Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica
SENDI 2016 - 07 a 10 de novembro
Curitiba - PR - Brasil 
DANILO FEBRONI BAPTISTA BRUNO GONÇALVES DE SOUZA
Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. Espírito Santo Centrais Elétricas S.A.
DANILO.BAPTISTA@EDPBR.COM.BR BRUNO.SOUZA@EDPBR.COM.BR
Sistema de medição centralizada BT ZERO: uma alternativa viável para o combate às perdas não técnicas em 
áreas de complexidade social
Palavras-chave
baixa tensão zero
perdas não técnicas
sistema de medição centralizado
Resumo
Esse trabalho descreve uma alternativa viável de combate às perdas não técnicas em áreas de complexidade 
social desenvolvida pela EDP Escelsa. O modelo de rede BT (baixa tensão) ZERO tem como premissa eliminar a 
baixa tensão das áreas implantadas, mantendo o custo operacional dos serviços técnico comerciais já 
praticados. Além da eliminação das perdas comerciais o BT ZERO tem trazido um excelente resultado, também, 
na redução da inadimplência. Os detalhes técnicos e resultados descritos nesse artigo encontram fundamento 
em mais de trinta mil pontos já implantados, em áreas de complexidade social da concessão da EDP Escelsa.
1. Introdução
Perdas não técnicas são todas as perdas associadas à distribuição de energia elétrica que não possuem característica 
técnica, tais como furtos de energia, ligações clandestinas, fraudes e falhas de medição. Ao longo dos anos, a EDP 
Escelsa foi aprimorando o seu programa de combate às perdas não técnicas, adequando-o à evolução dos fatos, dados 
e à tecnologia. Projetos de investimento mais expressivos já foram implantados, como o isolamento de rede de baixa 
tensão e a exteriorização de medição dos clientes, além das ações de fiscalização e retirada de ligações clandestinas da 
rede da baixa tensão, como muitas concessionárias de energia fazem em todo o país.
O Estado do Espírito Santo tem as suas perdas não técnicas caracterizadas principalmente pelas ligações clandestinas 
de baixa tensão em comunidades de elevados índices de pobreza. Estas irregularidades são difíceis de combater, 
principalmente devido aos padrões atuais de rede de distribuição aérea, que permitem o acesso direto aos condutores 
de baixa tensão. Os esforços das concessionárias em locais deste tipo tornam-se perdidos, uma vez que após a 
1/10
regularização de sua ligação à rede da Distribuidora, os clientes por muitas vezes, sem a utilização racional da energia, 
acabam tornando-se inadimplentes e logo nas primeiras faturas, voltando a furtar diretamente da rede ou a utilizar 
subterfúgios de manipulações e fraudes.
Pode-se observar na Figura 1 que existem vários pontos através do qual o cliente pode se conectar irregularmente à 
rede de distribuição. Para eliminar o desperdício de energia, visto que, quem furta não tem um consumo racional, a EDP 
Escelsa desenvolveu o projeto BT ZERO, que é um projeto inovador no contexto nacional e internacional, baseado em 
três pilares estratégicos:
• Extinção da facilidade de furtar energia – modernização e blindagem da rede: desenvolvimento da “Rede de 
Distribuição BT ZERO”;
• Monitoramento ostensivo das áreas do projeto – extinção da impunidade: desenvolvimento da “Integração ao 
GRID”;
• Tratamento da necessidade energética do consumidor – redução sustentável do valor da conta de energia: 
desenvolvimento de um novo processo “Consumo Sustentável”.
Outro grande desafio da atividade de distribuição de energia é assegurar altos índices de continuidade e qualidade dos 
serviços de distribuição de energia elétrica (DEC, FEC, DIC, FIC, DMIC), ao mesmo tempo em que a rede de distribuição 
é continuamente expandida, e o volume de energia trafegado pelas redes aumenta diariamente, exigindo investimentos 
contínuos no sistema de distribuição. Este projeto engloba produtos, conceitos e processos que irão revolucionar o modo 
de distribuição de energia em locais com elevada complexidade social e níveis altos de perdas não técnicas.
Figura 1 – rede de baixa tensão convencional
2. Desenvolvimento
O modelo de distribuição de energia BT ZERO
2/10
As redes de distribuição de energia no Brasil são predominantemente aéreas, o que conjugado com fatores sociais e 
econômicos se mostram muito vulneráveis para o furto de energia elétrica, gerando desperdício e degeneração dos 
indicadores de qualidade e continuidade para todos os usuários.
Atuando de forma a criar uma solução para um dos pilares da origem das perdas não técnicas “a facilidade”, a EDP 
ESCELSA iniciou um profundo trabalho de pesquisa em âmbito nacional e internacional de modelos de rede de 
distribuição de energia, que se mostram mais robustos e eficientes para solução da problemática das perdas não 
técnicas. No estudo, incluíram-se redes de várias concessionárias, como exemplo: Ampla, Light, Coelce, Celpe, Celpa, 
que possuem índices de perdas não técnicas entre 20 e 50%, se considerado a metodologia da Agência Nacional de 
Energia Elétrica – ANEEL, que possui como referência o mercado de baixa tensão.
Todos os modelos que foram analisados tratam da exteriorização da medição com a elevação da rede de distribuição de 
baixa tensão ao nível da média tensão e também elevação dos medidores, de modo a criar dificuldade do acesso à 
energia distribuída de baixa tensão ainda não medida. A Figura 2 retrata o projeto desenvolvido na distribuidora de 
energia Ampla, “Projeto Ampla Chip”.
Figura 2 – Projeto Ampla chip
Como pode ser observado o modelo de rede desenvolvido pela Ampla, assim como os demais estudados, elevam a 
baixa tensão para o nível da média tensão e instala-se o concentrador – caixa com 12 medidores, na ponta da cruzeta. 
De fato, essa topologia elimina ou, no mínimo dificulta muito, o acesso à energia não medida, contudo, cria-se um 
esforço operacional da mesma proporção para a distribuidora realizar qualquer intervenção no sistema de medição. 
Todas as operações de manutenção do sistema e os serviços comerciais, como: ligação nova, substituição de medidor, 
aumento de carga, etc., precisam ser realizadas com caminhão munido de cesta aérea, elevando o custo de operacional 
de implantação e manutenção do sistema nas áreas contempladas.
A EDP ESCELSA desenvolveu um modelo de rede de distribuição de energia que tomou por base duas premissas: 
eliminação da energia não medida e permanência dos custos operacionais atualmente praticados. Todo o processo de 
3/10
pesquisa e desenvolvimento do novo modelo de rede tomou por base o conceito já aplicado na telefonia, que é a 
medição do produto na origem, no caso da energia, a medição antes da distribuição pelos fios de baixa tensão. Além 
disso, o padrão construtivo da nova rede deveria ser similar aos da rede atual, de modo a não ocasionar elevação nos 
custos operacionais e nos processos de operação e manutenção.
Após vários estudos e simulações foi desenvolvido o modelo de rede de distribuição BT Zero. O projeto consiste em 
uma rede de distribuição de energia com circuitos menores onde a energia elétrica já é medida no poste central do 
circuito, onde se encontra o Transformador Aéreo de Distribuição e o PCM (posto de controle e medição), conforme 
Figura 3 – Rede BT ZERO.
Figura 3 – Rede BT Zero
A rede conta com circuitos menores e transformadores de menor potência. Após transformação, a energia ainda não 
medida que sai do transformador segue diretamente para o sistema de medição através de cabos protegidos e 
condutores blindados dificultando o acesso à energia não medida naquele pequeno trecho de aproximadamente um 
metro, entre o secundário do transformador e a entrada das caixas de medição onde estão abrigados os medidores. A 
figura 4 ilustra o detalhamento técnico e a tipologia da rede de distribuição BT Zero.
4/10
Figura 4 – Detalhamento técnico da rede
 
A decisão da implantação de uma rede BT Zero é baseada em critérios que fundamentam o retorno financeiro do 
investimento adicional que é aportado. Com base nos estudosrealizados pela EDP Escelsa o projeto é viável em 2 
cenários:
1. Áreas de perdas não técnicas superiores a 40%;
2. Projetos minha casa minha vida de 0 à 3 salários mínimos;
As áreas enquadradas no primeiro item são mapeadas por medições setoriais que possibilitam o balanço energético e 
mensuração das perdas não técnicas. Já o segundo item é fundamentado no histórico desses projetos que após a 
entrega das unidades, em pouco tempo a área passa a se enquadrar no item 1, com isso, o investimento é realizado já 
na construção da rede, pois é mais viável do que realizar uma obra futura de transformação de rede convencional para 
BT Zero.
Posto de Controle e Medição
A rede conta com circuitos menores e transformadores de menor potência. Após transformação, a energia ainda não 
medida que sai do transformador segue diretamente para o PCM – Posto de Controle e Medição por meio de um tubo 
flexível, conforme figura 5.
 
5/10
Figura 5 – Posto de Controle e Medição
As caixas concentradoras que abrigam os medidores funcionam como um sistema de cofre, onde a abertura somente é 
possível com a desativação de sensores instalados na tampa da caixa pelo centro de controle ou por dispositivo local de 
comunicação mediante sistema de senha. Caso ocorra uma tentativa de invasão não autorizada, a caixa promove o 
corte (suspensão do fornecimento) de todas as unidades consumidoras nela conectadas.
Neste novo modelo cada consumidor possui o seu ramal blindado (através de cabos bi concêntricos), por onde trafega a 
energia que já foi individualmente medida no poste do PCM onde também se encontra o transformador. Na unidade 
consumidora, onde ficava instalado o medidor convencional, agora o consumidor recebe um display que se comunica 
por radio frequência em tempo real com os medidores que estão no PCM, possibilitando o acompanhamento dos 
registros de leitura.
Além dos medidores de energia individuais os concentradores possuem funções que agregam valor ao projeto, como:
Corte e religamento remoto;
Comunicação por rádio frequência na topologia mesh;
Sensor de abertura de porta;
Sensor de status do relé;
Sensor de retorno de potencial;
Apesar de todos os esforços e tecnologias embarcadas no projeto, ainda restava um ponto vulnerável onde trafegava 
energia em baixa tensão não medida, que poderia prejudicar a credibilidade do projeto como um todo. Esse ponto ia da 
bucha do secundário do transformador até a entrada dos cabos no tubo flexível que ia até as caixas concentradoras. 
Para eliminar essa fragilidade foi desenvolvido uma blindagem do secundário do transformador, eliminando o único 
ponto restante de energia em baixa tensão não medida do projeto. A figura 6 ilustra a blindagem desenvolvida pelo 
projeto.
6/10
Figura 6 – Blindagem do secundário do transformador
Monitoramento do Circuito de Iluminação Pública
Como a premissa do projeto é a eliminação da energia não medida circulada em baixa tensão, foi necessária uma 
alternativa técnica para os circuitos de iluminação pública das regiões atendidas pelo projeto. A solução adotada foi a 
disponibilização de um circuito de iluminação pública medido por transformador, que em média, possui cinco lâmpadas 
de IP no modelo de rede do BT Zero. Tal solução não inibe a ligação clandestina no circuito de IP, e de fato ainda 
acontece, a diferença é que o circuito passa a ser monitorado e qualquer ligação clandestina é identificada em tempo 
real pelo centro de controle que poderá intervir imediatamente, não permitindo qualquer sensação de impunidade. O 
monitoramento é realizado pelo sistema de medição que processa um algoritmo específico para os medidores de IP. 
Como a soma das potências das lâmpadas é conhecida, assim como seu comportamento: acessa durante a noite e 
apagada durante o dia, o algoritmo processa as informações de leitura e identifica em tempo real qualquer intervenção. 
A figura 7 contempla um gráfico de leitura extraído de um medidor de IP e ilustra claramente a entrada de uma ligação 
clandestina no circuito.
7/10
Figura 7 – Circuito de IP com ligação clandestina
 
Além do monitoramento explicado no parágrafo anterior, foram adotadas mais duas medidas de controle para o circuito 
de IP. A primeira foi a utilização de um condutor de 1 mm, que tecnicamente inviabiliza a conexão de uma carga alta no 
circuito. A segunda medida é a abertura dos relés dos circuitos durante o dia, essa medida tem se demonstrado bastante 
eficaz e está em fase de automação pelo centro de controle. A eficiência desse processo tem sido comprovada nos 
projetos já implantados e as razões são simples já que qualquer conexão clandestina no circuito é identificada pelo 
centro de controle, a carga conectada não pode ser alta e só irá ser energizada a noite.
Desconto da Perda Técnica do Ramal
Pelo fato de se empregar transformadores de menor potência atendendo em média a quatro vãos de rede (dois de cada 
lado do poste do transformador e medição), o maior ramal apresentará 100 metros de comprimento, por isso, será 
utilizado um diâmetro de cabo para o ramal concêntrico adequado, para garantir menor perda e queda de tensão, 
conferindo o atendimento dentro dos padrões técnicos adequados.
Embora os preceitos deste novo conceito de rede sigam rigorosamente a legislação pertinente, o fato de o ramal máximo 
ser maior que o habitual fará com que a perda técnica no ramal fique registrada no medidor.
Como as perdas técnicas dos ramais compõem os valores de energia medidos, o que não poderia, em uma primeira 
análise, serem atribuídos ao consumo da unidade consumidora, foi proposto à agência reguladora o desconto dos 
valores excedentes de perdas técnicas, considerando o índice calculado pela ANEEL por ocasião da última Revisão 
Tarifária Periódica da EDP Escelsa (Nota Técnica n° 0182/2013-SRD/ANEEL, de 26 de julho de 2013), segundo a qual, 
o valor das perdas nos ramais de ligação reconhecido na tarifa é de 0,3% da energia passante, para comprimento médio 
de 16,7 m. Portanto, para o caso extremo de comprimento de 100 m, as perdas máximas seriam de 0,3% / 16,7 m x 100 
m = 1,76% do consumo. A EDP Escelsa propôs descontar o valor das perdas técnicas variando conforme o tamanho do 
ramal e tal tratativa foi plenamente aceita pela ANEEL e já encontra-se em operação, conforme a tabela 1. Os 
percentuais são aplicados no consumo medido mensal da unidade consumidora e o desconto é efetuado de acordo com 
o comprimento do ramal correspondente.
8/10
 
Tabela 1 – Desconto da Perda Técnica no Ramal BT Zero
Tratamento das Necessidades Energéticas
Um projeto dessa envergadura acaba criando alguns transtornos à comunidade no momento da obra, por isso, 
dependendo de como for a abordagem poderá haver resistência por parte da população e prejudicar a implantação do 
projeto. Em função disso, o projeto não trata apenas de tecnologia, mas envolve um conceito amplo de relacionamento 
com a comunidade. A EDP Escelsa criou o projeto “Agente da boa energia”, que vai às comunidades prestar assistência 
social, orienta quanto ao consumo sustentável, substitui geladeiras e lâmpadas ineficientes por eficientes, e incentiva o 
cadastramento da tarifa social – programa do governo que oferece desconto na conta de energia elétrica para a 
população de baixa renda. Com isso, os projetos em andamento estão sendo executados com o apoio e colaboração da 
comunidade.
O objetivo do agente da boa energia é orientar e tomar medidas que façam a conta de energia “caber” no bolso do 
cliente. Esse processo que nomeamos de “Consumo Sustentável” não só cria um relacionamento perene com a 
comunidade, possibilitando a livre entrada da distribuidora durante a implantação e manutenção, como também, auxilia 
os moradores da comunidade a serem regulares, evitando subterfúgios fraudulentos que põem em risco a vida das 
pessoas e a segurança da comunidade, como exposto na Figura 8.
Figura 8 – Tentativa de Ligação Clandestina
9/10
 
3.Conclusões
A EDP Escelsa está com 30 mil pontos implantados no modelo de distribuição BT Zero e está investindo em mais 12 mil 
para o ano de 2016. O projeto tem se demostrado perene em sua principal função: redução das perdas não técnicas em 
áreas de complexidade social e inicia uma nova forma de combate às perdas não técnicas, cujo sucesso caracteriza 
importante fator de modicidade tarifária para todos os consumidores e também na preservação dos recursos naturais 
necessários para geração da energia, uma vez que, onde implantado o novo modelo de rede observa-se a redução das 
perdas não técnicas da ordem de 50% para 0%.
Outro fator importante para a viabilidade do projeto foi a redução da inadimplência nas áreas atendidas pelo BT Zero. O 
fluxo de suspensão de fornecimento nessas áreas foi alterado, como o corte e o religamento são remotos, a premissa do 
projeto é que a suspensão do fornecimento por falta de pagamento seja realizado na primeira fatura em aberto, o que 
inibe o acúmulo de débitos por parte do cliente e facilita o pagamento e retorno à base adimplente. Em áreas BT Zero a 
inadimplência têm sido, em média, 70% menor se comparado com a registrada em áreas de complexidade social que 
possuem o modelo de rede de distribuição convencional
Finalmente, além dos benefícios nos indicadores de perdas não técnicas e inadimplência outro fator relevante é o 
aumento da base de clientes regulares da distribuidora, que é um fator relevante no processo de revisão tarifária. Além 
disso, como nas áreas do projeto o número de ligações clandestinas era muito elevado, esses clientes estavam fora da 
base, que contribuíam para uma degradação da qualidade de energia em função do mau dimensionamento da rede de 
distribuição.
4. Referências bibliográficas
ANEEL (2011). Resolução Normativa nº 464/2011. Determina a nova 
configuração da estrutura tarifária para os clientes do grupo B.
ANEEL (2014). Resolução Normativa Nº 502/2014. Regulamenta sistemas 
de medição de energia elétrica de unidades consumidoras do Grupo B.
ANEEL (2008). Resolução Normativa nº 345. Regulamenta o Procedimentos 
de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional – 
PRODIST.
NEVES, L. C.; BAGAROLLI, A.; (2013) Os desafios da implementação dos 
projetos-piloto de smart grid no Brasil.
_________________________________________ 
10/10

Mais conteúdos dessa disciplina