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PREPOSTO
É um representante da empresa, através do qual ela se concretiza (uma vez que “preposto” remete a “pôr-se a frente”). É, geralmente, um empregado regido pela CLT, mas pode ser um representante autônomo, alguém terceirizado ou um trabalhador que desempenhe as tarefas sob a coordenação do empresário. 
Os prepostos não podem concorrer com seu prepotente, podendo responder por perdas e danos, por concorrência desleal, sendo que o empresário prejudicado terá direito sobre os créditos dele, até o limite dos lucros da operação econômica irregular de seu preposto.
 Os prepostos respondem pelos seus atos de que derivam obrigações do empresário com terceiros. Se agiram com culpa, devem indenizar em regresso o preponente, se com dolo, respondem também perante o terceiro, em solidariedade com o empresário.
Poderão ser substituídos no desempenho da preposição quando tenham autorização. Caso contrário, responderão pelos atos do substituto. 
Essa representação se dá através de uma carta de preposição (somente pelo prazo e para as atividades nela descritas – art. 1.169 – sendo vedada a ação em casos semelhantes – art. 1.170), que atribui atividades que quando realizadas, obrigam o empresário preponente. Caso haja em operações além das determinadas, não só responderá por perdas e danos mas remeterá ao prepotente eventuais lucros que delas adquirir.
Art. 1.171 – “Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja prazo para reclamação”.
A atribuição da responsabilidade civil ao preponente, por conta dos atos do preposto, pode ser justificada por três teorias: são responsáveis pela escolha do preposto que praticou o ato (culpa in eligendo); são responsáveis em face de um dever de vigiar os seus prepostos (culpa in vigilando); como a empresa lucra com os atos dos prepostos, realizados no âmbito de suas atividades, deve igualmente assumir os riscos a ele inerentes. Podem ser:
Gerente – Seção II
Tem funções de chefia, encarregado da organização do trabalho (sede, sucursal, filial ou agência) na impossibilidade ou desinteresse do empresário exercer estas atividades. É um cargo facultativo, permanente e que não exige uma qualificação específica.
Art. 1.172. – “Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência”.
Art. 1.173 – “Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício” da atividade que lhe foi determinada. O gerente de RH, por exemplo, pode, quando preposto assinar os documentos necessários em nome do dono da empresa, o preponente, embora isto não esteja expresso na carta de preposição.
Parágrafo único – Havendo dois ou mais gerentes, consideram-se solidários (iguais e isolados) seus poderes, apesar de também poder haver a exigência de que sejam exercidos conjuntamente (por ambos) ou sucessivamente (dirigidos a um na ausência do outro).
Art. 1.174 – seus poderes podem ser limitados por ato escrito do empresário que para produzir efeitos perante terceiros deve estar arquivado no Registro Público de Empresas Mercantis (Junta comercial) ou comprovadamente informado, de conhecimento da pessoa que tratou com o gerente/do terceiro. Da mesma forma, de acordo com o parágrafo único deve ser arquivada e averbada a modificação ou revogação do mandato. 
Art. 1.175 – “O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, mas à conta daquele”, sendo aquele o preponente.
Art. 1.176 - O gerente também pode representar o preposto em processos judiciais “pelas obrigações resultantes do exercício da sua função”.
Contabilista e outros auxiliares – Seção III
Cargo decorrente da necessidade de um responsável pela escrituração dos livros do empresário. É obrigatória (salvo se nenhum houver na localidade) e restrita a contador ou técnico em contabilidade (registrados no CRC).
Art. 1.177 - O que for feito pelo preposto, salvo se ele agiu de má fé, produz os mesmos efeitos se tivessem sido produzidos pelo preponente.
Parágrafo único - No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. Pode, porém, o preponente cobrar do preposto valor desembolsado para indenizar o terceiro prejudicado e pode requerer a reparação de danos pelos prejuízos que ele mesmo, proponente, sofreu em função de ato ilícito praticado pelo preposto.
Art. 1.178 – “Os preponentes são responsáveis pelos atos dos prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito”.
Parágrafo único - “Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito”.
A atividade praticada por eles é protegida por segredo profissional.

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