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1 AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 1 Sumário NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 O QUE É AVALIAR? ................................................................................ 4 A NATUREZA CURRICULAR DA AVALIAÇÃO ................................... 6 AVALIAÇÃO EDUCACIONAL .................................................................. 9 MODALIDADES DE AVALIAÇÃO ...................................................... 13 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA .......................................................... 14 AVALIAÇÃO FORMATIVA ............................................................. 16 AVALIAÇÃO SOMATIVA ................................................................ 19 FINALIDADES DA AVALIAÇÃO ........................................................ 22 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ................................................... 24 PROVA DISSERTATIVA ................................................................ 24 PROVA OBJETIVA ......................................................................... 25 AUTOAVALIAÇÃO ......................................................................... 26 CONSELHO DE CLASSE .............................................................. 26 REFERÊNCIAS ..................................................................................... 28 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 INTRODUÇÃO A avaliação educacional é um trabalho realizado pelo docente, com o objetivo de diagnosticar o processo ensino aprendizagem através do rendimento dos alunos. Há várias maneiras de realizar uma avaliação educacional. Algumas escolas adotam o sistema de registro escrito, baseado no desempenho durante um período de observação, ou bimestre. Outra ainda considera os trabalhos, as provas, tarefas, além de considerar as habilidades de cada um. O importante é perceber que a avaliação educacional é uma revisão do trabalho pedagógico desenvolvido em sala de aula. Avaliação são componentes do processo de ensino: os objetivos, os conteúdos, os métodos e a avaliação. Este último componente – a avaliação – é o principal do processo de ensino, pois ele permite identificar se os objetivos da aprendizagem foram alcançados, se houve assimilação de conteúdos e se o método foi eficiente, ou seja, faz um exame de todo o processo de ensino e aprendizagem. É por meio da avaliação que o educador realiza a verificação e a qualificação dos resultados obtidos. É por intermédio dela que ele saberá se os objetivos foram atingidos, podendo assim reorganizar novas estratégias. A avaliação pode ter três concepções especiais. São eles: • Enfoque sociológico (observa aspectos sociais) – preocupa-se com as desigualdades sociais que, na escola, são muito mais alarmantes devido à 4 existência das hierarquias escolares, que, em geral, dão grande peso aos julgamentos do professor. • Enfoque epistemológico (ligado às concepções de ensino) – exposição sobre os vários tipos de ensino e do se dá a aprendizagem em cada um deles. • Enfoque psicopedagógico – a avaliação como investigação didática que visa à análise não só do produto da aprendizagem, mas do seu processo, que é constituído de erros e acertos. A avaliação serve: • para que se tenha clareza dos propósitos estabelecidos e para que estes sejam úteis e significativos para o aluno; • para diagnosticar o conhecimento prévio do aluno; • para classificar e ordenar alunos ou competidores. A avaliação funciona como uma estratégia de ensino, tendo um caráter formativo, favorecedor do progresso pessoal e da autonomia do aluno, oferecendo ao professor subsídios para melhor controlar e aperfeiçoar a sua prática pedagógica. O QUE É AVALIAR? Na perspectiva em que nos colocamos, ensinar significa fazer aprender alguma coisa a alguém (ROLDÃO, 2010, 2014). O objeto dessa ação – que é definidora da função profissional dos professores – é a aprendizagem dos alunos, configurando assim uma dupla transitividade: quem ensina, ensina algum conteúdo, e ensina-o a determinados sujeitos inevitavelmente diversos. A competência de ensinar consiste justamente nesse passo de promoção com intencionalidade e estratégica do acesso dos aprendentes ao conhecimento que se pretende ensinar – plasmado no currículo. Configura-se, na perspectiva dos autores, o conceito de currículo como corpo de aprendizagens consideradas necessárias a todos num dado tempo e contexto (GASPAR; ROLDÃO, 2007). 5 É assim o desenvolvimento desse currículo por parte do professor que viabiliza e promove a desejada apropriação de conhecimento por parte dos aprendentes. Para tal, o docente necessita de um sólido conhecimento profissional que integra, na esteira da perspectiva de Lee Shulman, as dimensões de conhecimento de conteúdo, conhecimento pedagógico-didático de conteúdo, conhecimento do currículo, conhecimento do aluno, conhecimento do contexto – dimensões que se convocam e integram na ação pedagógica, em cada ato profissional concreto – e saber ensinar (MONTERO, 2005; ROLDÃO, 2010, 2014; SHULMAN, 1987; SHULMAN;SHULMAN, 2004). A avaliação constitui, assim, no dizer de Miguel Zabalza, uma das fases fundamentais do desenvolvimento curricular e centra-se na avaliação do processo e dos resultados obtidos (ZABALZA, 1992). Essa fase do processo de desenvolvimento curricular constitui o dispositivo central de regulação de todo o trabalho desenvolvido. Essa regulação – avaliação de processo e de resultados – situa-se a dois níveis: (1) o nível da regulação e verificação da aprendizagem conseguida pelos alunos, no interior do processo de desenvolvimento curricular acionado, e relativamente aos objetivos de aprendizagem visados; 6 (2) o nível da regulação do próprio processo de desenvolvimento curricular, da sua pertinência, coerência e adequação – avaliação curricular. A NATUREZA CURRICULAR DA AVALIAÇÃO A avaliação das aprendizagens enquadra-se numa dupla referenciação teórica. Por um lado constitui-se como um campo do Desenvolvimento Curricular, na linha dos teóricos do Currículo, com particular destaque para os contributos das linhas de matriz behavioristas, muito influentes na educação e formação de professores nas décadas de 1970 e 1980 (KLIEBARD, 1975; TABA, 1962; TYLER, 1949). Por outro, a génese da avaliação como campo de estudo autónomo, é em parte emergente historicamente da docimologia, enquanto tentativa de mensurabilidade dos produtos da aprendizagem. A visibilidade da avaliação na sua forma certificativa– as classificações que regulam o progresso escolardos alunos – explica a sua centralidade no campo da educação, constituindo-se gradualmente como um campo de investigação específico no interior da comunidade científica da Educação (ALLAL, 1986; ALVES, 2012; FERNANDES, 2005). Tal separação é também decorrente da própria lógica imanente ao modelo ou “gramática” escolar e contrária à racionalidade curricular. Na escola, os tempos e o trabalho organizam-se em torno de dois eixos que configuram dois tempos: (1) o desenvolvimento dos conteúdos curriculares – “dar a matéria”, na gíria dos professores –, que corresponde ao grosso do tempo de aulas, e (2) o tempo das tarefas de avaliação sumativa, em geral assimilada a testes, que se situa tradicionalmente no final dos períodos, dirigida para a classificação-nota que pontua os ritmos da vida da organização e a sequência do percurso escolar do aluno. Aborda-se, assim, tendencialmente os campos do ensinar/aprender e do avaliar/classificar como duas áreas conceptualmente separadas, desenvolvidas em dois tempos distintos, o que por sua vez se projeta em – e reforça – a 7 tradicional separação ensino-avaliação. Na universidade é ainda mais evidente essa visão pré-curricular, com o hábito, que tantos de nós vivemos quando alunos, de ir às aulas quando se pode e depois estudar para os exames, ou, nas práticas mais atuais, fazer os trabalhos que estão prescritos para a avaliação da disciplina. A linha teórica proveniente dos estudos no campo do Desenvolvimento Curricular, embora com marcas nucleares geradas nas perspetivas behavioristas convocadas a partir das décadas de 1950 e seguintes – como instrumentos das políticas orientadas para a eficácia educativa –, constituíram, contudo, o gerador mais relevante de articulação entre avaliação e ensino, situando a avaliação como elemento integrador de regulação do processo de desenvolvimento curricular. Na base estritamente behaviorista de Ralph Tyler (1949), ou no estabelecimento por Hilda Taba (1962) das fases do design e implementação do currículo, com permanente regulação avaliativa, ou na pedagogia para a mestria teorizada por Benjamin Bloom (BLOOM et al., 1971), a noção de avaliação configura uma nova conceptualização. Os investigadores suíços do grupo de Genève, introduzindo abundante trabalho na década de 1970 sobre o conceito de avaliação formativa, (ALLAL, 1986; PERRENOUD, 2003) contribuíram para a disseminação poderosa do conceito de avaliação como regulação da aprendizagem, traduzida em diversos modos e tipos de ações avaliativas – diagnóstica, formativa, sumativa, prognóstica. Desse referencial passou-se para a formação de professores e para o discurso e práticas docentes, sobretudo a noção de avaliação formativa, como rutura com a clássica sequência ensino-testes. A novidade, ao tempo, do conceito de avaliação formativa foi muitas vezes pervertida nas práticas das escolas, como se fosse sinónimo de adoção de mais momentos avaliativos, de curta duração, lidos como “avaliação formativa”, na maioria dos casos com forte desvio conceptual, embora a terminologia se tenha instalado. Politicamente em Portugal, a influência das perspetivas behavioristas nas décadas de 1970 e 1980 foi massificante e “prescritiva” de uma adoção de taxonomias para a avaliação, centradas em uma identificação hierárquica de 8 operações mentais requeridas para os diferentes passos da aprendizagem, em face das quais o ensino se devia orientar e aferir. Essas perspetivas foram transpostas para as práticas docentes, sobretudo por via da formação inicial e da formação contínua de professores em Portugal, na década de 1970, utilizadas de modo muito redutor, altamente quantificado, prisioneiro de uma racionalidade técnica cega e de uma ação pedagógica pobre, embora tecnicamente refinada, que desencadeou muitas resistências e reações críticas (ROLDÃO, 1983). Essa “tecnicização” excessiva impediu a apropriação mais crítica da valia do instrumento analítico que constituía a clarificação e afinação das operações mentais promovidas e exigíveis para os diferentes conteúdos do currículo, aspeto que configurava, na perspetiva que aqui se assume, uma valia poderosa na melhoria do ensino e da aprendizagem. Tal conflitualidade conduziu a que, em épocas subsequentes, se assistisse ao abandono não analisado desse referencial, quer quanto ao ensino quer quanto à avaliação, que, dessa forma, se mantiveram como campos separados, além de que deixou a avaliação das aprendizagens, feita pelos professores esvaziada de referenciais de rigor de qualquer matriz avaliativa ou de desenvolvimento curricular que a integrasse. Apenas a produção de testes avaliativos finais nacionais, a partir do restabelecimento dos exames externos e da criação de um instituto responsável pela sua elaboração (anteriormente conhecido como “Gabinete de Avaliação Educacional” (Gave), atualmente “Instituto de Avaliação Educativa” (Iave), filiado ao Ministério da Educação), se constituiu como campo de atenção pública significativa, por via dos exames, sem contudo se assistir a uma apropriação significativa desse referencial de avaliação – em geral bem fundamentado cientificamente – nos instrumentos correntemente em uso nas escolas. Por outro lado, a área do desenvolvimento curricular – com pouca expressão na tradição portuguesa até aos anos 1980 –, também por força da formação de muitos docentes do ensino superior em universidades anglo- saxónicas, que caracterizou o boom da formação superior em educação em Portugal das décadas de 1970 e 1980, entra nos programas de formação inicial de professores das universidades e escolas superiores de educação, mas genericamente tratada como aprendizagem de técnicas de planificação – em que 9 o passo da avaliação era muito menos trabalhado do que os restantes. Em alguns planos de estudos dos cursos de formação de professores, por vezes existiram cadeiras específicas de avaliação, mas, ao dissociar-se da dimensão didática e do desenvolvimento do currículo, a avaliação reassume-se como um fim em si mesmo nas práticas das escolas. O reforço da gestão “gerencialista” e competitiva das últimas décadas tem vindo a reforçar a acentuação da avaliação das aprendizagens, mas numa ótica desintegrada, não apoiada no desenvolvimento curricular harmonioso, mas sim na busca cega da melhoria dos resultados escolares per se, olhados cada vez mais como fins em si mesmos em uma lógica de competição entre escolas pelos melhores lugares nos rankings, sem cuidar da correlativa melhoria do ensino e da aprendizagem de todos, encorajando até uma retomada forte de lógicas excludentes dos alunos menos bem-sucedidos. A competição decorrente dessas políticas tem exorbitado as dimensões do treino para os exames, reforçando uma abordagem tecnicista esvaziada de conhecimento pedagógico e curricular, e deixando cada vez mais desatendida a função reguladora da avaliação (ALVES, 2012) – a única que pode assegurar com eficácia a melhoria real dos processos de ensino, promotores intencionais da aprendizagem e, consequentemente, dos seus resultados. AVALIAÇÃO EDUCACIONAL No processo de ensino-aprendizagem, o bom desenvolvimento do aluno é tido como fato prioritário. E para que isso venha a acontecer, o professor deve ter uma prática pedagógica reflexiva, pois assim ele poderá diagnosticar qualquer retardo no desempenho dos alunos e o diagnostico pode ser feito através da avaliação. Segundo os PCN’s, avaliar significa: 10 Sabemos que a avaliação não acontece num vazio conceitual, mas dimensionada por um modelo de mundo e de educação que visa a obtenção de resultados cada vez mais satisfatórios. O verdadeiro papel da avaliação é o de auxiliar na construção da aprendizagem pela superação do autoritarismo e o estabelecimento da autonomia do educando. Atualmente, a práticaavaliativa, deverá estar atenta aos modos de superação do autoritarismo e a serviço de uma pedagogia que se preocupe com a transformação da sociedade a favor do ser humano. Somente assumindo o papel de diagnóstica a avalição se constituirá num momento dialético no processo de aprendizagem do aluno. Para que isso realmente ocorra, é necessário que o educador planeje sua prática pedagógica compreendendo o estágio em que cada um dos seus alunos se encontra, para que possa trabalhar com eles, fazendo-os avançar no que se refere aos conhecimentos necessários. A respeito de uma aprendizagem significativa, os PCN’S colocam que é: A citação acima nos possibilita fazer uma reflexão sobre o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem, visto que cabe a este buscar uma conciliação entre o que o aluno já sabe e o que ele está aprendendo. Na realidade das escolas da nossa sociedade sabemos que esse trabalho torna-se complicado, pois, para cada sala se aula, contamos com um só professor para dar assistência a mais de vinte alunos. Porém, mesmo com todas as dificuldades, sabemos que existem docentes que conseguem planejar e executar todas suas atividades de modo a favorecer a todos que estão incluídos no processo de aprendizagem. 11 Muitas escolas utilizam-se da avaliação como classificação para uso de aprovação ou reprovação no fim do ano letivo. E isso não deveria ocorrer, pois a avaliação deve ser vista como ferramenta para o auxílio do professor, isto é, um meio de intervir no aprendizado do aluno. Avaliar corretamente é uma tarefa muito difícil, pois exige qualificação, compromisso competência, ética, flexibilidade e outras inúmeras qualidades que um bom profissional da educação deve ter. Contudo, de maneira geral, poucas condições são oferecidas para a realização de um ensino de qualidade, que tem relação direta com o modo de avaliar. Durante muito tempo, a avaliação, conforme citado anteriormente, era apenas uma questão de notas, de quantificação do saber através de provas ou exames. Assim, quem tirava as melhores notas era considerado como “melhor aluno”, e o que tirava notas mais baixas era ridicularizado pela turma, chamado até de “burro”, e nada se fazia para mudar essa realidade, visto que a avaliação não era tida como um aspecto de seu desenvolvimento. Luckesi (1998) nos alerta sobre o perigo de continuar exercendo o mesmo tipo de avaliação que era exercida nas décadas passadas, que levava em consideração a promoção em vez da verdadeira aprendizagem. De certa forma, ainda continuamos atrelados a notas, vistas como necessárias no processo avaliativo, uma vez que os educadores não dispõem de concepção e tempo para fazerem uma avaliação mais precisa, através de observações e meios mais eficazes, além de uma série de fatores que prejudicam a avaliação diagnóstica, como as salas de aulas lotadas e alunos com diferenças alarmantes de nível de aprendizagem. Isso se deve às condições precárias em que acontece a educação em nosso país, onde por mais que tenhamos lutado por uma educação pública de 12 qualidade, ela ainda não acontece, tendo em vista a situação desfavorável em que muitas escolas se encontram e as desigualdades sociais em nossa sociedade. Esteban (2003) critica a proclamada “educação de qualidade para todos”: Dentro dos objetivos da educação, e principalmente na perspectiva de inclusão social, não há como deixar de refletir sobre a atual avaliação predominante nas escolas, uma vez que ela é fundamental no processo de ensino-aprendizagem e na tomada de decisões, com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. Exatamente o que é expresso no Art 9º, Inciso VI da LDB 9394/96 sobre as incumbências da União: Isso só vem a reforçar um dos mais importantes objetivos da avaliação escolar, que se refere à melhoria na qualidade de ensino, o que demanda muito mais esforço. Porém, esta é importante para que os educadores repensem sua prática e sigam novos rumos em direção a uma ação que tenha êxito, no sentido de conseguir realmente com que os educandos aprendam. Méndez afirma: 13 A citação acima evidencia o papel da avaliação como mediadora do processo de ensino-aprendizagem dos alunos, pois possibilita uma reflexão embasada nos dados obtidos por meios desse processo. Caso o professor perceba que sua prática não está favorecendo a todos, ele poderá refletir e adaptar uma prática mais acessível e igualitária. Após a abordagem até aqui realizada, serão apresentados os tipos de avaliação, onde será caracterizado cada um destes. MODALIDADES DE AVALIAÇÃO Todas as atividades avaliativas concorrem para o desenvolvimento intelectual, social e moral dos alunos e visam diagnosticar como a escola e os professores estão contribuindo para isso. O objetivo do processo de ensino e da educação é que todas as crianças desenvolvam suas capacidades físicas e intelectuais, seu pensamento independente e criativo, tendo em vista atividades teóricas e práticas. 14 A avaliação deve favorecer o desenvolvimento de todas as crianças, levando-se em conta que todas são diferentes, tanto no nível socioeconômico, como nas características individuais. A avaliação possibilita o conhecimento de cada um, da sua posição em relação à classe, estabelecendo uma base para atividades de ensino-aprendizagem. Podemos classificar a Avaliação como sendo de três tipos: a diagnóstica, a formativa e a somativa. A seguir descrevemos cada uma delas, caracterizando- as e diferenciando-as. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA A avaliação diagnóstica permite a captação de progressos e dificuldades do aluno, visando através dos mesmos, uma modificação no processo de ensino que possibilite concretizar seus objetivos. Ela permite o alcance de propósitos como: verificar se o aluno estabelece ou não determinados conhecimentos ou habilidades que são necessários para aprender algo novo, identificar, discriminar, compreender, caracterizar as causas determinantes das dificuldades de aprendizagem, ou essas próprias dificuldades. Com isso, queremos dizer que: Daí a importância da realização de um diagnóstico no início do ano letivo, pois isso irá fornecer dados ao professor sobre o nível de conhecimento do aluno, e através destes o professor poderá planejar melhor sua prática, dando ênfase aos conteúdos mais deficitários. Esse tipo de avaliação funciona como um diagnóstico da realidade que se pretende examinar, fornecendo uma informação prévia acerca dos aspectos 15 enfocados. Nas práticas da escola, em linhas gerais, conforme Ferreira (2009, p. 33), a avaliação diagnóstica pode ser utilizada para: • conhecer o aluno, sua bagagem cognitiva e/ou suas habilidades; • identificar possíveis dificuldades de aprendizagem; • verificar o que o aluno aprendeu ou não aprendeu, identificando causas de não aprendizagem; • caracterizar o aluno quanto a interesses ou necessidades; • replanejar o trabalho. Machado (1995, p. 33) observa que “A avaliação diagnóstica possibilita ao educador e educando detectarem, ao longo do processo de aprendizagem, suas falhas, desvios, suas dificuldades, a tempo de redirecionarem os meios, os recursos, as estratégias e procedimentos na direção desejada” (MACHADO, 1995, p. 33). Um de suas funções consiste, portanto, na garantia de que todos poderão aprender, além de ser: A avaliação diagnóstica também tem a função de ajustar os conhecimentos dos educandos em relação aos programas de ensino, ou vice- versa. O professor pode detectar que está ensinando com base num programa muito fácil para o nível de determinados alunos e alterar o programa ou, da mesma forma, perceber as dificuldades dos estudantes em relação a um programa e ajudá-los a compreender melhor o que está sendo ensinado (HADJI, 2001, p. 19). 16AVALIAÇÃO FORMATIVA Essa modalidade de avalição busca identificar as principais insuficiências de aprendizagens iniciais necessárias à realização de outras aprendizagens. Nesse sentido, é formativa no instante em que indica como os alunos estão se comportando em relação aos objetivos propostos. Sobre a avalição formativa, podemos dizer que: Dessa forma, a avalição formativa é contínua e visa a uma regulação interativa, ou seja, todas as relações entre professor e aluno são avaliações que possibilitam adaptações na prática cotidiana visando à melhor aprendizagem do aluno. A avaliação formativa, se caracteriza como aquela em que se busca manter o princípio básico da educação, isto é, ensinar. Mas como é possível ensinar por meio da avaliação? A avaliação formativa está bastante relacionada à avaliação diagnóstica, pois propõe o uso do feedback que o diagnóstico pode dar, mas ao mesmo tempo contempla o uso 17 de recursos para que os déficits identificados sejam superados e a aprendizagem seja efetivada. Não se trata de aumentar a nota dos educandos, mas de ampliar sua aprendizagem. É, de fato, o tipo de avaliação que visa transformar a prática pedagógica. “Uma avaliação formativa (...) dá informações, identifica erros, sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e, portanto, alimenta diretamente a ação pedagógica” (PERRENOUD, 2008, p. 68). De forma geral, para que seja possível colocar em prática a avaliação formativa, é necessário abandonar algumas ações associadas à avaliação– estigmatizada pelo senso comum –, no intuito de desenvolver um trabalho muito mais ético, responsável e comprometido, que vise realmente formar o estudante, e não somente quantificar seu desempenho. Conforme apontado por Ferreira (2009, p. 53), o professor: • não deve ironizar respostas pessoais de seus alunos em situação de prova ou de outros instrumentos de avaliação; • deve justificar seus julgamentos, pois o aluno tem direito de saber por que errou; • deve procurar não proceder a correções que gerem ambiguidades; • deve evitar a todo custo “marcar” alunos, castigando-os na correção com nota baixa, dando a entender que o processo educativo é baseado somente na nota; • deve respeitar o aluno e avisar quando e como vai avaliá-lo; • em hipótese nenhuma, pode subtrair pontos do aluno (pois é um direito adquirido dele). 18 Se o maior objetivo da escola é que os educandos aprendam e com isso se desenvolvam, a avaliação deve estar a serviço desse pressuposto. Deve então constituir-se como um ato de investigação da qualidade das aprendizagens dos alunos, configurando-se como avaliação diagnóstica e, a partir desta, motivar a proposta de ações que aproximem o desempenho real dos estudantes daquele que se deseja que eles alcancem (LUCKESI, 2011, p. 175). No contexto da avaliação formativa, o professor se transforma em pesquisador da prática pedagógica e, para tanto, deve pautar-se pelos seguintes princípios, de acordo com Luckesi (2011, p. 175): • Conscientizar‑se de que sua atividade tem por objetivo “iluminar” a realidade de aprendizagem de seu aluno – Quando o docente avalia, acende uma lanterna para iluminar seu caminho de investigador, pois assim é mais fácil saber onde pisa, vislumbrar outros percursos possíveis e escolher estratégias para chegar ao seu objetivo, a aprendizagem do educando. • Comprometer‑se com uma visão pedagógica que leve em consideração o fato de que o ser humano sempre pode aprender – Já sabemos que a prática da avaliação tem relação direta com as ideias pedagógicas dos responsáveis por ela (professores, coordenadores, pedagogos). Assim, o comprometimento não é somente com a avaliação, mas com uma prática pedagógica de qualidade. • Estar ciente de que a construção do conhecimento depende tanto da exposição teórica de conteúdos quanto dos instrumentos utilizados para abordá‑los na prática, além de algumas outras variáveis – A avaliação é 19 resultado de uma soma de fatores: a forma que o professor escolheu para avaliar, as ideias pedagógicas que permeiam essa escolha, as considerações acerca dos instrumentos utilizados, as datas de aplicação destes, a relação do aplicador com os educandos, entre outros fatores. • Ter a noção clara de que a prática avaliativa vinculada à aprendizagem só faz sentido se for parte de um processo e também se fornecer uma posição sobre a aprendizagem final do aluno – A avaliação é realmente parte do processo educativo e deve ser entendida como uma prática que pode ser corrigida, reavaliada, retomada. Por outro lado, como os tempos da escola são limitados, é preciso apresentar ao educando um resultado final e uma certificação, que devem constituir-se em um testemunho da aprendizagem satisfatória obtida. AVALIAÇÃO SOMATIVA Também chamada de somatória, a avaliação somativa compreende a soma de vários instrumentos avaliativos. Assim, no decorrer de um período letivo (bimestre, por exemplo), em que o aluno realizou diversas atividades (trabalhos, pesquisas e provas), este recebe uma nota única pela soma desses resultados. Essa nota deve refletir o desempenho e as aprendizagens desse estudante no período em questão. Ao optar-se por uma avaliação somativa, assumem-se duas vertentes: a classificação e a aprovação. A classificação diz respeito à quantidade de conhecimentos que o aluno demonstrou ter adquirido, o que o coloca em comparação com os demais estudantes em relação ao seu desempenho. A aprovação atesta que o educando está apto a frequentar o próximo nível de ensino. “A avaliação somativa é uma avaliação muito geral, que serve como ponto de apoio para atribuir notas, classificar o aluno e transmitir os resultados em termos quantitativos, feita no final de um período” (BLOOM; HASTINGS; MADAUS, 1983, p. 100). Um dos problemas identificados nesse tipo de avaliação é o fato de ela poder resumir-se a mera classificação (avaliação classificatória), o que acarreta 20 danos ao processo educacional. Imaginemos, por exemplo, que determinado aluno estuda por um tempo, realiza suas avaliações, recebe por elas resultados numéricos e simplesmente, no final desse processo, procura sua colocação num ranking com os demais estudantes, como se só bastasse ser aprovado para o ano seguinte, e não aprender. É justamente essa visão que se procura mudar atualmente nas práticas educativas. Como argumenta Hoffmann (1998, p. 57), a avaliação não deve ser classificatória, pois ela “considera as tarefas numa linearidade, sem a articulação de uma com a outra, o que as torna independentes e estáticas”. Assim, cada atividade que o aluno faz tem valor por ela mesma, sem estar ligada a outra, sem ser parte de outro conhecimento maior. A avaliação somativa tem aspecto autoritário e conservador e não funciona como um instrumento dialético do avanço, de novos rumos. Não serve em nada para a transformação, contudo, é extremamente eficiente para a conservação da estrutura social, pois exacerba a autoridade e oprime o educando, impedindo o seu crescimento. O arbítrio do professor aqui é total. Ele decide, sem critério prévio e sem relevância dos dados, conceder ou retirar pontos. Nesse caso, a competência é 21 desconsiderada. Vale a gana autoritária do professor que, com isso, pode aprovar incompetentes, agradar os queridos e reprimir e sujeitar os irrequietos e malqueridos. A avaliação aqui ganha os foros do direito de premiar ou castigar dentro do ritual pedagógico. Nesse aspecto, a avalição somativa: A avalição, nessa perspectiva torna-se uma dicotomia entre educação e avaliação. É necessária a tomada de consciência e a reflexão a respeito desta compreensão equivocada da avaliação com julgamento de resultados porque ela veio se transformando numa perigosa prática educativa.A denominação avaliação somativa é questionada por Luckesi (2005, p. 1). Esse famoso estudioso brasileiro da área de avaliação defende que, em vez de avaliação somativa, deveríamos usar a expressão resultados finais, considerando que “esses resultados sempre serão positivos se efetivamente foram construídos como os resultados desejados”. Para ele, designando a avaliação de somativa, reportamo-nos a práticas em que o fim do processo educativo passa a ser mais importante que o processo em si. Portanto, é preciso considerar com cuidado a avaliação somativa, planejando suas atividades de modo que não essa prática não se transforme em um jogo de classificação, causando prejuízos ao processo educacional do aluno. 22 FINALIDADES DA AVALIAÇÃO Para que a avaliação adquira a importância que realmente tem no processo de ensino-aprendizagem, é necessário um conhecimento mais aprofundado e seguro das dificuldades de aprendizagem dos alunos. O professor não deve permanecer alheio a esta deficiência, pois ninguém melhor do que ele pode emitir um juízo de conjunto, a respeito do rendimento escolar de cada aluno. Se o professor é um educador, a avalição dos alunos faz parte integrante de suas funções. Avaliar é, portanto, desenvolver todas as potencialidades de um ser em botão. Avaliar é corrigir. Corrigir os desvios enquanto a planta ainda é tenra e moldável. Avaliar é, sobretudo, orientar. Orientar as forças de uma vida que desabrocha a fim de transformá-la numa existência plenamente humana. Nessa perspectiva segue o enfoque da professora Hoffmann: 23 Nesse sentido, os professores precisam agir como verdadeiros filósofos, refletindo sobre sua atuação eficaz em busca de aprimorar o trabalho educativo, que, muitas vezes, torna-se mecanizado, passando a adquirir uma relação heterogênea, na qual se destaca o papel do professor e a atividade do aluno. É fundamental a interação ente o educador e o educando, porque isso favorece, estimula, dirige, incentiva, impulsiona o processo de ensino- aprendizagem. Portanto, A avaliação é um sistema intencional e discriminatório de verificação que tem por objetivo tornar a aprendizagem mais efetiva. Concluímos que esta, como processo, objetiva, melhorar a aprendizagem: a validade deste posicionamento, embora parcial, é significativa quanto à ênfase dada à avaliação como processo educativo. (SANTANA, 1998, p.36). A avaliação, assim, tem de adequar-se à natureza da aprendizagem, levando em conta não só os resultados das tarefas realizadas, o produto, mas também o que ocorreu no caminho, o processo. É uma espécie de mapeamento que vai identificando as conquistas e os problemas dos alunos em seu desenvolvimento. Após isso, professor e aluno, juntos, devem refletir sobre os erros que ocorreram, transformando esse momento em uma situação de aprendizagem, para que todos possam concluir: acertamos, erramos, aprendemos, assumimos riscos, alcançamos objetivos. A verdadeira função da avaliação no sistema de ensino está expressa na citação de Soares, a seguir: 24 Na verdade, toda a reflexão feita até o presente momento pode ser resumida em adequá-las às finalidades da escola, onde não deve haver mecanismos seletivos nem classificatórios. A escola visa proporcionar ao aluno a educação básica a que todo cidadão tem direito e, portanto, a exclusão é uma violência a esse direito. A avaliação educacional deve ter a função de subsidiar a tomada de decisões em relação à continuidade do trabalho pedagógico e não de decidir quem será excluído do processo de aprendizagem, devendo ser vista como uma prática boa, que sirva para ajudar, de acordo com as deficiências diagnosticadas em cada aluno no processo de ensino – aprendizagem. Entretanto, isso ainda não acontece em escolas da nossa realidade. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO A avaliação baseada na forma qualitativa verifica o desempenho do aluno com relação aos objetivos propostos, sendo esta mais apropriada para o processo de ensino-aprendizagem, e a avaliação baseada na forma quantitativa tem a posição de verificar a posição de um aluno em relação ao grupo, sendo mais apropriada a um sistema de seleção, de classificação. A seguir, serão apresentados alguns instrumentais da avaliação quantitativa. PROVA DISSERTATIVA 25 Nessa perspectiva o objetivo da prova dissertativa é verificar o desenvolvimento das habilidades intelectuais dos alunos na assimilação dos conteúdos, organização das ideias, clareza de expressão, originalidade, capacidade de aplicar conhecimentos adquiridos. A prova dissertativa tem a capacidade de tornar o aluno um indivíduo crítico, capaz de avaliar as contribuições feitas pelos outros. PROVA OBJETIVA Nesse enfoque os objetivos desse tipo de prova, não são muito diferentes dos anteriores. Na forma de elaboração, em vez de respostas abertas, pede-se que o aluno escolha uma resposta entre alternativas possíveis de respostas, isso é o que podemos chamar de prova objetiva. As provas objetivas avaliam a extensão de conhecimentos e habilidades. Elas possibilitam a elaboração de um maior número de questões abrangendo um maior número de conteúdo estudado. 26 AUTOAVALIAÇÃO Os alunos precisam aprender a analisar o seu próprio desempenho. Nesse momento, os professores chegam junto à classe, ou em pequenos grupos e verificam se cumpriram fielmente com sua responsabilidade. Juntos, então compara os desempenhos obtidos pelos alunos. O resultado das avaliações contínuas serve para o professor identificar os alunos que não estão progredindo, para assim, modificar a prática pedagógica em função de um trabalho de recuperação com esses alunos. Nela o professor busca novas maneiras de ensinar para transmitir o mesmo conhecimento. Nessa perspectiva, Sant’anna comenta: Dessa maneira a auto avalição proporciona condições para ajudar o aluno a pensar sobre si mesmo e o que tem feito, e prepará-lo para uma aprendizagem significativa no desenvolvimento da vida escolar. CONSELHO DE CLASSE 27 Os conselhos de classe tem por finalidade dar unidade ao trabalho educativo, visão do maior rendimento cultural, ajustamento social e individual dos alunos que compõem uma sala de aula. O conselho de classe é muito útil para que o professor possa fazer um julgamento mais objetivo da classe e de seus alunos. Em muitos casos o professor pode alimentar preconceitos a respeito de uma classe ou determinados alunos, e, quando percebe através do conselho de classe, que outros professores conseguem êxitos com aqueles alunos, ele verifica que a falha pode estar na sua prática e não no desinteresse dos alunos. Segundo a professora Sant’anna, é necessário que o Conselho de Classe: Nesta perspectiva, o conselho de classe é um excelente meio de individualizar o ensino. Este permite um conhecimento mais aprofundado e seguro dos alunos. Com efeito, quando os professores colocam no conselho suas observações sobre o rendimento escolar, eles aperfeiçoam, retificam, relampejam suas práticas. Além disso, os conselhos de classe revelam-se como instrumento ideal na criação de uma estrutura de diálogo entre alunos e professores. 28 REFERÊNCIAS BRASIL, Senado Federal. 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