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Milena Marques 145 
Tópicos em Neurooftamologia 
Introdução – Objetivos: 
• Revisar anatomia da retina e via sensorial 
• Anomalias do campo visual 
• Principais defeitos pupilares 
• Neuropatias opticas 
Anatomia básica: 
 
A via sensorial inicia pelo transdutor da luz para um 
sinal elétrico-químico que é a Retina. A retina é dividida 
em 10 camadas com 3 grupos celulares que são células 
do neuro ectoderma. Cones e bastonetes (mais 
externo), células ganglionares (células com axônios 
longos que caminham ao longo das camadas da retina) 
e células bipolares (células de conexão). 
Via visual sensorial: 
 
Anomalias do campo visual: 
 
 
 
 
A – Lesão que atinge a mácula: Escotoma da região 
afetada (se atinge a mácula vai levar a BAV) 
B – Lesão no nervo óptico: perda visual monocular do 
lado comprometido. 
C – Lesão no quiasma optico: hemianopsia heterônima 
bitemporal. 
D – Lesão no trato óptico: Hemianopsia homônima 
esquerda (contralateral a lesão) ➔ porque atinge as 
fibras da retina temporal direito e retina nasal 
esquerda. 
E e F– Lesão nas radiações opticas → 
conceito importante para a prova!! 
• Superior (lesão do lobo parietal) 
– quadrantopsia homônima 
inferior esquerda (contralateral 
a lesão) 
• Inferior (lesão do lobo temporal) – quadrantopsia 
homônima superior esquerda (contralateral a lesão) 
K – Lesão no córtex occipital – hemianopsia homônima 
esquerda sem baixa visual. 
 
Milena Marques 145 
Defeitos pupilares: 
 
A área do núcleo geniculado lateral (NGL) é o 
responsável pela percepção visual das vias 
anteriormente aprendidas, já a miose e a acomodação 
estão presentes na área pré-tectal (região do 
mesencéfalo) 
1 – Reflexo fotomotor: 
Existe uma via aferente que segue pelo nervo optico 
(bilateralmente ao estímulo de apenas um olho) 
fazendo conexão com a área pré-tectal e com conexão 
com núcleo Edinger-Westphal. 
A via eferente que vai percorrer uma via parassimpática 
ao lado do III nervo (oculomotor) para fazer conexão no 
gânglio ciliar, penetrando na orbita por meio dos nervos 
ciliares posteriores longos fazendo conexão com o 
corpo ciliar e a íris (fibras parassimpáticas) 
 
2 – Defeito pupilar aferente 
• Verificar a integridade do nervo óptico 
• Em um ambiente 
com iluminação 
difusa o normal é 
a pupila esta com 
o tamanho de 4-5 
mm e ao estimular 
com luz uma via 
aferente integra 
os dois olhos 
tendem a contrair. 
• Se existir uma 
lesão na via 
aferente, ao 
estimular o olho 
com essa via 
prejudicada o olho 
estimulado não iria contrair e o contralateral 
também não. 
3 – Resposta de aproximação: 
Até os 40 anos o paciente normal tem a capacidade de 
acomodação, é a mesma via do reflexo fotomotor mas a 
via que está sendo estimulada é a do corpo ciliar, ao 
olhar para longe o músculo ciliar não está contraído 
(menor diâmetro anteroposterior) e ao focar em uma 
imagem para perto, ele vai contrair e o cristalino vai 
ficar com um maior diâmetro anteroposterior; 
 
 
 
Milena Marques 145 
 
1 – Pupila tônica de adie 
• Lesão no parassimpático – midríase do olho afetado 
• Normalmente unilateral 
• Jovem, sem queixas 
• Causas: 
o Herpes (infecção viral com comprometimento 
do gânglio ciliar, que tem resolução espontânea) 
o Outras causas: aneurisma, tumor, foto 
coagulação da retina (iatrogênica) 
o Necessário neuroimagem 
• Alterações presentes: 
 RFM – ao iluminar o RFM 
direto não esta presente e o 
olho está em midríase e o 
RFM consensual estra 
presente em miose 
 Acomodação – ocorre miose 
do olho contralateral e 
midríase no olho afetado 
mesmo sobre o foco próximo 
 Teste da pilocarpina – 
parassimpaticomimético que 
ao ser colocado no olho afetado o olho promove 
miose (o parassimpático está presente, mas o 
gânglio que o estimula foi lesado) 
Via simpática pupilar: 
Possui três células importantes 
com origem no hipotálamo, que 
vai passar por toda o TC e ao 
chegar entre medula cervical e 
torácica vai fazer conexão com o 
centro cilioespinhal de Budge 
C8-T2, ascendem para fazer 
conexão com o gânglio cervical 
superior. 
 
 
2 – Síndrome de Horner: 
• Lesão no simpático promovendo miose e ptose 
(essa última devido a inervação simpática do 
músculo de Muller) 
• Pode afetar neurônio 
o 1 neurônio – AVC, Tumor, medula 
o 2 neurônios – TU pulmão, lesão do plexo 
braquial 
o 3 neurônios - lesão da carótida interna, tumor de 
base de crânio. 
Neuropatias ópticas: 
• Por hipertensão intracraniana 
• Inflamatória 
• Isquêmica não arterítica 
• Isquêmica arteritica 
• Nutricional 
 
1 – Neuropatia óptica por HIC: 
• Aumento da PIC 
• Causas – neoplasias, inflamações, hematomas, 
fístulas vasculares ou pseudotumor 
• Bilateral 
• Papiledema por congestão do fluxo axonal 
• Sintomas: cefaleia, amaurose fugaz, diplopia e 
pregas retinianas 
• Exame da acuidade visual: área da mancha cega 
aumentada na AV 
Milena Marques 145 
2 – Neuropatia óptica inflamatória: 
• Jovens/adultos jovens 
• Também chamada de neurite óptica 
• Geralmente unilateral 
• Associação com EM em 85%, pode ter causas 
infecções, autoimune e medicação 
• Em EM acomete mais mulheres 3:1 
• Comprometimento retrobulbar ou papilite visto no 
fundo do olho. 
• Sintomas: dor a movimentação ocular, BAV 
subaguda, defeito pupilar aferente, discromatopsia 
(alteração de cores), escotoma central 
• Conduta: esteroides IV 
 
4 – Neuropatia óptica isquêmica não arterítica: 
• Acomete mais idosos 
• Vasculopatias isquêmica – associada com HAS, DM, 
dislipidemias, Trombofilias (mais em jovens) 
• BAV súbita (característica importante) 
• Defeito altitudinal no campo visual 
• Conduta – tratamento da doença de base / uso de 
corticoide (controverso) 
 
 
 
4 – Neuropatia óptica isquêmica arterítica 
• Mais comum é a 
arterite de células 
gigantes com presença 
de uma arterite 
granulomatosa 
necrotizante 
• Comprometimento do 
olho e de vários 
sistemas (vasos) 
• Acomete idosos 
• Marcadores inflamatórios elevados VHS > 70 E > 
PCR. 
• Sintomas: cefaleia, hipersensibilidade do couro 
cabeludo, dor a mastigação e amaurose fugaz. 
• Afeta o 2º olho > 50% dos casos nos primeiros dias 
ou semanas 
• Diagnóstico definitivo – biopsia da artéria temporal 
(mas geralmente é clínico) 
• Conduta – esteroides. 
5 – Neuropatias óptica nutricional 
• Vitamina B12 
• Causas 
o Deficiência 
nutricional (anos) 
o Anemia perniciosa 
(autoimune com 
deficiência do fator 
intriseco absorção 
no íleo) 
• Estocoma central (semelhante a neurite optica, mas 
geralmente é bilateral) 
• BAV variável 
• Palidez da papila 
• Conduta: reposição da B12