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EM EVIDENCIA
Assembléia de Deus em Imperatriz
(MA) promove projeto de implementa
ção da Escola Dominical para internos
em colônias penais.
0 MAIOR E MAIS
DOCUMENTADO
21 Editorial
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Presidente do Conselho Administrativo
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Diretor-executivo
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As velhas heresias continuam
sendo uma ameaça em nossos
dias? desta feita com novas
roupagens para iludir os crentes
A revista Lições Bíblicas Adultos de Escola Bíblica Domini
cal da CPAD do primeiro trimestre de 2025 trata sobre antigas
heresias que se apresentam com nova aparência em nossos
dias, enganando os inacutos. Nos tempos bíblicos, quando os
cristãos primevos iniciavam as suas atividades junto aos seus
contem porâneos, os falsos mestres também estavam ativos
disseminando seus ensinos perniciosos. Eles já estavam lá desde
o começo tentando forçar a porta dos arraiais dos discípulos de
Cristo. Os apóstolos e demais ensinadores da Palavra de Deus
alertavam sobre o perigo que as heresias representavam à vida
do cristão e da igreja. Em nossos dias, não deve ser diferente.
Nas páginas 25 a 26 desta edição, o leitor encontrará uma
entrevista com o pastor Esequias Soares da Silva, comentarista
da revista Lições Bíblicas Adultos, que fala sobre o conteúdo do
trimestre. Também nesta edição, na seção Conversa Franca, o
leitor conta com uma entrevista com o pastor Alexandre Coelho,
gerente do Departamento de Publicações da CPAD, onde ele
fala sobre a relevância da Escola Dominical na jornada do cristão.
Destaque também para a seção de subsídios para cada uma das
aulas deste trimestre de Lições Bíblicas Adultos.
Por sua vez, as páginas 22 a 24 desta edição trazem uma
reportagem especial sobre as três Conferências de Escola
Dominical promovidas pela Casa Publicadora das Assembléias
de Deus (CPAD) no segundo semestres do ano passado, em
Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Araguaína (TO). Na seção
de artigos, destaque para os artigos "Contribuições pneuma-
tológicas no processo de aprendizagem ", que é o artigo de
capa desta edição; "Fazer e Ensinar: o Modelo de Cristo" e
"Decisões para uma jovem cristã", que trazem um conteúdo
que irá edificar o professor e seus alunos, além de promover
aulas mais substanciosas.
Ano 26 I n°100 I jan/fev/mar 2025
Ensinador Cristão-revista evangélica trimestral,
lançada em novembro de 1999, editada pela
Casa Publicadora das Assembléias de Deus.
Correspondência para publicação deve ser
endereçada ao Departamento de Jornalismo.
As remessas de valor (pagamento de assinatura,
publicidade etc.) exclusiva mente à CPAD. A
direção é responsável perante a Lei por toda
matéria publicada. Perante a igreja, os artigos
assinados são de responsabilidade de seus
autores, não representando necessariamente
a opinião da revista. Assegura-se a publicação,
apenas, das colaborações solicitadas. O mesmo
princípio vale para anúncios.
Revista Ensinador Cristão
E-mail: ensinador@ cpad.com.br
Na seção Boas Idéias, a professora Telma Bueno municia os
professores com dinâmicas que irão enriquecer ainda mais a
exposição das aulas deste trimestre. Lembrando que há dinâ
micas para quase todas as faixas etárias das revistas de EBD da
CPAD deste trimestre.
A revista Ensinador Cristão chega a seu 26° ano de estrada
e à sua centésima edição prosseguindo em sua missão de levar
conteúdo pedagógico e teológico de qualidade para os educa
dores cristãos, contribuindo para o florescimento de uma nova
geração de crentes equipados para levar adiante a disseminação
do Evangelho de Jesus ao mundo, satisfazer os reclames da
Grande Comissão (Mt 28.16-20), fazendo discípulos.
http://www.cpaddigital.com.br
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Sumário
;
4
14
/
18I
20I
36
I
05
10
I I
22
25
29
30
31
44
46
CAPA
Contribuições pneumotológicos
no processo de aprendizagem
ARTIGO JOVENS
A Verdadeiro Religião: um convite à
autenticidade no Corto de Tiago
ARTIGO JUVENIS
Uma viagem pelo Antigo Testamento
ARTIGO AO O IESCEN TE
Gênesis, o Livro dos Grandes Começos
SUBSÍDIOS
Quando as heresias ganham
uma nova roupagem
ESPAÇO DO LEITOR
ED EM FOCO
CONVERSA FRANCA
REPORTAGEM
ENTREVISTA DO COMENTARISTA
SALA DE LEITURA
O PROFESSOR RESPONDE
BOAS IDÉIAS
ARTIGO
EM EVIDÊNCIA
Divulgue as atividades
do departamento de
ensino de sua igreja
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cidade e o Estado onde o leitor reside.
® Suporte poro quem se esmero no ensino
Há muito anos, a revista Ensinador Cristão tem a proposta de oferecer
suporte que atenda aos pastores, superintendentes, líderes, professores de
Escola Dominical e seminaristas. Com base nesse pressuposto, e também
no desejo de crescimento ministerial e espiritual, afirmo categoricamente
que esta revista tem me ajudado na função de educador e renovado a
Escola Dominical da igreja a qual faço parte. Por meio da revista Ensina
dor Cristão, nós, que militamos na área de docência cristã, encontramos
ricos subsídios, dinâmicas e orientações para melhor nos equiparmos no
desempenho de nossas atividades na obra de Deus. Temos conhecimento
de que a revista é a maior deste segm ento em todo país. Não deixo de
adquirir a revista Ensinador Cristão e recomendo a aquisição dela para
todos que se esmeram no ministério do ensino (Rm 12.7).
Pb. Marcos Pinheiro dos Santos Guimarães Júnior, Paragominas (PA)
©Variados benefícios ao leitor
Por que eu amo a revista Ensinador Cristão? Trata-se de um periódico
com conteúdo que impulsiona novos olhares e abordagens, além de trazer
entrevistas que inspiram a seguir trabalhando com amor e conhecimento
da realidade de outras EBDs pelo Brasil, o que nos dá o senso de unidade
no trabalho do Reino de Deus. Destaque ainda para seu custo e benefício.
É leitura agradável e com conhecimento a preço, de fato, justo.
Terezinha Barbosa, Joinville (SC)
© Contribuiçõo à Escolo Dominical
Valorizo imensamente a revista Ensinador Cristão por sua contribuição
vital à Escolamas que se manifestam ainda hoje,
relacionadas à doutrina de Deus nos
seus vários aspectos - Trindade, a
verdadeira identidade do Senhor
Jesus e o Espírito Santo. Ela tam
bém aborda heresias relacionadas
a outras doutrinas importantes para
a Igreja, tais como as doutrinas do
pecado, da salvação, da igreja e da
liturgia. É de total importância o
conhecimento dos erros teológicos
e das heresias que forçam a porta
dos arraiais evangélicos nos tempos
hodiernos pelos pseudos mestres
que desconsideram o temor a Deus
manifesto em sua Palavra única e
eficaz para a nossa salvação.
Aprenda o Grego do
Novo Testamento
John H. Dobson
Ler o Novo Testamento no original
após a 14° lição é a proposta desta
inédita obra. O livro é acompanhado de
uma série de áudios com os exercícios
de pronúncia e entonação. Um curso
para que você aprenda mesmo sem sair
de casa. A obra Aprenda o Grego do
Novo Testamento, de John H. Dobson,
é um bestseller da British and Foreign
Bible Society. Ela vem sendo de grande
utilidade aos cristãos de língua inglesa
interessados em aprender o idioma no
qual foi originalmente escrito o Novo
Testamento. A maneira pela qual o livro
foi acolhido no mundo de expressão an-
gla e os resultados adquiridos por seus
estudantes são uma prova inequívoca da
credibilidade de Dobson e da eficácia da
sua metodologia de aprendizagem da
língua grega. Acompanhando as novas
tecnologias, a CPAD decidiu não mais
encartar o CD nesta publicação. Para
acessar o material de áudio da obra,
acesse o site wvwv.aprendagregont.com.
br e faça download gratuito do material.
INTRODUÇÃO Ã
T E O L OG IA
PENTECOSTAL
UMA U1TUHA SISTEMATIZADA A
PARTIR DA DCClARAÇÀO DE FÉ
OASASSfMBUIASDÍ
Introdução à Teologia
Pentecostal
Eduardo Leandro Alves
O pentecostalismo não é mono
lítico, mas plural. Por isso, a neces
sidade de um conteúdo teológico-
-doutrinário introdutório atualizado
para atender ao leitor que professa a
fé pentecostal clássica. É exatamente
isso o que essa obra se propõe a
ser: uma discussão, a partir da Te
ologia Sistemática, das definições
teológicas contidas na Declaração
de Fé das Assem bléias de Deus.
O autor, que é pastor na Paraíba
e teólogo assembleiano, elaborou
esta obra para introduzir o leitor no
pensamento pentecostal acerca de
Deus, da salvação em Jesus, dos
anjos, dos demônios, das obras e
dons do Espírito, e da escatologia.
É uma obra indicada para quem
almeja dar seus primeiros passos no
estudo da doutrina bíblica pente
costal. Indicado para professores de
Escola Dominical, superintendentes
e demais interessados na doutrina
pentecostal.
1ANUAL DE
SS255SK prática da H e m e n e * * ■ d a Elg>
;so idioma materno • rristãosinUal de Língua Portuguesa para obre,rose
ireio Estevan -
FORCAEM MOVIMENTO«a o Puni
Posta T ° VÍment° está c°m- P °Sta ck cldos e vai de mudança
detm nsfnÇa' transform^ão atrás de transformaçao, sem ficar para-
o u tm ^ T l? Se enCerra um cido'
p u Z a r s í° re'ienãohásentldoem queixar-se pelo novo, nem em faxar
reclamações, pois é nosso Deus
I P qUem atua derando as mudanças "
, For?a em Movimento '
José Satirio
EN
TR
E
AS
PA
S
Como podemos usar a Escola ”
Dominical para influenciar os
alunos a uma vida de oração?
O departam ento, através do ensino teológico,
deve influenciar o aluno a um a busca pessoal
de com unhão com o Pai
Sílvio Vinícius
Martins é
pastor, líder da
AD em Campos
Frios (Xexéu-
PeX articulista,
presidente da
Comissão de
Apologética da
Convenção da
Assembléia de
Deus no Estado
de Alagoas
(COMADAL),
escritor,
bacharel em
Teologia, e
mestrando e
doutorando em
Teologia.
Na sentença supracitada, temos uma palavra que
quero destacar, a qual nos instigará a uma reflexão
séria, a saber: "influenciar". A palavra "influenciar"
tem sua origem no latim in fluere , que significa "fluir
para dentro". Esse verbo é formado pela junção do
prefixo in- (que indica movimento para dentro) e do
verbo f/uere (fluir). No sentido figurado, "influenciar"
passou a ser usado para descrever o ato de exercer
uma influência sobre algo ou alguém de modo a afetar
decisões, comportamentos, opiniões ou sentimentos.
Diante disso, a Escola Bíblica Dominical, sem sombra
de dúvida, é um precioso canal que coopera para o
desenvolvimento pleno do cristão, envolvendo-o no
mar inesgotável das doutrinas bíblicas, onde uma
delas é a da oração.
O indivíduo que entrega a sua vida a Jesus é
orientado a participar da Escola Bíblica Dominical
para que tenha um conhecimento teórico e prático
da Bíblia Sagrada. E é aqui que o cristão, desde a sua
tenra idade, também começa a ser influenciado pela
dinâmica excelente que objetiva fazer fluir o interesse
de querer praticar aquilo que lhe é ensinado pelos
professores. A EBD tem a possibilidade de influenciar
os alunos a uma vida de oração ao ensinar, exemplificar,
praticar, disciplinar, mentorear e promover a oração a
toda comunidade cristã, envolvendo a família nesse
processo. Essas influências combinadas ajudam os
alunos a desenvolverem um relacionamento profundo
com Deus através da oração, que é essencial para o
crescimento espiritual contínuo.
Repasso algumas maneiras significativas em que a
Escola Bíblica pode contribuir na influência de uma vida
de oração, a saber: 1) A importância da oração é
transmitida desde cedo por meio das lições e dos
exemplos bíblicos demonstrando a essencialidade
do relacionamento com Deus. 2) Os personagens
bíblicos, através de suas histórias que apontam seus
momentos de orações constantes, intensas e sinceras
a Deus, fazem nascer no coração dos alunos o desejo
de seguir estes exemplos bíblicos de oração. 3) Na sala
de aula, o aluno tem a oportunidade prática de exercer
o incentivo participativo em conjunto na oração, seja
ela intercessória, de ação de graças, de petição, de
livramento, de súplicas ou pedindo orientação. 4) Os
alunos, por meio da Escola Bíblica Dominical, têm uma
contribuição na sua disciplina espiritual ao estabelecer
um hábito regular de, durante sua leitura bíblica diária,
unir, de forma consistente, essa leitura à oração. •
30 ENSWADOR CRISTÃO
K % ' * '/O' Boas Idéias
Telma Bueno
Em Defesa da Fé Cristã ̂
Combatendo as antigas heresias que
se apresentam com nova aparência
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QUANDO AS HERESIAS AMEAÇAM
A UNIDADE DA IGREJA SOMOS CRISTÃOS
LIÇAO 1 LIÇAO 2
Prezado(a) professor(a), pela graça de Deus
estamos iniciando mais um trimestre. Os assuntos
tratados em Lições Bíblicas Adultos são de extrema
relevância para os nossos dias, pois estamos viven
do "tempos trabalhosos" (2Tm 3.1), onde muitas
heresias e práticas contrárias ao pensamento bíblico
são disseminadas, em especial pelas redes sociais.
Objetivo: Apresentar o tema que será estudado
no trimestre.
Material: Quadro branco.
Procedimento: Apresente a nova revista e o tema
do trimestre aos alunos. Depois, escreva no quadro
as seguintes perguntas: "O que é heresia?", "Quais
são as principais heresias da atualidade?" e "Como
podemos reconhecer as heresias?". Em seguida, peça
a seus alunos que formem três grupos. Cada grupo
deverá ficar com uma pergunta para ser discutida.
Dê um tempo para que discutam e respondam as
perguntas (em grupo). Após os grupos responderem
às questões, explique que uma heresia é um ensino,
um costume ou ideologia contrários à sã doutrina.
Vivemos tempos difíceis e precisamos buscar ao Senhor
e à Sua Palavra para não sermos enganados. Quem
pede e busca pelo discernimento de Deus, de todo o
coração, o encontra. Peça a um aluno para ler 2 Pedro
2.1. Em seguida, diga que os falsos mestres continuam
tentando destruir e macular a Igreja do Senhor com
seus ensinos heréticos. Muitas ideologias e ensinos
contrários à fé cristã que vemos na atualidade são
antigos, apenas têm uma nova roupagem. Expliqueque para reconhecer os falsos ensinos é preciso, em
primeiro lugar, amar a Deus de todo o coração e
entendimento (Mc 12.30) e procurar ler, estudar e se
aprofundar no conhecimento das Escrituras.
1 iv* * i
Na segunda lição do trim estre , estudare
mos a respeito do Cristianismo. Veremos que o
Cristianismo é uma religião de relacionamento
pessoal, de intimidade com o próprio Cristo que
foi morto, mas que ao terceiro dia ressuscitou.
O Cristianismo vai muito além de seguir regras,
ritos e tradições.
Objetivo: Que os alunos compreendam, por
intermédio das Escrituras, o que é o Cristianismo.
Material: Quadro.
Procedimento: Professor(a), explique que a
melhor maneira de identificar os falsos ensinos
continua sendo conhecer o verdadeiro, por isso
precisamos conhecer o que é o Cristianismo. Em
seguida, reproduza o quadro abaixo e utilize-o
para mostrar aos alunos o que é o Cristianismo e
o que recebemos mediante a fé em Jesus Cristo.
Explique que a obediência a regras, rotinas reli
giosas ou nossos próprios esforços para agradar
a Deus e obter a salvação são inúteis. Cristo é
superior às regras e rotinas religiosas e muitos
não conseguiam entender essa verdade
Recebemos o perdão dos pecados e uma nova vida -
(2Co 5.17).
Recebemos a presença do Espírito Santo dentro de nós e
todas as bênçãos de Deus (1Co 6.19,20).
Recebemos o dom da vida eterna (Gl 3.2,3,5).
Recebemos o resgate da maldição do pecado (Gl 3.13).
Recebemos a bênção de Abraão (Gi 3.14).
ENSINAOOR CRISTÃO 31
f ■■
; ’*1'
/
JESUS É DEUS
LIÇAO 5
Na quinta lição do trimestre, estudaremos a di
vindade de Jesus. Cremos que o Filho de Deus tem
duas naturezas: a humana e a divina. A Bíblia diz que
Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.31-35)
e Ele sabia de Sua natureza divina e não a escondeu
daqueles que O perseguiam. Muitas são as provas,
nas Escrituras, a respeito da divindade de Jesus.
Objetivo: Enfatizar a divindade de Jesus.
Material: Cópias do quadro abaixo.
Atividade: Reproduza o quadro abaixo de atri
butos divinos de Jesus de modo que cada aluno
tenha o seu. Em classe, distribua as cópias. Em
seguida, pergunte aos alunos: "Quem é Jesus para
você?". Ouça-os com atenção e em seguida utilize
o quadro para mostrar que Jesus é Deus. Diga que
Ele não é um mito, um professor de moral ou apenas
um homem religioso. Explique que muitos O veem
como uma figura mitológica, um homem importante,
um profeta, um professor de moral e até um mártir.
Não faltam conceitos errados. Certa vez, Jesus per
guntou a Seus discípulos: "E vós, quem dizeis que
eu sou?". Será que até Seus discípulos tinham uma
visão equivocada dEle? Com certeza, alguns somente
compreenderam quem realmente era Jesus depois
da Sua morte e ressurreição. Conclua enfatizando
que Jesus é Deus e Sua divindade pode ser revelada
em Seu ministério terreno, na manifestação dos Seus
atributos e obras divinas.
Atributos Divinos de Jesus
Jesus é eterno (Jo 1.1);
Jesus existe por si mesmo (Cl 1.17, Jo 1.3);
Jesus é onipresente (Mt 18.20);
Jesus é onisciente (Jo 2.25);
Jesus é todo-poderoso (Jo 1.3; Hb 1.2; Lc 8.25);
Jesus é soberano (1 Pe 3.22).
AS NATUREZAS HUMANA
E DIVINA DE JESUS
É importante que seus alunos saibam que
Jesus, o Filho de Deus, tem duas naturezas: a
humana e a divina. João, no Evangelho que leva
seu nome, evidenciou claramente que Jesus Cristo
é o Filho de Deus e que, crendo nEle, teremos a
vida eterna. João também forneceu um material
singular a respeito de Jesus, ao revelar que Ele
não veio a existir quando nasceu, porque é eterno;
que sempre existiu e que tem duas naturezas: a
divina e a humana.
Objetivo: Ressaltar as duas naturezas de
Jesus Cristo.
Material: Massa de modelar de duas cores
diferentes.
Atividade: Sente-se com os seus alunos em círculo
e apresente o tema da lição. Depois de orar e fazer a
leitura do texto áureo e da leitura bíblica em classe,
apresente as duas massas de modelar. Explique que
cremos nas duas naturezas de Jesus - a humana e
a divina -, embora existam muitas controvérsias a
respeito dessa verdade. Em seguida, vá conversando
com os alunos e misture as duas massas de modelar
de cores diferentes (misture bem). Depois peça que
eles tentem separar as duas cores da massinha.
Explique que não é possível separar a massa de
modelar depois que elas se fundem, se misturam,
pois se tornam uma só. Assim não podemos separar
as naturezas humana e divina de Jesus, embora
permaneçam distintas. Cremos que Jesus Cristo é
o Filho de Deus e que a nossa fé nEle nos garante
a vida eterna. Acreditamos também que Ele se fez
Homem e habitou entre nós, porém é eterno, sempre
existiu e possui duas naturezas.
€ ' .......
32 ENSINADOR CRISTÀO
QUEM É O ESPÍRITO SANTO MEU DEUS ME FAZ FORTE
E CORAJOSO(A)
LIÇÃO 12
O Espírito Santo é Deus. Porém, infelizmente,
muitos crentes, até mesmos pentecostais têm um
conceito errado a respeito da Terceira Pessoa da
Trindade. Segundo o teólogo Stanley Horton, o
"Espírito Santo tem sido negligenciado no de
curso dos séculos". O Consolador não é apenas
uma força ou uma influência, Ele é Deus e tem
revelado à humanidade tanto Deus Pai quanto
Deus Filho.
Objetivo: Ressaltar a verdadeira identidade
do Espírito Santo à luz da Bíblia.
Material: Quadro.
Atividade: Depois de orar com os seus alunos
para iniciar a aula, escreva no quadro a seguin
te pergunta: "Você crê que o Espírito Santo é
Deus?". Dê alguns minutos para que os alunos
respondam. Em seguida, reproduza no quadro
o esquema abaixo. Utilize o quadro abaixo para
explicar aos seus alunos quem é o Espírito Santo
e qual o Seu trabalho em nossas vidas.
O ESPÍRITO SANTO É IGUAL
AO PAI E 0 FILHO.
MATEUS 28.19.
O ESPÍRITO SANTO PRESERVA E
M ANTÉM TO D A S AS CO ISAS.
SALM OS 104.30.
O ESPÍRITO SANTO É DEUS
E HABITA EM NÓS.
1 CO RÍN TIO S 3.16.
O ESPÍRITO SANTO R EG EN ERA
O PECAD O R.
TITO 3.5.
O ESPÍRITO SANTO PEN ETRA
TO D A S AS CO ISAS ATÉ AS
PRO FUN DEZAS DE DEUS.
T CORÍNTIOS 2.10.
• ! í' •
PRIMÁRIOS
Um novo ano, uma nova revista e certamente
novos desafios. E para começar, seus alunos terão
a oportunidade ímpar de estudar a respeito da
coragem. Ainda na primeira infância, eles vão
aprender que quando Deus está do nosso lado,
não precisamos ter medo de nada. Você crê nessa
verdade? A Palavra de Deus afirma que se Ele
"é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.3).
Objetivo: Mostrar que a fé em Deus nos faz
ter coragem.
Material: Um pote e tiras de papel com as
perguntas.
Atividade: Sente-se com os seus alunos em
círculo. Apresente a nova revista e fale a res
peito do tema. Em seguida, pergunte: "Quem
é corajoso(a)?". Explique que ter coragem não
significa não ter medo. Ser corajoso(a) é fazer o
que tem que ser feito mesmo com medo, pois a
nossa confiança está em Deus. É ter a certeza de
que o Pai está conosco e pode nos ajudar. Em
seguida, cante uma música. Enquanto a música
estiver sendo cantada, o pote, com as tiras de
papel, deverá ser passado de mão em mão.
Quando você encerrar o cântico, o(a) aluno(a)
que está com o pote na mão deverá abri-lo, ler
a pergunta e responder.
Exemplos de perguntas:
Fui corajoso e cumpri uma missão muito difícil:
substituir Moisés e ajudar meu povo a conquistar
a Terra Prometida. Quem sou? (Josué)
Fui corajosa e escondi os espias do povo de
Deus. Quem sou? (Raabe)
Fui um profeta cora joso que entregou a
mensagem de Deus para o rei A cabe. Quem
sou? (Elias)
Fui corajoso, ajudei o meu povo a reconstruir
os muros da cidade. Quem sou? (Neemias)
Fui corajoso, lutei com o gigante Golias e o
venci. Quem sou? (Davi)
Fui jogado na cova dos leões, mas Deus me
protegeu e livrou. Quem sou? (Daniel)
ENSINAOOR CRISTÃO 33
LOUVANDO A DEUS A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
COM SALMOS E O MUNDO VINDOURO
JUNIORES !§ § PRÉ-ADOLESCENTES
Neste primeiro trimestre do ano, a classe de
juniores estudará a respeito do Livro de Salmos.
É importante que os seus alunos aprendam relevantes lições a respeito de alguns dos cânticos
que fazem parte do hinário do povo de Deus.
Objetivo: Introduzir, de modo criativo , o
tema geral do trimestre.
Material: Fo lha de papel pardo , caneta
hidrocor e lápis de cor.
Atividade: Inicie a atividade fazendo a se
guinte pergunta: "Qual o seu Salmo preferido?".
Ouça os alunos com atenção e incentive a par
ticipação de todos. Em seguida, explique que
os salmos são orações inspiradas pelo Espírito
Santo e que alguns foram escritos como cânticos
de louvor, ação de graças e adoração a Deus.
Em seguida, providencie duas folhas de papel
pardo. Faça na folha cinco quadrados e escreva
na parte superior das folhas o seguinte título:
"LO UVANDO A DEUS COM OS SALM O S".
Separe a classe em dois grupos, meninas
e meninos. Dê a cada grupo a folha de papel
pardo, canetinhas e lápis de cor. Fale a respeito
dos salmos que serão estudados no trimestre.
Leia, juntam ente com os alunos, os títulos das
treze lições. Em seguida, peça que, em grupo,
eles ilustrem, fazendo um desenho a respeito dos
salmos que serão estudados. Cada grupo ficará
com cinco salmos (de acordo com a preferência)
e fará cinco desenhos. Utilize os cartazes para
enfeitar a classe durante o trimestre.
Neste trimestre, os pré-adolescentes vão es
tudar um tema bem empolgante: a escatologia
bíblica. Muitos têm medo de estudar esse assunto,
pois, infelizmente, alguns fazem da escatologia um
"filme de terror", colocando medo nas pessoas.
A Segunda Vinda de Jesus não deve nos assus
tar, pois ela é a nossa esperança, pois é quando
receberemos um corpo glorificado e reinaremos
com Cristo eternamente.
Objetivo: Sondar o conhecimento dos alunos
a respeito da escatologia bíblica e introduzir o
tema do trimestre.
Material: Quadro branco ou de giz.
Atividade: Apresente a nova revista e o tema
do trim estre aos alunos, e depois escreva no
quadro as frases relacionadas abaixo. Os alunos
vão dizer se as afirmações a respeito da volta
de Jesus são verdadeiras ou falsas. Enfatize que
precisamos estudar escatologia para descobrir
o que é mentira em relação à Segunda Vinda de
Jesus e o que é verdade.
• A Segunda Vinda de Jesus não passará de
2050. (Errado!) A Bíblia diz que o "Dia do Senhor
virá como o ladrão à noite" (1Ts 5.29). Jesus não
disse quanto tempo estaria ausente. Ele também
afirmou que somente o Pai sabe o tempo de Sua
volta (Mt 24.30,36).
• Quando Cristo voltar, os que morreram em
Cristo ressuscitarão primeiro. (Certo!) A Bíblia
garante que "os que morreram em Cristo ressus
citarão primeiro" (1Ts 4.16).
• A Igreja passará pela Grande Tribulação.
(Errado!) A Igreja não passará pela Grande tri
bulação (1Ts 1.10).
• Haverá um novo céu e uma nova terra. (Certo!)
A Nova Jerusalém está agora no céu, mas em breve
será a cidade de todos os fiéis que entregaram as
suas vidas a Jesus Cristo (Ap 21.1-27).
GÊNESIS, O LIVRO DOS
GRANDES COMEÇOS
A D O L E S C E N T E S
UMA VIAGEM PELO ANTIGO
TESTAMENTO
JUVENIS
Vamos iniciar o ano estudando a respeito do
começo. Sim, o começo de tudo, o primeiro livro
do Pentateuco — Gênesis. Este livro, escrito por
Moisés, nos ajuda a entender quem somos e de
onde viemos. Por intermédio do estudo deste
precioso livro, podemos afirmar que Deus criou
todas as coisas, que a criação não é uma obra do
acaso ou o resultado da explosão de uma partícula.
Deus é o grande Criador, a Causa Primária de tudo!
O universo, assim como o ser humano, é obra do
mais habilidoso Artesão, o Todo-Poderoso.
Objetivo: Sondar o conhecimento prévio dos
alunos a respeito do Livro de Gênesis e introduzir
a primeira lição do trimestre.
Material: Papel ofício, caneta, folha de papel
pardo com o quadro, fita adesiva e quadro branco.
Procedimento: Apresente a nova revista e o
tema do trimestre aos alunos. Depois, escreva no
quadro as seguintes indagações: "Qual o propósito
do livro de Gênesis?", "Quem é o autor do livro?",
"Em que ano foi escrito?" e "Qual o tema principal
desse livro?". Em seguida, peça que os alunos se
reúnam formando quatro grupos. Cada grupo
deverá ficar com uma questão para responder. Em
seguida, reúna os alunos novamente, formando um
único grupo. Explique que, para estudar os livros
da Bíblia de modo efetivo, precisamos responder a
essas questões. Depois, juntamente com os alunos,
complete o quadro. Conclua incentivando a leitura
de Gênesis durante o trimestre.
O tema principal da revista de juvenis é o Antigo
Testamento. Você crê que o Antigo Testamento
faz parte do "manual" de Deus para nós? Crê na
atualidade da sua mensagem? Então, você vai
gostar de todos os temas que serão estudados.
Para introduzir o assunto, sugerimos uma ativida
de bem divertida que vai dinamizar a sua aula e
fazer com que os alunos manejem bem os livros
do Antigo Testamento.
Objetivo: Introduzir o trimestre.
Material: Folhas de papel e caneta.
Atividade: Sente-se com os alunos em círculo e
faça a seguinte pergunta: "A mensagem do Antigo
Testamento é para os nossos dias?". Ouça-os com
atenção. Depois, divida a classe em dois grupos.
Dê uma folha de papel a cada grupo contendo os
nomes das seções dos livros do Antigo Testamento
(conforme abaixo). Então, peça que, em grupo,
relacionem os nomes dos livros na folha conforme
a categoria e a ordem certa (não pode consultar a
Bíblia). Os grupos terão 5 minutos para relacionar
os livros. Vence o grupo que tiver relacionado a
maior quantidade de livros e tiver mais acertos em
relação à categoria. Conclua a atividade lendo,
juntamente com os alunos, o texto de 2 Timóteo
3.16. Explique que toda a Bíblia é o Livro de Deus
e a Sua mensagem para nós.
PENTATEUCO
HISTÓRICOS
Autoria Moisés
Propósito Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal os
propósitos são: Mostrar os começos do uni
verso e da humanidade, do casamento, do
pecado, das cidades, idiomas, das nações,
de Israel e da história da redenção.
Ano em que
foi escrito
Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal os
propósitos são: Mostrar os começos do uni
verso e da humanidade, do casamento, do
pecado, das cidades, idiomas, das nações,
de Israel e da história da redenção.
Temas
principais
Os começos do universo e da humanidade, o
pecado e a história da redenção.
%
PO ÉTICO S
PROFETAS MAIORES
PROFETAS MENORES
Telma Bueno
é pedagoga,
jornalista e
bacharel em
Teologia, pós-
graduada em
Gestão Escolar
e editora das
revistas de Jovens
e Maternal da
CPAD. Palestrante
das conferências
da CPAD e do
CAPED. Autora
de diversas obras,
todas publicadas
pela CPAD.
ENSMAOOR CRISTÃO 35
Lições Bíblicas
EM DEFESA DA
FÉ CRISTÃ
Combatendo as
antigas heresias que
se apresentam com
nova aparência
Envie sua carta ou email para CPAD
Suas críticas e sugestões são muito importantes
para a equipe de produção de Ensinador Cristão.
Av. Brasil, 34 .401, Bangu - 21852-000 - Rio de Janeiro
email: ensinador@ cpad.com.br
Tel.: 21 2406-7371 / Fax: 21 2406-7370
JÊk ákMiMI mm
QUANDO AS HERESIAS AMEAÇAM
A UNIDADE DA IGREJA
Estimado professor, a paz do Senhor. Estamos
iniciando um novo trimestre de estudos da revista
Lições Bíblicas Adultos, da CPAD. Nesta nova lição,
veremos as crenças heréticas e práticas contrárias à
Palavra de Deus. Estamos vivendo dias difíceis de
contínuo ataque à sã doutrina. Como embaixadores
de Cristo neste mundo, devemos trabalhar para de
fender a ortodoxia bíblica e a fé que uma vez nos foi
dada. Para tratar sobre este assunto, o comentarista
deste trimestre é o pastor Esequias Soares.
Nesta primeira ocasião, o assunto introduzido é
sobre as heresias que ameaçam a unidade da Igreja.
Durante os primeiros anos de Cristianismo, as here
sias surgiram na tentativa de distorcer a doutrina a
respeito da natureza de Cristo, bem como corromper
a conduta de milhares de cristãos no tocante à obe
diência aos preceitos da Palavra de Deus. O próprio
apóstolo Paulo alertou que essa investida maligna
se intensificaria após a sua partida e isso de modo
cruel(At 20.29).
Um aspecto importante que caracteriza a heresia
é sua tentativa de criar uma nova versão do Evange
lho, manifestando-se como uma nova "revelação"
ou compreensão da verdade bíblica. De acordo
com o Dicionário Vine (CPAD). a palavra "hairesis
denota: (a) preferência, escolha; então, 'aquilo que
é escolhido, portanto, 'opinião', sobretudo opinião
voluntariosa, a qual é substituída por submissão ao
poder da verdade e conduz à divisão e formação
de seitas (Gl 5.20); [...] (b) 'seita', este significado
secundário, resultante da letra 'a', é o significado
dominante no Novo Testamento (At 5.17; 15.5; 24.5,14;
26.5; 28.22; 1 Co 11.19)" (2015, p. 691). Atualmente,
falsos mestres têm surgido e alegado que os tempos
mudaram e que a igreja deve atualizar a mensagem
que prega. Na contramão desse tipo de pensamento
que parece inofensivo, o apóstolo Paulo exortou aos
tessalonicenses: "Assim, pois, irmãos, fiquem firmes
e guardem as tradições que lhes foram ensinadas,
seja por palavra, seja por carta nossa" (2Ts 2.15). A
palavra do apóstolo endossava a necessidade dos
tessalonicenses não se moverem da esperança eterna
para a qual foram chamados. Da mesma forma, como
igreja de Cristo, não podemos abandonar os princí
pios e valores da Palavra de Deus que recebemos de
nossos pastores e discipuladores. Devemos rejeitar
qualquer tentativa de mudança e assegurar a nossa
firmeza na sã doutrina. Que o Bom Deus nos ajude
a preservar a ortodoxia bíblica.
36 ENSINADOR CRISTÃO
mailto:ensinador@cpad.com.br
Nesta lição, veremos o trabalho dos apóstolos para
prevenir a igreja da tendência judaizante que predo
minava no primeiro século. Era um tempo em que os
fundamentos apostólicos haviam sido lançados havia
pouco tempo e a compreensão clara do Evangelho estava
sendo desenvolvida progressivamente entre os judeus
novos convertidos e os gentios. Nesse cenário, alguns
grupos judaizantes que se autodenominavam enviados
da igreja-mãe em Jerusalém causaram certo desconforto
a Paulo, bem como tentavam distorcer a fé dos irmãos
gentios recém-convertidos. Em síntese, eram legalistas
que ensinavam que os gentios deveriam converter-se ao
judaísmo, observar a Lei de Moisés e, somente então,
poderíam desfrutar da graça do Evangelho.
Para combater as investidas dos falsos irmãos que
tentavam ensinar um "falso evangelho", somente ensi
nando o verdadeiro Evangelho. A fidelidade de Paulo,
assim como dos demais apóstolos ao entendimento
do Evangelho da graça que aponta Cristo como o
cumprimento perfeito da Lei, não deixa espaço para
legalismo ou comprometimento da liberdade cristã.
Nesse sentido, a disposição dos apóstolos em rejeitar
qualquer tentativa de alterar o cerne da mensagem do
Evangelho era e continua sendo o melhor caminho.
No comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal -
Edição Global (CPAD), vemos que "Paulo era gentil,
tolerante e paciente com relação a muitas coisas (cf.
1Co 13.4-7), mas era firme e inflexível com respeito à
'verdade do evangelho'. A revelação que ele recebera
diretamente de Cristo (GI 1.12) é a única mensagem
que possui o poder de salvar todos os que creem nela,
receberam-na e reagem positivamente a ela (Rm 1.16).
Paulo entendia que nunca se devem fazer concessões a
este evangelho (isto é, as 'boas-novas'; veja Mc 14.9) em
nome da paz, unidade ou da opinião da moda. Tanto a
honra de Jesus Cristo como a salvação dos que estão
espiritualmente perdidos (isto é, que não receberam
o perdão de Deus e um relacionamento pessoal com
Cristo) estavam em jogo. Se negligenciarmos ou aban
donarmos qualquer parte do Evangelho, de acordo
com a revelação do Novo Testamento, começaremos
a destruir a única mensagem que nos pode salvar da
destruição eterna (cf. Mt 18.6)" (2022, p. 2155).
A resposta de Paulo e dos apóstolos é uma re
ferência para pastores e mestres da igreja hoje. Não
podemos em hipótese alguma negociar as verdades
fundamentais da fé que norteiam a conduta cristã. Este
é um compromisso que deve ser mantido com firmeza e
coragem frente aos ventos de doutrina dos dias atuais.
A ENCARNAÇÃO DO VERBO
A encarnação de Jesus Cristo é um dos temas mais
discutidos, não somente por teólogos, mas também por
estudiosos seculares. A natureza divina de Cristo, bem
como a sua humanidade, sempre estiveram em centro
de polêmicas desde os tempos da Igreja Primitiva. Mas
não se engane, essa estratégia de negar a encarnação
de Cristo não tem outra finalidade a não ser rejeitar
também que Ele foi morto, mas ressuscitou ao terceiro
dia, tornando-se a razão da Salvação de todo aquele
que crê (Hb 5.9). À vista disso, é imprescindível conhecer
como a encarnação de Jesus Cristo está fundamentada
teologicamente para que não sejamos confundidos
por aqueles que tentam distorcer a cristologia bíblica.
Stanley Horton, na obra Teologia Sistemática: uma
perspectiva pentecostal (CPAD), frisa que "João apre
senta Cristo mediante o termo grego logos, que significa
'palavra', 'demonstração', 'mensagem', 'declaração' ou 'o
ato da fala'. Mas Oscar Cullman aponta a importância de
se reconhecer que, em João 1, logos tem um significado
específico: é descrito como uma hypostasis (Hb 1.3), uma
existência distinta e pessoal de um ser real e específico.
João 1.1 demonstra que 'o Verbo estava com Deus, e o
Verbo era Deus' são duas expressões simultaneamente
verídicas. Isto significa jamais ter havido um período em
que o Logos não existisse juntamente com o Pai. João
passa, então, a demonstrar o Verbo atuante na criação.
Gênesis 1.1 nos ensina que Deus criou o mundo. João
1.3 especifica que o Senhor Jesus Cristo, no seu estado
pré-encarnado, fez a obra da criação, executando a
vontade e o propósito do Pai" (1996, p. 308).
Note que a apologética cristológica considera como
inegociável a verdade de que Cristo possuiu natureza
humana e corpo físico. Apesar do discurso docetista
ainda se mostrar presente em diversas seitas dos dias
atuais, estas não poderão confundir a mente de nossos
alunos. Para tanto, é preciso reafirmar o testemunho dos
apóstolos de que nosso Senhor Jesus Cristo veio a este
mundo, andou com Seus discípulos, operou prodígios
e maravilhas, libertou aqueles que se encontravam
cativos por Satanás, pregou o Evangelho do Reino,
foi crucificado e morto, ressuscitou ao terceiro dia e,
depois de andar quarenta dias com Seus discípulos,
foi assunto ao céu (At 2.22-24; 10.36-41). Cristo veio
porque já existia antes da fundação do mundo, pois
estava junto com o Pai. Os apóstolos viram e tocaram
da Palavra de Deus encarnada (1 Jo 1.1). Que este
testemunho seja levado até os confins da terra não
somente por palavras, mas, principalmente, por meio
de nossas vidas (At 1.8).
ENSINADOR CRISTÃO 37
Nesta aula, veremos que os primeiros cristãos reco
nheciam a doutrina da Trindade como um fato. Embora
a terminologia não apareça nas Sagradas Escrituras, há
várias evidências bíblicas de que o nosso Deus subsiste
de modo claro nas três pessoas distintas, a saber, o Pai, o
Filho e o Espírito Santo (Gn 1.26; Jo 8.58; 14.16,17). Logo,
trata-se de uma unidade composta perfeita presente
ao longo das Sagradas Escrituras. O grande desafio é
elucidar estas questões aos nossos alunos em sala de
aula, haja vista estarmos vivendo tempos trabalhosos em
que a sutiliza de heresias tem se intensificado no meio
evangélico. Nesta lição, há duas principais heresias que
precisam ser explicadas à sua classe, a saber: o unicismo
e o unitarismo. Como explicita o comentarista da Lição,
pastor Esequias Soares, o problema dos unicistas é que
eles confundem as pessoas da Trindade, enquanto os
unitaristas separam as pessoas substancialmente, ou seja,
afirmam que somente o Pai é Deus, negando assim a
divindade do Filho e do Espírito Santo.
Vejamos o que afirma a Declaração de Fé das Assem
bléias de Deus (CPAD) sobre a função das três pessoas da
Trindade: "E possível um membro da Trindade subordinar-
-se voluntariamente a um ou aos doisoutros membros,
mas isso não significa ser inferior em essência. Há uma
absoluta igualdade dentro da Trindade, e nenhuma das
três pessoas está sujeita, por natureza, à outra, como se
houvesse uma hierarquia divina. Existe sim, uma distinção
de serviço. O Pai possui a mesma essência divina das
demais pessoas da Trindade. O Filho é gerado do Pai, o
Espírito Santo procede do Pai e do Filho. A paternidade
é o papel da primeira pessoa da Trindade que opera
por meio do Filho e por meio do Espírito Santo. O Pai
proclamou as palavras criadoras, e o Filho executou-as.
O Pai planejou a redenção, e o Filho, ao ser enviado ao
mundo, realizou-a. Quando o Filho retornou ao céu, o
Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser
o Consolador e Ensinador. A subordinação do Filho não
compromete a sua deidade absoluta e, da mesma forma,
a subordinação do Espírito Santo ao ministério do Filho e
ao Pai não é sinônimo de inferioridade" (2017, pp. 41,42).
A partir desta fundamentação bíblica é importante
ressaltar que a relação de submissão existe para que os
propósitos divinos sejam perfeitamente cumpridos. Deixe
bem claro aos seus alunos que esta subordinação não
compromete a deidade absoluta, nem a igualdade de
essência e de substância das três pessoas da Trindade.
Uma vez que entendemos essa dinâmica, fica claro perce
ber o amor de Deus que atua para que a humanidade se
arrependa e volte à comunhão plena com o seu Criador.
Uma das doutrinas mais interessantes deparadas nas
Escrituras Sagradas é aquela que diz respeito à divindade de
Jesus. Estudar este assunto não é importante apenas para
conhecermos a pessoa de Jesus à luz das Escrituras, mas
também para sabermos de que forma a nossa salvação é
convalidada. Cristo afirmou: "Ninguém vem ao Pai senão
por mim" (Jo 14.6). Desde os primeiros anos da Igreja, há
uma tentativa astuciosa de restringir a natureza do Senhor
Jesus somente à esfera humana. Esse tipo de negação
tem como finalidade distorcer a doutrina da salvação e
provar que a fé em Cristo não é suficiente para salvar.
A pessoa divina de Cristo se mostra a partir dos
aspectos que constituem Sua divindade, a saber, seus
atributos. Os atributos são as qualidades pelas quais
Deus se fez conhecer à humanidade. Esses atributos
podem ser comunicáveis, ou seja, aquelas qualidades
que Deus compartilha com o ser humano; ou atributos
incomunicáveis, aqueles pelos quais Deus não com
partilha porque pertencem somente a Ele. E o caso da
onipotência, da onipresença e da onisciência, que estão
bem explicados na lição. O grande dilema que precisa
ser elucidado a seus alunos de modo que não tenham
dúvida diz respeito ao papel distinto de Cristo na Trinda
de, bem como o fato de que Ele pode ser reconhecido
como Deus e adorado como tal.
Na obra Teologia Sistemática: uma perspectiva
pentecostal (CPAD), Stanley Horton menciona a carta
do Concilio de Calcedônia, em 451 d.C, onde se decide:
"Seguindo, portanto, os santos pais, confessamos o único
e mesmíssimo Filho, que é nosso Senhor Jesus Cristo, e
todos concordamos em ensinar que esse mesmíssimo
Filho é completo na sua divindade e completo — o mes
míssimo — na sua humanidade, verdadeiramente Deus
e verdadeiro ser humano, sendo que este mesmíssimo é
composto de uma alma racional e um corpo, coessencial
com o Pai quando à sua divindade, e coessencial conosco
— o mesmíssimo — quanto à sua humanidade, sendo
semelhante a nós em todos os aspectos menos o pecado...
reconhecendo-se que Ele existe inconfundível, inalterável,
indivisível e inseparavelmente em duas naturezas, posto
que a diferença entre as naturezas não é destruída por
causa da união, mas pelo contrário, o caráter de cada
natureza é preservado e vem junto em uma só pessoa
e uma só hipótese, não dividida nem rasgada em duas
pessoas, mas um só e o mesmo Filho" (1995, p. 329). A
partir dessa premissa, não há espaço para duvidar da
multiforme sabedoria de Deus que manifestou a sua
graça em Cristo, aquEle em quem habita corporalmente
a plenitude da divindade (Cl 2.9,10).
38 ENSINADOR CRISTÃO
Há uma verdade bíblica que tem sido alvo de muitos
embates teológicos. Jesus Cristo, sendo o Filho de Deus
é igual a Deus? Ele mesmo afirmou esse fato no Evan
gelho de João (Jo 10.30). Contudo, muitos insistem em
negar sua divindade ao afirmar que Ele é menos divino
do que o Pai. Nesta lição, veremos a base doutrinária
que aponta a relação existente entre o Pai e o Filho, bem
como de que forma essa relação não inibe a divindade
de Jesus e o seu papel na Trindade.
O grande dilema que se discute é a expressão bíblica
denotar Jesus como o Filho de Deus. Há grupos que
defendem que esse título coloca Jesus em uma posição
de completa subordinação ao Pai não sendo igual em
essência. Entretanto, é imprescindível considerar que
esse título é atribuído a Jesus por causa da sua relação
direta como Filho Unigênito, o Verbo pré-existente
na eternidade juntamente com o Pai (Jo 1.1-3). Nesse
sentido, a relação de nosso Senhor com o Pai é única e
não se assemelha a nossa condição de filhos de Deus
por adoção (cf. Rm 8.14-16).
Infelizmente, há hereges que não consideram essa
particularidade da filiação de Jesus e, por isso, preferem
negar a sua divindade. Acerca da terminologia "Unigênito"
o Dicionário Vine (CPAD) elucida que "O Cristo não se
tornou, mas necessária e eternamente é o Filho. Ele, uma
Pessoa, possui todos os atributos da deidade pura. Isto
toma necessário a eternidade, o ser absoluto; sobre este
aspecto Ele não é 'depois' do Pai. A expressão também
sugere o pensamento de afeto mais profundo, como no
caso da palavra hebraica yachid, traduzida no Antigo
Testamento por 'único' (Gn 22.2,12; Pv 4.3; Jr 6.26; Am
8.10); 'unigênito' (Zc 12.10) e 'predileta' (SI 22.20; 35.70).
Em João 1.18, a cláusula: 'O Filho Unigênito, que está
no seio do Pai', expressa Sua união eterna com o Pai na
deidade e a intimidade e o amor inefáveis entre eles, o
Filho tomando parte em todas as deliberações do Pai
e desfrutando de todos os seus afetos" (2015, p. 1045).
À vista disso, a declaração de que Jesus é o Filho Uni
gênito de Deus evidencia não que Ele tivesse se tornado
o Filho de Deus e passado a existir após ser gerado pelo
Espírito Santo no ventre de Maria, e sim que Ele possuía
a essência e todas as prerrogativas divinas. Ele foi enviado
porque já existia e veio a este mundo para ser a causa
da nossa salvação, a razão da nossa fé (Hb 5.9). Este é
aquEle que humilhou-se à forma humana e entregou-se
à morte na cruz e, no final, foi exaltado soberanamente e
recebeu um nome que é sobre todo nome, a fim de que
todo joelho se dobre e toda língua confesse que Ele é o
Senhor para a glória do Pai (Fp 2.6-11).
AS NATUREZAS HUMANA E
DIVINA DE3ESUS
Nesta lição, veremos um pouco mais da controvérsia
criada em torno das naturezas divina e humana de Jesus
Cristo. O ensino bíblico da dupla natureza de Jesus
assegura sua humanidade a partir da sua ascendência
segundo a carne (Rm 1.3). Jesus é chamado nas Escri
turas como o filho de Davi. Isso significa que Cristo é da
linhagem de Davi e, como tal, possui a prerrogativa para
ser o Messias prometido, haja vista a profecia endossar
que o Messias seria descendente de Davi (Is 11.1-4).
Além disso, as Escrituras também revelam que Jesus se
esvaziou da sua glória para cumprir o propósito de habitar
corporalmente neste mundo na condição humana. Esse
esvaziamento, todavia, não significa a rejeição completa
de seus atributos divinos, e sim a espontaneidade de
Cristo em abster-se de seus direitos para cumprir a
vontade do Pai (Fp 2.5-8).
O comentário da Bíblia de Estudo Apologia Cristã
(CPAD) discorre que um dos maiores apologistas cristãos
de notoriedade, "Atanásio (298-373 d.C.) nasceu em
Alexandria, Egito, e veio a ser o bispo dessa cidade.
Em 313, o cristianismo foi declarado completamente
legal pelo imperador Constantino. Apesar disto, Ata
násio ainda enfrentou perseguição pelasua defesa
da divindade plena de Cristo. No concilio de Niceia
(na atual Turquia), em 325, Atanásio foi essencial para
promover a condenação da heresia do arianismo. Ario
ensinava que o Pai criou o Filho, que, por conseguinte,
era apenas de essência similar (homoiousios) à do Pai.
Atanásio foi o primeiro a rejeitar esta noção não bíbli
ca, enfatizando que o Filho era, completamente, da
mesma essência (homoousious) que o Pai. A omissão
da letra i nesta importante palavra provocava toda a
diferença, como Atanásio insistia, que o Filho não teve
nenhum princípio, mas era plenamente divino. Embora
ele tenha sido exilado cinco vezes pela sua poderosa
opinião, Atanásio defendeu fielmente o ensinamento
bíblico de Cristo. Por conseguinte, na sua morte, os
amigos lhe fizeram este epitáfio: 'Atanásio contra o
mundo'" (2015, p. 1897).
Nesse sentido, podemos afirmar que as heresias
que atentam contra o ensino bíblico da dupla natureza
de Jesus são investidas do Maligno com a pretensão de
confundir aqueles que entendem que o Filho de Deus era
e é completamente divino e (por obra da sua encarnação)
humano. É preciso reafirmar a verdade bíblica de modo
consistente, pois "em nenhum outro há salvação, porque
também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado
entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At
4.12). Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Salvador.
ENSINADOR CRISTÃO 39
Das heresias que se apresentam com uma nova
roupagem em nossos dias, as que mais se destacam são
aquelas que negam Jesus como verdadeiro Deus e ver
dadeiro homem. Na presente lição, estudaremos como
nosso Senhor viveu a experiência humana. Diferentemente
do que muitos pensam, o Senhor Jesus teve vida social,
compartilhou de uma convivência normal com seus pais,
irmãos e, posteriormente, com seus discípulos (Lc 2.52).
Por conta da sua encarnação, Ele teve uma vida normal
como qualquer ser humano comum. O diferencial de
Cristo era o fato de que Ele guardava uma vida devota
ao Pai e separada do pecado.
É importante reafirmar que Jesus preservava os
atributos divinos e, em Sua plenitude, era igual ao Pai.
Em contrapartida, preservava também suas qualidades
humanas, vivendo plenamente enquanto humano, con
vivendo naturalmente com as pessoas. Jesus viveu como
menino judeu normal. "Os meninos judeus, aos treze anos,
deixaram a infância, mesmo que não fossem capazes de
discutir, como o menino Jesus, com os doutores reunidos
nos átrios do Templo (Lc 2.46, 47). A partir dessa época
exigia-se deles, como dos adultos em geral, que recitas
sem três vezes por dia a famosa oração Shema Israel, em
que todo o crente deve proclamar sua fé no Deus único e
verdadeiro. 'Visto como os filhos participam da carne e do
sangue, também Ele participou das mesmas coisas...' (Hb
2.14a). Como homem, Jesus cresceu também socialmente;
participou da vida social dentro dos limites da aprovação
divina. Ele foi a um casamento em Caná da Galileia (Jo
2.1) e participou de diversos jantares (Mt 9.11; Lc 1-10)"
(Teologia Sistemática Pentecostal, CPAD, 2008, p. 137).
Outro episódio interessante que marca a convivên
cia de Jesus em Sua comunidade é o fato de que os
habitantes de Nazaré, localidade onde Cristo cresceu e
viveu, não o reconheciam como Messias (Mt 13.54-58; Mc
6.1-3). A rejeição se dava pelo fato de que os nazarenos
o conheciam como o "filho do carpinteiro", e conheciam
também seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas, além
de sua mãe e suas irmãs. Essa é mais uma prova cabal
de sua humanidade e vida social. É justamente a huma
nidade de Jesus que O tornou tão acessível às pessoas.
Por essa razão, o autor da Carta aos Hebreus destaca que
não temos um sacerdote que não possa compadecer-se
das nossas fraquezas; porém um que, assim como nós,
em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.15). Nosso
Senhor conhece profundamente nossas fraquezas, não
apenas pelo fato de ser Deus onisciente, mas também
porque padeceu e enfrentou na própria carne humana
os desafios desta vida terrena.
QUEM É O ESPÍRITO SANTO?
Conhecer a pneumatologia é extremamente importan
te, haja vista que em nossos dias há um número significativo
de seitas e heresias que distorcem a perspectiva bíblica
sobre a Pessoa do Espírito Santo. A primeira investida
dos hereges é tentar justamente desqualificá-lo em sua
pessoalidade. Todavia, os atributos divinos relacionados ao
Espírito Santo, bem como sua capacidade de convencer
o homem do pecado da justiça e do juízo (Jo 16.8) são
evidências bíblicas de que não estamos falando de uma
força ativa, e sim de uma Pessoa.
Um aspecto importante que qualifica o Espírito Santo
enquanto Pessoa atuante na igreja é a sua ação santifica-
dora, preservadora e capacitadora na vida dos crentes. A
santificação é a separação do crente em relação ao pecado
(2Ts 2.13). Nesse sentido, o Espírito Santo opera sobre o
nascido de Deus para que vença o mundo (1 Jo 5.4). Da
mesma maneira, a preservação diz respeito ao sustento
do Espírito para que o filho de Deus persevere na fé (Ef
1.13,14). Isso não significa que o crente não possa resistir
à influência do Espírito, e sim que há uma cooperação
para que a submissão a Deus seja efetiva. E, por fim, o
Espírito distribui dons e capacita os crentes ao exercício
do ministério para a edificação da Igreja (1Co 12.4-7).
A Declaração de Fé das Assembléias de Deus (CPAD)
destaca que "a Bíblia revela todos os elementos constitu
tivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto,
emoção e vontade. Outra prova da pessoalidade do
Espírito Santo é que Ele reage a certos atos praticados
pelos seres humanos. Pedro obedeceu ao Espírito Santo.
Ananias mentiu ao Espírito Santo: 'para que mentisses ao
Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
(At 5.3); Estevão disse que os judeus sempre resistiram
ao Espírito Santo: 'vós sempre resistis ao Espírito Santo
(At 7.51); os fariseus blasfemaram contra o Espírito Santo:
'a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos
homens' (Mt 12.31); e os cristãos são batizados também
em seu nome: batizando-as em nome do Pai, e do Filho,
e do Espírito Santo' (Mt 28.19). O Espírito Santo relaciona-
-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente
uma pessoa poderia agir como mestre, consolador,
santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito
Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama,
contende [Gn 6.3], convida e intercede. Ele é Deus, Ele é
pessoal" (2017, p. 71).
Dentre tantas afirmativas na Bíblia acerca do Espírito
Santo como Pessoa, a que mais nos anima é a de que o
Consolador estaria conosco todos os dias e nos ensinaria
todas as coisas (Jo 14.16,26). Que possamos buscara inti
midade com o Espírito Santo, amigo fiel e Deus presente.
40 ENSINADOR CRISTÃO
A natureza humana foi corrompida pelo pecado. As
Escrituras apontam que o ser humano foi criado à imagem
de Deus, santo e bom (Gn 1.27). Entretanto, o pecado trouxe
alteração na natureza humana, bem como o rompimento
da plena comunhão com Deus. Por seu amor e bondade, o
Criador estabeleceu o caminho para a restauração da paz
com o homem a partir da morte de seu Filho Unigênito
sobre a cruz. Infelizmente, a interpretação da verdade
bíblica sofreu com heresias que tentaram negar a origem
do pecado, a queda do homem e a corrupção do gênero
humano. Para esta visão, se não há pecado, então não
há o que tenha de ser absolvido. Trata-se de mais uma
tentativa de desconstruir a relevância do sacrifício de
Jesus sobre a cruz e manter o homem afastado de Deus.
A graça redentora do Evangelho manifestou-se para
resolver a celeuma provocado pelo pecado e, portanto,
trata-se de uma questão de ordem jurídica. O apóstolo
Paulo caracteriza essa situação afirmando que fostes
comprados por bom preço (1 Co 6.20). A expressão "com
prado" remente à condição do escravo que foi resgatado
por certa quantia. Cristo nos libertou da escravidão do
pecado por meio de sua morte. Logo, a absolvição da
culpa dopecador trata-se de uma questão legal. Jesus,
a partir do seu sacrifício, assumiu a punição de morte no
lugar dos pecadores de modo vicário, a saber, substitutivo
a fim que todo aquele que crê neste ato amoroso de
Cristo tenha a sua vida justificada diante de Deus (Rm 5.1).
De acordo com o Dicionário Vine (CPAD), o verbo
justificar significa '"declarar ser justo, pronunciar justo'.
[...] Idealmente, o cumprimento completo da lei de Deus
fornecería a base da justificação aos seus olhos (Rm 2.13).
Mas tal caso não ocorreu na mera experiência humana,
e, portanto, ninguém pode ser 'justificado' com base
nisso (Rm 3.9-20; Gl 2.16; 3.10, 11; 5.4). A partir desta
apresentação negativa em Rm 3, o apóstolo Paulo passa
a mostrar que, consistentemente com o próprio caráter
justo de Deus, e com vistas à sua manifestação, Ele é, por
Cristo, como 'propiciação [...] no [en, instrumental, 'pelo ]
sangue' (Rm 3.25), 'justificador daquele que tem fé em
Jesus' (Rm 3.26), sendo a 'justificação' a absolvição legal
e formal da culpa por Deus como Juiz, o pronunciamento
do pecador como justo que crê no Senhor Jesus Cristo
(2015, pp. 733, 734). Nesse sentido, fica evidente que a
iniciativa de restaurar a comunhão com o homem partiu
do próprio Criador. O Senhor resgata a humanidade por
meio da fé no ato salvador de Cristo na cruz do Calvário.
O pelagianismo é uma deturpação da hamartiologia
bíblica. Retenhamos a verdade de Cristo até o fim, pois
onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5.20).
A SALVAÇÃO NÃO É
OBRA HUMANA
A salvação é um ato da graça de Deus manifes
tada ao mundo por intermédio de Jesus Cristo. Por
meio da fé, somos aceitos por Deus e alcançamos o
poder de nos tornarmos seus filhos (Rm 5.1; Jo 1.12).
Compreender esta doutrina é fundamental para o
exercício pleno da fé. Assim como no passado primitivo
da Igreja, há muitos atualmente que não aceitam a
suficiência da fé em Jesus como meio para alcançar a
salvação e sobrecarregam a igreja com ensinamentos
que distorcem a compreensão da graça divina. Em
seus discursos, alegam ser as obras um requisito para
desfrutar da salvação. Nesta lição, veremos que a graça
e a verdade são o resultado da morte de Cristo na cruz
do Calvário. Isso não vem das nossas obras, mas é fruto
da bondade de Deus para conosco como descreve o
apóstolo Paulo aos efésios (Ef 2.8-10).
No Comentário Devocional da Bíblia (CPAD), Lawren-
ce O. Richards discorre que "as boas obras não podem
contribuir para a nossa salvação. Mas as boas obras
são um resultado da salvação. Recebemos a vida para
glorificarmos a Deus. E uma maneira de glorificarmos
a Deus é praticando boas obras. O que são as 'boas
obras'? A palavra grega aqui é agathois, que significa
'útil, proveitoso'. Deus nos salvou e nos colocou em
um caminho cheio de oportunidades para sermos úteis
aos outros, e profícuos para realizar os seus propósitos.
Outra vez sentimos o contraste entre o que éramos, e o
que somos. Corrompidos pelo pecado, não podíamos
fazer nada por Deus, por nós mesmos, ou pelos outros.
Vivificados por Deus em Cristo, somos diferentes. E
fazemos a diferença!" (2012, p. 855).
Há muitos que alegam haver certa discordância
entre a perspectiva de Paulo e Tiago acerca da salvação.
No entanto, não há divergência alguma, pois enquanto
o apóstolo Paulo cuida de esclarecer em suas Cartas
a respeito da fé para salvação (Rm 3.22-26; Ef 2.8-10),
Tiago argumenta que quem tem a fé verdadeira e já
alcançou a salvação produz boas obras (Tg 2.17, 26).
Como pode alguém dizer que é um verdadeiro cristão
e tem fé em Jesus Cristo, porém não demonstrar por
meio de suas obras a fé que alega ter (vv. 14, 20)? Nesse
caso, há uma incoerência, pois aquele que é sincero
para com Deus, obediente às Sagradas Escrituras,
demonstra por meio de sua conduta e estilo de vida
o desejo de agradar a Cristo. Que Deus nos ajude a
demonstrar a verdadeira fé e comunhão que temos
com o nosso Deus, não apenas com palavras, mas,
sobretudo, com obras sinceras de amor ao próximo
e santidade perante Deus.
ENSINADOR CRISTÃO 41
Thiago Santos
é evangelista,
pedagogo,
especialista
em Docência e
Gestão Escolar,
editor do Setor
de Educação
Cristã da CPAD e
comentarista do
Novo Currículo
de Escola
Dominical
da CPAD.
A Igreja de Cristo é um organismo vivo com propósito
espiritual neste mundo, mas que requer organização.
Há grupos que argumentam que a igreja não deve se
institucionalizar, pois isso retira dela sua identidade es
piritual. Entretanto, essa é uma afirmação equivocada.
Jesus ensinou Seus discípulos acerca da necessidade
de organização para pregação do Evangelho. Foi assim
quando os enviou de dois em dois ou mesmo quando
ordenou que a multidão se assentasse sobre a relva antes
de operara multiplicação de pães e peixes (Mt 10; 14.13-
21). Com o surgimento da igreja, não fazia sentido que
os discípulos pregassem o Evangelho sem organização.
Naquele contexto, os irmãos se reuniam nas casas e em
cada lugar havia líderes responsáveis pela instrução da
Palavra de Deus às congregações.
A formalidade institucional sempre existiu, mesmo
que de forma menos robusta como é notório atualmente.
Stanley M. Horton, na obra Teologia Sistemática: uma
perspectiva pentecostal (CPAD), discorre sobre os três tipos
de governo eclesiásticos: "Aforma episcopal de governo
eclesiástico é normalmente considerada a mais antiga. O
próprio título é derivado da palavra grega episkopos, que
significa 'supervisor'. A tradução mais frequente desse
termo é 'bispo' ou 'superintendente'. Os que apoiam
essa forma de constituição eclesiástica acreditam que
Cristo, como Cabeça da Igreja, tenha confiado o controle
de sua Igreja na terra a uma ordem de oficiais chamados
bispos, que seriam sucessores dos apóstolos. [...] A forma
presbiteriana de constituição eclesiástica deriva seu nome
do cargo e funções bíblicos do presbuteros ('presbítero'
ou 'ancião'). Este sistema de governo tem um controle
menos centralizado que o modelo episcopal: confia na
liderança de representação. [...] A terceira forma de go
verno eclesiástico é o sistema congregacional. Conforme
sugere o nome, seu enfoque de autoridade recai sobre
o corpo local de crentes. Entre os três tipos principais
de constituição eclesiástica, é o sistema congregacional
que mais controle coloca nas mãos dos leigos e mais se
aproxima da pura democracia" (1996, pp. 558-160).
Deus é organizado e estabeleceu a disciplina, a
prudência e a organização desde o princípio da Sua cria
ção. Foi assim no Jardim do Éden (Gn 1-2), na saída dos
hebreus do Egito (Ex 14), na peregrinação e entrada dos
hebreus na Terra Santa (Dt 31), bem como na organização
do Reino de Israel (1 Sm 8). Logo, era apropriado que na
organização da Igreja Primitiva esses mesmos princípios
fossem aplicados. Importa que a igreja atual preserve o
mesmo compromisso com a organização para a realização
de um trabalho com excelência.
PERSEVERANDO NA
FÉ EM CRISTO
A Bíblia Sagrada é o nosso único manual e regra
de fé e prática. É por meio dela que ajustamos a
nossa conduta de acordo com a vontade de Deus. Ao
longo da história, muitas religiões têm se apropriado
indevidamente da Bíblia para fundamentar suas
idéias erradas, bem como suas heresias. Só existe
uma forma de refutar essa adulteração da verdade,
a saber, mostrando apologeticamente que estes
grupos estão interpretando de forma equivocada as
Sagradas Escrituras.
A heresia, como bem sabemos, é fruto da escolha
pelo erro. Diga-se de passagem, muitos erros inter-
pretativos da Bíblia são o resultado de interpretações
particulares que conduziram à formação de seitas. A
Palavra de Deus, entretanto, não é de particular inter
pretação, como afirma o apóstolo Pedro. A profecia
foi produzida a partir de homens santos que falaram
inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.20, 21). A Bíblia
de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD) dis
corre que "o que Pedro afirma nesses trechossobre
a origem e a autoridade da profecia (que vieram
de Deus) registrada na Bíblia Sagrada é verdadeiro
a respeito de todas as coisas que constam em sua
Palavra escrita: 'homens santos [da parte] de Deus
falaram [e escreveram à medida que eram] inspirados
pelo Espírito Santo'. Os crentes devem manter uma
visão forte e intransigente das Escrituras Sagradas em
termos de inspiração (isto é, não devem abrir mão do
fato de elas terem sido dadas diretamente por Deus
através de pessoas guiadas pelo Espírito Santo, e
segundo a escolha de Deus) e autoridade (isto é, ela é
completamente confiável, está apoiada por evidências
sólidas e por uma autoridade estabelecida). [...] Sem
uma forte visão da Sagrada Escritura, as pessoas não
reconhecem a plena autoridade e o ensino da Bíblia.
Como resultado, a sua fé será fraca e a Bíblia será
substituída pela experiência religiosa subjetiva (isto é,
estará sempre mudando, com base na pessoa ou na
situação) ou pela razão humana, que é crítica e falha
(2.1-3)" (2022, p. 2367).
Tendo como verdade que as Escrituras Sagradas
fornecem o "Norte" para que tenhamos uma vida es
piritual conforme a boa, agradável e perfeita vontade
de Deus (Rm 12.1,2), faz-se necessário defender a sua
autoridade em matéria de fé e prática. Os crentes
observam os ensinamentos sagrados não como um
livro de filosofia, e sim como a ética que norteia o seu
estilo de vida e o testemunho cristão. Por essa razão,
devemos observá-la continuamente para preservar na fé.
42 ENSINADOS CRISTÃO
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OBRA DE DEUS
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atrativas sobre a ciência e a Bíblia, demonstra um entusiasmo contagiante em incentivar
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Uma caminhada pelos corredores de qualquer
livraria pode apresentar diversas opções de b e s t-
-se lle rs para quem deseja alcançar o sucesso. Mas, se
colocarmos uma lente um pouco mais investigativa
sobre essas publicações, perceberemos o quão com
plexo pode ser resumir essa definição de sucesso.
Afinal, seria isso um reconhecimento financeiro de
um trabalho de alto nível muito bem remunerado?
Seria uma parede repleta de quadros com diplomas
da academia? Seria um corpo modelado e dentro
dos padrões da mídia secular? Poderia ainda ser
uma família bem constituída, incluindo um bom
casamento e filhos exemplares e instagramáveis?
Graças a Deus, temos literaturas cristãs agrega-
doras que podem auxiliar a jovem crente que deseja
conselhos sobre sua conduta de crescimento, mas,
sem dúvida, a Palavra da Verdade segue sendo nossa
melhor e única regra de fé e prática. Lembremos do
conselho dado ao jovem Timóteo, que demonstra
como jovens que vivem na verdade podem e devem
ser reconhecidos como bem-sucedidos: "Ninguém
despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos
fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na
fé, na pureza" (1Tm 4.12). Como não considerar
também as lições dadas pelo Senhor ao jovem
Josué sobre onde estão os melhores conselhos
para uma vida de sucesso? Disse Deus: "Não se
aparte da tua boca o livro desta a lei; antes medita
nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer
conforme tudo quanto nele está escrito; porque
então farás prosperar o teu caminho, e então serás
bem sucedido" (Js 1.8).
Tenho percebido que, por vezes, as mulheres
cristãs, em especial as jovens cristãs, têm cedido
espaço para uma busca constante de autoestima
que substitui a certeza que Deus nos dá sobre Sua
H z ̂ f l i .
criação e Seus propósitos. Além de perigoso,
esse movimento é triste, pois, enquanto afasta
a jovem cristã dos propósitos de Deus, elimina
as chances de que essa juventude seja relevante
para os dias atuais. Se é possível resumir em
um artigo os conselhos de Deus para a tomada
de decisão dessas mulheres, então teremos as
seguintes atitudes que são orientadas por Deus
em Seu manual:
• Conheça Jesus de forma individual. Tenha
um relacionamento com Aquele que te criou e
cuidou de cada detalhe da sua vida. O encontro
com seus pais ou com os exemplos que você
possa seguir nesta vida não são suficientes
para sustentar sua vida cristã (Jo 14.6).
• Ame e obedeça a Deus. O amor
que Ele teve por você não pode ser
medido ou mesmo igualado, mas
a obediência e o amor ao
são primordiais para uma vida
bem-sucedida (Jo 14.21).
• Não queira se parecer
com o mundo. Você foi de
talhadamente planejada para
uma vida se
parada, e isso
deve sempre representar conflitos de interesse
com o mundo e vontade de se parecer com Jesus
(Jo 15.19).
• Dedique-se em manejar bem a Palavra da
Verdade. A Bíblia nos ensina todos os segredos
para uma vida de sucesso, que tem como resultado
a eternidade, portanto não desista de ouvir esses
segredos do próprio autor (Js 1.8).
• Tenha objetivos e trabalhe por eles. Deus
nos ensina a buscarmos sermos úteis para a socie
dade e contribuir com nosso trabalho. A mulher
virtuosa descrita em Provérbios 31 trabalha (e
muito) tendo como foco um propósito. Seja um
trabalho doméstico ou uma carreira profis
sional, submeta seus sonhos ao Criador
e trabalhe por eles (Pv 31).
• Almeje contribuir com a obra
de Cristo. Jesus não te fez para ser
alguém insignificante. Foque no Se
nhor e no que Ele colocou às suas
mãos para fazer. Use seus talentos
na obra de Deus e na propagação
do Evangelho (Ec 9.10).
• Aprenda a planejar. As coisas
que acontecem de forma
desordenada tendem a
ter resultados desordenados. Por mais complicado
que pareçam as coisas nos dias de correria que vive
mos, desenvolva a competência de orar e planejar
antes de executar (Pv 21.5).
• Aprenda a gerenciar o seu tempo. A brevidade
de nossas vidas dificulta cada vez mais o cumprimen
to de todos os nossos compromissos. Aprender a
gerenciar bem o seu tempo será fundamental para
que você tenha sucesso mesmo que pareça "ser
impossível dar conta" (Tg 4.14).
• Aprenda a importância da persistência e da
resiliência. São dias maus e as lutas não darão trégua,
mas o sucesso não acontece de forma imediata e tam
pouco acontece para os que desistem (Hb 10.35-36).
Por último, peça ao Senhor que te abençoe
com os presentes que abençoou muitas mulheres
relevantes e marcantes antes de você, muitas que
foram fiéis e bem-sucedidas. Peça ao Senhor para ter:
A garra e a liderança de Débora,
A humildade e a coragem de Ester,
A alegria e a esperança de Sara,
A sensatez e a beleza de Abgail,
A modéstia e a sabedoria da jovem Sulamita,
A inteligência e a iniciativa de Jael,
A responsabilidade e a integridade de Rute,
A perseverança e a fé de Ana,
O temor a Deus de Raabe,
O fervor missionário de Priscila,
A fidelidade e a obediência de Maria,
E o amor a Jesus de muitas outras que marcaram
suas gerações e ensinaram lições a todas as jovens
mulheres que já entenderam que o sucesso vem
da obediência e fidelidade a Deus.
"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em
Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar
a fragrância do seu conhecimento." (2Co 2.14).
Renata de
Souza Santos
Damasceno é |
::professora da
Escola Dominical
e vice-líder do
Departamento de
Educação Cristã
da Assembléia de
Deus no Bonfim,
em Salvador (BA);:
administradora,
licenciada í
em Letras,|
p ó s-g rad u ad a jjj
em Gestão j n 9
de Projetos e § 9
m estranda em p i
Desenvolvimento
e Gestão Social.
Assembléia de Deus em Imperatriz
oferece EBD nos presídios
Internos têm vida transformada com aplicação
de aulas com a revista Lições Bíblicas da CPAD
Primeira aula da EBD ministrada no presídio CCPJ pelo pastor Raul Cavalcante Batista (ao microfone)
O Evangelho de Cristo já faz
parte da rotina dos internos das co
lônias penais no Maranhão através
dos esforços dos crentes ligados à
Igreja Evangélica Assem bléia de
Deus em Imperatriz (IEADI), lide
rada pelo pastor Raul Cavalcante
Batista, que estimula os fiéis em sua
missão nos presídios da região. O
evangelista e capelão Corbiniano
Noronha Lô, que há 18 anos milita
no compartilhamento da Palavra de
Deus aos internos, foi designado
para liderar esse relevante projeto
evangelístico.
"O Senhor aflorou em mim o
desejo de abrir uma sala de ensino
no presídio, onde eu posso utilizar
o material e os métodos da Escola
Bíblica Dominical. Em minha opi
nião, foi primordial a experiência
adquirida no período de sete anos
que eu lecionei na Congregação
Jerusalém da AD em Imperatriz",
disse ele.
O evangelista revelou que o
prim eiro passo foi apresentar o
46 ENSINADOR CRISTÃO
Internos do presídio exibem revistas de Lições Bíblicas da C'PAD durante aula promovida pela igreja maranhense
projeto ao diretor da instituição e
comentar a sua importância. "No
primeiro momento, ele se mostrou
relutante. Mas, após algumas ten
tativas, consegui a autorização. No
entanto, o profissional foi transferido
e o novo diretor sustou as aulas",
disse. Depois de algum tempo, foi
concedida uma nova autorização
para trabalhos de ensino naquele
presídio, hoje denominado CC PJ
IMPERATRIZ - UPRI (Unidade Prisio
nal de Ressocialização de Imperatriz
- antiga CEREC).
O evangelista disse que a aula
inaugural aconteceu em outubro de
2017, com o título "A Obra da Sal
vação" (Lições Bíblicas Adultos, 4°
trimestre de 2017, Casa Publicadora
das Assembléias de Deus - CPAD),
com a ministração do pastor Raul
Cavalcante Batista e a participação
U
As aulas são
realizadas numa sala
comum, em um dos
corredores (pavilhões),
na área de sol e até na
área de conveniência
/ /
do então superintendente da EBD
da igreja maranhense, Francisca
Noronha Lô.
O projeto também foi indicado
à direção do Presídio Itamar Guará,
sendo ali prontamente aprovado.
N aquele m om ento , o governo
estadual autorizou que a leitura
da Bíblia Sagrada, no am biente
da EBD, fosse também calculada
na redução de pena.
"Atualmente, para as ministra-
ções das aulas nos dois presídios
de Imperatriz, há seis professores
que colaboram alternadamente, de
dois em dois, às quartas-feiras e às
quintas-feiras, no Presídio Itamar
Guará. As aulas são m inistradas
em espaços diversos, pois não há
um espaço disponível permanente
para as ministrações das mesmas.
As aulas são realizadas numa sala
com um, em um dos corredores
(pavilhões), na área de sol e até
na área de conveniência. Nesses
espaços, os professores trabalham
em contato direto com os internos
(exceção nos corredores), sem in
terferência externa e com tempo
pré-estabelecido", explicou o pastor
Raul Cavalcante. •
ENSINADOR CRISTÃO 47
________ Artigo
W eder F e rn a n d o M oreira
A importância do
conhecimento das
línguas originais para
enriquecimento do ensino
O ano era 2010. O local era a Facu ldade de
Educação Teológica das Assem bléias de Deus em
Campinas (SP). Eu era apenas um jovem de 18 anos
que havia saído de uma pequena cidade do norte
paulista, com o anseio profundo de querer sentar-
-me aos pés dos mestres que eu conhecia apenas
pelos livros. O curso era de três dias e possuía uma
carga horária bastante exigente. Tínhamos aulas em
três períodos, sendo cada um deles reservado a três
ilustres e renomados ensinadores.
No segundo dia, pela manhã, estávamos todos
assentados numa ampla sala, quando irrompeu nela
um senhor de idade já avançada, gentil aspecto,
usava óculos, de pequena estatura, trajado de forma
simples, mas muito apropriada, segurando uma pas
ta. Ele ocupou a tribuna e quando lhe facultaram a
oportunidade de ensinar, sem dúvida alguma, foram
as duas horas mais breves que tive em minha vida. Ele
abriu as Escrituras e nos explicou verdades espirituais
com tanta destreza e unção, própria de um mestre
pentecostal, que guardo aquelas palavras em minha
memória até hoje, mesmo depois de passados todos
esses anos. Eu estava tendo o privilégio de "estar aos
pés" do saudoso pastor Antonio Gilberto.
Ouvir o saudoso pastor Antonio Gilberto expor
as Escrituras era fascinante. O seu olhar clínico sobre
o texto e seu zelo e cuidado sempre foram notórios.
Mas o que mais me encantava eram as explicações
que ele fazia do texto original. Aquela ferramenta
clareava o texto de uma forma extraordinária.
Além disso, aqueles três dias me proporcionaram
a oportunidade de estar próximo, mesmo que bre
vemente, do pastor Antonio Gilberto em ambientes
informais. Tivemos conversas nos horários do almoço,
no refeitório daquela instituição. Numa dessas con
versas, ele aconselhava os mais jovens a se dedicarem
ao estudo das línguas originais. Aquele conselho,
juntamente com o que eu havia notado enquanto ele
ministrava, despertou em meu coração o desejo de
conhecer as línguas bíblicas. De lá para cá, empenhei-
-me nessa tarefa e vi aumentar o interesse por parte
dos pregadores e ensinadores por essa área. Durante
o meu percurso, cometi erros e acertos no uso dessa
ferramenta exegética. De modo que, embora ainda
esteja aprendendo, enumerei seis dicas importantes
que ajudarão pregadores e ensinadores a usarem as
línguas originais com responsabilidade.
A importância do estudo dos línguas originais
Por que estudar os idiomas bíblicos? O conheci
mento básico dos originais proporciona ao menos
três grandes benefícios ao pregador e ensinador. Em
primeiro lugar, o conhecimento das línguas originais
ajuda a suplantar as barreiras linguísticas entre o
leitor e o texto . Nossas Bíblias não foram escritas
originalmente em nosso idioma. As Escrituras foram
escritas em hebraico , aram aico e grego. Embora
tenhamos muitas e boas traduções, muitos detalhes
do texto original acabam se perdendo nesse processo
de tradução. Acresce-se a isso o fato de que muitos
vocábulos não encontram termos correlatos em nossa
/
língua e na tradução são esvaídos do sentido lato. O
acesso direto as línguas originais proporciona a opor
tunidade de suplantação dessas barreiras linguísticas.
Em segundo lugar, o conhecimento das línguas
originais ajuda a eliminar as barreiras da compreensão.
Em nossa leitura bíblica, lidamos com dificuldades de
compreensão em certas passagens. Alguns termos
e expressões só podem ser entendidos mediante as
línguas originais. Um exemplo disso é a passagem de
Mateus 5.18. Nossas versões em português dizem que
"nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo
seja cumprido". O leitor não consegue compreender
o que o "jota" significa nessa passagem, a menos que
veja no texto original que a palavra mencionada ali
é iota, o nome da menor letra grega e que também
correspondia à menor letra em hebraico, o yod. Veja
como isso elimina a barreira da compreensão!
Em terceiro lugar, o conhecim ento das línguas
originais ajuda a aumentar a clareza. Quase sempre
a consulta ao texto original proporcionará maior ni
tidez. Um exemplo disso é a língua grega. O grego
possui uma lógica profunda. É uma língua de grande
precisão. A gramática, a sintaxe e a semântica são
ricas. Essa precisão advém da riqueza do sistema
de casos e verbos. Tudo- isso deixa o texto repleto
de ações verbais preciosas, que o tornam marcante.
Todos esses três suportes serão refletidos no púlpito,
durante a exposição da Palavra.
Uma vez que compreendemos a importância que
esse conhecim ento nos proporciona, precisam os
usá-lo comcuidado.
Dicas para o uso das línguas originais
Em primeiro lugar, use com critério. Existe uma di
ferença sutil, porém vital, entre usar as línguas originais
na preparação do sermão e na entrega do sermão.
Durante a preparação do sermão, lidamos com ques
tões técnicas da língua. Analisamos os casos, vemos o
tempo verbal, observamos a voz do verbo, o gênero
e o número. Lidamos com a sintaxe e a semântica.
Tudo isso é realmente muito importante. Entretanto,
não podemos levar todos esses detalhes técnicos ao
púlpito na hora da pregação. O bom pregador fará uso
desse conhecimento, mas saberá usá-lo com sabedoria.
Procure citar somente
aquilo que facilitará a
compreensão do texto em
apreço. Não precisamos
aborrecer a congregação
com lições de sintaxes
desnecessárias
Em segundo lugar, use como um meio facilitador
e não complicador. Essa dica está atrelada ao que foi
dito anteriormente. As línguas originais precisam ser
usadas como ferramentas para facilitar a compreensão
da passagem. Ser profundo sem deixar de ser simples
é o grande desafio, haja vista que muitos dos nossos
ouvintes são pessoas de pouca escolaridade. Procure
citar somente aquilo que facilitará a compreensão do
texto em apreço. Não precisamos aborrecer a con
gregação com lições de sintaxes desnecessárias. É
claro que podemos citar, em alguns casos, a sintaxe,
desde que isso seja uma informação que elucidará a
compreensão dos ouvintes.
Em terceiro lugar, cuidado com as fontes pesqui
sadas. Se no passado tivemos a Idade Média, hoje
vivemos a chegada da "Idade Mídia". Com ela também
chegou a internet e a tecnologia, facilitando o acesso à
informação e ao conhecimento. Isso produziu inúmeros
benefícios, mas também gerou malefícios. Um desses
males é a informação errada ou distorcida. Em relação
aos idiomas bíblicos, há excelentes ferramentas eletrô
nicas para a pesquisa, mas devemos tomar cuidado ao
consultar aplicativos e sites que fornecem informações
sem mencionar as fontes. É importante que o pregador
tenha material de qualidade em sua biblioteca. Procure
ter acesso a gramáticas e léxicos que sejam referências.
Em quarto lugar, ao citar as línguas originais, não
despreze ou desvalorize as traduções. As boas traduções
possuem o seu valor. Por vezes, no afã de querermos
mostrar a profundidade de uma passagem no original,
cometemos o erro de menosprezar nossas traduções
por não terem captado perfeitamente ou completa
mente o sentido do texto. Além disso, precisamos ser
responsáveis para não criar dúvidas nos ouvintes sobre
a Palavra de Deus quanto às traduções em português.
Em quinto lugar, fuja da síndrome do pavão. O
pavão costuma se exibir abrindo o leque de penas.
Há pregadores que, à semelhança do pavão, citam
o texto original com a única finalidade de se exibir,
m ostrando que possuem conhecim ento . Jam ais
podemos ter esse objetivo. Não podemos usar essa
ferram enta como meio de ostentação, nem como
meio de nos sentirmos superiores. A pregação tem
por finalidade exaltar Cristo e não o pregador.
Em sexto lugar, fuja da síndrome do papagaio.
O papagaio, embora não saiba articular a fala por si
só, é um pássaro que repete o que ouviu. Há muitos
pregadores que, à semelhança do papagaio, repro
duzem o que ouviram sem nunca terem estudado. Já
vi pregadores que não tinham domínio nenhum sobre
as línguas originais citar vocábulos erroneam ente,
como se fossem peritos. Se há uma coisa pior do que
não saber é fingir saber. Vivemos a era do complexo
de expert, onde todos julgam saber sobre tudo.
Como ministros do evangelho, devemos ser sinceros
e andarmos na verdade, especialmente no púlpito.
Que possamos, com a ajuda do Espírito Santo, nos
aperfeiçoar no estudo e na exposição das Escrituras,
usando todas as ferramentas possíveis, sem, contudo,
perder a simplicidade de Cristo.
LI
eder Fernando M oreira é pastor na Catedral da As
sem bleia de Deus em Igarapava (SP), vice-presidente do
M inistério de Igarapava, bacharel em Teologiapela FTB
formado em Pedagogia pela UNIP, formado em Grego do
Novo Testam ento pelo Sem inário M artin Bucer, pós-gra
duando em “Mundo Judaico e Helênico: Língua, Cultura e
Religião" pela Faculdade Teológica Batista de São Pauto
e professor de Teologia no Instituto Teológico Antioquia
ITA), escritor e conferencista.
AGORA FICOU FÁCIL
APRENDER GREGO
Saber outra língua é essencial. Aprender grego é um diferencial.
1ÍCNED
CONGRESSODominical. Seus conteúdos sólidos e inspiradores têm sido
fundamentais no ensino e na formação espiritual dos alunos, proporcionando
orientação essencial para o crescimento na jornada ministerial e de fé.
Pr. Heljaco Rodrigues Vieira, Viana (MA)
© Excelência nos conteúdos publicados
A revista Ensinador Cristão tem, ao longo dos anos, cooperado signi
ficativamente com a edificação daqueles que amam a Escola Dominical, e
isso através da excelência dos conteúdos nela publicados. Ao longo desses
anos, tive a honra de poder contribuir com alguns artigos. Parabenizamos
toda a equipe editorial, e a você, leitor da revista Ensinador Cristão.
Pr. Altair Germano, Paulista (PE)
©Aprimoramento do texto sagrado
Ler a revista Ensinador Cristão é um dos melhores complementos ao
estudo bíblico que nós, obreiros, habitualmente cultivamos. Seu conteúdo
aprimora o conteúdo estudado na EBD e aguça a mente, tanto na teoria
quanto na prática do aprendizado que buscamos pela Palavra de Deus.
Pr. Paulo Ferreira, Rio de Janeiro (RJ)
©Subsídios poro líderes e professores
Estam os vivendo uma fase em que som os "bom bardeados" com
muitos ensinamentos e informações não confiáveis, e se não tivermos uma
base cristã, corremos o risco de ser levados para caminhos diferentes e até
duvidarmos daquilo que já aprendemos. A revista Ensinador Cristão tem
nos ajudado na edificação de nossa fé, com conteúdo bíblico, testemunhos
que edificam, além de dar subsídios a todos os líderes e professores, além
de sugestões para aulas da EBD . Nossa gratidão à equipe.
Pr. Joel Monteiro, São Paulo (SP)
© Errata
Na edição 99 (4° trimestre de 2024) da revista Ensinador Cristão, na
página 9, no artigo Os hebreus e a educação religiosa, onde aparecem
os caracteres no idioma hebraico, o programa usado na diagramação
da revista inverteu a ordem das letras: elas são lidas da direita para
esquerda, mas o programa as inverteu para da esquerda para a direita.
mailto:ensirtador@cpad.com.br
mailto:ensinador@cpad.com.br
Contribuições
pneumatológicas no
processo de aprendizagem
Não há nada mais prazeroso para um professor
do que perceber o quanto seus métodos didáticos
estão sendo bem assimilados e produzindo efeitos
significativos em sua classe. Isso motiva - e deve
m otivar - o docente a buscar mais m ecanism os
diversificados para abrir o entendimento do aluno
em sala de aula. Todo método tem sua relevância
agregacional; entretanto, existe algo que distingue
o aprendizado cristão do modelo secular, algo que,
quando ignorado, o nosso ensino não passa de
mera exposição lecionária conteudista. Quando
imbricamos os métodos à dependência do Espírito
Santo, podemos ver resultados acima de qualquer
estatística humana. Nesse sentido, vejamos as con
tribuições pneumatológicas na educação cristã para
todo superintendente, professor e alunos da Escola
Bíblica Dominical.
O professor de Escola Dominical
e a dependência pneumatológica
A despeito do ambiente de EBD possuir aparatos
pedagógicos como uma escola ordinária, o profes
sor não deve reduzi-la a tal. Ainda que usemos dos
recursos professorais, não podemos nos limitar a tão
somente eles, tanto no preparo da aula como também
em sua exposição. Nosso planejamento deve estar
dedicado tanto ao estudo quanto à oração, tanto ao
que queremos falar quanto ao que o Espírito Santo
quer dizer através de nossa aula. O professor que
tem como dependência só o conteúdo é apenas
um contador de história que despreza o propósito
do autor da história, e ninguém melhor do que o
próprio autor para confirmar a veracidade dos fatos.
Todo professor da EBD precisa estar consciente
que seu lecionam ento não pode se ater un ica
mente à esfera naturalista, mas que existem níveis
espirituais que transcendem os recursos materiais,
que são recursos que não têm suficiência efetiva.
É nesse particular que o docente deve buscar as
contribuições do Espírito Santo, para que sua ex
posição não seja vazia e sem graça. Como exemplo
emblemático, podemos tomar as palavras paulinas a
esse respeito: "A minha palavra e a minha pregação
não consistiram em palavras persuasivas de sabe
doria humana, mas em demonstração do Espírito e
de poder" (1Co 2.4). Paulo não se apoiava apenas
nos estudos profundos e em como expor de forma
retórica sua pregação. Ele também tinha a "demons
tração" que não pertencia a ele, mas ao Espírito.
O apóstolo dos gentios sabia que todo expositor
piedoso depende primariamente do Espírito Santo
como confirmador de tudo que ele estudou para
expor aos ouvintes. O segredo de uma aula eficaz
está na dependência primária do Espírito.
O estudo aprofundado é indispensável e essencial
na vida de todo professor de EBD; contudo, todo
aprendizado assimilado em sala de aula só terá efeito
verdadeiro se o docente tiver a presença do Espírito
Santo. Sem Seu auxílio, é somente mero discurso
de sabedoria humana fadado ao esquecimento no
término da lição. O professor que não se ajoelha para
ouvir a voz do Espírito Santo jamais deve ousar se
levantar para falar em Seu nome. O preceptor que
é sensível a voz pneum atológica terá uma classe
avivada e assídua às aulas dominicais.
ENSINADOR CRISTÃO 7
Osiel Benjam im
de Sá é co-pastor
na Assembléia
de Deus em Anapu
(PA), bacharel
em Teologia e
professor da EBD.
Contribuições pneumatológica
no com bate a evasão escolar
Quando Felipe foi orientado pelo anjo para sair de
Samaria e ir para o caminho que descia de Jerusalém
para Gaza, ele se deparou com um eunuco de Candace,
que era rainha da Etiópia naqueles dias'. O curioso é
que quem toma a atitude de se chegar à carruagem é
o próprio Espírito Santo (At 8.28-29). Ali havia alguém
sedento por conhecer mais de Deus, mas não havia o
conteúdo necessário para chegar a esse conhecimento.
O Espírito Santo decide uni-los para então realizar sua
obra de salvamento. É exatamente isso que Ele faz em
nossas aulas dominicais: une pessoas distintas para
contribuir entre si no processo de aprendizado.
No entanto, jamais deve passar despercebido que
quem personifica as verdades, bem como agrupa os indi
víduos, é unicamente Ele. Esse é um problema sorrateiro
entre muitos superintendentes de EBD. Não são poucos
os que se queixam de estar lidando com uma evasão
em suas gestões e não conseguem entender o motivo.
Todo corpo docente precisa estar atento ao fato de que
a EBD tem seu modelo metodológico semelhante ao das
escolas seculares; logo, se levarmos em consideração o
fato de que temos em nosso país uma taxa expressiva
de evasão escolar, chegaremos à conclusão de que há
fatores que estão afastando a sociedade da acessibi
lidade educacional em graus alarmantes. Isso implica
um autoquestionamento que precisamos fazer: se de
maneira obrigatória os alunos não estão frequentando
as escolas, o que a EBD tem a oferecer que faça-os vir
à aula em um domingo pela manhã?
Temos de ser coerentes e concordarmos que as
nossas escolas dominicais precisam possuir algo a
mais, uma contribuição sui generis que faça os alunos
verem nela algo que nenhuma escola proporcione.
Precisamos urgentemente de mais poder do Espírito
em nossas aulas. Precisamos de pessoas que busquem
equilibradamente a graça e o conhecimento.
Contribuições pneumatológica
no aprendizado da classe
Ao falar da pessoa do Espírito Santo, Jesus disse
que "quando ele vier, convencerá o mundo do pe
cado, e da justiça e do juízo" (Jo 16.8). O Paracleto
não é apenas nosso Advogado e Consolador; Ele
também ensina-nos e convence-nos das palavras
que Cristo nos deixou (Jo 16.26). Ainda que utilizás
semos todos os métodos hermenêuticos existentes
na atualidade, não conseguiriamos convencer um
pecador a se arrepender ou produziriamos mais fé
na vida de um convertido. Quem legitima o ensino
na classe, causando introspecção, arrependimento,
quebrantamento e alegria, é o Espírito Santo.
Indubitavelmente, só teremos lecionandos aman
tes da Palavra quando observarmos que aaula não
está centralizada em nosso conhecimento e muito
menos na nossa didática. Não somos os mestres mais
rebuscados e inteligentes, tão pouco os donos de
todo o saber teológico; entretanto, temos conosco
alguém que penetra até as profundezas de Deus
(1Co 2.10), que pode nos esclarecer e confirmar a
Sua Palavra. Teremos efetividade no ensino a níveis
excepcionais, quando depositarm os aos pés do
nosso Ensinador e Mestre todo nosso conhecimento
adquirido, para que Ele faça de nós Seu instrumento
na exposição de nossa aula.
O Esp írito da Verdade é a força propulsora
que movimenta a igreja em todo seu âmbito. Ele
sempre nos levará ao encontro com a Verdade (Jo
16.13). Além de ser Mestre e nosso Convencedor,
Ele também é nosso Guia para o conhecimento da
verdade. É inegável o papel dinâmico do Paracleto
em nosso processo de aprendizagem, seja como
Mestre nos ensinando através de Seus servos, seja
como Convencedor gerando convencim ento da
Palavra que está sendo anunciada, seja como Guia
da verdade, nos levando a Cristo. •
EO em Foco ©
Teologia Pentecostal em debate
no Mato Grosso
Fórum da CGADB em Cuiabá reuniu mais
de 1,5 mil inscritos no Grande Templo
O Grande Templo da Assembléia de Deus em Cuiabá recebeu os 1,5
mil inscritos do Fórum de Teologia Pentecostal da CGADB
Pastor José Wellington Costa Junior, líder da CGADB.
coordenou as atividades e foi o pregador da abertura
O Grande Templo da Assem
bléia de Deus em Cuiabá, no Mato
Grosso, foi palco da última edição do
ano de 2024 do Fórum de Teologia
Pentecostal da Convenção Geral dos
Ministros das Igrejas Evangélicas As
sembléia de Deus do Brasil (CGADB).
O evento ocorreu nos dias 13 a 15 de
agosto e contou no louvor, no culto
público à noite, com mais de 300
componentes da União de Orquestras
(UNOBADECRE) e da União de Corais
(UNCOADECRE) de Cuiabá e Região.
A União de Conjuntos Masculinos de
Cuiabá e Região (UCOMADECRE),
formado por mais de 200 vozes,
também louvou ao Senhor.
O pastor José Wellington Costa
Junior, presidente da CGADB, abriu
oficialmente o fórum. O pastor João
Agripino de França, presidente da
Convenção das AS mato-grossenses
(COMADEMAT), fez a leitura oficial em
Atos 2.1-4. Os membros da Mesa Di
retora da CGADB presentes ao evento
foram os pastores Pedro Abreu de
Lima (1o secretário), Alexandre Junior
(secretário-executivo) e Silas Paulo de
Souza (5° vice-presidente), líder da
igreja anfitriã, que deu boas-vindas
a todos. Outros membros da Mesa
Diretora presentes foram os pastores
José Felipe (1 ° tesoureiro), Álvaro Alen
Sanches (3° secretário), José Carlos de
Lima [2° vice-presidente da CGADB),
Milton Carvalho (1o vice-presidente),
Perci Fontoura (4o vice-presidente),
Roberto José (2o secretário), Geraldino
Silva (4o secretário), Orcival Xavier
(5o secretário), Nehemias Gaspar
(2o tesoureiro) e Edson Eugênio (3o
tesoureiro), além de presidentes e
membros de conselhos e comissões,
bem como pastores presidentes de
Convenções estaduais. Foram com
putados mais de 1,5 mil inscritos ao
fórum.O pastor José Wellington Costa
Junior, líder da CGADB, foi o preletor
do culto de abertura, baseando a sua
preleção em Mateus 16.13-19.
Paralelamente, as senhoras tam
bém se reuniram para adorar ao
Senhor. A líder da União Nacional das
Esposas de Ministros das Assembléias
de Deus (Unemad), Lídia Dantas, foi
representada pela anfitriã e vice-
-presidente da Unemad, irmã Cidinha
Souza, e demais diretoras.
Os pastores Douglas Baptista
(DF), Elinaldo Renovato (RN), Juliano
Fraga (SP), Eduardo Leandro (PB) e
Elias Torralbo (SP) revezaram-se nas
preleções e nas mesas de debates,
que contaram com os pastores José
Wellington Costa Junior, Esequias
Soares (SP), Carlos Roberto Silva (SP)
e Valmir Nascimento (MT). "Teremos
outros fóruns com temas de interesse
da igreja, inclusive com um tema que
vai suscitar muitos debates: 'usos e
costumes'. O tema vai servir para
que nós possamos entender qual é o
pensamento da liderança em relação
à identidade das Assembléias de Deus
do Brasil", disse o líder da CGADB. •
10 ENSINADOR CRISTÃO
OI B33S 3 ZBBMBBBBII
A qualidade da caminhada cristã
é aperfeiçoada pelo bom ensino
ministrado nas salas da Escola
Bíblica Dominical
Gerente do Departamento de Publicações da
CPAD oferece dicas para o bom funcionam ento
das aulas na Escola Bíblica
Dominical e uma visão atual da
necessidade do ensino nas
igrejas hoje
O entrevistado desta edição da Ensinador Cristão é o pastor
Alexandre Claudino Coelho, gerente de Publicações da Casa Pu-
blicadora das Assembléias de Deus (CPAD), bacharel em Letras,
com especialização em Grego; Teologia e Direito. O ministro é
autor de vários livros publicados pela editora pentecostal. O pastor
Alexandre Coelho é também palestrante das Conferências de Escola
Dominical e do Congresso Nacional de ED da CPAD, e professor do
Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Escola Dominical (CAPED)
Ele é pastor no Rio de Janeiro.
Nesta entrevista, o ministro assembleiano fala sobre a relevância
da Escola Dominical na trajetória do cristão neste mundo, o tema a
ser estudado neste primeiro trimestre em torno das heresias nos dias
atuais, sobre como funciona o preparo dos temas e conteúdos das
revistas de EBD da Casa, sobre o perfil profissional da equipe da CPAD
envolvida no preparo das revistas e acerca dos desafios enfrentados
pelos educadores cristãos e o que pode ser feito para superá-los.
/ /
Qual a importância da Escola
Dominical em sua vida e o
que a EBD proporcionou à
sua caminhada cristã?
Comecei a frequentar a Escola
Dominical logo na minha primeira
infância, uma vez que fui criado na
igreja. Estar na Escola Dominical me
fez compreender a importância de
estar em comunhão, do aprendizado,
de estar em uma classe adaptada
à minha faixa etária e da sua rele
vância para a igreja, pois foi lá que
eu recebi a minha primeira Bíblia,
das mãos do pastor da igreja, em
um evento de Escola Dominical.
O departamento em questão teve
grande influência em minha vida. Foi
onde eu descobri também o serviço
ao Senhor dentro de um ministério
O professor de
Escola Dominical é
um auxiliar do pastor
no ministério do
ensino, inclusive uma
das características
que o apóstolo
Paulo aborda quanto
aqueles que almejam
o episcopado é
que seja apto para
ensinar
/ /
ENSINADOR Cristão 11
específico, que é a área do ensino.
Todo este despertamento vocacio
nal aconteceu na Escola Dominical,
pois foi nesse departamento que
eu aprendi as primeiras letras das
Escrituras. Naturalmente, ouvíamos
a pregação do Evangelho, mas foi
especificamente na Escola Dominical
que eu fui alcançado com a devida
didática e os materiais específicos
para "chegar lá". Também reputo
esse despertar de vocação à Escola
Dominical porque foi nesse departa
mento que iniciei o meu ministério
como professor, e depois fui indicado
ao presbitério e ao pastorado.
O tema que vamos estudar
neste primeiro trimestre é rela
cionado ao perigo das heresias
nos dias de hoje, Como se deu
a escolha do tema e qual a im
portância de se estudar esse
assunto agora?
Esse tema foi escolhido tendo
em vista que, de tempos em tem
pos, é necessário que venhamos a
rever alguns assuntos que, de certa
forma, não são vistos com tanta fre
quência, e percebemos que a igreja
evangélica atual está sendo cercada
de doutrinas novas, heresias novas,
doutrinas de demônios, e esses mo
delos de ensino que são prejudiciais
à igreja precisam ser identificados
não somente por nossa liderança,
mas por professores e alunos de Es
cola Dominical, o que vai fazer com
que, uma vez identificadas, possam
ser rejeitadas e de jeito nenhum es
ses posicionamentos sejam aceitos
dentro da igreja. As heresias estão
cercando a igreja para achar guarida.
A igreja que não estuda a Bíblia e os
fiéis que não comparecem à Escola
Dominical e deixam de estudar as
próprias heresias, vão ser alcançados
poralguma heresia, e essa heresia
não é somente no ensino, já que
o ensino conduz à prática, e uma
heresia tem toda a capacidade
de trazer uma prática ruim para a
igreja, por isso a necessidade de
estudarmos o perigo das heresias
com a perspectiva de a doutrina ser
sempre ensinada de forma correta.
O senhor gerencia o depar
tamento de Publicações da
CPAD, o qual é responsável
pela preparação e edição das
revistas Lições Biblicas de
Escola Dominical da CPAD.
Como funciona o preparo dos
temas e conteúdos das revis
tas de EBD da Casa?
Nós fazemos levantamento de
temáticas novas e temáticas que já
foram tratadas pelo menos há 15 e
20 anos, e fazemos uma comparação
com o estado da igreja hoje. Que
tipo de tema novo a igreja precisa
aprender? Que tipo de tema que
foi estudado 15 ou 20 anos atrás
precisa ser revisto hoje que os novos
crentes não estudaram, pois não
estavam servindo ao Senhor décadas
atrás? Sempre vamos dosando esse
mecanismo para somente trazermos
ou temas realmente inéditos ou
temas que foram estudados antes,
mas que estão sendo revisitados
com novos títulos, uma nova pers
pectiva, um novo comentarista e,
acima de tudo, buscando que as
lições sejam contextualizadas e
atualizadas, porque uma heresia,
por exemplo, que há 15 ou 20 anos
atrás tinha uma roupagem pode
vestir outra, mas preservando a sua
essência, considerando as pessoas
novas dentro das igrejas. Quanto à
preparação do conteúdo da revista,
nós preparamos um roteiro que é
encaminhado para o comentarista
da lição, que produz as lições e as
envia para a CPAD, que faz todo o
processo editorial de conteúdo da
própria revista.
Qual o perfil profissional da
equipe da CPAD envolvida no
preparo das revistas de EBD?
A nossa equipe é multidisciplinar,
contando hoje com pedagogos,
uma jornalista, dois professores com
formação na área das Letras, pessoas
que têm contato muito aprofundado
com a Teologia pentecostal, pessoas
que leem muito e pesquisam muito;
que estão antenadas com o que
acontece em nossos dias, e isso
tudo é necessário porque a revista
de Escola Dominical precisa ser
um material educacional e atual. É
preciso haver sempre atualização,
não apenas na formação de nosso
pessoal. Inclusive, todos os nossos
profissionais da área de Escola Do
minical fazem cursos voltados para
a área de Educação e Teologia, e
todos naturalmente se preocupam
em servir melhor ao Senhor com
seus talentos. O perfil profissional
de nossa equipe é este: nós temos
I € 4 P t D
CAPtO
pessoas graduadas, com formação
em Letras, Jornalismo, Pedagogia
e pós-graduados em Educação
Cristã. É um time multidisciplinar
com talentos específicos para que
a obra do Senhor avance com esses
talentos que eles receberam de Deus
e aperfeiçoaram por meio do estu
do secular. São pessoas que amam
ensinar e são muito dedicadas.
Na sua visão, quais os prin
cipais desafios enfrentados
pelos educadores cristãos
hoje e o que pode ser feito
para superá-los?
Em minha perspectiva, o maior
desafio é o desejo em servir ao
Senhor na área do ensino. O após
tolo Paulo deixa claro que aqueles
que desejam ensinar devem ter
dedicação na área do ensino. Essa
dedicação passa pelo processo do
estudo, da pesquisa, da aquisição
de material, do ato contínuo da
leitura e da busca de uma formação
contínua, Nós não podemos ima
ginar que um professor de Escola
Dominical vai deixar de estudar ou
que tudo o que ele já estudou é o
suficiente para que ele exerça o seu
ministério. O professor de Escola
Dominical precisa estar atualizado,
umavez que acontecem novidades
neste mundo. Outro desafio que
eu entendo é compreender que o
ensino é um ministério na Igreja. Há
situações em que as pessoas imagi
nam que o ministério envolve apenas
a adoração, a pregação da Palavra,
o diaconato, o pastorado e a obra
missionária, e realmente envolve
essas coisas, mas o ensino precisa
ser reconhecido tam bém dessa
forma. O pastor está ministrando
no momento em que prega, mas
também quando ensina a Palavra
de Deus. O professor de Escola
Dominical é um auxiliar do pastor no
ministério do ensino, inclusive uma
das características que o apóstolo
Paulo aborda quanto àqueles que
almejam o episcopado é que sejam
aptos para ensinar (2Tm 2.24), isto é,
caso a pessoa não tenha vocação ou
não saiba ensinar, não pode ocupar
o ministério pastoral.
Outra questão é o investimento
na busca do conhecimento, já que
existem professores que "sabem
de tudo" e, por este motivo, não
buscam um pouco de conhecimento
e atualização. É importante que o
professor de Escola Dominical, cuja
função é fazer com que o ensino seja
levado à mente e ao coração do
aluno, passe por toda uma técnica.
Inclusive, é importante que, antes de
ele se dirigir aos seus alunos, leia,
estude e faça com que o momento
da Escola Dominical seja marcado
por um ensino inteligente, para que
o professor compreenda a dúvida
do aluno, para que ele explique
aquela dúvida, para que administre
bem o tempo, já que a maioria das
igrejas disponibiliza 50 minutos para
a ministração dos estudos na Escola
Dominical.
Caso o professor inicie a sua
aula sem entrar no assunto, sem
fazer uma introdução e sem desen
volver o tema, somente contando
testemunhos, desviando o tempo
focado na Escola Dominical para
outros temas que não têm nenhuma
conexão direta com a lição, ele está
perdendo o tempo dele e dos alunos
que ele deveria estar ensinando.
Portando, administrar o tempo é
um dos maiores desafios que eu
entendo para hoje. É possível supe
rar isso tudo? Sim, claro. É possível
a pessoa buscar o conhecimento?
Sim. Se matriculando em um curso
de nível superior, uma licenciatura
que venha a auxiliar aquela pessoa
no ministério do ensino. E possível
administrar o ensino gasto em sala
de aula? Sim, pois são disciplinas
que o professor desenvolve para
se manter focado naquilo que ele
vai falar aos discentes. São novos
desafios, mas nós somos desafiados
por Deus também para encarar esses
desafios e ultrapassá-los para que
o nome do Senhor seja glorificado
através de nossas aulas. •
ENSINADOR Cristão 13
Artigo Revista Jovens
Eduardo Leandro Aves
A Carta de
Tiago: uma fé
autêntica e
produtiva
A praticidade e
dinâm ica da fé cristã
no trato cotidiano do
jovem cristão
A Carta de T iago , uma das epístolas do Novo
Testamento, é conhecida por sua abordagem prática
e direta sobre a vida cristã. Em um mundo cada vez
mais marcado pela superficialidade e pela busca de
aparências, Tiago nos convida a uma fé autêntica, que
se manifesta em ações concretas e produtivas. Para
o primeiro trimestre de 2025, a revista Lições Bíblicas
Jo ven s aborda o tema "A Carta de Tiago: Uma Fé
Autêntica e Produtiva", com o objetivo de ajudar os
jovens a viverem uma vida de fé prática e genuína em
meio aos desafios do mundo contemporâneo.
Com 13 lições baseadas nos ensinam entos da
Carta de Tiago, as Lições destacam temas como a
importância de perseverar nas provações, praticar a
Palavra de Deus, controlar a língua, buscar sabedoria
divina e agir com justiça. A proposta é que os jovens
sejam desafiados a refletirem sobre a relação entre fé
e prática, entendendo que a verdadeira fé se revela
em obras e em uma vida coerente com os princípios
do Evangelho.
O TEM A C E N T R A L UM A F É A U T ÊN T IC A
O cerne da Carta de Tiago é a ideia de que a fé,
para ser verdadeira, deve ser acompanhada de ações
que refletem essa fé. Tiago enfatiza que a fé que não
se manifesta em boas obras é morta e inútil. Ao longo
da Carta, ele confronta atitudes como a parcialidade, a
ganância, a impaciência e a falta de controle da língua,
desafiando os cristãos a viverem uma vida que honre a
Deus em todas as áreas. Esse tema de autenticidade
é o fio condutor das 13 lições, proporcionando uma
visão clara de como os jovens podem viver a sua fé
de maneira produtiva e transformadora.
Cada lição traz ensinamentos práticos quese aplicam
diretamente ao cotidiano dos jovens, mostrando que,
embora essa Carta tenha sido escrita em um contexto
histórico diferente, suas lições continuam relevantes para
os desafios do mundo atual. A fé autêntica, segundo
Tiago, é aquela que enfrenta provações com paciência,
fala com sabedoria e age com justiça.
D IC A S PARA UM D E S E M P E N H O D E E X C E
LÊN C IA DO D O C E N T E
Para que o professor possa transmitir com clareza
e profundidade os ensinamentos da Carta de Tiago,
é essencial adotar estratégias que engajem os alunos
e promovam uma reflexão profunda sobre o tema. A
seguir, destacamos algumas sugestões para ajudar os
docentes a obterem um desempenho de excelência
em cada aula:
1. Estudo preparatório aprofundado - O professor
precisa dominar o conteúdo da Carta de Tiago, enten
dendo seu contexto, propósito e implicações teológi
cas. Isso envolve não apenas ler a lição da revista, mas
também estudar o texto bíblico com profundidade,
utilizando comentários bíblicos, dicionários teológicos
e outras ferramentas que ajudem a compreender me
lhor a mensagem de Tiago. Nesse preparo, o livro de
apoio é fundamental, pois amplia significativamente o
conteúdo apresentado nas lições. Estar bem preparado
proporciona segurança ao professor e permite que ele
esclareça dúvidas de forma mais eficaz.
Sugestão prática: Realize um estudo semanal an
tecipado, destacando os principais pontos da lição e
preparando ilustrações e exemplos que conectem o
conteúdo ao cotidiano dos jovens.
2. Aplicação prática e contextualização - Um dos
grandes desafios do ensino bíblico é ajudar os alu
nos a aplicar em suas vidas diárias o que aprendem.
Para alcançar isso, o professor deve sempre buscar
relacionar os ensinamentos da Carta de Tiago com as
realidades vividas pelos jovens hoje. Questões como
pressão social, tentação, decisões éticas e a busca
por sucesso e propósito são algumas áreas onde
os ensinamentos de Tiago podem ser aplicados de
forma prática.
Sugestão prática: Traga exemplos atuais e relevan
tes que ilustrem os temas abordados em cada lição.
Incentive os alunos a refletirem sobre como podem
aplicar os princípios de Tiago em situações cotidia
nas, como relacionamentos, estudos, redes sociais e
ambiente de trabalho.
3. Interatividade e envolvimento dos alunos - A
participação ativa dos alunos é fundamental para o
aprendizado. O professor precisa criar um ambiente
de interação, onde os jovens se sintam à vontade para
fazer perguntas, compartilhar experiências e expressar
suas opiniões. Dinâmicas, debates e trabalhos em
grupo são excelentes maneiras de engajar os alunos
e promover uma aprendizagem colaborativa.
Sugestão prática: Utilize dinâmicas que incentivem
a prática do conteúdo, como debates sobre questões
morais e éticas, dramatizações que representem os
ensinamentos da Carta ou trabalhos em grupo que
explorem soluções para dilemas enfrentados pelos
jovens no dia a dia.
ENSINADOR CRISTÃO 15
Eduardo Leandro
Alves é p astor da
AD em Rio Tinto
(PB), doutor e
m estre em Teologia
pela Faculdades
EST, graduado
em Teologia e
licenciado em
Sociologia, diretor
do Centro de
Estudos Teológicos
da ADPB (CETAD-
PB), escrito r das
Lições Bíblicas de
Jovens da CPAD,
e p rofessor da
pós-graduação
em Teologia
da Faculdade
Cidade Teológica
(Fortaleza-CE).
4 . Reflexão e Oração - A Carta de Tiago enfatiza
a importância da oração e da dependência de Deus
para viver uma vida autêntica de fé. O professor deve
encorajar os alunos a refletirem sobre sua caminhada
cristã e a buscarem a direção de Deus em suas decisões
e ações. Momentos de oração em grupo e reflexões
sobre as lições podem ser muito edificantes para o
crescimento espiritual dos alunos. Esses momentos
podem ultrapassar a sala de aula, alcançando outros
momentos no Departamento de Jovens, e isso amplia
o alcance da EBD.
Sugestão prática: Reserve momentos ao final de
cada aula para uma reflexão silenciosa ou oração em
grupo. Incentive os jovens a orarem por áreas espe
cíficas de suas vidas onde sentem a necessidade de
crescer em autenticidade e fidelidade.
5. Foco no desenvolvimento de virtudes cristãs -
A Carta de Tiago é rica em conselhos práticos sobre
como desenvolver virtudes como paciência, sabedoria,
domínio da língua, compaixão e justiça. O professor
deve enfatizar que essas virtudes são frutos de uma fé
viva e autêntica, e que são essenciais para a vida cristã.
Sugestão prática: Proponha desafios semanais
para que os alunos trabalhem para desenvolverem
uma dessas virtudes, acompanhando o progresso de
cada um e incentivando o grupo a compartilhar seus
avanços e dificuldades. De novo: essas ações devem
transcender o momento da aula, alcançando outras
atividades do Departamento de Jovens. Essa prática
fortalece a EBD e contribui para o desenvolvimento
da juventude.
6. Uso de recursos visuais e tecnológicos - O uso
de recursos visuais pode tornar o ensino mais dinâ
mico e acessível para os jovens. Apresentações em
slides, vídeos, gráficos e outros recursos tecnológicos
podem ajudar a ilustrar e reforçar os pontos principais
de cada lição, facilitando o aprendizado e tornando
as aulas mais envolventes.
Sugestão prática: Crie s lid e s com os tópicos
principais das lições, incluindo im agens e vídeos
que conectem a mensagem de Tiago à realidade
dos jovens. Utilize plataformas interativas para fazer
enquetes ou questionários que incentivem a parti
cipação ativa. •
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A revista de Lições Bíblicas Jovens do primeiro
trimestre de 2025, baseada na Carta de Tiago, é
uma ferramenta excelente para promover uma fé
autêntica e produtiva entre os jovens. O grande
desafio para os professores será transformar os
profundos ensinamentos dessa epístola em lições
práticas, que inspirem os alunos a viver uma fé viva,
coerente e impactante em meio às adversidades
do mundo atual.
Com dedicação, preparo e uso de estratégias
pedagógicas criativas, o docente pode fazer com
que cada lição seja um momento transformador,
onde os jovens não apenas adquiram conhecimento,
mas também sejam desafiados a viver uma vida
cristã autêntica, que glorifique a Deus e produza
frutos para o Seu Reino.
SEVERINO
PEDRO
DA SILVA
Um dos grandes
ensinadores das
Assem bléias de
Deus no Brasil
Severino Pedro da Silva (1946-
2013) foi pastor das Assembléias
de Deus no Brasil, missionário nos
Estados Unidos, conferencista ,
autor de mais de uma dezena de
livros lançados pela CPAD, membro
da Academia Evangélica de Letras
do Brasil, articulista e conferencista,
ministrando sempre sobre temas
bíblico-doutrinários. Reconhecido
com o teó logo de destaque da
denom inação , ele foi com enta
rista de Lições Bíblicas de Escola
Dominical dá CPAD e membro da
Casa de Letras Emílio Conde. Suas
ministrações e livros marcaram a
trajetória de vários obreiros das
Assembléias de Deus brasileiras.
Severino Pedro nasceu em 19
de junho de 1946, na cidade de
Itaretama (RN), filho de José Pedro
das Neves e Sebastiana Silva. Ele
desceu às águas batismais em 19
de agosto de 1964 e recebeu o
batismo no Espírito Santo - expe
riência que, segundo suas próprias
palavras, marcou a sua vida - em
18 de abril de 1968. Foi ordenado
pastor em 4 de fevereiro de 1982,
pela Assembléia de Deus Ministério
do Belém em São Paulo. Casado
com a irmã Maria Aparecida e pai
de duas filhas, o pastor Severino
atuou como co-pastor na sede do
Ministério do Belém durante muitos
anos e, depois, como missionário
nos Estados Unidos, no período
de 15 de janeiro de 1994 a 25 de
maio de 1997. Desde o ano de 2007
até a sua morte em 4 de julho de
2013, aos 67 anos, ele pastoreou
a A ssem b lé ia de Deus em São
Mateus, na zona leste de São Paulo
(SP). Ele faleceu em decorrência de
com plicações após uma cirurgia
de vesícula.
Com formação em Teologia e
Filosofia, ele dedicou-se ao minis
tério do ensino e à produção de
literaturateológica, com destaque
para a área da Escatologia Bíblica.
Algumas de suas obras publicadas
pela CPAD são ...E Samaria, A Dou
trina da Predestinação, A Doutrina
de Deus, A Existência e a Pessoa
do Espírito Santo, A Vida de Cristo,
Apocalipse - Versículo por Versículo,
Escatologia - Doutrina das Ultimas
Coisas, Homilética, O Pregador e o
Sermão, O Crente e a Prosperidade,
O Homem: Corpo, Alma e Espírito,
Os Anjos - Sua Natureza e Ofício
e A Doutrina do Pecado.
A destacada atuação do pastor
Severino Pedro como escritor o
conduziu à Academia Evangélica
de Letras do Brasil em 7 de outubro
de 1989; e em 2005, a se tornar
um dos membros-fundadores da
Casa de Letras Emílio Conde, per
tencente às Assembléias de Deus
no Brasil. Durante a sua trajetória,
ele comentou dois trimestres da
revista Lições B íb licas da CPAD
para a Escola Dominical, sob os
temas "A Vida de Cristo" (1989) e
"Josué: Livro das Vitórias" (1992).
Além disso, foi um proficiente ar
ticulista dos periódicos da CPAD
durante décadas. Um exem plo
de mestre. •
ENSINADOR CRISTÃO 17
Neste trimestre, a Classe de Juvenis estudará o se
guinte tema: "Uma Viagem pelo Antigo Testamento". O
assunto é muito importante para que possamos compre
ender desde como o Antigo Testamento é organizado,
passando pela formação do povo hebreu até o último
profeta literário (Malaquias) que fecha esse período.
Com o estudo desse tema, a classe entenderá melhor as
passagens do Novo Testamento, bem como o contexto
judaico em que Jesus viveu.
Como abordagem, lembremos que adoles- |
centes dessa faixa etária querem se « 1
\ N
9 UMA VIAGEM
PELO ANTIGO
= TESTAMENTO
sentir incluídos, por isso sempre pergunte como eles
estão, como foi a semana deles e, no decorrer das
lições, faça perguntas bíblicas de acordo com a lição
para testar o nível de conhecimento deles.
A primeira lição mostrará a origem do termo "B í
blia" e o porquê de receber esse nome, e também
explicará que todo o processo de escrita do livro
sagrado até o fechamento do cânon é um verdadeiro
milagre. Além disso enfatizará que a ordem dos livros
do Antigo Testamento não é cronológica, mas, sim,
uma ordem canônica, e essa ordenação segue uma
lógica de divisão e classificação.
Neste trimestre, será possível aos alunos conhe
cerem a origem do povo hebreu, que passou pela
escolha de um casal, Abraão e sua esposa Sara. Por
meio deles, temos o período patriarcal dos hebreus,
com o cumprimento da promessa de Deus de dar a
Abraão uma descendência. Abraão, seu filho Isaque
e seu neto Jacó são os principais patriarcas que dão
origem ao que chamamos de povo hebreu.
A partir de Jacó, essa família foi para o Egito por
meio de José, filho mais amado do patriarca, e lá eles
são recebidos com cordialidade, pois José tornou-se
governador do Egito após interpretar os sonhos do
faraó. Todavia, após anos, levantou-se um faraó que
não conheceu a história de José e, vendo o crescimento
do povo hebreu, escravizou os descendentes de Jacó.
Nesse período, surgiu um dos personagens mais
importantes da história de Israel: Moisés. Esse gran
de líder foi levantado por Deus para libertar o Seu
povo com mão poderosa do Egito e guiá-lo através
do deserto até chegar à Terra Prometida. Todavia,
Moisés não entrou em Canaã, mas, sim, seu sucessor
Josué, que liderou uma campanha para expulsar a
maior parte dos povos cananeus e conquistar Canaã.
Posteriormente, a terra foi dividida entre as tribos de
Israel e o povo passou a habitar na Terra Prometida.
Após a morte de Josué, o povo passou a viver
sem uma liderança e cada um fazia o que queria e
se iniciou o período dos Juizes, período de grandes
desvios morais e espirituais do povo. Posteriormente,
pediram um rei e iniciou-se o período da monarquia.
Durante a monarquia, surgiram dois reis que são mui
to relevantes, sendo pai e filho: Davi e Salomão. Foi
por meio deles que o Templo de Jerusalém
foi construído.
Infelizmente, após a morte de Salomão, o reino se
dividiu em dois: Reino do Norte (Israel) e Reino de Sul
(Judá). É no período da monarquia que há uma explosão
da atividade profética. Deus levantou e usou muitos
profetas nesse período, não só na época do Israel
unificado, mas também na época do reino dividido,
e para os dois reinos. Deus levantou os Seus profetas
para exortar reis, sacerdotes, profetas vendidos e o
povo que se desviou e se afastou de Deus.
Com o desvio do povo, Deus levantou inimigos
para levá-lo cativo com o objetivo de discipliná-lo. Da
dominação do Reino do Norte surgem os samaritanos;
e do cativeiro do Reino do Sul, os judeus. Todavia,
Deus permitiu que os cativos de Judá retornassem à
Jerusalém. Após o período de cativeiro, veio o período
conhecido como interbíblico, onde surgiram grupos
como os saduceus, fariseus, es-
sênios e zelotes.
Será um trim estre de
histórias incríveis no qual
o professor poderá usar
todo o seu conhecimento
no Antigo Testamento para
encantar e insp irar seus
alunos. •
Thiago Panza-
riello é presbítero
da Assembléia de
Deus em Augusto
Vasconcelos
(ADAV), no Rio
de Janeiro (RJ);
professor no
sem inário teo
lógico IETECG:
professor de
Escola Dominical
das classes de
pré-adolescentes,
adolescentes e ju
venis; revisor do
setor de Bíblias e
Obras Especiais
da CPAD; bacharel
em Teologia pela
FAECAD (RJ);
graduado em
letras (português-
-literatura); e
com entarista de
Lições Bíblicas
infanto-juvenis.J
V
>• • •
Artigo
Revista Adolescentesw v w w m • • • » " ■
• • • • • • « • •
» • • • • • * • • * •
• • • • • • * • • •
i *
I
i
Poão Paulo da Silva
|Mendes é pastor,
vice-presidente.
|da Assembléia I
|de Deus Central I
|em Araguari |
|MG), bacharel |
|em Teologia e I
|Direito, licenciado 1
|em Matemática, I
Ip ro fessorl
|da EETAD e I
comentarista das I
Lições Bíblicas I
da CPAD paral
Adolescentes. |
GÊNESIS, O LIVRO DOS
GRANDES COMEÇOS
Como tiveram início os as
tros, os céus e a terra, os seres
hum anos, toda fauna e flora
terrestres? A questão intriga os
homens há milhares de anos.
A Bíblia, em seu primeiro livro,
apresenta a resposta verdadeira
sobre tais perguntas. Sabe-se
que a Palavra de Deus não é um
manual científico. No entanto, o
Livro Sagrado é verdadeiro em
todas as suas afirmações acerca
da ciência. Ou seja, a Bíblia é
inerrante. Isto, conforme o téo-
logo Norman Geisler, decorre
dos fatos de que a Bíblia é a
Palavra de Deus [2 Tm 3.16; 2 Pe
1.20,21] e que Deus não pode
errar (Hb 6.18; Tt 1.2; Rm 3.4),
sendo "o resultado lógico ne
cessário destas duas premissas
que a Bíblia não pode errar."
Neste primeiro trimestre de
2025, o tema da revista de ado
lescentes é "Gênesis, o Livro dos
Grandes Começos". A partir do
primeiro livro da Bíblia, serão
estudad os assuntos com o o
criacionismo e os mistérios da
vida; o conhecimento de Deus
por meio de Seus atributos; a
missão divina dada aos primeiros
pais no cuidado com a terra; o
surgimento e desenvolvimento
da sociedade; o agravamento do
pecado sobre a face da terra e
_ __ _
' ..........................................., ....... ....... , , ......, • \ " : .. ; . ■ j . • . - : . ;. . .
O Criacionismo
bíblico encontra
amparo não
somente na fé
crista, mas na
lógica humana
e em diversos
pressupostos da
verdadeira ciência
/ /
íí o dilúvio universal; a aliança de
Deus com Noé e a história dos
patriarcas Abraão, Isaque, Jacó
e seus filhos.
Na adolescência, as dúvidas
são multiplicadas na mente do
ser humano. A busca por res
postas é intensa. Muitos desses
temas estão em Gênesis. A fé
reclama argumentos sólidos e
racionais. A lguns assuntos os
alunos já conhecem a partir do
ensino regular. Veja, por exem
plo, o tema "O surgimento da
vida humana". Em regra, as es
colas ensinam o evolucionismo
sem qualquer questionamento
de suas "bases" científicas. A
teoria, apesar de enfraquecida,
não foi abandonada, pois para
os homens afastados de Deus
pareceser melhor a proposta de
cunho naturalista. O naturalismo
afasta qualquer possibilidade
de intervenção sobrenatura l
em seu cam po de estudo , o
que consequentemente afasta
a hipótese da criação divina. No
entanto, o Criacionismo bíblico
encontra amparo não somente na
fé cristã, mas na lógica humana
e em diversos pressupostos da
verdadeira ciência.
Em um cenário desafiador, o
professor de Escola Dominical
tem diante de si a rica oportu
nidade e responsabilidade de
guiar o aluno nesse processo
de encontro de respostas e for
talecimento da fé. Esse trabalho
consiste em ensinar o que é
correto à luz das Escrituras e
afastar o que não é verdadeiro.
Desse modo, o trabalho deve ser
feito com autoridade do Espíri
to Santo e muita propriedade,
pois os adolescentes também
estarão a examinar o que é dito
pelo professor. Ainda que em
silêncio, confrontarão o conte
údo da lição com o que lhes foi
ensinado nos bancos escolares
do ensino fundamental. Todavia,
diante de uma aula dinâmica e
cheia da graça do Senhor, cada
ouvinte abraçará a verdade bíbli
ca com amor, sentindo a mente
e o coração satisfeitos. •
20 ENSWADOR CRISTÃO
-
W Ê Ê m ü w
PREPARE-SE PARA APLICAR
EM SUA VIDA TODA A SABEDORIA
DA PALAVRA DE DEUS
BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSO AL
NOVA VERSÃO TRANSFORMADORA (NVT)
Esta edição inclui uma atualização completa dos recursos históricos e traz conteúdo
novo e expandido, a fim de tornar o material ainda mais relevante para sua vida diária.
Novo também é o design das páginas em duas cores, com uma disposição que facilita
o uso dos recursos. Agora com o texto bíblico na N V T para atender a diversos perfis
de leitores: o especialista em exegese bíblica, o pastor que busca um texto confiável
para seus sermões, o leigo que procura uma palavra de inspiração que fale diretamente
à alma e o jovem que espera compreender o que está lendo.
Esta edição contém:
© Notas de Aplicação Pessoal
e Notas explicativas
© Introdução aos livros bíblicos
© Esboços e Temas centrais
© Perfis dos personagens bíblicos
© Notas Textuais e títulos de seções
da versão NVT
© Quadros, Mapas, Linhas do
Tempo e Diagramas - Dicionário/
Concordância
Versões: 0 p re ta % v in h o # a z u l
Form ato: 17 x 23 cm - C ou ro sim ulado em b aixo-re levo
cpad.com.br
É i j í f J E )
0 Ü
^ 0800-021-7373
£ ) © o
Reportagem
CONFERÊNCIAS DE ESCOLA
DOMINICAL DA CPAD EM
FLORIANÓPOLIS, SALVADOR
E ARAGUAÍNA
Participantes do evento tiveram acesso a palestras
edificantes e reciclagem educacional
• REC Q I 99%
tfC O E D
CONFERÊNCIA
DE ESCOLA
d o m i n i c a l
c id a d e d e Florianópolis (SC) re c e b e u a 30a C on ferên c ia d e Esco laEm julho, a -------
Dominical (COED) promovida pela CPAD
■ JB
^ 12
r j£
i r, iA lyâP||y |H
O úlitmo semestre de 2024 foi marcado por três
grandes eventos de educação cristã promovidos pela
Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD).
Nos dias 11 a 14 de julho, no centro de eventos Cen-
trosul, em Florianópolis, capital catarinense, ocorreu
a 36a Conferência de Escola Dominical (CO ED ) da
CPAD. O culto de abertura contou com a presença
da liderança das Assem bléias de Deus no estado.
Sob a regência do maestro Marcos Justino, a orques
tra da Assem bléia de Deus em Florianópolis (SC)
destacou-se com seus 45 músicos, incluindo o coro
Vozes de Sião, com seus 40 integrantes. Os hinos da
Harpa Cristã "Não posso explicar" (83) e "Não foi
com ouro" (231) foram entoados com alegria pelos
participantes do evento.
Pastor Kemuel Sotero, vice-presidente do Conselho
Administrativo da CPAD, conduziu o culto de abertura
do CO ED , representando o pastor José Wellington
Bezerra da Costa, presidente do referido Conselho.
O pastor Geraldino Silva, líder da Convenção das
Igrejas Evangélicas e Pastores da Assembléia de Deus
no Estado do Rio Grande do Sul (C IEPAD ERGS) e
4o secretário da Convenção Geral dos Ministros das
Igrejas Evangélicas Assem bléias de Deus do Brasil
(CGADB), representou o pastor José Wellington Costa
Junior, presidente da Convenção Geral dos Ministros
das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus do Brasil
(C G A D B). O pastor Nilton dos Santos, presidente
da Convenção das Igrejas Assembléias de Deus de
Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (C IAD ESCP),
também participou do evento. O diretor- executivo
da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, destacou a
cooperação do Espírito Santo no evento educacional.
O pastor Elienai Cabral, consultor doutrinário e
teológico da CPAD, realizou a sua preleção no culto
de abertura, destacando que "o Espírito Santo ain
da hoje ilumina a mente dos mestres e aclara toda
revelação das Escrituras Sagradas. Não basta um
discurso bonito sobre o que ele pode fazer. É preciso
acreditar que a Bíblia é a voz de Deus falando para
nós nos dias atuais".
Nos dias 28 a 31 de agosto, Salvador (BA) recebeu
a 37a Conferência de Escola Dominical da CPAD. O
culto de abertura teve início às 19h e foi transmitido
ao vivo no canal da TV CPAD no Youtube. O Centro
de Cultura Cristã da Bahia (C EC BA ), em Salvador,
sediou o evento. A partir do dia 29, a programação
se estendeu por todo o dia, com os conferencistas
participando de plenárias, seminários e workshops
ministrados por pastores, educadores, pedagogos e
psicólogos. Os estudos se fundamentaram no tema
geral "O Espírito Santo capacitando a Igreja para o
ensino da Verdade", baseado na passagem de João
14.26. A educação infantil, a educação especial e o
discipulado fizeram parte dos grupos de interesse
de assuntos escolhidos pelos inscritos.
O pastor Valdomiro Pereira, presidente da Con
venção Estadual das Assembléias de Deus na Bahia
(CEADEB) e da Assembléia de Deus na capital baia
na, deu total apoio ao evento. O diretor-executivo
da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, agradeceu
à recepção calorosa. O pastor Demerval Lopes de
Cerqueira, membro vitalício do Conselho Administra
tivo da CPAD, representou o pastor José Wellington
Bezerra da Costa, presidente do Conselho.
De 12 a 15 de setembro, o município de Araguaína
(TO) hospedou a 38a Conferência de Escola Dominical
da CPAd, que contou com 1.093 participantes só do
estado tocantinense. Mas o evento também atraiu
interessados em aperfeiçoamento na área de educa
ção cristãde estados próximos. Do número total de
1.182 inscritos, 51 foram do Pará; 25, do Maranhão;
seis, de G oiás; dois, do Ceará; e dois, do Distrito
Federal. São Paulo, Bahia e Mato Grosso contaram
com um participante cada.
A Assembléia de Deus regional, liderada pelo pastor
Paulo Martins Neto, foi parceira fundamental para a
realização do evento. Segundo ele, a Conferência de
ED em Araguaína "foi um combustível para a gente
continuar trabalhando, para que tenhamos mais quali
dade, empenho e, principalmente, mais esperança de
ter uma igreja cada dia melhor". Entusiasta da Escola
Dominical, o pastor Paulo Martins, também preside a
Convenção das Assembléias de Deus em Tocantins
Os participantes da COED em Salvador lotaram o espaço
do CECBA para ouvir as preleções educacionais
(CIADSETA/TO). "Se for considerada a distância e o
número de dias da COED, o resultado foi um dos mais
expressivos", ponderou o líder da Assembléia de Deus
em Palmas (TO) e da caravana mais distante presente
ao evento, pastor Antônio Xavier. "A Escola Domini
cal é o nosso carro-chefe. É o seminário permanente
da família. Estamos gratos pelo que a CPAD fez. Os
ensinamentos das plenárias são extraordinários. A
equipe de ensinadores é das mais competentes. Isso
nos deu uma visão mais ampla e atualizada da Escola
Dominical", afirmou o líder, que 14 anos atrás recebeu
em sua cidade a 19a Conferência de ED da CPAD.
O pastor Alexandre Coelho, gerente de Publicações
da CPAD, foi um dos preletores do evento e representou
o diretor-executivo da CPAD. Também compuseram a
equipe da Casa o gerente de Comunicação, Leandro
Silva, e funcionáriosda matriz. O conselheiro vitalício
da CPAD, pastor José Possidônio Martins Reis, sempre
sentado nas primeiras fileiras, irradiou alegria. Ele fez
88 anos na ocasião. O líder foi homenageado pela
editora num momento especial, quando também
recebeu orações e felicitações do povo de Deus.
O * » ,o r d » CPAD, Ronaldo Rodrigues de Douse, lou
Deus pela açao do Espírito Santo nas três úlitmas COL
No domingo, dia 15 de outubro, a emoção tomou
conta do público durante a plenária final, ministrada
pela educadora Joane Bentes. Entre uma dinâmica e
outra, o discurso de conscientização e engajamento
na evangelização e no discipulado infantil foi tão as
sertivo que algo especial aconteceu. Tia Jô encerrava
com oração quando meninas que acompanhavam as
mães ficaram impactadas. Honeque Luís da Silva é pai
de Isadora Pereira Luz, de 7 anos. Ele conta que tinha
feito uma campanha sobre batismo no Espírito Santo
na congregação. "Explicamos a ela sobre o batismo
no Espírito Santo. Não foi naquele momento, mas na
Conferência ela foi cheia. Isso foi uma grande bênção
para nossas vidas e para a vida dela", testemunha. O
pastor Francisco Neto, da Assembléia de Deus em
Araguaína, congregação Maanaim, que é primo de
Honeque, confirmou que Isadora falou em línguas.
Aos 6 anos, Ana Letícia Mota ficou emocionada.
"Essa foi a segunda ou terceira vez que minha filha
sentiu a presença do Espírito Santo. Ela foi bastante
cheia do Espírito Santo no dia de hoje. Veio molinha
para o meu colo. Ela ficou muito empolgada com o
evento, não para de cantar louvores", testemunha a
mãe, Lucília de Jesus.
Clênia Cotrim Coelho, mãe de Ana Vitória, tam
bém de 6 anos, conta: "Ela realmente foi cheia, tanto
que quando veio onde eu estava, chegou chorando,
emocionada, dizendo: 'Mamãe, eu chorei muito, eu
estava cheia de Deus'. Se ela chegou a dizer isso, é
porque realmente sentiu algo da parte de Deus e
isso foi emocionante para quem estava assistindo,
especialmente para nós, os pais. Nós nos alegramos
muito em ver essa ação do Espírito em nossos filhos.
Estamos em campanha de oração, ela e eu. Foi um
evento que deixou saudades!", finaliza. •
o Entrevista do Comentarista
Quando antigas heresias ganham
nova roupagem
O entrevistado desta edição é o pastor Esequias Soares da Silva,
comentarista da revista Lições Bíblicas Adultos da CPAD deste 1°
trimestre de 2025, que alude a antigas heresias que se manifes
tam ainda na atualidade. O pastor Esequias é graduado em
Letras com habilitação em Hebraico pela Universidade de
São Paulo, e mestre em Ciências da Religião pela Universi
dade Presbiteriana Mackenzie. Ele é professor de Hebraico,
Grego e Apologia Cristã. O pastor é também presidente
do Conselho Deliberativo da Sociedade Bíblica do Brasil
(SBB) e da Comissão de Apologética da Convenção Geral
dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assem bléia de Deus
do Brasil (CGAD B), e também líder da Assem bléia de Deus
em Jund ia í (SP). É autor de diversos livros na área teológica
e apologética, além de comentarista de Lições Bíblicas Adultos
de Escola Dominical da CPAD.
Durante a entrevista, o pastor Esequias Soares discorre sobre a ativi
dade dos judaizantes nos tempos apostólicos e possíveis ameaças nos dias
atuais, o arianismo formulado pelo heresiarca Ário, pontos principais sobre
a Doutrina da Trindade que não podem ser desprezados, e conselhos para
quem deseja se aprofundar na apologética cristã.
Pastor Esequias, neste tri
mestre, vamos estudar as he
resias. A que alunos e profes
sores deverão estar atentos
ao longo desta lição como
ponto mais importante?
São três pontos principais a que
todos devem estar atentos: a) a
verdadeira identidade do Senhor
Jesus, como Filho de Deus, verda
deiro Deus e verdadeiro homem,
seu nascimento virginal, concebido
no ventre de uma virgem por obra e
graça do Espírito Santo, o Messias
e Salvador do mundo que morreu
pelos nossos pecados, ressuscitou
dentre os mortos, retornou ao céu
e intercede por nós junto ao Pai; b)
os grupos religiosos heterodoxos
negam pelo m enos um desses
pontos e no presente trim estre
vam os co n h ece r os p rin c ip a is
grupos; c) e as lições do trimestre
são um incentivo para equipar a
todos no preparo e conhecimento
mais sólidos, e com certo grau de
profundidade, sobre nossas crenças
e práticas e sobre como apresentá-
-las à luz da Bíblia. Não somente
isso , mas que os p rofessores e
alunos possam formular bem seus
argumentos para dialogar sobre
esses assuntos à luz da Bíblia e na
direção do Espírito Santo.
Havia a ameaça dosjudaizan-
tes nos tempos apostólicos. E
hoje, a ameaça continua?
Sim , continua. Os apóstolos
viam nos judaizantes dois proble
mas sérios: a ameaça à liberdade
cristã e o perigo de o Cristianismo
se tornar uma mera seita judaica.
Os judaizantes alteravam o cerne
do evangelho, pois colocavam a lei
como complemento da obra que
Jesus efetuou no Calvário. Era, de
fato, "outro evangelho", por isso o
apóstolo Paulo os amaldiçoou (GI
1.8,9). Eles são chamados de "falsos
irmãos" (Gl 2.4), pois perturbaram
as igrejas em Antioquia da Síria
e na G alácia , ensinando que os
gentios deviam se tornar judeus
para serem salvos. O perigo que
e les apresentavam no passado
não é d ife ren te na atua lidade .
Os judaizantes que Paulo enfren
tou eram de origem judaica num
período em que a produção dos
ENSINADOR CRISTÃO 25
livros do Novo Testamento ainda
estava em andamento. Hoje, faz
menos sentido ainda, visto que
a igreja tem quase dois mil anos
de experiência. Essa forma atual
de legalism o não é meram ente
um modismo e os perigos são os
mesmos do período apostólico.
Trata-se de um retrocesso espiritu
al, "remendo novo em pano velho"
(Mt 9.16). Trata-se de uma heresia
que compromete a salvação, pois
adota a lei como com plem ento
da obra de Cristo, por essa razão
Paulo chamou essa doutrina de
"outro evangelho" e o amaldiçoou
(GI 1.8,9). Essa maldição é exten
siva aos discípulos dessa heresia
ainda hoje.
A heresia de Ário foi comba
tida no passado. Há quem
defenda essa doutrina heré
tica na atualidade?
A controvérsia arianista foi a
maior da história da Igreja, chegan
do a ameaçar a unidade do império
romano. Ário negava a divindade
p lena de Je su s e reconhecia o
Senhor com a primeira criatura de
Deus, o Pai. Seu slogan e de seus
seguidores, usado em seus protes
tos públicos, era: "Houve tempo
em que o Verbo não ex istia ". A
Igreja saiu ilesa depois de mais
de cinquenta anos de em bates
teológicos. Entre a religiões e os
movimentos que dizem ostentar a
bandeira de Cristo na atualidade,
mas que seguem essa heresia ,
se destacam as Testemunhas de
Jeová, que assumem publicamente
que seguem a heresia de Ário e
pregam ainda o mesmo slogan de
Ário. Outros grupos menores, com
pensamento similar, são a Igreja da
Unificação do Reverendo Moo e os
grupos espíritas. Os muçulmanos
negam também a divindade de
Jesus e a Sua filiação divina, mas
eles não são cristãos e nem osten
tam a bandeira de Cristo.
Quais os pontos principais
sobre a doutrina da Trinda
de que não podem deixar de
ser frisados?
A doutrina cristã da Trindade
é um mistério porque ela vai além
da razão, mas não contra a razão.
Como disse Myer Pearlman, "é uma
doutrina revelada e não concebida
pela razão humana". A verdade é
que existe um só Deus e que Deus
é um só, mas que existe nessa
divindade três pessoas distintas,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo,
iguais em glória, poder e majestade.
A definição de quem primeiro, na
história da igreja, criou essa fórmula
teológica, Tertuliano de Cartago em
213, ajuda a esclarecer. Ele screveu:
"Todos são de um, por unidade de
substância, embora ainda esteja
oculto o mistério da dispensação
que distribui a unidade numa Trin
dade, colocando em sua ordem os
três, Pai, Filho e Espírito Santo; três
contudo, não em essência, mas
em grau; não em substância, mas
em forma, não em poder,mas em
aparência, pois eles são de uma só
substância e de uma só essência e
de um poder só, já que é de um só
Deus que esses graus e formas e
aspectos são reconhecidos com o
nome de Pai, Filho e Espírito Santo"
(Contra Práxeas, II). Tertuliano apre
senta nessa formulação uma breve
interpretação da natureza divina
conforme revelada nas Escrituras e
no testemunho das igrejas desde a
era apostólica. São "três contudo,
não em essência, mas em grau; não
em substância, mas em forma, não
em poder, mas em aparência". Foi
a primeira fórmula trinitária que
atravessou os séculos. O que ele
escreveu vale ainda hoje, apesar das
diversas pontas soltas que precisa
ram ser amarradas posteriormente,
mas a sua estrutura da Trindade na
unidade e da unidade na Trindade é
mantida em Orígenes, em Atanásio,
nos pais capadócios, em Hilário
de Poitiers e em Agostinho de
Hipona, dentre os demais. Assim,
tanto a unidade como a distinção
das pessoas devem ser frisadas.
Quais os principais conse
lhos que o senhor daria para
alguém que deseja se dedi
car à apologética cristã?
O nosso objetivo com a apolo
gética é equipar o povo de Deus
com argumento bíblico para que
cada um possa defender a sua fé
e ajudar os seus irmãos, principal
mente os novos convertidos, na
compreensão da Bíblia. Os adeptos
das seitas estão no contexto de
Mateus 28.19. São criaturas que
precisam conhecer Jesus. Muitos
deles nunca tiveram a oportunidade
de ouvir a verdade da Palavra de
Deus. Essas pessoas estão incluídas
nos grupos ainda não alcançados
pelo evangelho. A evangelização
deles constitui-se um grande de
safio para as igrejas. Isso acontece
porque, além de ser um trabalho
árduo e muito difícil, é também
muito arriscado alguém se tornar
um deles. Os apologistas e os que
desejam se dedicar a essa área da
teologia precisam conhecer bem
suas crenças, seus argumentos, e
saber como refutar esses pontos
doutrinários à luz das Escrituras.
Mas, isso exige um bom conheci
mento daquilo que nós cremos e
vivemos. O sucesso dessa atividade
depende do Espírito Santo. A nossa
responsabilidade é ler e estudar
a B íb lia , é preparo teo lóg ico e
oração. •
Cláudio César Lourindo do Silvo
Fazer e ensinar:
o modelo de Cristo
A passagem de Atos dos Após
tolos 1.1, escrita pelo doutor Lucas
em seu segundo tratado a Teófilo
(o primeiro foi o seu Evangelho, que
teve também o mesmo destinatário
primário - Lc 1.1 -4), nos apresenta
uma das razões pelas quais os ensi
nos de Jesus Cristo eram diferentes
de todos os outros. O médico amado
(Cl 4.14) escreveu no primeiro ver
sículo do livro de Atos que Jesus
Cristo fazia e ensinava. A ordem
colocada por Lucas não está à toa.
Em Mateus 7.28-29, encontramos
a seguinte expressão: "E aconteceu
que, concluindo Jesus este discur
so, a multidão se admirou da sua
doutrina, porquanto os ensinava
com autoridade e não como os
escribas". A palavra "autoridade"
(gr. exousia ), usada no versículo,
aponta para o direito de mandar,
para legitimidade. Mateus enfatizou:
"e não como os escribas". Ou seja,
teoricamente, os escribas eram os
ensinadores legais, porém, na prática
e no testemunho, Jesus Cristo era
quem tinha a autoridade. Os escribas
ensinavam, mas Jesus Cristo tinha
autoridade, pois fazia e ensinava!
Quando Jesus Cristo ensinava
sobre o amor, os Seus discípulos já
O viam amando; quando Ele ensi
nava sobre santificação, eles já viam
em Jesus uma vida santa; quando
Ele ensinava sobre o perdão, eles
viam Cristo perdoando. Como isso
faz diferença!
Uma das bases da
fé crista é que ela
deve ser a Palavra
de Oeus que se
materializa em
nossas vidas
/ /
Em João 1.1,14, encontramos:
"No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era
Deus. ( ...) E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós, e vimos a sua gló
ria, como a glória do unigênito do
Pai, cheio de graça e de verdade".
Estes versículos maravilhosos nos
mostram que Jesus Cristo, chamado
pelo apóstolo João de Verbo (gr. Lo-
gos), não apenas estava com Deus,
mas era Deus, e Ele se fez carne e
habitou entre nós. Glória a Deus!
Jesus Cristo é o Verbo que se fez
carne. Simbolicamente, podemos
afirmar que uma das bases da fé
cristã é que ela deve ser a Palavra
que se materializa em nossas vi
das, o discurso que se concretiza,
a tepria que se vê na prática. Jesus
Cristo, nosso Mestre por excelência,
nos deixou este exemplo.
ENSINADOR CRISTÃO 27
Cláudio César
Laurindo da Silva
é pastor, líder
da Assembléia
de Deus Central
em Mesquita (RJ)
e professor de
História e Teologia
No contexto da última páscoa
de Jesus Cristo com Seus discípulos,
narrada por João no capítulo 13 do
seu Evangelho, temos um exemplo
claro de Jesus primeiro fazendo e
depois ensinando. Os versículos 4
e 5 dizem que Jesus "levantou-se
da ceia, tirou as vestes e, tomando
uma toalha, cingiu-se. Depois, pois
água numa bacia e começou a lavar
os pés aos discípulos e a enxugar-
-Ihos com a toalha com que estava
cingido".
Nos versículos 13 a 15, disse
Jesus: "Vós me chamais Mestre e
Senhor e dizeis bem, porque eu o
sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre,
vos lavei os pés, vós deveis tam
bém lavar os pés uns dos outros.
Porque eu vos dei o exem p lo ,
para que, como eu vos fiz façais
vós tam bém ". O Senhor lavou os
pés aos discípulos, ou seja, fez; e
depois, lhes ensinou a fazerem o
mesmo. O Mestre por excelência
demonstrou humildade e ensinou
sobre humildade. Sabemos que o
modelo deixado por Cristo a todos
os que ensinam na casa do Senhor
não é fácil de ser vivido, pois temos
as nossas limitações, porém é o que
deve ser seguido. Cada aula dada
na Escola Bíblica Dominical, cada
estudo bíblico ministrado na igreja,
cada doutrina compartilhada aos
membros, enfim, tudo isso terá um
efeito vivo e prático, se procurarmos
seguir o modelo de Cristo.
É claro que isso não significa
dizer que devemos nos omitir em
ensinar, em pregar, em falar por
não serm os perfe itos em tudo.
O objetivo desse texto é mostrar
que existe uma d iferença entre
ensinar apenas na teoria e viver o
que se ensina na prática. Sempre
será importante pregar, proclamar,
falar, ensinar com palavras, todavia
a diferença estará no efeito prático
daqueles que fazem e ensinam!
Mesmo com nossas limitações,
nunca podemos nos omitir em fazer
a obra do Senhor, pois Ele investe
em nós, nos aperfeiçoa, nos orienta,
passo a passo. É importante lembrar
que os discípulos de Cristo, quan
do foram chamados, não estavam
totalmente preparados, mas Cristo
investiu neles, lhes ensinou durante
o período do discipulado.
No processo contínuo e cres
cente de san tificação , "som os
transformados de glória em glória,
na mesma im agem , como pelo
Espírito do Senhor", escreveu o
apóstolo Paulo em 2a Coríntios
3.18. Em 2a Pedro 3.15, lemos o
seguinte: "Antes, crescei na graça
e conhecimento de nosso Senhor
Je su s C risto . A ele seja dada a
glória, assim agora como no dia
da eternidade". Sim, Jesus Cristo
sempre será o nosso modelo de
vida e de exercício de ministério,
pois Ele nos deixou o exem plo ,
para que sigamos as suas pisadas
(1 Pe 2.21), e como nos edifica saber
que podemos ser aperfeiçoados,
moldados através da Sua Palavra
e da atuação do Esp írito Santo
em nossas vidas. Enquanto esteve
aqui na terra, o nosso Senhor Jesus
Cristo fez e ensinou. Isso nos traz
a leg ria , po is tem os um M estre
por excelência, que nos ensina a
cada dia e nos aperfeiçoa para que
façamos o mesmo. Aprendamos,
pois, com Ele. •
28 ENSINADOR CRISTÃO
EM DEFESA
DA FÉ CRISTÃ
ESEQ JJIAS SOARES
Em Defesa da Fé Cristã
________ Esequios Soares________
Em Defesa da Fé Cristã é uma
obra apologética de autoria do
pastor Esequias Soares e que serve
de livro-texto para a revista Lições
Bíblicas Adultos de Escola Bíblica
Dominical da CPAD do primeiro
trimestre de 2025, que é comentada
pelo pastor Esequias. Esta obra traz
a refutação direta a heresias antigas,