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EM EVIDENCIA
Assembléia de Deus em Imperatriz 
(MA) promove projeto de implementa­
ção da Escola Dominical para internos 
em colônias penais.
0 MAIOR E MAIS 
DOCUMENTADO
21 Editorial
EXPEDIENTE
Presidente da CGADB
José Wellington Costa Júnior
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
Diretor-executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Editor-chefe
Silas Daniel
Gerente de Publicações 
Alexandre Claudino Coelho 
Gerente Financeiro 
Josafá Franklin Santos Bomfim 
Gerente Comercial 
Cícero da Silva
Gerente de Produção 
Jarbas Ramires Silva
Gerente de Comunicação 
Leandro Souza da Silva 
Chefe de Arte & Design 
Wagner de Almeida
Projeto Gráfico, diagramação e capa 
Suzane Barboza 
Projeto Digital 
Alan Valle
Fotos
Shutterstock
TELEMARKETING - 0800 021 7373 
2a a 6a das 8h as 17:30min
Opção 1 - Igrejas, cotas e assinaturas 
Opção 2 - Colportores e Lojistas 
Opção 3 - Pastores e demais clientes 
WHATSAPP - (21) 2406-7373 
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ASSINATURA DIGITAL 
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ATENDIMENTO ASSINATURA IMPRESSA 
(21) 2406-7432
E-mail: assinaturas@cpad.com.br 
SUPORTE ASSINATURA DIGITAL
(21) 2406-7315
E-mail: cpadweb@cpad.com.br
As velhas heresias continuam 
sendo uma ameaça em nossos 
dias? desta feita com novas 
roupagens para iludir os crentes
A revista Lições Bíblicas Adultos de Escola Bíblica Domini­
cal da CPAD do primeiro trimestre de 2025 trata sobre antigas 
heresias que se apresentam com nova aparência em nossos 
dias, enganando os inacutos. Nos tempos bíblicos, quando os 
cristãos primevos iniciavam as suas atividades junto aos seus 
contem porâneos, os falsos mestres também estavam ativos 
disseminando seus ensinos perniciosos. Eles já estavam lá desde 
o começo tentando forçar a porta dos arraiais dos discípulos de 
Cristo. Os apóstolos e demais ensinadores da Palavra de Deus 
alertavam sobre o perigo que as heresias representavam à vida 
do cristão e da igreja. Em nossos dias, não deve ser diferente.
Nas páginas 25 a 26 desta edição, o leitor encontrará uma 
entrevista com o pastor Esequias Soares da Silva, comentarista 
da revista Lições Bíblicas Adultos, que fala sobre o conteúdo do 
trimestre. Também nesta edição, na seção Conversa Franca, o 
leitor conta com uma entrevista com o pastor Alexandre Coelho, 
gerente do Departamento de Publicações da CPAD, onde ele 
fala sobre a relevância da Escola Dominical na jornada do cristão. 
Destaque também para a seção de subsídios para cada uma das 
aulas deste trimestre de Lições Bíblicas Adultos.
Por sua vez, as páginas 22 a 24 desta edição trazem uma 
reportagem especial sobre as três Conferências de Escola 
Dominical promovidas pela Casa Publicadora das Assembléias 
de Deus (CPAD) no segundo semestres do ano passado, em 
Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Araguaína (TO). Na seção 
de artigos, destaque para os artigos "Contribuições pneuma- 
tológicas no processo de aprendizagem ", que é o artigo de 
capa desta edição; "Fazer e Ensinar: o Modelo de Cristo" e 
"Decisões para uma jovem cristã", que trazem um conteúdo 
que irá edificar o professor e seus alunos, além de promover 
aulas mais substanciosas.
Ano 26 I n°100 I jan/fev/mar 2025
Ensinador Cristão-revista evangélica trimestral, 
lançada em novembro de 1999, editada pela 
Casa Publicadora das Assembléias de Deus.
Correspondência para publicação deve ser 
endereçada ao Departamento de Jornalismo. 
As remessas de valor (pagamento de assinatura, 
publicidade etc.) exclusiva mente à CPAD. A 
direção é responsável perante a Lei por toda 
matéria publicada. Perante a igreja, os artigos 
assinados são de responsabilidade de seus 
autores, não representando necessariamente 
a opinião da revista. Assegura-se a publicação, 
apenas, das colaborações solicitadas. O mesmo 
princípio vale para anúncios.
Revista Ensinador Cristão 
E-mail: ensinador@ cpad.com.br
Na seção Boas Idéias, a professora Telma Bueno municia os 
professores com dinâmicas que irão enriquecer ainda mais a 
exposição das aulas deste trimestre. Lembrando que há dinâ­
micas para quase todas as faixas etárias das revistas de EBD da 
CPAD deste trimestre.
A revista Ensinador Cristão chega a seu 26° ano de estrada 
e à sua centésima edição prosseguindo em sua missão de levar 
conteúdo pedagógico e teológico de qualidade para os educa­
dores cristãos, contribuindo para o florescimento de uma nova 
geração de crentes equipados para levar adiante a disseminação 
do Evangelho de Jesus ao mundo, satisfazer os reclames da 
Grande Comissão (Mt 28.16-20), fazendo discípulos.
http://www.cpaddigital.com.br
mailto:assinaturas@cpad.com.br
mailto:cpadweb@cpad.com.br
mailto:ensinador@cpad.com.br
Sumário
;
4
14
/
18I
20I
36
I
05
10
I I
22
25
29
30
31 
44 
46
CAPA
Contribuições pneumotológicos 
no processo de aprendizagem
ARTIGO JOVENS
A Verdadeiro Religião: um convite à 
autenticidade no Corto de Tiago
ARTIGO JUVENIS
Uma viagem pelo Antigo Testamento
ARTIGO AO O IESCEN TE
Gênesis, o Livro dos Grandes Começos
SUBSÍDIOS
Quando as heresias ganham 
uma nova roupagem
ESPAÇO DO LEITOR
ED EM FOCO 
CONVERSA FRANCA 
REPORTAGEM
ENTREVISTA DO COMENTARISTA 
SALA DE LEITURA 
O PROFESSOR RESPONDE 
BOAS IDÉIAS
ARTIGO
EM EVIDÊNCIA
Divulgue as atividades 
do departamento de 
ensino de sua igreja
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cidade e o Estado onde o leitor reside.
® Suporte poro quem se esmero no ensino
Há muito anos, a revista Ensinador Cristão tem a proposta de oferecer 
suporte que atenda aos pastores, superintendentes, líderes, professores de 
Escola Dominical e seminaristas. Com base nesse pressuposto, e também 
no desejo de crescimento ministerial e espiritual, afirmo categoricamente 
que esta revista tem me ajudado na função de educador e renovado a 
Escola Dominical da igreja a qual faço parte. Por meio da revista Ensina­
dor Cristão, nós, que militamos na área de docência cristã, encontramos 
ricos subsídios, dinâmicas e orientações para melhor nos equiparmos no 
desempenho de nossas atividades na obra de Deus. Temos conhecimento 
de que a revista é a maior deste segm ento em todo país. Não deixo de 
adquirir a revista Ensinador Cristão e recomendo a aquisição dela para 
todos que se esmeram no ministério do ensino (Rm 12.7).
Pb. Marcos Pinheiro dos Santos Guimarães Júnior, Paragominas (PA)
©Variados benefícios ao leitor
Por que eu amo a revista Ensinador Cristão? Trata-se de um periódico 
com conteúdo que impulsiona novos olhares e abordagens, além de trazer 
entrevistas que inspiram a seguir trabalhando com amor e conhecimento 
da realidade de outras EBDs pelo Brasil, o que nos dá o senso de unidade 
no trabalho do Reino de Deus. Destaque ainda para seu custo e benefício. 
É leitura agradável e com conhecimento a preço, de fato, justo. 
Terezinha Barbosa, Joinville (SC)
© Contribuiçõo à Escolo Dominical
Valorizo imensamente a revista Ensinador Cristão por sua contribuição 
vital à Escolamas que se manifestam ainda hoje, 
relacionadas à doutrina de Deus nos 
seus vários aspectos - Trindade, a 
verdadeira identidade do Senhor 
Jesus e o Espírito Santo. Ela tam­
bém aborda heresias relacionadas 
a outras doutrinas importantes para 
a Igreja, tais como as doutrinas do 
pecado, da salvação, da igreja e da 
liturgia. É de total importância o 
conhecimento dos erros teológicos 
e das heresias que forçam a porta 
dos arraiais evangélicos nos tempos 
hodiernos pelos pseudos mestres 
que desconsideram o temor a Deus 
manifesto em sua Palavra única e 
eficaz para a nossa salvação.
Aprenda o Grego do 
Novo Testamento
John H. Dobson
Ler o Novo Testamento no original 
após a 14° lição é a proposta desta 
inédita obra. O livro é acompanhado de 
uma série de áudios com os exercícios 
de pronúncia e entonação. Um curso 
para que você aprenda mesmo sem sair 
de casa. A obra Aprenda o Grego do 
Novo Testamento, de John H. Dobson, 
é um bestseller da British and Foreign 
Bible Society. Ela vem sendo de grande 
utilidade aos cristãos de língua inglesa 
interessados em aprender o idioma no 
qual foi originalmente escrito o Novo 
Testamento. A maneira pela qual o livro 
foi acolhido no mundo de expressão an- 
gla e os resultados adquiridos por seus 
estudantes são uma prova inequívoca da 
credibilidade de Dobson e da eficácia da 
sua metodologia de aprendizagem da 
língua grega. Acompanhando as novas 
tecnologias, a CPAD decidiu não mais 
encartar o CD nesta publicação. Para 
acessar o material de áudio da obra, 
acesse o site wvwv.aprendagregont.com. 
br e faça download gratuito do material.
INTRODUÇÃO Ã
T E O L OG IA
PENTECOSTAL
UMA U1TUHA SISTEMATIZADA A 
PARTIR DA DCClARAÇÀO DE FÉ 
OASASSfMBUIASDÍ
Introdução à Teologia 
Pentecostal
Eduardo Leandro Alves
O pentecostalismo não é mono­
lítico, mas plural. Por isso, a neces­
sidade de um conteúdo teológico- 
-doutrinário introdutório atualizado 
para atender ao leitor que professa a 
fé pentecostal clássica. É exatamente 
isso o que essa obra se propõe a 
ser: uma discussão, a partir da Te­
ologia Sistemática, das definições 
teológicas contidas na Declaração 
de Fé das Assem bléias de Deus. 
O autor, que é pastor na Paraíba 
e teólogo assembleiano, elaborou 
esta obra para introduzir o leitor no 
pensamento pentecostal acerca de 
Deus, da salvação em Jesus, dos 
anjos, dos demônios, das obras e 
dons do Espírito, e da escatologia. 
É uma obra indicada para quem 
almeja dar seus primeiros passos no 
estudo da doutrina bíblica pente­
costal. Indicado para professores de 
Escola Dominical, superintendentes 
e demais interessados na doutrina 
pentecostal.
1ANUAL DE
SS255SK prática da H e m e n e * * ■ d a Elg>
;so idioma materno • rristãosinUal de Língua Portuguesa para obre,rose
ireio Estevan -
FORCAEM MOVIMENTO«a o Puni
Posta T ° VÍment° está c°m- P °Sta ck cldos e vai de mudança
detm nsfnÇa' transform^ão atrás de transformaçao, sem ficar para-
o u tm ^ T l? Se enCerra um cido'
p u Z a r s í° re'ienãohásentldoem queixar-se pelo novo, nem em faxar
reclamações, pois é nosso Deus 
I P qUem atua derando as mudanças "
, For?a em Movimento '
José Satirio
EN
TR
E 
AS
PA
S
Como podemos usar a Escola ” 
Dominical para influenciar os 
alunos a uma vida de oração?
O departam ento, através do ensino teológico, 
deve influenciar o aluno a um a busca pessoal 
de com unhão com o Pai
Sílvio Vinícius 
Martins é 
pastor, líder da 
AD em Campos 
Frios (Xexéu- 
PeX articulista, 
presidente da 
Comissão de 
Apologética da 
Convenção da 
Assembléia de 
Deus no Estado 
de Alagoas 
(COMADAL), 
escritor, 
bacharel em 
Teologia, e 
mestrando e 
doutorando em 
Teologia.
Na sentença supracitada, temos uma palavra que 
quero destacar, a qual nos instigará a uma reflexão 
séria, a saber: "influenciar". A palavra "influenciar" 
tem sua origem no latim in fluere , que significa "fluir 
para dentro". Esse verbo é formado pela junção do 
prefixo in- (que indica movimento para dentro) e do 
verbo f/uere (fluir). No sentido figurado, "influenciar" 
passou a ser usado para descrever o ato de exercer 
uma influência sobre algo ou alguém de modo a afetar 
decisões, comportamentos, opiniões ou sentimentos. 
Diante disso, a Escola Bíblica Dominical, sem sombra 
de dúvida, é um precioso canal que coopera para o 
desenvolvimento pleno do cristão, envolvendo-o no 
mar inesgotável das doutrinas bíblicas, onde uma 
delas é a da oração.
O indivíduo que entrega a sua vida a Jesus é 
orientado a participar da Escola Bíblica Dominical 
para que tenha um conhecimento teórico e prático 
da Bíblia Sagrada. E é aqui que o cristão, desde a sua 
tenra idade, também começa a ser influenciado pela 
dinâmica excelente que objetiva fazer fluir o interesse 
de querer praticar aquilo que lhe é ensinado pelos 
professores. A EBD tem a possibilidade de influenciar 
os alunos a uma vida de oração ao ensinar, exemplificar,
praticar, disciplinar, mentorear e promover a oração a 
toda comunidade cristã, envolvendo a família nesse 
processo. Essas influências combinadas ajudam os 
alunos a desenvolverem um relacionamento profundo 
com Deus através da oração, que é essencial para o 
crescimento espiritual contínuo.
Repasso algumas maneiras significativas em que a 
Escola Bíblica pode contribuir na influência de uma vida 
de oração, a saber: 1) A importância da oração é 
transmitida desde cedo por meio das lições e dos 
exemplos bíblicos demonstrando a essencialidade 
do relacionamento com Deus. 2) Os personagens 
bíblicos, através de suas histórias que apontam seus 
momentos de orações constantes, intensas e sinceras 
a Deus, fazem nascer no coração dos alunos o desejo 
de seguir estes exemplos bíblicos de oração. 3) Na sala 
de aula, o aluno tem a oportunidade prática de exercer 
o incentivo participativo em conjunto na oração, seja 
ela intercessória, de ação de graças, de petição, de 
livramento, de súplicas ou pedindo orientação. 4) Os 
alunos, por meio da Escola Bíblica Dominical, têm uma 
contribuição na sua disciplina espiritual ao estabelecer 
um hábito regular de, durante sua leitura bíblica diária, 
unir, de forma consistente, essa leitura à oração. •
30 ENSWADOR CRISTÃO
K % ' * '/O' Boas Idéias
Telma Bueno
Em Defesa da Fé Cristã ̂
Combatendo as antigas heresias que 
se apresentam com nova aparência
: v :K j r ; : : \ ■{ 
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;
QUANDO AS HERESIAS AMEAÇAM 
A UNIDADE DA IGREJA SOMOS CRISTÃOS
LIÇAO 1 LIÇAO 2
Prezado(a) professor(a), pela graça de Deus 
estamos iniciando mais um trimestre. Os assuntos 
tratados em Lições Bíblicas Adultos são de extrema 
relevância para os nossos dias, pois estamos viven­
do "tempos trabalhosos" (2Tm 3.1), onde muitas 
heresias e práticas contrárias ao pensamento bíblico 
são disseminadas, em especial pelas redes sociais.
Objetivo: Apresentar o tema que será estudado 
no trimestre.
Material: Quadro branco.
Procedimento: Apresente a nova revista e o tema 
do trimestre aos alunos. Depois, escreva no quadro 
as seguintes perguntas: "O que é heresia?", "Quais 
são as principais heresias da atualidade?" e "Como 
podemos reconhecer as heresias?". Em seguida, peça 
a seus alunos que formem três grupos. Cada grupo 
deverá ficar com uma pergunta para ser discutida. 
Dê um tempo para que discutam e respondam as 
perguntas (em grupo). Após os grupos responderem 
às questões, explique que uma heresia é um ensino, 
um costume ou ideologia contrários à sã doutrina. 
Vivemos tempos difíceis e precisamos buscar ao Senhor 
e à Sua Palavra para não sermos enganados. Quem 
pede e busca pelo discernimento de Deus, de todo o 
coração, o encontra. Peça a um aluno para ler 2 Pedro 
2.1. Em seguida, diga que os falsos mestres continuam 
tentando destruir e macular a Igreja do Senhor com 
seus ensinos heréticos. Muitas ideologias e ensinos 
contrários à fé cristã que vemos na atualidade são 
antigos, apenas têm uma nova roupagem. Expliqueque para reconhecer os falsos ensinos é preciso, em 
primeiro lugar, amar a Deus de todo o coração e 
entendimento (Mc 12.30) e procurar ler, estudar e se 
aprofundar no conhecimento das Escrituras.
1 iv* * i
Na segunda lição do trim estre , estudare­
mos a respeito do Cristianismo. Veremos que o 
Cristianismo é uma religião de relacionamento 
pessoal, de intimidade com o próprio Cristo que 
foi morto, mas que ao terceiro dia ressuscitou. 
O Cristianismo vai muito além de seguir regras, 
ritos e tradições.
Objetivo: Que os alunos compreendam, por 
intermédio das Escrituras, o que é o Cristianismo.
Material: Quadro.
Procedimento: Professor(a), explique que a 
melhor maneira de identificar os falsos ensinos 
continua sendo conhecer o verdadeiro, por isso 
precisamos conhecer o que é o Cristianismo. Em 
seguida, reproduza o quadro abaixo e utilize-o 
para mostrar aos alunos o que é o Cristianismo e 
o que recebemos mediante a fé em Jesus Cristo. 
Explique que a obediência a regras, rotinas reli­
giosas ou nossos próprios esforços para agradar 
a Deus e obter a salvação são inúteis. Cristo é 
superior às regras e rotinas religiosas e muitos 
não conseguiam entender essa verdade
Recebemos o perdão dos pecados e uma nova vida - 
(2Co 5.17).
Recebemos a presença do Espírito Santo dentro de nós e 
todas as bênçãos de Deus (1Co 6.19,20).
Recebemos o dom da vida eterna (Gl 3.2,3,5).
Recebemos o resgate da maldição do pecado (Gl 3.13).
Recebemos a bênção de Abraão (Gi 3.14).
ENSINAOOR CRISTÃO 31
f ■■
; ’*1'
/
JESUS É DEUS
LIÇAO 5
Na quinta lição do trimestre, estudaremos a di­
vindade de Jesus. Cremos que o Filho de Deus tem 
duas naturezas: a humana e a divina. A Bíblia diz que 
Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.31-35) 
e Ele sabia de Sua natureza divina e não a escondeu 
daqueles que O perseguiam. Muitas são as provas, 
nas Escrituras, a respeito da divindade de Jesus.
Objetivo: Enfatizar a divindade de Jesus.
Material: Cópias do quadro abaixo.
Atividade: Reproduza o quadro abaixo de atri­
butos divinos de Jesus de modo que cada aluno 
tenha o seu. Em classe, distribua as cópias. Em 
seguida, pergunte aos alunos: "Quem é Jesus para 
você?". Ouça-os com atenção e em seguida utilize 
o quadro para mostrar que Jesus é Deus. Diga que 
Ele não é um mito, um professor de moral ou apenas 
um homem religioso. Explique que muitos O veem 
como uma figura mitológica, um homem importante, 
um profeta, um professor de moral e até um mártir. 
Não faltam conceitos errados. Certa vez, Jesus per­
guntou a Seus discípulos: "E vós, quem dizeis que 
eu sou?". Será que até Seus discípulos tinham uma 
visão equivocada dEle? Com certeza, alguns somente 
compreenderam quem realmente era Jesus depois 
da Sua morte e ressurreição. Conclua enfatizando 
que Jesus é Deus e Sua divindade pode ser revelada 
em Seu ministério terreno, na manifestação dos Seus 
atributos e obras divinas.
Atributos Divinos de Jesus
Jesus é eterno (Jo 1.1);
Jesus existe por si mesmo (Cl 1.17, Jo 1.3);
Jesus é onipresente (Mt 18.20);
Jesus é onisciente (Jo 2.25);
Jesus é todo-poderoso (Jo 1.3; Hb 1.2; Lc 8.25);
Jesus é soberano (1 Pe 3.22).
AS NATUREZAS HUMANA 
E DIVINA DE JESUS
É importante que seus alunos saibam que 
Jesus, o Filho de Deus, tem duas naturezas: a 
humana e a divina. João, no Evangelho que leva 
seu nome, evidenciou claramente que Jesus Cristo 
é o Filho de Deus e que, crendo nEle, teremos a 
vida eterna. João também forneceu um material 
singular a respeito de Jesus, ao revelar que Ele 
não veio a existir quando nasceu, porque é eterno; 
que sempre existiu e que tem duas naturezas: a 
divina e a humana.
Objetivo: Ressaltar as duas naturezas de 
Jesus Cristo.
Material: Massa de modelar de duas cores 
diferentes.
Atividade: Sente-se com os seus alunos em círculo 
e apresente o tema da lição. Depois de orar e fazer a 
leitura do texto áureo e da leitura bíblica em classe, 
apresente as duas massas de modelar. Explique que 
cremos nas duas naturezas de Jesus - a humana e 
a divina -, embora existam muitas controvérsias a 
respeito dessa verdade. Em seguida, vá conversando 
com os alunos e misture as duas massas de modelar 
de cores diferentes (misture bem). Depois peça que 
eles tentem separar as duas cores da massinha. 
Explique que não é possível separar a massa de 
modelar depois que elas se fundem, se misturam, 
pois se tornam uma só. Assim não podemos separar 
as naturezas humana e divina de Jesus, embora 
permaneçam distintas. Cremos que Jesus Cristo é 
o Filho de Deus e que a nossa fé nEle nos garante 
a vida eterna. Acreditamos também que Ele se fez 
Homem e habitou entre nós, porém é eterno, sempre 
existiu e possui duas naturezas.
€ ' .......
32 ENSINADOR CRISTÀO
QUEM É O ESPÍRITO SANTO MEU DEUS ME FAZ FORTE 
E CORAJOSO(A)
LIÇÃO 12
O Espírito Santo é Deus. Porém, infelizmente, 
muitos crentes, até mesmos pentecostais têm um 
conceito errado a respeito da Terceira Pessoa da 
Trindade. Segundo o teólogo Stanley Horton, o 
"Espírito Santo tem sido negligenciado no de­
curso dos séculos". O Consolador não é apenas 
uma força ou uma influência, Ele é Deus e tem 
revelado à humanidade tanto Deus Pai quanto 
Deus Filho.
Objetivo: Ressaltar a verdadeira identidade 
do Espírito Santo à luz da Bíblia.
Material: Quadro.
Atividade: Depois de orar com os seus alunos 
para iniciar a aula, escreva no quadro a seguin­
te pergunta: "Você crê que o Espírito Santo é 
Deus?". Dê alguns minutos para que os alunos 
respondam. Em seguida, reproduza no quadro 
o esquema abaixo. Utilize o quadro abaixo para 
explicar aos seus alunos quem é o Espírito Santo 
e qual o Seu trabalho em nossas vidas.
O ESPÍRITO SANTO É IGUAL 
AO PAI E 0 FILHO.
MATEUS 28.19.
O ESPÍRITO SANTO PRESERVA E 
M ANTÉM TO D A S AS CO ISAS.
SALM OS 104.30.
O ESPÍRITO SANTO É DEUS 
E HABITA EM NÓS.
1 CO RÍN TIO S 3.16.
O ESPÍRITO SANTO R EG EN ERA 
O PECAD O R.
TITO 3.5.
O ESPÍRITO SANTO PEN ETRA 
TO D A S AS CO ISAS ATÉ AS 
PRO FUN DEZAS DE DEUS.
T CORÍNTIOS 2.10.
• ! í' •
PRIMÁRIOS
Um novo ano, uma nova revista e certamente 
novos desafios. E para começar, seus alunos terão 
a oportunidade ímpar de estudar a respeito da 
coragem. Ainda na primeira infância, eles vão 
aprender que quando Deus está do nosso lado, 
não precisamos ter medo de nada. Você crê nessa 
verdade? A Palavra de Deus afirma que se Ele 
"é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.3).
Objetivo: Mostrar que a fé em Deus nos faz 
ter coragem.
Material: Um pote e tiras de papel com as 
perguntas.
Atividade: Sente-se com os seus alunos em 
círculo. Apresente a nova revista e fale a res­
peito do tema. Em seguida, pergunte: "Quem 
é corajoso(a)?". Explique que ter coragem não 
significa não ter medo. Ser corajoso(a) é fazer o 
que tem que ser feito mesmo com medo, pois a 
nossa confiança está em Deus. É ter a certeza de 
que o Pai está conosco e pode nos ajudar. Em 
seguida, cante uma música. Enquanto a música 
estiver sendo cantada, o pote, com as tiras de 
papel, deverá ser passado de mão em mão. 
Quando você encerrar o cântico, o(a) aluno(a) 
que está com o pote na mão deverá abri-lo, ler 
a pergunta e responder.
Exemplos de perguntas:
Fui corajoso e cumpri uma missão muito difícil: 
substituir Moisés e ajudar meu povo a conquistar 
a Terra Prometida. Quem sou? (Josué)
Fui corajosa e escondi os espias do povo de 
Deus. Quem sou? (Raabe)
Fui um profeta cora joso que entregou a 
mensagem de Deus para o rei A cabe. Quem 
sou? (Elias)
Fui corajoso, ajudei o meu povo a reconstruir 
os muros da cidade. Quem sou? (Neemias)
Fui corajoso, lutei com o gigante Golias e o 
venci. Quem sou? (Davi)
Fui jogado na cova dos leões, mas Deus me 
protegeu e livrou. Quem sou? (Daniel)
ENSINAOOR CRISTÃO 33
LOUVANDO A DEUS A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
COM SALMOS E O MUNDO VINDOURO
JUNIORES !§ § PRÉ-ADOLESCENTES
Neste primeiro trimestre do ano, a classe de 
juniores estudará a respeito do Livro de Salmos. 
É importante que os seus alunos aprendam rele­vantes lições a respeito de alguns dos cânticos 
que fazem parte do hinário do povo de Deus.
Objetivo: Introduzir, de modo criativo , o 
tema geral do trimestre.
Material: Fo lha de papel pardo , caneta 
hidrocor e lápis de cor.
Atividade: Inicie a atividade fazendo a se­
guinte pergunta: "Qual o seu Salmo preferido?". 
Ouça os alunos com atenção e incentive a par­
ticipação de todos. Em seguida, explique que 
os salmos são orações inspiradas pelo Espírito 
Santo e que alguns foram escritos como cânticos 
de louvor, ação de graças e adoração a Deus. 
Em seguida, providencie duas folhas de papel 
pardo. Faça na folha cinco quadrados e escreva 
na parte superior das folhas o seguinte título: 
"LO UVANDO A DEUS COM OS SALM O S".
Separe a classe em dois grupos, meninas 
e meninos. Dê a cada grupo a folha de papel 
pardo, canetinhas e lápis de cor. Fale a respeito 
dos salmos que serão estudados no trimestre. 
Leia, juntam ente com os alunos, os títulos das 
treze lições. Em seguida, peça que, em grupo, 
eles ilustrem, fazendo um desenho a respeito dos 
salmos que serão estudados. Cada grupo ficará 
com cinco salmos (de acordo com a preferência) 
e fará cinco desenhos. Utilize os cartazes para 
enfeitar a classe durante o trimestre.
Neste trimestre, os pré-adolescentes vão es­
tudar um tema bem empolgante: a escatologia 
bíblica. Muitos têm medo de estudar esse assunto, 
pois, infelizmente, alguns fazem da escatologia um 
"filme de terror", colocando medo nas pessoas. 
A Segunda Vinda de Jesus não deve nos assus­
tar, pois ela é a nossa esperança, pois é quando 
receberemos um corpo glorificado e reinaremos 
com Cristo eternamente.
Objetivo: Sondar o conhecimento dos alunos 
a respeito da escatologia bíblica e introduzir o 
tema do trimestre.
Material: Quadro branco ou de giz.
Atividade: Apresente a nova revista e o tema 
do trim estre aos alunos, e depois escreva no 
quadro as frases relacionadas abaixo. Os alunos 
vão dizer se as afirmações a respeito da volta 
de Jesus são verdadeiras ou falsas. Enfatize que 
precisamos estudar escatologia para descobrir 
o que é mentira em relação à Segunda Vinda de 
Jesus e o que é verdade.
• A Segunda Vinda de Jesus não passará de 
2050. (Errado!) A Bíblia diz que o "Dia do Senhor 
virá como o ladrão à noite" (1Ts 5.29). Jesus não 
disse quanto tempo estaria ausente. Ele também 
afirmou que somente o Pai sabe o tempo de Sua 
volta (Mt 24.30,36).
• Quando Cristo voltar, os que morreram em 
Cristo ressuscitarão primeiro. (Certo!) A Bíblia 
garante que "os que morreram em Cristo ressus­
citarão primeiro" (1Ts 4.16).
• A Igreja passará pela Grande Tribulação. 
(Errado!) A Igreja não passará pela Grande tri­
bulação (1Ts 1.10).
• Haverá um novo céu e uma nova terra. (Certo!) 
A Nova Jerusalém está agora no céu, mas em breve 
será a cidade de todos os fiéis que entregaram as 
suas vidas a Jesus Cristo (Ap 21.1-27).
GÊNESIS, O LIVRO DOS 
GRANDES COMEÇOS
A D O L E S C E N T E S
UMA VIAGEM PELO ANTIGO 
TESTAMENTO
JUVENIS
Vamos iniciar o ano estudando a respeito do 
começo. Sim, o começo de tudo, o primeiro livro 
do Pentateuco — Gênesis. Este livro, escrito por 
Moisés, nos ajuda a entender quem somos e de 
onde viemos. Por intermédio do estudo deste 
precioso livro, podemos afirmar que Deus criou 
todas as coisas, que a criação não é uma obra do 
acaso ou o resultado da explosão de uma partícula. 
Deus é o grande Criador, a Causa Primária de tudo! 
O universo, assim como o ser humano, é obra do 
mais habilidoso Artesão, o Todo-Poderoso.
Objetivo: Sondar o conhecimento prévio dos 
alunos a respeito do Livro de Gênesis e introduzir 
a primeira lição do trimestre.
Material: Papel ofício, caneta, folha de papel 
pardo com o quadro, fita adesiva e quadro branco.
Procedimento: Apresente a nova revista e o 
tema do trimestre aos alunos. Depois, escreva no 
quadro as seguintes indagações: "Qual o propósito 
do livro de Gênesis?", "Quem é o autor do livro?", 
"Em que ano foi escrito?" e "Qual o tema principal 
desse livro?". Em seguida, peça que os alunos se 
reúnam formando quatro grupos. Cada grupo 
deverá ficar com uma questão para responder. Em 
seguida, reúna os alunos novamente, formando um 
único grupo. Explique que, para estudar os livros 
da Bíblia de modo efetivo, precisamos responder a 
essas questões. Depois, juntamente com os alunos, 
complete o quadro. Conclua incentivando a leitura 
de Gênesis durante o trimestre.
O tema principal da revista de juvenis é o Antigo 
Testamento. Você crê que o Antigo Testamento 
faz parte do "manual" de Deus para nós? Crê na 
atualidade da sua mensagem? Então, você vai 
gostar de todos os temas que serão estudados. 
Para introduzir o assunto, sugerimos uma ativida­
de bem divertida que vai dinamizar a sua aula e 
fazer com que os alunos manejem bem os livros 
do Antigo Testamento.
Objetivo: Introduzir o trimestre.
Material: Folhas de papel e caneta.
Atividade: Sente-se com os alunos em círculo e 
faça a seguinte pergunta: "A mensagem do Antigo 
Testamento é para os nossos dias?". Ouça-os com 
atenção. Depois, divida a classe em dois grupos. 
Dê uma folha de papel a cada grupo contendo os 
nomes das seções dos livros do Antigo Testamento 
(conforme abaixo). Então, peça que, em grupo, 
relacionem os nomes dos livros na folha conforme 
a categoria e a ordem certa (não pode consultar a 
Bíblia). Os grupos terão 5 minutos para relacionar 
os livros. Vence o grupo que tiver relacionado a 
maior quantidade de livros e tiver mais acertos em 
relação à categoria. Conclua a atividade lendo, 
juntamente com os alunos, o texto de 2 Timóteo 
3.16. Explique que toda a Bíblia é o Livro de Deus 
e a Sua mensagem para nós.
PENTATEUCO
HISTÓRICOS
Autoria Moisés
Propósito Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal os 
propósitos são: Mostrar os começos do uni­
verso e da humanidade, do casamento, do 
pecado, das cidades, idiomas, das nações, 
de Israel e da história da redenção.
Ano em que 
foi escrito
Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal os 
propósitos são: Mostrar os começos do uni­
verso e da humanidade, do casamento, do 
pecado, das cidades, idiomas, das nações, 
de Israel e da história da redenção.
Temas
principais
Os começos do universo e da humanidade, o 
pecado e a história da redenção.
%
PO ÉTICO S 
PROFETAS MAIORES 
PROFETAS MENORES
Telma Bueno 
é pedagoga, 
jornalista e 
bacharel em 
Teologia, pós- 
graduada em 
Gestão Escolar 
e editora das 
revistas de Jovens 
e Maternal da 
CPAD. Palestrante 
das conferências 
da CPAD e do 
CAPED. Autora 
de diversas obras, 
todas publicadas 
pela CPAD.
ENSMAOOR CRISTÃO 35
Lições Bíblicas
EM DEFESA DA 
FÉ CRISTÃ
Combatendo as 
antigas heresias que 
se apresentam com
nova aparência
Envie sua carta ou email para CPAD
Suas críticas e sugestões são muito importantes
para a equipe de produção de Ensinador Cristão.
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Tel.: 21 2406-7371 / Fax: 21 2406-7370
JÊk ákMiMI mm
QUANDO AS HERESIAS AMEAÇAM 
A UNIDADE DA IGREJA
Estimado professor, a paz do Senhor. Estamos 
iniciando um novo trimestre de estudos da revista 
Lições Bíblicas Adultos, da CPAD. Nesta nova lição, 
veremos as crenças heréticas e práticas contrárias à 
Palavra de Deus. Estamos vivendo dias difíceis de 
contínuo ataque à sã doutrina. Como embaixadores 
de Cristo neste mundo, devemos trabalhar para de­
fender a ortodoxia bíblica e a fé que uma vez nos foi 
dada. Para tratar sobre este assunto, o comentarista 
deste trimestre é o pastor Esequias Soares.
Nesta primeira ocasião, o assunto introduzido é 
sobre as heresias que ameaçam a unidade da Igreja. 
Durante os primeiros anos de Cristianismo, as here­
sias surgiram na tentativa de distorcer a doutrina a 
respeito da natureza de Cristo, bem como corromper 
a conduta de milhares de cristãos no tocante à obe­
diência aos preceitos da Palavra de Deus. O próprio 
apóstolo Paulo alertou que essa investida maligna 
se intensificaria após a sua partida e isso de modo 
cruel(At 20.29).
Um aspecto importante que caracteriza a heresia 
é sua tentativa de criar uma nova versão do Evange­
lho, manifestando-se como uma nova "revelação" 
ou compreensão da verdade bíblica. De acordo 
com o Dicionário Vine (CPAD). a palavra "hairesis 
denota: (a) preferência, escolha; então, 'aquilo que 
é escolhido, portanto, 'opinião', sobretudo opinião 
voluntariosa, a qual é substituída por submissão ao 
poder da verdade e conduz à divisão e formação 
de seitas (Gl 5.20); [...] (b) 'seita', este significado 
secundário, resultante da letra 'a', é o significado 
dominante no Novo Testamento (At 5.17; 15.5; 24.5,14; 
26.5; 28.22; 1 Co 11.19)" (2015, p. 691). Atualmente, 
falsos mestres têm surgido e alegado que os tempos 
mudaram e que a igreja deve atualizar a mensagem 
que prega. Na contramão desse tipo de pensamento 
que parece inofensivo, o apóstolo Paulo exortou aos 
tessalonicenses: "Assim, pois, irmãos, fiquem firmes 
e guardem as tradições que lhes foram ensinadas, 
seja por palavra, seja por carta nossa" (2Ts 2.15). A 
palavra do apóstolo endossava a necessidade dos 
tessalonicenses não se moverem da esperança eterna 
para a qual foram chamados. Da mesma forma, como 
igreja de Cristo, não podemos abandonar os princí­
pios e valores da Palavra de Deus que recebemos de 
nossos pastores e discipuladores. Devemos rejeitar 
qualquer tentativa de mudança e assegurar a nossa 
firmeza na sã doutrina. Que o Bom Deus nos ajude 
a preservar a ortodoxia bíblica.
36 ENSINADOR CRISTÃO
mailto:ensinador@cpad.com.br
Nesta lição, veremos o trabalho dos apóstolos para 
prevenir a igreja da tendência judaizante que predo­
minava no primeiro século. Era um tempo em que os 
fundamentos apostólicos haviam sido lançados havia 
pouco tempo e a compreensão clara do Evangelho estava 
sendo desenvolvida progressivamente entre os judeus 
novos convertidos e os gentios. Nesse cenário, alguns 
grupos judaizantes que se autodenominavam enviados 
da igreja-mãe em Jerusalém causaram certo desconforto 
a Paulo, bem como tentavam distorcer a fé dos irmãos 
gentios recém-convertidos. Em síntese, eram legalistas 
que ensinavam que os gentios deveriam converter-se ao 
judaísmo, observar a Lei de Moisés e, somente então, 
poderíam desfrutar da graça do Evangelho.
Para combater as investidas dos falsos irmãos que 
tentavam ensinar um "falso evangelho", somente ensi­
nando o verdadeiro Evangelho. A fidelidade de Paulo, 
assim como dos demais apóstolos ao entendimento 
do Evangelho da graça que aponta Cristo como o 
cumprimento perfeito da Lei, não deixa espaço para 
legalismo ou comprometimento da liberdade cristã. 
Nesse sentido, a disposição dos apóstolos em rejeitar 
qualquer tentativa de alterar o cerne da mensagem do 
Evangelho era e continua sendo o melhor caminho.
No comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal - 
Edição Global (CPAD), vemos que "Paulo era gentil, 
tolerante e paciente com relação a muitas coisas (cf. 
1Co 13.4-7), mas era firme e inflexível com respeito à 
'verdade do evangelho'. A revelação que ele recebera 
diretamente de Cristo (GI 1.12) é a única mensagem 
que possui o poder de salvar todos os que creem nela, 
receberam-na e reagem positivamente a ela (Rm 1.16). 
Paulo entendia que nunca se devem fazer concessões a 
este evangelho (isto é, as 'boas-novas'; veja Mc 14.9) em 
nome da paz, unidade ou da opinião da moda. Tanto a 
honra de Jesus Cristo como a salvação dos que estão 
espiritualmente perdidos (isto é, que não receberam 
o perdão de Deus e um relacionamento pessoal com 
Cristo) estavam em jogo. Se negligenciarmos ou aban­
donarmos qualquer parte do Evangelho, de acordo 
com a revelação do Novo Testamento, começaremos 
a destruir a única mensagem que nos pode salvar da 
destruição eterna (cf. Mt 18.6)" (2022, p. 2155).
A resposta de Paulo e dos apóstolos é uma re­
ferência para pastores e mestres da igreja hoje. Não 
podemos em hipótese alguma negociar as verdades 
fundamentais da fé que norteiam a conduta cristã. Este 
é um compromisso que deve ser mantido com firmeza e 
coragem frente aos ventos de doutrina dos dias atuais.
A ENCARNAÇÃO DO VERBO
A encarnação de Jesus Cristo é um dos temas mais 
discutidos, não somente por teólogos, mas também por 
estudiosos seculares. A natureza divina de Cristo, bem 
como a sua humanidade, sempre estiveram em centro 
de polêmicas desde os tempos da Igreja Primitiva. Mas 
não se engane, essa estratégia de negar a encarnação 
de Cristo não tem outra finalidade a não ser rejeitar 
também que Ele foi morto, mas ressuscitou ao terceiro 
dia, tornando-se a razão da Salvação de todo aquele 
que crê (Hb 5.9). À vista disso, é imprescindível conhecer 
como a encarnação de Jesus Cristo está fundamentada 
teologicamente para que não sejamos confundidos 
por aqueles que tentam distorcer a cristologia bíblica.
Stanley Horton, na obra Teologia Sistemática: uma 
perspectiva pentecostal (CPAD), frisa que "João apre­
senta Cristo mediante o termo grego logos, que significa 
'palavra', 'demonstração', 'mensagem', 'declaração' ou 'o 
ato da fala'. Mas Oscar Cullman aponta a importância de 
se reconhecer que, em João 1, logos tem um significado 
específico: é descrito como uma hypostasis (Hb 1.3), uma 
existência distinta e pessoal de um ser real e específico. 
João 1.1 demonstra que 'o Verbo estava com Deus, e o 
Verbo era Deus' são duas expressões simultaneamente 
verídicas. Isto significa jamais ter havido um período em 
que o Logos não existisse juntamente com o Pai. João 
passa, então, a demonstrar o Verbo atuante na criação. 
Gênesis 1.1 nos ensina que Deus criou o mundo. João 
1.3 especifica que o Senhor Jesus Cristo, no seu estado 
pré-encarnado, fez a obra da criação, executando a 
vontade e o propósito do Pai" (1996, p. 308).
Note que a apologética cristológica considera como 
inegociável a verdade de que Cristo possuiu natureza 
humana e corpo físico. Apesar do discurso docetista 
ainda se mostrar presente em diversas seitas dos dias 
atuais, estas não poderão confundir a mente de nossos 
alunos. Para tanto, é preciso reafirmar o testemunho dos 
apóstolos de que nosso Senhor Jesus Cristo veio a este 
mundo, andou com Seus discípulos, operou prodígios 
e maravilhas, libertou aqueles que se encontravam 
cativos por Satanás, pregou o Evangelho do Reino, 
foi crucificado e morto, ressuscitou ao terceiro dia e, 
depois de andar quarenta dias com Seus discípulos, 
foi assunto ao céu (At 2.22-24; 10.36-41). Cristo veio 
porque já existia antes da fundação do mundo, pois 
estava junto com o Pai. Os apóstolos viram e tocaram 
da Palavra de Deus encarnada (1 Jo 1.1). Que este 
testemunho seja levado até os confins da terra não 
somente por palavras, mas, principalmente, por meio 
de nossas vidas (At 1.8).
ENSINADOR CRISTÃO 37
Nesta aula, veremos que os primeiros cristãos reco­
nheciam a doutrina da Trindade como um fato. Embora 
a terminologia não apareça nas Sagradas Escrituras, há 
várias evidências bíblicas de que o nosso Deus subsiste 
de modo claro nas três pessoas distintas, a saber, o Pai, o 
Filho e o Espírito Santo (Gn 1.26; Jo 8.58; 14.16,17). Logo, 
trata-se de uma unidade composta perfeita presente 
ao longo das Sagradas Escrituras. O grande desafio é 
elucidar estas questões aos nossos alunos em sala de 
aula, haja vista estarmos vivendo tempos trabalhosos em 
que a sutiliza de heresias tem se intensificado no meio 
evangélico. Nesta lição, há duas principais heresias que 
precisam ser explicadas à sua classe, a saber: o unicismo 
e o unitarismo. Como explicita o comentarista da Lição, 
pastor Esequias Soares, o problema dos unicistas é que 
eles confundem as pessoas da Trindade, enquanto os 
unitaristas separam as pessoas substancialmente, ou seja, 
afirmam que somente o Pai é Deus, negando assim a 
divindade do Filho e do Espírito Santo.
Vejamos o que afirma a Declaração de Fé das Assem­
bléias de Deus (CPAD) sobre a função das três pessoas da 
Trindade: "E possível um membro da Trindade subordinar- 
-se voluntariamente a um ou aos doisoutros membros, 
mas isso não significa ser inferior em essência. Há uma 
absoluta igualdade dentro da Trindade, e nenhuma das 
três pessoas está sujeita, por natureza, à outra, como se 
houvesse uma hierarquia divina. Existe sim, uma distinção 
de serviço. O Pai possui a mesma essência divina das 
demais pessoas da Trindade. O Filho é gerado do Pai, o 
Espírito Santo procede do Pai e do Filho. A paternidade 
é o papel da primeira pessoa da Trindade que opera 
por meio do Filho e por meio do Espírito Santo. O Pai 
proclamou as palavras criadoras, e o Filho executou-as. 
O Pai planejou a redenção, e o Filho, ao ser enviado ao 
mundo, realizou-a. Quando o Filho retornou ao céu, o 
Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser 
o Consolador e Ensinador. A subordinação do Filho não 
compromete a sua deidade absoluta e, da mesma forma, 
a subordinação do Espírito Santo ao ministério do Filho e 
ao Pai não é sinônimo de inferioridade" (2017, pp. 41,42).
A partir desta fundamentação bíblica é importante 
ressaltar que a relação de submissão existe para que os 
propósitos divinos sejam perfeitamente cumpridos. Deixe 
bem claro aos seus alunos que esta subordinação não 
compromete a deidade absoluta, nem a igualdade de 
essência e de substância das três pessoas da Trindade. 
Uma vez que entendemos essa dinâmica, fica claro perce­
ber o amor de Deus que atua para que a humanidade se 
arrependa e volte à comunhão plena com o seu Criador.
Uma das doutrinas mais interessantes deparadas nas 
Escrituras Sagradas é aquela que diz respeito à divindade de 
Jesus. Estudar este assunto não é importante apenas para 
conhecermos a pessoa de Jesus à luz das Escrituras, mas 
também para sabermos de que forma a nossa salvação é 
convalidada. Cristo afirmou: "Ninguém vem ao Pai senão 
por mim" (Jo 14.6). Desde os primeiros anos da Igreja, há 
uma tentativa astuciosa de restringir a natureza do Senhor 
Jesus somente à esfera humana. Esse tipo de negação 
tem como finalidade distorcer a doutrina da salvação e 
provar que a fé em Cristo não é suficiente para salvar.
A pessoa divina de Cristo se mostra a partir dos 
aspectos que constituem Sua divindade, a saber, seus 
atributos. Os atributos são as qualidades pelas quais 
Deus se fez conhecer à humanidade. Esses atributos 
podem ser comunicáveis, ou seja, aquelas qualidades 
que Deus compartilha com o ser humano; ou atributos 
incomunicáveis, aqueles pelos quais Deus não com­
partilha porque pertencem somente a Ele. E o caso da 
onipotência, da onipresença e da onisciência, que estão 
bem explicados na lição. O grande dilema que precisa 
ser elucidado a seus alunos de modo que não tenham 
dúvida diz respeito ao papel distinto de Cristo na Trinda­
de, bem como o fato de que Ele pode ser reconhecido 
como Deus e adorado como tal.
Na obra Teologia Sistemática: uma perspectiva 
pentecostal (CPAD), Stanley Horton menciona a carta 
do Concilio de Calcedônia, em 451 d.C, onde se decide: 
"Seguindo, portanto, os santos pais, confessamos o único 
e mesmíssimo Filho, que é nosso Senhor Jesus Cristo, e 
todos concordamos em ensinar que esse mesmíssimo 
Filho é completo na sua divindade e completo — o mes­
míssimo — na sua humanidade, verdadeiramente Deus 
e verdadeiro ser humano, sendo que este mesmíssimo é 
composto de uma alma racional e um corpo, coessencial 
com o Pai quando à sua divindade, e coessencial conosco 
— o mesmíssimo — quanto à sua humanidade, sendo 
semelhante a nós em todos os aspectos menos o pecado... 
reconhecendo-se que Ele existe inconfundível, inalterável, 
indivisível e inseparavelmente em duas naturezas, posto 
que a diferença entre as naturezas não é destruída por 
causa da união, mas pelo contrário, o caráter de cada 
natureza é preservado e vem junto em uma só pessoa 
e uma só hipótese, não dividida nem rasgada em duas 
pessoas, mas um só e o mesmo Filho" (1995, p. 329). A 
partir dessa premissa, não há espaço para duvidar da 
multiforme sabedoria de Deus que manifestou a sua 
graça em Cristo, aquEle em quem habita corporalmente 
a plenitude da divindade (Cl 2.9,10).
38 ENSINADOR CRISTÃO
Há uma verdade bíblica que tem sido alvo de muitos 
embates teológicos. Jesus Cristo, sendo o Filho de Deus 
é igual a Deus? Ele mesmo afirmou esse fato no Evan­
gelho de João (Jo 10.30). Contudo, muitos insistem em 
negar sua divindade ao afirmar que Ele é menos divino 
do que o Pai. Nesta lição, veremos a base doutrinária 
que aponta a relação existente entre o Pai e o Filho, bem 
como de que forma essa relação não inibe a divindade 
de Jesus e o seu papel na Trindade.
O grande dilema que se discute é a expressão bíblica 
denotar Jesus como o Filho de Deus. Há grupos que 
defendem que esse título coloca Jesus em uma posição 
de completa subordinação ao Pai não sendo igual em 
essência. Entretanto, é imprescindível considerar que 
esse título é atribuído a Jesus por causa da sua relação 
direta como Filho Unigênito, o Verbo pré-existente 
na eternidade juntamente com o Pai (Jo 1.1-3). Nesse 
sentido, a relação de nosso Senhor com o Pai é única e 
não se assemelha a nossa condição de filhos de Deus 
por adoção (cf. Rm 8.14-16).
Infelizmente, há hereges que não consideram essa 
particularidade da filiação de Jesus e, por isso, preferem 
negar a sua divindade. Acerca da terminologia "Unigênito" 
o Dicionário Vine (CPAD) elucida que "O Cristo não se 
tornou, mas necessária e eternamente é o Filho. Ele, uma 
Pessoa, possui todos os atributos da deidade pura. Isto 
toma necessário a eternidade, o ser absoluto; sobre este 
aspecto Ele não é 'depois' do Pai. A expressão também 
sugere o pensamento de afeto mais profundo, como no 
caso da palavra hebraica yachid, traduzida no Antigo 
Testamento por 'único' (Gn 22.2,12; Pv 4.3; Jr 6.26; Am 
8.10); 'unigênito' (Zc 12.10) e 'predileta' (SI 22.20; 35.70). 
Em João 1.18, a cláusula: 'O Filho Unigênito, que está 
no seio do Pai', expressa Sua união eterna com o Pai na 
deidade e a intimidade e o amor inefáveis entre eles, o 
Filho tomando parte em todas as deliberações do Pai 
e desfrutando de todos os seus afetos" (2015, p. 1045).
À vista disso, a declaração de que Jesus é o Filho Uni­
gênito de Deus evidencia não que Ele tivesse se tornado 
o Filho de Deus e passado a existir após ser gerado pelo 
Espírito Santo no ventre de Maria, e sim que Ele possuía 
a essência e todas as prerrogativas divinas. Ele foi enviado 
porque já existia e veio a este mundo para ser a causa 
da nossa salvação, a razão da nossa fé (Hb 5.9). Este é 
aquEle que humilhou-se à forma humana e entregou-se 
à morte na cruz e, no final, foi exaltado soberanamente e 
recebeu um nome que é sobre todo nome, a fim de que 
todo joelho se dobre e toda língua confesse que Ele é o 
Senhor para a glória do Pai (Fp 2.6-11).
AS NATUREZAS HUMANA E 
DIVINA DE3ESUS
Nesta lição, veremos um pouco mais da controvérsia 
criada em torno das naturezas divina e humana de Jesus 
Cristo. O ensino bíblico da dupla natureza de Jesus 
assegura sua humanidade a partir da sua ascendência 
segundo a carne (Rm 1.3). Jesus é chamado nas Escri­
turas como o filho de Davi. Isso significa que Cristo é da 
linhagem de Davi e, como tal, possui a prerrogativa para 
ser o Messias prometido, haja vista a profecia endossar 
que o Messias seria descendente de Davi (Is 11.1-4). 
Além disso, as Escrituras também revelam que Jesus se 
esvaziou da sua glória para cumprir o propósito de habitar 
corporalmente neste mundo na condição humana. Esse 
esvaziamento, todavia, não significa a rejeição completa 
de seus atributos divinos, e sim a espontaneidade de 
Cristo em abster-se de seus direitos para cumprir a 
vontade do Pai (Fp 2.5-8).
O comentário da Bíblia de Estudo Apologia Cristã 
(CPAD) discorre que um dos maiores apologistas cristãos 
de notoriedade, "Atanásio (298-373 d.C.) nasceu em 
Alexandria, Egito, e veio a ser o bispo dessa cidade. 
Em 313, o cristianismo foi declarado completamente 
legal pelo imperador Constantino. Apesar disto, Ata­
násio ainda enfrentou perseguição pelasua defesa 
da divindade plena de Cristo. No concilio de Niceia 
(na atual Turquia), em 325, Atanásio foi essencial para 
promover a condenação da heresia do arianismo. Ario 
ensinava que o Pai criou o Filho, que, por conseguinte, 
era apenas de essência similar (homoiousios) à do Pai. 
Atanásio foi o primeiro a rejeitar esta noção não bíbli­
ca, enfatizando que o Filho era, completamente, da 
mesma essência (homoousious) que o Pai. A omissão 
da letra i nesta importante palavra provocava toda a 
diferença, como Atanásio insistia, que o Filho não teve 
nenhum princípio, mas era plenamente divino. Embora 
ele tenha sido exilado cinco vezes pela sua poderosa 
opinião, Atanásio defendeu fielmente o ensinamento 
bíblico de Cristo. Por conseguinte, na sua morte, os 
amigos lhe fizeram este epitáfio: 'Atanásio contra o 
mundo'" (2015, p. 1897).
Nesse sentido, podemos afirmar que as heresias 
que atentam contra o ensino bíblico da dupla natureza 
de Jesus são investidas do Maligno com a pretensão de 
confundir aqueles que entendem que o Filho de Deus era 
e é completamente divino e (por obra da sua encarnação) 
humano. É preciso reafirmar a verdade bíblica de modo 
consistente, pois "em nenhum outro há salvação, porque 
também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado 
entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At 
4.12). Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Salvador.
ENSINADOR CRISTÃO 39
Das heresias que se apresentam com uma nova 
roupagem em nossos dias, as que mais se destacam são 
aquelas que negam Jesus como verdadeiro Deus e ver­
dadeiro homem. Na presente lição, estudaremos como 
nosso Senhor viveu a experiência humana. Diferentemente 
do que muitos pensam, o Senhor Jesus teve vida social, 
compartilhou de uma convivência normal com seus pais, 
irmãos e, posteriormente, com seus discípulos (Lc 2.52). 
Por conta da sua encarnação, Ele teve uma vida normal 
como qualquer ser humano comum. O diferencial de 
Cristo era o fato de que Ele guardava uma vida devota 
ao Pai e separada do pecado.
É importante reafirmar que Jesus preservava os 
atributos divinos e, em Sua plenitude, era igual ao Pai. 
Em contrapartida, preservava também suas qualidades 
humanas, vivendo plenamente enquanto humano, con­
vivendo naturalmente com as pessoas. Jesus viveu como 
menino judeu normal. "Os meninos judeus, aos treze anos, 
deixaram a infância, mesmo que não fossem capazes de 
discutir, como o menino Jesus, com os doutores reunidos 
nos átrios do Templo (Lc 2.46, 47). A partir dessa época 
exigia-se deles, como dos adultos em geral, que recitas­
sem três vezes por dia a famosa oração Shema Israel, em 
que todo o crente deve proclamar sua fé no Deus único e 
verdadeiro. 'Visto como os filhos participam da carne e do 
sangue, também Ele participou das mesmas coisas...' (Hb 
2.14a). Como homem, Jesus cresceu também socialmente; 
participou da vida social dentro dos limites da aprovação 
divina. Ele foi a um casamento em Caná da Galileia (Jo 
2.1) e participou de diversos jantares (Mt 9.11; Lc 1-10)" 
(Teologia Sistemática Pentecostal, CPAD, 2008, p. 137).
Outro episódio interessante que marca a convivên­
cia de Jesus em Sua comunidade é o fato de que os 
habitantes de Nazaré, localidade onde Cristo cresceu e 
viveu, não o reconheciam como Messias (Mt 13.54-58; Mc 
6.1-3). A rejeição se dava pelo fato de que os nazarenos 
o conheciam como o "filho do carpinteiro", e conheciam 
também seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas, além 
de sua mãe e suas irmãs. Essa é mais uma prova cabal 
de sua humanidade e vida social. É justamente a huma­
nidade de Jesus que O tornou tão acessível às pessoas. 
Por essa razão, o autor da Carta aos Hebreus destaca que 
não temos um sacerdote que não possa compadecer-se 
das nossas fraquezas; porém um que, assim como nós, 
em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.15). Nosso 
Senhor conhece profundamente nossas fraquezas, não 
apenas pelo fato de ser Deus onisciente, mas também 
porque padeceu e enfrentou na própria carne humana 
os desafios desta vida terrena.
QUEM É O ESPÍRITO SANTO?
Conhecer a pneumatologia é extremamente importan­
te, haja vista que em nossos dias há um número significativo 
de seitas e heresias que distorcem a perspectiva bíblica 
sobre a Pessoa do Espírito Santo. A primeira investida 
dos hereges é tentar justamente desqualificá-lo em sua 
pessoalidade. Todavia, os atributos divinos relacionados ao 
Espírito Santo, bem como sua capacidade de convencer 
o homem do pecado da justiça e do juízo (Jo 16.8) são 
evidências bíblicas de que não estamos falando de uma 
força ativa, e sim de uma Pessoa.
Um aspecto importante que qualifica o Espírito Santo 
enquanto Pessoa atuante na igreja é a sua ação santifica- 
dora, preservadora e capacitadora na vida dos crentes. A 
santificação é a separação do crente em relação ao pecado 
(2Ts 2.13). Nesse sentido, o Espírito Santo opera sobre o 
nascido de Deus para que vença o mundo (1 Jo 5.4). Da 
mesma maneira, a preservação diz respeito ao sustento 
do Espírito para que o filho de Deus persevere na fé (Ef 
1.13,14). Isso não significa que o crente não possa resistir 
à influência do Espírito, e sim que há uma cooperação 
para que a submissão a Deus seja efetiva. E, por fim, o 
Espírito distribui dons e capacita os crentes ao exercício 
do ministério para a edificação da Igreja (1Co 12.4-7).
A Declaração de Fé das Assembléias de Deus (CPAD) 
destaca que "a Bíblia revela todos os elementos constitu­
tivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto, 
emoção e vontade. Outra prova da pessoalidade do 
Espírito Santo é que Ele reage a certos atos praticados 
pelos seres humanos. Pedro obedeceu ao Espírito Santo. 
Ananias mentiu ao Espírito Santo: 'para que mentisses ao 
Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? 
(At 5.3); Estevão disse que os judeus sempre resistiram 
ao Espírito Santo: 'vós sempre resistis ao Espírito Santo 
(At 7.51); os fariseus blasfemaram contra o Espírito Santo: 
'a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos 
homens' (Mt 12.31); e os cristãos são batizados também 
em seu nome: batizando-as em nome do Pai, e do Filho, 
e do Espírito Santo' (Mt 28.19). O Espírito Santo relaciona- 
-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente 
uma pessoa poderia agir como mestre, consolador, 
santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito 
Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama, 
contende [Gn 6.3], convida e intercede. Ele é Deus, Ele é 
pessoal" (2017, p. 71).
Dentre tantas afirmativas na Bíblia acerca do Espírito 
Santo como Pessoa, a que mais nos anima é a de que o 
Consolador estaria conosco todos os dias e nos ensinaria 
todas as coisas (Jo 14.16,26). Que possamos buscara inti­
midade com o Espírito Santo, amigo fiel e Deus presente.
40 ENSINADOR CRISTÃO
A natureza humana foi corrompida pelo pecado. As 
Escrituras apontam que o ser humano foi criado à imagem 
de Deus, santo e bom (Gn 1.27). Entretanto, o pecado trouxe 
alteração na natureza humana, bem como o rompimento 
da plena comunhão com Deus. Por seu amor e bondade, o 
Criador estabeleceu o caminho para a restauração da paz 
com o homem a partir da morte de seu Filho Unigênito 
sobre a cruz. Infelizmente, a interpretação da verdade 
bíblica sofreu com heresias que tentaram negar a origem 
do pecado, a queda do homem e a corrupção do gênero 
humano. Para esta visão, se não há pecado, então não 
há o que tenha de ser absolvido. Trata-se de mais uma 
tentativa de desconstruir a relevância do sacrifício de 
Jesus sobre a cruz e manter o homem afastado de Deus.
A graça redentora do Evangelho manifestou-se para 
resolver a celeuma provocado pelo pecado e, portanto, 
trata-se de uma questão de ordem jurídica. O apóstolo 
Paulo caracteriza essa situação afirmando que fostes 
comprados por bom preço (1 Co 6.20). A expressão "com­
prado" remente à condição do escravo que foi resgatado 
por certa quantia. Cristo nos libertou da escravidão do 
pecado por meio de sua morte. Logo, a absolvição da 
culpa dopecador trata-se de uma questão legal. Jesus, 
a partir do seu sacrifício, assumiu a punição de morte no 
lugar dos pecadores de modo vicário, a saber, substitutivo 
a fim que todo aquele que crê neste ato amoroso de 
Cristo tenha a sua vida justificada diante de Deus (Rm 5.1).
De acordo com o Dicionário Vine (CPAD), o verbo 
justificar significa '"declarar ser justo, pronunciar justo'. 
[...] Idealmente, o cumprimento completo da lei de Deus 
fornecería a base da justificação aos seus olhos (Rm 2.13). 
Mas tal caso não ocorreu na mera experiência humana, 
e, portanto, ninguém pode ser 'justificado' com base 
nisso (Rm 3.9-20; Gl 2.16; 3.10, 11; 5.4). A partir desta 
apresentação negativa em Rm 3, o apóstolo Paulo passa 
a mostrar que, consistentemente com o próprio caráter 
justo de Deus, e com vistas à sua manifestação, Ele é, por 
Cristo, como 'propiciação [...] no [en, instrumental, 'pelo ] 
sangue' (Rm 3.25), 'justificador daquele que tem fé em 
Jesus' (Rm 3.26), sendo a 'justificação' a absolvição legal 
e formal da culpa por Deus como Juiz, o pronunciamento 
do pecador como justo que crê no Senhor Jesus Cristo 
(2015, pp. 733, 734). Nesse sentido, fica evidente que a 
iniciativa de restaurar a comunhão com o homem partiu 
do próprio Criador. O Senhor resgata a humanidade por 
meio da fé no ato salvador de Cristo na cruz do Calvário. 
O pelagianismo é uma deturpação da hamartiologia 
bíblica. Retenhamos a verdade de Cristo até o fim, pois 
onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5.20).
A SALVAÇÃO NÃO É 
OBRA HUMANA
A salvação é um ato da graça de Deus manifes­
tada ao mundo por intermédio de Jesus Cristo. Por 
meio da fé, somos aceitos por Deus e alcançamos o 
poder de nos tornarmos seus filhos (Rm 5.1; Jo 1.12). 
Compreender esta doutrina é fundamental para o 
exercício pleno da fé. Assim como no passado primitivo 
da Igreja, há muitos atualmente que não aceitam a 
suficiência da fé em Jesus como meio para alcançar a 
salvação e sobrecarregam a igreja com ensinamentos 
que distorcem a compreensão da graça divina. Em 
seus discursos, alegam ser as obras um requisito para 
desfrutar da salvação. Nesta lição, veremos que a graça 
e a verdade são o resultado da morte de Cristo na cruz 
do Calvário. Isso não vem das nossas obras, mas é fruto 
da bondade de Deus para conosco como descreve o 
apóstolo Paulo aos efésios (Ef 2.8-10).
No Comentário Devocional da Bíblia (CPAD), Lawren- 
ce O. Richards discorre que "as boas obras não podem 
contribuir para a nossa salvação. Mas as boas obras 
são um resultado da salvação. Recebemos a vida para 
glorificarmos a Deus. E uma maneira de glorificarmos 
a Deus é praticando boas obras. O que são as 'boas 
obras'? A palavra grega aqui é agathois, que significa 
'útil, proveitoso'. Deus nos salvou e nos colocou em 
um caminho cheio de oportunidades para sermos úteis 
aos outros, e profícuos para realizar os seus propósitos. 
Outra vez sentimos o contraste entre o que éramos, e o 
que somos. Corrompidos pelo pecado, não podíamos 
fazer nada por Deus, por nós mesmos, ou pelos outros. 
Vivificados por Deus em Cristo, somos diferentes. E 
fazemos a diferença!" (2012, p. 855).
Há muitos que alegam haver certa discordância 
entre a perspectiva de Paulo e Tiago acerca da salvação. 
No entanto, não há divergência alguma, pois enquanto 
o apóstolo Paulo cuida de esclarecer em suas Cartas 
a respeito da fé para salvação (Rm 3.22-26; Ef 2.8-10), 
Tiago argumenta que quem tem a fé verdadeira e já 
alcançou a salvação produz boas obras (Tg 2.17, 26). 
Como pode alguém dizer que é um verdadeiro cristão 
e tem fé em Jesus Cristo, porém não demonstrar por 
meio de suas obras a fé que alega ter (vv. 14, 20)? Nesse 
caso, há uma incoerência, pois aquele que é sincero 
para com Deus, obediente às Sagradas Escrituras, 
demonstra por meio de sua conduta e estilo de vida 
o desejo de agradar a Cristo. Que Deus nos ajude a 
demonstrar a verdadeira fé e comunhão que temos 
com o nosso Deus, não apenas com palavras, mas, 
sobretudo, com obras sinceras de amor ao próximo 
e santidade perante Deus.
ENSINADOR CRISTÃO 41
Thiago Santos 
é evangelista, 
pedagogo, 
especialista 
em Docência e 
Gestão Escolar, 
editor do Setor 
de Educação 
Cristã da CPAD e 
comentarista do 
Novo Currículo 
de Escola 
Dominical 
da CPAD.
A Igreja de Cristo é um organismo vivo com propósito 
espiritual neste mundo, mas que requer organização. 
Há grupos que argumentam que a igreja não deve se 
institucionalizar, pois isso retira dela sua identidade es­
piritual. Entretanto, essa é uma afirmação equivocada. 
Jesus ensinou Seus discípulos acerca da necessidade 
de organização para pregação do Evangelho. Foi assim 
quando os enviou de dois em dois ou mesmo quando 
ordenou que a multidão se assentasse sobre a relva antes 
de operara multiplicação de pães e peixes (Mt 10; 14.13- 
21). Com o surgimento da igreja, não fazia sentido que 
os discípulos pregassem o Evangelho sem organização. 
Naquele contexto, os irmãos se reuniam nas casas e em 
cada lugar havia líderes responsáveis pela instrução da 
Palavra de Deus às congregações.
A formalidade institucional sempre existiu, mesmo 
que de forma menos robusta como é notório atualmente. 
Stanley M. Horton, na obra Teologia Sistemática: uma 
perspectiva pentecostal (CPAD), discorre sobre os três tipos 
de governo eclesiásticos: "Aforma episcopal de governo 
eclesiástico é normalmente considerada a mais antiga. O 
próprio título é derivado da palavra grega episkopos, que 
significa 'supervisor'. A tradução mais frequente desse 
termo é 'bispo' ou 'superintendente'. Os que apoiam 
essa forma de constituição eclesiástica acreditam que 
Cristo, como Cabeça da Igreja, tenha confiado o controle 
de sua Igreja na terra a uma ordem de oficiais chamados 
bispos, que seriam sucessores dos apóstolos. [...] A forma 
presbiteriana de constituição eclesiástica deriva seu nome 
do cargo e funções bíblicos do presbuteros ('presbítero' 
ou 'ancião'). Este sistema de governo tem um controle 
menos centralizado que o modelo episcopal: confia na 
liderança de representação. [...] A terceira forma de go­
verno eclesiástico é o sistema congregacional. Conforme 
sugere o nome, seu enfoque de autoridade recai sobre 
o corpo local de crentes. Entre os três tipos principais 
de constituição eclesiástica, é o sistema congregacional 
que mais controle coloca nas mãos dos leigos e mais se 
aproxima da pura democracia" (1996, pp. 558-160).
Deus é organizado e estabeleceu a disciplina, a 
prudência e a organização desde o princípio da Sua cria­
ção. Foi assim no Jardim do Éden (Gn 1-2), na saída dos 
hebreus do Egito (Ex 14), na peregrinação e entrada dos 
hebreus na Terra Santa (Dt 31), bem como na organização 
do Reino de Israel (1 Sm 8). Logo, era apropriado que na 
organização da Igreja Primitiva esses mesmos princípios 
fossem aplicados. Importa que a igreja atual preserve o 
mesmo compromisso com a organização para a realização 
de um trabalho com excelência.
PERSEVERANDO NA 
FÉ EM CRISTO
A Bíblia Sagrada é o nosso único manual e regra 
de fé e prática. É por meio dela que ajustamos a 
nossa conduta de acordo com a vontade de Deus. Ao 
longo da história, muitas religiões têm se apropriado 
indevidamente da Bíblia para fundamentar suas 
idéias erradas, bem como suas heresias. Só existe 
uma forma de refutar essa adulteração da verdade, 
a saber, mostrando apologeticamente que estes 
grupos estão interpretando de forma equivocada as 
Sagradas Escrituras.
A heresia, como bem sabemos, é fruto da escolha 
pelo erro. Diga-se de passagem, muitos erros inter- 
pretativos da Bíblia são o resultado de interpretações 
particulares que conduziram à formação de seitas. A 
Palavra de Deus, entretanto, não é de particular inter­
pretação, como afirma o apóstolo Pedro. A profecia 
foi produzida a partir de homens santos que falaram 
inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.20, 21). A Bíblia 
de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD) dis­
corre que "o que Pedro afirma nesses trechossobre 
a origem e a autoridade da profecia (que vieram 
de Deus) registrada na Bíblia Sagrada é verdadeiro 
a respeito de todas as coisas que constam em sua 
Palavra escrita: 'homens santos [da parte] de Deus 
falaram [e escreveram à medida que eram] inspirados 
pelo Espírito Santo'. Os crentes devem manter uma 
visão forte e intransigente das Escrituras Sagradas em 
termos de inspiração (isto é, não devem abrir mão do 
fato de elas terem sido dadas diretamente por Deus 
através de pessoas guiadas pelo Espírito Santo, e 
segundo a escolha de Deus) e autoridade (isto é, ela é 
completamente confiável, está apoiada por evidências 
sólidas e por uma autoridade estabelecida). [...] Sem 
uma forte visão da Sagrada Escritura, as pessoas não 
reconhecem a plena autoridade e o ensino da Bíblia. 
Como resultado, a sua fé será fraca e a Bíblia será 
substituída pela experiência religiosa subjetiva (isto é, 
estará sempre mudando, com base na pessoa ou na 
situação) ou pela razão humana, que é crítica e falha 
(2.1-3)" (2022, p. 2367).
Tendo como verdade que as Escrituras Sagradas 
fornecem o "Norte" para que tenhamos uma vida es­
piritual conforme a boa, agradável e perfeita vontade 
de Deus (Rm 12.1,2), faz-se necessário defender a sua 
autoridade em matéria de fé e prática. Os crentes 
observam os ensinamentos sagrados não como um 
livro de filosofia, e sim como a ética que norteia o seu 
estilo de vida e o testemunho cristão. Por essa razão, 
devemos observá-la continuamente para preservar na fé.
42 ENSINADOS CRISTÃO
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Uma caminhada pelos corredores de qualquer 
livraria pode apresentar diversas opções de b e s t- 
-se lle rs para quem deseja alcançar o sucesso. Mas, se 
colocarmos uma lente um pouco mais investigativa 
sobre essas publicações, perceberemos o quão com­
plexo pode ser resumir essa definição de sucesso. 
Afinal, seria isso um reconhecimento financeiro de 
um trabalho de alto nível muito bem remunerado? 
Seria uma parede repleta de quadros com diplomas 
da academia? Seria um corpo modelado e dentro 
dos padrões da mídia secular? Poderia ainda ser 
uma família bem constituída, incluindo um bom 
casamento e filhos exemplares e instagramáveis?
Graças a Deus, temos literaturas cristãs agrega- 
doras que podem auxiliar a jovem crente que deseja 
conselhos sobre sua conduta de crescimento, mas, 
sem dúvida, a Palavra da Verdade segue sendo nossa 
melhor e única regra de fé e prática. Lembremos do 
conselho dado ao jovem Timóteo, que demonstra 
como jovens que vivem na verdade podem e devem 
ser reconhecidos como bem-sucedidos: "Ninguém 
despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos 
fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na 
fé, na pureza" (1Tm 4.12). Como não considerar 
também as lições dadas pelo Senhor ao jovem 
Josué sobre onde estão os melhores conselhos 
para uma vida de sucesso? Disse Deus: "Não se 
aparte da tua boca o livro desta a lei; antes medita 
nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer 
conforme tudo quanto nele está escrito; porque 
então farás prosperar o teu caminho, e então serás 
bem sucedido" (Js 1.8).
Tenho percebido que, por vezes, as mulheres 
cristãs, em especial as jovens cristãs, têm cedido 
espaço para uma busca constante de autoestima 
que substitui a certeza que Deus nos dá sobre Sua
H z ̂ f l i .
criação e Seus propósitos. Além de perigoso, 
esse movimento é triste, pois, enquanto afasta 
a jovem cristã dos propósitos de Deus, elimina 
as chances de que essa juventude seja relevante 
para os dias atuais. Se é possível resumir em 
um artigo os conselhos de Deus para a tomada 
de decisão dessas mulheres, então teremos as 
seguintes atitudes que são orientadas por Deus 
em Seu manual:
• Conheça Jesus de forma individual. Tenha 
um relacionamento com Aquele que te criou e 
cuidou de cada detalhe da sua vida. O encontro 
com seus pais ou com os exemplos que você 
possa seguir nesta vida não são suficientes
para sustentar sua vida cristã (Jo 14.6).
• Ame e obedeça a Deus. O amor 
que Ele teve por você não pode ser 
medido ou mesmo igualado, mas 
a obediência e o amor ao 
são primordiais para uma vida 
bem-sucedida (Jo 14.21).
• Não queira se parecer 
com o mundo. Você foi de­
talhadamente planejada para 
uma vida se­
parada, e isso
deve sempre representar conflitos de interesse 
com o mundo e vontade de se parecer com Jesus 
(Jo 15.19).
• Dedique-se em manejar bem a Palavra da 
Verdade. A Bíblia nos ensina todos os segredos 
para uma vida de sucesso, que tem como resultado 
a eternidade, portanto não desista de ouvir esses 
segredos do próprio autor (Js 1.8).
• Tenha objetivos e trabalhe por eles. Deus 
nos ensina a buscarmos sermos úteis para a socie­
dade e contribuir com nosso trabalho. A mulher 
virtuosa descrita em Provérbios 31 trabalha (e 
muito) tendo como foco um propósito. Seja um
trabalho doméstico ou uma carreira profis­
sional, submeta seus sonhos ao Criador 
e trabalhe por eles (Pv 31).
• Almeje contribuir com a obra 
de Cristo. Jesus não te fez para ser 
alguém insignificante. Foque no Se­
nhor e no que Ele colocou às suas 
mãos para fazer. Use seus talentos 
na obra de Deus e na propagação 
do Evangelho (Ec 9.10).
• Aprenda a planejar. As coisas 
que acontecem de forma 
desordenada tendem a
ter resultados desordenados. Por mais complicado 
que pareçam as coisas nos dias de correria que vive­
mos, desenvolva a competência de orar e planejar 
antes de executar (Pv 21.5).
• Aprenda a gerenciar o seu tempo. A brevidade 
de nossas vidas dificulta cada vez mais o cumprimen­
to de todos os nossos compromissos. Aprender a 
gerenciar bem o seu tempo será fundamental para 
que você tenha sucesso mesmo que pareça "ser 
impossível dar conta" (Tg 4.14).
• Aprenda a importância da persistência e da 
resiliência. São dias maus e as lutas não darão trégua, 
mas o sucesso não acontece de forma imediata e tam­
pouco acontece para os que desistem (Hb 10.35-36).
Por último, peça ao Senhor que te abençoe 
com os presentes que abençoou muitas mulheres 
relevantes e marcantes antes de você, muitas que 
foram fiéis e bem-sucedidas. Peça ao Senhor para ter: 
A garra e a liderança de Débora,
A humildade e a coragem de Ester,
A alegria e a esperança de Sara,
A sensatez e a beleza de Abgail,
A modéstia e a sabedoria da jovem Sulamita,
A inteligência e a iniciativa de Jael,
A responsabilidade e a integridade de Rute,
A perseverança e a fé de Ana,
O temor a Deus de Raabe,
O fervor missionário de Priscila,
A fidelidade e a obediência de Maria,
E o amor a Jesus de muitas outras que marcaram 
suas gerações e ensinaram lições a todas as jovens 
mulheres que já entenderam que o sucesso vem 
da obediência e fidelidade a Deus.
"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em 
Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar 
a fragrância do seu conhecimento." (2Co 2.14).
Renata de 
Souza Santos 
Damasceno é | 
::professora da 
Escola Dominical 
e vice-líder do 
Departamento de 
Educação Cristã 
da Assembléia de 
Deus no Bonfim, 
em Salvador (BA);: 
administradora, 
licenciada í 
em Letras,| 
p ó s-g rad u ad a jjj 
em Gestão j n 9 
de Projetos e § 9 
m estranda em p i 
Desenvolvimento 
e Gestão Social.
Assembléia de Deus em Imperatriz 
oferece EBD nos presídios
Internos têm vida transformada com aplicação 
de aulas com a revista Lições Bíblicas da CPAD
Primeira aula da EBD ministrada no presídio CCPJ pelo pastor Raul Cavalcante Batista (ao microfone)
O Evangelho de Cristo já faz 
parte da rotina dos internos das co­
lônias penais no Maranhão através 
dos esforços dos crentes ligados à 
Igreja Evangélica Assem bléia de 
Deus em Imperatriz (IEADI), lide­
rada pelo pastor Raul Cavalcante 
Batista, que estimula os fiéis em sua 
missão nos presídios da região. O
evangelista e capelão Corbiniano 
Noronha Lô, que há 18 anos milita 
no compartilhamento da Palavra de 
Deus aos internos, foi designado 
para liderar esse relevante projeto 
evangelístico.
"O Senhor aflorou em mim o 
desejo de abrir uma sala de ensino 
no presídio, onde eu posso utilizar
o material e os métodos da Escola 
Bíblica Dominical. Em minha opi­
nião, foi primordial a experiência 
adquirida no período de sete anos 
que eu lecionei na Congregação 
Jerusalém da AD em Imperatriz", 
disse ele.
O evangelista revelou que o 
prim eiro passo foi apresentar o
46 ENSINADOR CRISTÃO
Internos do presídio exibem revistas de Lições Bíblicas da C'PAD durante aula promovida pela igreja maranhense
projeto ao diretor da instituição e 
comentar a sua importância. "No 
primeiro momento, ele se mostrou 
relutante. Mas, após algumas ten­
tativas, consegui a autorização. No 
entanto, o profissional foi transferido 
e o novo diretor sustou as aulas", 
disse. Depois de algum tempo, foi 
concedida uma nova autorização 
para trabalhos de ensino naquele 
presídio, hoje denominado CC PJ 
IMPERATRIZ - UPRI (Unidade Prisio­
nal de Ressocialização de Imperatriz 
- antiga CEREC).
O evangelista disse que a aula 
inaugural aconteceu em outubro de 
2017, com o título "A Obra da Sal­
vação" (Lições Bíblicas Adultos, 4° 
trimestre de 2017, Casa Publicadora 
das Assembléias de Deus - CPAD), 
com a ministração do pastor Raul 
Cavalcante Batista e a participação
U
As aulas são 
realizadas numa sala 
comum, em um dos 
corredores (pavilhões), 
na área de sol e até na 
área de conveniência
/ /
do então superintendente da EBD 
da igreja maranhense, Francisca 
Noronha Lô.
O projeto também foi indicado 
à direção do Presídio Itamar Guará, 
sendo ali prontamente aprovado. 
N aquele m om ento , o governo 
estadual autorizou que a leitura 
da Bíblia Sagrada, no am biente
da EBD, fosse também calculada 
na redução de pena.
"Atualmente, para as ministra- 
ções das aulas nos dois presídios 
de Imperatriz, há seis professores 
que colaboram alternadamente, de 
dois em dois, às quartas-feiras e às 
quintas-feiras, no Presídio Itamar 
Guará. As aulas são m inistradas 
em espaços diversos, pois não há 
um espaço disponível permanente 
para as ministrações das mesmas. 
As aulas são realizadas numa sala 
com um, em um dos corredores 
(pavilhões), na área de sol e até 
na área de conveniência. Nesses 
espaços, os professores trabalham 
em contato direto com os internos 
(exceção nos corredores), sem in­
terferência externa e com tempo 
pré-estabelecido", explicou o pastor 
Raul Cavalcante. •
ENSINADOR CRISTÃO 47
________ Artigo
W eder F e rn a n d o M oreira
A importância do 
conhecimento das 
línguas originais para 
enriquecimento do ensino
O ano era 2010. O local era a Facu ldade de 
Educação Teológica das Assem bléias de Deus em 
Campinas (SP). Eu era apenas um jovem de 18 anos 
que havia saído de uma pequena cidade do norte 
paulista, com o anseio profundo de querer sentar- 
-me aos pés dos mestres que eu conhecia apenas 
pelos livros. O curso era de três dias e possuía uma 
carga horária bastante exigente. Tínhamos aulas em 
três períodos, sendo cada um deles reservado a três 
ilustres e renomados ensinadores.
No segundo dia, pela manhã, estávamos todos 
assentados numa ampla sala, quando irrompeu nela 
um senhor de idade já avançada, gentil aspecto, 
usava óculos, de pequena estatura, trajado de forma 
simples, mas muito apropriada, segurando uma pas­
ta. Ele ocupou a tribuna e quando lhe facultaram a 
oportunidade de ensinar, sem dúvida alguma, foram 
as duas horas mais breves que tive em minha vida. Ele 
abriu as Escrituras e nos explicou verdades espirituais 
com tanta destreza e unção, própria de um mestre 
pentecostal, que guardo aquelas palavras em minha 
memória até hoje, mesmo depois de passados todos 
esses anos. Eu estava tendo o privilégio de "estar aos 
pés" do saudoso pastor Antonio Gilberto.
Ouvir o saudoso pastor Antonio Gilberto expor 
as Escrituras era fascinante. O seu olhar clínico sobre 
o texto e seu zelo e cuidado sempre foram notórios. 
Mas o que mais me encantava eram as explicações 
que ele fazia do texto original. Aquela ferramenta 
clareava o texto de uma forma extraordinária.
Além disso, aqueles três dias me proporcionaram 
a oportunidade de estar próximo, mesmo que bre­
vemente, do pastor Antonio Gilberto em ambientes 
informais. Tivemos conversas nos horários do almoço, 
no refeitório daquela instituição. Numa dessas con­
versas, ele aconselhava os mais jovens a se dedicarem 
ao estudo das línguas originais. Aquele conselho, 
juntamente com o que eu havia notado enquanto ele 
ministrava, despertou em meu coração o desejo de 
conhecer as línguas bíblicas. De lá para cá, empenhei- 
-me nessa tarefa e vi aumentar o interesse por parte 
dos pregadores e ensinadores por essa área. Durante 
o meu percurso, cometi erros e acertos no uso dessa 
ferramenta exegética. De modo que, embora ainda 
esteja aprendendo, enumerei seis dicas importantes 
que ajudarão pregadores e ensinadores a usarem as 
línguas originais com responsabilidade.
A importância do estudo dos línguas originais
Por que estudar os idiomas bíblicos? O conheci­
mento básico dos originais proporciona ao menos 
três grandes benefícios ao pregador e ensinador. Em 
primeiro lugar, o conhecimento das línguas originais 
ajuda a suplantar as barreiras linguísticas entre o 
leitor e o texto . Nossas Bíblias não foram escritas 
originalmente em nosso idioma. As Escrituras foram 
escritas em hebraico , aram aico e grego. Embora 
tenhamos muitas e boas traduções, muitos detalhes 
do texto original acabam se perdendo nesse processo 
de tradução. Acresce-se a isso o fato de que muitos 
vocábulos não encontram termos correlatos em nossa
/
língua e na tradução são esvaídos do sentido lato. O 
acesso direto as línguas originais proporciona a opor­
tunidade de suplantação dessas barreiras linguísticas.
Em segundo lugar, o conhecimento das línguas 
originais ajuda a eliminar as barreiras da compreensão. 
Em nossa leitura bíblica, lidamos com dificuldades de 
compreensão em certas passagens. Alguns termos 
e expressões só podem ser entendidos mediante as 
línguas originais. Um exemplo disso é a passagem de 
Mateus 5.18. Nossas versões em português dizem que 
"nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo 
seja cumprido". O leitor não consegue compreender 
o que o "jota" significa nessa passagem, a menos que 
veja no texto original que a palavra mencionada ali 
é iota, o nome da menor letra grega e que também 
correspondia à menor letra em hebraico, o yod. Veja 
como isso elimina a barreira da compreensão!
Em terceiro lugar, o conhecim ento das línguas 
originais ajuda a aumentar a clareza. Quase sempre 
a consulta ao texto original proporcionará maior ni­
tidez. Um exemplo disso é a língua grega. O grego 
possui uma lógica profunda. É uma língua de grande 
precisão. A gramática, a sintaxe e a semântica são 
ricas. Essa precisão advém da riqueza do sistema 
de casos e verbos. Tudo- isso deixa o texto repleto 
de ações verbais preciosas, que o tornam marcante. 
Todos esses três suportes serão refletidos no púlpito, 
durante a exposição da Palavra.
Uma vez que compreendemos a importância que 
esse conhecim ento nos proporciona, precisam os 
usá-lo comcuidado.
Dicas para o uso das línguas originais
Em primeiro lugar, use com critério. Existe uma di­
ferença sutil, porém vital, entre usar as línguas originais 
na preparação do sermão e na entrega do sermão. 
Durante a preparação do sermão, lidamos com ques­
tões técnicas da língua. Analisamos os casos, vemos o 
tempo verbal, observamos a voz do verbo, o gênero 
e o número. Lidamos com a sintaxe e a semântica. 
Tudo isso é realmente muito importante. Entretanto, 
não podemos levar todos esses detalhes técnicos ao 
púlpito na hora da pregação. O bom pregador fará uso 
desse conhecimento, mas saberá usá-lo com sabedoria.
Procure citar somente 
aquilo que facilitará a 
compreensão do texto em 
apreço. Não precisamos 
aborrecer a congregação 
com lições de sintaxes 
desnecessárias
Em segundo lugar, use como um meio facilitador 
e não complicador. Essa dica está atrelada ao que foi 
dito anteriormente. As línguas originais precisam ser 
usadas como ferramentas para facilitar a compreensão 
da passagem. Ser profundo sem deixar de ser simples 
é o grande desafio, haja vista que muitos dos nossos 
ouvintes são pessoas de pouca escolaridade. Procure 
citar somente aquilo que facilitará a compreensão do 
texto em apreço. Não precisamos aborrecer a con­
gregação com lições de sintaxes desnecessárias. É 
claro que podemos citar, em alguns casos, a sintaxe, 
desde que isso seja uma informação que elucidará a 
compreensão dos ouvintes.
Em terceiro lugar, cuidado com as fontes pesqui­
sadas. Se no passado tivemos a Idade Média, hoje 
vivemos a chegada da "Idade Mídia". Com ela também 
chegou a internet e a tecnologia, facilitando o acesso à 
informação e ao conhecimento. Isso produziu inúmeros 
benefícios, mas também gerou malefícios. Um desses 
males é a informação errada ou distorcida. Em relação 
aos idiomas bíblicos, há excelentes ferramentas eletrô­
nicas para a pesquisa, mas devemos tomar cuidado ao
consultar aplicativos e sites que fornecem informações 
sem mencionar as fontes. É importante que o pregador 
tenha material de qualidade em sua biblioteca. Procure 
ter acesso a gramáticas e léxicos que sejam referências.
Em quarto lugar, ao citar as línguas originais, não 
despreze ou desvalorize as traduções. As boas traduções 
possuem o seu valor. Por vezes, no afã de querermos 
mostrar a profundidade de uma passagem no original, 
cometemos o erro de menosprezar nossas traduções 
por não terem captado perfeitamente ou completa­
mente o sentido do texto. Além disso, precisamos ser 
responsáveis para não criar dúvidas nos ouvintes sobre 
a Palavra de Deus quanto às traduções em português.
Em quinto lugar, fuja da síndrome do pavão. O 
pavão costuma se exibir abrindo o leque de penas. 
Há pregadores que, à semelhança do pavão, citam 
o texto original com a única finalidade de se exibir, 
m ostrando que possuem conhecim ento . Jam ais 
podemos ter esse objetivo. Não podemos usar essa 
ferram enta como meio de ostentação, nem como 
meio de nos sentirmos superiores. A pregação tem 
por finalidade exaltar Cristo e não o pregador.
Em sexto lugar, fuja da síndrome do papagaio. 
O papagaio, embora não saiba articular a fala por si 
só, é um pássaro que repete o que ouviu. Há muitos 
pregadores que, à semelhança do papagaio, repro­
duzem o que ouviram sem nunca terem estudado. Já 
vi pregadores que não tinham domínio nenhum sobre 
as línguas originais citar vocábulos erroneam ente, 
como se fossem peritos. Se há uma coisa pior do que 
não saber é fingir saber. Vivemos a era do complexo 
de expert, onde todos julgam saber sobre tudo. 
Como ministros do evangelho, devemos ser sinceros 
e andarmos na verdade, especialmente no púlpito. 
Que possamos, com a ajuda do Espírito Santo, nos 
aperfeiçoar no estudo e na exposição das Escrituras, 
usando todas as ferramentas possíveis, sem, contudo, 
perder a simplicidade de Cristo.
LI
eder Fernando M oreira é pastor na Catedral da As 
sem bleia de Deus em Igarapava (SP), vice-presidente do 
M inistério de Igarapava, bacharel em Teologiapela FTB 
formado em Pedagogia pela UNIP, formado em Grego do 
Novo Testam ento pelo Sem inário M artin Bucer, pós-gra 
duando em “Mundo Judaico e Helênico: Língua, Cultura e 
Religião" pela Faculdade Teológica Batista de São Pauto 
e professor de Teologia no Instituto Teológico Antioquia 
ITA), escritor e conferencista.
AGORA FICOU FÁCIL 
APRENDER GREGO
Saber outra língua é essencial. Aprender grego é um diferencial.
1ÍCNED
CONGRESSODominical. Seus conteúdos sólidos e inspiradores têm sido 
fundamentais no ensino e na formação espiritual dos alunos, proporcionando 
orientação essencial para o crescimento na jornada ministerial e de fé. 
Pr. Heljaco Rodrigues Vieira, Viana (MA)
© Excelência nos conteúdos publicados
A revista Ensinador Cristão tem, ao longo dos anos, cooperado signi­
ficativamente com a edificação daqueles que amam a Escola Dominical, e 
isso através da excelência dos conteúdos nela publicados. Ao longo desses 
anos, tive a honra de poder contribuir com alguns artigos. Parabenizamos 
toda a equipe editorial, e a você, leitor da revista Ensinador Cristão.
Pr. Altair Germano, Paulista (PE)
©Aprimoramento do texto sagrado
Ler a revista Ensinador Cristão é um dos melhores complementos ao 
estudo bíblico que nós, obreiros, habitualmente cultivamos. Seu conteúdo 
aprimora o conteúdo estudado na EBD e aguça a mente, tanto na teoria 
quanto na prática do aprendizado que buscamos pela Palavra de Deus. 
Pr. Paulo Ferreira, Rio de Janeiro (RJ)
©Subsídios poro líderes e professores
Estam os vivendo uma fase em que som os "bom bardeados" com 
muitos ensinamentos e informações não confiáveis, e se não tivermos uma 
base cristã, corremos o risco de ser levados para caminhos diferentes e até 
duvidarmos daquilo que já aprendemos. A revista Ensinador Cristão tem 
nos ajudado na edificação de nossa fé, com conteúdo bíblico, testemunhos 
que edificam, além de dar subsídios a todos os líderes e professores, além 
de sugestões para aulas da EBD . Nossa gratidão à equipe.
Pr. Joel Monteiro, São Paulo (SP)
© Errata
Na edição 99 (4° trimestre de 2024) da revista Ensinador Cristão, na 
página 9, no artigo Os hebreus e a educação religiosa, onde aparecem 
os caracteres no idioma hebraico, o programa usado na diagramação 
da revista inverteu a ordem das letras: elas são lidas da direita para 
esquerda, mas o programa as inverteu para da esquerda para a direita.
mailto:ensirtador@cpad.com.br
mailto:ensinador@cpad.com.br
Contribuições 
pneumatológicas no 
processo de aprendizagem
Não há nada mais prazeroso para um professor 
do que perceber o quanto seus métodos didáticos 
estão sendo bem assimilados e produzindo efeitos 
significativos em sua classe. Isso motiva - e deve 
m otivar - o docente a buscar mais m ecanism os 
diversificados para abrir o entendimento do aluno 
em sala de aula. Todo método tem sua relevância 
agregacional; entretanto, existe algo que distingue 
o aprendizado cristão do modelo secular, algo que, 
quando ignorado, o nosso ensino não passa de 
mera exposição lecionária conteudista. Quando 
imbricamos os métodos à dependência do Espírito 
Santo, podemos ver resultados acima de qualquer 
estatística humana. Nesse sentido, vejamos as con­
tribuições pneumatológicas na educação cristã para 
todo superintendente, professor e alunos da Escola 
Bíblica Dominical.
O professor de Escola Dominical
e a dependência pneumatológica
A despeito do ambiente de EBD possuir aparatos 
pedagógicos como uma escola ordinária, o profes­
sor não deve reduzi-la a tal. Ainda que usemos dos 
recursos professorais, não podemos nos limitar a tão 
somente eles, tanto no preparo da aula como também 
em sua exposição. Nosso planejamento deve estar 
dedicado tanto ao estudo quanto à oração, tanto ao 
que queremos falar quanto ao que o Espírito Santo 
quer dizer através de nossa aula. O professor que 
tem como dependência só o conteúdo é apenas 
um contador de história que despreza o propósito 
do autor da história, e ninguém melhor do que o 
próprio autor para confirmar a veracidade dos fatos.
Todo professor da EBD precisa estar consciente 
que seu lecionam ento não pode se ater un ica­
mente à esfera naturalista, mas que existem níveis 
espirituais que transcendem os recursos materiais, 
que são recursos que não têm suficiência efetiva. 
É nesse particular que o docente deve buscar as 
contribuições do Espírito Santo, para que sua ex­
posição não seja vazia e sem graça. Como exemplo 
emblemático, podemos tomar as palavras paulinas a 
esse respeito: "A minha palavra e a minha pregação 
não consistiram em palavras persuasivas de sabe­
doria humana, mas em demonstração do Espírito e 
de poder" (1Co 2.4). Paulo não se apoiava apenas 
nos estudos profundos e em como expor de forma 
retórica sua pregação. Ele também tinha a "demons­
tração" que não pertencia a ele, mas ao Espírito. 
O apóstolo dos gentios sabia que todo expositor 
piedoso depende primariamente do Espírito Santo 
como confirmador de tudo que ele estudou para 
expor aos ouvintes. O segredo de uma aula eficaz 
está na dependência primária do Espírito.
O estudo aprofundado é indispensável e essencial 
na vida de todo professor de EBD; contudo, todo 
aprendizado assimilado em sala de aula só terá efeito 
verdadeiro se o docente tiver a presença do Espírito 
Santo. Sem Seu auxílio, é somente mero discurso 
de sabedoria humana fadado ao esquecimento no 
término da lição. O professor que não se ajoelha para 
ouvir a voz do Espírito Santo jamais deve ousar se 
levantar para falar em Seu nome. O preceptor que 
é sensível a voz pneum atológica terá uma classe 
avivada e assídua às aulas dominicais.
ENSINADOR CRISTÃO 7
Osiel Benjam im 
de Sá é co-pastor 
na Assembléia 
de Deus em Anapu 
(PA), bacharel 
em Teologia e 
professor da EBD.
Contribuições pneumatológica 
no com bate a evasão escolar
Quando Felipe foi orientado pelo anjo para sair de 
Samaria e ir para o caminho que descia de Jerusalém 
para Gaza, ele se deparou com um eunuco de Candace, 
que era rainha da Etiópia naqueles dias'. O curioso é 
que quem toma a atitude de se chegar à carruagem é 
o próprio Espírito Santo (At 8.28-29). Ali havia alguém 
sedento por conhecer mais de Deus, mas não havia o 
conteúdo necessário para chegar a esse conhecimento. 
O Espírito Santo decide uni-los para então realizar sua 
obra de salvamento. É exatamente isso que Ele faz em 
nossas aulas dominicais: une pessoas distintas para 
contribuir entre si no processo de aprendizado.
No entanto, jamais deve passar despercebido que 
quem personifica as verdades, bem como agrupa os indi­
víduos, é unicamente Ele. Esse é um problema sorrateiro 
entre muitos superintendentes de EBD. Não são poucos 
os que se queixam de estar lidando com uma evasão 
em suas gestões e não conseguem entender o motivo. 
Todo corpo docente precisa estar atento ao fato de que 
a EBD tem seu modelo metodológico semelhante ao das 
escolas seculares; logo, se levarmos em consideração o 
fato de que temos em nosso país uma taxa expressiva 
de evasão escolar, chegaremos à conclusão de que há 
fatores que estão afastando a sociedade da acessibi­
lidade educacional em graus alarmantes. Isso implica 
um autoquestionamento que precisamos fazer: se de 
maneira obrigatória os alunos não estão frequentando 
as escolas, o que a EBD tem a oferecer que faça-os vir 
à aula em um domingo pela manhã?
Temos de ser coerentes e concordarmos que as 
nossas escolas dominicais precisam possuir algo a 
mais, uma contribuição sui generis que faça os alunos 
verem nela algo que nenhuma escola proporcione. 
Precisamos urgentemente de mais poder do Espírito 
em nossas aulas. Precisamos de pessoas que busquem 
equilibradamente a graça e o conhecimento.
Contribuições pneumatológica 
no aprendizado da classe
Ao falar da pessoa do Espírito Santo, Jesus disse 
que "quando ele vier, convencerá o mundo do pe­
cado, e da justiça e do juízo" (Jo 16.8). O Paracleto 
não é apenas nosso Advogado e Consolador; Ele 
também ensina-nos e convence-nos das palavras 
que Cristo nos deixou (Jo 16.26). Ainda que utilizás­
semos todos os métodos hermenêuticos existentes 
na atualidade, não conseguiriamos convencer um 
pecador a se arrepender ou produziriamos mais fé 
na vida de um convertido. Quem legitima o ensino 
na classe, causando introspecção, arrependimento, 
quebrantamento e alegria, é o Espírito Santo.
Indubitavelmente, só teremos lecionandos aman­
tes da Palavra quando observarmos que aaula não 
está centralizada em nosso conhecimento e muito 
menos na nossa didática. Não somos os mestres mais 
rebuscados e inteligentes, tão pouco os donos de 
todo o saber teológico; entretanto, temos conosco 
alguém que penetra até as profundezas de Deus 
(1Co 2.10), que pode nos esclarecer e confirmar a 
Sua Palavra. Teremos efetividade no ensino a níveis 
excepcionais, quando depositarm os aos pés do 
nosso Ensinador e Mestre todo nosso conhecimento 
adquirido, para que Ele faça de nós Seu instrumento 
na exposição de nossa aula.
O Esp írito da Verdade é a força propulsora 
que movimenta a igreja em todo seu âmbito. Ele 
sempre nos levará ao encontro com a Verdade (Jo 
16.13). Além de ser Mestre e nosso Convencedor, 
Ele também é nosso Guia para o conhecimento da 
verdade. É inegável o papel dinâmico do Paracleto 
em nosso processo de aprendizagem, seja como 
Mestre nos ensinando através de Seus servos, seja 
como Convencedor gerando convencim ento da 
Palavra que está sendo anunciada, seja como Guia 
da verdade, nos levando a Cristo. •
EO em Foco ©
Teologia Pentecostal em debate 
no Mato Grosso
Fórum da CGADB em Cuiabá reuniu mais 
de 1,5 mil inscritos no Grande Templo
O Grande Templo da Assembléia de Deus em Cuiabá recebeu os 1,5 
mil inscritos do Fórum de Teologia Pentecostal da CGADB
Pastor José Wellington Costa Junior, líder da CGADB. 
coordenou as atividades e foi o pregador da abertura
O Grande Templo da Assem ­
bléia de Deus em Cuiabá, no Mato 
Grosso, foi palco da última edição do 
ano de 2024 do Fórum de Teologia 
Pentecostal da Convenção Geral dos 
Ministros das Igrejas Evangélicas As­
sembléia de Deus do Brasil (CGADB). 
O evento ocorreu nos dias 13 a 15 de 
agosto e contou no louvor, no culto 
público à noite, com mais de 300 
componentes da União de Orquestras 
(UNOBADECRE) e da União de Corais 
(UNCOADECRE) de Cuiabá e Região. 
A União de Conjuntos Masculinos de 
Cuiabá e Região (UCOMADECRE), 
formado por mais de 200 vozes, 
também louvou ao Senhor.
O pastor José Wellington Costa 
Junior, presidente da CGADB, abriu 
oficialmente o fórum. O pastor João 
Agripino de França, presidente da 
Convenção das AS mato-grossenses 
(COMADEMAT), fez a leitura oficial em 
Atos 2.1-4. Os membros da Mesa Di­
retora da CGADB presentes ao evento
foram os pastores Pedro Abreu de 
Lima (1o secretário), Alexandre Junior 
(secretário-executivo) e Silas Paulo de 
Souza (5° vice-presidente), líder da 
igreja anfitriã, que deu boas-vindas 
a todos. Outros membros da Mesa 
Diretora presentes foram os pastores 
José Felipe (1 ° tesoureiro), Álvaro Alen 
Sanches (3° secretário), José Carlos de 
Lima [2° vice-presidente da CGADB), 
Milton Carvalho (1o vice-presidente), 
Perci Fontoura (4o vice-presidente), 
Roberto José (2o secretário), Geraldino 
Silva (4o secretário), Orcival Xavier 
(5o secretário), Nehemias Gaspar 
(2o tesoureiro) e Edson Eugênio (3o 
tesoureiro), além de presidentes e 
membros de conselhos e comissões, 
bem como pastores presidentes de 
Convenções estaduais. Foram com­
putados mais de 1,5 mil inscritos ao 
fórum.O pastor José Wellington Costa 
Junior, líder da CGADB, foi o preletor 
do culto de abertura, baseando a sua 
preleção em Mateus 16.13-19.
Paralelamente, as senhoras tam­
bém se reuniram para adorar ao 
Senhor. A líder da União Nacional das 
Esposas de Ministros das Assembléias 
de Deus (Unemad), Lídia Dantas, foi 
representada pela anfitriã e vice- 
-presidente da Unemad, irmã Cidinha 
Souza, e demais diretoras.
Os pastores Douglas Baptista 
(DF), Elinaldo Renovato (RN), Juliano 
Fraga (SP), Eduardo Leandro (PB) e 
Elias Torralbo (SP) revezaram-se nas 
preleções e nas mesas de debates, 
que contaram com os pastores José 
Wellington Costa Junior, Esequias 
Soares (SP), Carlos Roberto Silva (SP) 
e Valmir Nascimento (MT). "Teremos 
outros fóruns com temas de interesse 
da igreja, inclusive com um tema que 
vai suscitar muitos debates: 'usos e 
costumes'. O tema vai servir para 
que nós possamos entender qual é o 
pensamento da liderança em relação 
à identidade das Assembléias de Deus 
do Brasil", disse o líder da CGADB. •
10 ENSINADOR CRISTÃO
OI B33S 3 ZBBMBBBBII
A qualidade da caminhada cristã 
é aperfeiçoada pelo bom ensino 
ministrado nas salas da Escola 
Bíblica Dominical
Gerente do Departamento de Publicações da 
CPAD oferece dicas para o bom funcionam ento 
das aulas na Escola Bíblica 
Dominical e uma visão atual da 
necessidade do ensino nas 
igrejas hoje
O entrevistado desta edição da Ensinador Cristão é o pastor 
Alexandre Claudino Coelho, gerente de Publicações da Casa Pu- 
blicadora das Assembléias de Deus (CPAD), bacharel em Letras, 
com especialização em Grego; Teologia e Direito. O ministro é 
autor de vários livros publicados pela editora pentecostal. O pastor 
Alexandre Coelho é também palestrante das Conferências de Escola 
Dominical e do Congresso Nacional de ED da CPAD, e professor do 
Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Escola Dominical (CAPED) 
Ele é pastor no Rio de Janeiro.
Nesta entrevista, o ministro assembleiano fala sobre a relevância 
da Escola Dominical na trajetória do cristão neste mundo, o tema a 
ser estudado neste primeiro trimestre em torno das heresias nos dias 
atuais, sobre como funciona o preparo dos temas e conteúdos das 
revistas de EBD da Casa, sobre o perfil profissional da equipe da CPAD 
envolvida no preparo das revistas e acerca dos desafios enfrentados 
pelos educadores cristãos e o que pode ser feito para superá-los.
/ /
Qual a importância da Escola 
Dominical em sua vida e o 
que a EBD proporcionou à 
sua caminhada cristã?
Comecei a frequentar a Escola 
Dominical logo na minha primeira 
infância, uma vez que fui criado na 
igreja. Estar na Escola Dominical me 
fez compreender a importância de 
estar em comunhão, do aprendizado,
de estar em uma classe adaptada 
à minha faixa etária e da sua rele­
vância para a igreja, pois foi lá que 
eu recebi a minha primeira Bíblia, 
das mãos do pastor da igreja, em 
um evento de Escola Dominical. 
O departamento em questão teve 
grande influência em minha vida. Foi 
onde eu descobri também o serviço 
ao Senhor dentro de um ministério
O professor de 
Escola Dominical é 
um auxiliar do pastor 
no ministério do 
ensino, inclusive uma 
das características 
que o apóstolo 
Paulo aborda quanto 
aqueles que almejam 
o episcopado é 
que seja apto para 
ensinar
/ /
ENSINADOR Cristão 11
específico, que é a área do ensino. 
Todo este despertamento vocacio­
nal aconteceu na Escola Dominical, 
pois foi nesse departamento que 
eu aprendi as primeiras letras das 
Escrituras. Naturalmente, ouvíamos 
a pregação do Evangelho, mas foi 
especificamente na Escola Dominical 
que eu fui alcançado com a devida 
didática e os materiais específicos 
para "chegar lá". Também reputo 
esse despertar de vocação à Escola 
Dominical porque foi nesse departa­
mento que iniciei o meu ministério 
como professor, e depois fui indicado 
ao presbitério e ao pastorado.
O tema que vamos estudar 
neste primeiro trimestre é rela­
cionado ao perigo das heresias 
nos dias de hoje, Como se deu 
a escolha do tema e qual a im­
portância de se estudar esse 
assunto agora?
Esse tema foi escolhido tendo 
em vista que, de tempos em tem­
pos, é necessário que venhamos a
rever alguns assuntos que, de certa 
forma, não são vistos com tanta fre­
quência, e percebemos que a igreja 
evangélica atual está sendo cercada 
de doutrinas novas, heresias novas, 
doutrinas de demônios, e esses mo­
delos de ensino que são prejudiciais 
à igreja precisam ser identificados 
não somente por nossa liderança, 
mas por professores e alunos de Es­
cola Dominical, o que vai fazer com 
que, uma vez identificadas, possam 
ser rejeitadas e de jeito nenhum es­
ses posicionamentos sejam aceitos 
dentro da igreja. As heresias estão 
cercando a igreja para achar guarida. 
A igreja que não estuda a Bíblia e os 
fiéis que não comparecem à Escola 
Dominical e deixam de estudar as 
próprias heresias, vão ser alcançados 
poralguma heresia, e essa heresia 
não é somente no ensino, já que 
o ensino conduz à prática, e uma 
heresia tem toda a capacidade 
de trazer uma prática ruim para a 
igreja, por isso a necessidade de 
estudarmos o perigo das heresias 
com a perspectiva de a doutrina ser 
sempre ensinada de forma correta.
O senhor gerencia o depar­
tamento de Publicações da 
CPAD, o qual é responsável 
pela preparação e edição das 
revistas Lições Biblicas de 
Escola Dominical da CPAD. 
Como funciona o preparo dos 
temas e conteúdos das revis­
tas de EBD da Casa?
Nós fazemos levantamento de 
temáticas novas e temáticas que já 
foram tratadas pelo menos há 15 e 
20 anos, e fazemos uma comparação 
com o estado da igreja hoje. Que 
tipo de tema novo a igreja precisa 
aprender? Que tipo de tema que 
foi estudado 15 ou 20 anos atrás 
precisa ser revisto hoje que os novos 
crentes não estudaram, pois não
estavam servindo ao Senhor décadas 
atrás? Sempre vamos dosando esse 
mecanismo para somente trazermos 
ou temas realmente inéditos ou 
temas que foram estudados antes, 
mas que estão sendo revisitados 
com novos títulos, uma nova pers­
pectiva, um novo comentarista e, 
acima de tudo, buscando que as 
lições sejam contextualizadas e 
atualizadas, porque uma heresia, 
por exemplo, que há 15 ou 20 anos 
atrás tinha uma roupagem pode 
vestir outra, mas preservando a sua 
essência, considerando as pessoas 
novas dentro das igrejas. Quanto à 
preparação do conteúdo da revista, 
nós preparamos um roteiro que é 
encaminhado para o comentarista 
da lição, que produz as lições e as 
envia para a CPAD, que faz todo o 
processo editorial de conteúdo da 
própria revista.
Qual o perfil profissional da 
equipe da CPAD envolvida no 
preparo das revistas de EBD?
A nossa equipe é multidisciplinar, 
contando hoje com pedagogos, 
uma jornalista, dois professores com 
formação na área das Letras, pessoas 
que têm contato muito aprofundado 
com a Teologia pentecostal, pessoas 
que leem muito e pesquisam muito; 
que estão antenadas com o que 
acontece em nossos dias, e isso 
tudo é necessário porque a revista 
de Escola Dominical precisa ser 
um material educacional e atual. É 
preciso haver sempre atualização, 
não apenas na formação de nosso 
pessoal. Inclusive, todos os nossos 
profissionais da área de Escola Do­
minical fazem cursos voltados para 
a área de Educação e Teologia, e 
todos naturalmente se preocupam 
em servir melhor ao Senhor com 
seus talentos. O perfil profissional 
de nossa equipe é este: nós temos
I € 4 P t D
CAPtO
pessoas graduadas, com formação 
em Letras, Jornalismo, Pedagogia 
e pós-graduados em Educação 
Cristã. É um time multidisciplinar 
com talentos específicos para que 
a obra do Senhor avance com esses 
talentos que eles receberam de Deus 
e aperfeiçoaram por meio do estu­
do secular. São pessoas que amam 
ensinar e são muito dedicadas.
Na sua visão, quais os prin­
cipais desafios enfrentados 
pelos educadores cristãos 
hoje e o que pode ser feito 
para superá-los?
Em minha perspectiva, o maior 
desafio é o desejo em servir ao 
Senhor na área do ensino. O após­
tolo Paulo deixa claro que aqueles 
que desejam ensinar devem ter 
dedicação na área do ensino. Essa 
dedicação passa pelo processo do 
estudo, da pesquisa, da aquisição 
de material, do ato contínuo da 
leitura e da busca de uma formação 
contínua, Nós não podemos ima­
ginar que um professor de Escola 
Dominical vai deixar de estudar ou 
que tudo o que ele já estudou é o 
suficiente para que ele exerça o seu 
ministério. O professor de Escola 
Dominical precisa estar atualizado, 
umavez que acontecem novidades 
neste mundo. Outro desafio que 
eu entendo é compreender que o
ensino é um ministério na Igreja. Há 
situações em que as pessoas imagi­
nam que o ministério envolve apenas 
a adoração, a pregação da Palavra, 
o diaconato, o pastorado e a obra 
missionária, e realmente envolve 
essas coisas, mas o ensino precisa 
ser reconhecido tam bém dessa 
forma. O pastor está ministrando 
no momento em que prega, mas 
também quando ensina a Palavra 
de Deus. O professor de Escola 
Dominical é um auxiliar do pastor no 
ministério do ensino, inclusive uma 
das características que o apóstolo 
Paulo aborda quanto àqueles que 
almejam o episcopado é que sejam 
aptos para ensinar (2Tm 2.24), isto é, 
caso a pessoa não tenha vocação ou 
não saiba ensinar, não pode ocupar 
o ministério pastoral.
Outra questão é o investimento 
na busca do conhecimento, já que 
existem professores que "sabem 
de tudo" e, por este motivo, não 
buscam um pouco de conhecimento 
e atualização. É importante que o 
professor de Escola Dominical, cuja 
função é fazer com que o ensino seja 
levado à mente e ao coração do 
aluno, passe por toda uma técnica. 
Inclusive, é importante que, antes de 
ele se dirigir aos seus alunos, leia, 
estude e faça com que o momento 
da Escola Dominical seja marcado 
por um ensino inteligente, para que
o professor compreenda a dúvida 
do aluno, para que ele explique 
aquela dúvida, para que administre 
bem o tempo, já que a maioria das 
igrejas disponibiliza 50 minutos para 
a ministração dos estudos na Escola 
Dominical.
Caso o professor inicie a sua 
aula sem entrar no assunto, sem 
fazer uma introdução e sem desen­
volver o tema, somente contando 
testemunhos, desviando o tempo 
focado na Escola Dominical para 
outros temas que não têm nenhuma 
conexão direta com a lição, ele está 
perdendo o tempo dele e dos alunos 
que ele deveria estar ensinando. 
Portando, administrar o tempo é 
um dos maiores desafios que eu 
entendo para hoje. É possível supe­
rar isso tudo? Sim, claro. É possível 
a pessoa buscar o conhecimento? 
Sim. Se matriculando em um curso 
de nível superior, uma licenciatura 
que venha a auxiliar aquela pessoa 
no ministério do ensino. E possível 
administrar o ensino gasto em sala 
de aula? Sim, pois são disciplinas 
que o professor desenvolve para 
se manter focado naquilo que ele 
vai falar aos discentes. São novos 
desafios, mas nós somos desafiados 
por Deus também para encarar esses 
desafios e ultrapassá-los para que 
o nome do Senhor seja glorificado 
através de nossas aulas. •
ENSINADOR Cristão 13
Artigo Revista Jovens
Eduardo Leandro Aves
A Carta de 
Tiago: uma fé 
autêntica e 
produtiva
A praticidade e 
dinâm ica da fé cristã 
no trato cotidiano do 
jovem cristão
A Carta de T iago , uma das epístolas do Novo 
Testamento, é conhecida por sua abordagem prática 
e direta sobre a vida cristã. Em um mundo cada vez 
mais marcado pela superficialidade e pela busca de 
aparências, Tiago nos convida a uma fé autêntica, que 
se manifesta em ações concretas e produtivas. Para 
o primeiro trimestre de 2025, a revista Lições Bíblicas 
Jo ven s aborda o tema "A Carta de Tiago: Uma Fé 
Autêntica e Produtiva", com o objetivo de ajudar os 
jovens a viverem uma vida de fé prática e genuína em 
meio aos desafios do mundo contemporâneo.
Com 13 lições baseadas nos ensinam entos da 
Carta de Tiago, as Lições destacam temas como a 
importância de perseverar nas provações, praticar a 
Palavra de Deus, controlar a língua, buscar sabedoria 
divina e agir com justiça. A proposta é que os jovens 
sejam desafiados a refletirem sobre a relação entre fé 
e prática, entendendo que a verdadeira fé se revela 
em obras e em uma vida coerente com os princípios 
do Evangelho.
O TEM A C E N T R A L UM A F É A U T ÊN T IC A
O cerne da Carta de Tiago é a ideia de que a fé, 
para ser verdadeira, deve ser acompanhada de ações 
que refletem essa fé. Tiago enfatiza que a fé que não 
se manifesta em boas obras é morta e inútil. Ao longo 
da Carta, ele confronta atitudes como a parcialidade, a 
ganância, a impaciência e a falta de controle da língua, 
desafiando os cristãos a viverem uma vida que honre a 
Deus em todas as áreas. Esse tema de autenticidade 
é o fio condutor das 13 lições, proporcionando uma 
visão clara de como os jovens podem viver a sua fé 
de maneira produtiva e transformadora.
Cada lição traz ensinamentos práticos quese aplicam 
diretamente ao cotidiano dos jovens, mostrando que, 
embora essa Carta tenha sido escrita em um contexto 
histórico diferente, suas lições continuam relevantes para 
os desafios do mundo atual. A fé autêntica, segundo 
Tiago, é aquela que enfrenta provações com paciência, 
fala com sabedoria e age com justiça.
D IC A S PARA UM D E S E M P E N H O D E E X C E ­
LÊN C IA DO D O C E N T E
Para que o professor possa transmitir com clareza 
e profundidade os ensinamentos da Carta de Tiago, 
é essencial adotar estratégias que engajem os alunos 
e promovam uma reflexão profunda sobre o tema. A 
seguir, destacamos algumas sugestões para ajudar os 
docentes a obterem um desempenho de excelência 
em cada aula:
1. Estudo preparatório aprofundado - O professor 
precisa dominar o conteúdo da Carta de Tiago, enten­
dendo seu contexto, propósito e implicações teológi­
cas. Isso envolve não apenas ler a lição da revista, mas 
também estudar o texto bíblico com profundidade, 
utilizando comentários bíblicos, dicionários teológicos 
e outras ferramentas que ajudem a compreender me­
lhor a mensagem de Tiago. Nesse preparo, o livro de 
apoio é fundamental, pois amplia significativamente o
conteúdo apresentado nas lições. Estar bem preparado 
proporciona segurança ao professor e permite que ele 
esclareça dúvidas de forma mais eficaz.
Sugestão prática: Realize um estudo semanal an­
tecipado, destacando os principais pontos da lição e 
preparando ilustrações e exemplos que conectem o 
conteúdo ao cotidiano dos jovens.
2. Aplicação prática e contextualização - Um dos 
grandes desafios do ensino bíblico é ajudar os alu­
nos a aplicar em suas vidas diárias o que aprendem. 
Para alcançar isso, o professor deve sempre buscar 
relacionar os ensinamentos da Carta de Tiago com as 
realidades vividas pelos jovens hoje. Questões como 
pressão social, tentação, decisões éticas e a busca 
por sucesso e propósito são algumas áreas onde 
os ensinamentos de Tiago podem ser aplicados de 
forma prática.
Sugestão prática: Traga exemplos atuais e relevan­
tes que ilustrem os temas abordados em cada lição. 
Incentive os alunos a refletirem sobre como podem 
aplicar os princípios de Tiago em situações cotidia­
nas, como relacionamentos, estudos, redes sociais e 
ambiente de trabalho.
3. Interatividade e envolvimento dos alunos - A
participação ativa dos alunos é fundamental para o 
aprendizado. O professor precisa criar um ambiente 
de interação, onde os jovens se sintam à vontade para 
fazer perguntas, compartilhar experiências e expressar 
suas opiniões. Dinâmicas, debates e trabalhos em 
grupo são excelentes maneiras de engajar os alunos 
e promover uma aprendizagem colaborativa.
Sugestão prática: Utilize dinâmicas que incentivem 
a prática do conteúdo, como debates sobre questões 
morais e éticas, dramatizações que representem os 
ensinamentos da Carta ou trabalhos em grupo que 
explorem soluções para dilemas enfrentados pelos 
jovens no dia a dia.
ENSINADOR CRISTÃO 15
Eduardo Leandro 
Alves é p astor da 
AD em Rio Tinto 
(PB), doutor e 
m estre em Teologia 
pela Faculdades 
EST, graduado 
em Teologia e 
licenciado em 
Sociologia, diretor 
do Centro de 
Estudos Teológicos 
da ADPB (CETAD- 
PB), escrito r das 
Lições Bíblicas de 
Jovens da CPAD, 
e p rofessor da 
pós-graduação 
em Teologia 
da Faculdade 
Cidade Teológica 
(Fortaleza-CE).
4 . Reflexão e Oração - A Carta de Tiago enfatiza 
a importância da oração e da dependência de Deus 
para viver uma vida autêntica de fé. O professor deve 
encorajar os alunos a refletirem sobre sua caminhada 
cristã e a buscarem a direção de Deus em suas decisões 
e ações. Momentos de oração em grupo e reflexões 
sobre as lições podem ser muito edificantes para o 
crescimento espiritual dos alunos. Esses momentos 
podem ultrapassar a sala de aula, alcançando outros 
momentos no Departamento de Jovens, e isso amplia 
o alcance da EBD.
Sugestão prática: Reserve momentos ao final de 
cada aula para uma reflexão silenciosa ou oração em 
grupo. Incentive os jovens a orarem por áreas espe­
cíficas de suas vidas onde sentem a necessidade de 
crescer em autenticidade e fidelidade.
5. Foco no desenvolvimento de virtudes cristãs - 
A Carta de Tiago é rica em conselhos práticos sobre 
como desenvolver virtudes como paciência, sabedoria, 
domínio da língua, compaixão e justiça. O professor 
deve enfatizar que essas virtudes são frutos de uma fé 
viva e autêntica, e que são essenciais para a vida cristã.
Sugestão prática: Proponha desafios semanais 
para que os alunos trabalhem para desenvolverem 
uma dessas virtudes, acompanhando o progresso de 
cada um e incentivando o grupo a compartilhar seus 
avanços e dificuldades. De novo: essas ações devem 
transcender o momento da aula, alcançando outras 
atividades do Departamento de Jovens. Essa prática 
fortalece a EBD e contribui para o desenvolvimento 
da juventude.
6. Uso de recursos visuais e tecnológicos - O uso
de recursos visuais pode tornar o ensino mais dinâ­
mico e acessível para os jovens. Apresentações em 
slides, vídeos, gráficos e outros recursos tecnológicos 
podem ajudar a ilustrar e reforçar os pontos principais 
de cada lição, facilitando o aprendizado e tornando 
as aulas mais envolventes.
Sugestão prática: Crie s lid e s com os tópicos 
principais das lições, incluindo im agens e vídeos 
que conectem a mensagem de Tiago à realidade 
dos jovens. Utilize plataformas interativas para fazer 
enquetes ou questionários que incentivem a parti­
cipação ativa. •
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A revista de Lições Bíblicas Jovens do primeiro 
trimestre de 2025, baseada na Carta de Tiago, é 
uma ferramenta excelente para promover uma fé 
autêntica e produtiva entre os jovens. O grande 
desafio para os professores será transformar os 
profundos ensinamentos dessa epístola em lições 
práticas, que inspirem os alunos a viver uma fé viva, 
coerente e impactante em meio às adversidades 
do mundo atual.
Com dedicação, preparo e uso de estratégias 
pedagógicas criativas, o docente pode fazer com 
que cada lição seja um momento transformador, 
onde os jovens não apenas adquiram conhecimento, 
mas também sejam desafiados a viver uma vida 
cristã autêntica, que glorifique a Deus e produza 
frutos para o Seu Reino.
SEVERINO
PEDRO
DA SILVA
Um dos grandes 
ensinadores das 
Assem bléias de 
Deus no Brasil
Severino Pedro da Silva (1946- 
2013) foi pastor das Assembléias 
de Deus no Brasil, missionário nos 
Estados Unidos, conferencista , 
autor de mais de uma dezena de 
livros lançados pela CPAD, membro 
da Academia Evangélica de Letras 
do Brasil, articulista e conferencista, 
ministrando sempre sobre temas 
bíblico-doutrinários. Reconhecido 
com o teó logo de destaque da 
denom inação , ele foi com enta­
rista de Lições Bíblicas de Escola 
Dominical dá CPAD e membro da 
Casa de Letras Emílio Conde. Suas 
ministrações e livros marcaram a 
trajetória de vários obreiros das 
Assembléias de Deus brasileiras.
Severino Pedro nasceu em 19 
de junho de 1946, na cidade de 
Itaretama (RN), filho de José Pedro 
das Neves e Sebastiana Silva. Ele 
desceu às águas batismais em 19 
de agosto de 1964 e recebeu o 
batismo no Espírito Santo - expe­
riência que, segundo suas próprias 
palavras, marcou a sua vida - em
18 de abril de 1968. Foi ordenado 
pastor em 4 de fevereiro de 1982, 
pela Assembléia de Deus Ministério 
do Belém em São Paulo. Casado 
com a irmã Maria Aparecida e pai 
de duas filhas, o pastor Severino 
atuou como co-pastor na sede do 
Ministério do Belém durante muitos 
anos e, depois, como missionário 
nos Estados Unidos, no período 
de 15 de janeiro de 1994 a 25 de 
maio de 1997. Desde o ano de 2007 
até a sua morte em 4 de julho de 
2013, aos 67 anos, ele pastoreou 
a A ssem b lé ia de Deus em São 
Mateus, na zona leste de São Paulo 
(SP). Ele faleceu em decorrência de 
com plicações após uma cirurgia 
de vesícula.
Com formação em Teologia e 
Filosofia, ele dedicou-se ao minis­
tério do ensino e à produção de 
literaturateológica, com destaque 
para a área da Escatologia Bíblica. 
Algumas de suas obras publicadas 
pela CPAD são ...E Samaria, A Dou­
trina da Predestinação, A Doutrina
de Deus, A Existência e a Pessoa 
do Espírito Santo, A Vida de Cristo, 
Apocalipse - Versículo por Versículo, 
Escatologia - Doutrina das Ultimas 
Coisas, Homilética, O Pregador e o 
Sermão, O Crente e a Prosperidade, 
O Homem: Corpo, Alma e Espírito, 
Os Anjos - Sua Natureza e Ofício 
e A Doutrina do Pecado.
A destacada atuação do pastor 
Severino Pedro como escritor o 
conduziu à Academia Evangélica 
de Letras do Brasil em 7 de outubro 
de 1989; e em 2005, a se tornar 
um dos membros-fundadores da 
Casa de Letras Emílio Conde, per­
tencente às Assembléias de Deus 
no Brasil. Durante a sua trajetória, 
ele comentou dois trimestres da 
revista Lições B íb licas da CPAD 
para a Escola Dominical, sob os 
temas "A Vida de Cristo" (1989) e 
"Josué: Livro das Vitórias" (1992). 
Além disso, foi um proficiente ar­
ticulista dos periódicos da CPAD 
durante décadas. Um exem plo 
de mestre. •
ENSINADOR CRISTÃO 17
Neste trimestre, a Classe de Juvenis estudará o se­
guinte tema: "Uma Viagem pelo Antigo Testamento". O 
assunto é muito importante para que possamos compre­
ender desde como o Antigo Testamento é organizado, 
passando pela formação do povo hebreu até o último 
profeta literário (Malaquias) que fecha esse período. 
Com o estudo desse tema, a classe entenderá melhor as 
passagens do Novo Testamento, bem como o contexto 
judaico em que Jesus viveu.
Como abordagem, lembremos que adoles- |
centes dessa faixa etária querem se « 1
\ N
9 UMA VIAGEM 
PELO ANTIGO 
= TESTAMENTO
sentir incluídos, por isso sempre pergunte como eles 
estão, como foi a semana deles e, no decorrer das 
lições, faça perguntas bíblicas de acordo com a lição 
para testar o nível de conhecimento deles.
A primeira lição mostrará a origem do termo "B í­
blia" e o porquê de receber esse nome, e também 
explicará que todo o processo de escrita do livro 
sagrado até o fechamento do cânon é um verdadeiro 
milagre. Além disso enfatizará que a ordem dos livros 
do Antigo Testamento não é cronológica, mas, sim, 
uma ordem canônica, e essa ordenação segue uma 
lógica de divisão e classificação.
Neste trimestre, será possível aos alunos conhe­
cerem a origem do povo hebreu, que passou pela 
escolha de um casal, Abraão e sua esposa Sara. Por 
meio deles, temos o período patriarcal dos hebreus, 
com o cumprimento da promessa de Deus de dar a 
Abraão uma descendência. Abraão, seu filho Isaque 
e seu neto Jacó são os principais patriarcas que dão 
origem ao que chamamos de povo hebreu.
A partir de Jacó, essa família foi para o Egito por 
meio de José, filho mais amado do patriarca, e lá eles 
são recebidos com cordialidade, pois José tornou-se 
governador do Egito após interpretar os sonhos do 
faraó. Todavia, após anos, levantou-se um faraó que 
não conheceu a história de José e, vendo o crescimento 
do povo hebreu, escravizou os descendentes de Jacó.
Nesse período, surgiu um dos personagens mais 
importantes da história de Israel: Moisés. Esse gran­
de líder foi levantado por Deus para libertar o Seu 
povo com mão poderosa do Egito e guiá-lo através 
do deserto até chegar à Terra Prometida. Todavia, 
Moisés não entrou em Canaã, mas, sim, seu sucessor 
Josué, que liderou uma campanha para expulsar a 
maior parte dos povos cananeus e conquistar Canaã. 
Posteriormente, a terra foi dividida entre as tribos de 
Israel e o povo passou a habitar na Terra Prometida.
Após a morte de Josué, o povo passou a viver 
sem uma liderança e cada um fazia o que queria e 
se iniciou o período dos Juizes, período de grandes 
desvios morais e espirituais do povo. Posteriormente, 
pediram um rei e iniciou-se o período da monarquia. 
Durante a monarquia, surgiram dois reis que são mui­
to relevantes, sendo pai e filho: Davi e Salomão. Foi 
por meio deles que o Templo de Jerusalém 
foi construído.
Infelizmente, após a morte de Salomão, o reino se 
dividiu em dois: Reino do Norte (Israel) e Reino de Sul 
(Judá). É no período da monarquia que há uma explosão 
da atividade profética. Deus levantou e usou muitos 
profetas nesse período, não só na época do Israel 
unificado, mas também na época do reino dividido, 
e para os dois reinos. Deus levantou os Seus profetas 
para exortar reis, sacerdotes, profetas vendidos e o 
povo que se desviou e se afastou de Deus.
Com o desvio do povo, Deus levantou inimigos 
para levá-lo cativo com o objetivo de discipliná-lo. Da 
dominação do Reino do Norte surgem os samaritanos; 
e do cativeiro do Reino do Sul, os judeus. Todavia, 
Deus permitiu que os cativos de Judá retornassem à 
Jerusalém. Após o período de cativeiro, veio o período 
conhecido como interbíblico, onde surgiram grupos 
como os saduceus, fariseus, es- 
sênios e zelotes.
Será um trim estre de 
histórias incríveis no qual 
o professor poderá usar 
todo o seu conhecimento 
no Antigo Testamento para 
encantar e insp irar seus 
alunos. •
Thiago Panza- 
riello é presbítero 
da Assembléia de 
Deus em Augusto 
Vasconcelos 
(ADAV), no Rio 
de Janeiro (RJ); 
professor no 
sem inário teo­
lógico IETECG: 
professor de 
Escola Dominical 
das classes de 
pré-adolescentes, 
adolescentes e ju ­
venis; revisor do 
setor de Bíblias e 
Obras Especiais 
da CPAD; bacharel­
em Teologia pela 
FAECAD (RJ); 
graduado em 
letras (português- 
-literatura); e 
com entarista de 
Lições Bíblicas 
infanto-juvenis.J
V
>• • •
Artigo
Revista Adolescentesw v w w m • • • » " ■
• • • • • • « • •
» • • • • • * • • * •
• • • • • • * • • •
i *
I
i
Poão Paulo da Silva 
|Mendes é pastor, 
vice-presidente. 
|da Assembléia I 
|de Deus Central I 
|em Araguari | 
|MG), bacharel | 
|em Teologia e I 
|Direito, licenciado 1 
|em Matemática, I 
Ip ro fessorl 
|da EETAD e I 
comentarista das I 
Lições Bíblicas I 
da CPAD paral 
Adolescentes. |
GÊNESIS, O LIVRO DOS
GRANDES COMEÇOS
Como tiveram início os as­
tros, os céus e a terra, os seres 
hum anos, toda fauna e flora 
terrestres? A questão intriga os 
homens há milhares de anos. 
A Bíblia, em seu primeiro livro, 
apresenta a resposta verdadeira 
sobre tais perguntas. Sabe-se 
que a Palavra de Deus não é um 
manual científico. No entanto, o 
Livro Sagrado é verdadeiro em 
todas as suas afirmações acerca 
da ciência. Ou seja, a Bíblia é 
inerrante. Isto, conforme o téo- 
logo Norman Geisler, decorre 
dos fatos de que a Bíblia é a 
Palavra de Deus [2 Tm 3.16; 2 Pe 
1.20,21] e que Deus não pode 
errar (Hb 6.18; Tt 1.2; Rm 3.4), 
sendo "o resultado lógico ne­
cessário destas duas premissas 
que a Bíblia não pode errar."
Neste primeiro trimestre de 
2025, o tema da revista de ado­
lescentes é "Gênesis, o Livro dos 
Grandes Começos". A partir do 
primeiro livro da Bíblia, serão 
estudad os assuntos com o o 
criacionismo e os mistérios da 
vida; o conhecimento de Deus 
por meio de Seus atributos; a 
missão divina dada aos primeiros 
pais no cuidado com a terra; o 
surgimento e desenvolvimento 
da sociedade; o agravamento do 
pecado sobre a face da terra e
_ __ _
' ..........................................., ....... ....... , , ......, • \ " : .. ; . ■ j . • . - : . ;. . .
O Criacionismo 
bíblico encontra
amparo não 
somente na fé 
crista, mas na 
lógica humana 
e em diversos 
pressupostos da 
verdadeira ciência
/ /
íí o dilúvio universal; a aliança de 
Deus com Noé e a história dos 
patriarcas Abraão, Isaque, Jacó 
e seus filhos.
Na adolescência, as dúvidas 
são multiplicadas na mente do 
ser humano. A busca por res­
postas é intensa. Muitos desses 
temas estão em Gênesis. A fé 
reclama argumentos sólidos e 
racionais. A lguns assuntos os 
alunos já conhecem a partir do 
ensino regular. Veja, por exem­
plo, o tema "O surgimento da 
vida humana". Em regra, as es­
colas ensinam o evolucionismo 
sem qualquer questionamento 
de suas "bases" científicas. A 
teoria, apesar de enfraquecida, 
não foi abandonada, pois para 
os homens afastados de Deus 
pareceser melhor a proposta de
cunho naturalista. O naturalismo 
afasta qualquer possibilidade 
de intervenção sobrenatura l 
em seu cam po de estudo , o 
que consequentemente afasta 
a hipótese da criação divina. No 
entanto, o Criacionismo bíblico 
encontra amparo não somente na 
fé cristã, mas na lógica humana 
e em diversos pressupostos da 
verdadeira ciência.
Em um cenário desafiador, o 
professor de Escola Dominical 
tem diante de si a rica oportu­
nidade e responsabilidade de 
guiar o aluno nesse processo 
de encontro de respostas e for­
talecimento da fé. Esse trabalho 
consiste em ensinar o que é 
correto à luz das Escrituras e 
afastar o que não é verdadeiro. 
Desse modo, o trabalho deve ser 
feito com autoridade do Espíri­
to Santo e muita propriedade, 
pois os adolescentes também 
estarão a examinar o que é dito 
pelo professor. Ainda que em 
silêncio, confrontarão o conte­
údo da lição com o que lhes foi 
ensinado nos bancos escolares 
do ensino fundamental. Todavia, 
diante de uma aula dinâmica e 
cheia da graça do Senhor, cada 
ouvinte abraçará a verdade bíbli­
ca com amor, sentindo a mente 
e o coração satisfeitos. •
20 ENSWADOR CRISTÃO
-
W Ê Ê m ü w
PREPARE-SE PARA APLICAR 
EM SUA VIDA TODA A SABEDORIA 
DA PALAVRA DE DEUS
BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSO AL
NOVA VERSÃO TRANSFORMADORA (NVT)
Esta edição inclui uma atualização completa dos recursos históricos e traz conteúdo 
novo e expandido, a fim de tornar o material ainda mais relevante para sua vida diária. 
Novo também é o design das páginas em duas cores, com uma disposição que facilita 
o uso dos recursos. Agora com o texto bíblico na N V T para atender a diversos perfis 
de leitores: o especialista em exegese bíblica, o pastor que busca um texto confiável 
para seus sermões, o leigo que procura uma palavra de inspiração que fale diretamente 
à alma e o jovem que espera compreender o que está lendo.
Esta edição contém:
© Notas de Aplicação Pessoal 
e Notas explicativas
© Introdução aos livros bíblicos 
© Esboços e Temas centrais 
© Perfis dos personagens bíblicos
© Notas Textuais e títulos de seções 
da versão NVT
© Quadros, Mapas, Linhas do
Tempo e Diagramas - Dicionário/ 
Concordância
Versões: 0 p re ta % v in h o # a z u l
Form ato: 17 x 23 cm - C ou ro sim ulado em b aixo-re levo
cpad.com.br
É i j í f J E )
0 Ü
^ 0800-021-7373 
£ ) © o
Reportagem
CONFERÊNCIAS DE ESCOLA 
DOMINICAL DA CPAD EM 
FLORIANÓPOLIS, SALVADOR
E ARAGUAÍNA
Participantes do evento tiveram acesso a palestras 
edificantes e reciclagem educacional
• REC Q I 99%
tfC O E D
CONFERÊNCIA
DE ESCOLA
d o m i n i c a l
c id a d e d e Florianópolis (SC) re c e b e u a 30a C on ferên c ia d e Esco laEm julho, a -------
Dominical (COED) promovida pela CPAD
■ JB
^ 12
r j£
i r, iA lyâP||y |H
O úlitmo semestre de 2024 foi marcado por três 
grandes eventos de educação cristã promovidos pela 
Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD). 
Nos dias 11 a 14 de julho, no centro de eventos Cen- 
trosul, em Florianópolis, capital catarinense, ocorreu 
a 36a Conferência de Escola Dominical (CO ED ) da 
CPAD. O culto de abertura contou com a presença 
da liderança das Assem bléias de Deus no estado. 
Sob a regência do maestro Marcos Justino, a orques­
tra da Assem bléia de Deus em Florianópolis (SC) 
destacou-se com seus 45 músicos, incluindo o coro 
Vozes de Sião, com seus 40 integrantes. Os hinos da 
Harpa Cristã "Não posso explicar" (83) e "Não foi 
com ouro" (231) foram entoados com alegria pelos 
participantes do evento.
Pastor Kemuel Sotero, vice-presidente do Conselho 
Administrativo da CPAD, conduziu o culto de abertura 
do CO ED , representando o pastor José Wellington 
Bezerra da Costa, presidente do referido Conselho. 
O pastor Geraldino Silva, líder da Convenção das 
Igrejas Evangélicas e Pastores da Assembléia de Deus 
no Estado do Rio Grande do Sul (C IEPAD ERGS) e 
4o secretário da Convenção Geral dos Ministros das 
Igrejas Evangélicas Assem bléias de Deus do Brasil 
(CGADB), representou o pastor José Wellington Costa 
Junior, presidente da Convenção Geral dos Ministros 
das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus do Brasil 
(C G A D B). O pastor Nilton dos Santos, presidente 
da Convenção das Igrejas Assembléias de Deus de 
Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (C IAD ESCP), 
também participou do evento. O diretor- executivo 
da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, destacou a 
cooperação do Espírito Santo no evento educacional.
O pastor Elienai Cabral, consultor doutrinário e 
teológico da CPAD, realizou a sua preleção no culto 
de abertura, destacando que "o Espírito Santo ain­
da hoje ilumina a mente dos mestres e aclara toda 
revelação das Escrituras Sagradas. Não basta um 
discurso bonito sobre o que ele pode fazer. É preciso 
acreditar que a Bíblia é a voz de Deus falando para 
nós nos dias atuais".
Nos dias 28 a 31 de agosto, Salvador (BA) recebeu 
a 37a Conferência de Escola Dominical da CPAD. O 
culto de abertura teve início às 19h e foi transmitido 
ao vivo no canal da TV CPAD no Youtube. O Centro 
de Cultura Cristã da Bahia (C EC BA ), em Salvador, 
sediou o evento. A partir do dia 29, a programação 
se estendeu por todo o dia, com os conferencistas 
participando de plenárias, seminários e workshops
ministrados por pastores, educadores, pedagogos e 
psicólogos. Os estudos se fundamentaram no tema 
geral "O Espírito Santo capacitando a Igreja para o 
ensino da Verdade", baseado na passagem de João 
14.26. A educação infantil, a educação especial e o 
discipulado fizeram parte dos grupos de interesse 
de assuntos escolhidos pelos inscritos.
O pastor Valdomiro Pereira, presidente da Con­
venção Estadual das Assembléias de Deus na Bahia 
(CEADEB) e da Assembléia de Deus na capital baia­
na, deu total apoio ao evento. O diretor-executivo 
da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, agradeceu 
à recepção calorosa. O pastor Demerval Lopes de 
Cerqueira, membro vitalício do Conselho Administra­
tivo da CPAD, representou o pastor José Wellington 
Bezerra da Costa, presidente do Conselho.
De 12 a 15 de setembro, o município de Araguaína 
(TO) hospedou a 38a Conferência de Escola Dominical 
da CPAd, que contou com 1.093 participantes só do 
estado tocantinense. Mas o evento também atraiu 
interessados em aperfeiçoamento na área de educa­
ção cristãde estados próximos. Do número total de 
1.182 inscritos, 51 foram do Pará; 25, do Maranhão; 
seis, de G oiás; dois, do Ceará; e dois, do Distrito 
Federal. São Paulo, Bahia e Mato Grosso contaram 
com um participante cada.
A Assembléia de Deus regional, liderada pelo pastor 
Paulo Martins Neto, foi parceira fundamental para a 
realização do evento. Segundo ele, a Conferência de 
ED em Araguaína "foi um combustível para a gente 
continuar trabalhando, para que tenhamos mais quali­
dade, empenho e, principalmente, mais esperança de 
ter uma igreja cada dia melhor". Entusiasta da Escola 
Dominical, o pastor Paulo Martins, também preside a 
Convenção das Assembléias de Deus em Tocantins
Os participantes da COED em Salvador lotaram o espaço 
do CECBA para ouvir as preleções educacionais
(CIADSETA/TO). "Se for considerada a distância e o 
número de dias da COED, o resultado foi um dos mais 
expressivos", ponderou o líder da Assembléia de Deus 
em Palmas (TO) e da caravana mais distante presente 
ao evento, pastor Antônio Xavier. "A Escola Domini­
cal é o nosso carro-chefe. É o seminário permanente 
da família. Estamos gratos pelo que a CPAD fez. Os 
ensinamentos das plenárias são extraordinários. A 
equipe de ensinadores é das mais competentes. Isso 
nos deu uma visão mais ampla e atualizada da Escola 
Dominical", afirmou o líder, que 14 anos atrás recebeu 
em sua cidade a 19a Conferência de ED da CPAD.
O pastor Alexandre Coelho, gerente de Publicações 
da CPAD, foi um dos preletores do evento e representou 
o diretor-executivo da CPAD. Também compuseram a 
equipe da Casa o gerente de Comunicação, Leandro 
Silva, e funcionáriosda matriz. O conselheiro vitalício 
da CPAD, pastor José Possidônio Martins Reis, sempre 
sentado nas primeiras fileiras, irradiou alegria. Ele fez 
88 anos na ocasião. O líder foi homenageado pela 
editora num momento especial, quando também 
recebeu orações e felicitações do povo de Deus.
O * » ,o r d » CPAD, Ronaldo Rodrigues de Douse, lou 
Deus pela açao do Espírito Santo nas três úlitmas COL
No domingo, dia 15 de outubro, a emoção tomou 
conta do público durante a plenária final, ministrada 
pela educadora Joane Bentes. Entre uma dinâmica e 
outra, o discurso de conscientização e engajamento 
na evangelização e no discipulado infantil foi tão as­
sertivo que algo especial aconteceu. Tia Jô encerrava 
com oração quando meninas que acompanhavam as 
mães ficaram impactadas. Honeque Luís da Silva é pai 
de Isadora Pereira Luz, de 7 anos. Ele conta que tinha 
feito uma campanha sobre batismo no Espírito Santo 
na congregação. "Explicamos a ela sobre o batismo 
no Espírito Santo. Não foi naquele momento, mas na 
Conferência ela foi cheia. Isso foi uma grande bênção 
para nossas vidas e para a vida dela", testemunha. O 
pastor Francisco Neto, da Assembléia de Deus em 
Araguaína, congregação Maanaim, que é primo de 
Honeque, confirmou que Isadora falou em línguas.
Aos 6 anos, Ana Letícia Mota ficou emocionada. 
"Essa foi a segunda ou terceira vez que minha filha 
sentiu a presença do Espírito Santo. Ela foi bastante 
cheia do Espírito Santo no dia de hoje. Veio molinha 
para o meu colo. Ela ficou muito empolgada com o 
evento, não para de cantar louvores", testemunha a 
mãe, Lucília de Jesus.
Clênia Cotrim Coelho, mãe de Ana Vitória, tam­
bém de 6 anos, conta: "Ela realmente foi cheia, tanto 
que quando veio onde eu estava, chegou chorando, 
emocionada, dizendo: 'Mamãe, eu chorei muito, eu 
estava cheia de Deus'. Se ela chegou a dizer isso, é 
porque realmente sentiu algo da parte de Deus e 
isso foi emocionante para quem estava assistindo, 
especialmente para nós, os pais. Nós nos alegramos 
muito em ver essa ação do Espírito em nossos filhos. 
Estamos em campanha de oração, ela e eu. Foi um 
evento que deixou saudades!", finaliza. •
o Entrevista do Comentarista
Quando antigas heresias ganham 
nova roupagem
O entrevistado desta edição é o pastor Esequias Soares da Silva, 
comentarista da revista Lições Bíblicas Adultos da CPAD deste 1° 
trimestre de 2025, que alude a antigas heresias que se manifes­
tam ainda na atualidade. O pastor Esequias é graduado em 
Letras com habilitação em Hebraico pela Universidade de 
São Paulo, e mestre em Ciências da Religião pela Universi­
dade Presbiteriana Mackenzie. Ele é professor de Hebraico,
Grego e Apologia Cristã. O pastor é também presidente 
do Conselho Deliberativo da Sociedade Bíblica do Brasil 
(SBB) e da Comissão de Apologética da Convenção Geral 
dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assem bléia de Deus 
do Brasil (CGAD B), e também líder da Assem bléia de Deus 
em Jund ia í (SP). É autor de diversos livros na área teológica 
e apologética, além de comentarista de Lições Bíblicas Adultos 
de Escola Dominical da CPAD.
Durante a entrevista, o pastor Esequias Soares discorre sobre a ativi­
dade dos judaizantes nos tempos apostólicos e possíveis ameaças nos dias 
atuais, o arianismo formulado pelo heresiarca Ário, pontos principais sobre 
a Doutrina da Trindade que não podem ser desprezados, e conselhos para 
quem deseja se aprofundar na apologética cristã.
Pastor Esequias, neste tri­
mestre, vamos estudar as he­
resias. A que alunos e profes­
sores deverão estar atentos 
ao longo desta lição como 
ponto mais importante?
São três pontos principais a que 
todos devem estar atentos: a) a 
verdadeira identidade do Senhor 
Jesus, como Filho de Deus, verda­
deiro Deus e verdadeiro homem, 
seu nascimento virginal, concebido 
no ventre de uma virgem por obra e 
graça do Espírito Santo, o Messias 
e Salvador do mundo que morreu 
pelos nossos pecados, ressuscitou 
dentre os mortos, retornou ao céu 
e intercede por nós junto ao Pai; b) 
os grupos religiosos heterodoxos 
negam pelo m enos um desses
pontos e no presente trim estre 
vam os co n h ece r os p rin c ip a is 
grupos; c) e as lições do trimestre 
são um incentivo para equipar a 
todos no preparo e conhecimento 
mais sólidos, e com certo grau de 
profundidade, sobre nossas crenças 
e práticas e sobre como apresentá- 
-las à luz da Bíblia. Não somente 
isso , mas que os p rofessores e 
alunos possam formular bem seus 
argumentos para dialogar sobre 
esses assuntos à luz da Bíblia e na 
direção do Espírito Santo.
Havia a ameaça dosjudaizan- 
tes nos tempos apostólicos. E 
hoje, a ameaça continua?
Sim , continua. Os apóstolos 
viam nos judaizantes dois proble­
mas sérios: a ameaça à liberdade 
cristã e o perigo de o Cristianismo 
se tornar uma mera seita judaica. 
Os judaizantes alteravam o cerne 
do evangelho, pois colocavam a lei 
como complemento da obra que 
Jesus efetuou no Calvário. Era, de 
fato, "outro evangelho", por isso o 
apóstolo Paulo os amaldiçoou (GI 
1.8,9). Eles são chamados de "falsos 
irmãos" (Gl 2.4), pois perturbaram 
as igrejas em Antioquia da Síria 
e na G alácia , ensinando que os 
gentios deviam se tornar judeus 
para serem salvos. O perigo que 
e les apresentavam no passado 
não é d ife ren te na atua lidade . 
Os judaizantes que Paulo enfren­
tou eram de origem judaica num 
período em que a produção dos
ENSINADOR CRISTÃO 25
livros do Novo Testamento ainda 
estava em andamento. Hoje, faz 
menos sentido ainda, visto que 
a igreja tem quase dois mil anos 
de experiência. Essa forma atual 
de legalism o não é meram ente 
um modismo e os perigos são os 
mesmos do período apostólico. 
Trata-se de um retrocesso espiritu­
al, "remendo novo em pano velho" 
(Mt 9.16). Trata-se de uma heresia 
que compromete a salvação, pois 
adota a lei como com plem ento 
da obra de Cristo, por essa razão 
Paulo chamou essa doutrina de 
"outro evangelho" e o amaldiçoou 
(GI 1.8,9). Essa maldição é exten­
siva aos discípulos dessa heresia 
ainda hoje.
A heresia de Ário foi comba­
tida no passado. Há quem 
defenda essa doutrina heré­
tica na atualidade?
A controvérsia arianista foi a 
maior da história da Igreja, chegan­
do a ameaçar a unidade do império 
romano. Ário negava a divindade 
p lena de Je su s e reconhecia o 
Senhor com a primeira criatura de 
Deus, o Pai. Seu slogan e de seus 
seguidores, usado em seus protes­
tos públicos, era: "Houve tempo 
em que o Verbo não ex istia ". A 
Igreja saiu ilesa depois de mais 
de cinquenta anos de em bates 
teológicos. Entre a religiões e os 
movimentos que dizem ostentar a 
bandeira de Cristo na atualidade, 
mas que seguem essa heresia , 
se destacam as Testemunhas de 
Jeová, que assumem publicamente 
que seguem a heresia de Ário e 
pregam ainda o mesmo slogan de 
Ário. Outros grupos menores, com 
pensamento similar, são a Igreja da 
Unificação do Reverendo Moo e os 
grupos espíritas. Os muçulmanos 
negam também a divindade de
Jesus e a Sua filiação divina, mas 
eles não são cristãos e nem osten­
tam a bandeira de Cristo.
Quais os pontos principais 
sobre a doutrina da Trinda­
de que não podem deixar de 
ser frisados?
A doutrina cristã da Trindade 
é um mistério porque ela vai além 
da razão, mas não contra a razão. 
Como disse Myer Pearlman, "é uma 
doutrina revelada e não concebida 
pela razão humana". A verdade é 
que existe um só Deus e que Deus 
é um só, mas que existe nessa 
divindade três pessoas distintas, 
o Pai, o Filho e o Espírito Santo, 
iguais em glória, poder e majestade. 
A definição de quem primeiro, na 
história da igreja, criou essa fórmula 
teológica, Tertuliano de Cartago em 
213, ajuda a esclarecer. Ele screveu: 
"Todos são de um, por unidade de 
substância, embora ainda esteja 
oculto o mistério da dispensação 
que distribui a unidade numa Trin­
dade, colocando em sua ordem os 
três, Pai, Filho e Espírito Santo; três 
contudo, não em essência, mas 
em grau; não em substância, mas 
em forma, não em poder,mas em 
aparência, pois eles são de uma só 
substância e de uma só essência e 
de um poder só, já que é de um só 
Deus que esses graus e formas e 
aspectos são reconhecidos com o 
nome de Pai, Filho e Espírito Santo"
(Contra Práxeas, II). Tertuliano apre­
senta nessa formulação uma breve 
interpretação da natureza divina 
conforme revelada nas Escrituras e 
no testemunho das igrejas desde a 
era apostólica. São "três contudo, 
não em essência, mas em grau; não 
em substância, mas em forma, não 
em poder, mas em aparência". Foi 
a primeira fórmula trinitária que 
atravessou os séculos. O que ele
escreveu vale ainda hoje, apesar das 
diversas pontas soltas que precisa­
ram ser amarradas posteriormente, 
mas a sua estrutura da Trindade na 
unidade e da unidade na Trindade é 
mantida em Orígenes, em Atanásio, 
nos pais capadócios, em Hilário 
de Poitiers e em Agostinho de 
Hipona, dentre os demais. Assim, 
tanto a unidade como a distinção 
das pessoas devem ser frisadas.
Quais os principais conse­
lhos que o senhor daria para 
alguém que deseja se dedi­
car à apologética cristã?
O nosso objetivo com a apolo­
gética é equipar o povo de Deus 
com argumento bíblico para que 
cada um possa defender a sua fé 
e ajudar os seus irmãos, principal­
mente os novos convertidos, na 
compreensão da Bíblia. Os adeptos 
das seitas estão no contexto de 
Mateus 28.19. São criaturas que 
precisam conhecer Jesus. Muitos 
deles nunca tiveram a oportunidade 
de ouvir a verdade da Palavra de 
Deus. Essas pessoas estão incluídas 
nos grupos ainda não alcançados 
pelo evangelho. A evangelização 
deles constitui-se um grande de­
safio para as igrejas. Isso acontece 
porque, além de ser um trabalho 
árduo e muito difícil, é também 
muito arriscado alguém se tornar 
um deles. Os apologistas e os que 
desejam se dedicar a essa área da 
teologia precisam conhecer bem 
suas crenças, seus argumentos, e 
saber como refutar esses pontos 
doutrinários à luz das Escrituras. 
Mas, isso exige um bom conheci­
mento daquilo que nós cremos e 
vivemos. O sucesso dessa atividade 
depende do Espírito Santo. A nossa 
responsabilidade é ler e estudar 
a B íb lia , é preparo teo lóg ico e 
oração. •
Cláudio César Lourindo do Silvo
Fazer e ensinar: 
o modelo de Cristo
A passagem de Atos dos Após­
tolos 1.1, escrita pelo doutor Lucas 
em seu segundo tratado a Teófilo 
(o primeiro foi o seu Evangelho, que 
teve também o mesmo destinatário 
primário - Lc 1.1 -4), nos apresenta 
uma das razões pelas quais os ensi­
nos de Jesus Cristo eram diferentes 
de todos os outros. O médico amado 
(Cl 4.14) escreveu no primeiro ver­
sículo do livro de Atos que Jesus 
Cristo fazia e ensinava. A ordem 
colocada por Lucas não está à toa.
Em Mateus 7.28-29, encontramos 
a seguinte expressão: "E aconteceu 
que, concluindo Jesus este discur­
so, a multidão se admirou da sua 
doutrina, porquanto os ensinava 
com autoridade e não como os 
escribas". A palavra "autoridade" 
(gr. exousia ), usada no versículo, 
aponta para o direito de mandar, 
para legitimidade. Mateus enfatizou: 
"e não como os escribas". Ou seja, 
teoricamente, os escribas eram os 
ensinadores legais, porém, na prática 
e no testemunho, Jesus Cristo era 
quem tinha a autoridade. Os escribas 
ensinavam, mas Jesus Cristo tinha 
autoridade, pois fazia e ensinava!
Quando Jesus Cristo ensinava 
sobre o amor, os Seus discípulos já 
O viam amando; quando Ele ensi­
nava sobre santificação, eles já viam 
em Jesus uma vida santa; quando 
Ele ensinava sobre o perdão, eles 
viam Cristo perdoando. Como isso 
faz diferença!
Uma das bases da 
fé crista é que ela 
deve ser a Palavra 
de Oeus que se 
materializa em 
nossas vidas
/ /
Em João 1.1,14, encontramos: 
"No princípio era o Verbo, e o Verbo 
estava com Deus, e o Verbo era 
Deus. ( ...) E o Verbo se fez carne e 
habitou entre nós, e vimos a sua gló­
ria, como a glória do unigênito do 
Pai, cheio de graça e de verdade". 
Estes versículos maravilhosos nos 
mostram que Jesus Cristo, chamado 
pelo apóstolo João de Verbo (gr. Lo- 
gos), não apenas estava com Deus, 
mas era Deus, e Ele se fez carne e 
habitou entre nós. Glória a Deus! 
Jesus Cristo é o Verbo que se fez 
carne. Simbolicamente, podemos 
afirmar que uma das bases da fé 
cristã é que ela deve ser a Palavra 
que se materializa em nossas vi­
das, o discurso que se concretiza, 
a tepria que se vê na prática. Jesus 
Cristo, nosso Mestre por excelência, 
nos deixou este exemplo.
ENSINADOR CRISTÃO 27
Cláudio César 
Laurindo da Silva 
é pastor, líder 
da Assembléia 
de Deus Central 
em Mesquita (RJ) 
e professor de 
História e Teologia
No contexto da última páscoa 
de Jesus Cristo com Seus discípulos, 
narrada por João no capítulo 13 do 
seu Evangelho, temos um exemplo 
claro de Jesus primeiro fazendo e 
depois ensinando. Os versículos 4 
e 5 dizem que Jesus "levantou-se 
da ceia, tirou as vestes e, tomando 
uma toalha, cingiu-se. Depois, pois 
água numa bacia e começou a lavar 
os pés aos discípulos e a enxugar- 
-Ihos com a toalha com que estava 
cingido".
Nos versículos 13 a 15, disse 
Jesus: "Vós me chamais Mestre e 
Senhor e dizeis bem, porque eu o 
sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, 
vos lavei os pés, vós deveis tam­
bém lavar os pés uns dos outros. 
Porque eu vos dei o exem p lo , 
para que, como eu vos fiz façais 
vós tam bém ". O Senhor lavou os 
pés aos discípulos, ou seja, fez; e 
depois, lhes ensinou a fazerem o 
mesmo. O Mestre por excelência 
demonstrou humildade e ensinou 
sobre humildade. Sabemos que o 
modelo deixado por Cristo a todos 
os que ensinam na casa do Senhor 
não é fácil de ser vivido, pois temos 
as nossas limitações, porém é o que 
deve ser seguido. Cada aula dada 
na Escola Bíblica Dominical, cada 
estudo bíblico ministrado na igreja, 
cada doutrina compartilhada aos 
membros, enfim, tudo isso terá um 
efeito vivo e prático, se procurarmos 
seguir o modelo de Cristo.
É claro que isso não significa 
dizer que devemos nos omitir em 
ensinar, em pregar, em falar por 
não serm os perfe itos em tudo. 
O objetivo desse texto é mostrar 
que existe uma d iferença entre
ensinar apenas na teoria e viver o 
que se ensina na prática. Sempre 
será importante pregar, proclamar, 
falar, ensinar com palavras, todavia 
a diferença estará no efeito prático 
daqueles que fazem e ensinam!
Mesmo com nossas limitações, 
nunca podemos nos omitir em fazer 
a obra do Senhor, pois Ele investe 
em nós, nos aperfeiçoa, nos orienta, 
passo a passo. É importante lembrar 
que os discípulos de Cristo, quan­
do foram chamados, não estavam 
totalmente preparados, mas Cristo 
investiu neles, lhes ensinou durante 
o período do discipulado.
No processo contínuo e cres­
cente de san tificação , "som os 
transformados de glória em glória, 
na mesma im agem , como pelo 
Espírito do Senhor", escreveu o 
apóstolo Paulo em 2a Coríntios 
3.18. Em 2a Pedro 3.15, lemos o 
seguinte: "Antes, crescei na graça 
e conhecimento de nosso Senhor 
Je su s C risto . A ele seja dada a 
glória, assim agora como no dia 
da eternidade". Sim, Jesus Cristo 
sempre será o nosso modelo de 
vida e de exercício de ministério, 
pois Ele nos deixou o exem plo , 
para que sigamos as suas pisadas 
(1 Pe 2.21), e como nos edifica saber 
que podemos ser aperfeiçoados, 
moldados através da Sua Palavra 
e da atuação do Esp írito Santo 
em nossas vidas. Enquanto esteve 
aqui na terra, o nosso Senhor Jesus 
Cristo fez e ensinou. Isso nos traz 
a leg ria , po is tem os um M estre 
por excelência, que nos ensina a 
cada dia e nos aperfeiçoa para que 
façamos o mesmo. Aprendamos, 
pois, com Ele. •
28 ENSINADOR CRISTÃO
EM DEFESA 
DA FÉ CRISTÃ
ESEQ JJIAS SOARES
Em Defesa da Fé Cristã
________ Esequios Soares________
Em Defesa da Fé Cristã é uma
obra apologética de autoria do 
pastor Esequias Soares e que serve 
de livro-texto para a revista Lições 
Bíblicas Adultos de Escola Bíblica 
Dominical da CPAD do primeiro 
trimestre de 2025, que é comentada 
pelo pastor Esequias. Esta obra traz 
a refutação direta a heresias antigas,

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