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Linfonodomegalia 1 Linfonodomegalia Anatomia dos linfonodos 600 linfonodos Depuração dos fluídos EC Aumento na infância Pico → momento pré-puberal → involução Criança → reatividade mais intensa 38-45% das crianças → linfonodos palpáveis → maior ativação RN → não papável Linfonodos Mediastinais → cisterna do quilo Linfonodos Cubitais Linfonodos lombares Linfonodos Ilíacos Linfonodos Inguinais Linfonodos Poplíteos Drenagem Ducto torácico → Inferiores e superior esquerdo → volta para o sangue Ascende da cisterna do quilo → formada pelas junções dos ductos que drenam os linfonodos inferiores → Ângulo Venoso Esquerdo Ducto linfático direito → Superiores direito → membros, cabeça, pescoço Entra na junção da VJ interna direita e subclávia direita → Ângulo Venoso Direito Linfonodos Axilares Linfonodos Cervicais Linfonodomegalia 2 Linfonodomegalia 3 Linfonodomegalia Aumento de gânglios linfáticos Pode estar associado: 1. Infecção 2. Linfomas 3. Carcinomas 4. Leucemias 5. Doenças autoimunies 💡 <30 anos → 80% dos casos reacional >30 anos → 40% “” >50 anos → 80% neoplástico Crianças e adolescentes → normalmente têm gânglios palpáveis Gânglios de 0,5 a 1 cm são usualmente palpáveis (crianças) Aumento de gânglios inguinais → ferimentos nos pés e infecções por dermatófitos Aumento de gânglios epitrocleares e axilares → trabalhadores braçais → ferimentos nas mãos Normalidade → adultos → região inguinal e no triângulo femoral → 0,2 a 2,0 cm Linfonodomegalia 4 Características → tamanho, localização, consistência, adesão, sensibilidade e sinais inflamatórios associados 1. Localização Generalizado → cadeias diferentes e distantes afetadas → Lúpus, câncer, drogas Localizado → normalmente infecciosas 2. Adesão Aderido a planos profundos Deslizando sobre os planos 3. Consistência Duros ou Fibroelásticos 4. Sensibilidade Dolorido ou Indolor 5. Sinais inflamatórios Pus → drenagem espontânea por fístula → supuração Mais supurativos → inguinais superficiais e cervicais Causas de Linfonodomegalia em crianças Linfonodomegalia 5 Reacionais Linfadenite → com sinais inflamatórios Infecções Hiperplasia reacional linfoide e magrofágica associada a infecções MO pode ou não estar presente no gânglio Pode ser localizado ou generalizado Duração curta ou prolongada Estrutura do linfonodo é preservada MO no gânglio → Tuberculose MO ausente no gânglio → Aids, sífilis secundária, mono Exame clínico → imagem + sorologia Inflamatórias Hiperplasia linfoide associada a doenças autoimunes Reações a drogas e deposição de imunocomplexos 1. 50% dos casos de lúpus eritematoso sistêmico 2. Síndrome de Felty → artrite reumatoide + esplenomegalia 3. Síndrome de Sjogren → infiltração das gl lacrimais e salivares → pesudolinfomas → curso beningno 4. Sarcoidose → adenopatia hilar simétrica 5. Sensibilidade ao Hidantoinato Linfonodomegalia 6 Doenças Neoplásicas Metástases Linfonodos regionais → carcinomas e tumores Consistência endurecida, não dolorosos, aderentes a planos profundos e a outros gânglios Tumores que infiltram 1. Mama → g. axilares 2. pulmão → g. mediastinais, hilares, supraclaviculares 3. Rins e próstatas → g. abdominais e retroperitoneais 4. Cabeça e pescoço → g. cervicais 5. TGI → g. supraclaviculares → Gânglio de Virchow 6. Melanoma → g. retroperitoneais e abdominais 7. Neuroblastoma Doenças Hematológicas Linfomas Linfoma de Hodgkin → 80% linfonodomegalia cervical Linfomas não Hodgkin → 50% na cadeia cervical Baixo grau proliferativo → localizada ou generalizada → cadeias retroperitoneais, mesentéricas e pélvicas Grau intermediário e alto → isolada ou associada a comprometimento extranodal Leucemias Consistência normal, móveis e indolores com linfonodomegalia Infiltração nos gânglios → aumento Leucemia linfoide aguda → 75% dos pacientes Leucemia mieloide aguda → rara Leucemia linfoide crônica → aumento generalizado de gânglio 70% Doenças Infiltrativas não neoplásicas Acúmulo de subst nos macrófagos Amiloidose → deposição de amidos em vários órgãos → não dolorosa, difusa ou localizada → biópsia Doença de Gaucher → deficiência da enzima hidrolase lisossomal → deposição de glicocerebrosídeos nos macrófagos do baço, fígado e MO Doença de Niemann-Pick → acúmulo de esfingomielina e colesterol Investigação de Linfonodomegalia Pescoço (submandibular) → após quadros infecciosos Menos de 1cm de dm Linfonodos inguinais <12 anos → normais → criança = 75% localizada inguinal → < 1,5 cm epitroclear → < 0,5 cm demais regiões → < 1 cm Linfonodomegalia suspeita: Aumento de um nódulo maior que 1 cm em mais de um local anatômico Epitrocleares com mais de 0,5 cm inguinal maior que 1,5 cm Abordagem diagnóstica Linfonodomegalia 7 Anamnese Sintomas sugestivos Sinais e sintomas sugestivos de infecção ou malignidade Sintomas constitucionais 1. Sudorese noturna 2. Febre 3. Perda de peso sem esforço Medicações Viagens recentes Exame físico Localização Tamanho Consistência Fixação Maciez Hepato ou esplenomegalia Alterações pulmonares Lesões na pele 1. Classificação → localizada ou disseminada Divisão = diafragma Localizadas → infecções bacterianas agudas Disseminadas → processos virais, infecções bacterianas sistêmicas, doenças autoimunes e neoplasias 2. Observar correlação entre o linfonodo e o local de drenagem → buscar anormalidades que podem levar a linfonodomegalia Patológicos não reacionais → retroauriculares, supraclaviculares, epitrocleares, poplíteos, mediastinais e abdominais 3. Presença ou não de sintomas sistêmicos Febre por 7 dias + com LM localizada ou disseminada → linfomas, doenças autoimunes (lúpus sistêmico eritematoso), tuberculose Perda de peso, sudorese profusa e prurido → neoplasias e tuberculose 4. Características dos linfonodos Reacionais → elásticos, móveis, indolores, de tamanho não maior que 2 a 3 cm Neoplasias → duros, elásticos, pouco dolorosos, aderidos a planos profundos, coalescentes, massa maior que 4 cm Bacteriano → dolorosos, sinais flogísticos (calor/ rubor), pouco aderido a planos profundos, únicos → cuidar com supuração 5. Idade Acima dos 40 normalmente tumorais RN → não dá de palpar Aumento significativo 1 ano Pico → pré-puberdade Correlação localização e etiologia Linfonodomegalia 8 Laboratório 1. Hemograma completo Bacteriano → leucocitose com neutrofilia Viral → linfocitose atípica Bicitopenia e pancitopenia → doenças da MO 4. Desidrogenase lática (DHL) Aumenta em todos os processos de lise celular Síndromes hemolíticas Neoplasias 3. Função renal e hepática 4. Bioquímica → avalia doença sistêmica 5. Ácido úrico → aumenta em neoplasias 6. Sorologias Toxo, mono, CMV, HIV 7. PPD → tuberculose 8. RX de tórax 9. USG 10. Punção de medula USG → critérios de laudo Linfonodomegalia 9 Alerta para biópsia 1. Persistente e inexplicável + febre + perda de peso inexplicável + sudorese noturna 2. Linfonodomegalia generalizada e hepato ou esplenomegalia 3. Gânglios aderidos a planos profundos ou à pele, crescimento rápido, coalescentes e duros 4. Localização supraclavicular ou de mediastino 5. Aumento progressivo ou sem regressão em 4 semanas 6. Aumento em 2 semanas de uso de ATB 7. Não dim em 4 a 6 semanas 8. Não retornam ao tam normal em 8 a 12 semanas 9. Investigação laboratorial negativa com LM por mais de 8 semanas 💡 Indicar Biópsia: História e exame físico LM maior que 2,5 cm sem sinais de infecção LM persistente em progressão Ausência de redução de linfonodo após 2 semanas de ATB LM supraclavicular e cervicais baixos → biópsia LM epitroclear, retroauricular, poplíteo, mediastinal, supraclavicular → suspeita Conduta Observação Rigorosa → conduta recomendada Medir com régua e marcar localização para o acompanhamento Analgésicos em caso de dor local Calor local a cada 4 hrs → ajudaa diminuir Observação Clínica → Hiperplasia reativa LM localizada, móvel, não coalescente, indolor, sem sinais flogísticos locais, não associada à queixa de emagrecimento e febre persistente Biopsiar → crescimento progressivo com não regressão em 8 semanas Processo bacteriano Sinais flogísticos → pode fazer teste terapêutico com ATB → observação até o desaparecimento Tumefação + eritema + dor local + febre + história ATB → 7 a 14 dias Linfonodomegalia 10 Cuidar para fistulação Tratamento Farmacoterapia → ATB e/ ou anti-inflamatório Mononucleose Etiologia Vírus Epstein-Barr (EBV) → HHV-4 DNA vírus Transmissão Contato íntimo da mucosa oral Secreção vaginal Transfusão e órgãos transplantados Podem excretar o vírus por até 6 meses depois da remissão Replicação viral assintomática pela vida toda 90% da população é infectada Idade mais frequente até 5 anos de idade 10-20 anos → piores sintomas Incubação 30-50 dias Fisiopatologia Infecta LB Gera células B de memória infectadas → fica em latência Latência → infecções persistentes → sem produção ativa de vírus Vírus oncogênico → latência → inflamações contínuas Manifestações clínicas Pré-escolares → síndrome gripal Febre branda, rinorreia, tosse, faringite leve Adolescentes e adultos jovens → quadro típico da mono Linfonodomegalia 11 Pródromo Mal-estar, mialgia, cefaleia Dor de garganta Febre prolongada → 1 a 2 semanas Exame físico Linfoadenopatia LM axilar, inguinal e epitroclear Hepatoesplenomegalia Hipertrofia de amígdalas → exsudato claro cinza 💡 DD → Faringotonsilite estreptoccócica → ATB (penincilina) → Exantema maculopapular pruriginoso início em tronco Exantema só acontece com a penincilina → hiperssensibilidade Sintomas duram em torno de 10 dias Diagnóstico Leucocitose com pico entre a 2 e a 3 semana Linfocitose com atipia linfocitária Trombocitopenia leve Aumento de transaminase Sorologia IgM e IgG Anticorpos Heterófilos → usava antes mas da falso negativo em imunossuprimidos PCR 💡 Diagnóstico Diferencial Toxo, HIV, CMG, Leucemia aguda Tratamento Sintomático → antitérmico Repouso por 3 semanas → evitar ruptura de baço → esplenomegalia Aciclovir → pouco efeito Prevenção → não tem vacina Complicações Ruptura esplênica Anemia Hemolítica Trombocitopenia Doença linfoproliferativa ligada ao X meninos com imunodeficiência primária → leva a óbito Linfo-histiocitose hemofagocítica Linfonodomegalia 12 Obstrução de Va Meningoencefalite → CCE Síndrome da Alice no país das maravilhas Vírus oncogênico Desencadeador de doenças autoimunes alta mortalidade intensa proliferação de LT com aumento de citocinas inflamatórias Doença crônica ativa quando os sintomas da infecção perduram por 6 meses