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Prévia do material em texto

Conteudista: Prof.ª M.ª Fany Govetri Sena Crispim
Revisão Textual: Esp. Jéssica Dante
Objetivos da Unidade:
Conhecer as principais mudanças físicas e biológicas na gestação e lactação, as
necessidades nutricionais e características da alimentação nessas duas fases da
vida;
Aplicar as recomendações para orientação nutricional durante a gestação e a
lactação;
Compreender os processos que interferem nas escolhas alimentares de
gestantes e lactantes e associá-los às recomendações nutricionais, para a
elaboração de planos alimentares adequados a este público.
📄 Material Teórico
📄 Material Complementar
📄 Referências
Planejamento Alimentar para Gestantes e
Lactantes
Introdução
Você já pensou quanta alteração ocorre no corpo humano durante a gestação? É um
período em que a mulher merece uma atenção especial devido à complexidade da sua
situação fisiológica. Além das alterações fisiológicas e físicas, ocorrem alterações
emocionais, comportamentais e também alimentares. E tudo isso pode ter reflexo na
saúde da gestante e do bebê.
Durante a gestação, o corpo da mãe é a única fonte de nutrientes para o feto. Por essa
razão, a gestante precisa ter boas condições de saúde, estar em bom estado nutricional
e manter uma boa nutrição durante o período gestacional. Também é necessário que os
profissionais de saúde tenham conhecimento sobre essas alterações fisiológicas,
estejam envolvidos no atendimento às gestantes e as orientem nessa fase importante
da vida.
Além disso, é importante o acompanhamento do ganho de peso materno durante toda
a gestação, assim como a evolução do peso e crescimento do feto durante o mesmo
período, porque esses dados refletem se o seu desenvolvimento está dentro do
esperado ou não. 
Após o nascimento do bebê, a mulher também precisa continuar mantendo uma
alimentação e hidratação adequadas porque irá se iniciar a fase da lactação. 
Então, é importante que os profissionais de nutrição orientem as lactantes a manter
uma alimentação balanceada quantitativa e qualitativamente, contendo alimentos de
Página 1 de 3
📄 Material Teórico
todos os grupos e variados, boa ingestão hídrica e ambiente calmo, a fim de favorecer a
produção de leite materno porque muitas vezes o estresse da lactante e uma
alimentação inadequada podem afetar negativamente a produção de leite.
Aspectos Fisiológicos e Nutricionais da Gestante
Durante a gestação, devido às adaptações que ocorrem no corpo da mulher a fim de
gerar um novo ser vivo, várias alterações orgânicas irão ocorrer, como as hormonais,
metabólicas e de nutrientes, e nos sistemas circulatório, urinário, respiratório e
digestório.
No quadro a seguir serão demonstrados alguns efeitos dos hormônios durante a
gestação.
Quadro 1 – Ação dos hormônios na gestação
Hormônios Efeitos Principais
Gonadotrofina
Coriônica
Humana (hCG)
Hormônio produzido pela placenta e
células do trofoblasto. É útil no
diagnóstico inicial da gestação. Suas
funções são: estimular produção de
progesterona; impedir a rejeição
imunológica do embrião; estimular a
produção de relaxina pelo ovário, que
junto com a progesterona, inibe a
contratilidade espontânea do útero.
Progesterona Hormônio produzido pela placenta.
Importante para o sucesso da implantação
e placentação, sendo produzido antes da
8ª e 9ª semana de gestação. Suas funções
Hormônios Efeitos Principais
são: reduzir a motilidade do trato
gastrointestinal; favorecer a deposição de
gordura materna; aumentar a excreção
renal de sódio; estimular o apetite
materno na primeira metade da gestação;
interfere no metabolismo do ácido fólico.
Estrogênio
Hormônio produzido pela placenta. Suas
funções são: favorecer o crescimento
uterino e promover o desenvolvimento do
tecido glandular mamário. Outros efeitos
incluem: redução de proteína sérica, afeta
a função da tireoide, interfere no
metabolismo de ácido fólico, causa
hiperpigmentação cutânea, alteração do
metabolismo glicídico, altera o tecido
conjuntivo e vascular, diminui o apetite na
segunda metade da gestação e,
juntamente com a progesterona, inibe a
secreção de prolactina no eixo
hipotálamo-hipofisário e,
consequentemente, de leite durante a
gestação.
Lactogênio
Placentário
Humano (hPL)
Hormônio produzido pela placenta e
também conhecido como
Somatomamotropina Coriônica Humana
(hCS). Suas funções são de mobilizar a
reserva de glicogênio (glicogenólise),
promovendo o aumento da glicemia
materna, associada à resistência
insulínica; promover a lipólise e elevação
dos níveis sanguíneos de ácidos graxos
Hormônios Efeitos Principais
livres, favorecendo a captação de glicose e
aminoácidos pelo feto.
Hormônio do
Crescimento
Hormônio produzido pela glândula
pituitária anterior. Suas funções são:
elevar a glicemia, estimular o crescimento
dos ossos longos e promover a retenção de
nitrogênio.
Tiroxina
Hormônio produzido pela tireoide. Sua
função é regular a velocidade de oxidação
celular (taxa metabólica basal).
Insulina
Hormônio produzido pelas células beta do
pâncreas. Sua função é diminuir a
glicemia para produzir energia e sintetizar
gordura.
Glucagon
Hormônio produzido pelas células alfa do
pâncreas. Sua função é aumentar a
glicemia devido à glicogenólise.
Calcitonina
Produzido pela tireoide, inibe a reabsorção
óssea de cálcio.
Fonte: Adaptado de ACCIOLY; SAUNDERS; LACERDA 2009 apud SOUZA; SIROTA, 2020,
p. 9
Pelo que é possível observar no quadro acima, a ação desses hormônios é capaz de
alterar a função de vários órgãos como o trato gastrointestinal, alterando o apetite e a
motilidade, alterações endócrinas, alteração no metabolismo de nutrientes, na
necessidade energética etc.
Por volta do 3º mês de gestação, a taxa metabólica basal materna (TMB) aumenta, em
média, de 15% a 20%, para suprir as necessidades do feto. Esse gasto energético é
decorrente do aumento das funções cardíacas e renais que ocorrem nessa fase.
Também é comum a gestante começar a sentir cansaço, sono e sensação de
superaquecimento.
O metabolismo basal também estará aumentado devido ao aumento do peso da
gestante, à maior demanda de O2 e à maior produção hormonal. Ocorrem vários ajustes
no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios para assegurar que o feto receba
todos os suprimentos necessários ao seu crescimento (VITOLO, 2008, p. 44).
No processo de adaptação do organismo materno para cada fase da gestação,
observamos várias alterações. Falando do Sistema Circulatório, observamos que no
primeiro trimestre o débito cardíaco aumenta cerca de 30% a 40%, ocorrendo uma
pequena queda de pressão arterial. O volume sanguíneo aumenta em média 45% a 50%
acima dos valores não gestacionais no início do terceiro trimestre. Devido a esse
aumento de volume, pode ocorrer a anemia fisiológica na gestante, porque as taxas de
hemoglobina e hematócrito estarão menores quando associadas à elevação
desproporcional do volume plasmático.
Importante! 
Nem sempre que a gestante apresentar anemia poderá ser do tipo
fisiológica. É importante saber que durante a gestação a necessidade
nutricional de ferro e de outros nutrientes aumenta bastante, e se a
Sobre o Sistema Urinário, no segundo mês de gestação ocorre um aumento da taxa de
filtração glomerular e do fluxo renal para facilitar a depuração de creatinina, ureia e
outros resíduos metabólicos. Em algumas mulheres é comum observar a presença de
glicose na urina, devido à redução do limiar de excreção renal e menor capacidade de
reabsorção pelo organismo, além de outros nutrientes como aminoácidos e vitaminas
lipossolúveis que também podem aparecer. Durante a gestação, a dilatação das veias
ovarianas pode causar uma obstrução mecânica dos ureteres, causando um retardo no
fluxo urinário e maior predisposição da gestante às infecções urinárias.
Você já ouviu alguma gestante dizer que se cansa até para falar? Ou que tem dificuldade
para respirar?
Isso ocorre porque durante a gestação a ventilação pulmonar aumenta cerca de 50%
para suprir as necessidades aumentadas de oxigênio. Alémdisso, o útero comprime o
diafragma e a frequência respiratória fica maior para manter a ventilação,
caracterizando a respiração ofegante da gestante.
E a digestão? Sofre alguma alteração?
Com certeza, sim. No primeiro e segundo trimestres ocorre redução da secreção
gástrica e no segundo e terceiro trimestres é comum a queixa de pirose (azia) por
várias razões como: aumento do tempo de esvaziamento gástrico, pressão do abdômen
pelo útero e relaxamento do esfíncter esofagiano.
mulher não tiver um consumo alimentar adequado, ela poderá ter
anemia decorrente da deficiência de nutrientes e não da desproporção
de hemoglobina em relação ao volume plasmático.
Outra ocorrência comum devido à ação da progesterona e da pressão uterina é a
redução da motilidade intestinal, com consequente constipação, flatulência e
hemorroidas. A hipotonia do trato gastrointestinal aumenta o tempo de trânsito
intestinal, promovendo maior absorção de nutrientes e água.
Outro efeito das alterações hormonais é a interferência no paladar e olfato, podendo
ocorrer náuseas, vômitos e hiperêmese decorrentes da maior capacidade olfativa.
Como já dito anteriormente, durante a gestação ocorrem vários ajustes no
metabolismo dos nutrientes a fim de assegurar que o feto receba todos os suprimentos
necessários ao seu crescimento. No quadro a seguir serão apresentadas as principais
alterações que ocorrem no metabolismo dos macronutrientes.
Quadro 2 – Adaptações no metabolismo de macronutrientes
Carboidrato
Durante a gestação ocorre leve hipoglicemia
em jejum, hiperglicemia pós-prandial e
hiperinsulinemia. A glicemia materna pode
diminuir em 10 a 20% e as reservas são
mobilizadas de acordo com as demandas
fetais por meio da glicogenólise hepática. Na
segunda metade da gestação, a sensibilidade
periférica à insulina ficará prejudicada e os
níveis de glicemia aumentam, ficando mais
disponíveis para o feto.
Lipídio Ocorre armazenamento de gordura, com
aumento de colesterol e triglicérides e
significativo aumento de lipoproteínas. Os
níveis de colesterol aumentam em 50% e os
triglicérides podem triplicar. O LDL atinge
maior concentração plasmática por volta de
36 semanas. O HDL tem seu nível máximo
por volta de 25 semanas, diminuindo até 32
semanas e mantendo-se constante até o
parto.
Proteína
A insulina estimula a síntese proteica, devido
ao seu papel facilitador no transporte de
aminoácidos para o interior das células. Na
gestação, os níveis de aminoácidos no sangue
são menores. A hemodiluição provoca
diminuição das proteínas plasmáticas,
principalmente a albumina, facilitando o
desenvolvimento de edema.
Fonte: Adaptado de ACCIOLY; SAUNDERS; LACERDA, 2009 apud SOUZA; SIROTA, 2020,
p. 10
Saiba Mais 
Desde o primeiro atendimento da gestante precisamos conhecer sua
“idade gestacional”, que deve ser expressa em semanas e é calculada
a partir do primeiro dia da data da última menstruação (DUM). 
É a partir da idade gestacional que se calcula a data provável do parto (DPP) e se analisa
toda a evolução da gestante e do bebê. Considera-se primeiro trimestre o período de 1 a
13 semanas gestacionais, o segundo refere-se ao intervalo de 14 a 27 semanas e o
terceiro, a partir de 28 semanas gestacionais (SILVA; MURA, 2016, p. 264).
Necessidades Nutricionais e Planejamento
Alimentar para Gestantes
Durante a gestação ocorre um período de anabolismo intenso e constante, o que
justifica a adaptação da alimentação para atender as demandas nutricionais
aumentadas nessa fase.
Ao fazer esse ajuste, e oferecendo uma assistência nutricional adequada, estaremos
garantindo um bom desenvolvimento da mãe e do feto.
Ter necessidades nutricionais aumentadas não significa que a gestante precisa
“comer por dois”, mas ter orientação de uma dieta balanceada, segundo os guias
alimentares, e se necessário, aumentando o consumo de alguns nutrientes como o
ferro e ácido fólico, que necessitam de maior atenção nessa fase.
Energia
Quadro 3 – Equações para estimativa da necessidade energética (EER) de gestantes
Estágio NAF EER (kcal/dia)
2º e 3º trimestre
da gravidez
Sedentário
EER = 1131,20 – (2,04 ×
idade) + 0,34 × altura) +
(12,15 × peso) + (9,16 ×
semanas de gestação) +
energia de depósito*
Pouco ativo
EER = 693,35 – (2,04 ×
idade) + (5,73 × altura)
+ (10,20 × peso) + (9,16
× semanas de gestação)
+ energia de depósito*
Ativo
EER = –223,84 – (2,04
× idade) + (13,23 ×
altura) + (8,15 × peso) +
(9,16 × semanas de
gestação) + energia de
depósito*
Muito ativo
EER = –779,72 – (2,04 ×
idade) + (18,45 × altura)
+ (8,73 × peso) + (9,16 ×
semanas de gestação) +
energia de depósito*
NAF – Nível de Atividade Física: Sedentário: atividades diárias típicas (atividades
domésticas); Pouco ativo: atividades diárias típicas + 30 a 60 minutos de
atividades moderadas (ex.: caminhadas com velocidade 5 a 7 km/hora); Ativo:
atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades moderadas;
Muito ativo: atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades
moderadas + 60 minutos de atividades vigorosas ou 120 minutos de atividades
moderadas.
*A “energia de depósito” para as gestantes, que são as calorias adicionais para a
Estágio NAF EER (kcal/dia)
formação de novos tecidos, deve ser adicionada de acordo com o IMC: Mães com
baixo peso: + 300 kcal/d; Mães com peso normal: + 200 kcal/d; Mães com
sobrepeso: + 150 kcal/d; Mães com obesidade: – 50 kcal/d.
Fonte: Adaptado de NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING AND
MEDICINE, 2023
Para as mulheres no 1º trimestre de gestação, utiliza-se a equação para mulheres não
grávidas, conforme quadro 4, visto que somente a partir do 3º mês de gestação é que a
TMB aumenta.
Quadro 4 – Equações para estimativa da necessidade energética (EER) de mulheres
não grávidas
Idade Sexo NAF EER (kcal/dia)
+19 anos F
Sedentário
EER = 584,90 – (7,01
× idade) + (5,72 ×
altura) + (11,71 ×
peso)
Pouco ativo
EER = 575,77 – (7,01
× idade) + (6,60 ×
altura) + (12,14 ×
peso)
Ativo
EER = 710,25 – (7,01
× idade) + (6,54 ×
altura) + (12,34 ×
peso)
Muito ativo
EER = 511,83 – (7,01
× idade) + (9,07 ×
altura) + (12,56 ×
peso)
NAF – Nível de Atividade Física: Sedentário: atividades diárias típicas (atividades
domésticas); Pouco ativo: atividades diárias típicas + 30 a 60 minutos de
atividades moderadas (ex.: caminhadas com velocidade 5 a 7
km/hora); Ativo: atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades
moderadas; Muito ativo: atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de
atividades moderadas + 60 minutos de atividades vigorosas ou 120 minutos de
atividades moderadas.
Fonte: Adaptado de NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING AND
MEDICINE, 2023
Proteína
O desenvolvimento fetal depende da oferta adequada de proteína para a síntese de
enzimas, anticorpos, músculos e colágeno e para a mãe, a proteína é importante para o
crescimento dos tecidos maternos. Recomenda-se que 50% das proteínas consumidas
sejam de alto valor biológico.
Quadro 5 – Valores diários de EAR e AI ou RDA e AMDR para proteína segundo as DRIs,
para gestantes
Idade Proteína
EAR
(g/kg/d)
AI* ou
RDA
(g/d)
AI* ou
RDA
(g/kg/d)
AMDR
de 0,75 g/kg de peso a 1,0 g/kg de peso
por dia, mais o adicional de 6 g/dia durante todo o período gestacional. Mais
detalhadamente seria um adicional de 1,2, 6,1 e 10,7 g/dia para cada trimestre de
gestação, sendo respectivamente o primeiro, o segundo e o terceiro trimestres (SILVA,
MURA, 2016, p. 279).
Carboidrato
Por tudo o que você já viu anteriormente, o açúcar de adição deve ser desencorajado e é
importante dar preferência aos carboidratos complexos e alimentos ricos em fibras
para auxiliar na motilidade intestinal e melhorar o controle glicêmico.
Quadro 6 – Valores diários de EAR e AI ou RDA e AMDR para carboidrato segundo as
DRIs, para gestantes
Idade Carboidrato
EAR (g/d)
AI* ou RDA
(g/d)
AMDR
e prevenir a
obstipação, juntamente com o consumo aumentado de fibras alimentares.
A água deve ser consumida à vontade e o total de água ingerida inclui toda a água
contida nos alimentos, bebidas e água potável.
Segundo as DRIs, a recomendação de consumo de água para gestantes é de 3 litros por
dia (PADOVANI et al., 2006, p. 759).
Planejamento Alimentar
Como você já viu anteriormente, durante a gestação, as alterações fisiológicas são
responsáveis por várias intercorrências como as náuseas e até vômitos, constipação
(intestino “preso”), anemia, diabetes etc. 
As náuseas (enjoos) geralmente ocorrem no início da gestação, até o 3º mês ou
primeiro trimestre, e no período da manhã. Podem estar relacionados à presença dos
hormônios hCG, estrogênio e hormônio da tireoide, além da hipersensibilidade
olfativa, estado físico e emocional e predisposição genética. A alimentação gordurosa
ou excessiva em carboidratos refinados pode acentuar as náuseas.
Recomenda-se a oferta de alimentos cítricos e gelados e alimentação fracionada em
maior número de vezes e menor volume. Deve-se evitar alimentos e molhos
gordurosos e açúcar em excesso. Bebida como chá de gengibre com limão pode aliviar
os sintomas de náuseas.
Sobre a constipação, que é causada principalmente pela pressão uterina sobre o reto e
pela menor motilidade intestinal decorrente do efeito da progesterona, pode-se
orientar que a gestante aumente a ingestão de líquidos, de fibras e alimentos laxativos
(como mamão, ameixa, linhaça etc.), e também de alimentos prebióticos como aveia,
chicória, biomassa de banana-verde, cebola, alho etc.
A ocorrência de anemia também é frequente entre as gestantes e é considerada um
problema de saúde pública no Brasil. O diagnóstico é feito pelos sinais clínicos como
tontura, falta de concentração, irritabilidade, confusão mental, apatia, fraqueza
muscular, palidez nas mucosas, diminuição do apetite, língua vermelha e lisa; e deve
ser confirmado através dos exames laboratoriais de hemoglobina e hematócrito ou
hemograma completo.
Por essa razão, é importante estimular o consumo de alimentos ricos em ferro heme
(carnes), ferro não heme (fontes vegetais de ferro) e vitamina C nas principais
refeições e excluir alimentos que possam dificultar a absorção desses nutrientes como
café, chá, refrigerantes, leite e derivados e excesso de fibras. Em caso de deficiência de
ferro, a suplementação é necessária.
Já no caso do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que é a intolerância à glicose que
teve início durante a gestação, deve ser diagnosticado pelo médico. As gestantes devem
ser tratadas de forma individualizada pois existem vários fatores de risco associados
como o excesso de peso, idade materna, histórico familiar de diabetes etc. 
A glicemia materna deve permanecer controlada, através de alimentação correta e
medicação (se necessário), porque a hiperglicemia irá fornecer ao bebê quantidades
extras de glicose, podendo causar macrossomia e hipoglicemia neonatal, além do risco
aumentado para diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares.
A atividade física também pode ser prescrita como parte do tratamento, caso não haja
contraindicação médica.
A oferta de edulcorantes (adoçantes) deve ser cuidadosa, dando preferência aos
naturais como esteviosídeos, aspartame, acessulfame K e sucralose, em pequenas
quantidades. Se for possível, consumir as bebidas sem nenhum tipo de edulcorante, a
fim de promover a mudança de hábito e reequilibrar o paladar, para sentir cada vez
menos necessidade do sabor doce, uma vez que não faz parte dos hábitos alimentares
saudáveis.
Aos profissionais nutricionistas, o Ministério da Saúde recomenda que seja aplicado
um formulário com marcadores de Consumo Alimentar, como foi apresentado na
unidade de planejamento alimentar para crianças, e, a partir das respostas e do auxílio
de um fluxograma, o profissional faz as recomendações de consumo alimentar,
baseadas em uma alimentação saudável.
Como forma de orientação, podemos utilizar os Dez Passos para uma Alimentação
Saudável, adaptado à gestante, conforme o Ministério da Saúde recomenda (BRASIL,
2013, p. 80):
Realizar pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e
jantar) e dois lanches saudáveis por dia, evitando ficar mais de
três horas sem comer. Entre as refeições beba água, pelo menos 2
litros (6 a 8 copos) por dia;
1
Incluir diariamente nas refeições seis porções do grupo de cereais
(arroz, milho, pães e alimentos feitos com farinha de trigo e
milho), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/
macaxeira/aipim. Dando preferência aos alimentos na sua forma
mais natural, pois além de serem fontes de carboidratos, são boas
fontes de fibras, vitaminas e minerais;
2
Procurar consumir diariamente pelo menos três porções de
legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou
mais de frutas nas sobremesas e lanches;
3
Comer feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes
por semana, pois esse prato brasileiro é uma combinação
completa de proteínas e excelente para a saúde;
4
Consumir diariamente três porções de leite e derivados e uma
porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente
5
Aspectos Fisiológicos e Nutricionais da Lactante
Você sabia que durante o período de lactação ou produção de leite materno,
denominamos a mulher de “lactante” e o bebê que é amamentado, de “lactente”?
das carnes e a pele das aves antes da preparação, tornando esses
alimentos mais saudáveis;
Diminuir o consumo de gorduras. Consuma, no máximo, uma
porção diária de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
Fique atenta aos rótulos dos alimentos e prefira aqueles livres de
gorduras trans;
6
Evitar refrigerantes e sucos industrializados, biscoitos recheados
e outras guloseimas no seu dia a dia;
7
Diminuir a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.
Evitar consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio)
como hambúrguer, charque, salsicha, linguiça, presunto,
salgadinhos, conservas de vegetais, sopas prontas, molhos e
temperos prontos.
8
Para evitar a anemia, consuma diariamente alimentos fontes de
ferro como: carnes, vísceras, feijão, lentilha, grão-de-bico, soja,
folhas verde-escuras, grãos integrais, castanhas e outros.
Consuma junto desses alimentos aqueles fontes de vitamina C
como: acerola, laranja, caju, limão e outros. Procure orientação de
um profissional de saúde para complementar a sua ingestão de
ferro;
9
Manter o seu ganho de peso gestacional dentro de limites
saudáveis. Pratique, seguindo orientação de um profissional de
saúde, alguma atividade física e evite as bebidas alcoólicas e o
fumo.
10
Mas também precisamos diferenciar os termos “lactação” e “amamentação ou
aleitamento materno”. 
A lactação são as mudanças fisiológicas e hormonais que ocorrem no corpo da mulher
para que ocorra a produção de leite. A amamentação vai além dos fatores fisiológicos,
pois envolve também fatores ambientais, emocionais, socioculturais etc. É o ato de
amamentar o bebê com o leite materno.
É importante o conhecimento das alterações fisiológicas e das necessidades
nutricionais da lactante (ou nutriz), e também a composição nutricional do leite
materno e seus benefícios, para que possamos incentivar a ocorrência do aleitamento
materno para todos.
Fisiologicamente, a lactação está sob controle de hormônios, cuja produção é
influenciada por estímulos externos e emoções maternas. Tanto o início quanto a
manutenção da lactação envolvem processos neuroendócrinos complexos, que fazem
parte os nervos sensoriais dos mamilos, a pele adjacente à mama, a parede torácica, a
medula dorsal, o hipotálamo e a hipófise com vários hormônios, especialmente a
prolactina, ACTH, glicocorticoides, hormônio de crescimento e ocotocina (VITOLO,
2008, p. 125).
Durante a amamentação, a sucção do bebê no seio materno estimula as terminações
nervosas do mamilo e aréola, enviando impulsos para o hipotálamo,que estimula a
hipófise anterior a secretar o hormônio prolactina, e a hipófise posterior a secretar o
hormônio ocitocina.
Logo após o nascimento do bebê e a remoção da placenta, a prolactina tem a função de
promover a secreção de leite (colostro) pelas células lactotróficas. Inicialmente o
controle da produção de leite é endócrino, já que depende dos níveis dos hormônios
que participam deste processo.
Aproximadamente após 30 minutos do início da mamada, há elevação da prolactina
basal, fazendo com que a mama produza leite para o próximo horário de mamada.
Como dito anteriormente, a sucção do bebê estimula a região do mamilo, enviando
impulsos para o hipotálamo, onde existem fatores estimulantes e inibidores da
produção de prolactina.
Como a elevação da prolactina basal pode se manter por 3 a 4 horas, as mamadas
frequentes ajudam a manter os níveis sanguíneos do hormônio elevados. Do mesmo
modo, se as mamadas não forem frequentes, a quantidade de prolactina basal cai e a
produção de leite diminui.
Como o leite é um alimento proteico e os peptídeos (frações de proteína) podem
suprimir a produção de leite, se a mama não for esvaziada, há acúmulo destes
peptídeos fazendo com que a produção seja interrompida. Por isso é importante
orientar a mãe a trocar de mama somente quando ela esvaziar por completo.
Então, o volume de leite a ser produzido irá depender da demanda, ou seja, é
diretamente proporcional ao número de mamadas. Quanto mais frequente o bebê
mama, maior quantidade é produzida. Se o bebê mama poucas vezes, menor
quantidade é produzida.
Outra informação importante a ser dada à lactante, é o estímulo às mamadas noturnas
porque a prolactina é produzida principalmente à noite. Além disso, ela pode dar
sensação de relaxamento e sonolência para a mãe.
Outro hormônio importante é a ocitocina, responsável pela expulsão ou ejeção do leite.
Sua produção também é estimulada pela sucção do mamilo pelo bebê, que estimula as
terminações nervosas, enviando estímulos para o hipotálamo, que sinaliza a
adenohipófise a liberar o hormônio ocitocina no sangue, que vai então agir nas células
mioepiteliais, em torno dos alvéolos e ductos, contraindo-as e expulsando o leite para
os ductos mais largos até que o bebê consiga sugar. 
Outros estímulos que ajudam a ação da ocitocina, facilitando a descida do leite, são os
sentimentos agradáveis, estímulos auditivos e visuais. Já as situações como dor,
estresse, ansiedade, cansaço e preocupações inibem esse reflexo pela ação da
adrenalina e noradrenalina.
Um dos benefícios da amamentação é que a liberação de ocitocina também promove
contração das fibras musculares do útero, contribuindo para a involução uterina e uma
recuperação mais rápida da mulher no puerpério.
Outros benefícios do ato de amamentar que podem ser citados é a redução da
incidência de diabetes mellitus tipo 2, redução da prevalência de câncer de mama, de
ovário e de útero e outras doenças como hipertensão, hipercolesterolemia, doença
coronariana, obesidade, doença metabólica, osteoporose, depressão pós-parto, artrite
reumatoide (SOUZA; SIROTA, 2020, p. 63).
Logo após o nascimento, o leite secretado até uma semana depois é denominado
colostro. Do sétimo ao décimo dia é chamado de leite de transição e somente após o
décimo dia é classificado como leite maduro.
O colostro muitas vezes é confundido com um “leite fraco”, mas é exatamente o
contrário. Embora seja um líquido amarelado e espesso, é rico em proteínas
(imunoglobulinas) e com menor conteúdo de gorduras e lactose. Essas proteínas do
colostro possuem uma função importante, muito mais imunológica do que nutricional,
porque, logo ao nascer, o recém-nascido precisa de proteção no ambiente externo
(fase extrauterina). A coloração amarelada do colostro é decorrente da grande
concentração de vitaminas lipossolúveis e carotenoides. O colostro possui grande
quantidade de Na, K, Cl e Zn e altíssima quantidade de imunoglobulinas, que vai
diminuindo do primeiro ao terceiro dia. Por essa razão é importante oferecer o colostro
ao bebê nas primeiras 48 horas após o nascimento, mesmo que em pequenas
quantidades (VITOLO, 2008, p. 128).
Deve haver um encorajamento para que as mães ofereçam seu próprio leite para seus
filhos, porque nenhuma fórmula infantil se equipara ao leite humano. 
Você tem ideia dos benefícios que o leite humano oferece?
O leite humano possui inúmeras vantagens como os aspectos econômicos, higiênicos,
imunológicos, psicossociais e cognitivos, prevenção de doenças futuras, efeito
anticoncepcional e os benefícios do aleitamento sobre o organismo materno. Ele
também possui uma composição nutricional balanceada de macronutrientes,
promovendo crescimento e desenvolvimento adequados do bebê. Por essa razão, o
aleitamento é recomendado durante os dois primeiros anos de vida (CALIL; FALCÃO,
2003, p. 1).
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ACESSE
Necessidades Nutricionais e Planejamento
Alimentar para Lactantes
O peso que a mulher ganha durante a gestação é para garantir o crescimento e
desenvolvimento do feto. Além disso, também acumula reservas energéticas para a
lactação, porque o bebê dependerá do leite materno para o seu crescimento e
desenvolvimento. Durante a gestação ocorre um armazenamento de 2 a 4 kg de
gordura corporal, que podem ser mobilizados para suprir parte da energia adicional
para a lactação.
Leitura
Composição do Leite Humano: O Alimento Ideal
Leia o artigo a seguir para conhecer a composição nutricional
completa do leite materno e todos os seus benefícios.
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/62475/65272
A lactação é o período com maior necessidade de nutrientes dentro do ciclo
reprodutivo, maior inclusive que a demanda requerida para a gestação. Para a produção
de leite materno nos quatro primeiros meses após o parto, é necessária uma
quantidade de energia equivalente ao gasto energético total da gravidez (SILVA; MURA,
2016, p. 317).
Como a nutriz também apresenta necessidade aumentada de proteína, vitaminas e
minerais, o aumento energético deve ser acompanhado de uma alimentação
equilibrada e fracionada ao longo do dia.
Energia
Estima-se que nos primeiros seis meses após o parto, a mulher produz uma média de
750 a 800 ml de leite/dia e no segundo semestre, 600 ml/dia. Para produzir 100 ml de
leite, são necessárias 85 kcal adicionais. 
Segundo o Institute of Medicine, as mulheres com ganho de peso adequado durante a
gestação, precisam de um adicional de 500 kcal/dia no primeiro semestre e 400
kcal/dia no segundo semestre.
Quadro 9 – Equações para estimativa da necessidade energética (EER) de lactantes
Idade
da
mãe
Estágio 
pós-parto
NAF EER (kcal/dia)
+
540* – 140**
Ativo
EER = 710,25 –
(7,01 × idade) +
(6,54 × altura) +
(12,34 × peso) +
540* – 140**
Muito
ativo
EER = 511,83 –
(7,01 × idade) +
(9,07 ×
Sedentárioaltura)
+ (12,56 × peso) +
540* – 140**
Idade
da
mãe
Estágio 
pós-parto
NAF EER (kcal/dia)
7 a 12 meses
(amamentação
parcial)
Sedentário
EER = 584,90 –
(7,01 × idade) +
(5,72 × altura) +
(11,71 × peso) +
380***
Pouco
ativo
EER = 575,77 –
(7,01 × idade) +
(6,60 × altura) +
(12,14 × peso) +
380***
Ativo
EER = 710,25 –
(7,01 × idade) +
(6,54 × altura) +
(12,34 × peso) +
380***
Muito
ativo
EER = 511,83 –
(7,01 × idade) +
(9,07 × altura) +
(12,56 × peso) +
380***
NAF: Nível de Atividade Física: Sedentário: atividades diárias típicas (atividades
domésticas); Pouco ativo: atividades diárias típicas + 30 a 60 minutos de
atividades moderadas (ex.: caminhadas com velocidade 5 a 7 km/hora); Ativo:
atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades moderadas;
Muito ativo: atividades diárias típicas + no mínimo 60 minutos de atividades
moderadas + 60 minutos de atividades vigorosas ou 120 minutos de atividades
moderadas.
Idade
da
mãe
Estágio 
pós-parto
NAF EER (kcal/dia)
Observações: * Energia para produção de leite, baseado em taxas de produção de
leite para mulheres ofertando aleitamento materno exclusivo nos 6 primeiros
meses pós-parto; ** Energia de mobilização da reserva de tecidos no período
pós-parto (somente para mulheres em aleitamento materno exclusivo); ***
Energia para produção de leite baseado em taxas de produção de leite para
mulheres ofertando aleitamento materno parcial nos 7 a 12 primeiros meses pós-
parto.
Fonte: Adaptado de NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING AND
MEDICINE, 2023
Proteína
Para a produção de leite, o Institute of Medicine recomenda um acréscimo de 25 g de
proteína/dia, estimado a partir dos dados da composição do leite e do volume médio
produzido por dia.
Quadro 10 – Valores diários de EAR e AI ou RDA e AMDR para proteína segundo as
DRIs, para lactantes
Idade Proteína
EAR
(g/kg/d)
AI* ou
RDA
(g/d)
AI* ou RDA
(g/kg/d)
AMDR
maternas na gravidez
Anatomia da mama e amamentação | Parte IAnatomia da mama e amamentação | Parte I
https://www.youtube.com/watch?v=U69QlA1FeJk
https://www.youtube.com/watch?v=j0F8UmIJHWc
Anatomia da Mama e Amamentação – Parte II
  Leitura  
Pirâmide Alimentar para Gestantes Eutróficas de 19 a
30 Anos
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ACESSE
Alimentação na Gestação e Puerpério
Anatomia da mama e amamentação | Parte IIAnatomia da mama e amamentação | Parte II
https://www.scielo.br/j/rn/a/mY4q5mH5TGcKcjKY5Qv7KTD/?format=pdf&lang=pt
https://www.youtube.com/watch?v=OD4gzQ2ig5U
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ACESSE
Protocolo de Uso do Guia Alimentar para a População
Brasileira na Orientação Alimentar da Gestante –
Fascículo 3
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ACESSE
https://www.scielo.br/j/rn/a/pn34GrZdz6rrFfDwqCpycFH/?format=pdf&lang=pt
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolo_guia_alimentar_fasciculo3.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Editora do
Ministério da Saúde, 2013. Disponível em:
.
Acesso em: 09/11/2023.
CALIL, V. M. L. T.; FALCÃO, M. C. Composição do leite humano: o alimento ideal. Revista
de Medicina, [S. l.], v. 82, n. 1-4, p. 1-10, 2003. DOI: 10.11606/issn.1679-9836.v82i1-
4p1-10. Disponível em:
. Acesso em:
10/11/2023.
ENERGY and protein requirements. Report of a joint FAO/WHO/UNU Expert
Consultation. World Health Organ Tech Rep Ser., [S. l.], v. 724, p. 1-206, 1985. 
INSTITUTE OF MEDICINE. Dietary Reference Intakes: the essential guide to nutriente
requirements. Washington, DC: The National Academies Press, 2006. DOI:
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NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING AND MEDICINE. Dietary Reference
Intakes for Energy. Washington: The National Academies Press, 2023. DOI:
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PADOVANI, R. M. et al. Dietary reference intakes: aplicabilidade das tabelas em estudos
nutricionais. Revista de Nutrição, [S. l.], v. 19, n. 6, p. 741-760, nov. 2006.
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📄 Referências
ROSS, A. C. et al. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D: what dietetics
practitioners need to know. J Am Diet Assoc., [S. l.], v. 111, n. 4, p. 524-527, 2011. DOI:
. PMID: 21443983.
SILVA, S. M. C. S.; MURA, J. D. P. Tratado de alimentação, nutrição & dietoterapia. 3. ed.
São Paulo: Payá, 2016.
SOUZA, C. B.; SIROTA, V. G. R. Nutrição materno infantil. São Paulo: Contentus, 2020.
(E-book)
VITOLO, M. R. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Ed Rubio, 2008.

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