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DIREITO EMPRESARIAL 
João Glicério 2025.1 
 
I unidade - Teoria Geral do Dir Empresarial 
II unidade - títulos de crédito 
 
1 prova - 22/05 
2 prova - 08/07 
2 chamada - 15/07 
Pontuação de presença 2,0 (um para cada prova, as provas valem 9,0) 
Faltar até 4 dias - 2pt (faltei 2 aulas (?)) 
Faltar até 6 dias - 1pt 
Não há abono de faltas 
 
Referências 
Marlon Tomazette 
Andre Santa Cruz 
Márcia Carla 
Gladston e Roberta Mamede 
 
Reposição sexta a noite (19:00 às 22:00) - 11 abril 
 
Assuntos da primeira prova 
 
● Conceito de empresário ✅ 
● Elementos de empresário ✅ 
● Aquisição de personalidade jurídica ✅ 
● Hipóteses de atividades cíveis ✅ 
● Vedação ao exercício da atividade empresarial ✅ 
● Preposto do empresário ✅ 
● Obrigações do empresário ✅ 
● Atos do registro ✅ 
● Exame das formalidades ✅ 
● Estabelecimento empresarial (só o que foi dado) ✅ 
● Escrituração empresarial 
● Nome empresarial 
 
AULA 02 - FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E EMPRESÁRIO 
 
Mesmo que direito comercial. 
 
Fundamentos históricos 
Capacidade de abstração 
Revolução Francesa 
Revolução industrial 
 
1808 - Código Comercial Napoleônico. 
2 códigos para coisas que antes estavam unificadas - civil (1804) e 
comercial (1808). A ideia era a distinção das classes sociais. 
Poder político e poder econômico. 
Burguesia X nobreza 
Instrumento de viabilização de privilégios para a burguesia. 
 
Teoria dos atos de comércio 
Não tinha um conceito fundamental para evitar que a nobreza se 
encaixasse nele. Existia uma Lista de atos que deveriam ser 
considerados de comércio (ex: assunção de riscos, seguros, bancos, 
indústria), pois eram os atos da burguesia. 
Extrativismo, pecuária…eram práticas da nobreza, portanto, não eram 
considerados atos de comércio. 
Privilégios de sala especial eram reflexos desse período. 
Pejotização da pessoa física. 
 
1850 - código comercial brasileiro. 
Lei 556 - a única parte vigente é de direito empresarial marítimo. 
 
Ato de comércio, conforme Alfredo Rocco, pressupõe a interposição na 
troca. Mas esse conceito era muito amplo, alcançando o que não era 
ato de comércio. 
 
Busca por um novo sistema que acabou se consolidando em 1942 na 
Itália - a Teoria da Empresa. Para preencher as lacunas e corrigir os 
efeitos da teoria dos atos de comércio. 
 
Características das Teorias 
Teoria dos Atos de Comércio 
 
1. Bipartição dos atos de comércio 
2. Ausência de um conceito fundamental 
 
A Teoria da Empresa trouxe um conceito fundamental de empresário 
Art 2082 do Código italiano e ART 966 do CC brasileiro (cópia com 
diferença de ser X considerar). 
O cc italiano tenta reunificar o direito privado. Frustrada. 
A unificação foi meramente legislativa e mesmo assim parcial (não 
constam todas as normas). Portanto, não está unificado. 
 
AULA 03 - ELEMENTOS DO CONCEITO DE EMPRESÁRIO 
 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, 
salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
 
Elementos do conceito de empresário: 
 
● Profissionalismo: 
 
1. Habitualidade 
 
Atender à demanda periódica da atividade. Não significa que é 
diária, considera-se a intenção de perpetuidade. Faz-se uma 
análise fática a partir da forma como a pessoa organizou o 
negócio ex: comprou ou alugou as cordas para o bloco, a 
contratação foi episódica ou tinha a intenção de ser duradoura… 
 
2. Pessoalidade 
 
Exercício da atividade pelo empresário ou por alguém que o faça 
em seu nome. 
Responsabilidade dos atos feitos pelos seus prepostos. 
Pessoalidade e responsabilidade são os dois lados de uma 
mesma moeda, a responsabilidade é uma decorrência lógica da 
pessoalidade. 
 
Com o surgimento do CDC, cria-se um terceiro elemento para 
aferir o profissionalismo: o Monopólio de informações. 
 
3. Monopólio de Informações 
 
O empresário, no entanto, não precisa saber tudo. O titular não 
precisa ter as informações técnicas. Ex: dono de hospital não 
precisa ser necessariamente médico. Ele é obrigado a deter os 
elementos relacionados ao consumo do produto ou serviço que 
ele oferece ex: eventuais defeitos, composição química, estrutura 
mecânica, possíveis problemas que podem ser gerados em 
relação a saúde do consumidor… 
Isso deve ser necessariamente compartilhado com os 
consumidores. As mesmas informações que é obrigado a saber, é 
obrigado a compartilhar. 
 
E o segredo de empresa? Não é obrigado a saber, portanto, não é 
obrigado a compartilhar. 
 
● Atividade econômica com intuito lucrativo 
 
1. Lucro 
A configuração da atividade empresarial não se faz com o lucro, 
mas com o intuito lucrativo. 
Lucro é um conceito econômico. 
Por exemplo, uma associação pode ter lucro, mas não um intuito 
lucrativo. 
Lucro como objetivo. 
Existem atividades não empresariais que têm o lucro como fim, 
ex: advocacia. 
Ter lucro não é o critério. Pois pode não ter lucro por razões 
alheias a sua vontade. 
Se não tem finalidade lucrativa, não é empresário. Mas se tem 
finalidade lucrativa, pode ser ou não empresário. Será preciso 
verificar os demais elementos. 
 
Obs: conceito de empresa. 
 
Perfis da empresa (Asquini): 
1. Subjetivo - sujeito da atv econômica, é o empresário. 
2. Objetivo - objeto, o estabelecimento empresarial. 
3. Funcional /Abstrato - relacionado à empresa. 
4. Corporativo - mão de obra, prepostos do empresário. 
 
● Gierke defendeu apenas os três primeiros, já que o 
quarto é um meio de produção. 
 
Empresa é o vínculo jurídico que liga o sujeito ao objeto. Não é 
tangível. 
 
Se substituir o termo empresa por atividade e for 
sonoramente adequado, a aplicação é adequada. 
 
● Organizada 
Organização é o terceiro elemento do conceito de empresário. 
Organização é a articulação dos 4 fatores de produção - capital, 
insumos, tecnologia e mão de obra. 
Capital pode ser próprio ou alheio. Não precisa ter dinheiro, tem 
que coordenar 
Insumo - material usado 
Tecnologia - aprimoramento da técnica para atender a demanda. 
Mão de obra pode ser direta ou indireta 
 
A) Direta - aquela que tem vínculo empregatício. 
B) Indireta - não tem vínculo empregatício. 
 
Pode, portanto, ser tercerizado. Não precisa ser empregado. 
 
Vincenzo Buonocore propôs que não era imprescindível haver 
mão de obra contratada, mas hoje a doutrina majoritária acredita 
que se não coordena recursos humanos, não pode ser 
considerado empresário. 
 
A doutrina majoritária diz que o restante do conceito - “para a 
produção ou a circulação de bens ou de serviços” - também é 
elemento, mas o professor discorda, acha que não há caráter 
distintivo em nada disso. 
 
Atividades civis 
Atividades não empresariais. 
 
1) Hipótese excludente - aquele que não atender os requisitos 
do 966. Será exercente de atividade de natureza civil. 
2) ss único do ART 966 - profissionais intelectuais 
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, 
literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão 
constituir elemento de empresa. 
Profissionais liberais em geral - médicos, contadores, advogados, 
músicos, escultores… 
(O STJ acha que o parágrafo único se aplica aos advogados, de 
modo que não é empresarial. Para Glicério, não se descaracteriza 
a atividade empresarial em qualquer tipo de advocacia) 
 
Ainda que contrate colaboradores e auxiliares 
Ex: se a médica for também contratada de um hospital, o paciente 
procura a instituição e não o indivíduo. 
O centro médico é atividade empresarial do hospital, algumas 
salas e os profissionaisque alugam exercem a atividade civil 
E a forma como a atividade se organiza que vai definir a sua 
natureza jurídica 
Profissional como elemento de empresa - empresarial 
Profissional símbolo - atividade civil 
 
 
Ex: duas clínicas com características idênticas, mas na clínica A 
cada médico tem seus clientes e despesas e, ao fim, as rateiam. 
Já na clínica B, os médicos se reuniram para um projeto comum, o 
faturamento e a clientela são da clínica, o e-mail é corporativo e o 
nome na porta é da clínica. 
 
Na clínica A, o referencial é o profissional. Na clínica B, o 
referencial é a clínica. 
A é atividade de natureza civil. 
B é atividade de natureza empresarial. 
 
Algumas clínicas têm tendência à atividade civil ou empresarial. 
 
3) Hipótese rural 
Para atividade rural, a natureza jurídica é determinada pelo lugar 
do registro. 
Se na Junta Comercial do Estado da Bahia, será considerado 
empresário. 
Se na RCPJ - Registro Civil das Pessoas Jurídicas, atividade de 
natureza civil. 
Natureza do registro é constitutiva, não declaratória como nos 
outros casos. 
Origem na teoria dos atos de comércio e a atividade da nobreza. 
Pode a pessoa que fez a escolha por um tipo de registro alterar 
depois? pode! 
Se não houver registro, presume-se a atv civil. 
A faculdade está em onde realizar o registro. O registro em si não 
é facultativo. 
 
 
4) Clubes de Futebol 
Lei SAF - Sociedade Anônima do Futebol (está na lei, mas não é 
SAF!!) 
As associações voltadas à prática desportiva do futebol podem 
requerer o registro na Junta Comercial e serão consideradas 
empresárias. 
Associação empresária. Se aplica apenas a essa hipótese. 
Pode escolher onde efetuará o registro e isso determinará se é ou 
não empresário. 
 
5) Cooperativas 
ss único do ART 982 cc 
Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se 
empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de 
atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); 
e, simples, as demais. 
Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, 
considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, 
a cooperativa. 
 
As cooperativas sempre serão sociedades simples e as sociedades por 
ações serão sempre sociedades empresárias. Não existem exceções. 
As cooperativas têm de fazer o registro na Junta Comercial, mas 
não muda a natureza de sociedade simples. 
Sociedades por ações também na Junta Comercial. 
 
Empresarial (Empresário individual e sociedade empresária) 
O empresário individual recebe CNPJ para fins fiscais, embora seja 
pessoa física. 
 
(...) Aula online - Vedações ao exercício da atividade empresarial 
(caderno de Marivan) 
 
1) Incapacidades: proteção do indivíduo vulnerável 
Em regra, para ser empresário, a pessoa física deve ser absolutamente 
capaz. 
a) O incapaz pode ser empresário individual, mas não pode começar 
uma atividade empresarial (risco máximo). Portanto, tem 
autorização apenas para continuá-la (princípio da preservação da 
empresa), desde que esteja representado ou assistido, 
mediante autorização judicial (genérica e que pode ser 
revogada a qualquer momento) com expedição de alvará, em 
que deverá constar a relação dos bens do incapaz ao tempo 
da associação, pois os bens particulares estarão protegidos 
de eventuais insucessos da atividade. 
Obs: O emancipado é absolutamente capaz. 
Obs 2: Sendo deferida a continuação da empresa, o incapaz é que será 
o empresário. O relativamente incapaz pratica o ato em seu próprio 
nome. O representante do absolutamente incapaz pratica os atos em 
nome deste. 
Obs 3: Em negócios em que não se pode contar com a participação do 
representante ou assistente do incapaz, o juiz deverá nomear um 
gerente para fazê-lo naquele caso necessário. 
 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente 
assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por 
seus pais ou pelo autor de herança. 
§ 1º Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das 
circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da conveniência em 
continuá-la, podendo a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, 
tutores ou representantes legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos 
direitos adquiridos por terceiros. 
§ 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já 
possuía, ao tempo da sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao 
acervo daquela, devendo tais fatos constar do alvará que conceder a 
autorização. 
§ 3º O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas 
Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade 
que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os 
seguintes pressupostos: (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) 
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; (Incluído 
pela Lei nº 12.399, de 2011) 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
II – o capital social deve ser totalmente integralizado; (Incluído pela Lei nº 
12.399, de 2011) 
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente 
incapaz deve ser representado por seus representantes legais. (Incluído pela 
Lei nº 12.399, de 2011) 
 
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por 
disposição de lei, não puder exercer atividade de empresário, nomeará, com 
a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. 
§ 1º Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o 
juiz entender ser conveniente. 
§ 2º A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do menor 
ou do interdito da responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados. 
 
Essa nomeação não exime aquele que indicar o gerente, seja o 
representante, seja o assistente, da responsabilidade pelos atos 
praticados por este, desde que provada a culpa in eligendo (má 
escolha). 
a) O incapaz poderá ser sócio de uma sociedade empresária desde 
o começo, pois o risco é compartilhado. Para isso, é preciso que 
os seguintes requisitos sejam atendidos: 
- i) Representação ou assistência; 
- ii) Não participar da administração da sociedade; e 
- iii) O capital social tem de estar totalmente integralizado. 
1) Proibições (devem ser interpretadas restritivamente) 
Vedação da atividade empresarial por aqueles que já a exerceram, mas 
praticaram atos ilícitos ou se mostraram potencialmente nocivos 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12399.htm#art2
quando da prática da atividade empresarial. A proteção aqui é da 
comunidade, e não do indivíduo. Tais proibições legais não tornam 
nulos os atos praticados pelos proibidos de exercer a atividade 
empresarial, mas tornam irregular o exercício da empresa. 
a) Falido: ficará impedido enquanto não for reabilitado. 
Obs: A forma mais comum de reabilitação do falido é com a extinção 
de suas obrigações. 
b) Condenado por crime incompatível com o exercício da 
empresa (artigo 35 da lei de registro de empresas). A pena 
conterá previsão a esse respeito. (obs: poderá retornar com a 
extinção da punibilidade) 
 
Art. 35. Não podem ser arquivados: 
I - os documentos que não obedecerem às prescrições legais 
ou regulamentares ou que contiverem matéria contrária aos 
bons costumes ou à ordem pública, bem como os que colidirem 
com o respectivo estatuto ou contrato não modificado 
anteriormente; 
II - os documentos de constituição ou alteração de empresas 
mercantis de qualquer espécie ou modalidade em que figure 
como titular ou administradorpessoa que esteja condenada 
pela prática de crime cuja pena vede o acesso à atividade 
mercantil; 
 
c) Leiloeiro; agente auxiliar do empresário, que dele contém 
informações sigilosas 
d) Estrangeiro em certas atividades relacionadas ao interesse público 
nacional evidente 
Exemplos: extração de petróleo, atividade bancária, rádio e difusão, 
empresas jornalísticas (inclusive a administração da programação), 
empresas de aviação etc. 
Obs: Não se aplica ao naturalizado há mais de 10 anos. 
e) Devedor do INSS 
f) Servidor público, a depender do seu regime jurídico 
Obs: Há muita variação. No âmbito do Executivo, por exemplo, aqueles 
que entraram antes de 97, podem exercer atividade empresarial 
normalmente. Aqueles que entraram após 97, não podem. Aqueles que 
em 2017 fizeram o pedido de redução de carga horária, quando lhe foi 
disponibilizada a escolha, também podem exercer atividade empresarial. 
Obs 2: O servidor público advogado pode ser sócio administrador 
da sociedade de advogados, caracterizando uma exceção. 
Obs 3: A LOMAN proíbe os magistrados de serem empresários 
individuais ou de exercerem cargo de administração em sociedade, 
permitindo-lhes a condição de quotista ou acionista. Idêntica é a 
situação dos membros do Ministério Público, pelas mesmas 
razões. 
 
Servidor público federal (?) 
 
 
 
Aula 15/04 
 
Responsabilidade pelos atos do preposto 
Preposto - Toda mão de obra utilizada pelo empresário . 
Em síntese, podemos afirmar que o preposto que exerce determinadas 
atividades jurídicas dentro da empresa, substituindo empresário em 
determinados atos, seja na órbita interna, seja na órbita externa em 
relação a terceiros. Sendo assim, os atos que pratica nessa condição 
são atos do preponente. (Tomazette). 
Dois requisitos configuram a responsabilidade do empresário pelos atos 
dos prepostos - OBJETO e LUGAR em que a atividade é exercida. 
Teoria da aparência. 
Se vende pela internet, está ampliando também a sua responsabilidade. 
A proposta obriga, salvo se for irrisória. Esse conceito é construção da 
jurisprudência consumerista - proposta completamente fora do mercado, 
da razoabilidade. 
Nem sempre um desconto de 90%, por exemplo, torna a proposta 
irrisória. Ex: passagem aérea. Já 50% em um carro tornaria a proposta 
irrisória. 
Gerente é o preposto que exerce funções de chefia. Não é obrigatório. 
Não se exige qualquer formação específica. 
Contabilista é preposto obrigatório. Cuida da scrituração, livros e 
balanços. Deve ter formação específica em contabilidade. Pode ser 
terceirizado, salvo nas localidades onde não existir contador, podendo o 
próprio empresário fazer sua contabilidade. 
Artigos do código civil no caderno de Marivan 
Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por 
qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo 
se houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos como se o fossem por 
aquele. 
Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são 
pessoalmente responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, 
perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. 
Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer 
prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da 
empresa, ainda que não autorizados por escrito. 
Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, 
somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por 
escrito, cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do 
seu teor. 
 
Aula 17/04 
 
OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO 
 
Aula quinta-feira 22/04 
 
Obrigações - registro, livros e balanços 
Registro é um gênero que comporta três espécies - matrícula, 
arquivamento e autenticação. O sistema de registro das empresas é 
dividido entre o Departamento Nacional do Registro Empresarial e 
Integração (DREI) e as juntas comerciais. 
 
Autenticação tem dupla função: veracidade (função que os cartórios 
também fazem) e regularidade (visa evitar fraudes, é a função mais 
importante). A junta vai autenticar todas as páginas do livro. 
Controle de autenticidade dos livros fiscais feito pela Receita, dos livros 
empresariais ainda é feito pela Junta. 
A matrícula já foi o ato do registro, hoje não é mais. Havia 5, hoje são 
apenas aqueles 3 
Matrícula é o ato de registro dos auxiliares do empresário: os tradutores 
públicos, os intérpretes comerciais e os leiloeiros oficiais (agentes 
privados que exercem funções públicas). Eles não assumem o risco da 
atividade e podem desenvolver atividades com conotação técnica e/ou 
jurídica. 
Auxiliares - tradutores públicos, intérpretes comerciais e leiloeiros. 
Tradutor público juramentado - modificação do idioma de um documento 
escrito 
Intérprete comercial - modificação do idioma para conversação 
Leiloeiro - surge para ajudar o empresário a comprar e vender seus 
bens e posteriormente é apropriado pelo Estado para exercer essa 
função. Agente privado exercendo uma função pública. 
A lei fala de mais dois: administrador de armazém geral e os 
trapicheiros, mas não há mais tais figuras. 
Arquivamento é ato de registro do empresário e de constituição, 
alteração e dissolução das sociedades empresárias. 
Prazo para requerer o arquivamento (não para arquivar) na junta 
comercial é de 30 dias a contar do momento em que foi assinado. 
O deferimento do arquivamento retroage ao momento do requerimento, 
portanto, não importa se acontecer depois. O ato terá sido considerado 
no momento da assinatura do contrato. 
Se o requerimento foi feito fora do prazo, há uma situação de 
irregularidade e aquele requerimento apenas produzirá efeitos dali em 
diante, a partir do dia em que foi deferido. Não há nem retroatividade 
interna (requerimento) nem externa (prática do ato). Não há 
retroatividade. Serão considerados atos praticados por empresário 
irregular e arcará com os ônus de ser irregular. Atos não convalidados. 
Ex: credor cobrando da sociedade x responsabilidade pessoal do sócio. 
Dentro do prazo - ex tunc 
Fora do prazo - ex nunc, a partir do momento em que foi deferido o 
registro. 
Data do instrumento é aquela em que o último assinou 
 
Exame das formalidades 
O Estado não exerce um controle material. A livre iniciativa é prevista na 
constituição de forma imodificável. Embora existam questões que 
possam ser controladas pelo Estado como petróleo, minérios… 
questões que estão ligadas à soberania. Por isso, a Junta Comercial faz 
o exame apenas das formalidades do registro. 
Ao verificar isso, pode-se deparar com vícios sanáveis ou insanáveis. 
Insanáveis atingem a validade do ato praticado, o que impõe à Junta 
Comercial o indeferimento do pedido. Já os vícios sanáveis, atingem a 
eficácia do ato praticado, sua registrabilidade, mas podem ser corrigidos 
- convertendo o processo em exigência para que o interessado corrija o 
vício. 
Exemplo contrato social assinado por absolutamente incapaz - invalido - 
gera indeferimento do pedido 
Exemplo 2 - sanável: Uma das certidões não foram apresentadas 
Mas… na prática, as Juntas comerciais mesmo diante de vícios 
sanáveis tem convertido em exigência para aproveitar os atos. 
 
Processo decisório do registro 
 
Os atos decisórios são divididos em duas categorias: 
1. Atos de maior complexidade 
Decididos pelo colegiado. 
Existem dois colegiados: plenário de vogais e turmas de vogais 
Vogal é o integrante da Junta comercial 
O plenário julga apenas os recursos das decisões das Turmas e das 
decisões singulares. 
Esses atos são: 
- Constituição SA (mudança que passou a 
considerar) 
- Arquivamentos relacionados com as Operações 
Societárias (fusão, cisão, transformação, 
incorporação…) 
- Grupos de sociedades e os consórcios de 
empresas 
Prazo de 5 dias úteis para decisão, salvo recurso 
(julgado pelo Plenário)2. Atos de menor complexidade 
Decididos singularmente 
Quem decide singularmente é a presidência da Junta Comercial - de 
forma direta ou por delegação. 
Os demais arquivamentos são decididos pela presidência, matrícula e 
autenticação? tambem 
Prazo de dois dias úteis para decisão 
 
Obs: se a Junta Comercial não julgar no prazo, a 
consequência é o registro por decurso do prazo 
(deferimento tácito). Depois, poderá anular o registro, 
mas houve registro naquele periodo. 
Registro automático - nada tem a ver com o registro 
por decurso do prazo. Caso de inversão do registro a 
priori, no exato momento já há o registro e a análise é 
posterior (a psteriori vai manter ou anular (mesma 
lógica dos vícios sanáveis e insanáveis). Só se aplica 
em casos específicos - atos de menor complexidade e, 
mesmo assim, é preciso atender a dois requisitos: 
A) Utilização do instrumento padrão (modelo) da 
DREI 
B) Aprovação da consulta previa da viabilidade do 
nome empresarial e, quando for o caso, 
viabilidade de localização 
 
Processo revisional 
Se a Junta indeferiu pode propor uma ação judicial ou recorrer 
administrativamente. Se decidir que seja administrativamente, 
estaremos falando do processo revisional. 
 
1. Pedido de reconsideração. 
Feito ao próprio órgão julgador. 
Se mantiver o indeferimento, pode na sequência 
propor o recurso ao plenário. 
 
2. Recurso ao plenário 
Plenário de vogais 
Julgará deferindo ou indeferindo. Se indeferir, pode 
utilizar o recurso a DREI 
 
3. Recurso a DREI 
 
Antigamente, só se podia propor uma ação judicial 
após exaurir a esfera administrativa, mas não é mais 
assim. 
 
Mesmo prazo para cada medida: 10 dias úteis. 
 
 
Irregularidade 
Acontece apenas quando o empresário não faz o seu registro na Junta 
Comercial. 
Consequências: 
1. Responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais 
- sócios passam a responder de maneira ilimitada por 
todas as obrigações sociais. 
2. O não registrado não terá acesso ao benefício da 
recuperação de empresas. Também não terá 
legitimidade ativa para requerer a falência de outro 
empresário, só pode ter sua falência decretada (pode 
ser réu) 
3. Não terá inscrição nos cadastros federais. O que não 
exclui a responsabilidade tributária, só não conseguirá 
pagar pela ausência de inscrição e arcará com as 
consequências disso: multa, juros… 
4. Não terá matrícula no INSS 
5. Não poderá contratar com o poder Público. 
 
Balanços periódicos 
 
ASSUNTO PULADO PELO PROFESSOR PARA MINISTRAR AULA PRÓPRIA 
 
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL 
 
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL 
 
● Definição 
 
É o objeto, o instrumento de trabalho do empresário. Refere-se ao 
conjunto de bens materiais e imateriais do patrimônio empresarial 
destinados ao exercício econômico organizado / atividade econômica 
organizada. 
Obs: Não é o lugar onde a atividade empresarial é exercida, mesmo 
que haja referências a estabelecimento como lugar em textos técnicos, 
como leis tributárias. 
 
Obs 2: Não confundir com o patrimônio empresarial como um todo, que 
abarca todos os bens materiais e imateriais destinados, ou não, ao 
exercício de atividade econômica organizada. Para compor o 
estabelecimento, a parcela do patrimônio empresarial precisa estar 
efetivamente ligada, direta ou indiretamente, à prática da atividade 
econômica organizada, mesmo que não seja a atividade fim. 
 
se for outra atividade econômica autônoma, terá mais de um 
estabelecimento 
 
Obs 3: Ao estabelecimento empresarial pode se atribuir valor 
econômico, que corresponde ao valor resultante da soma de todos os 
bens acrescido do chamado aviamento (valor agregado ao 
estabelecimento empresarial em razão de sua organização - exemplos 
das duas lojas da Boticário - aula de 06/05 - não se confunde com a 
marca). Quanto maior a coordenação dos 4 elementos essenciais de 
empresa, maior o aviamento. 
 
Obs 4: O aviamento pode ser positivo ou negativo (valor de mercado 
menor do que o patrimônio) e o seu cálculo é feito por especialistas que 
buscam aferir a capacidade do negócio para produzir lucro. 
 
● Trespasse 
 
● Ponto empresarial 
 
Lugar onde a atividade empresarial é desenvolvida. 
 
 
 
Aula do dia 13/05 (aulas tirocinante) - ESTUDAR AS DUAS AULAS 
PELA DOUTRINA E CADERNOS 
 
ESCRITURAÇÃO 
1. Princípios 
2. Livros empresariais 
Classificação: obrigatórios e facultativos (especiais para parte da 
doutrina) 
Um livro obrigatório - livro diário 
Livros de empregados, livro de duplicata, livro das sociedades 
anônimas 
Livros facultativos - adotados porque facilitam a gestão feita pelo 
empresário - livro razão, livro caixa 
 
Requisitos extrínsecos: termo de abertura, encerramento e 
autenticação e 
 
Força probatória - se alguém entra com ação pleiteando algo que 
deveria estar registrado, há o problema da força probatória para o 
empresário 
Prova que gera presunção relativa. 
 
Como se dá a exibição se há sigilo? Pode ser tanto de forma 
integral como parcial 
Art 420 e 421 cdc 
Art 1182 cc 
 
Dever de guarda 
Perdura até que estejam prescritas ou decaídas todas as 
obrigações 
Se tiver a perda, comunicar a Junta, comunicar à Receita Federal 
e a Imprensa 
 
Obrigações contábeis 
Balanço patrimonial 
Balanço de resultado econômico 
Sociedades de grande porte obrigadas a realizar auditoria, 
 
NOME EMPRESARIAL 
 
Um distintivo do empresário e não da sua atividade. 
Proteção voltada para o mercado comercial 
Art 1155, SS único - sociedades simples, fundações e associações por 
extensão 
Direito de personalidade - nome especial, não exatamente igual ao 
nome civil. Alguns autores acham que não pode ser de propriedade, por 
isso, seria um direito de personalidade 
Direito de propriedade - elementos da propriedade industrial do 
empresário, vincula a clientela… 
Direito pessoal - Não é de personalidade nem de propriedade, não pode 
ser alienado (1164) 
 
Espécies de nome 
 
Depende do tipo 
 
1. Firma individual: 
sociedade unipessoal ou empresário individual 
Pode usar o nome completo ou… 
Elemento nominal e elemento pluralizador (qualquer um que 
indique que há mais de uma pessoa) 
Os que têm responsabilidade limitada não podem constar no 
nome (?) 
Elemento fantasia 
2. Razão social 
3. Denominação 
 
Princípios 
Princípio da veracidade - o nome não pode induzir ideia falsa 
Princípio da novidade/especialidade - nao podem existir dois 
nomes empresariais iguais no mesmo registro, direito de 
exclusividade sobre o uso a fim de evitar a confusão; o parâmetro 
e territorial - âmbito nacional art 1166 CC - âmbito estadual 
 
DREI 
Art 23 - A junta não pode registrar duas empresas com o mesmo 
nome: avaliar o nome completo excluindo 
Dura indefinidamente enquanto tiver o registro 
 
Nome fantasia - nomi

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