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Neuro-Oftalmologia
1. Introdução
⇒ Olho → “câmera” que capta imagens para o cérebro
⇒ Córtex occipital → córtex visual
⇒ Doenças cerebrais podem causar
● Alterações visuais
● Alterações de motilidade ocular
● Alterações de campo visual
● Alterações no reflexo pupilar
VIA ÓPTICA
⇒ Retina → Nervo Óptico → Quiasma Óptico → Trato Óptico →
→ Corpo Geniculado Lateral → Radiações Ópticas → Córtex Visual
➢ Fibras nasais → cruzam
➢ Fibras temporais → não cruzam
EXAME NEUROLÓGICO BÁSICO
● Acuidade visual
● Teste de cores
● Reflexos pupilares
● Motilidade ocular
● Campo visual
● Fundo de olho
2. Campo Visual
⇒ Campo visual maior com os dois olhos abertos → 100° (lateral) 60° (sup) 75° (inf)
⇒ Avaliar cada olho individualmente
→ Campo visual de confrontação
● Movimentação do dedo em diversas direções
→ Campo Visual Manual de Goldman
● Médico joga luzes e faz um mapa a partir da percepção do paciente
→ Campo Visual Automatizado
● Mesma ideia da anterior, mas automatizada
● O computador faz testes para saber se o resultado é adequado
● Falso positivo, Falso negativo e Teste de movimentação
● Mapas comparando com outros pacientes de mesma idade e com ele mesmo
⇒ É possível fazer diagnóstico de lesões neurológicas pelo campo visual
● Fibras nasais (enxergam temporal) → cruzam
● Fibras temporais (enxergam nasal) → não cruzam
⇒ Lesão no Nervo Óptico → perde as fibras nasais e temporais de um olho
● Fica com um olho sem enxergar
⇒ Lesão no Quiasma Óptico → perde as fibras nasais dos dois olhos
● Perde os campos visuais temporais dos dois olhos (hemianopsia bitemporal)
⇒ Lesão nas Radiações Ópticas → perde as fibras nasais de um lado e as temporais do outro
● Perde os campo nasal de um lado e o temporal do outro (hemianopsia homônima)
CASOS CLÍNICOS
⇒ Adenoma Hipofisário
● Mais comum devido ao prolactinoma
● Comprime o quiasma óptico → hemianopsia bitemporal
○ Comprime primeiro as fibras nasais inferiores
○ Campo visual temporal superior comprometido primeiro
⇒ Adenoma Hipofisário
● Mais comum devido ao prolactinoma
● Comprime o quiasma óptico → hemianopsia bitemporal
○ Comprime primeiro as fibras nasais superiores
○ Campo visual temporal inferior comprometido primeiro
⇒ Hemorragia Parietal à Esquerda
● Lesões nas radiações ópticas a esquerda
● Hemianopsia homônima à direita
3. Reflexos Pupilares
⇒ Reflexo Fotomotor → miose (contração da pupila)
● Mediado por 4 neurônios
● Fibra da retina estimulada → Colículo superior (núcleo pré-tectal) → cruza →
● → Núcleo de Edinger-Westphal → Gânglio ciliar → Esfíncter da pupila
⇒ Reflexo Simpático → midríase (dilatação da pupila) → via bem longa
● Estímulo vindo do hipotálamo posterior → Centro Cílio Espinhal de Budge →
● → Gânglio Cervical Superior → Íris
⇒ Reflexo Motor → Luz em um olho e ele contrai
⇒ Reflexo Consensual → Luz em um olho e o outro também contrai
ALTERAÇÕES PUPILARES
→ Defeito Pupilar Aferente Relativo → Sinal de Marcus Gunn
● O reflexo consensual de midríase é mais forte que o reflexo motor de miose
● A princípio, ao jogar a luz, os dois contraem
● Mas em movimentos rápidos, o olho que recebe a luz dilata ao invés de contrair
→ Defeito Pupilar Aferente Total
● Joga luz no olho lesado e não tem nem motor nele, nem consensual no outro
● Mas se jogar luz no outro, ainda há reflexo consensual no olho lesado
→ Síndrome de Horner → Lesão da via simpática
● Miose
● Assimetria das pupilas maior no escuro
● Ptose discreta
● Heterocromia (congênita ou crônica)
4. Teste de Cores
⇒ Comparar cores → subjetivo
● Teste de Ishihara
● Visão de cores requer função normal de retina e nervO Óptico
➢ Inflamações ou alterações do Nervo óptico podem afetar as cores antes mesmo
de baixar a acuidade visual
5. Motilidade Ocular
⇒ Saber a inervação dos músculos oculares
PARALISIA DE III NERVO
● Inerva RS, RI, RM e OI + Músculo levantador da pálpebra
➢ Quadro Clínico
○ Desvio divergente (exotropia)
○ Ptose palpebral
○ Limitação de elevação, depressão e adução
○ Acometimento no reflexo pupilar (lesões clínicas poupam as fibras pupilares)
➢ Principais causas:
○ Idiopática ( aprox. 25%)
○ Doenças vasculares (HAS e DM) → por microangiopatia do vasa nervorum
○ Traumas
○ Aneurismas
○ Outros: Tumores, vasculites
PARALISIA DE VI NERVO
● Inerva apenas o RL
➢ Quadro Clínico
○ Desvio Convergente (Esotropia)
○ Limitação de abdução
➢ Principais causas:
○ Idiopática
○ Doenças Vasculares (HAS , DM)
○ Hipertensão craniana
PARALISIA DE IV NERVO
● Inerva apenas o OS
➢ Quadro Clínico
○ Inicialmente limitação de depressão em adução
○ Depois → Hiperfunção do Oblíquo inferior (joga o olho para cima)
○ Hipertropia que aumenta quando gira a cabeça para o olho acometido e
diminui quando gira para o olho normal( sinal de Bielschowsky)
➢ Principais Causas
○ Congênita → mais comum
○ Traumas → tem o trajeto mais longo
6. Fundoscopia
⇒ Avaliar alterações no Nervo óptico
⇒ Atrofia, Edema, ou Disco óptico normal
NORMAL EDEMA ATROFIA
⇒ CASO CLÍNICO - ANITTA
EDEMA NORMAL
NEURITE ÓPTICA
● Inflamação e desmielinização do NO
● Sintoma mais importante → baixa da visão
● Dor à movimentação ocular
● Mais comum em mulheres jovens ( 2º ou 3º década)
● 70% das mulheres e 35% dos homens evoluem com Esclerose múltipla
● 70% dos casos de EM apresentam Neurite óptica
● Defeito pupilar aferente
● Alteração em Campo Visual
○ Incialmente escotoma central que evolui para defeito altitudinal

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