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Fisiologia cardíaca ! Medsimple A diminuição da fração de ejeção do ventrículo esquerdo traz, como consequência imediata, a diminuição do volume de sangue ejetado e, por sua vez, do débito cardíaco. Assim, temos as seguintes respostas fisiológicas: • Na tentativa de compensar o menor débito cardíaco, o sistema simpático atua nas paredes dos vasos sanguíneos venosos, diminuindo seu diâmetro e aumentando a pressão do sangue que passa por eles; • Já o retorno venoso diminui, pois a fração de ejeção do volume sanguíneo é menor, chegando menos sangue no átrio direito. Na regurgitação aórtica ou insuficiência da valva aórtica, há o mal fechamento da valva aórtica; Por conta disso, parte do volume sistólico retorna para o ventrículo esquerdo, aumentando se o volume sistólico final e, consequentemente, o volume diastólico final. Com a insuficiência da valva aórtica, aumenta-se o volume sistólico e diastólico final; De acordo com a Lei de Frank- / ... / ! Fisiologia car…Medicina 06/12/2024 12:50 Página 1 de 43 sistólico e diastólico final; De acordo com a Lei de Frank- Starling, a maior distensão do ventrículo fará com que ele se contraia mais fortemente, aumentando-se a pressão arterial sistólica e diminuindo a pressão arterial diastólica. A pressão de pulso fica mais alta, mas a pressão arterial fica baixa. Aputou as 2 pernas: A resistência total periférica aumenta porque agora existem menos vasos para o sangue correr. Lembre, o inverso da resistência total periférica é igual a soma dos inversos das resistências. Assim, quanto menos resistências, maior a resistência total; • Pressão arterial = Débito cardíaco x Resistência Total Periférica; • Como a resistência total periférica aumentou, para que a pressão arterial se mantenha constante, o débito cardíaco deverá diminuir. para aumentar a PA. 06/12/2024 12:50 Página 2 de 43 Ulife 7° semestre Veias cavas → AD → tricúspide → VD → A. pulmonar → pulmão → veias pulmonares → AE → valva mitral → VE → aorta Propriedades do músculo cardíaco Inotropismo: força de contração Cronotropismo: frequência Dromotropismo: capacidade de condução do impulso elétrico Circulação • Distribuição de substâncias • Remoção de metabólitos Coração: bomba Vasos sang: encanamento grosso Capilares: encanamento fino Bomba • Pulmonar e trocas gasosas (parte direita do coração) • Sistêmica e outros tecidos 06/12/2024 12:50 Página 3 de 43 • Sistêmica e outros tecidos No coração, o fluxo é unidirecional (válvulas) • Contração: sístole • Relaxamento: diástole Fluido Volume total constante x distribuição do sangue circulante • Força de contração VE • Estado contrátil das arteríolas Tudo isso precisa estar em harmonia Veia cava → entrada (AD) → saída (VD) → artéria pulmonar → pulmão → trocas gasosas → veia pulmonar → AE → VE → aorta Os capilares ficam nos pulmões e nos tecidos Anatomia funcional Câmaras cardíacas Átrios: reservatório, condutor 06/12/2024 12:50 Página 4 de 43 Ventrículos: bomba Válvulas Atrioventriculares: mitral (lado esquerdo), tricúspide Semilunares: pulmonar, aórtica (esquerda). Válvulas de saída Músculos papilares Cordas tendíneas presas às válvulas para a abertura e fechamento da válvula Bulhas cardíacas 4 bulhas, 2 audíveis = B1 e B2 Primeira (tum)/B1: começo da sístole. Fechamento válvulas AV Segunda (tá)/B2: começo da diástole. Fechamento válvulas SL Terceira (B3): em crianças (paredes torácicas mais finas) ou insuficiência cardíaca esquerda. Período de enchimento ventricular. A vibração das paredes ventriculares faz este som depois que a quantidade suficiente de sangue tenha entrado nas câmaras ventriculares, durante o enchimento ventricular rápido. Pode ser representada por “TU” Quarta (B4): contração atrial. Ruído débil que ocorre no fim da diástole ou pré-sístole e pode ser ouvida + raramente em crianças e adultos jovens normais. Acredita-se que seja pela brusca desaceleração do fluxo sang na contração atrial em encontro com o sangue no interior do ventrículo, no final da diástole. Geralmente patológico. Ciclo cardíaco 06/12/2024 12:50 Página 5 de 43 Ciclo cardíaco • O relaxamento isovolumétrico tem início após a repolarização das fibras ventriculares; • Com o relaxamento dos ventrículos, a pressão interna dessas câmaras cai drasticamente; • Quando a pressão ventricular cai abaixo da pressão aórtica, a valva aórtica fecha, seguida pelo fechamento da valva pulmonar; • Com todas as valvas fechadas, o ventrículo relaxa sem alteração volumétrica, compondo o período chamado de relaxamento isovolumétrico; • Quando a pressão ventricular cai para níveis ligeiramente mais baixos que a pressão atrial, as valvas atrioventriculares abrem, dando início ao enchimento ventricular rápido. a. enchimento ventricular lento/diástase: abertura dos átrios = enchimento ventricular lento. Sangue dos átrios pros ventrículos, ventrículos relaxados (diástole). Pressão no ventrículo começa a aumentar, pois ainda não teve a contração. Durante o 1/3 final da diástole, os átrios se contraem, dando impulso adicional ao fluxo sanguíneo (20% do enchimento ventricular do ciclo cardíaco) = sístole atrial b. sístole atrial/enchimento ventricular rápido: ventrículos com 80% da capacidade com sangue e 20% no átrio. O átrio precisa contrair pra esse sangue ir pro ventrículo. Átrio com pressão aumentada, válvulas AV abrem = sístole atrial c. contração isovolumétrica/isométrica: ventrículo precisa contrair, e pra isso as válvulas AV precisam estar fechadas pra não refluir e as SL precisam abrir. Nesse período, os ventrículos estão se contraindo e não se esvaziando. Começa durante o complexo QRS. Quando o VE contrai, a pressão ventricular esquerda aumenta → quando a pressão ventricular esquerda excede a pressão atrial esquerda, a válvula mitral e tricúspide fecham (mitral fecha primeiro). A aórtica fica aberta. O fechamento das válvulas AV produz a primeira bulha cardíaca (B1). 06/12/2024 12:50 Página 6 de 43 d. ejeção rápida: SL abrem e sangue é ejetado pra A. pulmonar e pra aorta. Durante essa fase, já começa o enchimento atrial e a pressão atrial aumenta lentamente. Coincide com o intervalo ST no ECG (T é a repolarização ventricular) e. ejeção lenta: 30% do sangue ainda no ventrículo. Começa a repolarização ventricular → início da onda T no ECG. Pressão ventricular cai porque os ventrículos não estão mais contraindo. Pela valva aórtica estar aberta, o sangue continua a ser ejetado pelo VE com velocidade reduzida. Volume ventricular em queda. Pressão no leito arterial periférico é maior. Continua o aumento do sangue pelos átrios. f. relaxamento isovolumétrico/isométrico: acaba o período de contração dos ventrículos, inicia o relaxamento, pressão no ventrículo diminui, válvulas SL fecham. As altas pressões nas artérias que acabam de encher voltam a empurrar o sangue de volta pros ventrículos, causando fechamento das valvas aórticas e pulmonar. Durante 0,03-0,06 segundos, o músculo ventricular continua relaxando, mesmo que o volume não se altere. Ocorre diminuição da pressão ventricular (valores diastólicos), então as valvas AV se abrem = período de enchimento rápido ventricular. Quando a pressão ventricular cai abaixo da aórtica, a valva aórtica se fecha = segunda bulha. A inspiração atrasa o fechamento da valva pulmonar - desdobramento da segunda bulha. Durante a inspiração, a válvula pulmonar fecha, distintamente após a válvula aórtica. Na inspiração aumenta o retorno venoso. Com mais sangue do lado direito, pelo mecanismo de Frank-Starling, é prolongado o tempo de ejeção ventricular, atrasando o tempo de fechamento da valva pulmonar. Quando a valva aórtica se fecha, a curva de pressão aórtica apresenta uma variação chamada incisura dicrótica. Inicia novamente o ciclo cardíaco. 06/12/2024 12:50 Página 7 de 43 Sístole 1. Contração isovolumétrica Mantenho o volume de contração se ainda não abri as válvulasSL. Começo da sístole ventricular Pico da onda R Primeira bulha 06/12/2024 12:50 Página 8 de 43 Início do aumento da pressão ventricular 2. Ejeção Abertura das semilunares → fase rápida de ejeção → fase reduzida de ejeção Começa a aumentar a pressão atrial esquerda (átrio começou a receber sangue) Diástole 1. Relaxamento isovolumétrico Começa a relaxar sem alterar o volume Redução da pressão ventricular (sangue saiu) Fechamento das SL Segunda bulha 2. Fase de enchimento rápido Abertura da valva mitral Pressão ventricular baixa (ventrículo ainda está complacente) Terceira bulha 3. Diástase (enchimento lento) Retorno venoso para VD Pulmonar para VE (AE → VE) Aumento gradual de: pressão atrial, pressão ventricular, pressão venosa, volume ventricular 4. Sístole atrial Contração atrial Precedida pela onda P (despolarização) Contração do AE → aumento da pressão atrial esquerda → esse aumento de pressão é refletida de volta para as veias pulmonares → onda a O VE está relaxado nessa fase, recebendo sangue dos átrios → valva AV aberta Sístole atrial aumenta mais o volume ventricular 06/12/2024 12:50 Página 9 de 43 B4 (4° bulha): contração atrial, não audível em adultos. O som é causado pelo choque do sangue da contração do átrio contra o ventrículo rígido (tentando encher) As letras A, B, C e etc se relacionam com o segundo grafico: A: sístole atrial B: contração isovolumétrica C: ejeção vent rápida D: ejeção vent reduzida E: relaxamento vent isovolumétrico F: enchimento ventricular rápido G: diástase (enchimento vent reduzido) Onda P = sístole atrial QRS: despolarização ventricular T: repolarização ventricular onda a: 0,09 segundos após a onda P (despolarização atrial), coincide com o pico do QRS (ao contrair o átrio, o sangue flui pro ventrículo) onda v: seguimento da sístole ventricular 06/12/2024 12:50 Página 10 de 43 onda T: repolarização do ventrículo Função cardíaca • Volume sistólico Volume diastólico final (volume que sobrou após a diástole) - volume sistólico final (volume que sobrou depois de uma sístole) 1 batida de coração = 1 volume sistólico • Fração de ejeção Eficiência da bomba Ecocardiograma mostra a fração de ejeção. O normal é 55% Fração de ejeção = volume sistólico / volume diastólico final • Eficiência do VE • Débito cardíaco Volume sistólico associado a 1 minuto DC = volume sistólico X frequência cardíaca Relação de Frank Starling Volume sistólico depende do volume diastólico final Volume diastólico depende do retorno venoso Capacidade de ejetar mais sangue → estilingue, mas tem um limite (porque tem um ponto que ele não vai conseguir encher mais pra ejetar mais) 06/12/2024 12:50 Página 11 de 43 ejetar mais) Logo, volume sistólico e DC dependem do retorno venoso Pressão venosa central (PVC) O sangue se move pelo corpo devido à variação de pressão → PAD determina a quantidade de sangue a ser atraída O sangue de todas as veias sistêmicas flui pra o AD, portanto, a pressão no AD é igual a PVC PVC = a medida da pressão existente nas grandes veias de retorno ao AD (cateter VCS) Pressão média de enchimento sistêmico (PES) • Pressão que o sangue exerce sobre a parede dos vasos sang sem o efeito do bombeamento cardíaco • Calculada em uma parada cardíaca, equivale a 7mmHg em qualquer ponto do sistema circulatório Aumento do volume de sangue = aumento da PES (infusão de sangue ou solução isotônica) Diminuição do volume de sangue (hemorragia) = diminui PES Vasodilatação sistêmica = aumento da complacência = diminui RES Carga 06/12/2024 12:50 Página 12 de 43 Desempenho ventricular: Pré-carga: volume diastólico final e retorno venoso. Tensão na parede do ventrículo no final da diástole. É a força que o VDF faz nas paredes cardíacas Pós-carga: pressão aórtica e a resistência arterial. Tensão na parede do ventrículo durante a sístole, ou seja, um reflexo da contração cardíaca, logo está ligado com a resistência vascular periférica. Cálculos Volume sistólico = volume diastólico final - volume sistólico final DC = VS X FC Fração de ejeção = volume sistólico/volume diastólico final Músculo cardíaco O coração é um sincício → se mexeu com um, mexeu com todos Sincício elétrico • Conexões mecânicas e elétricas • Discos intercalares • Junções mecânicas: junções de aderência, desmossomos • Junções comunicantes Um estímulo elétrico do nó sinoatrial se propaga por todo o coração → contração sincrônica 06/12/2024 12:50 Página 13 de 43 Banda I: onde só tem actina Banda A: actina e miosina Banda H: só miosina Sarcômero: de linha Z a linha Z Proteínas: actina (filamento fino) e miosina Actina tá mais próx a linha Z, e a miosina mais central Quando o musc contrai → os filamentos de actina e miosina se sobrepõem Estruturas adjacentes • Sarcolema: membrana plasmática • Retículo sarcoplasmático: papel na regulação do cálcio intracelular. Envolve o sarcômero • Túbulos T: contato com o meio extracelular → ajuda na regulação de cálcio Titina: proteína que ancora os filamentos grossos (miosina) às linhas Z 06/12/2024 12:50 Página 14 de 43 Actina é uma linha de bolinhas Actina tem um ponto que é o ponto + favorável pra ligação com a miosina. Esse ponto precisa ficar inibido pra não ficar sempre ligado a miosina e sempre contraído Tropomiosina fica envolvendo a actina pra esconder o sítio de ligação da actina com a miosina Ca chega → se liga à subunidade C da troponina → se desloca → desloca a tropomiosina → expõe o sítio de ligação da actina - actina se liga à cabeça da miosina → vai se ligando e se dobrando → arrasta a fibra muscular → encurta a fibra → contração muscular 06/12/2024 12:50 Página 15 de 43 Contração Nó sinoatrial: despolarização espontânea → potencial de ação → corrente de cálcio → ativação do canal de Ca tipo L voltagem dependente (localizado no sarcolema - memb plasmática) → cálcio gatilho para liberação de mais cálcio do retículo sarcoplasmático → receptores de rianodina (RYRs), que são canais de cálcio cálcio- dependente → liberação de cálcio → cálcio se liga à troponina C → alteração conformacional do complexo troponina-tropomiosina → ação de catraca → contração de musculatura cardíaca Relaxamento Cálcio é liberado do complexo da troponina C Reacúmulo de cálcio no retículo sarcoplasmático: bomba de cálcio do retículo sarcoplasmático (SERCA) - é uma mãe que manda ele voltar pra casa Mecanismos adicionais: • antiporter 3Na-Ca → cálcio pra fora (sódio entra - a favor do gradiente) • bomba Ca-sarcolêmica → cálcio pra fora (dependente de ATP) É com base nessa bomba que os digitálicos (medicação para IC) agem: digitálicos atuam na bomba Na-K-ATPase (garante que o Na seja o principal íon extracelular e o K o intra) → digitálico bloqueia essa bomba, desbalanceando o Na fora → acaba com o Na a favor do gradiente → cálcio fica dentro da célula (porque o Na não consegue entrar pro Ca sair) → aumenta a força contrátil do coração Glossário da fisiologia cardíaca Aumento da força de contração = efeito inotrópico positivo (ex: digitálico) Aumento da velocidade de contração = efeito cronotrópico positivo Principal responsável por isso: sistema nervoso simpático Ação do sistema nervoso simpático 06/12/2024 12:50 Página 16 de 43 Ação do sistema nervoso simpático Ativação dos receptores beta-adrenérgicos → ativação da adenil ciclase → conversão de ATP em AMPc → ativação do PKA → fosforilação do canal de cálcio no sarcolema → entra mais cálcio no sarcolema → aumento da capacidade contrátil Ativação do PKA → fosforilação de proteínas ligadas a SERCA → fosfolamban → acelera o relaxamento (coloca Ca dentro do retículo sarcoplasmático) → na próxima contração vai ter mais Ca sendo liberado → contração mais efetiva, além de acelerar o processo. Como temos tendência ao reacúmulo → contração encurtada, aumento da velocidade Efeito direto nas células do marcapasso: efeito cronotrópicoEfeito final: contração mais fortes, breves e frequentes. Efeito cronotrópico e ionotrópico positivo Lei de Frank-Starling Lei do estilingue Capacidade do coração de elevar sua força contrátil quando estirado Quanto maior o volume do coração, maior a força contrátil Maior a distensão de fibras → maior o impulso • Distensão → estiramento → aumenta a sensibilidade ao cálcio → aumenta as interações entre actina e miosina Porém, tudo tem limite: sobrecarga do coração → hipertrofia • Prejuízo funcional: diminuição da resposta contrátil e da resposta beta-adrenérgica. Diminuição da resposta de Frank-Starling Tipos de hipertrofia • Concêntrica: espessamento da parede → compensação pela carga aumentada • Dilatada: aumento do volume ventricular 06/12/2024 12:50 Página 17 de 43 SNA parassimpático = nervo vago → somente atua nos nodos Cadeias simpáticas = nervos simpáticos = ionotrópica e FC Excitação rítmica do coração/sistema de Purkinje O coração bate 100.000x no dia Sistema formado por fibras autoexcitáveis e que se distribuem de forma organizada pela massa muscular cardíaca. Sistema de excitação-condução Responsável por • Iniciar as contrações rítmicas do miocárdio • Conduzir esses estímulos ao longo do miocárdio • Contração atrial antes da contração ventricular • Todo o ventrículo se contrai uniformemente • Cada grupamento apresenta uma frequência de disparos característica, de modo que o marca-passo com a velocidade mais rápida de despolarização da fase 4 controle a frequência cardíaca. 06/12/2024 12:50 Página 18 de 43 cardíaca. Nó sinoatrial/sinusal • No AD, perto da VCS • Gera o padrão rítmico • Controla a FC • É onde se iniciam os potenciais de ação → no nó sinoatrial as membranas tem negatividade menor do que nos outros locais, então é “mais fácil” de despolarizar • O tempo total de condução do potencial de ação é de cerca de 220 ms, sendo esse tempo distribuído ao longo das estruturas de condução e da fibra miocárdica. • As células do nodo sinoatrial apresentam um potencial de membrana em repouso instável, que despolariza-se gradual e espontaneamente durante a fase 4, o que é responsável pelo automatismo cardíaco • Como regra geral, o marca-passo com a velocidade mais rápida de despolarização da fase 4 controla a frequência cardíaca por meio de um fenômeno chamado de supressão por estimulação; ou seja, o nodo sinoatrial, que possui uma frequência de disparo de cerca de 70-80 disparos por minuto, dispara impulsos em uma velocidade que se sobrepõe a velocidade de disparos das outras células marcapasso, despolarizando o coração como um todo, inclusive essas células, o que suprime a capacidade dessas células de se despolarizar espontaneamente. 06/12/2024 12:50 Página 19 de 43 Feixe de His: retarda o impulso. Impede que o átrio e o ventrículo se contraiam ao mesmo tempo. Nó atrioventricular • Passa para o feixe AV → retardo da transmissão (fibras mais espessas, número menor de junções comunicantes) Saindo do nó AV → conduzidas pelos ramos direito e esquerdo → Fibras de Purkinge Fibras de Purkinje • Velocidade 150x maior que no feixe AV • Alta permeabilidade das junções comunicantes, íons facilmente transmissíveis • Fibras seguem em direção ao ápice → se dirigem à base → penetram no miocárdio → impulso em toda massa ventricular • Único sentido possível. A barreira fibrosa que separa os átrios dos ventrículos funciona como isolante. Outros pontos também possuem excitação intrínseca (que nem o nó sinusal) → Nó Atrioventricular e fibras de Purkinge Porém, o nó sinoatrial é o mais rápido em atingir seu limiar de excitação Quando os outros assumem? Atraso na condução de forma patológica, como um bloqueio atrioventricular → formação de marca- passos ectópicos Dentro da célula: ambiente super neg Fora da célula: ambiente positivo Clima perfeito para Na entrar e deixar mais positivo dentro • Na fase 0 ocorre a chamada deflexão ascendente, a qual é causada pela abertura dos canais rápidos de sódio, gerando uma corrente de influxo que despolariza a célula; Uma vez abertos, esses canais são rapidamente fechados e inativados, dando início ao período refratário absolut 1. Abertura dos canais de Na → Na entra → despolariza membrana 06/12/2024 12:50 Página 20 de 43 1. Abertura dos canais de Na → Na entra → despolariza membrana 2. -40mV → abertura dos canais de Ca tipo L (lentos) → platô 3. Lá dentro fica positivo demais → abertura dos canais de K → K sai → dentro repolariza → retorno à negatividade 4. Estado basal até que novamente os canais de sódio se abram • A hiperpolarização traduz uma maior negatividade do potencial de membrana celular e ocorre secundariamente a uma corrente de efluxo; Por isso, quadros de hipocalemia, por exemplo, podem resultar em hiperpolarização celular, de modo que cria-se um gradiente eletroquímico de potássio para fora da célula, o que resulta em efluxo de potássio, deixando o potencial de ação mais negativo; Como consequência, as células não conseguem responder ao estímulo e não há contração e bombeamento cardíaco. • O aumento da permeabilidade de potássio provoca a hiperpolarização do nó AV, diminuindo a frequência cardíaca; O aumento da permeabilidade de sódio realmente despolariza parcialmente o nó AV, e um aumento nos níveis de norepinefrina aumenta a frequência cardíaca. 06/12/2024 12:50 Página 21 de 43 O período supranormal ocorre após o período refratário relativo, porém ele consiste de uma fase em que os canais de sódio já estão recuperados e o potencial de membrana está mais perto do limiar do que quando a célula encontra- se em repouso; Como consequência, os miócitos ficam mais excitáveis que o normal, de modo que há necessidade de menos corrente de influxo para que ocorra a despolarização. A estimulação simpática afeta o coração como um todo, pela liberação de norepinefrina: • A norepinefrina atua nos receptores adrenérgicos beta- 1, mediadores do efeito sobre a frequência cardíaca; Acredita- se que a ação desses receptores aumente a permeabilidade das fibras aos íons sódio e cálcio → isso torna o potencial de repouso mais positivo, bem como do potencial de membrana, ficando mais próximo do limiar de autoexcitação, acelerando esse processo e, portanto, aumentando a frequência cardíaca; • Ainda no nó AV e nos feixeis AV, esse aumento de permeabilidade torna mais fácil para o potencial de ação excitar as porções sucessivas do sistema condutor, reduzindo o tempo de condução entre os átrios e os ventrículos; 06/12/2024 12:50 Página 22 de 43 • Por fim, o aumento da permeabilidade ao cálcio é, no mínimo, parcialmente responsável pelo aumento da força de contração do miocárdio, uma vez que esse tem papel importante na contração das miofibrilas. Os bloqueadores de canal de cálcio (BCCs) atuam nos canais de cálcio tipo L: impedem o influxo de cálcio → redução da fase de platô → redução da contração cardíaca. Utilizado na hipertensão. Ao sair do nó sinoatrial → se ligam as fibras atriais condutoras (até 1m/s) → chega no nó atrioventricular Eletrocardiograma Podemos avaliar: • Orientação anatômica do coração • Tamanhos relativos das câmaras • Distúrbios de ritmo de condução • Danos isquêmicos do miocárdio • Concentraçõs eletrolíticas e suas influências Detecta mudanças temporais do potencial elétrico, de vários ângulos → derivações do ECG Ciclo sempre começa na despolarização atrial (onda P), seguido da contração dos ventrículos (QRS). Início do relaxamento = repolarização ventricular (onda T) 06/12/2024 12:50 Página 23 de 43 Problema no intervalo PR: distúrbios de condução atrioventricular (bloqueio, p ex) Alterações no segmento ST: indicam danos isquêmicos 1. Onda QRS 2. Ventrículos começam a se contrair: contração isovolumétrica 3. Fase de ejeção Fibrilação atrial: sem onda a Condução cardíaca: 5m/s Condução no nó AV: 5cm/s 06/12/2024 12:50 Página 24 de 43 Intervalo: engloba1 ou mais ondas Segmento: não engloba onda. Intervalo QT: despolarização ventricular até a repolarização ventricular Segmento PR: fase isolante nodo AV = evitar despolarização simultânea atrioventricular Segmento ST: contração ventricular (não há estímulos elétricos) 06/12/2024 12:50 Página 25 de 43 Cada quadradinho do papel quadriculado é 1mm = 0,04s → 1 quadradão é 5 quadradinhos = 0,2 segundos → 5 quadradões = 25mm = 1seg = 0,1mV Onda P não pode ter 3 quadradinhos de largura, nem meio de altura. Intervalo PR: não pode ser maior que 1 quadradão (0,2 segundos) Onda P e T são simétricas, ao dividir alguma ao meio precisam ter os 2 lados iguais Intervalo entre uma onda R e outra precisa ser sempre similar → se não, arritmia 06/12/2024 12:50 Página 26 de 43 3 formas de calcular • Entre 1 onda R e outra tem 4 quadradões nesse exemplo → 300/4 = 75 • Complexo QRS D2 é uma derivação que mostra os batimentos por 10 segundos Só enxergo os quadradões nessa questão → menos de 3 entre 2 ondas R O que influencia no débito cardíaco DC: VS (volume sistólico) x FC → podemos alterar ele mexendo em qualquer um dos dois componentes Reguladores da FC • Sistema nervoso autônomo • Sistema nervoso central • Reflexo barorreceptor • Reflexo de Brainbridge • Receptores atriais e ventriculares • Quimiorreceptores SNA • Atua diretamente no nó sinoatrial 06/12/2024 12:50 Página 27 de 43 • Atua diretamente no nó sinoatrial Simpático • Intensifica o automatismo • Aumenta a FC • Origem: colunas internomediolaterais dos 5-6 segmentos inferiores da medula cervical → sinapse no gânglio estrelado → plexo eferente para o coração → epicárdio → miocárdio junto com as coronárias • Norepinefrina: liberada lentamente nas terminações. Cria um platô → efeito prolongado → atuação por segundos mensageiros Parassimpático • Diminui a FC • Origem: bulbo → células motoras do nervo vago → fibras vagais → mediastino → células pós-ganglionares vagais → superfície epicárdica • Nervo vago direito → nó sinoatrial • Nervo vago esquerdo → nó atrioventricular • Acetilcolina: rapidamente degradada pela colinesterase. Efeitos decaem rápido quando o estímulo é interrompido SNC Regiões de controle: córtex e diencéfalo • Iniciam as reações cardíacas durante a excitação, ansiedade e outros estados emocionais • Lado direito: potencializadora de função • Lado esquerdo: aceleradora de função Reflexos barorreceptores e de Brainbridge Barorreceptor • Realizado pelos barorreceptores no arco aórtico e nos seios carotídeos • Variações da pressão vão levar a frequência cardíaca para o lado oposto: pressão baixa → frequência alta Brainbridge 06/12/2024 12:50 Página 28 de 43 Brainbridge • Infusão intravenosa → aumento na pressão atrial direita → estimulação dos receptores atriais → reflexo de Brainbridge → aumenta FC Somado com isso, ocorre aumento do DC → aumento da PA → reflexo barorreceptor → diminui FC Um acaba anulando o outro Quimiorreceptores Sensíveis às alterações de composição do sangue: níveis de CO2, níveis de O2, pH sanguíneo pO2 baixa → aumento da descarga do quimiorreceptor → aumento resp → excitação do centro vagal bulbar → diminui FC Aumento do trabalho resp → hipocapnia → inibição do centro vagal bulbar → anulação do efeito sobre a FC Basicamente, os quimiorreceptores influenciam muito pouco na FC Desempenho miocárdico Fatores intrínsecos • Mecanismo de Frank-Starling Estilingue Aumento da pré-carga → aumenta o comprimento das fibras → estira mais o musc cardíaco → maior volume ejetado pelos ventrículos Aumento da sensibilidade dos filamentos ao cálcio • Regulação induzida pela frequência cardíaca Aumento da FC → aumento das despolarizações por minuto → aumento da corrente de cálcio → maior influxo de cálcio → aumento da força contrátil Fatores extrínsecos • Neural Sistema simpático: ativação dos receptores beta-adrenérgicos → ativação de adenil ciclase → conversão de ATP em AMPc → ativação do PKA → fosforilação do canal de cálcio no sarcolema → auenta a entrada de Ca na célula → aumento da força contrátil + fosforilação de PTs ligadas ao SERCA (fosfolamban) → facilita o fluxo de Ca para o 06/12/2024 12:50 Página 29 de 43 de PTs ligadas ao SERCA (fosfolamban) → facilita o fluxo de Ca para o retículo sarcoplasmático → maior acúmulo de cálcio → no próx potencial a contração é mais forte Resultado: como temos tendência ao reacúmulo → contração encurtada, aumento de velocidade, contrações mais fortes → efeito cronotrópico e inotrópico positivo Sistema parassimpático: nervo vago → inibição do marca-passo cardíaco → acetilcolina → inibe AMPc → bloqueia toda a cadeia do PKA → diminuição da contratilidade ventricular • Hormonal Suprarrenal: catecolaminas → efeito sinérgico com o sistema simpático (porém menos efetivo). Cortisol → potencializam os efeitos do SNS Tireoide: T3 e T4 → melhoram a contratilidade cardíaca • Aumento da síntese proteica cardíaca - hipertrófica • Aumento das isoenzimas com atividade ATPase → aumento da contratilidade • Aumento do metabolismo corporal → vasodilatação → redução da pós-carga → aumento do débito cardíaco Pâncreas: insulina → efeito cronotrópico positivo • Gasoso Oxigênio: hipóxia → estimula contratilidade cardíaca → com o tempo ocorre diminuição pela limitação metabólica (não tem oxigênio suficiente pra irrigar o músculo) Gás carbônico: hipercapnia → efeito depressivo direto. Redução do pH → diminui a liberação de cálcio → diminui contratilidade O que influencia nos vasos Intrínseco • Auto-regulação Fluxo ajustado à atividade metabólica do tecido Se a pressão aumenta, o fluxo aumenta - depois volta ao nível de controle 06/12/2024 12:50 Página 30 de 43 controle • Endotélio Secreção de substâncias vasodilatadoras e vasoconstrictoras ajustado à atividade metabólica do tecido • Componente metabólico Suprimento inadequado de O2 → metabólitos vasodilatadores (liberados em resposta à diminuição do pH e ao aumento de CO2) → diminui a resistência → objetivo é aumentar o fluxo Aumento da demanda energética causa a mesma coisa Extrínseco • Neural Simpático: Bulso dorso lateral → região pressora → vasoconstricção Centros caudais e ventromediais → inibem a região pressora bulbar Região pressora → libera norepinefrina - constricção nos receptores alfa-adrenérgicos → influência maior em arteríolas e pequenas artérias O parassimpático quase não tem influência na parede dos vasos • Hormonal Suprarrenal: Epinefrina em baixas concentrações → efeito beta-adrenérgico → vasodilatação Epinefrina em doses maiores → efeito alfa-adrenérgico → vasoconstricção Norepinefrina independente da dose → efeito alfa-adrenérgico → vasoconstricção Efeito menos importante que o do SNS • Reflexos 06/12/2024 12:50 Página 31 de 43 Pressão induzida no seio carotídeo (massagem na carótida) → induz efeito barorreceptor → bradicardia e vasodilatação Cérebro: Estimulação de áreas motoras e pré-motoras → resposta pressora → vasoconstricção Estímulos emocionais → resposta depressora → rubor, desmaio Pele e vísceras: Dor → resposta pressora Distensão visceral → resposta depressora Quimiorreceptores: Centrais → respondem ao aumento da PCO2 e à redução do pH → vasoconstricção Propriedades dos vasos Sistema arterial • Leva o sangue do coração para os tecidos 06/12/2024 12:50 Página 32 de 43 • Leva o sangue do coração para os tecidos Sistema venoso • Retorna o sangue dos tecidos para o coração Microcirculação • Rede entre o sistema arterial e o venoso • Principal ponto de trocas de nutrientes e metabólitos Sistema linfático • Sistema de drenagem dos metabólitos • Paralelo à circulação Sistema arterial Artérias • Maior calibre • Elastina em suas paredes → diminui a natureza pulsátil do bombeamento intermitente: coração sempre bombeando, então a parede da artéria precisa se distender pra receber o sangue, e depois voltar ao normal → diminuem o trabalho cardíaco(porque a artéria consegue ser flexível)→ redução da pós-carga Arteríolas • Responsáveis pela alta resistência do sistema Pressão arterial Se divide em sistólica (pressão máxima) e diastólica (pressão mínima) A pressão média ao longo do tempo: pressão arterial média (em ambiente de UTI, é a mais importante) Diferença entre a sistólica e a diastólica: pressão de pulso Pressão Arterial Média = Pressão Arterial Sistólica + 2x Pressão Arterial Diastólica / 3. 06/12/2024 12:50 Página 33 de 43 Quando insufla o manguito, oclui as artérias e o sangue não passa → sem som Quanto maior a pressão, maior a resistência. Quando tira totalmente a pressão (após o último som, que dá a diastólica - fluxo laminar) → não escuto nada Não consegue esvaziar e se encher adequadamente pra dar uma diferença de pressão • Pressão de pulso alta (110x40) → atletas → FC menor, tempo suficiente pro coração encher e esvaziar 06/12/2024 12:50 Página 34 de 43 Controle rápido da PA - receptores Barorreceptores: terminações nervosas livres que funciona como mecanorreceptores. No arco aórtico e no seio carotídeo. Correspondem ao principal mecanismo de controle da PA a curto prazo. Aumenta PA: barorreceptores causam diminuição do SNA simpático e aumento do parassimpático • Receptor beta1 no coração: diminui força de contração + diminui FC no nó sinoatrial • Receptores alfa-1 adrenérgicos: vasoconstrição • Receptores beta-2 adrenérgicos: vasodilatação • Parassimpático atua apenas no nó AS O SNA parassimpático controla o fluxo sanguíneo de modo indireto! Por exemplo, por meio da estimulação das células endoteliais para liberar NO, podendo influenciar o fluxo sanguíneo ao causar a dilatação dos vasos sanguíneos; Quimiorreceptores: são ativados pela queda dos níveis de oxigênio no sangue → aumenta débito cardíaco. O centro de controle cardiovascular também tem comunicação recíproca com os centros bulbares que controlam a respiração. Como consequência, o aumento da FR é, em geral, acompanhado pelo aumento do DC. A PA também está sujeita à modulação por centros encefálicos 06/12/2024 12:50 Página 35 de 43 A PA também está sujeita à modulação por centros encefálicos superiores, como o hipotálamo e o córtex cerebral. Não é normalmente utilizado no controle da PA. Ativado em altitudes elevadas e na apneia obstrutiva do sono. • Diurese de pressão: eliminação renal de água em situação de alteração de PA • Natriurese de pressão: eliminação renal de sal em situação de alteração de PA Aumento da PA: débito urinário maior que a ingestão, gerando um balanço negativo. A PA volta a normalidade pela redução do volume sanguíneo. Ativação dos sistemas de natriurese e diurese de pressão. Diminuição da PA: débito urinário é menor do que a ingesta, gerando balanço positivo. A PA volta a normalidade pelo aumento do volume sanguíneo. Determinantes da pressão arterial Fatores físicos • Volume do fluido: qnt mais volume, maior a pressão • Complacência elástica: quanto menor a complacência, maior a pressão Fatores fisiológicos • Débito sistólico: quanto maior o débito sistólico, maior a pressão 06/12/2024 12:50 Página 36 de 43 • • Resistência: quanto mais resistência, maior será a pressão Sistema venoso 70% do sangue da circulação está aqui → grande reservatório Podemos ajustar a pré-carga (retorno venoso) de acordo com a necessidade: distensibilidade/capacitância → vai sendo perdido com o tempo (paredes dos vasos mais rígidas) Baixa resistência ao fluxo: favorece retorno venoso, varia de acordo com o local do corpo. MMII são menos complacentes do que os vasos mais próximos ao coração. Retorno venoso Influenciado pela: • Gravidade: em pé → sangue nos MMII. 300-800ml de sangue se deslocam para as pernas. Respostas compensatórias semelhantes à hemorragia • Atividade muscular: compressão intermitente → a bomba que impulsiona de baixo pra cima. A pulsação do sistema arterial também contribui • Válvulas venosas: entrou sangue → pressão aumenta → força a válvula de cima a abrir. Sistema com múltiplas colunas descontínuas. Veias varicozas: danificam as válvulas, acaba ocorrendo retorno Microcirculação 06/12/2024 12:50 Página 37 de 43 Microcirculação Arteríolas • Camada espessa de músculo liso • Camada adventícia • Revestimento endotelial Podemos ter as metarteríolas no meio do caminho (conectam arteríolas com as vênulas sem passar pelos capilares) Capilares • Rede interconectada de tubos • Diâmetros variáveis • Fluxo depende do estado contrátil das arteríolas: característica variável do fluxo → vasomoção Vênulas Células endoteliais Função vasoativa: Contração • Endotelina. Pode estar envolvida na patogênese da aterosclerose, hipertensão pulmonar, ICC e insuficiência renal Relaxamento • Prostaciclina: inibição da aderência plaquetária → impede a formação de coágulo intravascular 06/12/2024 12:50 Página 38 de 43 • Óxido nítrico: liberadas sob estímulo da acetilcolina, bradicinina, serotonina, histamina. Ativa guanil ciclase → aumenta GMPc → relaxamento. O Nipride (vasodilatador) atua nesse mecanismo Função difusora: Responsável pela troca de gases, substratos e produtos liberados Governada pela permeabilidade capilar, área de superfície do capilar, concentração de substâncias no capilar e fora dele • Pequenas moléculas: água, NaCl, ureia, glicose. Pouca resistência, limitadas pelo fluxo (se tiver o que passar passa). • Moléculas maiores: limitadas pela permeabilidade • Gases: sem limitantes. Passam até em outros locais, pode limitar o fornecimento em regiões de baixo fluxo Função de filtração: • Acontece através de poros (ausentes nos capilares cerebrais, p ex). Direção do fluxo é influenciada por pressão hidrostática e oncótica Pressão hidrostática • Movimento do interior do vaso para o espaço intersticial • Força exercida pelo sangue no vaso • Relacionada com a pressão • Principal força na filtração capilar • Aumento da pressão hidrostática → edema (gravidez, insuficiência cardíaca (prejudica retorno venoso, veias cheias de sangue → pressão venosa alta → favorece a saída de sangue do intravascular pro interstício) Pressão oncótica • Movimento do fluxo do espaço intersticial para os vasos • Pressão exercida pelas proteínas do plasma: não passam livremente pelos poros, então ficam confinadas no espaço intravascular. Ficam como produtos osmoticamente ativos e puxam substâncias do interstício em direção ao vaso • Perda dessas proteínas → plasma vai da região intravascular pro interstício → edema (sd nefrótica, hepatopatias, enteropatia 06/12/2024 12:50 Página 39 de 43 interstício → edema (sd nefrótica, hepatopatias, enteropatia perdedora de proteínas) Condutividade hidráulica: quantidade de água que consegue ser conduzida, portanto aumentando a taxa de filtração. Geralmente líquido sai mais do capilar do que entra → condutividade hidráulica elevada tende a aumentar a taxa de filtração + aumentar o fluxo linfático. Paciente com HAS e/ou ICC: sangue faz + força na parede capilar → pressão hidrostática elevada → risco de eddemas por extravasamento de líquido Paciente cirrótico grave: produz menos albumina → pressão oncótica diminui → pressão coloidosmótica plasmática capilar é menor → atrai menos líquido → edema Elefantíase: parasitas bloqueiam os vasos linfáticos → não consigo filtrar os pequenos extravasamentos normais → edema 06/12/2024 12:50 Página 40 de 43 06/12/2024 12:50 Página 41 de 43 Se diminui raio de uma arteríola em 2x a resistência aumenta 8x Sistema linfático Rede de capilares de fundo cego extremamente permeáveis Diferem dos vasos sang por: ausência de junções fechadas, presença de ancoragem no tecido conjuntivo ao redor, caracs ideais para a entrada de proteínas e grandes partículas Drenam para vasos maiores → drenam para a veia subclávia 06/12/2024 12:50 Página 42 de 43 Tecidos sem vasos linfáticos: cartilagem, osso, SNC Funções • Meio pelo qualas proteínas que eventualmente deixam o compartimento vascular retornem ao sangue. Se lá ficassem, atraíriam uma galera • Filtrar a linfa e remover partículas estranhas Linfedema: fluido excede a capacidade de drenagem. Vasos bloqueados por algum motivo, ressecção linfonodal, etc 06/12/2024 12:50 Página 43 de 43