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Sumário 
1 ASPECTOS HISTÓRICOS E REGULAMENTAÇÃO DA 
PSICOPEDAGOGIA............................................................................................ 4 
1.1 A formação e regulamentação da Psicopedagogia ...................................... 6 
2 A ATUAÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA ........................................................... 8 
2.1 Piscopedagodia Clínica Institucional ............................................................ 9 
2.2 Piscopedagogia Escolar ............................................................................. 10 
2.3 Caracterização das dificuldades de aprendizagem .................................... 13 
3 O PEDAGOGO E A EDUCAÇÃO FORMAL, INFORMAL E NÃO 
FORMAL............................................................................................................ 15 
4 O PEDAGOGO E SUA ATUAÇÃO EM DIFERENTES ESPAÇOS 
EDUCACIONAIS NÃO ESCOLARES ............................................................. 23 
5 A PSICOPEDAGOGIA E O PSICOPEDAGOGO: A REGULAMENTAÇÃO EM 
DEBATE............................................................................................................ 29 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 31 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
Prezado aluno, 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase 
improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao 
professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o 
tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos 
ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não 
hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de 
atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
4 
 
 
1 ASPECTOS HISTÓRICOS E REGULAMENTAÇÃO DA 
PSICOPEDAGOGIA 
A Psicopedagogia surge da importância de compreender as necessidades 
das crianças com dificuldades de aprendizagem cujas causas têm sido 
estudadas em outras disciplinas como a psicologia e a pedagogia. 
Na formulação de Bossa (2007, p. 72), as origens da psicopedagogia 
ocorreram na Europa do século XIX, chamando a atenção para os problemas de 
aprendizagem na região. A psicopedagogia surgiu com a proposta do uso de 
técnicas de trabalho desenvolvidas individualmente ou em grupo para auxiliar o 
processo de aprendizagem. 
No entanto, para Amorim (2013, p. 6), a psicopedagogia começou na 
França no século XX com os autores Françoise Dalto, Julian Ajuriaguerra, Pichon 
Riviére, Louise Picg, entre outros, quando realizaram estudos para solucionar 
problemas de fracasso escolar utilizando intervenções médicas, psicologia, 
psicanálise e pedagogia. Os primeiros Centros Psicopedagógicos foram criados 
na França na década de 1940 para trabalhar com crianças com problemas 
escolares ou comportamentais com o auxílio de equipes profissionais nas áreas 
de psicologia, psicanálise e pedagogia. 
Nesse período, as dificuldades e/ou problemas de aprendizagem eram de 
natureza médica e tratados por meio de procedimentos corretivos, e os 
problemas de reprovação acadêmica estavam relacionados a problemas 
comportamentais, cognitivos, afetivos e de desenvolvimento motor. 
O movimento da psicopedagogia no Brasil expandiu-se pela Europa, 
Estados Unidos e, posteriormente, Argentina, ainda enfatizando aspectos 
 
5 
 
 
relacionados ao fracasso escolar, sendo inicialmente fortemente influenciado 
pela Argentina, seja pela proximidade geográfica ou pelo fácil acesso à literatura. 
Na década de 1970, os problemas de aprendizagem eram reconhecidos 
como fator orgânico na determinação da forma de tratamento, muitas vezes 
associados à disfunção neurológica, ou seja, ainda mantendo a visão 
medicalizada de suas origens. Nesse período, as altas taxas de evasão e 
repetência levaram alguns profissionais a se concentrarem no diagnóstico e na 
intervenção dos problemas de aprendizagem. 
Os registros indicam que a psicopedagogia surgiu no Brasil na década de 
1970, e baseava-se em grande parte nos referenciais teóricos desenvolvidos na 
França e na Argentina. Em 1979, após quase 20 anos de prática psicoeducativa, 
na cidade de São Paulo, foi oferecido o primeiro curso psicopedagógico no 
Instituto Sedes Sapietiae. 
Assim, para Fagali (2007), uma das matrizes que produziram cursos de 
psicopedagogia foi o Instituto Sedes Sapietiae, quando mencionou que as raízes 
dos cursos de formação em psicopedagogia são as geradoras de líderes de 
mudança que, ao prosperarem, também passaram a formar membros da 
Associação de Psicopedagoga em São Paulo. 
As primeiras formações em Psicopedagogia decorreram a níveis de 
capacitações e formações livres com duração até 720 horas, não sendo 
considerada uma profissão. A partir da década de 1990, o currículo foi alterado 
para níveis de especializações. 
Para Rubinstein (1987, p. 13), a Associação Nacional de Psicopedagogia 
de São Paulo, criada por um grupo de profissionais atuantes na região e 
formados em psicopedagogia no Instituto Sedes Sapientie, dando início ao 
reconhecimento como categoria de profissionais e fortalecendo seu papel na 
 
6 
 
 
comunidade. Além da expansão da associação, que inicialmente foi realizada 
apenas no interior de São Paulo, mas posteriormente em outros estados da 
União, implantou-se a proposta de criação da Associação Brasileira de 
Psicopedagogia, fortalecendo a psicopedagogia em o país. 
Nesse sentido, após seis anos de funcionamento, a Associação Estadual 
de Psicopedagogia de São Paulo tornou-se a Associação Brasileira de 
Psicopedagogia, um marco fundamental em 1988 ao assumir o campo do saber 
psicopedagógico do corpo de classe. 
Desde 2000, algumas faculdades registraram cursos profissionalizantes 
de psicopedagogia, cursos profissionalizantes de psicopedagogia clínica e 
institucional e outras disciplinas no Ministério da Educação e Cultura, com carga 
horária de 360 horas, e profissionais de diversas áreas passaram a fazer cursos 
de psicopedagogia. 
1.1 A formação e regulamentação da Psicopedagogia 
A psicopedagogia surgiu na necessidade de melhor compreender e 
encontrar soluções diante das dificuldades de aprendizagem, tornando-se um 
campo específico de pesquisa do conhecimento com objetos de estudo próprios. 
A formação desempenha um papel importante na criação de uma identidade 
profissional psicoeducativa. Nesse sentido, Noffs (2016) afirma em sua pesquisa 
sobre a formação da psicopedagogia: 
Entendemos que o conceito de formação está relacionado com o 
conceito de desenvolvimento pessoal e o trabalho em que as pessoas 
devem "se conhecer" para que possam assumir que são donos de 
professores na perspectiva de facilitar a aprendizagem em situações 
de ensino, independentemente das diferenças ou dificuldades. 
(NOFFS 2016, p. 113) 
Desta forma, a formação ocorre em todas as fases da nossa vida e 
constitui uma aprendizagem contínua de experiência, mudança e conhecimento 
 
7 
 
 
específico. No entanto, a formação profissional e a aprendizagem específica é 
um processo que possibilita a formação e a competência para exercer um oficio. 
A trajetória histórica da supervisão profissional de psicopedagogos é 
importante como mecanismo de consolidação das identidades profissionais e de 
suas práticas, e suas necessidades são crescentes nas instituições públicas e 
privadas. 
Noffs propôs algumas consideraçõesem um estudo sobre a formação e 
regulação da atividade Psicopedagoga: 
A especialização em cada caso deve andar de mãos dadas com o 
antigo e o novo, ou seja, no Brasil, o credenciador pode ser entendido 
como uma visão corporativa. Estabelecemos que muitos 
comportamentos profissionais regulamentados são legitimados 
socialmente (como vimos na psicopedagogia), porém, exigem 
segurança de credenciamento. Esse reconhecimento em nossa cultura 
ocorre quando a validade de um certificado de conclusão de curso é 
emitido por um órgão regulador relevante para o campo nacional e 
refletido por meio de leis e regulamentos. (NOFFS, 2016, p. 113) 
A profissionalização é buscada por diversos segmentos profissionais em 
busca de especializações e aprimoramentos visando melhores condições de 
trabalho, remuneração e a criação de projetos de políticas de treinamento. 
Regulamentar a atividade em psicopedagogia autorizará pessoas 
formadas por instituições credenciadas a realizar esta atividade. A aprovação de 
um projeto de lei para regular a psicopedagogia é, portanto, um processo político 
que legitimamente permitiria o exercício das profissões existentes. Mas, além de 
estabelecer regras e padrões para os profissionais, a lei também deve 
estabelecer padrões sobre quem são os profissionais, o mercado em que atuam 
e, principalmente, sua função. 
Nesse sentido, não podemos deixar de lembrar que a regulamentação da 
psicopedagogia não trará benefícios exclusivos aos psicopedagogos, mas a toda 
 
8 
 
 
a sociedade brasileira, que poderá atuar nos mais diversos ambientes de acesso 
aos serviços desses profissionais. Dessa forma, eles podem acessar apoio, 
orientação e terapia psicopedagógica na esfera pública ou privada. 
No entanto, a psicopedagogia é considerada uma profissão de fato e não 
está formalmente regulamentada, mas na prática está incluída no rol de 
tratamentos necessários para reabilitação cognitiva, tratamento de síndromes e 
doenças. Além disso, em muitas escolas, hospitais públicos e privados, 
instituições governamentais de atenção psicossocial, a presença desses 
profissionais tornou-se uma realidade e é considerada uma atividade 
economicamente produtiva que contribui cada vez mais para a sociedade 
brasileira. 
2 A ATUAÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA 
A psicopedagogia é atualmente reconhecida como um campo de 
conhecimento interdisciplinar que consiste no conhecimento de novas 
abordagens de objetos de aprendizagem/ensino voltados para auxiliar a 
aprendizagem humana. 
Os psicopedagogos são profissionais preparados para ajudar pessoas 
com problemas de aprendizagem, desempenhando um papel na prevenção, 
avaliação, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional de possíveis 
dificuldades educativas patológicas. 
Deste ponto de vista, a sua formação exige o domínio de saberes e 
atribuição da psicologia, das ciências da educação e de outras áreas diversas, 
uma vez que a exposição à multiculturalidade dos saberes e à diversidade do 
cotidiano que permite diferentes trajetórias de trabalho. A teoria histórico cultural 
 
9 
 
 
parte do pressuposto de que, na presença de condições adequadas de vida e de 
educação, as crianças se desenvolvem intensamente. Essa teoria foi criada por 
Vygotsky. 
O trabalho da psicopedagogia caracteriza-se pelo processo de 
aprendizagem e desenvolvimento humano, e os atuais campos de atuação da 
psicopedagogia são clínico, institucional e escolar. 
2.1 Piscopedagodia Clínica Institucional 
Dadas as baixas taxas de utilização da aprendizagem observadas em 
nosso país, o campo da psicopedagogia está se expandindo tanto clínica quanto 
institucionalmente. Nessa perspectiva, o trabalho da psicopedagogia é construir 
conhecimento, mas também requer transformação interior para desenvolver uma 
percepção do mundo e do outro. 
A psicopedagogia clínica é realizada terapeuticamente, e os 
psicopedagogos que atuam nas clínicas e se concentram em descobrir por que 
o sujeito não está aprendendo e como ajudá-lo (BOSSA, 2000, p. 8). À medida 
que o trabalho se desenvolve, o psicopedagogo colabora na construção da 
autoestima, levando assim o sujeito a descobrir suas habilidades e talentos e 
construir seu conhecimento. O atendimento clínico ocorre em centros de saúde 
e clínicas, geralmente de forma individual. 
A psicopedagogia institucional pode ser desenvolvida em hospitais, setor 
comercial, organizações de ajuda e instituições escolares. O trabalho do 
psicopedagogo institucional segue uma série de peculiaridades, procurando 
amenizar as dificuldades de aprendizagem, analisando as práticas 
metodológicas de ensino, orientando o diagnóstico, encontrando as causas das 
dificuldades de aprendizagem nas instituições, enfim por meio de oficinas e 
projetos bem elaborados das dificuldades encontradas. 
 
10 
 
 
Portanto, o psicopedagogo institucional trabalha com múltiplas fontes de 
dados, desde métodos observacionais, entrevistas, conversas casuais, 
documentos. 
A partir do momento em que esse profissional atua como suporte, 
mediador e facilitador da atividade, a presença de um psicopedagogo 
empresarial/institucional auxilia na gestão do trabalho, sugerindo estratégias e 
pedagogias para as dificuldades encontradas pela instituição. 
Segundo (Bossa, 2000, p. 74), o trabalho do psicoepedagogo institucional 
é fazer da instituição não um problema, mas uma solução. Contribuindo para o 
desenvolvimento do ser humano e a construção do conhecimento. O 
psicopedagogo institucional pode colaborar com seu conhecimento para 
desenvolver programas instrucionais e também podem ajudar as escolas a 
responderem perguntas educadas como: O que é ensinado? Como ensinar? Por 
que ensinar? Assim, o psicopedagogo pode realizar diagnósticos institucionais 
para detectar problemas educacionais que prejudicam a qualidade do processo 
de ensino. 
Assim, um psicopedagogo pode atuar em escolas e empresas (pedagogia 
institucional) e clínicas (pedagogia clínica), pois através de sua formação procura 
preencher as lacunas encontradas na formação inicial de psicólogos e 
educadores, utilizando uma abordagem e aprofundamento teórico e aspectos 
práticos. Especificamente utilizado para realizar tarefas psicopedagógicas 
típicas em contexto escolar. 
2.2 Piscopedagogia Escolar 
Além de refletir e intervir em questões relacionadas ao desenvolvimento 
cognitivo, psicomotor e emocional implícitos em diferentes situações de 
 
11 
 
 
aprendizagem, a psicopedagogia também contribui para a compreensão das 
questões e o aprendizado. 
A intervenção psicopedagógica é um mecanismo educacional que visa 
expressar plenamente as atividades de ensino e aprendizagem da escola e 
atender às necessidades de formação e desenvolvimento global dos alunos. 
Na perspectiva de Carvalho: 
Além dos ajustes curriculares, as interações psicopedagógicas incluem 
ações específicas de apoio aos alunos individualmente ou em 
pequenos grupos. O ensino psicológico deve ser realizado em torno de 
aspectos cognitivos, motores, linguísticos e afetivos, sempre visando o 
sucesso da aprendizagem.. (CARVALHO, 2000, p.87) 
Desse modo, existem muitas recomendações na literatura profissional 
sobre intervenções psicopedagógicas nas escolas, algumas das quais se 
relacionam com as condições em que os alunos adquirem o que é ensinado, 
como evitar estímulos excessivos na decoração da sala de aula, pois podem 
aumentar a distração, especialmente aquelas pessoas com dificuldades de 
aprendizagem. Outros referem-se à abordagem teórica que fundamenta as 
atividades propostas pelos professores e a forma como as ensinam. 
Na visão de Gortázara (1995), as intervenções psicopedagógicas podem 
ocorrer de diferentes formas ou em diferentes momentos antes que o tema seja 
explicado pelo professor do grupo/turma; concomitantemente em sala de aula, 
ou após o assunto ter sido explicado apenas em sala de aula. 
Fernandes (2000, p. 36)enfatizou que a intervenção psicopedagógica de 
uma escola deve, simultaneamente, direcionar seu foco por meio de exemplos 
que sustentem o corpo de aprendizagem de cada aluno; temas pedagógicos que 
habitam e nutrem cada aluno; a relação do professor com seu grupo e as 
relações especiais dos alunos; a forma como o professor aprende e, portanto, a 
 
12 
 
 
maneira como ensina; os grupos de pares reais e imaginários aos quais o 
professor pertence e o sistema educacional como um todo. 
Para atuar sobre as causas do insucesso escolar, é necessário que a 
psicopedagogia não se limite ao consultório, mas a outras áreas como a escola, 
ao invés de tentar trazer o ofício para a escola ou propor uma psicopedagogia 
superior para excluir ou distorcer a educação de aprender. As intervenções 
psicopedagógicas precisam trabalhar com outras disciplinas, especialmente a 
pedagogia, de forma interdisciplinar, ao invés de tentar replicá-la ou substituí-la. 
Segundo Cavicchia (1996, p. 208), a atuação do psicopedagogo está mais 
próxima do que se entende tradicionalmente como o campo da psicologia 
educacional. Essa posição de coordenador instrucional define o papel do 
orientador no processo educacional, seja atuando em nível de toda a instituição 
(acessor) ou de unidade (coordenador pedagógico) no trabalho de ponte e 
coordenação da instrução institucional. 
Bossa, sobre dificuldades de aprendizagem disse: 
Determinar a causa dos problemas de aprendizagem escolar requer 
intervenção especializada. Embora a aprendizagem seja um processo 
natural, ela surge de atividades mentais complexas que incluem 
processos de pensamento, percepção, emoção, memória, habilidades 
motoras, mediação, conhecimento prévio e etc. (BOSSA, 2000, p.12) 
Como pode ser observado na literatura descrita, os psicopedagogos são 
profissionais que se preparam para a prevenção, diagnóstico e tratamento das 
dificuldades de aprendizagem escolar. 
Segundo Bossa (2000, p. 12) para o diagnóstico e tratamento dos 
problemas de aprendizagem, os psicopedagogos utilizam recursos como testes, 
figuras, histórias, atividades didáticas, jogos, brinquedos, etc. Esses recursos 
constituem uma importante ferramenta linguística e revelam dados sobre nossas 
 
13 
 
 
vidas que muitas vezes são secretos para nós mesmos. Com base nesses 
dados, é desenvolvido um plano de intervenção. 
O trabalho de integração entre psicopedagogo, professores, escolas e 
famílias é muito importante. Assim, no trabalho do profissional psicopedagógico, 
é preciso definir os papéis dele, do professor, da escola e da família. 
Nas escolas, psicopedagogos institucionais trabalharão com professores 
e outros profissionais para melhorar as condições do processo de ensino e 
prevenir problemas de aprendizagem. Por isso é muito importante que a escola 
tenha um psicopedagogo institucional. 
2.3 Caracterização das dificuldades de aprendizagem 
Os psicólogos educacionais em ambientes escolares trabalham para 
mudá-lo, reorientando o processo de ensino. Além de compreender as intenções 
das escolas e seus programas políticos de ensino, os psicopedagogos permitem 
a reflexão sobre os métodos educacionais e a investigação das causas das 
dificuldades escolares e dos problemas de aprendizagem, refletindo e 
reconstruindo ambientes significativos. 
Para tanto, vale-se de conhecimentos de diversos campos, como 
pedagogia, psicanálise, epistemologia, linguística, neuropsicologia, etc., para 
visualizar o ser humano como sociedades e complexos engajados em relações 
sociais e influenciados por condições orgânicas e culturais. Cabe a esses 
profissionais identificar as rupturas no processo de aprendizagem e mediar entre 
alunos, professores e familiares a utilização de métodos de intervenção para 
estimular a aprendizagem, uma vez que a primeira entrevista psicopedagógica 
deverá ser focada nos problemas familiares. Assim sendo, a teoria da psicanálise 
estabelece que a aprendizagem não vai do simples ao complexo, mas do 
 
14 
 
 
complexo ao simples (do geral para o particular); e a complexidade é que dá 
significado. 
Segundo Rosário (2015), a abordagem das dificuldades de aprendizagem 
dos alunos possui dois aspectos, nomeadamente os internos, como os fatores 
neurológicos, químicos ou genéticos, e as dificuldades causadas por fatores 
externos, como os distúrbios emocionais. Ou porque escolas e professores usam 
métodos ineficazes, que são chamados de fatores intrínsecos. 
Vários estudos descrevem a relação entre o apoio familiar e o 
desempenho do aluno em leitura e escrita, bem como recursos utilizados pelas 
famílias, como livros, revistas e brinquedos didáticos, que se caracterizam como 
úteis na superação das dificuldades de aprendizagem. 
Outra característica das dificuldades de aprendizagem descritas são as 
estratégias de aprendizagem utilizadas pelas escolas e seu impacto no 
desempenho em leitura, escrita e números. Além de utilizar tecnologias e 
aplicativos como tablets, quando usados corretamente, podem ajudar a superar 
dificuldades. Outro aspecto descrito é o crescimento das pesquisas sobre 
bullying escolar e programas de intervenção antibullying, que podem auxiliar os 
alunos a superar as dificuldades de aprendizagem. 
Assim, fica claro que as dificuldades de aprendizagem físicas, ambientais, 
familiares, psicológicas, emocionais e sociais têm múltiplas causas e causas. 
Portanto, na visão de Scoz (2009, 22), é importante compreender a dificuldade 
de forma multidimensional em que fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais 
e pedagógicos influenciam os problemas de aprendizagem. 
 
15 
 
 
3 O PEDAGOGO E A EDUCAÇÃO FORMAL, INFORMAL E NÃO FORMAL 
A atuação do professor é pautada pelo processo de ensino e proporciona 
aprendizado nas etapas iniciais, principalmente na alfabetização, contribuindo 
para melhorar a qualidade e fortalecer as bases da construção do conhecimento 
dos alunos, o que pode afetar sua capacidade de compreensão de conteúdos, 
interesses e desenvolvimento cognitivo ao longo da vida. Portanto, a pedagogia 
é considerada uma ciência da educação. 
Diante disso, todas as profissões que normalmente envolvem contato 
humano precisam repensar suas práticas e se reinventar em tempo recorde para 
se manterem ativas, principalmente a atuação de profissionais da educação, 
incluindo educadores, de todo o mundo. O volume de trabalhos de casa na área 
de ensino aumentou drasticamente, exigindo mais e novos aprendizados para 
se familiarizar e dominar novas tecnologias, desenvolver novos hábitos e 
práticas para manter o interesse, estimular o engajamento e buscar alguns 
resultados no ensino a distância. 
Com isso em mente, discute como a educação funciona remotamente, se 
é possível aprender fora da escola, se a prática é educacional, instrucional ou 
didática, e onde e como os cenários podem se beneficiar do uso de ferramentas 
de ensino, por exemplo, os profissionais da pedagogia devem se encontrar 
presencialmente. A necessidade de um ensino local não convencional, 
valorizando seus protagonistas educacionais, e muitas outras questões estão 
ganhando destaque na sociedade atual. 
Conhecer a amplitude da capacidade de formação de um educador, 
independente do espaço físico em que ele possa ou precise trabalhar, 
surpreenderá muitos com a amplitude que isso pode acontecer, pois a sociedade 
 
16 
 
 
tem uma visão tradicionalista até mesmo limitada da pedagogia. Muitos outros 
espaços podem surgir e que são ignorados, como hospitais, museus, empresas, 
ONGs, instituições religiosas, centros de ciências, campos rurais, residenciais, 
jurídicos, psicoeducacionais, etc. 
Com base em todas essas reflexões, vale também considerar as 
mudanças que ocorreram na formação do educador para que ele desenvolva 
uma consciência de suas habilidades, uma visão de como trabalhar em 
diferentes espaços tendo as ferramentas para fazê-lo. Performances,fundamentos teóricos e recursos podem ser atuados de forma completa e 
agregada dependendo do espaço disponível e das necessidades dos alunos 
Para isso, educadores contemporâneos são formados para diversificar 
conteúdos, buscando trabalhar temas como a sociologia para que possam 
desenvolver consciência, empatia e ação sobre questões que permeiam a 
sociedade. A história da educação para a compreensão da evolução da 
profissão, os erros e acertos de séculos de prática de formação ao redor do 
mundo, e todas as pesquisas que afetam direta ou indiretamente nossa visão 
educacional hoje. 
Dentre as muitas disciplinas consideradas cruciais para a formação de 
educadores, ainda está a psicologia educacional, que atua junto aos educadores 
para compreender os principais fatores psicológicos que podem influenciar 
(positiva ou negativamente) a qualidade do aprendizado e a capacidade de 
absorção de conteúdos, afetando diretamente formação. A gestão e organização 
do trabalho docente e o estudo da pedagogia e dos currículos, envolvendo 
diversos setores e normas relacionadas ao funcionamento das instituições de 
ensino, como administração, finanças e eficiência. 
 
17 
 
 
Notadamente, a formação do educador também precisa considerar coisas 
como o uso da criatividade e recreação (aprendidas em disciplinas como artes 
educativas) e como atuar de forma formativa e pedagógica com alunos com 
necessidades especiais, tendo em vista as deficiências físicas. Nas pesquisas 
apresentadas nas disciplinas Inclusiva e Libra, na maioria das vezes, a má 
formação ou síndrome não representa incapacidade para aprender coisas novas 
ou desenvolvimento cognitivo. 
Assim como aqueles alunos que não conseguem aprender no chamado 
ambiente formal, na faixa etária ideal, com a mesma capacidade de aprender, 
bagagem cultural e conhecimento de suas próprias experiências, devem ser 
valorizados, compreendidos e educados em uma forma que eles se sintam 
apreciados Maneira respeitosa. Nesse raciocínio, Maria Glória Gohn afirma: 
Assim, vemos a educação como um facilitador dos mecanismos de 
inclusão social, promovendo a aquisição de direitos civis. É um 
conceito ampliado que estende o campo da educação para além das 
escolas, salvando alguns ideais que foram esquecidos pela 
humanidade, como o exemplo de civilização. (GOHN, 2001, p. 13) 
Nota-se que essas são apenas algumas das muitas disciplinas 
consideradas essenciais para a formação de educadores, e todas respeitam a 
expertise de cada disciplina e visam compreender coisas como infância, 
adolescência, política, história, sociedade, cultura, criatividade e outros 
conceitos. 
Reforçar a teoria por meio de disciplinas práticas, como estágios 
orientados, de forma direcionada (com subsequentes docentes de graduação) 
àqueles educadores em formação no momento de contato entre teorias de 
aprendizagem universitária (a partir de muitas leituras, reflexões e trocas 
vivenciais) e realidades educacionais A amplitude da prática docente para as 
futuras profissões. 
 
18 
 
 
Começando com uma visão geral de como os educadores são formados, 
passa-se a discutir como tudo isso prepara e contribui para o trabalho em um 
espaço educacional formal ou informal e como eles aproveitam oportunidades, 
ideias e desenvoltura. Vendo a necessidade e considerando as diversas 
barreiras (políticas, econômicas e sociais) que impedem milhares de pessoas de 
aprender todos os anos, o analfabetismo e a desigualdade estão aumentando 
no Brasil. A constatação de que as pessoas não podem receber a educação 
formal de maneira tradicionalmente esperada cria na pedagogia a necessidade 
de considerar a atuação dos educadores em espaços educativos não escolares. 
Tendo abordado a questão da abrangência da formação de educadores, 
é necessário distinguir três categorias de educação: educação formal (EF), 
educação não formal (ENF) e educação informal (EI) para identificar áreas de 
ação para a Educação Não Escolar. 
Posto isto, e tendo em conta os métodos educativos específicos de cada 
categoria, observou-se que devido à sua prática sistemática, com intenções 
claras e organização metodológica, a Educação Não Escolar enquadra-se no 
modelo Não Formal, mas como revela Severo (2015, p. 569), não conferem 
certificação oficial compatível ao sistema de títulos acadêmico, definindo-a como 
uma experiência educacional única, altamente contextualizada, relevante para 
os domínios cultural, laboral e social que pode ocorrer em diferentes espaços e 
contribuir para a formação de novos conhecimentos, perspectivas e prática 
profissional. 
No mesmo contexto, o processo educacional existe em um espaço 
diferente do modelo educacional formal que ocorre nas escolas. Um espaço não 
escolar é “espaço educativo fora dos muros da escola”, podendo ocorrer de 
forma específica, mas de modo geral, para atender a necessidades coletivas, 
por exemplo, de ONGs, movimentos sociais, associações, igrejas, cooperativas, 
 
19 
 
 
sindicatos, partidos políticos, empresas, ambientes gratuitos, hospitais e outras 
agências que atendem às necessidades são usadas para educar as pessoas 
nesses ambientes de alguma forma. 
Assim, percebe-se que a atual responsabilidade educacional não se limita 
mais às escolas, nem à transmissão de saberes, mas se abre a diversos espaços 
de interação e compartilhamento de conhecimentos, experiências e vivências. 
Assim, seguindo a linha de raciocínio de Severo (2015), a desescolarização pode 
ser descrita como uma prática educativa consciente, organizada e pluralista, 
intimamente relacionada à vida, à história, à cultura e ao contexto social, e que 
pode se desenvolver localmente. Em contextos sociais e institucionais fora da 
escola, há necessidade de mediação e expressão de saberes que contribuam 
para a construção do conhecimento e do pensamento crítico e criativo de 
indivíduos em diferentes fases da vida e até mesmo de comunidades inteiras. 
Dando continuidade à discussão das possibilidades e necessidades 
educativas existentes nos diferentes espaços sociais (muito além das escolas), 
destacam-se as ideias de Carlos Rodrigues Brandão, que afirma: 
Ninguém pode escapar da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na 
escola, estamos todos envolvidos em todos os aspectos da vida de 
uma ou mais maneiras: aprendendo e ensinando. Misturamos a vida 
com a educação todos os dias para conhecer, fazer, ser ou conviver. 
Tem um ou vários: Educação? educar. (BRANDÃO, 2007, p. 7) 
O autor acima inspira a reflexão sobre a importância de o educador olhar 
a trajetória dos alunos para poder definir com mais clareza quais conteúdos 
precisam ser trabalhados e quais serão mais relevantes para sua realidade, no 
sentido de que os alunos precisam estar dentro do contexto do trabalho do 
educador, ver utilidade na informação para uma assimilação mais eficaz e 
duradoura do conteúdo. 
 
20 
 
 
Historicamente, no Brasil, a existência da pedagogia tem se limitado aos 
espaços escolares, onde tal ciência é aplicada à gestão, coordenação 
pedagógica e ensino, porém, na Constituição Federal de 1988, a forma de 
educação não formal (fora da escola). Cumpriu-se o regulamento elaborado pela 
Secretaria de Estado da Educação e passou a prever, de acordo com este, o 
trabalho em hospitais e em ambientes de privação de liberdade. Outro marco 
legal na expansão das atividades docentes ocorreu em 2006, com a publicação 
das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia (PIMENTA, 
2011), o espaço da prática docente expandiu-se para além das atividades 
escolares mencionadas, passando a atender às necessidades de diversas 
outras áreas da sociedade e necessidades educacionais. 
Esse entendimento pode e deve ser aplicado a qualquer área de ensino 
onde os educadores pretendam focar nas necessidades dos alunos, trabalhando 
com eles conteúdos que atendam às necessidades de formação exigidas para 
cadasituação, como nas escolas: em hospitais: o conteúdo necessário para que 
o estudante internado possa acompanhar seus estudos sem prejuízo de 
compreensão e tempo; nas ONGs: mediação pedagógica bem treinada, 
relacionada à teoria prática e consideração da formação humana dos alunos; 
nos sistemas prisionais: enriquecimento do tempo que essas pessoas passam 
na prisão para ajudá-los a reabilitar suas penas; nas corporações: 
conhecimentos necessários para o desempenho dos funcionários suas funções 
com maior apropriação, entre muitos outros espaços. 
Nesse sentido, os educadores devem contribuir para a formação completa 
dos alunos, não importa o momento de suas vidas, ou para qualquer finalidade, 
e o objetivo geral deve estar sempre alinhado com o conselho de educar e formar 
pessoas humanas pensantes, irrestrito e julgado, pluralista, capaz de pensar 
além das limitações cotidianas, abstrair e olhar a vastidão e a coletividade do 
 
21 
 
 
mundo, partindo do conhecimento de si mesmo, para o conhecimento, 
construção e reconstrução do mundo ao seu redor. 
Refletindo sobre a educação, o propósito da pedagogia, sua história e as 
previsões de estudiosos da área, é importante perceber que não existe fórmula 
mágica, receita de aprendizagem, modelo de aluno (ou professor), e nenhum 
lugar, situação única e momento como diria Brandão (2007). 
A educação existe de diferentes formas em diferentes mundos, e é a 
compreensão desse fato e o interesse em trabalhar com ele que impulsiona a 
atuação dos educadores fora dos espaços formais tradicionalmente voltados 
para a educação. 
O conceito de educação não formal discutido anteriormente vê a 
sociedade como um todo, uma fonte de conhecimento que pode ser trabalhado, 
compartilhado e assim absorvido. Uma sociedade educacional que visualiza o 
conhecimento como algo fluido, transitando entre os mais diversos ambientes, 
classes sociais e ciclos de vida, carece principalmente de material organizado e 
estruturado preparado para esse fim, que possibilite a comunicação e a troca. O 
conhecimento não é apenas o principal polo de crescimento da vida humana, 
mas um fator de desenvolvimento pessoal, no contexto de novos modos de vida 
social‖, com poder de impactar positivamente na visão de dignidade social, na 
luta por uma sociedade mais equilibrada e pela redução da desigualdade social. 
Neste contexto, deve-se notar que enquanto a Educação Não Formal é 
uma alternativa para aqueles que não podem continuar seus estudos de forma 
tradicional, o ensino fora da escola não é de maneira alguma um substituto para 
os métodos formais e deve ser visto como um complemento e agregador que 
podem de certo modo incluir associações formal e informal. 
 
22 
 
 
Diante dessas perspectivas, a atuação de um educador formado é 
fundamental, e seu trabalho deve focalizar as realidades dos alunos, suas 
vivências e culturas, focando em conteúdos, dificuldades e projetos pertinentes 
ao seu cotidiano, a partir de problematizados. Buscando mudar a realidade, uma 
vez que a educação não formal visa sintetizar a formação das disciplinas, tal 
educação tem caráter humanista, que deve ser a principal característica de sua 
busca por métodos alternativos. Construir uma sociedade mais justa, unida e 
participativa. 
Tendo demonstrado as muitas qualidades da Educação Não Formal, é 
necessário destacar também as suas fragilidades, nomeadamente a falta de um 
currículo sistemático endossado pelos programas de educação permanente do 
governo; a falta de modelos e plataformas de ensino oficiais; o núcleo de ensino 
depende da visão e modelo social que sua organização defende, enquanto 
busca atender e representar públicos com perfis culturais, econômicos, sociais, 
profissionais, etc. muitos diferentes); é escasso o espaço para formar 
professores com foco específico ou pelo menos prontos para trabalhar dessa 
forma. 
Tais fragilidades precisam ser identificadas caso a caso na aplicação de 
cada modelo informal, para realizar pesquisas e documentar e melhorar os 
pontos negativos observados. Esta é uma iniciativa importante que terá maior 
impacto uma vez que este modelo de o ensino é implementado, é valorizado por 
programas governamentais e reconhecido por suas diversas aplicações e 
benefícios para a sociedade. 
Portanto, para que os educadores atuem de forma não formal na 
educação seja verdadeiramente produtivo, os profissionais envolvidos devem 
estar preparados (desde a graduação e ao longo de suas carreiras) para melhor 
atender as diversas necessidades específicas possíveis, e compreender 
 
23 
 
 
(através da observação, pesquisa e análise) as peculiaridades de cada situação 
em que atuam (nos hospitais, empresas, unidades prisionais, museus, ONGs, 
etc.). 
4 O PEDAGOGO E SUA ATUAÇÃO EM DIFERENTES ESPAÇOS 
EDUCACIONAIS NÃO ESCOLARES 
A era da informação promoveu sem precedentes o uso da tecnologia na 
busca de novas formas de comunicação, criando novas sociedades, educação, 
relações laborais, novas linguagens, novos disseminadores de conhecimento, 
novas fontes de aprendizagem e pesquisa, acesso a novas culturas, estilos e 
comportamentos. Nesse interim, a educação está se reinventando e desafiando 
a cada dia a pensar novas formas de lidar com conteúdos necessários em 
espaços que antes não eram considerados para alunos que ignoravam ou 
evitavam potencialidades, necessidades e interesses de aprendizagem por falta 
de recursos ou profissionais preparados para atendê-los. 
Como referido acima, a formação atual do educador destina-se a 
profissionais que consigam integrar os conhecimentos teóricos com a prática 
educativa, seja na escola ou fora da escola para fins educativos, para dar 
formação inicial, ou para facilitar a ampliação dos conhecimentos existentes, 
mas visa sempre desenvolver e aperfeiçoar indivíduos dispostos e aptos a 
cooperar ativamente na sociedade e desenvolver práticas que atendam às 
necessidades coletivas. 
Tradicionalmente, a visão educacional tem colocado os professores junto 
à gestão escolar, coordenação pedagógica e ensino, que é o espaço mais 
importante para a formação humana, o que infelizmente limita o objeto de 
reflexão docente a essa área. 
 
24 
 
 
De fato, as escolas têm estado no centro da jornada educacional humana 
ao longo da história, porém, como argumenta Severo (2015, p. 568), elas 
constituem um arranjo institucional histórico que nem sempre existiu nem 
garantiu que perdurará para sempre. A escola é um momento do processo 
educativo da vida social, mas o processo é global e envolve outros espaços e 
tempos sociais, e com o passar do tempo a exclusividade do processo vem 
sendo questionada por crescentes críticas e questionamentos, Por vezes visto 
como classista, excludente, autoritário e manipulado por interesses capitalistas, 
tem se mostrado insuficiente para atender às diversas necessidades de 
conhecimento e informação da sociedade moderna, que em uma era de 
globalização vive constantes necessidades políticas, sociais e econômicas, 
mentalidade mais multifacetada e igualitária na educação. 
Como resultado, surgiram várias questões e reflexões sobre as 
possibilidades de resultados de aprendizagem satisfatórios, mais amplos, 
acessíveis e inclusivos na exploração de novos espaços e configurações 
educacionais. É uma mentalidade pedagógica que serve a sua reflexão, ação e 
prática na promoção do desenvolvimento social através da educação. 
 Nesse contexto, a Educação Não Escolar ganha mais visibilidade ao 
possibilitar novos métodos educacionais, diversificação de espaços de 
aprendizagem e ensino, compilação e organização de novos conteúdos que 
possam ser manuseados, inclusão de novos grupos de interesse em aprender e 
a consequente atualização e ampliação de o foco da prática docente, neste caso 
também inserido no processo de formação em creches, hospitais (pedagogia 
hospitalar), empresas(pedagogia empresarial), etc., de acordo com medidas 
socioeducativas (sociopedagogia), sindicatos, áreas jurídica e psicológica 
(pedagogia jurídica e psicopedagogia), etc. 
 
25 
 
 
Com tantas possibilidades de atuação, os educadores podem ser vistos 
como muito além da alfabetização, para desenvolver atividades e estratégias, 
planejamento e execução de programas, coordenação, gestão instrucional, 
organização assistencial e educacional, e ainda contribuir para a formação 
profissional, qualificação de indivíduos por meio de projetos na área de recurso 
humanos. Mas o mais importante, um diálogo permanente entre a teoria vista em 
sua pesquisa formativa e a prática inserida, onde quer que ocorra qual espaço, 
sempre visando a transformação pessoal. 
No entanto, apesar dos apontamentos feitos sobre as demandas atuais 
pela diversificação da educação, a modalidade não escolar é uma demanda 
histórica, que segundo Souza (2012) tem suas sementes lançadas na Grécia 
antiga, por filósofos como Platão e Aristóteles, que já consideravam a importância 
da educação para o desenvolvimento da sociedade‖, destacando a comunidade 
como campo de processos educativos e constitutivos das relações humanas‖ 
que compõem o progresso e o desenvolvimento social. 
Outra referência histórica feita por Souza (2012) sobre a importância da 
desescolarização é a decisão da Alemanha, em 1918, de promulgar uma política 
baseada em leis de apoio e assistência social para atender às necessidades 
sociais depois de devastadas na Primeira Guerra Mundial para a população e 
instituições socioeducativas, como forma de tentar amenizar os problemas 
colocados pela guerra, o autor interpreta esse comportamento como uma 
extensão da pedagogia e dos conceitos de educação para além do ambiente 
doméstico e escolar. 
Em todo o país, os profissionais da educação tiveram um começo difícil, 
pois o programa de 1939 instaurou sérias complicações, o bacharel não contava 
com auxílios no seu campo profissional, e os licenciados tiveram problemas por 
não terem uma área de especialização, tornando-se um momento extremamente 
 
26 
 
 
difícil profissionalmente. Era complicado para um professor definir onde ele 
poderia desenvolver sua função e, segundo o autor, essas dificuldades só foram 
amenizadas na década de 1960, quando o currículo foi alterado para ajudar a 
formar professores focados em disciplinas de ensino. 
O próximo marco importante no desenvolvimento da pedagogia brasileira 
aqui discutido vem na forma do artigo 5º da Constituição Federal, que estabelece 
que o direito à educação é uma responsabilidade compartilhada entre o Estado 
e a sociedade, não se limitando às instituições de ensino, mas podendo ter seu 
desenvolvimento local. 
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao 
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho, (BRASIL, 1988). 
Essa modalidade de ensino conferida pela Constituição Federal é a base 
para a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, 
que reafirma a responsabilidade do Estado em garantir a educação básica para 
todos, organizar-se e criar possibilidades alternativas de acesso ao ensino 
sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. 
Outro documento legal baseado nas diretrizes da Carta Magna brasileira 
são as Diretrizes Curriculares Pedagógicas Nacionais, publicadas desde 2006, 
que ampliam o espaço, as atribuições, as funções, os perfis e os mercados da 
prática profissional educacional para além do espaço do escolar, enfatizando o 
desempenho moral e o impacto positivo no compromisso em diferentes fases do 
desenvolvimento humano. 
Por fim, a partir desta breve história da Educação, Pedagogia e Educação 
em espaços Não Escolares, pode-se concluir que a ação instrucional está cada 
vez mais consciente da necessidade de uma mediação fundamentada e 
 
27 
 
 
determinada, capaz de atuar com igual tato em espaços alternativos em espaços 
formais, ou seja, dispostos e interessados em trocar conhecimentos 
contextualizados com vistas à transformação libertadora de indivíduos críticos, 
autônomos e socialmente agregados. 
Dando continuidade à discussão atual, é necessário discorrer quais 
espaços não escolares são mais procurados pelos professores para melhor 
visualizar sua especificidade e o que torna esse profissional tão procurado 
nessas situações. 
O diálogo entre o trabalho educativo e a dinâmica da responsabilidade 
social articula-se na atuação dos educadores no campo da educação social e 
nas concepções teóricas da pedagogia e educação de massa, que vislumbram 
uma compreensão profunda de alunos educados. 
A verdade é que, de acordo com vários estudos sobre o tema, o processo 
educativo nunca foi exclusivo dos interiores escolares, é agora (e cada vez mais) 
reconhecido espaços extraescolares, sejam eles quais forem, porque enquanto 
for observaram que há a necessidade de proporcionar oportunidades de 
aprendizagem para aqueles que ali estão. 
Muitas vezes, os alunos diferem dos alunos tradicionais na medida em 
que precisam ou querem iniciar ou continuar a seguir caminhos acadêmicos 
alternativos (começando com a alfabetização na infância e terminando com a 
graduação no ensino superior no início da idade adulta) que diferem da tradição, 
individual ou coletivamente, mas igualmente intensivos. 
É necessário considerar aqui, para melhor compreender o assunto em 
questão, como se dá essa prática de ensino, quais são suas motivações e 
objetivos, a quem devem servir e quais são as características e expectativas de 
aprendizagem dos alunos presentes em cada submercado de detalhes. Somente 
 
28 
 
 
por meio desse tipo de observação, reflexão, o educador pode enxergar a priori 
as reais necessidades de sua turma ou alunos e determinar qual plano de aula 
é mais adequado para essas situações e qual a melhor prática educativa para 
trabalhar ali, pois não há normas se aplicam a classes com origens tão diversas, 
e a prioridade é única para cada caso. 
Dito isso, o exemplo começa com um importante representante da 
educação não formal, a pedagogia hospitalar, que acontece em locais onde se 
espera o menor número possível de visitas rápidas, como centros de tratamento, 
clínicas e até mesmo durante a terapia domiciliar, tempo imprevisto, mas pode 
acontecer com qualquer pessoa, onde adultos e crianças são forçados a ficar 
longe de suas rotinas diárias por longos períodos de tempo para tratar uma 
ampla variedade de doenças ou condições médicas. 
Nestes contextos se mostra extremamente benéfico a conexão com seus 
hábitos durante a terapia para ajudá-los a manter a esperança de um breve 
retorno a um plano de vida, manter a mente ativa, o que é ótimo para a saúde 
do paciente aluno, ocupado estimulando a mente, nutrindo o espírito para 
continuar o tratamento sem prejuízo no processo educacional ou no 
desenvolvimento cognitivo, e sem se sentir paralisado no tempo. 
Tais contratos são elaborados com base no conhecimento e experiência 
adquiridos anteriormente pelos colaboradores, mas trabalhar nesta sociedade 
em constante evolução exige que esses profissionais também atualizem e 
acrescentem novos conhecimentos nas experiências anteriores, a fim de 
estarem sempre abertos a novos aprendizados e , portanto, ampliar o reforço 
das atividades de uma empresa, contribuindo para aumentar a produtividade e 
o lucro dessa atividade empresarial, mesmo que este não seja o foco imediato 
da atuação dos professores, eles serão vistos mais como parceiros da 
organização, ajudando a melhorar e desenvolver a profissão dos funcionários. 
 
29 
 
 
A pedagogia empresarial está associada ao departamento de recursos 
humanos de uma empresa e tem como objetivo promover a aprendizageme a 
qualificação através do desenvolvimento de competências no ambiente de 
trabalho, desde a observação das atividades desenvolvidas, até à aplicação de 
estratégias de promoção de bolsas. 
5 A PSICOPEDAGOGIA E O PSICOPEDAGOGO: A REGULAMENTAÇÃO 
EM DEBATE 
As ações psicoeducativas promovem a observação do sujeito e a reflexão 
sobre as causas das dificuldades de aprendizagem, visualizando problemas que 
podem ser causados por fatores biológicos, psicológicos e/ou sociais. Quando 
uma criança ingressa na educação básica e inicia o processo de alfabetização 
por volta dos 6 anos, algumas dificuldades de aprendizagem também podem 
começar, criando futuras lacunas na vida do aluno. 
Portanto, os psicoeducadores também atuam de forma preventiva, 
auxiliando no processo de aprendizagem. A causa de um problema específico é 
muitas vezes motivada pela família, e pode haver alguns fatores que contribuem 
para a dificuldade de aprendizagem de uma criança. Há muitas razões pelas 
quais as crianças não são ativas na aprendizagem. Para o registro, a maioria 
dos motivos para não estudar foram leitura, escrita e matemática. 
Dessa forma, a escola precisa desempenhar um papel na formação da 
vida da criança, transformando-a e auxiliando no seu desenvolvimento cognitivo, 
moral, psicológico, social e emocional. A escola tem a função de desenvolver 
sujeitos democratizados, autônomos, reflexivos e participativos. Em união 
teremos psicoeducadores que atuarão diretamente na compreensão e análise 
 
30 
 
 
das dificuldades de aprendizagem. Por isso a importância dessa profissão em 
instituição de ensino. 
Os professores são como mediadores no processo de aprendizagem, 
através do conhecimento teórico e prático aprendido ao longo da vida 
acadêmica, os alunos podem perceber diferentes formas de adquirir 
conhecimentos prévios, utilizar problemas do mundo real e identificar processos 
de aprendizagem e erros por meio da experimentação. Através da prática e 
estudo das inúmeras disciplinas ensinadas em sala de aula, os alunos 
sistematizam novos conhecimentos. 
Na prática psicoeducativa, os psicoeducadores também exercem o papel 
de mediadores, trabalhando diretamente com os alunos, também conhecidos 
como aprendizes. Primeiro, os psicopedagogos coletam prontuários, entrevistam 
famílias para descobrir possíveis causas de problemas de aprendizagem e 
analisam a escola, a família e o ambiente social em que vivem. "Na maioria das 
vezes, os problemas de aprendizado são totalmente relacionados à família, e é 
um grande mistério descobrir. 
Assim, segundo Brum e Pavão: 
Essas estratégias podem ser diagnósticas, como brincadeiras, testes, 
apresentações dos pais, desenvolvimento do movimento da 
brincadeira, gráficos, apresentações verbais, entrevistas com os pais 
do paciente e com o paciente, e podem ser feitas com toda a família 
ou individualmente. (BRUM; PAVÃO, 2014, p. 111) 
Segundo, Brum e Pavão (2014), a psicopedagogia pode ser feita nas 
escolas tanto de forma preventiva quanto terapêutica. As formas de prevenção 
passam por diversos espaços de reflexão, por isso a psicopedagogia tem caráter 
interdisciplinar, trabalhando para melhorar as dificuldades de aprendizagem, 
buscando compreender as causas das dificuldades de aprendizagem e auxiliar 
por meio de ferramentas e métodos psicopedagógicos. 
 
31 
 
 
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