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PROPEDÊUTICA EM DENTÍSTICA
Propedêutica: 
significa “ensinar previamente”, corpo de ensinamento básico ou introdutório de uma disciplina.
Dentística:
É a especialidade na odontologia que estuda e aplica de maneira integrada o conjunto de procedimentos semiológicos, operatórios, preventivos, terapêuticos e educativos com o objetivo de preservar e devolver a integridade da estrutura, função e estética do dente.
· INTRODUÇÃO
O que o dente precisa ter no momento da restauração.
Nomenclatura descritiva dos dentes:
· CLASSE
· TIPO
INCISIVO: central ou lateral
CANINO
PRÉ-MOLAR: 1º OU 2º
MOLAR: 1º, 2º OU 3º
· CONJUNTO
Se o dente é decíduo(de “leite”) ou permanente:
· ARCADA
Se é superior ou inferior:
· POSIÇÃO-em relação ao plano sagital mediano
Se é direita ou esquerda e o quadrante especifico:
· NUMERAÇÃO DOS DENTES:
Nomenclatura das superfícies dentais:
· Superfícies ou faces:
VESTIBULAR: Superfície voltada para os lábios e bochechas.
LINGUAL, se for arcada inferior, e PALATAL, se for arcada superior.
MESIAL: Quando estiver mais PRÓXIMA da linha media.
DISTAL: Quando estiver mais LONGE da linha media.
OCLUSAL: Em dentes posteriores, como pré-molares e molares.
Estruturas da superfície oclusal
· Pontas das cúspides 
Varia de acordo com a classe e o tipo, por exemplo:
PRÉ-MOLARES: 2 cúspides
MOLARES: 4 OU 5 cúspides
Esse é um exemplo de um molar.
· Sulcos
Tem dois tipos:
Sulco PRINCIPAL (cor amarela) e Sulcos SEGUNDÁRIOS (as outras cores), estabelecem os limites entre uma cúspide e outra.
Sulco disto-vestibular
Sulco ocluso-vestibular
Sulco ocluso-lingual.
· Fossas
Onde acontece o acúmulo de placa, ocasionando a cárie.
· Cristas marginais
“vigas”, sempre que possível deve ser preservadas.
· Vertentes
É o que forma a cúspide.
Tem as VERTENTES TRITURANTES (LARANJA) e VERTENTES LISAS ( ROXA):
· CAVIDADE
É o termo empregado para definir a lesão ou a condição do dente, causada pela destruição do tecido duro.
Remover o tecido cariado e/ou conferir ao remanescente características compatíveis com o material restaurador selecionada
TIPOS
· Patológica
É uma cavidade com formas e dimensões irregulares, pois é oriunda de uma lesão de cárie, destruição dos tecidos duros.
· Terapêutico
É uma cavidade tratada, com forma geométrica e dimensões definidas, resultado de processo cirúrgico que visa remover o tecido cariado.
Preparo cavitário:
É um tratamento biomecânico da cárie e de outras lesões dos tecidos duros dos dentes, a fim de que outras estruturas remanescentes possam receber uma restauração que as protejas, seja resistência e previna a reincidência de cárie, devolvendo a forma, função e estética.
Objetivos do preparo cavitário:
Remover o tecido cariado;
Obter formas precisas;
Impedir a fratura do dente e do material restaurador.
NOMENCLATURA DAS CAVIDADES
· Complexidade
Facilita a comunicação do procedimento operatório, é importante que as cavidades sejam numeradas:
1. Simples:
Envolve apenas uma face, ex. oclusal
2. Composta
Envolve duas faces, ex. mésio-oclusal
 
3. Complexa
Envolve 3 faces ou mais faces, ex. mésio-oclusaldistal
PARTE CONSTITUINTE DA CAVIDADE
· Paredes Circundantes
Paredes laterais da cavidade.
São as paredes que chegam até a superfície externa da cavidade. Defini contorno.
Recebem o nome da face ou região com a qual a lesão está mais ligada.
· Parede de fundo
Paredes internas, nunca atingem a superfície da cavidade.
Corresponde ao soalho da cavidade.
Tem dois tipos:
1 PULPAR
Quando perpendicular ao eixo do dente ou paralela à fase oclusal.
Lingual	vestibular
Pulpar
5-pulpolingual
6-pulpovestibular
2 AXIAL
Quando no mesmo sentido ao longo do eixo do dente.
PLANOS DENTÁRIOS
Considerando que o maior eixo é o longitudinal e que essa linha passa pelo centro do dente, desde a fase oclusal (ou incisal) até o ápice radicular, tem-se planos:
· Plano horizontal
· Plano Vestibulolingual
· Plano mesiodistal
NOMENCLATURA DAS PARTES CONSTITUINTES DA CAVIDADE
· Ângulos Diedros
Localizada na região de transição entre duas paredes.
Nomeadas de acordo com o número de paredes envolvidas.
União de duas paredes.
De acordo com black:
1) 1º grupo
Junção das paredes circundantes, ex:
Distovestibular; distolingual; vestibulomesial; mesiolingual.
2) 2º grupo
Parede circundante + Parede de fundo:
Vestibulopulpar, mésiopulpar, distopulpar, linguopulpar
Mesio/distopulpar, linguoaxial, vestibuloaxial, cérvicoaxial:
3) 3º grupo
União das paredes de fundo da cavidade.
· Ângulos Triedros
Formado por três paredes e denominado de acordo com suas respectivas combinações:
· Ângulos Cavossuperfícies
Formado pela junção das paredes da cavidade com a superfície externa do dente.
CLASSIFICAÇÃO DE BLACK
Baseada nas áreas do dente que apresentam suscetibilidade à cárie.
· Cavidade em Cicatrículas e fissuras
Frequente e suscetíveis à cárie na oclusal.
· Cavidade em Superfícies Lisas
São imunes à cárie por conta da localização.
· Artificial
CLASSIFICAÇÃO DE BLACK
Baseada na técnica de instrumentação da cavidade.
1) CLASSE I
Regiões de má coalescência do esmalte, localizada geralmente nas cicatrículas e fissuras, como também:
· Face oclusal de pré-molares e molares.
· 2/3 da oclusal das faces vestibulares de molares inferior.
· 2/3 da lingual/ palatal de molares superiores.
· Região do cíngulo da face palatal de incisivos superiores.
2) CLASSE II
Compromete as faces proximais dos molares e pré-molares.
3) CLASSE III
Envolve uma ou ambas as faces proximais dos incisivos e caninos, sem comprometer o ângulo incisal.
4) CLASSE IV
Envolve a face proximal de dentes anteriores, e, simultaneamente compromete o ângulo incisal, pelo menos um.
Pode se levar em consideração também um traumatismos dentários
5) CLASSE V
Envolve o terço gengival ou cervical das faces vestibulares ou lingual/ palatal de TODOS OS DENTES.
Pode ser lesões cariosas e perda de estrutura por processos não cariosas.
6) CLASSE VI
Não contemplada pela classificação original de black.
Lesões e cavidades localizadas nas PONTAS DE CÚSPIDES dos dentes posteriores, sem envolver cicatrículas e fissuras
Ou BORDAS INCISAIS dos dentes anteriores sem envolver o ângulo incisal.
7) CLASSE I DE SOCKWELL
Envolve as cicatrículas e fissuras incipientes “em ponto” na face vestibular de dentes anteriores.
	
CLASSIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE BLACK
8) Classe I
· Tipo Ponto
Em pré-molares e molares- quando em apenas um ponto do sulco principal atingido pela cárie.
· Tipo Risco
Em pré-molares e molares- quando em apenas um sulco principal foi atingido pela cárie.
· Tipo Shot Gun
Tipo de espingarda em molares inferiores – minicavidades nas superfícies oclusais de molares.
9) Classe II
· Tipo Túnel
Em pré-molares e molares – quando apenas a face proximal é envolvida, preservando a crista marginal.
· Slot Vertical de markley
Em pré- molares superiores e inferiores - quando apenas a face proximal cariada é incluída na preparação, sem envolver a face oclusal.
INSTRUMENTOS OPERATÓRIOS
Estabelecer o preparo cavitário, são necessários instrumentos que proporcionem o aceso á lesão que afeta a estrutura dentária, de modo a possibilitar diferentes abordagens, em função do tipo de procedimento que se pretende realizar.
A estrutura dentária, em especial o esmalte, necessitam de instrumentos resistentes para cortar ou desgastar com eficiência o esmalte ou dentina.
O cirurgião-dentista tem como dever conhecer os instrumentais e suas funções, para o correto atendimento ao paciente.
Vantagens: 
Uso racional e padronizados dos instrumentos traz resultados benéficos tanto para o profissional como para o paciente;
Acesso as diferentes áreas da cavidade oral;
Preparos de cavidade sistematizados;
· Manequim
· Espelho Clínico
Utilizado em todas as áreas, auxilia direcionando a luz do refletor, afasta a língua quando necessário e facilita os procedimentos clínicos na arcada superior.
· Cabo para espelho
Auxilia no direcionamento da luz do refletor, afasta a língua quando necessário na arcada superior através da visão indireta, ajuste perfeitona boca.
· Explorador Duplo
Detecta falhas na estrutura dental, com uma ponta de gancho que serve para explorar a anatomia dental e detectar falhas como cárie e fragmentos.
· Pinça Clínica
Apreensão dos materiais para levar até a cavidade oral de forma simples e higiênica.
· CLASSIFICAÇÃO
I. INSTRUMENTOS CORTANTES MANUAIS
II. INSTRUMENTOS ROTÁTORIOS
III. LASER
IV. SISTEMAS ULTRASSÔNICOS
· INSTRUMENTOS CORTANTES MANUAIS
São empregados para cortar, clivar e planificar a estrutura dentária, ou completar a ação dos instrumentos rotatórios, durante o preparo de cavidades.
Podem ser:
Simples: com apenas uma ponta ativa.
	
Duplo: com as duas pontas ativas.
Vantagens:
Melhor infiltração marginal;
melhor lisura de superfície e adaptação do material restaurador às paredes da cavidade.
Partes Constituintes:
 cabo, intermediário e ponta ativa
· CLASSE ( forma da ponta ativa) e
Ordem ( finalidade) :
· CINZÉIS : planificar e clivar o esmalte
· Cinzéis retos
· Cinzéis monoangulados: alisar as paredes de esmalte e dentina
· Cinzéis biangulados: planificar paredes cavitárias em dentes superiores
· Cinzéis de Wedelstaedt: diferentes propósitos (versátil)
· ENXADAS
São semelhantes aos cinzéis ( ângulo da lâmina de 25º);
Alisar as paredes cavitárias ( classe V de dentes anteriores) ;
Acabamento final das paredes internas das cavidades e planificação das paredes de esmalte;
· MACHADOS
Lâmina paralela ao eixo longitudinal do instrumento;
Semelhantes aos cinzéis (ângulo da lâmina de 25º)
Clivar, aplainar o esmalte e planificar as paredes vestibular e lingual das caixas proximais de cavidades de classe II;
· RECORTADORES DE MARGEM GENGIVAL
É o mais completo, podendo substituir os anteriores;
Planificação do ângulo cavo-superficial;
Arredondamento do ângulo axiopulpar;
Retenção na parede gengical/ cervical de cavidades de classe II;
Alisa e planifica as paredes de fundo.
· FORMADORES DE ÂNGULOS
Acentuar ângulos diedros e triedros e determinar forma de retenção, principalmente em cavidade de classes III e V.
· COLHER DE DENTINA
Utilizado para remoção de tecido cariado;
Possui extremidade arredondada;
· INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS
· Micromotor com peça reta
· Micromotor com contra-ângulo – preparo de cavidades.
· Turbina de alta rotação- rápida redução de estrutura dentaria e determinação das formas de contorno.
· CLASSIFICAÇÃO DAS ROTAÇÕES:
· BAIXA
Menos de 40.000 rpm;
Para profilaxia dentária, remoção de cárie, acabamento de cavidade e polimento.
· MÉDIA
De 40.000 a 200.000rpm
Preparo cavitário em dentes anteriores, sulcos de retenção e biséis.
· ALTA
Mais de 200.000rpm
Remoção de restaurações antigas, obtenção de forma de contorno (interna e externa ), redução de cúspides e desgastes axiais para coroas totais.
· CLASSIFICADOS EM :
· POR CORTE 
· BROCAS
Materiais de fabricação;
Aço: brocas utilizadas em remoção de dentina cariada e acabamento das cavidade com baixa rotação.
Carbide: + resistente que o aço, brocas utilizadas no preparo de cavidades, tanto em baixa quanto em alta rotação.
Dividida em: 
	HASTE: porção da broca que é conectada à peça de mão, contra-ângulo ou à turbina.
	INTERMEDIÁRIO une a ponta ativa à haste.
	PONTA ATIVA: parte de trabalho do instrumento, atua por meio de pequenas lâminas.
· CLASSIFICAÇÃO
Números são utilizados para identificar a forma e tamanho das brocas:
	Esféricas: remoção de tecido cariado, confecção de retenções e acesso em cavidades de dentes anteriores.
	Cilíndricas: confecção de paredes circundantes paralelas e avivar ângulos diedros, cortes na extremidade e nas partes laterais da ponta ativa.
	Troncocônicas: dar forma de contorno em cavidades com paredes circundantes expulsivas e para determinar sulcos ou canaletas em cavidades para restaurações metálicas; retenções nas caixas proximais , em cavidades para amálgama.
	Cone invertido: retenções adicionais, planificar paredes pulpares e avivar ângulos diedros.
	Roda: retenções em cavidades de classe V.
	Brocas para Acabamento: formas variadas, lâminas lisas, menores e em número maior que as brocas comuns.
	
· POR DESGASTE
Pontas diamantadas, pedras montadas de carborundum e outros abrasivos.
		Pontas Diamantadas: fornecidos em várias formas e tamanhos;
Redução de estruturas dentárias, tanto de esmalte quanto de dentina;
Devem ser usadas com refrigeração para diminuir o calor friccional.
ANEL VERMELHO: BROCA DE ACABAMENTO DA GRANULAÇÃO FINA, USADA NO FINAL DA RESTURAÇÃO, ACABAMENTO.
ANEL AMARELO: GRANULAÇAO FINA, POLIMENTO.
ANEL AZUL: PROTESE
SEM ANEL: BROCA DE CORTE
	Instrumentos Abrasivos de Revestimento (DISCOS): camada fina de abrasivos cimentadas em base flexível : 
Usados para dar refinamentos ao preparo cavitário ou à restauração;
Apresentam diferentess abrasividades, com granulação grossa, média e fina;
Possuem vários diâmetros e com diferentes sistema de encaixe nos mandris
· ESPÁTULA Nº 24 E 36
Utilizadas na espatulação de diversos materiais;
Quanto mais flexível, melhor;
Diferença largura. Usada na manipulação de diversos materiais.
Manipulação.
· PLACA DE VIDRO
Base para, com o uso de espátula, manipulação de materiais;
Aespessura escolhida de acordo com o grau de dificuldade de manipulação do material;
Pode se apresentar fosca para proteger as propriedades dos materiais.
· PINÇA PORTA GRAMPO
Usadas para levar o grampo ao dente, existem basicamente três modelos de pinças:
Brewer; Yvory; Palmer mais indicada
· ALICATE PERFURADOR
Possui uma plataforma giratória com quatro ou cinco orifícios de diâmetros diferentes, para os diversos grupos dentários.
· GRAMPO PARA ISOLAMENTOS
Prendem o lençol ao dente e ajudam a retração dos tecidos moles;
Anatomia, tamanho e posição do dente
Aço inoxidável
Dois mordentes e uma alça
Podem ser: básicos, grampos com mordentes inclinados apicalmente (fixação profunda) e grampos com mordentes serrilhados.
· POTE DAPPEN
Pequeno recipiente para armazenamento de materiais, podem ser de vidro ou plástico.
· CAIXA PARA ORGANIZAÇÃO
· TESOURA PARA METAL
· ESPÁTULA DE INSERÇÃO
Utilizada na inserção e escultura de material na cavidade.
· ESPÁTULA PARA INSERÇÃO DE RESINA Nº 3080
Inserção e escultura de material na cavidade; Otima para resina
· APLICADOR DE HIROXIDO DE CÁLCIO
É um equipamento especialmente desenvolvido para auxiliar hidróxido de cálcio na cavidade do dente do paciente, de forma prática e segura.
O melhor o duplo.
· PORTA AMÁLGAMA
Usado para colocar o amálgama na cavidade.
Recomenda: compre primeiro o de plástico.
Após a trituração, o amalgama é colocado em um recipiente que facilita a sua preensão ( pote dappen).
· PORTA MATRIZ
Usado para colocar o amálgam na cavidade.
· CONDENSADORES OU CALCADORES
Condensar o amálgama na cavidade.
Auxilia os profissionais odontológicos para preenchimentos, adaptação e compactação do material de restauração junto às paredes da cavidade dentária, com o objetivo de produzir um resultado uniforme e livre de poros.
· ESCULPIDORES
Esculpir as características anatômicas e remover excesso antes do endurecimento do material e definir os sulcos.
· BRUNIDORES PARA AMALGAMA Nº 6 e 29
Brunir o amálgama.
Proporciona uma superfície mais lisa
Facilita o polimento
Reduzem a porosidade nas margens
Reduzem a infiltração marginal
Reduzem o conteúdo de mercúrio nas margens e na superfície.
Reduzem a emissão de vapores de mercúrio residual.
Aumentam a dureza das margens.
PREPARO CAVITÁRIO
É o tratamento biomecânico da cárie e de outras lesões dos tecidos duros do dente, afim de que as estruturas remanescentes possam receber uma restauração que as proteja, seja resistente e previna a reincidência de cárie, devolvendo a forma, função e estética.
*Trabalhar o dente removendo tec. Cariado deixando o dente com uma forma adequada para receber o material restaurador e possibilitando que esse material não frature, ao mesmo tempo prevenindo a forma, função e estética.
· FINALIDADE DO PREPARO CAVITÁRIO
I. Eliminar o tecido patológico;
II. Estender as margens da cavidade a locais de relativa imunidade à cárie;
III. Conferir formasà cavidade que permitam ao dente receber e reter o material restaurador;
IV. Preservar a vitalidade pulpar;
· REGRAS DO PREPARO 
a) Remover totalmente o tecido cariado infectado;
b) Deixar as paredes da cavidade suportadas por dentina sadia ou materiais de igual função;
c) Conservar maior quantidade de tecido dental sadio;
d) Paredes cavitarias planas e lisas;
e) Preparo cavitário limpo e seco.
· PRINCÍPIOS GERAIS- BLACK
1 Abertura da cavidade
Ou abertura da cavidade:
É o tempo operatório que visa a remoção do esmalte sem o apoio dentinário, com a finalidade de expor a lesão de cárie, facilitando sua visualização e, desta forma, permitir a instrumentação das fases subsequentes do preparo cavitário.
a) LESÃO DE CÁRIE INSIPIENTE
É quando não tem uma cavidade aberta formada.
Pontos cariados
b) LESÃO DE CÁRIE AMPLA
Cavidade aberta e com acesso bem clara.
2 Forma de contornos
É o tempo operatório que visa delimitar a área da superfície do dente que deverá ser incluída no preparo cavitário.
Desenhar com lápis a forma de contorno da cárie.
· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FORMA DE CONTORNO:
a. Todo esmalte sem apoio dentinário deve ser removido.
b. As margens do preparo (ang. Cavosuperficial) devem estar localizadas em áreas de “relativa imunidade à cárie” e possibilitando um correto acabamento das margens da restauração.
c. Devem ser observadas as diferenças de procedimentos entre cavidades de cicatrículas e fissuras e cavidades de superfície lisa.
d. O risco de cárie dos pacientes deve ser levado em consideração.
· FATORES A SEREM CONSIDERADOS:
· Extensão da cárie
· Extensão preventiva
(cicatrículas e fissuras)
· Envolver todas as cicatrículas, fissuras e sulcos profundos.
· Respeitar as estruturas de reforço, as cristas marginais, não inclui no preparo se não tiver cariado.
· Quando duas cavidades distintas estiverem separadas por estruturas sadia, com menos de 1mm, devem ser unidas. Caso contrário, esta estrutura deverá ser mantida, preparando-se assim, duas cavidades distintas
· Idade do paciente
· Risco de cárie
3 Remoção da dentina 
É o tempo operatório que consiste na remoção de toda dentina cariada que encontra-se desmineralizada e infectada pela lesão de cárie de modo irreversível.
· RECURSOS PARA EVIDENCIAÇÃO E REMOÇÃO DA DENTINA CARIADA
Remoção com uma colher de dentina, remove aquele tecido cariado frouxo amolecido e após vai com uma broca de baixa rotação e faz remoção da dentina mais endurecida.
	
Metodo para ver se ainda tem cárie:
	Uso corante de fucsina násica 0.5 ml em 100ml de propileno glicol.
	Se ficar com vermelho intenso ainda tem cárie
4 Forma de resistência
É o tempo operatório que consiste em se dar forma à cavidade para que a estrutura dental e material restaurador possam resistir aos esforços mastigatórios, variação volumétrica dos materiais restauradores e diferenças no coeficiente de expansão térmica do dente e do material restaurador.
· Paredes circundantes planas e paralelas entre si e perpendiculares a parede pulpar:
Para as de classe I com face oclusal
· Todo esmalte deverá estar suportado por dentina sadia:
· Classe II: 
· Parede gengival plana e paralela à parede pulpar e ambas perpendiculares ao longo do eixo do dente;
· Ângulos diedros e triedros definidos:
· Ângulo axio-pulpar ARREDONDADO:
5 Forma de retenção
É o tempo operatório que consiste em se dar forma à cavidade com a finalidade de evitar o deslocamento da restauração.
E o embricamento mecânico entre o material restaurador e paredes cavitarias.
É quando a profundidade > largura.
· FRICCIONAL
Igual atrito, exemplo o amalgama.
· QUÍMICA
Igual a condicionamento ácido + sistema adesivo
· MECÂNICA
Igual a retenção adicional:
Pegar brocas especificas:
· RETENÇÃO EM SULCO OU CANALETA
· RETENÇÃO ATRAVÉS DE PINOS EM DENTINA
· RETENÇÃO ATRAVÉS DE PINO INTRARADICULAR
6 Forma de conveniência
Dar características a fim de facilitar o acesso, a conformação e a instrumentação adequada.
Como: isolamento absoluto, proteção com matriz para não desgastar o dente proximo
7 Acabamento das paredes e margens de esmalte
Consiste em alisar as irregularidades das paredes de esmalte e do ângulo cavo-superficial do preparo cavitário.
· OBJETIVOS:
I. Melhorar a adaptação do material restaurador às paredes cavitarias
II. Melhorar o vedamento marginal;
III. Diminuir a infiltração
· Usando recortadore de margens gengivais, planificar as paredes, remover prismas sem apoio
8 Limpeza da cavidade
Consiste em remover os resíduos do preparo cavitário antes da inserção do material protetor e/ou restaurador através de diferentes agentes de limpeza dentinária.
· AGENTES NÃO DESMINERALIZANTES
GERMICIDAS----Clorexidina e ag.oxigenada 2%
DETERSIVOS---- Tergentol
ALCALINIZANTES---prod. À base de hidróxido de cálcio
· AGENTES DESMINERALIZANTES
ÁCIDOS-----Ac. Fosfórico 15;25;35 ou37% ,
 EDTA 10%,
 AC. POLIACRÍLICO.
ISOLAMENTO ABSOLUTO DO CAMPO OPERATÓRIO
· Responsável pela obtenção e manutenção de um campo limpo, seco e com adequado acesso.
· Executado com dique de borracha, diferente do isol. Relativo que não usa.
· Objetivo: 
· de modo asséptico, com proteção de tecidos 
· manutenção da integridade física do paciente, protegendo-o contra a aspiração e/ou deglutição de material, instrumentos, resíduos de dentes e substâncias químicas.
· Melhor visibilidade do campo operatório
· Condições adequadas para inserção e condensação do material.
· Rotina do uso é obrigatório.
· Vantagens:
· Proteção: previne a aspiração e deglutição de materiais e substâncias pelo paciente; contra lesões causadas pelos instrumentais; minimiza riscos pelos spray; manutenção da cadeia asséptica.
· Eficiência: aumenta a visibilidade; retração e proteção dos tec. Moles circunvizinhos; previne infiltração de substâncias; condições adequadas para inserção e condensação dos matérias; tratamento rápido; relaxa o paciente; campo limpo, seco e passível de desinfecção
· risco de infecção cruzada: diminuição da infecção; reduz a transmissão de infecção
· considerações legais: uso deve ser padrão; não uso determina negligência.
· INSTRUMENTAIS
· LENÇOL DE BORRACHA
É uma folha ou dique de borracha responsável por separar o campo operatório da cavidade bucal.
Quanto mais espesso mais resistente, melhor afastamento gengival e melhor vedamento.
0,15 a 0,35 mm.
Os escuros mais resistentes.
Os claro translucidez, iluminação, facilidade de colocação de filme.
· PINÇAS PERFURADORA
Para confeccionar os orifícios correspondentes a cada um dos dentes que serão isolados.
Borda cortante bem afiada e uniforme.
· PORTA-DIQUE DE BORRACHA
Recomenda plast-frame (dobrável)
· GRAMPOS
Prendem o lençol ao dente e ajudam a retração dos tecidos moles.
Aço inoxidável
De acordo: a anatomia, tamanho e posição do dente.
200-205 molares
206-209 pré-molares
210-211 dentes anteriores.
W8A- quase todos os dentes posteriores
212- retração gengival
26- molares (inferiores com pouca retração)
Devem ficar abaixo do nível da máxima amplitude da coroa;
Os quatro pontos do grampo devem estar em contato com o dente isolado;
O arco do grampo deve ficar na distal do dente isolado;
Verificar a estabilidade do grampo antes da colocação do isolamento.
· PINÇA PORTA GRAMPO
Usadas para levar o grampo ao dente.
Mais recomendado o da PALMER
· PREPARAÇÃO DO DIQUE DE BORRACHA
O sucesso depende de como o orifício na borracha é feito.
O dique deve incluir no mínimo dois dentes a distal daquele que vai ser tratado ( desde que o caso permita) e o remanescente para mesial, até o canino pertencente ao hemiarco do lado oposto.
Dentes posteriores, incluir no mínimo dois dentes a distal daquele que vai ser tratado e o restante para mesial ate canino do lado posterior.
Dentes anteriores, deve-se isolar sempre uma extensão que vai de pré-molar de hemiarco ao pré-molar do lado oposto.
CONSIDERAÇÕES:
Tamanho do dente: quanto maiores, maior o orifício
Contorno do dente
Altura da gengiva interdental
Espaço ou ausência de dentes
Má posição do dente no arco
Posição da cavidade do dente
METODO DE PREPARO
I.Traçar sobre a borracha quadrada uma linha vertical e uma horizontal com uso de uma caneta:
II. Marcar 3cm para cada lado no segmento horizontal
III. Marcar 4cm para o segmento vertical inferior
IV. Marcar 5cm para o segmento vertical superior
V. Iniciar a marcação para o dente 18,28,38 ou 48 sobre a marcação de 3 cm da linha horizontal
VI. Seguir a marcação em forma de arco até o dente 11,21,31 ou 41 que será próximo a linha vertical.
· MÉTODO DE COLOCAÇÃO DO ISOLAMENTO ABSOLUTO
A porção superior do arco deve coincidir com a linha mediana do paciente.
A boca deve estar completamente coberta, desde o ápice do nariz até o mento.
A tensão deve ser ajustada.
Lubrificação com vaselina nos lábios do paciente.
Ordem: lençol, grampo e arco ou os três simultânea.
· CUIDADOS PARA UM CORRETO ISOLAMENTO ABSOLUTO
Testar contatos proximais com o fio dental;
Regularizar superfícies, determinando a forma de contorno da caixa proximal;
Usar lubrificantes na região dos orifícios;
Usar fio dental para passar a borracha pelo ponto de contato;
Usar amarrias:
· OUTROS MATERIAIS USADOS
· Seladores de lençol de borracha: para isolamento da interface dente-dique de borracha, espaço sobrando
· Resina acrílica quimicamente ativa
· Godiva de baixa fusão
· Top dam (FKG):
· REMOÇÃO DO ISOLAMENTO ABSOLUTO
· Retirar as amarrias, com o auxílio de uma sonda e uma tesoura
· Cortar a borracha localizada no espaço interdental, pelo lado vestibular, com uma tesoura
· Retirar o grampo
· Retirar o arco
· Retirar a borracha
· Passar o fio dental em todos os pontos de contatos para retirar pequenos pedaços de borracha residuais
· ISOLAMENTO INADEQUADO
Intensa contaminação bacteriana
Tempo excessivo para tratamento
Desconforto para o paciente.
· AMÁLGAMA
Formado quando o mercúrio, líquido à temperatura ambiente, é misturado a uma liga metálica, composta por prata, estanho e cobre;
É um dos materiais restauradores mais utilizados em dentes posteriores, apesar da falta de estética e da controvérsia que envolve mercúrio;
Facilmente colocado na cavidade, condensado e esculpido;
Menos sensível;
Tempo clínico é menor;
Mecanismo de bloqueio que diminui a microinfiltração marginal com o passar do tempo;
Fase dispersa (part. Esférica (desliza) alto teor de cobre + part. Irregular com baixo cobre) = alta pressão de condensação
 ou única ( partículas esféricas com alto teor de cobre = baixo pressão de condensação.
· APRESENTAÇÃO
CAPSULA PRÉ-DOSADA DE AMÁLGAMA:
Tempo de trituração: 8 a 15 seg.
· MANIPULAÇÃO
MECÂNICA: Convencional ou para cápsula
Manual: Balança, grau e pistilo
· TEMPO DE CRISTALIZAÇÃO DO AMÁLGAMA
1. 1 Trituração 
Remoção da camada de óxidos que cobre as partículas da liga, possibilitando o íntimo contato com o mercúrio e o início das reações químicas de cristalização do amálgama.
Vai adicionar a liga + mercúrio ai começa a reação, formar a massa de amálgama.
· TEMPO DE TRITURAÇÃO
De acordo com o fabricante
As em cápsula leva: 8 a 15 seg.
· TEMPO DE MISTURA
Recomendação de fabricante (mistura opaca)
· TRITURAÇÃO EXCESSIVA
Diminui o tempo de trabalho (mistura brilhosa)
Ligeiro aumento da contração imediata
· TRITURAÇÃO DIMINUÍDA
Não há homogeneização
Mistura heterogênea, granulada
2. 1 Inserção
Deve ser inserido em pequenas quantidades no pote dappen com o auxílio do porta amálgama.
3. 1 Condensação
Compactar e adaptar o material as paredes da cavidade, minimizar as porosidades internas e reduzir o conteúdo de mercúrio;
Começando com os condensadores de menor diâmetro ate o maior;
Pressão varia de acordo com o formato das partículas:
-limalha > pressão (cond. Menores)
-Esféricas < pressão (cond. Maiores)
4. 1 Brunidura pré-escultura
Realizar com o brunidor ovóide ou esférico, com pressão firme sobre o almálgama, de modo a melhorar a adaptação do material às margens do preparo cavitário
-remover excesso de Hg
-facilitar o processo de escultura
ESCULTURA
-Realizada logo após a brunidura pré-escultura com o instrumento de hollemback; 3 ou 3s
O tempo de trabalho: 3 a 15 minutos dependendo da liga;
-Amalg. De cristalização rápida 3 a 6 minutos
-Amal. De crist. Regular 6 a 10 min
-Amal. De crist. Lenta 10 a 15 min
 
TÉCNICA DE ESCULTURA:
- Hollemback nº 6 ou brunidor de benett nº 33 com ligeira pressão sobre a superfície esculpida no sentido do centro da restauração para as margens
- ponta do instrumento no sulco;
-Corpo do instrumento apoiado em estrutura dental não preparada
-Iniciar pelas cristas marginais
-Observar as cristas marginais dos dentes vizinhos
5. 1 Brunidura pós-escultura
-Proporcinoar superfícies mais lisas;
-Facilitar o polimento;
Reduzir a porosidade das margens;
-Aumentando a dureza das margens;
-Reduzir:
O conteúdo de mercúrio das margens da superfície;
A emissão de vapores e mercúrio residual
A infiltração marginal
6. 1 Acabamento e polimento
· PREPARO E RESTAURAÇÃO DE AMÁLGAMA CLASSE I
-Registro do contato oclusal
-Isolamento do campo operatório
-Acesso à lesão por meio de brocas ou pontas diamantadas
-Remoção da dentina cariada: brocas em baixa rotação ou curetas
-Objetivo mecânico: 
-Ângulos internos da cavidade arredondando
-Cavidade retentivas ( espessura de 1,5mm)
-Brocas com formato cônico invertido (cavidade autorrententiva e com ângulos arredondados nº329 e 330, ou nº 245)
- Ângulos cavossuperficial reto, bem definido e sem biséis
-Brocas são utilizadas em toda extensão do preparo, de forma a remover o esmalte sem suporte regularizar as paredes circundantes e a parede pulpar,e arredondar os ângulos internos 
Broca nº245
-Preparo metade da ponta ativa da broca.
· RESTAURAÇÕES DE AMÁLGAMA
-Indicado para dentes posteriores
-I baixa infiltração marginal na interface dente/ restauração
-Facilmente colocado dentro da cavidade, condensado e esculpido, com propriedades mecânicas capazes de resistir bem aos esforços mastigatórios.
· CARACTERÍSTICAS
- Baixa do tempo clínico
-excelente resistência ao desgaste clínico
-Baixa da infiltração marginal com o passar tempo
-Efeitos bacteriostático (íons metálicos presentes na su composição: Cu, Ag, e St)
· INSUCESSOS:
- Preparo incorreto da cavidade
-Manipulação inadequada do material
· Sem união química com as estruturas dentárias, esse material depende única e exclusivamente da retenção friccional com as paredes cavitarias.
· O contorno cavitário e as retenções adicionais internas são de extrema importância para reter e estabilizar a restauração
· PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS DE CAVIDADE CLASSE II
-Ângulos internos arredondados (dissipação de forças de tensões durante a mastigação)
-Paredes vestibular e lingual convergentes para oclusal, com ângulos diedros arredondados
· LIMITE CERVICAL
- Margem cervical com uma separação mínima da superfície proximal do dente vizinho de 0,2mm, após a remoção do tecido cariado.
- Quando for necessário estender a parede cervical no sentido gengival, a fim de se obter a sua separação, essa extensão deve ser realizada com instrumento manual, restringindo-se à dimensão da planificação gengival ( 0,2 a 0,3 mm)
- Em pac. Idosos a margem da parede gengival localiza-se com maior frequência supragengivalmente (migração para apical da gengiva marginal)
· TÉCNICA DE PREPARO
-Forma de contorno: a 
-Caixa oclusal
Delimitação da forma de contorno com lápis;
Broca nº 245, inclinada ligeiramente para lingual, movimentando no sentido m-d, com profundidade correspondente à metade do diâmetro da ponta ativa da broca;
-Desgaste envolvendo a parte da crista marginal, deixando-a com a menor espessura possível, com finalidade de facilitar o acesso proximal e proteger o dente vizinho.
-A caixa proximal só deve ser iniciada após o término da caixa oclusal;
· FORMA DE CONTORNO
-Descrição:
- Broca 245 paralelas ao longo eixo longitudinal da coroa, inicia-se a confecção de um túnel a partir da parede pulpar em direção gengival;
-A broca começa a trabalhar, em movimento pendular, no sentido vestíbulo-lingual;
-Pressione-se a broca no sentido proximal e perfura a face proximal abaixo do ponto de contato;
- Com o auxilio de colherde dentina fratura-se o remanescente da crista marginal e faz-se o acabamento da cavidade com recortador de margem gengival;
-Acabamento pode ser feito com a broca.
· FORMA DE RESISTÊNCIA
- Arredondamento do ângulo diedro axiopulpar reduz a concentração de tensões (fratura das restaurações);
-Retenções adicionais internas (sulcos ou canaletas proximais), nas paredes vestibular e lingual, podem ser executadas, sem comprometimento da estrutura dentária remanescente, melhorando a resistência à fratura e o deslocamento da restauração;
-Ângulo cavossuperficial nítido e sem bisel;
- Dente- istmo da cavidade com lesões incipientes com ¼ da distância entre os vértices cuspídes em PM e M.
- Restaurações com cobertura de cúspide em : dentes com cúspides enfraquecidas; cavidades onde mais da metade da largura V -L da coroa está comprometida;
Dentes superiores tratados endodonticamente;
PM superiores, por motivos estéticos e conômicos na substituição de restaurações insatisfatórias;
· FORMA DE RETENÇÃO
- Parede V e L da caixa proximal convergentes para oclusal (preserva a estrutura remanescentes da crista marginal)
-Retenções adicionais (sulcos e canaletas proximais) nas paredes vestibular e lingual da caixa proximal;
-Parede gengival plana e perpendicular ao longo do eixo;
- Degrau proximal deverá ter no mínimo a mesma altura ou profundida da caixa oclusal, a fim de proporcionar estabilidade e equilíbrio às restaurações de classe II;
-Altura do degrau proximal deve ser a mesma altura da parede pulpar ate a cúspide;
-caixa proximal
- Parede gengival 0,25 a 0,5mm do dente adjacente;
-Profundidade da parede axial (largura da parede gengival) corresponde, a aproximadamente e uma vez e meia ( 1 ½) o diâmetro da broca
· Acabamento da cavidade
-Broca cilíndrica nº56 e instrumentos cortantes manuais (recordadores de margem gengival ), alisando as paredes circundantes e de fundo da cavidade ( axial e pulpar)
· COMPLEXO MOD (DENTE 36)
Parede fina
MATRIZES E CUNHAS
· MATRIZES
-Indicações: 
	Classe I composta
	Classe III e IV
	Classe II (MOD,MO,DO)
	Slot Vertical
	Slot horizontal
	Preparo em túnel (mista)
-Pode ser metais ou plásticas;
-Metais mais em restaurações com amálgama
-Plásticas em restaurações em resina
-Função: substituir as paredes cavitarias ausentes para manter e dar forma ao material restaurador, possibilitando a manutenção das características anatômicas do elemento dentário
-Espessura: 0.3 mm – 0,5mm (coroa curta)
-Largura: 5 e 7 mm
· OBJETIVOS
- Fornecer proteção ao dente vizinho;
-Permitir a restauração do contorno;
-Permitir a inserção do material restaurador sem que ocorra o extravasamento do mesmo para a região gengival e consequentemente venha provocar danos aos tecidos de suporte.
· REQUISITOS
-Contorno anatômico;
-Compatível com o material;
- Resistência às forças de condensação do material restaurador (amálgama);
-Fácil emprego;
-Adaptação e fixação;
-Rigidez e estabilidade;
-Baixo custo
· INDICAÇÕES: INDIVIDUAL OU MONTADA EM PORTA-MATRIZ (LOCALIZAÇÃO DO DENTE A SER RESTAURADO)
· CLASSIFICAÇÕES
· PORTA-MATRIZ DE TOFFLEMIRE
- Um dos lados se prende a matriz é aberto devendo ficar voltado para cervical, facilitando a remoção do porta-matriz por oclusal
-Mais utilizados
-Colocação de três posições
-Tamanhos e largura variam em 5,0 e 7,0 mm
-Pode ser separado da matriz antes de ser removido do dente
· PORTA-MATRIZ CIRCULAR Nº 8
-Permite a colocação de tiras de aço flexíveis de 5.0 e 7,0 mm;
-Mesmo diâmetro nas regiões gengival e oclusal; por isso não muito indicado por que se sabe que oclusal e gengival tem tamanhos diferentes
-Usado em cavidades compostas e complexas
· PORTA-MATRIZ DE SIQVELAND
-Permite a obtenção de dois diâmetro
-Desvantagem: não dar para separar matriz de porta-matriz
· MATRIZES INDIVIDUAIS
· MATRIZ DE AÇO SOLDADO
-Tira matriz de 5 ou 7mm de largura- corta em um comprimento de 5cm;
-Coloca em posição ao redor do dente- prende-se por vestibular com a extremidade do alicate 121;
-Remove do dente, leva a máquina de solda, dois ou três pontos de solda;
-Recorta o excesso da tira-matriz (deixa 3mm) e dobra essa porção de encontro à matriz;
-Posiciona-se a matriz no dente- adaptação das cervicais com cunha de madeira
· MATRIZ REBITADA
-Tira-matriz de 5 ou 7mm de largura- corta em um comprimento de 5cm
-Coloca-se em posição ao redor do dente- adapta com alicate 121;
-Remove a banda e faz-se uma ou duas perfurações com o alicate 141 o mais próximo possível das marcas assinaladas pelo alicate 121;
Inverte-se a posição do alicate e rebita as rebarbas da perfurações- unir as extremidades da matriz
-Recorta o excesso da tira-matriz (deixa 3mm) e dobra essa porção de encontro à matriz.
· MATRIZ DE LATÃO EM “T”
-Em forma de curva ou reta
-Dobra-se as projeções laterias em T, passa-se pela outra extremidade da tira, obtém um anel
-Puxa-se a extremidade livre da tira ajustando-a ao dente- dobra-se a extremidade livre
-Estabiliza com cunha de madeira
· VANTAGENS:
-Conforto anatômico;
- Menos desconforto ao paciente;
-Pode rest. Simultânea;
-Melhor adaptação cervical;
-Presença de grampos, posicionamento dental.
CUNHAS
-Auxiliar na fixação da matriz;
-Impedir extravasamento do material;
-Melhorar adaptação a margem gengival;
-Afastar a gengiva (proteção);
-Proporcionar ligeiro afastamento dental;
· TIPOS
· CUNHAS DE MADEIRA
-Laranjeira ou nogueira possuem maciez, facilidade de individualização, apropriadas para rest. Em amálgama
· CUNHAS DE PLÁSTICO
-Transparentes, menos macias, há desconforto pós-operatório
· FALHAS
-Cunhas pequenas e mal posicionada gera uma restauração com excesso ou a cunha pode se deslocar durante a condensação
- cunha posicionada acima da parede gengival;
-Cunha volumosa, não conseguindo o correto posicionamento e o deslocamento dos dentes.
RESTAURAÇÃO DE CAVIDADES CLASSE I E II DE AMÁLGAMA
· TRITURAÇÃO
-É mistura do mercúrio com a liga metálica;
-Remoção da camada de óxidos que recobre as partículas da liga, possibilitando o íntimo contato com o mercúrio e o ininio das reações de cristalização do amálgama.
· INSERÇÃO
-Deve ser inserido pequenas porções com o auxílio do porta almágama;
· PREPARO E RESTAURAÇÕES DE AMÁLGAM CLASSE I
Sequência operatória: (objetivo Biológico)
1. Registro de contato oclusal
-usa o carbono para ver como é a mordida, para que ao final do procedimento a mordida continue a mesma.
2. Isolamento do campo operatório
3. Acesso à lesão por meio de brocas ou pontas diamantadas
4. Remoção da dentina cariada: brocas em baixa rotação ou curetas
Sequência operatória: ( objetivo mecânicos)
1) Ângulos internos da cavidade arredondadas;
2) Cavidade retentivas (espessura mínima de 1,5 mm);
3) Brocas com formato cônico invertido (cavidade autorretentiva e com ângulo n° 329 e 330, ou 245)
4) Ângulo cavossuperficial reto, bem definido e sem biséis
Em seguida
· Limpeza da cavidade (clorexidina 2%) e seca-se com jato de ar;
-cavidade profunda: proteção do complexo dentinopulpar com hidróxido de cálcio e ionômero de vidro.
· Aplicação do amálgama com auxilio de porta-amálgama
· Condensadores de amálgama:
-Ligas convencionais e mistas- condensadores em ordem crescente de diâmetro
-Liga esféricas- condensadores em ordem decrescente de diâmetro
-Todo procedimento de condensação de condensação deve ser completado em CERCA DE 3 MINUTOS E MEIO
· Condensação de amálgama:
-Deposição de pequena porção de amálgama
-Início da condensação nos ângulos da cavidade
-Remoção da camada superficial com excesso de mercúrio durante a condensação
-Condensação de nova porção de amálgama e remoção do excesso de mercúrio
-Término da condensação às margens e esboço da escultura
-Sempre deixar amálgama acima da margem 
· Brunidura pré-escultura
-Depois que condensou o amálgama vem com o brunidor ovoide ou esférico, vai fazendo brunidura do centro para margem 
-Movimento mesiodistal e vestibulopalatal/lingual 
-Remover o excesso de Hg
-Facilitar o processo de escultura
· Escultura
-Realizada por reduçãodo amálgama com instrumentos cortantes afiados, espátulas de hollenback nº3s, no sentido disto-mesial
-Pode ser usado instrumentos de discóide e cleóide e esculpidores de frahm
1 Iniciada quando o amálgama apresentar leve resistência ao corte
2 Conhecimento das carac. Anatômicas do dente (sulco principal, secundários, vertentes de cúspides, cristas marginais)
3 Ponta do instrumento no sulco
4 Corpo do instrumento apoiado em estrutura dental não preparada
5 Iniciar pelas cristas marginais
· Brunidura pós-escultura
-Condensadores de hollemback nº6 ou brunidor de benett nº33, com ligeira pressão sobre a superfície esculpida no sentindo do centro da restauração para as margens
-Proporcionar superfícies lisas;
-Facilitar o polimento
-Reduzir a porosidade 
-Aumentando a dureza das margens
-Melhorar a adaptação marginal e o selamento da restauração
PREPARO CAVITÁRIO PARA AMÁLGAMA CLASSE II
Sequência operatória: (objetivo mecânico)
1. Broca cone invertido com extremo arredondado ( nº329 e 330 ou 245)
2. Paredes convergentes para oclusal
3. Cavidades autorretentivas (espessura mínima de 1,5mm)
4. Preparo da caixa proximal: ângulos cavossuperficiais vivos, retos paredes circundantes convergindo para oclusal e remoção de todo esmalte sem suporte.
5. Finalizando com instrumentos manuias, na mesial ou distal (recortador de margem gengival)
-O recortador de margem gengival- “raspa” a margem com a ponta ativa do instrumento, removendo o esmalte fragilizado.
-Matriz: adaptação da matriz
-Cunha de madeira: mantem a matriz em posição, minimizando a chance de excessos marginais e a obtenção de contatos adequados
6. A ausência de uma das faces proximais, englobadas no preparo cavitário, dificulta a condensação do amálgama
7. Necessário o emprego de matrizes (substituindo a parede ausente)- possibilita a condensação do material e auxilia a reconstrução do contorno anatômico proximal
· TÉCNICA DE RSTAURAÇÃO
· Isolamento do campo operatório
· Adaptação e estabilização da matriz- após a colocação da cunha de madeira, brunir a matriz contra o dente vizinho para obtenção do ponto de contato interproximal
· Aplicação do amálgama com o auxilio de porta-amálgama
· Inserção e condensação do amálgama a partir das ciaxas proximais com o condensador de ponta ativa menos que a cavidade, depositando na parede gengival
· 
· Com firme pressão no sentido V-L, movimenta-se o condensador até que o material restaurador encontre o nível da parede pulpar, continuando a condensação até preencher a cavidade
· Condensação de amálgama:
-Condensação final com condensador de ward da nº2, pressionando de encontro às margens da cavidade e esboço da escultura
-Durante a condensação, a borda da ponta condensadora é pressionada do centro da restauração para as margens da cavidade, esboçando a escultura oclusal
· Escultura
-Sonda exploradora ou esculpidor de hollemback, define-se o contorno externo das cristas marginais, delimita o perímetro da mesa oclusal
-Redução do amálgama com instrumentos cortantes afiados, esculpidores de frahm e espátula de hollemback 3s
· Matrix
-Remoção do porta-matriz ( uma face proximal de cada vez), matriz tracionada para oclusal
· Cunha de madeira
-Removida aós a remoção da matriz
-Os instrumentos cleóide e discóide podem ser usados para proporcionar um refinamento da escultura das cristas marginais e fóssulas
· 
· Brunidura
-Uso do fio dental no espaço interdental, sem passar pelo ponto de contato- remover excessos marginais e alisar superfície proximal da restauração
-Brunidura de toda superfície oclusal e bordas proximais, indo de neocntro Às bordas da restauração, com condensador de hollemback nº6 e ou brunidor nº 33
· Acabamento e Polimento
-Realizados após 24hrs da sessão restauradora
-Ajuste morfológico da restauração com brocas multilaminadas
-Pré-polimento e polimento com borrachas abrasivas específicas para amálgama utilizadas em ordem decrescente de abrasividade
-Obtenção do brilho com escovas e pastas específicas para polimento de amálgama 
-Realizados com isolamento absoluto

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