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2012.2 
Profª Laiss Raposo 
 
NUTRIÇÃO 
2 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO. 
ALIMENTAÇÃO: processo voluntário e consciente pelo qual o ser humano obtém produtos para o seu 
consumo; ação de receber ou proporcionar alimentos (FAO/OMS, 1976). 
NUTRIÇÃO: processo involuntário que abrange a digestão, a absorção, a utilização de nutrientes e a 
excreção de dejetos (FAO/OMS, 1976). 
NUTRIÇÃO (mais modernamente): é a ciência do alimento e dos nutrientes, sua ação, interação e balanço 
na saúde e na doença. É a ciência de como o alimento é usado pelo corpo ou de como o alimento afeta o 
nosso corpo (GUTHRIE; PICCIANO, 1995). 
ALIMENTOS: São os componentes da dieta diária, produtos de origem vegetal ou animal que poderão ser 
consumidos in natura ou processados (SGARBIERI, 1987). 
Os alimentos contêm os nutrientes. 
NUTRIENTES: são substâncias contidas nos alimentos que possuem funções variadas no organismo. 
- São compostos específicos encontrados nos alimentos, no solo e nos fertilizantes, e são importantes para 
o crescimento e sobrevivência dos organismos vivos (SGARBIERI, 1987). 
Os nutrientes podem ser dividos pelo tamanho das moléculas que são: 
Macronutrientes: Carboidratos, lipídios e proteínas; 
Micronutrientes: Vitaminas e minerais. 
E podem ser divididos por funções que são: 
Energéticos: Carboidratos, gorduras e proteínas; 
Construtores: Proteínas, minerais e água; 
Reguladores: Vitaminas, minerais e água. 
DIETA OU ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL contém as quantidades de nutrientes e as calorias necessárias 
para prevenir deficiências e excessos nutricionais. 
DIETÉTICA: “É a ciência, a técnica e a arte de adaptar a alimentação às necessidades dos indivíduos, pela 
organização de regimes alimentares corretos, tanto nos estados de saúde como nos de exigências 
fisiológicas especiais”. Refere-se ao preparo do alimento. Aplicação prática da ciência da nutrição. 
DIETOTERAPIA: aplicação de dietas especiais com finalidade terapêutica. 
Saúde e doença não são estados ou condições estáveis, mas sim conceitos vitais, sujeitos a constante 
avaliação e mudança. 
Classificação dos alimentos de origem vegetal: 
CEREAIS: arroz, milho, aveia, trigo, cevada... e derivados como o pão, biscoitos e as massas em geral. 
(GRÃOS QUE DÃO EM ESPIGAS) 
LEGUMINOSAS: (os feijões, ervilha, lentilha, grão de bico, amendoim ..) (GRÃOS QUE DÃO EM VAGENS) 
3 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
HORTALIÇAS: são vegetais geralmente cultivados na horta e compreendem as partes comestíveis das 
plantas: raízes tuberosas, tubérculos, caules, folhas, flores, frutos e sementes. Partes diferentes das 
plantas têm um teor diverso de água, proteínas, vitaminas, minerais e glicídios. SÃO VULGARMENTE 
CONHECIDAS POR LEGUMES E VERDURAS. 
HORTALIÇAS: Classificação segundo a parte comestível da planta (ou segundo a Botânica): 
FOLHAS: acelga, agrião, aipo (salsão), alface, almeirão, bredo, caruru, couve, espinafre, mostarda, repolho, 
salsa, taioba, rúcula ... 
SEMENTES: feijões, ervilha, lentinha, milho verde, vagem ... 
RAÍZES E TUBÉRCULOS: beterraba, cenoura, nabo, rabanete (raízes); aipim, batata, cará, inhame 
(tubérculos). 
BULBOS: alho, cebola. 
FLORES: alcachofra, brócolos (ou brócolis), couve-flor, flor de abóbora. 
FRUTOS: abóbora, abobrinha, berinjela, chuchu, fruta-pão, jiló, maxixe, pepino, pimentão, pimenta, 
tomate, quiabo. 
CAULES: acelga, aipo, aspargo, ruibarbo. 
HORTALIÇAS: Classificação segundo o seu teor em carboidratos (ou segundo a Nutrição): 
a) Verduras (Vegetal A ou verduras que são folhas, flores, botões, hastes) , contendo cerca de 5% de 
carboidratos: alface, aspargo, brócolis, couve, couve-flor, repolho ... Também tem cerca de 5% de 
carboidratos: berinjela, abobrinha, tomate, maxixe, pimentão, pepino. 
 b) Legumes (Vegetal B ou legumes que são frutos, sementes, raízes), contendo cerca de 10% de 
carboidratos: abóbora ou jerimum, beterraba, cenoura, chuchu, nabo, quiabo, vagem . . . 
 c) Grupo C ( ou Vegetal C ou raízes e tubérculos), contendo cerca de 20% de carboidratos: aipim, 
inhame, batata do reino ou inglesa ou batatinha, batata doce, fruta-pão ... 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
FRUTAS: são os frutos de certas plantas, geralmente de natureza polposa, aroma próprio, ricos em 
açúcares solúveis, de sabor doce, muitos deles ricos em sucos, de sabor agradável e podendo ser 
consumidos, na maioria das vezes, crus. 
 FRUTAS A, contendo de 5 a 10% de carboidratos: abacaxi, goiaba, melancia, melão, caju, laranja, 
maracujá, lima ... 
FRUTAS B, contendo de 15 a 20% de carboidratos: ameixa, figo, mamão, manga, macã, pera, 
banana, uva ...TAMARINDO: 53% de CARBOIDRATOS. 
 FRUTAS OLEAGINOSAS: castanhas, nozes, amêndoas, avelãs. . . (60% DE LIPÍDEOS; 20% DE 
PROTEÍNAS; 16% DE CARBOIDRATOS) 
AÇAÍ: 247kcal; 36.6% de carboidratos; 3,8% de proteínas; 12,2% de lipídeos; 
4 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
 16,9% de fibra; 118 mg de Ca; 1,8 mg de Fe. 
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
DIETA ADEQUADA OU ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 
Uma dieta adequada ou “normal” ou saudável ou ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL contém as quantidades 
de nutrientes e as calorias necessárias para prevenir deficiências e excessos nutricionais. 
 Deve ser equilibrada em nutrientes e segura no aspecto higiênico. 
As “Leis da Alimentação” (Escudero, 1938) devem ser consideradas: 
Lei da quantidade: quantidade diária de alimentos para suprir as necessidades do indivíduo. 
Lei da qualidade: presença na alimentação diária de todos os nutrientes necessários ao indivíduo. 
Lei da harmonia: proporcionalidade entre os nutrientes; equilíbrio na sua distribuição. 
Lei da adequação: alimentação individualizada, adequada às necessidades . 
→ MINISTÉRIO DA SAÚDE: 
Alimentação saudável: deve ser entendida enquanto direito humano, compreendendo uma alimentação 
adequada às necessidades dos indivíduos, nas diversas fases de vida. 
A base principal de uma alimentação saudável é composta de alimentos in natura e produzidos 
regionalmente, valorizando a cultura alimentar local e, muitas vezes, mais acessíveis física e 
financeiramente para a população. 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia Alimentar para a população brasileira. Disponível em: 
http://nutricao.saude.gov.br/documentos/guia_alimentar_conteudo.pdf Acesso em: 29/07/2009. 
→ O Ministério da Saúde apontou as principais características ou (atributos básicos) de uma alimentação 
saudável: 
1 Respeito e valorização das práticas alimentares culturalmente identificadas. O alimento tem significações 
culturais diversas que precisam ser estimuladas. 
 2 A garantia de acesso e custo acessível (Acessibilidade física e financeira). 
“ Ao contrário do que tem sido construído socialmente (principalmente pela mídia) uma alimentação 
saudável não é cara, pois se baseia em alimentos in natura e produzidos regionalmente. ...“ 
3 Saborosa (Sabor). 
“A ausência de sabor é outro tabu a ser desmistificado, pois uma alimentação saudável é, e precisa 
pragmaticamente ser, saborosa. ... As práticas de marketing muitas vezes vinculam a alimentação saudável 
ao consumo de alimentos industrializados especiais...” 
http://nutricao.saude.gov.br/documentos/guia_alimentar_conteudo.pdf
5 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
4 Variada (Variedade). “...evitando a monotonia alimentar que limita o acesso de todos os nutrientes 
necessários a uma alimentação adequada”. 
5 Colorida (Cor).“Como forma de garantir a variedade principalmente em termos de vitaminas e minerais, 
e também a apresentação atrativa das refeições ...” 
6 Harmoniosa (Harmonia). Refere-se especialmente à garantia do equilíbrio quanto à quantidade e 
qualidade dos alimentos consumidos para o alcance de uma alimentação adequada, considerando os 
aspectos culturais, afetivos e comportamentais, estado nutricional, fisiológico e de saúde. 
7 Segura (Segurança sanitária). Do ponto de vista de contaminação físico-química e biológica e dos 
possíveis riscos à saúde”. 
 
PIRÂMIDE ALIMENTAR 
A PIRÂMIDE DA ALIMENTAÇÃO é uma tentativa de transferir o conhecimento científico das 
necessidades nutricionais em orientações dietéticas. 
 Trata-se de um guia flexível e pessoal, com informações gerais sobre como escolher alimentos 
saudáveis e um resumo dos alimentos que devem ser ingeridos todos os dias. Apresenta os alimentos na 
quantidade adequada de quilocalorias e esses alimentos contêm os nutrientes necessários para a 
manutenção da vida e saúde. 
 A representação gráfica da Pirâmide da Alimentação facilita a visualização dos alimentos, assim como 
a sua escolha nas refeições diárias. 
No Brasil, surgiu a Pirâmide Alimentar Brasileira (adaptada), em 1996, “um instrumento para 
orientação nutricional de indivíduos e grupos populacionais, respeitando-se os hábitos alimentares e 
diferentes realidades regionais”. 
Em 2005, surgiu a Nova Pirâmide Alimentar Brasileira, adaptada ao Guia Alimentar para a População 
Brasileira, lançado oficialmente em out./2005 pelo Ministério da Saúde. 
A Nova Pirâmide foi planejada com um número de porções para uma dieta padrão de 2000 kcal. As porções 
são as quantidades de alimentos em suas formas mais comuns de consumo pela população (fatia, colheres, 
unidades, copos, folhas etc.). A Pirâmide Alimentar é dividida em 04 níveis, com os alimentos 
distribuídos em 08 grupos: 
1 Grupo do arroz, pão, massa, batata e mandioca - 06 porções (1 porção = 150 kcal, equivale a 01 pão 
francês ou 04 biscoitos salgados ou 04 colheres de sopa de arroz ou macarrão ...). Fonte de carboidrato 
complexo (amido, celulose). 
2 Grupo das frutas – 03 porções (1 porção = 70 kcal, equivale a 01 banana ou 01 fatia de abacaxi ou 01 
copo de suco de laranja ou 01 maçã...). Fonte de vitaminas, minerais, água, fibra. 
3 Grupo das verduras e legumes – 03 porções (1 porção = 15 kcal, equivale a 15 folhas de alface ou 02 
folhas de acelga ou 02 colheres de sopa de cenoura ralada ou 01 tomate...). Fonte de vitaminas, minerais, 
água, fibra. 
6 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
4 Grupo de carnes e ovos – 01 porção (1 porção = 190 kcal, equivale a 01 fatia de carne assada ou 01 filé de 
frango grelhada ou 02 ovos ... ). Fonte de proteínas, minerais (ferro), vitaminas. 
5 Grupo do leite, queijo e iogurte – 03 porções (1 porção = 120 kcal, equivale a 01 xícara de leite ou 01 copo 
de iogurte ou 01 fatia de queijo). Fonte de proteínas, cálcio e vitaminas. 
6 Grupo dos feijões – 01 porção (1 porção = 55 kcal, equivale a 04 colheres de sopa de feijão ou 02 de grão-
de-bico ou 02 de lentilha ou soja ...). Fonte de proteína vegetal e carboidrato complexo (amido, 
celulose). 
7 Grupo dos óleos e gorduras – 01 porção (1 porção = 73 kcal, equivale a 01 colher de sopa de óleo 
vegetal ou 1/5 colher de sopa de margarina ...). Fonte de gorduras. 
8 Grupo dos açúcares e doces – 01 porção (1 porção = 110 kcal, equivale a 01 colher de sopa de açúcar 
refinado ou 2 1/2 colheres de mel ou 01 colher de sopa de doce de leite cremoso ou de geléia de frutas ...). 
Fonte de carboidratos simples, açúcares. 
Os óleos, gorduras, açúcares e doces estão no topo da pirâmide, mas também estão presentes na 
composição e na preparação dos alimentos; por isso estão presentes em todos os níveis da 
pirâmide. 
Os alimentos de um grupo NÃO podem ser substituídos pelos alimentos de outros grupos. A 
SUBSTITUIÇÃO É FEITA DENTRO DO PRÓPRIO GRUPO. Todos os grupos de alimentos são importantes e 
todos são necessários. 
A PIRÂMIDE ALIMENTAR contempla os 03 princípios ou conceitos básicos: 
- variedade (ingerir uma seleção variada de alimentos de cada grupo, que corresponde à Lei da 
qualidade); 
- proporcionalidade, (quantidade apropriada de alimento de cada grupo, que correponde à Lei da 
harmonia); 
e moderação (ao ingerir gorduras, óleos e doces). Prevenção de DCNT. 
O conceito de Escolha Inteligente dos alimentos da dieta ou alimentação diária significa: diminuição de 
gorduras e açúcares; aumento de frutas, verduras, legumes e grãos integrais; consumo de leite, queijo e 
iogurte desnatados. O consumo adequado de todos os grupos de alimentos da pirâmide contribui para a 
saúde em geral. 
 
 
 
 
 
 
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A NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR BRASILEIRA ADAPTADA AO GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO 
BRASILEIRA – MINISTÉRIO DA SAÚDE – 2005 
 
PHILIPPI, S.T. Qualidade de vida e a Nova pirâmide Alimentar Brasileira. Revista Nutrição em pauta, São 
Paulo, a.XIII, n.75, nov./dez 2005, p.22-25. 
 
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Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
GUIAS ALIMENTARES: NORMAS E ORIENTAÇÕES PARA CONSEGUIR UMA ALIMENTAÇÃO 
QUANTITATIVA E QUALITATIVAMENTE SAUDÁVEL. 
 OBJETIVOS: ORIENTAR A SELEÇÃO DOS ALIMENTOS E EDUCAR NUTRICIONALMENTE A 
POPULAÇÃO SADIA. EX. O Guia da Pirâmide Alimentar. O Guia alimentar para a população brasileira 
do Ministério da Saúde do Brasil (2005), o qual também aponta outros aspectos importantes, como o local 
das refeições, a prática de atividade física e a qualidade sanitária dos alimentos. 
ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS OU DIETÉTICAS OU DIRETRIZES OU PASSOS OU METAS: são um 
conjunto híbrido de recomendações, expressas como conselhos, sobre o consumo de alimentos ou de 
nutrientes ou comportamento alimentar. Devem ser escritas em linguagem simples para garantir melhor 
compreensão do público em geral. Exemplos:- Dê preferência aos vegetais como frutas, verduras e 
legumes. - Utilize açúcares, doces e sal e alimentos ricos em sódio com moderação. - Leia os rótulos 
dos alimentos industrializados para saber sobre o seu valor nutritivo. 
------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 
 
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS: 
Siga os Dez Passos: 
Passo 1:Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros 
alimentos. 
Passo 2: Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros 
alimentos. 
Passo 3: A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, 
frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver 
desmamada. 
Passo 4: A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, 
em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança. 
Passo 5: A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com 
consistência pastosa (papas / purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à 
alimentação da família. 
Passo 6: Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação 
colorida. 
Passo 7: Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. 
Passo 8: Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos 
primeiros anos de vida. Usar sal com moderação. 
Passo 9: Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e 
conservaçãoadequados. 
Passo 10: Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual 
e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. 
 
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS: SEGUNDO O MINISTÉRIO DA SAÚDE. SIGA OS DEZ PASSOS. 
Passo 1: Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo-os em pelo menos três refeições e 
dois lanches por dia. 
Passo 2: Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz, milho), tubérculos (batatas), raízes 
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(mandioca/macaxeira/aipim), pães e massas, distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches do seu 
filho ao longo do dia. 
Passo 3: Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições da criança. As frutas 
podem ser distribuídas nas refeições, sobremesas e lanches. 
Passo 4: Ofereça feijão com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes por semana 
Passo 5: Ofereça diariamente leite e derivados, como queijo e iogurte, nos lanches, e carnes, aves, peixes 
ou ovos na refeição principal de seu filho. Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo-os 
em pelo menos três refeições e dois lanches por dia. 
Passo 6: Alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados; prefira alimentos assados, grelhados ou 
cozidos. 
Passo 7: Evite oferecer refrigerantes e sucos industrializados, balas, bombons, biscoitos doces e recheados, 
salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia. 
Passo 8: Diminua a quantidade de sal na comida. 
Passo 9: Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia, de preferência 
nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo. 
Passo 10:Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando 
videogame ou brincando no computador 
DEZ PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DO ADOLESCENTE SEGUNDO O MINISTÉRIO 
DA SAÚDE: 
Passo 1. Para manter, perder ou ganhar peso, procure a orientação de um profissional de saúde; 
Passo 2. Se alimente 5 ou 6 vezes ao dia. Coma no café da manhã, almoço, jantar e faça lanches saudáveis 
nos intervalos; 
Passo 3.Tente comer menos salgadinho de pacote, refrigerantes, biscoitos recheados, lanches de fast-food, 
alimentos de preparo instantâneo, doces e sorvetes; 
Passo 4. Escolha frutas, verduras e legumes de sua preferência; 
Passo 5.Tente comer feijão todos os dias; 
Passo 6.Procure comer arroz,massas e pães todos os dias; 
Passo 7.Procure tomar leite e/ou derivados todos os dias; 
Passo 8.Evite o consumo de bebidas alcoólicas; 
Passo 9. Movimente-se! Não fique horas em frente à TV ou computador; 
Passo 10.Escolha alimentos saudáveis nos lanches da escola e nos momentos de lazer. 
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA PARA TODOS (ADULTOS) , SEGUNDO O MINISTÉRIO DA 
SAÚDE. SIGA OS DEZ PASSOS. 
Passo 1: Faça pelo menos 03 refeições (café da manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. 
Não pule as refeições! 
Passo 2: Inclua diariamente 6 porções do grupo dos cereais (arroz, milho e trigo, pães e massas, tubérculos 
(como a batata), raízes (como a mandioca/macaxeira/aipim) nas refeições. Dê preferência aos grãos 
integrais e aos alimentos naturais. 
Passo 3: Coma diariamente pelo menos 03 porções de legumes e verduras como parte das refeições e 3 
porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches. 
Passo 4: Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, 5 vezes por semana. Esse prato brasileiro é 
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uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde. 
Passo 5: Consuma diariamente 03 porções de leite e derivados e 1 porção de carnes, aves, peixes ou ovos. 
Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais 
saudáveis. 
Passo 6: Consuma, n o máximo, 1 porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique 
atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans. 
Passo 7: Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces 
e outras guloseimas como regra de alimentação. 
 Passo 8: Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos 
industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, lingüiça, presunto, salgadinhos, 
conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos. 
Passo 9: Beba pelo menos 2 litros (6 a 8 copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos 
intervalos das refeições. 
Passo 10: Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e 
evite bebidas alcoólicas e o fumo. 
__________________________________________________________________________ 
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA PESSOAS COM MAIS DE 60 ANOS: SIGA OS DEZ PASSOS 
Passo 1: Faça pelo menos 3 refeições (café da manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. Não 
pule as refeições! 
Passo 2: Inclua diariamente 6 porções do grupo dos cereais (arroz, milho e trigo pães e massas), tubérculos 
como a batata, raízes como mandioca/ maca-xeira/ aipim, nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais 
e aos alimentos naturais. 
Passo 3 Coma diariamente pelo menos 3 porções de legumes e verduras como parte das refeições e 3 
porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches. 
Passo 4: Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, 5 vezes por semana. Esse prato brasileiro é 
uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde. 
Passo 5: Consuma diariamente 3 porções de leite e derivados e 1 porção de carnes, aves, peixes ou ovos. 
Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais 
saudáveis! 
 Passo 6: Consuma, no máximo, 1 porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. 
Passo 7 Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces 
e outras guloseimas como regra da alimentação. Coma-os, no máximo, 2 vezes por semana. 
Passo 8: Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. 
Passo 9: Beba pelo menos 2 litros (6 a 8 copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos 
intervalos das refeições. 
Passo 10: Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e 
evite as bebidas alcoólicas e o fumo. 
DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS 
É fundamental que todos os indivíduos consigam consumir a quantidade de energia e de todos os 
nutrientes requeridos em qualidade e quantidade adequadas para o crescimento, 
desenvolvimento, manutenção da saúde para a sua faixa etária e tipos de atividades. (p.47) 
11 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
A desnutrição por má nutrição protéico-energética é o maior flagelo nutricional no mundo. Resulta 
de restrição geral de alimentos, geralmente associada a situação de pobreza. Evidentemente, 
outras deficiências (de vitaminas e minerais) também estarão envolvidas.” 
O Comitê de Peritos de Nutrição da FAO/OMS definiu a desnutrição protéico-calórica como “o 
espectro de situações patológicas que provém da falta, em várias proporções, de proteínas e 
calorias ocorrendo, mais freqüentemente, em pré-escolares e comumente associado a infecções”. 
Nesse conceito são compreendidas, além das formas graves de desnutrição protéico-calórica, 
como o marasmo e o kwashiorkor, suas formas intermediárias ou moderadas e a deficiência de 
outros nutrientes (vitaminas e minerais), muitas vezes associadaao déficit calórico-proteico. 
Marasmo: carência global de calorias e proteínas. Kwashiorkor: carência predominante de 
proteínas com ingestão calórica pouco alterada. 
Marasmo: geralmente em crianças abaixo de 2 anos. Peso corporal <60% do normal. Não 
apresenta nem edema, nem infiltração de gordura no fígado. Geralmente, ansiedade, temperatura 
baixa. 
 
Kwashiorkor: idade de 1 a 3 anos; peso, 60-80% do normal; edema; infiltração de gordura no 
fígado; apatia, irritabilidade, comportamento pouco sociável; anorexia; alterações do cabelo. 
(p.50) 
PRINCIPAIS DEFICIÊNCIAS POR MICRONUTRIENTES (VITAMINAS E MINERAIS): 
Anemia ferropriva: caracterizada por redução do número e tamanho das hemácias, o que limita o 
transporte de O2 e de CO2 entre o sangue e as células dos tecidos. Anemia Microcítica (glóbulos 
vermelhos menores) e hipocrômica (menos hemoglobina) causada pela deficiência de ferro e por 
falta de piridoxina. 
2 Anemias macrocíticas: com eritrócitos maiores e imaturos, são geralmente devidas a uma 
deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico. 
Anemia megaloblástica: é caracterizada por hemácias maiores e anormais na medula óssea. 
Obs.: anemia falciforme é uma anemia hemolítica, com hemoglobina defeituosa e eritrócitos em formato 
de foice. 
3 Deficiência de IODO – o bócio endêmico e o cretinismo. 
4 Deficiência de vitamina A. 
5 Deficiência de zinco, de selênio. 
 
 
 
 
12 
 
Nutrição www.ifcursos.com.br Laiss Raposo 
TRANSIÇÃO NUTRICIONAL 
"Transição nutricional diz respeito a mudanças seculares em padrões nutricionais que resultam de 
modificações na estrutura da dieta dos indivíduos e que se correlacionam com mudanças 
econômicas, sociais, demográficas e relacionadas à saúde". 
Segundo a OMS (2003), a carga das enfermidades não transmissíveis tem aumentado rapidamente 
a nível mundial. Em 2001, tais doenças foram as responsáveis por 60% das mortes e 47% da carga 
mundial de morbidade. A sua prevenção constitui, portanto, um desafio para a saúde pública no 
mundo atual. 
Ainda segundo a OMS (op. cit.), os dados atuais sugerem que os fatores determinantes das 
enfermidades não transmissíveis são, em grande parte, os mesmos em todos os países, e 
compreendem o maior consumo de alimentos hipercalóricos, pouco nutritivos e ricos em gordura, 
açúcar e sal; menor atividade física e consumo de tabaco”. 
PARA A AGENDA DA SAÚDE PÚBLICA, INTERESSA TANTO AS DOENÇAS DA ESCASSEZ COMO AS DOENÇAS 
DO EXCESSO NUTRICIONAL. 
 
M I N E R A I S 
1 Elementos em sua forma simples, inorgânica. Constituem cerca de 4% do peso corporal, 
aproximadamente 2,8 kg em um indivíduo de 70 quilos. (Os 96% restantes ficam com as 
proteínas, gorduras, carboidratos e água). 
 
2 Os minerais conhecidos como essenciais ao organismo são classificados como: 
2.1 MACROMINERAIS ou macroelementos: presentes em maiores quantidades no tecido 
animal (maior ou igual a 0,05% do peso corporal). Constituem 60-80% de todo material 
inorgânico do corpo. 
São os seguintes: cálcio (1,5% a 2,2%), fósforo (0,8% a 1,2%), potássio (0,35%), enxofre 
(0,25%), sódio (0,15%), cloro (0,15%) e magnésio (0,05%). 
OBS.: Os íons dos três minerais macroelementos sódio, potássio e cloro (Na+, K+ e Cl-) são 
três dos principais íons eletrólitos do corpo. Eles estão envolvidos na regulação do fluxo de 
água por osmose entre as diferentes regiões do corpo. 
2.2 MICROMINERAIS ou microelementos ou elementos-traço ou oligoelementos: presentes 
em quantidades muito reduzidas no tecido animal (menor do que 0,05% (0,005%) do peso 
corporal). 
Os microminerais que já foram estabelecidos como essenciais à dieta são: ferro (o mais 
abundante), zinco, cobre, iodo, selênio, manganês, molibdênio, cobalto e cromo. Os 
microminerais que não estão firmemente estabelecidos como essenciais (provavelmente 
essenciais) à dieta são: flúor, silício, vanádio, níquel, arsênico, boro e estanho. 
 
13 
 
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3 OCORRÊNCIA NO CORPO: 
- Em solução na forma iônica, principalmente, sendo que os metais (como o sódio, potássio, 
cálcio) formam íons positivos – cátions; e os não metais (como cloro, enxofre, fósforo) 
formam ânions, como cloreto, sulfato, fosfato; 
- Como sais típicos (cloreto de sódio e o fosfato de cálcio); como sais fixos, nos ossos e 
dentes (sais de cálcio e fósforo); 
- Como compostos orgânicos: como fosfoproteínas, fosfolipídeos, hemoglobina, tiroxina, 
como parte de proteínas. 
Obs.: Nos alimentos, encontram-se sob a forma de sais e compostos orgânicos. 
Os minerais desempenham diversas FUNCÕES (construtora ou reguladora), na forma iônica ou como 
constituintes de compostos orgânicos essenciais. 
 
MINERAL F U N Ç Õ E S (algumas) F O N T E S 
 
 
C Á L C I O 
 
DEFICIÊNCIA: 
- OSTEOPORO-SE 
NA VELHICE 
1,5 A 2% DO PESO CORPORAL; 99% NOS OSSOS E DENTES; 1% 
NOS FLUIDOS E TEC. MOLES; 
COAGULAÇÃO DO SANGUE; 
CONTRAÇÃO E RELAXAMENTO MUSCULAR; 
TRANSMISSÃO DE IMPULSOS NERVOSOS; 
MANUTENÇÀO DA EXCITABILIDADE DO CORAÇÃO; ABSORÇÃO 
DA VITAMINA B12. 
LEITE E DERIVA- DOS; 
GEMA DE OVO; 
SARDINHAS; OS- TRAS, 
CAMARÕES; 
LEGUMINOSAS; 
COUVE, MOSTARDA, 
LEGUMES; FRUTAS 
CÍTRICAS. 
 
 
FÓSFORO 
ATUA NA FORMAÇÃO DE OSSOS E DENTES; 
ATUA NO METABOLISMO ENERGÉTICO; 
FAZ PARTE DE FOSFOLIPÍDEOS, DE ÁCIDOS NUCLEICOS; 
PARTICIPA DO TRANSPORTE DE LIPÍDEOS; 
ESTÁ PRESENTE NAS MEMBRANAS. 
 
CARNES, AVES, PEIXES; 
OVOS (GEMA); 
LEGUMINOSAS; 
LEITE E DERI-VADOS; 
NOZES; 
CEREAIS INTEG. 
 
 
S Ó D I O 
- PRESENTE NOS OSSOS (30 A 40%); 
ATUA NA MANUTENÇÃO DA PRESSÃO OSMÓTICA DOS 
LÍQUIDOS CORPORAIS; 
ATUA NA REGULAÇÀO DO EQUILÍBRIO HÍDRICO; 
ATUA NA TRANSMISSÃO DE IMPULSOS NERVOSOS; 
ATUA NO RELAXAMENTO MUSCULAR; 
ATUA NA ABSORÇÀO DE NUTRIENTES. 
 
SAL DE MESA; 
AIPO, OVO, ESPINAFRE, 
CARNE, MARISCOS, 
LEITE, QUEIJO, 
OSTRAS, VERDURAS, 
GRÃOS INTEGRAIS, PÃO, 
BISCOITO 
MINERAL F U N Ç Õ E S F O N T E S 
14 
 
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POTÁSSIO 
 
MANTÉM A PRESSÃO OSMÓTICA; 
ATUA NA ATIVIDADE MUSCULAR, PRINCIPALMENTE DO 
MÚSCULO CARDÍACO; 
ATUA NA TRANSMISSÃO DE IMPULSOS NERVOSOS. 
 
- É ENCONTRADO EM 
QUASE TODOS OS 
ALIMENTOS VEGETAIS E 
ANIMAIS. 
 
 
 
MAGNÉSIO 
 
- PRESENTE NOS OSSOS (50%); 
ATUA NA FORMAÇÀO DE ATP; 
ATUA NA CONTRAÇÃO MUSCULAR; 
ATUA NA MANUTENÇÀO DO EQUILÍBRIO HÍDRICO E 
ELETROLÍTICO; 
ATUA NA SÍNTESE DE LIPÍDEOS, PROTEÍNAS, DNA. 
- PARTICIPA DA 
CLOROFILA NOS 
VEGETAIS VERDES. 
- VEGETAIS VERDES, 
CEREAIS, LEGUMES 
- PRODUTOS ANIMAIS. 
 
 
 
ENXOFRE 
 
PRESENTE EM TODAS AS CÉLULAS DO ORGANISMO, NA 
PROTEÍNA CELULAR, FAZENDO PARTE DOS AMINOÁCIDOS 
SULFURADOS METIONINA E CISTEÍNA; 
PRESENTE NAS CARTILAGENS, TENDÕES, MATRIZES ÓSSEAS; 
PRESENTE NO SANGUE, COMO SULFATO INORGÂNICO. 
- AS PRINCIPAIS FONTES 
SÃO OS AMINOÁCIDOS 
SULFURADOS; LOGO, SE 
A INGESTA DE PRO-
TEÍNA É ADE-QUADA A 
DE EN-XOFRE TAMBÉM 
É. 
 
CLORO 
 
ESSENCIAL PARA A REGULAÇÀO DA PRESSÃO OSMÓTICA E 
EQUILÍBRIO HÍDRICO; 
- NECESSÁRIO A PRODUÇÃO DE HCL. 
 
SAL DE COZINHA; 
PRODUTOS DO MAR, 
OVOS, 
LEITE, CARNES 
MINERAL F U N Ç Õ E S F O N T E S 
 
 
F E R R O 
 
DEFICIÊN- CIA: 
ANEMIA 
FERROPRIVA 
 
CONSTITUINTE ESTRUTURAL DO GRUPO HEME DA 
HEMOGLOBINA, PROTEÍNA RESPONSÁVEL PELO TRANSPORTE 
DE O2 E DO CO2 NO SANGUE ; 
 
CONSTITUINTE DA MIOGLOBINA, PROTEÍNA DE RESERVA DE 
OXIGÊNIO NO MÚSCULO; 
 
PARTICIPA DA FORMAÇÃO DE ATP. 
 
CARNESVERME-LHAS, 
VÍSCERAS; CARNES EM 
GERAL (ferro HEME); 
LEGUMINOSAS; 
CEREAIS INTEG.; 
LEITE E GEMA DE OVO; 
VEGETAIS VERDE-
ESCUROS, MELAÇO 
CAMARÃO, OSTRA 
15 
 
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I O D O 
 
DEFICIÊN-CIA: 
BÓCIO 
ENDÊMICO 
 
CONSTITUINTE DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS: T3 
(TRIIODOTIRONINA) E T4 (TIROXINA), QUE ACELERAM AS 
REAÇÕES CELULARES EM PRATICAMENTE TODOS OS 
ÓRGÃOS E TECIDOS DO ORGANISMO. 
 
SAL DE COZINHA 
IODADO; 
ALIMENTOS DO MAR; 
ÁGUA; 
VEGETAIS DE SO-LO RICO 
EM IODO. 
 
 
ZINCO, COBRE, MANGANÊS, MOLIBDÊNIO – importantes minerais constituintes de enzimas. 
COBALTO – constituinte da cobalamina (vit. B12). 
SELÊNIO- associado ao sistema antioxidante. 
FLÚOR – presente nos ossos e dentes. Em quantidades ótimas na água e na dieta, reduz as cáries dentárias 
e pode minimizar a perda óssea. 
 
V I T A M I N A S 
VITAMINAS - nutrientes essenciais necessários em pequenas quantidades. 
AS VITAMINAS SÃO CONSIDERADAS NUTRIENTES ESSENCIAIS PORQUE: 
1 Têm funções bem estabelecidas; 
2 Tem concentrações bem definidas em tecidos e órgãos; 
3 Sua deficiência na dieta produz as chamadas doenças de carência ou deficiência específica; 
4 A suplementação ou a ingestão adequada reverte os sinais e sintomas da deficiência. 
As vitaminas necessárias à saúde do homem são divididas em 02 categorias distintas, 
com base na sua solubilidade em água ou em gordura (característica física). 
VITAMINAS 
HIDROSSOLÚVEIS 
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS 
 
C – ÁCIDO ASCÓRBICO 
A – RETINOL 
PRÓ VIT. A: BETA-CAROTENO 
 
B1- TIAMINA 
D – COLECALCIFEROL 
- ERGOCALCIFEROL 
B2- RIBOFLAVINA E – TOCOFEROL 
 K – COMPOSTOS QUINONA: 
16 
 
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B3 – NIACINA FILOQUINONA, MENAQUINONA, 
MENADIONA 
B5 – ÁCIDO PANTOTÊNICO 
B6 – PIRIDOXINA 
B7 – BIOTINA 
B9 – FOLACINA, ÁCIDO FÓLICO, FOLATO 
B12 – COBALAMINA 
 
 
Medidas práticas devem ser tomadas para reduzir as perdas vitamínicas dos alimentos. Por 
exemplo: 
 
- Cocção em temperatura baixa, durante o menor tempo possível; - Cocção em quantidade 
mínima de água; - Cortar os alimentos em pedaços médios; - Minimizar a exposição do alimento 
ao ar; - Usar a água de cozimento em sopas, molhos etc; - Usar faca amolada para minimizar 
os danos às células; - Estocar em lugar seco, frio, de pouca exposição ao ar. 
As deficiências vitamínicas podem ser causadas por uma ingesta dietética inadequada, 
absorção deficiente ou necessidade aumentada. 
Deficiências dietéticas simples são raras em pessoas com dietas balanceadas, e estão, em 
geral, associadas a dietas com pouca variedade de alimentos, freqüentemente com pouca ou 
sem fruta fresca ou vegetais. 
A absorção das vitaminas lipossolúveis é aumentada ou diminuída pelos mesmos fatores 
que aumentam ou diminuem a absorção dos lipídeos (presença de sais biliares). As vitaminas 
hidrossolúveis são absorvidas no intestino delgado. A vitamina B12 liga-se ao fator 
intrínseco, no estômago, o qual pode garantir a sua absorção no íleo, na presença de íons 
cálcio. O complexo fator intrínseco-vit. B12 é absorvido nas células intestinais intactas. 
As necessidades de vitaminas podem estar aumentadas, por exemplo, em certas 
enfermidades e em estados fisiológicos alterados. 
Das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), as vitaminas A e D têm sido melhor 
estudadas. 
A vitamina A é essencial para a visão normal, a saúde da pele e a função imune. 
A vitamina D é essencial para a formação dos dentes e para a normalidade do osso. 
O beta-caroteno, um precursor da vitamina A, e a vitamina E atuam como antioxidantes, 
protegendo os outros produtos químicos do corpo da reação com agentes oxidantes. 
 A vitamina K é essencial para a coagulação normal do sangue. 
As vitaminas são necessárias a muitas etapas do metabolismo, como os processos 
envolvidos na liberação de energia dos nutrientes energéticos: carboidratos, lipídios e 
proteínas. 
A função mais comum das vitaminas hidrossolúveis é atuar como componentes de 
17 
 
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coenzimas, envolvendo-se, portanto, nas interações químicas catalisadas por enzimas 
específicas, em várias reações metabólicas (catabolismo e anabolismo). 
O ácido ascórbico, a piridoxina, o ácido fólico e a cobalamina estão direta ou 
indiretamente envolvidas na formação do sangue, embora cada uma desempenhe pelo 
menos uma outra função. 
A piridoxina (vitamina B6), a cobalamina (vit. B12) e o ácido fólico, componentes do 
complexo B, funcionam como coenzimas em muitas reações do metabolismo. 
VITAMINA FONTES FUNÇÕES DEFICIÊNCIA 
 
VITAMINA A 
 
RETINOL 
(Vitamina já 
formada) 
 
...............................
.... 
Carotenóides: 
ΒETA-CAROTENO 
(pró-vitamina) 
- Converte-se em 
Retinol. 
De Retinol: 
- Fígado, gema de 
ovo, leite integral, 
produtos lácteos, óleo 
de fígado de bacalhau, 
margarina 
 
......................................
.... 
 
De beta-caroteno: 
- Azeite de dendê e de 
buriti. 
- Frutas e hortaliças de 
cor amarela, ala- jada 
ou vermelha e de cor 
verde-escuro: cenoura, 
abóbora, manga, 
mamão, couve, agrião, 
mostarda 
- Participa do processo visual 
(integridade da visão 
noturna). 
- Mantém a normalidade de 
pele e das mucosas. 
 
- É essencial para o 
crescimento normal 
(desenvolvimento ósseo , 
formação dos dentes). 
 
- Atua no sistema 
imunológico. 
 
-Influencia na reprodução em 
ambos os sexos. 
 
 
- Hipovitaminose A (níveis 
plasmáticos baixos) – Grupo 
mais vulnerável: pré-escolar. 
- Cegueira noturna 
- Alterações cutâneas) 
 
- Xerose (ressecamento) da 
conjuntiva) 
 
- ATENÇÃO: XEROFTALMIA- 
significa “olho seco”. 
Compreende a série de 
eventos clínicos, progressivos 
da carência orgânica de 
vitamina A. 
VITAMINA D 
D2 Ergocalciferol 
 
 
 
...............................
.... 
D3 Colecalciferol 
 
 
De Ergocalciferol: 
 
- Presente nos ve-
getais e alimentos 
fortificados. 
......................................
.... 
 
- Ajuda a manter a 
homeostase do cálcio e do 
fósforo: 
- Estimula a absorção de Ca e 
P dos alimentos. 
 
- Facilita a mineralização 
óssea especialmente na fase 
de crescimento, devido ao 
 
- Raquitismo na infância 
(deformações ósseas, ossos e 
dentes sujeitos a fraturas, 
crescimento deficiente). 
 
- .Osteomalácia no adulto 
(mineralização defeituosa do 
osso). 
18 
 
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O ácido ascórbico (vitamina C), com papel singular, é a única vitamina hidrossolúvel que não 
é considerada membro do complexo B, e não está envolvida no metabolismo energético 
nem na síntese protéica 
De acordo com as mais recentes recomendações para a ingestão de nutrientes, a ingestão diária de 
folacina (vitamina B9) para mulheres capazes de engravidar é de 400µg/dia de ácido fólico (a forma 
monoglutâmica) em alimentos fortificados e/ou suplementos, mais o folato consumido com os alimentos 
de uma dieta variada. “... a sua administração antes da gravidez e durante os 09 meses pode 
reduzir em 62% a possibilidade de algumas malformações no sistema nervoso do feto” (prevenção 
de defeito no tubo neural). 
 
 
 
 
* Ambas as 
formas são 
fisiologicamente 
ativas, com 
atividade anti-
raquítica 
 
- Síntese na pele, a 
partir do precursor 
colesterol,pela ação 
dos raios 
ultravioleta. 
-Gema de ovo, fígado, 
manteiga, pescados 
gordos, sardinha e 
atum enlatados. 
da absorção de Ca e P. 
 
 
 
VITAMINA FONTES FUNÇÕES DEFICIÊNCIA 
VITAMINA E 
 
Tocoferol 
 
Germe de trigo, 
amêndoas, avelãs. 
Óleos vegetais 
Manteiga, toicinho, 
gema de ovo. 
Antioxidante (principalmente 
protege os ácidos graxos poliinsa- 
turados nas membranas contra a 
oxidação. 
- Protege da oxidação todos os 
lipídeos e compostos rela-cionados 
com a vitamina A. 
- A deficiência de 
vitamina E pode 
causar: disfunções 
neurológicas, 
miopatias e atividade 
anormal das 
plaquetas. 
 
VITAMINA K 
-Grupo de subs-
tâncias com 
propriedades anti-
hemorrá-gicas:- 
Filoquinonas ou 
k1;-Menaquinonas 
ou K2.- Menadiona 
– sintética. 
- Presente nos 
alimentos 
vegetais:folhosos de 
cor verde-escura 
(couve, espinafre, 
alface, brócolis)- 
Sintetizada pelas 
bactérias intest.. 
Essencial ao processo de coagulação 
sangüínea. 
 Promove a síntese de fatores de 
coagulação: 
- Participa da síntese de proteínas. 
Aumento do tempo 
de coagulação. 
Hemorragia. 
19 
 
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AS DIETAS DE ROTINA HOSPITALAR PODEM SER CLASSIFICADAS QUANTO À CONSISTÊNCIA EM: 
DIETA NORMAL: adequada em kcal e nutrientes. Espessamento de 20%. Fracionamento: 04 
refeições. Cumpre as 04 leis da alimentação. Inclusão de alimentos variados em qualquer 
consistência e temperatura. 
 
DIETA BRANDA: normal em kcal e nutrientes; tecido conjuntivo e fibras modificados pela cocção e 
subdivisão. Espessamento de 15%. Fracionamento normal: 04 a 05 refeições. Objetivo: facilitar a 
mastigação e a digestão. Ex.: sucos simples ou mistos, vitaminas, frutas cozidas, assadas, frutas 
cruas com baixo teor de fibras, compotas; sopas, purês, saladas cozidas de hortaliças; leguminosas 
peneiradas; arroz, macarrão, panqueca, mingaus; pães, torradas, biscoitos, bolachas; carnes cozidas, 
moídas, desfiadas; ovos em preparações diversas, exceto fritos; leite, iogurte, manteiga, queijo 
cremoso, ricota, tipo lanche; chás e café. 
 
DIETA PASTOSA: normal em kcal e nutrientes. Consistência sob a forma de pasta, creme, purê. 
Espessamento de 10%. Fracionamento: 04 a 05 refeições. Ex.: sucos simples ou mistos, vitaminas, 
frutas amassadas, assadas ou cozidas, geléia, gelatina, sorvete, doce pastoso; caldos, sopas 
cremosas, purês de hortaliças e leguminosas; arroz bem cozido, macarrão fino; pães e similares 
umedecidos com leite e sopa; ovo quente, pochê ou em preparações; leite iogurte, queijo 
cremoso, manteiga, chás, café. 
 
DIETA SEMI-LÍQUIDA: normal em kcal e nutrientes. Exclui a mastigação e requer o mínimo de 
trabalho digestivo. Espessamento de 5%. Fracionamento: de 03 em 03 horas. Ex.: sucos simples ou 
mistos, vitaminas, geléia, gelatina, sorvete, caldos e sopas cremosas de hortaliças e leguminosas, 
mingaus (cereais), pães umedecidos com leite ou sopa, caldos de carne, ovos quentes ou acrescidos 
a outras preparações, leite, iogurte, manteiga, chás, café. 
 
DIETA LÍQUIDA COMPLETA: normal em kcal e nutrientes. Espessamento de 3%. Fracionamento: de 
02 em 02 horas ou de 03 em 03 horas. Ex.: sucos de frutas, vitaminas, caldos de hortaliças, de 
leguminosas e de cereais (magros ou enriquecidos), mingaus, vitaminas, caldos magros de carne, 
ovo quente e em preparações, leite, iogurte, manteiga, chás, café em baixa concentração. 
 
DIETA LÍQUIDA RESTRITA OU DE LÍQUIDOS CLAROS: hipocalórica, hipo em todos os nutrientes. 
Finalidade: hidratar o paciente. Preparações coadas. É isenta de leite. Não é permitido o 
espessamento. Tempo máximo de utilização: 03 dias. Volume: 200 a 250ml em cada refeição. Ex.: 
Suco de lima, água de coco, água de cocção das hortaliças, caldos de cereais, chás em baixa 
concentração. 
 
As dietas assim classificadas quanto à consistência são adaptadas a cada paciente, de acordo com 
o seu diagnóstico, quadro clínico, complicações, avaliação nutricional e com as suas características 
individuais, dando origem as denominadas dietas especiais. Ex.: dieta branda para diabético; dieta 
pastosa para hipertenso. 
Obs: DIETA ZERO: é a suspensão da alimentação por um determinado período. 
20 
 
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A T E N Ç Ã O: 
1. Alimentação oral ou dieta oral: é a via normal e a preferida, naturalmente. Dependendo da 
condição do paciente, pode haver necessidade de auxílio para comer. 
 
2. Alimentação por sonda (erroneamente denominada enteral): quando o paciente é incapaz de 
comer, mas o trato gastrointestinal pode ser utilizado, a alimentação por sonda pode proporcionar 
o suporte nutricional necessário. Várias fórmulas comerciais estão disponíveis ou fórmulas mistas 
podem ser calculadas e preparadas. 
 
3. Parenteral (em veia periférica ou central): um modo de alimentação que não utiliza o trato 
gastrointestinal; em vez disso, oferece nutrição através da administração de soluções nutritivas 
(glicose, aminoácidos, lipídeos, vitaminas, minerais). 
 
ORIENTAÇÕES DIETOTERÁPICAS 
OBESIDADE: é uma patologia metabólica crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura 
corpórea, suficiente para colocar a saúde sob risco. 
 
RECOMENDAÇÕES: 
Iniciar as refeições, de preferência, com uma salada crua (tomate, alface, repolho, agrião, pepino); 
Preferir preparações cozidas, assadas ou grelhadas; 
Não substituir uma refeição por lanches rápidos; 
Diminuir o volume das refeições; 
Fracionar em 05 a 06 vezes por dia a alimentação; 
Mastigar bem os alimentos; 
Utilizar adoçante artificial em quantidades mínimas; 
Fazer uso moderado de óleos vegetais (soja, oliva, milho) nas preparações; 
Evitar ingerir líquidos em excesso durante as refeições principais (almoço e jantar). 
 
PREFERIR: 
 
- Hortaliças: Acelga, agrião, alface, berinjela, couve, pepino, repolho, tomate, abóbora, beterraba, 
pimentão, quiabo, vagem, etc. Ingeri-las cruas, cozidas, grelhadas ou em forma de saladas. Temperá-las 
com vinagre ou limão e azeite doce. 
- Frutas: Melancia, abacaxi, melão, tangerina, laranja, lima, umbu, carambola, macã, etc.; 
Evitar os sucos, preferindo as frutas com bagaço. Utilizar frutas ou gelatinas nos lanches e sobremesa. 
- Leguminosas: Feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, feijão verde etc. 
- Cereais: O uso de arroz deve ser moderado, dando preferência ao integral. Substituir o arroz por 
macarrão ou batata na mesma quantidade. 
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- Leite e derivados: Dar preferência ao leite desnatado. Utilizar queijos tipo magro (Minas Frescal, 
Ricota, Cottage). 
- Carnes: Frango, peru, pescados, retirando a pele antes da cocção. O uso da carne bovina deve ser de 
02 vezes por semana. As preparações devem ser assadas, grelhadas ou cozidas. 
- Ovos: Consumir somente a clara cozida ou pochê. 
 
 
EVITAR: 
 
Jejuns forçados; bebidas alcoólicas e refrigerantes; 
Alimentos de alto valor calórico, como: biscoitos recheados, macarrão, pizza, bombons, doces, 
salgadinhos; 
Alimentos excessivamente gordurosos, tipo: sarapatel, feijoada, mocotó, dobradinha; 
Carnes salgadas e defumadas; 
Açúcar,mel, rapadura, melaço; 
Embutidos, como: salame, presunto, salsicha, calabresa; 
Enlatados, como: sardinha, patê, quitute; 
Condimentos, tipo: maionese, catchup, mostarda, pimenta e molhos concentrados em sal; frituras; 
Alimentos achocolatados; dietas “milagrosas”; uso de medicação sem orientação. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DO EXCESSO DE PESO EM ADULTOS DE ACORDO COM O IMC. Classificação 
fundamentada na associação entre IMC e a mortalidade. (OMS, 1998) 
IMC (Kg/m2) IMC = PESO (Kg) / ALTURA (M2) 
 
NORMAL: 18,5 – 24,9 EXCESSO DE PESO: 25 - PRÉ-OBESO: 25 – 29,9 
OBESIDADE GRAU I: 30 - 34,9 - OBESIDADE GRAU II: 35 - 39,9 - OBESIDADE GRAU III: 40 
 
DIABETES MELLITUS é uma patologia metabólica crônica de natureza genética, caracterizada pela 
insuficiência relativa ou absoluta de insulina. 
 
RECOMENDAÇÕES: 
 
Utilizar tapioca, milho, maisena, aveia; 
Utilizar vegetais folhosos a vontade, preferir saladas cruas; 
Preferir carnes brancas (aves e peixes), retirando a pele antes das preparações; 
Usar adoçante artificial; (ou não usar qualquer adoçante) 
Fracionar a dieta em no mínimo 06 refeições ao dia; 
Fazer uma refeição leve antes de dormir, principalmente se faz uso de hipoglicemiantes orais ou 
insulina. 
 
EVITAR: 
 
Jejum prolongado ou excesso de alimentação; 
Frituras; achocolatados em pó; alimentos ricos em gordura animal, como carnes, leite integral, 
creme de leite, requeijão, bacon, manteiga, toucinho, banha; 
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Não usar alimentos contendo açúcar simples: balas, bolo, doces, chocolates, refrigerantes, mel, 
rapadura; 
Farináceos: farinha de mandioca e outras farinhas industrializadas; 
 
HIPERTENSÃO: é uma doença que se caracteriza por uma elevação dos níveis pressóricos. 
 
RECOMENDAÇÕES: 
 
Consumir uma dieta rica em frutas e verduras (principalmente cruas), legumes e cereais; 
Preferir preparações assadas, grelhadas ou cozidas; utilizar óleos vegetais; 
Ingerir de 08-10 copos (200 ml) de líquidos/dia; 
Preferir leite desnatado ao leite integral; usar manteiga ou margarina sem sal; utilizar queijos com 
pouca gordura; 
Substituir pães e bolachas salgadas por: pão sem sal, bolacha d’água, aipim, inhame, batata doce; 
Reduzir o sal da dieta, seguindo as orientações do nutricionista; 
Usar limão, azeite doce, temperos verdes, alho, cebola, pimentão, noz moscada, orégano, manjericão, 
alecrim, etc.; consumir apenas a clara de ovo. 
 
EVITAR: 
 
Alimentos ricos em gordura, como chocolate, feijoada; 
Cafeína: café, chá preto, chá mate e refrigerante tipo cola; 
Embutidos: calabresa, salame, mortadela, salsicha, etc; 
Peixes enlatados, presunto, bacon, azeitonas, picles, temperos prontos, sopas desidratadas, 
concentrados em cubos, charque, catchup, maionese, manteiga com sal; gema de ovo. 
 
 
DISLIPIDEMIA: é uma alteração metabólica onde há aumento do colesterol total, da fração LDL e 
triglicerídeos na corrente sangüínea. 
 
RECOMENDAÇÕES: 
 
Preferir carnes brancas (aves e peixes); 
Usar óleos vegetais (soja, canola, milho), exceto de coco e dendê; 
Usar leite desnatado e seus derivados; 
Consumir à vontade frutas e verduras; 
 
EVITAR: 
 
O consumo de gema de ovo e das preparações que a contenham; 
Carnes vermelhas, de porco, vísceras (fígado, miolo, miúdos), pele de aves (frango, peru), frutos do mar 
(camarão, caranguejo) com exceção do siri; 
Gordura de origem animal (carnes, leite integral, creme de leite, requeijão, bacon, manteiga, toucinho, 
banha), azeite de dendê, leite de coco, chocolate; 
Excesso de massa; 
Preparações fritas, alimentos embutidos (chouriça, salsicha), enlatados (sardinha) e salgadinhos; 
Excesso de açúcar; 
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Lima, banana da terra cozida, pêra; 
- dar preferência a vegetais cozidos como: cenoura, batata, chuchu, beterraba, vagem, batata doce, 
inhame, fruta-pão; 
- preferir o pão torrado, biscoitos (água e sal); 
- ingerir leite desnatado ou produtos fermentados; 
- utilizar os queijos com baixo teor de gordura. 
 
EVITAR 
- alimentos oleaginosos como nozes, amendoim, abacate, castanha; 
- vegetais folhosos, como alface, agrião, espinafre, acelga, couve-flor, brócolis; 
- frutas como: laranja, melancia, ameixa, mamão, melão, abacaxi; 
- chocolates, frituras, condimentos (catchup, mostarda, orégano, pimenta do reino); 
- alimentos ricos em enxofre, como: agrião, aipo, brócolis, cebola, couve, couve-flor, bertalha, espinafre, 
nabo, pimentão, repolho, rabanete, taioba, caruru, grão de bico, feijão preto, carnes vermelho; 
- bebidas gaseificadas, como refrigerantes, água com gás; - bebidas alcoólicas. 
 
Receita de soro caseiro: 01 copo (200 ml) de água 
01 medida rasa de sal, 02 medidas rasas de açúcar. 
 
7 FLATULÊNCIA pode ser entendida como o excesso na produção de gases intestinais pelo organismo, o 
que favorece o aumento dos movimentos intestinais proporcionando desconforto abdominal. 
 
RECOMENDAÇÕES: 
 
Evitar ingerir alimentos flatulentos (ou formadores de gases); 
Mastigar bem e lentamente os alimentos; 
Evitar conversas às refeições; 
Não utilizar canudos para ingestão de líquidos; 
 
ALIMENTOS QUE PRODUZEM FLATULÊNCIA 
 
Vegetais: agrião, cebola, couve-flor, repolho, ervilha verde, mostarda, acelga, couve, rabanete, batata-
doce, milho verde, brócolis, pimentão, pepino, gengibre, nabo; 
 
Doces: caramelos, conservas, bolos, chocolate, bombons, doce em pasta; 
 
Leguminosas: ervilha, feijão-seco, lentilha; 
Condimentos: todos, exceto sal; 
Alimentos gordurosos: avelãs, nozes, castanha, amendoim; 
Frutas: goiaba, jaca, passa, melão, jabuticaba, melancia, maçã; 
Bebidas: bebidas gasosas, bebidas muito açucaradas. 
 
 
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NUTRIÇÃO DA GESTAÇÃO À ADOLESCÊNCIA. 
 
1. O crescimento e desenvolvimento são processos estreitamente associados e inerentes aos 
indivíduos em fase de maturação. Resultam da harmoniosa interação entre vários fatores: 
constituição genética, sistema nervoso central e periférico, sistema endócrino, fatores psicossociais 
e ambientais (situação sócio-econômica e cultural, nutrição, entre outros). 
- O crescimento está relacionado ao aumento das proporções corporais (peso, altura e aumento 
de vísceras) e decorre do processo de diferenciação celular. 
- O desenvolvimento reflete a aquisição de habilidades neuropsico–motoras que dependem da 
integridade do sistema nervoso central, sistema neuro-muscular e estimulação psicossocial. 
Durante o ciclo vital, o crescimento e o desenvolvimento humano são assinalados por períodos 
distintos e bem definidos: nascimento, infância, adolescência, maturidade e senilidade. 
- O período intra-uterino (da concepção ao nascimento) pode ser dividido em: Embrionário - 
diferenciação celular rápida formação de sistemas e órgãos (1º trimestre); Fetal - crescimento 
acelerado, formação de estruturas, primeiras atividades funcionais (2o. trimestre); rápido aumento 
de peso, preparação para a vida pós-natal (3º trimestre). 
ATENÇÃO: O cérebro e o sistema nervoso central crescem rapidamente durante a vida fetal e nos 
02 primeiros anos de vida. Em condições normais, continuam evoluindo na sua anatomia, 
bioquímica e fisiologia. 
1. NUTRIÇÃO NA GESTAÇÃO - A alimentação da gestante deve ser adequada e suficiente, ou seja, 
deve fornecer nutrientes, em quantidadee qualidade, para atender as suas necessidades e para 
formação do novo ser. O estado nutricional da gestante e sua alimentação durante a gravidez são 
muito importantes para a formação normal do feto e para o crescimento e desenvolvimento do 
recém-nascido. A passagem de nutrientes da mãe para o feto é controlada pela placenta. A 
glicose é a principal fonte de energia utilizada pelo feto. Os ácidos graxos e aminoácidos também 
atravessam a placenta e são usados pelo feto para a formação de gorduras e proteínas. 
Se a gestante mantiver as mesmas atividades físicas durante a gravidez, deverão ser adicionadas a 
sua alimentação kcal/dia, no segundo e terceiro trimestres de gestação. Esta adição é necessária para a 
produção de novos tecidos da mãe, placenta, feto e aumento de peso associado ao aumento do 
metabolismo basal. Na lactação, recomenda-se também um aumento de kcal/dia para a produção de 
leite. Estudar cada caso, em particular. 
A ingestão de proteínas deve ser aumentada no segundo trimestre da gravidez e na lactação. 
Todas as vitaminas estão com suas cotas aumentadas durante a gestação, principalmente a 
folacina e a piridoxina. A necessidades de cálcio e fósforo são elevadas; e as de ferro, iodo, zinco 
estão aumentadas. Em geral, há necessidade de suplementação de ferro e ácido fólico. 
As fibras alimentares devem ser aumentadas na dieta da gestante, devido a sua tendência à 
obstipação. 
 
A nutrição adequada na infância e na adolescência é importante para o crescimento e 
desenvolvimento normais das crianças e adolescentes, ao mesmo tempo em que pode se 
constituir em um dos fatores de prevenção de enfermidades na vida adulta. 
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2. Primeiro ano de vida: ajuste na circulação, início da respiração e outras funções (1º mês); rápido 
crescimento e amadurecimento. Em geral, o peso ao nascer é triplicado no final do 1º ano e a 
estatura é aumentada em 50%. 
ALEITAMENTO MATERNO: sua extrema importância para o recém-nascido (RN) é um fato 
confirmado. 
VANTAGENS: - é o melhor e o mais completo alimento para a criança nos 06 primeiros meses de 
vida, pois preenche todas as exigências nutricionais, desde que a criança seja amamentada 
sempre que tiver fome e pelo tempo que quiser (livre demanda); 
- é de fácil digestão; - protege a criança contra várias doenças; - é de graça; - transmite 
amor e carinho, fortalecendo a relação entre mãe e filho; - não precisa coar, ferver, nem 
esfriar; 
- está sempre pronto, em qualquer hora e lugar, na temperatura ideal; - reduz o risco 
de câncer de mama e ovário. 
Os 10 passos para obter sucesso no aleitamento materno (dirigidos às mães). Ministério da 
Saúde. 
Passo 1. Acredite que não existe leite fraco. Todo leite materno é forte e adequado para o 
melhor crescimento e desenvolvimento do bebê até 4-6 meses de vida. Nessa fase, não precisa 
dar outro alimento (leite materno sem água e sem chá = aleitamento exclusivo). No primeiro 
dia, a produção de leite é pequena. Esse leite, chamado colostro, é transparente ou amarelado, 
tem alto valor nutritivo, é suficiente para as necessidades do bebê e age como uma vacina, 
protegendo-o contra doenças. Se a criança chorar, verifique se ela está com fome, molhada 
ou necessitando de colo e carinho, ou se algo no ambiente está incomodando-a. 
Passo 2. Saiba que quanto mais o bebê mama, mais leite você produz. Começar a mamar 
desde a sala de parto facilita a descida mais rápida do leite. Procure manter o bebê do seu lado 
do nascimento até a alta. A criança que mama no peito várias vezes, dia e noite, de acordo com a 
vontade do bebê, não necessita de mais nada. 
Passo 3. Coloque o bebê na posição correta para mamar. Para que o bebê sugue bem, ele deve 
estar em posição de poder abocanhar não só o mamilo (bico do peito), mas grande parte da 
aréola (parte escura do peito), com o corpo totalmente voltado para o da mãe (barriga com 
barriga). 
Passo 4. Cuide adequadamente das mamas. Evite o uso de sabonete, de pomadas e cremes nos 
mamilos. A exposição das mamas ao sol durante 15 minutos pela manhã também ajuda a prevenir 
rachaduras. 
Passo 5. Retire leite quando for necessário (ordenha). Evite que a mama fique muito cheia e 
pesada. Se isto acontecer, lave bem as mãos, faça massagens circulares com as pontas dos 
dedos, pressionando as mamas do mamilo para a base. Depois, coloque os dedos onde termina a 
aréola e aperte com cuidado até o leite sair. Guarde o leite em frasco fervido por dez minutos, 
na geladeira (24 horas) ou freezer (15 dias) ou doe a um Banco de Leite Humano. Para aquecer o 
leite, use banho-maria. Na falta de geladeira, o leite poderá ser guardado até 02 horas em local 
fresco e dado ao bebê de copinho ou colher, quando a mãe não estiver em casa. 
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Passo 6. Nunca use bicos, chupetas, chuquinhas ou mamadeiras. Os bebês que fazem uso de 
mamadeira acabam largando o peito. Chupeta e mamadeira têm 78 anos. 
Passo 7. Tome líquidos, alimente-se e descanse sempre que possível. 
Passo 8. Só tome medicamentos com ordem médica. 
Passo 9. Continue com a amamentação, se possível, até os 02 anos de idade da criança. 
Amamentação mais a introdução de alimentos adequados à criança (alimentos do desmame). 
Período de desmame: período compreendido entre a introdução do primeiro alimento diferente do 
leite materno, até a suspensão completa do leite materno. 
Passo 10. Conheça os direitos da mãe trabalhadora. A mãe que trabalha fora tem direitos: - à 
licença gestante de 120 dias; - a dois descansos remunerados de meia hora por dia, quando 
retornar ao trabalho, para amamentar seu filho, até 06 meses de idade; - a berçario ou creches 
nos locais de trabalho, sempre que a empresa tiver 30 ou mais mulheres trabalhando. 
ATENÇÃO: - Se por algum motivo a mãe não puder amamentar o seu filho, deve procurar um 
banco de leite humano ou um profissional de saúde para orientá-la. Não oferecer à criança o 
peito de outra mãe. 
- NÃO ESQUECER AS VACINAS - 
Aos 07 meses, início do envolvimento com a alimentação e procura pela colher. Aos 09 meses, 
a criança começa a usar a colher, mas não é capaz de manter a comida nela. Pega a comida 
com a mão. Aos 02 anos, mantém a comida na colher, segura uma xícara, mas ainda prefere as 
mãos. Aos 06 anos, habilidades finais, uso da faca para cortar. 
Um exemplo de um esquema de introdução de alimentos, seguindo-se a curva ponderal da 
criança: 6º mês: refresco de fruta regional bem madura e abundante na época do desmame 
oferecido no copo; 7º mês: fruta regional bem madura e abundante na época do desmame 
oferecida amassadaou raspada e ministrada de colher; 8º mês: refeição salgada, legumes bem 
cozidos sem condimentos, oferecidos amassados cm consistência de papa, ministrados de colher. 9º 
mês: a mesma refeição salgada só que adicionada de cebola, alho e cheiro verde; 10º mês: refeição 
rotineira da família, modificada em consistência e tempero: (arroz, feijão, legumes) ou (macarrão, 
legumes). Introdução de gema de ovo - iniciar com apenas ¼ de gema cozida, 03 vezes na 
semana e aumentar gradativamente até alcançar a quantidade de 01 gema/dia. Sintomas 
alergênicos devem ser observados. 11º mês: adição de carnes brancas - frango e pescados 
desfiados ou moído. 12º mês: Introdução da clara à refeição salgada. 
 
3. DE 01 a 06 ANOS DE IDADE - Período de grande desenvolvimento e aquisição de 
habilidades. 
Entre o 1º ano de vida e a puberdade, o crescimento físico é menos notado (06 a 08 cm/ano e 
02 a 03 kg/ano); mas há crescimento significativo nas áreas social, emocional e cognitiva. 
A criança aprende a falar, correr e se torna uma ser social. 
De 01 a 06 anos, as crianças tem menos interesse em alimentos e mais interesse no mundo 
ao seu redor. 
O apetite geralmente segue a velocidade de crescimento e as necessidades nutricionais. 
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No estirão, aumento do apetite. Já desenvolvem preferências alimentares. Em geral, a 
diminuição do apetite não compromete a saúde, o estado nutricional. 
“Nenhuma criança pode ser forçada a comer”. Criança pré-escolar tem apetite variável. 
- É necessário paciência e respeito. “Nenhum controle rígido nem uma abordagem muito 
liberal tem chance de serem bem sucedidos”. A fase do “não quero” e “não como” 
é normal no desenvolvimento. 
Oferecer uma variedade de alimentos, incluindo os favoritos e substituições para os recusados 
no mesmo grupo alimentar. Cuidado com a monotonia dos cardápios! Crianças pequenas (pré-
escolares) não têm a capacidade natural de escolher uma dieta equilibrada e nutricional. Portanto 
os pais têm a responsabilidade de oferecer uma variedade de alimentos nutricionais à criança e 
ela decide quanto deve comer. 
 
Lanches são tão importantes quanto as refeições padrão para a ingesta total de nutrientes. O 
que a criança comer deve ser nutritivo. 
Para estimular um bom apetite: atividades motoras e tempo ao ar livre. Em geral, crianças 
pequenas não comem quando estão fatigadas. O local físico da refeição é tão importante quanto 
a atmosfera emocional. 
Um sentido de ordem na apresentação da comida é necessário. As crianças são sensíveis no 
paladar, sensíveis ao cheiro, odor. Crianças de 2, 3, 4 anos preferem alimentos mais simples, 
coloridos e atraentes. 
Crianças quando estão em grupo em um ambiente apropriado, normalmente, comem mais do 
que quando estão sozinhas. 
As maiores influências sobre a ingestão alimentar nos anos do desenvolvimento: 
- ambiente familiar - a mídia - colegas - doenças - 
Família: influência primária na formação de hábitos alimentares. 
- Pais, irmãos mais velhos: MODELOS para as crianças pequenas, porque elas imitam os 
indivíduos que estão no seu ambiente. 
A escola também é responsável pela educação nutricional de seus alunos. É grande a influência 
das cantinas escolares. Cuidado com as “barraquinhas”. 
Os maus hábitos alimentares no que diz respeito a horários, ingestão excessiva de massas, 
alimentos gordurosos e com alta concentração de açúcar podem contribuir para a diminuição do 
apetite nas refeições principais, para a obesidade, cárie dentária. 
 
4. De 02 a 10 anos: as proporções corporais vão sofrendo mudanças: alongamento das pernas, 
menor crescimento de cabeça. De 06 a 10 anos, também a composição corporal muda: a 
gordura diminui, os músculos aumentam e há endurecimento dos ossos. Desenvolvimento de 
processos intelectuais e habilidades. Amizade e outros contatos sociais tornam-se mais 
importantes. A criança gosta de comer para aliviar a fome e obter satisfação social. 
5. De 10 a 19 anos. A adolescência caracteriza-se por mudanças rápidas no crescimento físico e 
maturação e no desenvolvimento psicossocial. Então, a dieta do adolescente deve garantir a sua 
manutenção, as mudanças rápidas no crescimento físico, o amadurecimento dos órgãos genitais, o 
desenvolvimento psicossocial e um grau variado de atividade física. Na puberdade, que 
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corresponde ao período intensamente anabólico do início da adolescência, ocorre a demanda 
máxima de energia e nutrientes. O ganho em altura atinge 20 a 25% da estatura do adulto; o 
ganho de peso alcança um pico durante o estirão de altura e atinge cerca de 50% do peso do 
adulto, em todo o período. Esse incremento de peso e altura resulta do aumento do esqueleto, 
da massa muscular e da gordura, do aumento dos órgãos e da expansão do volume sangüíneo. 
 
O estado nutricional é considerado um indicador apropriado da adequação da dieta às necessidades 
das crianças e dos adolescentes. As medidas de peso e da altura (comprimento nos menores de 02 
anos) são os principais parâmetros para acompanhar o crescimento e desenvolvimento das 
crianças; para os adolescentes, o peso, a altura e a maturidade sexual. 
A maioria das crianças e dos adolescentes que tem uma ingesta variada de alimentos mantém o 
balanço energético e obtém os nutrientes indispensáveis ao crescimento e desenvolvimento 
esperados. O balanço energético reflete o equilíbrio entre a ingesta e o gasto de energia. As 
necessidades de proteínas dietéticas por quilo de peso na infância e na adolescência são mais 
elevadas do que na fase adulta, devido as demandas para o crescimento. 
 
Além de energia (carboidratos, lipídeos) e proteína, as crianças e adolescentes também necessitam 
de um aporte adequado de vitaminas e minerais para a sua manutenção, para cumprir as etapas 
do seu crescimento, desenvolvimento e realização de atividades. Não esquecer da importância 
da ingestão de água e do consumo de fibras.

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