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Via aérea avançada Intubação traqueal Trata-se da introdução de um tubo na traqueia seja por meio da via oral (preferência) ou nasal Considera-se o seu uso para todas as situações em que há necessidade de manutenção de via aérea patente, segura e com controle da ventilação pulmonar. Visa a colocação de uma cânula no interior da traqueia com auxílio de um acessório específico com finalidade de assegurar o suporte ventilatório. O procedimento pode ter caráter eletivo ou emergencial. É muito mais importante para o paciente ter um via área segura e pérvia do que não intubá-lo ou fazê-lo de forma conturbada e com sua situação clínica avançada Deve-se sempre procurar a visualização da epiglote para se chegar às cordas vocais. A base da língua pode bloquear o acesso à fenda glótica. Indicações e contra indicações: Índice de Mallapati Tubo orotraqueal Os tubos traqueais são de borracha ou plástico, com curvatura para facilitar a introdução na traquéia; A extremidade externa é dotada de um intermediário de diâmetro universal, facilitando sua conexão a extensores e adaptadores; Em geral, usa-se tubos com diâmetro interno de 8,5 a 9,0mm para homens e 8,0 a 8,5mm para mulheres; Os tubos traqueais possuem um balonete (cuff) em sua extremidade distal, têm um balonete-piloto com válvula junto a sua extremidade proximal, por onde se introduz o ar que moldará o cuff. Diâmetro dos tubos Materiais para intubação Preparo para a intubação Informe o paciente sobre o procedimento Tenha todo o material e equipamento testados antes do procedimento Posicione o paciente em decúbito dorsal, angulação em torno de 30º Monitore o paciente com o monitor multiparametrico Instale acesso venoso Retire próteses dentárias móveis Realize aspiração oral se necessário Realize a pré oxigenação com máscara – ambú acoplado a fonte de oxigênio 15l/min no intervalo de 3 a 5 min em busca da saturação alvo >= 95%, essa prática evita hipoxemia antes da intubação e após uma tentativa frustrada Administre a sedação e analgesia conforme critério médico Posição ideal para intubação posicionar o paciente em decúbito dorsal com 30º de inclinação no dorso, posição de “sniff” ou “farejador” (coxim na região occipital + hiperextensão do pescoço, se não houver contraindicação para tal). O objetivo é alinhar dos eixos oral, laríngeo e faríngeo do paciente. Pré oxigenação Na pré-oxigenação, deve-se manter uma fração de inspiração de oxigênio (FiO2) de 100% (fluxo de 15/min) durante 3-5 minutos. 15l/min no intervalo de 3 a 5 min em busca da saturação alvo >= 95%, essa prática evita hipoxemia antes da intubação e após uma tentativa frustrada Com isso, consegue-se uma apneia de 3-5 min antes que a saturação de oxigênio caia para < 90%. Isso permite o aumento da reserva de oxigênio Drogas utilizadas para a intubação traqueal Administrada uma droga hipnótica (capaz de induzir o sono), seguida de um bloqueador neuromuscular (na maioria das vezes succinilcolina). As drogas são a critério do médico Procedimento médico Segurar tubo com mão direita e laringoscópio com mão esquerda Colocar laringoscópio pela rima labial direita e deslocar a língua para esquerda Tracionar o laringoscópio para cima e para frente, posicionando-o na valécula (evitar movimento de báscula) Visualizar as cordas vocais (a intubação não pode ser realizada às cegas Introduzir tubo até que a borda proximal do cuff ultrapassar as cordas vocais. Parte distal do tubo deve estar a 5-7cm da carina (normalmente isso é a marca de 22cm em adultos) Retirar fio guia Insuflar cuff com seringa de 6 a 10 ml de ar (20mmHg) Acoplar ambu e insuflar, auscultando epigástrio, pulmão esquerdo e pulmão direito, respectivamente *>30 mmHg causa isquemia na traqueia gerando necrose *<20 mmHg causa risco de bronco-aspiração 1. Indicação e material utilizado (organiz. e teste) 2. Hiperoxigenação 3. Drogas antes do procedimento (efeitos colaterais) 4. Sedação e Bloqueio Neuromuscular 5. Intubação 6. Confirmação do procedimento e fixação 7. Cuidados gerais e pós intubação Pós intubação Fixar o tubo com esparadrapo ou acessórios próprios. Realizar uma radiografia de tórax para verificar a posição do tubo ou evidenciar alguma complicação. Colocar o paciente em ventilação mecânica e se manter toda a monitorização. Ficar atento à ocorrência de hipotensão, que é um evento comum após o procedimento efeitos das drogas usadas na indução ou após o início da ventilação mecânica, por conta da diminuição do retorno venoso. Via aérea difícil Condição clínica na qual o médico tem dificuldade com intubação orotraqueal Está associada a fatores Anatômicos do paciente Quadro clínico do paciente Habilidade e experiência do médico Sinais que predizem Dificuldade de intubação anterior Malformações Fraturas ou traumas faciais Assimetria facial Boca pequena/ pescoço curto Mobilidade do pescoço limitada Obesidade Tumores Edema/ massa/corpo estranho na orofaringe Sangramento em vias aéreas Máscara laríngea Indicada nos casos de dificuldade de acesso à via aérea Procedimentos cirúrgicos eletivos de curta duração Procedimento diagnósticos de imagem Procedimento de inserção Desinsuflar a máscara completamente Aplicar lubrificante na superfície posterior Realizar hiperextensão da cabeça e tracionar a mandíbula para baixo Deslizar a máscara sobre o palato duro com o auxílio do dedo indicador da mão direita até encontrar resistência ao movimento Insuflar o balonete com o volume recomendado Observar a expansão torácica Realizar a ausculta pulmonar Fixar a máscara e acoplar ao respirador Uso preferencialmente temporariamente pois impede alimentação por sonda, pois esôfago fica fechado Tubo esôfago traqueal Tubo duplo lúmen com dois balonetes Ó lúmem esofágico é fechado e tem perfurações laterais na altura da farínge O lúmem traqueal possui extremidade distal aberta similar ao tubo traqueal O Combitube é introduzido às cegas e permite adequada ventilação independentemente de sua posição ser esofágica ou traqueal. Uso preferencialmente temporariamente pois impede alimentação por sonda, pois esôfago fica fechado. Técnica de inserção O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal horizontal com pescoço em posição neutra (não olfativa). O operador se coloca ao lado da cabeça, com o polegar na orofaringe pinçando a língua contra a mandíbula e abrindo a boca o máximo possível. O uso de laringoscópio, com a finalidade de elevar a mandíbula, facilita a inserção e diminui a incidência de complicações. Inserir às cegas, até que a marca de referência esteja alinhada com os dentes incisivos. Testar a ventilação no lúmen azul, mais longo (cuja extremidade distal termina em fundo cego). Se a ausculta pulmonar for positiva, é sinal que o tubo esôfago-traqueal ganhou posição esofágica, o que ocorre em 94 a 99% das vezes. Se os sons pulmonares não forem audíveis, provavelmente o tubo esôfago- traqueal ganhou posição traqueal Se ventilando pelo lúmen azul, a ausculta de sons pulmonares for negativa e apresentardistensão gástrica, o tubo esôfago-traqueal ganhou posição traqueal. Neste caso, conectar o sistema de ventilação ao lúmen transparente, mais curto, e manter a ventilação como um tubo traqueal convencional Contra-indicações Pacientes com altura abaixo de 1,40m Reflexos laríngeos presentes; Patologia esofagiana conhecida (neoplasia, varizes, estenose e trauma); Ingestão de substâncias cáustica Complicações do tubo esôfago-traqueal dor, disfagia; edema, laceração e hematoma de mucosa orofaríngea; edema de língua; lesão de seio piriforme; enfisema subcutâneo, pneumomediastino e pneumoperitônio; laceração de esôfago.