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NOMENCLATURA E 
CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES E 
CAVIDADES – CAPÍTULO 1 
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DE 
LESÕES E CAVIDADES 
Conceito: A dentística atua no diagnostico, 
tratamento e prognóstico dental. Os 
tratamentos preventivos ou restauradores 
devem resultar na manutenção ou no 
restabelecimento da forma, função e da 
estética, mantendo ainda a integridade 
fisiológica do dente em relação harmônica 
com a estrutura remanescente dental, os 
tecidos moles e o sistema estomatognático. 
Atuação da dentística restauradora 
tradicional 
• Localizar a cavidade de cárie: 
desconsiderava a etiologia da doença 
cárie. 
• Realizar o preparo cavitário: Seguia os 
preparos cavitários geométrico pré-
estabelecido, além da “extensão para a 
prevenção”. 
• Confeccionar a restauração: acreditava 
que a remoção do tecido cariado evitaria 
a progressão da doença cárie. 
Dentística: uma especialidade com 
atuação abrangente. 
• O profissional deve conhecer os 
mecanismos de ação da doença cárie e 
periodontal para a respetiva prevenção. 
• Deve se preservar o máximo da estrutura 
hígida do dente. 
• Manutenção periódica e preventiva, tanto 
para auxiliar na manutenção, quanto para 
melhorar o prognóstico da doença. 
Evolução do diagnóstico da doença cárie 
e dos materiais adesivos. 
• Condicionamento ácido. 
• Resina composta. 
• “Restaurar preservando”. 
• Cavidade Classe I: cavidades preparadas 
em regiões de cicatrículas e fissuras, na 
face oclusal de pré-molares e molares, 
dois terços da oclusais da face vestibular 
dos molares na face lingual dos incisivos 
superiores. Ocasionalmente, na face 
palatina dos molares superiores. 
• Cavidade Classe II: cavidades preparadas 
nas faces proximais dos pré-molares e 
molares. 
• Cavidade Classe III: cavidades 
preparadas nas faces proximais dos 
incisivos e caninos, sem remoção do 
ângulo incisal. 
• Cavidade Classe IV: cavidades preparas 
nas faces proximais dos incisivos e 
caninos, com remoção e restauração do 
ângulo incisal. 
• Cavidade Classe V: cavidades preparas 
no terço gengival, não de cicatrículas, das 
faces vestibular e lingual de todos os 
dentes. 
Classificação das Cavidades. 
• Cavidade tipo I – cavidade preparada na 
superfície oclusal de pré-molares e 
molares e que ainda pode ser subdividida 
em: 
o Sem envolvimento de cúspide; 
o Com envolvimento de cúspide. 
• Cavidade tipo II – cavidade prepara na 
superfície proximal de pré-molares e 
molares e que ainda pode ser subdividida 
em: 
o Sem exposição da crista marginal, 
tendo exemplos as cavidades tipo 
“vestíbulo-lingual”, “túnel”, e 
“acesso direto”. 
o Com envolvimento de crista 
marginal, tendo exemplos as 
cavidades “microcavidade”, 
“composta” e complexa”. 
NOMENCLATURA E 
CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES E 
CAVIDADES. 
NOMENCLATURA DESCRITIVA DOS 
DENTES 
São divididos em cinco características: 
Classe: 
• Tipo, conjunto, arcada e posição. 
• Exemplos: 
o Incisivo central permanente superior 
esquerdo. 
o Canino permanente inferior direito. 
o Primeiro pré-molar superior direito. 
 
NUMERAÇÃO DOS DENTES 
 
NOMENCLATURA DAS SUPERFÍCIES 
DENTAIS 
 
• Vestibular: voltada para a face das 
bochechas; 
• Palatal/lingual: voltada para a face do 
palato (superior) e língua (inferiores). 
• Mesial: mais próximo da linha média. 
• Distal: mais afastada da linha média. 
 
AS ESTRUTURAS DA SUPERFÍCIE 
OCLUSAL. 
 
 
• Mesa oclusal: linha pontilhada preta. 
• Sulcos principais: linhas amarelas. 
• Sulcos secundários: linhas ciano – limite 
entre cúspides. 
• Fossas: círculos brancos. 
• Crista marginal: cor roxa. 
• Vertentes lisas: lilás. 
• Vertentes triturantes: laranja. 
NOMENCLATURA DAS PARTES 
CONSTITUINTES DAS CAVIDADES: 
Em linhas gerais, as cavidades são 
constituídas de paredes circundantes, 
paredes de fundo, ângulos internos diedros, 
ângulos internos triedros e ângulos 
cavossuperficiais. 
• Paredes circundantes: paredes que 
chegam até a superfície externa das 
cavidades, define o contorno. Recebe o 
nome ao qual está intimamente ligada. 
Podem receber o nome: oclusal, mesial, 
distal, vestibular, lingual/palatal, 
cervical/gengical. 
• Paredes de fundo: paredes internas que 
nunca atingem a superfície da cavidade. 
Perpendicular: pulpar. Ao longo eixo: 
axial. 
• Ângulos diedros: localizados na 
transição entre duas paredes. Ex.: entre 
as paredes vestibular e mesial – ângulo 
vestibulomesial. 
• Ângulos triedros: junção entre três 
paredes. Ex.: paredes axial, vestibular e 
gengival – axio-vestibulogengival. 
• Ângulos cavossuperficiais: localizados 
na margem entre a superfície externa do 
dente e o preparo. 
 
NOMENCLATURA DAS CAVIDADES 
QUANTO À COMPLEXIDADE: 
São denominadas de acordo com as face 
envolvidas. Dessa forma: 
• Simples – 1 face; 
• Composta – 2 faces; 
• Complexas – 3 ou mais faces; 
• Nem todas as cavidades que envolvem 
cúspides são complexas. 
 
NOMENCLATURA DAS CAVIDADE 
QUANTO ÀS FACE ENVOLVIDAS. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES E 
CAVIDADES: 
• Classe I: regiões de cicatrículas e 
fissuras – pré e molares; 2/3 oclusais das 
faces vestibular e lingual/palatal. Presente 
também na região de cíngulo na face 
palatal dos incisivos centrais e laterais. 
 
• Classe II: Lesões que envolvem 
proximais de pré e molares. Pode 
envolver mais de uma face. 
 
 
• Classe III: envolvem uma ou ambas as 
face proximais dos incisivos e caninos, 
sem comprometer ao ângulo incisal. 
 
• Classe IV: lesões que envolvem faces 
proximais de dentes anterior, com 
comprometimento do ângulo incisal. 
Trauma. 
 
• Classe V: lesões que envolvem o terço 
gengival (vestibular, lingual/palatal) de 
todos os dentes. Atrição. 
 
• Classe VI: classe complementar, lesões 
localizadas em pontas de cúspides dos 
dentes posteriores, sem envolvimento de 
cicatrícula e fissuras, ou nas boras 
incisais dos dentes anteriores, sem 
envolvimento do ângulo incisal. 
 
 
ISOLAMENTO DO CAMPO 
OPERATÓRIO 
A principal função do isolamento é a 
obtenção do campo de trabalho limpo, seco e 
com o acesso adequado. 
TIPOS 
1) ABSOLUTO: lençol de borracha, grampo 
(completo). Totalmente livre de umidade e 
contaminação. Deve ser empregado 
sempre, exceto somente em casos de 
total impraticabilidade. 
• Vantagens: Controle da contaminação e 
umidade (saliva e respiração) otimiza o 
desempenho dos materiais restauradores. 
Melhora visibilidade e acesso ao 
elemento dental - precisão para a 
realização do desgaste no elemento 
dental. Protege o paciente contra a 
deglutição acidental de resíduos e objetos 
- previne lesões aos tecidos moles 
(gengiva, língua e palato mole). Evita que 
o tratamento seja interrompido para 
deglutição e expectoração do paciente 
(minimiza a possibilidade de transmissão 
de doenças). 
2) RELATIVO: feito com rolete de algodão, 
sugador e espelho. Quando o isolamento 
absoluto não puder ser realizado ou 
impedir o procedimento restaurador. 
Restauração cervical que impede a 
adaptação de grampos. Paciente 
respirador bucal e/ou asmático. Dentes 
recém irrompidos. 
• Limitações: Contaminação dos tecidos 
dentais e materiais restauradores pela 
saliva e umidade. Dificuldade de 
visualização e acesso ao campo de 
trabalho (aumenta a necessidade de que 
o procedimento seja realizado a quatro 
mãos). Possibilidade de deglutição de 
materiais e objetivos pelo paciente. 
Interrupção do tratamento pela deglutição 
e expectoração do paciente. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS 
• Lençol de borracha; 
• Arco de Yang; 
• Perfurador de lençol de borracha; 
• Grampos 
o Molares (200 a 205). 
o Pré-molar (206 a 209). 
o Dentes anteriores (210 e 211). 
o Especiais: 212, W8A, 14, 00, 26. 
• Pinça Palmer; 
• Fio dental; 
• Lubrificantes; 
• Tesoura. 
PREPARO DO LENÇOL DE BORRACHA: 
• Sucesso de isolamento absoluto: 
confecção dos orifícios. 
•Regra geral: um dente para distal e dois 
para mesial. 
• Dentes anteriores: bateria anterior (canino 
a canino). 
• Classe I ou V opção de furo único. 
MÉTODOS DE PERFURAÇÃO DO LENÇOL 
DE BORRACHA. 
• Divisão em quadrantes. 
• Marcação na boca 
• Carimbo. 
POSIÇÃO DOS ORIFÍCIOS NO LENÇOL. 
• Distância entre os orifícios: distância entre 
os eixos longitudinais dos dentes (mesma 
disposição no arco dental). 
• Anteriores: meio da borda incisal 
• Posteriores: centro da fossa central. 
TÉCNICAS PARA ADAPTAÇÃO DO DIQUE 
DE BORRACHA. 
• Lençol de borracha + arco → grampo. 
• Grampo → lençol de borracha + arco. 
• Lençol + arco + grampo. 
• Deve-se checar os contatos 
interproximais antes de instalar o lençol. 
AMARRIAS 
• Melhora a adaptação do dique junto ao 
sulco gengival. 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO 
CAVITÁRIO 
• Normas que regem o Preparo cavitário. 
• É o tratamento biomecânico das lesões 
cariosas. 
• Características finais do preparo. 
PRINCÍPIOS CLÁSSICOS 
• 1908 - Usava-se muito amálgama. 
• Extensão para prevenção → preparos 
com forma padronizada → preparos 
extensos. 
• Abertura da cavidade. 
• Forma de contorno ( e tensão para 
prevenção). 
• Remoção da dentina cariada. 
• Forma de resistência (atender o requisito 
do material). 
• Forma de retenção (atender o requisito do 
material). 
• Forma de conveniência. 
• Acabamento das paredes. 
• Limpeza da cavidade. 
• Preparos padronizados de lesões 
distintas. 
PRINCÍPIOS DE BLACK 
• Conhecimentos dos fatores etiológicos da 
doença cárie. 
• Desenvolvimento de materiais adesivos. 
• Princípios de ultrapassados. 
PRINCÍPIOS ATUAIS 
• Extensão mínima. 
• Conservação de estruturas de reforço 
(ponte de esmalte e cúspides). 
• Máxima preservação de estrutura dental 
sadia. 
FORMA DE CONTORNO 
• É igual a extensão da lesão. 
• Utilização de instrumentos de dimensão 
compatível. 
• Associação com procedimentos 
preventivos. 
FORMA DE RESISTÊNCIA 
• Ângulos Internos Arredondados 
o Dissipação de tensões oclusais. 
• Ângulos Cavo Superficial 
o Nítidos, reto. 
o Resistência Marginal. 
• Preservar estruturas de reforço. 
o Menores forças sobre a 
restauração. 
 FORMA DE RETENÇÃO 
Evitar deslocamento axial da restauração 
durante mastigação de alimentos pegajosos. 
PROCESSO ADESIVO 
• Preparos reduzidos. 
• Preservação da estrutura dentária. 
• Forma livre. 
FORMA DE CONVENIÊNCIA 
Acesso, instrumentação, inserção de material 
Preservação da estrutura dentária sadia. 
• Isolamento absoluto. 
• Isolamento relativo. 
• Afastamento gengival. 
• Afastamento interdental. 
ACABAMENTOS DE PAREDES 
• Remover irregularidades. 
• Prismas de esmalte sem suporte. 
• Melhor adaptação às paredes. 
• Vedamento marginal. 
ACABAMENTO EM PAREDES DE 
ESMALTE 
Enxada: 
• Paredes de fundo. 
• Parede Cervical. 
Machado: 
• Paredes circundantes. 
Recortador de margem gengival. 
• Ângulo Cavo-superficial (ou gengival). 
• Ângulo áxio-pulpar. 
LIMPEZA DA CAVIDADE 
• Remover resíduos do preparo. 
• Previamente a inserção do material. 
• Agentes de limpeza. 
• Resina Composta: Ácido fosfórico 37% e 
remoção da camada de smear. 
Clorexidina, agente antimicrobiano, 
melhor adesão. 
PASSOS OPERATÓRIOS 
Abertura 
• Penetração - sulco central. Uso de Brocas 
245, 330, 339 (qualquer uma). 
• Movimento no sentido mésio-distal. 
• Brocas de baixa rotação para 
acabamento da cavidade + instrumentais 
manuais. 
 
INSTRUMENTOS EMPREGADOS EM 
DENTÍSTICA 
MATERIAIS EXPLORATÓRIOS 
Usados para permitir ou melhorar a 
visualização do campo operatório. 
1.Espelho Clínico: 
• Visualização indireta. 
• Iluminação da área. 
• Afastar tecidos moles. 
2. Pinça clínica: 
• Apreensão e deslocamento de pequenos 
objetos. 
3. Sonda Exploradora: 
• Função tátil. 
4. Escova de Robinson e taça de 
borracha: 
• Limpeza de superfícies dentárias. 
• Facilitam o diagnóstico. 
• Efetividade dos procedimentos 
restauradores. 
5. Fio Dental: 
• Limpeza de superfícies proximais. 
• Avaliação tátil da face proximal. 
6. Pinça de Miller e Papel Articular: 
• Marcação por contatos oclusais. 
7. Sonda Milimetrada: 
• Marcações servem como referência para 
medir preparo cavitário e restauração. 
MATERIAIS PARA ISOLAMENTO DO 
CAMPO OPERATÓRIO 
1. Rotatórios: 
• Empregados na remoção do tecido 
cariado e preparo cavitário antes dos 
procedimentos restauradores 
• micro motor (baixa), peça reta, contra-
ângulo, alta rotação. 
2. Brocas ou Pontas diamantadas: 
• Formato da ponta ativa (esférica, ovóide, 
cilíndrica, etc). 
• Diâmetro da ponta. 
• Potencial de corte (quantidade de 
lâminas, tamanho de partículas 
abrasivas). 
• Ângulos na borda (vivos, arredondados). 
• Brocas - baixa rotação, alta rotação, 
lâminas, mandril adaptador. 
• Pontas - desgaste, alta rotação. 
INSTRUMENTOS E MATERIAIS PARA 
REMOÇÃO DO TECIDO CARIADO E 
PREPARO CAVITÁRIO 
Empregados para cortar, clivar e planificar 
a estrutura dentária ou complementar a 
ação dos instrumentos rotatórias durante 
o preparo das cavidades. 
1. Curetas para dentina: 
• Remoção do tecido cariado. 
• Tamanho compatível com a lesão de 
cárie. 
• Maior sensibilidade tátil. 
2. Machado: 
• 14/15 
• Clivar a aplainar a superfície. 
• Paredes circundantes. 
3. Enxada: 
• 8/9 
• Planificar as paredes cavitárias. 
• Paredes pulpar e cervical. 
4. Recortador de margem gengival: 
• 26, 27, 28 e 29. 
• Panificação do ângulo cavo superficial 
gengival. 
• Arredondamento do ângulo axio-pulpar. 
PARA RESTAURAÇÃO 
1. Espátulas: 
• Inserção na cavidade. 
• Escultura. 
2. Pincéis: 
• Forma. 
• Textura. 
• Caracterização. 
3. Centrix - ionômero de vidro. 
• Inserção. 
• Reduz bolhas. 
• Uniformidade. 
4. Matrizes: 
• Contorno proximal. 
• Evitar iatrogenias (qualquer alteração pela 
má prática profissional). 
• Metálica ou Poliéster. 
5. Cunhas: 
• Afastamento. 
• Contato proximal. 
6. Aplicadores descartáveis: 
• Aplicação de líquidos, géis. 
 
PREPARO CAVITÁRIO DE CLASSE I 
E II 
• Classe I 
• Lesões de cárie e/ou cavidades 
localizadas em áreas de má coalescência 
de esmalte. 
• Regiões de fundo de sulcos, fóssulas e 
cicatrículas, localizada na face oclusal ou 
⅔ da vestibular dos molares inferiores. 
• De acordo com o número de faces 
envolvidas (1, 2 ou 3). 
 
PROCEDIMENTOS CLÍNICOS 
1. Diagnóstico clínico e radiográfico. 
• Lesão de cárie oculta. 
2. Checar contatos oclusais (ponto de 
contatos). 
• As margens do preparo devem estar fora 
das áreas de contato oclusal. 
3. Profilaxia do elemento dental. 
• Com o uso de pedra-pomes e água - é 
uma substância partícula abrasiva; ajudar 
na limpeza da superfície sem a presença 
de óleo como a pasta profilática pode 
apresentar. 
• Anestesia - defende o grupo dentário que 
está sendo realizado a restauração, a 
profundidade da restauração, onde será 
instalado o grampo (dente que recebe 
grampo tem que ser anestesiado). 
• Seleção de cor da resina composta. 
 
4. Isolamento absoluto do campo 
operatório. 
• Quando falamos sobre a Classe I Simples 
(apenas uma face), pode ser realizado a 
técnica de furo único - isolamento que 
aquele mesmo dente que recebe o 
grampo é o único dente que será 
perfurado no lençol. 
• Tendo mais de uma face envolvida 
(Classe I composta), deve-se voltar para 
a regra clássica: um dente para distal e 
dois para mesial. 
 
5. Acesso à lesão de cárie. 
• É necessário quando houver esmalte 
impedindo acesso adequado ao tecido 
cariado (quando não há cavidade aberta). 
• Será necessário o uso de pontas 
diamantadas esféricas para realizar a 
abertura (desgastar o esmalte) sempre 
sobre refrigeração (Alta-rotação). A 
refrigeração se faz essencial para evitar 
queimar o dente do paciente, causando 
um dano irreversível pulpar. 
• 1011, 1012, 1013. 
• Entrar com o baixa rotação para remoção 
de tecido amolecido em dentina. Motor 
apoiado nasparedes circundantes - evitar 
usar em parede de fundo para não 
remover tecido saudável sem 
necessidade. 
 
Atenção: as brocas serão utilizadas de 
acordo com o tamanho da cavidade. Se a 
cavidade é de pequena dimensão, a broca 
deverá respeitar um tamanho pequeno. 
Quanto maior a cavidade, maior eu preciso 
aumentar o diâmetro da ponta. 
 
6. Remoção de tecido criado. 
• Parede de fundo deve-se utilizar curetas. 
Brocas esféricas lisas compatíveis com o 
tamanho da cavidade em baixa rotação. 
7. Acabamento das paredes. 
• Enxada e Machado 8 
• Para trazer regularidade, deixar os 
ângulos arredondados. 
• Abordagem menos invasiva. 
8. Analisar as características do preparo 
cavitário. 
• Verificar estruturas de reforço (2mm) - 
pontes de esmalte, ponta de cúspide, 
crista marginal. Se houver menos que 
isso, deverá ser englobado no preparo, 
pois sem os 2mm, a estrutura dentária 
não terá resistência a mastigação, a 
restauração é a força que será incidida. 
• Parede pulpar plana. 
• Resistência para o material restaurador 
(ângulo cavo superficial nítido e sem 
BISEL). 
 
CARACTERÍSTICAS IDEAIS DO PREPARO 
PARA RESINA COMPOSTA 
• Ângulos internos arredondados. 
• Ângulos cavo superficial nítido e sem 
bisel (90⁰). 
• Estruturas de reforço com pelo menos 
2mm de espessura. 
• Parede pulpar plana e lisa - pode 
acontecer de em algum caso ter uma 
região mais profunda de cárie e quando 
for ser retirado, trará uma depressão para 
a parede de fundo. Como resolver? 
Ionômero de vidro para deixar a parede 
pulpar plana. 
• Ângulos arredondados. 
• Manutenção de esmalte sem suporte 
dentário - a resina composta tem 
características muito próximas da dentina, 
fornecendo apoio para o esmalte, sendo 
assim, mantendo esse esmalte sem 
suporte de dentina. 
• Livre forma de contato (profundidade e 
largura): extensão da lesão de cárie. 
 
CLASSE I OCLUSO-PLATINA 
• Parede pulpar acompanhando a 
inclinação da cúspide - pontes de 
esmalte. 
• Parede axial acompanhando a inclinação 
da face lingual. 
CLASSE II 
• Lesões de cárie situadas nas faces 
proximais de dentes posteriores. 
• Por onde acessar a lesão? O ideal é 
trabalhar com a face a qual terá menos 
tecido íntegro ou a qual já tenha uma 
cavidade formada. 
PREPARO - CONVENCIONAL 
 Preparos realizados envolvendo lesão de 
cárie que se origina nas superfícies 
proximais de pré-molares e molares. 
DESAFIOS 
• Ausência de esmalte cervical - deverá 
haver aumento de coroa clínica. 
• Restabelecimento do ponto de contato - 
matriz e cunha. 
PROTOCOLO CLÍNICO 
• Verificação dos pontos de contato oclusal. 
• Profilaxia + Seleção de cor. 
• Anestesia. 
SEQUÊNCIA OPERATÓRIA 
• Isolamento absoluto. 
• Remoção do tecido cariado - colher de 
dentina; brocas esféricas em baixa 
rotação. 
• Proteção do dente adjacente (matriz 
voltada para dente que está sendo 
protegido). 
• Acesso o rompimento da crista marginal. 
• Acabamento com instrumentos manuais. 
• Preparo Cavitário - requisitos biológicos: 
• 1.Acesso a lesão de cárie - ponta 
diamantada esférica em alta rotação. 
• Remoção dos prismas de esmalte sem 
suporte (machado, enxada, recortador de 
• margem gengival). 
CARACTERÍSTICAS FINAIS DO PREPARO 
• A forma do contorno deverá ser apenas a 
lesão de cárie. 
• Paredes lisas e regulares. 
• Ângulos internos arredondados. 
• Ângulo cavossuperficial sem bisel. 
• Parede pulpar plana. 
• 1.Caixa proximal 
• Formato ovoide. 
• Ângulos arredondados. 
• Limite periférico em esmalte. 
• Cavossuperficial sem bisel. 
 
 
 
MATRIZ 
• Banda que substitui uma ou mais paredes 
ausentes possibilitando reconstruir o 
contorno do dente por meio de uma 
restauração. 
 OBJETIVOS: 
• Inserção do material restaurador, sem 
extravasamento na cervical. 
• Contorno adequado na superfície 
proximal. 
• Restabelecimento de contato 
interproximal. 
• Textura superficial proximal lisa. 
• Confinar o material na cavidade. 
• Auxiliar no isolamento do dente preparado 
INDICAÇÕES: 
• Classe II 
• Classe III 
• Classe IV 
• Classe I composta. 
• Em classes I e V não há necessidade de 
matriz pois não há contato proximal. 
CARACTERÍSTICAS: 
• Fácil aplicação e remoção. 
• Delgada (fina). 
• Resistente. 
• Flexível. 
• Lisa. 
• Compatível com material restaurador. 
• Estável, sem deformação. 
 CLASSIFICAÇÃO: 
1. Universais - fita metálica com o auxílio de 
um porta-matriz; amplamente empregadas; 
situações convencionais. 
2. Individuais - utilizadas sem porta-matriz; 
produzidas especificamente para cada 
situação clínica; exigem menor refinamento 
da escultura das faces proximais. 
• Dentes posteriores que necessitam de 
restaurações volumosas e extensas. 
• Dentes com extensa destruição. 
• Dentes com ausência de cúspides. 
• Dentes isolados no arco, que receberão o 
grampo e matriz ao mesmo tempo. 
3. Circunferenciais - faces M, D, L, V. 
4. Parciais - apenas uma das faces 
proximais. 
5. Metálicas - dentes posteriores. 
6. Plásticas - dentes anteriores; 
transparentes (materiais resinosos); não 
resistem às forças de condensação e 
inserção; tiras de poliéster (anteriores). 
POSICIONAMENTO: 
• Cervical - matriz deve cobrir a parede 
gengival. 
• Oclusal - fique 0,5 mm acima da crista 
marginal. 
TIPOS DE MATRIZES METÁLICAS: 
• Tofflemire. 
• Parciais. 
• Porta-matriz de Tofflemire. 
• Matriz de avaliação inox. 
• Pré-fabricada. 
 PORTA-MATRIZ TOFFLEMIRE: 
• Dispositivo mecânico. 
• Manter a Matriz em posição. 
• Ajustar a matriz ao redor do dente. 
• Contorno profissional correto da 
restauração. 
• Reto ou angulado. 
CUNHAS 
Somente na proximal a ser restaurada, 
inserida com pinça, umedecer ligeiramente 
(aumenta volume e ajusta melhor). 
• Madeira, Plásticos, elástico. 
• Introduzida no espaço interproximal. 
• Entre a matriz e a face proximal do dente 
adjacente. 
• Sobre a papila gengival na região 
interproximal. 
FUNÇÕES: 
• Estabilização da matriz. 
• Restabelecimento do contorno adequado 
- aproxima a matriz do remanescente 
• dental. 
• Evita extravasamento do material na 
região cervical. 
• Afastamento dos dentes para compensar 
a espessura da matriz. 
• Retrair dique de borracha e papila 
interdental. 
POSICIONAMENTO: 
• Espaço interproximal formato piramidal. 
• Formato: 
• Secção Triangular: ápice (ponte de 
contato); base (tecido gengival). 
• Inserida pela areia maior - convergência 
para a ponta. 
• Dentes bem-posicionados - amela lingual 
maior. 
• Exceção: entre 1 e 2 molares superiores. 
• Avaliar casos particulares. 
 
PROTEÇÃO DO COMPLEXO 
DENTINO-PULPAR 
• Possuem a mesma origem embrionária - 
possuem íntimo contato. 
• Única entidade funcional - estímulo e 
resposta. 
TECIDO PULPAR 
• Formação de dentina (por odontoblastos). 
Deposição e mineralização (túbulos 
dentinários). 
FUNÇÃO DE DEFESA: 
Tipos de Dentina: 
1. Primária - durante a odontogênese. 
2. Secundária - após erupção dentária; 
estímulo fisiológico que acontece de forma 
gradual e uniforme. 
3. Esclerosada - alteração da dentina 
primária e secundária. 
4. Terciária - formação localizada da estrutura 
dentinária substituindo o tecido pulpar. 
• Podendo ser mínima (reacional; 
odontoblastos primários) ou severa 
(reparadora; odontoblastos recém 
diferenciados). 
• Terciária é depositada frente a um 
estímulo persistente e dentro do espaço 
ocupado pela polpa (câmara pulpar); 
quando o estímulo for menor, há o 
recrutamento dos odontoblastos para 
tentar vedar a dentina → quando o 
estímulo é mais abrangente, essas 
células primárias não dão conta sozinhas 
→ células odontoblastóides 
(odontoblastos recém diferenciados de 
células-tronco, responsável por criar uma 
“fonte” de dentina). 
OBJETIVOS: 
• Bloquear as agressões que atingem a 
polpa. 
• Permitir a formação de dentina de 
proteção. 
• Remineralização da dentina afetada pela 
lesão cariosa.FATORES PARA A INDICAÇÃO: 
• Profundidade da cavidade, 
• Idade fisiológica do dente. 
• Características do material. 
• Condição pulpar. 
PROFUNDIDADE: 
• Proximidade a polpa e a permeabilidade 
dentinária. 
• Rasa até ⅓ da dentina. 
• Média ⅓ a ⅔ de dentina. 
• Profunda ⅔ de dentina; 0,5 mm 
remanescente. 
• Profunda com exposição → condição da 
exposição + idade fisiológica do dente + 
estado inflamatório da polpa. 
• Quanto mais perto da câmara pulpar, a 
dentina se apresentará com maior 
números de túbulos dentinários e estarão 
mais “abertos” → facilitando o estímulo de 
chegar na polpa. Os materiais 
restauradores podem apresentar base de 
monômero e aqueles que não viram 
polímero, se tornam muito tóxicos para a 
polpa → se aplicado perto da polpa, 
nessa condição, poderá inflamar o tecido 
pulpar (de maneira irreversível). 
Como saber se estamos perto da polpa? 
Exame radiográfico. 
EXPOSIÇÃO PULPAR: 
• Sadia → o prognóstico é favorável. 
• Contaminada → prognóstico é 
desfavorável. 
IDADE FISIOLÓGICA DENTAL: 
• Preparos semelhantes → diferença na 
dentina remanescente. 
• Qualidade e velocidade resposta biológica 
do tecido pulpar. 
• Polpa jovem: possui menos fibras, mais 
células e mais vasos. 
• Polpa envelhecida: mais fibras, menos 
células e menos vasos (resposta projetiva 
menor). 
 
PROTOCOLO RESTAURADOR: 
• Inserir apenas parede de fundo (pulpar e 
axial) sobre a dentina. 
 
 
CARACTERÍSTICAS IDEAIS DOS 
MATERIAIS: 
• Bactericida e Bacteriostático. 
• Estimular dentina terciária. 
• Remineralizar a dentina. 
• Biocompatível. 
1.HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: 
• pH alcalino (12). 
• Ação antibacteriana. 
• Favorece a formação de dentina terciária. 
• Cimento que fornece proteção contra 
estímulos térmicos. 
• Baixas propriedades mecânicas. 
• Hidrossolúvel. 
• Pó = Ca(OH)2, puro; contato com a polpa. 
• Cimento (pasta) = contato com dentina. 
2.IONÔMERO DE VIDRO: 
• Liberação de flúor. 
• Adesividade às estruturas dentais. 
• Coeficiente de expansão térmicas. 
• Biocompatível. 
 PROTEÇÃO PULPAR INDIRETA: 
• Cavidade Rasa: hibridização. 
• Cavidade Média: cimento Ionômero de 
Vidro. 
• Cavidade Profunda: HC ou CIV. 
RESTAURAÇÃO COM RESINA 
COMPOSTA EM DENTES 
POSTERIORES 
• Estética (há um aumento pela busca de 
estética em dentes posteriores). 
• Uso de resina composta. 
• Técnica conservadora (direta= faz tudo 
com o paciente presente). 
• Custo X cerâmica. 
IMPORTANTE: 
• Diagnóstico correto. 
• Preparo conservador. 
• Técnica adesiva bem executada. 
• Sistema de matrizes e cunhas. 
• Anatomia Dental. 
• Ajuste oclusal - movimentos de 
lateralidade, protrusão e retrusão. Não 
pode haver um contato prematuro, se não 
pode gerar inflamação, sensibilidade. 
SÃO RESTAURAÇÕES POSTERIORES: 
• Classe I. 
• Classe II. 
• Classe V/ LCNC. 
COMPOSIÇÃO DA RESINA COMPOSTA: 
• Carga Inorgânica - se faz importante pela 
contração que a resina composta 
apresenta. 
• Matriz Orgânica - haverá partículas de 
carga e possuem formatos regulares, não 
se 
• prendem em si só, por isso o agente de 
união. 
• Agente de união. 
• Iniciador/Acelerador. 
• Quando fotoativado, as partículas de 
carga impedem um junção extrema dos 
monômeros fazendo com que não ocorra 
a desestabilização da resina em relação 
ao dente. As partículas de carga se 
tornam importantes para que a resina se 
torne mais forte, se tornando mais 
resistente a compressão, tração e ao 
desgaste. 
• E por que se é usado a luz azul? 
Estimula-se a polimerização do material 
resinoso; a energia é convertida em calor. 
CONTRAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO: 
• A reação de polimerização é 
caracterizada pela aproximação das 
moléculas de monômero e por uma 
redução no volume do material. 
• Tem relação direta com a quantidade de 
matriz orgânica do compósito - Quanto 
maior o volume de matriz, maior a 
concentração (vice-versa). 
• Seria a união dos monômeros em 
polímeros → volume final de massa, 
menor que volume inicial. 
• Quanto maior o volume de carga, menor a 
quantidade de matriz utilizada no material 
e consequentemente, menor a contração 
volumétrica. 
• Estresse de polimerização: são tensões 
na interface causada pela união entre os 
compósitos e os substratos dentais. 
Quando as forças relacionadas ao 
estresse de contração são superiores à 
resistência adesiva, pode ser criada uma 
ruptura da união, que pode resultar em 
condições clínicas indesejáveis como: 
infiltração marginal. 
• Estresse no dente: Quando a força não é 
suficiente para romper a união adesiva 
(força transmitida para o remanescente 
dental) é causado a deflexão das 
cúspides, sensibilidade pós-operatória e 
trincas no esmalte periférico. 
• Fator C: Se não houver a distribuição 
correta da resina terá menos superfícies 
livres. Tornando menor capacidade da 
resina de escoar e liberar estresse → 
quanto maior o fator C, pior, ou seja, o 
ideal é trabalhar com a técnica 
incremental. Se deve unir cada 
incremento ao menor número de paredes 
simultâneas → não se deve unir paredes 
opostas pois causa muita contração. 
 
TÉCNICA DE INCREMENTAL DE 
INSERÇÃO: 
• Incremento de 2mm. 
• Oblíquos. 
• Menor número de paredes possível. 
• Não unir paredes opostas. 
LIMITAÇÕES DO USO DE RESINA 
COMPOSTA: 
• Estresse oclusal. 
• Impossibilidade de isolamento absoluto. 
• Alto risco à cárie. 
• Ausência de esmalte. 
SEQUÊNCIA OPERATÓRIA: 
1. Checar oclusão. 
2. Profilaxia. 
3. Seleção de cor. 
4. Anestesia. 
5. Isolamento absoluto. 
6. Remoção de tecido cariado. 
7. Proteção do Complexo dentinopulpar. 
8. Restauração. 
9. Acabamento. 
10. Polimento. 
Condicionamento ácido = 30 segundos em 
esmalte e 15 em dentina. Remoção do 
excesso de água com papel ou algodão. 
Técnica incremental de aplicação da resina. 
SISTEMA ADESIVO 
Anteriormente os preparos eram feitos de 
forma extensa, para se criar retenções macro 
mecânicas (para garantir a restauração 
eficaz, como exemplo, o amálgama. Com a 
criação do sistema adesivo, trouxe para a 
odontologia, o desgaste mínimo dos dentes, 
mantendo a resistência e o selamento 
marginal (une o material restaurador à 
superfície dentária). Isso traz maior sucesso 
para a restauração e maior longevidade para 
o procedimento. 
Se faz eficiente pela união do material 
restaurador com o dente, porém para que ele 
funcione da melhor forma, deve-se respeitar 
alguns princípios: 
1. Área de contato - para que estabeleça 
adesão entre duas superfícies, é 
necessário que elas se contatem 
intimamente. 
2. Superfícies limpas - a presença de 
contaminantes dificulta o estabelecimento 
da adesão, visto que eles impedem o 
contato direto do adesivo com o 
substrato. os contaminantes prejudicam a 
capacidade de molhamento do adesivo 
sobre o substrato. O molhamento 
depende do ângulo de contato entre o 
adesivo e o substrato; quanto menor o 
ângulo, melhor a capacidade de 
molhamento e o maior potencial de 
adesão. 
3. Energia de superfície - está relacionada à 
capacidade de reagir, ser molhada, 
impregnada pelos líquidos; superfícies 
com alta energia superficial tem melhor 
molhamento e se tornam mais favoráveis 
à adesão. 
 
ADESÃO CLÍNICA PASSO A PASSO: 
1. Isolamento do campo operatório: os 
procedimentos adesivos não podem ser 
realizados sem um controle adequado da 
contaminação do campo operatório por 
saliva, sangue e umidade, portanto, é o 
primeiro passo. 
2. Condicionamento ácido: o uso de ácido 
fosfórico em concentração que varia entre 
30 e 40% prepara a superfície do esmalte 
e da dentina para receber o sistema 
adesivo. 
• Para que o esmalte seja condicionado 
adequadamente, o ideal é que o ácido 
permaneça por 15 a 30 segundos sobre 
este. Na dentina, o tempo ideal de 
atuação do ácido é de apenas 15 
segundos. Assim, quando a cavidade 
envolve tanto o esmalte como a dentina, o 
condicionamento deve sersempre 
iniciado pelo esmalte. 
• Transcorrido o tempo de 
condicionamento, a cavidade deve ser 
lavada por 15 a 30 segundos, com auxílio 
de um spray de ar/água. 
• Os excessos de umidade devem ser 
cuidadosamente removidos, para que os 
componentes do sistema adesivo não 
sejam diluídos. 
• Em cavidades ou prepares restritos ao 
esmalte (fechamento de diastemas e 
facetas diretas e indiretas), a umidade 
excessiva pode ser facilmente removida 
por apenas jato de ar. 
• Em cavidades que combinam esmalte 
dentina, o ideal é que os excessos de 
umidade sejam removidos por papel 
secante. 
As funções e os efeitos do condicionamento 
são totalmente distintos de um tecido para o 
outro: 
• No esmalte, um tecido altamente 
mineralizado, o condicionamento tem 
como principais funções o aumento do 
molhamento e da energia livre de 
superfície. A desmineralização superficial 
do esmalte resulta na criação de micro 
retenções, resultando no aumento da 
área de contato (condições favoráveis 
para o agente adesivo). 
• Na dentina, a aplicação do ácido tem 
como função principal a remoção da 
camada smear layer (Uma camada 
superficial formada por detritos gerados 
durante o preparo cavitário – É 
acompanhada da dissolução mineral 
superficial da dentina e da exposição de 
fibras colágenas, o que resulta o 
afloramento do fluido dentinário. Com 
isso, a superfície dentária pós 
condicionamento apresenta-se 
extremamente úmida e com considerável 
teor orgânico). 
3. Aplicação do primer: Graças a sua 
natureza úmida a dentina condicionada 
não é um bom substrato para a adesão, 
portanto é necessário aplicar um primer 
na superfície dentinária. O Primer é 
composto por monômeros bifuncionais ( 
hidrofóbicos e hidrofílicos) que servem de 
elo entre a superfície úmida da dentina e 
o agente adesivo. 
SOLVENTES: 
• Água/acetona. 
• Fluidez na solução. 
• Deslocamento da água na dentina. 
• Melhora a penetração dos monômeros 
resinosos. 
• Reexpansão das fibrilas de colágeno. 
APLICAÇÃO: 
• Ativa sempre. 
• Aplicador descartável. 
• Espessura uniforme - leves jatos de ar. 
Ao penetrar na superfície desmineralizada e 
preencher os espaços antes ocupados pelos 
cristais de hidróxido, os componentes do 
primer estabilizam e evitam o colapso da 
rede de fibras colágenas e promovem a 
evaporação do excesso de água. O resultado 
é o aumento da energia livre da superfície da 
dentina, tornando-a apta a interagir com a 
gente adesivo. 
Para assegurar bons resultados, o Primer 
deve ser aplicado em toda a extensão da 
dentina, com o auxílio de um aplicador 
descartável por cerca de 30 segundos. Deve 
ficar claro que a aplicação do primer sobre o 
esmalte é totalmente desnecessária, uma 
vez que o esmalte não apresenta fibras 
colágenas. 
4. Aplicação do Adesivo: É uma resina fluida 
polimerizável, cuja função é molhar o 
substrato, de modo a atuar como um 
agente intermediário entre a estrutura 
dental e os materiais restauradores. 
• Monômeros hidrofóbicos (Bis-GMA, 
TEGDMA). 
• Monômeros hidrofílicos (HEMA). 
No esmalte, a interação do adesivo com o 
tecido envolve o preenchimento das 
irregularidades e microporosidades criadas 
pelo condicionamento ácido. 
Na dentina condicionada, o adesivo preenche 
os espaços da rede de fibras colágenas 
expostas, penetra em alguns túbulos 
dentinários e então, é polimerizado. O 
resultado é o que chamamos de camada 
híbrida, que se estende desde a zona da 
dentina não afetada pelo condicionamento 
ácido até a superfície das fibras colágenas 
repostas. 
APLICAÇÃO: 
• Considerar números de camadas. 
• Aplicador descartável. 
• Cuidado com a espessura. 
SISTEMAS ADESIVOS: 
AUTOCONDICIONANTE DE 3 PASSOS: 
• Cada componente - ácido, primer e 
adesivo - é disponibilizado em um frasco 
diferente. 
• Possui uma longa tradição de bons 
resultados e é conhecido como “padrão-
ouro” da adesão odontológica. 
• Um cuidado importante para alcançar 
bons resultados é a correta aplicação do 
primer – o que é facilitado pelo uso de 
mais uma camada - a fim de assegurar a 
completa infiltração da dentina 
desmineralizada. Entre a camada, é 
interessante utilizar suaves jatos de ar, a 
fim de promover a volatilização dos 
solventes e permitir uma melhor infiltração 
dos monômeros. 
• Logo após, o adesivo deve ser aplicado 
com cuidado para que não permaneça 
uma camada espessa. 
AUTOCONDICIONANTE DE 2 PASSOS: 
• Representa uma simplificação dos 
tradicionais. 
• Os componentes do primer e do adesivo 
são disponibilizados pelo fabricante em 
uma única solução. 
• Condicionamento ácido + aplicação do 
primer/adesivo. 
AUTOCONDICIONANTE DE PASSO 
ÚNICO: 
• Todos os componentes - ácido primer e 
adesivo - são aplicados simultaneamente 
sobre os tecidos dentais. Eles podem ser 
comercializados em um único frasco. 
• Todos os componentes da cadeia adesiva 
já se encontram misturados e prontos 
para o uso. 
• A mistura é aplicada como um produto 
único, realizando todas as etapas da 
hibridização em um único passo clínico. 
• A camada de smear layer não é removida, 
mas sim incorporada a camada híbrida. 
 
RESINA COMPOSTA 
COMPOSIÇÃO: 
1. Matriz Orgânica - geralmente um 
dimetacrilato como a bis-gma, associado 
a outros monômeros de menor peso 
molecular, como o tegd-ma (necessários 
para regular a viscosidade). 
2. Carga Inorgânica - formada por partículas 
de vidro, quartzo e/ou sílica. Está 
diretamente ligada às propriedades finais 
do material - baseia-se nos tamanhos das 
partículas. 
3. Agente de união - as partículas de carga 
não têm adesão direta à matriz orgânica. 
Durante o processo de fabricação dos 
compósitos, a superfície das partículas é 
recoberta por um agente de união, como 
o silano - uma molécula bifuncional, 
capaz de se unir tanto a carga inorgânica 
quanto a orgânica. 
4. Acelerador/Iniciador - envolve os 
componentes responsáveis pela reação 
de polimerização. Nos materiais 
fotopolimerizáveis, o acelerador e o 
iniciador estão presentes na mesma 
pasta, porém a reação só se inicia 
quando o iniciador é estimulado por luz de 
um comprimento de onda específico. 
O fotoiniciador mais comum é a 
canforquinona. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
1. Grau de viscosidade: 
Os compósitos apresentam-se em 
diversas consistências, de acordo com a 
finalidade para a qual são destinados. A 
maior parte dos materiais é 
disponibilizada em uma consistência 
regular ou convencional. 
Por exemplo, a resina tipo flow faz o 
selamento de fóssulas e fissuras e a 
cimentação de restaurações indiretas. 
Encontram-se compósitos de alta 
viscosidade, recomendados para a 
restauração de dentes posteriores e 
chamados de “condensáveis”. Em geral, 
apresentam grande quantidade de carga 
e boas propriedades físico-mecânicas. 
2. Tamanho das partículas de carga: A 
quantidade de carga em uma resina 
composta é o principal fator determinante 
de suas propriedades físico-mecânicas. 
Quanto maior o percentual de carga 
inorgânica, maior a resistência, maior o 
módulo de elasticidade e menor a 
contração de polimerização. 
• Macropartículas - apresentam como 
grande desvantagem a dificuldade de 
obtenção de um bom polimento e de 
manutenção da lisura superficial, por se 
desgastar com maior facilidade. Resulta 
em uma superfície opaca e irregular; 
propensa a incorporação de pigmentos. 
• Micropartículas - tamanho médio; 
facilidade para polir, manter brilho e lisura 
superficial. Não permite a incorporação 
direta de um grande volume de carga ao 
material - então é adicionado 
aglomerados de compósitos, permitindo a 
bons resultados. 
• Híbridas - apresentam partículas 
associadas a micropartículas que permite 
melhorar a incorporação de partículas de 
carga à matriz orgânica, resultando em 
uma material que combina boas 
propriedades físico-mecânicas. 
3. Propriedades Ópticas: A fim de atender 
aos requisitosnecessários para a 
confecção de restaurações 
imperceptíveis. As resinas são 
disponibilizadas em diversas tonalidades. 
Técnica de estratificação natural: os 
compósitos para dentina apresentam 
menor translucidez, enquanto para o 
esmalte, caracterizam-se por maior 
passagem de luz pela sua alta 
translucidez. Para resultados estéticos 
mais agradáveis. 
POLIMERIZAÇÃO: 
1. Química: 
• Ativada quimicamente. 
• É necessário que o acelerador e o 
iniciador sejam disponibilizados em 
embalagens separadas. 
• A reação de polimerização inicia-se 
somente no momento em que as duas 
pastas são misturadas. 
2. Física: 
• Um estímulo físico - sob forma de uma luz 
- ativa o iniciador que reage com uma 
amina orgânica, promovendo formação de 
radicais livres e conversão de pequenas 
moléculas dos monômeros em longas 
cadeias poliméricas. O mais utilizado é a 
canforquinona. 
3. Dual: 
• Ativada quimicamente e fisicamente. 
• É necessário que o iniciador e ativador 
sejam disponibilizados em embalagens 
separadas. 
• No momento em que as duas pastas são 
misturadas, tem início a parte química da 
polimerização. 
• Com a fotopolimerização (luz azul) é 
possível ativar a parte física da reação, de 
modo a acelerá-la. 
• Quanto maior a amplitude do espectro 
emitido pelo fotopolimerizador, maior sua 
compatibilidade. 
SELEÇÃO DO MATERIAL 
RESTAURADOR 
Avaliar a quantidade e qualidade do 
remanescente dental hígido. 
PROCEDIMENTOS RESTAURADORES 
DIRETOS: 
 Avaliar o remanescente dental. 
 Ausência de etapas laboratoriais. 
 Sucesso dependente do material, técnica, 
restauradora e atuação profissional. 
 Evolução dos materiais restauradores: 
opções para seleção. 
Qual a melhor opção de material restaurador 
direto? Depende do paciente, do quadro 
clínico. 
Devemos nos atentar às características dos 
materiais, vantagens, limitações e 
indicações. 
1. Amálgama: Vantagens: baixo custo, 
longevidade, “auto selante”; facilidade de 
manipulação; protocolo restaurador 
menos sensível (se houver pouca saliva, 
não irá atrapalhar grandemente); 
propriedades físicas e mecânicas 
satisfatórias. 
Desvantagens: estética; preparo 
específico; não possui adesão ao dente; 
oxidação e corrosão; condutor térmico e 
elétrico; mercúrio (tóxico). 
INDICAÇÕES GERAIS: 
• Estética não preponderante. 
• Dentes Posteriores. 
• Cavidades com profundidade maior que a 
largura. 
• Impossibilidade de isolamento absoluto. 
• Margens cervicais em cemento. 
• Considerações socioeconômicas. 
SITUAÇÕES CLÍNICAS: 
• Quantidade de remanescente. 
• Localização/extensão. 
• Expectativa do paciente. 
• Hábitos. 
• O amálgama demanda a realização de 
um preparo cavitário que possa protegê-lo 
contra riscos dos esforços mastigatórios. 
SUCESSO RESTAURADOR: 
• Isolamento. 
• Trituração (amalgamadores). 
• Condensação e brandura pré-escultura - 
adaptação; reduz porosidade. 
• Escultura e brandura pós-escultura - 
adaptação; reduz porosidades; diminui 
mercúrio 
• tecidual; melhor selamento. 
• Acabamento e polimento final - lisura; 
oclusão; resistência a corrosão; diminui 
fraturas marginais. 
RESINA COMPOSTA: 
VANTAGENS: 
• Estética. 
• Preservação da estrutura dental. 
• Baixa condutibilidade térmica. 
• Hábitos parafuncionais. 
• Reforço da estrutura dental 
remanescente. 
LIMITAÇÕES: 
• Alto risco a cárie e higiene oral 
inadequada. 
• Impossibilidade de isolamento absoluto. 
• Falta de esmalte cervical em classe II e V. 
INDICAÇÕES GERAIS: 
• Restaurações anteriores e posteriores. 
• Restaurações conservadoras e 
ultraconservadoras. 
• Grandes reconstruções. 
• Fechamento de diastemas, facetas e 
reanatomizações. 
• Substituição de amálgama deficiente. 
RESTAURAÇÃO DE CLASSE II 
Matriz de proteção - contra o 
condicionamento ácido e sistema adesivo em 
locais sem necessidade (em casos de face 
proximal). Pode-se usar tira metálica, tira de 
poliéster. 
Ácido fosfórico (30 segundos e, esmalte e 15 
segundos em dentina). A Lavagem 
abundante com água por pelo menos 30 
segundos. A remoção do excesso de água 
com bolinhas de algodão ou papel 
absorvente. 
Depois da utilização do sistema adesivo, 
deve-se trocar as matrizes e cunhas. 
Sempre iniciar a inserção pela caixa proximal 
→ transformar em classe I. Os incrementou 
devem ser oblíquos. Pode-se basear em 
dentes adjacentes para atingirmos altura 
adequada e, depois, realizar o ajuste oclusal 
para não trazer contato prematuro. 
É necessário cuidado na hora de remover a 
matriz e a cunha após fechar as proximais → 
cuidado, pois ao retirar a cunha e matriz, 
pode gerar um sangramento, contaminando o 
local e impedindo o término do trabalho. 
Em casos de início (graduandos) é melhor 
que deixe as matrizes e cunhas para evitar 
que esse cenário aconteça. 
AJUSTE OCLUSAL: 
• Pontas diamantadas. 
• Brocas multilaminadas. 
• Uso de tira de lixa para acabamento 
interproximal

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