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Vitória Vital -T4
OSCE - Exame Clínico Ven�so
O exame físico das veias deve ser realizado com o paciente inicialmente na posição de pé e, a seguir,
deitado, sempre usando o mínimo de roupa. Compreende a inspeção, a palpação, a ausculta e algumas
manobras especiais.
Inspeção
Paciente em pé e minimamente vestido - observar MMII de frente, de perfil e de costas. Atentar para a
presença de circulação colateral na raiz da coxa, região pubiana, parede abdominal e torácica, presença
de veias varicosas e alterações cutâneas.
Observar a presença de:
➔ Varizes (ectasias venosas) - dilatação da veia -> válvulas ficam afastadas (refluxo sanguíneo).
➔ Edemas de MMII - edema na insuficiência venosa crônica (IVC) costuma surgir no período
vespertino e desaparece com repouso.
➔ Hiperpigmentação da pele - chamada de dermatite de estase ou dermatite ocre - (acúmulo de
sangue na região - hemácias -> hemoglobina -> fagocitose de Fe+).
➔ Úlceras venosas - ↑P; sangue acumulado em região de maléolo medial - V. safena magna
(sistema venoso superficial).
➔ Flebite - coagulação sanguínea (trombose venosa superficial).
Palpação
À palpação - pesquisar alteração da temperatura, umidade e sensibilidade da pele e do tecido
subcutâneo, as características do edema e estado da parede venosa, que pode ter consistência
elástica, normal, ou estar espessada e endurecida - pesquisar também características do edema e dor,
em casos como trombose venosa profunda (TVP) e ainda a presença de frênulos (fístulas).
A ocorrência de um trombo recente no interior das varizes provoca intensa dor à palpação.
Manobras especiais - Sistema venoso superficial - Varizes
Manobras para avaliação diagnóstica da insuficiência venosa crônica e avaliação de alterações
valvulares das veias superficiais, perfurantes e profundas.
1. Manobra de Brodie-Trendelenburg Modificada
1º tempo: paciente posicionado em DDH.
2º tempo: eleva-se o membro comprometido a quase 90°, esvaziando-se as varizes com
massagens na perna no sentido caudocranial. A seguir, coloca-se um torniquete na raiz da coxa,
logo abaixo da crossa da safena, com pressão suficiente para bloquear a circulação venosa
superficial.
3º tempo: o paciente assume a posição ortostática, e se observa o que ocorre com as veias da
perna.
Normalmente, a veia safena se enche de baixo para cima e o fluxo de sangue do leito capilar até
o sistema venoso demora cerca de 35 segundos.
Vitória Vital -T4
São possíveis três alternativas anormais:
I. Ao se colocar o paciente de pé com o torniquete, observa-se o rápido enchimento das
varizes no sentido caudocranial (<30s). Isto demonstra a presença de perfurantes
insuficientes.
II. Retirando-se o torniquete, há um rápido enchimento das varizes com o fluxo sanguíneo
no sentido craniocaudal (<30s). Isto caracteriza insuficiência da válvula ostial da safena
interna.
III. Após a primeira alternativa, retira-se o torniquete se as varizes continuarem seu
enchimento caudocranialmente. É sinal de que só há insuficiência de perfurantes.
Entretanto se houver rápido enchimento no sentido craniocaudal (<30s), é porque
também existe insuficiência da válvula ostial da safena interna.
Vitória Vital -T4
Manobras especiais - Trombose Venosa Profunda (TVP)
1. Manobra de Homans
Consiste na dorsiflexão forçada do pé.
Se (+): paciente sente dor intensa na panturrilha, reforçando a possibilidade de trombose venosa.
2. Manobra da Bandeira
Se (+): sem trombose - bandeira balança (musculatura da panturrilha).
Se (-): com trombose - bandeira não balança (musculatura da panturrilha).
3. Manobra de Bancroft
Se (+): paciente sente dor à palpação e compressão da região anteroposterior, mas NÃO da
região lateral da panturrilha.
Fonte: Porto & Porto - Semiologia Médica - 8ª Ed.
José Rodolfo Rocco - Semiologia Médica

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