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Cefaleias primárias

Quadro sobre cefaleias tensional e migrânea que relata epidemiologia, características clínicas, duração, sintomas acompanhantes, critérios diagnósticos (ICHD‑3) e opções de tratamento abortivo e profilático (ex.: paracetamol, dipirona, AINE, relaxantes musculares, amitriptilina).

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Tipos Epidemio Características clínicas Duração Sintomas acompanhantes Diagnóstico Tratamento
Tensional
- Causa mais comum 
- Principalmente em 
mulheres
Holocraniana leve/moderada, dor 
em faixa apertda bilateral, não 
acorda o pacientes de madrugada, 
melhora com atividade física e 
forntoccipital/temporocciptal 
*desenvolve lentamente, oscilando 
de intensidade 
*Pode ser episódica ou crônica → 
presente por mais de 15 dias por 
mês 
*Surge, em geral, no final da tarde, 
relaciona-se com estresse físico 
(cansaço, exagero de atividade 
física, especialmente no calor e sob 
o sol), muscular (posicionamento do 
pescoço no sono ou no trabalho) ou 
emocional.
Hora a dias 
Sem náuseas ou vômitos, 
discreta sensibilidade à 
luz/som
É necessário a existência de, pelo menos, 10 episódios de cefaleia 
atendendo os seguintes critérios: 
- Duração de 30 minutos a 7 dias 
-Presença de pelo menos 2 das 4 caracteristicas aseguir -> dor de leve a 
moderada intensidade, dor não potencializa por atividade física habitual 
-Não associada a náiseas/vômitos 
- Presença de apenas um dos seguintes sintomas: fotofobia ou fonofobia 
- Sem outra causa que justifique o quadro 
- Abortivo: analgésiscos 
(paracetamol, dipirona, AINE) e/ou 
relaxantes musculares (tizanidina), 
técnicas de relaxamento 
- Profilático: antidepressivos 
tricíclicos (aitriptilina e nortriptilina) 
- Cefaleia tensional epidódica: 
acetaminofeno ou AINE 
* Acetominofeno + cafeína pode ser 
útil, mas o uso de analgéricos por 
mais de 3 dias/semana pode piorar 
as dores de cafaleia e causar dor de 
cabeça induzida por medicamentos
Migrânea
- 2° causa mais 
comum 
-Igualmente comum 
em homens e 
mulheres
- Dor de moderada a grave 
- Uni/bilateral latejante e pulsátil 
- Piora com movimento e atividade 
física 
Horas a dias
Fotofobia, fonofobia, 
náuseas, vômitos 
Aura: escotomas, 
centilantes, parestesias 
periorais ou dimidiadas (de 
um lado só), hipoestesias ou 
paresias dimidiadas, 
vertigem+diplopia 
(enxaqueca basilar), 
hemiplegia (enxaqueca 
hemiplégica familiar)
→ Migrânea sem áurea
Ao menos cinco crises, preenchendo os critérios de B a D:
B. Crises de cefaleia durando 4-72 horas (sem tratamento ou com 
tratamento ineficaz)
C. A cefaleia possui ao menos duas das seguintes características:
localização unilateral
caráter pulsátil
intensidade da dor moderada ou forte
exacerbada por ou levando o indivíduo a evitar atividades físicas rotineiras 
D. Durante a cefaleia, ao menos um dos seguintes:
náusea e/ou vômito
fotofobia e fonofobia
E. Não melhor explicada por outro diagnóstico da ICHD-3.
→ Migrânea com aura
Ao menos duas crises preenchendo os critérios B e C
B. Um ou mais dos seguintes sintomas de aura plenamente reversíveis:
Visual, Sensorial, Fala ou linguagem, Motor, Tronco cerebral, Retiniano
C. Ao menos três das seis seguintes características:
Ao menos um sintomas de aura alastra-se gradualmente por > 5 minutos
Dois ou mais sintomas de aura ocorrem em sucessão
Cada sintoma de aura individual dura 5 a 60 minutos
Ao menos um sintoma de aura unilateral
Ao menos um sintoma de aura é positivo
A aura acompanhada, ou seguida dentro de 60 min por cefaleia 
D. Não melhor explicada por outro diagnóstico da ICHD-3
- Abortivo: 
*Crise leve: AINES, derivados de 
ergotamina, isometepteno e 
agonistas serotoninérgicos 
*Crise moderada: AINES, derivados 
de ergotaminna, isometepteno, 
agonistas serotoninérgicos + 
triptanos 
*Crise intensa: triptanos, 
indometacina e leorpromazina. pode 
considerar o uso de dexametasona 
ou haloperidol 
- Profilático: betabloqueadores, 
antidepressivos tricíclicos e 
flunarizina 
*Alterantivo: anticonvulsivantes, 
antagonistas de serotonina, AINES.
Em Salvas 
- Comum em 
homens de meia 
idade
- Dor intensa na face que faz o 
pacientes acordar de madrugada 
- Unilateral frontorbitária
Minutos- horas 
durantes dias + 
longo período 
assintomático
Lacrimejamento, congestão 
ansal, conjuntival, edema, 
periorbitário ipsilateral 
(ptose), miose, rinorréia
Ao menos cinco crises preenchendo os critérios B-D
B. Dor forte ou muito forte unilateral, orbital, supraorbital e/ou temporal, 
durando 15-180 minutos (quando não 
tratada)
C. Um dos ou ambos os seguintes:
ao menos um dos seguintes sintomas ou sinais, ipsilaterais à cefaleia: 
injeção conjuntival e/ou lacrimejamento, congestão nasal e/ou rinorreia, 
edema palpebral, sudorese frontal e facial, miose e/ou ptose, sensação de 
inquietude ou de agitação
D. Ocorrendo com uma frequência entre uma a cada dois dias e oito por dia
E. Não melhor explicada por outro diagnóstico da ICHD-3
- Abortivo: oxigenoterapia a 100% 
por 15 min ou sumatriptano 
- Profilático: verapamil, carbonato 
de lítio, ergotamina 
*Para aqueles que tem crise 
crônicas/longas pode ser 
administrado ciclos limitados de 
glicocorticóides oral
Hemicranina 
paroxística - Mullheres
- Unilateral com predominância na 
face Minutos 
Lacrimejamento, congestão 
ansal, conjuntival,edema, 
periorbitário ipsilateral 
(ptose), miose, rinorréia
Ao menos 20 crises preenchendo os critérios B-E
B. Dor forte unilateral, orbital, supraorbital e/ou temporal, durando de 2-30 
minutos
C. Um dos ou ambos os seguintes:
ao menos um dos seguintes sintomas ou sinais, ipsilaterais à cefaleia: 
injeção conjuntival e/ou lacrimejamento, congestão nasal e/ou rinorreia, 
edema palpebral, sudorese frontal e facial, miose e/ou ptose
sensação de inquietude ou de agitação
D. Ocorrendo com uma frequência >5 por dia
E. Prevenidas de forma absoluta por doses terapêuticas de indometacina
F. Não melhor explicada por outro diagnóstico da ICHD-3
Respondem a Indometacina
SUNA/SUNCT - Homens
Dor intensa, unilateral, orbital ou 
temporal, em punhaladas ou 
latejante
Tem que ter ao menos 20 crises que 
duram de 5 a 240 segundos
Quando não tem hiperemia 
conjuntival ou o lacrimejamento 
pode ser estabelecer o diagnóstico 
de SUNA
A dor parece não desaparecer 
completamente, produzindo um 
fenômeno de dentes de serra com 
crises que duram muitos minutos.
Características que leva a suspeitar 
são a capacidade de 
desencadeamento cutâneo das 
crises, ausência de período 
refratário e ausência de resposta 
com o uso de indometacina
Pode se apresentar de forma 
secundária a tumores hipofisários
Segundos ou 
minuots
Lacrimejamento, congestão 
ansal, conjuntival, edema, 
periorbitário ipsilateral 
(ptose), miose, rinorréia
Ao menos 20 crises preenchendo os critérios B-D
B. Dor cefálica unilateral moderada ou forte, com distribuição orbital, 
supraorbital, temporal e/ou outra distribuição trigeminal, durando 1- 600 
segundos e ocorrendo como estocadas únicas, séries de estocadas ou em 
padrão de “dente de serra”
C. Ao menos um dos seguintes cinco sintomas ou sinais autonômico 
cranianos, ipsilaterais à dor:
injeção conjuntival e/ou lacrimejamento
congestão nasal e/ou rinorreia
edema palpebral
sudorese frontal e facial
miose e/ou ptose
D. Ocorrendo com uma frequência de ao menos uma ao dia
E. Não melhor explicada por outro diagnóstico da ICHD-3.
- Abortiva: lidocaína intravenosa
- Preventiva: mais eficaz é a 
lamotripgina 200-400 mg/dia

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