Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
CONCEITO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL 
Conjunto de atos cronologicamente concatenados (procedimentos), submetido a princípios e regras jurídicas 
destinadas a compor as lides de caráter penal. 
Finalidade/Objetivo: aplicação do direito penal objetivo. 
– Estado possui o dever de punir (poder-dever de punir – jus puniendi). 
Em regra, o acordo sem intervenção estatal não existe, ressalvadas as transações penais que são realizadas nos 
Ministério Público. 
– O processo penal é instrumental à aplicação do direito penal: 
 
PERSECUÇÃO PENAL (PERSECUTIO CRIMINIS) 
É o conjunto de medidas que serão tomadas pelo Estado desde a prática do fato criminoso até punição. 
A persecução penal inicial se inicia: 
Pe
rs
ec
u
çã
o
 P
en
al
Pré-Processual - Inquérito Policial Investigativo
Ação Penal
peças processuais acusatórias, 
competência, citação, tipo, 
procedimentos, meios de provas, 
recursos.
DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
 
 
 
 
2 
1. Inquérito Policial – Investigação 
2. Ação Penal - Indícios de Autoria e Materialidade - 
3. Sentença Penal – Encerra a persecução que permite a condenação mediante o juízo de certeza e a 
respectiva execução da pena. 
 
 Visa também proteger os direitos fundamentais do indivíduo contra a força do Estado na persecução 
penal. 
CARACTERÍSTICAS PROCESSO PENAL 
Instrumentalidade: aplicar o direito material 
Normatividade: normas próprias 
Autonomia/Abstração: não se confunde com o direito penal, tendo autonomia. 
PRINCÍPIOS 
 Princípios do processo penal 
 Princípios constitucionais expressos 
 Princípios constitucionais implícitos 
 Princípios do processo penal propriamente ditos 
 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS 
a) Presunção de inocência 
b) Igualdade processual 
c) Ampla defesa 
d) Plenitude de defesa 
e) Favor rei – in dubio pro réu 
– O Tribunal pode converter o julgamento em diligências para a construção de novas provas e isso não viola o 
princípio in dubio pro reo, uma vez que não se está condenando o réu. Havendo dúvidas acerca da autoria e 
materialidade, (616 do CPP). 
 
f) Contraditório 
g) Juiz natural 
h) Publicidade 
i) Vedação das provas ilícitas 
j) Economia processual, celeridade processual, duração razoável do processo 
k) Devido processo legal 
l) Intranscendência ou pessoalidade 
 
 
 
 
3 
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (ART. 5º, LVII, CF/88) 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
 
A presunção de inocência (não culpabilidade) exige que a justiça criminal trate o réu como se aquela pessoa 
fosse inocente, visto que ela não foi condenada definitivamente. 
É um dever de tratamento, que possui duas dimensões: 
a) Interna: 
o É dever da acusação demonstrar os elementos que comprovem que o acusado é culpado; 
o A dúvida conduz à absolvição do réu (in dubio pro reo). 
o Não se pode abusar da utilização de prisões cautelares (exceção). 
o As medidas constritivas de direitos individuais só podem ser decretadas excepcionalmente. 
Exemplos: Quebra de sigilo; mandado de busca e apreensão. 
b) Externa: 
o A mídia não pode fazer um julgamento sobre o processo. 
Lei de abuso de autoridade (lei n. 13.869) - Exposição de Preso ou Detento 
Art. 13. Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade 
de resistência, a: 
I – exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; 
II – submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei; 
IV – produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro: (Promulgação partes vetadas) 
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência. 
 
EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA 
É aquela que executa a pena provisoriamente, ou seja, CUMPRE-SE a pena condenatória não transitada em 
julgado enquanto ainda se aguardam o julgamento de recursos. 
O Art. 492, alínea “e”, acerca do Tribunal do Júri ainda prevê a execução provisória da pena. 
Art. 492. e) mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra, se presentes os 
requisitos da prisão preventiva, ou, no caso de condenação a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de 
reclusão, determinará a execução provisória das penas, com expedição do mandado de prisão, se for o caso, 
sem prejuízo do conhecimento de recursos que vierem a ser interpostos; 
 
Exemplo de 
violação desse 
princípio 
 
 
 
 
4 
Até janeiro/2009 Possível a execução provisória da pena (HC 6876) 
05/02/2009 Passou a entender que não era possível a execução provisória da pena. 
17/02/2016 Retornou para a sua primeira posição e voltou a dizer que era possível a 
execução provisória da pena. 
 
07/11/2019 Retornou para a sua segunda posição e afirmou que o cumprimento da 
pena somente pode ter início com o esgotamento de todos os recursos. 
 
 
 
o A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito 
a recurso especial ou extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência. (STF. 
Plenário. HC 126.292/SP – informativo 814; STF. Plenário. ADC 43 e 44 MC-DF – informativo 842). 
 
o Não é possível a execução provisória da pena se forem opostos embargos de declaração contra o 
acórdão condenatório proferido pelo Tribunal de 2ª instância e este recurso ainda não foi julgado. (STJ. 6ª 
Turma. HC 366.907-PR, Rel. Min. Rogério Schietti Crus, julgado em 06/12/2016 (informativo 595). 
 
o Se ainda não houve a intimação da Defensoria Pública acerca do acórdão condenatório, mostra-se ilegal 
a imediata expedição de mandado de prisão em desfavor do condenado. 
 
o Como a Defensoria Pública ainda não foi intimada, não se encerrou a jurisdição em 2ª instância, 
considerando que é possível que interponha embargos de declaração. STJ. 5ª Turma. HC 371.870-SP, Rel. Min. 
Felix Fischer, julgado em 13/12/2016 (Info 597). 
IGUALDADE PROCESSUAL OU PARIDADE DE ARMAS (ART. 5º, CAPUT, CF/88) 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
 
As partes devem ter as mesmas oportunidades, devendo ter assegurados os mesmos direitos, com idênticas 
possibilidades de alegação, prova, impugnação. 
O réu deve ter uma defesa técnica, ninguém pode se defender sozinho, exceto se houver capacidade 
postulatória 
 
 
 
 
5 
EXEMPLOS DE PARIDADE DE ARMAS 
Alegações finais, se essas forem orais, as partes possuem 20 minutos, podendo ser prorrogado por mais 10 
minutos. Contudo, se as alegações finais orais foram convertidas em alegações finais por escrito, o MP e defesa 
terão o prazo de 5 dias. 
Possibilidade de requerer diligências. 
Art. 402. Produzidas as provas, ao final da audiência, o Ministério Público, o querelante e o assistente e, a 
seguir, o acusado poderão requerer diligências cuja necessidade se origine de circunstâncias ou fatos apurados 
na instrução. 
• Saída a sentença, as partes poderão recorrer no prazo de 5 dias. 
MP, no processo penal, não tem prazo em dobro, já a Defensoria Pública tem. 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS – AMPLA DEFESA 
DEFESA TÉCNICA X AUTODEFESA – (ART. 5º, LV, CF/88) 
LV - aos litigantes, em processo judicial administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
o O direito de defesa está ligado diretamente ao princípio do contraditório; 
o Essa proteção deve abranger o direito à defesa técnica (processual ou específica) e à autodefesa 
(material ou genérica), havendo entre elas relação de complementariedade. 
 DEFESA TÉCNICA: 
 Exercida pelo defensor. 
 Necessária, indisponível e irrenunciável: 
Art. 261. Nenhum acusado, ainda que ausente ou foragido, será processado oujulgado sem defensor. 
Parágrafo único. A defesa técnica, quando realizada por defensor público ou dativo, será sempre exercida 
através de MANIFESTAÇÃO FUNDAMENTADA. 
 Art. 263. Se o acusado não o tiver, ser-lhe-á nomeado defensor pelo juiz, ressalvado o seu direito de, a todo 
tempo, nomear outro de sua confiança, ou a si mesmo defender-se, caso tenha habilitação. 
Parágrafo único. O acusado, que não for pobre, será obrigado a pagar os honorários do defensor dativo, 
arbitrados pelo juiz. 
 
 O réu primeiramente é chamado a constituir o advogado, caso ele não faça isso, o juiz suprirá a defesa 
técnica. 
 A sua falta acarreta em nulidade absoluta do processo; 
 O acusado pode a si mesmo defender-se, caso tenha habilitação para tanto; 
 O acusado possui o direito de escolher a sua defesa técnica; 
 
 
 
 
6 
 Necessária em todas as fases processuais; 
 Em regra, na fase do inquérito policial, não há ampla defesa: 
 
SÚMULA VINCULANTE Nº 14: 
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já 
documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, 
digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Por se tratar de procedimento informativo de natureza inquisitorial destinado precipuamente à formação 
do opinio delicti, o inquérito comporta a regular mitigação das garantias do acusatório e da ampla defesa. 
 
 
 
SÚMULA Nº 707 
Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da 
rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. 
 
SÚMULA Nº 708 
É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único defensor, o réu não 
foi previamente intimado para constituir outro. 
 
SÚMULA Nº 523 
No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver 
prova de prejuízo para o réu. 
 
 A falta de defesa acarreta nulidade absoluta. 
 Já a deficiência da defesa acarreta nulidade relativa. 
 
 
AUTODEFESA: 
Exercida pelo próprio réu. 
O réu poderá exercer sua autodefesa de duas formas: 
a) por sua presença; 
O réu deve ser intimado para 
conhecer da ação e constituir seu 
ADV, não pode o juiz suprir de 
ofício. 
 
Se tiver mais de um 
advogado e um deles 
renuncie, o processo 
não será prejudicado. 
 
 
 
 
7 
b) direito de audiência, ou seja, o réu tem o direito de falar no interrogatório. 
O réu pode ser intimado e não comparecer ao ato e isso é facultatividade do réu. 
Capacidade postulatória autônoma: o réu, no processo penal pode atuar individualmente podendo: impetrar 
um HC em favor dele; poderá também recorrer. 
Enquanto a defesa técnica é imprescindível a autodefesa é opcional, é renunciável e disponível. 
 
 
RELATIVIZAÇÃO DA AUTODEFESA 
 
 
Art. 217. Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento 
à testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição por 
videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do réu, prosseguindo na 
inquirição, com a presença do seu defensor. 
Parágrafo único. A adoção de qualquer das medidas previstas no caput deste artigo deverá constar do termo, 
assim como os motivos que a determinaram. 
No caso, existe uma relativização da autodefesa, mas não da defesa técnica. 
o Quando o réu é seu próprio defensor (réu advogado), nesse caso, o juiz nomeia um defensor ad hoc 
apenas para participação deste ato. 
 
Súmula n. 522, STJ: A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial 
é típica, ainda que em situação de alegada autodefesa. 
Nesse caso, tal conduta se amoldará ao art. 307, do CP, não constitui autodefesa. 
Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em 
proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem: 
 
AMPLA DEFESA X PLENITUDE DE DEFESA ART. 5º, XXXVIII 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. 
 
 
 
 
8 
 
A plenitude de defesa busca utilizar-se de qualquer meio lícito, mesmo que não previsto na lei para defesa do 
réu. 
PRINCÍPIO DA PREVALÊNCIA DO INTERESSE DO RÉU OU FAVOR REI OU IN DUBIO PRO REO 
 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
 
o Decorre do princípio da presunção da inocência. 
o Em havendo dúvida na interpretação de um determinado artigo de lei, deve-se privilegiar a 
interpretação que beneficie o réu. 
Art. 386. O juiz absolverá o réu, mencionando a causa na parte dispositiva, desde que reconheça: 
V – Não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal; 
VII – Não existir prova suficiente para a condenação. 
 
Não tem aplicação nas fases de oferecimento de denúncia e na prolação da decisão de pronúncia do Tribunal 
do Júri – prevalece o princípio do in dubio pro societate (STF – Informativo n. 898). 
CONTRADITÓRIO (ART. 5º, LV, CF) 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
Contraditório é o direito de participação, estando apta a pessoa a reagir, ou seja, a manter uma contraposição 
em relação à acusação e de estar informada de todos os atos do processo (direito de participação, de reação 
e de informação). 
 DIREITO DE PARTICIPAÇÃO: na audiência de instrução e julgamento, serão intimadas as partes 
para o comparecimento na audiência. 
 DIREITO DE REAÇÃO: a todo momento que uma das partes oferece alguma petição, a outra parte 
terá o direito de reagir, desde o início do procedimento. 
 DIREITO DE INFORMAÇÃO: no momento do proferimento de sentença, existe um direito de 
informação às partes. 
ESPÉCIES DE CONTRADITÓRIO 
 CONTRADITÓRIO IMEDIATO, DIRETO, REAL: cumprido diretamente, no momento da 
produção da prova. 
 
 
 
 
9 
 CONTRADITÓRIO MEDIATO, DIFERIDO OU POSTERGADO: é a produção de provas 
cautelares e não repetíveis no momento do inquérito policial. 
 Exemplo: interceptação telefônica. 
 O réu se defenderá posteriormente. 
JUIZ NATURAL (ART. 5º, LIII, CF) 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
o Deve-se garantir um juiz imparcial, isento, impedindo julgamento arbitrário ou de exceção. 
o O julgador deve ser previamente escolhido por lei ou pela CF. 
o Nesse sentido, veda-se o tribunal ou juiz de exceção, que seria aquele escolhido após a ocorrência de 
um crime e para determinado caso concreto. 
PUBLICIDADE (ART. 5º, LX, CF) 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse 
social o exigirem; 
 Art. 93, IX CF – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as 
decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e 
a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do 
interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. 
Art. 792, CPP. As audiências, sessões e os atos processuais serão, em regra, públicos e se realizarão nas sedes 
dos juízos e tribunais, com assistência dos escrivães, do secretário, do oficial de justiça que servir de porteiro, 
em dia e hora certos, ou previamente designados. 
§ 1º Se da publicidade da audiência, da sessão ou do ato processual, puder resultar escândalo, inconveniente 
grave ou perigo de perturbação da ordem, o juiz, ou o tribunal, câmara, ou turma, poderá, de ofício ou a 
requerimento da parte ou do MinistérioPúblico, determinar que o ato seja realizado a portas fechadas, 
limitando o número de pessoas que possam estar presentes. 
§ 2º As audiências, as sessões e os atos processuais, em caso de necessidade, poderão realizar--se na residência 
do juiz, ou em outra casa por ele especialmente designada. 
 
 
Em alguns casos existirão sigilo, como, por exemplo, nos casos de crimes contra a dignidade sexual. 
 
 
 
 
10 
 
VEDAÇÃO DAS PROVAS ILÍCITAS (ART. 5º, LVI, CF) 
LVI – são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
CPP, Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas 
as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. 
§ 1º São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de 
causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das 
primeiras. 
§ 2º Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios 
da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. 
§ 3º Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão 
judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. 
ESPÉCIES DE PROVAS ILEGAL: 
• PROVA ILEGÍTIMA: ocorre quando é infringida norma de caráter processual (CPP). 
• PROVA ILÍCITA: ocorre quando é infringida norma de caráter material (CF, CP). 
TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA: 
Vedação das provas ilícitas, e as provas que derivam de uma prova ilícita. 
 
 
EXCEÇÕES À TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA : 
TEORIA DA FONTE INDEPENDENTE: quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras 
é aceitável; e 
TEORIA DA DESCOBERTA INEVITÁVEL: determina que sejam aceitas aquelas que puderem ser obtidas 
por uma fonte independente das primeiras. 
Publicidade Ampla Geral Popular Plena
Publicidade Restrita Específica
T. Frutos árvore 
envenenada e 
descoberta inevitável 
 Fonte 
Independente 
 
 
 
 
11 
 
ATENÇÃO Art. 157, § 5º, CPP: 22/01/2020: Ministro Relator Luiz Fux nas ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305. 
Suspendeu a eficácia, ad referendum do Plenário, da alteração do juiz sentenciante que conheceu de prova 
declarada inadmissível. 
§ 5º O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível não poderá proferir a sentença ou 
acórdão. 
A serendipidade é o encontro fortuito de provas relacionadas a outro fato e será admitida em outro processo 
como prova emprestada. 
INTRANSCENDÊNCIA OU PESSOALIDADE 
 O processo penal é instaurado apenas em face de quem efetivamente cometeu o crime. 
 Com a morte do acusado a execução não será transferida para alguém da família, pois seu falecimento 
culmina na extinção do processo. 
 Somente a pessoa condenada irá cumprir a pena. 
 O processo será extinto com a morte (Art. 107, I, CP). 
 Seus efeitos se dão apenas aos penais, não repassando aos efeitos extrapenais. 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS IMPLÍCITOS NO PROCESSO PENAL 
 
NÃO 
AUTOINCRIMINAÇÃO 
(NEMO TENETUR SE 
DETEGERE): 
O réu não é obrigado a produzir provas contra si. 
Fator Ativo: não é obrigado a produzir provas contra si. 
Fator Passivo: mas ele pode ser colocado no meio de outras pessoas, para que a 
vítima o identifique como sendo o autor do crime. (Reconhecimento pessoal) 
Ninguém é obrigado ao ir ao BAR - 
Bafômetro, Acareação e Reconstituição do crime. 
 
O direito ao silêncio é uma decorrência do princípio do nemo tenetur se detegere. 
 
INICIATIVA DAS 
PARTES: 
• Veda que o juiz inicie a atividade de ofício por procedimento judicialiforme, 
exigindo-se para tanto a iniciativa do titular da ação (art. 26, CPP – tacitamente 
revogado). 
 
 
 
 
 
12 
EXCEÇÃO: 
O magistrado pode conceder provimentos judiciais de ofício: 
• Concessão de habeas corpus (art. 654, § 2º, do CPP); 
• Relaxamento da prisão em flagrante; 
• Revisão da manutenção da prisão preventiva (a cada 90 dias (art. 316, § único, 
CPP); 
• Revogar prisão preventiva (art. 316, CPP). 
CONGRUÊNCIA 
 
Trata-se da correlação entre a acusação e a sentença: o fato imputado ao réu na 
peça inicial acusatória tem que guardar perfeita correspondência com o fato 
reconhecido pelo juiz na sentença. 
 
• O réu se defenderá dos fatos e circunstâncias narradas, e não da capitulação do 
fato típico. 
 
EXCEÇÃO: 
Emendatio libelli (art. 383, CPP): atribuição de definição jurídica diversa (juiz) 
Mutatio Libelli (art. 384, CPP): Aditamento da denúncia (MP). 
DUPLO GRAU DE 
JURISDIÇÃO: 
 
• Reexame da causa; 
• Irresignação natural da parte sobre a decisão. 
• Previsão implícito no devido processo legal + direito à ampla defesa e expresso no 
Pacto de São José da Costa Rica. 
JUIZ IMPARCIAL 
 
• Decorre do princípio do juiz natural; 
• Jurados do Tribunal do Júri atuam como órgão julgador; 
• Veda-se o juiz suspeito ou impedido (arts. 252 a 254, CPP); 
MP E DPE 
 
Os Ministérios Públicos não funcionarão nos processos em que o juiz ou parente até 
o terceiro grau, aplicam-se as prescrições relativas à suspeição e aos impedimentos 
dos juízes (Art. 258) 
 
 
 
 
 
13 
Defensoria Pública: não funcionarão como defensores os parentes do juiz (Art. 267 
CPP) 
OBRIGATORIEDADE DA 
AÇÃO PENAL PÚBLICA 
E INDISPONIBILIDADE 
DA AÇÃO PENAL 
PÚBLICA 
• Obrigatoriedade: dever imposta à polícia judiciária e ao Ministério Público de, 
respectivamente, investigar e processar crimes (de ação penal pública) – Art. 24, 
CPP. 
 
Admite mitigação: 
No âmbito das infrações de menor potencial ofensivo (Lei n. 9.099/95), o MP pode 
propor a transação penal em vez da denúncia, bem como acordo de leniência e 
colaboração premiada. 
• Indisponibilidade: não pode desistir – artigos 42 e 576, CPP. 
• Entretanto, a ação penal privada baseia-se na conveniência/oportunidade da 
vítima. 
OFICIALIDADE 
• A atividade persecutória é realizada por órgãos oficiais do Estado, não sendo 
possível de ser exercida por particulares. 
OBS.: 
Persecução Penal: 
a) investigação (inquérito policial); 
b) ação penal (processo) - o MP atua na ação penal pública e oferece a denúncia, o 
juiz recebe a denúncia e dá prosseguimento ou não no processo. 
OFICIOSIDADE 
As autoridades públicas incumbidas da persecução penal devem agir, em regra, de 
ofício, sem necessidade de provocação ou assentimento de outrem. 
 Delegado de polícia na investigação/instauração (art. 5º, CPP); 
 Ministério Público no oferecimento da denúncia. 
AUTORITARIEDADE 
 
• Os órgãos investigantes (IP – delegado) e processantes (MP) devem ser 
autoridades públicas. 
 
• Não se aplica à ação penal privada, pois o ofendido (querelante) contrata um 
advogado para oferecer ou não a queixa-crime, ou seja, há particulares atuando no 
processo. 
 
 
 
 
14 
VEDAÇÃO DA DUPLA 
PUNIÇÃO - NE BIS IN 
IDEM 
• Impede que a pessoa seja processada e condenada duas vezes pelo mesmo fato. 
Correlacionam-se com essa vedação: a exceção da litispendência e a exceção da 
coisa julgada (Art. 95, CPP). 
 
PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE DITOS 
 
BUSCA DA 
VERDADE REAL. 
• Busca-se chegar a uma verdade mais próxima da realidade. 
• Prevalecem os direitos indisponíveis. 
• Busca pela verdade real/material/objetiva para chegar a verdade mais próxima da realidade. 
• A revelia não presume os fatos como verdadeiros. 
ORALIDADE 
(CONCENTRAÇÃO, 
IMEDIATIDADE, 
IDENTIDADE 
FÍSICA DO JUIZ). – 
ART. 400, CPP 
Oralidade: 
• A instrução e a sentença devem ser em regra oral; 
• EXCEÇÕES: Alegações orais convertidas em memoriais escrito. 
Concentração: 
Toda colheita de prova e o julgamento, em regra, serão feitos em uma única audiência, embora 
seja possível a realização de mais de uma audiência. 
Imediatidade: magistrado tem contato direto com a colheita da prova; 
Identidade física do juiz:visa a aptidão do juiz, visto que ele acompanhou todo o processo e 
teria mais propriedade para julgá-lo (Art. 399, CPP). 
EXCEÇÕES: juiz convocado, licenciado, afastado, promovido ou aposentado. 
INDIVISIBILIDADE 
DA AÇÃO PENAL 
PRIVADA - ART. 
48, CPP 
Visa impedir a vingança privada - o ofendido não pode escolher contra quem processar para 
não se tornar uma vingança privada. 
COMUNHÃO DE 
PROVAS 
Uma vez produzida, a prova pertence ao juízo e pode ser utilizada por todas as partes, mesmo 
que a prova tenha sido requisitada por uma só das partes. 
 
 
 
 
15 
IMPULSO OFICIAL 
- (ART. 251, CPP) 
• Uma vez iniciada a ação penal, o juiz tem o dever de promover o seu andamento até a sua 
etapa final 
LIVRE 
CONVENCIMENTO 
MOTIVADO 
Existem três sistemas: 
• Livre convencimento motivado: juiz forma seu convencimento de forma livre, deve 
fundamentar sua decisão (art. 155, CPP; art. 93, IX, CF) para que a sociedade possa fiscalizá-la. 
 
• Íntima convicção: Tribunal do Júri – tem-se a íntima convicção dos jurados através das 
cédulas. 
 
• Sistema de análise legal/tarifada: se o crime deixou vestígios, deve ser feito o exame pericial 
(art. 158, CPP). 
Exceções ao princípio da motivação das decisões judiciais (art. 93, IX, CF): 
1. Decisões do conselho de sentença no Júri (sigilo das votações, sistema da íntima convicção). 
2. Recebimento da denúncia nos procedimentos que não preveem defesa preliminar (mero 
"juízo de prelibação", exceção à motivação, cabível recebimento tácito se o juiz se omitir sobre 
o recebimento, mas determinar prosseguimento do feito. 
3. Despachos de mero expediente (não têm cunho decisório). 
 
LEALDADE 
PROCESSUAL 
• Dever da verdade, vedando-se o emprego de meios fraudulentos (art. 347, CP – fraude 
processual). 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIA 
 
 
 
 
16 
AULAS ASSISTIDAS 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. 
Brasília, 5 de outubro de 1988 Disponível 
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm.> 
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. STF. Disponível 
em:< http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/menuSumarioSumulas.asp> 
BRASIL. Superior Tribunal da Justiça. STJ. Disponível 
em:< https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/>

Mais conteúdos dessa disciplina