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Arila Scorzafava Anatomia do coração Valvas impedem o retorno sanguíneo; Quando os músculos papilares se contraem, a valva se fecha. Quando músculos papilares relaxam, a valva se abre. As valvas são compostas por 3 válvulas semilunares. Histologia cardíaca Composto por e músculo cardíaco e fibras; O músculo cardíaco é responsável por realizar a contração. O tecido muscular que compõe o coração é o musculo estriado cardíaco. O músculo cardíaco apresenta estrias formada por sarcômero (conjunto de proteínas - actina e miosina - que atuam na contração), núcleos centralizados, discos intercalares (unem uma célula a outra e é composta por desmossomos e junções comunicantes). Arila Scorzafava As fibras são responsáveis pela transmissão do impulso nervoso e dividem-se em excitatórias ou condutoras; Fibras Excitáveis: Propriedade de autoritimicidade que origina impulso elétrico no coração. São eles: 1 - Nodo sinoatrial - localiza-se no átrio direito e gera corrente elétrica 2 - Nodo atrioventricular - origina impulso Fibras Condutoras: Conduzem o impulso elétrico pelo coração. 1 - Feixe atrioventricular de His - conduz eletricidade por todo o coração. É composto por tecido fibroso que envolve as valvas entre o átrio e o ventrículo. Circulação Sanguínea Grande circulação: Corpo → Veia cava (superior e inferior) → Átrio direito → Ventrículo direito → Artéria pulmonar → Pulmão (troca gasosa - hematose) → Veia pulmonar → Átrio esquerdo → Ventrículo esquerdo → Aorta → Corpo; Pequena circulação: Ventrículo direito → Artéria pulmonar → Pulmão (troca gasosa - hematose) → Veia pulmonar → Átrio esquerdo; Arila Scorzafava Sístole X Diástole Sístole = contração; Diástole = relaxamento. Quando átrio está em sístole, ventrículo está em diástole. Quando ventrículo está em sístole, átrio está em diástole. Potencial de Ação Cardíaco O coração possui células excitáveis. Canal Fechado X Canal Aberto X Canal Inativado Canal Fechado: Na+ não entra, mas se houver estímulo, o canal pode abrir. Canal Aberto: Na+ entra. Canal Inativado: Na+ não entra e mesmo se tiver estímulo, o canal não pode abrir. A célula cardíaca do nodo sinoatrial recebe um estímulo que, se for acima do limiar de excitabilidade, abrirá canais de Na+ voltagem dependentes. O sódio entrará na célula e o potencial de membrana ficará positivo, isso leva a inativação dos canais de Na+ dependentes de voltagem e o Na+ para de entrar na célula. 0. Despolarização: Na+ entra por canais dependentes de voltagem (que se abrem); 1. Curta repolarização: Canais de Na+ voltagem dependentes são inativados e canais de K+ dependentes de voltagem abrem; 2. Platô: abertura de canais de Ca2+ dependentes de voltagem e canais de K+ ainda abertos; 3. Repolarização: inativação de canais de Ca2+ dependentes de voltagem e canais de K+ ainda abertos; 4. Repouso: todos os canais voltagem dependentes são fechados. Na+ entram na célula e K+ saem por meio de canais de vazamento na membrana. Ventrículo depende do platô para dar o tempo necessário para encher de sangue. PRE: Período Refratário Efetivo (absoluto) - Se chegar outro estímulo na célula não inicia outro potencial de ação (canais de Na+ inativado); PRR: Período Refratário Relativo - Pode começar outro potencial de ação, mas o estímulo precisa ser muito forte (canal de Na+ fechado). Gráfico B representa as células que geram potenciais de ação (corrente elétrica). Ciclo Cardíaco É o conjunto de eventos cardíacos que ocorre entre o início de um batimento e o início do próximo, ou seja, tudo que acontece entre um batimento e outro. Potencial de ação espontâneo - nodo sinusal; Propagação do potencial de ação para os átrios; Em seguida para o feixe AV; E por fim ventrículos; Átrios se contraem antes dos ventrículos. Quem contrai primeiro é quem recebe o estímulo primeiro. Arila Scorzafava Ambos os átrios (direito e esquerdo) se contraem simultaneamente. Ondas Cardíacas Eletrocardiograma: Voltagens elétricas geradas pelo coração e registradas pelo eletrocardiógrafo na superfície do corpo. Capta e registra as voltagens. Onda P: Despolarização do átrio; Onda QRS: Despolarização do ventrículo. Onda T: Repolarização do ventrículo. Onda U: Repolarização do átrio (nem sempre aparece). Pressão no Átrio Átrio recebe sangue da veia cava e da veia pulmonar. Pressão é medida por mmHg (milímetros de mercúrio). a: Contração atrial - D (4- 6mmHg), E (7- 8mmHg). Contração atrial que ocorre após a onda P do eletrocardiograma (despolarização → contração). c: Contração ventricular - ligeiro retorno de sangue e abaulamento para trás das valvas A-V. Na contração ventricular, o abaulamento gera pressão e as vezes um pequeno retorno de sangue para o átrio. v: Final da contração ventricular - Lento fluxo de sangue das veias para o átrio. Fim da contração ventricular e sangue enchendo o átrio de novo. Ventrículo Fonocardiograma: sístole e diástole do ventrículo; 1. Diástole: Período de enchimento ventricular rápido: Primeiro terço da diástole (80%). Valva só fecha quando o ventrículo contrai. O sangue chega ao coração com essa valva aberta, portanto, “escorre” para o ventrículo. (80% se enchem pela pressão das veias cavas; os outros 20% dependem da contração do átrio). Ou seja, 80% não dependem da contração atrial, apenas sangue fluindo da veia cava. 2. Sístole: Eletro QRS - despolarização do ventrículo. Arila Scorzafava QR ocorre na diástole. Contração do ventrículo ocorre na sístole. Valva aórtica é uma barreira; Período de contração isovolumétrica (Isométrica): Aumento da tensão, mas pouco ou nenhum encurtamento das fibras. Volume não muda (reta) mas a pressão ventricular aumenta. Pressão a 80mmHg abre a valva. Pressão aumenta e volume não muda. Período de ejeção: Abertura das valvas semilunares e sangue é ejetado. Abre valva, sangue sai e pressão aumenta de 80mmHg para 120mmHg. Volume cai e pressão volta a cair de 120mmHg para 80mmHg. Fecha valva. 120mmHg = 12cmHg - sistólica 80mmHg = 8cmHg - diastólica Período de contração isovolumétrico (Isométrico): Fechamento das valvas semilunares e músculo relaxa sem alteração no volume. Volume igual e pressão caindo. Pressão bem baixa - abre valva A-V e volta a aumentar o volume ventricular. Volumes Volume diastólico final: volume normal de sangue no ventrículo durante a diástole (110- 120mL); Coração cheio. Volume sistólico final: volume que fica no ventrículo após a sístole (40-50mL); após a contração sobra sangue no coração. Débito sistólico: fração de volume reduzida com a sístole (70mL). Volume que saiu do coração. Fração de ejeção: fração de volume diastólico que é ejetado com a sístole (60%). Sons Cardíacos Bombeamento Ventricular 60 a 90 batimentos/minuto = normal; Fibrilação = coração tem atividade elétrica, mas não contrai (DEA - choque faz com que o coração volte a bater). Assístole = coração sem atividade elétrica (massagem cardíaca e drogas - adrenalina/epinefrina). I - Enchimento - coração ganhando volume; II - Contração isovolumétrica - volume não muda, pressão aumenta até 80mmHg - abre valva aórtica; III - Ejeção - Sangue sai para aorta e pressão aumenta de 80 mmHg para 120 mmHg. Pressão reduz novamente de 120 mmHg para 80 mmHg. IV - Relaxamento isovolumétrico - volume não altera e pressão cai. Arila Scorzafava Regulação Regulação cardíaca intrínseca: Próprio coração nele mesmo; Regulação cardíaca extrínseca: externa ao coração. DC, DS e FC Débito Cardíaco (DC): Quantidade de sangue bombeada por cada ventrículo a cada minuto. Débito Sistólico (DS): Volume de sangue ejetado de qualquerum dos ventrículos, em cada batimento cardíaco. Frequência Cardíaca (FC): Batimentos/minuto. 60-90. O aumento do FC e do DS gera o aumento do DC. DC (mL/min) = FC (bat/min) X DS (mL/bat) Pré-carga e Pós-carga Pré-Carga: Força que estira as fibras musculares relaxadas (VE: estiramento da parede durante a diástole). Na diástole (coração cheio e relaxado), fibras estiram. Força que o músculo estira para contrair. É diretamente proporcional a quantidade de sangue que retorna ao coração. Pós-Carga: Força contra a qual o músculo em contração deve agir (VE: pressão na aorta que deve ser superada pelo músculo em contração para abrir a valva aórtica e ejetar o sangue) Ação Cronotrópica e Ionotrópica Ação Cronotrópica: Altera FC (frequência cardíaca). Propranolol - fármaco usado para reduzir FC - cronotropismo negativo. Ação Ionotrópica: Altera a força de contração. Dobutamina - fármaco que altera força de contração - ionotropismo positivo. Regulação Intrínseca: Mecanismo de Frank-Starling Em condições fisiológicas o coração bombeia todo sangue que a ele retorna pelas veias. Quanto mais o miocárdio for distendido durante o enchimento, maior será a força da contração e maior será a quantidade de sangue bombeada para a aorta. Regulação Intrínseca: Curvas de Função Ventricular Curva do volume ventricular: Curva do trabalho sistólico: Ventrículo esquerdo - bombeia mais sangue (bombeia para o corpo todo). Mais pressão no bombeamento. É mais grosso. Ventrículo direito - menos pressão no bombeamento (bombeia do coração para o pulmão). VD e VE - volume igual nos 2 lados, mas forças diferentes - mesmo débito ventricular. Trabalho sistólico = quanto o coração trabalha na sístole. Trabalho = pressão X força. Arila Scorzafava Regulação Extrínseca: Controle Nervoso da Função Cardíaca Simpático (intensifica) e Parassimpático (inibe). O SN atua na FC via nodo sinoatrial (SA - átrio direito) - enervação simpática. FC normal (60-90 bat/min); Sono (10-20 bat/min); Exercício (100 bat/min); Tônus parassimpático predomina nos indivíduos saudáveis. Neurotransmissor do simpático – adrenalina; Neurotransmissor do parassimpático - ACH (Acetilcolina); Parassimpático - atua no ventrículo. Nervo vago - reduz batimento. Regulação Extrínseca: Controle Simpático Norepinefrina é produzida pelo próprio SN simpático. Medula suprarrenal (sobre os rins) - libera adrenalina. Vago - parassimpático - reduz FC. Vago atua no receptor muscarínico (M) - coração relaxa e diminui a FC. Arila Scorzafava Efeitos da estimulação simpática decaem gradualmente após o término da estimulação. - FC e força de bombeamento - Estimulação: ↑ 180-200 bat./min - cronotropismo positivo; - Estimulação: ↓ força de contração (dobro) – ionotropismo positivo Inibição simpática: ↓ 30% bombeamento cardíaco. Regulação Extrínseca: Controle Parassimpático ↓ força de contração 20-30% (estímulo forte) - Coração para por segundos (escapa) - Nós são ricos em colinestarase, degradando rapidamente a ACh e diminuindo seu tempo de atuação. - Breve latência e decaída rápida da resposta. Fármaco 1: atropina - bloqueia o parassimpático - aumenta frequência cardíaca. Fármaco 2: propranolol - bloqueia o simpático - diminui frequência cardíaca. Arila Scorzafava Resistencia periférica: condição natural devido à condição fisiológica e anatômica dos vasos. Regulação Extrínseca: Reflexo Barorreceptor Receptores de estiramento dos vasos - pressão. Localizados no arco aórtico e seio carotídeo; ↑ PA – estímulo; Relação inversa entre FC e pressão arterial (PA). Seio Carotídeo: Nervo de Hering - Nervo glossofaríngeo - Núcleo do Trato Solitário. Arco Aórtico: Nervo Vago - Núcleo do Trato Solitário. Seio carotídeo sente a pressão e por meio do nervo glossofaríngeo que é interpretado pelo bulbo (núcleo do trato solitário). Pressão alta, os receptores percebem, é necessário baixar a frequência cardíaca; Resposta dos Barorreceptores à PA Arila Scorzafava Frequência cardíaca é inversamente proporcional a pressão arterial. Pressão alta = reduz frequência; Pressão baixa = aumenta frequência. Diminui pressão: Abaixo de 60 mmHg os barorreceptores não são estimulados. Começam a responder acima de 80mmHg. Pressão alta - sentida pelo barorreceptor, sentido seio carotídeo, núcleo do trato solitário, estimula o parassimpático, reduz frequência cardíaca, vasodilatação e reduz a pressão. Regulação Extrínseca: Barorreceptores e Postura Corporal Pessoa fica muito tempo deitada e se levanta rápido: Pressão na parte superior do corpo tende a diminuir (perda da consciência) Reflexo barorreceptor descarga simpática Deitado = mantem a pressão mais baixa. Levanta-se rápido, não dá tempo de o barorreceptor ajustar a pressão, falta O2 no cérebro gerando desmaio. Barorreceptor mantem a pressão ao redor dos 100mmHg. Efeito da Hipóxia Reflexo quimiorreceptor associado ao sistema de controle barorreceptor; Resposta é desencadeada por quimiorreceptores sensíveis a falta de oxigênio; < 80mmHg (atuação); Resposta simpática; Hipóxia - sem oxigênio; Coração, pulmão e rins são interligados. Quimiorreceptor sente o aumento de CO2. Arila Scorzafava Mais O2 + frequência cardíaca - descarga simpática. Reflexo de Bainbridge Átrio direito - reflexo bainbridge - aumenta FC; Quando aumenta o retorno venoso, aumenta a pressão atrial direita (estímulo receptores), aumenta o débito, reflexo barorreceptores, reduz frequência cardíaca. Barorreceptor estimula parassimpático e simpático. FC reduzida - Bainbridge FC aumentada - Barorreceptores FC baixa - retorna mais sangue - estira átrio - Bainbridge - Estímulo simpático - Aumenta FC - barorreceptor. Reflexos Atriais e das Artérias Pulmonares na Pressão Arterial Receptores de baixa pressão. Minimizam as variações da PA em resposta a alterações no volume sanguíneo. Ativação dos Rins: Reflexo de Volume Coração: - Estiramento das paredes atriais; - Dilatação das arteríolas aferentes renais; - Sinais transmitidos (átrio hipotálamo); - ↓ ADH (hormônio antidiurético); - ↓ Absorção de líquidos. Rins: - ↓ RP nas arteríolas aferentes; - ↑ pressão glomerular; - ↑ filtração de líquido; Diminui volume. Peptídeo Natriurético Atrial (ANP) - Estiramento das paredes atriais; - Secreção (ANP); - 28 aa; - Efeito diurético e Natriurético; - Vasodilatação. Arila Scorzafava Resposta Isquêmica do SNC - ↓ Fluxo sanguíneo no centro vasomotor; - Isquemia Cerebral; - Elevação da PA; - Máximo bombeamento cardíaco; - < 60 mmHg; - Sistema de emergência; Pressão no cérebro abaixo de 60 mmHg Diminuição do fluxo sanguíneo = diminuição de O2. Efeito do K+ - Dilatação e flacidez cardíaca; - ↓ FC; - Pode bloquear condução do impulso dos átrios para os ventrículos pelo feixe A-V; - 8 - 12 mEq/L (2 a 3 vezes o normal) - pode ser fatal. Ca2+ - Excesso: contrações espásticas, PA Cálcio; - Deficiência: Flacidez; Aumenta o potencial de ação do cálcio. Temperatura - ↑ Temperatura - ↑ FC - ↓ Temperatura - ↓ FC Resumo Cronotropismo positivo: Aumento da FC. - Aumento CO2 leva ao aumento da FC; - Aumento Ca2+; - Aumento da temperatura; Cronotropismo negativo: Diminuição da FC. Ionotropismo positivo: Aumento da força. Ionotropismo negativo: Diminui força. Rins: Aumentam volume de sangue. Resposta isquêmica: Ocorre quando todos os outros mecanismos não funcionaram, diminuição do O2, cérebro entra em emergência e aumenta a pressão. Quimiorreceptores: Identificam CO2 no sangue. Arila Scorzafava