma
ética e honesta. A Administração deve agir de acordo com os valores da
sociedade e respeitar os princípios da honestidade, imparcialidade e
transparência.
Exemplo: a contratação de um parente do gestor público para um cargo
comissionado pode ferir o princípio da moralidade.
Princípio da publicidade
O princípio da publicidade exige que as ações da Administração Pública sejam
transparentes e acessíveis a todos os cidadãos. A Administração deve divulgar
informações sobre suas atividades e decisões, garantindo a participação dos
cidadãos no controle da gestão pública.
Exemplo: a publicação de um edital de licitação em um jornal de grande
circulação para garantir a ampla divulgação do processo licitatório.
Princípio da eficiência
O princípio da eficiência exige que a Administração Pública atue de forma
rápida, econômica e com qualidade na prestação dos serviços públicos. A
Administração deve buscar sempre a melhor relação custo-benefício na
realização de suas atividades.
Exemplo: a adoção de processos automatizados para agilizar a prestação de
serviços públicos.
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Conclusão
Como vimos, os princípios do Direito Administrativo são fundamentais para a
atuação da Administração Pública de forma ética, transparente e eficiente. É
importante que os profissionais que atuam na área estejam familiarizados com
esses princípios para melhor desempenhar suas funções e garantir a
efetivação do interesse público.
TÓPICO 3 - ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
A disciplina de Organização Administrativa é fundamental para entender como
a Administração Pública está organizada e estruturada. Nesta disciplina,
veremos de forma didática os principais conceitos relacionados à organização
administrativa, bem como alguns exemplos práticos.
Órgãos públicos
Os órgãos públicos são unidades que compõem a estrutura da Administração
Pública, responsáveis pela execução das atividades de cada área. Eles são
criados por lei e possuem funções específicas, não possuindo personalidade
jurídica própria.
Exemplo: um órgão público pode ser uma secretaria municipal de saúde ou um
departamento estadual de transporte.
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Entidades públicas
As entidades públicas são pessoas jurídicas criadas pelo Estado para executar
atividades específicas de interesse público. Elas possuem personalidade
jurídica própria, podendo celebrar contratos, processar e serem processadas
judicialmente.
Exemplo: uma empresa pública ou uma autarquia.
Descentralização
A descentralização é a transferência de competências e atribuições da
Administração Central para órgãos e entidades de outras esferas do Estado,
como estados, municípios e entidades da administração indireta.
Exemplo: a criação de secretarias de educação municipais, responsáveis pela
gestão da educação básica em nível local.
Desconcentração
A desconcentração é a distribuição interna de competências e atribuições
dentro de uma mesma esfera de poder. É a criação de unidades
administrativas dentro de um mesmo órgão ou entidade, com o objetivo de
facilitar a gestão de atividades e serviços.
Exemplo: a criação de delegacias especializadas dentro de uma mesma
polícia, como a delegacia de crimes ambientais dentro da Polícia Civil.
Conclusão
Como vimos, a disciplina de Organização Administrativa é importante para
entender a estrutura da Administração Pública e como ela se organiza para
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108
prestar serviços públicos. É importante que os profissionais que atuam na área
estejam familiarizados com esses conceitos para melhor desempenhar suas
funções e garantir a efetivação do interesse público.
Administração Direta
A Administração Direta é formada pelos órgãos e entidades integrantes da
estrutura básica do Estado, que possuem personalidade jurídica própria. Ela é
responsável pela prestação direta dos serviços públicos, sem a intermediação
de outras entidades. Os órgãos da Administração Direta são aqueles que têm
funções específicas dentro de cada poder, como os ministérios, secretarias,
autarquias e fundações públicas.
Exemplo: o Ministério da Saúde, que é responsável pela formulação e
implementação das políticas nacionais de saúde no país.
Administração Indireta
A Administração Indireta é composta por entidades criadas pelo Estado para
prestar serviços públicos de forma descentralizada e desconcentrada. Essas
entidades possuem personalidade jurídica própria e são dotadas de autonomia
administrativa e financeira, ou seja, possuem liberdade para gerir seus
recursos e atividades.
As principais entidades que compõem a Administração Indireta são as
empresas públicas, as sociedades de economia mista, as autarquias e as
fundações públicas.
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109
Exemplo: a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
(Sabesp), que é uma empresa pública responsável pelo saneamento básico em
todo o estado.
Diferenças entre Administração Direta e Indireta
Uma das principais diferenças entre a Administração Direta e Indireta é a forma
de atuação. Enquanto a Administração Direta presta serviços públicos
diretamente à população, a Administração Indireta os presta de forma
descentralizada e desconcentrada.
Outra diferença importante é a natureza jurídica das entidades que compõem
cada uma das formas de organização da Administração Pública. Enquanto os
órgãos da Administração Direta são partes integrantes da estrutura básica do
Estado e possuem personalidade jurídica própria, as entidades da
Administração Indireta possuem personalidade jurídica própria e são criadas
com a finalidade específica de prestar serviços públicos.
Conclusão
Como vimos, a disciplina de Administração Direta e Indireta é importante para
entender a forma como a Administração Pública se organiza para prestar
serviços públicos à população. É fundamental que os profissionais que atuam
na área estejam familiarizados com esses conceitos para melhor desempenhar
suas funções e garantir a efetivação do interesse público.
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110
Autarquias
As autarquias são entidades que possuem personalidade jurídica própria,
criadas por lei específica, com o objetivo de executar atividades típicas da
Administração Pública que exijam maior autonomia técnica e financeira. Elas
são criadas para atender a necessidades específicas da sociedade, como
saúde, educação, transporte, entre outros.
Exemplo: a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que é uma autarquia
federal responsável por regular e fiscalizar a aviação civil no país.
Fundações Públicas
As fundações públicas são entidades criadas por lei específica, com
personalidade jurídica própria, sem fins lucrativos e com patrimônio próprio.
Elas são criadas com o objetivo de executar atividades de interesse público,
como pesquisa, ensino, cultura e assistência social.
Exemplo: a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é uma fundação pública
federal responsável por desenvolver pesquisas em saúde pública e produzir
vacinas, soros e medicamentos.
Empresas Públicas
As empresas públicas são entidades com personalidade jurídica de direito
privado, criadas por lei específica, com patrimônio próprio e capital
exclusivamente público. Elas são criadas para executar atividades econômicas
de interesse público, como transporte, comunicação, energia, entre outros.
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111
Exemplo: a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que é uma
empresa pública federal responsável pela prestação de serviços postais em
todo o país.
Sociedades de Economia Mista
As sociedades de economia mista são entidades com personalidade jurídica de
direito privado, criadas por lei específica, com patrimônio próprio e capital
majoritariamente público, mas com a possibilidade de participação do setor
privado. Elas são criadas para executar atividades econômicas de interesse
público, como transporte, comunicação, energia, entre outros.
Exemplo: a Petrobras, que é uma sociedade de economia mista criada para
atuar no setor de exploração, produção, refino, transporte e distribuição de
petróleo e seus derivados.
Conclusão
A disciplina de Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e
Sociedades de Economia Mista é importante para entender as diferentes
formas de entidades que compõem a Administração Indireta e suas finalidades. É
fundamental que os gestores públicos conheçam essas entidades para saber como
utilizá-las de forma adequada e eficiente, visando sempre o interesse público.
Além disso, é importante destacar que essas entidades possuem algumas
diferenças em relação à sua gestão, orçamento e controle. Por exemplo, as
autarquias possuem maior autonomia em relação à gestão de seu orçamento e
ao controle de suas atividades, enquanto as empresas públicas e sociedades
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112
de economia mista são mais voltadas para a gestão empresarial e podem ter
uma gestão mais flexível em relação aos seus quadros de pessoal.
Por fim, é importante destacar que todas essas entidades devem obedecer aos
princípios constitucionais da Administração Pública, como a legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios devem
ser aplicados em todas as atividades desenvolvidas pelas entidades da
Administração Indireta, visando sempre a prestação de um serviço de
qualidade à sociedade.
TÓPICO 4 - PODERES ADMINISTRATIVOS
Os poderes administrativos são instrumentos que a Administração Pública
possui para cumprir suas atribuições e garantir a efetividade do serviço público.
Eles são previstos na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional, e
se dividem em cinco tipos: poder hierárquico, poder disciplinar, poder
regulamentar, poder de polícia e poder de requisição.
• Poder Hierárquico: é o poder que permite à Administração organizar
sua estrutura de forma hierarquizada, distribuir competências, delegar
atribuições e supervisionar a atuação dos servidores. Esse poder é
importante para garantir a eficiência e efetividade do serviço público,
além de facilitar a coordenação das atividades entre as diversas áreas
da Administração. Exemplo: um chefe de departamento que distribui
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tarefas entre seus subordinados e fiscaliza o cumprimento das metas
estabelecidas.
• Poder Disciplinar: é o poder que permite à Administração aplicar
penalidades aos servidores que cometem infrações funcionais, de
acordo com o previsto em lei. As penalidades podem variar desde
advertências até a demissão do servidor. Esse poder é importante para
garantir a disciplina e a regularidade do serviço público, além de coibir
condutas ilegais ou prejudiciais à administração. Exemplo: um servidor
que comete uma infração disciplinar e é punido com uma advertência
escrita.
• Poder Regulamentar: é o poder que permite à Administração criar
normas e regulamentos para disciplinar o funcionamento dos serviços
públicos e a conduta dos servidores. Essas normas têm caráter geral e
abstrato, e devem estar em consonância com a Constituição e as leis
vigentes. Esse poder é importante para garantir a segurança jurídica e a
regularidade das atividades da Administração. Exemplo: um órgão
regulador que edita uma norma para disciplinar o funcionamento de um
serviço público.
• Poder de Polícia: é o poder que permite à Administração fiscalizar e
regulamentar a atividade particular em prol do interesse público, para
garantir a segurança, saúde, ordem pública e moralidade. Esse poder
pode ser exercido de forma preventiva ou repressiva, e pode resultar na
aplicação de sanções administrativas. Exemplo: um órgão de
fiscalização sanitária que interdita um estabelecimento que não está de
acordo com as normas de higiene.
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114
• Poder de Requisição: é o poder que permite à Administração requisitar
bens e serviços particulares em casos de emergência ou para atender a
necessidades públicas imediatas. Essa requisição deve ser feita
mediante indenização posterior, salvo nos casos de perigo iminente à
segurança pública. Esse poder é importante para garantir a pronta
resposta da Administração em situações de crise. Exemplo: o poder
públicorequisita veículos para transporte de pessoas em casos de
emergência, como enchentes ou desabamentos.
Em resumo, os poderes administrativos são instrumentos fundamentais para a
Administração Pública cumprir suas atribuições e garantir a efetividade do
serviço público. É importante que os gestores públicos conheçam esses
poderes e os utilizem de forma adequada e proporcional, sempre visando
TÓPICO 5 - SERVIÇOS PÚBLICOS
A disciplina de Serviços Públicos é fundamental para entender como a
Administração Pública presta serviços essenciais à sociedade. Nessa
disciplina, aborda-se o conceito de serviço público, sua classificação, formas de
prestação, além de estudar a concessão e permissão de serviços públicos.
O serviço público pode ser definido como toda atividade de interesse coletivo,
prestada pelo Estado ou por particulares por delegação do Estado, que tem por
objetivo atender às necessidades da população. Dentre os serviços públicos,
podemos citar os serviços de saúde, educação, transporte, segurança, entre
outros.
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115
Os serviços públicos podem ser classificados em serviços públicos próprios e
impróprios. Os serviços próprios são aqueles que só podem ser prestados pelo
Estado, como a segurança pública. Já os serviços impróprios podem ser
prestados tanto pelo Estado quanto por particulares, como o transporte
coletivo.
Quanto às formas de prestação dos serviços públicos, existem três: direta,
indireta e delegada. A prestação direta é aquela realizada pelo próprio Estado,
por meio de seus órgãos e agentes. A prestação indireta ocorre por meio de
entidades da Administração Indireta, como autarquias, empresas públicas,
fundações e sociedades de economia mista. Já a prestação delegada ocorre
por meio da concessão ou permissão do serviço público a particulares.
A concessão de serviços públicos é uma forma de transferir a titularidade e a
responsabilidade pela prestação de um serviço público a um particular, por um
prazo determinado e mediante licitação. Um exemplo de concessão é a
concessão de rodovias ou de aeroportos à iniciativa privada.
A permissão, por sua vez, é uma forma de delegação de serviço público a um
particular por prazo determinado e sem licitação, em casos específicos
previstos em lei. Um exemplo de permissão é a autorização para que um táxi
circule em determinada cidade.
Em resumo, a disciplina de Serviços Públicos é importante para entender como
o Estado presta serviços essenciais à sociedade, e como essa prestação pode
ser realizada de forma direta, indireta ou delegada. Além disso, é fundamental
compreender os conceitos de concessão e permissão, que são formas de
delegação de serviço público a particulares.
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TÓPICO 6 - ATOS ADMINISTRATIVOS
Os atos administrativos são uma das principais ferramentas do Direito
Administrativo. Eles são utilizados pela Administração Pública para manifestar
a sua vontade em relação a determinada situação, sendo uma espécie de
instrumento para a realização de seus fins. Por isso, é fundamental que os
estudantes e profissionais do Direito conheçam os conceitos, elementos e
classificações dos atos administrativos, além de entenderem os casos em que
podem ser invalidados.
Conceito de Ato Administrativo
O ato administrativo pode ser definido como uma manifestação de vontade da
Administração Pública, expressa de forma unilateral e concreta, que tem por
objetivo produzir efeitos jurídicos. É importante destacar que os atos
administrativos são regidos pelo Direito Administrativo, ou seja, pelas normas
que regulamentam a atuação do Estado na sociedade.
Elementos do Ato Administrativo
Os atos administrativos são compostos por três elementos essenciais: o
elemento competência, o elemento forma e o elemento objeto.
O elemento competência diz respeito à autoridade ou órgão que tem
competência para a prática do ato. É importante ressaltar que, se o ato for
praticado por uma autoridade ou órgão que não tenha competência para tal, ele
será considerado inválido.
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117
O elemento forma se refere à maneira pela qual o ato é produzido. Os atos
administrativos devem ser produzidos em conformidade com as normas legais
e regulamentares, sob pena de serem considerados inválidos.
Já o elemento objeto diz respeito ao conteúdo do ato. Este deve ser lícito,
possível e determinado, sob pena de ser considerado inválido.
Classificação dos Atos Administrativos
Os atos administrativos podem ser classificados de diversas formas, de acordo
com diferentes critérios. Dentre as classificações mais comuns, destacam-se:
• Quanto ao objeto: atos gerais ou normativos, que têm por objetivo
disciplinar a conduta de um grupo indeterminado de pessoas, e atos
individuais ou concretos, que têm por objetivo disciplinar a conduta de
uma pessoa ou grupo determinado de pessoas.
• Quanto ao destinatário: atos gerais, que têm por objetivo disciplinar a
conduta de um grupo indeterminado de pessoas, e atos individuais, que
têm por objetivo disciplinar a conduta de uma pessoa ou grupo
determinado de pessoas.
• Quanto à formação: atos simples, que são praticados por uma única
autoridade ou órgão, e atos complexos, que são praticados por mais de
uma autoridade ou órgão.
Invalidação dos Atos Administrativos
Os atos administrativos podem ser invalidados, ou seja, considerados nulos ou
anuláveis, em algumas situações específicas. Dentre as principais causas de
invalidação dos atos administrativos, destacam-se:
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118
• Vício de competência: quando o ato é praticado por uma autoridade ou
órgão que não tem competência para tal.
• Vício de forma: quando o ato é produzido de forma irregular, em
desacordo com as normas legais e regulamentares.
• Vício de objeto: quando o ato tem objeto ilícito, impossível ou
indeterminado.
• Desvio de finalidade: quando a Administração Pública pratica o ato com
finalidade diversa daquela prevista em lei ou de interesse público. Por exemplo,
um prefeito que contrata uma empresa de seu amigo para realizar uma obra
pública sem licitação, com o objetivo de beneficiar seu amigo em vez de buscar
a melhor opção para o interesse público.
• Outro exemplo de desvio de finalidade é a utilização de recursos
públicos para a promoção pessoal de agentes políticos, como a inserção
de fotos ou nomes em obras públicas sem a devida necessidade ou
justificativa.
• Por fim, é importante destacar que a invalidação do ato administrativo
por desvio de finalidade é um instrumento importante de controle da
legalidade e da moralidade na Administração Pública, assegurando a
observância dos princípios constitucionais que regem a atuação do
Estado.
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TÓPICO 7 - LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
A disciplina de Licitações e Contratos Administrativos é essencial para
entender a forma como a Administração Pública realiza suas compras e
contratações, assegurando a observância dos princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
A Licitação pode ser definida como o procedimento administrativo em que a
Administração Pública convoca interessados em participar de uma disputa para
a escolha da proposta mais vantajosa para a contratação de serviços ou
aquisição de bens. A licitação é obrigatória para todas as contratações
realizadas pela Administração Pública, salvo exceções previstas em lei.
As modalidades de licitaçãosão definidas em lei e se dividem em cinco tipos:
Concorrência, Tomada de Preços, Convite, Concurso e Leilão. Cada uma
dessas modalidades é aplicável a um tipo de contratação específica, variando
conforme o valor da contratação e o objeto licitado.
Os Contratos Administrativos são instrumentos jurídicos que formalizam a
relação entre a Administração Pública e seus contratados, estabelecendo as
obrigações e responsabilidades de cada uma das partes. Esses contratos
possuem cláusulas exorbitantes, que conferem à Administração Pública
poderes especiais, como a possibilidade de modificar unilateralmente o
contrato em caso de necessidade de interesse público, a possibilidade de
rescindir o contrato em caso de inadimplência ou descumprimento de
obrigações, entre outras.
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120
É importante destacar que a Administração Pública deve observar os princípios
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência em todas
as fases da licitação e do contrato administrativo. Qualquer desvio desses
princípios pode resultar na anulação do procedimento licitatório ou na rescisão
do contrato, além de sanções administrativas e penais para os responsáveis.
Por fim, é fundamental que os servidores públicos e contratados da
Administração Pública tenham conhecimento das normas que regem as
licitações e os contratos administrativos, a fim de garantir a transparência, a
eficiência e a legalidade nos processos de contratação e aquisição de bens e
serviços.
TÓPICO 8 - AGENTES PÚBLICOS
Os agentes públicos são pessoas que exercem funções públicas em nome do
Estado, seja por vínculo estatutário ou contratual, e podem ser servidores
efetivos, temporários, comissionados, políticos, entre outros. Nessa disciplina,
serão abordados conceitos básicos, espécies de agentes públicos, regime
jurídico e responsabilidades.
Conceito de Agente Público: Agente público é toda pessoa que exerce, ainda
que transitoriamente ou sem remuneração, função pública, seja em cargo
efetivo ou em comissão. Incluem-se nessa definição os servidores públicos em
geral, como também aqueles que exercem função pública por meio de
contratos temporários, cargos políticos, estagiários, entre outros.
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Espécies de Agentes Públicos: Os agentes públicos podem ser divididos em
cinco espécies: servidores públicos, empregados públicos, militares,
particulares em colaboração com o poder público e agentes políticos.
• Servidores Públicos: são aqueles que exercem cargos efetivos ou em
comissão na Administração Pública direta e indireta, regidos pelo regime
estatutário ou celetista.
• Empregados Públicos: são contratados pela Administração Pública
direta e indireta mediante concurso público ou processo seletivo
simplificado, regidos pela CLT.
• Militares: são aqueles que integram as Forças Armadas (Exército,
Marinha e Aeronáutica) e as Polícias Militares, regidos por legislação
própria.
• Particulares em colaboração com o poder público: são pessoas físicas
ou jurídicas que colaboram com a Administração Pública na prestação
de serviços públicos ou na execução de obras e serviços de interesse
público, mediante contratos ou convênios.
• Agentes políticos: são aqueles que ocupam cargos eletivos ou de livre
nomeação e exoneração, como presidente, governador, prefeito,
ministro, secretário, entre outros.
Regime Jurídico dos Servidores Públicos: O regime jurídico dos servidores
públicos varia de acordo com a espécie do agente público. Os servidores
públicos efetivos, por exemplo, são regidos por estatutos próprios, enquanto os
empregados públicos são regidos pela CLT. No entanto, é comum que esses
regimes prevejam algumas garantias comuns, como a estabilidade (para os
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122
servidores efetivos), a progressão funcional, a jornada de trabalho e o direito à
greve (para algumas categorias).
Responsabilidade dos Agentes Públicos: Os agentes públicos podem
responder civil, penal e administrativamente pelos atos praticados no exercício
de suas funções públicas. A responsabilidade civil ocorre quando o agente
público causa dano a terceiros, e a responsabilidade penal ocorre quando o
agente público comete crime. Já a responsabilidade administrativa ocorre
quando o agente público descumpre deveres funcionais, como por exemplo,
quando comete uma infração disciplinar.
Conclusão: Em síntese, a disciplina de Agentes Públicos é fundamental para
que se compreenda quem são as pessoas que exercem funções públicas em
nome do Estado e como elas são reguladas pela legislação. Além disso, é
importante entender a diferença entre os diversos tipos de agentes públicos, como os
servidores públicos, os agentes políticos e os particulares em colaboração com a
administração.
O regime jurídico dos servidores públicos é um tema de grande importância no
Direito Administrativo. Ele define as regras e direitos dos servidores públicos,
incluindo as formas de ingresso, as garantias e deveres, a remuneração, a
progressão na carreira, entre outros aspectos. Essas regras variam de acordo
com o tipo de servidor, podendo haver diferenças entre servidores estatutários,
celetistas ou temporários, por exemplo.
Já a responsabilidade dos agentes públicos se refere à possibilidade de serem
responsabilizados por atos praticados no exercício de suas funções. Essa
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123
responsabilidade pode ser de natureza civil, administrativa ou penal,
dependendo da gravidade do ato e do dano causado. É importante destacar
que a responsabilidade do agente público pode ser pessoal ou institucional, ou
seja, a responsabilidade pode ser imputada tanto ao agente quanto à própria
administração pública.
Alguns exemplos de agentes públicos são os servidores públicos em geral,
como professores, policiais, médicos, entre outros; os agentes políticos, como
prefeitos, governadores e ministros; e os particulares em colaboração com a
administração, como empresas que prestam serviços terceirizados para o
Estado. Cada tipo de agente possui um regime jurídico específico, que deve
ser observado pela administração pública.
TÓPICO 9 - CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O controle da Administração Pública é um tema essencial do Direito
Administrativo, pois visa garantir a legalidade, a eficiência, a moralidade e a
transparência nos atos e nas políticas públicas. Existem diversos mecanismos
de controle que podem ser utilizados, tanto internamente pela própria
Administração Pública, quanto externamente por órgãos e instituições
independentes.
Um dos mecanismos de controle interno é o controle hierárquico, que permite
que um superior hierárquico revise as decisões tomadas pelos seus
subordinados. Esse controle é fundamental para garantir a conformidade das
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124
decisões e atos administrativos com as políticas públicas definidas pelo órgão
ou entidade.
Além disso, a Administração Pública também conta com mecanismos de
controle externo, que são exercidos por órgãos e instituições independentes do
Poder Executivo. Entre os principais órgãos de controle externo no Brasil estão
o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e
o Ministério Público.
O controle parlamentar é outro mecanismo importante, exercido pelo Poder
Legislativo. Nesse caso, os parlamentares têm o poder de fiscalizar a
Administração Pública e responsabilizar os agentes públicos por eventuais
desvios ou irregularidades.Essa fiscalização pode ser realizada por meio de
comissões parlamentares de inquérito (CPIs), audiências públicas, entre
outros.
Por fim, o controle jurisdicional é exercido pelo Poder Judiciário, que tem a
função de garantir a observância das leis e da Constituição. Os cidadãos e as
empresas podem recorrer ao Judiciário para contestar atos da Administração
Pública que considerem ilegais ou abusivos.
Em relação aos meios de controle da Administração Pública, é importante
destacar que existem diversas formas de ação que podem ser adotadas pelos
órgãos de controle, tais como auditorias, inspeções, fiscalizações,
investigações, entre outras. Essas ações podem resultar em recomendações,
sanções administrativas ou até mesmo ações judiciais.
Em resumo, o controle da Administração Pública é fundamental para garantir a
transparência e a legalidade dos atos e políticas públicas. A utilização
adequada dos mecanismos de controle internos e externos pode ajudar a
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125
prevenir e corrigir eventuais desvios e irregularidades por parte dos agentes
públicos, contribuindo para a efetividade e a legitimidade da Administração
Pública.
TÓPICO 10 - RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
A responsabilidade civil do Estado é um tema importante do Direito
Administrativo que trata da obrigação do Estado em reparar os danos causados
a terceiros em decorrência de sua atuação, ou seja, quando a Administração
Pública causa prejuízos a particulares.
O conceito de responsabilidade civil do Estado se baseia na ideia de que o
Estado deve garantir a proteção e segurança dos cidadãos, e, quando falha
nessa obrigação, deve indenizar os danos causados.
Existem diversas teorias sobre a responsabilidade civil do Estado, dentre elas,
destacam-se a teoria da culpa administrativa, a teoria do risco administrativo e
a teoria do risco integral.
A teoria da culpa administrativa, também conhecida como teoria da culpa do
serviço, considera que o Estado só será responsabilizado civilmente se houver
comprovação de culpa ou dolo por parte dos agentes públicos. Nessa teoria, o
particular deve demonstrar que a Administração Pública agiu com negligência,
imprudência ou imperícia.
A teoria do risco administrativo, por sua vez, dispensa a comprovação de culpa
por parte da Administração Pública, bastando que haja o nexo de causalidade
entre a conduta da Administração e o dano causado ao particular. Essa teoria é
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126
adotada pela legislação brasileira, conforme o artigo 37, §6º, da Constituição
Federal.
Por fim, a teoria do risco integral prevê a responsabilidade civil do Estado
independentemente da existência de culpa, desde que haja o dano e o nexo
causal entre a conduta estatal e o prejuízo sofrido pelo particular.
As hipóteses de responsabilidade civil do Estado são variadas, podendo
ocorrer em diversas áreas de atuação da Administração Pública, como saúde,
transporte, segurança, meio ambiente, entre outras. Algumas das principais
hipóteses são:
• Atos ilícitos praticados por agentes públicos: quando um agente público
age com abuso de poder, excesso de autoridade, negligência,
imprudência ou imperícia, causando danos a terceiros;
• Serviços públicos defeituosos: quando a Administração Pública presta
um serviço público de forma inadequada, com falhas ou defeitos que
causem prejuízos a terceiros;
• Omissão do Estado: quando o Estado deixa de agir de forma adequada
para evitar danos a terceiros, como no caso de falta de manutenção em
vias públicas que causam acidentes;
• Atos legislativos inconstitucionais: quando uma lei é editada de forma
inconstitucional e causa prejuízos a terceiros.
Quando um particular sofre prejuízos decorrentes da atuação da Administração
Pública, ele pode ingressar com uma ação de indenização contra o Estado. É
importante destacar que a indenização deve ser proporcional ao dano sofrido, e
que o valor a ser pago pelo Estado pode ser limitado pela legislação, como
ocorre, por exemplo, nos casos de danos ambientais.
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127
NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS
TÓPICO 1 - INTRODUÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS
A disciplina "Introdução aos Direitos Humanos" é fundamental para
compreendermos a importância dos direitos humanos na sociedade e no
Estado de Direito. Nesta disciplina, serão abordados tópicos como o conceito
de direitos humanos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a
Constituição Federal e a relação entre direitos humanos e a Polícia Militar.
O que são Direitos Humanos?
Os direitos humanos são direitos fundamentais que todas as pessoas possuem
pelo simples fato de serem seres humanos. São considerados direitos
universais, inalienáveis, interdependentes e indivisíveis. Isso significa que são
direitos que devem ser garantidos a todas as pessoas, não podem ser retirados
ou transferidos, são interdependentes, ou seja, um direito não pode ser
exercido sem o outro, e são indivisíveis, ou seja, não podem ser separados ou
hierarquizados.
Exemplos de direitos humanos incluem o direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à dignidade, à privacidade, à alimentação, à saúde, à educação,
entre outros.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada em 1948 pela
Assembleia Geral das Nações Unidas e estabelece os direitos humanos
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128
fundamentais que devem ser respeitados em todo o mundo. É um documento
histórico que representa um marco importante na luta pelos direitos humanos.
A Constituição Federal e os Direitos Humanos
A Constituição Federal de 1988 é a lei fundamental do Brasil e reconhece os
direitos humanos como um dos seus princípios fundamentais. Dentre os
direitos garantidos pela Constituição, destacam-se: o direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à propriedade, à segurança, à educação, à saúde, à moradia,
entre outros.
Além disso, a Constituição prevê a possibilidade de garantia de direitos através
de ações judiciais, a defesa dos direitos humanos pela sociedade civil e a
proteção dos direitos humanos pelas instituições públicas, incluindo a Polícia
Militar.
A relação entre direitos humanos e a Polícia Militar
A Polícia Militar tem a responsabilidade de proteger a sociedade e garantir a
ordem pública, mas essa responsabilidade deve ser exercida de forma
respeitosa aos direitos humanos. Os policiais devem atuar com ética e respeito
aos direitos humanos, garantindo a integridade física e moral das pessoas
envolvidas.
Os policiais militares devem ser capacitados para reconhecer situações que
envolvam a ameaça ou violação dos direitos humanos e saber como agir para
protegê-los. Para isso, a formação em direitos humanos deve fazer parte da
formação dos policiais e ser uma prática constante no cotidiano da instituição.
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129
Conclusão
A disciplina "Introdução aos Direitos Humanos" é de extrema importância para
compreendermos a relevância dos direitos humanos na sociedade e a relação
entre os direitos humanos e a Polícia Militar. É fundamental que todos os
profissionais, incluindo os policiais, reconheçam a importância dos direitos
humanos e saibam como aplicá-los em sua atuação profissional. A defesa dos direitos
humanos é essencial para a construção de uma sociedade mais justa, livre e
igualitária.
Portanto, é imprescindível que a disciplina "Introdução aos Direitos Humanos"
seja abordada de forma didática e com exemplos práticos para que os alunospossam compreender a importância desses direitos e como aplicá-los na
prática.
Dentre os exemplos práticos que podem ser abordados na disciplina, estão os
casos de violação dos direitos humanos, como a tortura, a violência policial, a
discriminação racial, de gênero e de orientação sexual, entre outros. Também é
importante apresentar casos de sucesso na defesa dos direitos humanos,
como a luta por igualdade de gênero, a garantia do direito à educação para
todos, entre outros.
Além disso, é necessário destacar a importância da participação da sociedade
civil na defesa dos direitos humanos e na denúncia de violações desses
direitos. É fundamental que a sociedade esteja engajada na proteção e
promoção dos direitos humanos, em especial no que se refere à atuação da
Polícia Militar.
Em resumo, a disciplina "Introdução aos Direitos Humanos" é de extrema
importância para a formação de profissionais conscientes da importância dos
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
130
direitos humanos e capazes de aplicá-los em sua atuação profissional, em
especial na atuação da Polícia Militar. É necessário que essa disciplina seja
abordada de forma didática e com exemplos práticos para que os alunos
possam compreender a importância desses direitos e como aplicá-los na
prática
TÓPICO 2 - DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS
A disciplina "Direitos Civis e Políticos" é essencial para a formação de
profissionais que atuam na garantia e proteção dos direitos humanos,
especialmente na Polícia Militar. Esses direitos são essenciais para a
construção de uma sociedade democrática e justa, e devem ser respeitados e
garantidos pelo Estado.
A seguir, serão apresentados os principais temas que devem ser abordados na
disciplina, de forma didática e com exemplos práticos.
1. Liberdade de expressão (Art. 5º, IV e IX da CF)
A liberdade de expressão é um direito fundamental previsto na Constituição
Federal e garante a todos o direito de se expressar livremente, sem censura ou
impedimentos. É importante destacar que a liberdade de expressão não é
absoluta e deve ser exercida com responsabilidade, respeitando os demais
direitos e garantias constitucionais.
Como exemplo prático, podemos citar a atuação da imprensa, que tem o direito
de informar e criticar as autoridades e os poderes públicos, sem sofrer censura
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
131
ou represálias. No entanto, é importante destacar que a imprensa também tem
o dever de apurar corretamente os fatos e de respeitar a privacidade das
pessoas.
2. Direito à privacidade (Art. 5º, X da CF)
O direito à privacidade garante a todos o direito de ter sua vida privada
respeitada, sem interferências indevidas. Esse direito é fundamental para
garantir a dignidade humana e a autonomia das pessoas.
Como exemplo prático, podemos citar a atuação da polícia na investigação de
crimes. É importante que a polícia respeite o direito à privacidade das pessoas,
sem invadir suas casas ou suas comunicações de forma ilegal. A quebra de
sigilo telefônico, por exemplo, só pode ser realizada com autorização judicial,
sob pena de ser considerada ilegal.
3. Direito de manifestação (Art. 5º, XVI da CF)
O direito de manifestação garante a todos o direito de se reunir pacificamente
para expressar suas opiniões e reivindicações. É um direito fundamental para a
democracia e a participação política da sociedade.
Como exemplo prático, podemos citar as manifestações populares, que têm o
direito de se manifestar pacificamente em locais públicos, sem sofrer repressão
ou violência policial. No entanto, é importante destacar que esse direito deve
ser exercido de forma pacífica e respeitando os demais direitos e garantias
constitucionais.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
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4. Direito de reunião (Art. 5º, XVI da CF)
O direito de reunião garante a todos o direito de se reunir pacificamente, sem
armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização
prévia. É um direito fundamental para a liberdade de associação e a
participação política da sociedade.
Como exemplo prático, podemos citar as reuniões de associações e sindicatos,
que têm o direito de se reunir pacificamente em locais públicos, sem precisar
de autorização prévia. No entanto, é importante destacar que esse direito deve
ser exercido de forma pacífica e respeitando os demais direitos e garantias
constitucionais.
5. Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
Os direitos econômicos, sociais e culturais são fundamentais para garantir a
dignidade humana e a igualdade social. Eles incluem o direito à moradia, à
saúde, à educação, à cultura, entre outros.
Como exemplo prático, podemos citar o direito à educação, que é garantido
pela Constituição Federal e é essencial para o desenvolvimento humano e
social. É importante que a polícia reconheça a importância da educação na
prevenção da violência e na construção de uma sociedade mais justa e
igualitária.
6. Direito à educação (Art. 6º e 205 da CF)
O direito à educação é um direito fundamental previsto na Constituição Federal
e garante a todos o acesso à educação de qualidade, em todos os níveis. É
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
133
essencial para o desenvolvimento humano e social, e para a construção de
uma sociedade mais justa e igualitária.
Como exemplo prático, podemos citar a atuação da polícia na promoção da
educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. É
importante que a polícia reconheça a importância da educação na prevenção
da violência e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, e que
promova políticas públicas voltadas para a garantia desse direito.
Em resumo, a disciplina "Direitos Civis e Políticos" aborda temas fundamentais
para a proteção e garantia dos direitos humanos, incluindo a liberdade de
expressão, o direito à privacidade, o direito de manifestação, o direito de
reunião, os direitos econômicos, sociais e culturais, e o direito à educação. É
importante que todos os profissionais, incluindo os policiais, reconheçam a
importância desses direitos e garantias, e atuem de forma ética e respeitando
os valores democráticos e constitucionais.
TÓPICO 3 - DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS
Os direitos econômicos, sociais e culturais (DESC) são um conjunto de direitos
humanos fundamentais que visam garantir a dignidade humana e a igualdade
social. Eles estão previstos em diversas normas internacionais, como o Pacto
Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, e na Constituição
Federal brasileira.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
134
Esses direitos abrangem diversas áreas, como educação, saúde, trabalho,
moradia, cultura, alimentação, meio ambiente e outros. Eles são considerados
direitos fundamentais de segunda geração, ou seja, são direitos que se
desenvolveram a partir da luta pela igualdade social e econômica.
Os direitos econômicos englobam a garantia de trabalho justo, salário mínimo,
proteção contra desemprego, assistência social, acesso a crédito e outros. Já
os direitos sociais são aqueles relacionados à saúde, educação, segurança
social, cultura e lazer. Por fim, os direitos culturais dizem respeito à liberdade
de criação artística, ao acesso à cultura e ao patrimônio cultural.
A implementação desses direitos é essencial para a promoção da igualdade
social e para o combate à pobreza e à exclusão social. Além disso, eles são
importantes para a realização de outros direitos humanos, como a liberdade de
expressão, a igualdade de gênero e a proteçãodos direitos das crianças.
No entanto, apesar de sua importância, a garantia dos direitos econômicos,
sociais e culturais ainda é um desafio em muitos países, incluindo o Brasil. A
luta pela realização desses direitos é uma tarefa coletiva, que envolve não
apenas o Estado, mas também a sociedade civil e os setores privados.
1. Direito à educação (Art. 6º e 205 da CF)
O direito à educação é um direito fundamental previsto na Constituição Federal
e garante a todos o acesso à educação de qualidade, em todos os níveis. O
objetivo desse direito é assegurar o pleno desenvolvimento da pessoa,
promovendo sua formação integral, e preparando-a para o exercício da cidadania e
para o mercado de trabalho. A educação deve ser gratuita e disponível para todos,
independente de condição social, raça, gênero, orientação sexual, entre outros.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
135
Exemplo prático: Um exemplo de atuação da polícia na promoção do direito à
educação é o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência
(PROERD), que tem como objetivo educar crianças e adolescentes sobre os
riscos das drogas e da violência, contribuindo para a prevenção desses
problemas. Além disso, a polícia pode promover iniciativas de inclusão escolar
para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
2. Direito à saúde (Art. 6º e 196 da CF)
O direito à saúde é um direito fundamental previsto na Constituição Federal e
garante a todos o acesso à saúde de qualidade. O objetivo desse direito é
assegurar o bem-estar físico, mental e social das pessoas, promovendo a
prevenção de doenças e o tratamento de enfermidades.
Exemplo prático: Um exemplo de atuação da polícia na promoção do direito à
saúde é a atuação dos policiais como primeiros socorristas em casos de
emergência médica. Além disso, a polícia pode promover campanhas de
conscientização sobre a importância da prevenção de doenças e da adoção de
hábitos saudáveis.
3. Direito ao trabalho (Art. 6º e 7º da CF)
O direito ao trabalho é um direito fundamental previsto na Constituição Federal
e garante a todos o acesso a empregos dignos e remunerados, que ofereçam
condições justas e igualitárias de trabalho. O objetivo desse direito é promover
a inserção social e a melhoria das condições de vida das pessoas.
Exemplo prático: Um exemplo de atuação da polícia na promoção do direito ao
trabalho é a atuação em conjunto com órgãos de proteção ao trabalhador,
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
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fiscalizando empresas para garantir que as leis trabalhistas sejam cumpridas.
Além disso, a polícia pode promover ações de inclusão social e profissional
para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
4. Direito à moradia (Art. 6º da CF)
O direito à moradia é um direito fundamental previsto na Constituição Federal e
garante a todos o acesso a moradias dignas e adequadas, que ofereçam
condições básicas de higiene e segurança. O objetivo desse direito é promover
a melhoria das condições de vida das pessoas e a inclusão social.
Exemplo prático: Um exemplo de atuação da polícia na promoção do direito à
moradia é a atuação em casos de remoção forçada de pessoas de suas casas,
garantindo que essas pessoas sejam realocadas em moradias dignas e
adequadas. Além disso, a polícia pode promover ações de inclusão social e
habitacional para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Em resumo, a disciplina "Direitos Econômicos, Sociais e Culturais" aborda
temas fundamentais para a promoção da dignidade humana e a igualdade
social, incluindo o direito à educação, à saúde, ao trabalho e à moradia. Esses
direitos econômicos, sociais e culturais estão previstos na Constituição Federal
brasileira, no artigo 6º.
O direito à educação, por exemplo, é garantido a todos os brasileiros e
estrangeiros residentes no país, independentemente de sua condição social,
econômica ou cultural. Esse direito abrange desde a educação infantil até a
educação superior, e deve ser oferecido em condições de igualdade e
qualidade para todos.
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O direito à saúde, por sua vez, garante a todos os indivíduos o acesso a
serviços de saúde, bem como ações preventivas e curativas. Isso inclui
consultas médicas, exames, internações hospitalares, medicamentos e
vacinas, entre outros serviços.
Já o direito ao trabalho garante que todo cidadão tenha acesso a um trabalho
digno, com remuneração justa e condições adequadas de trabalho. A
Constituição prevê uma série de direitos trabalhistas, como o salário mínimo, a
jornada de trabalho de até 8 horas diárias, o décimo terceiro salário e férias
remuneradas.
Por fim, o direito à moradia garante a todos o acesso a uma moradia adequada
e digna. Isso inclui não apenas a casa em si, mas também serviços públicos
essenciais como saneamento básico, água, energia elétrica, transporte e
acesso a serviços de saúde e educação.
É importante lembrar que todos esses direitos estão interconectados e devem
ser garantidos em conjunto para assegurar a dignidade humana e a igualdade
social.
TÓPICO 4 - DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
A disciplina "Direitos da Criança e do Adolescente" aborda a proteção integral
desses grupos etários, destacando o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), que é a lei nº 8.069/90.
O ECA é uma lei que garante a proteção integral dos direitos das crianças e
dos adolescentes, considerando-os como sujeitos de direitos e pessoas em
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138
processo de desenvolvimento. Ele estabelece um conjunto de normas que
visam garantir o pleno desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social
dessas pessoas.
O princípio da proteção integral da criança e do adolescente significa que eles
devem ser protegidos de todas as formas de violência, discriminação,
exploração e negligência. Esse princípio garante que os direitos das crianças e
dos adolescentes sejam respeitados e protegidos em todas as situações, sejam
elas em casa, na escola, na rua ou em qualquer outro lugar.
Um dos aspectos mais importantes do ECA é a proibição da violência,
exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes. Essas formas de
violência são consideradas crimes hediondos e devem ser combatidas de
forma rigorosa pela sociedade e pelas autoridades.
O ECA também estabelece normas para a proteção de crianças e adolescentes
em situação de risco, como aqueles em situação de rua, vítimas de violência
doméstica, de trabalho infantil ou de outras formas de exploração. Ele prevê
ações de assistência social, de saúde, de educação, de proteção jurídica, entre
outras, para garantir a proteção integral dessas pessoas.
Alguns exemplos de medidas protetivas previstas pelo ECA incluem a criação
de programas de proteção à criança e ao adolescente, o acolhimento
institucional em casos de risco iminente, a adoção de crianças e adolescentes
em situação de abandono, a garantia do direito à educação e à saúde, e o
acesso à justiça em casos de violação dos direitos.
Em resumo, a disciplina "Direitos da Criança e do Adolescente" tem como
objetivo garantir a proteção integral dos direitos das crianças e dos
adolescentes, promovendo um ambiente seguro e saudável para o seu
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
139
desenvolvimento pleno e saudável. O ECA é um instrumento importante para
alcançar essa proteção, combatendo a violência, a exploração e a negligência
contra esses grupos vulneráveis.
TÓPICO 5 - DIREITOS DAS MULHERES
A disciplina "Direitos das Mulheres" é essencial para oentendimento e a
promoção da igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher.
Nessa disciplina, abordaremos a Lei Maria da Penha, que é uma importante
legislação de proteção à mulher.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) foi criada em 2006 com o objetivo de
proteger as mulheres contra a violência doméstica e familiar. Essa lei é
resultado da luta de uma mulher, Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu
duas tentativas de homicídio por parte de seu marido e ficou paraplégica em
decorrência desses episódios. A Lei Maria da Penha é uma das legislações
mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção à mulher e inspirou
outras leis em diversos países.
O objetivo principal da Lei Maria da Penha é prevenir e combater a violência
contra a mulher, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, no
âmbito doméstico e familiar. A lei estabelece medidas protetivas para as
mulheres em situação de violência, como a proibição do agressor de se
aproximar da vítima, a determinação de que o agressor saia de casa, a prisão
preventiva do agressor, entre outras medidas.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
140
Além disso, a Lei Maria da Penha também prevê a criação de Juizados de
Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em todo o país, com o objetivo
de garantir uma atenção especializada às mulheres em situação de violência.
Esses juizados têm uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos,
assistentes sociais e outros profissionais, que prestam assistência às vítimas.
É importante destacar que a violência contra a mulher é um problema grave e
presente em todo o mundo. No Brasil, a cada 7 minutos, uma mulher é vítima
de violência física, segundo dados do Ministério da Saúde. A Lei Maria da
Penha é um importante instrumento de proteção às mulheres, mas é
necessário que haja um esforço conjunto da sociedade, do poder público e dos
órgãos de segurança para combater esse problema e promover a igualdade de
gênero.
TÓPICO 6 - DIREITOS DA POPULAÇÃO LGBT+
A disciplina "Direitos da População LGBT+" é essencial para a formação de
profissionais que atuam em áreas como segurança pública e direitos humanos.
Os direitos da população LGBT+ são direitos humanos e devem ser
respeitados e protegidos por todos.
O Art. 5º, XLI da Constituição Federal garante a livre orientação sexual, ou
seja, toda pessoa tem o direito de escolher e expressar sua orientação sexual
sem sofrer discriminação ou preconceito. No entanto, sabemos que muitas
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
141
vezes a população LGBT+ é vítima de discriminação, violência e exclusão
social.
Para garantir a proteção desses direitos, foi aprovada a Lei de Identidade de
Gênero (Lei nº 13.716/18), que garante a pessoas transgênero e travestis o
direito de serem tratadas de acordo com sua identidade de gênero. Isso
significa que essas pessoas podem alterar seu nome e gênero em documentos
pessoais sem a necessidade de cirurgia ou laudo médico.
Além disso, a população LGBT+ também é protegida contra a discriminação
por orientação sexual e identidade de gênero. Isso significa que nenhuma
pessoa pode ser excluída, humilhada, ofendida ou tratada de forma diferente
por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. A discriminação
pode ocorrer no ambiente de trabalho, no acesso a serviços públicos e na
convivência social em geral.
É importante destacar que a luta pelos direitos da população LGBT+ não se
resume apenas a garantir proteção contra a discriminação e a violência. Essa
população também tem direito à saúde, educação, cultura e lazer, assim como
todas as outras pessoas. É dever do Estado garantir o acesso a esses direitos
de forma igualitária para todos.
Como exemplo, podemos citar o caso de uma pessoa transgênero que deseja
alterar seu nome e gênero em documentos pessoais para que possa se
identificar e ser identificada socialmente de acordo com sua identidade de
gênero. Com a Lei de Identidade de Gênero, essa pessoa pode fazer a
alteração sem precisar passar por um processo invasivo ou apresentar um
laudo médico. Isso garante que a pessoa tenha sua identidade respeitada e
reconhecida legalmente, o que é fundamental para sua integração social.
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TÓPICO 7 - DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
A Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com
Deficiência, foi criada em 2015 com o objetivo de promover a inclusão social e
garantir os direitos das pessoas com deficiência em todas as áreas da vida.
Um dos principais temas abordados pela Lei é a acessibilidade, que é a
garantia de que as pessoas com deficiência possam ter acesso a todos os
espaços, serviços e informações que são disponibilizados para a sociedade em
geral. Isso inclui, por exemplo, a acessibilidade física, como rampas e
elevadores, a acessibilidade comunicacional, como intérpretes de libras e
legendas em vídeos, e a acessibilidade digital, como a adaptação de sites e
aplicativos para pessoas com deficiência visual.
Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão também estabelece direitos e garantias
em diversas áreas da vida das pessoas com deficiência, como educação,
saúde, trabalho, transporte, cultura e lazer. Algumas das medidas previstas
pela Lei são:
• Garantia de vagas em escolas regulares e o direito à educação
inclusiva;
• Acesso gratuito a medicamentos, órteses e próteses;
• Cotas em empresas para a contratação de pessoas com deficiência;
• Garantia de acessibilidade em transporte público e privado;
• Prioridade no atendimento em serviços públicos e privados;
• Promoção de atividades culturais e de lazer acessíveis.
A Lei Brasileira de Inclusão é muito importante para a garantia dos direitos das
pessoas com deficiência e para a promoção da inclusão social. É essencial que
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143
todos os profissionais, incluindo os policiais, estejam familiarizados com a Lei e
trabalhem para garantir que as pessoas com deficiência tenham acesso aos
seus direitos e às oportunidades que merecem.
TÓPICO 8 - RESUMÃO DE DIREITOS
Exemplos:
• Um exemplo de violação do direito à privacidade pode ser a
interceptação ilegal de comunicações telefônicas ou de e-mails por parte
das autoridades policiais.
• O direito à livre manifestação pode ser exercido por meio de protestos
pacíficos e reuniões públicas. No entanto, é importante que essas
manifestações sejam realizadas de forma ordenada e respeitando os
direitos dos demais cidadãos.
• A Lei Maria da Penha foi criada para proteger as mulheres contra a
violência doméstica e familiar. Ela prevê medidas como a prisão
preventiva do agressor, a concessão de medidas protetivas e a criação
de juizados especializados.
• A Lei de Identidade de Gênero permite que pessoas trans possam
alterar seu nome e sexo nos documentos oficiais, de forma a garantir o
respeito à sua identidade de gênero.
• A Lei Brasileira de Inclusão prevê medidas para garantir a acessibilidade
e a inclusão social das pessoas com deficiência, como a oferta de
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144
transporte adaptado e a promoção de políticas de emprego e educação
inclusivas.
Esses são apenas alguns exemplos de como os direitos humanos se
manifestam na sociedade e como a legislação os protege. No entanto, é
importante lembrar que o respeito aos direitos humanos deve ser uma prática
cotidiana, e não apenas algo que está escrito na lei.
Para os candidatos que desejam prestar o concurso da Polícia Militar doRio de
Janeiro, é essencial ter conhecimento sobre os direitos humanos e como eles
se aplicam na prática policial. É importante entender que a Polícia Militar tem
como objetivo proteger a sociedade e garantir a ordem pública, mas isso deve
ser feito de forma respeitosa e dentro dos limites legais.
Além disso, a Polícia Militar deve estar preparada para lidar com situações em
que os direitos humanos possam ser ameaçados ou violados. É fundamental
que os policiais saibam como identificar essas situações e como agir de forma
a proteger os direitos das pessoas envolvidas.
Por fim, é importante destacar que a proteção dos direitos humanos não é
apenas uma responsabilidade do Estado ou da Polícia Militar, mas sim de toda
a sociedade. Todos nós temos a responsabilidade de respeitar e proteger os
direitos humanos, e essa é uma tarefa que deve ser realizada de forma
conjunta e colaborativa.
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145
NOÇÕES DE FDIREITO PROCESSUAL PENAL
TÓPICO 1 - CONCEITOS BÁSICOS
Antes de adentrarmos nos dispositivos legais, é importante entendermos
alguns conceitos básicos do Direito Processual Penal. O processo penal é o
conjunto de atos que têm por finalidade a apuração da existência de um crime
e a eventual responsabilidade do acusado. O processo é composto por
diversas fases, tais como a fase investigatória, a fase processual propriamente
dita e a fase recursal.
Dentre os princípios que regem o processo penal, destacam-se: o princípio da
presunção de inocência, o princípio do contraditório, o princípio da ampla
defesa, o princípio do juiz natural e o princípio do devido processo legal.
TÓPICO 2 - DISPOSITIVOS LEGAIS (INQUÉRITOS)
1. Inquérito Policial (Lei nº 12.830/2013)
O inquérito policial é uma fase pré-processual do Direito Processual Penal que
tem como objetivo a apuração dos fatos e das circunstâncias que envolvem a
prática de um crime. Ele é conduzido pela polícia judiciária e tem como
finalidade subsidiar a ação penal que será movida pelo Ministério Público.
De acordo com a Lei nº 12.830/2013, o inquérito policial é um procedimento
administrativo, de caráter inquisitorial, que tem como finalidade a apuração da
materialidade e autoria de uma infração penal. Ele é conduzido pela autoridade
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146
policial, que pode ser um delegado de polícia ou um investigador, e deve ser
concluído em um prazo máximo de 30 dias, prorrogável por mais 30 dias, se
houver necessidade.
O inquérito policial é regido pelo Código de Processo Penal e pela Lei nº
12.830/2013, que estabelece as regras para a condução do procedimento e
garante aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.
2. Fases do Inquérito Policial
O inquérito policial é composto por diversas fases, que têm como objetivo a
apuração dos fatos e das circunstâncias que envolvem a prática de um crime.
As principais fases do inquérito policial são:
• Instauração: é a fase em que é aberto o inquérito policial, por meio de
portaria ou auto de prisão em flagrante. Nessa fase, a autoridade policial
verifica a existência de indícios de autoria e materialidade da infração
penal e determina as diligências que serão realizadas.
• Investigação: é a fase em que são realizadas as diligências para apurar
os fatos e as circunstâncias do crime. Nessa fase, a autoridade policial
pode realizar interrogatórios, ouvir testemunhas, requisitar perícias e
exames, e tomar outras medidas necessárias para a elucidação do caso.
• Conclusão: é a fase em que o inquérito policial é concluído, e a
autoridade policial decide se há indícios suficientes de autoria e
materialidade da infração penal. Nessa fase, a autoridade policial pode
propor o arquivamento do inquérito ou encaminhá-lo ao Ministério
Público para ajuizamento da ação penal.
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147
3. Garantias aos Investigados
A Lei nº 12.830/2013 estabelece diversas garantias aos investigados durante o
inquérito policial. Algumas dessas garantias são:
• Direito ao advogado: o investigado tem o direito de ser assistido por um
advogado durante todo o inquérito policial. Caso não possua recursos
para contratar um advogado, poderá ser assistido pela Defensoria
Pública.
• Direito ao silêncio: o investigado não é obrigado a produzir provas contra
si mesmo, e tem o direito de permanecer em silêncio durante o
interrogatório.
• Direito à ampla defesa: o investigado tem o direito de apresentar defesa
durante o inquérito policial, por meio de seu advogado ou por ele próprio, e
apresentar provas em seu favor.
• Direito ao acesso aos autos: o investigado tem o direito de ter acesso
aos autos do inquérito policial, para acompanhar o andamento das
investigações e preparar sua defesa.
• Direito à preservação da imagem e da honra: a Lei nº 12.830/2013
estabelece que a autoridade policial deve preservar a imagem e a honra
do investigado durante o inquérito policial, evitando a exposição
desnecessária do investigado.
4. Exemplo de Inquérito Policial
Um exemplo prático de inquérito policial seria o caso de um furto
ocorrido em uma loja de departamento. Após o registro do boletim de
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148
ocorrência, a autoridade policial responsável pelo caso instaura o
inquérito policial, reunindo todas as informações e evidências
disponíveis para apurar a autoria e a materialidade do crime.
Na fase de investigação, a autoridade policial pode realizar
interrogatórios com as testemunhas e com o suspeito, requisitar perícias
e exames, e analisar as imagens de segurança da loja. Com base nas
informações coletadas, a autoridade policial conclui o inquérito policial e
decide se há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime.
Caso haja indícios suficientes, o inquérito policial é encaminhado ao
Ministério Público, que decide se irá ajuizar a ação penal. Nessa fase, o
suspeito tem o direito de apresentar sua defesa por meio de seu
advogado, ter acesso aos autos do inquérito policial e apresentar provas
em seu favor, garantindo seus direitos constitucionais durante todo o
processo.
TÓPICO 3 - PRISÃO EM FLAGRANTE
1. Prisão em flagrante - conceito
A prisão em flagrante é uma medida de cautela que permite a detenção
imediata do autor de um crime que está sendo cometido ou acabou de ser
cometido, ou ainda, quando há indícios suficientes de autoria e materialidade
do crime. O artigo 301 do Código de Processo Penal (CPP) define a prisão em
flagrante da seguinte forma:
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149
"Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes
deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito."
2. Requisitos da prisão em flagrante
Para que ocorra a prisão em flagrante, devem ser observados os seguintes
requisitos:
• A prática de um crime deve estar ocorrendo, ter acabado de ocorrer ou
ter indícios suficientes de sua autoria e materialidade;
• A prisão deve ser realizada imediatamente após a prática do crime ou a
identificação da autoria do mesmo;
• A prisão deve ser realizada por qualquer pessoa do povo ou por
autoridades policiais e seus agentes;
• A prisão deve ser comunicada imediatamente ao juiz competente e ao
Ministério Público.
3. Exemplo de prisão em flagrante
Um exemplo prático de prisão em flagrante seria o caso de um roubo a mão
armada em uma loja de conveniência. Quando a polícia é acionada, chega ao
local e encontra o suspeito ainda dentro da loja, com uma arma e com dinheirodo caixa em sua posse. Nesse caso, há a presença dos requisitos da prisão em
flagrante, pois o crime acabou de ocorrer, há indícios suficientes de autoria e
materialidade, a prisão foi realizada imediatamente e comunicada às
autoridades competentes.
O suspeito é conduzido à delegacia para prestar depoimento e terá seus
direitos assegurados, como o direito à presença de um advogado, o direito de
permanecer calado e o direito de ser informado dos motivos da prisão. A partir
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
150
daí, o juiz competente irá avaliar os elementos do flagrante para decidir se
manterá a prisão ou se concederá a liberdade provisória ao acusado.
TÓPICO 4 - PRISÃO EM FLAGRANTE
1. Prisão preventiva - conceito
A prisão preventiva é uma medida cautelar que tem como objetivo
garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.
Ela consiste na prisão provisória do acusado, antes do julgamento, e
deve ser decretada pelo juiz quando presentes os requisitos legais. O
artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP) define a prisão
preventiva da seguinte forma:
"Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da
ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução
criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver
prova da existência do crime e indício suficiente de autoria."
2. Requisitos da prisão preventiva
Para que ocorra a prisão preventiva, devem ser observados os
seguintes requisitos:
• Prova da existência do crime;
• Indício suficiente de autoria;
• Conveniência da instrução criminal;
• Garantia da ordem pública;
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151
• Garantia da ordem econômica;
• Assegurar a aplicação da lei penal.
Além disso, a prisão preventiva deve ser necessária e proporcional, ou
seja, não pode ser decretada de forma arbitrária ou desnecessária,
devendo ser a última opção a ser adotada pelo juiz.
3. Exemplo de prisão preventiva
Um exemplo prático de prisão preventiva seria o caso de um suspeito de
homicídio que tem antecedentes criminais e é considerado um indivíduo
perigoso. Após a realização de investigações pela polícia, é possível
encontrar indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime,
além de haver risco de fuga do acusado ou risco à ordem pública caso
ele seja liberado. Nesse caso, o Ministério Público pode requerer a
prisão preventiva do acusado e o juiz pode decretá-la, visando garantir a
ordem pública e a aplicação da lei penal.
O acusado será conduzido ao sistema prisional, onde permanecerá até
o julgamento, salvo se conseguir a liberdade provisória mediante
pagamento de fiança ou outra medida alternativa, que deve ser
devidamente justificada pelo juiz. A prisão preventiva, no entanto, não
significa que o acusado é considerado culpado antes do julgamento,
mas sim uma medida cautelar para garantir a efetividade do processo
penal.
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TÓPICO 5 - LIBERDADE PROVISÓRIA
1. Liberdade Provisória - conceito
A liberdade provisória é uma medida processual prevista no artigo 310
do Código de Processo Penal (CPP) que permite ao acusado responder
ao processo em liberdade, desde que sejam cumpridas determinadas
condições impostas pelo juiz. Essa medida pode ser concedida em
diferentes fases do processo penal, a depender das circunstâncias.
2. Tipos de liberdade provisória
Existem dois tipos de liberdade provisória: simples e com fiança.
• Liberdade provisória simples: é concedida pelo juiz quando não há
necessidade de impor qualquer medida cautelar ao acusado. Nesse
caso, o acusado responde ao processo em liberdade, sem ter que
cumprir quaisquer condições.
• Liberdade provisória com fiança: é concedida pelo juiz quando há a
necessidade de impor medidas cautelares ao acusado, que serão
fixadas em conjunto com o pagamento de uma quantia em dinheiro ou
outro bem que possa ser convertido em dinheiro. O objetivo da fiança é
garantir a presença do acusado no processo penal e o pagamento de
eventuais multas ou indenizações.
3. Requisitos para a concessão da liberdade provisória
Para que seja concedida a liberdade provisória, devem ser observados
os seguintes requisitos:
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153
• Ausência de hipótese de prisão preventiva;
• Não estar o acusado em flagrante delito;
• Não ter sido decretada a prisão preventiva;
• Não haver motivos para a sua decretação;
• Não ser o caso de prisão temporária.
Além disso, o juiz deve avaliar as condições pessoais do acusado, tais
como antecedentes criminais, residência fixa, emprego, grau de
instrução, entre outras.
4. Exemplo de liberdade provisória
Um exemplo prático de liberdade provisória com fiança seria o caso de
um suspeito de roubo que foi preso em flagrante pela polícia e teve a
prisão preventiva decretada pelo juiz, tendo em vista a gravidade do
crime e a periculosidade do acusado. Após alguns dias de prisão, o
advogado do acusado impetra um pedido de liberdade provisória com
fiança, alegando que o acusado tem residência fixa, emprego e bons
antecedentes criminais, e que está disposto a colaborar com o processo
penal.
O juiz avalia os requisitos para a concessão da liberdade provisória e as
condições pessoais do acusado e decide conceder a liberdade
provisória mediante o pagamento de uma quantia em dinheiro como
fiança, além de outras medidas cautelares, tais como comparecimento
periódico em juízo e proibição de se ausentar da cidade sem autorização
judicial. O acusado, então, é liberado da prisão e passa a responder ao
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154
processo em liberdade, devendo cumprir as condições impostas pelo
juiz.
TÓPICO 6 - HABEAS CORPUS
1. Habeas Corpus - conceito
Habeas Corpus é um remédio constitucional previsto no artigo 5º, inciso
LXVIII, da Constituição Federal, e no artigo 647 do Código de Processo
Penal (CPP), que tem por objetivo garantir o direito à liberdade de
locomoção. O habeas corpus é uma ação judicial que pode ser
impetrada por qualquer pessoa, seja ela vítima, acusado ou terceiro
interessado, com o objetivo de proteger a liberdade de alguém que está
sendo injustamente privado dela.
2. Situações em que é cabível o Habeas Corpus
O habeas corpus é cabível em diversas situações, tais como:
• Prisão ilegal ou arbitrária;
• Excesso de prazo na prisão preventiva ou na conclusão do processo;
• Constrangimento ilegal;
• Ameaça ou violação à liberdade de locomoção;
• Ameaça à integridade física do preso;
• Nulidade processual que afete a liberdade do acusado.
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155
3. Procedimento para impetração do Habeas Corpus
O procedimento para impetração do habeas corpus é relativamente
simples, podendo ser feito por qualquer pessoa ou seu representante
legal. O habeas corpus pode ser impetrado diretamente no tribunal
competente ou na primeira instância, e deve ser acompanhado de
documentação que comprove a situação que gerou a privação da
liberdade.
4. Exemplo de Habeas Corpus
Um exemplo prático de habeas corpus seria o caso de uma pessoa que
foi presa sem motivo aparente pela polícia e teve sua liberdade de
locomoção cerceada. Nessa situação, o advogado do preso poderia
impetrar um habeas corpus alegando que a prisão foi ilegal e que o
acusado não cometeu nenhum crime.
O juiz avalia o pedido de habeas corpus e determina a realização de
uma audiência de custódia,em que será avaliada a legalidade da prisão
e a necessidade de manter o acusado preso. Se ficar comprovado que a
prisão foi ilegal, o juiz pode determinar a soltura imediata do acusado.
Caso contrário, o juiz pode manter o acusado preso ou determinar a
prisão preventiva, desde que haja fundamentos legais para isso.
Cabe destacar que o habeas corpus é um instrumento importante para a
garantia da liberdade de locomoção e deve ser utilizado sempre que
houver uma privação de liberdade injusta ou ilegal.
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156
TÓPICO 7 - TRIBUNAL DO JÚRI
1. Tribunal do Júri - conceito
O Tribunal do Júri é um órgão do Poder Judiciário brasileiro responsável
pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, ou seja, aqueles em
que há a intenção de matar. O júri é formado por um juiz de direito, que
é o presidente, e um grupo de cidadãos, denominados jurados, que são
sorteados dentre os eleitores da região onde ocorreu o crime.
2. Funcionamento do Tribunal do Júri
O processo no Tribunal do Júri tem uma dinâmica diferente do processo
comum. Nele, o Ministério Público é o responsável por acusar o réu, e a
defesa tem a oportunidade de apresentar seus argumentos e provas em
defesa do acusado. Os jurados, por sua vez, são os responsáveis por
decidir se o réu é culpado ou inocente, baseando-se nas provas e nos
argumentos apresentados durante o julgamento.
Ao final do julgamento, os jurados votam em cédulas, em uma sala
secreta, e o resultado é levado ao juiz-presidente, que proclama a
sentença. Caso o réu seja condenado, a pena é definida pelo próprio
juiz, que leva em conta a gravidade do crime e as circunstâncias em que
ele foi cometido.
3. Lei nº 11.689/2008
A Lei nº 11.689/2008 trouxe algumas alterações importantes no
processo do Tribunal do Júri, como a ampliação do rol de crimes que
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157
podem ser julgados pelo júri, a possibilidade de realização do
julgamento com apenas cinco jurados e a dispensa de testemunhas que
já tenham prestado depoimento anteriormente em juízo.
4. Exemplo de caso julgado pelo Tribunal do Júri
Um exemplo de caso julgado pelo Tribunal do Júri seria o de um
acusado de ter assassinado sua ex-companheira por ciúmes. Durante o
julgamento, o Ministério Público apresenta provas de que o réu foi o
responsável pelo crime, como depoimentos de testemunhas e provas
periciais.
A defesa, por sua vez, apresenta argumentos de que o acusado agiu
sob forte emoção e que não teve a intenção de matar a vítima. Os
jurados, então, analisam as provas apresentadas pelas partes e
decidem, por maioria de votos, se o réu é culpado ou inocente.
Caso o réu seja condenado, o juiz-presidente determina a pena a ser
cumprida, levando em conta a gravidade do crime e as circunstâncias
em que ele foi cometido. Já se o réu for absolvido, ele é imediatamente
libertado e não poderá ser julgado novamente pelo mesmo fato.
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158
TÓPICO 8 - AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO
1. Audiência de Instrução e Julgamento - conceito
A audiência de instrução e julgamento é uma das fases do processo
penal e tem como objetivo a produção de provas que irão esclarecer os
fatos do processo. Nessa audiência, são ouvidas as testemunhas de
acusação e defesa, bem como o réu e as partes envolvidas no processo.
2. Funcionamento da Audiência de Instrução e Julgamento
Durante a audiência de instrução e julgamento, o juiz-presidente é o
responsável por conduzir o processo e garantir que todas as provas
sejam produzidas de forma justa e imparcial. As partes envolvidas no
processo, como o Ministério Público e a defesa, apresentam suas
testemunhas e fazem perguntas para elas, buscando esclarecer os fatos
do processo.
O réu também é ouvido, tendo a oportunidade de apresentar sua versão
dos fatos e responder a perguntas da acusação e da defesa. É
importante destacar que o réu tem o direito de permanecer em silêncio,
sem que isso possa ser interpretado como confissão.
Ao final da audiência de instrução e julgamento, as partes apresentam
suas alegações finais, onde resumem os fatos e provas do processo e
apresentam seus argumentos de defesa ou acusação. O juiz-presidente,
então, analisa todas as provas e argumentos apresentados e proferi a
sentença, absolvendo ou condenando o réu.
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159
3. Art. 400 do CPP
O artigo 400 do CPP estabelece que, na audiência de instrução e
julgamento, o juiz deverá, em primeiro lugar, tentar conciliar as partes.
Caso a conciliação não seja possível, serão ouvidas as testemunhas de
acusação e defesa, bem como o réu e as partes envolvidas no processo.
O juiz também pode determinar a realização de perícias ou outras
diligências que considerar necessárias para o esclarecimento dos fatos.
Ao final da audiência, o juiz dá a palavra às partes para que apresentem
suas alegações finais, e em seguida, proferi a sentença.
4. Exemplo de audiência de instrução e julgamento
Um exemplo de audiência de instrução e julgamento seria o de um
processo criminal em que um indivíduo é acusado de roubo. Durante a
audiência, o Ministério Público apresenta suas testemunhas, como a
vítima e possíveis testemunhas oculares, para relatarem o ocorrido.
A defesa, por sua vez, apresenta suas testemunhas para contestar os
fatos apresentados pelo Ministério Público. O réu é ouvido, tendo a
oportunidade de apresentar sua versão dos fatos e responder a
perguntas da acusação e da defesa.
Caso seja necessário, o juiz pode determinar a realização de perícias ou
outras diligências para esclarecer os fatos. Ao final da audiência, as
partes apresentam suas alegações finais e o juiz proferi a sentença,
absolvendo ou condenando o réu.
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160
TÓPICO 10 - SENTENÇA
A sentença é o ato final do processo penal, onde o juiz decide se o
acusado é culpado ou inocente e aplica a pena correspondente ou
absolve o réu. A sentença pode ser condenatória ou absolutória.
A sentença condenatória é aquela em que o juiz considera que o
acusado é culpado do crime que lhe foi imputado. Nessa sentença, o juiz
determina a pena que o réu deverá cumprir, levando em consideração
os aspectos previstos em lei, como a natureza e a gravidade do crime,
as circunstâncias em que foi praticado e a personalidade do condenado.
Já a sentença absolutória é aquela em que o juiz considera que não há
provas suficientes para condenar o réu, ou que este não praticou o
crime. Nessa sentença, o juiz determina a absolvição do acusado e o
seu imediato restabelecimento da liberdade, caso esteja preso.
É importante destacar que a sentença deve ser bem fundamentada, ou
seja, o juiz deve explicar de forma clara e objetiva os motivos que o
levaram a decidir pela condenação ou absolvição do réu. Além disso, a
sentença deve seguir o devido processo legal e observar os direitos e
garantias fundamentais do acusado.
Exemplo: Após o término da audiência de instrução e julgamento, o juiz
analisou as provas e decidiu que o réu é culpado pelo crime de roubo.
Na sentença condenatória, o juiz determinou que o réu deverá cumprir 5
anos de prisão em regime fechado, levando em consideração a
gravidade do crime e a personalidade do acusado. A sentença foi
fundamentada e respeitou os direitos e garantias fundamentais do réu.
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161
TÓPICO 11 - RESUMÃO DIREITOS PROCESSUAL CIVILEXEMPLOS PRÁTICOS
Para que os conceitos e dispositivos legais fiquem mais claros, apresentamos a seguir
alguns exemplos práticos:
• Um indivíduo é preso em flagrante após ser flagrado roubando uma loja. Ele é
levado para a delegacia e, após a realização do inquérito policial, é denunciado
pelo Ministério Público. Durante o processo penal, o juiz decreta a prisão
preventiva do acusado, por entender que ele representa um risco para a ordem
pública.
• Em outro caso, um indivíduo é preso em flagrante por tráfico de drogas. Ele
não possui antecedentes criminais e é réu primário. Durante a audiência de
custódia, o juiz concede a liberdade provisória ao acusado, mediante o
pagamento de fiança.
• Em um terceiro caso, um indivíduo é preso e mantido em custódia por mais de
24 horas sem a decretação da prisão em flagrante. Nesse caso, é possível
impetrar um habeas corpus para garantir a liberdade do acusado.
CONCLUSÃO
Com esta apostila, procuramos apresentar noções de Direito Processual Penal que
podem ser úteis para aqueles que estão se preparando para o concurso da Polícia
Militar do Rio de Janeiro. É importante destacar que o estudo do Direito é fundamental
para o desempenho das atividades policiais, uma vez que os policiais têm a
responsabilidade de zelar pelo cumprimento da lei e pela proteção dos cidadãos.
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162
LEGISLAÇÃO APLICADA À PMERJ
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) é uma das principais
forças de segurança pública do país e tem como principal missão garantir a
segurança e a ordem pública no estado. Para cumprir esse papel, os policiais
militares precisam estar sempre atualizados com a legislação que rege suas
atividades. Neste material, serão abordadas as principais leis que
regulamentam o trabalho da PMERJ.
TÓPICO 1 - CONSTITUIÇÃO FEDERAL
A Constituição Federal é a lei máxima do país e estabelece as bases do
sistema jurídico brasileiro. Ela é fundamental para a organização e
funcionamento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ),
pois estabelece, entre outras coisas, as competências da União, dos
estados e dos municípios em relação à segurança pública.
A Constituição Federal é composta por diversos artigos que tratam de
temas importantes para a organização do Estado brasileiro. Dentre
esses temas, alguns são particularmente relevantes para a atuação da
PMERJ:
• Segurança pública: A Constituição Federal define a segurança pública
como uma responsabilidade compartilhada entre a União, os estados e
os municípios. Ela estabelece que a segurança pública deve ser
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163
exercida pelas polícias militares e civis e pelos corpos de bombeiros
militares. Além disso, a Constituição também garante o direito à
segurança pública como um direito fundamental do cidadão.
• Competências dos estados: A Constituição Federal estabelece que os
estados têm competência para organizar e manter as polícias militares e
os corpos de bombeiros militares. Além disso, os estados têm
competência para legislar sobre questões relacionadas à segurança
pública, como a organização e o funcionamento das polícias.
• Direitos fundamentais: A Constituição Federal garante uma série de
direitos fundamentais que devem ser respeitados pela PMERJ em suas
atividades. Alguns exemplos desses direitos são: o direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança, à privacidade, à intimidade, entre
outros.
• Controle externo: A Constituição Federal estabelece que a segurança
pública deve ser exercida com respeito aos direitos humanos e às
garantias fundamentais. Para garantir que essa exigência seja cumprida,
a Constituição prevê o controle externo das atividades policiais, que
pode ser exercido por órgãos como o Ministério Público e as
corregedorias.
• Estado de defesa e estado de sítio: A Constituição Federal estabelece
que, em caso de grave perturbação da ordem pública ou de ameaça à
democracia, o presidente da República pode decretar o estado de
defesa ou o estado de sítio. Essas medidas excepcionais têm como
objetivo garantir a segurança pública e a estabilidade do Estado.
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164
A Constituição Federal é uma lei extensa e complexa, mas é
fundamental que os policiais militares conheçam bem seus princípios e
disposições para exercerem suas funções de forma adequada e dentro
da legalidade. É importante destacar que a Constituição Federal é uma
lei dinâmica, que pode ser alterada por meio de emendas
constitucionais. Por isso, é importante que os policiais militares estejam
sempre atualizados quanto às mudanças na legislação.
TÓPICO 2 - CÓDIGO PENAL
O Código Penal é uma das leis mais importantes do sistema jurídico
brasileiro e estabelece as penas para diversos tipos de crimes. O
conhecimento do Código Penal é fundamental para a atuação da Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), pois permite que os
policiais identifiquem condutas criminosas e atuem de forma adequada
para prevenir ou reprimir esses crimes.
O Código Penal é composto por diversos artigos que definem as
condutas criminosas e estabelecem as penas correspondentes. Dentre
as condutas criminosas previstas no Código Penal, algumas são
particularmente relevantes para a atuação da PMERJ:
• Homicídio: O homicídio é definido como a conduta de matar alguém.
Existem diversas formas de homicídio previstas no Código Penal, como
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o homicídio doloso (quando há a intenção de matar), o homicídio
culposo (quando não há a intenção de matar, mas a conduta do agente
causa a morte da vítima) e o feminicídio (quando o homicídio é praticado
em razão do gênero da vítima).
• Roubo: O roubo é definido como a subtração de coisa alheia móvel
mediante violência ou grave ameaça. Ele é considerado um crime grave
e pode resultar em penas severas. É importante que os policiais
militares saibam identificar as situações de roubo e atuem de forma
adequada para prevenir ou reprimir esses crimes.
• Tráfico de drogas: O tráfico de drogas é um crime previsto no Código
Penal e pode resultar em penas bastante severas. Ele envolve a
produção, o transporte, a venda ou a distribuição de drogas ilícitas. É
importante que os policiais militares estejam preparados para lidar com
situações envolvendo o tráfico de drogas e atuem de forma adequada
para prevenir ou reprimir esses crimes.
• Estupro: O estupro é definido como a conduta de constranger alguém,
mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a
praticar ou permitir que com ela se pratique outro ato libidinoso. É um
crime grave e pode resultar em penas severas.
• Lesão corporal: A lesão corporal é definida como a ofensa à integridade
corporal ou à saúde de alguém. Existem diversas formas de lesão
corporal previstas no Código Penal, como a lesão corporal dolosa
(quando há a intenção de causar a lesão) e a lesão corporal culposa
(quando não há a intenção de causar a lesão, mas a conduta do agente
resulta em lesão).
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É importante destacar que a atuação da PMERJ em relação às condutas
criminosas deve ser feita dentro dos limites da lei e com respeito aos
direitos fundamentais dos cidadãos. Além disso, os policiais militares
devem atuar de forma adequada para garantir a segurança pública e a
integridade das pessoas. Para isso, é fundamental que eles conheçam
bem o Código Penal e as demais leis que regulamentam suas
atividades.
TÓPICO 3 -CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
O Código de Processo Penal é uma lei que estabelece as regras e os
procedimentos a serem seguidos no âmbito do processo penal. Essas
regras visam garantir que os processos criminais sejam conduzidos de
forma justa e eficiente, com respeito aos direitos fundamentais dos
acusados e das vítimas.
O conhecimento do Código de Processo Penal é fundamental para a
atuação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), pois
permite que os policiais atuem de forma adequada no âmbito do
processo penal, seja como testemunhas, vítimas ou agentes da lei.
Algumas das principais regras estabelecidas pelo Código de Processo
Penal incluem:
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• Prisão em flagrante: O Código de Processo Penal estabelece as regras
para a prisão em flagrante, que é aquela realizada quando o suspeito é
surpreendido em ato criminoso ou logo após a sua prática. O flagrante
pode ser convertido em prisão preventiva, que é aquela decretada pelo
juiz antes do julgamento do processo.
• Investigação preliminar: Antes do início do processo penal, é realizada
uma investigação preliminar para apurar os fatos e identificar os
suspeitos. Essa investigação pode ser realizada pela Polícia Civil, pela
Polícia Militar ou pelo Ministério Público.
• Audiência de custódia: A audiência de custódia é uma audiência
realizada logo após a prisão em flagrante, na qual o juiz avalia a
legalidade da prisão e a necessidade de mantê-la ou decretar sua
revogação.
• Procedimento do júri: O procedimento do júri é utilizado nos casos de
crimes dolosos contra a vida. Nele, a decisão é tomada por um júri
popular, composto por cidadãos comuns que são selecionados por
sorteio.
• Provas: O Código de Processo Penal estabelece as regras para a
produção de provas no processo penal. As provas podem ser
testemunhais, periciais, documentais, entre outras.
• Sentença: A sentença é a decisão final do processo penal, na qual o juiz
avalia as provas apresentadas e decide se o acusado é culpado ou
inocente. Caso seja considerado culpado, o acusado pode ser
condenado a uma pena privativa de liberdade ou a outra pena prevista
em lei.
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É importante destacar que o Código de Processo Penal é uma lei
bastante complexa e que sua aplicação varia de acordo com as
circunstâncias de cada caso. Por isso, é fundamental que os policiais
militares estejam capacitados para atuar adequadamente no âmbito do
processo penal, sempre respeitando os direitos fundamentais dos
envolvidos e as regras estabelecidas pelo Código de Processo Penal.
TÓPICO 4 - LEI DA EXECUÇÃO PENAL
A Lei de Execução Penal é uma lei federal que estabelece as regras e
os procedimentos a serem seguidos no âmbito da execução penal, ou
seja, durante o cumprimento da pena privativa de liberdade ou da
medida de segurança imposta aos condenados. Essas regras visam
garantir que a execução da pena seja realizada de forma justa e
eficiente, com respeito aos direitos fundamentais dos condenados.
O conhecimento da Lei de Execução Penal é fundamental para a
atuação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), pois
permite que os policiais atuem de forma adequada no âmbito da
execução penal, seja na escolta de presos, na fiscalização do
cumprimento de penas ou na garantia da segurança nos
estabelecimentos penais.
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Algumas das principais regras estabelecidas pela Lei de Execução
Penal incluem:
• Regimes de cumprimento de pena: A Lei de Execução Penal estabelece
os regimes de cumprimento de pena: fechado, semiaberto e aberto. O
regime fechado é destinado aos condenados a penas mais graves,
enquanto os regimes semiaberto e aberto são destinados aos
condenados a penas mais leves e aos que já cumpriram parte da pena
em regime fechado.
• Progressão de regime: A progressão de regime é o processo pelo qual o
condenado pode passar de um regime mais gravoso para um menos
gravoso, desde que cumpra determinados requisitos estabelecidos pela
lei.
• Saída temporária: A saída temporária é a autorização concedida pela
Justiça para que o condenado deixe o estabelecimento penal por um
determinado período, geralmente em datas comemorativas.
• Remição de pena: A remição de pena é a redução da pena do
condenado em função do trabalho realizado durante o cumprimento da
pena.
• Livramento condicional: O livramento condicional é a liberdade
concedida ao condenado que já cumpriu parte da pena e que apresenta
bom comportamento e perspectivas de ressocialização.
• Assistência ao preso: A Lei de Execução Penal estabelece a obrigação
do Estado de prestar assistência material, à saúde, jurídica, educacional,
social e religiosa aos condenados.
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• Fiscalização do cumprimento da pena: A fiscalização do cumprimento da
pena é realizada pelo juiz da execução penal, pelo Ministério Público e
pela Polícia Militar, que podem adotar medidas para garantir a
segurança e a ordem nos estabelecimentos penais.
É importante destacar que a Lei de Execução Penal é uma lei bastante
complexa e que sua aplicação varia de acordo com as circunstâncias de
cada caso. Por isso, é fundamental que os policiais militares estejam
capacitados para atuar adequadamente no âmbito da execução penal,
sempre respeitando os direitos fundamentais dos condenados e as
regras estabelecidas pela Lei de Execução Penal.
TÓPICO 5 - LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE
A Lei de Abuso de Autoridade é uma lei federal que estabelece as condutas
que configuram abuso de autoridade por parte de agentes públicos, incluindo
policiais militares, e as punições aplicáveis a essas condutas. O objetivo da lei
é coibir excessos por parte dos agentes públicos e garantir o respeito aos
direitos fundamentais dos cidadãos.
Algumas das condutas consideradas abuso de autoridade pela lei incluem:
• Ordenar ou executar a prisão fora das hipóteses legais;
• Submeter o preso a interrogatório ou procedimento sem que esteja
assistido por advogado;
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• Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou
redução de sua capacidade de resistência;
• Deixar de comunicar a prisão em flagrante ao Ministério Público;
• Realizar busca pessoal ou domiciliar de forma vexatória;
• Deixar de conceder liberdade provisória quando a lei permitir;
• Recusar-se a fornecer informações sobre a prisão, o andamento do
processo ou a identidade do preso;
• Deixar de tomar providências para garantir a integridade física e moral
do preso ou do detento.
As punições previstas pela Lei de Abuso de Autoridade incluem advertência,
multa, perda do cargo, suspensão e até mesmo prisão. Além disso, a lei
estabelece que as vítimas do abuso de autoridade têm o direito de serem
indenizadas pelos danos morais e materiais que sofreram.
É importante destacar que a Lei de Abuso de Autoridade não busca impedir
que os policiais militares exerçam sua atividade com eficiência e eficácia, mas
sim garantir que essa atividade seja realizada dentro dos limites legais e com
respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos. Por isso, é fundamental que
os policiais militares conheçam a Lei de Abuso de Autoridade e atuem sempre
com ética e responsabilidade, evitando condutas que possam configurar abuso
de autoridade.
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TÓPICO 6 - ESTATUTO DOS MILITARESO Estatuto dos Militares é uma lei federal que estabelece as normas gerais
para a organização, o funcionamento e a conduta dos militares das Forças
Armadas e das forças auxiliares, incluindo a Polícia Militar. O objetivo da lei é
garantir a disciplina, a hierarquia e a eficiência das instituições militares, bem
como regular as relações entre os militares e o Estado.
Algumas das principais normas estabelecidas pelo Estatuto dos Militares
incluem:
• A hierarquia e a disciplina são a base institucional das instituições
militares e devem ser mantidas em todas as circunstâncias;
• O militar deve obedecer às ordens superiores, salvo se forem
manifestamente ilegais;
• O militar não pode se manifestar publicamente sobre assuntos políticos
ou partidários;
• O militar não pode participar de atividades sindicais ou greves;
• O militar deve respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos, tais
como o direito à vida, à integridade física e moral, à liberdade de
expressão e à privacidade.
O Estatuto dos Militares prevê diversas punições para as condutas
consideradas transgressões disciplinares, que podem ser aplicadas de forma
gradativa, dependendo da gravidade da infração. Algumas das punições
previstas incluem advertência, repreensão, detenção, exclusão do serviço
militar e perda da patente.
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Para exemplificar a aplicação do Estatuto dos Militares na atividade policial,
podemos citar a importância da hierarquia e da disciplina para a efetividade das
operações policiais. Os policiais militares devem obedecer às ordens
superiores e manter a hierarquia mesmo em situações de grande pressão,
como em operações de grande risco. Além disso, a proibição de manifestações
públicas sobre assuntos políticos ou partidários visa garantir a imparcialidade e
a neutralidade da Polícia Militar em relação aos interesses políticos.
CONCLUSÃO
A legislação aplicada à PMERJ é bastante extensa e complexa, mas é
fundamental que os policiais militares conheçam bem as leis que
regulamentam suas atividades para exercerem suas funções de forma
adequada e dentro da legalidade. Além das leis mencionadas acima, existem
outras normas que são importantes para o trabalho da PMERJ, como a Lei de
Segurança Nacional, o Código de Trânsito Brasileiro, a Lei Maria da Penha,
entre outras.
É importante destacar que o conhecimento da legislação não é suficiente para
garantir uma atuação adequada da polícia militar. É preciso que os policiais
militares também tenham uma formação adequada, treinamento constante e
atuem com respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas. A polícia
militar tem o papel de proteger a sociedade, mas essa proteção deve ser feita
dentro dos limites da lei e com respeito aos direitos fundamentais dos
cidadãos.
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QUESTÕES
Língua Portuguesa
Questão 1- Após leitura atenta do trecho:
“Depois chegou a idade em que subir para
a casa de campo com os pais começou a
ser um esforço, um sofrimento, pois era
impossível deixar a turma aqui na praia
e os primeiros namorados.”, assinale a
alternativa que justifica o devido emprego
de vírgula no fragmento destacado:
(A) utiliza-se facultativamente a vírgula
antes da conjunção ‘pois’ por ter valor
explicativo.
(B) utiliza-se facultativamente a vírgula
antes da conjunção ‘pois’ por ter valor
conclusivo.
(C) utiliza-se a vírgula antes da conjunção
‘pois’ por ter valor explicativo, mas falta
empregar uma outra vírgula após a
conjunção.
(D) utiliza-se a vírgula facultativamente
antes ou depois da conjunção ‘pois’ por ter
valor conclusivo.
(E) utiliza-se vírgula obrigatoriamente antes
da conjunção ‘pois’ por ter valor explicativo.
Questão 2 - Assinale a alternativa
contendo vocábulos acentuados pela
mesma regra:
(A) exílio/ divórcio/ gírias.
(B) pôsteres/ exílio/ país.
(C) órfãos/ há/ princípio.
(D) mênstruo/ pôsteres/ há.
(E) exílio/ país/ órfãos.
Questão 3 - Em ”Um dia se assentam
perto de você no terraço e dizem uma frase
de tal maturidade que você sente que não
pode mais trocar as fraldas daquela
criatura.”, o vocábulo destacado é formado
por qual processo formador de palavras?
(A) Derivação sufixal
(B) Derivação prefixal
(C) Derivação prefixal e sufixal
(D) Composição por aglutinação
(E) Composição por justaposição
Questão 4 - Assinale a alternativa que
indica corretamente as funções sintáticas
dos termos sublinhados das frases a
seguir: “Creio que a verdade é perfeita para
a matemática, a química, a filosofia, mas
não para a vida. Na vida contam mais a
ilusão, a imaginação, o desejo, a
esperança”. (SÁBATO, Ernesto. Lo mejor
de Ernesto Sábato. Editora Seix Barral:
Barcelona, 2011)
(A) Sujeito composto, objeto direto,
conjunção coordenativa explicativa, objeto
direto.
(B) Sujeito simples, predicativo do sujeito,
conjunção coordenativa adversativa, núcleo
do sujeito.
(C) Sujeito simples, objeto direto,
conjunção subordinativa condicional, objeto
indireto.
(D) Sujeito composto, predicativo do
sujeito, conjunção coordenativa conclusiva,
predicativo do sujeito.
(E) Sujeito simples, predicativo do objeto,
conjunção coordenativa condicional, núcleo
do sujeito.
Questão 5 - Semântica é o estudo dos
significados das palavras, das frases, dos
sinais, dos símbolos e das relações entre
estes significados. Sobre semântica,
assinale a alternativa em que tanto as
informações quanto os exemplos
apresentados estão corretos e condizentes
entre si:
(A) polissemia é a relação entre duas ou
mais palavras cujos sons são similares. Por
exemplo: insolente e indolente.
(B) antonímia é a relação entre duas ou
mais palavras cujos significados são
semelhantes. Por exemplo: altivo e nefasto
(C) homonímia é a relação entre duas ou
mais palavras cujos significados possuem
estruturas fonológicas semelhantes. Por
exemplo: malvado e terrível.
(D) sinonímia é a relação entre duas ou
mais palavras cujos significados são iguais
ou semelhantes. Por exemplo: diligente e
célere.
(E) paronímia é a relação entre duas ou
mais palavras cujos significados são
similares ou idênticos, mas com diferentes
estruturas fonológicas. Por exemplo:
manga (de camisa) e manga (fruta).
Questão 6 - O Texto 1 é literário; e o
Texto 2 é não literário, este é um
verbete, aquele, uma canção. Como
mecanismo de coesão textual, o emprego
de pronomes demonstrativos indica que:
(A) o pronome “este”, de segunda pessoa,
faz menção ao Texto 1, mais próximo.
(B) o pronome “aquele”, de primeira
pessoa, faz referência ao Texto 1, mais
próximo.
© o pronome “este”, de primeira pessoa,
faz menção ao Texto 2, mais próximo.
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(D) os pronomes “este” e “aquele”, de
primeira pessoa e de segunda pessoa,
respectivamente, fazem menção aos
Textos 1 e 2 nessa mesma ordem.
(E) os pronomes “aquele” e “esse”, de
terceira pessoa e de segunda pessoa,
respectivamente, fazem menção aos
Textos 1 e 2 nessa mesma ordem.
Questão 7 - O Texto 1 é literário; e o
Texto 2 é não literário, este é um
verbete, aquele, uma canção.
Assinale a alternativa que descreve o
emprego da vírgula no fragmento a seguir:
“... aquele, uma canção.”
(A) a vírgula é facultativa porque separa o
pronome do verbo ‘é’, que está oculto no
trecho.
(B) a vírgula está incorreta porque separa o
pronome do verbo ‘é’, que está oculto no
trecho.
(C) a vírgula está correta porque separa o
pronome do verbo ‘é’, que está oculto no
trecho.
(D) a vírgula é facultativa, pois o pronome
demonstrativo de terceira pessoa não é
termo que exija virgulação em norma-
padrão.
(E) a vírgula está correta porque representa
a omissão do emprego doverbo ‘é’ por
meio de uma figura de linguagem.
Questão 8 - Após leitura do exemplo:
“Partilhar é dividir em muitas partes.”,
marque a resposta adequada no que se
refere à classificação do verbo destacado:
(A) verbo transitivo direto.
(B) verbo transitivo indireto.
(C) verbo transitivo direto e indireto.
(D) verbo de ligação.
(E) verbo transitivo indireto e direto.
Questão 9 - No verso “Se for preciso, eu
pego um barco, eu remo”, o conectivo
destacado representa valor semântico de:
(A) condição.
(B) concessão.
(C) adversidade.
(D) causa.
(E) consequência.
Questão 10 - Tratando-se de uma canção,
o gênero textual exibe desvios quanto ao
emprego de língua portuguesa no tocante à
norma-padrão, por exemplo, em: “Por
favor, me dá uma chance de viver”,
assinale a alternativa correta quanto ao
emprego de pronome:
(A) “Te amei mais que a mim, bem mais
que a mim.”
(B) “Deixe-me sozinho porque assim eu
viverei em paz.”
(C) “Me liga, me manda um telegrama.”
(D) “Molha eu, seca eu, deixa que eu seja o
céu.”
(E) “Aonde está você? Me chama, me
chama, me chama.”
Questão 11 - Assinale a alternativa em que
os vocábulos sejam acentuados pelas
mesmas regras presentes em,
respectivamente, “você”, “súbita” e
“desperdício”:
(A) café, rápido, índio.
(B) tô, vêm, lá.
(C) língua, está, convém.
(D) açúcar, tórax, cajú.
(E) álbum, tá, tênis.
Questão 12 - Assinale a alternativa que
descreve o uso de vírgula em “Pode tentar,
mas acho meio difícil”:
(A) o uso está correto porque a conjunção
mas se associa à virgulação ao expressar
explicação.
(B) o uso é facultativo porque a conjunção
mas pode ou não ser antecedida de
vírgula.
(C) o uso está correto, pois a conjunção
mas (tendo valor adversativo no contexto
exposto) exige virgulação anteposta.
(D) o uso está incorreto, pois a conjunção
mas (tendo valor aditivo no contexto
exposto) exige virgulação anteposta e
posposta.
(E) o uso está incorreto, pois a conjunção
mas (tendo valor conclusivo no contexto
exposto) exige virgulação posposta.
Questão 13 - A partir do trecho: “aspirar ao
amor do outro só depois de se amar
antes.”, assinale a troca do complemento
destacado que resultaria em uso correto de
acento grave indicativo de crase:
(A) “a qualquer emoção”
(B) “a tudo”
(C) “a emoção”
(D) “a emoções”
(E) “a dores”
Questão 14 - “Só precisa de cuidado e
paciência”, o verbo destacado é
classificado segundo os estudos de
regência verbal como:
(A) intransitivo.
(B) transitivo direto e indireto.
(C) transitivo direto.
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(D) transitivo indireto.
(E) verbo de ligação.
Questão 15 - Assinale a alternativa que
represente utilização do verbo haver em
norma-padrão sobre teoria de concordância
verbal:
(A) Haviam promessas que não foram
cumpridas.
(B) Devem haver o compromisso de
fidelidade e de lealdade um para com o
outro no par.
(C) Hás tristezas a superar após o término.
(D) Deve haver concessões entre os
participantes de uma relação
(E) Houveram sentimentos complexos e
ambíguos entre os casais.
Questão 16 - A forma destacada em: “Há
uma piadinha sendo compartilhada na
internet que resume bem o conceito de
empatia e reciprocidade no
relacionamento.” classifica-se
morfologicamente como:
(A) um verbo com valor negativo,
depreciativo.
(B) um substantivo com valor aumentativo.
(C) um substantivo com valor diminutivo
indicando afetividade.
(D) uma conjunção com semântica de
deboche, sarcasmo e ironia.
(E) um advérbio expressando circunstância
de dúvida, incerteza, hipótese.
Questão 17 - Leia atentamente o trecho a
seguir: “esse termo vem se popularizando.
Ele é recorrente também em textos e
vídeos e está relacionado ao modo como
nossas palavras, ações e omissões afetam
as pessoas.” e assinale a alternativa que
apresente substituta para o vocábulo
destacado sem prejudicar o entendimento
do texto:
(A) habitual.
(B) inusual.
(C) esporádico.
(D) parco.
(E) excepcional.
Questão 18 - “Essa é uma situação de
colapso da responsabilidade afetiva, a de
se colocar em um número maior de
relações do que você pode conduzir.
Inevitavelmente, alguém vai se machucar
nessa história”,
No trecho destacado da fala de Christian
Dunker “... Inevitavelmente, alguém vai
se machucar nessa história”, expressa-
se uso de linguagem em sentido:
(A) real.
(B) denotativo.
(C) real e conotativo.
(D) figurativo.
(E) formal.
Questão 19 - A inversão das palavras
destacadas implica também mudança de
classe gramatical em:
I- o mais tranquilo sorriso/ o sorriso mais
tranquilo
II- impossíveis tradutores de sonho/
tradutores de sonhos impossíveis
III- Os autores africanos/ Os africanos
autores.
Está correta a alternativa:
(A) I, II e III.
(B) II e III.
(C) somente em I.
(D) somente em II.
(E) somente em III.
Questão 20 - “Os autores africanos que
não escrevem em inglês (e em especial os
que escrevem em língua portuguesa)
moram na periferia da periferia, lá onde a
palavra tem de lutar para não ser silêncio.”
Os parênteses foram usados para:
(A) a retificação de uma ambiguidade.
(B) a explicação de um termo anterior.
(C) a particularização de um significado
(D) a inclusão de uma ideia não explícita.
(E) a ratificação de uma ideia anterior.
Questão 21 - “Num congresso que celebra
o valor da palavra, o tema da minha
intervenção é o modo como critérios hoje
dominantes desvalorizam palavra e
pensamento em nome do lucro fácil
imediato.” A concordância está correta em:
(A) palavra e pensamento desvalorizadas.
(B) palavra e pensamento desvalorizados.
(C) palavra e pensamento desvalorizada.
(D) pensamento e palavra desvalorizado.
(E) desvalorizado palavra e pensamento.
Questão 22 - “(...) não existem nas línguas
europeias expressões que traduzam
valores e categorias das culturas
moçambicanas” Só é correto afirmar que:
(A) “expressões” é objeto direto.
(B) “que”é sujeito.
(C) “nas línguas europeias” é adjunto
adnominal.
(D) “das culturas moçambicanas” é objeto
indireto.
(E) “valores e categorias” é sujeito.
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Questão 23 - “Muitas vezes não há
palavras nas línguas locais para exprimir
esses conceitos.” Em relação ao verbo
destacado é correto afirmar que:
(A) é pessoal e transitivo direto.
(B) é impessoal e transitivo direto.
(C) é impessoal e intransitivo.
(D) é pessoal e intransitivo.
(E) é pessoal e transitivo indireto.
Questão 24 - “Uma língua que não exista.
Que eu preciso tanto de não compreender
nada!” A função sintática do termo
destacado se repete em:
(A) “uma mulher, em fase terminal de
doença, pede ao marido que lhe conte uma
história...”
(B) “Eu quero que me fale numa língua
desconhecida.”
(C) “Na nossa infância, todos nós
experimentamos este primeiro idioma,...”
(D) “Existe algo que escapa à norma e aos
códigos.”
(E) “... todos nós somos impossíveis
tradutores de sonhos.”
Questão 25 - Os sinais de pontuação
representam os recursos atribuídos à
escrita. Dentre suas muitas finalidades,
está a de reproduzir pausas e entonações
da fala.
A vírgula tem as seguintes finalidades:
(1) Separar termos que possuem a mesma
função sintática na oração.
(2) Isolar o vocativo.
(3) Isolar o aposto.
(4) Isolar termos antecipados, como
complemento ou adjunto.
Analise as frases:
( ) Então, minha cara, não há mais o que se
dizer!
( ) O menino berrou, chorou, esperneou e,
enfim, dormiu.
( ) Uma vontade indescritível de beber
água, eu senti quando olhei para aquele
copo suado!
( ) O João, ex-integrante da comissão, veio
assistir à reunião.
A alternativa que apresenta a sequência
correta é:
(A) (1) (2) (3) (4).
(B) (2) (4) (3) (1).
(C) (4) (1) (3) (2).
(D) (2) (4) (1) (3).
(E) (2)(1) (4) (3).
Questão 26 - Num período composto, as
orações se interligam mediante dois
processos sintáticos universais: a
coordenação e a subordinação.
Analise as quatro orações:
(1) O Brasil é um país de grandes riquezas,
mas o padrão de vida de seu povo é um
dos mais baixos do mundo.
(2) Embora o Brasil seja um país de
grandes riquezas, o padrão de vida de seu
povo é um dos mais baixos do mundo.
(3) O São Francisco é o rio da unidade
nacional; ele banha vários estados do
Brasil e depois deságua no Atlântico.
(4)O São Francisco, que é o rio da unidade
nacional, banha vários estados do Brasil e
depois deságua no Atlântico.
A alternativa que define a sequência
correta é:
(A) (1) coordenação. (2) coordenação. (3)
coordenação. (4) subordinação
(B) (1) subordinação. (2) subordinação. (3)
coordenação. (4) subordinação.
(C) (1) coordenação. (2) subordinação. (3)
subordinação. (4) subordinação.
(D) (1) coordenação. (2) subordinação. (3)
coordenação. (4) subordinação.
(E) (1) coordenação. (2) subordinação. (3)
coordenação. (4) coordenação.
Questão 27 - São várias as funções que as
orações subordinadas exercem em outra.
As três famílias de orações subordinadas
são:
(A) substantivas; adjetivas; e adverbiais.
(B) monocromáticas; adjetivas; e
adverbiais.
(C) substantivas; musicais; e adverbiais.
(D) substantivas; adjetivas; e recíprocas.
(E) recíprocas; musicais; e adverbiais.
Questão 28 - A linguagem ideal seria
aquela em que cada palavra (significante)
designasse ou apontasse apenas uma
coisa, correspondesse a uma só ideia ou
conceito, tivesse um só sentido
(significado). Como isso não ocorre em
nenhuma língua conhecida, as palavras
são, por natureza, enganosas, porque são:
(A) hiperativas.
(B) polissêmicas.
(C) monossilábicas.
(D) ácidas.
(E) biunívocas.
Questão 29 - Quanto à colocação da
vírgula, todas as opções estão corretas,
EXCETO em:
(A) vestiu-se, pegou a bolsa marrom, saiu
sem fazer barulho.
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(B) Roberto disse que não iria à festa,
porém nada posso garantir.
(C) os valores mais altos da ética, sempre
esbarram na ignorância da truculência.
(D) vendia alegria a todos, porém seu olhar
revelava a sua verdade íntima.
(E) não, disse o pastor, agora não é hora
para assuntos pagãos.
Texto
para as questões de 30 a 31.
O que fazer quando alguém “surta”?
Para a medicina, surtar é entrar em um
quadro psicótico agudo. Esse quadro
antigamente era chamado de loucura, mas
eu não gosto dessa expressão Arthur
Guerra - 25 de outubro de 2022 Antes de
mais nada, vamos diferenciar o termo
médico surto do popular “surto”. Para a
medicina, surtar é entrar em um quadro
psicótico agudo. Esse quadro antigamente
era chamado de “loucura”, mas eu não
gosto dessa expressão.
O que vamos tratar aqui é do vocábulo
popular, que pode ser aplicado para uma
série de situações, como descontrole
emocional, ataque de pânico, desajuste de
comportamento.
Fiquei com vontade de falar sobre isso
porque recentemente viralizou um vídeo
gravado dentro de um avião em que, por
algum motivo, um passageiro se
descontrolava, se debatia muito,
superagitado, e todos na cabine estavam
sem saber o que fazer. Será que é preciso
segurar essa pessoa? Controlá-la? Levá-la
para o hospital tão logo quando possível?
O que fazer se alguém perto de nós entrar
em um quadro parecido com o desse
passageiro? Uma curiosidade. Casos como
o desse homem não são tão raros. Nos
Estados Unidos, por exemplo, existe uma
expressão para descrever pessoas que
ficam violentas, indisciplinadas e inquietas
no voo: raiva aérea. Só em 2021, auge da
pandemia, foram mais de 5.000 casos,
sendo a maioria causados pelo uso de
máscara. Bebida e, especialmente, bebida
misturada com remédios também podem
eventualmente fazer alguém surtar.
Em primeiro lugar, tenha muita calma e, se
vocês estiverem em um ambiente fechado,
procure retirar objetos que possam, sem
querer, quebrar ou ferir a pessoa que está
excitada. Procure conter essa pessoa,
abraçando-a fortemente. Isso é importante
para que ela, na sua agitação, não se
machuque. Agora, se porventura a
inquietação dessa pessoa começar a
aumentar ao ponto de, por exemplo, ela
bater a cabeça na parede ou ter a intenção
de se machucar, é fundamental levá-la
para um pronto-socorro, nem que seja à
força. Qualquer PS público ou privado está
capacitado para atender uma pessoa
assim. O Samu também está. Se o surto
acontecer durante uma viagem de avião, os
comissários de bordo estão orientados a
perguntar se existe um médico entre os
passageiros. Os voos internacionais, cujas
viagens são longas, carregam um kit
médico, que, entre outros remédios, tem
aqueles voltados para quadros
psiquiátricos. Geralmente são drogas da
classe dos calmantes, que vão ajudar a
tranquilizar quem está agitado, permitindo
que a viagem siga sossegada até o pouso,
quando esse passageiro deverá ser
encaminhado a um hospital ou médico.
Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade
de Medicina da USP, da Faculdade de
Medicina do ABC e cofundador da
Caliandra Saúde Mental. GUERRA, Arthur.
O que fazer quando alguém “surta”?
Forbes Brasil, 25 de outubro de 2022.
Colunas. Disponível em:
https://forbes.com.br/forbessaude/2022/10/
arthur-guerra-o-que-fazerquando- alguem-
surta/
Questão 30 (1) - De acordo com o texto,
(A) a palavra surto é utilizada de modo
errado pela população, devendo haver
somente o uso médico desse termo.
(B) as pessoas que manifestam quadros
psicóticos agudos são atualmente
diagnosticadas como loucas.
(C) aeronaves geralmente têm médicos e
remédios calmantes disponíveis para
eventuais casos de surto dentro do avião.
(D) é preciso atendimento hospitalar
quando a inquietação de um indivíduo
tende a atos mais violentos contra si
próprio.
(E) a raiva aérea é quase sempre causada
pelo uso de bebida alcoólica misturada com
remédios psiquiátricos.
Questão 31 - Ao fazer uso de “PS” para se
referir a “pronto-socorro” (6º parágrafo), o
autor se vale do processo de formação de
palavras que cria:
(A) palavras derivadas.
(B) palavras compostas.
(C) palavras híbridas.
(D) onomatopeias.
(E) siglas.
https://forbes.com.br/forbessaude/2022/10/arthur-guerra-o-que-fazerquando-
https://forbes.com.br/forbessaude/2022/10/arthur-guerra-o-que-fazerquando-
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
179
Questão 32 -
(A) os profissionais de cibersegurança não
são respeitados pelas empresas em que
trabalham.
(B) há uma disputa entre empresas e
profissionais de cibersegurança no quesito
fama profissional.
(C) as empresas não se preocupam em ter
profissionais de cibersegurança em seu
quadro de funcionários.
(D) os profissionais de cibersegurança são
pessoas famosas que provocam filas para
autógrafos.
(E) não há profissionais de cibersegurança
suficientes para cobrir as demandas das
empresas.
Texto
“A juba de um leão é uma característica
marcante: quanto maiores e mais escuras
essas mechas, mais atraentes os reis da
selva são para as leoas. Este exemplo
clássico de dimofismo sexual é exibido
principalmente pelos machos da espécie.
No entanto, os zeladores do Topeka Zoo
and Conservation Center, no Kansas
(EUA), relataram que no final do outono de
2020, uma de suas leoas, Zuri,
desenvolveu uma minijuba própria. ‘É
extremamente raro. Nós nunca ouvimos
sobre isso acontecer até vermos Zuri’,
disse Shanna Simpson, cuidadora de
animais do Topeka Zoo. [...]” ZOOLÓGICO
tenta entender como uma de suas leoas
ganhou juba.
Planeta, 25 de outubro de 2022. Disponível
em:https://www.revistaplaneta.com.br/zoolo
gico-tenta-entender-comouma-de-suas-
leoas-ganhou-juba/.
Questão 33 - A expressão, No entanto,
presente no início do segundo parágrafo
desse excerto, pode ser substituída, sem
prejuízode sentido ao enunciado em que
ela ocorre, por:
(A) “ademais”.
(B) “contudo”.
(C) “além disso”.
(D) “outrossim”.
(E) “destarte”.
Texto
“A escritora Annie Ernaux foi a escolhida para
receber o Prêmio Nobel de Literatura de 2022
por sua “coragem e acuidade clínica para
descortinar as raízes, os estranhamentos e os
constrangimentos coletivos da memória
pessoal” e por refletir sobre “uma vida marcada
por grandes disparidades de gênero, linguagem
e classe”, segundo comunicado da Real
Academia de Ciências da Suécia. Professora
universitária aposentada de literatura, a
francesa é a 17ª mulher e a primeira de seus
país a conquistar o reconhecimento. Escreveu
cerca de 20 livros. Quatro deles foram
publicados no Brasil pela Fósforo Editora.
Recentemente, a autora teve sua participação
confirmada na 20ª edição da Festa Literária
Internacional de Paraty, a Flip, que este ano
acontece entre os dias 23 e 27 de novembro.
[...]”
QUEIROZ, Christina. Nobel de Literatura premia francesa
Annie Ernaux. Pesquisa Fapesp, 6 de outubro de 2022.
Disponível em:https://revistapesquisa.fapesp.br/nobel-de-
literatura-premia-francesaannie-ernaux/.
Questão 34 - Qual das alternativas abaixo
identifica corretamente o tipo de sujeito da
oração em destaque nesse trecho?
(A) Sujeito simples.
(B) Sujeito composto.
(C) Sujeito oculto ou elíptico.
(D) Sujeito indeterminado.
(E) Sujeito inexistente.
Texto
Observe, no fragmento a seguir, a oração
sublinhada.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
180
“O café é uma bebida popular que, ao entrar
na boca, inevitavelmente entra em contato
com os dentes. É um líquido ácido - o pH dele
está em torno de 5, em uma escala que vai de 1
a 14 - e contém taninos, que promovem
manchas nos dentes.”
LLAMBÍAS, Felipe. É melhor escovar os dentes antes ou
depois de tomar café? Como evitar manchas. BBC Brasil, 24
de outubro de 2022.
Questão 35 - A oração grifada pode adquirir, no
contexto em que ela foi empregada, uma ideia
de:
(A) comparação.
(B) finalidade.
(C) tempo.
(D) consequência.
(E) concessão.
Questão 36 -
Nesse meme, há o uso da palavra
“doguinho” no lugar de “cachorrinho”. Ao
radical dog (“cão”, em inglês), foi
acrescentado um afixo de diminutivo da
língua portuguesa, dando origem a um
empréstimo linguístico derivado por:
(A) prefixação.
(B) sufixação.
(C) prefixação e sufixação.
(D) parassíntese.
(E) regressão.
Questão 37 - Indique a frase em que a
inserção do acento indicativo de crase se
faz necessária em alguma expressão.
(A) A Missa do Galo acontece na época do
Natal.
(B) Choveu em todas as manhãs em que
fui para a praia.
(C) A professora entregou a redação aos
alunos.
(D) A meia-noite, todos os sinos param de
badalar.
(E) As peças de roupa foram enviadas para
a loja do centro.
Questão 38 - No fragmento “O metaverso
já é um termo popular entre os gamers
brasileiros. Uma pesquisa da Bayz,
plataforma especializada em criptogames,
mostra que aproximadamente 9 em cada
10 jogadores revelam conhecer, em algum
nível, o ecossistema de tecnologias
imersivas.” (Forbes Brasil, 25/10/22).
O primeiro par de vírgulas foi empregado
para:
(A) isolar uma estrutura de aposto
explicativo.
(B) separar termos de uma enumeração.
(C) isolar um adjunto adverbial de grande
extensão deslocado.
(D) suprimir um verbo já utilizado no
enunciado.
(E) isolar uma estrutura de vocativo.
Questão 39 - A opção que pode substituir
a conjunção destacada em: “Pego,
ENTRETANTO, o meu celular: tiro uma foto
de mim mesmo na torre Eiffel.”, sem
alteração de sentido, é:
(A) por conseguinte.
(B) no entanto.
(C) por isso.
(D) logo.
(E) portanto.
Questão 40 - No trecho: “Ou seja, é como
se aquilo que vivemos de fato - uma estada
em Paris, o jantar num restaurante - não
pudesse ser vivido e sentido como aquilo
que é.”, as vírgulas foram empregadas,
respectivamente, para separar:
(A) orações coordenadas - itens de uma
enumeração.
(B) o elemento explicativo - termos de
mesma função sintática.
(C) uma citação-termos de mesma função
sintática.
(D) o vocativo - o adjunto adverbial
antecipado.
(E) o adjunto adverbial antecipado -
elementos repetidos.
BOA PROVA
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
181
Matemática
Questão 1 - Dois faxineiros realizam,
juntos um trabalho em 12 min. O mais
habilidoso realiza o mesmo trabalho,
sozinho, em 20 minutos. Se o trabalho
fosse realizado somente pelo outro
faxineiro, ele realizaria em quantos
minutos?
A) 25
B) 30
C) 35
D) 40
E) 45
Questão 2 -
Questão 3 -
A) 26.
B) 27.
C) 28.
D) 29.
E) 30.
Questão 4 -
Questão 5 - Acantina da escola oferece
seis tipos de refrigerantes diferentes. Um
aluno comprará três refrigerantes. De
quantas maneiras essa compra pode ser
feita?
A) 120
B) 56
C) 60
D) 28
E) 20
Questão 6 - Sabendo-se que a
probabilidade de um determinado doce
artesanal apresentar um defeito de
fabricação é de 5%, qual o valor
aproximado da probabilidade de que na
produção de cinco produtos ocorram
defeitos em, exatamente, três deles?
A) 0,0113%
B) 0,125%
C) 0,113%
D) 1,250%
E) 12,5%
Questão 7 - O décimo termo de uma
progressão aritmética, cuja soma dos n
primeiros termos é S = 2.n + n, é:
A) 47.
B) 45.
C) 43.
D) 41.
E) 39
Questão 8 - A equação da reta suporte da
mediatriz do segmento com extremidades
A = (-2, 5) e B = (8, -1), é definida por:
A) x + y – 7 = 0.
B) 9.x – 10.y + 39 = 0.
C) 5.x - 3.y + 9 = 0.
D) 5.x – 3.y – 9 = 0.
E) 3.x – 5.y – 9 = 0.
Questão 9 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
182
Questão 10 -
Questão 11 -
Questão 12 - Um professor investiu um
capital C a uma taxa anual de 25% durante
n anos. O número mínimo de anos para
que o montante seja igual a 10 vezes o
capital inicial investido, será: Adote: log 2 =
0,30 e log 3 = 0,48
A) 25.
B) 20.
C) 16.
D) 12.
E) 10.
Questão 13 - O número de frutas vendidas
na barraca de André triplicou a cada dia
nos últimos seis dias do ano, ou seja,
vendeu x dúzias no 1º dia e a partir do 2º
dia, o número de frutas vendidas foi o triplo
do dia anterior. Se o total de frutas
vendidas, nos seis dias, foi 8.736 frutas, a
quantidade de dúzias vendidas porAndré,
no 1º dia, foi:
A) 1.
B) 2.
C) 3.
D) 4.
E) 5.
Questão 14 - Os ângulos internos de um
quadrilátero encontram-se na razão 2:3:4:6.
A média aritmética do maior e do menor
desses ângulos é:
A) 72º.
B) 84º.
C) 96º.
D) 100º.
E) 144º.
Questão 15 -
Questão 16 - Determine o menor ângulo
formado pelos ponteiros, que marcam a
hora e os que marcam os minutos, de um
relógio analógico quando ele marca
exatamente 14he30min:
A) 95°
B) 100º
C) 105°
D) 110º
E) 115°
Questão 17- Sabendo que 30 metalúrgicos
fazem 3/7 de determinada operação em 15
dias, em uma jornada de 8 horas por dia,
em quantos dias, aproximadamente, a
operação estará terminada, considerando
que foram integrados à equipe 5
metalúrgicos, porém o regime de trabalho
foi reduzido em 1 hora por dia?
A) 5
B) 10
C) 15
D) 20
E) 25
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
183
Questão 18 -
Questão 19 -
Questão 20 -
Questão 21 -
Questão 22 -
Questão 23 -
Questão 24 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
184
Questão 25 -
Questão 26 -
Questão 27-
Questão 28 -
Questão 29 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
185
Questão 30 -
Questão 31 -
Questão 32 -
Questão 33 -
Questão34 -
Questão 35 -
Questão 36 -
Questão 37 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
186
Questão 38 -
Questão 39 -
Questão 40 -
BOA PROVA
Direito Administrativo
Questão 1 -
Questão 2 –
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
187
Questão 3 -
Questão 4 -
Questão 5 -
Questão 6 -
Questão 7 -
Questão 8 -
Questão 9 -
Questão 10 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
188
Questão 11 -
Questão 12 -
Questão 13 -
Questão 14 -
Questão 15 -
Questão 16 - As fontes do Direito também
são aplicadas no Direito Administrativo,
sendo elas primárias ou secundárias.
Sobre o tema, é correto dizer que:
A) São fontes primárias e a lei e os
costumes
B) São fontes primárias a lei e a
jurisprudência
C) São fontes primárias a lei e a doutrina
D) São fontes secundárias as medidas
provisórias e a jurisprudência
E) São fontes secundárias os costumes e a
doutrina
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
189
Questão 17 -
Questão 18 -
Questão 19 -
Questão 20 -
BOA PROVA
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
190
Direitos Penal
Questão 1 -
Questão 2 -
Questão 3 -
Questão 4 -
Questão 5 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
191
Questão 6 -
Questão 7 -
Questão 8 -
Questão 9 -
Questão 10-
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
192
Questão 11 -
Questão 12 -
Questão 13 -
Questão 14 -
Questão 15-
Questão 16 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
193
Questão 17 -
Questão 18 -
Questão 19 -
Questão 20 –
BOA PROVA
Direito Processual Penal
Questão 1 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
194
Questão 2 -
Questão 3 -
Questão 4 -
Questão 5 -
Questão 6 -
Questão 7 –
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
195
Questão 8 -
Questão 9 -
Questão 10 -
Questão 11 -
Questão 12 -
Questão 13 -
Questão 14 -
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
196
Questão 15 -
Questão 16 -
Questão 17 -
Questão 18 -
Questão 19 -
Questão 20 - No que concerne à legislação
que dispõe sobre os Juizados Especiais
Cíveis e Criminais (Lei n° 9.099/1995),
pode-se afirmar que:
A) a composição dos danos civis será
reduzida a escrito e, homologada pelo Juiz
mediante sentença irrecorrível, não pode
ser executado no juízo civil competente.
B) a autoridade policial que tomar
conhecimento da ocorrência lavrará termo
circunstanciado e o encaminhará em até 24
(vinte e quatro) horas ao Juizado, com o
autor do fato e a vítima, providenciando-se
as requisições dos exames periciais
necessários.
C) ao autor do fato que, após a lavratura do
termo circunstanciado, for imediatamente
encaminhado ao juizado ou assumir o
compromisso de a ele comparecer, não se
imporá prisão em flagrante, podendo-se
exigir fiança a critério da autoridade policial.
D) consideram-se infrações penais de
menor potencial ofensivo, para os efeitos
desta Lei, as contravenções penais e os
crimes a que a lei comine pena máxima
não superior a 1 (um) ano, cumulada ou
não com multa.
E) havendo representação ou tratando-se
de crime de ação penal pública
incondicionada, não sendo caso de
arquivamento, o Ministério Público poderá
propor a aplicação imediata de pena
restritiva de direitos ou multas, a ser
especificada na proposta.
BOA PROVA
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
197
Direitos Humanos
Questão 1 - Os direitos humanos de
primeira dimensão/geração marcam a
passagem de um Estado autoritário para
um Estado de Direito e, nesse contexto, o
respeito às liberdades individuais, em uma
verdadeira perspectiva de absenteísmo
estatal. Alguns documentos históricos são
marcantes para a configuração e
emergência desses referidos direitos
(séculos XVII, XVIII e XIX), destacando-se
os seguintes documentos, EXCETO:
A) Paz de Westfália.
B) Habeas Corpus Act.
C) Constituição de Weimar, da Alemanha.
D) Magna Carta, do Rei João Sem Terra.
E) Bill of Rights.
Questão 2 - Os tratados e convenções
internacionais sobre direitos humanos que
forem aprovados, em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por
três quintos dos votos dos respectivos
membros, serão equivalentes às:
A) Emendas Constitucionais.
B) Resoluções do Congresso Nacional.
C) Leis Ordinárias.
D) Leis Complementares.
E) Medidas Provisórias.
Questão 3 - Aceitar petições apresentadas
por qualquer pessoa ou grupo de pessoas,
que contenham denúncias ou queixas de
violação do Pacto de São José da Costa Rica
por um Estado-Parte, é competência
específica da(dos):
A) Corte do Pacto de São José da Costa
Rica.
B) Corte Interamericana de Direitos
Humanos.
C) Assembléia de magistrados adhoc.
D) Juizes competentes para julgar casos de
violação de direitos humanos.
E) Comissão Interamericana de Direitos
Humanos.
Questão 4 - É direito previsto no Pacto
Internacional sobre Direitos Civis e
Políticos:
A) A vedação da prisão para quem não
puder cumprir uma obrigação contratual.
B) Jovens e adultos presos podem ser
agrupados, ao passo que os idosos ficarão
separados, devendo ser julgados o mais
breve possível.
C) A proibição da pena de morte.
D) Pessoas processadas serão sempre
separadas das pessoas condenadas,
recebendo tratamento distinto, condizente
com sua condição de pessoa não
condenada.
E) A vedação da pessoa se submeter a
experiências médicas ou científicas, ainda
que com seu livre consentimento.
Questão 5 - Conforme o artigo 6º da Lei nº
12.986, de 02/06/2014, que transforma o
Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa
Humana em Conselho Nacional dos
Direitos Humanos - CNDH, assinale a
alternativa CORRETA. Constitui sanção a
ser aplicada pelo CNDH:
A) Demissão direta do funcionário público
quando, indevidamente, este retarda ou
deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o
contra disposição legal expressa, visando
satisfazer interesse pessoal.
B) Afastamento do cargo quando este
realizar operação financeira sem
observância das normas legais e
regulamentares ou aceitar garantia
insuficiente ou inidônea.
C) recomendação de afastamento de cargo,
função ou emprego na administração
pública direta, indireta ou fundacional da
União, Estados, Distrito Federal, Territórios
e Municípios do responsável por conduta
ou situações contrárias aos direitos
humanos.
D) censura privada.
E) suspensão do funcionário público
quando este receber vantagem econômica
de qualquer natureza, direta ou indireta.
Questão 6 - Conforme a Declaração
Universal dos Direitos Humanos,
proclamada pela Resolução nº 217ª (III) da
Assembleia Geral das Nações Unidas, de 10
de dezembro de 1948, assinale a
alternativa CORRETA.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
198
A) Ninguém pode ser arbitrariamente
preso, detido ou exilado (Art. 9º)
B) Toda a pessoa acusada de um ato
delituoso presume-se culpado até quese
prove o contrário (Art. 11º §1)
C) Ninguém pode ser arbitrariamente
privado da sua propriedade, exceto por
conflitos civis (Art. 17º §2)
D) Todos deverão fazer parte de uma
associação (Art. 20º §2)
E) Todos têm direito a salário diferente por
trabalho igual, devido a condições
peculiares do indivíduo (Art. 23º §2).
Questão 7 - Conforme a Lei nº 10.216, de
06/04/2001, que dispõe sobre a proteção e
os direitos das pessoas portadoras de
transtornos mentais e direciona o modelo
assistencial em saúde mental, assinale a
alternativa CORRETA.
A) A internação voluntária é determinada,
de acordo com a legislação vigente, pelo
juiz competente, que levará em conta as
condições de segurança do
estabelecimento, quanto à salvaguarda do
paciente, dos demais internados e
funcionários (Art. 9º).
B) Internação compulsória é aquela que se
dá com o consentimento do usuário (Art.
6º, inciso III).
C) Somente a internação compulsória
deverá ser autorizada por médico
devidamente registrado no Conselho
Regional de Medicina - CRM do Estado
onde se localize o estabelecimento (Art.
8º).
D) A internação, em qualquer de suas
modalidades, só será indicada quando os
recursos extra-hospitalares se mostrarem
insuficientes (Art. 4º).
E) A pessoa que solicita compulsoriamente
sua internação deve assinar, no momento
da admissão, uma declaração de que optou
por esse regime de tratamento (Art. 7º).
Questão 8 - Conforme o artigo 2º da Lei nº
10.216, de 06/04/2001, que dispõe sobre a
proteção e os direitos das pessoas
portadoras de transtornos mentais e
direciona o modelo assistencial em saúde
mental, assinale a alternativa CORRETA. É
direito da pessoa portadora de transtorno
mental:
A) Ter ampla divulgação nas informações
prestadas.
B) Ser protegida contra qualquer forma de
prisão ilegal.
C) Ter direito à presença médica, em
período diurno, para esclarecer a
necessidade ou não de sua hospitalização
voluntária.
D) Ter acesso ao melhor tratamento do
sistema de saúde, consentâneo às suas
necessidades.
E) Ter atendimento preferencial nos
serviços públicos.
Questão 9 - Conforme a Lei nº 10.216, de
06/04/2001, que dispõe sobre a proteção e
os direitos das pessoas portadoras de
transtornos mentais e direciona o modelo
assistencial em saúde mental, assinale a
alternativa CORRETA.
A) A internação voluntária ou involuntária
somente será autorizada por médico
devidamente registrado no Conselho
Regional de Medicina - CRM do Estado
onde se localize o estabelecimento (Art. 8º)
B) A internação voluntária é determinada,
de acordo com a legislação vigente, pelo
juiz competente, que levará em conta as
condições de segurança do
estabelecimento, quanto à salvaguarda do
paciente, dos demais internados e
funcionários (Art. 9º)
C) A internação psiquiátrica poderá ser
realizada mediante laudo médico
circunstanciado que caracterize os seus
motivos, exceto na internação voluntária
(Art. 6º)
D) Pesquisas científicas para fins
diagnósticos ou terapêuticos deverão ser
realizadas em sigilo e de maneira anônima,
sem a ciência do paciente, ou de seu
representante legal, e sem a devida
comunicação aos conselhos profissionais
competentes e ao Conselho Nacional de
Saúde (Art. 11)
E) A internação, em qualquer de suas
modalidades, será indicada em todos os
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199
casos em que houver perigo para a
população (Art. 4º).
Questão 10 - Conforme a Lei nº 12.986, de
02/06/2014, que transforma o Conselho de
Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em
Conselho Nacional dos Direitos Humanos -
CNDH, assinale a alternativa CORRETA.
A) O exercício da função de conselheiro do
CNDH deverá ser remunerado pelo Poder
Público, constituindo serviço de relevante
interesse público (Art. 13)
B) O CNDH tem por finalidade a promoção
e a defesa dos direitos humanos, mediante
ações preventivas, protetivas, reparadoras
e sancionadoras das condutas e situações
de ameaça ou violação desses direitos (Art.
2º)
C) O Conselho Nacional dos Direitos
Humanos - CNDH é integrado por 01 (uma)
pessoa jurídica de abrangência nacional e
com relevantes atividades relacionadas à
defesa dos direitos humanos (Art. 3º)
D) A defesa dos direitos humanos pelo
CNDH depende de provocação das pessoas
ou das coletividades ofendidas (Art. 2º §2º)
E. A recomendação de pena penal constitui
sanção a ser aplicada pelo CNDH (Art. 6º).
Questão 11 - Conforme a Lei nº 10.216, de
06/04/2001, que dispõe sobre a proteção e
os direitos das pessoas portadoras de
transtornos mentais e direciona o modelo
assistencial em saúde mental, assinale a
alternativa CORRETA.
A) As informações prestadas não poderão
ser sigilosas, devido o princípio da
publicidade (Art. 2º, § único, inciso IV)
B) Internação involuntária é aquela que se
dá com o consentimento do usuário (Art.
6º, inciso II)
C) É obrigatória a internação de pacientes
portadores de transtornos mentais em
instituições com características asilares
(Art. 4º §3º)
D) Os direitos e a proteção das pessoas
acometidas de transtorno mental, de que
trata esta Lei, poderão ter diferenciação a
depender da raça, cor, sexo, orientação
sexual, religião, opção política,
nacionalidade, idade, família, recursos
econômicos e ao grau de gravidade ou
tempo de evolução de seu transtorno, ou
qualquer outra (Art. 1º)
E) É responsabilidade do Estado o
desenvolvimento da política de saúde
mental, a assistência e a promoção de
ações de saúde aos portadores de
transtornos mentais, com a devida
participação da sociedade e da família, a
qual será prestada em estabelecimento de
saúde mental, assim entendidas as
instituições ou unidades que ofereçam
assistência em saúde aos portadores de
transtornos mentais (Art. 3º)
Questão 12 - Conforme a Declaração
Universal dos Direitos Humanos,
proclamada pela Resolução nº 217ª (III) da
Assembleia Geral das Nações Unidas, de 10
de dezembro de 1948, assinale a
alternativa CORRETA.
A) Todo ser humano acusado de um ato
delituoso será presumidamente culpado
até que a sua inocência tenha sido provada
de acordo com a lei, em julgamento
público no qual lhe tenham sido
asseguradas todas as garantias necessárias
à sua defesa (Artigo 11)
B) Todo ser humano poderá ser obrigado a
fazer parte de uma associação (Artigo 20)
C) Ninguém será arbitrariamente preso,
detido ou exilado (Artigo 9)
D) Somente os cidadãos capazes têm o
direito de ser, em todos os lugares,
reconhecido como pessoa perante a lei
(Artigo 6)
E) Todo ser humano estará sujeito à
interferências do Poder Público em sua
vida privada, em sua família, em seu lar ou
em sua correspondência (Artigo 12)
Questão 13 - Leia as assertivas a seguir.
I. Constituição Brasileira elaborou um
catálogo fechado (rol taxativo) de direitos
fundamentais com eficácia imediata que
contempla inúmeras garantias processuais.
II. Apresenta-se como direito fundamental
o de recorrer da condenação e da pena, o
chamado duplo grau de jurisdição (art. 8.°,
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200
item 2, h, da Convenção Americana sobre
Direitos Humanos - Pacto de São José da
Costa Rica de 1969 e art. 14, item 5 do
Pacto Internacional de Direitos Civis e
Políticos de 1966).
III. A audiência de custódia tem natureza
jurídica de direito fundamental do
preso, ex vi, art. 5.°, §2.° da CF/1988 c/c
art. 7.°, 5 do Pacto de São José da Costa
Rica e art. 9.°, 3 do Pacto Internacional de
Direitos Civis e Políticos, tendo o STF
reconhecido o instituto ao julgar a ADI
5240 afirmando como direito fundamental
do preso ser levado sem demora à
autoridade judicial.
IV. O preso tem que ser levado sem
demora à autoridade prevista em lei, ainda
que esta não tenha o poder sobre a
liberdade e prisão do apresentado.
Estão corretas apenas as assertivas:
A) l e IV.
B) II e III.
C) I e II.
D) I e III.E) lI e IV.
Questão 14 - Sobre os direitos humanos,
assinale a alternativa correta.
A) Quanto ao processo de introdução dos
Tratados Internacionais de Direitos
Humanos no Brasil, o decreto legislativo
editado não obriga o país a observar o
Tratado, seja no plano internacional, seja
no plano interno de acordo com o STF.
B) Após a Emenda Constitucional n°
45/2004, os tratados internacionais de
direitos humanos têm status
supraconstitucional, conforme
entendimento do STF.
C) Os tratados e convenções internacionais
de direitos humanos se incorporam à
ordem jurídica como leis ordinárias.
D) Pode-se afirmar que a súmula
vinculante n° 11 (uso de algemas), editada
pelo STF, não tem por base o Pacto de San
José da Costa Rica.
E) Os tratados genéricos - não relacionados
a direitos humanos - possuem, em regra,
hierarquia constitucional.
Questão 15 - Com relação à propriedade, a
Declaração Universal dos Direitos do
Homem de 1948 expressamente prevê
que:
A) O imposto sobre a propriedade predial e
territorial urbana (IPTU) será instituído
pela União.
B) não será instituído imposto sobre a
propriedade territorial rural.
C) a propriedade atenderá a sua função
social.
D) ninguém será arbitrariamente privado
de sua propriedade.
E) a pequena propriedade rural, desde que
trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos
decorrentes de sua atividade produtiva.
Questão 16 - A Declaração Universal dos
Direitos do Homem de 1948 busca garantir
a todos, dentre outros, o direito de:
A) Nacionalidade.
B) Discriminação.
C) Escravidão.
D) Tortura.
E) Exílio.
Questão 17 - Como preconizam os
Princípios Orientadores de Riad - Princípios
Orientadores das Nações Unidas para a
Prevenção da Delinquência Juvenil, uma
prevenção bem-sucedida da delinquência
juvenil requer esforços por parte de toda a
sociedade para assegurar o
desenvolvimento harmonioso dos
adolescentes, com respeito e promoção de
sua personalidade, desde a mais tenra
idade. Assim, podemos dizer que os
seguintes atores podem contribuir para a
prevenção da delinquência juvenil:
A) Família e Escola.
B) Traficantes de drogas e Escola.
C) Código Penal Brasileiro e Escola.
D) Comunidade e Poder Moderador.
E) Família e Organizações criminosas.
Questão 18 - De acordo com as Regras das
Nações Unidas para a Proteção dos
Menores Privados de Liberdade, o porte e
uso de armas pelo pessoal deve ser:
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201
A) incentivado em qualquer
estabelecimento onde estejam detidos
menores.
B) Proibido em qualquer estabelecimento
onde estejam detidos menores.
C) Permitido para estabelecimentos com
mais de 100 (cem) menores.
D) Permitido para estabelecimentos com
mais de 500 (quinhentos) menores.
E) Permitido para estabelecimentos com
mais de 2.000 (dois mil) menores.
Questão 19 - Segundo as Regras das
Nações Unidas para a Proteção dos
Menores Privados de Liberdade, a privação
de liberdade de um menor deve ser:
A) a regra.
B) abolida.
C) medida de último recurso.
D) decretada pelo período mínimo de 4
quatro) anos.
E) limitada a adolescentes infratores entre
17 e 19 anos de idade.
Questão 20 - Sobre a teoria das
gerações/dimensões dos direitos humanos,
lançada pelo jurista Karel Vasak, no ano de
1979, é correto dizer que o direito à
educação é um direito de:
A) 1ª dimensão.
B) 2ª dimensão.
C) 3ª dimensão.
D) 4ª dimensão.
E) 5ª dimensão.
BOA PROVA
Legislação Aplicada a PMERJ
e Lei Maria da Penha
Questão 1 - O conjunto de medidas,
incluindo instrução, adestramento e
preparo logístico, para tornar uma
organização policial-militar pronta para
emprego imediato pertence ao conceito de:
A) Aprestamento.
B) Agregação.
C) Adestramento.
D) Controle.
E) Dotação
Questão 2 - No que tange às Disposições
Preliminares do Estatuto dos Policiais
Militares do Rio de Janeiro, assinale a
assertiva correta.
A) É privativa de brasileiro nato e
naturalizado a carreira de Oficial da Polícia
Militar.
B) O serviço policial-militar consiste no
exercício de atividades inerentes à Polícia
Militar e compreende todos os encargos
previstos na legislação específica,
relacionados com a atividade investigativa.
C) A Polícia Militar do Estado do Rio de
Janeiro, é uma instituição temporária,
organizada com base na hierarquia e na
disciplina, destinada à manutenção da
ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.
D) Os integrantes da Polícia Militar, em
razão de sua destinação constitucional,
formam uma categoria de servidores do
Estado e são denominados policiais-civis.
E) A carreira policial-militar é privativa do
pessoal da ativa; inicia-se com o ingresso
na Polícia Militar e obedece à sequência de
graus hierárquicos.
Questão 3 - Quanto ao Comando e
Subordinação, previsto no Estatuto dos
Policiais Militares do Estado do Rio de
Janeiro, pode-se afirmar:
A) O Praça é preparado, ao longo da
carreira, para o exercício de funções de
Comando, de Chefia e de Direção.
B) A subordinação, embora afete a
dignidade pessoal do policial militar,
decorre , exclusivamente, da estrutura
hierarquizada da Polícia Militar.
C) Os Cabos e Soldados são,
essencialmente, os elementos de
execução.
D) Os Tenentes e Sargentos auxiliam e
complementam as atividades dos Oficiais,
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202
quer no adestramento e no emprego dos
meios, quer na instrução e na
administração; deverão ser empregados na
execução de atividades de policiamento
ostensivo peculiares à Polícia Militar.
E) Subordinação é a soma de autoridade,
deveres e responsabilidades de que o
policial-militar é investido legalmente,
quando conduz homens ou dirige uma
organização policial-militar.
Questão 4 - De acordo com a aplicação da
lei penal militar, prevista no Código Penal
Militar, assinale a assertiva correta.
A) Considera-se praticado o crime no
momento da ação ou omissão, desde que
seja o mesmo do resultado.
B) Considera-se praticado o fato, no lugar
em que se desenvolveu a atividade
criminosa, no todo ou em parte, exceto se
sob forma de participação, bem como onde
se produziu ou deveria produzir-se o
resultado. Nos crimes omissivos, o fato
considera-se praticado no lugar em que
deveria realizar-se a ação omitida.
C) Para se reconhecer qual a mais
favorável, a lei posterior e a anterior devem
ser consideradas conjuntamente.
D) Ao crime praticado a bordo de
aeronaves ou navios estrangeiros, desde
que em lugar sujeito à administração
militar, aplica-se a lei penal comum.
E) Aplica-se a lei penal militar, sem prejuízo
de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido, no todo
ou em parte no território nacional, ou fora
dele, ainda que, neste caso, o agente
esteja sendo processado ou tenha sido
julgado pela justiça estrangeira.
Questão 5 - Com relação ao previsto na
Constituição do Estado do Rio de Janeiro,
aos servidores militares ficam assegurados
alguns direitos. Das alternativas a seguir,
assinale a correta em relação ao previsto
na citada constituição.
A) Duração do trabalho normal não
superior a seis horas diárias e trinta e seis
horas semanais, facultada a compensação
de horários.
B) Proibição da incidência da gratificação
adicional por tempo de serviço sobre o
valor dos vencimentos.
C) Remuneração do serviço extraordinário
superior, no mínimo, em quinze por cento à
do normal.
D) Remuneração do trabalho noturno igual
à do diurno.
E) Salário família para os seus
dependentes.
Questão 6 - Noeli compareceu à delegacia
de polícia para registrar boletim de
ocorrência contra seu companheiro Erson
pelo crime de ameaça. Após chegar em
casa, Noeli ouve pedido de desculpa de
seu companheiro e apelos para que desista
da representação. Considerando o dispostona legislação aplicável, quanto à
possibilidade de retratação da
representação apresentada, Noeli:
A) não poderá desistir da representação,
por tratar-se de ação pública.
B) poderá se retratar perante a autoridade
policial até o oferecimento da denúncia.
C) poderá se retratar perante o juiz, em
audiência especial, até o recebimento da
denúncia.
D) poderá se retratar perante o juiz ou a
autoridade policial até a sentença.
E) não poderá se retratar após o
oferecimento da denúncia, ainda que na
presença do juiz e acompanhada de
advogado
Questão 7 - Cátia procura você, na
condição de advogado(a), para que
esclareça as consequências jurídicas que
poderão advir do comportamento de seu
filho, Marlon, pessoa primária e de bons
antecedentes, que agrediu a ex-namorada
ao encontrá-la em um restaurante com um
colega de trabalho, causando-lhe lesão
corporal de natureza leve. Na
oportunidade, você, como advogado(a),
deve esclarecer que:
A) o início da ação penal depende de
representação da vítima, que terá o prazo
de seis meses da descoberta da autoria
para adotar as medidas cabíveis.
B) No caso de condenação, em razão de ser
Marlon primário e de bons antecedentes,
poderá a pena privativa de liberdade ser
substituída por restritiva de direitos.
C) Em razão de o agressor e a vítima não
estarem mais namorando quando ocorreu
o fato, não será aplicada a Lei n. 11.340/06,
mas, ainda assim, não será possível a
transação penal ou a suspensão
condicional do processo.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
203
D) No caso de condenação, por ser Marlon
primário e de bons antecedentes, mostra-
se possível a aplicação do sursis da pena.
Questão 8 - Bruna compareceu à
Delegacia e narrou que foi vítima de um
crime de ameaça, delito este de ação penal
pública condicionada à representação, que
teria sido praticado por seu marido Rui, em
situação de violência doméstica e familiar
contra a mulher. Disse, ainda, ter interesse
que seu marido fosse responsabilizado
criminalmente por seu comportamento. O
procedimento foi encaminhado ao
Ministério Público, que ofereceu denúncia
em face de Rui pela prática do crime de
ameaça (art. 147 do Código Penal, nos
termos da Lei n. 11.340/06). Bruna, porém,
comparece à Delegacia, antes do
recebimento da denúncia, e afirma não
mais ter interesse na responsabilização
penal de seu marido, com quem continua
convivendo. Posteriormente, Bruna e Rui
procuram o advogado da família e
informam sobre o novo comparecimento
de Bruna à Delegacia.
A) A retratação de Bruna, perante a
autoridade policial, até o momento, é
irrelevante e não poderá ser buscada
proposta de suspensão condicional do
processo.
B) A retratação de Bruna, perante a
autoridade policial, até o momento, é
válida e suficiente para impedir o
recebimento da denúncia.
C) Não cabe retratação do direito de
representação após o oferecimento da
denúncia; logo, a retratação foi inválida.
D) Não cabe retratação do direito de
representação nos crimes praticados no
âmbito de violência doméstica e familiar
contra a mulher, e nem poderá ser buscada
proposta de transação penal.
Questão 9 - A Lei Maria da Penha objetiva
proteger a mulher da violência doméstica e
familiar que lhe cause morte, lesão,
sofrimento físico, sexual ou psicológico, e
dano moral ou patrimonial, desde que o
crime seja cometido no âmbito da unidade
doméstica, da família ou em qualquer
relação íntima de afeto. Diante deste
quadro, após agredir sua antiga
companheira, porque ela não quis retomar
o relacionamento encerrado, causando-lhe
lesões leves, Jorge o(a) procura para saber
se sua conduta fará incidir as regras da Lei
n. 11.340/06.
A) O crime em tese praticado ostenta a
natureza de infração de menor potencial
ofensivo.
B) A violência doméstica de que trata a Lei
Maria da Penha abrange qualquer relação
íntima de afeto, sendo indispensável a
coabitação.
C) A agressão do companheiro contra a
companheira, mesmo cessado o
relacionamento, mas que ocorra em
decorrência dele, caracteriza a violência
doméstica e autoriza a incidência da Lei n.
11.340/06.
D) Ao contrário da transação penal, em
tese se mostra possível a suspensão
condicional do processo na hipótese de
delito sujeito ao rito da Lei Maria da Penha.
Questão 10 - Em relação à Lei n. 11.340/06
(Lei Maria da Penha), assinale a alternativa
INCORRETA.
A) Toda mulher, independentemente de
classe, raça, etnia, orientação sexual,
renda, cultura, nível educacional, idade e
religião, goza dos direitos fundamentais
inerentes à pessoa humana, sendo-lhe
asseguradas as oportunidades e facilidades
para viver sem violência, preservar sua
saúde física e mental e seu
aperfeiçoamento moral, intelectual e
social.
B) A violência doméstica e familiar contra a
mulher constitui uma das formas de
violação dos direitos humanos.
C) É possível a aplicação, nos casos de
violência doméstica e familiar contra a
mulher, de penas de cesta básica.
D) É direito da mulher em situação de
violência doméstica e familiar o
atendimento policial e pericial
especializado, ininterrupto e prestado por
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204
servidores preferencialmente do sexo
feminino previamente capacitados.
E) A ofendida deverá ser notificada dos
atos processuais relativos ao agressor,
especialmente dos pertinentes ao ingresso
e à saída da prisão, sem prejuízo da
intimação do advogado constituído ou do
defensor público.
Questão 11- A Lei Maria da Penha, Lei
11.340/2006, em seu artigo 7º, define as
formas de violência doméstica e familiar
contra a mulher. O impedimento de usar
contraceptivos está associado à:
A) violência psicológica.
B) violência sexual.
C) violência patrimonial.
D) violência moral.
E) violência física.
Questão 12 - A lei Maria da Penha, Lei
11.340/06, em seu art. 7º, define, entre as
formas de violência doméstica e familiar
contra a mulher, a destruição de seus
pertences, como rasgar carteira
profissional. Essa forma de violência está
classificada como:
A) violência física.
B) violência psicológica.
C) violência patrimonial.
D) violência moral.
E) violência sexual.
Questão 13 - Segundo disciplina a Lei n.
11.340/2006 (Lei Maria da Penha), o juiz
assegurará à mulher em situação de
violência doméstica e familiar, para
preservar sua integridade física e
psicológica, a manutenção do vínculo
trabalhista, quando necessário o
afastamento do local de trabalho, por:
A) até 6 meses.
B) no máximo 3 meses.
C) até 1 ano.
D) no máximo 1 mês.
E) prazo indeterminado, enquanto
perdurar o risco.
Questão 14- De acordo com a Lei n.
11.340/2006 (Lei Maria da Penha), no
atendimento à mulher em situação de
violência doméstica e familiar, a
autoridade policial deverá, entre outras
providências:
A) encaminhar pedido de proteção policial
ao Ministério Público e proceder a efetiva
proteção assim que autorizado pelo Poder
Judiciário.
B) fornecer transporte para a ofendida e
seus dependentes para o Distrito policial
mais próximo, onde deverão permanecer
até deliberação do Judiciário, como medida
de segurança.
C) expedir intimação determinando que o
ofensor entregue os pertences pessoais da
ofendida para a autoridade policial.
D) prender provisoriamente o ofensor pelo
prazo de 30 dias, comunicando de imediato
o Ministério Público e a autoridade
judiciária.
E) encaminhar a ofendida ao hospital ou
posto de saúde e ao Instituto Médico Legal.
Questão 15 - A Lei Maria da Penha traz
garantias procedimentais destinadas à
proteção da mulher sujeita a violência
doméstica. Quanto ao disposto na
mencionada lei, é correto afirmar que:
A) é direito da mulher em situação de
violência doméstica e familiar o
atendimento policial e pericial
especializado, ininterrupto e prestado por
servidoresexclusivamente do sexo
feminino e previamente capacitados.
B) a mulher em situação de violência
doméstica e familiar tem prioridade para
matricular seus dependentes em
instituição de educação básica mais
próxima de seu domicílio, ou transferi-los
para essa instituição, independentemente
da apresentação de qualquer documento
ou formalidade extra.
C) é possibilitada a aplicação, nos casos de
violência doméstica e familiar contra a
mulher, de penas de cesta básica ou outras
de prestação pecuniária, bem como a
substituição de pena que implique o
pagamento isolado de multa.
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
205
D) os dispositivos de segurança destinados
ao uso em caso de perigo iminente e
disponibilizados para o monitoramento das
vítimas de violência doméstica ou familiar
amparadas por medidas protetivas terão
seus custos ressarcidos pelo agressor.
Questão 16 - Considerando-se a Lei n.
11.340/2006 - Lei Maria da Penha, no
atendimento à mulher em situação de
violência doméstica e familiar, a
autoridade policial deverá, entre outras
providências:
I – Garantir proteção policial, quando
necessário, comunicando de imediato ao
Poder Legislativo.
II – Encaminhar a ofendida ao hospital ou
posto de saúde e ao Instituto Médico Legal.
III – Fornecer transporte para a ofendida e
seus dependentes para abrigo ou local
seguro, quando houver risco de vida.
Está(ão) CORRETO(S):
A) somente o item I.
B) somente o item II.
C) somente os itens I e II.
D) somente os itens I e III.
E) somente os itens II e III
Questão 17 - Assinale a opção que
apresenta medida protetiva de urgência a
ser aplicada ao agressor no caso de
constatação da prática de violência
doméstica contra a mulher, conforme o
disposto na Lei Maria da Penha - Lei n.
11.340/2006:
A) transferência para outra comarca.
B) prestação de serviços em creches e
asilos.
C) proibição de aproximação ou contato
com familiares da ofendida.
D) pagamento de multa.
E) pagamento de cestas básicas.
Questão 18 - Considerando a Lei Maria da
Penha e o entendimento dos tribunais
superiores acerca de crimes contra a
mulher, assinale a opção correta.
A) A Lei Maria da Penha não estabelece
medidas próprias para o descumprimento
de medidas protetivas, devendo-se, nesse
caso, responsabilizar o agente pelo crime
de desobediência.
B) Em caso de violência contra mulher,
para que se aplique a Lei Maria da Penha,
deverá ser demonstrada a situação de
vulnerabilidade ou hipossuficiência da
vítima, sob a perspectiva de gênero.
C) As medidas protetivas de urgência têm
natureza cautelar e temporária, sendo
vinculadas à existência, presente ou
potencial, de processo-crime ou ação
principal contra o agressor.
D) A agravante relativa à violência contra a
mulher prevista no Código Penal (CP) não
se aplica de modo conjunto com outras
disposições da Lei Maria da Penha, sob
pena de acarretar o bis in idem.
E) Ato de violência física contra mulher, em
ambiente doméstico, acarreta pena de
prisão simples ou de multa, admitindo-se
que o magistrado fixe apenas a pena
pecuniária.
Questão 19 - NÃO constitui medida
protetiva de urgência prevista na Lei n.
11.340/2006 − Lei Maria da Penha:
A) a prestação de alimentos provisórios.
B) a proibição de contato com a ofendida.
C) o afastamento dos familiares da
ofendida, com fixação de limite mínimo de
distância.
D) a suspensão de visitas aos dependentes
menores.
E) o afastamento de cargo ou função
pública.
Questão 20 - Nas ações penais abrangidas
pela chamada Lei Maria da Penha,
admissível a renúncia à representação da
ofendida perante o juiz, em audiência
especialmente designada com tal
finalidade, antes do recebimento da
denúncia e ouvido o Ministério Público:
A) nos crimes cometidos sem violência ou
grave ameaça à pessoa.
B) em qualquer crime.
C) apenas no crime de lesão corporal leve.
D) nos crimes de lesão corporal leve e de
ameaça.
E) no crime de ameaça.
BOA PROVA
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
206
GABARITO
Língua Portuguesa
1 E 11 A 21 B 31 E
2 A 12 C 22 B 32 E
3 B 13 C 23 B 33 B
4 B 14 D 24 D 34 C
5 D 15 D 25 R 35 C
6 C 16 C 26 D 36 B
7 E 17 A 27 A 37 D
8 D 18 D 28 B 38 A
9 A 19 E 29 C 39 B
10 B 20 D 30 D 40 B
Matemática
1 B 11 D 21 C 31 E
2 A 12 E 22 C 32 D
3 D 13 B 23 A 33 E
4 E 14 C 24 E 34 C
5 B 15 A 25 E 35 B
6 C 16 C 26 E 36 D
7 E 17 D 27 A 37 C
8 D 18 E 28 E 38 C
9 A 19 C 29 E 39 A
10 C 20 E 30 E 40 B
Direito
Administrativo
1 A 11 C
2 B 12 E
3 B 13 A
4 C 14 B
5 E 15 E
6 C 16 E
7 A 17 C
8 D 18 D
9 A 19 A
10 B 20 C
Direitos
Humanos
1 C 11 E
2 A 12 C
3 E 13 B
4 A 14 A
5 C 15 D
6 A 16 A
7 D 17 A
8 D 18 B
9 A 19 C
10 B 20 B
Direito Penal
1 A 11 D
2 C 12 C
3 B 13 C
4 A 14 B
5 B 15 D
6 A 16 B
7 A 17 A
8 A 18 A
9 D 19 E
10 D 20 D
Lei. Aplic. PMERJ e
Lei Maria da Penha
1 A 11 B
2 E 12 C
3 C 13 A
4 E 14 E
5 E 15 D
6 C 16 E
7 D 17 C
8 A 18 B
9 C 19 E
10 C 20 E
Direito
Processual Penal
1 E 11 A
2 B 12 A
3 D 13 C
4 C 14 C
5 A 15 D
6 D 16 B
7 C 17 B
8 D 18 D
9 D 19 B
10 D 20 A
APOSTILA PREPARATÓRIA PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PMERJ
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Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-
sucedidos. Provérbios 16.3
Boa Prova!