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DIREITO EMPRESARIAL 
Empresário e Sociedade 
1. A fisioterapeuta Alhandra Mogeiro tem um 
consultório em que realiza seus atendimentos 
mas atende, também, em domicílio. Doutora 
Alhandra não conta com auxiliares ou 
colaboradores, mas tem uma página na Internet 
exclusivamente para marcação de consultas e 
comunicação com seus clientes. 
Com base nessas informações, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Não se trata de empresária individual em 
razão do exercício de profissão 
intelectual de natureza científica, haja ou 
não a atuação de colaboradores. 
B. Trata-se de empresária individual em 
razão do exercício de profissão liberal e 
prestação de serviços com finalidade 
lucrativa. 
C. Não se trata de empresária individual em 
razão de o exercício de profissão 
intelectual só configurar empresa com o 
concurso de colaboradores. 
D. Trata-se de empresária individual em 
razão do exercício de profissão 
intelectual com emprego de elemento 
de empresa pela manutenção da página 
na Internet. 
Como Empresário Individual, só é permitido 
exercer atividade industrial, comercial ou 
prestação de serviços. Quem exerce profissão 
intelectual (como médico, psicólogo e 
engenheiro), por outro lado, não pode ser 
Empresário Individual. Essas profissões 
regulamentadas são consideradas autônomas. 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços. 
Parágrafo único. Não se considera empresário 
quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o 
concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo 
se o exercício da profissão constituir elemento 
de empresa. 
 
2. A sociedade cooperativa é dotada de 
características próprias que lhe atribuem 
singularidade em relação a outros tipos 
societários, dentre elas o critério de distribuição 
de resultados. Das alternativas abaixo, assinale 
a única que indica corretamente tal critério. 
A. A distribuição dos resultados é realizada 
proporcionalmente ao valor da quota-
parte de cada sócio, salvo disposição 
diversa do estatuto. 
B. A distribuição dos resultados é realizada 
proporcionalmente ao valor dos bens 
conferidos por cada cooperado, para 
formação do capital social. 
C. A distribuição dos resultados é realizada 
proporcionalmente ao valor das 
operações efetuadas pelo sócio com a 
sociedade, podendo ser atribuído juro 
fixo ao capital realizado. 
D. A distribuição dos resultados é realizada 
proporcionalmente à contribuição de 
cada cooperado, para formação dos 
Fundos de Reserva e de Assistência 
Técnica Educacional e Social. 
Art. 1.094. São características da sociedade 
cooperativa: 
VII - distribuição dos resultados, 
proporcionalmente ao valor das operações 
efetuadas pelo sócio com a sociedade, podendo 
ser atribuído juro fixo ao capital realizado. 
 
►Anota-se que a Lei n° 5.764/1971 admite que 
a distribuição de resultados seja feita de modo 
diverso, desde que precedida de deliberação 
pela assembleia geral, verbis: 
Art. 4º As cooperativas são sociedades de 
pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, 
de natureza civil, não sujeitas a falência, 
constituídas para prestar serviços aos 
 
 
associados, distinguindo-se das demais 
sociedades pelas seguintes características: 
VII - retorno das sobras líquidas do exercício, 
proporcionalmente às operações realizadas pelo 
associado, salvo deliberação em contrário da 
Assembleia Geral. 
 
3. Na companhia fechada Gráfica Redenção da 
Serra S/A, o estatuto prevê a criação de classes 
de ações ordinárias em função de (I) 
conversibilidade em ações preferenciais e (II) 
atribuição de voto plural na razão de 5 (cinco) 
votos por 1 (uma) ação ordinária. 
Ao analisar a cláusula estatutária você conclui 
que ela é 
A. parcialmente válida, pois é nula a 
atribuição de voto plural a qualquer 
classe de ação ordinária, porém é 
possível a conversibilidade em ações 
preferenciais. 
B. parcialmente nula, pois é válida no 
tocante a atribuição de voto plural, já 
que não excede o limite de 10 (dez) votos 
por ação, e nula no tocante à 
conversibilidade em ações preferenciais. 
C. plenamente válida, pois ambos os 
parâmetros adotados pelo estatuto 
(voto plural e conversão em ações 
preferenciais) são possíveis e lícitos nas 
companhias fechadas. 
D. totalmente nula, pois são vedadas tanto 
a conversibilidade de ações ordinárias 
em preferenciais quanto a atribuição de 
voto plural nas companhias fechadas. 
Lei n° 11.101/2005: 
Art. 16. As ações ordinárias de companhia 
fechada poderão ser de classes diversas, em 
função de: 
I - conversibilidade em ações preferenciais; 
II - exigência de nacionalidade brasileira do 
acionista; 
III - direito de voto em separado para o 
preenchimento de determinados cargos de 
órgãos administrativos. 
IV - atribuição de voto plural a uma ou mais 
classes de ações, observados o limite e as 
condições dispostos no art. 110-A desta Lei. 
Parágrafo único. A alteração do estatuto na 
parte em que regula a diversidade de classes, se 
não for expressamente prevista e regulada, 
requererá a concordância de todos os titulares 
das ações atingidas. 
 
4. Tibagi Verduras e Legumes Ltda. requereu sua 
recuperação judicial no juízo do seu principal 
estabelecimento, localizado em Apucarana/PR. 
Na petição inicial informou sua condição de 
microempresa, comprovando na documentação 
acostada seu enquadramento legal e que 
apresentará, oportunamente, plano especial de 
recuperação. Considerando as informações 
prestadas e as disposições da legislação sobre o 
plano especial de recuperação, assinale a única 
afirmativa correta. 
A. A sociedade devedora poderá oferecer 
aos credores quirografários, inclusive 
àqueles decorrentes de repasse de 
recursos oficiais, o pagamento em até 36 
(trinta e seis) parcelas mensais, iguais e 
sucessivas, acrescidas de juros 
equivalentes à taxa SELIC, podendo 
propor o abatimento do valor das 
dívidas. 
B. O plano especial de recuperação deverá 
prever que o devedor realize o 
pagamento da primeira parcela aos 
credores sujeitos à recuperação, no 
prazo máximo de 360 (trezentos e 
sessenta) dias, contados da data da 
concessão da recuperação judicial. 
C. A sociedade limitada não poderá incluir 
no plano especial os credores titulares 
de propriedade fiduciária de bens 
móveis ou imóveis, proprietários em 
contrato de compra e venda com reserva 
 
 
de domínio, que terão preservadas as 
condições contratuais e as disposições 
legais. 
D. Por se tratar de devedora microempresa 
e em razão do tratamento favorecido 
que lhe é dispensado, o plano especial de 
recuperação poderá ser apresentado em 
até 60 (sessenta) dias, contados da data 
do pedido de recuperação, admitida uma 
única prorrogação e por igual prazo. 
Art. 49. Estão sujeitos à recuperação judicial 
todos os créditos existentes na data do pedido, 
ainda que não vencidos. 
§ 3º Tratando-se de credor titular da posição de 
proprietário fiduciário de bens móveis ou 
imóveis, de arrendador mercantil, de 
proprietário ou promitente vendedor de imóvel 
cujos respectivos contratos contenham cláusula 
de irrevogabilidade ou irretratabilidade, 
inclusive em incorporações imobiliárias, ou de 
proprietário em contrato de venda com reserva 
de domínio, seu crédito não se submeterá aos 
efeitos da recuperação judicial e prevalecerão os 
direitos de propriedade sobre a coisa e as 
condições contratuais, observada a legislação 
respectiva, não se permitindo, contudo, durante 
o prazo de suspensão a que se refere o § 4º do 
art. 6º desta Lei, a venda ou a retirada do 
estabelecimento do devedor dos bens de capital 
essenciais a sua atividade empresarial. 
Art. 71. O plano especial de recuperação judicial 
será apresentado no prazo previsto no art. 53 
destaLei e limitar-se á às seguintes condições: 
 I - abrangerá todos os créditos existentes na 
data do pedido, ainda que não vencidos, 
excetuados os decorrentes de repasse de 
recursos oficiais, os fiscais e os previstos nos §§ 
3º e 4º do art. 49; 
A sociedade devedora poderá oferecer aos 
credores quirografários, inclusive àqueles 
decorrentes de repasse de recursos oficiais, o 
pagamento em até 36 (trinta e seis) parcelas 
mensais, iguais e sucessivas, acrescidas de juros 
equivalentes à taxa SELIC, podendo propor o 
abatimento do valor das dívidas. 
O plano especial de recuperação deverá prever 
que o devedor realize o pagamento da primeira 
parcela aos credores sujeitos à recuperação, no 
prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) 
dias, contados da data da concessão da 
recuperação judicial. 
 
5.Em razão das medidas de isolamento social 
propagadas nos anos de 2020 e 2021, muitos 
administradores precisaram de orientação 
quanto à licitude da realização de reuniões ou 
assembleias de sócios nas sociedades limitadas, 
de forma digital, ou à possibilidade do modelo 
híbrido, ou seja, o conclave é presencial, mas 
com a possibilidade de participação remota de 
sócio, inclusive proferindo voto. 
Assinale a afirmativa que apresenta a orientação 
correta. 
A. Na sociedade limitada é vedada tanto a 
reunião ou assembleia de sócios, de 
forma digital, quanto a participação do 
sócio e o voto à distância. 
B. Na sociedade limitada é vedada a 
reunião ou assembleia de sócios, de 
forma digital, mas é possível a 
participação de sócio e o voto à 
distância. 
C. Na sociedade limitada é vedada a 
participação e voto à distância nas 
reuniões e assembleias, mas é possível a 
reunião ou assembleia de forma digital. 
D. Na sociedade limitada é possível tanto a 
reunião ou a assembleia de sócios, de 
forma digital, quanto a participação do 
sócio e o voto à distância. 
CC, Art. 1.080-A. O sócio poderá participar e 
votar a distância em reunião ou em assembleia, 
nos termos do regulamento do órgão 
competente do Poder Executivo federal. 
Parágrafo único. A reunião ou a assembleia 
poderá ser realizada de forma digital, 
 
 
respeitados os direitos legalmente previstos de 
participação e de manifestação dos sócios e os 
demais requisitos regulamentares. 
 
6. Andropoulos Inc. é uma sociedade constituída 
na Grécia, com sede em Atenas e sócios de 
nacionalidade grega, exceto a sócia Querência, 
brasileira nata, que detém participação de 80% 
do capital, dividido em quotas. 
Se essa sociedade quiser atuar no Brasil por 
meio de uma sucursal em São Paulo/SP, será 
necessário 
A. ter, permanentemente, representante 
no Brasil, com poderes para resolver 
quaisquer questões, exceto receber 
citação judicial pela sociedade. 
B. transferir sua sede para o Brasil, na 
hipótese de nacionalizar-se, mediante 
deliberação unânime de seus sócios, 
independentemente de autorização do 
Poder Executivo. 
C. obter autorização do Poder Executivo e, 
em até seis meses do início de sua 
atividade, realizar sua inscrição na Junta 
Comercial do Estado de São Paulo, lugar 
em que deve se estabelecer. 
D. sujeitar-se às leis e aos tribunais 
brasileiros quanto às operações 
praticadas no Brasil, e qualquer 
modificação no contrato dependerá da 
aprovação do Poder Executivo para 
produzir efeitos no país. 
CC Art. 1.138. A sociedade estrangeira 
autorizada a funcionar é obrigada a ter, 
permanentemente, representante no Brasil, 
com poderes para resolver quaisquer questões 
e receber citação judicial pela sociedade. 
Parágrafo único. O representante somente pode 
agir perante terceiros depois de arquivado e 
averbado o instrumento de sua nomeação. 
CC Art. 1.136. A sociedade autorizada não pode 
iniciar sua atividade antes de inscrita no registro 
próprio do lugar em que se deva estabelecer. 
CC Art. 1.134. A sociedade estrangeira, qualquer 
que seja o seu objeto, não pode, sem 
autorização do Poder Executivo, funcionar no 
País, ainda que por estabelecimentos 
subordinados, podendo, todavia, ressalvados os 
casos expressos em lei, ser acionista de 
sociedade anônima brasileira. 
Art. 1.137. A sociedade estrangeira autorizada a 
funcionar ficará sujeita às leis e aos tribunais 
brasileiros, quanto aos atos ou operações 
praticados no Brasil. 
Art. 1.139. Qualquer modificação no contrato ou 
no estatuto dependerá da aprovação do Poder 
Executivo, para produzir efeitos no território 
nacional. 
 
7. Alexandre Larocque pretende constituir 
sociedade do tipo limitada sem se reunir a 
nenhuma outra pessoa e consulta sua advogada 
para saber a possibilidade de efetivar sua 
pretensão. 
Assinale a opção que apresenta a resposta dada 
pela advogada ao seu cliente. 
A. É possível. A sociedade limitada pode ser 
constituída por uma pessoa, hipótese em 
que se aplicarão ao ato de instituição, no 
que couberem, as disposições sobre o 
contrato social. 
B. Não é possível. A sociedade limitada só 
pode ser unipessoal acidentalmente e 
pelo prazo máximo de 180 dias, nos 
casos em que remanescer apenas um 
sócio pessoa natural. 
C. Não é possível. Apenas a empresa 
pública e a subsidiária integral podem 
ser sociedades unipessoais e 
constituídas com apenas sócio pessoa 
jurídica. 
D. É possível, desde que o capital mínimo 
da sociedade limitada seja igual ou 
superior a 100 (cem) salários mínimos e 
esteja totalmente integralizado. 
 
 
CC, Art.1052, § 1º A sociedade limitada pode ser 
constituída por 1 (uma) ou mais pessoas. 
§ 2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao 
documento de constituição do sócio único, no 
que couber, as disposições sobre o contrato 
social. 
Art. 980-A. A empresa individual de 
responsabilidade limitada será constituída por 
uma única pessoa titular da totalidade do capital 
social, devidamente integralizado, que não será 
inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-
mínimo vigente no País. 
 
8. As sociedades empresárias Y e J celebraram 
contrato tendo por objeto a alienação do 
estabelecimento da primeira, situado em 
Antônio Dias/MG. Na data da assinatura do 
contrato, dentre outros débitos regularmente 
contabilizados, constava uma nota promissória 
vencida havia três meses no valor de R$ 
25.000,00 (vinte e cinco mil reais). O contrato 
não tem nenhuma cláusula quanto à existência 
de solidariedade entre as partes, tanto pelos 
débitos vencidos quanto pelos vincendos. 
Sabendo-se que, em 15/10/2018, após 
averbação na Junta Comercial competente, 
houve publicação do contrato na imprensa 
oficial e, tomando por base comparativa o dia 
15/01/2020, o alienante 
 
A. responderá pelo débito vencido com o 
adquirente por não terem decorrido 
cinco anos da publicação do contrato na 
imprensa oficial. 
B. não responderá pelo débito vencido com 
o adquirente em razão de não ter sido 
estipulada tal solidariedade no contrato. 
C. responderá pelo débito vencido com o 
adquirente até a ocorrência da 
prescrição relativa à cobrança da nota 
promissória. 
D. não responderá pelo débito vencido com 
o adquirente diante do decurso de mais 
de 1 (um) ano da publicação do contrato 
na imprensa oficial. 
CC, Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento 
responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que 
regularmente contabilizados, continuando o 
devedor primitivo solidariamente obrigado pelo 
prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, 
da data do vencimento. 
 
9. Anadia e Deodoro são condôminos de uma 
quota de sociedade limitada no valor de R$ 
13.000,00 (treze mil reais). Nem a quota nem o 
capital da sociedade – fixado em R$ 50.000,00 
(cinquenta mil reais) – se encontram 
integralizados. 
Você é consultado(a), como advogado(a), sobre 
a possibilidade de a sociedade demandar os 
condôminos para que integralizem a referida 
quota. Assinalea opção que apresenta a 
resposta correta. 
A. Eles são obrigados à integralização 
apenas a partir da decretação de falência 
da sociedade. 
B. Eles não são obrigados à integralização, 
pelo fato de serem condôminos de quota 
indivisa. 
C. Eles são obrigados à integralização, 
porque todos os sócios, mesmo os 
condôminos, devem integralizar o 
capital. 
D. Eles não são obrigados à integralização, 
porque o capital da sociedade é inferior 
a 100 salários mínimos. 
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a 
responsabilidade de cada sócio é restrita ao 
valor de suas quotas, mas todos respondem 
solidariamente pela integralização do capital 
social. 
§ 1º A sociedade limitada pode ser constituída 
por 1 (uma) ou mais pessoas. (Incluído pela Lei 
nº 13.874, de 2019) 
 
 
§ 2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao 
documento de constituição do sócio único, no 
que couber, as disposições sobre o contrato 
social. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
Art. 1.056. A quota é indivisível em relação à 
sociedade, salvo para efeito de transferência, 
caso em que se observará o disposto no artigo 
seguinte. 
§ 1º No caso de condomínio de quota, os direitos 
a ela inerentes somente podem ser exercidos 
pelo condômino representante, ou pelo 
inventariante do espólio de sócio falecido. 
§ 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os 
condôminos de quota indivisa respondem 
solidariamente pelas prestações necessárias à 
sua integralização. 
 
10. No contrato da sociedade empresária 
Arealva Calçados Finos Ltda., não consta 
cláusula de regência supletiva pelas disposições 
de outro tipo societário. Ademais, tanto no 
contrato social quanto nas disposições legais 
relativas ao tipo adotado pela sociedade não há 
norma regulando a sucessão por morte de sócio. 
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa 
correta. 
A. Haverá resolução da sociedade em 
relação ao sócio em caso de morte. 
B. Haverá transmissão causa mortis da 
quota social. 
C. Caberá aos sócios remanescentes 
regular a substituição do sócio falecido. 
D. Os sócios serão obrigados a incluir, no 
contrato, cláusula dispondo sobre a 
sucessão por morte de sócio. 
CC, Art. 1.028. No caso de morte de sócio, 
liquidar-se-á sua quota, salvo: 
I - se o contrato dispuser diferentemente; 
II - se os sócios remanescentes optarem pela 
dissolução da sociedade; 
III - se, por acordo com os herdeiros, regular-se 
a substituição do sócio falecido. 
 
11. Determinadas pessoas naturais, em razão de 
sua atividade profissional, e certas espécies de 
pessoas jurídicas, todas devidamente 
registradas no órgão competente, gozam de 
tratamento simplificado, favorecido e 
diferenciado em relação aos demais agentes 
econômicos – microempresas e empresas de 
pequeno porte. 
De acordo com a Lei Complementar nº 123, de 
14 de dezembro de 2006, as microempresas e as 
empresas de pequeno porte, quanto à forma 
jurídica, são 
A. cooperativa de produção, empresário 
individual, empresa pública e sociedade 
limitada. 
B. empresário individual, empresa 
individual de responsabilidade limitada, 
sociedade simples e sociedade 
empresária, exceto por ações. 
C. cooperativa de crédito, empresário 
individual, empresa individual de 
responsabilidade limitada e sociedade 
simples. 
D. empresário individual, profissional 
liberal, empresa Individual de 
responsabilidade limitada e sociedade 
por ações. 
LC/123/06, Art. 3º Para os efeitos desta Lei 
Complementar, consideram-se microempresas 
ou empresas de pequeno porte, a sociedade 
empresária, a sociedade simples, a empresa 
individual de responsabilidade limitada e o 
empresário a que se refere o do Código Civil 
[traz o conceito de empresário individual], 
devidamente registrados no Registro de 
Empresas Mercantis ou no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas 
§4º Não poderá se beneficiar do tratamento 
jurídico diferenciado previsto nesta Lei 
Complementar, para nenhum efeito legal, a 
pessoa jurídica 
 
 
X - constituída sob a forma de sociedade por 
ações 
 
12. Álvares Florence tem um filho relativamente 
incapaz e consulta você, como advogado(a), 
para saber da possibilidade de transferir para o 
filho parte das quotas que possui na sociedade 
empresária Redenção da Serra Alimentos Ltda., 
cujo capital social se encontra integralizado. 
Apoiado na disposição do Código Civil sobre o 
assunto, você respondeu que 
A. é permitido o ingresso do relativamente 
incapaz na sociedade, bastando que 
esteja assistido por seu pai no 
instrumento de alteração contratual. 
B. não é permitida a participação de menor, 
absoluta ou relativamente incapaz, em 
sociedade, exceto nos tipos de 
sociedades por ações. 
C. não é permitida a participação de 
incapaz em sociedade, mesmo que 
esteja representado ou assistido, salvo 
se a transmissão das quotas se der em 
razão de sucessão causa mortis. 
D. é permitido o ingresso do relativamente 
incapaz na sociedade, desde que esteja 
assistido no instrumento de alteração 
contratual, devendo constar a vedação 
do exercício da administração da 
sociedade por ele. 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de 
representante ou devidamente assistido, 
continuar a empresa antes exercida por ele 
enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de 
herança. 
§ 1º Nos casos deste artigo, precederá 
autorização judicial, após exame das 
circunstâncias e dos riscos da empresa, bem 
como da conveniência em continuá-la, podendo 
a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os 
pais, tutores ou representantes legais do menor 
ou do interdito, sem prejuízo dos direitos 
adquiridos por terceiros. 
§ 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa 
os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da 
sucessão ou da interdição, desde que estranhos 
ao acervo daquela, devendo tais fatos constar 
do alvará que conceder a autorização. 
§ 3º O Registro Público de Empresas Mercantis a 
cargo das Juntas Comerciais deverá registrar 
contratos ou alterações contratuais de 
sociedade que envolva sócio incapaz, desde que 
atendidos, de forma conjunta, os seguintes 
pressupostos: 
I – o sócio incapaz não pode exercer a 
administração da sociedade; 
II – o capital social deve ser totalmente 
integralizado; 
III – o sócio relativamente incapaz deve ser 
assistido e o absolutamente incapaz deve ser 
representado por seus representantes legais. 
 
13. Luzia Betim pretende iniciar uma sociedade 
empresária em nome próprio. Para tanto, 
procura assessoria jurídica quanto à 
necessidade de inscrição no Registro 
Empresarial para regularidade de exercício da 
empresa. 
Na condição de consultor(a), você responderá 
que a inscrição do empresário individual é 
A. dispensada até o primeiro ano de início 
da atividade, sendo obrigatória a partir 
de então. 
B. obrigatória antes do início da atividade. 
C. dispensada, caso haja opção pelo 
enquadramento como 
microempreendedor individual. 
D. obrigatória, se não houver 
enquadramento como microempresa ou 
empresa de pequeno porte. 
Art.967,CC. É obrigatória a inscrição do 
empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início de 
sua atividade. 
 
 
14. Alaor, insatisfeito com o pequeno lucro do 
restaurante do qual era sócio, retirou-se da 
sociedade empresária e averbou, na respectiva 
junta comercial, novo contrato social, onde 
constava sua retirada. 
O empresário, 36 meses após esse fato, foi 
surpreendido com sua citação em uma 
reclamação trabalhista ajuizada dias antes. 
Sobre a hipótese apresentada, considerando a 
atual redação da CLT, assinale a afirmativa 
correta. 
A. Alaor responde solidariamente pelos 
débitos da sociedade na ação trabalhista 
em referência. 
B. Alaor responde subsidiariamente pelos 
débitos da sociedade na ação trabalhista 
em referência. 
C. Alaor não mais responde, naação 
trabalhista em referência, pelos débitos 
da sociedade. 
D. No caso, primeiro responde a empresa 
devedora, depois, os sócios atuais e, em 
seguida, os sócios retirantes, que é o 
caso de Alaor. 
CLT, Art. 10-A. O SÓCIO RETIRANTE responde 
subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas 
da sociedade relativas ao período em que 
figurou como sócio, SOMENTE em ações 
ajuizadas até 2 anos depois de averbada a 
modificação do contrato, observada a seguinte 
ordem de preferência: 
I – a empresa devedora; II – os sócios atuais; e III 
– os sócios retirantes. 
 
15. Felipe Guerra, de nacionalidade portuguesa, 
residente em Maceió/AL, foi eleito diretor da 
Companhia Mangue do Porto Empreendimentos 
Imobiliários. 
Sabe-se que a referida companhia tem sede em 
Florânia/RN; que ela não tem Conselho de 
Administração e que Felipe Guerra não é seu 
acionista. 
Com base nessas informações, avalie a eleição 
de Felipe Guerra e assinale a afirmativa correta. 
A. Não foi regular, em razão de não ter a 
qualidade de acionista da companhia. 
B. Foi regular, ainda que seu domicílio seja 
em Estado diverso daquele da sede da 
companhia. 
C. Não foi regular, em razão de sua 
nacionalidade. 
D. Foi regular, diante da ausência de 
Conselho de Administração; do 
contrário, seria irregular. 
Lei 6404 - Art. 146. Poderão ser eleitas para 
membros dos órgãos de administração pessoas 
naturais, devendo os diretores ser residentes no 
País. 
§ 1 A ata da assembleia-geral ou da reunião do 
conselho de administração que eleger 
administradores deverá conter a qualificação e 
o prazo de gestão de cada um dos eleitos, 
devendo ser arquivada no registro do comércio 
e publicada. 
§ 2 A posse do conselheiro residente ou 
domiciliado no exterior fica condicionada à 
constituição de representante residente no País, 
com poderes para receber citação em ações 
contra ele propostas com base na legislação 
societária, mediante procuração com prazo de 
validade que deverá estender-se por, no 
mínimo, 3 (três) anos após o término do prazo 
de gestão do conselheiro. 
 
16. Roberto desligou-se de seu emprego e 
decidiu investir na construção de uma 
hospedagem do tipo pousada no terreno que 
possuía em Matinhos. Roberto contratou um 
arquiteto para mobiliar a pousada, fez cursos de 
hotelaria e, com os ensinamentos recebidos, 
contratou empregados e os treinou. Ele também 
contratou um desenvolvedor de sites de 
Internet e um profissional de marketing para 
divulgar sua pousada. 
 
 
Desde então, Roberto dedica-se exclusivamente 
à pousada, e os resultados são promissores. A 
pousada está sempre cheia de hóspedes, 
renovando suas estratégias de fidelização; em 
breve, será ampliada em sua capacidade. 
Considerando a descrição da atividade 
econômica explorada por Roberto, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A atividade não pode ser considerada 
empresa em razão da falta tanto de 
profissionalismo de seu titular quanto de 
produção de bens. 
B. A atividade não pode ser considerada 
empresa em razão de a prestação de 
serviços não ser um ato de empresa. 
C. A atividade pode ser considerada 
empresa, mas seu titular somente será 
empresário a partir do registro na Junta 
Comercial. 
D. A atividade pode ser considerada 
empresa e seu titular, empresário, 
independentemente de registro na Junta 
Comercial. 
Empresário Irregular 
É empresário o exercente profissional de 
atividade econômica organizada para a 
produção de bens ou serviços, 
independentemente se é ou não registrado. 
Porém, os empresários registrados poderão 
usufruir dos recursos que o Direito Comercial o 
disponibiliza. 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços. 
Parágrafo único. Não se considera empresário 
quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o 
concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo 
se o exercício da profissão constituir elemento 
de empresa. 
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário 
no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
Mesmo sem o registro na junta comercial ele é 
considerado empresário, apenas está em 
situação irregular. 
 
17. Cruz Machado pretende iniciar o exercício 
individual de empresa e adotar como firma, 
exclusivamente, o nome pelo qual é conhecido 
pela população de sua cidade – “Monsenhor”. 
De acordo com as informações acima e as regras 
legais de formação de nome empresarial para o 
empresário individual, assinale a afirmativa 
correta. 
A. A pretensão de Cruz Machado é possível, pois 
o empresário individual pode escolher 
livremente a formação de sua firma. 
B. A pretensão de Cruz Machado não é possível, 
pois o empresário individual deve adotar 
denominação indicativa do objeto social como 
espécie de nome empresarial. 
C. A pretensão de Cruz Machado não é possível, 
pois o empresário individual opera sob firma 
constituída por seu nome, completo ou 
abreviado. 
D. A pretensão de Cruz Machado é possível, pois 
o empresário individual pode substituir seu 
nome civil por uma designação mais precisa de 
sua pessoa. 
Art. 1156 C.C: O Empresário opera sob firma 
constituída por seu nome, completo ou 
abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação 
mais precisa da sua pessoa ou do gênero de 
atividade. 
 
18. Leandro, Alcides e Inácio pretendem investir 
recursos oriundos de investimentos no mercado 
de capitais para constituir uma companhia 
fechada por subscrição particular do capital. A 
sociedade será administrada por Inácio e sua 
irmã, que não será sócia. 
 
 
Considerando-se o tipo societário e a 
responsabilidade legal dos sócios a ele inerente, 
assinale a afirmativa correta. 
A. Leandro, Alcides e Inácio responderão 
limitadamente até o preço de emissão 
das ações por eles subscritas. 
B. Leandro, Alcides e Inácio responderão 
limitadamente até o valor das quotas por 
eles subscritas, mas solidariamente pela 
integralização do capital. 
C. Leandro, Alcides e Inácio responderão 
ilimitada, solidária e subsidiariamente 
pelas obrigações sociais. 
D. Leandro e Alcides responderão 
limitadamente até o preço de emissão 
das ações por eles subscritas, e Inácio, 
como administrador, ilimitada e 
subsidiariamente, pelas obrigações 
sociais. 
Sociedade Anônima: Responsabilidade limitada 
até o preço de emissão das ações. 
Sociedade limitada: Restrita ao valor de suas 
cotas, mas todos respondem solidariamente 
pela integralização do capital social. 
Sociedade em Nome Coletivo: Ilimitada e 
solidária. 
Sociedade comum: Solidário e ilimitada 
Comandita Simples: Comanditados responsáveis 
solidário e ilimitadamente, e o comandatário 
somente pelo valor da cota. 
Gabarito A. Lei 6.404/76, Art. 1º A companhia ou 
sociedade anônima terá o capital dividido em 
ações, e a responsabilidade dos sócios ou 
acionistas será limitada ao preço de emissão das 
ações subscritas ou adquiridas. 
 
19. O empresário individual José de Freitas 
alienou seu estabelecimento a outro empresário 
mediante os termos de um contrato escrito, 
averbado à margem de sua inscrição no Registro 
Público de Empresas Mercantis, publicado na 
imprensa oficial, mas não lhe restaram bens 
suficientes para solver o seu passivo. 
Em relação à alienação do estabelecimento 
empresarial nessas condições, sua eficácia 
depende 
A. da quitação prévia dos créditos 
trabalhistas e fiscais vencidos no ano 
anterior ao da alienação do 
estabelecimento. 
B. do pagamento a todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo 
expresso ou tácito, em trinta dias a partir 
de sua notificação. 
C. da quitação ou anuência prévia dos 
credores com garantia real e, quanto aos 
demais credores, da notificação da 
transferência comantecedência de, no 
mínimo, sessenta dias. 
D. do consentimento expresso de todos os 
credores quirografários ou da 
consignação prévia das importâncias que 
lhes são devidas. 
CC, Art. 1.145. Se ao alienante não restarem 
bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento 
depende do pagamento de todos os credores, 
ou do consentimento destes, de modo expresso 
ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a 
alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a 
terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade 
empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens 
suficientes para solver o seu passivo, a eficácia 
da alienação do estabelecimento depende do 
pagamento de todos os credores, ou do 
consentimento destes, de modo expresso ou 
tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. 
 
 
 
20. Miguel e Paulo pretendem constituir uma 
sociedade do tipo limitada porque não 
pretendem responder subsidiariamente pelas 
obrigações sociais. 
Na consulta a um advogado previamente à 
elaboração do contrato, foram informados de 
que, nesse tipo societário, todos os sócios 
respondem 
A. solidariamente pela integralização do 
capital social. 
B. até o valor da quota de cada um, sem 
solidariedade entre si e em relação à 
sociedade. 
C. até o valor da quota de cada um, após 
cinco anos da data do arquivamento do 
contrato. 
D. solidariamente pelas obrigações sociais. 
CC, Art. 1.052. Na sociedade limitada, a 
responsabilidade de cada sócio é restrita ao 
valor de suas quotas, mas todos respondem 
solidariamente pela integralização do capital 
social. 
Art. 1.053: Omissões das regras da sociedade 
limitada implicam no regimento das normas da 
sociedade simples. 
Art. 1.053, parágrafo único: Regência supletiva 
das regras da sociedade anônima se previstas 
em contrato social da limitada. 
 
21. Em 11 de setembro de 2016, ocorreu o 
falecimento de Pedro, sócio de uma sociedade 
simples. Nessa situação, o contrato prevê a 
resolução da sociedade em relação a um sócio. 
Na alteração contratual ficou estabelecida a 
redução do capital no valor das quotas 
titularizadas pelo ex-sócio, sendo o documento 
arquivado no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, 
em 22 de outubro de 2016. 
Diante da narrativa, os herdeiros de Pedro são 
responsáveis pelas obrigações sociais anteriores 
à data do falecimento, até dois anos após 
A. a data da resolução da sociedade e pelas 
posteriores e em igual prazo, a partir de 
11 de setembro de 2016. 
B. a data do arquivamento da resolução da 
sociedade (22 de outubro de 2016). 
C. a data da resolução da sociedade em 
relação ao sócio Pedro (11 de setembro 
de 2016). 
D. a data do arquivamento da resolução da 
sociedade e pelas posteriores e em igual 
prazo, a partir de 22 de outubro de 2016. 
CC, Art. 1.028. No caso de morte de sócio, 
liquidar-se-á sua quota, salvo: 
I - se o contrato dispuser diferentemente; 
II - se os sócios remanescentes optarem pela 
dissolução da sociedade; 
III - se, por acordo com os herdeiros, regular-se 
a substituição do sócio falecido. 
Art. 1.032. A retirada, exclusão ou morte do 
sócio, não o exime, ou a seus herdeiros, da 
responsabilidade pelas obrigações sociais 
anteriores, até dois anos após averbada a 
resolução da sociedade; pelas posteriores e em 
igual prazo, enquanto não se requerer a 
averbação. 
Art. 1.029. Além dos casos previstos na lei ou no 
contrato, qualquer sócio pode retirar-se da 
sociedade; se de prazo indeterminado, 
mediante notificação aos demais sócios, com 
antecedência mínima de sessenta dias; se de 
prazo determinado, provando judicialmente 
justa causa. 
Parágrafo único. Nos trinta dias subsequentes à 
notificação, podem os demais sócios optar pela 
dissolução da sociedade. 
Art. 1.030. Ressalvado o disposto no art. 1.004 e 
seu parágrafo único, pode o sócio ser excluído 
judicialmente, mediante iniciativa da maioria 
dos demais sócios, por falta grave no 
cumprimento de suas obrigações, ou, ainda, por 
incapacidade superveniente. 
 
 
Parágrafo único. Será de pleno direito excluído 
da sociedade o sócio declarado falido, ou aquele 
cuja quota tenha sido liquidada nos termos do 
parágrafo único do art. 1.026. 
Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se 
resolver em relação a um sócio, o valor da sua 
quota, considerada pelo montante 
efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo 
disposição contratual em contrário, com base na 
situação patrimonial da sociedade, à data da 
resolução, verificada em balanço especialmente 
levantado. 
§ 1º O capital social sofrerá a correspondente 
redução, salvo se os demais sócios suprirem o 
valor da quota. 
§ 2º A quota liquidada será paga em dinheiro, no 
prazo de noventa dias, a partir da liquidação, 
salvo acordo, ou estipulação contratual em 
contrário. 
 
22. Fagundes e Pilar são noivos e pretendem se 
casar adotando o regime de separação de bens 
mediante celebração de pacto antenupcial. 
Fagundes é empresário individual e titular do 
estabelecimento Borracharia Dona Inês Ltda. 
ME. Celebrado o pacto antenupcial entre os 
nubentes, o advogado contratado por Fagundes 
providenciará o arquivamento e a averbação do 
documento 
A. no Registro Público de Empresas 
Mercantis e a publicação na imprensa 
oficial. 
B. no Registro Público de Empresas 
Mercantis e no Registro Civil de Pessoas 
Naturais. 
C. no Registro Civil de Pessoas Naturais e a 
publicação na imprensa oficial. 
D. no Registro Público de Empresas 
Mercantis e no Registro Civil de Títulos e 
Documentos. 
Considerando que Fagundes é empresário 
individual, seu patrimônio pessoal não se 
distingue do patrimônio empresarial. Assim, os 
atos que venham a interferir em sua esfera 
patrimonial devem ser averbados tanto no 
Registro Civil de Pessoas Naturais quanto no 
Registro Público de Empresas Mercantis. Como 
Pilar e Fagundes vão se casar sob o regime de 
separação de bens, somente o patrimônio de 
Fagundes responderá por eventuais dívidas 
contraídas na atividade empresarial, o de Pilar 
ficará resguardado. Ou seja, isso traz uma 
repercussão patrimonial tanto em sua vida civil 
quanto em sua atividade empresarial. 
Fundamento: CC. Art. 979. Além de no Registro 
Civil, serão arquivados e averbados, no Registro 
Público de Empresas Mercantis, os pactos e 
declarações antenupciais do empresário, o título 
de doação, herança, ou legado, de bens 
clausulados de incomunicabilidade ou 
inalienabilidade. 
 
23. Bernardino adquiriu de Lorena ações 
preferenciais escriturais da companhia Campos 
Logística S/A e recebeu do(a) advogado(a) 
orientação de como se dará a formalização da 
transferência da propriedade. 
A resposta do(a) advogado(a) é a de que a 
transferência das ações se opera 
A. pelo extrato a ser fornecido pela 
instituição custodiante, na qualidade de 
proprietária fiduciária das ações. 
B. pela inscrição do nome de Bernardino no 
livro de Registro de Ações Nominativas 
em poder da companhia. 
C. pelo lançamento efetuado pela 
instituição depositária em seus livros, a 
débito da conta de ações de Lorena e a 
crédito da conta de ações de Bernardino. 
D. por termo lavrado no livro de 
Transferência de Ações Nominativas, 
datado e assinado por Lorena e por 
Bernardino ou por seus legítimos 
representantes. 
Lei 6.404/76: Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. 
 
 
Art. 35. A propriedade da ação escritural 
presume-se pelo registro na conta de depósito 
das ações, aberta em nome do acionista nos 
livros da instituição depositária. 
§ 1º A transferência da ação escritural opera-se 
pelo lançamento efetuado pela instituição 
depositária em seus livros, a débito daconta de 
ações do alienante e a crédito da conta de ações 
do adquirente, à vista de ordem escrita do 
alienante, ou de autorização ou ordem judicial, 
em documento hábil que ficará em poder da 
instituição. 
§ 2º A instituição depositária fornecerá ao 
acionista extrato da conta de depósito das ações 
escriturais, sempre que solicitado, ao término 
de todo mês em que for movimentada e, ainda 
que não haja movimentação, ao menos uma vez 
por ano. 
 
24. Paula, sócia administradora de Nova Trento 
Serviços Automotivos Ltda., cujo capital 
encontra-se parcialmente integralizado, 
comunica aos demais sócios que pretende se 
afastar da administração e indicar sua mãe 
Maria para a administração. O sócio Dionísio 
consulta seu(sua) advogado(a) para saber a 
legalidade da indicação e eventual eleição, 
porque Maria não integra o quadro social. 
O(A) advogado(a) respondeu corretamente que 
a indicação é 
A. legal, desde que seja aprovada pela 
unanimidade dos sócios diante da não 
integralização do capital social. 
B. ilegal, porque não existe no contrato 
cláusula de regência supletiva pela Lei de 
Sociedades por Ações. 
C. legal, desde que seja inserida no 
contrato previamente a possibilidade de 
a administração ser exercida por não 
sócio. 
D. ilegal, pois o capital social deveria estar 
integralizado para que a indicação seja 
aprovada por maioria de três quartos do 
capital. 
CC, art. 1.061. A designação de administradores 
não sócios dependerá (1) de aprovação da 
unanimidade dos sócios, enquanto o capital não 
estiver integralizado, e (2) de 2/3 (dois terços), 
no mínimo, após a integralização. 
Portanto, não há ilegalidade na designação da 
mãe de Maria, não sócia, como administradora, 
desde que aprovada pela unanimidade dos 
sócios, pois o capital encontra-se parcialmente 
integralizado. 
Art. 1.060. A sociedade limitada é administrada 
por uma ou mais pessoas designadas no 
contrato social ou em ato separado. 
Parágrafo único. A administração atribuída no 
contrato a todos os sócios não se estende de 
pleno direito aos que posteriormente adquiram 
essa qualidade. 
Art. 1.062. O administrador designado em ato 
separado investir-se-á no cargo mediante termo 
de posse no livro de atas da administração. 
§ 1º Se o termo não for assinado nos trinta dias 
seguintes à designação, esta se tornará sem 
efeito. 
§ 2º Nos dez dias seguintes ao da investidura, 
deve o administrador requerer seja averbada 
sua nomeação no registro competente, 
mencionando o seu nome, nacionalidade, 
estado civil, residência, com exibição de 
documento de identidade, o ato e a data da 
nomeação e o prazo de gestão. 
Art. 1.063. O exercício do cargo de 
administrador cessa pela destituição, em 
qualquer tempo, do titular, ou pelo término do 
prazo se, fixado no contrato ou em ato 
separado, não houver recondução. 
§ 1º Tratando-se de sócio nomeado 
administrador no contrato, sua destituição 
somente se opera pela aprovação de titulares de 
quotas correspondentes, no mínimo, a dois 
terços do capital social, salvo disposição 
contratual diversa. 
 
 
§ 2º A cessação do exercício do cargo de 
administrador deve ser averbada no registro 
competente, mediante requerimento 
apresentado nos dez dias seguintes ao da 
ocorrência. 
§ 3º A renúncia de administrador torna-se 
eficaz, em relação à sociedade, desde o 
momento em que esta toma conhecimento da 
comunicação escrita do renunciante; e, em 
relação a terceiros, após a averbação e 
publicação. 
Art. 1.064. O uso da firma ou denominação 
social é privativo dos administradores que 
tenham os necessários poderes. 
Art. 1.065. Ao término de cada exercício social, 
proceder-se-á à elaboração do inventário, do 
balanço patrimonial e do balanço de resultado 
econômico. 
 
25. Sebastião e Marcelo constituíram uma 
sociedade sem que o documento de 
constituição tivesse sido levado a registro. 
Marcelo assumiu uma dívida em seu nome 
pessoal, mas no interesse da sociedade. Barros 
é credor de Marcelo pela referida obrigação. 
Barros poderá provar a existência da sociedade 
A. de qualquer modo, e os bens sociais 
respondem pelos atos de gestão 
praticados por Marcelo. 
B. somente por escrito, e os bens sociais 
respondem pelos atos de gestão 
praticados por Marcelo. 
C. de qualquer modo, e somente os bens 
particulares de Marcelo respondem 
pelos atos de gestão por ele praticados. 
D. somente por escrito, e os bens 
particulares de Marcelo e Sebastião 
respondem pelos atos de gestão 
praticados por Marcelo. 
Art. 986. Enquanto não inscritos os atos 
constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por 
ações em organização, pelo disposto neste 
Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que 
com ele forem compatíveis, as normas da 
sociedade simples. 
Art. 987. Os sócios, nas relações entre si ou com 
terceiros, somente por escrito podem provar a 
existência da sociedade, mas os terceiros podem 
prová-la de qualquer modo. 
Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem 
patrimônio especial, do qual os sócios são 
titulares em comum. 
Art. 989. Os bens sociais respondem pelos atos 
de gestão praticados por qualquer dos sócios, 
salvo pacto expresso limitativo de poderes, que 
somente terá eficácia contra o terceiro que o 
conheça ou deva conhecer. 
Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e 
ilimitadamente pelas obrigações sociais, 
excluído do benefício de ordem, previsto no art. 
1.024, aquele que contratou pela sociedade. 
 
26. Na sociedade Apuí Veículos Ltda., a sócia Eva 
foi eleita administradora, pela unanimidade dos 
sócios, para um mandato de três anos. Em razão 
de insuperáveis divergências com os demais 
administradores sobre a condução dos negócios, 
Eva renunciou ao cargo após um ano de sua 
investidura. 
A eficácia da renúncia de Eva se dará, em relação 
à sociedade, desde o momento em que 
A. a assembleia de sócios ratifica o ato de 
Eva; e, em relação a terceiros, após a 
averbação da renúncia. 
B. é designado novo administrador para 
substituir Eva; e, em relação a terceiros, 
após a averbação ou publicação da 
renúncia. 
C. esta toma conhecimento da 
comunicação escrita de Eva; e, em 
relação a terceiros, após a averbação e 
publicação da renúncia. 
D. o termo de renúncia de Eva é lavrado no 
livro de atas da administração; e, em 
relação a terceiros, após a publicação da 
renúncia. 
 
 
CC, Art. 1.063. O exercício do cargo de 
administrador cessa pela destituição, em 
qualquer tempo, do titular, ou pelo término do 
prazo se, fixado no contrato ou em ato 
separado, não houver recondução. 
§ 3º A renúncia de administrador torna-se 
eficaz, em relação à sociedade, desde o 
momento em que esta toma conhecimento da 
comunicação escrita do renunciante; e, em 
relação a terceiros, após a averbação e 
publicação. 
 
27. P. Industrial S.A., companhia fechada, passa 
momentaneamente por dificuldades financeiras 
que se agravaram com a crise na atividade 
industrial do país. A assembleia geral autorizou 
os administradores a alienar bens do ativo 
permanente, dentre eles uma unidade 
produtiva situada no município de Mirante da 
Serra, avaliada em R$ 495.000.000,00 
(quatrocentos e noventa e cinco milhões de 
reais). 
Considerando-se que a unidade produtiva da 
companhia integra seu estabelecimento, 
assinale a afirmativa correta. 
A. A assembleia geral não pode autorizar a 
alienação da unidade produtiva. Por ser 
o estabelecimento uma universalidade 
de direito, seus elementos devem ser 
mantidos indivisíveis e unitariamente 
agregados para o exercício da empresa. 
B. A assembleia geral pode autorizar a 
alienação da unidade produtiva. Por ser 
o estabelecimento uma universalidade 
de fato, seus elementos podem ser 
objeto de negócios jurídicos próprios, 
translativos ou constitutivos, 
separadamente dos demais. 
C. A assembleia geral pode autorizar a 
alienaçãoda unidade produtiva. Por ser 
o estabelecimento um patrimônio de 
afetação, cabe exclusivamente à 
companhia a decisão de desagregá-lo e, 
com isso, limitar sua responsabilidade 
perante os credores ao valor da unidade 
produtiva alienada. 
D. A assembleia geral não pode autorizar a 
alienação da unidade produtiva. Por ser 
o estabelecimento elemento de 
exercício da empresa, a alienação de 
qualquer de seus elementos (corpóreos 
ou incorpóreos) implica a 
impossibilidade de manutenção da 
atividade da companhia, operando-se 
sua dissolução de pleno direito. 
Lei nº 6.404: Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. 
Art. 121. A assembleia-geral, convocada e 
instalada de acordo com a lei e o estatuto, tem 
poderes para decidir todos os negócios relativos 
ao objeto da companhia e tomar as resoluções 
que julgar convenientes à sua defesa e 
desenvolvimento. 
CC, Art. 90. Constitui universalidade de fato a 
pluralidade de bens singulares que, pertinentes 
à mesma pessoa, tenham destinação unitária. 
Parágrafo único. Os bens que formam essa 
universalidade podem ser objeto de relações 
jurídicas próprias. 
 
28. Maria, empresária individual, teve sua 
interdição decretada pelo juiz a pedido de seu 
pai, José, em razão de causa permanente que a 
impede de exprimir sua vontade para os atos da 
vida civil. 
Sabendo-se que José, servidor público federal na 
ativa, foi nomeado curador de Maria, assinale a 
afirmativa correta. 
A. É possível a concessão de autorização 
judicial para o prosseguimento da 
empresa de Maria; porém, diante do 
impedimento de José para exercer 
atividade de empresário, este nomeará, 
com a aprovação do juiz, um ou mais 
gerentes. 
B. A interdição de Maria por incapacidade 
traz como efeito imediato a extinção da 
 
 
empresa, cabendo a José, na condição de 
pai e curador, promover a liquidação do 
estabelecimento. 
C. É possível a concessão de autorização 
judicial para o prosseguimento da 
empresa de Maria antes exercida por ela 
enquanto capaz, devendo seu pai, José, 
como curador e representante, assumir 
o exercício da empresa. 
D. Poderá ser concedida autorização 
judicial para o prosseguimento da 
empresa de Maria, porém ficam sujeitos 
ao resultado da empresa os bens que 
Maria já possuía ao tempo da interdição, 
tanto os afetados quanto os estranhos 
ao acervo daquela. 
CC, Art. 972. Podem exercer a atividade de 
empresário os que estiverem em pleno gozo da 
capacidade civil e não forem legalmente 
impedidos. 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de 
representante ou devidamente assistido, 
continuar a empresa antes exercida por ele 
enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de 
herança. 
§ 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa 
os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da 
sucessão ou da interdição, desde que estranhos 
ao acervo daquela, devendo tais fatos constar 
do alvará que conceder a autorização. 
Art. 975. Se o representante ou assistente do 
incapaz for pessoa que, por disposição de lei, 
não puder exercer atividade de empresário, 
nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais 
gerentes. 
Estatuto dos servidores públicos federais (Lei nº 
8.112): 
Art. 117. Ao servidor é proibido: 
X - participar de gerência ou administração de 
sociedade privada, personificada ou não 
personificada, exercer o comércio, exceto na 
qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso 
X do caput deste artigo não se aplica nos 
seguintes casos: 
I - participação nos conselhos de administração 
e fiscal de empresas ou entidades em que a 
União detenha, direta ou indiretamente, 
participação no capital social ou em sociedade 
cooperativa constituída para prestar serviços a 
seus membros; e 
II - gozo de licença para o trato de interesses 
particulares, na forma do art. 91 desta Lei, 
observada a legislação sobre conflito de 
interesses. 
 
29.Servidor da Junta Comercial verificou que o 
requerimento de alteração contratual de uma 
sociedade limitada com vinte e dois sócios e 
sede no município de Solidão não foi assinado 
pelo administrador, mas por mandatário da 
sociedade, com poderes específicos. O 
requerimento foi instruído com uma nova 
versão do contrato social desacompanhada da 
ata da deliberação que a aprovou. O referido 
servidor determinou que fosse sanada a 
pretensa irregularidade. 
Com base nessas informações, assinale a 
afirmativa correta. 
A. O servidor não agiu corretamente 
porque cumpre à autoridade 
competente, antes de efetivar o registro, 
fiscalizar apenas a observância das 
formalidades extrínsecas ao ato, e não 
formalidades intrínsecas relativas aos 
documentos apresentados; portanto, a 
alteração deveria ser arquivada. 
B. O servidor agiu corretamente porque 
cumpre à autoridade competente, antes 
de efetivar o registro, fiscalizar a 
observância das prescrições legais 
concernentes ao ato ou aos documentos 
apresentados; havendo irregularidades, 
deve ser notificado o requerente para 
saná-las. 
 
 
C. O servidor não agiu corretamente 
porque as irregularidades apresentadas 
no enunciado são insanáveis por se 
referirem a requisitos substanciais e de 
validade do documento, bem como de 
representação da pessoa jurídica. 
D. O servidor agiu corretamente porque 
somente o administrador, como órgão 
da pessoa jurídica, tem legitimidade para 
pleitear o arquivamento da alteração 
contratual; havendo irregularidades, 
deve ser notificado o requerente para 
saná-las. 
Art. 1.153. Cumpre à autoridade competente, 
antes de efetivar o registro, verificar a 
autenticidade e a legitimidade do signatário do 
requerimento, bem como fiscalizar a 
observância das prescrições legais concernentes 
ao ato ou aos documentos apresentados. 
Parágrafo único. Das irregularidades 
encontradas deve ser notificado o requerente, 
que, se for o caso, poderá saná-las, obedecendo 
às formalidades da lei. 
 
30. O contrato da sociedade do tipo simples 
Angélica Médicos Associados é omisso quanto à 
possibilidade de sucessão por morte de sócio. 
Inocência, uma das sócias, consulta você para 
saber qual a regra prevista no Código Civil para 
esse caso. Você respondeu corretamente que, 
com a morte de sócio, 
A. opera-se a dissolução da sociedade de 
pleno direito. Caberá a liquidação da 
quota do sócio falecido, cujo valor, 
considerado pelo montante 
efetivamente realizado, será apurado, 
com base no último balanço aprovado, 
salvo disposição contratual em 
contrário. 
B. opera-se a sucessão dos herdeiros do 
sócio falecido na sociedade. Os herdeiros 
poderão pleitear o levantamento de 
balanço de resultado econômico para 
verificação da situação patrimonial da 
sociedade à data do óbito, salvo 
disposição contratual em contrário. 
C. opera-se a resolução da sociedade em 
relação ao sócio falecido. Caberá a 
liquidação da quota do falecido, cujo 
valor, considerado pelo montante 
efetivamente realizado, será apurado, 
com base na situação patrimonial da 
sociedade à data do óbito, verificada em 
balanço especialmente levantado, salvo 
disposição contratual em contrário. 
D. opera-se a substituição do sócio falecido 
mediante acordo dos sócios 
remanescentes com os herdeiros. Os 
herdeiros poderão pleitear a liquidação 
da quota com base no valor econômico 
da sociedade, a ser apurado em 
avaliação por três peritos ou por 
sociedade especializada, mediante laudo 
fundamentado, salvo disposição 
contratual em contrário. 
CC, Art. 1.028. No caso de morte de sócio, 
liquidar-se-á sua quota, salvo: 
I – se o contrato dispuser diferentemente; 
II – se os sócios remanescentes optarem pela 
dissolução da sociedade; 
III – se, por acordo com os herdeiros, regular-se 
a substituição do sócio falecido. 
Portanto, a regra é que quando um sócio morre 
a sua quota será liquidada. Contudo, o próprio 
artigo prevê exceções.– Se o contrato dispuser diferente: o contrato 
social é livre para estabelecer tratamento outro 
que não a dissolução parcial da sociedade em 
caso de morte de um sócio. 
– Sócios restantes podem optar pela dissolução 
total: esta hipótese existe se um sócio que era 
extremamente importante para a sociedade vir 
a falecer ou se um sócio que detinha uma 
parcela muito grande do capital morre, de 
maneira que não reste caixa viável para 
continuar as atividades da empresa. 
 
 
– Substituição do falecido: nesta hipótese, 
acorda-se a substituição do sócio que faleceu 
pelos seus herdeiros. Obviamente, há que existir 
vontade das partes, pois ninguém é obrigado a 
manter sociedade sem que se interesse por isso. 
Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se 
resolver em relação a um sócio, o valor da sua 
quota, considerada pelo montante 
efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo 
disposição contratual em contrário, com base na 
situação patrimonial da sociedade, à data da 
resolução, verificada em balanço especialmente 
levantado. 
1o O capital social sofrerá a correspondente 
redução, salvo se os demais sócios suprirem o 
valor da quota.2o A quota liquidada será paga 
em dinheiro, no prazo de noventa dias, a partir 
da liquidação, salvo acordo, ou estipulação 
contratual em contrário. (Vide Lei nº 13.105, de 
2015) (Vigência) 
 
31. A respeito do direito de retirada no âmbito 
de uma companhia aberta, é correto afirmar que 
A. o direito de retirada poderá ser exercido 
no prazo de 30 (trinta) dias contados da 
publicação da ata da assembleia geral, 
ainda que o titular das ações tenha se 
abstido de votar contra a deliberação ou 
não tenha comparecido à assembleia. 
B. qualquer acionista da companhia que 
dissentir da deliberação que aprovar a 
alteração das vantagens conferidas a 
uma determinada classe de ações 
preferenciais poderá exercer o direito de 
recesso. 
C. a deliberação que aprovar a fusão da 
companhia com outra sociedade gera, 
em qualquer hipótese, direito de 
retirada para os acionistas dissentes da 
deliberação. 
D. o prazo para exercício do direito de 
retirada é prescricional. 
Fundamento art.137, inciso II, paragrafo 2° da 
Lei 6.404/76. § 2º O direito de reembolso poderá 
ser exercido no prazo previsto no inciso III do 
caput deste artigo, ainda que o titular das ações 
tenha-se abstido de votar contra a deliberação 
ou não tenha comparecido à reunião. 
Lei 6,404/76 – II - nos casos dos incisos IV e V do 
art. 136, não terão direito de retirada o titular de 
ação de espécie ou classe que tenha liquidez e 
dispersão no mercado, considerando-se haver: 
a) liquidez, quando a espécie ou classe de ação, 
ou certificado que a represente, integre índice 
geral representativo de carteira de valores 
mobiliários admitido à negociação no mercado 
de valores mobiliários, no Brasil ou no exterior, 
definido pela CVM ; e b) dispersão, quando o 
acionista controlador, a sociedade controladora 
ou outras sociedades sob seu controle 
detiverem menos da metade da espécie ou 
classe de ação; 
Art. 137.A aprovação das matérias previstas nos 
incisos I a VI e IX do art. 136 dá ao acionista 
dissidente o direito de retirar-se da companhia, 
mediante reembolso do valor das suas ações 
(art. 45), observadas as seguintes normas:§ 
4ºDecairá do direito de retirada o acionista que 
não o exercer no prazo fixado. Logo o prazo é 
decadencial. 
 
32. A respeito do nome empresarial, é correto 
afirmar que 
A. o nome empresarial pode ser objeto de 
contrato de compra e venda. 
B. a sociedade em conta de participação, 
por possuir personalidade jurídica, pode 
adotar firma ou denominação. 
C. a sociedade anônima será designada 
somente por meio de denominação. 
D. a sociedade limitada será designada 
somente por meio de firma. 
O nome empresarial não pode ser objeto de 
alienação, conforme art. 1164, CC. 
Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser 
objeto de alienação. 
 
 
A sociedade em conta de participação não tem 
registro e nem nome empresarial, em 
conformidade art.1162. 
Art. 1.162. A sociedade em conta de 
participação não pode ter firma ou 
denominação. 
A sociedade anônima, realmente pode usar a 
denominação social, em conformidade com o 
art. 3º,Lei 6404/1976. 
 Art. 3º A sociedade será designada por 
denominação acompanhada das expressões 
"companhia" ou "sociedade anônima", 
expressas por extenso ou abreviadamente mas 
vedada a utilização da primeira ao final. 
§ 1º O nome do fundador, acionista, ou pessoa 
que por qualquer outro modo tenha concorrido 
para o êxito da empresa, poderá figurar na 
denominação. 
§ 2º Se a denominação for idêntica ou 
semelhante a de companhia já existente, 
assistirá à prejudicada o direito de requerer a 
modificação, por via administrativa (artigo 97) 
ou em juízo, e demandar as perdas e danos 
resultantes. 
A sociedade limitada pode usar a razão social ou 
a denominação, conforme prescreve o art. 
1.158, CC: 
Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar 
firma ou denominação, integradas pela palavra 
final "limitada" ou a sua abreviatura. 
§ 1o A firma será composta com o nome de um 
ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de 
modo indicativo da relação social. 
§ 2o A denominação deve designar o objeto da 
sociedade, sendo permitido nela figurar o nome 
de um ou mais sócios. 
§ 3o A omissão da palavra "limitada" determina 
a responsabilidade solidária e ilimitada dos 
administradores que assim empregarem a firma 
ou a denominação da sociedade. 
 
 
33. A respeito da definição de responsabilidade 
dos sócios nos diferentes tipos societários, é 
correto afirmar que 
A. nas sociedades anônimas, os sócios 
podem ser responsabilizados no limite 
do capital social, não estando sua 
responsabilidade limitada ao preço de 
emissão das ações que subscreveram ou 
adquiriram. 
B. nas sociedades em comandita simples, 
os sócios comanditários são 
responsáveis solidária e ilimitadamente 
pelas obrigações sociais. 
C. nas sociedades limitadas, a 
responsabilidade de cada quotista é 
limitada ao valor de suas quotas, mas 
todos respondem solidariamente pela 
integralização do capital social. 
D. nas sociedades em comum, os sócios 
respondem ilimitadamente pelas 
obrigações da sociedade, mas não 
haverá solidariedade entre eles. 
Não esquecer: Nas sociedades em Comandita 
Simples os sócios COMANDITÁRIOS, que não são 
OTÁRIOS, respondem de forma Limitada; 
enquanto que os Sócios Comanditados, de 
forma 
Nas sociedades anônimas, os acionistas são 
responsável pela integralização das ações que 
subscreveram. 
Na sociedade em comandita simples, os sócios 
comanditários serão responsáveis até o limite 
de suas quotas, fundamento art. 1.045,CC: 
Art. 1.045. Na sociedade em comandita simples 
tomam parte sócios de duas categorias: os 
comanditados, pessoas físicas, responsáveis 
solidária e ilimitadamente pelas obrigações 
sociais; e os comanditários, obrigados somente 
pelo valor de sua quota. 
 
Parágrafo único. O contrato deve discriminar os 
comanditados e os comanditários. 
 
 
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a 
responsabilidade de cada sócio é restrita ao 
valor de suas quotas, mas todos respondem 
solidariamente pela integralização do capital 
social. 
Nas sociedades comuns, os sócios respondem 
ilimitadamente e solidariamente, pelas 
obrigações sociais, fundamento art.990, CC: 
Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e 
ilimitadamente pelas obrigações sociais, 
excluído do benefício de ordem, previsto no art. 
1.024, aquele que contratou pela sociedade. 
 
34. A respeito das diferenças entre a assembleia 
geral ordinária e a assembleia geral 
extraordinária de uma sociedade anônima, é 
correto afirmar que 
A. a assembleia geral extraordinária poderá 
ser realizada a qualquer momento, 
sendo que a assembleia geral ordinária 
deverá ser realizadanos 5 (cinco) 
primeiros meses seguintes ao término 
do exercício social. 
B. é competência privativa da assembleia 
geral ordinária deliberar sobre a 
destinação do lucro líquido do exercício 
e a distribuição de dividendos. 
C. a assembleia geral extraordinária não 
tem competência para deliberar sobre 
reforma do estatuto social. 
D. a assembleia geral ordinária jamais terá 
competência para eleger os 
administradores da companhia. 
Art. 132 Lei 60404/76. Anualmente, nos 04 
(quatro) primeiros meses seguintes ao término 
do exercício social, deverá haver 1 (uma) 
assembleia-geral para: I - tomar as contas dos 
administradores, examinar, discutir e votar as 
demonstrações financeiras; II - deliberar sobre a 
destinação do lucro líquido do exercício e a 
distribuição de dividendos; III - eleger os 
administradores e os membros do conselho 
fiscal, quando for o caso; IV - aprovar a correção 
da expressão monetária do capital social 
(art.167). 
Art. 132, II da Lei 60404/76(...); II - deliberar 
sobre a destinação do lucro líquido do exercício 
e a distribuição de dividendos. 
Art. 135.A assembleia-geral extraordinária que 
tiver por objeto a reforma do estatuto somente 
se instalará em primeira convocação com a 
presença de acionistas que representem 2/3 
(dois terços), no mínimo, do capital com direito 
a voto, mas poderá instalar-se em segunda com 
qualquer número. 
Art. 132 Lei 60404/76. III - eleger os 
administradores e os membros do conselho 
fiscal, quando for o caso. 
 
35. Perseu, em 2012, ingressa numa sociedade 
simples, constituída em 2008, formada por cinco 
pessoas naturais e com sede na cidade de 
Primeira Cruz. De acordo com as disposições do 
Código Civil sobre a sociedade simples, assinale 
a afirmativa correta. 
A. Perseu é responsável por todas as 
dívidas sociais anteriores à admissão. 
B. Perseu responde apenas pelas dívidas 
sociais posteriores à admissão. 
C. Perseu responde apenas pelas dívidas 
sociais contraídas no ano anterior à 
admissão. 
D. Perseu não responde pelas dívidas 
sociais anteriores e posteriores à 
admissão. 
Art. 1.025. O sócio, admitido em sociedade já 
constituída, não se exime das dívidas sociais 
anteriores à admissão. 
Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem 
patrimônio especial, do qual os sócios são 
titulares em comum. 
 
36. Assinale a alternativa correta em relação aos 
conceitos de empresa e empresário no Direito 
Empresarial. 
 
 
A. Empresa é a sociedade com ou sem 
personalidade jurídica; empresário é o 
sócio da empresa, pessoa natural ou 
jurídica com responsabilidade limitada 
ao valor das quotas integralizadas. 
B. Empresa é qualquer atividade 
econômica destinada à produção de 
bens; empresário é a pessoa natural que 
exerce profissionalmente a empresa e 
tenha receita bruta anual de até R$ 
100.000,00 (cem mil reais). 
C. Empresa é a atividade econômica 
organizada para a produção e/ou a 
circulação de bens e de serviços; 
empresário é o titular da empresa, quem 
a exerce em caráter profissional. 
D. Empresa é a repetição profissional dos 
atos de comércio ou mercancia; 
empresário é a pessoa natural ou jurídica 
que pratica de modo habitual tais atos 
de comércio. 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços. 
Empresa: atividade econômica organizada para 
produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
Atividade econômica: é aquela que tem como 
objetivo principal o lucro para que seja revertida 
aos particulares(sócios) que investem nesta 
atividade. 
Atividade organizada: organização dos meios de 
produção(insumos) e organização da força de 
trabalho(pessoas). 
Produção ou circulação de bens ou serviços: 
(auto explicativo) 
 
37. Paulo, casado no regime de comunhão 
parcial com Jacobina, é empresário enquadrado 
como microempreendedor individual (MEI). O 
varão pretende gravar com hipoteca o imóvel 
onde está situado seu estabelecimento, que 
serve exclusivamente aos fins da empresa. De 
acordo com o Código Civil, assinale a opção 
correta. 
A. Paulo pode, sem necessidade de outorga 
conjugal, qualquer que seja o regime de bens, 
gravar com hipoteca os imóveis que integram o 
seu estabelecimento. 
B. Paulo não pode, sem a outorga conjugal, 
gravar com hipoteca os imóveis que integram o 
seu estabelecimento, salvo no regime de 
separação de bens. 
C. Paulo, qualquer que seja o regime de bens, 
depende de outorga conjugal para gravar com 
hipoteca os imóveis que integram o seu 
estabelecimento. 
D. Paulo pode, sem necessidade de outorga 
conjugal, gravar com hipoteca os imóveis que 
integram o seu estabelecimento, salvo no 
regime da comunhão universal. 
CC. Art. 978. O empresário casado pode, sem 
necessidade de outorga conjugal, qualquer que 
seja o regime de bens, alienar os imóveis que 
integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los 
de ônus real. 
 
38. Uma das obrigações da sociedade 
empresária é seguir um sistema de 
contabilidade, mecanizado ou não, com base na 
escrituração uniforme de seus livros, em 
correspondência com a documentação 
respectiva, e levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico. 
A partir do exposto, assinale a afirmativa 
correta. 
A. A ausência de autenticação dos 
instrumentos de escrituração na Junta 
Comercial não impede que os livros da 
sociedade empresária sejam utilizados 
em juízo como prova documental a seu 
favor. 
B. Em razão da evolução tecnológica, 
passou a ser vedada a escrituração 
manual do Livro Diário, devendo a 
 
 
sociedade empresária adotar livros 
digitais para a escrituração de suas 
operações. 
C. O balanço patrimonial deverá exprimir, 
com fidelidade e clareza, a situação real 
da empresa e indicará o ativo e o passivo 
distintamente. 
D. Os assentos lançados nos livros da 
sociedade empresária, por qualquer dos 
contabilistas encarregados de sua 
escrituração, não obrigam a pessoa 
jurídica, se tais livros não estiverem 
autenticados na Junta Comercial. 
Art. 1.188. O balanço patrimonial deverá 
exprimir, com fidelidade e clareza, a situação 
real da empresa e, atendidas as peculiaridades 
desta, bem como as disposições das leis 
especiais, indicará, distintamente, o ativo e o 
passivo. 
Parágrafo único. Lei especial disporá sobre as 
informações que acompanharão o balanço 
patrimonial, em caso de sociedades coligadas. 
 
39. Terezinha, sócia minoritária e 
administradora da sociedade Z & Cia. Ltda., com 
participação de 23% no capital social, foi 
excluída da sociedade por ter se apropriado de 
bens sociais e alienado-os de forma fraudulenta. 
A exclusão extrajudicial observou todos os 
requisitos legais, tendo sido inclusive, aprovada 
em assembleia própria, com quórum superior à 
metade do capital social. Após a deliberação, foi 
alterado o contrato social com a nova 
composição societária e realizado o 
arquivamento na Junta Comercial. 
Efetuado o registro da alteração contratual, Z & 
Cia. Ltda. Deverá 
A. realizar a liquidação das quotas de 
Terezinha, com base no último balanço 
aprovado; a ex-sócia não responderá 
pelas obrigações sociais anteriores 
porque, na sociedade limitada, sua 
responsabilidade é restrita ao valor do 
capital social. 
B. ser dissolvida, cabendo aos sócios 
remanescentes investir o liquidante em 
suas funções; a ex-sócia receberá o valor 
de suas quotas, apurado com base em 
balanço especial, no curso da liquidação, 
após o pagamento aos credores. 
C. reduzir compulsoriamente o capital, 
sendo vedado aos demais sócios suprir o 
valor da quota de Terezinha esta 
responderá subsidiariamente pelas 
obrigações sociais até dois anos 
contados da data da deliberação que a 
excluiu da sociedade. 
D. realizar a liquidação das quotas de 
Terezinha, com base em balanço 
especial; a ex-sócia responderápelas 
obrigações sociais anteriores, até dois 
anos após a averbação da resolução da 
sociedade na Junta Comercial. 
Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se 
resolver em relação a um sócio, o valor da sua 
quota, considerada pelo montante 
efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo 
disposição contratual em contrário, com base na 
situação patrimonial da sociedade, à data da 
resolução, verificada em balanço especialmente 
levantado. 
(...) 
Art. 1.032. A retirada, exclusão ou morte do 
sócio, não o exime, ou a seus herdeiros, da 
responsabilidade pelas obrigações sociais 
anteriores, até dois anos após averbada a 
resolução da sociedade; nem nos dois primeiros 
casos, pelas posteriores e em igual prazo, 
enquanto não se requerer a averbação. 
 
40. Na cláusula décima do contrato social de 
Populina Comércio de Brinquedos Ltda., ficou 
estabelecido que: “ A cessão qualquer título da 
quota de qualquer dos sócios depende da oferta 
prévia aos demais sócios (direito de preferência) 
nas mesmas condições da oferta a não sócio. 
Caso, após o decurso de 30 (trinta) dias, não haja 
 
 
interessado, o cedente poderá livremente 
realizar a cessão da quota a não sócio'' 
Tendo em vista as disposições do Código Civil 
acerca de cessão de quotas na sociedade 
limitada, assinale a afirmativa correta 
A. A cláusula é integralmente válida, tendo 
em vista ser lícito aos sócios dispor no 
contrato sobre as regras a serem 
observadas na cessão de quotas. 
B. A cláusula é nula, porque não é lícito aos 
sócios dispor no contrato sobre a cessão 
de quotas, eis que ela depende sempre 
do consentimento dos demais sócios. 
C. A cláusula é ineficaz em relação à 
sociedade e a terceiros, porque o sócio 
pode ceder sua quota, total ou 
parcialmente, a outro sócio, 
independentemente da audiência dos 
demais. 
D. A cláusula é válida parcialmente, sendo 
nula na parte em que autoriza a cessão a 
não sócio, eis que ela depende sempre 
do consentimento de três quartos do 
capital social 
Art. 1.057. Na omissão do contrato, o sócio pode 
ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem 
seja sócio, independentemente de audiência 
dos outros, ou a estranho, se não houver 
oposição de titulares de mais de um quarto do 
capital social. 
A Cessão de Cotas é livremente pactuado no 
contrato social, mas se o contrato for omisso, 
seguirá a regra do artigo 1057, CC. 
 
DIREITO CIVIL 
Fato Jurídico, Prescrição e Decadência 
1. Jorge foi atropelado por Vitor, em 
02/02/2016. Em razão desse evento, Jorge 
sofreu danos morais, materiais e estéticos, os 
quais surgiram e foram percebidos por ele 
imediatamente após o acidente. Tempos depois, 
em 31/01/2021, Jorge procurou você, como 
advogado(a), e disse que pretendia ajuizar uma 
ação de reparação contra Vitor. 
Sobre a hipótese apresentada, você deverá 
informar para Jorge que 
A. o prazo prescricional da pretensão de 
reparação civil extracontratual é de 10 
(dez) anos. 
B. a pretensão está prescrita, tendo em 
vista o prazo de 3 (três) anos ao qual se 
vincula a pretensão de reparação civil 
extracontratual. 
C. a pretensão está prestes a ser fulminada 
pela prescrição, uma vez que a 
pretensão de reparação civil 
extracontratual prescreve em 5 (cinco) 
anos. 
D. houve prescrição apenas da pretensão 
de demandar a seguradora da qual Vitor 
é segurado, mas que permanece viável a 
pretensão de reparação civil 
extracontratual, por seu prazo de 10 
(dez) anos. 
CC, art. 206. Prescreve: § 3º Em três anos: V. A 
pretensão de reparação civil; 
CC, art. 206-A. A prescrição intercorrente 
observará o mesmo prazo de prescrição da 
pretensão, observadas as causas de 
impedimento, de suspensão e de interrupção da 
prescrição previstas neste Código e observado o 
disposto no art. 921 da Lei nº 13.105, de 16 de 
março de 2015 - Código de Processo Civil. 
(Redação dada Pela Medida Provisória nº 1.085, 
de 2021) 
 
2. Daniel, habilitado e dentro do limite de 
velocidade, dirigia seu carro na BR 101 quando 
uma criança atravessou a pista, à sua frente. 
Daniel, para evitar o atropelamento da criança, 
saiu de sua faixa de rolamento e colidiu com o 
carro de Mário, taxista, que estava a serviço e 
não teve nenhuma culpa no acidente. 
 
 
Daniel se nega ao pagamento de qualquer valor 
a Mário por alegar que a responsabilidade, em 
verdade, seria de José, pai da criança. 
A respeito da responsabilidade de Daniel pelos 
danos causados no acidente em análise, assinale 
a afirmativa correta. 
A. Ele não praticou ato ilícito mas, ainda 
assim, terá que indenizar Mário. 
B. Ele praticou ato ilícito ao causar danos a 
Mario, violando o princípio do neminem 
laedere. 
C. Ele não praticou ato ilícito e não terá que 
indenizar Mario por atuar em estado de 
necessidade. 
D. Ele praticou ato ilícito ao causar danos a 
Mário e responderá objetivamente pelos 
danos a que der causa. 
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, 
ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente. 
Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, 
no caso do inciso II do art. 188, não forem 
culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à 
indenização do prejuízo que sofreram. 
Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o 
perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este 
terá o autor do dano ação regressiva para haver 
a importância que tiver ressarcido ao lesado. 
 
3. João, único herdeiro de seu avô Leonardo, 
recebeu, por ocasião da abertura da sucessão 
deste último, todos os seus bens, inclusive uma 
casa repleta de antiguidades. 
Necessitando de dinheiro para quitar suas 
dívidas, uma das primeiras providências de João 
foi alienar uma pintura antiga que sempre 
estivera exposta na sala da casa, por um valor 
módico, ao primeiro comprador que encontrou. 
João, semanas depois, leu nos jornais a notícia 
de que reaparecera no mercado de arte uma 
pintura valiosíssima de um célebre artista 
plástico. Sua surpresa foi enorme ao descobrir 
que se tratava da pintura que ele alienara, com 
valor milhares de vezes maior do que o por ela 
cobrado. Por isso, pretende pleitear a 
invalidação da alienação. 
A respeito do caso narrado, assinale a afirmativa 
correta. 
A. O negócio jurídico de alienação da 
pintura celebrado por João está viciado 
por lesão e chegou a produzir seus 
efeitos regulares, no momento de sua 
celebração. 
B. O direito de João a obter a invalidação do 
negócio jurídico, por erro, de alienação 
da pintura, não se sujeita a nenhum 
prazo prescricional 
C. A validade do negócio jurídico de 
alienação da pintura subordina-se 
necessariamente à prova de que o 
comprador desejava se aproveitar de sua 
necessidade de obter dinheiro 
rapidamente. 
D. Se o comprador da pintura oferecer 
suplemento do preço pago de acordo 
com o valor de mercado da obra, João 
poderá optar entre aceitar a oferta ou 
invalidar o negócio. 
O negócio jurídico celebrado possui o vício da 
lesão e apesar de ter produzido seus efeitos no 
momento da celebração, pode ser anulado, 
conforme o art. 157: “Ocorre a lesão quando 
uma pessoa, sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, se obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta”. 
Não se trata de erro, mas sim de lesão e ambas 
se sujeitam ao prazo prescricional de quatro 
anos, conforme o art. 178, inc. II. 
A lesão ocorre tanto por necessidade quanto por 
inexperiência. 
Se o comprador oferecer suplemento ao valor 
pago, o negócio jurídico será válido, conforme o 
art. 157, § 2o: “Não se decretará a anulação do 
negócio, se for oferecido suplemento suficiente, 
 
 
ou se a parte favorecida concordar com a 
redução do proveito”. 
 
4. Arnaldo foi procurado por sua irmã Zulmira, 
que lhe ofereceu R$ 1 milhão para adquirir o 
apartamento que ele possui na orla da praia. 
Receoso, noentanto, que João, o locatário que 
atualmente ocupa o imóvel e por quem Arnaldo 
nutre profunda antipatia, viesse a cobrir a 
oferta, exercendo seu direito de preferência, 
propôs a Zulmira que constasse da escritura o 
valor de R$ 2 milhões, ainda que a totalidade do 
preço não fosse totalmente paga. 
Realizado nesses termos, o negócio 
A. pode ser anulado no prazo decadencial 
de dois anos, em virtude de dolo. 
B. é viciado por erro, que somente pode ser 
alegado por João. 
C. é nulo em virtude de simulação, o que 
pode ser suscitado por qualquer 
interessado. 
D. é ineficaz, em razão de fraude contra 
credores, inoponíveis seus efeitos 
perante João. 
O prazo decadencial para anulação do negócio 
jurídico com vício de consentimento e fraude 
contra credores (que é vício social) é de QUATRO 
ANOS (art. 178, CC). Além disso, o defeito do 
negócio jurídico em análise não é dolo. 
Não se trata de erro (falsa percepção da 
realidade). 
A Simulação é uma declaração ardilosa, 
enganosa, visando obter efeito diverso daquele 
que o negócio aparenta conferir. Importa em 
NULIDADE ABSOLUTA, portanto, DEVE ser 
conhecida de ofício pelo juiz ou requerida por 
qualquer interessado (CC, art. 168) 
Não se trata de fraude contra os credores, eis 
que para a sua configuração é necessário que o 
devedor desfalque maliciosa e 
substancialmente seu patrimônio a ponto de 
não mais garantir o pagamento de todas as suas 
dívidas, tornando-se insolvente, em detrimento 
dos direitos creditórios alheios. 
 
5. A cidade de Asa Branca foi atingida por uma 
tempestade de grandes proporções. As ruas 
ficaram alagadas e a população sofreu com a 
inundação de suas casas e seus locais de 
trabalho. Antônio, que tinha uma pequena 
barcaça, aproveitou a ocasião para realizar o 
transporte dos moradores pelo triplo do preço 
que normalmente seria cobrado, tendo em vista 
a premente necessidade dos moradores de 
recorrer a esse tipo de transporte. 
Nesse caso, em relação ao citado negócio 
jurídico, ocorreu 
A. estado de perigo. 
B. dolo. 
C. lesão. 
D. erro. 
ERRO -> Engano fático, falsa noção em relação a 
uma pessoa, ao objeto do negócio ou a um 
direito. 
DOLO -> Artifício ardiloso empregado para 
enganar alguém, com intuito de benefício 
próprio. 
COAÇÃO -> Pressão física ou moral exercida 
sobre o negociante, visando obrigá-lo a assumir 
uma obrigação que não lhe interessa. 
ESTADO DE PERIGO -> Quando alguém 
presumido de necessidade de salvar-se, ou a 
pessoa de sua família de grave dano conhecido 
pela outra parte, assume obrigação 
excessivamente onerosa. 
LESÃO -> Ocorre a lesão quando uma pessoa, 
sob presente necessidade, ou por inexperiência, 
se obriga a prestação manifestamente 
desproporcional ao valor da prestação oposta. 
 
6. Eduardo comprometeu-se a transferir para 
Daniela um imóvel que possui no litoral, mas 
uma cláusula especial no contrato previa que a 
 
 
transferência somente ocorreria caso a cidade 
em que o imóvel se localiza viesse a sediar, nos 
próximos dez anos, um campeonato mundial de 
surfe. Depois de realizado o negócio, todavia, o 
advento de nova legislação ambiental impôs 
regras impeditivas para a realização do 
campeonato naquele local. 
Sobre a incidência de tais regras, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Daniela tem direito adquirido à aquisição 
do imóvel, pois a cláusula especial 
configura um termo. 
B. Prevista uma condição na cláusula 
especial, Daniela tem direito adquirido à 
aquisição do imóvel. 
C. Há mera expectativa de direito à 
aquisição do imóvel por parte de 
Daniela, pois a cláusula especial tem 
natureza jurídica de termo. 
D. Daniela tem somente expectativa de 
direito à aquisição do imóvel, uma vez 
que há uma condição na cláusula 
especial. 
Trata-se de uma condição, conforme exposto no 
caso narrado. 
Condição, nos termos do art. 121, CC, é a 
cláusula acessória que, derivando 
exclusivamente da vontade das partes, 
subordina a eficácia do ato jurídico a evento 
futuro e incerto (ex.: eu lhe darei o meu carro, 
se eu ganhar na loteria). Fato passado não 
caracteriza condição. A condição afeta a eficácia 
(produção de efeitos) do negócio e não a sua 
existência (uma vez que a vontade foi legítima). 
Requisitos para a configuração da condição: 
- Aceitação voluntária das partes 
(voluntariedade). 
 - Evento futuro do qual o negócio jurídico 
dependerá (futuridade). 
 - Incerteza do acontecimento (que poderá ou 
não ocorrer). A incerteza abrange o evento (se 
ele vai ou não ocorrer) e não o período em que 
ele vai se realizar. Por isso, a morte (em regra) 
não é considerada condição. Mas ela pode se 
transformar em condição quando sua 
ocorrência é limitada no tempo (ex.: eu lhe darei 
um carro se fulano morrer este ano). 
O titular de direito eventual, embora ainda não 
tenha direito adquirido, já pode praticar alguns 
atos destinados à conservação, com o intuito de 
resguardar seu futuro direito, evitando que 
eventualmente sofra prejuízos (ex.: requerer 
inventário, pedir uma garantia, etc.). Antes de se 
realizar a condição, o ato é ineficaz. 
Art. 125: “Subordinando-se a eficácia do negócio 
jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se 
não verificar, não se terá adquirido o direito, a 
que ele visa”. 
 
7. Em um bazar beneficente, promovido por 
Júlia, Marta adquiriu um antigo faqueiro, 
praticamente sem uso. Acreditando que o 
faqueiro era feito de prata, Marta ofereceu um 
preço elevado sem nada perguntar sobre o 
produto. Júlia, acreditando no espírito 
benevolente de sua vizinha, prontamente 
aceitou o preço oferecido. 
Após dois anos de uso constante, Marta 
percebeu que os talheres começaram a ficar 
manchados e a se dobrarem com facilidade. 
Consultando um especialista, ela descobre que 
o faqueiro era feito de uma liga metálica barata, 
de vida útil curta, e que, com o uso reiterado, ele 
se deterioraria. 
De acordo com o caso narrado, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A compra e venda firmada entre Marta e 
Júlia é nula, por conter vício em seu 
objeto, um dos elementos essenciais do 
negócio jurídico. 
B. O negócio foi plenamente válido, 
considerando ter restado comprovado 
que Júlia não tinha qualquer motivo para 
suspeitar do engano de Marta. 
C. O prazo decadencial a ser observado 
para que Marta pretenda judicialmente 
 
 
o desfazimento do negócio deve ser 
contado da data de descoberta do vício. 
D. De acordo com a disciplina do Código 
Civil, Júlia poderá evitar que o negócio 
seja desfeito se oferecer um abatimento 
no preço de venda proporcional à baixa 
qualidade do faqueiro. 
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, 
quando as declarações de vontade emanarem 
de erro substancial que poderia ser percebido 
por pessoa de diligência normal, em face das 
circunstâncias do negócio. 
O negócio foi plenamente válido, considerando 
ter restado comprovado que Júlia não tinha 
qualquer motivo para suspeitar do engano de 
Marta. 
Art. 178, II CC/02, o prazo de decadência para 
pleitear-se a anulação é contado do dia em que 
se realizou o negócio jurídico. 
 
8. Em ação judicial na qual Paulo é réu, levantou-
se controvérsia acerca de seu domicílio, 
relevante para a determinação do juízo 
competente. Paulo alega que seu domicílio é a 
capital do Estado do Rio de Janeiro, mas o autor 
sustenta que não há provas de manifestação de 
vontade de Paulo no sentido de fixar seu 
domicílio naquela cidade. 
Sobre o papel da vontade nesse caso, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Por se tratar de um fato jurídico em 
sentido estrito, a vontade de Paulo na 
fixação de domicílio é irrelevante, uma 
vez que não é necessário levar em 
consideração a conduta humana para a 
determinação dos efeitos jurídicos desse 
fato. 
B. Por se tratar de um ato-fato jurídico, a 
vontade de Paulo na fixação de domicílio 
é irrelevante, uma vez que, embora seleve em consideração a conduta humana 
para a determinação dos efeitos 
jurídicos, não é exigível manifestação de 
vontade. 
C. Por se tratar de um ato jurídico em 
sentido estrito, embora os seus efeitos 
sejam predeterminados pela lei, a 
vontade de Paulo na fixação de domicílio 
é relevante, no sentido de verificar a 
existência de um ânimo de permanecer 
naquele local. 
D. Por se tratar de um negócio jurídico, a 
vontade de Paulo na fixação de domicílio 
é relevante, já que é a manifestação de 
vontade que determina quais efeitos 
jurídicos o negócio irá produzir. 
A questão aborda a classificação dos fatos 
jurídicos. 
O fato jurídico (lato sensu) se divide em: 
- fato jurídico (stricto sensu) → não há vontade; 
- ato jurídico (lato sensu) → a vontade é 
elemento essencial; 
- ato-fato jurídico → a vontade é irrelevante. 
O ato jurídico (lato sensu), por sua vez, se 
subdivide em: 
- ato jurídico (stricto sensu); 
- negócio jurídico. 
Nos atos jurídicos em sentido estrito, a vontade 
é elemento essencial (representam condutas, e 
não eventos), sendo que as consequências 
desses atos estão estabelecidas pela lei, não 
possuindo um conteúdo ajustável como nos 
negócios jurídicos. O domicílio é, por 
conseguinte, um ato jurídico stricto sensu. 
CC, art. 70. O domicílio da pessoa natural é o 
lugar onde ela estabelece a sua residência com 
ânimo definitivo. 
 
9. Durante uma viagem aérea, Eliseu foi 
acometido de um mal súbito, que demandava 
atendimento imediato. O piloto dirigiu o avião 
para o aeroporto mais próximo, mas a 
aterrissagem não ocorreria a tempo de salvar 
 
 
Eliseu. Um passageiro ofereceu seus 
conhecimentos médicos para atender Eliseu, 
mas demandou pagamento bastante superior 
ao valor de mercado, sob a alegação de que se 
encontrava de férias. 
Os termos do passageiro foram prontamente 
aceitos por Eliseu. Recuperado do mal que o 
atingiu, para evitar a cobrança dos valores 
avençados, Eliseu pode pretender a anulação do 
acordo firmado com o outro passageiro, 
alegando 
 
A. erro. 
B. dolo. 
C. coação. 
D. estado de perigo. 
ERRO → engano fático, falsa noção em relação a 
uma pessoa, ao objeto do negócio ou a um 
direito. 
DOLO → artifício ardiloso empregado para 
enganar alguém, com intuito de benefício 
próprio. 
COAÇÃO → pressão física ou moral exercida 
sobre o negociante, visando obrigá-lo a assumir 
uma obrigação que não lhe interessa. 
ESTADO DE PERIGO → CC, art. 156. Configura-se 
o estado de perigo quando alguém, premido da 
necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua 
família, de grave dano conhecido pela outra 
parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
Art. 171. Além dos casos expressamente 
declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, 
estado de perigo, lesão ou fraude contra 
credores. 
 
10. André possui um transtorno psiquiátrico 
grave, que demanda uso contínuo de 
medicamentos, graças aos quais ele leva vida 
normal. No entanto, em razão do consumo de 
remédios que se revelaram ineficazes, por causa 
de um defeito de fabricação naquele lote, André 
foi acometido de um surto que, ao privá- lo de 
discernimento, o levou a comprar diversos 
produtos caros de que não precisava. 
Para desfazer os efeitos desses negócios, André 
deve pleitear 
A. a nulidade dos negócios, por 
incapacidade absoluta decorrente de 
enfermidade ou deficiência mental. 
B. a nulidade dos negócios, por causa 
transitória impeditiva de expressão da 
vontade. 
C. a anulação do negócio, por causa 
transitória impeditiva de expressão da 
vontade. 
D. a anulação do negócio, por incapacidade 
relativa decorrente de enfermidade ou 
deficiência mental. 
CC, art. 4º São incapazes, relativamente a certos 
atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito 
anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou 
permanente, não puderem exprimir sua 
vontade; 
IV - os pródigos. 
Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
(Lembrando que o Estatuto do deficiente ceifou 
os incisos Art. 3 
II - for ilícito, impossível ou indeterminável o seu 
objeto) 
III - o motivo determinante, comum a ambas as 
partes, for ilícito; 
IV - não revestir a forma prescrita em lei; 
V - for preterida alguma solenidade que a lei 
considere essencial para a sua validade; 
VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
 
 
VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou 
proibir-lhe a prática, sem cominar sanção. 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas 
subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
Art. 171. Além dos casos expressamente 
declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
 
11. Bernardo, nascido e criado no interior da 
Bahia, decide mudar-se para o Rio de Janeiro. Ao 
chegar ao Rio, procurou um local para morar. 
José, percebendo o desconhecimento de 
Bernardo sobre o valor dos aluguéis no Rio de 
Janeiro, lhe oferece um quarto por R$ 500,00 
(quinhentos reais). Pagando com dificuldade o 
aluguel do quarto, ao conversar com vizinhos, 
Bernardo descobre que ninguém paga mais do 
que R$ 200,00 (duzentos reais) por um quarto 
naquela região. Sentindo-se injustiçado, procura 
um advogado. 
Sobre o caso narrado, com base no Código Civil, 
assinale a afirmativa correta. 
A. O negócio jurídico poderá ser anulado 
por lesão, se José não concordar com a 
redução do proveito ou com a oferta de 
suplemento suficiente. 
B. O negócio jurídico será nulo em virtude 
da ilicitude do objeto. 
C. O negócio jurídico poderá ser anulado 
por coação em razão da indução de 
Bernardo a erro. 
D. O negócio jurídico poderá ser anulado 
por erro, eis que este foi causa 
determinante do negócio. 
Art. 157 Código Civil. Ocorre a lesão quando uma 
pessoa, sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, se obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta. 
§ 2o Não se decretará a anulação do negócio, se 
for oferecido suplemento suficiente, ou se a 
parte favorecida concordar com a redução do 
proveito. 
 
12. Juliana foi avisada que seu filho Marcos 
sofreu um terrível acidente de carro em uma 
cidade com poucos recursos no interior do Ceará 
e que ele está correndo risco de morte devido a 
um grave traumatismo craniano. Diante dessa 
notícia, Juliana celebra um contrato de 
prestação de serviços médicos em valores 
exorbitantes, muito superiores aos praticados 
habitualmente, para que a única equipe de 
médicos especializados da cidade assuma o 
tratamento de seu filho. 
Tendo em vista a hipótese apresentada, assinale 
a afirmativa correta. 
A. O negócio jurídico pode ser anulado por 
vício de consentimento denominado 
estado de perigo, no prazo prescricional 
de quatro anos, a contar da data da 
celebração do contrato. 
B. O negócio jurídico celebrado por Juliana 
é nulo, por vício resultante de dolo, 
tendo em vista o fato de que a equipe 
médica tinha ciência da situação de 
Marcos e se valeu de tal condição para 
fixar honorários em valores excessivos. 
C. O contrato de prestação de serviços 
médicos é anulável por vício resultante 
de estado de perigo, no prazo 
decadencial de quatro anos, contados da 
data da celebração do contrato. 
D. O contrato celebrado por Juliana é nulo, 
por vício resultante de lesão, e por tal 
razão não será suscetível de confirmação 
e nem convalescerá pelo decurso do 
tempo. 
CC, Art. 178. É de quatro anos o prazo de 
decadência para pleitear-se a anulação do 
negócio jurídico, contado: 
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, 
estado de perigo ou lesão, do dia em que se 
realizou o negócio jurídico; 
 
 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo 
quando alguém, premido danecessidade de 
salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave 
dano conhecido pela outra parte, assume 
obrigação excessivamente onerosa. 
 
13. Glicério construiu a casa onde reside há oito 
anos com duas janelas rentes à divisa do 
terreno. A disposição das janelas na divisa teve 
como objetivo a iluminação, a ventilação e a 
vista. Na época, seu vizinho não se opôs à 
construção. Ocorre que o lote vizinho foi 
vendido a terceiro, e este levantou um muro 
rente à parede em que se encontram as janelas. 
Considerando a situação hipotética e as regras 
de direitos reais, assinale a alternativa correta. 
A. Por ter transcorrido o prazo prescricional 
de ano e dia da data da abertura das 
janelas, não poderá mais o proprietário 
do prédio lindeiro exigir o desfazimento 
da abertura irregular da janela. 
B. Não se aplica o prazo decadencial de ano 
e dia para demolição e fechamento das 
janelas abertas irregularmente se o 
proprietário do prédio lindeiro se 
manifestou expressamente contrário à 
feitura da obra na época da construção. 
C. Considerando a hipótese de a 
construção ter sido realizada de maneira 
irregular e o proprietário do prédio 
lindeiro ter, no momento da construção, 
anuído de maneira tácita, mesmo antes 
de ano e dia serão aplicáveis as regras de 
servidão de utilidade. 
D. O terceiro adquirente do prédio vizinho 
poderá, a todo tempo, levantar uma 
edificação no seu prédio; todavia, fica 
impossibilitado de vedar a claridade e a 
ventilação da casa do Glicério. 
Art. 1.302. O proprietário pode, no lapso de ano 
e dia após a conclusão da obra, exigir que se 
desfaça janela, sacada, terraço ou goteira sobre 
o seu prédio; escoado o prazo, não poderá, por 
sua vez, edificar sem atender ao disposto no 
artigo antecedente, nem impedir, ou dificultar, 
o escoamento das águas da goteira, com 
prejuízo para o prédio vizinho. 
P.único. Em se tratando de vãos, ou aberturas 
para luz, seja qual for a quantidade, altura e 
disposição, o vizinho poderá, a todo tempo, 
levantar a sua edificação, ou contra muro, ainda 
que lhes vede a claridade. 
 
14. Considerando o instituto da lesão, é correto 
afirmar que 
A. a desproporção entre as prestações deve se 
configurar somente no curso de contrato. 
B. os efeitos da lesão podem se manifestar no 
curso do contrato, desde que sejam 
provenientes de desproporção entre as 
prestações existente no momento da 
celebração do contrato. 
C. a desproporção entre as prestações surge em 
razão de fato superveniente à celebração do 
contrato. 
D. os efeitos da lesão decorrem de um fato 
imprevisto. 
Artigo 157 CC -. Ocorre a lesão quando uma 
pessoa, sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, se obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta. 
§ 1°Aprecia-se a desproporção das prestações 
segundo os valores vigentes ao tempo em que 
foi celebrado o negócio jurídico. 
§ 2° Não se decretará a anulação do negócio, se 
for oferecido suplemento suficiente, ou se a 
parte favorecida concordar com a redução do 
proveito. 
Resposta: B 
 
15. Maria Clara, então com dezoito anos, 
animada com a conquista da carteira de 
habilitação, decide retirar suas economias da 
 
 
poupança para adquirir um automóvel. Por 
saber que estava no início da sua carreira de 
motorista, resolveu comprar um carro usado e 
pesquisou nos jornais até encontrar um modelo 
adequado. Durante a visita de Maria Clara para 
verificar o estado de conservação do carro, o 
proprietário, ao perceber que Maria Clara não 
era conhecedora de automóveis, informou que 
o preço que constava no jornal não era o que ele 
estava pedindo, pois o carro havia sofrido 
manutenção recentemente, além de melhorias 
que faziam com que o preço fosse aumentado 
em setenta por cento. Com esse aumento, o 
valor do carro passou a ser maior do que um 
modelo novo, zero quilômetro. Contudo, após 
as explicações do proprietário, Maria Clara 
fechou o negócio. 
Sobre a situação apresentada no enunciado, 
assinale a opção correta. 
A. Maria Clara sofreu coação para fechar o 
negócio, diante da insistência do antigo 
proprietário e, por isso, pode ser 
proposta a anulação do negócio jurídico 
no prazo máximo de três anos. 
B. O negócio efetuado por Maria Clara não 
poderá ser anulado porque decorreu de 
manifestação de vontade por parte da 
adquirente. Dessa forma, como não se 
trata de relação de consumo, Maria Clara 
não possui essa garantia. 
C. O pai de Maria Clara, inconformado com 
a situação, pretende anular o negócio 
efetuado pela filha, porém, como já se 
passaram três anos, isso não será mais 
possível, pois já decaiu seu direito. 
D. O negócio jurídico efetuado por Maria 
Clara pode ser anulado; porém, se o 
antigo proprietário concordar com a 
diminuição no preço, o vício no contrato 
estará sanado. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob 
premente necessidade, ou por inexperiência, se 
obriga a prestação manifestamente 
desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 1º Aprecia-se a desproporção das prestações 
segundo os valores vigentes ao tempo em que 
foi celebrado o negócio jurídico. 
§ 2o Não se decretará a anulação do negócio, se 
for oferecido suplemento suficiente, ou se a 
parte favorecida concordar com redução do 
proveito. 
 
16. Lúcia, pessoa doente, idosa, com baixo grau 
de escolaridade, foi obrigada a celebrar contrato 
particular de assunção de dívida com o Banco 
FDC S.A., reconhecendo e confessando dívidas 
firmadas pelo seu marido, esse já falecido, e que 
não deixara bens ou patrimônio a inventariar. O 
gerente do banco ameaçou Lúcia de não efetuar 
o pagamento da pensão deixada pelo seu 
falecido marido, caso não fosse assinado o 
contrato de assunção de dívida. 
Considerando a hipótese acima e as regras de 
Direito Civil, assinale a afirmativa correta. 
A. O contrato particular de assunção de 
dívida assinado por Lúcia é anulável por 
erro substancial, pois Lúcia manifestou 
sua vontade de forma distorcida da 
realidade, por entendimento 
equivocado do negócio praticado 
B. O ato negocial celebrado entre Lúcia e o 
Banco FDC S.A. é anulável por vício de 
consentimento, em razão de conduta 
dolosa praticada pelo banco, que 
ardilosamente falseou a realidade e 
forjou uma situação inexistente, 
induzindo Lúcia à prática do ato. 
C. O instrumento particular firmado entre 
Lúcia e o Banco FDC S.A. pode ser 
anulado sob fundamento de lesão, uma 
vez que Lúcia assumiu obrigação 
excessiva sobre premente necessidade. 
D. O negócio jurídico celebrado entre Lúcia 
e o Banco FDC S.A. é anulável pelo vício 
da coação, uma vez que a ameaça 
praticada pelo banco foi iminente e 
atual, grave, séria e determinante para a 
celebração da avença. 
 
 
CC, Art. 151. A coação, para viciar a declaração 
da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente 
fundado temor de dano iminente e considerável 
à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. 
 
17. No que concerne aos defeitos do negócio 
jurídico, assinale a opção correta. 
A. Para caracterizar a simulação, defeito 
sujeito à anulabilidade do negócio 
jurídico, exige-se que, na conduta do 
agente, além da intenção de violar 
dispositivo de lei, haja o desejo de 
prejudicar terceiros. 
B. Podem demandar a anulabilidade do 
negócio simulado o terceiro 
juridicamente interessado e o Ministério 
Público, sendo vedada aos simuladores a 
faculdade de alegar a simulação ou 
requerer em juízo a sua anulação, em 
litígio comum ou contra terceiros. 
C. A lesão é vício de consentimento que 
surge concomitantemente com o 
negócio e acarreta a sua anulabilidade, 
permitindo-se a revisão contratual para 
evitar a anulação, aproveitando-se, 
assim, o negócio. 
D. Se, na celebração do negócio, uma das 
partes induzir a erro a outra, levando-a a 
concluir a avença e assumir uma 
obrigação desproporcional à vantagemobtida pelo outro, esse negócio será nulo 
porque a manifestação de vontade 
emana de erro essencial e escusável. 
Artigo 167/CC: "É nulo o negócio jurídico 
simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se 
válido for na substância e na forma". 
Artigo 157/CC: "Ocorre a lesão quando uma 
pessoa, sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, se obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta. § 1o Aprecia-se a 
desproporção das prestações segundo os 
valores vigentes ao tempo em que foi celebrado 
o negócio jurídico. § 2o Não se decretará a 
anulação do negócio, se for oferecido 
suplemento suficiente, ou se a parte favorecida 
concordar com a redução do proveito". 
Artigo 171/CC: "Além dos casos expressamente 
declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: I 
- por incapacidade relativa do agente; II - por 
vício resultante de erro, dolo, coação, estado de 
perigo, lesão ou fraude contra credores". 
 
18. João, credor quirografário de Marcos em R$ 
150.000,00, ingressou com Ação Pauliana, com 
a finalidade de anular ato praticado por Marcos, 
que o reduziu à insolvência. João alega que 
Marcos transmitiu gratuitamente para seu filho, 
por contrato de doação, propriedade rural 
avaliada em R$ 200.000,00. 
Considerando a hipótese acima, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Caso o pedido da Ação Pauliana seja 
julgado procedente e seja anulado o 
contrato de doação, o benefício da 
anulação aproveitará somente a João, 
cabendo aos demais credores, caso 
existam, ingressarem com ação 
individual própria. 
B. O caso narrado traz hipótese de fraude 
de execução, que constitui defeito no 
negócio jurídico por vício de 
consentimento. 
C. Na hipótese de João receber de Marcos, 
já insolvente, o pagamento da dívida 
ainda não vencida, ficará João obrigado a 
repor, em proveito do acervo sobre que 
se tenha de efetuar o concurso de 
credores, aquilo que recebeu. 
D. João tem o prazo prescricional de dois 
anos para pleitear a anulação do negócio 
jurídico fraudulento, contado do dia em 
que tomar conhecimento da doação 
feita por Marcos. 
Havendo outros credores eles não necessitam 
ingressar cada qual com uma ação individual 
própria. Nos termos do art. 165, CC, anulados os 
negócios fraudulentos, a vantagem resultante 
 
 
reverterá em proveito do acervo sobre que se 
tenha de efetuar o concurso de credores. 
O caso concreto traz hipótese de fraude contra 
credores (e não fraude à execução), nos termos 
do art. 158, CC. 
O caso trata-se de um prazo decadencial (e não 
prescricional) de quatro anos (e não dois anos), 
nos termos do art. 178, II, CC. 
 
19.Em relação aos defeitos dos negócios 
jurídicos, assinale a afirmativa incorreta. 
A. A emissão de vontade livre e consciente, 
que corresponda efetivamente ao que 
almeja o agente, é requisito de validade 
dos negócios jurídicos. 
B. O erro acidental é o que recai sobre 
características secundárias do objeto, 
não sendo passível de levar à anulação 
do negócio. 
C. A simulação é causa de anulação do 
negócio, e só poderá ocorrer se a parte 
prejudicada demonstrar cabalmente ter 
sido prejudicada por essa prática. 
D. O objetivo da ação pauliana é anular o 
negócio praticado em fraude contra 
credores. 
A fim de se considerarem válidos os negócios 
jurídicos, alguns requisitos devem conter, sendo 
essenciais os que dizem respeito à sua própria 
formação. Esses elementos essenciais estão 
arrolados no art. 104, CC: agente capaz, objeto 
licito, possível e determinável ou determinado e 
forma prescrita ou não defesa em lei. A esses 
requisitos a doutrina acrescenta a vontade livre 
e consciente, pois caso contrário o negócio 
estará eivado de algum vício de consentimento, 
tornando-o passível de anulação. 
O erro acidental é aquele concernente às 
qualidades secundárias ou acessórias da pessoa 
ou do objeto. Ocorrendo esta espécie de erro, o 
negócio jurídico não será anulado. O ato 
continua válido, produzindo efeitos, porque o 
defeito não incide sobre a declaração de 
vontade. Ele decorre do não-emprego da 
diligência ordinária que deve ter um “homem 
médio”. Mesmo sabendo do defeito, a pessoa 
teria realizado aquele negócio. 
Nos termos do art. 167, CC a simulação é causa 
de nulidade absoluta do negócio jurídico: É nulo 
o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o 
que se dissimulou, se válido for na substância e 
na forma. 
Os atos eivados de fraude contra credores são 
anuláveis através de ação específica, chamada 
de ação pauliana. O principal efeito da ação é 
"revogar" o negócio lesivo aos interesses dos 
credores (daí também ser conhecida como ação 
revocatória), repondo o bem no acervo sobre o 
qual se efetuará o concurso de credores. A ação 
deve ser proposta pelos credores quirografários 
(e que já o eram ao tempo da alienação 
fraudulenta) contra (art. 161, CC) o devedor 
insolvente e também contra a pessoa que 
celebrou negócio jurídico com o fraudador 
(litisconsórcio passivo necessário). 
 
20. No que se refere ao termo ou condição e aos 
defeitos do negócio jurídico, julgue os itens 
abaixo: 
I A condição é a cláusula que subordina o efeito 
do negócio jurídico, oneroso ou gratuito, a 
evento futuro e incerto, e tem aceitação 
voluntária. 
II Em face da condição resolutiva, tem-se mera 
expectativa de direito ou direito eventual 
pendente. 
III O vício resultante da coação causa a 
anulabilidade do negócio jurídico, mas é passível 
de ratificação pelas partes, ressalvado direito de 
terceiro. 
IV Na fraude contra credores, o ato de alienação 
de bens praticado pelo devedor é nulo de pleno 
direito e dispensa a propositura de ação própria 
para anulação do negócio jurídico. 
Estão certos apenas os itens 
 
 
A. I e II. 
B. I e III. 
C. II e IV. 
D. III e IV. 
I) Art. 121 CC. Considera-se condição a cláusula 
que, derivando exclusivamente da vontade das 
partes, subordina o efeito do negócio jurídico a 
evento futuro e incerto. 
III) Art. 171. Além dos casos expressamente 
declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, 
estado de perigo, lesão ou fraude contra 
credores. 
Art. 172. O negócio anulável pode ser 
confirmado pelas partes, salvo direito de 
terceiro. 
II: Condição resolutiva: extingue o direito após a 
ocorrência de evento futuro e incerto, ou seja, 
cessa para o beneficiário a aquisição dos direitos 
anteriormente garantidos. 
Se for resolutiva a condição, enquanto esta se 
não realizar, vigorará o negócio jurídico, 
podendo exercer-se desde a conclusão deste o 
direito por ele estabelecido. Ou seja, JÁ EXISTE o 
direito na condição resolutiva, ao passo que se a 
condição efetivamente ocorrer, este direito será 
extinto. 
 
21. Acerca do negócio jurídico, assinale a opção 
incorreta. 
A. Negócio jurídico unilateral não 
receptício é um ato de autonomia 
privada que se aperfeiçoa pela 
declaração do seu autor e produz seus 
efeitos sem a necessidade de aceitação e 
conhecimento por parte do seu 
destinatário. 
B. A validade do negócio jurídico requer 
capacidade do agente. Nesse sentido, tal 
requisito tipifica a um só tempo 
elementos de existência e pressupostos 
de validade do negócio jurídico. 
C. A reserva mental ilícita ou irregular torna 
nula a declaração da vontade, se 
desconhecida da outra parte ao tempo 
da consumação do negócio jurídico. 
D. Representante legal é a pessoa munida 
de mandato, expresso ou tácito, 
outorgado pelo representado. 
Negócio jurídico unilateral não receptício é um 
ato de autonomia privada que se aperfeiçoa 
pela declaração do seu autor e produz seus 
efeitos sem a necessidade de aceitação e 
conhecimento por parte do seu destinatário. 
Negócios jurídicos não receptícios é irrelevante 
se a parte contrária tem ou não ciência da 
manifestação de vontade,a exemplo do 
testamento, isto é, se o beneficiado no 
testamento não souber do fato, nem por isso o 
testamento deixa de produzir os seus normais 
efeitos. 
A validade do negócio jurídico requer 
capacidade do agente. Nesse sentido, tal 
requisito tipifica a um só tempo elementos de 
existência e pressupostos de validade do 
negócio jurídico. 
O negócio jurídico, diferentemente do ato 
jurídico (em sentido estrito), traz em seu bojo 
uma declaração de vontade, emitida de acordo 
com o princípio da autonomia privada. Por esse 
motivo, e, pelo fato de os efeitos serem 
determinados pelas próprias partes, é que se 
preocupa com a validade do negócio jurídico. 
Analisa-se o negócio jurídico sob três enfoques: 
a) existência; b) validade; c) eficácia. São quatro 
os elementos de existência: manifestação da 
vontade, agente, objeto e forma. Sem eles, o 
negócio jurídico simplesmente não existe. 
A reserva mental ilícita ou irregular torna nula a 
declaração da vontade, se desconhecida da 
outra parte ao tempo da consumação do 
negócio jurídico. 
Art. 110. A manifestação de vontade subsiste 
ainda que o seu autor haja feito a reserva mental 
 
 
de não querer o que manifestou, salvo se dela o 
destinatário tinha conhecimento. Desta 
maneira, considera-se irregular, ou ilícita, a 
reserva mental que for previamente conhecida 
do declaratário. Tanto é assim que a lei - 
segunda parte do artigo acima citado – diz ser 
insubsistente (inexistente) a manifestação de 
vontade com reserva mental conhecida pelo 
declaratário. Se, por força de lei, a manifestação 
de vontade com reserva mental conhecida é tida 
por inexistente, logicamente não haverá a 
produção do efeito jurídico esperado. 
Representante legal é a pessoa munida de 
mandato, expresso ou tácito, outorgado pelo 
representado. 
 
22. Acerca dos fatos jurídicos, assinale a opção 
correta. 
A. Configura-se o estado de perigo quando 
uma pessoa, por inexperiência ou sob 
premente necessidade, obriga-se a 
prestação desproporcional entre as 
prestações recíprocas, gerando lucro 
exagerado ao outro contratante. Nessa 
situação, a pessoa pode demandar a 
nulidade do negócio jurídico, 
dispensando-se a verificação do dolo, ou 
má-fé, da parte adversa. 
B. É válido o ato negocial em que ambas as 
partes houverem reciprocamente agido 
com dolo. A nenhuma delas é permitido 
reclamar indenização, devendo cada 
uma suportar o prejuízo experimentado. 
C. A simulação relativa é um vício social que 
acarreta a nulidade do negócio jurídico, 
não subsistindo o ato negocial, mesmo 
que seja válido na substância e na forma, 
por representar declaração enganosa da 
vontade. 
D. A lesão consiste em declaração enganosa 
da vontade de um dos participantes do 
negócio jurídico e inclui-se entre os 
vícios de consentimento, acarretando a 
nulidade absoluta do negócio jurídico. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob 
premente necessidade, ou por inexperiência, se 
obriga a prestação manifestamente 
desproporcional ao valor da prestação oposta. 
É válido o ato negocial em que ambas as partes 
houverem reciprocamente agido com dolo. A 
nenhuma delas é permitido reclamar 
indenização, devendo cada uma suportar o 
prejuízo experimentado. (Art. 150. Se ambas as 
partes procederem com dolo, nenhuma pode 
alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar 
indenização.) 
 A simulação relativa é um vício social que 
acarreta a nulidade do negócio jurídico, não 
subsistindo o ato negocial, mesmo que seja 
válido na substância e na forma, por representar 
declaração enganosa da vontade. (A simulação 
de fato é nula, mas o art. 167 ensina que 
subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma). 
A lesão consiste em declaração enganosa da 
vontade de um dos participantes do negócio 
jurídico e inclui-se entre os vícios de 
consentimento, acarretando a nulidade 
absoluta do negócio jurídico. (Não há nulidade 
absoluta, é caso de “anulabilidade”, onde 
segundo o art. 157, §2º, “não se decretará a 
anulação do negócio, se for oferecido 
suplemento suficiente, ou se a parte favorecida 
concordar com a redução do proveito”). 
 
23. Mauro, entristecido com a fuga das 
cadelinhas Lila e Gopi de sua residência, às quais 
dedicava grande carinho e afeição, promete 
uma vultosa recompensa para quem 
eventualmente viesse a encontrá-las. Ocorre 
que, no mesmo dia em que coloca os avisos 
públicos da recompensa, ao conversar 
privadamente com seu vizinho João, afirma que 
não irá, na realidade, dar a recompensa 
anunciada, embora assim o tenha prometido. 
Por coincidência, no dia seguinte, João encontra 
as cadelinhas passeando tranquilamente em seu 
 
 
quintal e as devolve imediatamente a Mauro. 
Neste caso, é correto afirmar que 
A. a manifestação de vontade no sentido da 
recompensa subsiste em relação a João 
ainda que Mauro tenha feito a reserva 
mental de não querer o que manifestou 
originariamente. 
B. a manifestação de vontade no sentido da 
recompensa não subsiste em relação a 
João, pois este tomou conhecimento da 
alteração da vontade original de Mauro. 
C. a manifestação de vontade no sentido da 
recompensa não mais terá validade em 
relação a qualquer pessoa, pois ela foi 
alterada a partir do momento em que foi 
feita a reserva mental por parte de 
Mauro. 
D. a manifestação de vontade no sentido da 
recompensa subsiste em relação a toda 
e qualquer pessoa, pois a reserva mental 
não tem o condão de modificar a 
vontade originalmente tornada pública. 
Art. 110. A manifestação de vontade subsiste 
ainda que o seu autor haja feito a reserva mental 
de não querer o que manifestou, salvo se dela o 
destinatário tinha conhecimento. 
REGRA GERAL: A reserva mental não tem o 
condão de invalidar o negócio jurídico 
EXCEÇÃO: Terá o condão de invalidar se a outra 
parte soubesse da reserva. 
 
24. A condição, o termo e o encargo são 
considerados elementos acidentais, facultativos 
ou acessórios do negócio jurídico, e têm o 
condão de modificar as consequências naturais 
eles esperadas. A esse respeito, é correto 
afirmar que 
A. se considera condição a cláusula que, 
derivando da vontade das partes ou de 
terceiros, subordina o efeito do negócio 
jurídico a evento futuro e incerto. 
B. se for resolutiva a condição, enquanto 
esta se não realizar, não vigorará o 
negócio jurídico, não se podendo 
exercer desde a conclusão deste o 
direito por ele estabelecido. 
C. o termo inicial suspende o exercício, mas 
não a aquisição do direito e, salvo 
disposição legal ou convencional em 
contrário, computam-se os prazos, 
incluindo o dia do começo e excluindo o 
do vencimento. 
D. se considera não escrito o encargo ilícito 
ou impossível, salvo se constituir o 
motivo determinante da liberalidade, 
caso em que se invalida o negócio 
jurídico. 
Art. 121 do CC: "Considera-se condição a 
cláusula que, derivando exclusivamente da 
vontade das partes, subordina o efeito do 
negócio jurídico a evento futuro e incerto ". 
Art. 127 do CC: "Se for resolutiva a condição, 
enquanto esta se não realizar, vigorará o 
negócio jurídico, podendo exercer-se desde a 
conclusão deste o direito por ele estabelecido ". 
Art. 131 do CC: "O termo inicial suspende o 
exercício, mas não a aquisição do direito ". 
Art. 132, caput, do CC: "Salvo disposição legal ou 
convencional em contrário, computam-se os 
prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do 
vencimento ". 
Art. 137 do CC: "Considera-se não escrito o 
encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir 
o motivo determinante da liberalidade, caso em 
que se invalida o negócio jurídico ". 
 
25. O decurso do tempo exerce efeitos sobre as 
relações jurídicas. Com o propósito de suprir 
uma deficiência apontada pela doutrina em 
relação ao Código velho, o novo Código Civil, a 
exemplo do Código Civil italiano e português, 
define o que éprescrição e institui disciplina 
específica para a decadência. 
Tendo em vista os preceitos do Código Civil a 
respeito da matéria, assinale a alternativa 
correta. 
 
 
A. Se a decadência resultar de convenção 
entre as partes, o interessado poderá 
alegá-la, em qualquer grau de jurisdição, 
mas o juiz não poderá suprir a alegação 
de quem a aproveite. 
B. Se um dos credores solidários constituir 
judicialmente o devedor em mora, tal 
iniciativa não aproveitará aos demais 
quanto à interrupção da prescrição, nem 
a interrupção produzida em face do 
principal devedor prejudica o fiador dele. 
C. O novo Código Civil optou por conceituar 
o instituto da prescrição como a extinção 
da pretensão e estabelece que a 
prescrição, em razão da sua relevância, 
pode ser arguida, mesmo entre os 
cônjuges enquanto casados pelo regime 
de separação obrigatória de bens. 
D. Quando uma ação se originar de fato que 
deva ser apurado no juízo criminal, não 
correrá a prescrição até o despacho do 
juiz que tenha recebido ou rejeitado a 
denúncia ou a queixa-crime. 
CC/Art. 211. Se a decadência for convencional, a 
parte a quem aproveita pode alegá-la em 
qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode 
suprir a alegação. 
CC/ Art. 204 (...) § 1o A interrupção por um dos 
credores solidários aproveita aos outros; assim 
como a interrupção efetuada contra o devedor 
solidário envolve os demais e seus herdeiros. 
CC/Art. 197. Não corre a prescrição: I - entre os 
cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
 
CC/Art. 200. Quando a ação se originar de fato 
que deva ser apurado no juízo criminal, não 
correrá a prescrição antes da respectiva 
sentença definitiva. 
 
26. Acerca da anulabilidade e nulidade do ato 
jurídico é INCORRETO: 
A. A anulabilidade não pode ser declarada 
de ofício em hipótese alguma, enquanto 
a nulidade, salvo raras exceções, deve 
ser declarada de ofício pelo juiz. 
B. A anulabilidade admite o suprimento 
judicial, a requerimento das partes ou 
mesmo a confirmação do ato, expressa 
ou tacitamente; o ato nulo não pode ser 
sanado pela confirmação nem suprido 
judicialmente. 
C. No ato anulável os efeitos produzidos até 
o momento em que é decretada a sua 
invalidade são preservados, enquanto 
que todo e qualquer ato nulo não produz 
nenhum efeito jurídico válido. 
D. A anulabilidade é decretada no interesse 
privado da pessoa prejudicada, 
enquanto na nulidade vislumbra-se a 
ordem pública, sendo declarada em prol 
da coletividade. 
O negócio jurídico simulado é nulo, porém 
produz sim efeito jurídico válido quanto a 
terceiros de boa fé conforme se depreende do 
artigo 167 caput e § 2º do CC. 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas 
subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
§ 2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de 
boa-fé em face dos contraentes do negócio 
jurídico simulado. 
 
27.Assinale a alternativa correta: 
A. Pode ser decretada a morte presumida, 
sem decretação de ausência, se for 
extremamente provável a morte de 
quem estava em perigo de vida. 
B. De acordo com a Lei de introdução ao 
código civil, salvo disposição contrária, a 
lei começa a vigorar em todo o País 60 
(sessenta) dias depois de oficialmente 
publicada. 
C. Considera-se condição a cláusula que, 
derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do negócio 
jurídico a evento futuro e certo. 
 
 
D. Pode-se requerer a sucessão definitiva, 
provando-se que o ausente conta 
setenta anos de idade, e que de três 
datam as últimas notícias dele. 
Art. 121 / CC - Considera-se condição a cláusula 
que, derivando exclusivamente da vontade das 
partes, subordina o efeito do negócio jurídico a 
evento futuro e incerto. 
Art. 7 / CC - Pode ser declarada a morte 
presumida, sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de 
quem estava em perigo de vida. 
Art. 38 / CC - Pode-se requerer a sucessão 
definitiva, também, provando-se que o ausente 
conta oitenta anos de idade, e que de cinco 
datam as últimas notícias dele. 
Art. 1 / LINDB - Salvo disposição contrária, a lei 
começa a vigorar em todo o país quarenta e 
cinco dias depois de oficialmente publicada. 
 
28. Assinale a alternativa INCORRETA: 
A. a suspensão da prescrição em favor de 
um dos credores solidários, aproveita os 
outros, mesmo se a obrigação for 
divisível; 
B. são pessoas jurídicas de direito público 
externo os Estados estrangeiros e todas 
as pessoas que forem regidas pelo 
direito internacional público; 
C. quando se convencionar a cláusula penal 
para o caso de total inadimplemento da 
obrigação, esta converter-se-á em 
alternativa a benefício do credor; 
D. é nulo o negócio jurídico quando for 
preterida alguma solenidade que a lei 
considera essencial a sua validade. 
Art. 204. A interrupção da prescrição por um 
credor não aproveita aos outros; 
semelhantemente, a interrupção operada 
contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não 
prejudica aos demais coobrigados. 
§ 1o A interrupção por um dos credores 
solidários aproveita aos outros; assim como a 
interrupção efetuada contra o devedor solidário 
envolve os demais e seus herdeiros. 
§ 2o A interrupção operada contra um dos 
herdeiros do devedor solidário não prejudica os 
outros herdeiros ou devedores, senão quando 
se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 
Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: V - 
for preterida alguma solenidade que a lei 
considere essencial para a sua validade; 
Art. 410. Quando se estipular a cláusula penal 
para o caso de total inadimplemento da 
obrigação, esta converter-se-á em alternativa a 
benefício do credor. 
Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público 
externo os Estados estrangeiros e todas as 
pessoas que forem regidas pelo direito 
internacional público. 
 
29. Assinale a alternativa INCORRETA: 
A. em regra, o que estipula em favor de 
terceiro pode exigir o cumprimento da 
obrigação e aquele que tiver prometido 
fato de terceiro não responderá por 
perdas e danos, quando este o não 
executar; 
B. a indenização mede-se pela extensão do 
dano; mas o juiz poderá reduzir 
equitativamente a indenização se 
houver excessiva desproporção entre o 
dano e a gravidade da culpa; 
C. o erro é substancial quando concerne à 
identidade ou à qualidade essencial da 
pessoa a quem se refira a declaração de 
vontade, desde que tenha influído nesta 
de modo relevante; 
D. salvo disposição legal contrária, a 
escritura pública é essencial à validade 
dos negócios jurídicos que visem à 
constituição, transferência, modificação 
ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis de valor superior a 30 (trinta) 
 
 
vezes o maior salário mínimo vigente no 
Pais. 
Art. 436. O que estipula em favor de terceiro 
pode exigir o cumprimento da obrigação. 
Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de 
terceiro responderá por perdas e danos, quando 
este o não executar. 
 
30. Assinale a alternativa CORRETA: 
A. os bens naturalmente divisíveis não 
podem tornar-se indivisíveis por vontade 
das partes; 
B. o evicto tem direito a receber o preço 
que pagou pela coisa evicta, se esta se 
der e se não soube do risco da evicção, 
ou dele informado, não o assumiu, salvo 
existência de cláusula que exclui a 
garantia; 
C. se ambas as partes procederem com 
dolo, ambas poderão alegá-lo para 
anular o negócio, ou reclamar 
indenização; 
D. a expromissão é uma novação por 
substituição do devedor efetuada 
independentemente de seu 
consentimento. 
Art. 362. A novação por substituição do devedor 
pode ser efetuada independentemente de 
consentimento deste. 
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem 
tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou 
por vontade das partes. 
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a 
garantia contra a evicção, se esta se der, tem 
direito o evictoa receber o preço que pagou pela 
coisa evicta, se não soube do risco da evicção, 
ou, dele informado, não o assumiu. 
Art. 150. Se ambas as partes procederem com 
dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o 
negócio, ou reclamar indenização. 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
Atos Processais e Procedimento Comum 
 
1. Paulo Filho pretende ajuizar uma ação de 
cobrança em face de Arnaldo José, tendo em 
vista um contrato de compra e venda firmado 
entre ambos. 
As alegações de fato propostas por Paulo podem 
ser comprovadas apenas documentalmente, e 
existe uma tese firmada em julgamento de casos 
repetitivos. 
Ao questionar seu advogado sobre sua 
pretensão, Paulo Filho buscou saber se existia a 
possibilidade de que lhe fosse concedida uma 
tutela de evidência, com o intuito de sanar o 
problema da forma mais célere. 
Como advogado(a) de Paulo, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A tutela da evidência será concedida, 
caso seja demonstrado o perigo de dano 
ou o risco ao resultado útil do processo, 
quando as alegações de fato puderem 
ser comprovadas apenas 
documentalmente e houver tese firmada 
em julgamento de casos repetitivos ou 
em súmula vinculante. 
B. A tutela da evidência será concedida, 
independentemente da demonstração 
de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo, somente 
quando ficar caracterizado o abuso do 
direito de defesa ou o manifesto 
propósito protelatório da parte. 
C. A tutela da evidência será concedida, 
independentemente da demonstração 
de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo, quando as 
alegações de fato puderem ser 
comprovadas apenas documentalmente 
e houver tese firmada em julgamento de 
casos repetitivos ou em súmula 
vinculante. 
 
 
D. A tutela da evidência será concedida, 
independentemente da demonstração 
de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo, somente 
quando a petição inicial for instruída com 
prova documental suficiente dos fatos 
constitutivos do direito do autor, a que o 
réu não oponha prova capaz de gerar 
dúvida razoável. 
Para que a Tutela de evidência seja concedida, 
basta a demonstração da probabilidade do 
direito, dispensando-se a demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do 
processo (requisito próprio da tutela de 
urgência). Neste tipo de tutela, já que o direito é 
bom (evidente), o objetivo é usufruir dele desde 
logo, ainda que não haja urgência. 
CPC - Art. 311. A tutela da evidência será 
concedida, independentemente da 
demonstração de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de 
defesa ou o manifesto propósito protelatório da 
parte; 
II - as alegações de fato puderem ser 
comprovadas apenas documentalmente e 
houver tese firmada em julgamento de casos 
repetitivos ou em súmula vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado 
em prova documental adequada do contrato de 
depósito, caso em que será decretada a ordem 
de entrega do objeto custodiado, sob 
cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova 
documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova 
capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, 
o juiz poderá decidir liminarmente. 
 
2. Pedro, representado por sua genitora, propõe 
ação de alimentos em face de João, seu genitor, 
que residia em Recife. Após desconstituir o 
advogado que atuou na fase de conhecimento, 
em Belo Horizonte, onde o autor morava 
quando do início da demanda, a genitora de 
Pedro procura você, na qualidade de 
advogado(a), indagando sobre a possibilidade 
de que o cumprimento de sentença tramite no 
município de São Paulo, onde, atualmente, ela e 
o filho residem, ressalvado que o genitor não 
mudou de endereço. 
Diante de tal quadro, é correto afirmar que 
A. o cumprimento de sentença pode ser 
realizado em São Paulo, embora também 
pudesse ocorrer em Belo Horizonte, 
perante o juízo que decidiu a causa no 
primeiro grau de jurisdição. 
B. o cumprimento não pode ser realizado 
em São Paulo, tendo em vista que a 
competência é determinada no 
momento do registro ou da distribuição 
da petição inicial, razão pela qual são 
irrelevantes as modificações do estado 
de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente. 
C. o cumprimento de sentença somente 
pode ser realizado São Paulo, uma vez 
que a mudança de endereço altera 
critério de natureza absoluta, de forma 
que não há opção. 
D. o cumprimento de sentença somente 
pode ocorrer em Recife, onde o genitor 
reside. 
CPC - Art. 528, § 9º Além das opções previstas 
no art. 516, parágrafo único, o exequente pode 
promover o cumprimento da sentença ou 
decisão que condena ao pagamento de 
prestação alimentícia no juízo de seu domicílio. 
CPC - Art. 516, Parágrafo único: Nas hipóteses 
dos incisos II e III, o exequente poderá optar pelo 
juízo do atual domicílio do executado, pelo juízo 
do local onde se encontrem os bens sujeitos à 
execução ou pelo juízo do local onde deva ser 
executada a obrigação de fazer ou de não fazer, 
casos em que a remessa dos autos do processo 
será solicitada ao juízo de origem. 
 
 
Assim, o cumprimento de sentença na situação 
posta pode ser promovido no juízo do domicílio 
do exequente, do executado ou do local onde se 
encontrem os bens sujeitos à execução. 
 
3. Com o objetivo de obter tratamento médico 
adequado e internação em hospital particular, 
Pedro propõe uma demanda judicial em face do 
Plano de Saúde X, com pedido de tutela 
provisória de urgência incidental. Concedida a 
tutela provisória, devidamente cumprida pelo 
réu, é proferida sentença pela improcedência do 
pedido apresentado por Pedro, a qual transita 
em julgado diante da ausência de interposição 
de qualquer recurso. O réu, então, apresenta, 
em juízo, requerimento para que Pedro repare 
os prejuízos decorrentes da efetivação da tutela 
provisória anteriormente deferida, com o 
pagamento de indenização referente a todo o 
tratamento médico dispensado. Diante de tal 
situação, é correto afirmar que, de acordo com 
o Código de Processo Civil, 
A. o autor responde pelo prejuízo que a 
efetivação da tutela provisória de urgência 
causar ao réu, dentre outras hipóteses, se a 
sentença lhe for desfavorável. 
B. por se contrapor aos princípios do acesso à 
justiça e da inafastabilidade do controle 
jurisdicional, não há previsão legal de 
indenização pelos prejuízos eventualmente 
causados pelo autor com a efetivação da tutela 
provisória. 
C. a liquidação e a cobrança da indenização 
referentes ao prejuízo sofrido pelo réu pela 
efetivação da tutela de urgência, seguindo a 
regra geral, devem ser objeto de ação própria, 
descabendo a apresentação do requerimento 
nos próprios autos em que a medida foi 
concedida. 
D. a indenização pretendida pelo réu afasta a 
possibilidade de reparação por eventual dano 
processual, sendo inacumuláveis os potenciais 
prejuízos alegados pelas partes. 
Trata-se da literalidade do Código de Processo 
Civil, que diz em seu art. 302 que 
"Independentemente da reparação por dano 
processual, a parte responde pelo prejuízo que 
a efetivação da tutela de urgência causar à parte 
adversa, se: 
I - a sentença lhe for desfavorável; 
II - obtida liminarmente a tutela em caráter 
antecedente, não fornecer os meios necessários 
para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) 
dias; 
III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em 
qualquer hipótese legal; 
IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou 
prescrição da pretensão do autor. 
Parágrafo único. A indenização será liquidada 
nos autos em que a medida tiver sido concedida, 
sempre que possível." 
 
4. Adriana ajuizou ação de cobrança em face de 
Ricardo, para buscar o pagamento de diversos 
serviços de arquiteturapor ela prestados e não 
pagos. Saneado o feito, o juízo de primeiro grau 
determinou a produção de prova testemunhal, 
requerida como indispensável pela autora, 
intimando-a para apresentar o seu rol de 
testemunhas, com nome e endereço. 
Transcorrido mais de 1 (um) mês, Adriana, 
embora regularmente intimada daquela 
decisão, manteve-se inerte, não tendo fornecido 
o rol contendo a identificação de suas 
testemunhas. 
Diante disso, o juízo determinou a derradeira 
intimação da autora para dar andamento ao 
feito, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de 
extinção. Essa intimação foi feita pelo Diário da 
Justiça, na pessoa de seu advogado constituído 
nos autos. Findo o prazo sem manifestação, foi 
proferida, a requerimento de Ricardo, sentença 
de extinção do processo sem resolução de 
mérito, tendo em vista o abandono da causa 
pela autora por mais de 30 (trinta) dias, 
condenando Adriana ao pagamento das 
 
 
despesas processuais e dos honorários 
advocatícios. 
Na qualidade de advogado de Adriana, sobre 
essa sentença assinale a afirmativa correta. 
A. Está incorreta, pois, para que o processo 
seja extinto por abandono, o CPC exige 
prévia intimação pessoal da parte autora 
para promover os atos e as diligências 
que lhe incumbir, no prazo de 5 (cinco) 
dias. 
B. Está correta, pois, para que o processo 
seja extinto por abandono, o CPC exige, 
como único requisito, o decurso de mais 
de 30 (trinta) dias sem que haja 
manifestação da parte autora. 
C. Está incorreta, pois, para que o processo 
seja extinto por abandono, o CPC exige, 
como único requisito, o decurso de mais 
de 60 (sessenta) dias sem que haja 
manifestação da parte autora. 
D. Está incorreta, pois o CPC não prevê 
hipótese de extinção do processo por 
abandono da causa pela parte autora. 
No Código de Processo Civil, quando as partes 
são negligentes e deixam o processo parado por 
certo período, o juiz pode julgar extinto o feito 
sem resolução de mérito. Todavia, por expressa 
previsão no CPC, antes de o juiz assim proceder 
é necessário que seja concedido prazo de 5 dias 
para as partes se manifestarem. É como se fosse 
uma última chance para as partes dizerem se 
querem prosseguir com o processo ou não. 
Frisa-se que essa intimação deve ser feita 
pessoalmente. 
CPC, Art. 485. O juiz não resolverá o mérito 
quando: 
I - indeferir a petição inicial; 
II - o processo ficar parado durante mais de 1 
(um) ano por negligência das partes; 
III - por não promover os atos e as diligências 
que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por 
mais de 30 (trinta) dias; 
[...] 
§ 1º Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a 
parte será intimada pessoalmente para suprir a 
falta no prazo de 5 (cinco) dias. 
"Súmula 240 (STJ). A extinção do processo, por 
abandono da causa pelo autor, depende de 
requerimento do réu." 
 
5. Thiago, empresário com renda mensal de R$ 
1.000.000,00 (um milhão de reais), ajuizou ação 
pelo procedimento comum em face do plano de 
saúde X, com pedido de tutela provisória de 
urgência, para que o plano seja compelido a 
custear tratamento médico no valor de R$ 
300.000,00 (trezentos mil reais). 
O juízo, embora entendendo estarem presentes 
a probabilidade de existência do direito alegado 
por Thiago e o risco à sua saúde, condicionou a 
concessão da tutela provisória de urgência à 
prestação de caução equivalente a R$ 
100.000,00 (cem mil reais), de modo a ressarcir 
eventuais prejuízos que o plano de saúde X 
possa sofrer em havendo a cessação de eficácia 
da medida. 
A este respeito, assinale a afirmativa correta. 
A. A exigência de caução para concessão de 
tutela provisória de urgência no caso em 
tela é desprovida de fundamento legal, 
razão pela qual é indevida. 
B. A decisão judicial que condicione a 
concessão de tutela provisória de 
urgência à prestação de caução é 
impugnável por meio de preliminar no 
recurso de apelação. 
C. A decisão está em desconformidade com 
o Código de Processo Civil, pois a caução 
para a concessão de tutela provisória 
deve ser de, no mínimo, 50% do valor 
econômico da pretensão. 
D. A exigência de caução, para concessão 
de tutela provisória de urgência, é 
admissível como forma de proteção ao 
ressarcimento de danos que o requerido 
possa sofrer em virtude da tutela. 
 
 
Para concessão de tutela provisória de urgência, 
é admissível a exigência de caução, como forma 
de proteção ao ressarcimento de danos que o 
requerido possa sofrer em virtute da tutela. 
Art. 300. A tutela de urgência será concedida 
quando houver elementos que evidenciem a 
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o 
risco ao resultado útil do processo. 
§ 1 o Para a concessão da tutela de urgência, o 
juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou 
fidejussória idônea para ressarcir os danos que a 
outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução 
ser dispensada se a parte economicamente 
hipossuficiente não puder oferecê-la. 
 
6. João Carlos ajuizou ação em face do Shopping 
Sky Mall, objetivando a devolução dos valores 
que superem o limite máximo previsto em lei de 
seu município, pagos em virtude do 
estacionamento de seu automóvel. Julgado 
procedente o pedido e iniciado o cumprimento 
de sentença, o executado apresentou 
impugnação, alegando ser inexigível a 
obrigação. Sustentou que o Supremo Tribunal 
Federal, em controle difuso de 
constitucionalidade, reconheceu a 
inconstitucionalidade da referida lei municipal 
que ampara o título judicial. 
Considerando que a decisão do STF foi proferida 
após o trânsito em julgado da ação movida por 
João Carlos, assinale a afirmativa correta. 
A. É possível acolher a alegação do 
executado veiculada em sua 
impugnação, pois a decisão do STF 
sempre se sobrepõe ao título judicial. 
B. É possível acolher a alegação do 
executado apresentada em sua 
impugnação, pois não houve a 
modulação dos efeitos da decisão do 
STF. 
C. Não é possível acolher a alegação do 
executado veiculada por meio de 
impugnação, sendo necessário o 
ajuizamento de ação rescisória para 
desconstituir o título. 
D. Não é possível acolher a alegação do 
executado apresentada em sua 
impugnação, pois o reconhecimento da 
inconstitucionalidade se deu em 
controle difuso de inconstitucionalidade. 
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no sem 
o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 
(quinze) dias para que o executado, 
independentemente de penhora ou nova 
intimação, apresente, nos próprios autos, sua 
impugnação. 
 
§ 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1º 
deste artigo, considera-se também inexigível a 
obrigação reconhecida em título executivo 
judicial fundado em lei ou ato normativo 
considerado inconstitucional pelo Supremo 
Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou 
interpretação da lei ou do ato normativo tido 
pelo Supremo Tribunal Federal como 
incompatível com a , em controle de 
constitucionalidade concentrado ou difuso. 
§ 13. No caso do § 12, os efeitos da decisão do 
Supremo Tribunal Federal poderão ser 
modulados no tempo, em atenção à segurança 
jurídica. 
§ 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal 
referida no § 12 deve ser anterior ao trânsito em 
julgado da decisão exequenda. 
§ 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida 
após o trânsito em julgado da decisão 
exequenda, caberá ação rescisória, cujo prazo 
será contado do trânsito em julgado da decisão 
proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
7. Após anos de relacionamento conjugal, 
Adriana e Marcelo resolvem se divorciar. Diante 
da recusa do cônjuge ao pagamento de 
alimentos, Adriana, desempregada, resolve 
ingressar com ação a fim de exigir o pagamento. 
 
 
A ação teve regular processamento, tendo o juiz 
proferido sentença de procedência, 
condenando o réu ao pagamento de R$ 2.000,00 
(dois mil reais) mensais à autora, sendo 
publicada nodia seguinte. Inconformado, o réu 
interpõe recurso de apelação, mas Adriana 
promove, imediatamente, o cumprimento 
provisório da decisão. 
Diante das informações expostas, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A sentença não pode ser executada 
neste momento, pois o recurso de 
apelação possui efeito suspensivo. 
B. A sentença não pode ser executada, uma 
vez que a sentença declaratória não 
permite a execução provisória. 
C. Poderá ser iniciada a execução 
provisória, pois a sentença que condena 
a pagar alimentos começa a produzir 
efeitos imediatamente após a sua 
publicação. 
D. Pode ser iniciada execução provisória, 
pois os recursos de apelação nunca 
possuem efeito suspensivo. 
Como regra, a apelação possui efeito 
suspensivo, salvo as exceções prevista no Art. 
1.012. § 1º do CPC, in verbis: 
Além de outras hipóteses previstas em lei, 
começa a produzir efeitos imediatamente após 
a sua publicação a sentença que: 
II - condena a pagar alimentos; 
Assim, o Recurso de Apelação não possui efeito 
suspensivo em sentença que condena pagar 
alimentos, conforme art 1.012 §1º, II, do CPC. 
Por fim, cumpre destacar que o cumprimento 
provisório da sentença impugnada por recurso 
desprovido de efeito suspensivo será realizado 
da mesma forma que o cumprimento definitivo, 
conforme dispõe o art. 520 CPC. 
 
8. Joana, em decorrência de diversos problemas 
conjugais, decidiu se divorciar de Marcelo. 
Contudo, em razão da resistência do cônjuge em 
consentir com sua decisão, foi preciso propor 
ação de divórcio. 
Após distribuída a ação, o juiz determinou a 
emenda da petição inicial, tendo em vista a 
ausência de cópia da certidão do casamento 
celebrado entre as partes, dentre os 
documentos anexados à inicial. 
Considerando o caso narrado e as disposições 
legais a respeito da ausência de documentos 
indispensáveis à propositura da ação, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Ausente documento indispensável à 
propositura da ação, a petição inicial 
deve ser indeferida de imediato. 
B. A certidão de casamento é documento 
indispensável à propositura de qualquer 
ação. Constatando-se sua ausência, deve 
o autor ser intimado para emendar ou 
completar a inicial no prazo de 5 (cinco) 
dias. 
C. Ausente documento indispensável à 
propositura da ação, o autor deve ser 
intimado para emendar ou completar a 
inicial no prazo de 15 (quinze) dias. 
D. A ausência de documento indispensável 
à propositura da ação configura hipótese 
de improcedência liminar. 
Ausente documento indispensável à propositura 
da ação, o autor deve ser intimado para 
emendar ou completar a inicial no prazo de 15 
dias. 
Art. 320. A petição inicial será instruída com os 
documentos indispensáveis à propositura da 
ação. 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial 
não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 
ou que apresenta defeitos e irregularidades 
capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 
(quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido 
ou completado. 
 
 
 
9. Em determinada demanda indenizatória, 
houve a condenação do réu para pagar a quantia 
de R$ 10.000 (dez mil reais) em sentença 
transitada em julgada em prol do autor. 
Na qualidade de patrono deste último, assinale 
a opção que representa a medida adequada a 
ser providenciada. 
A. Aguardar o depósito judicial da quantia 
referente à condenação, pois as 
sentenças que condenam a obrigação de 
pagar são instauradas de ofício, 
independentemente de requerimento 
do exequente, assim como as obrigações 
de fazer e não fazer. 
B. Peticionar a inclusão de multa legal e 
honorários advocatícios tão logo seja 
certificado o trânsito em julgado, 
independentemente de qualquer prazo 
para que o réu cumpra voluntariamente 
a obrigação, já que ela deveria ter sido 
cumprida logo após a publicação da 
sentença. 
C. Aguardar a iniciativa do juiz para 
instauração da fase executiva, para 
atender ao princípio da cooperação, 
consagrado no Art. 6º do CPC. 
D. Peticionar para iniciar a fase executiva 
após a certificação do trânsito em 
julgado, requerendo a intimação do 
devedor para pagamento voluntário no 
prazo de 15 dias, sob pena de acréscimos 
de consectários legais. 
Art. 523 do CPC: "No caso de condenação em 
quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no 
caso de decisão sobre parcela incontroversa, o 
cumprimento definitivo da sentença far-se-á a 
requerimento do exequente, sendo o executado 
intimado para pagar o débito, no prazo de 15 
(quinze) dias, acrescido de custas, se houver." 
Observação: o juiz pode agir de ofício no caso de 
cumprimento de sentença que reconheça a 
exigibilidade da obrigação de fazer ou de não 
fazer: "Art. 536. No cumprimento de sentença 
que reconheça a exigibilidade de obrigação de 
fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de ofício ou 
a requerimento, para a efetivação da tutela 
específica ou a obtenção de tutela pelo 
resultado prático equivalente, determinar as 
medidas necessárias à satisfação do 
exequente." 
Por fim, quando for cumprimento que envolva 
entrega de coisa certa, será expedido o 
mandado de busca e apreensão ou de imissão na 
posse: "Art. 538. Não cumprida a obrigação de 
entregar coisa no prazo estabelecido na 
sentença, será expedido mandado de busca e 
apreensão ou de imissão na posse em favor do 
credor, conforme se tratar de coisa móvel ou 
imóvel." 
 
10. O Juízo da 1ª Vara de Fazenda Pública da 
Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, 
em ação ajuizada por Jorge, servidor público, 
condenou o Município do Rio de Janeiro ao 
pagamento de verbas remuneratórias atrasadas 
que não haviam sido pagas pelo ente municipal. 
Após o trânsito em julgado, Jorge deu início ao 
cumprimento de sentença do valor de R$ 
600.000 (seiscentos mil reais), tendo o 
Município apresentado impugnação no prazo de 
25 dias úteis após sua intimação, alegando haver 
excesso de execução de R$ 200.000,00 
(duzentos mil reais), na medida em que Jorge 
teria computado juros e correção monetária de 
forma equivocada ao calcular o valor 
exequendo. 
Diante dessa situação hipotética, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A impugnação do Município do Rio de 
Janeiro se afigura intempestiva, na 
medida em que o prazo previsto no 
Código de Processo Civil para a 
impugnação ao cumprimento de 
sentença é de 15 (quinze) dias úteis. 
B. O juiz, considerando que o Município do 
Rio de Janeiro não efetuou o pagamento 
voluntário do crédito exequendo no 
 
 
prazo de 15 dias úteis após sua 
intimação, deverá aplicar multa de 10% 
(dez por cento) sobre o valor da dívida. 
C. Jorge, tendo em vista que o Município do 
Rio de Janeiro impugnou apenas 
parcialmente o crédito ao alegar 
excesso, poderá prosseguir com a 
execução da parte que não foi 
questionada, requerendo a expedição do 
respectivo precatório judicial da parcela 
incontroversa da dívida. 
D. O Município do Rio de Janeiro, ao alegar 
o excesso de execução, não precisava 
declarar, de imediato, em sua 
impugnação, o valor que entende 
correto da dívida, podendo deixar para 
fazê-lo em momento posterior. 
CPC, art. 535. A Fazenda Pública será intimada 
na pessoa de seu representante judicial, por 
carga, remessa ou meio eletrônico, para, 
querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos 
próprios autos, impugnar a execução, podendo 
arguir: (...) 
§ 4 Tratando-se de impugnação parcial, a parte 
não questionada pela executada será, desde 
logo, objeto de cumprimento. 
Curiosidade: No caso de execução a lei estipula 
o prazo, 30 dias, para a Fazenda Pública, 
contudo, quando a lei não especifica o prazo 
aplica se o art. 183. 
CPC, art. 183. A União, os Estados, o Distrito 
Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público 
[Fazenda Pública] gozarão de prazo emdobro 
para todas as suas manifestações processuais, 
cuja contagem terá início a partir da intimação 
pessoal. 
CPC, art. 523. No caso de condenação em 
quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no 
caso de decisão sobre parcela incontroversa, o 
cumprimento definitivo da sentença far-se-á a 
requerimento do exequente, sendo o executado 
intimado para pagar o débito, no prazo de 15 
(quinze) dias, acrescido de custas, se houver. § 
1º. Não ocorrendo pagamento voluntário no 
prazo do caput, o débito será acrescido de multa 
de dez por cento e, também, de honorários de 
advogado de dez por cento [não se aplica a 
fazenda pública - CPC, art. 534, §1º]. 
Assim, seja pela regra geral, ou especifica, da 
execução, o prazo seria/é de 30 dias e o item "B" 
da questão não se aplica a fazenda pública 
[multa de 10%]. 
 
11. Patrícia aluga seu escritório profissional no 
edifício Law Offices, tendo ajuizado ação em 
face de sua locadora, a fim de rever o valor do 
aluguel. Aberto prazo para a apresentação de 
réplica, ficou silente a parte autora. O juiz, ao 
examinar os autos para prolação da sentença, 
verificou não ter constado o nome do patrono 
da autora da publicação do despacho para 
oferta de réplica. Entretanto, não foi 
determinada a repetição do ato, e o pedido foi 
julgado procedente. Sobre o processo em 
questão, assinale a afirmativa correta. 
A. Se a ré alegar, em sede de apelação, a 
irregularidade da intimação para 
apresentação de réplica, deverá ser 
pronunciada a nulidade. 
B. Não havia necessidade de repetição da 
intimação para apresentação de réplica, 
já que o mérito foi decidido em favor da 
parte autora. 
C. Caso tivesse sido reconhecida a 
irregularidade da intimação para 
apresentação de réplica, caberia ao juiz 
retomar o processo do seu início, 
determinando novamente a citação da 
ré. 
D. Independentemente de ter havido ou 
não prejuízo à parte autora, a intimação 
deveria ter sido repetida, sob pena de 
ofensa ao princípio do contraditório. 
CPC - Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz 
declarará que atos são atingidos e ordenará as 
providências necessárias a fim de que sejam 
repetidos ou retificados. 
 
 
§ 1º O ato não será repetido nem sua falta será 
suprida quando não prejudicar a parte 
§ 2º Quando puder decidir o mérito a favor da 
parte a quem aproveite a decretação da 
nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará 
repetir o ato ou suprir-lhe a falta. 
 
12. O arquiteto Fernando ajuizou ação 
exclusivamente em face de Daniela, sua cliente, 
buscando a cobrança de valores que não teriam 
sido pagos no âmbito de um contrato de 
reforma de apartamento. 
Daniela, devidamente citada, deixou de oferecer 
contestação, mas, em litisconsórcio com seu 
marido José, apresentou reconvenção em peça 
autônoma, buscando indenização por danos 
morais em face de Fernando e sua empresa, sob 
o argumento de que estes, após a conclusão das 
obras de reforma, expuseram, em site próprio, 
fotos do interior do imóvel dos reconvintes sem 
que tivessem autorização para tanto. 
Diante dessa situação hipotética, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Como Daniela deixou de contestar a 
ação, ela e seu marido não poderiam ter 
apresentado reconvenção, devendo ter 
ajuizado ação autônoma para buscar a 
indenização pretendida. 
B. A reconvenção deverá ser processada, a 
despeito de Daniela não ter contestado a 
ação originária, na medida em que o réu 
pode propor reconvenção 
independentemente de oferecer 
contestação. 
C. A reconvenção não poderá ser 
processada, na medida em que não é 
lícito a Daniela propor reconvenção em 
litisconsórcio com seu marido, que é um 
terceiro que não faz parte da ação 
originária. 
D. A reconvenção não poderá ser 
processada, na medida em que não é 
lícito a Daniela incluir no polo passivo da 
reconvenção a empresa de Fernando, 
que é um terceiro que não faz parte da 
ação originária. 
Como Daniela deixou de contestar a ação, ela e 
seu marido não poderiam ter apresentado 
reconvenção, devendo ter ajuizado ação 
autônoma para buscar a indenização 
pretendida. (art. 343 § 6o O réu pode propor 
reconvenção independentemente de oferecer 
contestação) 
A reconvenção deverá ser processada, a 
despeito de Daniela não ter contestado a ação 
originária, na medida em que o réu pode propor 
reconvenção independentemente de oferecer 
contestação. (art. 343 § 6o NCPC ) 
A reconvenção não poderá ser processada, na 
medida em que não é lícito a Daniela propor 
reconvenção em litisconsórcio com seu marido, 
que é um terceiro que não faz parte da ação 
originária. (343 § 4o A reconvenção pode ser 
proposta pelo réu em litisconsórcio com 
terceiro.) 
A reconvenção não poderá ser processada, na 
medida em que não é lícito a Daniela incluir no 
polo passivo da reconvenção a empresa de 
Fernando, que é um terceiro que não faz parte 
da ação originária. (art. 343 3o A reconvenção 
pode ser proposta contra o autor e terceiro.) 
 
13. Marcos foi contratado por Júlio para realizar 
obras de instalação elétrica no apartamento 
deste. Por negligência de Marcos, houve um 
incêndio que destruiu boa parte do imóvel e dos 
móveis que o guarneciam. 
Como não conseguiu obter a reparação dos 
prejuízos amigavelmente, Júlio ajuizou ação em 
face de Marcos e obteve sua condenação ao 
pagamento da quantia de R$ 148.000,00 (cento 
e quarenta e oito mil reais). 
Após a prolação da sentença, foi interposta 
apelação por Marcos, que ainda aguarda 
julgamento pelo Tribunal. Júlio, ato contínuo, 
apresentou cópia da sentença perante o cartório 
de registro imobiliário, para registro da hipoteca 
 
 
judiciária sob um imóvel de propriedade de 
Marcos, visando a garantir futuro pagamento do 
crédito. 
Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa 
correta. 
A. Júlio não pode solicitar o registro da 
hipoteca judiciária, uma vez que ainda 
está pendente de julgamento o recurso 
de apelação de Marcos. 
B. Júlio, mesmo que seja registrada a 
hipoteca judiciária, não terá direito de 
preferência sobre o bem em relação a 
outros credores. 
C. A hipoteca judiciária apenas poderá ser 
constituída e registrada mediante 
decisão proferida no Tribunal, em 
caráter de tutela provisória, na 
pendência do recurso de apelação 
interposto por Marcos. 
D. Júlio poderá levar a registro a sentença, 
e, uma vez constituída a hipoteca 
judiciária, esta conferirá a Júlio o direito 
de preferência em relação a outros 
credores, observada a prioridade do 
registro. 
Não é necessária a formação de coisa julgada 
para que o autor constitua hipoteca sobre o 
imóvel do réu. 
É só ter a sentença em mãos (título executivo). 
E se a parte ré impugnar a sentença com recurso 
que possua efeito suspenso? Resposta: não tem 
nenhum problema, o autor poderá proceder 
com a constituição da hipoteca (art. 495, § 1º, III 
do CPC) 
Art. 495. A decisão que condenar o réu ao 
pagamento de prestação consistente em 
dinheiro e a que determinar a conversão de 
prestação de fazer, de não fazer ou de dar coisa 
em prestação pecuniária valerão como título 
constitutivo de hipoteca judiciária. 
§ 1º A decisão produz a hipoteca judiciária: 
I - embora a condenação seja genérica; 
II - ainda que o credor possa promover o 
cumprimento provisório da sentença ou esteja 
pendente arresto sobre bem do devedor; 
III - mesmo que impugnada por recurso dotado 
de efeito suspensivo 
 
14. Um advogado elabora uma petição inicial em 
observância aos requisitos legais. Da análise da 
peça postulatória, mesmo se deparando com 
controvérsia fática, o magistrado julga o pedido 
improcedente liminarmente. Diante dessa 
situação, o patrono do autor opta por recorrer 
contra o provimento do juiz, arguindo a nulidade 
da decisão por necessidade de dilação 
probatória. 
Com base nessa situação hipotética, assinale a 
afirmativa correta. 
A. O advogado pode aduzirque, antes de 
proferir sentença extintiva, o juiz deve, 
necessariamente, determinar a emenda 
à inicial, em atenção ao princípio da 
primazia de mérito. 
B. Não existem hipóteses de improcedência 
liminar no atual sistema processual, por 
traduzirem restrição do princípio da 
inafastabilidade da prestação 
jurisdicional e ofensa ao princípio do 
devido processo legal. 
C. Somente a inépcia da petição inicial 
autoriza a improcedência liminar dos 
pedidos. 
D. Nas hipóteses em que há necessidade de 
dilação probatória, não cabe 
improcedência liminar do pedido. 
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o 
pedido, proferindo sentença com resolução de 
mérito, quando: 
I - não houver necessidade de produção de 
outras provas; 
D) Nas hipóteses em que há necessidade de 
dilação probatória, não cabe improcedência 
liminar do pedido. 
 
 
O juiz não poderia julgar liminarmente o pedido 
pois havia CONTROVÉRSIA FÁTICA, sendo 
necessário a fase instrutória, a produção de 
provas. 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial 
não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 
ou que apresenta defeitos e irregularidades 
capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 
(quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido 
ou completado. 
 
15. Julieta ajuizou demanda em face de Rafaela 
e, a fim de provar os fatos constitutivos de seu 
direito, arrolou como testemunhas Fernanda e 
Vicente. A demandada, por sua vez, arrolou as 
testemunhas Pedro e Mônica. 
Durante a instrução, Fernanda e Vicente em 
nada contribuíram para o esclarecimento dos 
fatos, enquanto Pedro e Mônica confirmaram o 
alegado na petição inicial. Em razões finais, o 
advogado da autora requereu a procedência dos 
pedidos, ao que se contrapôs o patrono da ré, 
sob o argumento de que as provas produzidas 
pela autora não confirmaram suas alegações e, 
ademais, as provas produzidas pela ré não 
podem prejudicá-la. 
Consideradas as normas processuais em vigor, 
assinale a afirmativa correta. 
A. O competia à demandante a prova dos 
fatos constitutivos do seu direito. 
B. O advogado da demandante está 
correto, porque a prova, uma vez 
produzida, pode beneficiar parte distinta 
da que a requereu. 
C. O advogado da demandante está 
incorreto, pois o princípio da aquisição 
da prova não é aplicável à hipótese. 
D. O advogado da demandada está 
incorreto, porque as provas só podem 
beneficiar a parte que as produziu, 
segundo o princípio da aquisição da 
prova. 
CPC, art. 371. O juiz apreciará a prova constante 
dos autos, independentemente do sujeito que a 
tiver promovido, e indicará na decisão as razões 
da formação de seu convencimento. 
O direito probatório é também informado pelo 
princípio da aquisição processual, ou princípio 
da comunhão da prova. Por este princípio, deve 
o Juiz fundamentar a decisão na prova dos 
autos, pouco importando quem tenha 
produzido (art. 371 do CPC/2015); a prova 
pertence ao processo e será, pelo seu valor 
intrínseco, sopesada pelo Juiz, 
independentemente de se ter originado da 
atividade deste ou daquele litigante, ou mesmo 
de atividade oficiosa do Juiz. É a partir dessa 
diretriz que podemos concluir que, embora seja 
o convencimento do Juiz que defina a valoração 
da prova, não é ele, o Juiz, o destinatário da 
prova, mas sim o próprio processo. A prova não 
é feita para o Juiz; é produzida para o processo. 
 
16. Um advogado, com estudos apurados em 
torno das regras do CPC, resolve entrar em 
contato com o patrono da parte adversa de um 
processo em que atua. Sua intenção é tentar um 
saneamento compartilhado do processo. 
Diante disso, acerca das situações que 
autorizam a prática de negócios jurídicos 
processuais, assinale a afirmativa correta. 
A. As partes poderão apresentar ao juiz a 
delimitação consensual das questões de 
fato e de direito da demanda litigiosa. 
B. As partes não poderão, na fase de 
saneamento, definir a inversão 
consensual do ônus probatório, uma vez 
que a regra sobre produção de provas é 
matéria de ordem pública. 
C. As partes poderão abrir mão do princípio 
do contraditório consensualmente de 
forma integral, em prol do princípio da 
duração razoável do processo. 
D. As partes poderão afastar a audiência de 
instrução e julgamento, mesmo se 
houver provas orais a serem produzidas 
 
 
no feito e que sejam essenciais à solução 
da controvérsia. 
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses 
deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo: 
§2º As partes podem apresentar ao juiz, para 
homologação, delimitação consensual das 
questões de fato e de direito a que se referem 
os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula 
as partes e o juiz. 
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que 
admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no 
procedimento para ajustá-lo às especificidades 
da causa e convencionar sobre os seus ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais, 
antes ou durante o processo. 
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses 
deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo: 
§2º As partes podem apresentar ao juiz, para 
homologação, delimitação consensual das 
questões de fato e de direito a que se referem 
os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula 
as partes e o juiz. 
 
17. João dirigia seu carro a caminho do trabalho 
quando, ao virar em uma esquina, foi atingido 
por Fernando, que seguia na faixa ao lado. 
Diante dos danos ocasionados a seu veículo, 
João ingressou com ação, junto a uma Vara 
Cível, em face de Fernando, alegando que este 
trafegava pela faixa que teria como caminho 
obrigatório a rua para onde aquele seguiria. 
Realizada a citação, Fernando procurou seu 
advogado, alegando que, além de oferecer sua 
defesa nos autos daquele processo, gostaria de 
formular pedido contra João, uma vez que este 
teria invadido a faixa sem antes acionar a “seta”, 
sendo, portanto, o verdadeiro culpado pelo 
acidente. 
Considerando o caso narrado, o advogado de 
Fernando deve 
A. instruí-lo a ajuizar nova ação, uma vez 
que não é possível formular pedido 
contra quem deu origem ao processo. 
B. informar-lhe que poderá, na 
contestação, propor reconvenção para 
manifestar pretensão própria, sendo 
desnecessária a conexão com a ação 
principal ou com o fundamento da 
defesa, bastando a identidade das 
partes. 
C. informar-lhe sobre a possibilidade de 
propor a reconvenção, advertindo-o, 
porém, que, caso João desista da ação, a 
reconvenção restará prejudicada. 
D. informar-lhe que poderá, na 
contestação, propor reconvenção para 
manifestar pretensão própria, desde que 
conexa com a ação principal ou com o 
fundamento da defesa. 
A reconvenção deve ser conexa com a ação 
principal ou com o fundamento da defesa. 
A desistência da ação ou causa extintiva da 
mesma não impede o prosseguimento da 
reconvenção. 
A reconvenção pode ser proposta contra o autor 
ou terceiro. 
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor 
reconvenção para manifestar pretensão própria, 
conexa com a ação principal ou com o 
fundamento da defesa. 
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será 
intimado, na pessoa de seu advogado, para 
apresentar resposta no prazo de 15 dias. 
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o 
autor e terceiro 
§ 6º O réu pode propor reconvenção 
independentemente de oferecer contestação. 
 
18. Carolina foi citada para comparecer com seu 
advogado ao Centro Judiciário de Solução de 
 
 
Conflitos (CEJUSC) da comarca da capital, para 
Audiência de Mediação (Art. 334 do CPC), 
interessada em restabelecer o diálogo com 
Nestor, seu ex-marido. 
O fato de o advogado de seu ex-cônjuge 
conversar intimamente com o mediador Teófilo, 
queasseverava ter celebrado cinco acordos na 
qualidade de mediador na última semana, 
retirou sua concentração e a deixou desconfiada 
da lisura daquela audiência. Não tendo sido 
possível o acordo nessa primeira oportunidade, 
foi marcada uma nova sessão de mediação para 
buscar a composição entre as partes, quinze dias 
mais tarde. 
Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa 
correta. 
A. Carolina pode comparecer sem seu 
advogado na próxima sessão de 
mediação. 
B. O advogado só pode atuar como 
mediador no CEJUSC se realizar concurso 
público específico para integrar quadro 
próprio do tribunal. 
C. Pode haver mais de uma sessão 
destinada à conciliação e à mediação, 
não podendo exceder 2 (dois) meses da 
data de realização da primeira sessão, 
desde que necessária(s) à composição 
das partes. 
D. O mediador judicial pode atuar como 
advogado da parte no CEJUSC, pois o CPC 
apenas impede o exercício da advocacia 
nos juízos em que desempenhe suas 
funções. 
§9º do artigo 334: "As partes devem estar 
acompanhadas por seus advogados ou 
defensores públicos. 
CPC, art. 334, § 2º: "Poderá haver mais de uma 
sessão destinada à conciliação e à mediação, 
não podendo exceder a 2 (dois) meses da data 
de realização da primeira sessão, desde que 
necessárias à composição das partes". 
O Mediador judicial NÃO PODE atuar como 
advogado. Para atuar como mediador judicial, é 
preciso que o interessado faça um curso de 
formação de mediadores reconhecido pela 
Escola Nacional de Formação e 
Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) ou 
pelos tribunais. NÃO FAZ CONCURSO PÚBLICO. 
Pode haver mais de uma sessão destinada à 
conciliação e à mediação, não podendo exceder 
2 (dois) meses da data de realização da primeira 
sessão, desde que necessária(s) à composição 
das partes. 
O Mediador judicial NÃO PODE atuar como 
advogado, já que desempenha sua função 
naquele juízo (CEJUSC). 
 
19. Pedro, na qualidade de advogado, é 
procurado por Alfredo, para que seja proposta 
uma demanda em face de João, já que ambos 
não conseguiram se compor amigavelmente. A 
fim de embasar suas alegações de fato, Alfredo 
entrega a Pedro contundentes documentos, que 
efetivamente são juntados à petição inicial, pela 
qual, além da procedência dos pedidos, Pedro 
requer a concessão de liminar em favor de seu 
cliente. 
Malgrado a existência de tese firmada em 
julgamento de recurso repetitivo favorável a 
Alfredo, o juiz indefere a liminar, sob o 
fundamento de que não existe urgência capaz 
de justificar o requerimento. 
Posto isso, a decisão está 
A. correta, pois, ainda que o autor tenha 
razão, o devido processo legal impõe que 
seu direito seja reconhecido apenas na 
sentença, exceto na hipótese de 
urgência, o que não é o caso. 
B. incorreta, pois, se as alegações de fato 
puderem ser comprovadas apenas 
documentalmente e houver tese firmada 
em julgamento de casos repetitivos, 
como no caso, a liminar pode ser 
deferida. 
C. correta, pois a liminar só poderia ser 
deferida se, em vez de tese firmada em 
 
 
sede de recurso repetitivo, houvesse 
súmula vinculante favorável ao pleito do 
autor. 
D. incorreta, pois a tutela de evidência 
sempre pode ser concedida 
liminarmente. 
A tutela de evidência é concedida 
independentemente de demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do 
processo. 
Se as alegações de fato puderem ser 
comprovadas apenas documentalmente e 
houver tese firmada em julgamento de casos 
repetitivos ou em súmula vinculante, o juiz pode 
decidir liminarmente. 
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, 
independentemente da demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do 
processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de 
defesa ou o manifesto propósito protelatório da 
parte; 
II - as alegações de fato puderem ser 
comprovadas apenas documentalmente e 
houver tese firmada em julgamento de casos 
repetitivos ou em súmula vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado 
em prova documental adequada do contrato de 
depósito, caso em que será decretada a ordem 
de entrega do objeto custodiado, sob 
cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova 
documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova 
capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, 
o juiz poderá decidir liminarmente. 
 
20. Maria ajuizou ação em face de José, sem 
mencionar, na inicial, se pretendia ou não 
realizar audiência de conciliação ou mediação. 
Assim, o juiz designou a referida audiência, 
dando ciência às partes. O réu informou ter 
interesse na realização de tal audiência, 
enquanto Maria, devidamente intimada, 
quedou-se silente. Chegado o dia da audiência 
de conciliação, apenas José, o réu, compareceu. 
A respeito do caso narrado, assinale a opção que 
apresenta possível consequência a ser 
suportada por Maria. 
A. Não existem consequências previstas na 
legislação pela ausência da autora à 
audiência de conciliação ou mediação. 
B. Caso não compareça, nem apresente 
justificativa pela ausência, Maria será 
multada em até 2% da vantagem 
econômica pretendida ou do valor da 
causa. 
C. Diante da ausência da autora à audiência 
de conciliação ou mediação, o processo 
deverá ser extinto. 
D. Diante da ausência da autora à audiência 
de conciliação ou mediação, as 
alegações apresentadas pelo réu na 
contestação serão consideradas 
verdadeiras. 
Art. 334, parágrafo 8º do NCPC 
" O não comparecimento injustificado do AUTOR 
ou do RÉU à audiência de conciliação é 
considerado ato atentatório à dignidade da 
justiça e será sancionado com multa de até 2% 
da vantagem econômica pretendida ou do valor 
da causa, revertida em favor da União ou 
Estado." 
 
21. Em razão da realização de obras públicas de 
infraestrutura em sua rua, que envolveram o 
manejo de retroescavadeiras e britadeiras, a 
residência de Daiana acabou sofrendo algumas 
avarias. Daiana ingressou com ação judicial em 
face do ente que promoveu as obras, a fim de 
que este realizasse os reparos necessários em 
sua residência. Citado o réu, este apresentou a 
contestação. 
 
 
Contudo, antes do saneamento do processo, 
diante do mal-estar que vivenciou, Daiana 
consultou seu advogado a respeito da 
possibilidade de, na mesma ação, adicionar 
pedido de condenação em danos morais. 
Considerando o caso narrado, assinale a 
afirmativa correta. 
A. É possível o aditamento, uma vez que, 
até o saneamento do processo, é 
permitido alterar ou aditar o pedido sem 
o consentimento do réu. 
B. Não é possível o aditamento, uma vez 
que o réu foi citado e apresentou 
contestação. 
C. É possível o aditamento, eis que, até o 
saneamento do processo, é permitido 
aditar ou alterar o pedido, desde que 
com o consentimento do réu. 
D. É possível o aditamento, porquanto, até 
a prolação da sentença, é permitido 
alterar ou aditar o pedido, desde que não 
haja recusa do réu. 
Art. 329 - O autor poderá: 
I – até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a 
causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II – até o saneamento do processo, aditar ou 
alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o 
contraditório mediante a possibilidade de 
manifestação deste no prazo mínimo de 15 
(quinze) dias, facultado o requerimento de 
prova suplementar. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste 
artigo à reconvenção e à respectiva causa de 
pedir. 
 
22. Maria comprou um apartamento da 
empresa Moradia S/A e constatou, logo após sua 
mudança, que havia algumas infiltrações e 
problemas nas instalações elétricas. 
Maria consultou seu advogado, que sugeriu o 
ajuizamento de ação de produção antecipada de 
prova, com o objetivo de realizar uma perícia no 
imóvel, inclusive com o objetivode decidir se 
ajuizaria, posteriormente, ação para reparação 
dos prejuízos. 
Diante desse contexto, assinale a afirmativa 
correta. 
A. A produção antecipada de provas é 
cabível, porque visa a obter prévio 
conhecimento dos fatos e da situação do 
imóvel, para justificar ou evitar o 
ajuizamento de ação de reparação dos 
prejuízos. 
B. A produção antecipada de provas é 
obrigatória, uma vez que Maria não 
poderia ingressar diretamente com ação 
para reparação dos prejuízos. 
C. A produção antecipada de provas é 
incabível, porque apenas pode ser 
ajuizada quando há urgência ou risco de 
que a verificação dos fatos venha a se 
tornar impossível posteriormente, o que 
não foi demonstrado na hipótese 
concreta. 
D. A produção antecipada de provas é 
incabível, vez que o seu ajuizamento 
apenas pode ocorrer mediante pedido 
conjunto de Maria e da empresa 
Moradia S/A. 
Art. 381. A produção antecipada da prova será 
admitida nos casos em que: 
I - haja fundado receio de que venha a tornar-se 
impossível ou muito difícil a verificação de 
certos fatos na pendência da ação; 
II - a prova a ser produzida seja suscetível de 
viabilizar a autocomposição ou outro meio 
adequado de solução de conflito; 
III - o prévio conhecimento dos fatos possa 
justificar ou evitar o ajuizamento de ação. 
 
23. Diego e Thaís, maiores e capazes, ambos sem 
filhos, são formalmente casados pelo regime 
 
 
legal da comunhão parcial de bens. Ocorre que, 
devido a problemas conjugais e divergências 
quanto à divisão do patrimônio comum do casal, 
o matrimônio teve fim de forma conturbada, o 
que motivou Thaís a ajuizar ação de divórcio 
litigioso cumulada com partilha de bens em face 
do ex-cônjuge. 
Na petição inicial, a autora informa que tem 
interesse na realização de audiência de 
conciliação ou de mediação. Diego, 
regularmente citado, busca orientação jurídica 
sobre os possíveis desdobramentos da demanda 
ajuizada por sua ex-cônjuge. 
Na qualidade de advogado(a) de Diego, assinale 
a opção que apresenta os esclarecimentos 
corretos que foram prestados. 
A. Diego, ainda que de forma injustificada, 
possui a faculdade de deixar de 
comparecer à audiência regularmente 
designada para fins de solução 
consensual do conflito, não sofrendo 
qualquer sanção processual em virtude 
da ausência. 
B. Descabe, no processo contencioso de 
divórcio ajuizado por Thaís, a solução 
consensual da controvérsia, uma vez que 
o direito em questão possui feição 
extrapatrimonial e, portanto, 
indisponível. 
C. Ante a existência de vínculo prévio entre 
as partes, a audiência a ser realizada para 
fins de autocomposição entre Diego e 
Thaís deverá ser conduzida por um 
conciliador, que poderá sugerir soluções 
para o litígio, vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou 
intimidação. 
D. A partir de requerimento que venha a ser 
formulado por Diego e Thaís, o juiz pode 
determinar a suspensão do processo 
enquanto os litigantes se submetem à 
mediação extrajudicial. 
O não comparecimento injustificado do autor ou 
do réu à audiência de conciliação é considerado 
ato atentatório à dignidade da justiça e será 
SANCIONADO com multa (...) vide art. 334, § 8º, 
CPC; 
A ação de divórcio litigioso é caracterizada como 
"ação de família", portanto, aplicáveis as normas 
prevista no art. 694 (solução consensual da 
controvérsia), nos termos do art. 693, CPC. 
Ademais, não confunda direito indisponível com 
direito que não admite autocomposição, pois, 
há direitos indisponíveis que admitem 
autocomposição, por exemplo, os alimentos. 
Assim, no divórcio as partes podem promover 
autocomposição conforme as cláusulas 
previstas no art. 731 do CPC. 
 Quando houver VÍNCULO ANTERIOR entre as 
partes, quem atuará será o MEDIADOR 
(preferencialmente). Quando NÃO HOUVER 
vínculo anterior, será o CONCILIADOR quem 
atuará (preferencialmente). Art. 165, § 2º e § 3º, 
CPC. 
Art. 694. Nas ações de família, todos os esforços 
serão empreendidos para a solução consensual 
da controvérsia, devendo o juiz dispor do auxílio 
de profissionais de outras áreas de 
conhecimento para a mediação e conciliação. 
Parágrafo único. A requerimento das partes, o 
juiz pode determinar a suspensão do processo 
enquanto os litigantes se submetem a mediação 
extrajudicial ou a atendimento multidisciplinar. 
 
24. Em virtude de acidente sofrido nas 
dependências da loja da operadora de celular 
Fale Mais S/A, Luana ajuizou ação em face da 
empresa em questão, buscando indenização por 
danos materiais e morais, com a concessão de 
tutela de urgência para o pagamento imediato 
de despesas médicas. Os aspectos fáticos de 
suas alegações foram comprovados por meio de 
documentos, sendo certo que sua tese jurídica 
encontra respaldo em julgamento de incidente 
de resolução de demandas repetitivas. 
Sobre o caso, assinale a afirmativa correta. 
 
 
A. Será possível a concessão da tutela da 
evidência, podendo ser dispensada, para 
tanto, a prévia oitiva da ré. 
B. A concessão da tutela de urgência 
poderá ser liminar e independerá da 
demonstração de perigo de dano ou de 
risco ao resultado útil do processo. 
C. A tutela antecipada que for concedida 
em caráter incidental torna-se estável se, 
da decisão que a conceder, não for 
interposto o respectivo recurso, levando 
à extinção do processo. 
D. Concedida a tutela de urgência ou da 
evidência, somente poderá ser revogada 
até o fim da instrução processual. 
Art. 311 - A tutela da evidência será concedida, 
independentemente da demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do 
processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de 
defesa ou o manifesto propósito protelatório da 
parte; 
II - as alegações de fato puderem ser 
comprovadas apenas documentalmente e 
houver tese firmada em julgamento de casos 
repetitivos ou em súmula vinculante; 
 
25. Márcia está muito doente e necessita fazer 
uso contínuo do medicamento XYZ para 
sobreviver. Embora, durante os últimos anos, 
tenha obtido os medicamentos no único 
hospital público da cidade em que reside, foi 
informada de que aquela era a última caixa e 
que, no mês seguinte, o medicamento não seria 
mais fornecido pela rede pública. 
Diante de tal circunstância, desejando obter o 
fornecimento do medicamento, Márcia procura 
você, como advogado(a), para elaborar a 
petição inicial e ajuizar a demanda que obrigue 
o Poder Público ao fornecimento do 
medicamento XYZ. A petição inicial distribuída 
trouxe o pedido de medicamentos em caráter 
antecedente e tão somente a indicação do 
pedido de tutela final, expondo na lide o direito 
que busca realizar e o perigo de dano à saúde de 
Márcia. 
A respeito do caso mencionado, assinale a 
afirmativa correta. 
A. O(A) advogado(a) de Márcia fez uso da 
denominada tutela da evidência, em que 
se requer a demonstração do perigo de 
dano ou de risco ao resultado útil do 
processo. 
B. O procedimento adotado está 
equivocado, pois a formulação completa 
da causa de pedir e do pedido final é 
requisito do requerimento de tutela 
antecedente. 
C. O(A) advogado(a) agiu corretamente, 
sendo possível a formulação de 
requerimento de tutela antecipada 
antecedente para o fornecimento de 
medicamento. 
D. Ocorrerá o indeferimento de plano da 
petição inicial, caso o juiz entenda que 
não há elementos para a concessão da 
tutela antecipada. 
Artigo 303 - Nos casos em que a urgência for 
contemporânea à propositura da ação, a petição 
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela 
antecipada e à indicação do pedido de tutela 
final, com a exposição da lide, do direito que se 
busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao 
resultado útil do processo. 
O que caracteriza a tutela de evidência, é 
justamente a não necessidade de demonstração 
do perigo ou comprometimento ao resultado do 
dano para seu deferimento,por isso que ele é de 
evidência( baseada em um evidência do direito 
pretendido) e não de urgência. 
Art. 303. Nos casos em que a urgência for 
contemporânea à propositura da ação, a petição 
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela 
antecipada e à indicação do pedido de tutela 
final, com a exposição da lide, do direito que se 
busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao 
resultado útil do processo. 
 
 
Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido 
principal terá de ser formulado pelo autor no 
prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será 
apresentado nos mesmos autos em que 
deduzido o pedido de tutela cautelar, não 
dependendo do adiantamento de novas custas 
processuais. 
§ 1o O pedido principal pode ser formulado 
conjuntamente com o pedido de tutela cautelar. 
§ 2o A causa de pedir poderá ser aditada no 
momento de formulação do pedido principal. 
 
26. Cláudia, intimada pelo juízo da Vara Z para 
pagar a Cleide o valor de R$ 20.000,00, com 
fundamento em cumprimento definitivo de 
sentença, realiza, no prazo de 15 dias, o 
pagamento de R$ 5.000,00. 
De acordo com o que dispõe o CPC/2015, deve 
incidir 
A. multa de 10% e honorários advocatícios 
sobre R$15.000,00. 
B. multa de 10% sobre R$15.000,00 e 
honorários advocatícios sobre R$ 
20.000,00. 
C. multa de 10% e honorários advocatícios 
sobre R$ 20.000,00. 
D. multa de 10% e honorários advocatícios 
sobre R$5.000,00. 
Art. 523. No caso de condenação em quantia 
certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de 
decisão sobre parcela incontroversa, o 
cumprimento definitivo da sentença far-se-á a 
requerimento do exequente, sendo o executado 
intimado para pagar o débito, no prazo de 15 
(quinze) dias, acrescido de custas, se houver. 
§ 1º Não ocorrendo pagamento voluntário no 
prazo do caput , o débito será acrescido de 
multa de dez por cento e, também, de 
honorários de advogado de dez por cento. § 2º 
Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto 
no caput, a multa e os honorários previstos no § 
1o incidirão sobre o restante. 
 
27. Alexandre ajuizou ação em face da 
prestadora de serviço de iluminação pública de 
sua cidade, questionando os valores cobrados 
nas últimas contas, bem como pleiteando a 
condenação da Ré no pagamento de 
indenização por danos morais. A título de tutela 
provisória, requereu a retirada de seu nome dos 
cadastros de inadimplentes, tendo a juíza 
competente deferido liminarmente a tutela da 
evidência sob o fundamento de que a ré 
costuma apresentar contestações padronizadas 
em processos semelhantes, o que caracterizaria 
abuso de direito de defesa. 
Sobre o procedimento adotado, assinale a 
afirmativa correta. 
A. O juiz errou ao conceder liminarmente a 
tutela da evidência, na medida em que 
esta somente é cabível quando há 
súmula vinculante sobre o tema. 
B. O juiz acertou ao conceder liminarmente 
a tutela da evidência, pois a 
apresentação de contestação 
padronizada em outro processo 
configura abuso de direito de defesa. 
C. O juiz acertou ao conceder liminarmente 
a tutela da evidência, uma vez que, assim 
como na tutela de urgência, é dever do 
juiz conceder a tutela 
independentemente da oitiva do réu. 
D. O juiz errou ao conceder liminarmente a 
tutela da evidência, pois é necessária a 
oitiva do réu antes de concedê-la com 
fundamento no abuso do direito de 
defesa. 
CPC, art. 311. A tutela da evidência será 
concedida, independentemente da 
demonstração de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de 
defesa ou o manifesto propósito protelatório da 
parte; [não poderá decidir liminarmente] 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, 
o juiz poderá decidir liminarmente. 
 
 
 
28. Marina propôs ação de reconhecimento e 
extinção de união estável em face de Caio, que 
foi regularmente citado para comparecer à 
audiência de mediação. Sobre a audiência de 
mediação, assinale a afirmativa correta. 
A. Se houver interesse de incapaz, o Ministério 
Público deverá ser intimado a comparecer à 
audiência de mediação. 
B. É faculdade da parte estar acompanhada de 
advogado ou defensor público à audiência. 
C. Em virtude do princípio da unidade da 
audiência, permite-se apenas uma única sessão 
de mediação que, se restar frustrada sem 
acordo, deverá ser observado o procedimento 
comum. 
D. É licito que, para a realização de mediação 
extrajudicial, Marina e Caio peçam a suspensão 
do processo. 
Art. 698. Nas ações de família, o Ministério 
Público somente intervirá quando houver 
interesse de incapaz e deverá ser ouvido 
previamente à homologação de acordo. 
Art. 334, § 9o As partes devem estar 
acompanhadas por seus advogados ou 
defensores públicos. 
Art. 334, § 2o Poderá haver mais de uma sessão 
destinada à conciliação e à mediação, não 
podendo exceder a 2 (dois) meses da data de 
realização da primeira sessão, desde que 
necessárias à composição das partes. 
O princípio da unidade da audiência é aplicável 
à audiência de instrução e julgamento. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
II - pela convenção das partes; 
 
29. Almir ingressa com ação pelo procedimento 
comum em face de José, pleiteando obrigação 
de fazer consistente na restauração do sinteco 
aplicado no piso de seu apartamento, uma vez 
que, dias após a realização do serviço ter sido 
concluída, o verniz começou a apresentar 
diversas manchas irregulares. 
Em sua inicial, afirma ter interesse na 
autocomposição. O juiz da causa, verificando 
que a petição inicial preenche os requisitos 
essenciais, não sendo caso de improcedência 
liminar do pedido, designa audiência de 
conciliação a ser realizada dentro de 60 
(sessenta) dias, promovendo, ainda, a citação do 
réu com 30 (trinta) dias de antecedência. 
Com base na legislação processual aplicável ao 
caso apresentado, assinale a afirmativa correta. 
A. Caso Almir e José cheguem a um acordo 
durante a audiência de conciliação, a 
autocomposição obtida será reduzida a 
termo pelo conciliador e, 
independentemente da sua 
homologação pelo magistrado, já 
constitui título executivo judicial, 
bastando que o instrumento seja 
referendado pelos advogados dos 
transatores ou por conciliador 
credenciado junto ao tribunal. 
B. Agiu equivocadamente o magistrado, 
uma vez que o CPC/15 prevê a 
imprescindibilidade do prévio 
oferecimento de contestação por José, 
no prazo de 15 (quinze) dias úteis a 
serem contados de sua citação e antes 
da designação da audiência conciliatória, 
sob pena de vulnerar o princípio 
constitucional da ampla defesa e do 
contraditório, também reproduzido na 
legislação adjetiva. 
C. Caso Almir, autor da ação, deixe de 
comparecer injustificadamente à 
audiência de conciliação, tal ausência é 
considerada pelo CPC/15 como ato 
atentatório à dignidade da justiça, sendo 
sancionado com multa de até dois por 
cento da vantagem econômica 
pretendida ou do valor da causa, 
revertida em favor do Estado. 
 
 
D. Almir e José não precisam comparecer à 
audiência de conciliação acompanhados 
por seus advogados, uma vez que, nessa 
fase processual, a relação processual 
ainda não foi integralmente formada e 
não há propriamente uma lide, a qual 
apenas surgirá quando do oferecimento 
da contestação pelo réu. 
Nos termos do art. 334, §11º, CPC: "A 
autocomposição obtida será reduzida a tempo e 
homologada por sentença." 
O CPC/15 prevê a imprescindibilidade do prévio 
oferecimento de contestação por José, no prazo 
de 15 (quinze) dias úteis a serem contados de 
sua citação e antes da designação da audiência 
conciliatória, sob pena de vulnerar o princípio 
constitucional da ampla defesa e do 
contraditório, também reproduzido na 
legislação adjetiva. 
Nos termos do art. 335, CPC: "O réu poderá 
oferecer contestação, por petição, no prazo de 
15 (quinze) dias, cujo termoinicial será a data: I 
- da audiência de conciliação ou de mediação, ou 
da última sessão de conciliação, quando 
qualquer parte não comparecer ou, 
comparecendo, não houver autocomposição; II - 
do protocolo do pedido de cancelamento da 
audiência de conciliação ou de mediação 
apresentado pelo réu, quando ocorrer a 
hipótese do art. 334, § 4o, inciso I; III - prevista 
no art. 231, de acordo com o modo como foi 
feita a citação, nos demais casos." 
A art. 334, §8º, CPC: "O não comparecimento 
injustificado do autor ou do réu à audiência de 
conciliação é considerado ato atentatório à 
dignidade da justiça e será sancionado com 
multa de até dois por cento da vantagem 
econômica pretendida ou do valor da causa, 
revertida em favor da União ou do Estado. 
 
30. Alcebíades ajuizou demanda de obrigação de 
fazer pelo procedimento comum, com base em 
cláusula contratual, no foro da comarca de 
Petrópolis. Citada para integrar a relação 
processual, a ré Benedita lembrou-se de ter 
ajustado contratualmente que o foro para tratar 
judicialmente de qualquer desavença seria o da 
comarca de Niterói, e comunicou o fato ao seu 
advogado. 
Sobre o procedimento a ser adotado pela 
defesa, segundo o caso narrado, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A defesa poderá alegar a incompetência 
de foro antes da audiência de conciliação 
ou de mediação. 
B. A defesa poderá alegar a incompetência 
a qualquer tempo. 
C. A defesa só poderá alegar a 
incompetência de foro como preliminar 
da contestação, considerando tratar-se 
de regra de competência absoluta, sob 
pena de preclusão. 
D. A defesa tem o ônus de apresentar 
exceção de incompetência, em petição 
separada, no prazo de resposta. 
De acordo com o artigo 340 do CPC: "Havendo 
alegação de incompetência relativa ou absoluta, 
a contestação poderá ser protocolada no foro de 
domicílio do réu, fato que será imediatamente 
comunicado ao juiz da causa, preferencialmente 
por meio eletrônico." 
A incompetência deverá ser alegada em 
preliminar de contestação, vide artigo 64 do 
CPC, sob pena de prorrogação, de acordo com o 
artigo 65 do CPC. 
 
31. Maria dirigia seu carro em direção ao 
trabalho, quando se envolveu em acidente com 
um veículo do Município de São Paulo, afetado 
à Secretaria de Saúde. Em razão da gravidade do 
acidente, Maria permaneceu 06 (seis) meses 
internada, sendo necessária a realização de 03 
(três) cirurgias. 
Quinze dias após a alta médica, a vítima 
ingressou com ação de reparação por danos 
morais e materiais em face do ente público. Na 
sentença, os pedidos foram julgados 
 
 
procedentes, com condenação do ente público 
ao pagamento de 200 (duzentos) salários 
mínimos, não tendo a ré interposto recurso. 
Diante de tais considerações, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Ainda que o Município de São Paulo não 
interponha qualquer recurso, a sentença 
está sujeita à remessa necessária, pois a 
condenação é superior a 100 (cem) 
salários mínimos, limite aplicável ao 
caso, o que impede o cumprimento de 
sentença pelo advogado da autora. 
B. A sentença está sujeita à remessa 
necessária em qualquer condenação que 
envolva a Fazenda Pública. 
C. A sentença não está sujeita à remessa 
necessária, porquanto a sentença 
condenatória é ilíquida. Maria poderá, 
assim, propor a execução contra a 
Fazenda Pública tão logo a sentença 
transite em julgado. 
D. A sentença não está sujeita à remessa 
necessária, pois a condenação é inferior 
a 500 (quinhentos) salários mínimos, 
limite aplicável ao caso. Após o trânsito 
em julgado, Maria poderá promover o 
cumprimento de sentença em face do 
Município de São Paulo. 
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de 
jurisdição, não produzindo efeito senão depois 
de confirmada pelo tribunal, a sentença: 
3º Não se aplica o disposto neste artigo quando 
a condenação ou o proveito econômico obtido 
na causa for de valor certo e líquido inferior a: 
(…) 
II – 500 (quinhentos) salários-mínimos para os 
Estados, o Distrito Federal, as respectivas 
autarquias e fundações de direito público e os 
Municípios que constituam capitais dos Estados; 
(…). 
 
32. O Sr. João, pessoa idosa e beneficiária de 
plano de saúde individual da sociedade “ABC 
Saúde Ltda.”, começa a sentir fortes dores no 
peito durante a madrugada e, socorrido por seus 
familiares, é encaminhado para a unidade 
hospitalar mais próxima. 
O médico responsável pelo atendimento inicial 
constata um quadro clínico grave, com risco de 
morte, sendo necessário o imediato 
encaminhamento do Sr. João para a Unidade de 
Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Ao ser 
contatado, o plano de saúde informa que não 
autoriza a internação, uma vez que o Sr. João 
ainda não havia cumprido o período de carência 
exigido em contrato. 
Imediatamente, um dos filhos do Sr. João, 
advogado, elabora a ação cabível e recorre ao 
plantão judicial do Tribunal de Justiça do estado 
em que reside. 
A partir do caso narrado, assinale a alternativa 
correta. 
A. A tutela de urgência a ser requerida deve 
ser deferida, tendo em vista os princípios 
da cooperação e da não surpresa que 
regem a codificação processual vigente, 
após a prévia oitiva do representante 
legal do plano de saúde “ABC Saúde 
Ltda.”, no prazo de 5 (cinco) dias úteis. 
B. Uma vez demonstrado o perigo de dano 
ou de risco ao resultado útil do processo, 
o magistrado poderá conceder tutela de 
evidência em favor do Sr. João, 
autorizando sua internação provisória na 
Unidade de Terapia Intensiva do 
hospital. 
C. Diante da urgência do caso, 
contemporânea à propositura da ação, a 
petição inicial redigida poderia limitar-se 
ao requerimento da tutela antecipada e 
à indicação do pedido final. Concedida a 
tutela antecipada, o autor deverá aditar 
a petição inicial em 15 (quinze) dias ou 
em outro prazo maior que o juiz fixar. 
D. Concedida a tutela provisória requerida 
em favor do Sr. João, ela conserva sua 
eficácia na pendência do processo, 
apenas podendo vir a ser revogada ou 
 
 
modificada com a prolação da sentença 
definitiva de mérito. 
Decerto, não se proferirá decisão contra uma 
das partes sem que ela seja previamente ouvida. 
No entanto, o P.U. do artigo 9º do CPC, traz 
como exceção, além de outras hipóteses, a 
tutela provisória de urgência. Desta forma, 
desde que comprovados seus requisitos, a tutela 
de urgência em comento, haveria de ser 
deferida inaudita altera parte, isto é, sem o 
oitiva prévia da outra parte. 
A tutela de evidência será concedida 
independentemente da demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do 
O artigo 303 do CPC dipõe que nos casos em que 
a urgência for contemporânea à propositura da 
ação, a petição inicial poderá limitar-se ao 
requerimento da tutela antecipada e à indicação 
do pedido de tutela final, com a exposição da 
lide, do direito que se busca realizar e do perigo 
de dano ou risco ao resultado útil do processo. 
Com isso, concedida a tutela, o autor deverá 
aditar a petição inicial, com a complementação 
de sua argumentação, a juntada de novos 
documentos e a confirmação do pedido de 
tutela final, em 15 dias ou em outro prazo maior 
que o juiz fixar. (Art. 303, §1º) 
Deveras, a tutela provisória conserva sua 
eficácia na pendência do processo (art. 296, 
CPC), no entanto, a qualquer tempo a mesma 
pode ser revogada ou modificada, tanto pela 
sentença, como pela decisão que julgar o agravo 
de instrumento, como pela ação específica 
prevista no art. 304, §2º. 
 
33. Leilane, autora da ação de indenização por 
danos morais, proposta em face de Carlindo na 
5ª Vara Cível da comarca da capital, informou, 
em sua petição inicial, que não possuía interesse 
na audiência de conciliação prevista no Art. 334 
do CPC/15. Mesmo assim, o magistrado marcou 
a audiência de conciliação e ordenou a citação 
do réu. 
O réu, regularmente citado, manifestouinteresse na realização da referida audiência, na 
qual apenas o réu compareceu. O juiz, então, 
aplicou à autora a multa de 2% sobre o valor da 
causa. 
Sobre o procedimento do magistrado, a partir 
do caso apresentado, assinale a afirmativa 
correta. 
A. O magistrado não deveria ter marcado a 
audiência de conciliação, já que a autora 
informou, em sua petição inicial, que não 
possuía interesse. 
B. O magistrado agiu corretamente, tendo 
em vista que a conduta da autora se 
caracteriza como um ato atentatório à 
dignidade da justiça. 
C. O magistrado deveria ter declarado o 
processo extinto sem resolução do 
mérito, e a multa não possui 
fundamento legal. 
D. A manifestação de interesse do réu na 
realização da referida audiência pode ser 
feita em até 72 horas antes da sua 
realização. 
Art. 334 (...) 
§ 4º A audiência não será realizada: 
I - se AMBAS as partes manifestarem, 
expressamente, desinteresse na composição 
consensual; 
§8º O não comparecimento injustificado do 
autor ou do réu à audiência de conciliação é 
considerado ato atentatório à dignidade da 
justiça e será sancionado com multa de até 2% 
(dois por cento) da vantagem econômica 
pretendida ou do valor da causa, revertida em 
favor da União ou do Estado. 
Questões (FGV gosta desse artigo) 
 
34. Roberta ingressou com ação de reparação de 
danos em face de Carlos Daniel, cirurgião 
plástico, devido à sua insatisfação com o 
 
 
resultado do procedimento estético por ele 
realizado. 
Antes da citação do réu, Roberta, já acostumada 
com sua nova feição e considerando a opinião 
dos seus amigos (de que estaria mais bonita), 
troca de ideia e desiste da demanda proposta. A 
desistência foi homologada em juízo por 
sentença. Após seis meses, quando da total 
recuperação da cirurgia, Roberta percebeu que 
o resultado ficara completamente diferente do 
prometido, razão pela qual resolve ingressar 
novamente com a demanda. 
A demanda de Roberta deverá ser 
A. extinta sem resolução do mérito, por 
ferir a coisa julgada. 
B. extinta sem resolução do mérito, em 
razão da litispendência. 
C. distribuída por dependência. 
D. submetida à livre distribuição, pois se 
trata de nova demanda. 
A desistência da ação, após a homologação pelo 
juízo, leva à extinção do processo sem resolução 
do mérito art. 485, VIII, CPC/15). Pelo fato de 
não haver coisa julgada, a lei processual admite 
que o autor ingresse novamente com a ação, 
exigindo, apenas, que ela seja distribuída por 
dependência ao juízo que homologou a 
desistência, de forma a preservar o princípio do 
juiz natural (art. 286, II, CPC/15). 
 
35. Pedro promove ação de cobrança em face de 
José, pelo descumprimento de contrato de 
prestação de serviços celebrado entre as partes. 
O processo instaurado teve seu curso normal, e 
o pedido foi julgado procedente, com a 
condenação do réu a pagar o valor pleiteado. 
Não houve recurso e, na fase de cumprimento 
de sentença, o executado é intimado a efetuar o 
pagamento e pretende ofertar resistência. 
Sobre a postura adequada para o executado 
tutelar seus interesses, assinale a afirmativa 
correta. 
A. Deve oferecer embargos à execução e, 
para tanto, deverá garantir o juízo com 
penhora, depósito ou caução. 
B. Deve oferecer impugnação à execução, 
devendo garantir o juízo com penhora, 
depósito ou caução. 
C. Deve oferecer embargos à execução, 
sem a necessidade de prévia garantia do 
juízo para ser admitido. 
D. Deve oferecer impugnação à execução, 
sem a necessidade de prévia garantia do 
juízo com penhora. 
Art. 525 do CPC: Transcorrido o prazo previsto 
no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-
se o prazo de de 15 (quinze) dias para que o 
executado, independentemente de penhora ou 
nova intimação, apresente, nos próprios autos, 
sua IMPUGNAÇÃO. 
 
36. Jair promove ação em face de Carlos para 
cobrar uma dívida proveniente de contrato (não 
escrito) de prestação de serviços celebrado 
pelas partes. Com o trânsito em julgado da 
sentença que condenou Carlos a pagar o valor 
devido, Jair requer o cumprimento de sentença. 
O executado foi intimado regularmente na 
pessoa do seu advogado. No prazo da 
impugnação, deposita o correspondente a 30% 
do valor devido e requer o parcelamento do 
remanescente em até 6 (seis) prestações. O juiz 
defere o pedido do executado, fundamentando 
sua decisão no princípio da menor onerosidade, 
mas o exequente se insurge por intermédio de 
agravo de instrumento, alegando que o 
parcelamento legal não se aplica ao 
cumprimento de sentença. Diante da situação 
hipotética, a decisão do juiz está 
A. correta, pois o parcelamento legal pode 
ser aplicado no caso de cumprimento de 
sentença. 
B. equivocada, tendo em vista que só 
poderia deferir se fosse feito depósito de 
50%. 
 
 
C. equivocada, pois há vedação expressa 
para a concessão do parcelamento legal 
no caso de cumprimento de sentença. 
D. correta, pois sempre se deve encontrar a 
forma mais efetiva para a execução. 
Parcelamento → Art. 916. No prazo para 
embargos, (a) reconhecendo o crédito do 
exequente e (b) comprovando o depósito de 
trinta por cento do valor em execução, acrescido 
de custas e de honorários de advogado, o 
executado poderá requerer que lhe seja 
permitido pagar o restante em até 6 (seis) 
parcelas mensais, acrescidas de correção 
monetária e de juros de um por cento ao mês. 
§ 7o O disposto neste artigo não se aplica ao 
cumprimento da sentença. 
O § 7º fulmina a controvérsia que existia na 
doutrina e na jurisprudência sobre a aplicação 
do favor legal ao cumprimento de sentença, 
vedando-o expressamente. De um lado, é 
inócuo/impossível que o executado reconheça o 
crédito do exequente no cumprimento de 
sentença, pois a obrigação já se encontra 
certificada por título judicial, constituído com a 
observância do devido processo legal, 
oportunizando-se o amplo debate e os recursos 
para revisão/invalidação da decisão exequenda. 
Também não há vantagem para o exequente, 
que já teve que suportar o ônus do tempo 
decorrente do processamento da demanda de 
conhecimento, ao passo que uma das 
justificativas do parcelamento é exatamente a 
abreviação da atividade jurisdicional. Além 
disso, todo o regramento do cumprimento de 
sentença é composto por mecanismos voltados 
a compelir o executado a cumprir a obrigação (a 
exemplo da multa do § 1º do art. 523), 
relevando-se incompatível com o benefício 
previsto pelo art. 916. 
 
37. Gláucia ajuizou, em abril de 2016, ação de 
alimentos em face de Miguel com fundamento 
na paternidade. O réu, na contestação, alegou 
não ser pai de Gláucia. Após a produção de 
provas e o efetivo contraditório, o magistrado 
decidiu favoravelmente ao réu. Inconformada 
com a sentença de improcedência que teve por 
base o exame de DNA negativo, Gláucia resolve 
agora propor ação de investigação de 
paternidade em face de Miguel. Sobre a 
hipótese apresentada, assinale a afirmativa 
correta. 
A. O magistrado deve rejeitar a nova 
demanda com base na perempção. 
B. A demanda de paternidade deve ser 
admitida, já que apenas a questão 
relativa aos alimentos é que transitou 
em julgado no processo anterior. 
C. A questão prejudicial, relativa à 
paternidade, não é alcançada pela coisa 
julgada, pois a cognição judicial foi 
restrita a provas documentais e 
testemunhais. 
D. A questão prejudicial, relativa à 
paternidade, é atingida pela coisa 
julgada, e o novo processo deve ser 
extinto sem resolução do mérito. 
CPC: Art. 485. O juiz não resolverá o mérito 
quando: 
V - reconhecer a existência de perempção, de 
litispendência ou de coisa julgada; 
Art. 503. A decisão que julgar total ou 
parcialmente o mérito tem força de lei nos 
limites da questão principal expressamente 
decidida. (1) 
§ 1o O disposto no caput aplica-se à resolução 
de questão prejudicial, decidida expressa e 
incidentementeno processo, se: (2) 
I - dessa resolução depender o julgamento do 
mérito; (2.1) 
II - a seu respeito tiver havido contraditório 
prévio e efetivo, não se aplicando no caso de 
revelia; (2.2) 
III - o juízo tiver competência em razão da 
matéria e da pessoa para resolvê-la como 
questão principal. (2.3) 
 
 
§ 2o A hipótese do § 1o não se aplica se no 
processo houver restrições probatórias ou 
limitações à cognição que impeçam o 
aprofundamento da análise da questão 
prejudicial. (3) 
 
38. João ajuizou ação indenizatória contra 
Maria, postulando a condenação ao pagamento 
de R$ 100.000,00 a título de reparação por 
danos materiais e R$ 50.000,00 por indenização 
de danos morais, em razão do descumprimento 
de um contrato firmado entre eles, referente à 
compra e venda de dois imóveis, cujos valores 
eram R$ 500.000,00 e R$ 200.000,00. Maria, 
citada, apresentou contestação e reconvenção, 
pedindo a declaração de invalidade parcial do 
contrato relativo ao imóvel de R$ 200.000,00, 
bem como a condenação de João ao pagamento 
de indenização por danos morais, no valor de R$ 
20.000,00. Diante de tal situação, assinale a 
opção que apresenta o valor da causa da 
reconvenção. 
A. O valor deve ser o mesmo da ação 
principal, qual seja, R$ 150.000,00, por 
ser ação acessória. 
B. Não é necessário dar valor à causa na 
reconvenção. 
C. O valor deve ser de R$ 220.000,00, 
referente à soma do pedido de 
declaração de invalidade parcial do 
contrato e do pleito de indenização por 
danos morais. 
D. O valor deve ser de R$ 200.000,00, 
referente ao pedido de declaração de 
invalidade parcial do contrato, sendo o 
pleito de indenização por danos morais 
meramente estimado, dispensando a 
indicação como valor da causa. 
Art. 292. O valor da causa constará da petição 
inicial ou da reconvenção e será: 
II - na ação que tiver por objeto a existência, a 
validade, o cumprimento, a modificação, a 
resolução, a resilição ou a rescisão de ato 
jurídico, o valor do ato ou o de sua parte 
controvertida; 
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em 
dano moral, o valor pretendido; 
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a 
quantia correspondente à soma dos valores de 
todos eles; 
 
39. A sociedade Palavras Cruzadas Ltda. ajuizou 
ação de responsabilidade civil em face de Helena 
e requereu o benefício da gratuidade de justiça, 
na petição inicial. O juiz deferiu o requerimento 
de gratuidade e ordenou a citação da ré. 
Como a autora não juntou qualquer documento 
comprobatório de sua hipossuficiência 
econômica, a ré pretende atacar o benefício 
deferido. 
Com base na situação apresentada, assinale a 
afirmativa correta. 
A. O instrumento processual adequado 
para atacar a decisão judicial é o 
incidente de impugnação ao benefício de 
gratuidade, que será processado em 
autos apartados. 
B. A ré alegará na contestação que não 
estão presentes os requisitos para o 
deferimento do benefício de gratuidade. 
C. A ré alegará na contestação que o 
benefício deve ser indeferido, mas terá 
que apresentar documentos 
comprobatórios, pois a lei presume 
verdadeira a alegação de insuficiência 
deduzida. 
D. O instrumento processual previsto para 
atacar a decisão judicial de deferimento 
do benefício é o agravo de instrumento. 
CPC, art. 98. A pessoa natural ou jurídica, 
brasileira ou estrangeira, com insuficiência de 
recursos para pagar as custas, as despesas 
processuais e os honorários advocatícios tem 
direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. 
 
 
Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode 
ser formulado na petição inicial, na contestação, 
na petição para ingresso de terceiro no processo 
ou em recurso. 
§ 1o Se superveniente à primeira manifestação 
da parte na instância, o pedido poderá ser 
formulado por petição simples, nos autos do 
próprio processo, e não suspenderá seu curso. 
§ 2o O juiz somente poderá indeferir o pedido se 
houver nos autos elementos que evidenciem a 
falta dos pressupostos legais para a concessão 
de gratuidade, devendo, antes de indeferir o 
pedido, determinar à parte a comprovação do 
preenchimento dos referidos pressupostos. 
§ 3o Presume-se verdadeira a alegação de 
insuficiência deduzida exclusivamente por 
pessoa natural. 
 
40. Cristina não foi autorizada por seu plano de 
saúde a realizar cirurgia de urgência indicada por 
seu médico. Tendo em vista a necessidade de 
pronta solução para seu caso, ela procura um(a) 
advogado(a), que afirma que a ação a ser 
ajuizada terá como pedido a realização da 
cirurgia, com pedido de tutela antecipada para 
sua efetivação imediata, sem a oitiva do Réu. 
O(A) advogado(a) ainda sustenta que não 
poderá propor a ação sem que Cristina 
apresente toda a documentação que possui 
para a instrução da inicial, sob pena de 
impossibilidade de juntada posterior. 
A respeito do caso, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas 
A. O advogado equivocou-se. Trata-se de 
tutela cautelar e não antecipada, de 
modo que o pedido principal terá de ser 
formulado pela autora no prazo de 30 
(trinta) dias nos mesmos autos. 
B. O advogado equivocou-se. A urgência é 
contemporânea à propositura da ação, 
pelo que a tutela antecipada pode ser 
requerida em caráter antecedente, com 
a possibilidade de posterior aditamento 
à petição inicial. 
C. O advogado agiu corretamente. A 
petição inicial é o momento correto para 
a apresentação de documentos. 
D. O advogado agiu corretamente. 
Somente a tutela cautelar e não a 
antecipada pode ser requerida em 
caráter antecedente. 
CPC, art. 294. A tutela provisória pode 
fundamentar-se em urgência ou evidência. 
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, 
cautelar ou antecipada, pode ser concedida em 
caráter antecedente ou incidental. 
O caso trata da tutela provisória de urgência 
antecipada requerida em caráter antecedente. 
Art. 303. Nos casos em que a urgência for 
contemporânea à propositura da ação, a petição 
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela 
antecipada e à indicação do pedido de tutela 
final, com a exposição da lide, do direito que se 
busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao 
resultado útil do processo. 
§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se 
refere o caput deste artigo: 
I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a 
complementação de sua argumentação, a 
juntada de novos documentos e a confirmação 
do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou 
em outro prazo maior que o juiz fixar; 
 
41. Em uma ação que tramita em determinada 
vara cível, a parte ré alegou falsidade de diversos 
documentos apresentados pelo autor, que, por 
sua vez, afirmava serem autênticos. Não sendo 
possível verificar a autenticidade dos 
documentos pela simples análise superficial, o 
magistrado determinou que se procedesse à 
perícia dos documentos por profissional 
qualificado. 
Com base no CPC/15, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 
A. O custo pelos serviços prestados pelo 
perito deverão ser rateados por ambas 
as partes. 
B. O custo da perícia será adiantado pelo 
réu, uma vez afirmada por ele a falsidade 
do documento. 
C. O custo do serviço é da Fazenda Pública, 
porque a perícia foi determinada de 
ofício pelo magistrado e não por 
qualquer das partes. 
D. O pagamento do perito será custeado 
pelo fundo de custeio da Defensoria 
Pública, caso uma das partes seja 
assistida pela Defensoria Pública e 
beneficiária da Justiça Gratuita. 
Art. 95. Cada parte adiantará a remuneração do 
assistente técnico que houver indicado, sendo a 
do perito adiantada pela parte que houver 
requerido a perícia ou rateada quando a perícia 
for determinada de ofício ou requerida por 
ambas as partes. 
Art. 95, § 3o Quando o pagamento da perícia for 
de responsabilidade de beneficiário de 
gratuidade da justiça, ela poderá ser: 
I - custeada com recursos alocados noorçamento do ente público e realizada por 
servidor do Poder Judiciário ou por órgão 
público conveniado; 
II - paga com recursos alocados no orçamento da 
União, do Estado ou do Distrito Federal, no caso 
de ser realizada por particular, hipótese em que 
o valor será fixado conforme tabela do tribunal 
respectivo ou, em caso de sua omissão, do 
Conselho Nacional de Justiça. 
§ 4o Na hipótese do § 3o, o juiz, após o trânsito 
em julgado da decisão final, oficiará a Fazenda 
Pública para que promova, contra quem tiver 
sido condenado ao pagamento das despesas 
processuais, a execução dos valores gastos com 
a perícia particular ou com a utilização de 
servidor público ou da estrutura de órgão 
público, observando-se, caso o responsável pelo 
pagamento das despesas seja beneficiário de 
gratuidade da justiça, o disposto no art. 98, § 2o. 
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira 
ou estrangeira, com insuficiência de recursos 
para pagar as custas, as despesas processuais e 
os honorários advocatícios tem direito à 
gratuidade da justiça, na forma da lei. 
§ 2o A concessão de gratuidade não afasta a 
responsabilidade do beneficiário pelas despesas 
processuais e pelos honorários advocatícios 
decorrentes de sua sucumbência. 
§ 3o Vencido o beneficiário, as obrigações 
decorrentes de sua sucumbência ficarão sob 
condição suspensiva de exigibilidade e somente 
poderão ser executadas se, nos 5 (cinco) anos 
subsequentes ao trânsito em julgado da decisão 
que as certificou, o credor demonstrar que 
deixou de existir a situação de insuficiência de 
recursos que justificou a concessão de 
gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, 
tais obrigações do beneficiário. 
 
42. Abílio, advogado competente, recebe duas 
citações de processos de seus clientes. Ao 
analisar as petições iniciais, bem como a 
distribuição dos processos, percebe que o 
processo A, que deveria ter sido ajuizado na 
Comarca de Maré de Cima, o foi na Comarca de 
Cipó do Mato, e que o processo B, que deveria 
correr em uma Vara de Família, foi distribuído 
para uma Vara Cível. Abílio promete aos seus 
clientes que irá solucionar esses problemas. 
De acordo com o regramento do CPC/15, 
assinale a opção que indica o procedimento que 
ele deverá adotar. 
A. Acrescentar uma preliminar de 
incompetência na contestação, em 
ambos os casos. 
B. Redigir, no processo A, uma exceção de 
incompetência e, no processo B, uma 
preliminar de incompetência da 
contestação. 
C. Acrescentar, ao processo A, uma 
preliminar de incompetência na 
contestação e, ao processo B, uma 
exceção de incompetência. 
 
 
D. Redigir uma exceção de incompetência, 
em ambos os casos. 
Art. 64. A incompetência, absoluta (processo B) 
ou relativa (processo A), será alegada como 
questão preliminar de contestação. 
§ 1o A incompetência absoluta pode ser alegada 
em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve 
ser declarada de ofício. 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa 
se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode 
ser alegada pelo Ministério Público nas causas 
em que atuar. 
 
43. Durante uma ação de guarda a tramitar em 
uma vara de família, a ré, mãe da criança, 
descobriu que o advogado do pai (autor) é filho 
adotivo do irmão do promotor de justiça que 
atua no caso. Extremamente preocupada, 
informou o fato ao seu advogado. 
Com base no CPC/15, como advogado da mãe, 
assinale a afirmativa correta. 
A. Por causa do impedimento para que o 
promotor de justiça exerça suas funções, 
o fato deverá ser informado ao juiz da 
causa em petição específica. 
B. O advogado da mãe deverá arguir, por 
meio de exceção, o impedimento do 
promotor de justiça. 
C. As causas de impedimento direcionadas 
ao magistrado, como é o caso, não se 
estendem aos membros do Ministério 
Público. 
D. Não se trata de causa de impedimento 
porque o advogado do pai é parente 
colateral de terceiro grau do promotor 
de justiça. 
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe 
vedado exercer suas funções no processo: 
III - quando nele estiver postulando, como 
defensor público, advogado ou membro do 
Ministério Público, seu cônjuge ou 
companheiro, ou qualquer parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou 
colateral, até o terceiro grau, inclusive; 
Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar 
do conhecimento do fato, a parte alegará o 
impedimento ou a suspeição, em petição 
específica dirigida ao juiz do processo, na qual 
indicará o fundamento da recusa, podendo 
instruí-la com documentos em que se fundar a 
alegação e com rol de testemunhas. 
Art. 148. Aplicam-se os motivos de 
impedimento e de suspeição: 
I - ao membro do Ministério Público; 
§ 1o A parte interessada deverá arguir o 
impedimento ou a suspeição, em petição 
fundamentada e devidamente instruída, na 
primeira oportunidade em que lhe couber falar 
nos autos. 
§ 2o O juiz mandará processar o incidente em 
separado e sem suspensão do processo, ouvindo 
o arguido no prazo de 15 (quinze) dias e 
facultando a produção de prova, quando 
necessária. 
O art. 313, III, do Novo CPC prevê como causa de 
suspensão do processo a arguição de 
impedimento ou de suspeição, e, ainda que seja 
omisso o dispositivo nesse sentido, a única 
arguição de impedimento e suspeição capaz de 
suspender o processo é a do juiz, não havendo 
suspensão quando a arguição se dirigir ao 
membro do Ministério Público (art. 148, § 2º, do 
Novo CPC) ou a auxiliares da Justiça. 
A mera arguição da suspeição ou impedimento 
do juiz suspende o procedimento principal 
(suspensão imprópria), mas a continuidade 
dessa suspensão até o julgamento da arguição 
depende de decisão a ser proferida pelo relator 
do incidente no tribunal. Nos termos do art. 146, 
§ 2º, do Novo CPC, o relator poderá receber o 
incidente sem efeito suspensivo, de forma que o 
processo retomará o seu andamento, ou com 
 
 
efeito suspensivo, quando a suspensão será 
prorrogada até o julgamento do incidente. 
No tocante aos pedidos de tutela de urgência, 
serão dirigidos ao substituto legal do juiz 
acusado de parcial enquanto não for declarado 
o efeito em que o incidente é recebido ou 
quando ele for recebido com efeito suspensivo. 
Se o relator receber o incidente sem efeito 
suspensivo, o pedido será dirigido ao próprio juiz 
acusado de suspeito ou impedido.” 
 
44. Rafael e Paulo, maiores e capazes, 
devidamente representados por seus 
advogados, celebraram um contrato, no qual, 
dentre outras obrigações, havia a previsão de 
que, em eventual ação judicial, os prazos 
processuais relativamente aos atos a serem 
praticados por ambos seriam, em todas as 
hipóteses, dobrados. Por conta de desavenças 
surgidas um ano após a celebração da avença, 
Rafael ajuizou uma demanda com o objetivo de 
rescindir o contrato e, ainda, receber 
indenização por dano material. Regularmente 
distribuída para o juízo da 10ª Vara Cível da 
comarca de Porto Alegre/RS, o magistrado 
houve por reconhecer, de ofício, a nulidade da 
cláusula que previa a dobra do prazo. 
Sobre os fatos, assinale a afirmativa correta. 
A. O magistrado agiu corretamente, uma 
vez que as regras processuais não podem 
ser alteradas pela vontade das partes. 
B. Se o magistrado tivesse ouvido as partes 
antes de reconhecer a nulidade, sua 
decisão estaria correta, uma vez que, 
embora a cláusula fosse realmente nula, 
o princípio do contraditório deveria ter 
sido observado. 
C. O magistrado agiu incorretamente, uma 
vez que, tratando-se de objeto 
disponível, realizado por partes capazes, 
eventual negócio processual, que ajuste 
o procedimento às especificidades da 
causa, deve ser respeitado. 
D. O juiz não poderia ter reconhecido a 
nulidade do negócio processual, ainda 
que se tratasse de contrato de adesão 
realizado por partes em situaçõesmanifestamente desproporcionais, uma 
vez que deve ser respeitada a autonomia 
da vontade. 
Art. 190. Versando o processo sobre direitos 
que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no 
procedimento para ajustá-lo às especificidades 
da causa e convencionar sobre os seus ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais, 
antes ou durante o processo. 
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o 
juiz controlará a validade das convenções 
previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação 
somente nos casos de nulidade ou de inserção 
abusiva em contrato de adesão ou em que 
alguma parte se encontre em manifesta situação 
de vulnerabilidade. 
 
45. A médica Carolina é devedora de R$ 
100.000,00 (cem mil reais), débito esse 
originado de contrato particular de mútuo, 
vencido e não pago, no qual figura como credora 
a advogada Zélia. Diante do inadimplemento, 
Zélia ajuizou ação de cobrança que, após 
instrução probatória, culminou em sentença 
com resolução de mérito procedente. O juiz não 
se pronunciou quanto ao pagamento de 
honorários advocatícios de sucumbência à 
advogada porque esta atuou em causa própria. 
A omissa sentença proferida transitou em 
julgado recentemente. 
Sobre o caso apresentado, segundo o CPC/15, 
assinale a afirmativa correta. 
A. O juiz agiu com acerto ao deixar de 
condenar Carolina ao pagamento de 
honorários. 
B. Os honorários advocatícios de 
sucumbência constituem direito do 
advogado sem natureza alimentar. 
 
 
C. A advogada Zélia não poderá requerer 
que o pagamento dos honorários seja 
efetuado em favor da sociedade de 
advogados no qual figura como sócia. 
D. O recente trânsito em julgado da omissa 
sentença não obsta o ajuizamento de 
ação autônoma para definição e 
cobrança dos honorários de 
sucumbência. 
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar 
honorários ao advogado do vencedor. 
§ 14. Os honorários constituem direito do 
advogado e têm natureza alimentar, com os 
mesmos privilégios dos créditos oriundos da 
legislação do trabalho, sendo vedada a 
compensação em caso de sucumbência parcial. 
§ 15. O advogado pode requerer que o 
pagamento dos honorários que lhe caibam seja 
efetuado em favor da sociedade de advogados 
que integra na qualidade de sócio, aplicando-se 
à hipótese o disposto no § 14. 
§ 17. Os honorários serão devidos quando o 
advogado atuar em causa própria. 
§ 18. Caso a decisão transitada em julgado seja 
omissa quanto ao direito aos honorários ou ao 
seu valor, é cabível ação autônoma para sua 
definição e cobrança. 
 
46. Davi ajuizou ação em face de Heitor, 
cumulando pedido de cobrança no valor de R$ 
70.000,00 (setenta mil reais) e pedido 
indenizatório de dano material no valor de R$ 
30.000,00 (trinta mil reais). Ultrapassada a fase 
inicial conciliatória, Heitor apresentou 
contestação contendo vários fundamentos - 
dentre eles, preliminar de impugnação ao valor 
da causa. O Juiz proferiu decisão saneadora, 
rejeitando a impugnação ao valor da causa e 
determinando o prosseguimento do processo. 
Com base no caso apresentado, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Heitor deveria ter apresentado incidente 
processual autônomo de impugnação ao 
valor da causa. 
B. Heitor poderá formular pedido recursal 
de modificação da decisão que rejeitou a 
impugnação ao valor da causa, em suas 
razões recursais de eventual apelação. 
C. O valor da causa deverá ser de R$ 
70.000,00 (setenta mil reais), pois 
existem pedidos cumulativos. 
D. A impugnação ao valor da causa 
somente poderia ser decidida por 
ocasião da prolatação da sentença de 
mérito. 
Art. 292. O valor da causa constará da petição 
inicial ou da reconvenção e será: 
I - na ação de cobrança de dívida, a soma 
monetariamente corrigida do principal, dos 
juros de mora vencidos e de outras penalidades, 
se houver, até a data de propositura da ação; 
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em 
dano moral, o valor pretendido; 
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a 
quantia correspondente à soma dos valores de 
todos eles; 
Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar 
da contestação, o valor atribuído à causa pelo 
autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a 
respeito, impondo, se for o caso, a 
complementação das custas. 
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação. 
§ 1o As questões resolvidas na fase de 
conhecimento, se a decisão a seu respeito não 
comportar agravo de instrumento, não são 
cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas 
em preliminar de apelação, eventualmente 
interposta contra a decisão final, ou nas 
contrarrazões. 
 
47. Distribuída a ação, Antônia (autora) é 
intimada para a audiência de conciliação na 
pessoa de seu advogado. Explicado o objetivo 
 
 
desse ato pelo advogado, Antônia informa que 
se recusa a participar da audiência porque não 
tem qualquer possibilidade de conciliação com 
Romero (réu). 
Acerca da audiência de conciliação ou de 
mediação, com base no CPC/15, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Romero deverá ser citado para 
apresentar defesa com, pelo menos, 15 
(quinze) dias de antecedência. 
B. A audiência não será realizada, uma vez 
que Antônia manifestou expressamente 
seu desinteresse pela conciliação. 
C. Ainda que ambas as partes manifestem 
desinteresse na conciliação, quando a 
matéria não admitir autocomposição, a 
audiência de conciliação ocorrerá 
normalmente. 
D. Antônia deve ser informada que o seu 
não comparecimento é considerado ato 
atentatório à dignidade da justiça, sob 
pena de multa. 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os 
requisitos essenciais e não for o caso de 
improcedência liminar do pedido, o juiz 
designará audiência de conciliação ou de 
mediação com antecedência mínima de 30 
(trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo 
menos 20 (vinte) dias de antecedência. 
§ 4o A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, 
expressamente, desinteresse na composição 
consensual; [não basta a manifestação da 
autora, a do réu também é imprescindível] 
II - quando não se admitir a autocomposição. 
§ 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, 
seu desinteresse na autocomposição, e o réu 
deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 
(dez) dias de antecedência, contados da data da 
audiência. 
§ 8o O não comparecimento injustificado do 
autor ou do réu à audiência de conciliação é 
considerado ato atentatório à dignidade da 
justiça e será sancionado com multa de até dois 
por cento da vantagem econômica pretendida 
ou do valor da causa, revertida em favor da 
União ou do Estado. 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Organização do Estado e Intervenção 
1. Um agente público federal, em entrevista a 
jornal de grande circulação, expressou sua 
insatisfação com o baixo índice de 
desenvolvimento econômico e social de 
aproximadamente 25 por cento do amplo 
território ocupado pelo Estado Alfa, mais 
precisamente da parte sul do Estado. Por 
entender que a autoridade estadual não possui 
os recursos necessários para implementar 
políticas que desenvolvam essa região, afirma 
que faz parte da agenda do governo federal 
transformar a referida área em território 
federal. O Governador de Alfa, preocupado com 
o teor do pronunciamento, solicita que os 
procuradores do Estado informem se tal medida 
é possível, segundos os parâmetros 
estabelecidos na Constituição Federal de 1988. 
O corpo jurídico, então, responde que 
A. embora na atual configuração da 
República Federativa do Brasil não 
conste nenhum território federal, caso 
venha a ser criado, constituirá um ente 
dotado de autonomia política plena. 
B. embora não exista território federal na 
atual configuração da República 
Federativa do Brasil, a Constituição 
Federal de 1988 prevê, expressamente, a 
possibilidade de sua criação. 
C. em respeito ao princípio daautonomia 
estadual, somente seria possível a 
criação de território pelo Governador de 
Alfa, a quem caberia a responsabilidade 
pela gestão. 
D. ainda que o Brasil já tenha tido 
territórios federais, a Constituição 
Federal não prevê tal modalidade, o que 
afasta a possibilidade de sua criação. 
 
 
Art. 18. A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
§ 1º Brasília é a Capital Federal. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e 
sua criação, transformação em Estado ou 
reintegração ao Estado de origem serão 
reguladas em lei complementar. 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, 
subdividir-se ou desmembrar-se para se 
anexarem a outros, ou formarem novos Estados 
ou Territórios Federais, mediante aprovação da 
população diretamente interessada, através de 
plebiscito (LEMBRANDO QUE: PLEBISCITO >>> 
ANTERIORRRRR e REFERENDO >>>>> 
POSTERIORRRR ), e do Congresso Nacional, por 
lei complementar. 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o 
desmembramento de Municípios, far-se-ão por 
lei estadual, dentro do período determinado por 
Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às 
populações dos Municípios envolvidos, após 
divulgação dos Estudos de Viabilidade 
Municipal, apresentados e publicados na forma 
da lei. 
 
2. Diante do desafio de promover maior 
proteção às florestas, à fauna e à flora, 
reiteradamente atingidas por incêndios e 
desmatamentos, organizações não-
governamentais resolvem provocar o Poder 
Público, a fim de que sejam adotadas 
providências concretas para manutenção do 
equilíbrio climático. Porém, sem saber quais os 
entes federativos que seriam 
constitucionalmente competentes para agir na 
direção almejada, buscam maiores 
esclarecimentos com competente advogado(a). 
No âmbito da competência comum estabelecida 
pela Constituição Federal de 1988, assinale a 
opção que apresenta a orientação recebida. 
A. A União deve atuar legislando 
privativamente a respeito da referida 
proteção, sendo que, aos demais entes 
federativos, restará tão somente 
cumprir as normas editadas pela União, 
sem que possam suplementá-la. 
B. A União, os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios são todos competentes 
para promover a referida proteção, 
sendo os termos dessa cooperação 
fixados em legislação primária produzida 
pelo Congresso Nacional, com quórum 
de aprovação de maioria absoluta. 
C. A União e os Estados dividirão, com 
exclusividade, as responsabilidades 
inerentes à produção das normas e à 
atuação administrativa, tendo por 
pressuposto o fato de ter o constituinte 
originário brasileiro, na Constituição de 
1988, adotado uma típica federação de 
2º grau. 
D. A referida proteção é uma tarefa 
precípua da União, podendo o 
Presidente da República, no uso de suas 
atribuições constitucionais, se 
considerar conveniente, delegar tarefas 
específicas aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios. 
Art. 23. É competência comum da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: 
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; 
Parágrafo único. Leis complementares fixarão 
normas para a cooperação entre a União e os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento 
e do bem-estar em âmbito nacional. 
A grande questão também seria lembrar do 
Quórum: 
Leis complementares - Maioria Absoluta 
Leis Ordinárias - Maioria simples 
 
 
 
3. O Município Alfa, situado no Estado Beta, 
negou-se a apresentar contas anuais de 
numerosos exercícios ao Tribunal de Contas do 
referido Estado. Convencido de não se tratar de 
meros equívocos, mas sim de tentativa de 
dissimular uma série de irregularidades 
administrativas, o Governador do Estado Beta 
encaminhou a questão à Procuradoria do 
Estado, a fim de saber se a situação ensejaria 
uma intervenção. 
A Procuradoria de Beta, após análise da 
Constituição Federal, informou corretamente 
que o caso 
A. não admite intervenção em Alfa, pois o 
fato de os Municípios brasileiros serem 
entes federativos autônomos lhes 
garante total independência no trato de 
seus recursos, impossibilitando a 
ingerência de outros entes. 
B. pode ensejar intervenção federal no 
Município Alfa, sendo que o Presidente 
da República somente poderá vir a 
decretá-la após solicitação formal por 
parte do Governador de Beta e o devido 
controle político pelo Congresso 
Nacional. 
C. enseja a intervenção estadual por 
decreto do próprio Governador de Beta, 
sendo o referido ato necessariamente 
dirigido, posteriormente, à Assembleia 
Legislativa de Beta, para que realize o 
devido controle político. 
D. admite a intervenção estadual no 
Município Alfa, mas o Governador 
somente poderá decretá-la após a 
devida e formal solicitação por parte da 
Câmara Municipal de Alfa, que deverá, 
em seguida, exercer o controle político 
do ato. 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus 
Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto 
quando: 
 
II - não forem prestadas contas devidas, na 
forma da lei; 
§ 1º O decreto de intervenção, que especificará 
a amplitude, o prazo e as condições de execução 
e que, se couber, nomeará o interventor, será 
submetido à apreciação do Congresso Nacional 
ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo 
de vinte e quatro horas. 
Mas, caso o Congresso (em sede de Intervenção 
Federal) ou a Assembleia Legislativa não aprove 
o decreto, a intervenção deverá ser 
imediatamente cessada. 
Súmula 637 do STF – Não cabe recurso 
extraordinário contra acórdão de tribunal de 
justiça que defere pedido de intervenção 
estadual em município 
4. No Município X, foi editada lei proibindo a 
queima da palha de cana-de-açúcar e o uso do 
fogo em atividades agrícolas. Tal diploma legal 
foi, então, impugnado pelo sindicato patronal 
representante dos produtores de álcool da 
região, ao argumento de que a municipalidade 
não detém competência para dispor sobre o 
assunto. 
A partir do caso enunciado, com base no texto 
constitucional, assinale a afirmativa correta. 
A. Os Municípios apenas detêm 
competência para legislar sobre 
assuntos de interesse local; logo, como a 
proteção do meio ambiente engloba 
interesse federal e estadual, a lei 
municipal é inconstitucional. 
B. A lei municipal é constitucional, eis que 
os Municípios possuem competência 
para dispor sobre a proteção do meio 
ambiente e o controle da poluição, no 
limite de seu interesse local e em 
harmonia com a disciplina estabelecida 
pelos demais entes federados. 
C. Os Municípios têm competência para 
legislar sobre assuntos de interesse local; 
mas como o direito ao meio ambiente 
 
 
equilibrado demanda tratamento 
uniforme por todas as unidades da 
Federação, a lei municipal é 
inconstitucional. 
D. Os Municípios possuem competência 
exclusiva para legislar sobre assuntos de 
interesse local e a preservação do meio 
ambiente, de modo que a lei municipal 
em questão é constitucional. 
Art. 23 c/c 30 CF. O primeiro art. trata de 
competência comum da União, Estados, DF e 
Municípios; o segundo trata da competência do 
município. Assim, não sendo matéria privativa 
da União, e sendo competência material 
concorrente de todos os entes federados, não 
há inconstitucionalidade na lei municipal. 
"Art. 23. É competência comum da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: 
VI - proteger o meio ambiente e combater a 
poluição em qualquer de suas formas" 
"Art. 30. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local" 
 
5. A Lei Y do Estado Beta obriga pessoas físicas 
ou jurídicas, independentemente da atividade 
que exerçam, a oferecer estacionamentoao 
público, a cercar o respectivo local e a manter 
funcionários próprios para garantia da 
segurança, sob pena de pagamento de 
indenização em caso de prejuízos causados ao 
dono do veículo. 
A Confederação Nacional do Comércio procurou 
seus serviços, como advogado(a), visando obter 
esclarecimentos quanto à constitucionalidade 
da referida lei estadual. 
Sobre a Lei Y, com base na ordem jurídico-
constitucional vigente, assinale a afirmativa 
correta. 
A. É inconstitucional, pois viola a 
competência privativa da União de 
legislar sobre matéria concernente ao 
Direito Civil. 
B. É inconstitucional, pois, conforme a 
Constituição Federal, compete ao ente 
municipal legislar sobre Direito do 
Consumidor. 
C. É constitucional, pois versa sobre 
matéria afeta ao Direito do Consumidor, 
cuja competência legislativa privativa 
pertence ao Estado Beta. 
D. É constitucional, pois, tratando a Lei de 
temática afeta ao Direito Civil, a 
competência legislativa concorrente 
entre a União e os Estados permite que 
Beta legisle sobre a matéria. 
Legislar sobre estacionamentos é tratar de 
norma de direito privado, mais especificamente, 
de direito civil. 
E legislar sobre D. Civil é de competência 
privativa da União! 
"Art. 22. Compete privativamente à União 
legislar sobre: 
I - direito civil, comercial, penal, processual, 
eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, 
espacial e do trabalho". 
 
6. Ao apreciar as contas anuais do chefe do 
Poder Executivo do Município Y, o Tribunal de 
Contas emitiu parecer técnico contrário à sua 
aprovação, por entender que diversos 
dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal 
teriam sido violados. Ainda assim, em 
contrariedade a tal entendimento, a Câmara 
Municipal, por decisão dos seus membros, com 
apenas um voto vencido, julgou e aprovou tais 
contas. 
À luz da hipótese narrada, com fundamento no 
texto constitucional, assinale a afirmativa 
correta. 
A. A aprovação das contas do Prefeito do 
Município Y se deu em conformidade 
com o disposto no texto constitucional, 
já que parecer prévio do Tribunal de 
Contas não possui caráter vinculante, 
deixando de prevalecer por voto de, ao 
 
 
menos, dois terços dos membros da 
Câmara Municipal. 
B. O parecer técnico emitido pelo Tribunal 
de Contas possui, excepcionalmente, 
caráter vinculante, de modo que, no caso 
em análise, as contas anuais 
apresentadas pelo Chefe do Executivo 
não poderiam ter sido aprovadas pela 
Câmara Municipal. 
C. O Tribunal de Contas, órgão de controle 
externo auxiliar do Poder Legislativo, 
tem competência para analisar, julgar e 
rejeitar, em caráter definitivo, as contas 
anuais apresentadas pelo Chefe do 
Executivo local; portanto, é 
desnecessária a submissão do seu 
parecer à Câmara Municipal. 
D. Como corolário da autonomia financeira 
e orçamentária inerente aos três 
poderes, as contas anuais do Chefe do 
Executivo municipal não se submetem à 
aprovação da Câmara local, eis que tal 
situação implica em indevida ingerência 
do Poder Legislativo sobre o Poder 
Executivo. 
Segundo o art. 31, § 2º da CF: O parecer prévio, 
emitido pelo órgão competente sobre as contas 
que o Prefeito deve anualmente prestar, só 
deixará de prevalecer por decisão de dois terços 
dos membros da Câmara Municipal. 
De acordo com o art. 75, caput, da CF/88, as 
normas estabelecidas para o Tribunal de Contas 
da União (TCU) também se aplicam, no que 
couber, à organização, composição e 
fiscalização dos Tribunais e Conselhos de Contas 
dos Municípios. 
O Tribunal de Contas (art.31, §2°) emitirá 
parecer prévio sobre as contas prestadas 
anualmente pelo Prefeito, podendo ser 
rejeitado pela Câmara Municipal pelo voto de 
2/3 do seus membros. 
O STF ficou a seguinte tese (interpretação 
sistemática): “ O parecer técnico elaborado pelo 
Tribunal de Contas tem natureza meramente 
opinativa, competindo exclusivamente à 
Câmara de Vereadores o julgamento das contas 
anuais do Chefe do Poder Executivo local, sendo 
incabível o julgamento ficto das contas por 
decurso de prazo” (RE 729.744, Pleno, j. 
10.08.2016). Fonte: Pedro Lenza, 2020. 
O STF entendeu também, posteriormente que, 
apesar de o parecer técnico elaborado pelo 
Tribunal de Contas ter natureza meramente 
opinativa, a sua emissão é IMPRESCINCÍVEL, ou 
seja , NECESSÁRIA. 
 
7. A Constituição do Estado Alfa, em seu Art. 32, 
dispõe que “os vencimentos dos servidores 
públicos municipais da administração direta e 
indireta são pagos até o último dia de cada mês, 
corrigindo-se monetariamente seus valores se o 
pagamento se der além desse prazo”. 
Considerando os termos do preceito 
mencionado, assinale a afirmativa correta. 
A. Embora a CRFB/88 preconize ser de 
competência dos Municípios dispor 
sobre assuntos de interesse local, 
incumbe à União legislar, 
privativamente, sobre a organização 
administrativa e financeira dos entes 
federados; logo, o Art. 32 da 
Constituição do Estado Alfa é 
inconstitucional. 
B. Apesar de o Art. 32 da Constituição do 
Estado Alfa não apresentar vício formal 
de inconstitucionalidade, ele apresenta 
vício de ordem material, pois a CRFB/88 
dispõe que os vencimentos dos 
servidores públicos devem ser pagos até 
o quinto dia útil do mês subsequente. 
C. O Art. 32 da Constituição do Estado Alfa 
não padece de vício de 
inconstitucionalidade, pois a CRFB/88 
autoriza os Estados a dispor sobre a 
organização administrativa dos entes 
municipais que se encontram em sua 
circunscrição territorial. 
D. O referido dispositivo da Constituição do 
Estado Alfa é inconstitucional porque, ao 
 
 
estabelecer regra afeta aos servidores 
municipais, viola, com isso, a autonomia 
municipal para disciplinar a matéria. 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem 
no Distrito Federal, exceto para: 
VII - assegurar a observância dos seguintes 
princípios constitucionais: 
c) autonomia municipal; 
Princípio da autonomia dos entes federativos: A 
Constituição Estadual não pode dispor sobre 
servidores municipais, sob pena de afronta à 
autonomia municipal. 
A título de complemento, há uma exceção. É 
constitucional norma de Constituição Estadual 
que preveja que “o Estado e os Municípios 
reservarão vagas em seus respectivos quadros 
de pessoal para serem preenchidas por pessoas 
portadoras de deficiência.” Neste caso não há 
inconstitucionalidade, considerando que se 
trata de mera repetição do art. 37, VIII, CF (STF, 
ADI 825, 2018). 
 
8. Bento ficou surpreso ao ler, em um jornal de 
grande circulação, que um cidadão americano 
adquiriu fortuna ao encontrar petróleo em sua 
propriedade, situada no Estado do Texas. 
Acresça-se que um amigo, com formação na 
área de Geologia, tinha informado que as 
imensas propriedades de Bento possuíam 
rochas sedimentares normalmente presentes 
em regiões petrolíferas. 
Antes de pedir um aprofundado estudo 
geológico do terreno, Bento buscou um 
advogado especialista na matéria, a fim de saber 
sobre possíveis direitos econômicos que lhe 
caberiam como resultado da extração do 
petróleo em sua propriedade. O advogado 
respondeu que, segundo o sistema jurídico-
constitucional brasileiro, caso seja encontrado 
petróleo na propriedade, Bento 
A. poderá, por ser proprietário do solo e, 
por extensão, do subsolo de sua 
propriedade, explorar, per se, a 
atividade, auferindo para si os bônus e 
ônus econômicos advindos da 
exploração. 
B. receberá indenização justa e prévia pela 
desapropriação do terreno em que se 
encontra a jazida, mas não terá direito a 
qualquer participação nos resultados 
econômicos provenientes da atividade. 
C. terá assegurada, nos termos 
estabelecidos pela via legislativa 
ordinária, participação nos resultados 
econômicos decorrentes da exploração 
da referida atividade emsua 
propriedade. 
D. não terá direito a qualquer participação 
no resultado econômico da atividade, 
pois, embora seja proprietário do solo, 
as riquezas extraídas do subsolo são de 
propriedade exclusiva da União. 
Art. 176. As jazidas, em lavra ou não, e demais 
recursos minerais e os potenciais de energia 
hidráulica constituem propriedade distinta da 
do solo, para efeito de exploração ou 
aproveitamento, e pertencem à União, 
garantida ao concessionário a propriedade do 
produto da lavra. 
§ 2º É assegurada participação ao proprietário 
do solo nos resultados da lavra, na forma e no 
valor que dispuser a lei. 
As riquezas não são exclusivas da União e não há 
motivo nenhum em dizer que haverá 
desapropriação. 
 
9. O diretor da unidade prisional de segurança 
máxima ABC expede uma portaria vedando, no 
âmbito da referida entidade de internação 
coletiva, quaisquer práticas de cunho religioso 
direcionadas aos presos, apresentando, como 
motivo para tal ato, a necessidade de a 
Administração Pública ser laica. 
 
 
A partir da situação hipotética narrada, assinale 
a afirmativa correta. 
A. A motivação do ato administrativo 
encontra-se equivocada, uma vez que o 
preâmbulo da Constituição da República 
de 1988 faz expressa menção à 
“proteção de Deus”, também 
assegurando aos entes federados ampla 
liberdade para estabelecer e 
subvencionar os cultos religiosos e 
igrejas. 
B. O ato expedido pelo diretor encontra 
plena correspondência com a ordem 
constitucional brasileira, a qual veda, aos 
entes federados, estabelecer cultos 
religiosos ou igrejas, subvencioná-los ou 
firmar qualquer espécie de colaboração 
de interesse público. 
C. A Constituição da República de 1988 
dispõe que, nos termos da lei, é 
assegurada assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação 
coletiva, de modo que a portaria 
expedida pelo diretor viola um direito 
fundamental dos internos. 
D. Inexiste incompatibilidade entre a 
portaria e a Constituição da República de 
1988, uma vez que a liberdade religiosa 
apenas se apresenta no ensino 
confessional, ministrado, em caráter 
facultativo, nos estabelecimentos 
públicos e privados de ensino, não sendo 
tal direito extensível aos presos. 
CF, art. 5º, VII - é assegurada, nos termos da lei, 
a prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação 
coletiva; 
CF, art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao DF 
e aos Municípios: 
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, 
subvencioná-los, embaraçar-lhes o 
funcionamento ou manter com eles ou seus 
representantes relações de dependência ou 
aliança, ressalvada, na forma da lei, a 
colaboração de interesse público; 
 
10. A população do Estado X, insatisfeita com os 
rumos da política nacional e os sucessivos 
escândalos de corrupção que assolam todas as 
esferas do governo, inicia uma intensa 
campanha pleiteando sua separação do restante 
da Federação brasileira. Um plebiscito é então 
organizado e 92% dos votantes opinaram 
favoravelmente à independência do Estado. 
Sobre a hipótese, com base no texto 
constitucional, assinale a afirmativa correta. 
A. Diante do expressivo quórum favorável à 
separação do Estado X, a Assembleia 
Legislativa do referido ente deverá 
encaminhar ao Congresso Nacional 
proposta de Emenda Constitucional que, 
se aprovada, viabilizará a secessão do 
Estado X. 
B. Para o exercício do direito de secessão, 
exige-se lei estadual do ente separatista, 
dentro do período determinado por Lei 
Complementar federal, dependendo 
ainda de consulta prévia, mediante 
plebiscito, às populações dos demais 
Estados, após divulgação dos estudos de 
viabilidade, apresentados e publicados 
na forma da lei. 
C. Diante da autonomia dos entes 
federados, admite-se a dissolução do 
vínculo existente entre eles, de modo 
que o Estado X poderia formar um novo 
país, mas, além da aprovação da 
população local por meio de plebiscito 
ou referendo, seria necessária a edição 
de Lei Complementar federal 
autorizando a separação. 
D. A forma federativa de Estado é uma das 
cláusulas pétreas que norteiam a ordem 
constitucional brasileira, o que conduz à 
conclusão de que se revela inviável o 
exercício do direito de secessão por 
parte de qualquer dos entes federados, 
o que pode motivar a intervenção 
federal. 
 
 
A forma federativa de Estado é uma das 
cláusulas pétreas que norteiam a ordem 
constitucional brasileira, o que conduz à 
conclusão de que se revela inviável o exercício 
do direito de secessão por parte de qualquer dos 
entes federados, o que pode motivar a 
intervenção federal. 
Trata-se de uma questão que envolve o tema 
FORMA DE ESTADO. Existem Estados Unitários, 
Confederados e Federados. O Brasil adota a 
forma de Estado federado, é uma FEDERAÇÃO, 
desde a Constituição Republicana de 1891, 
antes o Brasil era um Estado Unitário (império). 
Significa que a capacidade Políticas 
Administrativas e Legislativa, são distribuídas 
para a competência de entes regionais, 
possuindo então autonomia. 
A Federação brasileira se constitui por uma 
união "indissolúvel", a CRFB/88 afastou a 
possibilidade de secessão, típica das 
Confederações, nas quais os Estados soberanos 
e independentes podem pleitear a saída da 
união celebrada por meio de tratado 
internacional. 
Assim, o direito de secessão é o grande 
diferencial entre uma Confederação, no qual ele 
é possível, e uma Federação, na qual ele é 
vedado. 
Na atual ordem constitucional a República 
Federativa do Brasil, formada pela UNIÃO 
INDISSOLÚVEL dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, artigo 1º, caput da CRFB/88. 
Vale destacar que, a forma federativa de Estado 
é CLAUSULA PETREA - artigo 60, § 4º Não será 
objeto de deliberação a proposta de emenda 
tendente a abolir: inciso I - a forma federativa de 
Estado, ou seja, nem mesmo por emenda à 
Constituição Federal é possivel ter secessão. 
Portanto, atos ou manifestações que atenta 
contra o pacto federativo, como no caso em tela 
poderá ensejar uma intervenção federal, nos 
moldes do artigo Art. 34, que diz "a União não 
intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, 
exceto para: I - manter a integridade nacional; II 
- repelir invasão estrangeira ou de uma unidade 
da Federação em outra". 
 
11. O Procurador-Geral de Justiça resolve 
representar perante o Tribunal de Justiça, 
solicitando intervenção estadual no Município 
Alfa, sob a alegação de que esse ente federado 
tem violado frontalmente diversos princípios, de 
reprodução obrigatória, indicados na 
Constituição Estadual. 
Com base na hipótese narrada, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A intervenção estadual no Município Alfa 
pode ser decretada, ex officio, pelo 
Governador de Estado, 
independentemente da representação. 
B. A intervenção estadual no Município Alfa 
dependerá de provimento do Tribunal de 
Justiça requisitando ao Governador de 
Estado que decrete a referida medida. 
C. A intervenção estadual não é possível, 
pois, devido à sua natureza excepcional, 
o rol previsto na Constituição da 
República não contempla a violação a 
princípios. 
D. A intervenção estadual no Município 
Alfa, após o acolhimento da 
representação pelo Tribunal de Justiça, 
ainda dependerá do controle político da 
Assembleia Legislativa Estadual. 
A intervenção estadual não é decretada de ofício 
pelo Governador do Estado. 
Inicialmente, o Procurador-geral de Justiça, em 
caso de ocorrência do previsto no art. 35 da CF, 
propõe uma representação perante o Tribunal 
de Justiça, que se for deferido pelo Presidente 
do Tribunal de Justiça, comunicará a decisão ao 
Governador para que concretize a intervenção. 
Após o Governador decretar a intervenção 
estadual, o decreto deverá ser submetido ao 
Poder Legislativo, ou seja, a Assembleia 
Legislativa. 
 
 
Não há dúvidas de que a intervençãoestadual 
possui caráter excepcional, devendo ser 
observado o rol de hipóteses previsto no art. 35 
da CF, contudo, a questão está incorreta ao 
afirmar que a ofensa a princípios não está 
previsto no rol da Constituição Federal. 
Em que pese o decreto de intervenção estadual 
deva ser submetido ao Poder Legislativo no 
prazo de 24 horas, há situações em que dispensa 
este “controle político”. 
 
12. A Lei X do Município Sigma estabelece que, 
em certo bairro, considerado área residencial, 
fica vedada a instalação de mais de um centro 
empresarial de grandes proporções, com área 
superior a 5.000 m² (cinco mil metros 
quadrados) e que reúna, em suas dependências, 
mais de 10 (dez) lojas distintas. 
Ante a existência de um estabelecimento 
comercial com tais características no bairro “Y”, 
a administradora Alfa, visando abrir um 
shopping center no mesmo bairro, procura você, 
na qualidade de advogado(a), para obter 
esclarecimentos quanto à viabilidade deste 
empreendimento. 
 
Diante da situação narrada, com base na ordem 
jurídico-constitucional vigente e na 
jurisprudência dos Tribunais Superiores, 
assinale a afirmativa correta. 
A. Apenas a União tem competência para, 
por meio de lei e outros atos normativos, 
organizar o uso e a ocupação do solo; 
logo, apenas por esse motivo, a Lei X do 
Município Sigma é manifestamente 
inconstitucional. 
B. A Constituição da República de 1988 
atribui aos Municípios competência para 
promover o zoneamento urbano, mas a 
Lei X do Município Sigma, ao impedir a 
instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo em 
determinada área, ofende o princípio da 
livre concorrência. 
C. A Constituição da República de 1988 
dispõe ser competência estadual e 
distrital promover, no que couber, o 
adequado ordenamento territorial, 
mediante planejamento e controle do 
uso, do parcelamento e da ocupação do 
solo, não podendo a lei do Município 
Sigma dispor sobre a matéria. 
D. Compete privativamente à União dispor 
sobre o zoneamento urbano e legislar 
sobre Direito Civil e Comercial; logo, 
somente os Estados e o Distrito Federal 
poderiam ser autorizados, mediante lei 
complementar, a legislar sobre a 
matéria. 
Súmula Vinculante 49: Ofende o princípio da 
livre concorrência lei municipal que impede a 
instalação de estabelecimentos comerciais do 
mesmo ramo em determinada área. 
Art. 170. A ordem econômica, fundada na 
valorização do trabalho humano e na livre 
iniciativa, tem por fim assegurar a todos 
existência digna, conforme os ditames da justiça 
social, observados os seguintes princípios: 
IV - livre concorrência; 
 
13. O Estado Y, bastante conhecido pela 
exuberância de suas praias, que atraem milhares 
de turistas todos os anos, edita lei estadual 
impedindo a pesca de peixes regionais típicos, 
ameaçados de extinção, e limitando o 
transporte marítimo de passageiros. 
A partir da hipótese narrada, nos termos da 
Constituição da República Federativa do Brasil, 
assinale a afirmativa correta. 
A. O Estado Y possui competência 
legislativa concorrente com a União para 
dispor sobre pesca, mas poderá legislar 
sobre transporte e navegação marítima, 
caso Lei Complementar federal o 
autorize. 
 
 
B. O Estado Y tem competência comum 
com os demais entes federados para 
legislar sobre a matéria; logo, a lei 
estadual é constitucional. 
C. A lei editada pelo Estado Y é 
inconstitucional, porque compete 
privativamente à União legislar sobre a 
proteção do meio ambiente e o controle 
da poluição. 
D. A lei editada pelo Estado Y é 
inconstitucional, porque trata de pesca e 
navegação marítima, que são de 
competência exclusiva da União, apesar 
de o Estado Y ter competência privativa 
para legislar sobre meio ambiente. 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao 
Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre: 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da 
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, 
proteção do meio ambiente e controle da 
poluição; 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar 
sobre: 
X - regime dos portos, navegação lacustre, 
fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; 
Parágrafo único. Lei complementar poderá 
autorizar os Estados a legislar sobre questões 
específicas das matérias relacionadas neste 
artigo. 
 
14. Após cumprimento de todas as formalidades 
constitucionais e legais exigíveis, o Estado Alfa 
se desmembra (desmembramento por 
formação), ocasionando o surgimento de um 
novo Estado-membro: o Estado Beta. 
Preocupados com a possibilidade de isso 
influenciar nas grandes decisões políticas 
regionais, um grupo de cidadãos inicia um 
movimento exigindo a imediata elaboração de 
uma Constituição para o novo Estado Beta. 
Os líderes políticos locais, sem maiores 
conhecimentos sobre a temática, buscam 
assessoramento jurídico junto a advogados 
constitucionalistas, sendo-lhes corretamente 
informado que, segundo a inteligência do 
sistema jurídico-constitucional brasileiro, 
A. com a criação do Estado Beta no âmbito 
da República Federativa do Brasil, 
passou este a fazer parte do pacto 
federativo, subordinando-se tão 
somente à Constituição Federal, e não a 
qualquer outra constituição. 
B. tendo passado o Estado Beta a ser 
reconhecido como um ente autônomo, 
adquiriu poderes para se estruturar por 
meio de uma Constituição, sem a 
necessidade desta se vincular a padrões 
de simetria impostos pela Constituição 
Federal. 
C. pelo fato de o Estado Beta ter sido 
reconhecido como um ente federado 
autônomo, passa a ter poderes para se 
estruturar por meio de uma 
Constituição, que deverá observar o 
princípio da simetria, conforme os 
padrões fixados na Constituição Federal. 
D. o reconhecimento do Estado Beta como 
um ente federado autônomo assegurou-
lhe poderes para se estruturar por meio 
de uma Constituição, cujo texto, porém, 
não poderá se diferenciar daquele fixado 
pela Constituição Federal. 
O Próprio art. 25 da C.F/88 deixa claro ao dizer 
que: "Os Estados organizam-se e regem-se pelas 
Constituições e leis que adotarem, observados 
os princípios desta Constituição". Além do mais 
o princípio descrito na alternativa correta 
significa Princípio da Simetria Constitucional – É 
o princípio federativo que exige uma relação 
simétrica entre os institutos jurídicos da 
Constituição Federal e as Constituições dos 
Estados-Membros. 
O estado não se subordina a Constituição 
Federal, ele apenas cria a sua C.E (Constituição 
Estadual), em consonância com a CF; 
 
 
A C.E (Constituição Estadual) tem que estar 
vinculada com os princípios da simetria, ou seja, 
ter uma conexão com a CF; 
Artigo 18, parágrafo 3° da CRFB/88 diz: 
"Os Estados podem incorporar-se entre si, 
subdividir-se ou desmembrar-se para anexarem 
a outros, ou formarem novos Estados ou 
Territorios Federais..." 
 
15. O Estado Alfa deixou de aplicar, na 
manutenção e no desenvolvimento do ensino, o 
mínimo exigido da receita resultante de 
impostos estaduais, compreendida a 
proveniente de transferências. 
À luz desse quadro, algumas associações de 
estudantes procuram um advogado e o 
questionam se, nessa hipótese, seria possível 
decretar a intervenção federal no Estado Alfa. 
Com base na hipótese narrada, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A intervenção federal da União no 
Estado Alfa pode ser decretada, ex 
officio, pelo Presidente da República. 
B. A intervenção federal não é possível, 
pois, por ser um mecanismo excepcional, 
o rol previsto na Constituição que a 
autoriza é taxativo, não contemplando a 
situação narrada. 
C. A intervenção da União no Estado Alfa 
dependerá de requerimento do 
Procurador-Geral da República perante o 
Supremo Tribunal Federal. 
D. A intervenção federal não seria possível, 
pois a norma constitucional que exige a 
aplicação de percentual mínimo de 
receita na educação nunca foi 
regulamentada.Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem 
no Distrito Federal, exceto para: 
I - manter a integridade nacional; 
II - repelir invasão estrangeira ou de uma 
unidade da Federação em outra; 
III - pôr termo a grave comprometimento da 
ordem pública; 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos 
Poderes nas unidades da Federação; 
V - reorganizar as finanças da unidade da 
Federação que: 
a) suspender o pagamento da dívida fundada 
por mais de dois anos consecutivos, salvo 
motivo de força maior; 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas 
tributárias fixadas nesta Constituição, dentro 
dos prazos estabelecidos em lei; 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou 
decisão judicial; 
VII - assegurar a observância dos seguintes 
princípios constitucionais: 
a) forma republicana, sistema representativo e 
regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração 
pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita 
resultante de impostos estaduais, 
compreendida a proveniente de transferências, 
a manutenção e desenvolvimento do ensino e as 
ações e serviços públicos de saúde. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 
2000) 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder 
Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou 
impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal 
Federal, se a coação for exercida contra o Poder 
Judiciário; 
II - no caso de desobediência a ordem ou decisão 
judiciária, de requisição do Supremo Tribunal 
Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do 
Tribunal Superior Eleitoral; 
 
 
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal 
Federal, de representação do Procurador-Geral 
da República, na hipótese do art. 34, VII, e no 
caso de recusa à execução de lei federal. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
45, de 2004) 
 
16. Maria, maior e capaz, reside no Município 
Sigma e tem um filho, Lucas, pessoa com 
deficiência, com 8 (oito) anos de idade. Por ser 
uma pessoa humilde, sem dispor de recursos 
financeiros para arcar com os custos de um 
colégio particular, Maria procura a Secretaria de 
Educação do Município Sigma para matricular 
seu filho na rede pública. Seu requerimento é 
encaminhado à assessoria jurídica do órgão 
municipal, para que seja emitido o respectivo 
parecer para a autoridade executiva 
competente. 
A partir dos fatos narrados, considerando a 
ordem jurídico-constitucional vigente, assinale a 
afirmativa correta. 
A. O pedido formulado por Maria deve ser 
indeferido, uma vez que incumbe ao 
Município atuar apenas na educação 
infantil, a qual é prestada até os 5 (cinco) 
anos de idade por meio de creches e pré-
escolas. Logo, pelo sistema 
constitucional de repartição de 
competências, Lucas, pela sua idade, 
deve cursar o Ensino Fundamental em 
instituição estadual de ensino. 
B. O parecer da assessoria jurídica deve ser 
favorável ao pleito formulado por Maria, 
garantindo ao menor uma vaga na rede 
de ensino municipal. Pode, ainda, alertar 
que a Constituição da República prevê 
expressamente a possibilidade de a 
autoridade competente ser 
responsabilizada pelo não oferecimento 
do ensino obrigatório ou mesmo pela 
sua oferta irregular. 
C. O pleito de Maria deve ser deferido, 
ressalvando-se que Lucas, por ser pessoa 
com deficiência, necessita de 
atendimento educacional especializado, 
não podendo ser incluído na rede regular 
de ensino do Município Sigma. 
D. A assessoria jurídica da Secretaria de 
Educação do Município Sigma deve 
opinar pela rejeição do pedido 
formulado por Maria, pois incumbe 
privativamente à União, por meio do 
Ministério da Educação e Cultura (MEC), 
organizar e prestar a educação básica 
obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 
17 (dezessete) anos de idade. 
A Educação Básica é obrigatória e gratuita para 
as crianças de 4 aos adolescentes de 17 anos de 
idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita 
para todos os que a ela não tiveram acesso na 
idade própria (isso significa que 
independentemente se Lucas tiver idade de 4 à 
17 terá o direito de ingressar gratuitamente na 
escola pública, pois no brasil as diversidades de 
desenvolvimento escolar são diferenciados). 
 
Art. 208 da C.F/88. O dever do Estado com a 
educação será efetivado mediante a garantia 
de:§ 2º O não-oferecimento do ensino 
obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta 
irregular, importa responsabilidade da 
autoridade competente. 
 
17. Em observância aos princípios da 
transparência, publicidade e responsabilidade 
fiscal, o prefeito do Município Alfa elabora 
detalhado relatório contendo a prestação de 
contas anual, ficando tal documento disponível, 
para consulta e apreciação, no respectivo Poder 
Legislativo e no órgão técnico responsável pela 
sua elaboração. 
Carlos, morador do Município Alfa, contribuinte 
em dia com suas obrigações civis e políticas, 
constata diversas irregularidades nos 
demonstrativos apresentados, apontando 
indícios de superfaturamento e desvios de 
verbas em obras públicas. 
 
 
Em função do exposto e com base na 
Constituição da República, você, como 
advogado de Carlos, deve esclarecer que 
A. a fiscalização das referidas informações, 
concernentes ao Município Alfa, 
conforme previsto na Constituição 
brasileira, é de responsabilidade 
exclusiva dos Tribunais de Contas do 
Estado ou do Município, onde houver. 
B. Carlos tem legitimidade para questionar 
as contas do Município Alfa, já que, 
todos os anos, as contas permanecem à 
disposição dos contribuintes durante 
sessenta dias para exame e apreciação. 
C. a impugnação das contas apresentadas 
pelo Chefe do Executivo local exige a 
adesão mínima de um terço dos eleitores 
do Município Alfa. 
D. a CRFB/88 não prevê qualquer forma de 
participação popular no controle das 
contas públicas, razão pela qual Carlos 
deve recorrer ao Ministério Público 
Estadual para que seja apresentada ação 
civil pública impugnando os atos lesivos 
ao patrimônio público praticados pelo 
prefeito do Município Alfa. 
Art. 31, caput, CF/88 - A fiscalização do 
Município será exercida pelo Poder Legislativo 
Municipal, mediante controle externo, e pelos 
sistemas de controle interno do Poder Executivo 
Municipal, na forma da lei. (O papel dos 
Tribunais de Contas, sejam eles dos Estados ou 
dos Municípios, possui caráter meramente 
assessório - Art. 31, § 1º, CF/88). 
 Art. 31, § 3º, CF/88 - As contas dos Municípios 
ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à 
disposição de qualquer contribuinte, para 
exame e apreciação, o qual poderá questionar-
lhes a legitimidade, nos termos da lei. 
Qualquer um, individualmente, pode fazer isso, 
eis que não existe esse quórum previsto na 
Constituição para que o cidadão impugne as 
contas do Prefeito. 
A CF/88 prevê sim a participação popular nas 
contas públicas. Um exemplo disso é a Ação 
Popular, regulamentada pela Lei 4.717/65. 
 
18. O Estado Alfa, com o objetivo de articular a 
prestação dos serviços de saneamento básico 
entre municípios limítrofes, instituiu uma região 
metropolitana, de modo a promover a 
organização, o planejamento e a execução de 
tais atividades de interesse comum. 
Acerca da criação de regiões metropolitanas 
para a realização de serviços públicos, assinale a 
afirmativa correta. 
A. A instituição de região metropolitana 
para a organização, o planejamento e a 
execução dos serviços públicos é de 
competência do Estado Alfa, por meio de 
lei complementar. 
B. A organização, o planejamento e a 
execução dos serviços de saneamento 
básico entre municípios limítrofes 
deveria, necessariamente, ser 
promovida por meio de consórcio 
público. 
C. A competência para a criação de regiões 
metropolitanas é exclusiva da União, sob 
pena de violar a autonomia dosmunicípios que seriam por elas 
alcançados. 
D. A criação da região metropolitana 
pretendida pelo Estado Alfa não é 
possível, diante da ausência de previsão 
para tanto no nosso ordenamento 
jurídico. 
CF, art. 25, § 3º Os Estados poderão, mediante 
lei complementar, instituir regiões 
metropolitanas, aglomerações urbanas e 
microrregiões, constituídas por agrupamentos 
de municípios limítrofes, para integrar a 
organização, o planejamento e a execução de 
funções públicas de interesse comum. 
São três, portanto, os requisitos constitucionais 
para a atuação dos estados nas três hipóteses 
 
 
(criação de regiões metropolitanas, de 
aglomerações urbanas e de microrregiões): 
a) lei complementar estadual; 
b) tratar-se de um conjunto de municípios 
limítrofes; 
c) ter por fim a organização, planejamento e 
execução de funções públicas de interesse 
comum. 
As regiões metropolitanas são conjuntos de 
municípios limítrofes, com certa continuidade 
urbana, que se reúnem em torno de um 
município-polo. 
As aglomerações urbanas são áreas urbanas de 
municípios limítrofes, sem um polo, ou mesmo 
uma sede. Caracterizam-se pela grande 
densidade demográfica e continuidade urbana. 
As microrregiões são também municípios 
limítrofes, que apresentam características 
homogêneas e problemas em comum, mas que 
não se encontram ligados por certa 
continuidade urbana. 
 
19. A Lei Orgânica do Município “Z”, com 70.000 
habitantes, dispõe que o Poder Legislativo 
deverá fixar o número de vereadores para a 
composição da Câmara Municipal. Resolução da 
Câmara Municipal de “Z” fixou em 13 o número 
de vereadores para a próxima legislatura. 
Considerando a situação narrada e o sistema 
constitucional brasileiro, assinale a afirmativa 
correta. 
A. A Lei Orgânica e a Resolução são 
inconstitucionais por afrontarem a 
Constituição da República. 
B. Como ato normativo secundário, a 
Resolução não pode ser objeto de 
controle de constitucionalidade. 
C. A resolução é inconstitucional, em razão 
do número de vereadores estabelecido. 
D. A Lei Orgânica do Município “Z” é 
inconstitucional, pois viola o princípio da 
separação dos poderes. 
A fixação do número de Vereadores deve ser 
feita pela Lei Orgânica (e não por resolução). 
Assim, é inconstitucional a resolução que fixa o 
número de Vereadores. Também é 
inconstitucional a Lei Orgânica, por delegar tal 
competência para a Resolução. 
As resoluções legislativas são atos normativos 
primários e podem ser objeto de controle de 
constitucionalidade. 
Segundo o art. 29, IV, alínea “d”, nos municípios 
de mais de 50.000 e de até 80.000 habitantes, a 
Lei Orgânica irá fixar o número máximo de 15 
Vereadores. Assim, é possível que a Lei Orgânica 
fixe o número de 13 Vereadores. 
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, 
votada em dois turnos, com o interstício mínimo 
de dez dias, e aprovada por dois terços dos 
membros da Câmara Municipal, que a 
promulgará, atendidos os princípios 
estabelecidos nesta Constituição, na 
Constituição do respectivo Estado e os seguintes 
preceitos: 
(…) 
IV – para a composição das Câmaras Municipais, 
será observado o limite máximo de: 
(…) 
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de 
até 80.000 (oitenta mil) habitantes; 
Não há qualquer violação ao princípio da 
separação de poderes. 
 
20. Determinado Município localizado no 
âmbito de um Estado-membro da Federação 
brasileira deixa de cumprir ordem judicial 
emanada do Tribunal de Justiça local. 
Diante de tal fato, segundo a ordem jurídico-
constitucional brasileira, assinale a afirmativa 
correta. 
A. O Tribunal de Justiça local poderá, por 
intermédio de requisição, solicitar ao 
 
 
Governador do Estado a decretação da 
intervenção estadual no referido 
Município, sem necessidade de nenhum 
tipo de Ação Direta Interventiva. 
B. O Procurador-Geral da República poderá 
ajuizar Representação Interventiva junto 
ao Supremo Tribunal Federal, que 
julgando-a procedente suscitará a 
intervenção federal no Município em 
tela, a ser decretada pelo Presidente da 
República. 
C. O Superior Tribunal de Justiça poderá, 
por intermédio de requisição ao Chefe 
do Executivo Estadual, determinar a 
intervenção estadual no referido 
Município, sem a necessidade de 
nenhum tipo de Ação Direta 
Interventiva. 
D. O Procurador-Geral de Justiça poderá 
ajuizar Ação Direta Interventiva estadual 
junto ao Tribunal de Justiça Local, que 
julgando-a procedente autoriza a 
intervenção estadual no referido 
Município, a ser decretada pelo 
Governador do Estado. 
CF, Art. 35. O Estado não intervirá em seus 
Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto 
quando: 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a 
representação para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual, ou 
para prover a execução de lei, de ordem ou de 
decisão judicial. 
O Procurador-Geral de Justiça poderá ajuizar 
Ação Direta Interventiva estadual junto ao 
Tribunal de Justiça Local, que julgando-a 
procedente autoriza a intervenção estadual no 
referido Município, a ser decretada pelo 
Governador do Estado. 
Súmula do STF.: 614, que dispõe: "Somente o 
Procurador-Geral da Justiça tem legitimidade 
para propor ação direta interventiva por 
inconstitucionalidade de Lei Municipal." 
Art. 35, O Estado não intervirá em seus 
Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto 
quando: 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a 
representação para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual, ou 
para prover a execução de lei, de ordem ou de 
decisão judicial." 
Obs.: nesse caso, dispensa-se a intervenção do 
Congresso Nacional, § 3º, do art. 36. 
 
21. O modelo federalista é uma forma de 
organização e distribuição do poder estatal que 
pressupõe a relação entre as esferas de governo 
federal e local, compondo os chamados entes 
federativos, todos dotados de autonomia. 
Apresenta-se como oposição ao unitarismo, de 
modo que haja a repartição de competências 
entre os entes que integram o Estado federado. 
A ordem jurídica estabeleceu elementos, no 
texto constitucional, que caracterizam essa 
forma de Estado. A partir das características da 
Federação brasileira, assinale a afirmativa 
correta. 
A. A forma federativa de Estado autoriza a 
secessão de um ente federativo por meio 
de plebiscito popular ou referendum. 
B. A forma federativa de Estado é 
estabelecida por um pacto (ou tratado) 
internacional entre os estados 
soberanos. 
C. A forma federativa de Estado impõe a 
necessidade de existência de uma 
cláusula de garantia ao pacto federativo, 
tal como a chamada intervenção federal. 
D. Uma vez que, na forma federativa, todos 
os entes federativos são autônomos, 
eles estão autorizados a representar a 
soberania do Estado em suas relações 
internacionais. 
Todo o rol de possibilidades de intervenção 
federal presente nos arts. 34 e 35 da CF garante 
 
 
a existência e perpetuação do pacto federativo. 
Tudo para assegurar a forma federativa de 
Estado. 
Os entes federativos são autônomos, entretanto 
não são autorizados a representar a soberania 
do Estado em suas relações internacionais. São 
autônomos, mas não soberanos. 
CF, Art. 1º A República Federativa do Brasil, 
formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em 
Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
Art. 18. A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
Art. 21. Compete à União: 
I - manter relações com Estados estrangeiros e 
participar de organizações internacionais;22. O Governador do Distrito Federal, ao tomar 
conhecimento de que existe jurisprudência 
pacífica do Supremo Tribunal Federal a respeito 
da competência do Município para legislar sobre 
os requisitos de segurança das agências 
bancárias, solicita à Procuradoria Geral do 
Distrito Federal que se manifeste acerca da 
possibilidade de lei distrital tratar da matéria. 
Sobre a hipótese apresentada, de acordo com a 
Constituição Federal de 1988, assinale a 
afirmativa correta. 
A. Haveria tal possibilidade, pois o Distrito 
Federal possui competências legislativas 
reservadas aos Estados e aos Municípios. 
B. Haveria tal possibilidade, pois a 
competência legislativa do Distrito 
Federal, como sede da União, abarca as 
competências legislativas da União, dos 
Estados e dos Municípios. 
C. Não seria possível, pois o Distrito Federal 
tem competências taxativamente 
expressas, que não podem abarcar 
aquelas concedidas aos Municípios. 
D. Não seria possível, pois as competências 
legislativas do Distrito Federal seriam 
apenas aquelas reservadas aos Estados-
membros da União. 
Art. 32. [...] 
§ 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as 
competências legislativas reservadas aos 
Estados e Municípios. 
 
23. A Assembleia Legislativa do Estado M, ao 
constatar a ausência de normas gerais sobre 
matéria em que a União, os Estados e o Distrito 
Federal possuem competência legislativa 
concorrente, resolve tomar providências no 
sentido de legislar sobre o tema, preenchendo 
os vazios normativos decorrentes dessa lacuna. 
Assim, dois anos após a Lei E/2013 ter sido 
promulgada pelo Estado M, o Congresso 
Nacional promulga a Lei F/2015, estabelecendo 
normas gerais sobre a matéria. 
Sobre esse caso, assinale a afirmativa correta. 
A. A Lei E/2013 foi devidamente revogada 
pela Lei F/2015, posto não ser 
admissível, no caso, que norma estadual 
pudesse preservar a sua eficácia diante 
da promulgação de norma federal a 
respeito da mesma temática. 
B. A Lei E/2013 perde a sua eficácia 
somente naquilo que contrariar as 
normas gerais introduzidas pela Lei 
F/2015, mantendo eficácia a parte que, 
compatível com a Lei F/2015, seja 
suplementar a ela. 
C. A Lei F/2015 não poderá viger no 
território do Estado M, já que a edição 
anterior da Lei E/2013, veiculando 
normas específicas, afasta a eficácia das 
normas gerais editadas pela União em 
momento posterior. 
 
 
D. A competência legislativa concorrente, 
por ser uma espécie de competência 
comum entre todos os entes federativos, 
pode ser usada indistintamente por 
qualquer deles, prevalecendo, no caso 
de conflito, a lei posterior, editada pelo 
Estado ou pela União. 
CF/88, Art. 24. Compete à União, aos Estados e 
ao Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre: 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre 
normas gerais suspende a eficácia da lei 
estadual, no que lhe for contrário. 
 
24. A parte da população do Estado V situada ao 
sul do seu território, insatisfeita com a pouca 
atenção que vem recebendo dos últimos 
governos, organiza-se e dá início a uma 
campanha para promover a criação de um novo 
Estado-membro da República Federativa do 
Brasil – o Estado N, que passaria a ocupar o 
território situado na parte sul do Estado V. O 
tema desperta muita discussão em todo o 
Estado, sendo que alguns argumentos 
favoráveis e outros contrários ao 
desmembramento começam a ganhar 
publicidade na mídia. 
Reconhecido constitucionalista analisa os 
argumentos listados a seguir e afirma que 
apenas um deles pode ser referendado pelo 
sistema jurídico-constitucional brasileiro. 
Assinale-o. 
A. O desmembramento não poderia 
ocorrer, pois uma das características 
fundamentais do Estado Federal é a 
impossibilidade de ocorrência do 
chamado direito de secessão. 
B. O desmembramento poderá ocorrer, 
contanto que haja aprovação, por via 
plebiscitária, exclusivamente por parte 
da população que atualmente habita o 
território que formaria o Estado N. 
C. Além de aprovação pela população 
interessada, o desmembramento 
também pressupõe a edição de lei 
complementar pelo Congresso Nacional 
com esse objeto. 
D. Além de manifestação da população 
interessada, o sistema constitucional 
brasileiro exige que o desmembramento 
dos Estados seja precedido de 
divulgação de estudos de viabilidade. 
Art. 18. A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
§ 1º Brasília é a Capital Federal. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e 
sua criação, transformação em Estado ou 
reintegração ao Estado de origem serão 
reguladas em lei complementar. 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, 
subdividir-se ou desmembrar-se para se 
anexarem a outros, ou formarem novos Estados 
ou Territórios Federais, mediante aprovação da 
população diretamente interessada, através de 
plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei 
complementar. 
 
25. O Estado X edita norma que determina a 
gratuidade de pagamento em estacionamentos 
privados sob administração de entidades 
empresariais. Tal lei, à luz das normas 
constitucionais, está sob a égide das 
competências do(a) 
A. Estado. 
B. Município. 
C. Distrito Federal. 
D. União. 
Trata-se de matéria reservada ao Direito civil, 
portanto União: 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar 
sobre: 
 
 
I - direito civil, comercial, penal, processual, 
eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, 
espacial e do trabalho. 
 
26. Determinado Estado da Federação vivencia 
sérios problemas de segurança pública, sendo 
frequentes as fugas dos presos transportados 
para participar de atos processuais realizados no 
âmbito do Poder Judiciário. Para remediar essa 
situação, foi editada uma lei estadual 
estabelecendo a possibilidade de utilização do 
sistema de videoconferência no âmbito do 
Estado. 
Diante de tal quadro, assinale a afirmativa que 
se ajusta à ordem constitucional. 
A. A lei estadual é constitucional, pois a 
matéria se insere na competência local 
dos Estados-membros, versando sobre 
assunto de interesse local. 
B. A lei estadual é inconstitucional, pois 
afrontou a competência privativa da 
União de legislar sobre Direito 
Processual Penal. 
C. A lei estadual é constitucional, pois a 
matéria se insere no âmbito da 
competência delegada da União, 
versando sobre direito processual. 
D. A lei estadual é inconstitucional, pois 
comando normativo dessa natureza, por 
força do princípio da simetria, deveria 
estar previsto na Constituição Estadual. 
Art. 22, I, da Constituição Federá, compete 
privativamente à União legislar sobre: direito 
civil, comercial, penal, processual, eleitoral, 
agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e 
do trabalho. 
Portanto, uma lei estadual não pode legislar 
sobre processo penal. 
 
27. Determinado Governador de Estado, 
inconformado com decisões proferidas pelo 
Poder Judiciário local, que determinaram o 
fechamento de diversos estabelecimentos 
comprovadamente envolvidos com ilícitos, 
decidiu que os órgãos estaduais a ele 
subordinados não cumpririam as decisões 
judiciais. Alegou que os negócios desenvolvidos 
nesses estabelecimentos, mesmo sendo ilícitos, 
geravam empregos e aumentavam a 
arrecadação do Estado, e que o não 
cumprimento das ordens emanadas do Poder 
Judiciário se justificava em razão da repercussão 
econômica que o seu cumprimento teria. 
Das opções a seguir, assinale a que se mostra 
consentânea com a Constituição Federal. 
A. O Presidente da República, após a 
requisição do Supremo Tribunal Federal, 
decretará a intervenção federal, 
dispensado, nesse caso, o controle pelo 
Congresso Nacional. 
B. O Governador de Estado, tendo por base 
a inafastável autonomia concedida aos 
Estados em uma organização federativa,está juridicamente autorizado a adotar o 
indicado posicionamento. 
C. O Presidente da República poderá 
decretar a intervenção federal, se 
provocado pelo Procurador Geral da 
República e com autorização prévia do 
Congresso Nacional, que exercerá um 
controle político. 
D. O Supremo Tribunal Federal, 
prescindindo de qualquer atuação por 
parte do Presidente da República, 
determinará, ele próprio, a intervenção 
federal, que será posteriormente 
apreciada pelo Congresso Nacional. 
Art. 34 da CF/88 - A União não intervirá nos 
Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
Inciso VI - prover a execução de lei federal, 
ordem ou decisão judicial; 
Art. 36 da CF/88 A decretação da intervenção 
federal dependerá: 
Inciso II - No caso de desobediência a ordem ou 
decisão judiciária, de requisição do STF, do STJ 
ou do TSE; 
 
 
§ 3º - Nos casos do Art. 34, VI e VII, ou do art. 35, 
IV, dispensada a apreciação pelo Congresso 
Nacional ou Assembleia Legislativa, o decreto 
limitar-se-a a suspender a execução do ato 
impugnado, se essa medida bastar ao 
restabelecimento da normalidade. 
 
28. No município de São José dos Cavaleiros, 
87% dos atendimentos médicos nas 
emergências hospitalares são decorrências de 
acidentes automobilísticos ocasionados pelo 
consumo de bebidas alcoólicas. Uma vereadora 
do município, Sra. X, ciente das estatísticas 
expostas, apresenta projeto de lei propondo que 
os cidadãos proprietários de veículos 
automotores, residentes no município, 
municiem seus veículos com equipamento que 
impeça a partida do carro no caso de o condutor 
ter consumido álcool. A Câmara Municipal, por 
voto de 2/3 dos vereadores, aprova a lei. Esta 
legislação deve ser considerada 
A. constitucional, por tratar de proteção de 
direito fundamental. 
B. inconstitucional, por tratar de matéria 
de competência privativa da União. 
C. inconstitucional, por vício formal 
relacionado ao quórum mínimo para 
votação. 
D. constitucional, por tratar de assunto de 
interesse local e ter sido aprovada por 
processo legislativo idôneo. 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar 
sobre: 
XI - trânsito e transporte; 
 
29. O instituto da intervenção é de extrema 
excepcionalidade, razão pela qual restam 
minuciosamente delineadas as hipóteses na 
CRFB/88. 
Assinale a opção que contempla, à luz da 
CRFB/88, hipótese correta de intervenção. 
A. O Estado X, sob o pretexto de celeridade 
e efetividade, vem realizando somente 
contratações diretas, sem a aplicação da 
Lei Federal de Licitações e Contratos 
Administrativos – Lei n. 8.666/93. Nessa 
situação, poderá a União intervir no 
Estado X para prover a execução de lei 
federal. 
B. O Município Y, localizado no Estado Z, 
não vem destinando nos últimos seis 
meses o mínimo exigido da receita 
municipal na manutenção das escolas 
públicas municipais, sob o fundamento 
de que a iniciativa privada realiza melhor 
ensino. Nesta hipótese, tanto a União 
quanto o Estado Z, à luz da CRFB/88, 
poderão intervir no Município Y para 
garantir a aplicação do mínimo exigido 
da receita municipal na aludida 
manutenção. 
C. Nos casos de desobediência à ordem ou 
decisão judiciária, a decretação de 
intervenção independe de requisição 
judicial. 
D. O Município Z, em razão de problemas 
orçamentários, em 2013, decidiu, 
excepcionalmente, pela primeira vez na 
sua história, não realizar o pagamento da 
sua dívida fundada. À luz da CRFB/88, 
poderá o Estado W, onde está localizado 
o referido Município, intervir no ente 
menor para garantir o pagamento da 
dívida fundada. 
Art. 34, VI - A União não intervirá nos Estados 
nem no Distrito Federal, exceto para prover a 
execução de lei federal, ordem ou decisão 
judicial. 
Art. 35, III - O Estado não intervirá em seus 
Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto 
quando não tiver sido aplicado o mínimo exigido 
da receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino e nas ações e 
serviços públicos de saúde. PORÉM, a União 
nunca poderá intervir nos municípios, salvo se 
estes forem localizados em Território Federal. 
 
 
Art. 36, II - A decretação da intervenção 
dependerá no caso de desobediência a ordem 
ou decisão judiciária, de requisição do STF, do 
STJ ou do TSE. 
Art. 35, I - O Estado não intervirá em seus 
Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto 
quando deixar de ser paga, sem motivo de força 
maior, por 2 anos consecutivos, a dívida 
fundada. 
 
30. José é cidadão do município W, onde está 
localizado o distrito de B. Após consultas 
informais, José verifica o desejo da população 
distrital de obter a emancipação do distrito em 
relação ao município de origem. 
De acordo com as normas constitucionais 
federais, dentre outros requisitos para legitimar 
a criação de um novo Município, são 
indispensáveis: 
A. lei estadual e referendo. 
B. lei municipal e plebiscito. 
C. lei municipal e referendo. 
D. lei estadual e plebiscito. 
Art. 18. A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o 
desmembramento de Municípios, far-se-ão por 
lei estadual, dentro do período determinado por 
Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às 
populações dos Municípios envolvidos, após 
divulgação dos Estudos de Viabilidade 
Municipal, apresentados e publicados na forma 
da lei. 
Plebiscito e referendo são consultas ao povo 
para decidir sobre matéria de relevância para a 
nação em questões de natureza constitucional, 
legislativa ou administrativa. 
A principal distinção entre eles é a de que o 
plebiscito é convocado previamente à criação do 
ato legislativo ou administrativo que trate do 
assunto em pauta, e o referendo é convocado 
posteriormente, cabendo ao povo ratificar ou 
rejeitar a proposta. 
Ambos estão previstos no art. 14 da Constituição 
Federal e regulamentados pela Lei nº 9.709, de 
18 de novembro de 1998. Essa lei, entre outras 
coisas, estabelece que nas questões de 
relevância nacional e nas previstas no § 3º do 
art. 18 da Constituição – incorporação, 
subdivisão ou desmembramento dos estados –, 
o plebiscito e o referendo são convocados 
mediante decreto legislativo. Nas demais 
questões, de competência dos estados, do 
Distrito Federal e dos municípios, o plebiscito e 
o referendo serão convocados em 
conformidade, respectivamente, com a 
Constituição Estadual e com a Lei Orgânica.

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