Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRATICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRATICA 
 
 
 
 
 
Copyright © 2009 
José Roberto de Oliveira Chagas 
CHAGAS, José Roberto de Oliveira Noções de Homilética - Análise Crítica, Histórica e Teológica 
da Pregação Cristã (Série CRESCER: Programa de Capacitação Bíblica-Teológica-Prática - Vol. 7)/ 
José Roberto de Oliveira Chagas. Campo Grande (MS): Gênesis, 2009 índices para catálogo 
sistemático: l.Pregação Bíblica: Cristianismo - CDD 251 
 
 
 
Responsável pelo projeto editorial/gráfico/capa: 
Egnaldo Martins dos Santos egna78@hotmail.com 
Revisão de Arquivos: Mota Júnior 
motajunior7@gmail. com Editor: Márcio Alves Figueiredo ' impressão: 
Fevereiro de 2009 - Quantidade: 1.000 exemplares 2" impressão: Maio 
2009 - Quantidade: 1.000 exemplares 3* impressão: Agosto 2009 - 
Quantidade: 1.000 exemplares 
 
IDEALIZAÇÃO E REALIZAÇÃO DO PROJETO: 
EDITORAS MUNDIAL, KENOSIS E GÊNESIS 
Contato: Gênesis Editora -Rua: Albert Sabin, 721, 
Taveirópolis - Campo Grande/MS -FONE: 67 
3331-8493/3027-2797 
www.genesiseditora.com.br 
 
DEDICATÓRIA: 
A cada profissional/consultor de venda da Mundial Editora e Gênesis Editora, que faz seu trabalho com 
empenho, prazer e dedicação, que está ciente de que não apenas vende livro, mas, sim, espalha saber, 
fomenta a educação, ajuda o povo brasileiro a realizar sonhos: 
"Oh! Bendito o que semeia Livros... livros à mão-
cheia... E manda o povo pensar! O livro caindo 
nalma É gérmen - que faz a palma, E chuva - que 
faz o mar" (Castro Alves) 
 
Contato com o IBAC: Fone: (67) 3028.1788/9982.3881: IBAC - Instituto Bíblico-
Teológico Aliança Cristã (A.B.K. Associação Beneficente Kenosis) Rua: Praça 
Cuiabá, na 111, Bairro: Amambaí -Campo Grande - Mato Grosso do Sul - CEP: 
79.008-281 
E-mail: chagas.ibac@gmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
mailto:egna78@hotmail.com
mailto:egna78@hotmail.com
http://www.genesiseditora.com.br/
mailto:chagas.ibac@gmail.com
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRATICA 
INFORMAÇÕES GERAIS: 
Diretrizes do IBA C - Instituto Bíblico-Teológico Aliança Cristã -, 
entidade vinculada a Associação Beneficente Kenosis, concernente a Série 
CRESCER - Programa de Capacitação Bíblica-Teológica-Prática: 
•Caráter (Objetivo e Reconhecimento do Curso). 
• Matriz Disciplinar (Durabilidade do Curso). 
•Metodologia (Ensino à Distância). 
•Avaliação (Critérios Teóricos e Avaliativos). 
•Conclusão e Certificação (Regras Gerais). 
1 . Caráter (Objetivo e Reconhecimento do Curso). 
A Série CRESCER - Programa de Capacitação Bíblica- Teológica-Prática-
, oferecida em parceria com instituições sérias que interessam pela 
construção e socialização da Teologia, é de caráter informativo, não formativo. 
Desde que a Teologia tornou-se curso superior o M.E.C, formulou regras para 
reconhecê-lo. A entidade que oferece o curso Bacharel em Teologia deve ser 
credenciada pelo M.E.C., ter carga curricular e horária de acordo com a 
portaria definida, cumprir periodização e créditos, exigir escolaridade mínima 
dos interessados (ensino médio completo), corpo docente especializado, etc. 
Também não há mais Curso Básico ou Médio em Teologia. Nossa 
instituição, cristã e idônea, não tem a intenção de ludibriar o povo de Deus. 
Ratificamos, assim, que o nosso programa não oferece vantagens acadêmicas. Nosso 
alvo é auxiliar a Igreja Brasileira a se aperfeiçoar para servir a Deus e ao 
próximo. Tão-somente. 
2. Matriz Disciplinar (Durabilidade do Curso). 
A matriz disciplinar da Série CRESCER, que visa aprimorar a 
comunidade de fé no âmbito bíblico-teológico-prático, é composta de 10 (dez) 
opúsculos, cada um com disciplina específica. 0/a aluno/a deverá estudar 
sistematicamente as disciplinas conforme a proposta pedagógica da Direção 
do IBAC - Instituto BMico-Teológico Aliança Cristã. O corpo discente terá 
até 12 (doze) meses após a aquisição do curso para finalizá-lo e, se quiser, 
solicitar seu certificado. 
*Veja no final das diretrizes a matriz disciplinar. 
3. Metodologia (Ensino à Distância). 
A metodologia didática empregada neste programa está fundamentada no 
modelo de ensino à distância, doravante, a Diretoria do IBAC - Instituto 
Bíblico-Teológico Aliança Cristã - recomenda ao corpo discente que estude 
cada disciplina regular e sistematicamente, com zelo e dedicação, tendo em 
vista que a sua capacitação bíblica-teológica-prática dependerá única e 
exclusivamente do seu próprio esforço. Cabe, então, a cada aluno/a 
comprometer-se rigorosamente com o próprio crescimento e esmerar-se nos 
estudos das disciplinas. 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRATICA 
4. Avaliação (Critérios Teóricos e Avaliativos). 
O/a aluno/a deverá estudar o livro, conforme o conteúdo programático, 
responder as questões teóricas e avaliativas impressas no final de cada 
opúsculo (ou, se preferir, tirar xerox ou fazer download no site da Gênesis 
Editora), guardá-las em local seguro e, no final, se desejar receber o 
certificado, enviá-las ao IBAC -Instituto Bíblico-Teológico Aliança Cristã -, 
para correção, atribuição de notas e, estando de acordo com as normas da 
entidade, autorizar sua confecção e postagem. A Gênesis Editora, parceira 
exclusiva neste projeto, fará contato com os/as alunos/ as para averiguar o 
interesse pelo certificado e as normas para recebê-lo. 
5. Conclusão e Certificação (Regras Gerais). 
O/a aluno/a que concluir as 10 disciplinas do módulo e atingir pelo 
menos a nota média (6.0) poderá, se desejar, receber seu certificado de 
conclusão. O mesmo não é obrigatório. Mas, caso queira-o, é mister efetuar o 
pagamento de R$ 50,00 (taxa única); tal valor será aplicado para sanar gastos 
com assessoria de contato, corpo docente (acompanhamento e revisão de 
provas), confecção e postagem do certificado e despesas afins. O prazo para 
solicitá-lo é de até 1 2 (doze) meses após a compra do kit. A liberação em 
tempo menor ocorrerá se o/a aluno/a tiver quitado o produto junto à editora 
e enviado as provas ao IBAC. 
*Matriz Disciplinar do Programa de Capacitação Bíblica-Teológica-Prática 
1 . Noções de Prolegômenos - Análise Introdutória à Relevância, Natureza 
e Tarefa da Teologia. 
2. Noções de Teologia - Análise Bíblica e Teológica da Pessoa e Obra do 
Deus Único e Verdadeiro. 
3. Noções de Cristologia - Análise Bíblica e Teológica da Pessoa e Obra 
de Jesus Cristo. 
4. Noções de Paracletologia - Análise Bíblica e Teológica da Pessoa e 
Obra do Espírito Santo. 
5. Noções de Hermenêutica - Análise Crítica, Histórica e Teológica da 
Interpretação Bíblica. 
6. Noções de Liderança Cristã - Análise Bíblica da Filosofia Ministerial de 
Liderança Cristã. 
7. Noções de Homilética - Análise Crítica, Histórica e Teológica da 
Pregação Cristã. 
8. Noções de Gestão Ministerial - Como Fazer Projeto Eficiente e Eficaz 
Para Gerar Receita. 
9. Noções de História da Igreja Cristã - Análise Histórica, Bíblica e Te-
ológica da Eklesia (Primitiva e Medieval). 
10.Noções de Teologia Econômica: Mordomia Cristã - Análise Bíblica e 
Teológica dos Princípios da Contribuição Cristã (1). 
 
 
 
*A Diretoria do IBAC pode, se julgar necessário, alterar agrade curricular em kits futuros. 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRATICA 
 
 
PRIMEIRA PARTE: PREGAÇÃO - E 
PREGADORES - EM CRISE! 
 
reludiarei esta disciplina de introdução à Homilética 
compartilhando algumas histórias interessantes (e talvez cômicas) a respeito 
de pregadores e suas pregações. Poderia evidentemente empregar outro 
estilo de abordagem prefaciai. Acredito, todavia, que esta também será 
indispensável. 
Uma vez um clérigo anglicano preguiçoso. Há muito abandonara o 
trabalho de preparar seus sermões. Bastante inteligente e excelente orador 
por natureza, sua congregação consistia empessoas simples. Assim, seus 
sermões despreparados eram razoavelmente bem aceitos. No entanto, para 
poder conviver com a própria consciência, fez um voto: sempre pregaria 
extemporaneamente e confiaria no Espírito Santo. Tudo corria bem até que, 
certo dia, poucos minutos antes de começar o culto matinal, quem entrou na 
igreja e sentou em um dos bancos? O bispo! Estava desfrutando de um 
domingo de folga. O pastor ficou constrangido. Durante anos, conseguiu 
blefar sua congregação inculta, mas estava bem menos seguro quanto à 
capacidade de ludibriar o bispo. Foi, então, dar boas vindas ao visitante 
inesperado e, num esforço para diminuir as possíveis críticas da parte deste, 
contou-lhes sobre o voto solene que fizera no sentido de sempre pregar 
sermões extemporâneos. O bispo parecia compreender, e o culto começou. 
No meio do sermão, entretanto, o bispo se levantou e saiu, deixando o 
pregador muito consternado. E depois do culto, achou na mesa da sala 
pastoral um recado que o bispo rabiscara rapidamente: 
"Absolvo você do seu voto!" 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
Havia, ainda, um jovem pastor presbiteriano americano, cujo pecado 
dominante não era a preguiça, mas a presunção. Frequentemente, jactava-se 
em público que o único tempo que precisava para preparar seu sermão de 
domingo eram os poucos momentos necessários para andar até à igreja, a 
casa vizinha. Talvez você possa imaginar o que os presbíteros fizeram: 
compraram para a igreja uma casa pastoral a oito quilômetros de distância!1 
 
PREGAÇÃO - E PREGADORES - EM CRISE! 
 
As referidas históricas, compartilhadas pelo egrégio John Stott, um 
gigante do púlpito dessas últimas décadas, reiteram duas grandes verdades 
nesta era pós-moderna: 
1. A pregação evangélicas está em crise em muitas igrejas. E quais 
são os principais culpados? Deus? Jesus Cristo? O Espírito Santo? Ou seria 
Satanás? Os demônios, talvez? A igreja? Ou os grandes culpados são, na 
verdade, os próprios pregadores? E será que é possível, além de identificar 
os culpados, encontrar a saída para esta terrível tragédia que invade as 
comunidades de fé? 
2. Os pregadores evangélicos, pelo menos muitos deles, também 
vivem uma fase crítica. A crise na pregação, na verdade, deve-se 
irrefutavelmente a crise que atingiu os próprios expoentes da Palavra de 
Deus; uma coisa leva a outra, principalmente nesse caso, haja vista que 
pregador e pregação devem estar sempre coesos, em compasso, em perfeita 
harmonia. 
As ilustrações supracitadas, embora cômicas, são terrivelmente 
trágicas. Elas refletem a indesejável e preocupante realidade de vários 
segmentos evangélicos atuais. A pregação também está em crise em outras 
ramificações denominacionais. Conquanto Stott tenha citado a título de 
exemplo pregadores de igrejas históricas, a situação é similar no 
Pentecostalismo e, pior ainda, no Neopentecostalismo brasileiro. Há, 
inclusive, quem vaticina o fim da pregação; dizem, alguns, que a prédica 
cristã não terá vida por muito tempo. E esperar pra ver. Ressalto, porém, 
que o fracasso atual da pregação não está acontecendo por acaso. Vários 
fatores estão comprometendo sua eficiência e eficácia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
POR QUE A PREGAÇÃO ESTÁ EM CRISE? 
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS 
RESPONSÁVEIS? 
 
A crise da pregação não ficou circunscrita às denominações 
tradicionalmente históricas. Atingiu em cheio também as 
comunidades de confissão pentecostal, especialmente aquelas de 
segunda geração. Presumo, porém, que a situação é mais grave nas 
igrejas neopentecostais; basta observar o conteúdo de tais mensagens 
para entender minha pressuposição. 
Enquanto alguns pregadores de igrejas históricas engessaram 
suas mensagens porque não querem atualizar seus métodos 
discursivos, alguns oradores pentecostais destacam-se exatamente 
porque são experts em inovação discursiva. Um problema grave, nesse 
caso, é falta de conteúdo bíblico e teológico; quanto a vários 
pregadores da ala neopentecostal (que segundo as últimas estatísticas 
é o que mais cresce no Brasil), a deficiência crucial também está no 
conteúdo da mensagem: suas "prédicas", se é que posso assim 
classificá-las, são meras citações de textos fora do contexto que 
prometem ao povo sucesso financeiro, saúde, felicidade plena, etc. 
Não é sem razão que boa parte dos sermões pregados 
atualmente não ajuda a igreja a adorar a Deus (na vida e no culto!), 
não favorece a evangelização, não edifica os santos nem incentiva à 
ação social (aréa esta imprescindível num país com tamanhas 
desigualdades sociais, como o Brasil). E qual é a utilidade de um 
sermão que não traz à memória da Igreja suas funções cruciais nem a 
capacita a realizá-las, conforme os propósitos de Jesus Cristo, nosso 
Senhor e Salvador? 
Após pesquisar algumas obras de especialistas neste assunto 
cheguei a algumas conclusões. As mesmas, conquanto tenha o 
respaldo de outros pesquisadores, podem ser percebidas por qualquer 
pessoa atenta. A seguir ressaltarei sucintamente quatro fatores que 
estão comprometendo a pregação cristã. Confira-os: 
1. Falta de conversão genuína dos próprios pregadores. 
2. Excesso de "espiritualidade" (e falta de preparo). 
3. Desprezo à capacitação bíblica e teológica. 
4. Pluralismo e pragmatismo religioso: diluir a Palavra de Deus 
para não perder fiéis. 
 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
1. FALTA DE CONVERSÃO GENUÍNA 
DOS PRÓPRIOS PREGADORES 
 
O descompasso entre a prédica e a vida do pregador é um dos 
principais responsáveis pelo fracasso da pregação evangélica em 
nossos dias. A sociedade está saturada de gente que prega, mas não 
vive, fala, mas não faz. E tolice pensar que todos aqueles que pregam 
a Palavra do Eterno também praticam-na. Grassa nas igrejas 
evangélicas os oradores profissionais, animadores de auditórios, 
pregando sermões com as piores motivações possíveis: ganância, 
inveja, sede de poder, busca de popularidade, etc. E, uma motivação 
pecaminosa seguida de um comportamento similar, só poderia ser 
trágico. 
Al Martin alertou que todos os fracassos na pregação de nossos 
dias envolvem, basicamente, as falhas do homem que prega e da 
mensagem que ele anuncia. E a menos que queiramos degradar a 
pregação ao nível de mera arte da elocução, nunca podemos olvidar-
nos de que o solo onde medra a pregação poderosa é a própria vida 
do pregador. Essa é a grande questão que faz a arte da pregação ser 
diferente de todas as demais artes de comunicação. 2 
César Cézar reitera que não existe nada que pregue mais alto 
do que uma vida vivida segundo a vontade do Senhor, cheia de 
testemunho, repleta de experiências que enriqueçam até o mais 
indouto ouvinte.3 
Hans Ulrich Reifler, autoridade neste tema, arremata: O pior 
que pode acontecer ao pregador do evangelho é proclamar as 
verdades libertadoras de Cristo e, ao mesmo tempo, levar uma vida 
arraigada no pecado e em total desobediência aos princípios da 
Palavra de Deus. Por isso, Paulo escreveu: "(...) esmurro o meu 
corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não 
venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Co 9.27).4 
O Dr. Russel Shedd, pregador raro, ao destacar a autoridade da 
Palavra, diz: "Mostre-me um crente que vive santa e piedosamente e 
eu lhe mostrarei uma pessoa que leva a Bíblia a sério. Karl Rahner 
disse que os cristãos são a razão de existirem ateus no mundo. 
"Aqueles que proclamam Deus com a boca e o negam com o estilo 
de vida é o que mundo incrédulo, acha incrível".5 
 
 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
2 . EXCESSO DE "ESPIRITUALIDADE" - DESCULPA PARA 
NÃO ESTUDAR A PALAVRA DE DEUS COM ZELO E CONSTÂNCIA! 
 
Este fator é oposto ao anterior. Se há, de um lado, pregador 
das Boas Novas fracassando na exposição da mensagem por falta de 
genuínaconversão de vida, também há, de outro, um grupo 
igualmente significativo tornando-a infrutífera por se achar 
"espiritual", "santo", "puro" demais a ponto de não precisar estudar a 
própria Bíblia. 
Há, sim, curiosa e lamentavelmente, "pregador" que presume 
erroneamente que sua "santidade" basta para transformá-lo num 
"gigante do púlpito". Imagina que quando tiver a oportunidade de 
pregar uma mensagem precisa somente abrir a boca e as palavras 
divinas, inspiradas pelo Espírito Santo, sairão naturalmente. Pensa 
que, mesmo jamais fazendo sua parte, o Espírito Santo lhe dará uma 
unção especial e o sermão será um sucesso retumbante. Ledo engano! 
Esta mentalidade displicente precisa ser corrigida urgentemente! 
Não há dúvida de que a "santidade" é uma exigência de Jesus 
Cristo a qualquer pessoa que, tocada pelo Espírito Santo, confessa-o 
como Senhor e Salvador e decide servi-lo. Em Lucas 14.25-33 há 
algumas condições imprescindíveis para o discipulado: 
1. Um amor sem rival (afeições do coração). 
2. Levar a cruz (a conduta no viver). 
3. Uma entrega sem reservas (bens pessoais).6 
Novidade de vida é, sobretudo, característica de quem de fato 
renasceu. O êxito na prédica bíblica, no entanto, depende também de 
outros fatores: um deles é o estudo minucioso das Escrituras. 
John Calvino, o egrégio reformador, declarou com veemência: 
"Ninguém chegará a ser bom ministro da Palavra de Deus a não ser 
que seja, em primeiro lugar, um estudioso da mesma". Charles H. 
Spurgeon, um dos maiores pregadores de todas as épocas, 
acrescentou: "Aquele que cessou de aprender cessou de ensinar. 
Aquele que já não semeia na sala de estudos, não mais semeará no 
púlpito".7 
Pregador algum terá a aprovação de Deus se não for santo; e, 
pregador algum, terá a legitimação do público se preparar! Junte, 
então, as duas coisas! Faça, pregador, uma junção de zelo e 
inteligência, santidade e capacidade, poder e saber, pregação e 
prática... 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
 
 
 
3. FALTA DE CAPACITAÇÃO BÍBLICA E TEOLÓGICA 
 
Durante muitas décadas parte considerável das igrejas 
evangélicas brasileiras desprezou a capacitação bíblica e teológica. 
Julgava tais práticas irrelevantes e, em alguns casos, perniciosas à 
manifestação do Espírito Santo. 
Presumindo que a "letra" poderia sufocar a espiritualidade do 
rebanho (e por ainda não ter conseguido se libertar de algumas ideias 
oriundas do catolicismo romano, principalmente aquela que alegava 
ser exclusividade da liderança religiosa a capacidade de estudar, 
assimilar e ensinar a Palavra de Deus), repudiou-se categoricamente o 
estudo bíblico e teológico e disciplinas afins. 
Tal postura não atenuou a expansão quantitativa da Igreja no 
Brasil; revelou, no entanto, sua profunda deficiência bíblica, teológica 
e prática. A Bíblia, conforme foi dito na disciplina de Hermenêutica, 
ainda é um livro desconhecido para muitos evangélicos. Falta leitura 
sistemática, interpretação correta e prática condizente. O 
numericismo, em suma, não favoreceu o conhecimento bíblico-
teológico. 
Pastores, teólogos, sociólogos, entre outros, concordam que o 
vertiginoso crescimento numérico da Igreja Evangélica Brasileira 
revelou sua capacidade de arregimentar novos súditos, bem como sua 
visível fragilidade bíblica, teológica, doutrinária e prática. 8 
O Dr. Wander de Lara Proença, pesquisador deste tema, cita 
alguns dos principais fatores que ocasionam tal situação: 
1. Facilidade para se exercer o pastorado no Brasil (pessoas 
ainda neófitas ou sem o mínimo de preparo bíblico e teológico auto 
intitulam-se pastores/as, alugam um salão e logo passam a ter um 
grupo de seguidores). 
2. Interesse em fazer a igreja crescer a qualquer preço (líderes, 
seduzidos pela tentação dos números, tornam superficial o ensino da 
Palavra).9 
Imagina, então, o que acontece quando há facilidade para se 
exercer o pastorado (além de fácil acesso, é promitente), o clima é 
marcado pela competição e a concorrência, os pressupostos 
capitalistas (números são indicadores de sucesso) moldam a visão e 
ação dos pregadores? O resultado está diante dos olhos de quem quer 
ver. 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
 
 
 
 
4. PLURALISMO E PRAGMATISMO RELIGIOSO: DILUIR A 
MENSAGEM DE DEUS PARA NÃO PERDER FIÉIS! 
 
Outro problema gravíssimo que a pregação autêntica da 
Palavra de Deus enfrenta em nossos dias é movimento filosófico-
teológico; mencionarei, apesar da existência de outros, o pluralismo. 
Seus pressupostos adentraram sorrateiramente os portais cristãos e, 
alteraram, inclusive, o conteúdo da prédica. A mensagem, que deveria 
preservar os ensinos de Jesus e dos apóstolos, não passa de um 
discurso que apenas promete sucesso econômico, saúde física e bem-
estar à pessoa que assume o papel de herdeira de Deus. Este é um 
dos fatores que estão no subsolo da conversão em massa nas igrejas 
evangélicas brasileiras atualmente. 
Para piorar a situação parte da liderança cristã, que 
infelizmente já ingressou no ministério tendo uma motivação 
pecaminosa (ganhar dinheiro, ter visibilidade, projeção social, etc), 
vendo que o homem pós-moderno tem a disposição várias opções e 
pode fazer suas escolhas preferenciais, entrou pra valer na 
competição. Não aceita perder fiéis para os seus concorrentes seja ele 
tradicional, pentecostal ou neopentecostal. Parece que vale tudo: 
desconstruir a imagem do concorrente através de programas 
radiofônicos e televisivos, jornais, revistas, livros... e, 
simultaneamente, usar os recursos midiáticos, para exaltar a eficiência 
e eficácia da sua própria marca no afã de manter os seus, atrair novos, 
e arrancar alguns adeptos que estão vinculados à concorrência. 
Ademais, como diz Rubem Amorese, perder é um péssimo negócio, 
afinal o desligamento de uma pessoa da igreja traz vários prejuízos: 
perde-se em animação e movimento; perde-se prestígio diante de 
outros ministros da cidade; perde-se sua capacidade de influir na 
política local; perde-se, na geração de receita. 10 
As principais minudências do pluralismo, mesmo o religioso, 
são as vastas alternativas oferecidas ao homem. O problema é quando 
o pregador dilui a mensagem de Deus para "fidelizar" a clientela. 
Logo igreja vira empresa, púlpito vira balcão, crente vira cliente, 
sacerdócio vira negócio, vocação vira profissão, pastor vira mero 
gestor... A busca por números a qualquer preço tem levado à ruína 
milhares de oradores. E não é somente no Brasil. 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
 
 
 
 
Warren W. Wiersbe exortou que são numerosos os erros 
cometidos quando o objetivo do líder é apenas "conseguir 
resultados". 
 
Em primeiro lugar, a pessoa preocupa-se com números. 
Depois começa a substituir a realidade espiritual por 
estatísticas, o que é semelhante a alguém ler a receita em vez de 
alimentar-se. Quantas pessoas estiveram presentes? Quantas se 
decidiram? Quantas se tornaram membros? De quanto foi a 
oferta? Todas essas coisas eram mais importantes do que se 
estávamos ou não glorificando a Deus durante a reunião. Não 
demorou muito para que a igreja deixasse de ser considerada 
pessoas em assembleia; tornou-se nomes e números num 
arquivo e, mais tarde, num computador. As pessoas já não 
eram uma finalidade em si mesmas; tornaram-se meios para 
um fim - conseguir multidões maiores e mais resultados".11 
 
Howard Crosby, chanceler da Universidade da Cidade de Nova 
Iork, há décadas já havia denunciado que as as igrejas estavam cheias 
de apelo aos desejos carnais e aos paladares estéticos; oratória 
brilhante, música científica, tópicos sensacionais e bancos de igrejas 
modernos são iscas para atrair as pessoas; e, pior, uma igreja é 
chamada próspera quando esses dispositivos miseráveis fazem 
sucesso. 
 
"(...) Expedientes humanos são muito ilusóriose atrativos, 
mas, infelizmente, muitos pregadores os empregam. Eles 
pensam que atrairão multidões e encherão os bancos da igreja; 
e, na verdade, isso até pode acontecer, mas estes não são os 
objetivos para os quais o Senhor enviou seus arautos. O 
sucesso não deve ser calculado por meio de casas cheias e 
aplauso popular, mas por meio de corações convictos e 
convertidos, assim como pelo fortalecimento da fé e da 
piedade do povo de Deus".12 
 
Esses são, em suma, alguns fatores responsáveis pela crise. 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
 
várias razões, o ministério da pregação da Palavra de Deus está em 
crise em muitas igrejas evangélicas atualmente. Alguns sermões são 
infrutíferos porque os seus expoentes simplesmente não vivem o que 
pregam. Outros fracassam porque os ministros, presumindo que a 
inspiração virá no altar, deixam de meditar regular e sistematicamente 
na Bíblia. Outros, porque o pregador não tem boa fundamentação 
bíblica e teológica. Outros, porque a mensagem de Deus foi diluída 
para agradar o povo quando deveria transformá-lo! 
Esta é, por mais que seja desagradável, a decadente realidade 
de algumas pregações e de alguns pregadores em nossos dias. Ambos, 
se permanecerem desse jeito, não terão um futuro promissor. Cresce 
a passos largos o abismo entre a Igreja e o mundo secular em parte 
porque a mensagem bíblica, por não ser bem pregada, deixou de ser a 
ponte através do qual esses dois mundos podem se conectar. Não 
raro há quem acusa a sociedade pós-moderna de não ter fome de 
Deus. Mas será que não há mesmo fome de Deus? O Dr. Hernandes 
Dias Lopes afirma que há, sim, fome de Deus na atualidade; muitas 
pessoas, doravante, vão à casa de Deus à procura de pão, mas em 
algumas não conseguem encontrá-lo; outras, embora não tendo, estão 
substituindo o pão do céu por outro alimento, pregando o que o 
povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir, pregando para 
agradar, não para alimentar, dando palha em vez de trigo ao povo (Jr 
23.28); outras têm comercializado e mercadejado o Evangelho, além 
de adulterá-lo; e algumas já estão dando veneno em vez de pão ao 
povo. 14 
 
 
 
 
 
SEGUNDA PARTE: PREFÁCIO A 
HOMILÉTICA E A PREGAÇÃO 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
O Dr. Luiz Wesley de Souza ressalta que hoje em dia, nossos 
púlpitos estão cheios de tudo, menos de forte conteúdo bíblico. Há 
púlpitos altamente prejudiciais à fé. Isto é, há muita pregação 
esvaziada da supremacia de Deus, da centralidade de Cristo, do poder 
do Espírito e da relevante consistência bíblica. 15 
O Dr. Russel Shedd vai mais além: reitera que os dias são 
difíceis para aqueles que abrem a Bíblia para proclamar a vontade de 
Deus no púlpito. Esta virada de século não se destaca particularmente 
pela pregação bíblica poderosa. Nem tampouco se distingue pelos 
expositores, cujos nomes marcarão a história. Ironicamente, os 
gigantes do ensino no púlpito já morreram ou se aproximam do fim 
da vida. A exposição poderosa da Bíblia definha-se exatamente 
quando as melhores ferramentas para auxiliar os mestres da Palavra 
são de fácil acesso. 16 
Quem irá substituí-los? Quanto? Como? Enquanto Deus cuida 
de eleger os pregadores da nova geração, gostaria de mencionar 
alguns fatores que podem, pelo menos, atenuar a crise que 
lamentavelmente atingiu o ministério da pregação nas últimas 
décadas. Que Deus suscite em nossa alma a mesma inquietação que 
havia na de Paulo no que tange ao peso desta obrigação: "ai de mim 
se não pregar o Evangelho" (1 Co 9.16). 
 
COMO DIRIMIR A CRISE QUE AFETA O MINISTÉRIO DA 
PREGAÇÃO CRISTÃ ATUALMENTE? 
 
Apesar da evidente crise da pregação e dos pregadores 
hodiernos estou esperançoso. Não perdi a fé na prédica: algumas são 
mensagens dadas por Deus para levar o rebanho à adoração (no culto 
e na vida!), à proclamação do Evangelho, à edificação dos santos, à 
ação social! Nem perdi a fé em todos os pregadores: alguns são 
mensageiros de Deus; ainda são e fazem a diferença: pregam e vivem, 
santificam-se e capacitam-se, oram fervorosamente e estudam 
laboriosamente, crescem em poder e em saber. Sim, Deus levantará 
novas gerações de pregadores! Assim, ciente de tal fato, gostaria de 
nesta disciplina: 
1. Ratificar a importância da homilética. 
2. Ajudá-lo a elaborar um sermão eficiente e eficaz. 
 
 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
 
DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO DE HOMILÉTICA 
 
Claudionor Correia de Andrade define Homilética como arte de 
elaborar e apresentar sermões; é a disciplina que nos leva a falar com elegância, 
desenvoltura e propriedade bíblica e evangélica.17 
Os teólogos Grenz, Guretzki e Nordling também resumem: 
"disciplina que busca compreender o propósito e o processo da preparação e 
apresentação de sermões". Acrescentam que a mesma visa entender e 
integrar os papéis do pregador, da mensagem e do público.18 
O termo "homilética" deriva do substantivo grego homilia, que 
significa literalmente "associação", "companhia", e do verbo homileo, 
que significa "falar", "conversar". O Novo Testamento emprega o 
substantivo em 1 Coríntios 15.33.19 
 
A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA HOMILÉTICA 
 
A Homilética está inserida na ampla categoria da Teologia 
Prática, junto com outras disciplinas igualmente significativas. 20 Esta 
teologia (a prática, evidentemente) abrange a homilética, o 
aconselhamento pastoral, a educação religiosa e outras disciplinas 
relevantes.21 
Vale lembrar ainda que, a título de esclarecimento, a Teologia 
Prática é muito mais do que a teologia da prática do pastor. 
Estudiosos da mesma afirmam que devido uma concepção errada 
ainda há problemáticas quanto à pastoral, de caráter eclesiológico, 
missiológico e praxiológico. A princípio, observo que a prática 
pastoral não é somente a prática do pastor, mas de toda a 
comunidade de fé. Mais informações quanto à Teologia Prática estão 
na disciplina de Prolegômenos. Revise-a. Leia-a novamente, se julgar 
necessário. 
Agora, voltando ao nosso tema, como surgiu a Homilética? 
Alguns estudiosos afirmam que a homilética, de certa maneira, 
surgiu como oratória pictográfica (uma espécie de sistema primitivo 
de escrita no qual as ideias são expressas por meio de desenhos das 
coisas ou figuras simbólicas). Assim sendo, é correto presumir que 
deva ter se originado nas imediações da Mesopotâmia primitiva há 
pelo menos 3.000 anos a. C. 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
 
Há vários nomes célebres que aparecem na lista dos notáveis 
retóricos da antiguidade. O filósofo Empédocles (cerca de 440 a. C.) 
teria sido o primeiro a sistematizar um estudo sobre o poder da 
linguagem (persuasão). Também há menção a Córax e Tísias, os 
possíveis autores da primeira obra/tratado de retórica em escrita 
ainda rudimentar. Após a queda de Trasíbulo, tirano de Siracusa, 
surgiram várias causas para a restituição, aos legítimos proprietários, 
cujas terras foram outrora extorquidas. Os dois oradores se 
notabilizaram na defesa das vítimas de Trasíbulo). Os mestres 
peripatéticos (itinerantes), também conhecidos como "sofistas", estão 
na lista: Protágoras (481-420 a. C), Górgias (483-376 a.C), Isócrates 
(436-338 A.C.)... 
O discurso retórico que visava a ação levou os sofistas a 
menosprezar a ciência daquilo que discutiam, contentando-se com 
simples opiniões, concentrando a sua atenção nas técnicas de 
persuasão. Os dois grandes sábios gregos, Sócrates e Platão, se 
opuseram a este ensino, reiterando que a Retórica era uma espécie de 
negação da própria Filosofia. Platão, no Górgias e no Fedro, 
distinguiu um discurso argumentativo dos sofistas que através da 
persuasão procura manipulação os cidadãos, e o discurso 
argumentativo dos filósofos que procuram atingir a verdade através 
do diálogo. Já Aristóteles foi o primeiro filósofo a expor uma teoria 
da argumentação,nos Tópicos e na Retórica, no afã de encontrar um 
meio termo entre Platão e os sofistas; viu a retórica como uma arte 
que visava descobrir os meios de persuasão possíveis para os vários 
argumentos. A conclusão de Aristóteles culminou, depois, numa arte 
de compor discursos primando pela sua organização e beleza 
(estética), desvalorizando-se a dimensão argumentativa (preconizada 
pelos sofistas). 
A referida arte expandiu-se na fase helenística. Mas foi em 
Roma que sistematizou suas bases, graças a Cícero e Quintiliano. No 
sistema imperial romano a retórica não teve tanto espaço para 
perpetuar-se, pois a essência do homem comum era viver em função 
do Estado e não questioná-lo (como os gregos faziam). A retórica foi, 
assim, copiada e aperfeiçoada em forma de oratória. A mudança de 
rumos (de retórica à oratótia) deve-se ao contexto em que as duas 
técnicas se encontraram: a Retórica grega existiu em contexto 
democrático e a Oratória desenvolveu-se em ambiente totalitário. 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
As escolas argumentativas gregas tinham algumas diferenças 
das romanas. Os gregos primavam pela valorização do conteúdo da 
mensagem, a utilização de estratégias de argumentação, apelo à razão 
comum (haja vista que a comunicação é concebida como meio de 
persuadir pessoas e obter influência), enquanto os romanos 
priorizavam a forma, utilização marcante de figuras de estilo, apelo 
constante à emotividade do ouvinte (pois a comunicação é concebida 
como meio de destacar a supremacia intelectual). Durante a Idade 
Média a argumentação adquiriu enorme divulgação, principalmente 
entre os cléricos, ocupando um lugar central na educação - Trivium. 
Voltando à homilética, foi durante o Iluminismo, entre os 
séculos 17/18, quando as principais disciplinas teológicas receberam 
nomes gregos, como por exemplo, dogmática, apologética e 
hermenêutica, que a mesma ficou assim definida. O termo 
"homilética" firmou-se e foi mundialmente aceito para referir-se à 
disciplina teológica que estuda a ciência, a arte e a técnica de analisar, 
estruturar e entregar a mensagem do Evangelho. 22 
 
 
 
DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO DE PREGAÇÃO 
 
Já foi dito anteriormente que a Homilética busca entender e 
integrar os papéis do pregador, da mensagem e do público. Pois bem, 
vamos analisar, embora sucintamente, a história da própria pregação. 
Antes, porém, vamos definir e conceituar o que é pregação. O 
próximo passo será pesquisar à luz das Escrituras sagradas a 
historificação da pregação eficiente e eficaz. 
A pregação tem tido uma conotação pejorativa para muitas 
pessoas. David Larsen mencionou que o dicionário Webster da língua 
inglesa, em sua terceira edição, apresenta uma acepção da palavra 
"pregar" com o significado de "exortar de maneira instrusiva e 
enfadonha". Tal definição se reflete na cultura popular, como se pode 
ouvir na música de Madonna "Papa, don't preach" (Papai, não pregue). 
Até os frequentadores de igreja fazem coro ao desdém secular 
quando dizem "Ora, não me venha com sermão!". A conotação 
pejorativa do termo é clara e dolorosamente incisiva. 24 
Mas o que é, de fato, a pregação? 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
Para Philips Brooks, pregador norte-americano famoso no 
século 19, a "pregação é a comunicação da verdade aos homens pelos 
homens. Contém em si dois elementos essenciais: a verdade e a 
personalidade. Não pode omitir-se a nenhum dos dois e ainda ser 
pregação". A pregação, diz Ernest Pettry, também tem sido descrita 
como "a verdade divina que passa pela peneira da personalidade 
humana".25 Ronald F. Youngblood resume: "proclamação da obra 
salvadora de Deus".26 Charles W. Koller enfatiza: "aquele processo 
único pelo qual Deus, mediante seu mensageiro escolhido, se 
introduz na família humana e coloca pessoas perante Si, face a 
face".28 Stott avalia que a pregação não é somente exposição, como 
também comunicação; não somente a exegese de um texto, mas a 
transmissão de uma mensagem dada por Deus a pessoas vivas que 
precisam escutá-la.29 Em o Novo Testamento, a pregação é "a 
proclamação pública do Cristianismo ao mundo não cristão". Não se 
trata de um discurso religioso para um grupo fechado de iniciados, 
mas antes a proclamação aberta e pública da atividade redentora de 
Deus, em e através de Jesus Cristo.30 John Piper ainda acrescenta 
outro detalhe relevante acerca da pregação: o alvo da pregação: a 
glória de Deus; a base da pregação: a cruz de Cristo; o dom da 
pregação: o poder do Espírito Santo!31 Vamos conhecer mais a 
história da pregação. 
 
ANÁLISE DO INÍCIO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA PRÉDICA 
NAS PÁGINAS DAS ESCRITURAS SAGRADAS 
 
A história da pregação não começa com o surgimento da 
retórica grega nem com a sistematização da oratória romana. Começa, 
sim, nas páginas da Bíblia. David L. Larsen assevera que o sermão 
não é um acidente histórico. Embora tenha sido culturalmente 
moldado de modo a alcançar sua forma, o sermão, foi dado por Deus 
para a instrução e a inspiração de seu povo e para a propagação do 
Evangelho até os confins da terra. "No devido tempo, ele trouxe à luz 
a sua palavra, por meio da pregação a mim confiada por ordem de 
Deus, nosso Salvador" (Tt 1.3). De modo, não podemos considerar o 
sermão um acontecimento fortuito e incidental. O sermão faz parte 
do mandamento de Deus, vindo daí sua notável e extraordinária 
longevidade. 32 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
A arte de transmitir a Palavra de Deus é antiga. Deus, na 
verdade, desde o início, segundo a Bíblia, comunicou pessoalmente 
sua vontade e propósitos às suas criaturas (Gn 1-3). Depois vieram 
outros mensageiros. Enoque foi, na opinião de alguns, o pregador 
pioneiro (Jd 14). Noé também, pois alertou sobre o dilúvio iminente 
e proclamou a arca da salvação de Deus, foi conhecido como o 
"pregador da justiça" (2 Pe 2.5).33 Moisés, em Dt, fez um discurso 
homilético, apesar de desconhecer os procedimentos atuais de tal 
ciência. Mas os principais pregadores do Antigo Testamento parece 
que são os profetas; alguns passaram pela "escola de profetas", outros 
não, contudo, tanto uns como os outros, desempenharam com 
eficiência e eficácia o egrégio ministério da pregação. 
No ministério profético do Antigo Testamento, vemos 
exemplos dos profetas falando como arautos de Jeová (Yahweh) e 
servindo como seus embaixadores. Por exemplo, Jeremias disse 
repetidas vezes: "Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo..." (Jr 1.4; 
2.1,5). Ele e outros profetas falaram uma mensagem ao povo que 
revelava a atitude de Deus para com as condições existentes. Elias, 
Isaías e Oséias estão entre aqueles que proclamavam como arauto a 
mensagem de Deus no âmbito do Antigo Testamento e 
representavam fielmente a Deus diante do seu povo Israel. O 
ministério deles serviu para conclamar a nação ao arrependimento e 
ao serviço fiel, e para inspirar confiança em Deus para a salvação. 34 
John Stott reitera que a historificação da "fala" de Deus: 
1. Deus falou por meio de profetas e interpretou para eles o 
significado das suas ações na história de Israel, e, ao mesmo tempo, 
mandou transmitir sua mensagem ao povo, quer pela palavra falada, 
quer quer pela escrita, quer por ambas juntas. 
2. Depois, e de modo supremo, falou por intermédio do Filho, 
sua "Palavra que se tornou carne". As palavras da sua Palavra foram 
transmitidas quer diretamente, quer mediante os apóstolos. 
3. Fala por meio do seu Espírito, que pessoalmente dá 
testemunho de Cristo e das Escrituras, tornando-os reais para o povo 
de Deus hoje. Essa relação trinitária do Pai, do Filho e do Espírito 
Santo, que falam mediante a Palavra de Deus que é bíblica, encarnada 
e contemporânea é fundamental para a religião cristã. 35 
 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÔGICA-PRÃTICA 
Li 
Na fase intertestamentária,com o surgimento da sinagoga, o 
sermão judaico assumiu sua forma. Há quem diga que foi João Batista 
o arauto que fez a ponte entre Antigo e Novo Testamento (Jo 1.8). 
Jesus Cristo, após cumprir certas normas religiosas, também começou 
a pregar (Mt 4.17,23), cheio do Espírito Santo (Lc 4.16-21; Is 61) e, 
por fim, deu a mesma ordem (Mc 16.15). A liderança apostólica, 
como Jesus, dedicou-se à pregação (At 6.4). O sermão de Pedro, no 
Pentecostes (At 2), resultou numa "colheita" em torno de 3 mil vidas! 
Também pregou poderosamente na casa de Cornélio (At 10). E 
Paulo, o notável apóstolo, pregou na sinagoga de Antioquia da Psídia 
(At 13), no Areópago, em Atenas (At 17), em Mileto (At 20), 
testemunhou em Jerusalém (At 22) e para Agripa (At 26); suas 
epístolas/cartas ratificam sua a eficiência e eficácia como pregador. 
Na história da Igreja há grandes pregadores. Do final do século 
quarto e início do quinto - época de Crisóstomo, Ambrósio e 
Agostinho - foi um tempo fantástico de pregação que antecedeu sete 
séculos de declínio.36 Os frades, antes da Reforma, desempenharam 
papel crucial na área da pregação. Eles, dizem, revolucionaram o 
nobre ofício. Comenta-se que o próprio Francisco de Assis (1182-
1226), além do desprendimento, dedicou-se à pregação. Domingo 
(1170-1221), Humberto de Romans (1277), Bernardino de Siena 
(1380-1444) não foram menos empenhados na arte da pregação. 
Já na Reforma destaco Lutero e Calvino. Martinho Lutero foi 
um gigante da tribuna. Via no ofício privilégio raro. Disse que "Se 
hoje pudesse me tornar rei ou imperador, ainda assim não renunciaria 
ao meu ofício de pregador". Walther Von Loewenich disse que ele foi 
um dos maiores pregadores da história da cristandade; pregou cerca 
de três mil sermões. Fred Meuser finaliza: ele nunca tirou férias do 
trabalho de pregação, ensino, estudo individual, produção, escrita e 
aconselhamento.37 Há quem diga que John Calvino, o reformador, era 
grande teólogo, mas não bom pregador. Outros, porém, repudiam tal 
afirmação. Calvino pregou por todo o livro de Gn, Dt (200 sermões), 
Jó (159 sermões), Jz, 1 e 2 Sm (194 sermões), 324 sermões sobre Is e 
174 sobre Ez, os quatro Evangelho, At (189 sermões), etc. 
Outrossim, foi sob a pregação de Calvino que Genebra se tornou, nas 
palavras de Knox, "a mais perfeita escola de Cristo na terra".38 
 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
TERCEIRA PARTE: A RELEVÂNCIA DA 
PREGAÇÃO EXPOSITIVA 
 
prédica, em muitas comunidades evangélicas, está 
em crise. Algumas razões, inclusive, foram citadas nesta disciplina. 
Mas também é fato que Deus levantou grandes pregadores para 
anunciar a Palavra: Hugh Latimer, Richard Baxter, Cotton Mather, 
John Wesley, George Whitefield, John Henry Newman, Charles H. 
Spurgeon, Martin Lloyd-Jones, Billy Graham, etc. Há outro número 
maior de arautos anônimos que propagaram - e propagam ainda! - a 
Palavra de Deus, com eficiência e eficácia, levando milhares de vidas a 
Jesus Cristo, fundamentados em motivação santa, atitudes coerentes e 
convincentes, sem perder a elegância e a desenvoltura. 
A Homilética, disciplina ligada à categoria da Teologia Prática, 
cuja finalidade é auxiliar o pregador "a elaborar e apresentar 
sermões"39 com elegância, desenvoltura, propriedade bíblica, teológica 
e relevância, é imprescindível na labuta para transformar a decadente 
situação. A disciplina está voltada à análise e prática dos fundamentos 
e princípios da arte preparar e proferir sermões, em especial, nos 
cultos cristãos, logo deve ser conhecida e praticada corretamente, pois 
desta forma a crise no ministério da pregação será atenuada. 
Os três principais objetos de análise homilética são: o pregador, 
a mensagem e o ouvinte. Acerca do pregador, como já disse, parto do 
pressuposto que o mesmo está ciente de que sua vida deve estar em 
compasso com a sua pregação. Acerca da pregação, procurei defini-la 
sucintamente, e citar em parte sua evolução histórica. E, agora, para 
finalizar, ressaltarei, alguns Fundamentos Teológicos da Pregação 
Cristã e, a seguir, destacar a importância da Pregação Expositiva. 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBLICA-TEOLÓGICA-
PRÃTICA 
ANÁLISE DE ALGUMAS CONVICÇÕES TEOLÓGICAS 
FUNDAMENTAIS DA PRÉDICA CRISTÃ 
 
John Stott esclarece que os segredos da pregação não são 
técnicos, mas teológicos e pessoais, ou seja, a teologia precede e é 
mais importante que a metodologia; o segredo essencial não é 
dominar certas técnicas, mas ser dominados por determinadas 
convicções. Stott ainda diz que a Homilética pertence 
apropriadamente ao departamento da teologia prática e não pode ser 
ensinada sem um fundamento teológico sólido. Enfim, "a técnica 
pode somente nos tornar oradores; se quisermos ser pregadores, é da 
teologia que precisamos". Os cinco argumentos teológicos que 
subjazem à prática da pregação como exposição que serão 
apresentados, a seguir, são propagados pelo próprio John Stott: 
1. Uma convicção a respeito de Deus - Sua existência, atuação e 
Seu propósito. O tipo de Deus no qual você crê determina o sermão 
que você prega! Destarte o cristão, antes de aspirar ser um pregador, 
deve ser, no mínimo, um teólogo amador. 
Três afirmações categóricas e imprescindíveis a respeito de 
Deus, o Supremo Senhor do Universo: 
a) Deus é Luz (1 Jo 1.5), símbolo da santidade, pureza, mas, no 
texto citado, representa a verdade (Jo 8.12; Mt 5.14-16). Também 
significa que Deus quer se revelar (Mt 11.25,26) para banir as trevas e 
seu principal expoente - Satanás (2 Co 4.4-6). 
b) Deus tem agido - Ele tomou a iniciativa para se revelar em 
ações; também é conhecido na Bíblia por sua atividade libertadora. 
c) Deus tem falado - Ele se comunicou com o seu povo 
mediante a fala, diferente dos deuses pagãos (SI 115.5; Is 40.5; 55.11) 
e através das ações históricas (Am 3.8). 
2. Uma convicção a respeito das Escrituras Sagradas. A 
doutrina de Deus leva natural e inevitavelmente à doutrina das 
Escrituras. Embora tivesse dado a esta seção o título de "uma 
convicção a respeito das Escrituras", trata-se na realidade, de uma 
convicção múltipla que pode ser analisada em pelo menos três crenças 
distintas, porém mutuamente correlatas. 
 
 
 
 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
a) A Escritura é a Palavra de Deus escrita - a ação, a fala e a 
escrita, juntas fazem parte integrante do propósito de Deus; na autoria 
da Bíblia há o fator divino e o humano, ou seja, ela é a Palavra de 
Deus escrita, a Palavra de Deus através das palavras dos homens, 
falada por meio da boca humana e escrita por meio de mãos 
humanas. 
b) Deus continua falando através daquilo que Ele ja disse - A 
Bíblia não é simplesmente um compêndio de documentos antigos, 
cheirando a mofo, nem é um museu, nem uma relíquia ou fóssil. E 
sim a Palavra viva oriunda do Deus vivo para pessoas vivas, cuja 
mensagem é contemporânea para o mundo contemporâneo! O Dr. J. 
I. Packer, após estudar a doutrina das Escrituras por muito tempo, 
arremata: " A Bíblia é Deus pregando". 
c) A Palavra de Deus é poderosa - ela cumpre o propósito 
divino (Is 55.11); sua Palavra tem poder (Sl 33.9), é viva e eficaz (Hb 
4.12) 
 
3. Uma convicção a respeito da Igreja - A Igreja depende da 
Palavra de Deus; não é superior a ela; antes de existir igreja Deus já 
estava falando e fazendo. Outrosssim, a Palavra é o cetro mediante o 
qual Cristo a governa, sustenta, santifica, guia, inspira. Também é fato 
que o declínio da pregação é seguido de perto pela decadência 
espiritual da igreja. Logo, compete aos pregadores proclamar a Palavra 
de Deus e a igreja ouvi-la e praticá-la! 
4. Uma convicção a respeito do pastorado - Há incerteza na 
igreja moderna atinente à natureza e às funções do ministério cristão 
profissional. Jesus, o Bom Pastor, cujas marcas incluem sacrifício, 
liderança, proteção, cuidado... sempre será modelo de ministériopastoral. A função principal do pastor é alimentar as ovelhas - ensinar 
a igreja (At 20.28; 1 Pe 5.2), etc. 
5. Uma convicção a respeito da pregação - Se o pastor é 
pregador e mestre, qual sermão deve pregar? As listas de opções nos 
manuais de Homilética são várias. Stott lembra que dizem existir 
sermões temáticos e textuais; alguns são evangelísticos, apologéticos 
ou proféticos; outros são devocionais, éticos ou exortativos. Ainda 
acrescentam os sermões "exegéticos" ou "expositivos". Para o nobre 
autor "toda pregação genuína é pregação expositiva”. 40 
 
 
 
 
 
 
 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBLICA-TEOLÓGICA-
PRÃTICA 
 
 
SÍNTESE DE CLASSIFICAÇÃO DOS SERMÕES 
 
Primeiro vamos relembrar os demais tipos de sermões que 
existem, classificando-os quanto à forma. 
Sermão temático. E o que expõe a. verdade bíblica num tema 
utilizado pelo pregador. Após a escolha ele faz a divisão do sermão 
para enfatizar o texto lido. O esboço do sermão deriva do tema. Esse 
tipo de pregação oferece algumas vantagens quando bem aproveitado 
e pode contribuir para trazer clareza aos ouvintes. O pregador deve 
ter cuidado para não se exceder no uso de sermões desse tipo, porque 
pode inclinar-se a falar demais em conquistas, em ocorrências da vida 
política, da técnica, e da ciência, e passar a apresentar suas próprias 
opiniões, perdendo a capacidade de dizer; "Assim diz o Senhor". 
Falará bem, como sociólogo, psicólogo, mas não como mensageiro de 
Deus. 
Sermão textual. É a exposição da verdade contida num texto 
bíblico escolhido. Suas divisões derivam do texto tomado, e não do 
tema do sermão. 
Sermão expositivo. Suas divisões vêm do texto tomado e ainda 
apoiadas por referências bíblicas. É uma análise pormenorizada, 
lógica, aplicada ao texto lido. 
Sermão ocasional. É o preparado para ocasiões especiais, como 
inauguração de templo, ceia, Natal...41 
 
ANÁLISE DO SERMÃO EXPOSITIVO 
 
O sermão expositivo recebeu uma atenção nesta disciplina de 
noções de Homilética. Isso significa que tal "metodologia" está 
totalmente imune a erros? Não. Alguns estudiosos, inclusive, dizem 
que o sermão expositivo tem vantagens e desvantagens. As vantagens 
da pregação expositiva são várias: tem menos probabilidade de 
deturpar a legítima mensagem de Deus, honra as Escrituras, 
proporciona alimentação saudável à comunidade de fé, favorece 
consideravelmente a capacitação bíblica e teológica do próprio 
pregador. Outros, quanto às desvantagens, são categóricos - ele 
apresenta alguns desafios ao mensageiro que se dispõe a aderi-la. 
Destacarei dois pelo menos. 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
 
 
t 
 
 
 
 
 
 
O primeiro é dificuldade para prepará-la: mensagens 
divorciadas da Bíblia são facilmente fabricadas, mas uma bíblica, séria, 
doutrinária e teologicamente correta, dá trabalho; não se faz em alguns 
minutos um sermão que transformará a vida das pessoas! 
O segundo desafio é o tempo para sua elaboração que o 
sermão expositivo exige do pregador, afinal, entre outras coisas, 
precisará identificar o autor/narrador, os prováveis destinatários, a 
datação do texto, tempo/espaço, ocasião, objetivo, assunto, etc. 
Conseguir agregar todas essas informações, de fato, é trabalhoso. O 
pregador que quer agradar a Deus, porém, não teme o labor! 
E o que é o sermão expositivo? Como defini-lo e empregá-lo? 
George O. Wood esclarece que na pregação temática, o 
pregador pode escolher seu esboço; na pregação textual, os pontos 
principais são regidos pelo texto, e o pregador pode colocar entre os 
pontos o que quer que se sinta levado a colocar; na pregação 
expositiva, porém, o texto rege inteiramente o conteúdo da 
mensagem: não se tem a liberdade de buscar ou escolher o que se 
quer enfatizar ou deixar passar. Pregação é, em suma, diz Wood, 
tomar um trecho das Escrituras - um versículo, um parágrafo, um 
capítulo, um livro) e responder duas perguntas: (1) O que disse? e: (2) 
O que diz? A primeira pergunta - "O que disse?" envolve exegese e 
hermenêutica. Entretanto, nenhum sermão estará completo se 
tivermos respondidos apenas a primeira pergunta. Também devemos 
considerar: "O que diz?" Em outras palavras, tenho de passar da 
exegese para a aplicação. De que forma essa clássica Palavra viva se 
relaciona com as necessidades contemporâneas das pessoas a quem 
pregarei? Pregar sempre implica em se ter um pé plantado 
firmemente na exegese e o outro na aplicação. 42 
O Dr. Shedd alerta: "Pregar expositivamente significa, acima 
de tudo, que nós nos comprometemos com a Palavra inspirada. 
Faltando este compromisso, caímos no subjetivismo e abrimos espaço 
para noções próprias, falhas e interesseiras. Misturar ideias humanas 
com as Escrituras torna a pregação leite adulterado' (1 Pe 2.2). As 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-PRÁTICA 
limitações pecaminosas da mente humana são tamanhas que, qualquer 
heresia ou doutrina falsa, pode facilmente ser propagada, caso não seja 
mantido este compromisso com o texto bíblico".43 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
John Stott diz que exposição refere-se ao conteúdo do sermão 
(verdade bíblica) mais do que ao seu estilo (comentário)", ou seja, 
fazer exposição das Escrituras é aproveitar aquilo que já está no texto 
e expô-lo à vista de todos, destampar o que parece fechado, tornar 
claro o que parece obscuro. Stott complementa: "Quer o texto seja 
longo, quer breve, nossa responsabilidade como expositores é 
desvendá-lo de tal maneira que sua mensagem seja falada de modo 
claro, compreensível, exato, relevante, sem acréscimos, sem omissões 
e sem falsificação". O nobre autor ainda faz as seguintes ressalvas: 
1. A exposição nos prescreve limites a pregação expositiva 
restringe-se à Bíblia. 
2. A exposição exige integridade - o pregador não pode 
corrompê-la e nem manipulá-la a seu bel-prazer. De modo algum. 
Antes o faz primar pelo significado verdadeiro e fiel de todos os texto 
da Palavra. 
3. A exposição identifica as armadilhas que o pregador deve 
evitar a todo custo; são elas: esquecimento e deslealdade; no primeiro 
caso o pregador segue a própria imaginação; no segundo, o estica e o 
força, deteriorando seu significado original e natural. 
4. A exposição da confiança ao pregador - por estar pregando 
a Palavra de Deus com respeito e integridade, torna-se muito mais 
corajoso. 44 
Portanto, se você deseja ser um pregador fiel às Escrituras, 
prepare-se para nela meditar! 
 
COMO PREPARAR SERMÕES EXPOSITIVOS? 
 
Não é suficiente alegar que a pregação expositiva é 
recomendável aos pregadores da Palavra. É mister mostrar passos 
para elaborá-la. O sermão expositivo não é fabricado por acaso nem 
acidentalmente. Há etapas para sua preparação, explanação e 
aplicação. George Wood, para citar exemplo, compartilhou algumas 
dicas importantes. Veja: 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
1. Leia minuciosamente, medite e ore a respeito do texto das 
Escrituras sobre o que vai pregar. Faça isso sem o auxílio de qualquer 
estudos externos - só você e a Bíblia. Anote pensamentos e perguntas 
que tiver. 
 
 
 
 
 
 
2. Consulte seus comentários. Use ampla seleção de recursos 
de estudo. Tome abundantes notas. 
3. Desenvolva o título, o assunto e o esboço. A mensagem 
inteira pode ser expressa em uma só frase? O título é fiel ao texto e 
desperta interesse? 
4. Considere a introdução minuciosamente e em detalhes 
(ponha as pessoas no texto e o texto nas pessoas). Prende a atenção? 
5. Medite longamente na conclusão. Que tipo de apelo você 
está fazendo? Que reação está buscando? O que você deseja que as 
pessoas façam com a mensagem que foi pregada? 
6.0 sermão tem janelas? As ilustrações se ajustam suavemente 
ou são forçadas ou soam artificiais? Conte uma história para chegar 
ao ponto desejado, não a conte só por contar. 
7. Prestou atenção nos conectivos? As pessoas serão capazesde seguir com clareza sua linha de raciocínio? Os pontos estão 
relacionados uns com os outros? Emanam do assunto? Manteve os 
pontos principais sucintos e fáceis de lembrar? 
8. Sua mensagem é banhada em oração? Você sente que está 
ungido? Sua sensação ao pregar é a de que está cumprindo função 
profética, que está conclamando a verdadeira Palavra de Deus a essas 
pessoas para essa ocasião?45 
Preparar uma pregação expositiva eficiente e eficaz dá 
trabalho. A recompensa, porém, será satisfatória. Ademais, como 
escreveu Ramesh Richard, preparar um sermão é uma arte, uma 
ciência, uma disciplina e um relacionamento; um sermão eficaz é filho 
da união dinâmica espiritual com a mecânica da diligência; a dinâmica 
do preparo do sermão surge do relacionamento do pregador com o 
Senhor do texto. Ele é um exercício sério que precisa ser regado com 
oração e engendrado pelo Espírito Santo desde o primeiro contato do 
pregador com o texto.46 
Para concluir este prefácio à Homilética gostaria de transcrever 
três exemplos de sermão expositivo elaborados por Hans Ulrich 
Reifler. Há, em outras obras, mais modelos. Incentivo cada leitor/a a 
buscar em outras publicações mais propostas a respeito de como 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRÁTICA 
elaborar e expor pregações expositivas. Este é um hábito 
indispensável: estudar modelos de sermões expositivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. TEMA: A Verdadeira Adoração e os Verdadeiros Adoradores. 
2. TEXTO: João 4.19-24. 
3. ESBOÇO: Introdução: A problemática da adoração em 
nossas igrejas. 
I. O significado da adoração 
1. No grego clássico 
2. No Antigo Testamento 
3. No Novo Testamento 
 
II. O lugar da adoração (4.20,21): 
 
1. Para os samaritanos: Gerizim 
2. Para os judeus: Jerusalém 
3. Para os cristãos: não importa o lugar. 
III. A Atitude de adoração (4.21-24): 
 
1. O verdadeiro adorador adora o Pai (4.21,23). 
2. O verdadeiro adorador adora em espírito (4.23,24). 
3. O verdadeiro adorador adora em verdade (4.23,24). 
 
1. TEMA: A Oração Sacerdotal de Cristo. 
2. TEXTO: João 17.1-26. 
3. ESBOÇO: Introdução: a importância da vida de oração 
 
1. O nome desta oração (Jo 17.1). 
2. O valor desta oração (Jo 17.1). 
3. O motivo desta oração (Jo 17.2,3). 
4. O tempo desta oração (Jo 17.1). 
5. O receptor desta oração (Jo 17.1,5,11,21,24,25). 
6. O conteúdo desta oração: 
 
- A oração de Jesus por Si mesmo (Jo 17.1-5). 
- A oração de Jesus por Seus apóstolos (Jo 17.6-19). 
- A oração de Jesus por Sua Igreja (Jo 17.20-26). 
7. O propósito desta oração: 
- A revelação de Sua glória (Jo 17.1-5). 
- A conversão dos Seus (Jo 17.6-16). 
- A santificação dos Seus (Jo 17.17-19). 
- A unificação dos Seus (Jo 17.20-23). 
- A glorificação de Sua pessoa (Jo 17.24-26). 
8. Conclusão desta oração (Jo 17.25,26).47 
 
 
 
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
 
 
 
 
 
TEMA: Não Sejas Incrédulo, Mas Crente 
TEXTO: João 20.24-29 
ESBOÇO: Introdução: Dados biográficos do evangelho de 
João a respeito de Tomé (Jo 11.16; 14.5; 20.24-29; 21.2). 
I. O Ceticismo de Tomé (20.24-26). 
 
1. Apesar dos encontros anteriores com Cristo. 
2. Apesar do testemunho dos apóstolos (20.25). 
3. Apesar de oito dias de reflexão (20.26). 
4. Superado pela presença real do Cristo (20.26). 
5. Superado pela presença real do Cristo que o desafia a 
colocar seu dedo em Suas mãos (20.26). 
6. Superado pela palavra de encorajamento do Cristo: não 
seja mais incrédulo, mas crente (20.27). 
II. A Confissão de Tomé: 
 
1. Uma confissão pessoal: "Senhor meu, Deus m e u ” ! 
2. Uma confissão do Senhorio de Cristo: "Senhor meu". 
3. Uma confissão da divindade de Cristo: "Senhor meu, Deus 
meu!" 
III. O Compromisso de Tomé 
 
1. O grande apóstolo mencionado 4 vezes no Ev. de João. 
2. O grande apóstolo que levou o Evangelho à Índia. 47 
 
TITULO: Por Esta Bênção Orava Eu! 
TEXTO: 1 Sm 1.27 
I. Os GRAVES PROBLEMAS DE ANA: 
1. Esterilidade de Ana e fecundidade de Penina (1 Sm 1.2). 
2. Provação de Deus e humilhação (1 Sm 1.6). 
3. Incompreensão do marido (1 Sm 1.8). 
II. As ATITUDES DE ANA PARA ALCANÇAR O MILAGRE: 
1. Ana levantou-se e, mesmo aflita, orou a Deus (1 Sm 1.9,10). 
2. Compartilhou com Deus sua necessidade (1 Sm 1.11). 
3. Não teve pressa de sair da presença de Deus (1 Sm 1.12). III. 
III.AS ATITUDES DE ANA APÓS À ORAÇÃO: 
 
1. Seguiu seu rumo com alegria (1 Sm 1.18). 
2. Adorou a Deus (1 Sm 1.19). 
3. Tentou novamente (1 Sm 1.19). 
4. Cuidou da bênção e consagrou-a a Deus (1 Sm 1.22). 
SÉRIE CRESCER: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO BÍBUCA-TEOLÓGICA-
PRÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTAS 
STOTT, John. Eu Creiom Pregação. São Paulo: Vida, ps.225,226. -
MARllX, AL O que Háde Errado Com a Pregação deHojerSzo Paulo: Fiel, 
p.7. 
;CEZAR, César Augusto Arruda. Socorro!!! Tenho que Preparar um Sermão - Manual de pregação 
dinâmica - Pregador crizõvo. Curitiba: A. D. Santos Editora, 2001, p.36. 
^RETFLER, Hans Ulrich. Pregação ao Alcance de Todos. São Paulo: Vida 
Nova, p.15 -'SHEDD, Rüssel P. Palavra Viva. São Paulo: Vida Nova, 2000, 
p.13. *SANDERS, J. Oswald. Discipulado Espiritual. Rio de Janeiro: JUERP, 
1995, ps. 17-23. "STOTT, John, Op. Cit, ps.191,192. 
sPROENÇA, Wander de Lara. "De Casa de Profetas a Seminários Teológicos". In KOHL, 
Manfred W & BARRO, Antônio Carlos (orgs). Educação Teológica Transformadora. Londrina: 
Descoberta, 2004, p.29. 
'PROENÇA, Wander de Lara. "Uma Igreja Sem o Propósito da Maturidade na Palavra". In 
BARRO, Jorge H. (org.). Uma Igreja Sem Propósitos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004, ps.47-50. 
10AMORESE, R. M. "Celebração e Liturgia Numa Sociedade Pluralista". In Excelentíssimo 
Senhores. Viçosa: Ultimato, 1995, p. 167-169. 
"WIERSBE, Warren W. A Crise de Integridade. São Paulo: Vida, ps.32,33. 
12 TORREY., Reuben Archer (ed.). Os Fundamentos. São Paulo: Hagnos, 2005, p.461. 
13ZABÄTTERO, Júlio P. T. "Novos Desafios da Leitura Bíblica no Pastorado 
Contemporâneo". In KOHL, Manfred Wöc BARRO, Antônio Carlos (orgs). Ministério Pastoral 
Transformador. Londrina: Descoberta, 2006, p.13. 
"LOPES, Hemandes Dias. Fome de Deus. São Paulo: Hagnos, 2004, ps.20,21. 
15SOUZA, Luís Wesley. "Uma Igreja Sem o Propósito da Pureza e da Santidade". In 
BARRO, Jorge, Op. Cit., p.94. 
"SHEDD, Russel, Op. Cit., p.ll. 
"ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 11« ed., 2002, 
p.178. »GRENZ, Stanley J., GURETZKI, David e NORDILING, Cherith Fee. Dicionário de 
Teologia. São Paulo: Vida, 2002, p.68. 
"REIFLER, Hans Ulrich, Op. Cit., p.ll. 
20BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fícil e Descomplicada. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, 
ps.31,32. ''FERREIRA, Franklin & MYATT, Alan. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida 
Nova, 2007, p.23. 22REIFLER,idem,p.ll. 
23GRENZ & GURETZKI & NORDILING, Op. Cit., 
p.68. 24REIFLER, idem. 
2SLARSEN, David L. Anatomia da Pregação. São Paulo: Vida, 2005, ps.11,12. 26PETRY, 
Ernest. Ministrando a Palavra de Deus - Homilética. Campinas: I.C.I., 2007, p.87. 
27YOUNGBLOOD, Ronald (org.). Dicionário Ilustrado da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 
2004, p.1.155. 2sKOLLER, Charles W. Pregação Expositiva Sem Anotações. São Paulo: Mundo 
Cristão, 1984, p.9. 2'STOTT, idem, p.146. 
»DOUGLAS, J. D. (ed.) & (SHEDD, Russel P.). O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo: 
Vida Nova, 2006, 3« ed. rev., p.1.088. 
31PIPER, John. A Supremacia de Deus na Pregação. São Paulo: Shedd Publicações, 2006, p.19. 
32LARSEN, David L. Anatomia da Pregação. São Paulo: Vida, 2005, p.13. 
33YOUNGBLOOD, Ronald, Op. Gt, p.1.155. 
34PETRY, Ernest, Op. Cit.,ps.l00,101. 
35ST0TT, ps.15,16. 
"LARSEN, David L., Op. Cit., p.18. 
"PIPPER, John. O Legado da Alegria Soberana. São Paulo: Shedd Publicações, 2005, p.92. 
3SHANKO, Ronald. Artigo: "Calvino, o Pregador". In 
http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_ calvinpreacher.htm (16/07/2008). 
"ANDRADE, Claudionor Correia de, Op. 
Cit., p.178. "STOTT, idem, ps.97-133. 
■"SANTANA, Rodrigo Silva. Noçõesde Homilética - Coleção Ensino Teológico (5). Rio de 
Janeiro: CPAD, 3a ed., 1983, ps.67,68. 
tíWOOD, George O. "Prioridades na Vida do Pastor - Pregação Expositiva". In Pastor Pen 
recostai. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, 5' ed.,p.84-89. 
"SHEDD, Russel P., Op. Cit., 
p.55. "STOTT, idem, ps.133-141. 
^OOD, George O., Op. Cit., p.96. 
4éPJCHARD, Ramesh. Homilética - Curso Vida Nova de Teologia - Vol.5. São Paulo: Vida 
Nova, 2005, 
p.18. 
http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_
Pr. José Roberto de Oliveira Chagas 
*RErFLER,ps.l08,109. 
 
 
 
 
 
 
 QUESTIONÁRIO 
 HOMILÉTICA 
 
*Nome: __________________________ 
Sexo: ( ) Data Nasc.__/__/_Natural:. 
*End.: _______________________ 
_, Bairro: 
Cidade: ___________________________________ UF. 
CEP: ___________________ Fone: ( __ ) ___________ 
Nome completo, sem rasuras, conforme constará no certificado. Endereço correto 
para o qual será enviado o certificado. 
 
I. QUESTÕES TEÓRICAS: 
 
1. A pregação evangélica está em crise. Por quê? Cite algumas razões 
expostas nesta disciplina. 
Resp. _________________________________________________ 
 
 
 
2. Defina Homilética. 
Resp. ____________ 
 
 
3. Cite alguma definição de Pregação. 
Resp. _________________________ 
 
 
4. Quais são os três principais objetos de análise homilética? 
Resp. ____________________________________________ 
 
 
5. Defina Pregação Expositiva, segundo o Dr. Shedd. 
Resp. ______________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
II. QUESTÕES AVALIATIVAS: 
 
1. Você gosta da mensagem proferida por algum pregador? Qual e 
por quê? 
Resp. ________________________________________________ 
 
 
 
 
 
2. Qual sua opinião sobre o conteúdo desta disciplina? 
Resp. _______________________________________ 
 
 
 
3. Como você avalia o seu aproveitamento deste módulo - tempo 
dedicado ao estudo da disciplina, comentários importantes suscitados, 
possíveis descobertas? 
Resp. _________________________________________________ 
 
 
 
4. De que maneira você pretende aplicar em sua vida e ministério o 
que aprendeu nesta disciplina? 
Resp. _________________________________________________ 
 
 
 
5. Como você avalia a forma como as informações foram transmitidas 
pelo professor-escritor: você conseguiu compreender o que ele quis 
lhe passar ou teve dificuldades? O que poderia ser melhorado? 
Resp. _________________________________________________

Mais conteúdos dessa disciplina