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Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
1 
 
Dermatopatias mais frequentes em Pediatria 
Piodermites➔Impetigo (Impetigo não bolhoso e 
Bolhoso); Erisipela, Celulite. 
Dermatoses parasitárias da infância➔Escabiose, 
Escabiose Norueguesa, Pediculose. 
Dermatite de contato em crianças➔Dermatite de 
fraldas 
Dermatite seborreica 
Micose esporádicos➔Pitiríase 
Mecanismos de defesa da pele 
▪ Características mecânicas da camada córnea 
▪ pH baixo (3-5) dificultando a proliferação 
bacteriana 
 ▪ Relativa sequidão da pele 
▪ Secreção sebácea (ácidos graxos insaturados-
ácido oleico) com propriedades antibacterianas 
▪ Fenômeno de interferência bacteriana 
 ▪ Imunidade humoral e celular 
-Staphylococcus não patogênico 
-Quem dá patologia de pele são estreptococos do 
grupo A, Staphylococcus aureus e gram 
negativos aeróbios. 
-Camada da pele: Córnea- proteção mecânica 
camada granular; camada espinhosa; camada 
basal 
-Toxinas agem em camadas específicas da pele. 
-Corpúsculo de dor 
-Agite o vaso linfático-linfedema, Linfangite e 
adenomegalia. 
-Hipoderme: 
-Impetigo é infecção de epiderme 
 
-Estrepto pyogenes, produz substâncias tóxicas 
que agem na camada espinhosa baixa. 
-Colonização da nasofaringe. 
 
-Os agentes mais frequentemente envolvidos nas 
infecções de pele são cocos Gram-positivos, 
Staphylococcus e o Streptococcus. 
-Staphylococcus é a bactéria predominante no Br 
nas infecções de pele. 
 
IMPETIGO 
-Infecção cutânea mais frequente em crianças de 
2-5 anos, é causada por Staphylococcus aureus, 
Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do 
grupo A ou menos comum bactérias anaeróbias. 
 
FATORES DE RISCO 
➢ Clima quente e úmido 
➢ Falta de higiene 
➢ Dermatite atópica 
➢ Trauma de pele 
➢ Picada de insetos 
➢ Outras condições que rompem a barreira 
cutânea provendo formas secundarias de 
impetigo. 
-Em infecção não complicada, o impetigo pode 
resolver espontaneamente em algumas semanas 
sem deixar cicatrizes, se não trata, no entanto, as 
lesões podem se espalhar (Autoinoculação). 
 
COMPLICAÇÕES 
• Disseminação local ou sistêmica 
• Celulite 
• Osteomielite 
• Artrite séptica 
• Pneumonia 
• Sepse 
 
COMPLICAÇÕES NÃO INFECCIOSAS 
❖ Escarlatina 
❖ Psoríase 
❖ Glomerulonefrite pós-estreptocócica 
(Impetigo não bolhoso) 
 
FORMAS DE IMPETIGO 
Impetigo Não bolhoso (ou crostoso) 
Impetigo Bolhoso 
 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
2 
 
-Diagnóstico de ambas são CLÍNICO, não é 
recomendado a cultura, a não ser que exista 
falha com terapêutica adequada, recorrências da 
lesos ou em pacientes com imunossupressão. 
 
IMPETIGO NÃO BOLHOSO (70%) 
 • infecção de pele mais comum em crianças 
 • mais em estações quentes e úmidas 
 • lesões: máculas, pápulas, vesículas (até 1cm), 
pústulas, crostas melicérias (amarelada e 
aderida) 
• geralmente assintomáticos e sem sinais 
sistêmicos 
 • + áreas expostas: membros, ao redor do nariz e 
boca. 
• agentes etiológicos: Streptococcus ß hem. grupo 
A e/ou Staphylococcus aureus (invasão 
secundária?) 
 • diagnóstico: 
• clínico 
• em casos especiais: bacterioscópico e cultura 
da lesão 
 • critérios de internação: toxemia, extensão do 
processo. 
-Afeta a face e extremidades, caracterizado por 
pápulas ou vesículas eritematosas que progridem 
para pústulas e depois crostas amareladas. 
 
OBS: Geralmente começa com uma única lesão 
maculopapular eritematoso que evolui rápido 
para vesícula. Essa vesícula, pode ser romper e o 
conteúdo seca e forma as crostas cor de mel, que 
é chamada de melicérias. 
-Lesões de 1 a 2 cm de diâmetro e crescem 
centrifugamente. 
-Lesões satélites por autoinoculação, promovida 
pelo ato da retirada das crostas pela criança no 
ato de coçar. 
-Linfadenopatia regional é comum e indicativa 
de que o agente é o Streptococcus; pode haver 
febre nos casos complicados. 
 
 
Tratamento 
 ▪ cuidados locais e remoção de crostas 
 ▪ antibiótico tópico (3x/dia por 5 dias): 
 . mupirocina (Bactroban). Retapamulina 
(Altargo). 
 bacitracina (Nebacetin, Cicatrene). ácido 
fusídico (Verutex) 
 ▪ Antibiótico sistêmico: cefalosporinas, oxacilina 
(indicações de antibiótico sistêmico). 
-Antibiótico tópico, 3x ao dia durante 5 dias, mas 
em caso de quadro sistêmico, usar antibiótico 
sistêmico por via oral. 
 
Além da toxemia e extensão do quadro, qual a outra 
indicação de antibiótico sistêmico? 
-Impetigo pele-oral, tem que usar antibiótico 
sistêmico(cefalosporina) também, além do 
tópico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
3 
 
Caso clínico 
Lactente de 7 meses, mãe refere alergia no 
“bumbum” há 3 dias que iniciou na região das 
fraldas. Refere surgimento de bolhas na evolução 
e agora está descamando. Fez uso de “Hipoglós” 
sem melhora e hoje apresentou febre de 38,2 
graus. 
 
-Bolas 
-Impetigo bolhoso, base exantematosa-Acomete 
epiderme superficial. 
 
IMPETIGO BOLHOSO 
 - Bolhas superficiais (até 3cm), secreção 
transparente a purulento 
 - RN: +períneo e periumbilical 
- Crianças >s: + extremidades 
 - Etiologia: Staphylococcus aureus fago grupo II 
(toxina epidermolítica A e B) 
- Age na desmogleína I (proteína desmossomal –
adesão celular) 
-O impetigo bolhoso é causado 
EXCLUSIVAMENTE por S. aureus produtor de 
toxinas e representa uma forma localizada de Sd. 
da pele escaldada estafilocócica 
-Inicia com bolhas flácidas de paredes finas, 
superficiais e frágeis que se rompem facilmente, 
permanecendo uma erosão rasa eritematosa 
-Afeta frequentemente os RN, em geral após a 
2°Semana de vida 
 
SINTOMAS 
❖ Quadro sistêmico 
❖ Febre 
❖ Linfadenopatia 
 
-Sd. da pele escaldada-Patógeno no sangue. 
 
Epiderme 
 
 
Tratamento 
 Limpeza delicada com remoção das 
crostas e restos cutâneos das bolhas. 
 Higiene (água e sabão antisséptico) 
 Limpeza constante das mãos, e cortar 
unhas. 
 Antibiótico tópico-Mupirocina (3 x/ dia 
por 7 dias) ou Retapamulina (2 x/ dia por 
5 dias) 
 O tratamento sistêmico deve ser 
associado a terapia tópica em casos de 
lesões extensas ou múltiplas 
 Antibiótico sistêmico (oxacilina, 
cefalosporina, eritromicina, clindamicina 
etc.) – indicações: depende da 
sensibilidade bacteriana local. 
 Doença contagiosa recomenda que a 
criança seja afastada por pelo menos 24h 
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4 
 
das atividades após o início do 
tratamento adequado. 
 
-Tratamento é individualizado, sendo que em 
geral a doença é autolimitada e dura até 3 
semanas, podendo estender se houver novas 
lesões por autoinoculação. 
 
 
-Bolhas não túrgida e que rompe 
 
 
 
Caso Clínico 
Escolar, feminina, 8 anos. Refere lesão na parte 
inferior da perna direita há 5 dias e há 3 dias com 
vermelhidão e dor que estendeu para toda a 
perna e febre de até 39 graus 
 
 
-Brilho é sinal de linfedema, acometimento de 
derme. 
-Linfangite, gânglio palpáveis e dolorosos a 
palpação profunda. 
 
Qual a sua hipótese diagnóstica? 
Erisipela 
 
ERISIPELA 
 ▪ Definição: Infecção bacterina da derme 
superficial e o tecido linfático. 
-Bactéria penetra por um trauma na pele 
(Ferimentos, queimaduras, picada de insetos) ou 
por via hematogênica, localizada na face e MMII. 
Características da lesão: única, eritematosa, bem 
delimitada e marginada 
 
Etiologia: 
Streptococcus ß hem. grupo A 
 
Quadro Clínico 
 área eritematosa brilhante, margens bem 
definidas, dolorosa, rápida progressão 
 Pode haver vesículas e bolhas. 
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5 
 
 Sintomas sistêmicos: Febre, mal-estar e 
calafrios 
 
▪ Frequente: adenite, linfangite e febre 
▪ Ocorre: ~85% em MMII. 
 
linfangite é posterior, 
 
 
Diagnóstico 
• clínico 
 
Exame laboratorial 
 ▪ HMG/HMC (± 5-10%) 
 
Complicações 
➢ Abscessos 
➢ Fasceíte necrosante 
➢ Sepse 
 
Tratamento 
 CASOS LEVES ➔Penicilina benzatina (IM) 
7-10 dias ou Penicilina (V.O) ou 
Macrolídeos: Eritromicina e Azitromicina 
 Elevação de membros. 
 
Caso clínico 
Menino de5 anos. História de picada de inseto 
há 4 dias perto do cotovelo esquerdo. Há 2 dias 
com inchaço, vermelhidão no braço. Refere febre 
hoje de 38,8 graus. 
 
-Borda não delimitada, não tem linfangite, não 
tem linfedema, sem adenite, não tem dor 
-Dor surge aos poucos, pode ter abscesso 
-Complicações: Abscesso 
-S. aureus e estreptococos estão na pele e 
penetram na pele 
Qual a sua hipótese diagnóstica? 
 
Celulite, infecção primária do tecido subcutâneo. 
 
 
 
 
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6 
 
CELULITE 
 ▪ Definição: Infecção aguda da pele localizada 
nos tecidos subcutâneos que se apresenta 
clinicamente com eritema, edema e dor. 
 
Etiologia 
❖ Staphylococcus aureus 
❖ Streptococcus ß hem grupo A 
 
Quadro clínico 
➢ áreas com limites mal definidos 
➢ edema 
➢ eritema 
➢ calor 
➢ dor. 
➢ Pode haver febre e adenite. 
 
 
-Um pequeno trauma cutâneo serve como porta 
de entrada da bactéria. 
-Lesão apresenta-se eritematosa, endurada e 
dolorosa 
 
Tratamento 
 oxacilina, cefalosporinas de 2º ou 3° 
geração/ clindamicina/vancomicina - 10 
dias 
 Tratamento ambulatorial: Cefalexina (50 a 
100 mg/kg a cada 6 H) e a Amoxicilina + 
Acido clavulanato (30 a 50 mg/ kg a cd 12 
H), de 5 a 7 dias conforme a evolução da 
lesão. 
 Uso de clindamicina no caso de falha 
terapêutica. 
 
 
Exame Laboratorial 
-Em caso de internação, colher cultura quando 
possível das lesões de crianças internadas 
-Hemocultura. 
 
Situações específicas 
■ celulite pós veno punção: S. aureus, Gram 
negativos aeróbios (oxacilina amicacina/ 
oxacilina +ceftriaxone/ cefepime+vancomicina) 
■ celulite pós mordedura humana: S. aureus, 
Estreptococos, gram negativos anaeróbios 
(Eikenella corrodens) e espiroquetas (+50% 
infecção por mais de 1 agente) - 
Amoxicilina+clavulanato. 
 
■ celulite pós mordedura (cão e gato) – 50-70% 
Pasteurella multocida (outros: estafilococo, 
Estreptococo e bacteroides) – 
amoxicilina+clavulanato 
 
-Clavulanato é inibidor de anel-lactâmico 
▪ celulite perianal - S. aureus, Gram negativo e 
anaeróbios - clindamicina ceftriaxone 
 ▪ foco dentário – – gram positivos e anaeróbios 
de boca- ampicilina/penicilina 
 
Quais são as indicações de internação em 
celulite? 
◤CELULITE – Critérios de internação 
▪ comprometimento do estado geral 
 ▪ área próxima à articulação 
▪ imunodepressão 
 ▪ celulite em face, periorbitária 
 ▪ dificuldade para determinar extensão e 
profundidade do processo 
▪ áreas extensas 
▪ região periorificial: perianal, vulvogenital 
 
Caso clínico 
Pré-escolar de 5 anos de idade com história de 
edema, hiperemia periocular há 2 dias 
acompanhado de febre de 38,8 graus. Nega lesão 
prévia ou trauma local. 
 
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Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
7 
 
Celulite periorbitária
 
Celulite orbitária 
Celulite orbitária- a infecção do seio etmoidal vai 
causar celulite orbitaria. 
 
Qual a sua hipótese diagnóstica? 
 
 
 
 
 
 
 
Como se diferenciar clinicamente: 
celulite periorbitária (pré-septal) X orbitária (pós-
septal)?? 
 
 
-Na orbitária tem que fazer TC de órbita 
-Diferenciar clinicamente pelos sinais edema, 
proptose, mobilidade ocular, visão, equimose, 
conjuntival 
-Cobrir pneumoniae, Haemophilus influenzae 
não tipável, Moraxella 
 
CELULITE DE FACE 
periorbitária (Pré- septal) orbitária (pós-septal) 
 
Etiologia 
Periorbitária 
 1. Com porta de entrada: S. aureus, 
Streptococcus pyogenes 
 2. Sem porta de entrada: Pneumococo, H. 
influenzae, Moraxella, S. aureus ou 
Streptococcus pyogenes 
Orbitária 
- Pneumococo, H. influenzae, S. aureus, 
Estreptococos, anaeróbios 
 
Tratamento 
Periorbitária 
1. Com porta de entrada: S. aureus, 
Streptococcus pyogenes - Oxacilina 
 2. Sem porta de entrada: Pneumococo, H. 
influenzae, Moraxella, S. aureus ou 
Streptococcus pyogenes – Amoxicilina + 
Clavulanato; Cefuroxima, ceftriaxone 
Orbitária - Pneumococo, H. influenzae, S. aureus, 
Estreptococo, anaeróbios – Amoxicilina 
+Clavulanato; Cefuroxima, ceftriaxone 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
8 
 
 
 
 
 
Caso clínico 
Menino de 5 anos, entra no seu consultório e ele 
já vem dizendo “doutor (a) estou com coceira na 
cabeça e minha mãe disse que tem “bichinho”. 
Olha a minha cabeça? 
 
Qual a sua hipótese diagnóstica? 
Você olhou bem de pertinho e..... 
Pediculose (couro cabeludo) 
 
-A pediculose do couro cabeludo é causada por 
Pediculus humanus capitis (inseto). 
-Frequente em crianças 3 a 11 anos que estão em 
escolas 
-Transmissão contato direto com pessoas, pentes, 
escovas, toalhas e bonés. 
▪ deposita ovos (lêndeas) próximo às raízes dos 
cabelos, presos por substância gelatinosa 
(solidifica em minutos) 
 ▪ piolho vive em média 4-6 semanas - põe 100 a 
150 ovos (lêndeas) 
 ▪ perfuram a pele do couro cabeludo e sugam o 
sangue, várias vezes ao dia 
 ▪ Lêndeas- ovais, branco-leitosas, fixadas 
próximas às raízes dos cabelos (mortas e ocas - 
ao longo do cabelo). 
-Ovo do parasita chama-se lêndea 
 
Manifestação clínica 
 Prurido, relacionado a picada do inseto 
 Lesões eritema, descamação, escoriação 
em região occipital. 
 Linfadenomegalia occipital e cervical 
▪ mecanismo de hipersensibilidade -10 dias após 
a infestação (alguns são assintomáticos-
superinfestação) 
▪ Dificuldade de concentração/distúrbio de 
sono/ bullying. 
 
Tratamento 
 importante: penteação das lêndeas com 
pente bem fino (embeber o cabelo meia 
hora antes com água e vinagre 1:1 -
acidificação dissolve a gelatina fixadora) e 
a catação dos piolhos realizada com 
meticuloso cuidado. 
 Permetrina 1 a 5 %: Aplicação de loção 
durante 10 min, com enxágue sem 
seguida. Repetir 1 semana depois. 
 Ivermectina: 0,2 mg/Kg em dose única, 
repetir 7 dias depois. 
 
 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
9 
 
mitos a serem quebrados: 
▪ Piolhos não voam e nem pulam- contato 
cabeça/cabeça e outras formas indiretas como 
compartilhar pentes, escovas, bonés, 
travesseiros etc. 
 ▪ Lavar a cabeça diariamente com xampus 
comuns não elimina o piolho 
 ▪ Cabelos curtos e lisos facilitam a visualização e 
catação, mas não reduzem o risco de infestação. 
Tratamento tópico 
Deltametrina - O xampu deve ser aplicado no 
cabelo e couro cabeludo secos (deixar 5 minutos) 
→ lavar e enxaguar (4 dias consecutivos). 
 
Caso clínico 
Lactente de 8 meses, mãe refere que está 
irritado, dificuldade de dormir há 6 dias e a 2 
dias com aparecimento de alergia no corpo. Nega 
febre. 
 
 
 
Qual a sua hipótese diagnóstica? 
 
Escabiose 
-Sarcoptes scabiei, causada pelo contato direto e 
prolongado com pessoas infectadas, com pelo 
menos 10 minutos de contato próximo ou 
objetos próximos. 
▪ Agente: ácaro- Sarcoptes scabiei variante 
hominis 
▪ Fêmeas -cavam túneis na pele e depositam suas 
fezes -1 a 4 ovos/ dia - ácaro maduro em 10/14 
dias (ciclo de vida- 30 a 60 dias). 
▪ problema de saúde mundial- + 300 milhões de 
indivíduos todos os anos (+ <2 anos de idade). 
• contato direto-15 a 20 minutos são 
suficientes 
• ▪ Contato indireto (menos frequente): 
fômites, roupas, toalhas e lençóis, - os 
ácaros podem sobreviver fora da pele 
humana por 3-8 dias - creches, orfanatos e 
asilos têm maior risco de contaminação. 
-Maior prevalência em regiões rurais e de baixa 
renda 
 
TRANSMISSÃO 
As fêmeas dos parasitas penetram na epiderme e 
depositam seus ovos, que se desenvolvem 
tornando-se parasitas adultos em 2 semanas. 
 
Quadro Clínico 
-Primeiro sintoma =prurido intenso (antes do 
início da lesão) e mais intenso a noite 
-Início insidioso com aparecimento de lesões: 
pápulas eritematosas, vesículas, nódulos, túneis, 
associado ao prurido intenso. 
 ▪ pelo prurido- escoriação - infecção bacteriana- 
pústulas 
 ▪ Lactentes➔ dificuldade diagnóstica pelo 
processo inflamatório e extensão da lesão que se 
localizam em axilas, palmas e plantas (também 
face e couro cabeludo) 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
Herbert.sdp10@uni9.edu.br10 
 
 
 
 
▪ Escolar e adolescentes➔mais frequente nos 
espaços interdigitais, axilas, punhos, região 
glútea e genital. 
 
▪ Túnel característico no adulto é raro em 
crianças 
 
 
▪ Nódulos escabióticos: lesões vermelhas 
acastanhadas = reação de hipersensibilidade do 
hospedeiro contra o agente (+ tronco, região 
axilar e genital). Ocorrem mais lactentes e 
podem durar meses. 
 
Diagnóstico 
 Clínico, baseado no aspecto e a 
distribuição das lesões, prurido intenso a 
noite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico diferencial 
Dermatite atópica, dermatite de contato, 
exantemas virais e acropustulose da infância nos 
lactentes. 
 
Escabiose crostosa ou Norueguesa: 
-É uma variante rara da escabiose, sendo 
frequente nas crianças imunodeprimidas, com 
Sd. Down e nos prematuros. 
-Caracterizada por pápulas eritematosas, 
hiperceratose, mais acentuada nas palmas e 
plantas, e pode ou não ser acompanhada de 
prurido. 
 
-Os pacientes com essa escabiose apresentam 
grande número de parasitas. 
 ✔ lesões ceratóticas, descamativas e espessas, 
acometendo todo o corpo, principalmente face, 
pescoço, couro cabeludo e região subungueal. 
✔ > morbidade e mortalidade por infecção 
secundária e sepse. Podem simular dermatite, 
psoríase, verrugas virais ou reações a drogas. 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
Herbert.sdp10@uni9.edu.br 
 
11 
 
 
 
Diagnóstico 
1. Clínico 
 2. Microscopia /dermatoscopia (escamas de 
lesões) 
 
 
 
 
Tratamento de escabiose 
 
Medidas gerais: 
✔ Roupas, toalhas, roupas de cama e itens de 
uso pessoal devem ser trocadas no 1°dia do 
tratamento. 
 
✔ Máquina de lavar roupas (água quente), ou 
ferro quente ou secadora de roupas, ou lavar a 
seco durante os 3 primeiros dias do tratamento 
 
✔ As roupas que não puderem ser lavadas -
colocadas em um saco plástico e guardadas por 7 
dias. 
 
✔Todas as pessoas que moram na mesma casa 
com os doentes devem ser tratadas. 
 
✔Nos tratamentos tópicos, deve ser orientada a 
aplicação em todas as regiões do corpo, incluindo 
couro cabeludo, virilha, axila, genitália e dedos 
dos pés e mãos, inclusive as unhas. 
 
 
Loção de permetrina loção a 5%: (primeira 
escolha) - aplicar em todo o corpo e couro 
cabeludo à noite, deixar o produto durante a 
noite (8 a 14 horas) e lavar pela manhã. 
-Repetir a aplicação após 7 e 14 dias. Esta 
repetição evita reinfestação. 
-Aplicação tem que ser feita em pele fria e seca, 
pois a temperatura umidade interferem na ação 
da medicação. 
-Não é aprovada para menores de 2 meses de 
vida. 
 
 Ivermectina oral:0,2mg/kg em dose única, 
repetindo a dose em 7 dias. 
-Não recomendado para menores de 15 Kg. 
-Revisão Cochrane demonstrou que este 
medicamento é menos efetivo que a permetrina 
para escabiose. 
 Ivermectina solução a 1% (resultados 
semelhantes a permetrina 5%) - aplicar em todo 
o corpo e repetir após 14 dias. 
 
Enxofre 5 a 10% em creme ou loção (produto de 
manipulação) 
- Indicado para crianças < 2 meses. 
-Deve ser aplicado 1 vez por dia, durante 3 dias 
consecutivos à noite e lavado pela manhã, 
repetir em 7 dias. 
#A infecção secundária deve ser tratada com 
antibióticos tópicos ou sistêmicos de acordo com 
a gravidade e a extensão das lesões. O prurido 
persiste por alguns dias mesmo após tratamento 
adequado, quando então será indicado o uso de 
medicações anti-histamínicas para redução do 
sintoma. 
 
Dermatite da área das fraldas 
 
Escola 
Afastamento da escola - o estudante deve 
permanecer afastado até 24 horas após o término 
do primeiro ciclo do tratamento. 
A 
mailto:Herbert.sdp10@uni9.edu.br
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12 
 
B 
C 
Qual a hipótese diagnóstica? 
 
Dermatite da área das fraldas 
 
▪ Dermatite de contato por Irritante primário-
(DCIP) – assadura 
-Pico entre 9 a 12 meses de idade 
 
▪ Etiologia e fisiopatologia (oclusão, pH, fraldas, 
urina, fezes, fricção, hidratação, irritantes 
primários, substâncias sensibilizantes, 
microrganismos associados aos irritantes 
presentes na urina e nas fezes). 
**enzimas proteolíticas e lipolíticas das fezes. 
-Oclusão produz aumento da umidade local e da 
permeabilidade da pele, além de propiciar a 
proliferação de fungos e bactérias. 
 
Quadro Clínico 
manchas eritematosas brilhantes, confluentes, 
inicia pelas zonas convexas (polpa dobras) e 
depois expande perifericamente- dermatite em W 
 
-Lesões iniciam com eritema e evoluem com 
maceração, escoriações, pápulas, erosões e 
ulcerações na forma grave (Dermatite 
papuloulcerativa de Jacquet) 
 
dermatite papuloulcerativa de Jacquet 
 
 
 
 
 
Complicação principal 
Candidíase (Monilíase) 
 ▪ maioria: Cândida albicans 
 
***Lesões satélites: pápulas, vesículas, pústulas 
e crostas 
 
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Diagnóstico 
Clínico + Exame físico 
 
Prevenção e cuidados 
#Limpeza suave, evitando lenços umedecidos e 
produtos perfumados, a troca da fralda, além do 
uso rotineiro de cremes de barreia previnem e 
minimizam lesões. 
• frequência de troca de fraldas, fraldas 
descartáveis X fraldas de pano, higiene 
diária e preparações que devem ser 
evitadas (lenços umedecidos); 
• controle de infecções com higiene 
▪ Urina: só água 
▪ Fezes: água e sabonete. 
#Evitar uso de produtos pessoais com fragrância 
ou conservantes suspeitos. 
 
 
Tratamento (gravidade e tipo de dermatite) 
 
 ▪ cremes de barreira (óxido de zinco ou a base 
de petrolato- sem diferença de eficácia); 
 
▪ corticosteroide tópico de baixa potência (creme 
1x/dia máximo 5-7 dias) -1° linha de tratamento. 
 
 ▪ exposição ao sol antes 10 e após 16 hs (sem 
fraldas 3-5 minutos -umidade/cândida; 
antibiótico ou antifúngico tópico só se 
necessário 
▪ Laserterapia - estimula a cascata de 
cicatrização, antioxidante e antiinflamatório 
(melhora dor/edema) ***Tirar creme de barreira 
só no banho. 
#Medidas de suporte como compressas frias com 
chá de camomila ou água, podem produzir alívio 
nos eczemas agudos. 
 
Qual a hipótese diagnóstica? 
erupção eritematoso-descamativas- escamas 
oleosas (amarelo-acinzentadas) +áreas ricas em 
glândulas sebáceas (couro 
 
 
 
-Cabeludo, centro da face e áreas 
intertriginosas). 
▪ Idade: lactentes (+ 3 sem-12 meses) e 
adolescentes 
-Dermatite seborreica é uma doença inflamatória 
multifatorial que acomete área do corpo com 
maior número de glândulas sebáceas. 
 
Fisiopatologia 
 ▪ Etiologia e patogenia desconhecida: 
predisposição genética, reação 
imune/inflamatória - colonização pela 
Malassezia furfur e hormônios maternos com 
aumento de produção sebácea-É provável que 
DS e os surto da doença sejam provocados por 
uma combinação de fatores individuais 
(atividade glândula sebácea, fatores neurogênico 
e nutricionais, e ambientais( mudança de 
sazonais e colonização por Malassezia) 
 
Manifestação Clínica 
Placas de erupção eritematoso-descamativas- 
escamas, arredondadas, localizadas ou 
confluentes, com crostas amareladas aderidas a 
base eritematosa 
 
 
-Glândulas 
sebáceas, como 
pregas 
retroauriculares, 
cervicais, 
flexoras dos 
membros e 
períneo. 
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. ▪ Autolimitada- duração de semanas a meses 
 
Diagnóstico 
Clínico 
 
Tratamento 
 Creme de Hidrocortisona a 1% e 
imunomoduladores tópicos (tacrolimo e 
pimecrolimus), Ácido salicílico 3 a 5 % em 
creme ou xampu para retirar as escamas. 
 ▪ Cetoconazol (xampu 2% ou creme) e sulfeto de 
selênio 
 ▪ Inibidores tópicos da calcineurina. 
 
 
 
 
Qual a hipótese diagnóstica? 
▪ Máculas hipocrômicas, mal delimitadas, únicas 
ou múltiplas, com 0,5-2 cm de diâmetro, com 
descamação furfúrcia esbranquiçada, hiperemia 
ocasional. 
▪ Associado à atopia, exposição solar e 
frequência de banhos 
 
 
 
 
 
Pitiríase alba 
▪ representa uma dermatite inespecífica com 
hipopigmentação (hipomelanose) pós-
inflamatória residual. 
▪ Prevalência na população=1%, nos 
atópicos=32% 
▪ + evidentes no verão (escurecimento da pele ao 
redor)Patogenia 
Fungo Malassezia, faz parte da flora normal da 
pele e sob condições apropriadas, a levedura se 
transforma em micélio e causa manifestações 
clínica 
 ▪ +face, ombros e membros superiores 
-Predominante em adolescentes 
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Fatores de risco 
• Temperaturas quentes 
• Alta umidade 
• Imunossupressão 
• Má nutrição 
• Pele oleosa 
• Excesso de suor 
• Uso de Corticosteroides 
 
 
Diagnóstico 
-Clínico= Anamnese + Exame físico 
 
-Exame físico 
revela manchas 
com descamação 
furfurácea 
distribuídas no 
tronco, face e 
pescoço. 
-Ocorre leve 
descamação ao 
estiramento, o que 
chamamos de Sinal 
de Zileri. 
 
 
 
Tratamento 
✔ Orientações de banho (evitar banhos 
demorados /frequentes) 
✔ Emolientes (hidratação da pele) 
✔ Evitar exposição ao sol exagerado (uso de 
protetor solar) 
✔ Tacrolimus pomada 0,1% ou pimecrolimus 
creme 1% 
✔ Corticosteroides de baixa 
potência/Laserterapia 
✔Antifúngicos tópicos (Imidazólicos, 
cetoconazol) 
✔Tratamento sistêmico é raro, mas pode ser 
usado Fluconazol 300mg em dose única, repetido 
após 14 dias ou Itraconazol 200mg/dia por 7 
dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander 
R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. 
[Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 
2021. E-book. ISBN 9786555767476. Disponível 
em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/bo
oks/9786555767476/. Acesso em: 16 mai. 2023. 
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