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Universidade Metropolitana de Santos Dispepsia Funcional Caroline Tarraga Giulia Gadia Leme La Guardia Maria Beatriz Ferraz Cabral da Ponte Mateus Pimentel Santos O que é Dispepsia ? É a presença de dor ou desconforto no abdome superior, referindo-se, portanto, a uma grande variedade de sintomas de causas diversas. Entre os sintomas mais comuns que caracterizam a dispepsia, encontra-se: Sensação de distensão abdominal, saciedade precoce, plenitude pós-prandial, epigastralgia em queimação, eructação, náuseas e vômitos. Dispepsia Elevada prevalência na população geral É discretamente mais frequente entre as mulheres, porém com pequeno declínio com a idade. A incidência anual na população é estimada em 15-40%. Causas da Dispepsia Causa orgânica: existe um marcador biológico relacionado às queixas do paciente. Pode ser secundária a uma grande variedade de causas orgânicas, tais como: Úlcera péptica, câncer e outros processos inflamatórios ou infecciosos do trato digestório superior. Pode ser secundária a uma grande variedade de causas orgânicas Causas da Dispepsia Causa funcional: marcador biológico não é encontrado Não se encontra uma justificativa orgânica para a queixa ARRUMAR Dispepsia Funcional É definida pela presença de dor e/ou desconforto, persiste ou recorrente, localizada na região superior (epigástrico), na ausência de anormalidades que justifiquem a sintomatologia. Sintomas: Queimação ou desconforto na região superior do abdômen Saciedade precoce Empachamento pós-prandial Náuseas Vômitos Sensação de distensão abdominal, cujo aparecimento ou piora pode ou não estar relacionado à alimentação ou ao estresse. Característica da dispepsia funcional Relata-se que 20 a 40% da população total apresenta alguma queixa dispéptica sendo a pirose a mais frequente. Muitos não procuram ajuda médica pois, acreditam que possuem uma doença ou não querem realizar exames para facilitar o dignóstico Os sintomas dispépticos acarretam uma significativa redução da qualidade de vida e têm um peso considerável na economia da sociedade. Epidemiologia da doença Estima-se que a prevalência da dispepsia funcional está entre 11 e 24%, dependendo dos critérios usados para sua definição. Baseando- se nos critérios de Roma I a prevalência é estimada em 24%. Diminuindo para 12% com os critérios do Roma II Esses critérios excluem os sintomas de pirose e regurgitação, bem como os da síndrome do intestino irritável Classificação da Dispepsia Funcional Síndrome do desconforto pós prandial Desencadeados pelas refeições fundamentada pela presença de menos um dos critérios que são: Empachamento pós prandial: após refeições habituais ocorrendo várias vezes por semana nos últimos meses Saciedade precoce: impossibilita o término normal das refeições ocorrendo diversas vezes os últimos 3 meses Os outros sintomas presentes e reforçam o diagnóstico: distensão do abdome superior, náuseas pós-prandiais ou eructação; a síndrome da dor epigástrica pode coexistir Classificação da Dispepsia Funcional 2. Síndrome da dor epigástrica Possui sintomas de dor ou queimação epigástrica. É preciso ter a presença de todos critérios como: A dor ou queimação localizada no epigástrico que ocorra pelo menos uma vez na sema nos últimos três meses Dor intermitente Dor não generalizada ou localizada em outras regiões do abdome ou tórax Dor não aliviada pela defecação ou eliminação de flatos, As características da dor não preenchem critérios para o diagnóstico dos distúrbios funcionais da vesícula biliar ou esfíncter de Oddi. Outros sintomas que se presentes reforçam o diagnóstico: - Dor pode ter característica de queimação, mas sem irradiação retroesternal - A dor é comumente induzida ou aliviada pela ingestão de alimentos, podendo, porém, ocorrer em jejum - A síndrome do desconforto pós prandial pode coexistir. Etiopatologia Os mecanismos que participam da origem dos sintomas na dispepsia funcional não são reconhecidos, porém há alguns fatores etiológicos que são considerados. Alguns novos mecanismos fisiológicos têm sido propostos: - A dispepsia pós-infecciosa (sintomas surgem após episódio de gastrenterite) - Presença de inflamação crônica do duodeno (infiltração eosinofílica) e fatores genéticos - O gene GN beta-3 tem sido associado com frequência à dispepsia funcional. Dieta Após se alimentar com alimentos gordurosos, como: Frutos cítricos Os condimentados Café Álcool Sabe que alguns alimentos como o café, provocam uma ação relaxante sobre o esfíncter inferior do esôfago Entre os sintomas observados com a infusão de lipídeos no duodeno estão sensação de plenitude, náuseas e distensão. Hipersecreção gástrica Estudos relatam que os pacientes dispépticos funcionais possam ter uma sensibilidade exagerada a infusões intragástricas de ácido e outros a injeção de pentagastrina por via enteral Pentagastrina é um polipeptídeo sintético que nessa ocasião tem efeitos da gastrina, ou seja, aumenta a secreção de ácido clorídrico. E há alguns ensaios que demonstram uma melhora nos sintomas com a utilização de antiácidos e/ou antissecretores Motilidade Gastroduodenal Anormalidades da motilidade Hipomotilidade antral Diminuição da frequência e amplitude das ondas de contração do estomago Retardo no esvaziamento Distensão do estômago Sintomas: Dor Vômitos É o fator mais demonstrado há mais tempo e com maior frequência Hipermotilidade gástrica Hiperalgesia Visceral e Alodinia A causa dessa hipersensibilidade visceral é desconhecida, podendo ser: Redução do limiar de percepção de estímulos viscerais que podem ser causados por: - Sensibilização nos mecanorreceptores intragástricos por inflamação, injúria ou defeitos intrínsecos - Maior recrutamento e excitabilidade de neurônios do corno posterior por estímulos repetitivos 2. Alteração no sistema nervoso central em processar 3. Modular os estímulos aferentes que aumentariam a vigilância ou amplificariam os estímulos viscerais Gastrite Crônica e Helicobacter pylori O H. pylori é uma bactéria gram-negativa que pode estar presente no estomago. Avanços nas pesquisas revelaram que a infecção por H. pylori desempenha: Desenvolvimento da dismotilidade Hipersensibilidade gastroduodenal Aumento da secreção ácida Secreções anormais dos hormônios grelina e leptina Expressão alterada de micro-RNAs músculo-específicos ocasionando o espessamento da membrana que dificulta a contração Iinfiltração celular inflamatória duodenal. Acomodação É a má distribuição dos alimentos no estomago proximal poderia levar ao aparecimento de sintomas. Alterações do relaxamento do estomago proximal estavam presentes em alguns pacientes e foi observado uma relação com o sintoma de saciedade precoce A deficiência de acomodação pode estar associada a anormalidade de distribuição intragástrica do bolo alimentar causando distensão acentuada das suas paredes. Esse fator etioloógico pode provocar sintomas pela estimulação de dois diferentes tipos de mecanorreceptores gástricos Os sensíveis ao aumento da pressão no fundus Os sensíveis à distensão excessiva do antro gástrico Fatores Psicossociais É constituído pelos distúrbios psicológicos e emocionais Antecedentes psicológicos, dificuldades emocionais na infância ou na adolescência, abuso físico ou sexual. Além de hipocondria, depressão e neuroses Hiperfunção gástrica com aumento da secreção gástrica, da motilidade e da vascularização, coincidindo com períodos de sentimento de hostilidade e ressentimento Hipofunção gástrica com redução da secreção gástrica, da motilidade e do fluxo sanguíneo durante sentimentos de medo, frustação e depressão. Classificação – Critérios e Quadro clínico Sistema de classificação Roma II x Roma III Divisão anatômica 6 grupos Dist. Esofágico Dist. Gastroduedenais Dist. Intestinais Dor abdominal Funcional Dist. Biliares Dist. Anorretais Dispepsia Funcional 20 Classificação – Critérios e Quadro clínico Relação com outras doenças Síndromedo Colon Irritável Doença do refluxo gastroesofágico Dispepsia Funcional SCI DRGE Roma II x Roma III Definição em comum Dor Queimação Desconforto crônico recorrente com sensação subjetiva desagradável Classificação – Critérios e Quadro clínico Roma II Requisitos: Sintomas com uma duração mínima de 3 meses, durante os últimos 12 meses (1 ano) Dor e/ou desconforto no epigástrio de maneira persistente ou recorrente Ausência de doenças orgânicas que possam justificar os sintomas Sintomas não são aliviados pela evacuação – diferencial da síndrome do intestino irritável Subdivisão em 3 grupos – sintoma predominante como base Dispepsia Funcional tipo úlcera Dispepsia Funcional tipo dismotilidade Dispepsia Funcional tipo inespecífica Roma II Dispepsia tipo úlcera Dor localizada no epigastrio Aliviada pela alimentação Ocorre antes da alimentação geralmente ou depois longo peíodo de jejum Eventualmente desperta o paciente a noite Desconforto é a queixa principal Saciedade precoce Náusea Peso epigastrico pós-prandial ânsia de vomito ou vomito recorrente distensão abdominal desconforto agravado com alimentação Dispepsia tipo dismotilidade Avaliação clínica Estratégia clínica Fatores a serem considerado Idade Sinais de alerta Clínico - Emagrecimento Exame Físico – Massa Palpável Laboratorial - Anemia Diagnóstico Baseia-se nas queixas do paciente e duração dos sintomas Não há biomarcadores específicos Fatores importantes a serem considerados: sinais de alarme, facilidade de investigação e idade do paciente É composto por: Anamnese Exame físico Exames laboratoriais e de imagem Anamnese Manifestações típicas referidas Cofatores psicossociais Uso de medicamentos Outros sintomas de distúrbios funcionais Sinais de alarme: perda de peso, disfagia, febre, anemia, vômitos frequentes, sangramento, icterícia, massa palpável, história familiar de câncer de TGI e mudança nos padrões dos sintomas Exame físico: sensibilidade epigástrica Exames Laboratoriais Parasitológico de fezes Hemograma Hemossedimentação Alfa 1 glicoproteína Urina tipo I Sangue oculto nas fezes Exames complementares Endoscopia: alta sensibilidade e especificidade Ultrassonografia: pacientes com idade superior a 40 anos e quadro sugestivo de patologia biliar Exame radiológico contrastado + registro de pressão ultraluminar pHmetria de 24 horas Queixas durante os três últimos meses e que se iniciaram, no mínimo, seis meses antes Presença de um ou mais sintomas: empachamento pós prandial; saciedade precoce; dor epigástrica; queimação epigástrica Ausência de lesões estruturais que possam justificar os sintomas, incluindo a realização da endoscopia digestiva alta Critérios do consenso de Roma III para diagnóstico da dispepsia funcional: Separação dos pacientes em dois grupos principais pelo Comitê de Roma III Pacientes com dispepsia não investigada: avaliação dos pacientes que ainda não fizeram a propedêutica Avaliação da presença ou ausência de sinais de alarme Uso de AAS e AINES Diagnóstico provisório de DGRE então inicia-se o tratamento para a supressão ácida Pesquisar por métodos não invasivos a presença de H. pylori sinais de alarme e/ou com idade superior a 40 anos, recomenda-se a endoscopia digestiva Pacientes com diagnóstico de dispepsia funcional: a realização de EDA e pesquisa por H. pylori. Realização de ultrassonografia quando há suspeita de doença pancreática Classificação em duas síndromes de acordo com o sintoma principal Síndrome do desconforto pós prandial: Sintomas desencadeados pelas refeições Presença de pelo menos um dos critérios: empachamento pós prandial após refeições habituais e/ou saciedade precoce que impossibilita o término normal das refeições, ambas ocorrendo várias vezes por semana nos últimos 3 meses Outros sintomas que reforçam o diagnóstico: distensão do abdome superior, nauseas pós prandial ou eructações Síndrome da dor epigástrica: Sintomas de dor ou queimação epigástrica Presença de todos os critérios: dor ou queimação no epigástrio, pelo menos moderada e que ocorre, no mínimo, 1 vez na semana nos últimos 3 meses; dor intermitente, não generalizada ou localizada em outras regiões do abdome ou tórax; dor é induzida ou alivada pela ingestão de alimentos Dores não características de distúrbios da vesíbula biliar Outros sintomas que reforçam o diagnóstico: dor em queimação, mas sem irradiação retroesternal Diagnóstico diferencial Doença ulcerosa péptica Intolerância alimentar Doença sistêmicas e medicamentosas Neoplasias gástricas e esofágicas Doenças do sistema biliopancreático Doenças gastrintestinais não pépticas Doença do refluxo gastroesofágico. Tratamento Desafios do tratamento da dispepsia funcional: Não há conduta de tratamento específica para cada paciente; Há uma alta prevalência do efeito do placebo na melhora do quadro clínico; Tendência natural da melhora da DF com o tempo. Importância da relação médico paciente. Tratamento Após o diagnóstico da DF o médico deve esclarecer ao paciente o caráter benigno da sua doença, mas sem desmerecer a sua sintomatologia. Alteração do estilo de vida do paciente: Dieta saudável: Respeitar intolerâncias alimentares do paciente (Ex: Glúten ou Lactose); Evitar alimentos gordurosos, condimentados e ácidos; Evitar café, álcool. Realizar atividade física regularmente. Evitar ou abandonar uso do cigarro. Tratamento psicoterápico de apoio Fatores psicossociais influenciam a DF Tratamento Tratamento dos sintomas: Sintomas mais comuns: epigastralgia, desconforto epigástrico, náuseas, vômitos, plenitude pós-prandial, distensão abdominal, hipersensibilidade visceral e eructações; Melhora do empachamento pós-prandial com a diminuição da ingestão de alimentos gordurosos e condimentados; Alívio da saciedade precoce com o fracionamento das refeições; Droga ativa ou placebo. Resposta heterogênea dos pacientes à terapêutica; Melhora clínica ocorre em menos de 60% dos pacientes durante ou após uso de droga ativa; Uso do placebo provocou melhora no quadro clínico em cerca de 25-60% dos pacientes. Tratamento Drogas ativas: Drogas antissecretoras; Bloqueadores de H2 Inibidores da Bomba de Prótons Dor epigástrica Antiácidos; Procinéticos; Metoclopramida, Domperidona e Bromoprida; Geralmente associada a droga antissecretora. Antibióticos para a erradicação do H. Pylori; IBP Claritromicina Amoxicilina Ansiolíticos; Antidepressivos. Tratamento Tratamento não convencional e/ou Alternativo: Hipnose; Psicoterapia; Ervas chinesas, japonesas ou indianas; Acupuntura; Probióticos. Tratamento Tratamento da DF tipo Refluxo gastroesofágico: Medidas Anti-Refluxo: Redução de peso; Refeições pouco volumosas, fracionadas, constituídas por alimentos não irritantes para a mucosa duodenal; Evitar café, chocolate, álcool e cigarro; Evitar posição de decúbito após refeição; Elevação da cabeceira da cama em alguns casos. Medicamentos: Antiácidos ou bloqueadores de H2 Omeprazol Tratamento Tratamento da Dispepsia tipo úlcera: Alteração na dieta: Redução na ingestão ou abandono do café, álcool e cigarro. Medicamentos: Antiácidos ou bloqueadores de H2 Tratamento da Dispepsia tipo dismotilidade: Medidas Dietéticas: Reduzir alimentos gordurosos, frituras e massas na dieta; Refeições pouco volumosas e mastigar bem o alimento. Medicamentos: Drogas Procinéticas: Metoclopramida, Domperidona e Cisaprida. Tratamento da Dispepsia Tipo aerofagia: Indicado aos pacientes ingerir líquidos em pequenos goles após as refeições para auxiliar na redução da deglutição de ar que ocorre nesse período. Referências: ASSOS, Maria do Carmo Friche; RAMOS, Ana Flávia Passos (Comp.). Dispepsia Funcional. In: DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo Friche. Gastroenterologia Essencial. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan Ltda, 2011. Cap. 17. p. 165-171. (4 edição). PASSOS, Maria do Carmo Friche; COELHO, Luiz Gonzaga Vaz; CASTRO, Luiz de Paula.Dispepsia Funcional. In: DANI, Renato; CASTRO, Luiz de Paula. Gastroenterologia Clínica. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan Ltda, 1993. Cap. 37. p. 553-559. ANDREOLLA, Huander Felipe. Associação entre infecção por Helicobacter pylori, Proteína C Reativa e virulência bacteriana na Dispepsia Funcional. 2012. 94 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-graduação: Ciências em Gastroenterologia e Hepatologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, 2012. TRONCON, Luiz Ernesto de Almeida. Novas drogas no tratamento da dispepsia funcional. Arq. Gastroenterol., São Paulo , v. 38, n. 3, p. 207-212, set. 2001 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032001000300012&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 16 fev. 2020. https://doi.org/10.1590/S0004-28032001000300012. TRONCON, L.E. de A.. Gastroparesias: revisão de aspectos relacionados ao conceito, à etiopatogenia e ao manejo clínico. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 43, n. 3, p. 228-236, Sept. 1997 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42301997000300011&lng=en&nrm=iso>. access on 16 Feb. 2020. https://doi.org/10.1590/S0104-42301997000300011 Referências: BLUM, Vinícius Fontanesi. Fundamentação teórica- Dispepsia Funcional. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo, 2012. 6 p. Disponível em: <https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/pab/5/unidades_casos_complexos/unidade11/unidade11_ft_dispepsia.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2020 MATSUDA, Nilce Mitiko; MAIA, Celso Costa; TRONCON, Luiz Ernesto de Almeida. Dispepsia funcional: revisão de diagnóstico e fisiopatologia. Disponível em: <https://pdfs.semanticscholar.org/994f/e904966219cef7ecf1ecb3c52861fa6db5e6.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2020. CHINZON, Décio; ROSSINI, Alessandra Rita Asayama Lopes; SÁ, Cláudia Cristina de. Dispepsia. In: MARTINS, Mílton de Arruda et al. Clínica Médica: Doenças do Aparelho Digestivo Nutrição e Doenças Nutricionais. São Paulo: Editora Manole Ltda, 2009. Cap. 8. p. 84-94. (Volume 4). PRADO, Joaquim; BORGES, Durval Rosa. Dispepsia funcional. In: PRADO, Joaquim; BORGES, Durval Rosa. Manual de Gastroenterologia. 2. ed. São Paulo: Editora Roca Ltda, 2000. Cap. 14. p. 564-571. GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. 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