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TÉCNICAS DE INTUBAÇÃO TRAQUEAL Nos casos em que houver acentuado rebaixamento do nível de consciência com iminente comprometimento respiratório, assegurar a via aérea através da intubação traqueal após suplementação de oxigênio pode ser uma opção. A decisão sobre quando realizar intubação ou qualquer outra via aérea avançada é muito complexa e baseia-se em diversos parâmetros e julgamentos. De maneira geral, a decisão é baseada em 3 parâmetros fundamentais: 1. Há falha em manter a via aérea protegida/pérvia? 2. Há falha na ventilação ou oxigenação? 3. Há necessidade de se antecipar a um possível desfecho clínico desfavorável?. Os critérios que indicam a instalação de uma via aérea definitiva são baseados em achados clínicos e incluem: Alterações na Via Aérea (A) – Impossibilidade de manter a via aérea permeável de outra forma, com comprometimento iminente ou potencial da via aérea (lesões por inalação, fraturas faciais ou hematomas retrofaríngeos). Alterações na Ventilação (B) – Impossibilidade de manter oxigenação adequada com ventilação por dispositivo de máscara com válvula e balão e oxigênio suplementar, e presença de apneia. Alterações na Função Neurológica (D) Presença de traumatismo fechado de crânio que demande ventilação assistida (escala de coma de Glasgow [GCS] menor ou igual a 8), necessidade de proteger a via aérea pelo risco de aspiração de sangue ou vômitos, ou convulsões persistentes. → Inconsciência, ventilatório, transporte, situações com mal evolução.. TIPOS DE INTUBAÇÃO: TIPOS DE INTUBAÇÃO Existem três tipos de vias aéreas definitivas: 1. Tubo orotraqueal; 2. Tubo nasotraqueal; 3. Via aérea cirúrgica (cricotireoidostomia e traqueostomia). Na emergência, as indicações mais comuns para intubação orotraqueal são: → Insuficiência respiratória aguda; → Oxigenação ou ventilação inadequadas; → Proteção das vias aéreas em um paciente com depressão do nível de consciência. Nos casos em que a necessidade de uma via aérea definitiva não é imediatamente clara, uma avaliação simples, composta por três perguntas básicas, pode distinguir os pacientes que necessitam de intubação daqueles que podem ser observados: → A patência ou proteção das vias aéreas está em risco? → A oxigenação ou ventilação está falhando? → Há necessidade de intubação antecipada, ou seja, qual é o curso clínico esperado? MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL: → Laringoscópio testado + lâmina → Cânula de intubação adequada (tubo – 7; 7,5 ou 8) → Material de aspiração → Seringa de 20mL para insuflar o cuff → Fonte de oxigênio + AMBU/Ventilação mecânica → Material de fixação da cânula → Estetoscópio para checar a posição do tubo → Drogas a serem usadas no procedimento DEFINIÇÕES: → Via Aérea Difícil: aquela em que a avaliação pré procedimento identifica atributos que predizem laringoscopia, intubação, ventilação com bolsa-válvula-máscara (BMV), uso de dispositivos supraglóticos ou via aérea cirúrgica mais difíceis do que em outros pacientes sem esses atributos. → Via Aérea Falha: ocorre quando o plano principal escolhido para estabelecer a via aérea avançada falha e é necessário lançar mão de planos de resgate. Acontece nas seguintes condições: 1. Falha em manter oxigenação adequada durante ou após uma ou mais laringoscopias. 2. Falha de 3 tentativas de intubação orotraqueal por um médico experiente, mesmo se a saturação de oxigênio permanecer adequada. 3. Diante de deterioração rápida do quadro clínico (Obrigação do operador agir imediatamente). Clinicamente, uma via aérea falha pode se apresentar de duas maneiras: 1. “Não intubo, não ventilo”: não há tempo suficiente para planos de resgate e a via aérea deve ser obtida imediatamente, devido à incapacidade de se manter uma oxigenação adequada. Neste cenário, o médico pode tentar dispositivos supraglóticos, preparando-se para uma via aérea cirúrgica caso não tenha sucesso. 2. “Não Intubo, mas ventilo”: Há tempo para avaliar a situação e decidir sobre as próximas ações a serem tomadas. → Obrigação de agir: Nesse cenário, a condição clínica do paciente (hipoxêmico, agitado, rápida deterioração, etc.), força o médico a realizar SRI para criar “a melhor chance” de intubação. → Sequência rápida de indução (SRI): Consiste na realização de medicação indutora seguida imediatamente de um bloqueador neuromuscular de ação rápida objetivando inconsciência e paralisia muscular para a realização da intubação traqueal. O uso das medicações é precedido por pré oxigenação. Essa ocorre sem necessidade de ventilação por pressão positiva. → Sequência estagiada de indução (SEI): Há separação temporal entre a realização da indução e do bloqueio neuromuscular objetivando estado dissociativo, porém, mantendo drive respiratório e proteção de via aérea, para adequada pré-oxigenação em pacientes com agitação e/ou não cooperativos. Usa-se a quetamina como agente indutor de escolha. A pré-oxigenação é realizada com o paciente em decúbito > 30º e com uso de máscara não reinalante com alto fluxo de O2. Caso não atinja saturação de oxigênio maior ou igual a 95%, utiliza-se ventilação não invasiva com pressão positiva. Com essa técnica sendo realizada durante 3 minutos até o bloqueio neuromuscular, é possível pré-oxigenar de forma eficaz, evitando complicações associadas à dessaturação durante o período de apnéia e à ventilação com bolsa-válvula-máscara. → Intubação acordada: Técnica de laringoscopia não precedida de indução e bloqueio neuromuscular. Em geral, indicada em pacientes com preditores de ventilação difícil ou pacientes que não toleram as medicações da sequência rápida. Objetiva-se: certificar-se que de fato é uma via aérea difícil antes de realizar indução e bloqueio neuromuscular; ou, realizar de fato a intubação traqueal sem indução e bloqueio, caso as condições do paciente não permitam outra abordagem. (situações de rápida deterioração das condições da via aérea (queimadura, angioedema, etc). O manejo da via aérea no cenário pré-hospitalar atual deve contemplar: → Realização de intubação em sequência rápida (SRI). → Uso de dispositivos acessórios e de resgate (supraglóticos/retroglóticos). → Identificação dos casos em que a sequência rápida de intubação não está indicada. → Habilidade para gerenciamento ou resgate da via aérea em que a tentativa de intubação falhou e a ventilação manual não é efetiva. → Intubação traqueal imediata. → Intubação traqueal assistida por drogas. → Via aérea cirúrgica: cricotireoidostomia. Uma vez decidido estabelecer uma via aérea, o médico deve realizar as seguintes etapas: a. Avaliar os preditores de via aérea difícil do paciente. b. Decidir antecipadamente qual será o plano principal e os de resgate para garantir a via aérea avançada do paciente, assim como verbalizar para toda equipe o seu plano. c. Completar o checklist. A. LEMON: L: Look Externally - Impressão do médico sobre a dificuldade da intubação. Essa impressão pode ser devido a deformidades anatômicas, sangramentos, obesidade, paciente agitado, pescoço curto, entre outros. E: Evaluate – Avaliação 3-3-2, que remete à abertura adequada da boca (3 cm), distância tiromentoniana (3 cm) e distância entre o osso hióide e tireóide (2 cm). A avaliação prediz a possibilidade de deslocamento adequado da língua e a glote estar à uma distância que permita visualização direta das cordas vocais. M: Mallampati – Classificação de abertura da boca conforme visibilização do palato mole e úvula; reflete a relação entre a abertura da boca, o tamanho da língua e o tamanho da orofaringe. Mallampati III ou IV estão associados com mais falhas de intubação. O:Obstruction – Obstrução de via aérea superior é um marcador importante de via aérea difícil. Os 4 sinais cardinais são: voz abafada, salivação excessiva, estridor e dispnéia. N: Neck mobility – possibilidade de hiperextensão adequada do pescoço. B. ROMAN: R: Radiation / Restriction: Radioterapia cervical recente ou pacientes com complacência baixa ou resistência alta (Asma, DPOC, Edema Pulmonar, ARDS, Pneumonia, etc). O: Obesidade / Obstrução / Apnéia do Sono - IMC > 26, gestantes, angioedema, abscessos, tumores, laringoespasmo, hematomas, distensão abdominal, entre outros. M: Mask Seal / Mallampati / Male Sex - barba grande, sangue em via aérea, sondas naso/orogástricas, sexo masculino e Mallampati III ou IV. A: Age - Pacientes com mais de 55 anos tem mais chance de dificuldade de ventilação com BMV por conta do tônus muscular das vias aéreas superiores. N: No teeth - Ausência de dentes dificulta vedação adequada da máscara na face. C. RODS R: Restricted Mouth Opening - Dificuldade varia com dispositivo escolhido. O: Obstruction/Obesity - Pode interferir no acoplamento do dispositivo ou dificultar ventilação e oxigenação devido alta resistência/pressão necessária para ventilação. D: Disrupted or Distorted Airway - Interferem no acoplamento do dispositivo. S: Stiff - Alta resistência da via aérea dificulta ventilação através do dispositivo. D. SMART S: Surgery - Distorção da anatomia e perda de referenciais anatômicos. M: Mass - Massas, hematomas ou abscessos podem dificultar referenciais anatômicos. A: Access/Anatomy - Obesidade, enfisema subcutâneo, infecção de partes moles, edema, pescoço curto, etc; dificultam referenciais anatômicos. R: Radiation - Distorção da anatomia ou alteração da consistência dos tecidos. T: Tumor: Distorção da anatomia e aumento do risco de sangramento. Agentes de indução: São necessários agentes para induzir analgesia, sedação e relaxamento muscular. Sedação → Etomidato (0,2-0,4mg/kg EV): Medicação de efeito rápido e tempo de ação curto. Vantagem: Não causa vasodilatação ou depressão miocárdica. Não há clara evidências sobre a supressão adrenal após dose única. → Propofol (2mg/kg EV): Medicação mais comum utilizada para SRI. Vantagens: início em 30-45 segundos, suprime reflexos de via aérea, induz apnéia, duração de 5 a 10 minutos, medicação de escolha para grávidas. Desvantagens: hipotensão por vasodilatação venosa e arterial, inotrópico negativo. → Quetamina (1-2mg/kg EV): Em pacientes com sistema nervoso autonômica intacto causa aumento do tônus simpático. Tem ação discreta direta cardiodepressora. A quetamina já é um potente analgésico, não necessitando de analgesia complementar. Além disto, tem efeito bronco dilatador, sendo medicação de escolha em quadros de broncoespasmo. Analgesia (opcional) → Fentanil (1-3µg/kg EV): Infundir três minutos antes da indução. → Lidocaína (1-1,5mg/kg EV): Infundir dois minutos antes da indução. Suprime o reflexo de tosse prevenindo aumentos temporários de pressão intracraniana durante intubação, podendo ser útil na asma. Relaxantes Musculares → Succinilcolina (1-1,5mg/kg EV): Tempo de ação em 30 a 60 segundos. A maioria dos pacientes têm fasciculações. Pode causar aumento da pressão intragástrica. Desvantagens: hipertermia maligna, aumento de potássio sérico. → Rocurônio (1-1,2mg/kg EV): Tempo de ação em 55 a 75 segundos com duração de efeito de 53 a 73 minutos. Não traz problemas para pacientes hipercalêmicos ou com potencial para hipercalemia. → Cisatracúrio (0,4mg/kg EV): Paciente com hipertensão intracraniana estabelecida ou possibilidade. TÉCNICA DE INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL - IOT → Posicionamento do paciente (hiperextensão cervical, preferencialmente com colocação de coxim sob o músculo trapézio, para alinhamento dos eixos oral, laríngeo e faríngeo). → Seleção da cânula (7,5 a 8 para mulheres, 8 a 9 para homens) e teste do CUFF. → Introdução lenta do laringoscópio com a mão esquerda e deslocamento da língua para a esquerda até visualização da epiglote. → Posicionamento da lâmina do laringoscópio na valécula. → Elevação da valécula com o laringoscópio até visualização das cordas vocais. → Introdução do tubo orotraqueal. → Insuflação do CUFF. → Checagem da IOT: ausculta durante ventilação com dispositivo bolsa-valva. Realizar a ausculta no estômago, bases pulmonares esquerda e direita e ápices. SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO (SRI): Métodos mnemônicos são frequentemente utilizados e ajudam bastante a autochecagem do profissional na execução de procedimentos. A utilização dos 7P’s baseia-se nesta filosofia: 1.Preparar 2.Pré-oxigenar 3.Pré-tratamento 4.Paralisia com sedação 5.Posicionamento + Sellick (ou B.U.R.P.) 6.Posição com comprovação 7.Pós-intubação → Preparar o material e equipamento necessário e assegurar-se de que o paciente está em local apropriado para intubação. → Pré-oxigenar o paciente utilizando máscara facial com reservatório (não reinalante) ou ventilação manual através de dispositivo bolsa-máscara-válvula-reservatório (se não houver ventilação espontânea). → Pré-tratamento farmacológico: relativamente pouco utilizado. Lidocaína 1,5 mg/Kg IV para trauma craniencefálico ou doença reativa de vias aéreas. → Paralisia com sedação: administrar o sedativo em dose adequada e, posteriormente, o bloqueador neuromuscular, respeitando seus tempos de ação. → Posicionamento da via aérea, se o caso permitir. Pode ser aplicada manobra de Sellick ou B.U.R.P. imediatamente após a infusão dos fármacos. → Posição + confirmação: intubar e confirmar posicionamento do tubo (visualização direta, ausculta de 5 pontos, capnografia ou capnometria). Fixar o tubo. → Pós-intubação: administrar sedação de ação prolongada e bloqueadores neuromusculares, se necessário. Preparar para o transporte. Apesar de pequenas diferenças dependendo do bloqueador neuromuscular utilizado, em virtude de seu tempo de ação, as sequências rápidas de intubação habitualmente utilizadas contemplam a administração de succinilcolina ou rocurônio. O valor da manobra de Sellick na oclusão do esôfago durante a intubação é discutível, porém sua realização bastante simples pode oferecer benefícios adicionais. Consiste na compressão extrínseca da cartilagem cricoide posteriormente, com intuito de ocluir o esôfago. Esta técnica pode facilitar a visualização da laringe pelo intubador enquanto a palpação pode identificar alterações anatômicas e até servir como indicativo da passagem do tubo traqueal adequadamente. Entretanto, a manobra também pode piorar a visualização através da laringoscopia direta, devendo a compressão ser titulada entre o profissional que intuba e o que realiza a pressão. Outra técnica recentemente recomendada é a B.U.R.P. (Back-Up-Right-Position), que consiste na compressão extrínseca da cartilagem tireoide no sentido posterior, cranial e para direita, de forma a combinar-se com a laringoscopia deslocando a língua para a esquerda e aumentando o campo de visão do intubador durante o procedimento. B.U.R.P Sellick. As drogas comumente utilizadas em SRI no ambiente pré-hospitalar são: Fentanil, Midazolam e Etomidato, com ou sem associação de Succinilcolina. Menos frequentemente, porém não menos útil e importante, temos a CETAMINA. A Figura 11.12 ajuda a visualizar os tempos e as consequências do manuseio da via aérea. Demorar demais, insistir muito na mesma técnica ou protelar a adoção de medida invasiva pode trazer consequências irreversíveis aos pacientes. COMPLICAÇÕES: → Trauma direto → Intubação do esôfago → Erosão ou estenose da traqueia A laringoscopia pode lesarlábios, dentes, língua, e áreas supraglóticas e infraglóticas. A colocação do tubo no esôfago, se não reconhecida, resulta em incapacidade de ventilação e, potencialmente, morte ou lesão hipóxica. Insuflação de uma sonda no esôfago provoca regurgitação, que pode resultar em aspiração, comprometer subsequente ventilação com dispositivo bolsa-válvula-máscara e obscurecer a visualização em tentativas subsequentes de intubação. Qualquer tubo translaríngeo causa algum grau de lesão às pregas vocais; às vezes, ocorrem ulceração, isquemia e paralisia prolongada das pregas vocais. Estenose subglótica pode ocorrer depois (habitualmente, 3 a 4 semanas). Erosão da traqueia é incomum. Resulta mais comumente da pressão excessivamente alta do manguito. É rara a ocorrência de hemorragia de grandes vasos (p. ex., tronco braquiocefálico), fístulas (especialmente traqueoesofágicas) e estenose traqueal. O uso de manguito de grande volume e baixa pressão com tubos de tamanho adequado, e a medição frequente da pressão do manguito (a cada 8 h) para mantê-la < 30 cm de água, diminuem o risco de necrose isquêmica por pressão, mas pacientes em choque, com baixo débito cardíaco ou com sepse permanecem especialmente vulneráveis. INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL: Se o paciente estiver respirando espontaneamente, é possível fazer intubação nasotraqueal em certas situações de emergência — p. ex., quando o paciente tem problemas orais ou cervicais graves (p. ex., lesões, edema e/ou restrição de movimentos) que dificultem a laringoscopia. A intubação nasotraqueal é absolutamente contraindicada em pacientes com fraturas no terço médio da face ou fraturas da base do crânio suspeitas. Historicamente, a intubação nasal era também utilizada quando relaxantes musculares eram indisponíveis ou proibidos (p. ex., cenários pré-hospitalares, certos centros de emergência) e quando pacientes com taquipneia, hiperpneia e posicionamento ereto (p. ex., aqueles com insuficiência cardíaca) poderiam literalmente inalar um tubo. Entretanto, a disponibilidade de meios não invasivos de ventilação (p. ex., pressão positiva em dois níveis nas vias respiratórias [BiPAP]) aprimorou o acesso à intubação e o treinamento em adjuntos farmacológicos a ela, e novos dispositivos de via respiratória diminuíram pronunciadamente o uso de intubação nasal. Considerações adicionais são problemas com intubação nasal, incluindo sinusite (universal após 3 dias), e o fato de tubos suficientemente calibrosos para permitir broncoscopia (p. ex., ≥ 8 mm) raramente conseguirem ser inseridos por via nasotraqueal. Quando é efetuada intubação nasotraqueal, um vasoconstritor (p. ex., fenilefrina) e um anestésico tópico (p. ex., benzocaína, lidocaína) precisam ser aplicados à mucosa nasal e à laringe para evitar sangramento e embotar os reflexos de proteção. Alguns pacientes podem também https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/insufici%C3%AAncia-card%C3%ADaca/insufici%C3%AAncia-card%C3%ADaca-ic https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/insufici%C3%AAncia-respirat%C3%B3ria-e-ventila%C3%A7%C3%A3o-mec%C3%A2nica/vis%C3%A3o-geral-de-ventila%C3%A7%C3%A3o-mec%C3%A2nica#v927005_pt https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/insufici%C3%AAncia-respirat%C3%B3ria-e-ventila%C3%A7%C3%A3o-mec%C3%A2nica/vis%C3%A3o-geral-de-ventila%C3%A7%C3%A3o-mec%C3%A2nica#v927005_pt necessitar de sedativos, opioides ou fármacos dissociativos, por via IV. Após a preparação da mucosa nasal, deve-se inserir uma cânula nasofaríngea macia para assegurar a patência adequada da passagem nasal selecionada e para servir como condutor de fármacos tópicos para a faringe e laringe. Pode-se inserir a cânula nasofaríngea usando um lubrificante simples ou anestésico (p. ex., lidocaína). Remove-se a cânula nasofaríngea após a aplicação de spray à mucosa faríngea. A sonda nasotraqueal é, então, inserida até cerca de 14 cm de profundidade (imediatamente acima do ádito da laringe na maioria dos adultos); nesse ponto, o movimento do ar deve ser audível. Quando o paciente inspira, abrindo as pregas vocais, a sonda é prontamente inserida na traqueia. Frequentemente, uma tentativa de inserção inicial mal sucedida faz o paciente tossir. Profissionais devem prever esse evento, o que permite uma segunda oportunidade de passar o tubo através de uma glote bem aberta. Sondas endotraqueais mais flexíveis com extremidade controlável aumentam a probabilidade de sucesso. Alguns médicos amolecem as sondas colocando-as em água quente, para reduzir o risco de sangramento e facilitar a inserção. Um pequeno apito comercialmente disponível também pode ser acoplado ao conector proximal da sonda para acentuar o ruído do movimento do ar quando o tubo está na posição correta, acima da laringe e na traqueia. → Laringoscópio (lâmina – reta ou curva -, cabo, fonte luminosa): medir a lâmina da comissura labial ao lóbulo da orelha, sempre usar a medida correta ou uma medida maior. Quando usar os dois diferentes tipos de lâminas? → Tubo com ou sem balonete (evita a passagem de ar ou secreção – em torno de 5 ml de ar) – medida relacionada com a medida da traqueia (7,5 diâmetro mulher e 9 homem), linha azul dentro do tubo é para aparecer no raio-x. → Passar pela corda vocal e ficar 5 cm acima da carina – intubado. → Tipos de intubação, materiais, contraindicações, complicações, técnica da naso e da oro. → Queimadura de via aérea é indicação de intubação? INDICAÇÕES DE INTUBAÇÃO → Rouquidão e estridor – sinais sugestivos de obstrução iminente: Considerar em pacientes com queimadura envolvendo toda a face associada a queimadura profunda e circunferencial no pescoço, sintomas de obstrução de via aérea ou Superfície Corporal Queimada (SCQ) a partir de 40%. → Presença de fuligem ou queimadura de pelos faciais isolada não é indicativa de intubação imediata. ESCALA DE GLASGOW: