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Universidade Tiradentes - Medicina P3
Incontinência urinária e
iatrogenia
TUTORIA
Incontinência urinária: Definida pela
Sociedade Internacional de Continências
como qualquer perda involuntária de
urina.
● É uma condição altamente
prevalente na população idosa. 
● Uma das grandes síndromes
geriátricas.
● Compromete a qualidade de vida
dos afetados, familiares e
cuidadores.
● Acarreta aumento dos custos em
saúde e resultar em
institucionalizações precoces. 
● Condição subdiagnosticada e
subtratada.
1. EPIDEMIOLOGIA:
● A prevalência de incontinência
urinária em idosos é variável
dentro da literatura. (Grande
heterogeneidade da população,
diferentes definições e
questionários utilizados, ausência
de seguimento a longo prazo e
etc).
● O sexo feminino é o mais
acometido (para todas as faixas
etárias) devido a causas
anatômicas.
● O envelhecimento aumenta tanto
a prevalência quanto a gravidade
dos casos. 
● 30%-60% das mulheres idosas 
● 10-35% dos homens idosos 
● Até 80% dos institucionalizados
têm incontinência urinária.
● Está associada a: 
○ Aumento no risco de
quedas e fraturas;
○ Infecções do trato urinário
recorrentes; 
○ Celulites;
○ Úlceras de pressão; 
○ Disfunções sexuais;
○ Distúrbios do sono; 
○ Isolamento social;
○ Depressão;
○ Estresse do cuidador;
○ Institucionalização
precoce.
● A crença de que incontinência
seria uma consequência natural
do envelhecimento explica por
que mais da metade dos idosos
não procura auxílio médico.
2. FISIOLOGIA:
● O trato urinário inferior (TUI) tem
por função o armazenamento e a
eliminação da urina e é composto
por bexiga, uretra e
esfíncteres.
● A micção envolve a integração de
nervos periféricos, medula e
1
Conhecer a
incontinência urinária
(fisiopatologia,
etiologia, quadro
clínico, epidemiologia,
diagnóstico e
consequências)
centros encefálicos em córtex
cerebral, ponte, bulbo e
mesencéfalo. 
● Estes centros superiores dirigem
aos órgãos do trato urinário
inferior influências neurológicas
excitatórias e inibitórias e
recebem aferências sensitivas.
● Centros controladores em áreas
corticais (giros frontal e
cingulado) e subcorticais
promovem influência inibitória da
micção em nível pontino e
influência excitatória do esfíncter
uretral externo, permitindo o
controle voluntário. 
● O centro pontino da micção
(CPM) é essencial para a
coordenação de todo o processo
(modulação dos sistemas
nervosos simpático e
parassimpático).
● Na fase de esvaziamento
vesical o CPM envia estímulos
excitatórios para medula sacral e
inibitórios para coluna
toracolombar, enquanto na fase
de enchimento esse processo se
inverte.
● A inervação simpática do TUI
emerge da medula toracolombar,
fazendo sinapses nos plexos
hipogástrico e mesentérico
inferior, antes de prosseguir pelo
nervo hipogátrico até os
receptores beta-adrenérgicos
(corpo vesical) e alfa-
adrenérgicos (colo vesical e
uretra proximal). 
● Fibras nervosas simpáticas
também dirigem-se a gânglios
parassimpáticos na parede do
detrusor, exercendo ali efeito
inibitório. 
● A ativação das eferências
simpáticas toracolombares
produz liberação de norepinefrina
no TUI, resultando em
relaxamento do músculo detrusor
(receptores β3) e contração do
esfíncter uretral interno
(receptores α1).
2
● A inervação parassimpática
origina-se de neurônios
localizados na coluna sacral da
medula, sendo conduzida por
meio de fibras pré-ganglionares
pelo nervo pélvico até os gânglios
do plexo pélvico. Este dá origem
às fibras pós-ganglionares que se
dirigem à bexiga. 
● A acetilcolina liberada pela
ativação desses neurônios produz
contração do detrusor pela
ativação dos receptores M2 e M3
muscarínicos. 
● Na uretra proximal o estímulo
parassimpático promove a
liberação de óxido nítrico, o que
leva ao relaxamento da
musculatura lisa do esfíncter
uretral interno. 
● A ativação sacral parassimpática
produz acetilcolina e óxido nítrico
que resultam em contração
detrusora e relaxamento da
uretra proximal.
● A inervação somática do esfíncter
uretral externo emerge do núcleo
de Onuf, localizado no corno
anterior de um ou mais
segmentos da medula espinal
sacral, e prossegue pelo nervo
pudendo até o esfíncter estriado. 
● Há evidências de que o esfíncter
uretral externo também receba
influências simpática e
parassimpática.
FASE DE ENCHIMENTO:
● Durante a fase de enchimento, a
distensão da bexiga ativa
neurônios sensitivos na parede
vesical. 
● Esses neurônios sensitivos levam
impulsos aferentes a centros
controladores supraespinais,
produzindo a inibição do centro
pontino da micção e ativação dos
neurônios motores no núcleo de
Onuf com consequente contração
da musculatura estriada do
esfíncter uretral externo via nervo
pudendo. 
● Simultaneamente ocorre ativação
reflexa simpática e, através do
nervo hipogástrico, contração da
musculatura lisa da uretra. 
● O parassimpático é inibido e o
detrusor relaxa, permitindo o
armazenamento da urina.
FASE DE ESVAZIAMENTO:
● Os impulsos eferentes
provenientes do CPM provocam
inibição das fibras somáticas do
núcleo de Onuf e relaxamento
voluntário da musculatura
estriada do esfíncter externo. 
● Estes impulsos promovem
também inibição simpática pré-
ganglionar e estimulação
parassimpática, resultando em
contração do detrusor por meio
dos receptores muscarínicos.
3. IMPACTO DO
ENVELHECIMENTO:
● O envelhecimento torna o idoso
mais suscetível a incontinência
urinária.
■ Aumento nas fibras de colágeno na
bexiga, acarretando diminuição da sua
elasticidade;
■ Os receptores de pressão também se
alteram, explicando o surgimento de
3
contrações intempestivas durante a fase
de enchimento vesical;
■ Hiperatividade do detrusor foi
encontrada em 21% de idosos saudáveis
e continentes.
● A uretra torna-se mais fibrosa,
menos flexível e com perda de
sua densidade muscular.
● Na mulher, o hipoestrogenismo
contribui para menor irrigação
dos tecidos. A mucosa uretral se
atrofia e resseca, tornando-se
mais sensível a infecções, que
favorecem irritação dos
receptores de pressão.
● Na vagina, as carências
hormonais, a diminuição de
atividade sexual, assim como as
sequelas do parto interferem na
qualidade dos tecidos vaginais,
no pH e na flora, favorecendo
infecções.
● O períneo é fragilizado:
envelhecimento muscular,
carências hormonais, partos,
gravidez, sequelas de
intervenções uroginecológicas ou
radioterapia pélvica. 
● Alguns sintomas crônicos, tais
como tosse e constipação
intestinal, podem exercer pressão
sobre essa fáscia muscular.
● No homem a hipertrofia benigna
da próstata, ou adenoma de
próstata, constitui o principal
fator relacionado com alterações
do fluxo urinário. (jato fraco,
gotejamento terminal, aumento
na frequência e noctúria.)
● O envelhecimento renal provoca
diminuição do número de néfrons
e redução da capacidade de
concentrar urina. 
● Há diminuição da secreção de
hormônio antidiurético, que
contribui para o aumento da
frequência urinária.
4. CLASSIFICAÇÃO:
● É uma condição multifatorial que
depende da integridade do
trato urinário inferior e seu
controle neurológico. 
● Comorbidades clínicas e
medicamentos podem influenciar
a continência.
● Em idosos é comum a
sobreposição de diversas causas. 
● O reconhecimento de fatores de
risco ou condições clínicas
reversíveis pode, eventualmente,
restaurar a continência ou ao
menos, diminuir os sintomas.
■ Incontinência urinária transitória:
● Caracteriza-se pela perda de
urina precipitada por insulto
psicológico, medicamentoso ou
orgânico, que cessa ou melhora
após o controle do fator
desencadeante.
● As causas de incontinência
urinária: DIURAMID.
● “D”:O delirium, estado
confusional agudo caracterizado
por flutuação da consciência e
desorientação de etiologia
multifatorial extremamente
prevalente entre idosos.
Incontinência pode ser seu
primeiro sinal.
● “I”: As infecções do trato
urinário inferior por causar
inflamação da mucosa vesical e
consequente aumento da
4
aferência sensitiva, podem
contribuir para bexiga hiperativa
e incontinência urinária.
● “U”: uretrite e vaginite
atrófica pode ser causado pela
carência de estrógenos em
idosas, gerando irritação local e
risco aumentado de infecções,
bexiga hiperativa e incontinência
urinária. 
● “R”: Condições com restrição
de mobilidade, como artroses,
paresias, imobilizações, outras
como hipotensão postural e pós-
prandial, calçados inapropriados e
medo de cair podem dificultar a
chegada ao toalete.
● “A”: condições que cursam
com aumento do débito
urinário tais como: ingesta
excessiva de fluidos, diuréticos,
distúrbios hidreletrolíticos
(hiperglicemia, hipercalcemia),
insuficiência cardíaca congestiva,
insuficiência venosa periférica,
hipoalbuminemia.
● “M”: lista de medicamentos
que, por diversos
mecanismos, afetam a
continência.
● “I”: A impactação fecal
também contribui para sintomas
urinários, provavelmente por *
irritação local ou compressão
direta sob a parede vesical. 
● “D”, corresponde aos
diversos distúrbios psíquicos
(depressão, demência, psicose)
que podem interferir na
capacidade do paciente em
reconhecer e responder
adequadamente à sensação de
bexiga cheia. 
● Esses fatores podem tanto
precipitar a ocorrência de
incontinência urinária como
contribuir para as causas de
incontinência estabelecida.
■ Incontinência urinária
estabelecida:
Incontinência urinária de estresse: 
● Perda involuntária de urina que
ocorre com o aumento da pressão
intra-abdominal (tosse, espirro,
atividade física) na ausência de
contrações vesicais. 
● É a principal causa em mulheres
jovens. Mecanismos envolvidos
são: 
○ Hipermobilidade
uretral: decorre do
comprometimento do
suporte anatômico dos
órgãos pélvicos resultando
em descenso e rotação do
colo vesical e uretra
proximal com
incapacidade de
fechamento adequado.
Riscos: obesidade, partos
vaginais,
hipoestrogenismo e/ou
cirurgias.
○ Deficiência
esfincteriana intrínseca:
é a perda do tônus do
esfíncter uretral
secundária a lesão
neuromuscular (trauma
cirúrgico) ou atrofia
uretral.
● No homem é incomum.
Quando presente, ocorre
por deficiência
esfincteriana intrínseca
secundária a cirurgias
prostáticas.
Incontinência urinária de
urgência: 
5
● É o tipo mais comum em idosos. 
● Caracteriza-se pela perda de
urina precedida ou acompanhada
de um desejo imperioso de urinar
(urgência). 
● A perda urinária é variável. 
● Acredita-se que resulte da
hiperatividade do detrusor
levando a contrações
involuntárias durante a fase de
enchimento vesical. 
● Causas: transtornos
neurológicos, anormalidades
vesicais e idiopática. 
● Em idosos, a hiperatividade do
detrusor pode ocorrer em
pacientes cuja contratilidade
vesical está preservada e em
pacientes com comprometimento
da contratilidade da bexiga
associado. “hiperatividade do
detrusor com hipocontratilidade”
é a mais frequente em idosos
frágeis, cursa com volumes
residuais pós-miccionais
elevados.
● Bexiga hiperativa é uma síndrome
que inclui urgência urinária com
ou sem incontinência, frequência
elevada (oito ou mais micções em
24 h) e noctúria (dois ou mais
despertares pra urinar). 
Incontinência urinária por hiperfluxo
ou transbordamento: 
● Incontinência que decorre de
inabilidade de esvaziamento
vesical devido a
hipocontratilidade do músculo
detrusor, a obstruções uretrais ou
ambos. 
● Em homens idosos a causa mais
frequente é a obstrução uretral
secundária a hiperplasia
prostática benigna. 
● Na mulher é condição bem menos
frequente. 
● Em idosos de ambos os sexos,
impactação fecal e
hipocontratilidade vesical
secundária a neuropatia
autonômica (cistopatia diabética)
ou medicamentos com ação
anticolinérgica também são
causas frequentes.
Incontinência urinária mista: 
● É a coexistência de mais de um
tipo de incontinência no mesmo
paciente. 
● Condição frequente entre idosos,
especialmente nas mulheres que
apresentam hiperatividade do
detrusor e deficiência
esfíncteriana associadas.
● É a principal causa de
incontinência urinária em idosas.
Incontinência funcional: 
● Incontinência atribuída a fatores
externos ao trato urinário, tais
como comprometimento
cognitivo, fatores ambientais que
dificultem a chegada ao toalete,
limitações físicas e psíquicas. 
● A classificação dos tipos de
incontinência é útil para o
diagnóstico e a estruturação da
estratégia terapêutica a seguir. 
● Em grande proporção de
pacientes, os sintomas urinários
coexistem.
5. ABORDAGEM:
● A avaliação do paciente com
incontinência urinária deve ser
sistemática e incluir anamnese
detalhada, exame físico e
avaliação complementar.
Anamnese:
● Características da perda urinária,
quantidade, gravidade e sintomas
associados (frequência, noctúria,
urgência, esforço, hesitação).
6
● O diário miccional: registro da
ingesta de líquidos, frequência,
volume urinário, episódios de
perda e circunstâncias a ela
associadas nas 24 h. Realizado
ambulatorialmente pelo paciente
ou cuidador ou mesmo em nível
hospitalar. Auxilia no diagnóstico
e planejamento da terapêutica.
● Informações adicionais como dor,
hematúria, infecções recorrentes,
prolapsos de órgãos pélvicos em
mulheres, cirurgias prévias,
radiação pélvica, suspeita de
fístulas devem ser investigadas.
● Atenção especial às
comorbidades clínicas e à lista de
medicamentos utilizados pelo
paciente.
Exame físico:
● Avaliação cognitiva, da
mobilidade e funcionalidade do
paciente;
● Exame neurológico detalhado que
inclua avaliação de reflexos,
sensibilidade, integridade das
vias sacrais (reflexo
bulbocavernoso)
● Toque retal para avaliação do
tônus esfincteriano, presença de
massas, fecalomas (em ambos os
sexos) e avaliação prostática em
homens
● Exame pélvico, inspeção de
prolapsos e atrofia genitais em
mulheres
● Teste de estresse: simples,
pode ser realizado no consultório
e pode documentar incontinência
urinária de estresse. A paciente
deve estar na posição supina,
com a bexiga cheia e tossir
vigorosamente. Se ocorrer perda
simultânea sugere deficiência
esfincteriana intrínseca, se a
perda ocorrer alguns segundos
após sugere contração detrusora
induzida pela tosse.
Exames laboratoriais:
● Todos os pacientes com queixa
de incontinência urinária devem
realizar um sumário de urina para
investigação de sinais de
infecção, hematúria e glicosúria. 
● Pacientes selecionados
deverão realizar dosagem de
eletrólitos, glicemia, ureia e
creatinina de acordo com a
suspeita clínica.
Medida do volume residual pós-
miccional: (VRPM)
● É útil para excluir retenção
urinária significativa. 
● Pode ser realizada por
cateterização vesical ou
ultrassonografia. 
● Embora não seja necessária em
todos os pacientes, aqueles com
alto risco de retenção urinária
como os portadores de diabetes,
doenças neurológicas, sinais de
hesitação miccional,
antecedentes de retenção
urinária e uso de anticolinérgicos
devem realizá-la. 
● Recomendado por um método
não invasivo antes da introdução
de tratamento farmacológico ou
cirúrgico. 
7
● Valor maior que 200 mℓ está
associado a esvaziamento vesical
inadequado.
Estudo urodinâmico:
● É um exame caro e invasivo; 
● Objetivo avaliar a qualidade das
contrações vesicais e dos
esfíncteres uretrais. 
● Compreende as seguintes etapas:
cistometria, medida da pressão
de perda sob esforçoe
urofluxometria. 
● É indicada antes de
procedimentos cirúrgicos ou
minimamente invasivos do trato
urinário inferior ou na avaliação
de sintomas de bexiga hiperativa
após falha no tratamento inicial.
Cistoscopia:
● Deve ser realizada quando houver
suspeita de fístulas ou de outras
patologias associadas (presença
de hematúria, dor ou desconforto
pélvico).
6. TRATAMENTO:
7. QUADRO CLÍNICO:
● Incontinência urinária de
esforço: 
○ Liberação involuntária de
urina (tossir, espirrar ou
rir;)
○ Vazamento de uma
pequena a moderada
quantidade de urina.
● Incontinência urinária de
urgência: 
○ Frequente e incontrolável
necessidade súbita de
urinar; 
○ Pode vazar uma
quantidade de urina
moderada a grave.
● Incontinência urinária por
transbordamento: 
○ Vazamento de uma
pequena quantidade de
urina; 
○ Jato urinário fraco; 
○ Necessidade de se
esforçar ao urinar;
○ Sensação de que a bexiga
não está vazia; 
○ Necessidade urgente de
urinar muitas vezes
durante a noite; 
○ Vazamento de urina
durante o sono.
● Incontinência urinária
funcional: 
○ A deficiência física ou
intelectual o impede a
pessoa de ir até o
banheiro urinar a tempo. 
● Dos idosos que participaram, 68%
mulheres; 71% incontinente e
43% relatando que a
funcionalidade pélvica
interrompeu a vida útil. 
● Foram relatados impactos nas
emoções, limitação física e social
e limitação do desempenho da
tarefa. 
● Limitação de tarefas longe de
casa, como viagens;
● Sentimentos de depressão e
ansiedade ou nervosismo.
● Sentimentos de receio,
preocupação, baixa autoestima e
frustração, culminando com a
autoexclusão do convívio social.
● Passam a se preocupar com a
disponibilidade de banheiro;
● Envergonham-se com o odor de
urina e tentam segurá-la.
● Favorece problemas econômicos,
por implicar consumo de
materiais estratégicos de
proteção, como fraldas e
absorventes.
● Problemas sociais como o
isolamento social;
● Desconforto físico.
● As estratégias como uso de
absorventes, fraldas,
antecederem a ida ao banheiro
ou a troca de roupa íntima para
conter a perda de urina durante a
sua rotina diária.
● Tornam-se uma condição de
estigma, uma ameaça, pois é um
8
2. Entender o impacto da
incontinência urinária na
qualidade de vida 
sintoma que é associado com
sujeira.
● Limitação em níveis físicos, como
a prática de esportes e o ato
de carregar utensílios ou objetos
● Interfere negativamente sobre o
estado emocional e vida sexual
do indivíduo, pelo
constrangimento e medo de se
relacionar com seu parceiro por
apresentar perdas urinárias. 
● Desconforto social e higiênico .
● Odor desagradável, o que pode
levá-lo ao constrangimento.
1. Link:https://
revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/
index.php/scientiamedic
2. Link: a/article/view/36769
3. Link:http://www.seer.unirio.br/
index.php/cuidadofundamental/
article/view/6581/pdf_1
4. Link:https://
revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/
index.php/scientiamedica/article/
view/32831/17846
5. Link:https://www.scielo.br/j/
reeusp/a/
yFxrVGDnRy5sfVdv6R5zGqs/?
lang=pt
6. Link:https://revistas.pucsp.br/
index.php/kairos/article/view/
31451/21924
7. Link:https://repositorio.ufpb.br/
jspui/handle/tede/5117#preview-
link0
8. Link:http://www.revenf.bvs.br/
scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1518-
19442011000400014
● Iatrogenia: Os efeitos adversos
das intervenções médicas,
constituem-se em eventos não
intencionais que resultam em
dano, complicações,
incapacidade, aumento do tempo
de internamento e morte.
● O envelhecimento aumenta a
prevalência de multimorbidade e,
consequentemente, do aumento
no consumo de fármacos. Torna-
se lógica a expectativa de serem
encontradas maiores reações
adversas e/ou interações
medicamentosas nessa faixa
etária.
● Por esses motivos, a iatrogenia
passou a ser considerada uma
das síndromes geriátricas. 
● Outro fator predisponente é o fato
de um paciente ser assistido por
múltiplos profissionais, de
diversas especialidades, que
prescrevem intervenções e
medicamentos e não se
comunicam entre si.
● Todo sinal ou sintoma de
instalação subsequente ao início
de novo medicamento ou ao
aumento de dose deve levantar a
suspeita. 
● Anti-hipertensivos, diuréticos
e hipnóticos podem, por
exemplo, provocar hipotensão
ortostática e/ou quedas e induzir
à progressiva imobilidade. 
● Consumo excessivo ou a
retirada abrupta de fármacos,
contribuem constantemente para
o desenvolvimento de estados
confusionais agudos, como no
caso dos benzodiazepínicos.
● Deve-se pensar em efeito adverso
de medicamentos quando o
paciente idoso apresentar, de
forma aguda ou subaguda,
declínio funcional, confusão
mental, déficit cognitivo,
distúrbios comportamentais,
sintomas depressivos, queixas de
tonturas, alterações da marcha e
do equilíbrio, quedas repetidas,
incontinência urinária e/ou fecal. 
● As síndromes extrapiramidais
também estão relacionadas com
o uso de medicamentos e a sua
ocorrência é mais comum em
idosos.
9
3. Definir iatrogenia e seus
tipos
Diversos fatores têm interferência no
aumento da incidência das chamadas
“doenças iatrogênicas” ou “doenças
iatrofarmacogênicas”. 
Tais causas podem ser assim
relembradas: 
1 – Rápido desenvolvimento da indústria
farmacêutica; 
2 – Propaganda intensiva, apoiada por
indústria de alto poder econômico; 
3 – Uso abusivo de remédios pelo povo; 
4 – Grande desenvolvimento da cirurgia,
criando novas síndromes 
5 – Falta de preparo dos médicos em
conhecimentos de psicologia médica.
IATROGENIAS MEDICAMENTOSAS:
1. Absorção 
● A deficiência de vitamina B12 é
comum na gastrite atrófica e
entre idosos que utilizam
cimetidina, ranitidina, omeprazol,
pantoprazol e metformina. 
● Pode causar parestesias,
depressão e alterações
cognitivas. 
● Essas drogas e anticonvulsivantes
como a fenitoína, fenobarbital e
carbamazepina podem provocar
deficiência de absorção de ácido
fólico, outra causa de anemia. 
● Você pode firmar o diagnóstico de
deficiência de vitamina B12 e
ácido fólico a partir de exames
laboratoriais simples. 
● Na impossibilidade de fazê-los, o
tratamento de prova vale a pena. 
● A reposição da vitamina B12 não
deverá se feita por via oral – pois
a absorção está prejudicada – e
sim por via intramuscular. 
● Outro problema de absorção
comum entre idosos é não
respeitar o intervalo de duas
horas entre a ingestão de sulfato
ferroso e drogas com as quais ele
forma complexos que impedem
sua absorção, como levotiroxina,
levodopa e quinolonas.
2. Distribuição:
● O envelhecimento provoca
aumento da proporção de tecido
adiposo, mesmo em idosos
magros. 
● Benzodiazepínicos como
diazepam, clonazepam,
alprazolam e bromazepam são
lipossolúveis e se difundem
amplamente no tecido adiposo. 
● Isto acarreta duas consequências
principais: 
○ a) a concentração de
equilíbrio da droga será
mais elevada que a de
adultos; 
○ b) sua eliminação será
mais lenta; após a
interrupção do tratamento,
grande quantidade de
droga estará armazenada
no tecido adiposo. 
● Estes são alguns dos motivos
pelos quais os idosos têm mais
efeitos colaterais de
benzodiazepínicos que os adultos.
● Efeitos colaterais: Sedação leve,
que aumenta o risco de quedas e
fraturas. 
● Medicamentos de tarja preta são
contraindicados para idosos, em
qualquer dose ou duração de
tratamento. 
● O envelhecimento se acompanha
de redução da água corporal total
e da massa muscular
(sarcopenia). Isto pode provocar
aumento da concentração sérica
de drogas hidrossolúveis, como o
lítio, a cimetidina, paracetamol, a
digoxina e o álcool. 
● Em outras palavras: doses
pequenas dessas substâncias
atingem concentrações mais
elevadas que em adultos. 
● Drogas que se ligam à albumina
(levotiroxina, fenitoína,warfarin
10
e, novamente, digoxina)
permanecem inativas enquanto
ligadas. No entanto, durante
doenças subagudas e crônicas,
nas quais ocorre redução da
albumina sérica, há aumento da
fração livre (e ativa) da droga. 
3. Metabolismo:
● Com o envelhecimento, a redução
do fluxo sanguíneo hepático (de
até 50% aos 85 anos) e redução
da capacidade de metabolização
aumentam a meia-vida – o tempo
necessário para a redução em
50% da concentração sérica da
droga – de algumas drogas. A
duração do efeito, portanto, vai
aumentar. Por este motivo, doses
mais baixas que as habituais
serão suficientes para a utilização
crônica de benzodiazepínicos
(proibidos para idosos!),
antidepressivos tricíclicos (como
amitriptilina e nortriptilina),
propranolol, teofilina, warfarin,
paracetamol, salicilatos e
fenitoína. Você tem visto idosos
utilizando concomitantemente
dois desses medicamentos?
4. Excreção:
● A redução do ritmo de filtração
glomerular (RFG) aumenta o
tempo necessário para a
eliminação renal de algumas
drogas frequentemente utilizadas
por idosos. 
● É o caso dos aminoglicosídeos
(que são nefrotóxicos e devem
ser evitados em idosos),
inibidores da enzima de
conversão da angiotensina (IECA),
metformina (contraindicada para
diabéticos com redução
moderada do RFG) e novamente
da digoxina. 
● Idosos praticamente nunca
deverão utilizar digoxina na
mesma dosagem de adultos. 
● Para se ter uma ideia do RFG de
idosos, não podemos nos basear
no resultado da dosagem de
creatinina; ela está falsamente
baixa em pessoas com perda de
massa muscular (sarcopenia). 
● Já o “clearance de creatinina”, um
excelente indicador do RFG.
● Valores de 30 a 60 mL/min
indicam redução moderada do
RFG, requerendo ajuste de dose
de diversos medicamentos. 
● A redução da reserva fisiológica
que acompanha o
envelhecimento torna os sistemas
do organismo mais sensíveis aos
efeitos das drogas. 
● A insuficiência renal leve é muito
comum em idosos hipertensos e
diabéticos. 
● Também é comum entre aqueles
com insuficiência cardíaca (que
provoca redução da perfusão
renal) ou em uso de diuréticos
(que provoca redução do volume
circulante e, portanto, da
perfusão renal). 
● Drogas de nefrotoxicidade
moderada, como anti-
inflamatórios não-esteroides (ex.
diclofenaco, ibuprofeno,
nimesulida), devem ser utilizadas
com cautela nesses pacientes. 
● O cérebro envelhecido também é
mais frágil. Medicamentos
sedativos ou que provocam
efeitos anticolinérgicos
frequentemente pioram a
cognição de idosos, inclusive
aqueles sem demência. 
● O envelhecimento se associa à
disfunção de barorreceptores.
Anti-hipertensivos podem
provocar hipotensão ortostática. 
● Com o envelhecimento sentimos
menos sede. Uma boa dica é
orientar os idosos a tomar
líquidos mesmo sem sede, em
quantidade suficiente para
manter a urina clara. 
Link : Saúde do Idoso (unasus.gov.br) /- 
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