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Fratura supracondiliana Fratura supracondiliana do úmero 2 ‐ Tipo de fratura mais comum em crianças ‐ Faixa etária – 3 a 12 anos EPIDEMIOLOGIA 3 01 PICO 5 – 7 ANOS 02 SEXO MENINOS (maior incidência) MENINAS (menor incidência) 03 LOCAL DE FRATURA ÚMERO ESQUERDO (maior incidência) ÚMERO DIREITO (menor incidência) 04 TIPO DE FRATURA EXTENSÃO (maior incidência) FLEXÃO (menor incidência) 05 TRATAMENTO CIRÚRGICO (maior incidência) CONSERVADOR (menor incidência) MECANISMO DE LESÃO 4 Queda com mão espalmada e cotovelo hiperextendido (maior incidência) Mão pronada (maior incidência) Mão supinada Trauma direto ou queda com cotovelo fletido TIPOS DE DESVIO 5 1. DESVIO POSTEROMEDIAL: O fragmento proximal pode colocar em risco o nervo radial 2. DESVIO POSTEROLATERAL: O fragmento proximal pode levar a lesões do nervo mediano e artéria braquial Para definir um desvio devemos observar para onde foi o fragmento distal Ângulo de baumann 6 ÂNGULO DE BAUMANN LINHA UMERAL ANTERIOR INCIDÊNCIA DE JONES Classificação de gartland 7 TIPO I: É um tipo que não teve desvio ou tem um desvio leve, que pode ter ou não lesão óssea visível no raio x TIPO II: É fratura que é desviada e tem integridade da cortical posterior do úmero TIPO III: Não tem contato cortical, tanto posterior quanto inferior, grande desvio. SINAIS E SINTOMAS 8 DOR EDEMA DEFORMIDADE EM S EQUIMOSE (REGIÃO ANTERIOR DO COTOVELO) SINAL DA COVINHA (PUCKER) SÍNDOREME COMPARTIMENTAL AGUDA – AGITAÇÃO, ANSIEDADE E AUMENTIO DA ANALEGIA CASO CLÍNICO 9 Paciente do sexo masculino, 7 anos de idade, apresenta quadro de dor e deformidade no cotovelo esquerdo após queda de bicicleta. Ao realizar exame de imagem foi confirmada fratura supracondiliana tipo II, pelo sistema de gartland. Tratamento: foi realizada cirurgia de redução aberta e fixação percutânea cruzada dos fios de kirschner Diagnóstico fisioterapêutico 10 Alterações musculoesqueléticas Limitação da amplitude de movimento da: extensão, flexão e pronação Diminuição de força muscular Alterações vasculares edema Conduta fisioterapêutica 11 0-6 semanas: manter os fios de kirschner e tipoia para a restrição dos movimentos do cotovelo, punho e mão - Mobilização das articulações não imobilizadas. 6-9 semanas: retirada da tipoia e dos fios de kirschner e mobilização conforme dor para ganho de ADM. - Massoterapia (deslizamento superficial em tendão bicipital) por 10 min, caso haja contratura do bíceps (estimulação para circulação sanguínea) - Mobilização passiva não forçada do cotovelo: flexão, extensão e pronação (respeitando a dor) 3x10 repetições (ganho de ADM) - Mobilização ativa (cotovelo, punho e dedos) 3x10 repetições (ganho de ADM) - Exercícios resistidos para preensão palmar com “digiflex”. Conduta fisioterapêutica 12 - Alongamento dos músculos do cotovelo, punho e dedo (evitar atrofia muscular) - Mobilização acessória da articulação rádio-ulnar proximal, úmero ulnar e úmero radial graus I e II para controle álgico e grau III para ganho de ADM. 9-12 semanas: exercício isotônico de flexão e extensão do cotovelo, com resistência elástica 3x20 repetições. - Mobilização ativa (cotovelo, punho e dedo) 3x10 repetições - Mobilização acessória da articulação rádio-ulnar proximal, úmero-ulnar e úmero-radial graus III e IV para ganho de ADM. - Exercício proprioceptivo: lançar bola para o alto e bater palma uma ou mais vezes, antes de pegá-la novamente - Exercício sensório motor: Puxar, até um ponto marcado, objetos mais pesados, exemplo: saquinho com pedrinhas, pular corda Conduta fisioterapêutica 13 Brincadeiras lúdicas: - Brincar de encestar bolas - Video-game: Jogos de esportes (ex: tênis, baseball) 14 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA AMATUZZI, Marco Martins; FILHO, Américo Zopp; MONTENEGRO, Nei Botter. Fratura supracondiliana do úmero em crianças: estudo de 90 casos operados. Rev Bras Ortop _ Vol. 32, Nº 6 – Junho, 1997. MARTIN, Rodrigo. et al. Análise de fraturas supracondilianas do úmero em crianças. Acta Ortop Bras 10(2) - ABR/JUN, 2002 OLIVEIRA, Claudenice; LOPES, Luciana; SANTOS, Priscila. Fratura Supracondiliana em Crianças. Acadêmicas do Curso de Fisioterapia da Universidade Católica do Salvador – UCSal. FILHO, Carlos. et al. Desvios Rotacionais na Fratura Supracondiliana do Úmero em Crianças: Novo Método de Avaliação. Rev Bras Ortop. 2011;46(Suppl 4):45-50 FRANCISCO, Antonio. Ortopedia e Traumatologia: Temas fundamentais e a Reabilitação. 21. ed. Umuarama: Elenco, 2004. BATISTA, José. Fundamentos de Ortopedia e Traumatologia. ed. São Paulo: Atheneu, 2013. MOTTA, Geraldo.; ELOY, Tarcisio. Ortopedia e Traumatologia. 1. ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2018.