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cartilha diabetes gestacional (2)

Guia sobre Diabetes Mellitus Gestacional que explica o que é, como surge (resistência à insulina pela placenta), diagnóstico (curva glicêmica/teste oral de tolerância à glicose de 75 g entre 24–28 semanas), fatores de risco e possíveis consequências para mãe e recém-nascido.

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Informações para ajudar a conhecer o diabetes Gestacional , 
preveni-lo, tratá-lo e evitar suas complicações 
 
 
A gravidez é uma fase de mudanças no corpo 
e na mente da mulher e elas podem ser 
maravilhosas com pequenos cuidados! 
 
GUIA DA DIABETES 
MELLITUS 
GESTACIONAL 
 
 
 
 
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 1) Voce sabe o que é diabetes Gestacional? 
 
A Diabetes gestacional ocorre durante a gravidez e pode desaparecer após o parto. 
 Mas, de 20% a 50% das grávidas que sofreram Diabetes Gestacional ,tendem a desenvolver Diabetes 
tipo 2 , no decurso da vida pós-parto. 
 
Entenda o que é e como se manifesta. 
 
 
1.1) Gravidez X Diabetes 
 
Esta Diabetes, apesar de temporária pode ocasionar prejuízos à saúde do bebê e da mãe, caso não 
seja bem cuidada. 
Entre os problemas surgidos por consequência da Diabetes Gestacional, estão a macrossomia fetal, 
que se caracteriza por causar peso excessivo do bebê ao nascer, problemas cardíacos, entre outros. 
 
Além disso, podem ocorrer riscos fetais e/ou neonatais que englobam anomalias congênitas, má 
formação cardíaca, prejuízos ao sistema nervoso central e aos músculos esqueléticos. 
 
 
1.2) Cuidados e Pontos Importantes 
 Quando é diagnosticada a Diabetes Mellitus Gestacional novos e maiores cuidados devem ser 
tomados. Diante dos riscos a que estão sujeitos mãe e filho é importante aumentar a atenção. 
 
1.3) A Diabetes Mellitus Gestacional Como acontece? 
 
 
 
 
Durante a gravidez a produção de hormônios materna sofre adaptações para possibilitar o 
crescimento do bebê. 
O surgimento da placenta que acolherá o bebê faz com que haja alteração na atuação da insulina. 
Isto acontece porque a placenta reduz a ação da insulina. 
A placenta produz diversos hormônios, que em sua maioria bloqueiam a ação da insulina. 
Consequentemente, o pâncreas aumenta a produção de insulina na tentativa de reverter esta 
situação de resistência. 
 
 
 
 
 
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Quando o organismo não dá conta de equilibrar este processo, nos casos de Diabetes Mellitus 
Gestacional, os hormônios da placenta continuam a inibir a produção de insulina causando um 
aumento da glicose no sangue. 
A insulina é responsável por facilitar a entrada da glicose nas células, sem ela, a glicose se 
acumula no sangue, ficando as células carentes de glicose. 
Em outras palavras, Diabetes Gestacional é o aumento do açucar (glicose) no sangue que ocorre 
durante a gravidez. 
A insulina é o hormonio produzido no pancreas responsável pelo transporte da glicose do 
sangue para dentro da célula, onde será transformada e utilizada como forma de “energia”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2) Como se diagnostica a Diabetes Gestacional? 
 
No início da gestação através de exame de glicose ou entre 24 a 28 semanas de gestação com o exame 
de curva glicêmica, também chamado de teste oral de tolerância à glicose, onde após a primeira coleta 
de sangue, a gestante deverá ingerir um líquido açucarado que contém cerca de 75g de glicose e 
realizado mais 2 coletas de sangue, 1 hora após a ingestão do líquido e 2 horas depois. 
 
 
3) Quais as consequências da ocorrência de Diabetes Gestacional ? 
 
Alguns Fatores de risco: 
•Idade de 35 anos ou acima (6x mais chance); 
•Maior índice de massa corpórea; 
•Histórico familiar (primeiro grau); 
•Obesidade; 
•Hipertensão 
 
Algumas Consequências para o Neonato: 
•Aborto; 
•Restrição de crescimento; 
•Prematuridade; 
•Morte fetal ou neonatal. 
 
 
 
 
 
O diabetes gestacional aumenta as chances de complicações na gravidez, quando a gestante não tem 
conhecimento nem controle, pois havendo muita glicose no sangue da mãe a mesma passa para o 
bebê pela plascenta. 
 
 
 
 
 
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Diabetes não controlado: 
A. Durante a gravidez: o diabetes pode causar aumento excessivo do peso do bebê e do volume do 
líquido amniótico (líquido que envolve o bebê dentro do útero), podendo levar a antecipação do 
parto e maior chance de cesárea. Também pode aumentar o risco de a mulher desenvolver pré-
eclâmpsia (pressão alta durante a gravidez). 
 
B. Durante o parto: devido ao maior tamanho do bebê, existe aumento do risco de traumas, tanto 
para a mãe quanto para o bebê. 
 
C. Após o nascimento: o bebê pode ter maior dificuldade de adaptação respiratória, além de maior 
chance de ficar mais tempo internado por apresentar glicose baixa no sangue. 
 
D. Após o parto: a mulher terá maior risco de ficar diabética no futuro e repetir esse problema no caso 
de uma nova gravidez. Para o bebê, existe maior risco de desenvolver obesidade ou diabetes no 
futuro e ter problemas no coração e na circulação sanguínea. 
 
 
Como tratar o Diabetes Gestacional ? 
 
 
• Manter uma alimentação saudável vai influenciar diretamente na saúde da gestante e do bebê. 
Ingerir alimentos de baixo índice glicêmico (que não elevam o açúcar no sangue) é fundamental 
para o controle do diabetes gestacional. Isso vai ser importante para evitar/diminuir a necessidade 
de insulina e para controle do peso do bebê ao nascer. 
 
• Faça pelo menos três refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar) e duas refeições menores 
(lanches) por dia, evitando intervalos maiores de três horas. Entre as refeições beba bastante 
água. Fazer 3 refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e 2 a 3 lanches (um no meio da 
manhã, um no meio da tarde, um antes de se deitar). 
• Coma devagar mastigando bem os alimentos, assim os nutrientes serão mais bem aproveitados; 
 
• É essencial beber água várias vezes ao dia. Além de ser bom para sua pele, ajudar a evitar a 
obstipação (prisão de ventre). Evite tomar líquidos durante as refeições; 
 
• Alimentos mais naturais de origem vegetal devem ser a base de sua alimentação e, sempre que 
possível, deve optar por alimentos pobres em carboidratos (que após a digestão produz açúcar) 
ou que contenham carboidratos complexos, que são os chamados alimentos integrais. Esses 
 
 
 
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alimentos são ricos em fibra e com menor índice glicêmico. Mas, não se esqueça que mesmo os 
alimentos integrais também são ricos em carboidratos e devem ser consumidos com moderação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Grãos integrais: arroz integral, pão integral, quinoa, aveia, lentilha, grão-de-bico, feijão, ervilha e 
milho; 
 
• Frutas: qualquer fruta, desde que seja consumida apenas 1 porção por dia; 
 
• Legumes: todos, EXCETO batata inglesa, batata doce e macaxeira (também conhecida como 
mandioca), pois contém elevada quantidade de carboidratos; 
 
• Carnes: prefira as com pouca gordura e consuma o frango sem pele. Peixes frescos e enlatados 
em azeite, como a sardinha e o atum; 
 
• Oleaginosas: castanhas, amendoim, nozes, avelãs e amêndoas (em pequena quantidade); 
 
• Sementes: consuma girassol, gergelim, chia, linhaça, abóbora e outras adicionadas em frutas 
ou iogurtes para os lanches; 
 
• Leite e derivados: leite integral, iogurte natural integral e queijos; 
 
• Gorduras naturais: de preferência a manteiga, azeite, óleo de coco, coco e abacate (em pequena 
quantidade). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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• Alimentos contendo açúcar e farinha branca: como doces, pães, bolos, salgados e massas, assim 
como deve evitar refrigerantes, sucos artificias, chás e mates industrializados e adoçados com 
açúcar, macarrão, chocolates, sorvetes,picolés e doces, biscoitos recheados e outras guloseimas; 
 
• Ultraprocessados: como vegetais e outros alimentos enlatados, extrato de tomates, frutas em 
calda ou cristalizados, e outros; 
 
• Sobre os adoçantes: evite os alimentos contendo glutamato de sódio, sacarose, glicose, mel, 
xarope de glicose e frutose (como edulcorante). Quando necessário, dar preferência ao uso de 
Xylitol e Stevia e não ultrapassar as quantidades máximas de 6 sachês ou 15 gotas/dia; 
 
• Limite o consumo de sal a, no máximo, 5g ao dia (1 colher de café/dia). 
 
 
 
 
O EXERCÍCIO é um ótimo aliado no controle do açúcar no sangue, diminui a necessidade de insulina 
na gravidez e ainda ajuda a prevenir o aparecimento de diabetes tipo 2 no futuro. 
 
No período gestacional, é recomendável um programa de exercícios de intensidade moderada durante 
20 a 30 minutos por dia, na maioria ou em todos os dias da semana. 
A caminhada diária pode ser uma ótima opção. 
 
Atividades para gestantes: caminhada, hidroginástica, pilates, yoga, natação, etc. 
 
 
 
 
 
 
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• Evite fazer atividade física em horário muito distante da última refeição; 
 
• Observe SINAIS DE ALERTA PARA INTERROMPER A ATIVIDADE FÍSICA: sangramento vaginal, 
contrações dolorosas e/ou muito frequentes, perda de líquido, falta de ar antes do exercício, 
tonteira, dor de cabeça, dor no peito, fraqueza, dor ou inchaço na panturrilha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• O controle da glicose é feito com um aparelho (glicosímetro), na lateral dos dedos das mãos. 
 
• Horário dos testes: conforme a orientação da equipe de saúde. 
 
 
ATENÇÃO!!! No aparelho, podem aparecer umas letras: 
HI: glicemia acima de 600 mg/dl 
LO: glicemia abaixo de 10 mg/dl 
os valores podem variar de acordo com a marca. 
 
 
 
 
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• Anote sua glicemia em um diário de glicemia. Isto é importante para o seu controle e durante as 
consultas de pré-natal. 
 
Como deve ficar sua glicemia na maioria das medidas: 
 
❖ Jejum: menor ou igual a 95 mg/dl 
 
❖ 1 hora após o início das principais refeições: menor ou igual a 140 mg/dl 
 
❖ 2 horas após o início das principais refeições: menor ou igual a 120 mg/dl 
 
 
 
 
 
 
 
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• Você deve ir às consultas de pré-natal. 
 
• Faça os exames solicitados. 
 
• Aproveite para falar de suas dúvidas, preocupações e sentimentos. 
 
 
 
 
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NOME RGM 
FELIPE DI SANTI SOUZA 21625743 
CÉLIO ROMERO F. FIGUEIREDO 21827559 
JULIANA ATHAYDE DOS SANTOS 21626545 
CIBELE VILELA DE SOUZA 21809402 
MARIA DO S. DE LACERDA MARQUES 22434615

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