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Parada cardiorrespiratória Definição: evento que antecede a morte biológica e pode ocorrer de forma súbita ou progressiva, sendo uma das situações clínicas de maior emergência. Epidemiologia: PCR extra-hospitalar: FV/TV sem pulso e doença coronariana. PCR intra-hospitalar: AESP/assistolia e doença crônica pré-existente. Suporte básico de vida: segurança da cena, responsividade, chamar ajuda, checar pulso (5-10s) e respiração, iniciar C-A-B (exceto em hipoxia evidente). Compressões: alta qualidade, metade inferior do esterno, frequência 100-120bpm, profundidade 6cm, fração de compressão total > 60%, alternar reanimador a cada 2 min. Posicionamento: ao lado da vítima, desnudar o tórax, Via aérea: checar via aérea; chin lift e jaw thrust; cânula de guedel, bolsa-valvula-máscara e pocket-mask. Técnica do “C” e “E”. Boa ventilação: 30:2; não hiperventilar; se parada respiratória, 1 ventilação a cada 5-6s. Hiperventilação pode causar: distensão no estômago, podendo levar à: regurgitação e broncoaspiração; aumenta a pressão no tórax, diminuindo o retorno venoso, o que prejudica a hemodinâmica; excesso de O2 gera vasoconstrição cerebral, piorando o desfecho neurológico. Desfibrilação: quanto mais precoce, maior é a taxa de sobrevivência; cada 1 min sem desfibrilação, diminui de 7-10% a taxa de sobrevida; a desfibrilação deve acontecer nos 3-5 primeiros minutos após PCR. Desfibrilação DEA: marca-passo; secar tórax, raspar pelos e adesivos de medicamentos. Suporte de vida avançado Início semelhante ao SBV: checar responsividade, chamar ajuda, C-A-B (exceto em hipóxia evidente). Intubação: não interromper compressões; se necessário, pausa de 10s no máximo; checar ausculta em epigástrio, base e ápice pulmonar bilateralmente; checar capnografia. Capnografia: < 10 mmHg sinal de que a compressão está ruim. Se PETCO2 se mantém abaixo de 10 mmHg após 20 minutos -> mau prognóstico Considerar RCE (retorno a circulação espontânea) se houver aumento abrupto para 35/40 mmHg durante a RCP. Ventilação: não interromper compressões; 1 ventilação a cada 6s com tempo inspiratório de 1s; não hiperventilar; oxigênio a 100%. Acesso venoso: periférico antecubital, periférico jugular externa, intra ósseo ou acesso central; administração da droga, flush de 20 ml em seguida elevação de MS. Ritmos chocáveis: desfibrilação imediata; após 5 minutos de PCR sem desfibrilação, realizar um cilco de RCP antes do choque; IOT deve ser realizada pós segundo choque. Adrenalina: promove vasoconstrição periférica, desviando fluxo sanguíneo pra coração e cérebro. Administrar, após o 2° choque, durante as compressões, pelo efeito simpaticomimético. 1 mg endovenoso 3 a 5 minutos, até que haja RCE (retorno da circulação espontânea). Amiodarona: medicação antiarrítmica que aumenta a RCE em FV/TV refratária. Administra 300mg endovenoso após 3º choque. Administrar a segunda dose de 150mg se necessário, após 3-5 minutos. Não usar em torsades de pointes, pois prolonga intervalo QT, usar em TdP 1-2g de sulfato de magnésio EV. Lidocaína: antiarrítmico que aumenta RCE em FV/TV refratária; 1-15 mg/kg dose inicial; depois 0,5-0,75 mg/kg até dose máxima de 3mg/kg. Ritmos não chocáveis: AESP e assistolia; IOT a partir do 2º ciclo; adrenalina assim que possível, 1 mg de 3-5 minutos; NÃO usar drogas antiarrítmicas. Assistolia: protocolo CAGADA (cabos, ganhos e derivações) Causa de ritmos não chocáveis: 5H´s e 5T’s; Hipóxia: intubação ou máscara laríngea, seguida de ventilação (1 vent. a cada 6 s). Hipovolemia: reposição volêmica. H+ (acidose): bicarbonato de sódio. Hipo/hipercalemia: hipo -> KCl lento; hiper bicarbonato de sódio ou gluconato de cálcio. Hipotermia: reaquecimento. Tensão no tórax: pneumotórax (punção de alivio em 5º espaço intercostal). Tamponamento cardíaco: punção de Marfan (espaço subxifóide, na direção do coração com agulha a 45º). Trombose pulmonar: TEP (ventrículo direito abaulado no ECO) e TVP. Tóxicos: intoxicação por opioide (naloxona) ou benzodiazepínico (flumazenil). Quando interromper PCR: Se paciente apresentar ritmo de assistolia refratária a todas as intervenções descritas. Deve-se considerar tempo de PCR e de resposta da primeira equipe; se foram iniciadas manobras de RCP antes da chegada da primeira equipe, existência de doenças prévias, ritmo inicial da PCR e se houve choque indicado. Equipes de SBV não podem interromper manobras de RCP.