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2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão Direito Empresarial I O direito é uma ciência, técnica normativa que regula o fato social que emana regras e normas para englobar os sujeitos do fato social, em que estes sujeitos, ao mesmo tempo que regulados, acabam sendo influenciadores das regras que são criadas. Os ramos do direito são facetas dos fatos sociais; os microssistemas são direcionados a regular estas faces do fato social. O objeto do direito de empresa cria regras para regular o exercício da atividade econômica, que está inserida no elemento fato social. É a técnica da regulação da atividade econômica quando realizada pelo empresário. Quem realiza a atividade econômica é o empresário. 1- Aspectos Introdutórios: 1..1- Origem e evolução do direito comercial Até o ano de 2002, estava em vigência o Direito Comercial, inaugurado em 1850 no Brasil através do Código Comercial, que também regulava o exercício da atividade econômica, contudo com bases diferentes das quais o Direito Empresarial se utiliza. No Direito Comercial, o agente econômico era o comerciante, e o objeto era o comércio. Já no Direito Empresarial, o agente econômico é chamado de empresário, e objeto desse sistema empresarial é a empresa. 1.2- Sistema de caracterização 1.2.1- Sistema subjetivo Historicamente, a evolução do mercador para comerciante, ou seja, o status social era diferente. O mercador se utilizava da possibilidade de inscrição de ofício, que lhe dava proteção e status de comerciante. O mercador é como o bacharel, o comerciante é o advogado. Esse regime subjetivo, é caracterizador; ele impõe uma função, sendo aquilo que ele realiza o comércio. 1..2..2- Sistema objetivo e a teoria dos atos de comércio Com o código de comércio francês de 1807, surge o sistema objetivo. A definição de comércio, não deveria mais ser definida pelo agente, mas pela lei (parada napoleônica). A lei definia o comércio, e quem o praticasse seria o comerciante. Contudo, Napoleão só mudou o domínio da inscrição, ele criou o registro dos comerciantes e este registrou deu uma qualidade a este de ser regular e ter certas prerrogativas, diferente daqueles que não se registraram, que continuam a ser comerciantes, contudo não registrados. Art. 966 e 971 CC O regime brasileiro adotado é o sistema objetivo. Você é um empresário independentemente do registro, o registro é apenas um dever, que se não cumprido será sancionado por isso. Nesse sentido, o sistema atribuiu uma qualificadora com prerrogativas. Organização Empresarial Fornecedores Empregados Consumidores Empregados Estado 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão 1.2.3- Teoria da empresa e consequências A teoria da empresa sofre um realinhamento da fase objetiva para fase nova através da EFICIÊNCIA, que chama os agentes econômicos que exercem sua função com maior eficiência. O código civil italiano foi o primeiro que adotou em seu direito comercial esta ideia da eficiência, que posteriormente será inspiração para o código civil brasileiro de 2002. Sendo assim, se muda o patrimônio e o paradigma de ideia central para o sentido de eficiência. Segundo Asquini, o termo empresa assume dentre seus vastos perfis, prioritariamente o perfil funcional. Perfis de empresa por Asquini: I – Subjetivo: Empresa como empresário; II – Objetivo: Empresa como patrimônio; III – Funcional: Empresa como atividade; IV – Corporativo: Empresa como instituição. O artigo 966 CC se encaixa no perfil funcional, pois o empresário tem que ser profissional e organizado. E a empresa seria a própria atividade econômica com estes adjetivos. Empresário é aquele que exerce a atividade econômica de forma organizada e profissional. É o que se envolve com a produção, intermediação ou produção de serviços. Teoria da empresa é uma norma autossuficiente, que alarga o conceito e a ideia do que seria efetivamente a empresa, sem ficar mudando o tempo todo pois é abrangente e autoaplicável. Esta propõe uma maior valorização da atividade econômica, quando comparado ao sujeito. Consequências: ❥Incapacidade superveniente do agente a)No regime comercial -> Comerciante: Capaz -> Vira incapaz -> consequência: encerramento da atividade empresarial; todos os ligados a este e a atividade econômica serão findados. b)No regime empresarial -> Empresário: Capaz -> Vira incapaz -> consequência: Art. 974 CC – continuar/ prosseguir com a empresa. Ideia preservacionista da empresa; Não interfere na continuação da empresa (atividade econômica). ❥Dissolução da sociedade a)No regime comercial -> Art. 335 Cod. Comercial -> Se um dos societários quisesse sair por insatisfação da sociedade, a sociedade seria dissolvida. b)No regime empresarial -> Art. 1.033 IV CC ->A sociedade funciona por 180 dias até acrescentar alguém ou converter a sociedade em uma empresa, pois não tem como manter sociedade consigo mesmo 2- Caracterização de Empresário 2.1- Elementos Extrínsecos No regime brasileiro, o exercício da atividade econômica não é exercido apenas pelo empresário. Existem organizações empresariais e não empresariais que realizam o exercício da atividade econômica. Valorização da atividade econômica E;iciência Teoria da Empresa 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão O desenho da atividade que o empresário realiza são os elementos extrínsecos. Art. 966 CC Empresário: ❥Exerce (quem exerce) – Critério material para caracterização do empresário (o formal será o registro, mas este critério não é taxativo para caracterizar o empresário. É possível o empresário sem registro – empresário irregular). ❥Atividade Econômica - Profissionalismo - Organização ❥Atividade Econômica : Produção/ Criação ❧ Empresário está ligado a categoria de sujeito, individuo com direitos e deveres. É uma pessoa física ou jurídica. Quem exerce, é o comandante de uma organização empresarial. Esta necessita da figura do seu titular, que se mostra uma pessoa física, empresário individual. Existe fatores de produção, são elemento humano e investimento, elementos/ fatores que são coordenados pelo empresário individual. E o objeto deste, é a empresa (forma profissional e organizada – empresa é o que se faz). Contudo, como titular da organização empresarial pode existir uma pessoa jurídica (Art. 945 CC – recebe personalidade com o registro) que tem uma existência leal; tem nome empresarial e CNPJ. As pessoas que constituem a PJ são os sócios, estando em uma dimensão jurídica chamada sociedade, que não exerce a empresa, não estando enquadrados na linha da pessoalidade (titularidade). É uma categoria autônoma, a personalidade concedida a PJ lhe dá autonomia, ela é independente de seus sócios (ex..: pode realizar venda em nome próprio; procuração dada pela PJ para advogado atuar em juízo). A PJ também tem autonomia processual, podendo estar em juízo. Os fatores de produção serão os mesmos da pessoa física, que acaba com o mesmo objeto, que é a realização da empresa. ❧ Empresário é quem realiza atividade econômica, com profissionalismo e organização No Brasil, não importa o que se faz, mas como se faz. Com o antigo cód. Comercial, o camelô era tão comerciante quanto o comerciante em um loja formal; qaui importa o que se fazia. Na perspectiva moderna (CC 2002) é o como se faz, o camelô não consegue adquirir as características: profissional e organizada. ❧ Profissional: I- Retirar daquela atividade a própria subsistência; II- O nível de conhecimento sobre aquele tipo de operação é acima da média, a percepção do que ele realiza é diferente dos demais (não necessariamente formação técnica), um tipo de experiência pratica; III- O exercício profissional, submete a esse empresário, seja PJ ou PF, a lidar com riscos. A atividade empresarial é uma atividade ariscada, em razão do exercícioda atividade o empresário pode experimentar efeitos positivos e negativos (riscos). Esses riscos impõe a este personagem um grau de responsabilidade, ou seja, o empresário quando realiza alguma atividade de fundo empresarial é inserido em um 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão conceito de responsabilidade que é proveniente do risco. ❥A responsabilidade que é um elemento jurídico, é a submissão ao Estado. É a responsabilidade civil (indenização é a palavra que define essa expressão, é o Estado impondo responsabilidade nos atos das pessoas e estas responderem por isso). A conclusão derivada do risco, que provem do exercício profissional é que o empresário é uma figura naturalmente responsável. Essa figura de submissão do ao Estado tem duas formas de tutela, de duas manifestações de responsabilidade civil: Esfera Patrimonial X Criminal O empresário quando age, assume as responsabilidades em quaisquer destas duas esferas. Se ele comete um ato que perante ao CDC é visto como crime, o Estado vai tutelar ele na esfera criminal. O que mais interessa no direito de empresa é a esfera patrimonial. (Recapitulando) O empresário em decorrência do exercício profissional assume riscos e a legislação impõe a ele status de responsabilidade. Esse status o coloca na posição de submeter-se ao Estado utilizado seu próprio patrimônio; quer dizer, se o empresário lesiona o direito de 3º, o Estado invade o seu patrimônio para suprir aquele prejuízo que ele ocasionou. O principio pelo qual essa responsabilidade do empresário vem alavancada é o que está previsto no Art. 789 do CPC. A questão processual pois é uma técnica de submissão ao Estado derivada do processo, e esta questão de responsabilidade acaba vinculando o patrimônio do empresário aos seus credores. ❥Responsabilidade patrimonial = Submissão do individuo ao seu patrimônio, no caso de o empresário cometer atos que lesionem o direito dele. *Se a lesão for criminal, responderá com sua própria pessoa perante ao Estado. ❥Quando o empresário atua, ele precisa realizar negócios, e a medida que esse empresário realiza negócios, ele se vincula de forma obrigacional, tanto podendo assumir a qualidade de ser credor ou devedor. Na qualidade de devedor, pode-se enxergar alguns personagens que genericamente serão conhecidos como credores de um outro lado; por exemplo, os empregados do empresário contratados para fornecer mão de obra aos credores, a noção de crédito é, aquele que tem direito de receber dinheiro por algo. O empregado é devedor e o credor ao mesmo tempo, devedor do serviço que presta e credor do pagamento que ele irá receber por isso. A relação crédito e débito é uma relação do fluxo financeiro; o fornecedor também pode ter as relações obrigacionais, assim como o Estado, assumindo papel de credor e devedor. E o patrimônio do empresário (no caso) vai serve como meio de satisfação das suas dividas. ❥O modelo de responsabilidade aqui será chamado de ilimitado, pois enquanto houver bens no patrimônio deste empresário (disponíveis), estes são usados para o pagamento desses credores. ❧Em suma: Dentro da ideia de exercício profissional, pressupõe-se a ideia de que o profissional está pronto para assumir riscos, se negativos, entramos no campo da responsabilidade. E a ideia de responsabilidade 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão em relação ao Estado é denominado ilimitado em relação aos bens patrimoniais. ❥A pessoa jurídica é geralmente derivada da vontade ou lei, se for de vontade (Art. 44, II CC) existem estruturas que ocasionam uma PJ: VI- EIRELI – Empresa individual de responsabilidade limitada; ou seja, a possibilidade de uma PF construir um PJ sozinha. Essa PF será portadora de uma responsabilidade limitada (técnica de blindagem patrimonial). E para cria-la tem que aplicar 100x um salario mínimo na mesma para incidir em seu patrimônio e ser uma garantia para futuras dividas (Art.980-A CC). ❧Organizado: I- Uso racional dos meios de produção: como o empresário quer exercer a atividade econômica ele deve ter determinadas qualidades, empregar e contratar de maneira correta; II- Impessoalidade: É exercer a atividade econômica sem que o empresário precise se envolver com as tarefas fundamentais para que essa atividade se realize, de maneira que se ausente ou só como gerenciador o negócio se mantém. 2.2- Não Empresários São os que se afastam desse regime por previsão de lei (Art. 966 PÚ c/c 971 CC). Atividade Intelectual Reconhecimento Científico -> Tecnocratas: Médicos, Advogados Talento Artístico -.> Músicos, Atores Notoriedade Literária -> Poetas, Dramaturgos Exercício da atividade rural, inicialmente presume-se que não será atividade empresarial, com exceção da condição para que ele consiga ser empresário. A lei condiciona esse ingresso com o ato de registro. Aqui contraditoriamente para ser empresário tem que ter registro. 2.2.1- Elementos de Empresa É visar a atividade fim, que mesmo com não empresários em seu corpo, a empresa continua com toda a ideia do empresário. Ex.: Editora tem escritores para produzir livros e vende-los é o seu fim. (escritores são os não empresários) O final do PÚ do Art. 966 CC é a exceção da exceção, o empresário titular da empresa pode ser um daqueles não empresários desde que não exerça a função de maneira que gere dependência; uma clínica pequena é diferente de uma clínica geral em que um médico a coordena. 3- Requisitos Pessoais para o exercício da empresa 3.1- Capacidade (Art. 972 à 979 CC) ❥Em pleno gozo da capacidade: 18 anos de idade é referencia disso, mas não está tecnicamente ligada a capacidade, aqui há duas linhas, a etária (maior – menor) e capaz (antes 18 – depois 18). A linha capaz se refere a condição da capacidade (Art. 5º PÚ CC), menores podem ter capacidade desde que emancipados. 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão ❥Causas emancipatórias: Concessão dos pais, casamento, emprego publico efetivo, colação de grau, e por meio de condição de economia própria. Esta última é uma situação do menor que mostra aptidão de manter-se com sua independência financeira. Então é o individuo que terá de comprovar que no registro/ início da atividade econômica seja capaz. (Art. 974 CC) §1º- Representação/ assistência. Após o devido processo, há o reconhecimento da incapacidade pelo processo de interdição no judiciário, sendo declarada absoluto/ relativamente incapaz. Então aparecerá um curador (para maiores/ incapazes que eram capazes) ou um tutor (para os menores de idade). A legislação fala sobre os poderes dos representantes quando a incapacidade é absoluta, então o curador tem procuração para tocar a atividade econômica; e nos dois casos, o incapaz mesmo que em condição especial continuará sendo o titular da atividade econômica, sendo chamado de empresário extraordinário. *Se um agente incapaz receber por seus pais a atividade econômica este pode prossegui-la (ex.: pais empresários individuais morrem, filho menor de idade ou deficiente, a empresa poderá ser endereçada a este incapaz, tendo um tutor ou curador dependendo da situação, até sua maior idade se o filho fosse menor). *A legislação não estabelece rol de situações das quais os pais deixam a atividade para os filhos, é uma norma em branco. *Pela herança de pessoa adversa, deixa para incapaz acervo empresarial (mesma hipótese e solução citada acima). §2º- A responsabilidade limitada do empresário extraordinário é uma possibilidade, não é todo que utilizará.. (ex.: empresário entra em coma, os bens anteriores do fato são bens disponíveis ao credor assim como os posteriores, o que não será disponível serão os bens anteriores que não estão relacionados ao exercício da empresa (bens pessoais)). ❥Incapacidade relacionada ao sócio: Os 3 sócios são capazes,mas um deles é acometido por uma incapacidade superveniente, pelo Art. 974 §3º este sócio poderá ser mantido na sociedade, e esta poderá ser mantida se cumprir os seguintes requisitos: I- Que para o sócio incapaz seja nomeado um curador; II- Esse sócio incapaz não poderá ser administrador (se era, deixa de ser); III- O capital social dessa pessoa jurídica esteja integralizado A possibilidade da exclusão do sócio ainda é palpável (como era antes de 2002), mas cumprido estes requisitos o acontecimento deste é ínfimo. (Art. 1.030 CC – Exclusão por meio judicial) *É possível que entre no quadro societário um incapaz? Sim! Desde que cumpra os 3 requisitos elencados acima. Pessoa jurídica também é dotada de capacidade. No plano PF a capacidade é dividida em capacidade de direito e capacidade de fato, na PJ é dotada de capacidade de direito, e a capacidade e fato será vista quando entrar um administrador, sendo um “presentante” da PJ (não 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão representante, pois a PJ não pode ser incapaz), e esse administrador é a PJ enquanto estiver nesse cargo. É a vontade, mas não a iniciativa da PJ. (pense em assinar um documentos em nome da PJ) 3.2- Ausência de impedimento legal (972...CC) É um instituto que obsta o exercício da atividade econômica. O impedimento é uma restrição, uma condição de incompatibilidade. As ocorrências (impedimentos) derivam da própria lei. Exemplos de impedimentos relativos ao setor público: ❥Servidor publico é incompatível com o exercício da atividade econômica Art. 117 X L.8112/90. ❥O Magistrado não pode ser administrador direito ou indireto ou empresário individual, mas pode ser sócio investidor. Art. 33 L.c. 37/76 ❥O militar da ativa não pode se envolver com a atividade econômica Dec. 100/69 –Cod. Penal Militar No setor privado também encontramos impedimentos, o Art. 222 c/c 199 §3º CF limita e impõe restrições aos estrangeiros ou Art. 977 CC que versa sobre a formação de sociedade por cônjuges. O Art. 977 CC tem restrições, que não são absolutas, ligada aos regimes patrimoniais de bens. Os dois regimes proibidos (separação total e comunhão universal) para pessoas já casadas formarem sociedade são intentados para não haver nenhuma burla na legislação. Entrou em vigor em 11 de janeiro de 2003 pelo CC de 2002. Agora, se a situação for ao contrário, sociedade formada por indivíduos que desejam se casar, a proibição não opinião do professor André Saad, não existe. Se for em um regime permitido ou não, tonto faz, mas se for comunhão universal (que é o proibido no caso contrário), a legislação não cobre, nada impede. L.11.101/05 – Esta lei fala da falência e da recuperação. E existe proibições relacionadas à falência. A legislação impede ao falido de realizar a atividade econômica, entendendo que ele não tem condições exercer nenhuma atividade econômica, Art. 102, 103, 181. E para o individuo ser impedido há necessidade de uma sentença que frustre as atividades econômicas do empresário, ela não impõe um novo estado de direito, o declarando falido. No cenário da recuperação, o empresário continua exercendo a empresa. Esta lei é ampla, fala de previsões de direito material, penal e processual. Quando se é considerado em falência por sentença da vara empresarial o MP, por ação publica incondicionada, condiciona os autos para a vara criminal comum, partindo do crime falimentar. Se condenado, dentro da segunda condenação poderá haver multa, privação de liberdade ou proibição do exercício da atividade econômica. (as sentenças, das duas varas tem validade, e são geralmente não mais que 5 anos em relação a proibição do exercício da empresa). |(1)--------|(2)---|(3)-------|(4)-------|(5)------|(6) 1- Início do processo de falência 2- Sentença da V. Empresarial 3- Entrada do MP na V. Criminal 4- Sentença da Vara criminal 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão 5- Extinção da sentença da V. Empresarial em que houve proibição do exercício da atividade econômica, que em tese acabaria nesta fase, só que não 6- Extinção da sentença da vara criminal que também proibia o exercício da atividade econômica, então, a proibição só acabou aqui de fato, ela foi prolongada. Violação da proibição: Produz efeitos tanto para o próprio individuo, quanto para terceiros. Em relação à pessoa, estão ligados a função que este exercia neste contexto, se um servidor publico começa a exercer a atividade econômica e é descoberto, ele será submetido a uma sindicância onde algumas sansões serão admitidas. E pela L.11101/05 cometerá crime (Art. 177). Em relação à terceiros, o Art.973 CC narra que estes são blindados, imunizados; eles são os fornecedores, empregados... O contrato de trabalho é considerado valido se assinado pelo impedido capaz. Se pelo incapaz será nulo. (o trabalhador pode entrar com ação trabalhista para ressarcimento e indenizações) *Incapaz no quadro societário, representado ou assistido, pelo curador. Este curador pode exercer a empresa? Sim. Agora, se esse curador é servidor publico? O Art. 975 CC diz que deverá haver a introdução de um gerente, por nomeação através de deferimento judicial. O curador quando nomeado, tem um universo de poderes, civis e relacionados a empresa (contratar e demitir). Mas quando ele estiver em impedimento, o impedimento será no universo da empresa, os direitos e exercícios civis não. O universo de poderes da empresa será nomeado um gerente (gestor da organização empresarial que não pode ser exercida por um incapaz) decorrente de um mandato sob universalidade de poderes referentes a empresa Art. 975 e §s CC. Obs. Registro da empresa. A finalidade do registro é dar garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia aos atos jurídicos das empresas, cadastrando aquelas que estejam em funcionamento no país, nacionais e estrangeiras, e mantendo as informações pertinentes. O registro é uma obrigação legal imposta, como regra, a todos os empresários, mas tome cuidado, pois essa regra conta com exceções. Além dos empresários, são também obrigados se registrarem nas Juntas Comerciais os chamados agentes auxiliares do comércio, profissionais diretamente ligadas ao meio empresarial, a exemplo dos leiloeiros, tradutores públicos, administradores de armazéns gerais e responsáveis por armazéns portuários (normalmente conhecidos como trapicheiros). Perceba que a obrigação deve ser cumprida antes do início da atividade empresarial, apesar de no Brasil ser comum que o empresário comece a negociar e somente depois busque “formalizar” seu negócio. Pois bem, devemos ainda salientar que, embora o registro seja uma formalidade legal obrigatória e necessária, não se trata de requisito para caracterização da atividade empresarial. O empresário irregular continua sendo empresário, mas perde uma série de 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão privilégios decorrentes do regime jurídico empresarial, como a possibilidade de requerer a falência de outro empresário ou de beneficiar-se da recuperação de empresas. A sociedade empresarial não registrada será considerada como sociedade em comum, e os sócios responderão solidária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. O empresário é obrigado a inscrever-se no Registro Público de Empresas Mercantis, mas a falta da inscrição não lhe retira a condição de empresário e sua submissão ao regime jurídico empresarial. 4- Registro de interesse empresarial 4.1- Noção de registro e seus efeitos A proposta do registro vem através do art. 967 CC, que versa sobre a obrigatoriedade do registro que está relacionada a um dever (não no sentido de caracterização). Aqui surgiram 2 empresários, os regulares e os irregulares, posteriormente estes, se acometeram dos efeitos do registro deste. O registro deve ser reconhecidocomo ato jurídico de natureza notarial (o ato jurídico visa construir, modificar ou extinguir, que são efeitos e estes devem se passar pela mão de um notário). A lei de registro público é a 6.015/76, ela orna o ato jurídico que vem a ser o registro. 4.1.2- Efeitos dos registros em geral Visamos aqui o momento da produção de efeitos. Estes efeitos poderão ser declaratórios, quando seus efeitos forem ex tunc, ou de natureza constitutiva, quando seus efeitos forem ex nunc. 4.2- Órgãos envolvidos ❧De natureza pessoal: Trata da pessoalidade do empresário, e nesse sentido, este órgão será a junta comercial. Esta tem lei própria (L.8934/94, vale ressaltar que esta lei sofreu alterações em 2019 por causa da lei da liberdade econômica L.13784/19) por seu decreto de regulamentação 3200/94. Sendo assim, a junta comercial tem receber as informações pertinentes ao empresário, quando constitui empresa, se o empresário se casar, sócio vier a falecer, se a empresa entrar em falência... a informação deve ser conduzida a junta, pois é um órgão centralizador, é uma autarquia de extensão territorial estadual. ❧De natureza Real: Versa sobre o registro de propriedade de destinação empresarial, ele não cuida só dos bens tangíveis, mas dos intangíveis e invisíveis, que é o caso da propriedade intelectual. A propriedade intelectual se divide em bens de propriedade industrial e autoral. ❥Propriedade Industrial: Marca, patente, desenho industrial... esta tem um órgão de registro específico, o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), e é uma autarquia de extensão territorial nacional. ❥Propriedade de natureza autoral: Obras literárias, obras sonoras, programas de computador... A lei 927/96 institui que cada coisa é registrada em um local diferente, as obras literárias na Biblioteca Nacional, as obras literárias na escola de música da UFRJ... 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão ❥O registro padrão é declaratório, o registro da empresa MEI, por exemplo. Já o registro da empresa PJ como sociedades é constitutivo. Art. 45 CC c/c 985 CC 4.3- Procedimento administrativo relacionado as juntas comerciais O indivíduo, como empresário deve inscrever-se na junta comercial. Independentemente de quem é o indivíduo (EIRELI em formação, sociedade...) a junta comercial deve ser o registro eleito. L8934/94 Existem mecanismos indiretos de inscrição no registro, através de convênios, parcerias entre as associações/prefeituras com a junta comercial. E essa junta comercial é submetida a um órgão federal o DNRC (Departamento Nacional de Registro de Comércio) que atualmente veio a ser substituído pelo DREI (Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração), quem vem a ser uma autarquia federal. As informações colhidas na junta são passadas por ela ao DREI, e ele tem uma outra função, que é a pretensão de organizar, ou seja, função executiva, fiscalizadora e normativa. A função normativa é um ato de instrução normativa derivadas do DREI direcionada as juntas comerciais, para estas se padronizarem em todo o país, as uniformizando. Sendo assim, a subordinação da junta ao DREI é de natureza técnica, não interfere só organiza procedimentos. A junta comercial tem competência executiva. *Um casal tem seu regime de bens permitido para formação de sociedade, resolvem abrir uma empresa, a junta comercial procede com um resposta negativa. Nesse sentido, eles devem contestar essa decisão por vi judicial? Depende! Se o ato for de abuso, e o direito deles seja liquido e certo, deve se entrar com um mandado de segurança dirigido ao poder judiciário de natureza Estadual se a negativa for da junta. * Agora, se o indeferimento for por causa de uma instrução normativa do DREI? O mandado de segurança vai ser ajuizado na esfera do DREI, ou seja, na Justiça Federal. ❧Objetivamente, como é o registro na prática? O indivíduo pede o registro na junta comercial para ser empresário individual, sociedade ou EIRELI(...). Haverá uma decisão deferindo ou indeferindo o pedido do registro. ❧Documentos necessários para o registro: Empresa Individual – Requer declaração de firma/empresa individual (o modelo desta declaração está disponível no site da junta). Sociedade – Precisa do contrato social assinado por todos os sócios para sociedade limitada/ ou do estatuto para sociedade anônima. Na sociedade individual vamos de encontro a lei da liberdade econômica, que trás sobre a sociedade limitada unipessoal, que ao invés de contrato social será necessário o ato constitutivo de sociedade limitada. EIRELI – É necessário ato/ termo da constituição desta. Nesse momento, chegando na junta ocorrerá o peticionamento que poderá requisitar a matrícula, o arquivamento ou a autenticação. Segundo o art. 32 L.8934 nos direcionaremos ao presidente da junta ao 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão peticionar, “Ilustríssimo presidente da junta comercial...”. 1) Matrícula: Dedicada ao registro de autoridades para empresariais. Ex. o leiloeiro para participar do leilão e por o bem a venda precisa ser matriculado; os tradutores públicos para realizar tradução de acordos comerciais, para esses contratos acordados terem validade o contato e o tradutor precisam ser registrados, então o tradutor traduzirá na modalidade matricula. 2) Arquivamento: É o ato mais importante. O arquivamento são atos de constituição, alteração ou extinção devem ser levados a junta comercial, ou seja, levar o documento com estes atos para ser arquivado (guardado) na junta. Ex. Se o sócio se casar, morrer... Art. 971, 976, 979 CC. De acordo com o art.967, até a extinção e alteração deverá ser registrada, se não for haverá irregularidade. Ex. sociedade limitada se extingue e não registra tal acontecimento. A responsabilidade limitada do sócio terminará, e a responsabilidade deste será ilimitada como consequência da infração. 3) Autenticação: A elaboração dos balanços é de responsabilidade os empresário, além de escriturar os livros empresarias, esses documentos são provas juridicamente relevantes, sendo assim, sendo assim essa documentação tem que ser autenticada para ter real validade. ❧Organização da junta: ❥A procuradoria e a serventia são examinadores que analisam a formalidade dos documentos, não o motivo deste. Eles detectam vícios e defeitos. Art. 40 L.8934/94 – Do vício Existem vícios sanávei (corrigiveis) e Insanáveis (incorrigiveis): o Sanáveis – Quando existir, o processo cai em exigência para apresentação de documentos para a supressão desta em 30 dias. É a correção de defeitos materiais. o Insanáveis – Conduz o processo administrativo a condição de indeferimento. (Ex. a não demonstração de capacidade do agente é um caso clássico, a capacidade deve se estar em gozo no momento do requerimento. A instauração normativa 55 (ato administrativo regulatório) do DREI é aplicável a EIRELI e Sociedade, pois permite que na constituição destes, o agente constituidor seja incapaz, seguindo certas condições (mencionadas na incapacidade relacionada ao sócio, pág. 6). Ligando este tópico a vícios insanáveis, seria o EIRELI como administrador impedido no tempo do requerimento. A ausência de vícios conduzirá ao deferimento do requerimento, e se houver o Presidência Procuradoria (analisa docs) Serventia (atendimento ao publico) Plenário (recursos) Turma (avalia casos) 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão indeferimento deve-se entrar pedido um recurso ao plenário, ou se exigências de regularização que não forem aceitas pelo indivíduo, se deve entrar com o pedido de reconsideração (na esfera administrativa). Se o pedido de reconsideração for indeferido, pode-se entrar com um recurso ao plenário e posteriormente ao DREI (foi incluído esse procedimento pela Lei da liberdade econômica)..*Esse processo administrativo impede inicialmente no status do empresário, do MEi à uma grande S/A. 4.4- Consequências do registro ❥No tempo: No momento que há decisão do deferimento do pleito de registro, essa decisão retroage? Até quando? Art. 36 L.8934/94 Ex. Documento para alteração contratual feita no dia 24/09/19, à partir daí tem 30 dias corridos, até dia 23/10/19. Se o documento for deferido, a validade disso será do dia 24/09 em diante, ou seja, aqui o efeito é retroativo. Se o documento for apresentado após os 30 dias, o efeitos serão do dia do deferimento em diante, não retroage. ❥Prerrogativas: ❧A ação de recuperação de empresas: visa preservar a entidade empresarial, sendo uma dos empresários regulares. Art. 48 L1.0101/05 ❧Acesso ao instituto da falência: visa à extinção do empresário (tanto PF quanto PJ). Nesse instituto o empresário será réu da ação, e pode ocorrer tanto para o empresário regular quanto para o irregular utilizar-se. Quando o empresário estiver em condição de irregular (não tem registro) será considerado fato típico quando ele estiver aqui, resultando em detenção, multa ou restrição de direitos. Aqui o empresário pode entrar com o próprio processo de falência (autofalência), ou com a falência requerida por terceiro (este terceiro também precisa ser empresário regular Art.97, IV §1º L11101/05). ❧Contratação com o poder público: para contratar com o poder público o empresário precisa ser regular. Art. 28, III L8666/93. ❥Vantagem de natureza tributária: Permite ao empresário entrar no sistema simplificado de arrecadação tributária, sendo um regime simples de pagamento de tributos. Os critérios para o empresário acessar esse regime são: I- Ser empresário regular; II- Se conter nos limites que a lei define, critérios de faturamento (MEI, ME, EPP – Lc 123/06). ❥Proteção do nome empresarial: Quando há o deferimento do registro, é inserido no ato constitutivo a proteção do nome empresarial. Art. 33 L8934/94 Nome empresarial é designativo próprio do empresário. É uma expressão ou símbolo que identifica o empresário, que separa este sujeito de direito, sendo elemento de identificação de um produto ou serviço associando-se a sua atividade econômica. É uma proteção de efeito erga ominis, que deriva de uma obrigação de não fazer. ❧Art.1155 ao 1163 do CC: Há duas espécies dentro do gênero que é o nome empresarial: o Razão Social/Firma – É utilizada para empresário individual e sociedade empresaria que contenha em seu quadro empresário social de 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão responsabilidade ilimitada e as sociedades limitadas. o Denominação – É utilizada para sociedades empresárias com responsabilidade limitada, ou seja, S/A e sociedade limitada. *Empresário individual usa firma ou razão. *Ele pode criar uma marca? Sim. É como uma expressão que ficará no letreiro, na nota fiscal continuará o nome social. *De acordo com os referidos artigos do CC, o nome social deve seguir uma série de requisitos, como conter o nome do empresário.. *O Art. 1156 CC admite abreviaturas, mas o DREI por instrução normativa determina que o nome não pode ser todo abreviado. *Modelo de sociedade ilimitada: Sociedade em nome coletivo – 1039 à 1041 CC e Sociedade em comandita simples – 1045 á 1051 CC. Se nessas sociedades forem criar-se e colocarem em razão social, o DREI estipula que o nome do administrador venha primeiro.. Deverá ser composto pelos sobrenomes dos sócios ou então “nome do adm. & CIA”. Se por algum acaso alguém morrer ou o adm., houver troca de nomes ou alteração do quadro, o nome da firma deverá mudar. Nas sociedades limitadas será necessário constar a palavra “Limitada” no final do nome. Art.1158 CC *O nome empresarial preza pelos princípios da veracidade (o nome empresarial deve conter nomes verdadeiros) e da novidade (não pode ser um nome existente). *A pretensão do nome empresarial deriva da finalidade, que é atribuir ao titular do nome o direito de uso exclusivo daquela expressão, tutelando um crédito ou seus próprios consumidores (traduz ao consumidor e ao mercado uma certa imagem). *Não pode haver dois nomes empresarias iguais, o que registrar primeiro é o que prevalece. *O registro de nome empresarial não é nacionalizado, a partir da matriz da junta é possível ser registrado em outros estados pela instrução normativa 65 do DREI. *A MARCA (L.9297/96) é classificada de acordo com seguimentos, já a proteção das marcas de alto renome superam a classificação do INPI, tendo proibição em todos os seguimentos nacionalmente, ex. Coca- Cola, Boticário, Vivara.. A marca classificada como notória é protegida somente em seu segmento, internacionalmente. 4.5- Cancelamento do registro A medida que a organização empresarial esteja em funcionamento, pode haver uma interrupção por seu sócio/titular que perde a baixa/cancelamento das atividades e regitro. ❥A própria junta pode requisitar o cancelamento na junta (Art. 60 L8934) que tem por motivo a inatividade/ não funcionamento da organização empresarial por mais de 10 anos. Esse é um cancelamento unilateral, que decorre de um procedimento administrativo, que implica na notificação da organização empresarial para a possibilidade de defesa dela, e em caso da defesa não ser apresentada/ acolhida haverá o cancelamento do registro. 2019.2 Direito Empresarial Catarina Marrão A informação de finalização da organização na junta vem pelo Art.967 CC c/c 32,II L8934 onde os indivíduos procedem com as instruções nelas contidas. ❥O indivíduo que encerrar suas atividades sem comunicar na junta, Art.1080 CC sanciona a organização retirando toda a respectiva limitação desta, sendo agora ilimitada. Este individuo comete uma infração ao não comunicar a junta comercial afrontando a lei, e a conversão dessa responsabilidade para ilimitada é a sansão. Essa sansão se impõe mesmo sem sentença desde que comprovada inatividade. ❧O cancelamento da organização empresarial retira a proteção do nome e prerrogativas antes deferidas pela sua presumida existência. 5- Estabelecimento empresarial 5.1- Noção e composição Vai do artigo 1142 ao 1149 do CC. O empresário além dos fatores de produção depende do elemento humano e bens. Dentro destes bens, os direcionados a execução da empresa (o complexo destes bens) é o estabelecimento empresarial. Dentro do patrimônio do empresário, há bens, direitos e deveres. A composição do estabelecimento empresarial é de bens, divididos em materiais e imateriais. Materiais – Equipamentos, mercadorias, utensílios, o próprio imóvel onde a atividade é realizada na titularidade do empresário... Este imóvel segue o 978 CC. Imateriais – O nome empresarial, a marca, o titulo do estabelecimento (esse titulo não se registra, não tem exclusividade), domínio de internet, clientela (fidelidade)/freguesia (oportunismo, impulso), aviamento (técnica relacionada ao grau de criatividade empregada pelo empresário)... Os imateriais são bens, elementos que agregam valor. ❥Ponto é uma relação de adequação. Quando o titular do imóvel em que se exerce a empresa não for o empresário, ocorre a locação não residencial regulada pela L8245/91, que põe disponível um ação renovatória, que visa proteger a locação e permanência no ponto (Art. 71 – É preciso estar no imóvel a 5 anos para pleitear essa ação renovatória, e os requisitos para a ação estão no art. 51). ❥Passo o ponto: É um contrato de transpasse (compra e venda de estabelecimento empresarial). Se dá entre dois empresários, em que se transfere de um para o outro (dinheiro + atividades), se transfere e vai a registro na junta (Art.1144 CC). Os únicos empresários dispensados desse serviço são EIRELI, MEI, ME, EPP (LC.123/06) e Art. 71. SEGUINTE: O “passo o ponto” ocorre entre empresários. É quando um empresário quer alienaro “ponto” completo (fabrica + maquinário). Outro empresário vai comprar o ponto para começar a exercer sua atividade econômica, então naquele local; assim se transfere a propriedade do imóvel, vindo a pertencer à outra empresa que a comprou. É celebrado um contrato de transpasse, transferindo a propriedade do imóvel, devendo o contrato ser arquivado juntamente a junta comercial, como atualização dos dados das empresas. A empresa que comprou arcará com todas as dividas contraídas do ponto, inclusive trabalhistas (Art. 448 CLT). FIM. (enquanto durar)