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Herbert.sdp10@uni9.edu.br 1 Dermatopatias mais frequentes em Pediatria Piodermites➔Impetigo (Impetigo não bolhoso e Bolhoso); Erisipela, Celulite. Dermatoses parasitárias da infância➔Escabiose, Escabiose Norueguesa, Pediculose. Dermatite de contato em crianças➔Dermatite de fraldas Dermatite seborreica Micose esporádicos➔Pitiríase Mecanismos de defesa da pele ▪ Características mecânicas da camada córnea ▪ pH baixo (3-5) dificultando a proliferação bacteriana ▪ Relativa sequidão da pele ▪ Secreção sebácea (ácidos graxos insaturados- ácido oleico) com propriedades antibacterianas ▪ Fenômeno de interferência bacteriana ▪ Imunidade humoral e celular -Staphylococcus não patogênico -Quem dá patologia de pele são estreptococos do grupo A, Staphylococcus aureus e gram negativos aeróbios. -Camada da pele: Córnea- proteção mecânica camada granular; camada espinhosa; camada basal -Toxinas agem em camadas específicas da pele. -Corpúsculo de dor -Agite o vaso linfático-linfedema, Linfangite e adenomegalia. -Hipoderme: -Impetigo é infecção de epiderme -Estrepto pyogenes, produz substâncias tóxicas que agem na camada espinhosa baixa. -Colonização da nasofaringe. -Os agentes mais frequentemente envolvidos nas infecções de pele são cocos Gram-positivos, Staphylococcus e o Streptococcus. -Staphylococcus é a bactéria predominante no Br nas infecções de pele. IMPETIGO -Infecção cutânea mais frequente em crianças de 2-5 anos, é causada por Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A ou menos comum bactérias anaeróbias. FATORES DE RISCO ➢ Clima quente e úmido ➢ Falta de higiene ➢ Dermatite atópica ➢ Trauma de pele ➢ Picada de insetos ➢ Outras condições que rompem a barreira cutânea provendo formas secundarias de impetigo. -Em infecção não complicada, o impetigo pode resolver espontaneamente em algumas semanas sem deixar cicatrizes, se não trata, no entanto, as lesões podem se espalhar (Autoinoculação). COMPLICAÇÕES • Disseminação local ou sistêmica • Celulite • Osteomielite • Artrite séptica • Pneumonia • Sepse COMPLICAÇÕES NÃO INFECCIOSAS ❖ Escarlatina ❖ Psoríase ❖ Glomerulonefrite pós-estreptocócica (Impetigo não bolhoso) FORMAS DE IMPETIGO Impetigo Não bolhoso (ou crostoso) Impetigo Bolhoso mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 2 -Diagnóstico de ambas são CLÍNICO, não é recomendado a cultura, a não ser que exista falha com terapêutica adequada, recorrências da lesos ou em pacientes com imunossupressão. IMPETIGO NÃO BOLHOSO (70%) • infecção de pele mais comum em crianças • mais em estações quentes e úmidas • lesões: máculas, pápulas, vesículas (até 1cm), pústulas, crostas melicérias (amarelada e aderida) • geralmente assintomáticos e sem sinais sistêmicos • + áreas expostas: membros, ao redor do nariz e boca. • agentes etiológicos: Streptococcus ß hem. grupo A e/ou Staphylococcus aureus (invasão secundária?) • diagnóstico: • clínico • em casos especiais: bacterioscópico e cultura da lesão • critérios de internação: toxemia, extensão do processo. -Afeta a face e extremidades, caracterizado por pápulas ou vesículas eritematosas que progridem para pústulas e depois crostas amareladas. OBS: Geralmente começa com uma única lesão maculopapular eritematoso que evolui rápido para vesícula. Essa vesícula, pode ser romper e o conteúdo seca e forma as crostas cor de mel, que é chamada de melicérias. -Lesões de 1 a 2 cm de diâmetro e crescem centrifugamente. -Lesões satélites por autoinoculação, promovida pelo ato da retirada das crostas pela criança no ato de coçar. -Linfadenopatia regional é comum e indicativa de que o agente é o Streptococcus; pode haver febre nos casos complicados. Tratamento ▪ cuidados locais e remoção de crostas ▪ antibiótico tópico (3x/dia por 5 dias): . mupirocina (Bactroban). Retapamulina (Altargo). bacitracina (Nebacetin, Cicatrene). ácido fusídico (Verutex) ▪ Antibiótico sistêmico: cefalosporinas, oxacilina (indicações de antibiótico sistêmico). -Antibiótico tópico, 3x ao dia durante 5 dias, mas em caso de quadro sistêmico, usar antibiótico sistêmico por via oral. Além da toxemia e extensão do quadro, qual a outra indicação de antibiótico sistêmico? -Impetigo pele-oral, tem que usar antibiótico sistêmico(cefalosporina) também, além do tópico. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 3 Caso clínico Lactente de 7 meses, mãe refere alergia no “bumbum” há 3 dias que iniciou na região das fraldas. Refere surgimento de bolhas na evolução e agora está descamando. Fez uso de “Hipoglós” sem melhora e hoje apresentou febre de 38,2 graus. -Bolas -Impetigo bolhoso, base exantematosa-Acomete epiderme superficial. IMPETIGO BOLHOSO - Bolhas superficiais (até 3cm), secreção transparente a purulento - RN: +períneo e periumbilical - Crianças >s: + extremidades - Etiologia: Staphylococcus aureus fago grupo II (toxina epidermolítica A e B) - Age na desmogleína I (proteína desmossomal – adesão celular) -O impetigo bolhoso é causado EXCLUSIVAMENTE por S. aureus produtor de toxinas e representa uma forma localizada de Sd. da pele escaldada estafilocócica -Inicia com bolhas flácidas de paredes finas, superficiais e frágeis que se rompem facilmente, permanecendo uma erosão rasa eritematosa -Afeta frequentemente os RN, em geral após a 2°Semana de vida SINTOMAS ❖ Quadro sistêmico ❖ Febre ❖ Linfadenopatia -Sd. da pele escaldada-Patógeno no sangue. Epiderme Tratamento Limpeza delicada com remoção das crostas e restos cutâneos das bolhas. Higiene (água e sabão antisséptico) Limpeza constante das mãos, e cortar unhas. Antibiótico tópico-Mupirocina (3 x/ dia por 7 dias) ou Retapamulina (2 x/ dia por 5 dias) O tratamento sistêmico deve ser associado a terapia tópica em casos de lesões extensas ou múltiplas Antibiótico sistêmico (oxacilina, cefalosporina, eritromicina, clindamicina etc.) – indicações: depende da sensibilidade bacteriana local. Doença contagiosa recomenda que a criança seja afastada por pelo menos 24h mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 4 das atividades após o início do tratamento adequado. -Tratamento é individualizado, sendo que em geral a doença é autolimitada e dura até 3 semanas, podendo estender se houver novas lesões por autoinoculação. -Bolhas não túrgida e que rompe Caso Clínico Escolar, feminina, 8 anos. Refere lesão na parte inferior da perna direita há 5 dias e há 3 dias com vermelhidão e dor que estendeu para toda a perna e febre de até 39 graus -Brilho é sinal de linfedema, acometimento de derme. -Linfangite, gânglio palpáveis e dolorosos a palpação profunda. Qual a sua hipótese diagnóstica? Erisipela ERISIPELA ▪ Definição: Infecção bacterina da derme superficial e o tecido linfático. -Bactéria penetra por um trauma na pele (Ferimentos, queimaduras, picada de insetos) ou por via hematogênica, localizada na face e MMII. Características da lesão: única, eritematosa, bem delimitada e marginada Etiologia: Streptococcus ß hem. grupo A Quadro Clínico área eritematosa brilhante, margens bem definidas, dolorosa, rápida progressão Pode haver vesículas e bolhas. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 5 Sintomas sistêmicos: Febre, mal-estar e calafrios ▪ Frequente: adenite, linfangite e febre ▪ Ocorre: ~85% em MMII. linfangite é posterior, Diagnóstico • clínico Exame laboratorial ▪ HMG/HMC (± 5-10%) Complicações ➢ Abscessos ➢ Fasceíte necrosante ➢ Sepse Tratamento CASOS LEVES ➔Penicilina benzatina (IM) 7-10 dias ou Penicilina (V.O) ou Macrolídeos: Eritromicina e Azitromicina Elevação de membros. Caso clínico Menino de5 anos. História de picada de inseto há 4 dias perto do cotovelo esquerdo. Há 2 dias com inchaço, vermelhidão no braço. Refere febre hoje de 38,8 graus. -Borda não delimitada, não tem linfangite, não tem linfedema, sem adenite, não tem dor -Dor surge aos poucos, pode ter abscesso -Complicações: Abscesso -S. aureus e estreptococos estão na pele e penetram na pele Qual a sua hipótese diagnóstica? Celulite, infecção primária do tecido subcutâneo. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 6 CELULITE ▪ Definição: Infecção aguda da pele localizada nos tecidos subcutâneos que se apresenta clinicamente com eritema, edema e dor. Etiologia ❖ Staphylococcus aureus ❖ Streptococcus ß hem grupo A Quadro clínico ➢ áreas com limites mal definidos ➢ edema ➢ eritema ➢ calor ➢ dor. ➢ Pode haver febre e adenite. -Um pequeno trauma cutâneo serve como porta de entrada da bactéria. -Lesão apresenta-se eritematosa, endurada e dolorosa Tratamento oxacilina, cefalosporinas de 2º ou 3° geração/ clindamicina/vancomicina - 10 dias Tratamento ambulatorial: Cefalexina (50 a 100 mg/kg a cada 6 H) e a Amoxicilina + Acido clavulanato (30 a 50 mg/ kg a cd 12 H), de 5 a 7 dias conforme a evolução da lesão. Uso de clindamicina no caso de falha terapêutica. Exame Laboratorial -Em caso de internação, colher cultura quando possível das lesões de crianças internadas -Hemocultura. Situações específicas ■ celulite pós veno punção: S. aureus, Gram negativos aeróbios (oxacilina amicacina/ oxacilina +ceftriaxone/ cefepime+vancomicina) ■ celulite pós mordedura humana: S. aureus, Estreptococos, gram negativos anaeróbios (Eikenella corrodens) e espiroquetas (+50% infecção por mais de 1 agente) - Amoxicilina+clavulanato. ■ celulite pós mordedura (cão e gato) – 50-70% Pasteurella multocida (outros: estafilococo, Estreptococo e bacteroides) – amoxicilina+clavulanato -Clavulanato é inibidor de anel-lactâmico ▪ celulite perianal - S. aureus, Gram negativo e anaeróbios - clindamicina ceftriaxone ▪ foco dentário – – gram positivos e anaeróbios de boca- ampicilina/penicilina Quais são as indicações de internação em celulite? ◤CELULITE – Critérios de internação ▪ comprometimento do estado geral ▪ área próxima à articulação ▪ imunodepressão ▪ celulite em face, periorbitária ▪ dificuldade para determinar extensão e profundidade do processo ▪ áreas extensas ▪ região periorificial: perianal, vulvogenital Caso clínico Pré-escolar de 5 anos de idade com história de edema, hiperemia periocular há 2 dias acompanhado de febre de 38,8 graus. Nega lesão prévia ou trauma local. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 7 Celulite periorbitária Celulite orbitária Celulite orbitária- a infecção do seio etmoidal vai causar celulite orbitaria. Qual a sua hipótese diagnóstica? Como se diferenciar clinicamente: celulite periorbitária (pré-septal) X orbitária (pós- septal)?? -Na orbitária tem que fazer TC de órbita -Diferenciar clinicamente pelos sinais edema, proptose, mobilidade ocular, visão, equimose, conjuntival -Cobrir pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável, Moraxella CELULITE DE FACE periorbitária (Pré- septal) orbitária (pós-septal) Etiologia Periorbitária 1. Com porta de entrada: S. aureus, Streptococcus pyogenes 2. Sem porta de entrada: Pneumococo, H. influenzae, Moraxella, S. aureus ou Streptococcus pyogenes Orbitária - Pneumococo, H. influenzae, S. aureus, Estreptococos, anaeróbios Tratamento Periorbitária 1. Com porta de entrada: S. aureus, Streptococcus pyogenes - Oxacilina 2. Sem porta de entrada: Pneumococo, H. influenzae, Moraxella, S. aureus ou Streptococcus pyogenes – Amoxicilina + Clavulanato; Cefuroxima, ceftriaxone Orbitária - Pneumococo, H. influenzae, S. aureus, Estreptococo, anaeróbios – Amoxicilina +Clavulanato; Cefuroxima, ceftriaxone mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 8 Caso clínico Menino de 5 anos, entra no seu consultório e ele já vem dizendo “doutor (a) estou com coceira na cabeça e minha mãe disse que tem “bichinho”. Olha a minha cabeça? Qual a sua hipótese diagnóstica? Você olhou bem de pertinho e..... Pediculose (couro cabeludo) -A pediculose do couro cabeludo é causada por Pediculus humanus capitis (inseto). -Frequente em crianças 3 a 11 anos que estão em escolas -Transmissão contato direto com pessoas, pentes, escovas, toalhas e bonés. ▪ deposita ovos (lêndeas) próximo às raízes dos cabelos, presos por substância gelatinosa (solidifica em minutos) ▪ piolho vive em média 4-6 semanas - põe 100 a 150 ovos (lêndeas) ▪ perfuram a pele do couro cabeludo e sugam o sangue, várias vezes ao dia ▪ Lêndeas- ovais, branco-leitosas, fixadas próximas às raízes dos cabelos (mortas e ocas - ao longo do cabelo). -Ovo do parasita chama-se lêndea Manifestação clínica Prurido, relacionado a picada do inseto Lesões eritema, descamação, escoriação em região occipital. Linfadenomegalia occipital e cervical ▪ mecanismo de hipersensibilidade -10 dias após a infestação (alguns são assintomáticos- superinfestação) ▪ Dificuldade de concentração/distúrbio de sono/ bullying. Tratamento importante: penteação das lêndeas com pente bem fino (embeber o cabelo meia hora antes com água e vinagre 1:1 - acidificação dissolve a gelatina fixadora) e a catação dos piolhos realizada com meticuloso cuidado. Permetrina 1 a 5 %: Aplicação de loção durante 10 min, com enxágue sem seguida. Repetir 1 semana depois. Ivermectina: 0,2 mg/Kg em dose única, repetir 7 dias depois. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 9 mitos a serem quebrados: ▪ Piolhos não voam e nem pulam- contato cabeça/cabeça e outras formas indiretas como compartilhar pentes, escovas, bonés, travesseiros etc. ▪ Lavar a cabeça diariamente com xampus comuns não elimina o piolho ▪ Cabelos curtos e lisos facilitam a visualização e catação, mas não reduzem o risco de infestação. Tratamento tópico Deltametrina - O xampu deve ser aplicado no cabelo e couro cabeludo secos (deixar 5 minutos) → lavar e enxaguar (4 dias consecutivos). Caso clínico Lactente de 8 meses, mãe refere que está irritado, dificuldade de dormir há 6 dias e a 2 dias com aparecimento de alergia no corpo. Nega febre. Qual a sua hipótese diagnóstica? Escabiose -Sarcoptes scabiei, causada pelo contato direto e prolongado com pessoas infectadas, com pelo menos 10 minutos de contato próximo ou objetos próximos. ▪ Agente: ácaro- Sarcoptes scabiei variante hominis ▪ Fêmeas -cavam túneis na pele e depositam suas fezes -1 a 4 ovos/ dia - ácaro maduro em 10/14 dias (ciclo de vida- 30 a 60 dias). ▪ problema de saúde mundial- + 300 milhões de indivíduos todos os anos (+ <2 anos de idade). • contato direto-15 a 20 minutos são suficientes • ▪ Contato indireto (menos frequente): fômites, roupas, toalhas e lençóis, - os ácaros podem sobreviver fora da pele humana por 3-8 dias - creches, orfanatos e asilos têm maior risco de contaminação. -Maior prevalência em regiões rurais e de baixa renda TRANSMISSÃO As fêmeas dos parasitas penetram na epiderme e depositam seus ovos, que se desenvolvem tornando-se parasitas adultos em 2 semanas. Quadro Clínico -Primeiro sintoma =prurido intenso (antes do início da lesão) e mais intenso a noite -Início insidioso com aparecimento de lesões: pápulas eritematosas, vesículas, nódulos, túneis, associado ao prurido intenso. ▪ pelo prurido- escoriação - infecção bacteriana- pústulas ▪ Lactentes➔ dificuldade diagnóstica pelo processo inflamatório e extensão da lesão que se localizam em axilas, palmas e plantas (também face e couro cabeludo) mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br10 ▪ Escolar e adolescentes➔mais frequente nos espaços interdigitais, axilas, punhos, região glútea e genital. ▪ Túnel característico no adulto é raro em crianças ▪ Nódulos escabióticos: lesões vermelhas acastanhadas = reação de hipersensibilidade do hospedeiro contra o agente (+ tronco, região axilar e genital). Ocorrem mais lactentes e podem durar meses. Diagnóstico Clínico, baseado no aspecto e a distribuição das lesões, prurido intenso a noite. Diagnóstico diferencial Dermatite atópica, dermatite de contato, exantemas virais e acropustulose da infância nos lactentes. Escabiose crostosa ou Norueguesa: -É uma variante rara da escabiose, sendo frequente nas crianças imunodeprimidas, com Sd. Down e nos prematuros. -Caracterizada por pápulas eritematosas, hiperceratose, mais acentuada nas palmas e plantas, e pode ou não ser acompanhada de prurido. -Os pacientes com essa escabiose apresentam grande número de parasitas. ✔ lesões ceratóticas, descamativas e espessas, acometendo todo o corpo, principalmente face, pescoço, couro cabeludo e região subungueal. ✔ > morbidade e mortalidade por infecção secundária e sepse. Podem simular dermatite, psoríase, verrugas virais ou reações a drogas. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 11 Diagnóstico 1. Clínico 2. Microscopia /dermatoscopia (escamas de lesões) Tratamento de escabiose Medidas gerais: ✔ Roupas, toalhas, roupas de cama e itens de uso pessoal devem ser trocadas no 1°dia do tratamento. ✔ Máquina de lavar roupas (água quente), ou ferro quente ou secadora de roupas, ou lavar a seco durante os 3 primeiros dias do tratamento ✔ As roupas que não puderem ser lavadas - colocadas em um saco plástico e guardadas por 7 dias. ✔Todas as pessoas que moram na mesma casa com os doentes devem ser tratadas. ✔Nos tratamentos tópicos, deve ser orientada a aplicação em todas as regiões do corpo, incluindo couro cabeludo, virilha, axila, genitália e dedos dos pés e mãos, inclusive as unhas. Loção de permetrina loção a 5%: (primeira escolha) - aplicar em todo o corpo e couro cabeludo à noite, deixar o produto durante a noite (8 a 14 horas) e lavar pela manhã. -Repetir a aplicação após 7 e 14 dias. Esta repetição evita reinfestação. -Aplicação tem que ser feita em pele fria e seca, pois a temperatura umidade interferem na ação da medicação. -Não é aprovada para menores de 2 meses de vida. Ivermectina oral:0,2mg/kg em dose única, repetindo a dose em 7 dias. -Não recomendado para menores de 15 Kg. -Revisão Cochrane demonstrou que este medicamento é menos efetivo que a permetrina para escabiose. Ivermectina solução a 1% (resultados semelhantes a permetrina 5%) - aplicar em todo o corpo e repetir após 14 dias. Enxofre 5 a 10% em creme ou loção (produto de manipulação) - Indicado para crianças < 2 meses. -Deve ser aplicado 1 vez por dia, durante 3 dias consecutivos à noite e lavado pela manhã, repetir em 7 dias. #A infecção secundária deve ser tratada com antibióticos tópicos ou sistêmicos de acordo com a gravidade e a extensão das lesões. O prurido persiste por alguns dias mesmo após tratamento adequado, quando então será indicado o uso de medicações anti-histamínicas para redução do sintoma. Dermatite da área das fraldas Escola Afastamento da escola - o estudante deve permanecer afastado até 24 horas após o término do primeiro ciclo do tratamento. A mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 12 B C Qual a hipótese diagnóstica? Dermatite da área das fraldas ▪ Dermatite de contato por Irritante primário- (DCIP) – assadura -Pico entre 9 a 12 meses de idade ▪ Etiologia e fisiopatologia (oclusão, pH, fraldas, urina, fezes, fricção, hidratação, irritantes primários, substâncias sensibilizantes, microrganismos associados aos irritantes presentes na urina e nas fezes). **enzimas proteolíticas e lipolíticas das fezes. -Oclusão produz aumento da umidade local e da permeabilidade da pele, além de propiciar a proliferação de fungos e bactérias. Quadro Clínico manchas eritematosas brilhantes, confluentes, inicia pelas zonas convexas (polpa dobras) e depois expande perifericamente- dermatite em W -Lesões iniciam com eritema e evoluem com maceração, escoriações, pápulas, erosões e ulcerações na forma grave (Dermatite papuloulcerativa de Jacquet) dermatite papuloulcerativa de Jacquet Complicação principal Candidíase (Monilíase) ▪ maioria: Cândida albicans ***Lesões satélites: pápulas, vesículas, pústulas e crostas mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 13 Diagnóstico Clínico + Exame físico Prevenção e cuidados #Limpeza suave, evitando lenços umedecidos e produtos perfumados, a troca da fralda, além do uso rotineiro de cremes de barreia previnem e minimizam lesões. • frequência de troca de fraldas, fraldas descartáveis X fraldas de pano, higiene diária e preparações que devem ser evitadas (lenços umedecidos); • controle de infecções com higiene ▪ Urina: só água ▪ Fezes: água e sabonete. #Evitar uso de produtos pessoais com fragrância ou conservantes suspeitos. Tratamento (gravidade e tipo de dermatite) ▪ cremes de barreira (óxido de zinco ou a base de petrolato- sem diferença de eficácia); ▪ corticosteroide tópico de baixa potência (creme 1x/dia máximo 5-7 dias) -1° linha de tratamento. ▪ exposição ao sol antes 10 e após 16 hs (sem fraldas 3-5 minutos -umidade/cândida; antibiótico ou antifúngico tópico só se necessário ▪ Laserterapia - estimula a cascata de cicatrização, antioxidante e antiinflamatório (melhora dor/edema) ***Tirar creme de barreira só no banho. #Medidas de suporte como compressas frias com chá de camomila ou água, podem produzir alívio nos eczemas agudos. Qual a hipótese diagnóstica? erupção eritematoso-descamativas- escamas oleosas (amarelo-acinzentadas) +áreas ricas em glândulas sebáceas (couro -Cabeludo, centro da face e áreas intertriginosas). ▪ Idade: lactentes (+ 3 sem-12 meses) e adolescentes -Dermatite seborreica é uma doença inflamatória multifatorial que acomete área do corpo com maior número de glândulas sebáceas. Fisiopatologia ▪ Etiologia e patogenia desconhecida: predisposição genética, reação imune/inflamatória - colonização pela Malassezia furfur e hormônios maternos com aumento de produção sebácea-É provável que DS e os surto da doença sejam provocados por uma combinação de fatores individuais (atividade glândula sebácea, fatores neurogênico e nutricionais, e ambientais( mudança de sazonais e colonização por Malassezia) Manifestação Clínica Placas de erupção eritematoso-descamativas- escamas, arredondadas, localizadas ou confluentes, com crostas amareladas aderidas a base eritematosa -Glândulas sebáceas, como pregas retroauriculares, cervicais, flexoras dos membros e períneo. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 14 . ▪ Autolimitada- duração de semanas a meses Diagnóstico Clínico Tratamento Creme de Hidrocortisona a 1% e imunomoduladores tópicos (tacrolimo e pimecrolimus), Ácido salicílico 3 a 5 % em creme ou xampu para retirar as escamas. ▪ Cetoconazol (xampu 2% ou creme) e sulfeto de selênio ▪ Inibidores tópicos da calcineurina. Qual a hipótese diagnóstica? ▪ Máculas hipocrômicas, mal delimitadas, únicas ou múltiplas, com 0,5-2 cm de diâmetro, com descamação furfúrcia esbranquiçada, hiperemia ocasional. ▪ Associado à atopia, exposição solar e frequência de banhos Pitiríase alba ▪ representa uma dermatite inespecífica com hipopigmentação (hipomelanose) pós- inflamatória residual. ▪ Prevalência na população=1%, nos atópicos=32% ▪ + evidentes no verão (escurecimento da pele ao redor)Patogenia Fungo Malassezia, faz parte da flora normal da pele e sob condições apropriadas, a levedura se transforma em micélio e causa manifestações clínica ▪ +face, ombros e membros superiores -Predominante em adolescentes mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br Herbert.sdp10@uni9.edu.br 15 Fatores de risco • Temperaturas quentes • Alta umidade • Imunossupressão • Má nutrição • Pele oleosa • Excesso de suor • Uso de Corticosteroides Diagnóstico -Clínico= Anamnese + Exame físico -Exame físico revela manchas com descamação furfurácea distribuídas no tronco, face e pescoço. -Ocorre leve descamação ao estiramento, o que chamamos de Sinal de Zileri. Tratamento ✔ Orientações de banho (evitar banhos demorados /frequentes) ✔ Emolientes (hidratação da pele) ✔ Evitar exposição ao sol exagerado (uso de protetor solar) ✔ Tacrolimus pomada 0,1% ou pimecrolimus creme 1% ✔ Corticosteroides de baixa potência/Laserterapia ✔Antifúngicos tópicos (Imidazólicos, cetoconazol) ✔Tratamento sistêmico é raro, mas pode ser usado Fluconazol 300mg em dose única, repetido após 14 dias ou Itraconazol 200mg/dia por 7 dias. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/bo oks/9786555767476/. Acesso em: 16 mai. 2023. mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br