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2019.2 
	
	 Direito Empresarial 		 Catarina Marrão 
Direito Empresarial I 
 
O direito é uma ciência, técnica normativa 
que regula o fato social que emana regras e 
normas para englobar os sujeitos do fato 
social, em que estes sujeitos, ao mesmo 
tempo que regulados, acabam sendo 
influenciadores das regras que são criadas. 
Os ramos do direito são facetas dos fatos 
sociais; os microssistemas são direcionados a 
regular estas faces do fato social. 
O objeto do direito de empresa cria regras 
para regular o exercício da atividade 
econômica, que está inserida no elemento 
fato social. É a técnica da regulação da 
atividade econômica quando realizada pelo 
empresário. 
Quem realiza a atividade econômica é o 
empresário. 
 1- Aspectos Introdutórios: 
1..1- Origem e evolução do direito comercial 
 
Até o ano de 2002, estava em vigência o 
Direito Comercial, inaugurado em 1850 no 
Brasil através do Código Comercial, que 
também regulava o exercício da atividade 
econômica, contudo com bases diferentes 
das quais o Direito Empresarial se utiliza. 
No Direito Comercial, o agente econômico 
era o comerciante, e o objeto era o 
comércio. Já no Direito Empresarial, o agente 
econômico é chamado de empresário, e 
objeto desse sistema empresarial é a 
empresa. 
 
1.2- Sistema de caracterização 
1.2.1- Sistema subjetivo 
 
Historicamente, a evolução do mercador para 
comerciante, ou seja, o status social era 
diferente. O mercador se utilizava da 
possibilidade de inscrição de ofício, que lhe 
dava proteção e status de comerciante. 
O mercador é como o bacharel, o 
comerciante é o advogado. 
Esse regime subjetivo, é caracterizador; ele 
impõe uma função, sendo aquilo que ele 
realiza o comércio. 
 
1..2..2- Sistema objetivo e a teoria dos atos de 
comércio 
 
Com o código de comércio francês de 1807, 
surge o sistema objetivo. 
A definição de comércio, não deveria mais 
ser definida pelo agente, mas pela lei (parada 
napoleônica). 
A lei definia o comércio, e quem o praticasse 
seria o comerciante. Contudo, Napoleão só 
mudou o domínio da inscrição, ele criou o 
registro dos comerciantes e este registrou 
deu uma qualidade a este de ser regular e 
ter certas prerrogativas, diferente daqueles 
que não se registraram, que continuam a ser 
comerciantes, contudo não registrados. 
 
Art. 966 e 971 CC 
O regime brasileiro adotado é o sistema 
objetivo. 
Você é um empresário independentemente 
do registro, o registro é apenas um dever, 
que se não cumprido será sancionado por 
isso. 
Nesse sentido, o sistema atribuiu uma 
qualificadora com prerrogativas. 
 
Organização	
Empresarial	
Fornecedores	
Empregados	
Consumidores		
Empregados	
Estado	
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	 Direito Empresarial 		 Catarina Marrão 
1.2.3- Teoria da empresa e consequências 
 
A teoria da empresa sofre um realinhamento 
da fase objetiva para fase nova através da 
EFICIÊNCIA, que chama os agentes 
econômicos que exercem sua função com 
maior eficiência. 
O código civil italiano foi o primeiro que 
adotou em seu direito comercial esta ideia da 
eficiência, que posteriormente será inspiração 
para o código civil brasileiro de 2002. Sendo 
assim, se muda o patrimônio e o paradigma 
de ideia central para o sentido de eficiência. 
Segundo Asquini, o termo empresa assume 
dentre seus vastos perfis, prioritariamente o 
perfil funcional. 
 
Perfis de empresa por Asquini: 
I – Subjetivo: Empresa como empresário; 
II – Objetivo: Empresa como patrimônio; 
III – Funcional: Empresa como atividade; 
IV – Corporativo: Empresa como instituição. 
 
O artigo 966 CC se encaixa no perfil 
funcional, pois o empresário tem que ser 
profissional e organizado. E a empresa seria a 
própria atividade econômica com estes 
adjetivos. 
Empresário é aquele que exerce a atividade 
econômica de forma organizada e profissional. 
É o que se envolve com a produção, 
intermediação ou produção de serviços. 
 
Teoria da empresa é uma norma 
autossuficiente, que alarga o conceito e a 
ideia do que seria efetivamente a empresa, 
sem ficar mudando o tempo todo pois é 
abrangente e autoaplicável. 
Esta propõe uma maior valorização da 
atividade econômica, quando comparado ao 
sujeito. 
 
Consequências: 
 
❥Incapacidade superveniente do agente 
a)No regime comercial -> Comerciante: 
Capaz -> Vira incapaz -> consequência: 
encerramento da atividade empresarial; todos 
os ligados a este e a atividade econômica 
serão findados. 
b)No regime empresarial -> Empresário: 
Capaz -> Vira incapaz -> consequência: Art. 
974 CC – continuar/ prosseguir com a 
empresa. Ideia preservacionista da empresa; 
Não interfere na continuação da empresa 
(atividade econômica). 
 
❥Dissolução da sociedade 
a)No regime comercial -> Art. 335 Cod. 
Comercial -> Se um dos societários quisesse 
sair por insatisfação da sociedade, a 
sociedade seria dissolvida. 
b)No regime empresarial -> Art. 1.033 IV CC 
->A sociedade funciona por 180 dias até 
acrescentar alguém ou converter a 
sociedade em uma empresa, pois não tem 
como manter sociedade consigo mesmo 
 
2- Caracterização de Empresário 
2.1- Elementos Extrínsecos 
 
No regime brasileiro, o exercício da atividade 
econômica não é exercido apenas pelo 
empresário. Existem organizações 
empresariais e não empresariais que realizam 
o exercício da atividade econômica. 
Valorização	
da	
atividade	
econômica		
E;iciência	 Teoria	da	Empresa	
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	 Direito Empresarial 		 Catarina Marrão 
O desenho da atividade que o empresário 
realiza são os elementos extrínsecos. Art. 
966 CC 
 
Empresário: 
❥Exerce (quem exerce) – Critério material 
para caracterização do empresário (o formal 
será o registro, mas este critério não é 
taxativo para caracterizar o empresário. É 
possível o empresário sem registro –
empresário irregular). 
❥Atividade Econômica - Profissionalismo 
- Organização 
❥Atividade Econômica : Produção/ Criação 
 
❧ Empresário está ligado a categoria de 
sujeito, individuo com direitos e deveres. É 
uma pessoa física ou jurídica. 
Quem exerce, é o comandante de uma 
organização empresarial. Esta necessita da 
figura do seu titular, que se mostra uma 
pessoa física, empresário individual. 
Existe fatores de produção, são elemento 
humano e investimento, elementos/ fatores 
que são coordenados pelo empresário 
individual. 
E o objeto deste, é a empresa (forma 
profissional e organizada – empresa é o que 
se faz). 
 
Contudo, como titular da organização 
empresarial pode existir uma pessoa jurídica 
(Art. 945 CC – recebe personalidade com o 
registro) que tem uma existência leal; tem 
nome empresarial e CNPJ. 
As pessoas que constituem a PJ são os 
sócios, estando em uma dimensão jurídica 
chamada sociedade, que não exerce a 
empresa, não estando enquadrados na linha 
da pessoalidade (titularidade). É uma categoria 
autônoma, a personalidade concedida a PJ lhe 
dá autonomia, ela é independente de seus 
sócios (ex..: pode realizar venda em nome 
próprio; procuração dada pela PJ para 
advogado atuar em juízo). A PJ também tem 
autonomia processual, podendo estar em 
juízo. 
Os fatores de produção serão os mesmos 
da pessoa física, que acaba com o mesmo 
objeto, que é a realização da empresa. 
 
❧ Empresário é quem realiza atividade 
econômica, com profissionalismo e 
organização 
No Brasil, não importa o que se faz, mas 
como se faz. Com o antigo cód. Comercial, o 
camelô era tão comerciante quanto o 
comerciante em um loja formal; qaui importa 
o que se fazia. Na perspectiva moderna (CC 
2002) é o como se faz, o camelô não 
consegue adquirir as características: 
profissional e organizada. 
 
❧ Profissional: 
I- Retirar daquela atividade a própria 
subsistência; 
II- O nível de conhecimento sobre 
aquele tipo de operação é acima 
da média, a percepção do que ele 
realiza é diferente dos demais (não 
necessariamente formação 
técnica), um tipo de experiência 
pratica; 
III- O exercício profissional, submete a 
esse empresário, seja PJ ou PF, a 
lidar com riscos. 
 
A atividade empresarial é uma atividade 
ariscada, em razão do exercícioda atividade 
o empresário pode experimentar efeitos 
positivos e negativos (riscos). 
Esses riscos impõe a este personagem um 
grau de responsabilidade, ou seja, o 
empresário quando realiza alguma atividade 
de fundo empresarial é inserido em um 
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conceito de responsabilidade que é 
proveniente do risco. 
❥A responsabilidade que é um elemento 
jurídico, é a submissão ao Estado. É a 
responsabilidade civil (indenização é a palavra 
que define essa expressão, é o Estado 
impondo responsabilidade nos atos das 
pessoas e estas responderem por isso). 
A conclusão derivada do risco, que provem 
do exercício profissional é que o empresário 
é uma figura naturalmente responsável. 
 
Essa figura de submissão do ao Estado tem 
duas formas de tutela, de duas manifestações 
de responsabilidade civil: 
 
Esfera Patrimonial X Criminal 
 
O empresário quando age, assume as 
responsabilidades em quaisquer destas duas 
esferas. 
Se ele comete um ato que perante ao CDC 
é visto como crime, o Estado vai tutelar ele 
na esfera criminal. 
O que mais interessa no direito de empresa 
é a esfera patrimonial. 
(Recapitulando) O empresário em 
decorrência do exercício profissional assume 
riscos e a legislação impõe a ele status de 
responsabilidade. Esse status o coloca na 
posição de submeter-se ao Estado utilizado 
seu próprio patrimônio; quer dizer, se o 
empresário lesiona o direito de 3º, o Estado 
invade o seu patrimônio para suprir aquele 
prejuízo que ele ocasionou. 
O principio pelo qual essa responsabilidade do 
empresário vem alavancada é o que está 
previsto no Art. 789 do CPC. A questão 
processual pois é uma técnica de submissão 
ao Estado derivada do processo, e esta 
questão de responsabilidade acaba vinculando 
o patrimônio do empresário aos seus 
credores. 
 
❥Responsabilidade patrimonial = Submissão 
do individuo ao seu patrimônio, no caso de o 
empresário cometer atos que lesionem o 
direito dele. 
*Se a lesão for criminal, responderá com sua 
própria pessoa perante ao Estado. 
 
❥Quando o empresário atua, ele precisa 
realizar negócios, e a medida que esse 
empresário realiza negócios, ele se vincula de 
forma obrigacional, tanto podendo assumir a 
qualidade de ser credor ou devedor. 
Na qualidade de devedor, pode-se enxergar 
alguns personagens que genericamente 
serão conhecidos como credores de um 
outro lado; por exemplo, os empregados do 
empresário contratados para fornecer mão 
de obra aos credores, a noção de crédito é, 
aquele que tem direito de receber dinheiro 
por algo. O empregado é devedor e o 
credor ao mesmo tempo, devedor do 
serviço que presta e credor do pagamento 
que ele irá receber por isso. A relação 
crédito e débito é uma relação do fluxo 
financeiro; o fornecedor também pode ter as 
relações obrigacionais, assim como o Estado, 
assumindo papel de credor e devedor. E o 
patrimônio do empresário (no caso) vai serve 
como meio de satisfação das suas dividas. 
 
❥O modelo de responsabilidade aqui será 
chamado de ilimitado, pois enquanto houver 
bens no patrimônio deste empresário 
(disponíveis), estes são usados para o 
pagamento desses credores. 
 
❧Em suma: Dentro da ideia de exercício 
profissional, pressupõe-se a ideia de que o 
profissional está pronto para assumir riscos, 
se negativos, entramos no campo da 
responsabilidade. E a ideia de responsabilidade 
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em relação ao Estado é denominado ilimitado 
em relação aos bens patrimoniais. 
 
❥A pessoa jurídica é geralmente derivada da 
vontade ou lei, se for de vontade (Art. 44, II 
CC) existem estruturas que ocasionam uma 
PJ: 
VI- EIRELI – Empresa individual de 
responsabilidade limitada; ou seja, a 
possibilidade de uma PF construir um PJ 
sozinha. Essa PF será portadora de uma 
responsabilidade limitada (técnica de 
blindagem patrimonial). E para cria-la tem que 
aplicar 100x um salario mínimo na mesma 
para incidir em seu patrimônio e ser uma 
garantia para futuras dividas (Art.980-A CC). 
 
❧Organizado: 
I- Uso racional dos meios de 
produção: como o empresário 
quer exercer a atividade 
econômica ele deve ter 
determinadas qualidades, empregar 
e contratar de maneira correta; 
II- Impessoalidade: É exercer a 
atividade econômica sem que o 
empresário precise se envolver 
com as tarefas fundamentais para 
que essa atividade se realize, de 
maneira que se ausente ou só 
como gerenciador o negócio se 
mantém. 
 
2.2- Não Empresários 
 
São os que se afastam desse regime por 
previsão de lei (Art. 966 PÚ c/c 971 CC). 
 
Atividade Intelectual 
Reconhecimento 
Científico -> 
Tecnocratas: 
Médicos, Advogados 
Talento Artístico -.> Músicos, Atores 
Notoriedade 
Literária -> 
Poetas, Dramaturgos 
 
Exercício da atividade rural, inicialmente 
presume-se que não será atividade 
empresarial, com exceção da condição para 
que ele consiga ser empresário. A lei 
condiciona esse ingresso com o ato de 
registro. Aqui contraditoriamente para ser 
empresário tem que ter registro. 
 
2.2.1- Elementos de Empresa 
 
É visar a atividade fim, que mesmo com não 
empresários em seu corpo, a empresa 
continua com toda a ideia do empresário. 
Ex.: Editora tem escritores para produzir 
livros e vende-los é o seu fim. (escritores são 
os não empresários) 
O final do PÚ do Art. 966 CC é a exceção 
da exceção, o empresário titular da empresa 
pode ser um daqueles não empresários 
desde que não exerça a função de maneira 
que gere dependência; uma clínica pequena 
é diferente de uma clínica geral em que um 
médico a coordena. 
 
3- Requisitos Pessoais para o exercício da 
empresa 
3.1- Capacidade (Art. 972 à 979 CC) 
 
❥Em pleno gozo da capacidade: 
18 anos de idade é referencia disso, mas não 
está tecnicamente ligada a capacidade, aqui 
há duas linhas, a etária (maior – menor) e 
capaz (antes 18 – depois 18). A linha capaz se 
refere a condição da capacidade (Art. 5º PÚ 
CC), menores podem ter capacidade desde 
que emancipados. 
 
 
 
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❥Causas emancipatórias: 
Concessão dos pais, casamento, emprego 
publico efetivo, colação de grau, e por meio 
de condição de economia própria. 
Esta última é uma situação do menor que 
mostra aptidão de manter-se com sua 
independência financeira. 
Então é o individuo que terá de comprovar 
que no registro/ início da atividade econômica 
seja capaz. (Art. 974 CC) 
 
§1º- Representação/ assistência. 
Após o devido processo, há o 
reconhecimento da incapacidade pelo 
processo de interdição no judiciário, sendo 
declarada absoluto/ relativamente incapaz. 
Então aparecerá um curador (para maiores/ 
incapazes que eram capazes) ou um tutor 
(para os menores de idade). A legislação fala 
sobre os poderes dos representantes 
quando a incapacidade é absoluta, então o 
curador tem procuração para tocar a 
atividade econômica; e nos dois casos, o 
incapaz mesmo que em condição especial 
continuará sendo o titular da atividade 
econômica, sendo chamado de empresário 
extraordinário. 
 
*Se um agente incapaz receber por seus 
pais a atividade econômica este pode 
prossegui-la (ex.: pais empresários individuais 
morrem, filho menor de idade ou deficiente, 
a empresa poderá ser endereçada a este 
incapaz, tendo um tutor ou curador 
dependendo da situação, até sua maior idade 
se o filho fosse menor). 
 
*A legislação não estabelece rol de situações 
das quais os pais deixam a atividade para os 
filhos, é uma norma em branco. 
*Pela herança de pessoa adversa, deixa para 
incapaz acervo empresarial (mesma hipótese 
e solução citada acima). 
 
§2º- A responsabilidade limitada do 
empresário extraordinário é uma 
possibilidade, não é todo que utilizará.. 
(ex.: empresário entra em coma, os bens 
anteriores do fato são bens disponíveis ao 
credor assim como os posteriores, o que 
não será disponível serão os bens anteriores 
que não estão relacionados ao exercício da 
empresa (bens pessoais)). 
 
❥Incapacidade relacionada ao sócio: 
Os 3 sócios são capazes,mas um deles é 
acometido por uma incapacidade 
superveniente, pelo Art. 974 §3º este sócio 
poderá ser mantido na sociedade, e esta 
poderá ser mantida se cumprir os seguintes 
requisitos: 
I- Que para o sócio incapaz seja 
nomeado um curador; 
II- Esse sócio incapaz não poderá ser 
administrador (se era, deixa de 
ser); 
III- O capital social dessa pessoa 
jurídica esteja integralizado 
 
A possibilidade da exclusão do sócio ainda é 
palpável (como era antes de 2002), mas 
cumprido estes requisitos o acontecimento 
deste é ínfimo. (Art. 1.030 CC – Exclusão por 
meio judicial) 
*É possível que entre no quadro societário 
um incapaz? 
Sim! Desde que cumpra os 3 requisitos 
elencados acima. 
 
Pessoa jurídica também é dotada de 
capacidade. No plano PF a capacidade é 
dividida em capacidade de direito e 
capacidade de fato, na PJ é dotada de 
capacidade de direito, e a capacidade e fato 
será vista quando entrar um administrador, 
sendo um “presentante” da PJ (não 
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representante, pois a PJ não pode ser 
incapaz), e esse administrador é a PJ 
enquanto estiver nesse cargo. É a vontade, 
mas não a iniciativa da PJ. (pense em assinar 
um documentos em nome da PJ) 
 
3.2- Ausência de impedimento legal 
(972...CC) 
 
É um instituto que obsta o exercício da 
atividade econômica. O impedimento é uma 
restrição, uma condição de incompatibilidade. 
As ocorrências (impedimentos) derivam da 
própria lei. 
 
Exemplos de impedimentos relativos ao setor 
público: 
❥Servidor publico é incompatível com o 
exercício da atividade econômica Art. 117 X 
L.8112/90. 
 
❥O Magistrado não pode ser administrador 
direito ou indireto ou empresário individual, 
mas pode ser sócio investidor. Art. 33 L.c. 
37/76 
❥O militar da ativa não pode se envolver 
com a atividade econômica Dec. 100/69 –Cod. 
Penal Militar 
 
No setor privado também encontramos 
impedimentos, o Art. 222 c/c 199 §3º CF 
limita e impõe restrições aos estrangeiros ou 
Art. 977 CC que versa sobre a formação de 
sociedade por cônjuges. 
O Art. 977 CC tem restrições, que não são 
absolutas, ligada aos regimes patrimoniais de 
bens. Os dois regimes proibidos (separação 
total e comunhão universal) para pessoas já 
casadas formarem sociedade são intentados 
para não haver nenhuma burla na legislação. 
Entrou em vigor em 11 de janeiro de 2003 
pelo CC de 2002. 
Agora, se a situação for ao contrário, 
sociedade formada por indivíduos que 
desejam se casar, a proibição não opinião do 
professor André Saad, não existe. Se for em 
um regime permitido ou não, tonto faz, mas 
se for comunhão universal (que é o proibido 
no caso contrário), a legislação não cobre, 
nada impede. 
 
L.11.101/05 – Esta lei fala da falência e da 
recuperação. E existe proibições relacionadas 
à falência. A legislação impede ao falido de 
realizar a atividade econômica, entendendo 
que ele não tem condições exercer 
nenhuma atividade econômica, Art. 102, 103, 181. 
E para o individuo ser impedido há 
necessidade de uma sentença que frustre as 
atividades econômicas do empresário, ela não 
impõe um novo estado de direito, o 
declarando falido. 
No cenário da recuperação, o empresário 
continua exercendo a empresa. 
Esta lei é ampla, fala de previsões de direito 
material, penal e processual. 
Quando se é considerado em falência por 
sentença da vara empresarial o MP, por ação 
publica incondicionada, condiciona os autos 
para a vara criminal comum, partindo do 
crime falimentar. Se condenado, dentro da 
segunda condenação poderá haver multa, 
privação de liberdade ou proibição do 
exercício da atividade econômica. 
(as sentenças, das duas varas tem validade, e 
são geralmente não mais que 5 anos em 
relação a proibição do exercício da empresa). 
 
|(1)--------|(2)---|(3)-------|(4)-------|(5)------|(6) 
 
1- Início do processo de falência 
2- Sentença da V. Empresarial 
3- Entrada do MP na V. Criminal 
4- Sentença da Vara criminal 
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5- Extinção da sentença da V. 
Empresarial em que houve proibição 
do exercício da atividade econômica, 
que em tese acabaria nesta fase, só 
que não 
6- Extinção da sentença da vara criminal 
que também proibia o exercício da 
atividade econômica, então, a 
proibição só acabou aqui de fato, ela 
foi prolongada. 
 
Violação da proibição: 
Produz efeitos tanto para o próprio individuo, 
quanto para terceiros. 
Em relação à pessoa, estão ligados a função 
que este exercia neste contexto, se um 
servidor publico começa a exercer a 
atividade econômica e é descoberto, ele será 
submetido a uma sindicância onde algumas 
sansões serão admitidas. E pela L.11101/05 
cometerá crime (Art. 177). 
Em relação à terceiros, o Art.973 CC narra 
que estes são blindados, imunizados; eles são 
os fornecedores, empregados... O contrato de 
trabalho é considerado valido se assinado pelo 
impedido capaz. Se pelo incapaz será nulo. (o 
trabalhador pode entrar com ação trabalhista 
para ressarcimento e indenizações) 
 
*Incapaz no quadro societário, representado 
ou assistido, pelo curador. Este curador pode 
exercer a empresa? 
Sim. 
Agora, se esse curador é servidor publico? 
O Art. 975 CC diz que deverá haver a 
introdução de um gerente, por nomeação 
através de deferimento judicial. 
O curador quando nomeado, tem um 
universo de poderes, civis e relacionados a 
empresa (contratar e demitir). Mas quando 
ele estiver em impedimento, o impedimento 
será no universo da empresa, os direitos e 
exercícios civis não. O universo de poderes 
da empresa será nomeado um gerente 
(gestor da organização empresarial que não 
pode ser exercida por um incapaz) 
decorrente de um mandato sob 
universalidade de poderes referentes a 
empresa Art. 975 e §s CC. 
 
Obs. Registro da empresa. 
 
A finalidade do registro é dar garantia, 
publicidade, autenticidade, segurança e 
eficácia aos atos jurídicos das empresas, 
cadastrando aquelas que estejam em 
funcionamento no país, nacionais e 
estrangeiras, e mantendo as informações 
pertinentes. 
O registro é uma obrigação legal imposta, 
como regra, a todos os empresários, 
mas tome cuidado, pois essa regra conta 
com exceções. Além dos empresários, são 
também obrigados se registrarem nas Juntas 
Comerciais os chamados agentes auxiliares 
do comércio, 
profissionais diretamente ligadas ao meio 
empresarial, a exemplo dos leiloeiros, 
tradutores públicos, administradores de 
armazéns gerais e responsáveis por 
armazéns portuários (normalmente 
conhecidos como trapicheiros). 
Perceba que a obrigação deve ser cumprida 
antes do início da atividade 
empresarial, apesar de no Brasil ser comum 
que o empresário comece a 
negociar e somente depois busque 
“formalizar” seu negócio. Pois bem, devemos 
ainda salientar que, embora o registro seja 
uma formalidade legal obrigatória e 
necessária, não se trata de requisito para 
caracterização da atividade 
empresarial. 
O empresário irregular continua sendo 
empresário, mas perde uma série de 
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privilégios decorrentes do regime jurídico 
empresarial, como a possibilidade de 
requerer a falência de outro empresário ou 
de beneficiar-se da recuperação de 
empresas. 
A sociedade empresarial não registrada será 
considerada como sociedade em 
comum, e os sócios responderão solidária e 
ilimitadamente pelas obrigações da 
sociedade. 
 
O empresário é obrigado a inscrever-se no 
Registro Público de Empresas Mercantis, mas 
a falta da inscrição não lhe retira a condição 
de empresário e sua submissão ao regime 
jurídico empresarial. 
 
 
 
 4- Registro de interesse empresarial 
4.1- Noção de registro e seus efeitos 
 
A proposta do registro vem através do art. 
967 CC, que versa sobre a obrigatoriedade 
do registro que está relacionada a um dever 
(não no sentido de caracterização). 
Aqui surgiram 2 empresários, os regulares e 
os irregulares, posteriormente estes, se 
acometeram dos efeitos do registro deste. 
 
O registro deve ser reconhecidocomo ato 
jurídico de natureza notarial (o ato jurídico 
visa construir, modificar ou extinguir, que são 
efeitos e estes devem se passar pela mão 
de um notário). A lei de registro público é a 
6.015/76, ela orna o ato jurídico que vem a 
ser o registro. 
 
4.1.2- Efeitos dos registros em geral 
 
Visamos aqui o momento da produção de 
efeitos. Estes efeitos poderão ser 
declaratórios, quando seus efeitos forem ex 
tunc, ou de natureza constitutiva, quando 
seus efeitos forem ex nunc. 
 
4.2- Órgãos envolvidos 
 
❧De natureza pessoal: 
Trata da pessoalidade do empresário, e 
nesse sentido, este órgão será a junta 
comercial. Esta tem lei própria (L.8934/94, 
vale ressaltar que esta lei sofreu alterações 
em 2019 por causa da lei da liberdade 
econômica L.13784/19) por seu decreto de 
regulamentação 3200/94. 
Sendo assim, a junta comercial tem receber 
as informações pertinentes ao empresário, 
quando constitui empresa, se o empresário 
se casar, sócio vier a falecer, se a empresa 
entrar em falência... a informação deve ser 
conduzida a junta, pois é um órgão 
centralizador, é uma autarquia de extensão 
territorial estadual. 
 
❧De natureza Real: 
Versa sobre o registro de propriedade de 
destinação empresarial, ele não cuida só dos 
bens tangíveis, mas dos intangíveis e 
invisíveis, que é o caso da propriedade 
intelectual. A propriedade intelectual se divide 
em bens de propriedade industrial e autoral. 
 
❥Propriedade Industrial: Marca, patente, 
desenho industrial... esta tem um órgão de 
registro específico, o INPI (Instituto Nacional 
da Propriedade Industrial), e é uma autarquia 
de extensão territorial nacional. 
❥Propriedade de natureza autoral: Obras 
literárias, obras sonoras, programas de 
computador... A lei 927/96 institui que cada 
coisa é registrada em um local diferente, as 
obras literárias na Biblioteca Nacional, as obras 
literárias na escola de música da UFRJ... 
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❥O registro padrão é declaratório, o registro 
da empresa MEI, por exemplo. Já o registro 
da empresa PJ como sociedades é 
constitutivo. Art. 45 CC c/c 985 CC 
 
4.3- Procedimento administrativo relacionado 
as juntas comerciais 
 
O indivíduo, como empresário deve 
inscrever-se na junta comercial. 
Independentemente de quem é o indivíduo 
(EIRELI em formação, sociedade...) a junta 
comercial deve ser o registro eleito. 
L8934/94 
 
Existem mecanismos indiretos de inscrição 
no registro, através de convênios, parcerias 
entre as associações/prefeituras com a junta 
comercial. E essa junta comercial é submetida 
a um órgão federal o DNRC (Departamento 
Nacional de Registro de Comércio) que 
atualmente veio a ser substituído pelo DREI 
(Departamento Nacional de Registro 
Empresarial e Integração), quem vem a ser 
uma autarquia federal. As informações 
colhidas na junta são passadas por ela ao 
DREI, e ele tem uma outra função, que é a 
pretensão de organizar, ou seja, função 
executiva, fiscalizadora e normativa. 
 
A função normativa é um ato de instrução 
normativa derivadas do DREI direcionada as 
juntas comerciais, para estas se 
padronizarem em todo o país, as 
uniformizando. Sendo assim, a subordinação 
da junta ao DREI é de natureza técnica, não 
interfere só organiza procedimentos. A junta 
comercial tem competência executiva. 
 
*Um casal tem seu regime de bens permitido 
para formação de sociedade, resolvem abrir 
uma empresa, a junta comercial procede 
com um resposta negativa. Nesse sentido, 
eles devem contestar essa decisão por vi 
judicial? 
Depende! Se o ato for de abuso, e o direito 
deles seja liquido e certo, deve se entrar 
com um mandado de segurança dirigido ao 
poder judiciário de natureza Estadual se a 
negativa for da junta. 
* Agora, se o indeferimento for por causa de 
uma instrução normativa do DREI? 
O mandado de segurança vai ser ajuizado na 
esfera do DREI, ou seja, na Justiça Federal. 
 
❧Objetivamente, como é o registro na 
prática? 
 O indivíduo pede o registro na junta 
comercial para ser empresário individual, 
sociedade ou EIRELI(...). Haverá uma decisão 
deferindo ou indeferindo o pedido do 
registro. 
 
❧Documentos necessários para o registro: 
Empresa Individual – Requer declaração de 
firma/empresa individual (o modelo desta 
declaração está disponível no site da junta). 
Sociedade – Precisa do contrato social 
assinado por todos os sócios para sociedade 
limitada/ ou do estatuto para sociedade 
anônima. 
Na sociedade individual vamos de encontro a 
lei da liberdade econômica, que trás sobre a 
sociedade limitada unipessoal, que ao invés de 
contrato social será necessário o ato 
constitutivo de sociedade limitada. 
EIRELI – É necessário ato/ termo da 
constituição desta. 
 
Nesse momento, chegando na junta ocorrerá 
o peticionamento que poderá requisitar a 
matrícula, o arquivamento ou a autenticação. 
Segundo o art. 32 L.8934 nos 
direcionaremos ao presidente da junta ao 
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peticionar, “Ilustríssimo presidente da junta 
comercial...”. 
1) Matrícula: Dedicada ao registro de 
autoridades para empresariais. Ex. o 
leiloeiro para participar do leilão e por 
o bem a venda precisa ser 
matriculado; os tradutores públicos 
para realizar tradução de acordos 
comerciais, para esses contratos 
acordados terem validade o contato e 
o tradutor precisam ser registrados, 
então o tradutor traduzirá na 
modalidade matricula. 
2) Arquivamento: É o ato mais 
importante. O arquivamento são atos 
de constituição, alteração ou extinção 
devem ser levados a junta comercial, 
ou seja, levar o documento com 
estes atos para ser arquivado 
(guardado) na junta. Ex. Se o sócio se 
casar, morrer... Art. 971, 976, 979 CC. 
De acordo com o art.967, até a 
extinção e alteração deverá ser 
registrada, se não for haverá 
irregularidade. Ex. sociedade limitada se 
extingue e não registra tal 
acontecimento. A responsabilidade 
limitada do sócio terminará, e a 
responsabilidade deste será ilimitada 
como consequência da infração. 
3) Autenticação: A elaboração dos 
balanços é de responsabilidade os 
empresário, além de escriturar os 
livros empresarias, esses documentos 
são provas juridicamente relevantes, 
sendo assim, sendo assim essa 
documentação tem que ser 
autenticada para ter real validade. 
 
 
 
 
 
❧Organização da junta: 
 
 
❥A procuradoria e a serventia são 
examinadores que analisam a formalidade dos 
documentos, não o motivo deste. 
Eles detectam vícios e defeitos. 
Art. 40 L.8934/94 – Do vício 
Existem vícios sanávei (corrigiveis) e 
Insanáveis (incorrigiveis): 
o Sanáveis – Quando existir, o processo 
cai em exigência para apresentação 
de documentos para a supressão 
desta em 30 dias. É a correção de 
defeitos materiais. 
o Insanáveis – Conduz o processo 
administrativo a condição de 
indeferimento. (Ex. a não 
demonstração de capacidade do 
agente é um caso clássico, a 
capacidade deve se estar em gozo no 
momento do requerimento. 
 
A instauração normativa 55 (ato 
administrativo regulatório) do DREI é aplicável 
a EIRELI e Sociedade, pois permite que na 
constituição destes, o agente constituidor 
seja incapaz, seguindo certas condições 
(mencionadas na incapacidade relacionada ao 
sócio, pág. 6). Ligando este tópico a vícios 
insanáveis, seria o EIRELI como administrador 
impedido no tempo do requerimento. 
 
A ausência de vícios conduzirá ao 
deferimento do requerimento, e se houver o 
Presidência	
Procuradoria	
(analisa	docs)	
Serventia	
(atendimento	ao	
publico)	
Plenário	
(recursos)	
Turma	
(avalia	casos)	
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indeferimento deve-se entrar pedido um 
recurso ao plenário, ou se exigências de 
regularização que não forem aceitas pelo 
indivíduo, se deve entrar com o pedido de 
reconsideração (na esfera administrativa). Se 
o pedido de reconsideração for indeferido, 
pode-se entrar com um recurso ao plenário 
e posteriormente ao DREI (foi incluído esse 
procedimento pela Lei da liberdade 
econômica)..*Esse processo administrativo impede 
inicialmente no status do empresário, do MEi 
à uma grande S/A. 
 
4.4- Consequências do registro 
 
❥No tempo: 
No momento que há decisão do deferimento 
do pleito de registro, essa decisão retroage? 
Até quando? Art. 36 L.8934/94 
Ex. 
Documento para alteração contratual feita no 
dia 24/09/19, à partir daí tem 30 dias corridos, 
até dia 23/10/19. Se o documento for deferido, 
a validade disso será do dia 24/09 em diante, 
ou seja, aqui o efeito é retroativo. 
Se o documento for apresentado após os 30 
dias, o efeitos serão do dia do deferimento 
em diante, não retroage. 
 
❥Prerrogativas: 
❧A ação de recuperação de empresas: visa 
preservar a entidade empresarial, sendo uma 
dos empresários regulares. Art. 48 L1.0101/05 
❧Acesso ao instituto da falência: visa à 
extinção do empresário (tanto PF quanto PJ). 
Nesse instituto o empresário será réu da 
ação, e pode ocorrer tanto para o 
empresário regular quanto para o irregular 
utilizar-se. Quando o empresário estiver em 
condição de irregular (não tem registro) será 
considerado fato típico quando ele estiver 
aqui, resultando em detenção, multa ou 
restrição de direitos. 
Aqui o empresário pode entrar com o 
próprio processo de falência (autofalência), ou 
com a falência requerida por terceiro (este 
terceiro também precisa ser empresário 
regular Art.97, IV §1º L11101/05). 
❧Contratação com o poder público: para 
contratar com o poder público o empresário 
precisa ser regular. Art. 28, III L8666/93. 
 
❥Vantagem de natureza tributária: 
Permite ao empresário entrar no sistema 
simplificado de arrecadação tributária, sendo 
um regime simples de pagamento de 
tributos. Os critérios para o empresário 
acessar esse regime são: 
I- Ser empresário regular; 
II- Se conter nos limites que a lei 
define, critérios de faturamento 
(MEI, ME, EPP – Lc 123/06). 
 
❥Proteção do nome empresarial: 
Quando há o deferimento do registro, é 
inserido no ato constitutivo a proteção do 
nome empresarial. Art. 33 L8934/94 
Nome empresarial é designativo próprio do 
empresário. É uma expressão ou símbolo 
que identifica o empresário, que separa este 
sujeito de direito, sendo elemento de 
identificação de um produto ou serviço 
associando-se a sua atividade econômica. 
É uma proteção de efeito erga ominis, que 
deriva de uma obrigação de não fazer. 
 
❧Art.1155 ao 1163 do CC: Há duas espécies 
dentro do gênero que é o nome 
empresarial: 
o Razão Social/Firma – É utilizada para 
empresário individual e sociedade 
empresaria que contenha em seu 
quadro empresário social de 
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responsabilidade ilimitada e as 
sociedades limitadas. 
o Denominação – É utilizada para 
sociedades empresárias com 
responsabilidade limitada, ou seja, S/A 
e sociedade limitada. 
 
*Empresário individual usa firma ou razão. 
*Ele pode criar uma marca? 
Sim. É como uma expressão que ficará no 
letreiro, na nota fiscal continuará o nome 
social. 
*De acordo com os referidos artigos do CC, 
o nome social deve seguir uma série de 
requisitos, como conter o nome do 
empresário.. 
*O Art. 1156 CC admite abreviaturas, mas o 
DREI por instrução normativa determina que 
o nome não pode ser todo abreviado. 
 
*Modelo de sociedade ilimitada: 
Sociedade em nome coletivo – 1039 à 1041 
CC e Sociedade em comandita simples – 
1045 á 1051 CC. 
Se nessas sociedades forem criar-se e 
colocarem em razão social, o DREI estipula 
que o nome do administrador venha primeiro.. 
Deverá ser composto pelos sobrenomes dos 
sócios ou então “nome do adm. & CIA”. Se 
por algum acaso alguém morrer ou o adm., 
houver troca de nomes ou alteração do 
quadro, o nome da firma deverá mudar. 
Nas sociedades limitadas será necessário 
constar a palavra “Limitada” no final do nome. 
Art.1158 CC 
 
*O nome empresarial preza pelos princípios 
da veracidade (o nome empresarial deve 
conter nomes verdadeiros) e da novidade 
(não pode ser um nome existente). 
*A pretensão do nome empresarial deriva da 
finalidade, que é atribuir ao titular do nome o 
direito de uso exclusivo daquela expressão, 
tutelando um crédito ou seus próprios 
consumidores (traduz ao consumidor e ao 
mercado uma certa imagem). 
 
*Não pode haver dois nomes empresarias 
iguais, o que registrar primeiro é o que 
prevalece. 
 
*O registro de nome empresarial não é 
nacionalizado, a partir da matriz da junta é 
possível ser registrado em outros estados 
pela instrução normativa 65 do DREI. 
 
*A MARCA (L.9297/96) é classificada de 
acordo com seguimentos, já a proteção das 
marcas de alto renome superam a 
classificação do INPI, tendo proibição em 
todos os seguimentos nacionalmente, ex. 
Coca- Cola, Boticário, Vivara.. A marca 
classificada como notória é protegida 
somente em seu segmento, 
internacionalmente. 
 
4.5- Cancelamento do registro 
 
A medida que a organização empresarial 
esteja em funcionamento, pode haver uma 
interrupção por seu sócio/titular que perde a 
baixa/cancelamento das atividades e regitro. 
 
❥A própria junta pode requisitar o 
cancelamento na junta (Art. 60 L8934) que 
tem por motivo a inatividade/ não 
funcionamento da organização empresarial 
por mais de 10 anos. Esse é um 
cancelamento unilateral, que decorre de um 
procedimento administrativo, que implica na 
notificação da organização empresarial para a 
possibilidade de defesa dela, e em caso da 
defesa não ser apresentada/ acolhida haverá 
o cancelamento do registro. 
 
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A informação de finalização da organização 
na junta vem pelo Art.967 CC c/c 32,II 
L8934 onde os indivíduos procedem com as 
instruções nelas contidas. 
 
❥O indivíduo que encerrar suas atividades 
sem comunicar na junta, Art.1080 CC sanciona 
a organização retirando toda a respectiva 
limitação desta, sendo agora ilimitada. Este 
individuo comete uma infração ao não 
comunicar a junta comercial afrontando a lei, 
e a conversão dessa responsabilidade para 
ilimitada é a sansão. Essa sansão se impõe 
mesmo sem sentença desde que 
comprovada inatividade. 
 
❧O cancelamento da organização 
empresarial retira a proteção do nome e 
prerrogativas antes deferidas pela sua 
presumida existência. 
 
5- Estabelecimento empresarial 
5.1- Noção e composição 
 
Vai do artigo 1142 ao 1149 do CC. 
O empresário além dos fatores de produção 
depende do elemento humano e bens. 
Dentro destes bens, os direcionados a 
execução da empresa (o complexo destes 
bens) é o estabelecimento empresarial. 
Dentro do patrimônio do empresário, há 
bens, direitos e deveres. 
A composição do estabelecimento 
empresarial é de bens, divididos em materiais 
e imateriais. 
Materiais – Equipamentos, mercadorias, 
utensílios, o próprio imóvel onde a atividade é 
realizada na titularidade do empresário... Este 
imóvel segue o 978 CC. 
Imateriais – O nome empresarial, a marca, o 
titulo do estabelecimento (esse titulo não se 
registra, não tem exclusividade), domínio de 
internet, clientela (fidelidade)/freguesia 
(oportunismo, impulso), aviamento (técnica 
relacionada ao grau de criatividade 
empregada pelo empresário)... Os imateriais 
são bens, elementos que agregam valor. 
 
❥Ponto é uma relação de adequação. 
Quando o titular do imóvel em que se 
exerce a empresa não for o empresário, 
ocorre a locação não residencial regulada 
pela L8245/91, que põe disponível um ação 
renovatória, que visa proteger a locação e 
permanência no ponto (Art. 71 – É preciso 
estar no imóvel a 5 anos para pleitear essa 
ação renovatória, e os requisitos para a ação 
estão no art. 51). 
 
❥Passo o ponto: É um contrato de 
transpasse (compra e venda de 
estabelecimento empresarial). Se dá entre 
dois empresários, em que se transfere de 
um para o outro (dinheiro + atividades), se 
transfere e vai a registro na junta (Art.1144 
CC). Os únicos empresários dispensados 
desse serviço são EIRELI, MEI, ME, EPP 
(LC.123/06) e Art. 71. 
SEGUINTE: O “passo o ponto” ocorre entre 
empresários. É quando um empresário quer 
alienaro “ponto” completo (fabrica + 
maquinário). Outro empresário vai comprar o 
ponto para começar a exercer sua atividade 
econômica, então naquele local; assim se 
transfere a propriedade do imóvel, vindo a 
pertencer à outra empresa que a comprou. 
É celebrado um contrato de transpasse, 
transferindo a propriedade do imóvel, 
devendo o contrato ser arquivado 
juntamente a junta comercial, como 
atualização dos dados das empresas. A 
empresa que comprou arcará com todas as 
dividas contraídas do ponto, inclusive 
trabalhistas (Art. 448 CLT). 
 FIM. (enquanto durar)

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