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Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
Palestras 
Anatomia clínico cirúrgica os 
órgãos genitais femininos 
ESTUDO DA PELVE 
 - de todas as 
lesões iatrogênicas ao ureter, cerca de 
, 
mais comumente a histerectomia abdominal; o 
risco é maior com distorções da anatomia 
pélvica, incluindo massas anexiais, 
endometriose, aderências ou miomas. 
A pelve é o espaço circundado pelo cíngulo do 
membro inferior. Anel de ossos, em forma de bacia, 
que une a coluna vertebral aos dois fêmures. 
 
sustentação do peso da parte superior do 
corpo nas posições sentada e de pé, assim como 
fixação da musculatura de locomoção e postura.
contenção e proteção das vísceras 
pélvicas, assim como fixação para os corpos eréteis no 
caso dos órgãos genitais externos (masculinos). 
Nos seres humanos, a pelve é a região de transição 
entre o tronco e os membros inferiores. É uma 
cavidade osteomuscular e fascial, onde existem 
componentes do aparelho digestivo, urinário e genital. 
 
ossos do quadril direito e esquerdo. O 
osso ilíaco é constituído pela fusão de três ossos (ílio, 
ísquio e púbis) em um processo que se completa entre 
os 15 e os 16 anos de idade. Na face lateral externa 
desse osso, em que ocorre a ossificação desses três 
ossos, há uma depressão circular grande denominado 
. Essa depressão é o ponto de articulação da 
pelve com os membros inferiores. 
 maior dos ossos pélvicos. Localiza-se na 
região mais superior. Possui uma crista e quatro 
ângulos (espinhas) que servem para inserções 
musculares. Sua face anterior é lisa e côncava, 
denominada fossa ilíaca. 
 osso posteroinferior do quadril. 
Medialmente encontra-se a espinha isquiática, 
ponto de reparo importante na avaliação da 
descida fetal durante o trabalho de parto. 
 osso anterior do quadril. 
localiza-se entre os dois ossos ilíacos e se 
articula com eles por meio da articulação sacroilíaca. 
Juntamente à vértebra L5, constitui o ângulo 
sacrovertebral, cujo vértice é denominado promontório 
sacral. Sua face anterior, voltada para a pelve, é côncava 
e apresenta algumas diferenças anatômicas de acordo 
com os vários tipos de bacia.
é formado pela fusão de quatro vértebras 
rudimentares e se une ao sacro por meio da articulação 
sacrococcígea, que apresenta grande mobilidade 
durante o parto.
é limitada lateralmente pelas 
fossas ilíacas e posteriormente pela coluna vertebral. O 
limite anterior se faz com os músculos da parede 
anterior do abdômen.
também chamada de 
bacia obstétrica ou escavação. É dividida, didaticamente, 
nos estreitos superior, médio e inferior. 
segundo Caldwell, 
arredondada, mais favorável ao parto. É a 
mais comum entre as mulheres (47%). 
possui forma de coração. É a mais comum 
entre os homens. 
possui forma alongada (20%). 
possui forma achatada (30%).
 
Conjugata vera 
anatômica 
Conjugata vera 
obstétrica 
Diâmetro 
transverso 
máximo 
Diâmetro 
transverso 
médio 
Primeiro 
oblíquo 
 
Segundo 
oblíquo 
 
Sacro médio 
púbico 
Diâmetro bi-
isquiático 
- 
Diâmetro cóccix-
subpúbico 
Diâmetro sagital 
posterior 
Diâmetro 
bituberoso 
- 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
Espessa/pesada Fina e leve 
Profunda Superficial 
Estreita/profunda Larga/superficial 
Forma de coração Oval/arredondada 
Estreito (<70º) Largo (>80º) 
Redondo Oval 
Grande Pequeno 
Estreita (~70º) Quase 90º 
 
também conhecido como 
retináculo periuterino de Martin. É formado por uma 
malha de fibras conjuntivas elásticas e de musculatura 
lisa. Ligamentos pubo-vesico-uterino, cardinal e 
uterossacro. 
Distribui-se em 6 feixes: 
 ligamentos pubo-vesico-
uterino, sobre os quais descansa a bexiga. 
 são os mais importantes, 
também chamados de ligamento transverso de 
Mackenrodt, base do ligamento largo ou 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
paramétrio lateral. Fixam solidamente o colo 
uterino e a abóbada vaginal. 
 ligamentos uterossacros. 
Tracionam o colo para trás e o mantém 
elevado. Quando perdem o tônus, permitem 
que o colo se dirija para baixo e para frente, 
fazendo com que seu eixo coincida com o da 
vagina. 
também conhecido como 
assoalho pélvico ou aparelho de apoio. É formado por: 
 constituído 
pelo músculo levantador do ânus (o mais 
importante do aparelho de sustentação, é 
formado por duas partes – púbica e ilíaca) e 
músculo ísquio-coccígeo (origina-se na espinha 
isquiática e se insere no sacro e cóccix). 
 também 
conhecido por diafragma urogenital, fecha o 
hiato urogenital, exceto as aberturas para a 
uretra e vagina. É constituído por músculo 
transverso profundo do períneo e aponeurose, 
músculo transverso superficial do períneo e 
cunha perineal. 
❖ Os músculos do assoalho pélvico se contraem 
simultaneamente com o aumento da pressão 
abdominal.
❖ O parto vaginal pode lesar os músculos e 
ligamentos do assoalho pélvico por rotura 
direta das fibras musculares ou por 
comprometimento da inervação.
❖ A concentração de colágeno no paramétrio da 
cúpula vaginal de mulheres com prolapso é 
menor do que na mulher sem prolapso.
 
cavo pélvico visceral 
subseroso. 
 
 bifurcação na margem superior 
do forame isquiático.
❖ 
❖ 
❖ 
❖ 
❖ 
❖ ramo vaginal e ramo 
ascendente (ramo ovárico e ramo 
tubário).
 tubos musculares com 25-30cm de 
comprimento. Retroperitoneais. Adentram a bexiga 
passando por baixo da artéria uterina e distam 1-2cm do 
colo uterino. 
 a pelve é inervada principalmente pelos nervos 
espinhais sacrais e coccígeos e pela parte pélvica do 
sistema nervoso autônomo. 
 localizado na parede posterolateral da 
pelve menor, intimamente relacionado com face 
anterior do músculo piriforme. 
 maior nervo do corpo 
humano, formado por nervos espinais L4-S3. 
principal nervo do períneo e 
o principal nervo sensorial dos órgãos genitais 
externos. Derivado dos nervos espinais S2-S4. 
 L4-S1. Inerva os 
glúteos médios e mínimo. 
 L5-S2. Inerva o 
musculo glúteo máximo. 
nervos espinhais L2-L4 do plexo 
lombar no abdome. Inerva músculos mediais da coxa. 
 fibras nervosas de S4 e S5. 
 parte do levantador do ânus 
e a articulação sacrococcígea. 
 
 inervação simpática dos 
MMII. 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
 via mais importante a inervar 
vísceras pélvicas. 
 
 ovários, tubas, útero, vagina e 
períneo. 
 grandes e pequenos lábios, 
vestíbulo, clitóris e monte da pube.
 outra classificação seria genitália baixa (abaixo do 
orifício cervical interno) e genitália alta (acima do orifício 
cervical interno).
PROF: PÉRICLES FARINA 
Alterações fisiológicas da gestação 
ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS 
❖ Aumento de volume sanguíneo – devido a 
perda de 500ml de sangue no parto normal e 
cerca de 1000ml na cesárea; 
❖ Alterações respiratórias; 
❖ Alterações urinárias; 
❖ Ganho de peso. 
ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES 
A mulher no parto normal perde cerca de 400ml de 
sangue e, na cesárea, esse número aumenta para 
cerca de um litro. Após a dequitação, as artérias que 
nutriam a placenta precisam ser fechadas, e isso ocorre 
por meio das contrações uterinas pós-parto e a 
deposição de fibrina – miotamponamento. 
❖ Aumento volume sanguíneo; 
❖ Aumento DC em 40%; 
❖ Aumento da FC em 20-30%; 
❖ Discreta elevação PA – pela liberação de óxido 
nítrico pelo endotélio vascular; 
❖ Diminuição da RVP – relaxamento da camada 
muscular das arteríolas. 
na pré-eclâmpsia, a camada 
muscular da artéria uterina e das 
arteríolas espiraladas não perdem o 
tônus, logo, a RVP não diminui e a P.A. 
sobe. 
ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS 
❖ Aumento de hemácias com anemia dilucional – 
o volume plasmático aumenta a custa de 
retenção líquida (aumento de Na+ e volemia), 
mas o número de hemácias não aumenta na 
proporção ideal; 
❖ Aumento de leucócitos – pode aumentar até 
15-20 mil. O sistema imunológico reage ao 
“corpo estranho”; 
❖ Diminuição de albumina; 
❖ Aumento dos fatores de coagulação(fibrinogênio, fatores I, VII, VIII, IX e X). 
tendência à trombose – o aumento de 
volume do útero dificulta o retorno venoso, por 
isso é importante a prática do exercício físico, 
consumo de líquido e controle do peso. 
ALTERAÇÕES VENTILATÓRIAS 
❖ Aumento da ventilação e do volume corrente; 
❖ Aumento da frequência ventilatória; 
❖ Diminuição da capacidade funcional residual. 
ALTERAÇÕES GASTROINTESTINAIS 
❖ Lentificação do esvaziamento gástrico; 
❖ Mobilização de alças durante gestação; 
❖ Diminuição da motilidade intestinal; 
❖ Refluxo gastresofágico – necessidade de 
ensinar a alimentação correta (menos 
refeições líquidas, mais sólidas. Não se deitar 
depois de comer etc.) 
❖ Maior constipação – recomendar a beber mais 
água e comer mais fibras 
ALTERAÇÕES URINÁRIAS 
❖ Aumento do fluxo e da filtração glomerular; 
❖ Dilatação fisiológica dos cálices, pelve e dos 
ureteres (D>E); 
❖ Hidronefrose fisiológica; 
❖ Maior risco de ITU – uretra curta e contenção 
da urina e quando o útero cresce, comprime a 
bexiga. 
ALTERAÇÕES NEUROENDÓCRINAS 
❖ Aumento da hipófise 30-50%; 
❖ Eclâmpsia pode simular TCE (convulsão, 
hipertensão, hiperreflexia, proteinúria e edema 
periférico). 
ALTERAÇÕES UTERINAS 
❖ Aumento do volume uterino; 
ALTERAÇÕES ANATÔMICAS 
❖ Elevação do diafragma; 
❖ Deslocamento do intestino; 
❖ 
Pélvico – 12 semanas; 
Umbigo – 20 semanas; 
Rebordo costal – 34 semanas. 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
ALTERAÇÕES DAS MAMAS 
❖ Desenvolvimento ductal até o 6º mês; 
❖ 7 – 9º mês: desenvolvimento acinar. 
❖ 600ml/dia de leite. 
ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS 
Alegria, ansiedade, medo, fobias, receios, depressão. 
PROF: PÉRICLES FARINA 
Ecografia 
CARACTERÍSTICAS USG 
❖ Não invasivo; 
❖ Imagens obtidas em qualquer orientação 
espacial; 
❖ Sem efeitos nocivos dentro da medicina 
diagnóstica; 
❖ Não utiliza radiação ionizante; 
❖ Estudo não-invasivo da hemodinâmica corporal 
(Doppler) 
❖ Aquisição de imagens em tempo real, 
permitindo o estudo do movimento de 
estruturas corporais. 
❖ Curvo/convexo – órgãos internos (abdômen, 
gravidez); 
❖ Linear – órgãos externos e superficiais (mama, 
músculos, pele) 
❖ Endocavitário – cavidades naturais, endoscopia 
ou intracirúrgicas; 
❖ Setorial – específico para o órgão (cardio, 
neuro); 
❖ Especiais – com tecnologia adicional 
(volumétrica, 3D, 4D, biplanar); 
❖ Doppler – aplicativo indispensável em todos, 
mede a velocidade do sangue; 
❖ Elastrografia – aplicativo que avalia a elasticidade 
dos tecidos; 
❖ Imagem panorâmica – aplicativo que obtém 
planos anatômicos amplos (todo o abdômen, 
mama); 
❖ Usg contrastada – aplicativo, avaliação da 
perfusão dos tecidos com uso de contraste 
sanguíneo. 
abdome superior, abdome total, 
articulações, bolsas testiculares, cervical, ecocardiografia, 
ecocardiografia fetal, glândulas salivares, mamas, 
morfológico fetal, nervos periféricos, obstétrico, 
obstétrico com doppler, oftalmológico, ortopédico, 
parede abdominal, pele, pélvica via abdominal, 
prostática, tireoide, transesofágica, transfontanelar, 
transretal, transvaginal, vascular, vias urinárias, guia para 
biópsias, guia para tratamentos (ablação, 
histerossonografia, exérese de pólipo, redução de 
intussuscepção, administrar drogas, drenagem de 
cavidades).
ECOGRAFIA NA GESTAÇÃO 
O ultrassom é um exame na avaliação da 
anatomia fetal. 
morfológico do primeiro trimestre. 
Objetivos dessa usg: 
❖ Idade gestacional – CCN de até 10 sem 
gera idade gestacional mais precisa; 
❖ 1º estudo de morfologia fetal; 
❖ Marcadores de aneuploidias e 
malformações; 
❖ Sexo fetal 
Acesso via abdominal ou vaginal. 
 
– reflete insuficiência do átrio, malformação 
cardíaca ou cromossomopatias. Pode ser baixo 
ou alto risco, mas quanto maior o edema na 
nuca, maior o risco. (edema nuca > 2mm = 
risco alto) 
tem como objetivos o diagnóstico e 
tratamento precoces, determinação do 
cariótipo fetal, preparo do casal para o 
nascimento da criança “especial”, determina 
melhor via e local de parto, preparo de equipe 
multidisciplinar. 
❖ Osso nasal isolado = 73% 
❖ Osso nasal + TN = 90% 
❖ Osso nasal + TN + bioquímica = 97% 
Uso de doppler no 1º trim – rastreamento e 
risco de pré-eclâmpsia. 
morfológico do segundo 
trimestre 
Objetivos dessa usg: 
❖ 2º estudo de morfologia fetal; 
❖ Morfologia dos anexos; 
❖ Marcadores de cromossomopatias; 
❖ Doppler das artérias uterinas; 
❖ Avaliação do colo do útero. 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
Se apresentar alguma alteração, deve ser 
realizado estudo morfológico genético. 
ultrassonografia obstétrica 
com doppler colorido. USG do crescimento. 
Uso de doppler colorido para verificar se o 
bebê está em sofrimento. Avalia-se artéria 
umbilical e artéria cerebral média (para verificar 
se há hipóxia). 
Se paciente for hipertensa, avaliar doppler de 
artéria oftálmica. Se houver picos de velocidade 
é sinal de pré-eclâmpsia. 
PROF: CLODOALDO CADETE 
Assistência ao RN na sala de parto 
INTRODUÇÃO 
Primeiramente, é importante 
 que está ali, ver o prontuário, caderneta de 
saúde, rever uma anamnese completa – se é a termo, 
se houve gestações anteriores, algum aborto. Deve-se 
analisar, também, como está sendo o 
 – quantas horas, se teve alguma intercorrência 
etc. 
Dirigir-se a mãe e complementar dúvidas relacionadas 
a anamnese, tranquilizá-la e se apresentar. Depois disso, 
paramentar-se (parto normal – lavagem de mãos e 
luvas de procedimento / cesárea – lavagem e luvas 
cirúrgicas, capote, gorro etc.) e, ao entrar na sala de 
parto, organizar e checar todo o material necessário 
(que deve estar a prontidão na mesa de reanimação) 
– laringoscópio (nº 00, 0 e 1) com lâmina reta, pilhas 
reservas, compressas, cânulas de intubação (nº 2,0, 2,5 
e 3,0), material para acessos e cateterismo umbilical, 
medicações. 
Muito importante – 
a temperatura da sala é fundamental, entre 23,5º a 
26ºC. O berço de calor radiante deve já estar ligado, 
com os campos e compressas já a postos (pois devem 
estar aquecidos para receber o RN). O bebê deve ser 
mantido a uma temperatura de 36º a 36,5ºC (em temp. 
axilar). 
Manter o cordão umbilical de 1-3 min, se o bebê nascer 
sem complicações e ativo, enquanto fica em contato 
direto com a mãe. Durante esse contato materno, 
cobrir o concepto com campo aquecido. *Avisar à mãe 
antes de pegar o bebê. 
Quando leva o RN ao berço, deve-se limpar ele (sem 
atritos e fricção), realizar a prevenção à gonococcia – 
e se for menina, utiliza-se também nas genitálias. 
Também é o momento em que é realizado as medidas 
do comprimento, perímetro cefálico, torácico e 
abdominal (com fita métrica), além do peso. *medidas 
de perímetro são importantes para comparação futura 
caso haja alguma distensão. 
 colocar o bebê em contato pele a 
pele e junto ao peito da mãe (mesmo que não pegue, 
já ajuda no mecanismo da ocitocina e secreção/ejeção 
do leite) para que haja o início do vínculo mãe-bebê, 
Se o bebê é < 34sem ou que há algum risco ou 
possibilidade de asfixia, deve-se estar de maior 
prontidão, devido ao “Golden minute” – o RN deve estar 
respirando em até 1 minuto – e, para isso, todos os 
procedimentos devem ser feitos em até 30 segundos. 
É necessário pelo menos 3 profissionais para receber 
cada bebê (na teoria). 
RECEBENDO UM BEBÊ PRÉ-TERMO 
 ver se e . Clampear 
o cordão e nos campos de calor radiante 
e colocando gorro de tecido ou lã, posicionando-o no 
saco, para evitar a perda de calor. Manter a cabeça em 
leve extensão para permeabilizar as vias aéreas. 
 Não aspirar 
se não houver indicação. Caso necessário, para 
melhor visualização quando intubar, aspirar 
apenas 1 vez. 
 (utilizando o cordão 
umbilical, estetoscópio ou monitor cardíaco) para avaliar 
qual será o próximo passo. Se estiver < 100 bpm, 
realizar ventilação por pressão positiva (com máscara 
adequada). Enquanto realiza-se a ventilação, outro 
profissional deve auscultaro pulmão para verificar que 
está ventilando corretamente. 
Se chegar > 100 bpm, pode parar a ventilação. 
Se permanecer < 100 bpm, outro profissional 
deve iniciar a realizar massagem cardíaca. 
Se ficar < 60 bpm, utiliza-se medicações. 
Em casos mais extremos, pensa-se na possibilidade de 
utilizar um expansor de volumes. 
PROF: SUMAIA 
Genética na gravidez – diagnóstico 
pré-natal e pré-implantacional de 
doenças cromossômicas 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
Processo de destinado à 
gestante e ao futuro bebê e que permite também 
. 
A questão da genética no pré-natal é muito delicada, 
pois muitas vezes é chocante para a família as 
dismorfias. Além disso, gera uma sensação de culpa aos 
pais. 
É uma opção do casal e é importante que essa opção 
seja tomada com conhecimento das vantagens e riscos 
de cada exame disponível. 
Permitirá aos cassais optarem ou não por 
gravidezes mesmo em situações de . 
Na , 
tranquilizando as famílias e permitindo uma gravidez 
sem ansiedades. 
Equipe multidisciplinar em genética auxilia no 
diagnóstico clínico, uma vez que existem poucos 
médicos geneticistas no Brasil (principalmente em polos 
e centros de pesquisa). 
 
 (casos de estupro, incompatibilidade com 
a vida – anencefalia e algumas alterações genéticas – 
e risco de morte para a mãe); ; 
aspectos religiosos, culturais e pessoas e idade 
gestacional. 
 
❖ Fornecer aos casais sobre os 
riscos de ter um filho com uma anomalia; 
❖ Dar apoio e , 
especialmente entre os grupos de alto risco 
(hipertensas, diabéticas, de idade 35+); 
❖ Permitir que os casais iniciem uma gestação 
com o conhecimento de que a presença ou 
ausência do distúrbio no feto pode ser 
; 
❖ Dar ao casal a opção de uma conduta 
apropriada para o iminente nascimento de uma 
criança com um distúrbio genético em termos 
de , 
e ; 
❖ Possibilitar o da criança 
afetada. Isto hoje é possível para um número 
pequeno, mas crescente, de distúrbios 
congênitos. 
A é, hoje em dia, mais utilizada para 
paternidade, mas é importante para diagnosticar por 
exame cromossômico e fazer o preparo psicológico da 
família para o nascimento de uma criança com alguma 
dismorfia, assim como estabelecer uma conduta pré e 
pós-natal. é realizada a partir da 15ª semana. 
 idade materna elevada (35+), 
 (identificação de 
defeitos anatômicos no feto, visto em usg – muitas 
dessas má formações congênitas estão ligadas à 
cromossomopatias, portanto, é mandatória a realização 
do estudo cromossômico do feto), 
 (se já existe o 
conhecimento de que um dos pais é portador de uma 
anomalia cromossômica – pode ocorrer abortamento 
de repetição ou alteração no feto), criança prévia com 
doença genética (risco aumentado de 
cromossomopatias fetal). 
se, em caso de abortamento de 
repetição, não conseguir exame 
cromossômico do feto, deve-se solicitar dos 
pais para verificar translocação cromossômica. 
criança prévia com alteração 
cromossômica, criança anterior falecida com 
malformações múltiplas sem diagnóstico, 
anomalia cromossômica em parentes de 1º e 2º 
grau, história de infertilidade prévia do casal, 
perdas fetais recorrentes. 
 ultrassonografia, 
punção de vilosidades coriônicas (citogenética), 
amniocentese (citogenética), cordocentese, 
(PGD – FIV, análise do 
DNA de célula do blastocisto), diagnóstico pré-natal não-
invasivo (NIPT – utiliza o sangue materno, parte fetal 
circulante no plasma, pode-se realizar apenas dos 5 
cromossomos mais comuns de se ter alteração ou com 
os 24 cromossomos, ou com 24 + microdeleções). 
 alta precisão para detectar síndromes genéticas 
durante a gravidez. É realizado a partir da coleta de 
sangue materno (parte fetal circulante no plasma) e 
possui mínimo risco para à mãe ou o bebê. Qualquer 
grávida pode realizar a partir da 11ª semana de gestação. 
Pode-se realizar apenas dos 5 cromossomos mais 
comuns de se ter alteração (13, 18, 21, X e Y – síndrome 
de Patau, Edwards, Down, Turner, Klinefelter e 
XXX/XYY), com os 24 cromossomos, ou com 24 + 
microdeleções 
 até as 12 
semanas, a bolsa amniótica não preenche ainda a luz do 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
útero. O córion começou a diferenciar o córion 
frondoso, que irá constituir o local da placenta. É a 
região com maior índice mitótico e, portanto, a área de 
qual deve ser coletado o material. É realizado entre a 
10ª e 12ª semana de gestação e pode ser feito por via 
transvaginal ou transabdominal. A via transabdominal 
tem algumas vantagens, como por exemplo, pode ser 
realizada em qualquer época após a 10ª semana de 
gestação, supõe-se que seja de menor risco e não 
precisa de bacterioscopia prévia. Tem risco semelhante 
ao da amniocentese (em causar perdas fetais) e 
sucesso de mais de 99% na análise cromossômica. 
 realizada entre a 15ª e 17ª semana de 
gestação. Deve-se considerar a viabilidade fetal, idade 
gestacional, número de fetos, volume de líquido 
amniótico, normalidade das estruturas anatômicas fetais, 
posição do feto e da placenta. São realizadas cultura de 
células, análises cromossômicas e análises bioquímicas a 
partir do líquido amniótico coletado. Provoca incômodo, 
mas não dor, e pode causar cólicas. Realizar o 
procedimento em estágio mais precoce (10 e 14 
semanas), resulta em aumento de 3 vezes o risco de 
aborto espontâneo. 
 é realizado após a 17ª semana de 
gestação. É útil quando a informação diagnóstica não 
pode ser obtida por amniocentese, CVS, ultrassom ou 
os resultados desses testes foram inconclusivos. Coleta-
se o sangue e mantem em tubo com anticoagulante 
EDTA. Mas tem o NIPT como alternativa. 
DIAGNÓSTICO ULTRASSONOGRÁFICO 
Inicialmente, pode-se apenas determinar com precisão 
a idade fetal e os batimentos cardíacos fetais. 
Com o andar das semanas, é possível identificar se a 
gestação é gemelar e o sexo do feto. 
 
 holoprosencefalia, doença 
infantil do rim policístico, síndrome de meckel-gruber 
(distúrbio autossômico recessivo com ecefalocele, 
polidactilia e rins policísticos) e síndrome de fryns 
(distúrbio autossômico recessivo, com anomalias da 
face, do diafragma, dos membros, das vias geniturinárias 
e do sistema nervoso central). 
 fenda labial, pé 
torto, defeitos cardíacos congênitos e defeitos do tubo 
neural. 
 
genitália, higroma cístico, polidactilia, onfalocele e 
defeitos de raio radial. 
 ascite, 
atresias, bexiga-distensão, bradicardia sinusal, cistos, 
contraturas congênitas, anormalidades no cordão 
umbilical, encefaloceles, fêmur curto, fraturas, 
desordens da gemelaridade, defeitos cloacais das 
genitálias, hematomas, hidramnia, hidrocefalia, 
hidronefrose, hidropsia fetal, hidrotórax, hidroureter, 
hipertelorismo/hipotelorismo ocular, lábio leporino, 
microcefalia, microftalmia, mielingocele, morte fetal, 
oliho-hidramnia, onfalocele, palato fendido, efusão de 
pericárdio, anomalias placentárias, efusões de pleura, 
polidactilia, pterigium, aplasia do rádio, retardo de 
crescimento intra-uterino, ectopia dos rins, rins 
multicísticos, taquicardia supraventricular, 
trombocitopenia, tumores e obstrução de ureteres. 
 trissomias do 21, 13 e 18; 
monossomia do X. 
, podendo ser encontradas em 
cardiopatias e em diversas síndromes. O uso da TN é 
capaz de detectar cerca de 
, sendo assim usado como rotina para 
tranquilizar casais que já tiveram uma criança com essa 
afecção. 
CITOGENÉTICA 
Cariótipo humano normal é 46, XX (mulher) ou XY 
(homem). 
 47, XX ou XY + 21. Síndrome de 
Down. Tem incidência de 1:540, sendo 90% dos casos 
não-disjunção materna. 
prega epicântica, hipotonia, 
hiperflexibilidade das articulações, baixa estatura 
com ossos curtos e largos e deficiência mental. 
 47, XX ou XY + 18. Síndrome de 
Edwards. Incidência de 1:6000 nascimentos. 
pavilhão auricular dismórfico, 
deficiência mental e crescimento, 
hipertonicidade, occipital proeminente. 
 47, XX ou XY + 13. Síndrome de Patau. 
Tem incidênciade 1:12000, sendo que 88% dos casos, 
o bebê morre no primeiro mês de vida e apenas 5% 
sobrevivem até o 6º mês.
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
deficiência mental, 
anoftalmia/microftalmia, lábio e/ou palato 
fendido e anomalias cardíacas. 
 podem resultar na presença de 
um cromossomo marcador, que é um pequeno 
cromossomo e sua origem não pode ser identificada 
pela citogenética clássica. Tem incidência de 7:10000 RN. 
são mais 
compatíveis com a vida quando comparadas à 
aneuploidias autossômicas.
 47, XXY (ou 48, XXXY / 49, 
XXXXY). Tem incidência entre 1:575 a 1:1000 RN do sexo 
masculino. Inativação do X, pequena quantidade de 
genes presentes no Y. 
estatura elevada, testículo 
pequeno, pênis pouco desenvolvido, 
ginecomastia, azoospermia. 
 47, XYY. Incidência de 1:800 a 1:1000 em 
RN do sexo masculino. 
 45, X. Tem incidência de 1:2000 
a 1:5000 RN do sexo feminino. 
estatura baixa, pescoço 
curto e alado, ausência ou pouco 
desenvolvimento dos seios e pelos pubianos. 
 47, XXX. Incidência de 1:1000 em RN do 
sexo feminino. Possui fenótipo variado. (ou 48, XXXX / 
49 XXXXX) 
perda de segmentos cromossômicos. 
simples quebra, sem reunião das 
extremidades.
dupla quebra, perda de um 
segmento interno, seguida de soldadura.
repetição de um segmento 
cromossômico, causando aumento do número de 
genes ou outras sequências. Maioria é resultante de 
crossing over desigual entre cromátides homólogas 
durante meiose. 
 
fragmento não invertido em 
comparação à sua posição no cromossomo 
original. 
fragmento invertido em 
comparação à sua posição no cromossomo 
original.
 ou fertilidade – só 
é possível ser compatível se houver . 
DIAGNÓSTICO PRÉ-IMPLANTACIONAL 
refere-se ao uso de 
técnicas moleculares ou citogenéticas durante o 
processo de fertilização in vitro (FIV). 
diagnosticar a existência de anomalias 
genéticas nos embriões antes da implantação no útero 
materno, selecionar embriões livres das condições 
genéticas investigadas. 
podem 
ser realizados por meio de biópsia do glóbulo polar ou 
biópsia do embrião, realizada na mórula (3 dias após FIV) 
ou no blastocisto (4 ou 5 dias após FIV). 
investigação de anomalia 
genética específica presente em um ou ambos 
os genitores 
investigação de anomalias 
genéticas em geral. Nesse caso, os pais são 
tidos como geneticamente normais. 
PROF: ALEXANDRA GALVÃO GOMES (GENETICISTA USP) 
Amamentação – sobrevivência 
infantil e qualidade de vida 
ALEITAMENTO MATERNO 
Ministério da Saúde e OMS recomendam 
 e 
amamentação continuada até os 2 anos de idade ou 
mais. 
Infelizmente, mães que trabalham geralmente 
descontinuam a amamentação antes do 
período indicado, pois a licença maternidade é 
menor que os 6 meses. 
Houve grande aumento na adesão do aleitamento 
materno recentemente. Porém, média de apenas 
47,5% das mães amamentam até os 6 meses de vida 
e cerca de 60% amamentam os 4 primeiros meses. 
 a criança recebe 
somente leite materno (seja diretamente do peito ou 
ordenhado) e nenhum outro líquido ou sólido, com 
exceção de suplementos minerais ou vitaminas. 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
No banco de leite, o leite é priorizado para 
bebês pré-termos internados, uma vez que 
não há leite o suficiente para o 
acompanhamento de todas as mães/crianças 
que não conseguem amamentar. 
O leite ordenhado pode ficar até 12h na 
geladeira, porém se ordenhado com tudo 
higienizado e congelado após, pode durar até 
6 meses no banco de leite – e tempo 
indefinido para o próprio filho. 
 a criança 
recebe leite materno complementado por alimentos 
sólidos, semi-sólidos e/ou outros líquidos a partir do 6º 
mês. 
❖ Dar líquidos ou alimentos ao bebê além do leite 
materno; 
❖ Dar mamadeiras ou chupetas ao bebê – uma 
vez que ele pode preferir a forma de sucção 
que lhe dá menos trabalho; 
❖ Limitar o número de mamadas; 
❖ Limitar o tempo de sucção ou a duração de 
uma mamada – o bebê que deve determinar 
o tempo, já que isso interfere no 
desenvolvimento dele, no controle da 
saciedade (o que gera menos riscos de 
desenvolver obesidade futuramente). 
COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO 
O leite humano é muito mais do que uma fonte de 
nutrientes, é uma substância viva de grande 
complexidade biológica. 
o que faz com 
que não haja alergia à proteína do leite materno. 
Pode haver uma intolerância ao açúcar, 
principalmente à lactose, mas geralmente a 
quantidade de lactase produzida pelo bebê é o 
suficiente para digerir apenas o leite materno, 
sendo mais comum em alimentação 
complementar.
Contém gordura, água, açúcar, vitaminas, ferro, 
proteínas, enzinas, sais e anticorpos. 
Em geral, o leite materno mantém uma conformidade, 
sendo semelhante entre diferentes lactantes, mas uma 
alimentação desbalanceada pode afetar a qualidade do 
leite. Assim como o uso de medicações e drogas. 
❖ Aparece por volta do 7º mês de gestação. 
❖ É espesso, pegajoso e amarelo claro. 
❖ É completo como primeiro alimento do bebê. 
❖ Cerca de 30ml/mamada – que é a capacidade 
gástrica do bebê. 
, rico em leucócitos e imunoglobulinas, 
principalmente nos 4 primeiros dias. Pode ser referido 
como colostroterapia (principalmente em prematuros), 
uma vez que seu uso garante a pincelagem do trato 
gastrointestinal com lactobacilos, evitando doenças – 
como enterocolite necrosante. Garante uma proteção 
para o RN. É mais rico em lactose, proteínas e contém 
menos gorduras que o leite maduro. 
 rico em anticorpos, muitos leucócitos, 
ação laxante, fatores de crescimento e rico em vitamina 
A. 
 protege contra infecções e 
alergias/intolerâncias, expulsa o mecônio e ajuda a 
prevenir icterícia, acelera a maturação intestinal, reduz 
a gravidade de algumas infecções (como sarampo e 
diarreia) e previne doenças oculares causadas por 
deficiência de vitamina A. 
 
lactoferrina, imunoglobulina A (principalmente, mas tb 
possui IgG, IgE) e fator bífidus. 
 o leite 
materno prematuro contém mais proteína, IgA e 
lactoferrina (que são fatores de proteção para o bebê 
pré-termo). 
❖ Modifica-se conforme o período do dia; 
❖ – o leite 
posterior é mais rico em gordura do que o 
anterior – que possui mais água. Por isso, é 
importante esvaziar a mama, para que o bebê 
garanta maior ingestão calórica e atinja a 
saciedade. 
❖ Modifica-se conforme as necessidades do 
bebê; 
❖ Modifica-se conforme as doenças que a mãe 
já teve contato – imunoglobulinas ofertadas à 
criança. 
O leite anterior é mais acinzentado, contém mais líquido. 
Já o posterior, é mais branco, por conter maior 
quantidade de lipídeos. 
 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
❖ O teor é perfeito para o crescimento e 
desenvolvimento do bebê. – cerca de 0,9% do 
leite, levando em torno de 180 dias para dobrar 
o peso ao nascer. 
❖ É facilmente digerida e bem absorvida pelo 
organismo do bebê – possui apenas cerca de 
35% de caseína, enquanto o leite de vaca 
possui 80% (o que o torna de difícil digestão). 
❖ A quantidade de proteína do leite não é afetada 
pela dieta da mãe. 
❖ É a principal fonte de energia para o bebê. 
❖ O leite materno contém enzimas que digerem 
a gordura e a transformam em energia (caloria) 
para o bebê. 
❖ Contém substâncias essenciais (ácidos graxos 
e lipase) para o desenvolvimento cerebral – 
facilitam a mielinização de forma adequada. 
❖ A quantidade de gordura do leite pode ser 
afetada pela dieta da mãe – é o componente 
mais variável no leite materno, sendo 
disponibilizado em picos (sendo maior no fim 
da manhã e a tarde e no leite posterior). 
❖ Fornece 40% das necessidades de energia. 
❖ Facilita a absorção de cálcio e ferro – cerca de 
50% de absorção de ferro no leite humano 
(50-70ug/100ml) 
❖ Promove a colonização intestinal com 
lactobacilus bifidus. 
 principalmente vitamina A, C e – em menor 
quantidade – B. 
 cerca de 2 
copos de leite materno fornecem mais de 90% das 
necessidades diáriasde vitamina C, assim como 
importante porcentagem das necessidades de vitamina 
A, proteínas e calorias. 
IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO 
A OMS estima que a cada 
 por meio da prática da 
amamentação. 
Crianças em amamentação exclusiva adoecem 2,5x 
menos que crianças que tomam leite artificial. 
 
❖ Proporciona uma nutrição superior e um ótimo 
crescimento; 
❖ Fornece água adequada para hidratação; 
❖ Favorece o vínculo afetivo e o 
desenvolvimento; 
❖ Protege contra infeções e alergias; 
A proteção contra infecções ocorre 
a partir da infecção da mãe – as suas 
células brancas produzem anticorpos 
para protegê-la, alguns leucócitos vão 
ao seio e produzem anticorpos ali e, 
então, os anticorpos contra a infecção 
são secretados no leite para proteger 
o bebê. 
❖ Proteção contra diabetes e câncer na infância; 
❖ Melhor resposta à vacinação; 
❖ Recuperação mais rápida nas doenças; 
❖ Menos problemas ortodônticos e 
fonoaudiológicos – são associados ao uso da 
mamadeira; 
❖ Melhor desempenho em testes de QI. 
 
❖ Ajuda o útero a recuperar seu tamanho 
normal, reduzindo o risco de hemorragia pós-
parto; 
❖ Aumenta as reservas de ferro; 
❖ Reduz o risco de câncer de mama e de ovário; 
❖ Ajuda a retardar uma nova gravidez – se for 
exclusivo e constante; 
❖ Torna conveniente as viagens e mamadas 
noturnas; 
❖ A depressão pós-parto é reduzida; 
❖ É mais prático, menos trabalhoso – uma vez 
que o leite já está pronto, não precisa de 
preparo; 
❖ O leite não estraga e não é preciso se 
preocupar com a falta de estoque; 
❖ É mais econômico. 
 
❖ Melhor saúde e nutrição resultam em melhor 
ambiente psicossocial e bem-estar; 
❖ Menos gastos com cuidados médicos – a 
economia pode ser revertida em outros 
benefícios. 
 
❖ Ambiente emocional mais calmo e tranquilo; 
❖ Mais espaço para o hospital – alojamento 
conjunto da mãe e bebê; 
❖ Melhor direcionamento no trabalho da equipe; 
❖ Melhor imagem e maior prestígio; 
❖ Menos crianças abandonadas; 
❖ Menos infecção neonatal; 
❖ Mais seguro em emergências. 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
 
 
❖ Interfere no vínculo; 
❖ Mais diarreia e infecções respiratórias; 
❖ Mais alergias e intolerâncias; 
❖ Diarreia persistente; 
❖ Maior risco de doenças crônicas; 
❖ Desnutrição e deficiência de vitamina A; 
❖ Maior mortalidade; 
❖ Obesidade; 
❖ Menor desempenho em testes de inteligência. 
❖ Interfere no vínculo; 
❖ Pode ficar grávida precocemente; 
❖ Maior risco de anemia; 
❖ Maior risco de câncer de ovário e mamas. 
PROF: SUMAIA 
Histofisiologia das mamas 
ESTRUTURA HISTOEMBRIOLÓGICA 
❖ independente dos hormônios 
sexuais; 
❖ testosterona; 
❖ esteroides placentários e 
prolactina; 
❖ ductos lactíferos; 
❖ ramificação dos ductos; 
❖ 
 crescimento ductal, 
espessamento epitelial e diferenciação do 
estroma; 
❖ diferenciação e crescimento 
lóbulo-alveolar; 
❖ diferenciação terminal da mama, 
aumento no número de lóbulos, proliferação 
epitelial e acúmulo de secreção – maturação 
morfológica e atividade funcional; 
❖ atrofia e perda do estroma 
intralobular. 
 
❖ Embriogênese: cordões celulares invadem o 
estroma; 
❖ Pré-púbere: ductos terminais com raros lóbulos. 
❖ Menarca: ductos, lóbulos e estroma denso. 
❖ Fase folicular: lóbulos quiescentes; 
❖ Pós ovulação: proliferação celular, vacuolização 
celular e edema estromal; 
❖ Menstruação: apoptose, regressão dos lóbulos. 
 luminal + mioepitelial + 
basal. 
❖ Basal: células tronco; 
❖ Basal com expressão de CK5 + CK8, 18 e 19: 
epitelial luminal 
❖ Basal com expressão de CK5 + actina: 
mioepitelial. 
CARCINOMAS DA MAMA 
 problema de saúde pública. 
❖ 180 mil novos casos de câncer de mama (2007 
– EUA) 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
❖ 1 em cada 3 diagnósticos de câncer nos EUA 
❖ EUA – mortalidade vem diminuindo desde 1994 
❖ Brasil – aumento das taxas devido ao 
diagnóstico tardio e terapêutica inadequada. 
Tem incidência mais elevada nas regiões 
sudeste e sul. 
PROF: CLAUDIA LEAL 
Vitaminas 
VITAMINAS 
As vitaminas constituem um grupo de nutrientes 
orgânicos necessários em quantidades pequenas para 
uma variedade de funções bioquímicas, que geralmente 
não podem ser sintetizadas pelo organismo e que, 
portanto, devem ser fornecidas pela dieta. 
A título excepcional da vit D (absorvida através 
da captação dos raios uv), niacina e ácido 
ascórbico (sintetizadas no organismo), 
geralmente são adquiridas pela alimentação. 
A alimentação deve ser a mais completa e 
equilibrada possível de modo a que não se 
cometam excessos ou haja déficits em relação 
às vitaminas. Nutricionistas, nutrólogos e 
endócrinos favorecem uma alimentação 
balanceada invés de uma suplementação 
individualizada. 
 as vitaminas são classificadas de acordo 
com a sua propriedade de solubilidade em água ou 
gorduras. 
 A, D, E e K. Podem se acumular no 
organismo e alcançar níveis tóxicos. 
 complexo B e vitamina C 
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS 
❖ São compostos constituídos de unidades de 
isopreno e desempenham papéis essenciais no 
metabolismo ou na fisiologia. 
❖ São encontradas na fase lipídica dos alimentos. 
❖ Sua absorção intestinal está regulada pelos 
mesmos mecanismos de absorção de lipídeos. 
Absorvidas de modo eficiente quando há 
absorção normal de gordura. 
❖ São transportadas no sangue em lipoproteínas 
ou fixadas em proteínas de ligações específicas 
❖ Os distúrbios que afetam a absorção e 
digestão delas, como dieta pobre em gordura, 
esteatorreia e distúrbios do sistema biliar, 
podem levar a síndromes de deficiências: 
quadro de hipovitaminose. 
❖ A ingestão excessiva de vitaminas A e D 
podem resultar em toxicidade. 
 
 engloba um grupo de moléculas 
insaturadas, incluindo retinol e compostos relacionados, 
bem como alguns carotenoides. 
 classe de compostos que inclui retinol e seus 
derivados químicos, com 4 unidades de isoprenoides. 
A atividade da vitamina A em tecidos animais 
é encontrada predominantemente sob a forma 
de retinol e, em menor quantidade, ácido 
retinóico. 
 é essencial para 
❖ é componente dos pigmentos de cones 
e bastonetes da retina. A energia (que a 
rodopsina absorve) deste processo origina um 
impulso nervoso, que é transmitido pelo nervo 
óptico para o encéfalo, provocando o efeito da 
visão. 
❖ Diferenciação celular no sistema imune. 
❖ Crescimento e diferenciação tecidual. 
❖ Manutenção de tecidos epiteliais. 
❖ Regulação da transcrição gênica. 
As ações do ácido retinóico sobre a 
regulação da transcrição de muitos 
genes têm levado a considerar esse 
composto como um hormônio. 
 fígado, frutas amarelas, tomate, 
cenoura, espinafre, óleo de fígado de peixe, gema do 
ovo e leite e seus derivados. 
❖ Diminuição de visão por falha na formação de 
rodopsina é a causa evitável mais importante 
da cegueira noturna. 
❖ Defeitos no crescimento ósseo 
❖ Falhas na reprodução (espermatogênese 
diminuída e morte embrionária ou fetal) 
❖ Defeitos no crescimento e diferenciação dos 
tecidos epiteliais (resulta em queratinização) 
❖ A leva à diminuição da 
visão, principalmente à noite, à xeroftalmia. 
 
❖ Outros sinais clínicos observados incluem: 
perda de apetite e peso, descarga nasal, 
conjuntivite, lacrimejamento, fertilidade 
reduzida. 
❖ Aumento da suscetibilidade às infecções. 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
❖ Falhas de queratinização e de funcionalidade 
principalmente nas células epiteliais dos tratos 
gastrointestinais, respiratório e urogenital, além 
do olho. 
 associado à suplementação 
vitamínica e automedicação. 
Níveis de toxicidade estão associados a 
malformações nos bebês. 
O limite superior tolerável para homens e 
mulheres adultos é de 3mg/dia. 
Toxicidade – a vitamina A livre provoca lise da 
membrana e lesão tecidual. 
❖ SNC: cefaleia, náusea, ataxia, anorexia. 
❖ Fígado: hepatomegalia com alterações 
histológicas, hiperlipidemia. 
❖Homeostasia do cálcio: espessamento de ossos 
longos, hipercalcemia e calcificação de tecidos 
moles. 
❖ Pele: ressecamento excessivo, descamação e 
alopecia. 
 não é estritamente uma vitamina, pois 
pode ser sintetizada na pele, e, na maioria das 
condições, essa é a principal fonte. 
A necessidade de uma fonte alimentar surge somente 
quando a exposição à luz solar é inadequada. 
A pré-vitamina D é convertida em vitamina D por ação 
da radiação solar. 
Há evidências de que uma ingestão 
consideravelmente acima dos valores necessários para 
manter a homeostasia do cálcio reduz o risco de 
resistência à insulina, obesidade e síndrome metabólica, 
bem como o risco de vários tipos de câncer. 
 
❖ Estimula a absorção intestinal e a homeostasia 
de cálcio e fosfato. 
❖ A molécula ativa 1,25-diidroxicolecalciferol 
regula a expressão gênica interagindo com 
receptores proteicos nucleares específicos. 
❖ Regulação da proliferação e da diferenciação 
celulares. 
❖ A vitamina D3 é indiretamente requerida para 
a mineralização óssea durante o crescimento 
do esqueleto – receptores de vitamina D, nos 
ossos, estão localizados nos osteoblastos e 
controlam a síntese e secreção de proteínas 
específicas como a osteocalcina, osteopontina, 
colágeno e fosfatase alcalina. 
 fígado, cereais, alimentos ricos em 
gordura, óleo de fígado de bacalhau, gema do ovo e 
leite e seus derivados. 
O leite materno não contém vitamina D, por 
isso, é necessária a suplementação no primeiro 
ano de vida.
❖ Raquitismo em crianças e alterações no tórax 
❖ Osteoporose e osteomalácia 
❖ Fadiga 
❖ Enfraquecimento dos dentes 
❖ Cáries dentárias 
❖ Problemas musculares 
❖ Dores nos olhos 
❖ Sede anormal 
❖ Prurido 
❖ Náuseas e vômitos 
❖ Diarreia 
❖ Necessidade urgente de urinar 
❖ Depósito anormal de cálcio nas paredes dos 
vasos sanguíneos, fígado, pulmão, rins e 
estômago. 
A exposição excessiva à luz solar não leva à 
intoxicação devido à capacidade limitada de sintetizar o 
precursor (7-desidrocolesterol) e pq a exposição 
prolongada à luz solar leva à formação de compostos 
inativos. 
 
 
❖ Ação antioxidante
❖ Está associada com o aumento da resposta 
imune, por manter a integridade estrutural e 
funcional das células do sistema imune e 
estimular a síntese de anticorpos (igG).
❖ Manutenção da estabilidade das hemácias
❖ Ajuda a prevenir abortos espontâneos
 óleos vegetais, nozes, grãos 
integrais, espinafre, farinhas enriquecidas e ovos. 
 
❖ Em animais de laboratório, resulta em 
reabsorção dos fetos e atrofia muscular. 
❖ Pacientes com má absorção grave de gordura 
e alguns tipos de doença hepática crônica são 
incapazes de absorver a vitamina ou 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
transportá-la – apresentam lesão das 
membranas neurais e musculares. 
 
❖ Ligeira inibição do sistema imune.
❖ Ligeira redução da coagulação sanguínea.
❖ Pequeno aumento do peso.
Comparada às vitaminas A e D, não é considerada 
tóxica.
 
atua sobre a ativação de fatores de 
coagulação – é necessária para a síntese hepática de 
protrombina (fator II) e dos fatores de coagulação 
sanguínea VII, IX e X. 
 vegetais em folha, tomate, 
amêndoas e castanhas. 
Produzida por bactérias da flora intestinal. 
 falha na coagulação – hemorragias 
subcutâneas e internas. 
Pode ser resultado de insuficiente vit K na 
dieta, falta de síntese microbiana no intestino, 
problemas de absorção intestinal ou 
incapacidade hepática de usar a vitamina K 
disponível. 
 rara, porém pode se acumular no 
organismo 
❖ Destruição dos glóbulos vermelhos e anemias
❖ Casos de trombose
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS 
❖ Constituem um grupo de compostos estrutural 
e funcionalmente independentes que 
compartilham a característica de serem 
essenciais para o metabolismo, participando 
como coenzimas. 
Atuam como catalisadores de 
reações enzimáticas 
Ligam-se às enzimas ativas inativas 
(apoenzimas), transformando-as em 
enzimas ativas (holoenzimas). 
❖ De maneira geral, não são armazenadas em 
quantidades significativas no organismo. Seu 
excesso é rapidamente excretado via urinária. 
 
❖ Dificilmente ocorrem deficiências de uma 
vitamina do complexo B. deficiência múltipla é 
mais comum 
 
 
❖ Papel central no metabolismo energético, 
especialmente os carboidratos
❖ Condução nervosa
❖ Mantém tônus muscular
 cereais integrais, pinhão, feijão, 
leite, fígado, peixe, carnes magras e pão. 
 
❖ Beribéri – acúmulo de fluidos (edema) no 
sistema neuromuscular, dor, atrofia e debilidade 
muscular, paralisia e morte. 
❖ Perda do apetite, constipação, enjoo, 
depressão, irritabilidade e fadiga. 
Em humanos, é observada em desnutrição avançada, 
alimentação exclusiva à base de arroz polido e em 
alcoolismo crônico (síndrome de wernick) 
 grande ingestão ou administração 
parenteral de tiamina não produz efeitos tóxicos pois a 
vitamina é rapidamente excretada pelo rim. 
❖ Se dose for superior a 50mg/dia – tremores, 
herpes, edema, ansiedade, aceleração de 
batimentos cardíacos e alergias.
 
 
❖ Mantém a integridade cutânea
❖ Papel em reações metabólicas
❖ Proteção das membranas das hemácias contra 
estresse oxidativo
 carnes magras, ovos, leite, fígado e 
vegetais em folha. 
 
❖ Taxa de crescimento diminuída 
❖ Inflamação da mucosa oral 
❖ Perda de pelo 
❖ Produção excessiva de lágrimas e saliva 
❖ Outros sinais incluem: anorexia, diarreia, 
dermatite, queilose (fissuras nos cantos da 
boca) e glossite (a língua parece lisa e púrpura) 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
 quando doses elevadas são 
fornecidas via oral, apenas uma pequena fração se 
absorve e a maioria é excretada pelas fezes – o sistema 
de absorção na via intestinal é rapidamente saturado, 
além de que a capacidade para armazenar a vitamina 
nos tecidos é limitada. 
❖ Prurido
❖ Sensações de dormência, ardor ou picadas na 
pele
 
 
❖ Fornecimento de energia – formação de 
coenzimas NAD e NADP
❖ Reações metabólicas de glicídios, ácidos graxos 
e aminoácidos – tecido cutâneo, 
gastrointestinal e nervoso.
 carnes magras, ovos, leite e fígado. 
 
❖ Transtornos na pele e no trato gastrointestinal, 
com sinais como perda de apetite, crescimento 
retardado, fraqueza, dermatite, desordens 
digestivas e diarreia. 
❖ Pelagra – doença envolvendo a pele, o TGI e 
o SNC. Os sinais da evolução compreendem 
dermatite, diarreia e demência (3D) e, se não 
tratada, morte. 
 podem ocorrer efeitos tóxicos em 
níveis muito além dos seus requerimentos (10 a 20 
vezes) 
❖ O ácido nicotínico tem sido utilizado no 
tratamento da hiperlipidemia, quando há 
necessidade de uma quantidade da ordem de 1 
a 6 g/dia, causando dilatação dos vasos 
sanguíneos e rubor, juntamente com irritação 
cutânea.
❖ A ingestão de ácido nicotínico e de 
nicotinamida acima de 500mg/dia também 
provoca lesão hepática.
 
 
❖ Participa como cofator de diversas reações 
metabólicas
❖ Atua no transporte de ácidos carboxílicos
❖ Estimula a formação de anticorpos
 gema de ovo, abacate, gérmen de 
trigo, fígado e carne bovina magra. 
 não foi definitivamente mostrada nos 
seres humanos, exceto em caso de depleção 
específica. 
 não apresenta toxicidade conhecida 
em doses relativamente elevadas. 
❖ Em ratos, se observa dano hepático com doses 
de 100 vezes o requerimento nutricional.
 piridoxina é o nome comum 
do álcool piridoxina, piridoxal (aldeído) e piridoxamina 
(amina) todas tem como composto ativo a coenzima 
piridoxal-5-fosfato (PLP). 
 
❖ Coenzima para muitas enzimas envolvidas no 
metabolismo dos aminoácidos
❖ Ativa enzimas responsáveis pela síntese de 
neurotransmissores – manutenção da 
integridade funcional do cérebro
❖ Papel importante na ação dos hormônios 
esteroides – o piridoxal-fosfato remove o 
complexo hormônio-receptor de sua ligação ao 
DNA, interrompendo a ação dos hormônios.
 cereais integrais, pão, fígado, leite, 
ovo, carnes magras e peixes. 
 rara❖ O aumento da sensibilidade à ação dos 
hormônios esteroides pode ser importante no 
desenvolvimento do câncer dependente de 
hormônio de mama, útero e próstata, e o 
estado de vitamina B6 pode influenciar no 
prognóstico. 
 exibe uma toxicidade muito baixa, 
entretanto, doses excessivas podem causar sinais 
clínicos, como: 
❖ Alterações na marcha
❖ Incoordenação motora
❖ Convulsões
❖ Paralisia
❖ Morte
 
 
❖ Necessária para a síntese do ácido ascórbico
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
❖ Essencial para o metabolismo normal das 
proteínas e dos lipídeos
❖ Atua juntamente com as vitaminas B2, B6, 
niacina e vitamina A na conservação da pele 
saudável
❖ Diminui o aparecimento dos cabelos brancos e 
ajuda nos tratamentos de calvície
❖ Papel na regulação no ciclo celular
 levedura de cerveja, leite, arroz 
integral, fígado, ovos e lentilha. 
 
❖ Hipotonia 
❖ Atraso no desenvolvimento 
❖ Perda de cabelo 
❖ Erupções cutâneas 
❖ Fadiga extrema 
❖ Ataxia 
❖ Atraso mental 
❖ Há indícios que a deficiência pode aumentar a 
resistência das células cancerosas e agentes 
antineoplásicos (como a vimblastina e 
doxurribicina) 
 não há descrição de casos de 
toxicidade em humanos. 
 a forma ativa é o ácido-
5,6,7,8-tetra-hidrofolato (THF). 
 
❖ Várias reações de síntese de lipídeos, 
proteínas, ácidos nucleicos, hormônios e 
neurotransmissores.
❖ Hematopoiese
❖ Multiplicação celular – muito importante na 
gravidez
❖ Síntese das bases do DNA
 vegetais em folhas, frutas, cereais 
integrais e frutos do mar. 
Produzida por bactérias da flora intestinal. 
 
❖ Diminuição na síntese de purinas e pirimidinas 
– incapacidade das células sanguíneas se 
dividirem – leucopenia e anemia megaloblástica 
(macrocítica) 
❖ Afeta os tecidos com rápida taxa de 
crescimento ou regeneração, como epitélio 
gastrointestinal, epiderme e medula óssea. 
❖ Falta de ácido fólico na gravidez – espinha 
bífida ou mielomeningocele. 
 é considerada uma vitamina atóxica. 
 
 
❖ Atua como coenzima no metabolismo dos 
carboidratos, gorduras e proteínas
❖ Formação de ácidos nucleicos
❖ Formação da bainha de mielina
❖ Maturação das hemácias
 carne, frutos do mar, ovo, leite e 
derivados. 
 
❖ Anemia megaloblástica 
❖ Lesões neurológicas (desmielinização 
progressiva do tecido nervoso) 
❖ Perda de memória 
❖ Parestesias e diminuição da sensibilidade em 
membros inferiores 
 
 
❖ Essencial para a formação de tecido conjuntivo, 
ossos e dentes
❖ Proteção celular e cicatrização de feridas
❖ Antioxidante
❖ Aumenta a eficácia do sistema imunológico
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 pimentão verde e vermelho, frutas 
cítricas, couve-de-bruxelas, morango, tomate e couve-
flor. 
 
❖ Escorbuto – pequenas áreas de sangramento 
sob a pele, sangramento das gengivas, 
hematomas maiores, falta de ar, fadiga aguda, 
hiperqueratose folicular, petéquias 
perifoliculares. 
❖ Problemas de dentição e mobilidade em idosos 
❖ Pode ser fatal 
 em geral, doses altas são bem 
toleradas, tendo se relatado efeitos tóxicos em 
megadoses, que incluem: 
❖ Acidose
❖ Problemas gastrointestinais
❖ Glicosúria
Promove maior absorção de ferro no intestino 
delgado, então, a longo prazo, pode gerar acúmulo de 
ferro. 
SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA 
Os pacientes devem ser alertados que a 
suplementação não substitui uma dieta equilibrada e, na 
maioria dos casos, não traz benefícios adicionais – as 
vantagens de obter vitaminas e minerais de alimentos, 
e não de suplementos, devem ser destacadas. 
❖ Os micronutrientes obtidos do alimento tem 
melhor absorção 
❖ A suplementação tem risco de potenciais 
efeitos adversos 
❖ A dieta fornece uma variedade de substâncias 
nutricionais importantes em proporções 
biologicamente ideais 
❖ Suplementos apresentam compostos isolados 
em altas concentrações 
❖ Pesquisas mostram que resultados positivos à 
saúde são mais fortemente relacionados a 
padrões alimentares e alimentos específicos do 
que à ingestão de nutrientes individuais 
tem 
seu papel em grupos de risco em que os requisitos não 
são alcançados pela dieta, incluindo pessoas em 
determinados estágios de vida e aqueles com fatores 
de risco específicos. 
 – indicação 
para mulheres que planejam engravidar ou estão no 1º 
trimestre da gestação, tem como objetivo prevenir 
efeitos no tubo neural do feto, deve ser suplementado 
com dose diária de 0,4-0,8mg. O ácido fólico e mais 
biodisponível na forma sintética do que na alimentação 
natural. 
 – 
indicação de início logo após o nascimento, mantendo 
até o desmame e troca por um leite integral fortificado 
com vitamina D, deve ser suplementado com dose 
diária de 400IU. – de 4 a 6 meses de idade. 
❖ – indicação para adultos com 50 
anos ou mais, que podem não absorver 
adequadamente a forma de ocorrência natural, 
ligada a proteínas. Tem como objetivo alcançar 
a IDR de 2,4µg/dia com B12 sintética, 
encontrada em suplementos ou alimentos 
fortificados.
❖ – a IDR para manter a saúde óssea 
é de 600 UI/dia para adultos até 70 anos, e 800 
UI/dia para aqueles com mais de 70.
PROF: RAPHAEL QUEIROZ 
Assistência integral à saúde da 
criança e do adolescente 
CRIANÇA - VÍDEO 
Acompanhamento integral – pesquisar programa 
nacional 
ADOLESCÊNCIA 
A adolescência é o período de transição da infância 
para a vida adulta – determinado pelo Ministério da 
Saúde entre a faixa etária de 10 e 19 anos de idade. O 
adolescente sofre uma série de alterações biológicas, 
psicológicas e sociais. 
 a 
❖ Exercício físico – a maioria dos profissionais de 
Ed. Física recomenda atividades visando o 
desenvolvimento de várias habilidades, como 
natação, capoeira etc. 
❖ Dieta saudável e equilibrada – as necessidades 
nutricionais nesse período de vida são 
complexas. Os jovens têm tido hábitos 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
alimentares piores, como omitir refeições, 
comer mais alimentos processados etc. 
❖ Sexualidade precoce – cada vez tem sido mais 
cedo a descoberta sexual dos adolescentes. A 
falta de maturidade e preparo psicológico-
emocional para esse despertar sexual trazem 
sérias consequências para o adolescente – 
principalmente as meninas – como a gestação, 
envolver-se com pessoas mais velhas, ISTs etc. 
É papel do médico perceber a ajuda que o 
jovem precisa, para orientar em relação a 
sexualidade também e para conduzir de uma 
forma saudável a atividade sexual. 
❖ Masturbação – busca solitária do prazer sexual. 
No início da adolescência apresenta caráter 
explorador, acompanhada de curiosidade, 
experimentação e avaliação do desempenho 
(principalmente masculino). Deve ser 
esclarecido que é normal, mas que há limites. 
❖ Polução noturna – deve ser tranquilizado 
quanto a sua normalidade. 
❖ “Ficar” – namoro corporal sem compromisso 
social. Iniciar na fase exploratória da 
adolescência, é preocupante, pois além da 
ausência de compromisso, há onipotência, 
negação e comportamentos de risco como 
aspectos característicos. O profissional de 
saúde deve ter responsabilidade de saber 
como conversar e guiar, caso veja a abertura. 
❖ Gravidez precoce 
❖ Doenças sexualmente transmissíveis 
hpv – a vacina deve ser 
acompanhada de um esclarecimento, 
que serve para prevenção antes da 
relação sexual, mas não significa que 
ela não possa desenvolver câncer de 
colo de útero futuramente. Também é 
importante a abordagem do uso do 
preservativo. >>a medicina deve ser 
preventiva. 
❖ Obesidade 
❖ Acne juvenil 
❖ Tatuagens e piercings – diálogo com 
adolescentes pode funcionar como fator de 
prevenção e proteção de riscos. 
❖ Cefaléia – dor de cabeça, principalmente na 
TPM 
❖ Distúrbios menstruais – irregularidade 
menstrual é comum na adolescência. Mas é 
importante investigar. 
 importante olhar acolhedor! 
❖ Depressão – 1% em crianças e 5% em 
adolescentes 
❖ Suicídio – terceira causa de morte em 
adolescentes.❖ Uso de drogas e álcool. 
❖ Violência sexual 
❖ Maus tratos 
❖ Bullying 
❖ Esportes e uso indevido de anabolizantes e 
suplementos 
Estatuto da Criança e do Adolescente – 
ECA.
PROF: SUMAIA 
Crescimento e desenvolvimento na 
adolescência 
INTRODUÇÃO 
A adolescência compreende um complexo processo 
de maturação que transforma a criança em adulto. A 
puberdade reúne os fenômenos biológicos da 
adolescência, possibilitando o completo crescimento 
somático e a maturação hormonal que asseguram a 
capacidade de reprodução e de preservação da 
espécie. 
 resultante do aumento da secreção dos 
andrógenos suprarrenais (entre 6 e 8 anos de idade 
óssea) e que parece ser independente da ativação do 
eixo hipofisário-gônadas. 
Ativação ou desinibição de neurônios hipotalâmicos 
secretores de hormônio liberador de gonadotrofinas 
(LHRH), com consequente liberação dos hormônios 
luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH) pela 
glândula hipófise. 
 aumento dos esteroides sexuais 
produzidos pelos testículos e ovários 
 
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
EVENTOS PUBERAIS 
A altura final, o ritmo como o crescimento se processa, 
o início e a velocidade com que o desenvolvimento 
puberal ocorre, a maturação óssea, o desenvolvimento 
dentário sofrem significante influência de fatores 
genéticos. As interações com os fatores ambientais se 
dão de forma distinta, isto é, as condições ambientais 
que alterem algum aspecto do crescimento não o 
fazem obrigatoriamente em todos. 
A nutrição, incluindo a ingestão de nutrientes 
específicos, é um dos mais significativos determinantes 
do crescimento. 
Aspectos psicossociais como maus-tratos podem 
prejudicar o crescimento, a despeito da nutrição 
adequada e de não haver doença orgânica. 
A grande variabilidade quanto ao início, duração e 
progressão das mudanças puberais tem, como 
consequência, a questão de a idade biológica nem 
sempre estar de acordo com a idade cronológica. 
Assim, é preciso que se leve em conta a fase puberal 
do desenvolvimento quando se analisa o crescimento 
de um adolescente. 
durante a adolescência, 
embora os hormônios desempenhem papéis individuais, 
a interação entre os hormônios gonadais e adrenais 
com o hormônio de crescimento torna-se essencial 
para o estirão de crescimento normal e para a 
maturação sexual. 
O estirão de crescimento, período em que se ganha 
20% da estatura final, tem idade de início e velocidade 
das mudanças variadas entre os indivíduos. Nas meninas, 
ocorre no início da puberdade e, nos meninos, na fase 
intermediária. 
A avaliação do crescimento é feita por meio de 
comparação com uma curva de referência: a 
atualmente recomendada é a da Organização Mundial 
de Saúde4. Acima do escore Z-2, a estatura é 
considerada adequada para a idade; acima do escore Z 
-3 e abaixo de Z-2, o diagnóstico é de baixa estatura 
para a idade; estaturas inferiores ao escore Z-3 são 
consideradas muito baixas para a idade. 
A velocidade de crescimento (aumento estatural no 
intervalo de um ano) é medida em centímetros por ano 
e não deve ser aferida através de resultados 
encontrados em intervalos menores do que seis meses, 
já que o crescimento sofre influências sazonais. 
Até os 4 anos, as meninas têm velocidade de 
crescimento discretamente mais elevada que os 
meninos. A partir daí, ambos crescem a uma velocidade 
de 5 a 6 cm/ano até o início da puberdade, quando a 
velocidade de crescimento sofre uma aceleração, 
alcançando valores de 10 a 12 cm/ano no sexo masculino 
e 8 a 10 cm/ano nas meninas. Essa aceleração da 
velocidade de crescimento é imediatamente precedida 
por uma pequena redução da mesma. 
Para acompanhamento do peso de adolescentes, a 
Organização Mundial de Saúde recomenda a utilização 
do gráfico de Índice de Massa Corporal (IMC), ainda se 
configurando como melhor parâmetro clínico de 
avaliação nutricional de uma população. 
O IMC está adequado para a idade (eutrofia) quando 
seus valores se encontram entre os escores Z -2 e Z 
+1. A obesidade é caracterizada por valores de IMC 
acima do escore Z +2, enquanto valores maiores que 
Z +1 e menores que Z +2 são classsificados como 
sobrepeso. Valores inferiores ao escore Z -2 são 
caracterizados como magreza, sendo esta acentuada 
quando o IMC é inferior ao escore Z -3. 
Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-
2009, o déficit de peso está presente em apenas 3,4% 
dos adolescentes brasileiros, enquanto o excesso de 
peso tem uma prevalência de 21,7% (3,7% em 1974-
75) entre adolescentes do sexo masculino e de 19,4% 
no sexo feminino (7,6% em 1974-75). 
Para avaliação da velocidade de crescrescimento, são 
utilizados gráficos de Tanner e Whitehouse. 
http://revistadepediatriasoperj.org.br/imagebank/images/v12n1s1a05-ane05.jpg
http://revistadepediatriasoperj.org.br/imagebank/images/v12n1s1a05-ane06.jpg
Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII 
 
Pelo fato de a estatura sofrer influência de fatores 
genéticos, o cálculo do alvo genético avalia a herança 
(estatura dos pais) na determinação da faixa de estatura 
final. Assim, para calcular o alvo genético, é utilizada a 
seguinte fórmula: 
durante a puberdade, os 
homens adquirem massa magra a uma velocidade 
maior e por mais tempo do que a mulher. Na mulher, a 
massa muscular relativa diminui do início ao final da 
puberdade (80% para 75% do peso corpóreo). Embora 
haja aumento absoluto da massa muscular, seu 
percentual sofre queda porque o tecido adiposo 
aumenta mais rapidamente. No homem, a massa 
muscular aumenta de 80 a 85% do peso corpóreo para 
90% na maturidade. Esse aumento reflete a ação dos 
andrógenos circulantes. 
O ganho de tecido adiposo é mais acentuado no sexo 
feminino, sendo importante para que os ciclos 
menstruais se instalem e se mantenham regulares. 
 apesar de hormônios tireoideanos ainda 
serem necessários para o crescimento normal, os 
hormônios gonadais desempenham um papel de maior 
significância. 
A puberdade é caracterizada pelo aumento da 
amplitude dos pulsos de secreção de hormônio 
luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH), 
detectáveis já antes que os sinais externos da 
puberdade sejam evidentes. 
Além do aumento do hormônio de crescimento e dos 
esteroides sexuais, há aumento na resistência à insulina. 
A testosterona estimula a eritropoiese. Por isso, há 
aumento de células vermelhas no sexo masculino. 
 a maioria dos órgãos duplica de 
tamanho durante a puberdade. O tecido linfoide sofre 
uma involução nesse período. 
 clinicamente, é avaliada em cinco 
estágios, levando-se em conta, desenvolvimento 
mamário e pelos pubianos no sexo feminino (MP), 
aspecto dos órgãos genitais e pelos pubianos no 
masculino7 (GP). 
A sequência de eventos puberais é ordenada, sendo 
controlada por fatores neuroendócrinos, responsáveis 
por seu início e progressão2. 
O primeiro sinal de puberdade masculina é o aumento 
do volume testicular (9-14 anos - volume de 4 ml), 
seguido do aparecimento de pelos pubianos e aumento 
de pênis. 
A (primeira ejaculação) ocorre com volume 
testicular em torno de 10 a 12ml, e o sêmen dos dois 
primeiros anos costuma ter baixa concentração de 
espermatozoides. 
As pilificações axilar e facial coincidem com o estágio III 
de pelos pubianos, enquanto a mudança no timbre de 
voz com o estádio V. 
A ginecomastia puberal surge em mais de metade dos 
adolescentes do sexo masculino7,8 e em 90% 
desaparece em 3 anos. 
A (aparecimento do broto mamário entre 8 e 
13 anos) é o primeiro sinal da puberdade feminina, 
seguido do surgimento de pelos pubianos ( ) e 
axilares, e posteriormente da . A telarca pode 
ser assimétrica ou unilateral no início do 
desenvolvimento puberal. 
A ocorre dois a cinco anos após a telarca, e 
os primeiros ciclos menstruais costumam ser 
irregulares, frequentemente anovulatórios e mais 
prolongados. 
Em relação ao desenvolvimento psicossocial, o anexo 9 
apresenta algumas características de cada fase daadolescência, facilitando o enfoque na abordagem dos 
aspectos de saúde. 
O início da adolescência é marcado por diminuição no 
interesse nas atividades dos pais, grande preocupação 
com as mudanças pubertárias, intenso relacionamento 
com amigos do mesmo sexo, aumento da necessidade 
de privacidade e falta de controle em relação aos 
impulsos, podendo ser confundido com o isolamento 
social de alguns distúrbios psiquiátricos de maior 
incidência nessa fase de vida. Aqui, a linguagem obscena 
costuma se intensificar, assim como a atividade 
masturbatória. A fase intermediária é o momento de 
maior intensidade nos conflitos com os pais, quando a 
aceitação dos valores do grupo se torna mais 
importante. A necessidade de experimentações 
aumenta, as relações com o outro costumam ser 
fugazes e descompromissadas, engajando-se mais 
frequentemente em comportamentos de risco, 
requerendo intensificação das ações de prevenção. Na 
fase final da adolescência, quando há maior estabilidade 
emocional, o envolvimento grupal é menos intenso, há 
maior aceitação dos valores parentais, busca de objeto 
amoroso único e habilidade de se comprometer e de 
se impor limites. 
FONTE: TEXTO MARIA DE FÁTIMA GOULART COUTINHO 
– COMITÊ DE ADOLESCÊNCIA, IPPMG/UFRJ

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