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Questão 2 Um professor da EJA decide desenvolver a sequência “Funções no mundo do trabalho e da vida cotidiana” com sua turma, composta majoritariamente por trabalhadores informais. Para isso, elabora a seguinte proposta: Etapa 1: roda de conversa sobre formas de pagamento (por hora, por diária, por produção, fixo + comissão), levantamento de situações reais dos estudantes. Etapa 2: construção, em grupos, de tabelas relacionando “horas trabalhadas x pagamento” ou “unidades vendidas x ganho”, a partir de dados reais ou simulados. Etapa 3: produção de gráficos em papel quadriculado ou planilha, discussão sobre a “forma” do gráfico e o que ele revela sobre a relação entre as grandezas. Etapa 4: introdução e comparação de expressões como y = 12x e y = 8x+200y para analisar qual forma de contrato é mais vantajosa a partir de determinado ponto. Etapa 5: debate sobre como essas relações funcionais se conectam a questões de direitos trabalhistas, planejamento financeiro e desigualdades sociais. À luz do que foi discutido na Unidade, essa proposta: a Está desalinhada, pois mistura matemática com temas sociais e políticos, quando o ensino de funções deveria concentrar-se em técnicas de cálculo e memorização de fórmulas. b É inadequada para a EJA, uma vez que adultos precisam de aulas mais “objetivas” e rápidas, centradas em exercícios prontos de identificação de função afim em livros didáticos. c Está coerente com a perspectiva freireana e com a etnomatemática, pois parte da realidade dos estudantes, transforma situações de trabalho em modelos funcionais, usa múltiplas representações (tabela, gráfico, expressão) e promove leitura crítica do mundo a partir das funções. d Deve ser substituída por uma sequência que apresente primeiro a definição formal de função, a notação f(x) e as classificações (afim, quadrática, exponencial), deixando o contexto do trabalho apenas para exemplos pontuais. e Só seria adequada se, ao final, a avaliação considerasse apenas se os estudantes sabem identificar o coeficiente angular e o coeficiente linear da função no gráfico, sem levar em conta os debates e reflexões realizados.
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Genival

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas uma a uma para encontrar a resposta correta. a) Está desalinhada, pois mistura matemática com temas sociais e políticos, quando o ensino de funções deveria concentrar-se em técnicas de cálculo e memorização de fórmulas. - Essa opção não considera a importância de conectar a matemática com a realidade dos alunos, o que é fundamental na EJA. b) É inadequada para a EJA, uma vez que adultos precisam de aulas mais “objetivas” e rápidas, centradas em exercícios prontos de identificação de função afim em livros didáticos. - Essa visão ignora a necessidade de contextualização e relevância do conteúdo para os alunos adultos. c) Está coerente com a perspectiva freireana e com a etnomatemática, pois parte da realidade dos estudantes, transforma situações de trabalho em modelos funcionais, usa múltiplas representações (tabela, gráfico, expressão) e promove leitura crítica do mundo a partir das funções. - Esta opção reconhece a importância de conectar a matemática à vida cotidiana dos alunos e promove uma abordagem crítica e reflexiva. d) Deve ser substituída por uma sequência que apresente primeiro a definição formal de função, a notação f(x) e as classificações (afim, quadrática, exponencial), deixando o contexto do trabalho apenas para exemplos pontuais. - Essa abordagem é muito teórica e não considera a realidade dos alunos. e) Só seria adequada se, ao final, a avaliação considerasse apenas se os estudantes sabem identificar o coeficiente angular e o coeficiente linear da função no gráfico, sem levar em conta os debates e reflexões realizados. - Essa opção desconsidera a importância do processo de aprendizagem e reflexão. A alternativa que melhor se alinha com a proposta do professor e com as abordagens pedagógicas contemporâneas é a c) Está coerente com a perspectiva freireana e com a etnomatemática, pois parte da realidade dos estudantes, transforma situações de trabalho em modelos funcionais, usa múltiplas representações (tabela, gráfico, expressão) e promove leitura crítica do mundo a partir das funções.

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