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ESPIROMETRIA 
 
 
 
Introdução
o A ventilação pulmonar pode ser estudada pelo 
registro do movimento do voluma de ar que entra e 
sai dos pulmões. A espirometria avalia o 
desempeno pulmonar, quantificando o quanto 
possui de ar nos pulmões. 
 
o É indicada para diagnóstico de asmas e DPOCs 
(enfisema, bronquite crônica), bem como auxilia no 
acompanhamento dos distúrbios ventilatórios. 
o Os valores obtidos devem ser comparados a valores 
previstos adequados para a população avaliada 
(etinia, sexo, peso, altura, idade, etc) 
 
 
o Pelo menos 3 curvas aceitáveis ( não tendo diferença maior que 150 ml entre elas) em um máximo de 8 
tentativas. Normalmente é realizada durante a exalação, medindo quanto tem dentro dos seus pulmões. 
 
o O equipamento realizado para esse método é o espirômetro. E é necessário que o paciente inspire 
profundamente por 3 segundos e expire NA POTÊNCIA MÁXIMA durante 6 segundos. A coluna 
de ar é medida em litros. 
Volumes Pulmonares 
1. Volume corrente (VC) = 500 ml 
É a respiração basal, em repouso, branda. O mínimo 
para continuar mantendo as trocas gasosas. 
 
2. Volume de reserva inspiratório (VRI) = 3 L 
Inspiração mais profunda a partir da basal(corrente). 
Acaba colocando um volume a mais (acima de 500 ml 
da basal). Reserva de mais ar. 
 
3. Volume de reserva expiratório (VRE) =1,1 L 
Expiração profunda forçada a partir da basal(corrente), 
ainda em repouso! 
 
4. Volume residual (VR) =1,2 L 
O que restou da exalação forçada (Nunca sai por 
completo, pois não tem como “espremer” o ar que reside no tubo traqueal e nos alvéolos) 
espirometria 
Capacidades Pulmonares 
É a soma dos volumes. 
1. Capacidade inspiratória (CI) → VC+VRI = 3,5 L 
2. Capacidade vital (CV) → VRI+VRE+VC = 4,6 L (Capacidade necessária para as trocas gasosas) 
3. Capacidade residual funcional (CRF) → VRE+VR = 2,3 L 
4. Capacidade pulmonar total (CPT) → VC+VRI+VRE+VR = 5,8 L (Capacidade do pulmão) 
 
• Frequência respiratória (FR) deve estar entre 12 – 16 respirações por min. (RPM) 
 • Volume por min. (VM) = FR x VC 
Ex: VM=12 x 500ml 
VM=6000 
 
NÃO É POSSÍVEL AFERIR______________________________________________________________ 
(por espirometria não é possível avaliar porque o volume residual não sai totalmente, sempre resta um pouco. 
Para isso, é preciso de uma outra técnica a partir do com gás hélio- não é metabolizado pelo organismo- e faz 
uma média.) 
• Capacidade residual funcional (CRF) 
• Volume residual (VR) 
• Capacidade pulmonar total (CPT) 
 
Variáveis obtidas na espirometria 
• PFE → Pico de fluxo expiratório: 
Ponto mais alto da curva fluxo. 
O voluma irá mostrar o calibre das vias 
aéreas proximais, como a traqueia, avalia 
se tem ou não uma obstrução.(Máximo 
de fluxo de ar durante a exalação 
forçada) 
 • CVF → Capacidade Vital Forçada: Representa o volume 
máximo de ar exalado com esforço máximo, a partir do ponto 
de máxima inspiração, até o volume residual. (No 6ºs) 
• VEF1 → Volume Expiratório Forçado no 1º segundo: 
Representa o volume de ar exalado de maneira forçada 
subsequente a uma inspiração no 1º segundo durante a 
manobra de CVF. Em pacientes com DPOC há ↓ do VEF1 . 
 • Relação VEF1 /CVF→ Também conhecido por Índice de 
Tiffenau, tem sido usada na classificação da gravidade. 
 
Principais distúrbios ventilátórios 
• Distúrbio Ventilatório Obstrutivo (DVO) 
 Obstrução ao fluxo total ou parcial vias respiratória ou de condução (asma, enfisema e bronquite 
cônica) 
• Distúrbio Ventilatório Restritivo (DVR) 
Restrição de volume. Relacionado a baixa complacência (fibrose), edema pulmonar, obesidade e 
escoliose. 
• Distúrbio Ventilatório Misto (DVM) 
Avaliação dos critérios de reprodutibilidade 
 As 2 maiores curvas não devem ter uma variação maior que 150ml. 
Valores de reprodutibilidade: 
• CVF (< 150ml) 
• VEF1 (< 150ml) 
• PFE (< 500ml) 
Avaliação dos critérios de aceitabilidade (de acordo com o previsto) 
• A: Curva aceitável 
• B, C e D: Esforço inicial insuficiente 
• E: Interrupção 
• F: Tosse 
• G: Interrupção e retomada precoce 
• H: Variante normal "joelho 
 
 
Interpretação dos resultados 
1° Reconhecimento das curvas geradas 
 
 
 
Sobe e há um declínio rápido 
Não consegue manter o 
fluxo até o pico esperado 
Sobe gradual, contudo, não 
consegue manter o platô, 
mas chega no 6ºs 
Há redução do volume e 
do tempo, 
2° Identificação do distúrbio através da Relação VEF1 /CVF 
-Deve ser maior que 70% 
-Mais de 70% do ar inspirado, deve ser expirado no 1 segundo. 
- Ao contrário disso, há distúrbio; 
 Ex: VEF1 : 4,0 L 
CVF: 5,0 
4,0/5,0= 0,8 → VEF1 /CVF 80% 
(Maior que 70%) 
 
 
3° Se for um distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) com ↓ da CVF, fazer o seguinte cálculo: 
CVF% – VEF1% 
• Diferença > 25 = DVO com redução da CVF por aprisionamento de ar. 
• Diferença entre 13 e 25 =DVO com redução da CVF apenas. 
• Diferença ≤ 12% = Distúrbio ventilatório misto (DVM), ou seja, existe 2 distúrbios associados DVO+ 
DVR= DVM. 
 
Gravidade do distúrbio 
 Após identificação do distúrbio (DVO, DVR ou DVM). Deve-se olhar isoladamente os valores em 
porcentagem do previsto (%) de: 
• VEF1 → para DVO ou DVM; 
• CVF → para DVR. 
Gravidade do distúrbio de acordo com a porcentagem do previsto, poderemos classificar a gravidade 
do distúrbio, se é: leve, moderado ou grave. 
Depois de fazer a relação, deve-se pegar o percentual 
e calcular 
%CVF e %VEF1 
• CVF encontrado/CVF previsto = %CVF 
• VEF1 encontrado/ VEF1 previsto = % VEF1 
 
 
Resposta a broncodilatadores 
Método que diferencia a asma de DPOC, quando o gráfico não consegue identificar com clareza o distúrbio. 
Assim, como a asma responde a broncodilatadores, terá uma alteração no gráfico da espirometria ,enquanto 
não faz nenhuma diferença para as DPOCs. 
• 1° espirometria, é observado a alteração sugestiva para asma). Assim, para confirmar faz o uso do: 
- Broncodilatador (salbutamol) 15 min. 
• 2° espirometria (observará de tem resposta ou não do bronquiodilatador) 
- Resposta positiva – 12% CVF ou VEF1 ou 200 ml 
 -Confirmação para asma – Negativa para DPOC

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