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04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 1 🚑 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva Avaliação + algoritmos Decisão de intubar Há incapacidade de manter ou proteger a via aérea? Há incapacidade de ventilar ou oxigenar? Qual a evolução clinica ou desfecho esperado? Definições 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 2 Via Aérea Crítica 🚨 (imediata ou ”crash airway”) ⇒ FAZER IOT COM LARIGOSCOPIA DIRETO Arresponsivo Inconsciente Pré parada (”near death”) Via Aérea Falha ❌ ”Não Intubo Não Oxigeno” – NINO – a qualquer momento durante a tentativa de IOT, não conseguimos oxigenar (sat menor que 90) ”Não Intubo, porém oxigeno” – é considerada após três tentativas de IOT falhas por um operador experiente, no entanto, com saturação adequada na VBVM Via Aérea Difícil 😰 → ANATÔMICA X FISIOLÓGICA Quando um exame pré IOT identificou atributos físicos que podem tornar o cenário mais difícil Dificuldade na Laringoscopia (LEMON) 🍋 L: Look externally → ectoscopia E: Evaluate → 3-3-2 M: Mallampati 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 3 O: Obstrução/obesidade N: “Neck mobility” - Mobilidade do pescoço Classificação de Cormark-Lehane Grau 1 - Todas estruturas Grau 2 - Vejo apenas algumas estruturas Grau 3 - Vejo apenas epiglote Grau 4 - Não vejo nem a epiglote Dificuldade na ventilação BVM (ROMAN) 🏛 Dificuldade na inserção de um dispositivo extraglótico (RODS) 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 4 Dificuldade na cricotireoidostomia (SMART) 🧠 Anatômica Fisiológica 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 5 Algoritmos de tomada de decisão Algoritmo universal do departamento de emergência Via aérea crítica 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 6 Via aérea difícil 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 7 Via aérea falha Manejo básico Manuais Manobra de Heimlich Utilizar imediatamente na suspeita de obstrução de via aérea alta por corpo estranho Crianças com idade > 1 ano Técnica 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 8 Punho fechado com polegar voltado para o abdome, entre o xifoide e o umbigo, e a outra posicionada sobre a primeira. Obesos e gestantes: Mesma técnica, com compressões no tórax, ao nível do esterno, da mesma maneira. Paciente inconsciente Sentar-se de frente para a vítima Mãos abertas, uma sobre a outra, na região do abdome superior da vítima, próximo ao tórax Pressão para baixo e para cima, quantas vezes forem necessárias Manobra de Elevação de mento e Tração da mandíbula ”Chin lift” e ”Jaw thrust” 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 9 Utilizando Equipamentos básicos Cânula Nasofaríngea (CNF) Menor possível – minimizar trauma nasal Pode ser utilizado em pacientes despertos ou com reflexo da tosse presente Contraindicado fratura de base de crânio Cânula Orofaríngea → Guedel Rima labial até lóbulo da orellha ou ângulo da mandíbula Pacientes sem reflexo de tosse ou nauseoso A utilização da dita cânula de Guedel torna a via aérea permeável, porém não protege Ventilação Bolsa-Válvula-Máscara (AMBU) Precisa de: 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 10 Ventilação Bolsa-Válvula-Máscara Vedação adequada Ventilação apropriada - mascara deve cobrir nariz e boca do paciente Como ventilar 5-7 ml/kg (500 ml, aproximadamente) 10-12 compressões na bolsa por minuto Inspiração deve durar 1-2 segundos 🚨 Manobra de Sellik Minimizar os riscos de insuflação gástrica durante a VBVM DIFERENTE DO BURP Tenta ocluir o esôfago cervical Manejo avançado (VA definitiva) Indicação de VA 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 11 Laringoscopia direta Anatomia 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 12 Manuseio → mãe esquerda Posicionamento (posição olfativa) “Coxim” de 4 a 6 cm - suboccipital Intubação em rampa Técnica padrão 1. Abrir a boca do paciente o máximo que conseguirmos 2. Inserir a lâmina na goteira lingual direita, empurrando a lingua para a esquerda 3. Acompanhe o trajeto da lâmina e progrida até a base da língua 4. REFERÊNCIA – Visualização da EPIGLOTE! 5. Visualizou as pregas vocais 6. Inserir a extremidade do TOT 7. Balonete abaixo das pregas vocais 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 13 🚨 BURP → back, up, right pressure Introdutores do tubo endotraqueal (Bougie) Trata-se de um equipamento barato que pode melhorar o sucesso da IOT quando há dificuldade na visualização da glote. 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 14 Confirmação a IOT Padrão-ouro para detecção → a detecção do gás carbônico no final da detecção do gás carbônico no final da expiração a expiração Não consegui intubar - o que fazer? Oxigenação com AMBU Uso do bougie Dispositivos extraglóticos Via aérea cirúrgica DEG (Dispositivos extraglóticos) - não são definitivos Máscara laríngea (supraglótico) Deve ficar de 4-8h Dispositivo de regaste, quando falha VBVM e IOT 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 15 ML não constitui o manejo definitivo da via aérea, que é definido como uma via aérea protegida (um TOT com balonete na traqueia) Combitube (Infraglótico) Tubo de duplo lúmen que é introduzido às cegas pela boca O dispositivo pretende ser inserido no esôfago, muito embora possa ser remotamente inserido na traqueia (<5% das inserções) Alternativas para via aérea definitiva Broncoscopia flexível Manejo cirúrgico A indicação primária para a cricotireoidostomia é a ocorrência de via aérea falha e o paciente não pode ser oxigenado apesar da técnica adequada da 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 16 VBVM ou uso de dispositivo extraglótico Sequência Rápida de Intubação Definição Administração, após a pré-oxigenação de um agente indutor potente seguido imediatamente por um agente Bloqueador Neuromuscular (BNM) de ação rápida para induzir inconsciência e paralisia motora E por que devemos utilizar a SRI? A técnica parte do pressuposto de que o paciente não fez jejum antes da IOT e, por isso, está sob risco de aspiração de conteúdo gástrico. 07 Ps do manejo 1. Preparação Monitorização + acessos + manejo básico otimizado Materiais Pensar em sedativos e analgésicos 2. Pré-Oxigenação FiO2 100% → 3 a 5 min Criação de um reservatório de oxigênio 3. Pré-intubação 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 17 Otimização fisiológica Controle da hipóxia (VNI? Oxigenação per-intubação) Controle pressórico (volume, aminas) Sistólica ≥ 90 mmHg Controle metabólico Pré-tratamento Fentanil Usado em crise hipertensiva Não deve ser usado em trauma Lidocaína 4. Paralisia com indução É considerado o marco ZERO na SRI Quetamina → paciente asmático Evitar em cardiopatas → libera catecolaminas Não usar em patologias: Cardiopata → Mida, Fenta e Propofol IRA → Succinil Doença de Addison (Adrenal) → Etomidado 🚨 Melhores drogas → quetamina e etomidato 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 18 5. Posicionamento adequado do paciento 6. Posicionamento do TOT com confirmação Ausculta → primeiro epigastro 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 19 7. Pós IOT - manejo Fixar tubo Ajuste de sedação Ajuste de ventilação Suporte hemodinâmico Radiografia Complicações Técnicas Intubação seletiva Intubação esofágica Fisiológicas Hipoxemia Hipotensão Arritimia PCR Falha nos equipamentos VA difícil anatômica 04 - Vias Aéreas + Via Aérea Definitiva 20 Intubação com sequência retardada