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Geovana Sanches, TXXIV 
UROLITÍASE 
 
DEFINIÇÃO 
 A urolitíase é uma doença caracterizada 
pela presença de cálculos na via urinária, também 
conhecida como cálculo renal ou, popularmente, 
“pedra no rim”. 
 Trata-se de uma condição muito 
frequente, correspondendo a até 25% das 
consultas urológicas. 
 
EPIDEMIOLOGIA 
• Distribuição varia muito de uma região 
para outra 
o Regiões mais secas e/ou com 
temperatura mais elevada: maior 
prevalência de cálculo renal 
• Dependente da hidratação 
• Maior prevalência em homens 
o H 3:1 M 
• Incidência: 8 a 10% da população (Brasil) 
Fatores de risco 
• Genéticos 
o Maior prevalência em indivíduos 
com história familiar + 
• Baixa ingesta de líquidos 
• Consumo excessivo de proteína animal e 
sódio 
o Nos rins, o sódio é trocado por 
cálcio e a maioria dos cálculos 
apresentam esse íon em sua 
composição 
• Clima seco e temperaturas elevadas 
• Ocupação 
o Exposição à temperaturas elevadas 
o Metalúrgica 
o Cozinheiro 
• Afecções que interferem na absorção de 
cálcio 
o Doença inflamatória intestinal 
o Pós-cirurgia de by-pass 
• Medicamentos 
o Cálcio 
o Vitamina C e D 
o Topiramato 
 
TIPOS DE CÁLCULO RENAL 
Oxalato de cálcio 
• É o principal tipo de cálculo renal 
o Junto aos de fosfato de cálcio, 
correspondem a 80% dos casos 
 
• 1ª nucleação: molécula de oxalato se une a 
molécula de cálcio, formando um núcleo 
o Isso ocorre devido a urina 
supersaturada (pouco solvente e 
muito soluto), a qual promove 
acúmulo de sais formadores de 
cálculos 
• A partir da formação do núcleo, há 
agregação de outras moléculas, 
promovendo o crescimento do cálculo 
• Enquanto ela está na papila renal, não 
causa quadro clínico no paciente. Por outro 
lado, o cálculo pode se locomover em 
direção ao sistema coletor, impactando em 
algum local do sistema 
• Por ser espiculado, o cálculo pode se aderir 
em algum local do sistema, induzindo 
processo inflamatório. Quando isso ocorre, 
o paciente evolui com cólica renal 
• Principais pontos de obstrução 
o Junção uretero-piélica (JUP) 
o Cruzamento de vasos ilíacos 
o Junção uretero-vesical (JUV) 
Outros tipos 
 
• Fosfato de cálcio 
o Também é frequente 
• Estruvita 
o Infeccioso 
o Fosfato magnesiano amoniacal 
• Ácido úrico 
• Cistina 
o Normalmente secundário a doença 
genética 
 
FISIOPATOLOGIA DA CÓLICA RENAL 
 A formação e presença do cálculo renal, 
por si só, não causa dor no paciente. A cólica renal 
vai ocorrer quando o cálculo se locomove pela via 
urinária e impacta em algum local. 
 A partir disso, toda a urina que passaria ali 
fica represada, causando uma dilatação da região 
acima do cálculo. Assim, há distensão e estímulo 
dos receptores da dor na cápsula renal e o 
paciente começa a apresentar dor. 
 
Geovana Sanches, TXXIV 
DIAGNÓSTICO 
Quadro clínico 
• Nefrolitíase 
o Dor em cólica na região do flanco 
ipsilateral 
o Sinal de Giordano 
• Ureterolitíase 
o Dor em cólica na região do flanco 
o Irradiação para fossa ilíaca, parede 
da vagina ou testículo 
o Poliúria e/ou disúria 
o Pode ser confundida com 
apendicite e ovulação 
Exames laboratoriais 
• Urina I 
o Hematúria micro ou macroscópica 
o Leucocitúria (o cálculo é 
interpretado pelo endotélio como 
um corpo estranho) 
• Exames de sangue 
o Quando não há complicações, 
geralmente é normal 
o Leucocitose: quando há infecção 
concomitante, como por exemplo 
uma pielonefrite obstrutiva 
o Ureia e creatinina 
§ Em geral normais 
§ Podem estar discretamente 
aumentadas devido a 
desidratação 
Exames de imagem 
• Raio-X 
 
Composição Radiopacidade 
Fosfato de cálcio Muito radiopaco 
Oxalato de cálcio Radiopaco 
Estruvita Moderadamente 
radiopaco 
Cistina Levemente 
radiopaco 
Ácido úrico Radiotransparente 
 
o Oxalato de cálcio apresenta 
densidade semelhante à dos ossos 
o Ácido úrico é totalmente radio-
transparente, mas representa 
apenas 10% dos cálculos 
o A ausência de identificação de 
cálculo ao Rx não exclui o 
diagnóstico 
• Urografia excretora 
o Rx contrastado, ainda utilizado em 
alguns serviços 
o Injeta-se contraste iodado via EV e 
avalia a excreção renal 
o Imagens no 1º, 5º, 10º e 30º 
minutos 
• Ultrassonografia 
o Exame muito dependente do 
operador e da qualidade do 
aparelho 
§ Cálculos < 4mm não 
formam sombra, de forma 
que sua identificação não é 
possível. Todavia, nesses 
casos o tratamento será 
expectante. 
o A onda sonora não passa pelo 
cálculo, formando uma sombra 
acústica posterior 
o É um bom exame para avaliação de 
hidronefrose e dilatações 
• Tomografia de abdome 
o Urotomografia sem contraste 
§ Cortes de 1 em 1mm 
§ Identificação de 100% dos 
cálculos renais 
o Protocolo litíase 
§ O contraste é nefrotóxico e 
alguns pacientes são 
alérficos 
§ Todavia, nos casos de 
obstrução, o radiologista 
poderá injetar contraste 
para avaliação do grau 
 
TRATAMENTO 
Clínico 
• Hidratação leve 
o Não pode ser muito intensa, pois 
isso estimulará a produção de urina 
e piorará a dor do paciente 
• Anti-hemético 
• Analgésico comum intravenoso 
o Buscopan Composto® 
§ Escopolamina + Dipirona 
§ Relaxamento da 
musculatura lisa do ureter 
• Anti-inflamatório intravenoso 
o Cetoprofeno (Profenid®) 
o Tenoxicam (Tilatil®) 
• Opioide ou opiácio 
o Morfina (Dimorf®) 
o Tramadal (tramal®) 
 
Geovana Sanches, TXXIV 
 Na ausência de complicações ao exame de 
imagem, o paciente poderá ser liberado com 
medidas clínicas gerais, analgesia e anti-
inflamatório. Todavia, deve-se orientá-lo a 
procurar um urologista. 
 Nos casos em que há complicação no 
exame de imagem ou não há melhora mesmo com 
o uso de opioides, faz-se necessário a internação 
para melhor avaliação. 
 Caso o paciente esteja com febre e haja 
leucocitose no hemograma, a internação também 
está indicada. Nesses casos, deve-se iniciar o 
antibiótico EV e solicitar avaliação do urologista. 
Tratamento médico expulsivo 
• Analgésico comum 
• Anti-inflamatório 
• Alfa-bloqueador 
o Tansulosina 
§ Secotex ADV® 
§ Omnic Ocas® 
o Relaxamento dos alfa-receptores 
do trígono vesical, visando a 
dilatação do terço distal do ureter 
para eliminação do cálculo 
• Opiáceo 
o Se dor intensa 
Tratamento urológico 
Litotripsia extracorpórea (LECO) 
• Aparelho libera ondas eletromagnéticas na 
tentativa de quebrar o cálculo em 
pequenos fragmentos, para que esses 
sejam eliminados 
• Pode ser realizado em cálculos de 5mm a 2 
cm – caso ele seja maior do que isso, a 
massa calcaria é muito grande e pode 
obstruir o ureter 
• Localização do cálculo via USG ou TC 
• Problema: o rim é um órgão que se move 
com a respiração. Sendo assim, faz-se 
necessário sedação do paciente para 
diminuição dos movimentos respiratórios 
• Contra-indicações 
o Infecção urinária 
§ Deve-se realizar exame de 
urina antes do tratamento 
o Gestação 
o Uso de AAS e anticoagulantes 
o Hipertensão arterial descontrolada 
o Marca-passo 
Ureterorenolipotripsia 
• Pode ser realizado para cálculos entre 5 e 
20mm 
• Passagem de fio-guia para segurança, 
seguida da aplicação de laser – pulveriza o 
cálculo ou fragmenta-o 
• Após procedimento, deve-se deixar um 
duplo-J para evitar que os fragmentos do 
cálculo obstruam o ureter 
o Mantido por no máximo 15 a 20 
dias 
Nefrolipotripsia percutânea 
• Consiste na fragmentação do cálculo 
através da pele 
• É utilizada para cálculos > 2 cm 
• Cirurgia de grande porte 
o Anestesia geral 
o Paciente em decúbito dorsal ou 
horizontal 
o Punção da pelve renal à fio guia 
pelo ureter à dilatação do trajeto 
até chegar ao rim à nefroscopia à 
pulverização e aspiração do cálculo 
o Alta em 24 a 48h 
• Após o procedimento, deve-se deixar o 
duplo J 
• Riscos 
o Sangramento (necessário deixar 
sonda de nefrostostomia 
compressiva) 
o Perfuração do intestino na punção 
(cólon encontra-se muito próximo) 
Em resumo... 
• Até 5mm 
o Conduta expectante• 5mm a 2cm 
o LECO 
 ou 
o Ureterorenolipotripsia 
• > 2cm 
o Nefrolipotripsia percutânea 
 
CUIDADOS 
• ITU + cálculo ureteral 
o Sempre que possível, devemos 
solicitar um hemograma e função 
renal 
o Casos de ITU associados a cálculo 
ureteral tem grande chance de 
evolução para sepse e choque 
• Sepse 
• Choque séptico 
• Óbito 
 
Geovana Sanches, TXXIV 
PREVENÇÃO 
• Alta ingesta hídrica 
• Redução da ingesta de sal 
• Ingestão de citrato (ex. frutas cítricas) 
o O citrato é um quelante de cálcio, 
impedindo a união desse íon com o 
oxalato e, assim, prevenindo a 
formação do cálculo 
• Cálculos de ácido úrico 
o Alopurinol 
o Diminuição da ingesta proteica 
o Alcalinização da urina

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