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Hematopoese
É um processo dinâmico onde envolve a proliferação, diferenciação e maturação das células sanguíneas. Os órgãos que atuam no processo de desenvolvimento de um indivíduo, ou seja, na produção, maturação ou destruição das células do sangue são: fígado, baço, medula óssea, linfonodos e timo.
Ontogenia e Celularidade
A partir do mesoderma que é uma camada externa que reveste o saco vitelino, são originados os primeiros vasos sanguíneos, onde na terceira semana de gestação irão formar pequenos acúmulos de células mesenquemais (Ilhotas de Wolff), onde a porção periférica dará origem ao endotélio dos vasos e sua porção central irá formar células sanguíneas nucleadas, que produzem cadeias globínicas do tipo alfa épsilon por serem indiferenciadas e que são conhecidas como megaloblastos. 
A Hematopoese é divida em dois principais períodos: 
Período Intrauterino
1º Fase pré-hepática
Os megaloblastos migram para o fígado, a partir do segundo mês de gestação começará produzir e diferenciar as células hematopoéticas e dará início a formação dos glóbulos vermelhos e megacarióticos.
2º Fase hepatoesplênica
O baço começará participar da formação dessas células a partir do final do terceiro mês de gestação. No quarto mês e durante toda a gestação, alguns linfócitos são formados e linfonodos. A partir do quinto mês de gestação já podemos observar a formação dos glóbulos brancos, plaquetas e dos glóbulos vermelhos.
3º Fase mielóide
A partir do sétimo mês de gestação, quem assume a produção dessas células é a medula óssea e com isso começará o processo de fixação das células pluripotentes no estroma medular, a medula dos ossos fetais terão maior produção e aos poucos será populada pelos glóbulos vermelhos, leucócitos, plaquetas, e outas células. Com o fim da gestação e consequentemente o nascimento do bebe, o fígado e o baço perdem essa função produtiva e começa um processo de sistema mononuclear fagocitário (SMF), ou seja, um processo de destruição das células sanguíneas.
Período Extrauterino
1º Fase criança
A medula óssea nessa fase é produzida em todos os ossos e será um ambiente apropriado para a proliferação e maturação das células hematopoéticas. Quando essas células se tornam maduras e diferenciadas elas saem da medula óssea através de fenestração citoplasmática existentes na monocamada do endotélio vascular e atinge os sinusóides chegando ao sangue periférico. A partir desta fase com a intensa atividade do timo e dos linfonodos é comum à sobreposição do sistema linfóide sobre o sistema mielóide, é quando a criança estará criando imunidade. 
2º Fase adulta
Conforme a atividade da medula vai diminuindo irão aparecendo depósitos de células gordurosas nos ossos longos como o fêmur que chamamos de medula amarela, isso começa a acontecer após os quatro anos de idade. A medula vermelha que era ativa quando criança vai diminuindo na fase adulta, onde ficará mais concentrada nos ossos do tronco, como esterno, costelas, pélvis, vértebras e crânio. A esse processo de diminuição de medula vermelha ativa no adulto chamamos de “Convergência troncular da hematopoese”.
3º Fase senil
Nos ossos do tronco a produção de medula vermelha continua equilibrada após os 50 anos. Os depósitos de gordura nos ossos do tronco continuam aumentando até terem a mesma quantidade do tecido hematopoético. A substituição do tecido medular por fibroblastos nos ossos longos faz com que a medula fique cinzenta e improdutiva, pois, esses processo é irreversível, fazendo com que em algumas doenças como uma anemia grave pode comprometer a medula de uma maneira muito severa. Neste indivíduo o baço e o fígado poderão voltar a produzir essas células, esse processo é denominado de metaplasia mielóide ou hematopoese extramedular.
Células-troncos, fatores de crescimento e diferenciação
A auto-renovação das células se originam nas células filhas, que as células troncos geraram. Outras células filhas das células tronco vão dar origem a tipos de células com características específicas.
A auto renovação e diferenciação são aleatórias inicialmente, e posteriormente a diferenciação será de acordo com as necessidades do organismo.
Fatores de crescimento ocorrem com a interação célula-célula e resultam na amplificação de determinados genes associados à diferenciação em linhagem múltiplas.
 As células troncos são caracterizadas por capacidade de auto-renovação, capacidade de gerar uma ampla variedade de tipos celulares e capacidade de reconstruir o sistema hemocitopoético. Essas células troncos hemocitopoéticas isoladas em um recipiente, com um aparelho denominado FASC, podem mostrar os anticorpos fluorescentes para marcar antígenos específicos. Podem ser estudadas com técnicas experimentais em estudos in vivo e in vitro.
Células-tronco Pluripotentes
As células-tronco Pluripotentes dão origem a duas linhagens: as células linfóides que vão formar os linfócitos, e as células mielóides que vão gerar os eritrócitos, granulócitos, monócitos e plaquetas. 
Células Progenitoras e Células Precursoras
As células-tronco pluripotentes proliferam e dão origem as células filhas progenitoras multipotentes que produzem as células precursoras (blastos), onde as características morfológicas irão aparecer, essas células parecem com os linfócitos grandes. Essas células se multiplicam o suficiente para manter sua população. As células precursoras só originam células sanguíneas maduras, já as células progenitoras, podem dar origem as células progenitoras e precursoras. As células progenitoras e precursoras fazem a mitose.
Fatores de crescimento hemocitopoéticos são fornecidos pelas células do estroma dos órgãos hemocitopoéticos que vão regular a proliferação, diferenciação e a apoptose das células imaturas e atividade funcional de células maduras, nesses fatores podemos encontrar pelo menos 18 tipos de interleucinas, diversas citocinas e fatores estimuladores de colônias. Esses fatores de crescimento hemocitopoéticos podem ser divididos em fatores multipotentes que atuam precocemente e fatores que atuam tardiamente, mais específico para cada linhagem.
A diferenciação e a capacidade de auto-renovação diminuem gradualmente, as características morfológicas das células, aumentam a sua atividade funcional a partir da resposta mitótica aos fatores de crescimento.
Medula Óssea
A medula óssea é um órgão propagado, entretanto é volumoso e muito ativo. Em suas condições de produção normal, a mesma pode produzir cerca de 6 bilhões de células por dia e quilograma (kg) de peso, ou seja, em um adulto pode gerar aproximadamente 2,5 bilhões de eritrócitos, 2,5 bilhões de plaquetas e 1,0 bilhão de granulócitos por kg de peso ao dia, dando origem a:
Eritrócitos – Eritropoese
Granulócitos – Granulopoese
Monócitos – Monopoese
Plaquetas – Trombopoese
Linfócitos – Linfopoese
Podemos encontrar a medula óssea, no canal medular de ossos longos e nas cavidades dos ossos esponjosos.
Em nosso organismo podemos encontrar duas formas de medula óssea: Medula Óssea Vermelha/Hematógena e Medula Óssea Amarela. Conseguimos diferenciar a medula óssea vermelha, através de sua cor, cuja o grande número de eritrócitos presentes, estando em várias formas de maturação. A mesma é encontrada com grande facilidade em recém-nascidos, pois a produção de células do sangue é ativo. Todavia a medula óssea amarela é diferenciada por ser rica em células adiposas e que não realizam a produção de células sanguíneas. 
Medula Óssea Vermelha
A medula óssea vermelha é formada por células reticulares, relacionadas a fibras reticulares. No meio das células reticulares existe um número variável de macrófagos, células adiposas e grande quantidade de células hemopoéticas. 
Além de gerar células do sangue, a medula óssea vermelha acumula ferro sob a forma de ferritina e de hemossiderina. A ferritina é formada por ferro unida a uma proteína intitulada apoferritina. A hemossiderina é um agrupamento heterogêneo, que inclui ferro, apoferritina e outras proteínas. Outra função da medula óssea vermelha é a destruição de eritrócitos envelhecidos.

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