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AULA 6 
LOGÍSTICA GLOBAL E A SUA 
IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA
Prof. Aguinaldo Ferreira dos Santos 
 
 
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INTRODUÇÃO 
O ambiente econômico, regido por um relacionamento entre organizações 
de países diversos, apresenta um estreitamento devido às operações globais que 
passaram a atuar nesse cenário, em que os fatores que envolvem o custo final do 
produto e a competitividade passaram a ser essenciais nos processos produtivos 
de uma empresa. 
Esta aula aborda os fatores vantajosos que levaram as organizações a 
buscar a internacionalização, como também a busca pela competitividade, por 
meio de uma gestão integrada em seus processos, iniciando nas relações 
existentes entre fornecedor e produtor, abarcando os processos produtivos e 
logísticos, até a entrega do produto ou serviço ao usuário final. 
Esta aula busca também explicitar as vantagens da internacionalização, 
passando pelos procedimentos adotados no financiamento das atividades 
voltadas para exportação, abordando as principais agências voltadas a apoiar os 
processos em que os produtos são comercializados no mercado externo. 
Assim, será possível compreender as indagações empresariais quanto ao 
que comprar e o quanto produzir, de modo a evidenciar alguns exemplos de 
sucesso no uso da gestão da logística em um ambiente globalizado. 
TEMA 1 – VANTAGENS DA INTERNACIONALIZAÇÃO 
Em um contexto geral, a internacionalização de uma empresa pode ser 
relacionado com as estratégias adotadas para atuar no comércio internacional. 
Esse é um processo em que uma organização decide estabelecer relações 
comerciais com outros países, seja em operações voltadas para importação ou 
exportação de produtos, podendo ser considerada uma prática do setor privado. 
No decorrer dessa atividade envolve o setor público, devido aos impactos 
econômicos e sociais, gerados por essa atividade (Tripoli; Prates, 2016). 
Pensando nessa temática é preciso considerar algumas das principais 
vantagens propiciadas pela internacionalização, quando é possível perceber o 
aumento do volume de produção, a maior competitividade e o contato com novas 
tecnologias. 
 
 
 
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1.1 Aumento do volume de produção 
Com as organizações atuando em um mercado global, existe uma 
mudança organizacional, pois muitas empresas passaram por um processo de 
adequação para atuar no comércio internacional. 
Com os acordos comerciais entre diversos países atuando como uma mola 
propulsora, impulsando a formação de blocos econômicos, proporcionou-se a 
abertura de novos mercados, elevando o volume de produção das empresas, nas 
quais suas atividades estão voltadas para o cenário internacional. 
Esse aumento de volume produtivo pode ser percebido em diversos 
cenários, porém seus principais reflexos foram observados no setor econômico, 
devido à questão envolvendo o equilíbrio da balança comercial. 
Um fato importante que veio a contribuir com o aumento do volume de 
produção foram os acordos estabelecidos entre os diversos blocos econômicos, 
em que o Brasil passou a comercializar não só com países do Mercado Comum 
do Sul (Mercosul), mas com nações pertencentes ao Acordo de Livre Comércio 
da América do Norte (Nafta), União Europeia (UE) e países asiáticos. 
Essa relação com os demais mercados propiciou maior estabilidade em 
relação às operações feitas em um único mercado, ou seja, ao operar em 
diferentes economias, a organização não fica refém de crises econômicas. Um 
exemplo interessante visto no Brasil é sua exportação de commodities, em que é 
considerado um dos maiores exportadores mundiais. 
1.2 Maior competitividade 
A competitividade de uma organização está associada a uma estratégia 
que busca obter uma vantagem em relação às demais empresas. 
Contudo, a vantagem competitiva é um processo constante, pois as demais 
organizações buscam sobressair-se. Assim, é preciso analisar o mercado, reduzir 
custos, e flexibilidade. 
Um dos fatores mais percebidos de vantagem competitiva é o baixo custo, 
principal objetivo das organizações, ou seja, atuando em vários mercados, as 
organizações buscam produzir em países nos quais os custos são reduzidos, fator 
relevante para obter lucratividade. Um exemplo são grandes corporações, como 
a Nike, que gerenciam apenas o capital, terceirizando a produção em países com 
mão de obra mais barata. 
 
 
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Outro fator relevante quando se pensa em competitividade organizacional 
é identificar os principais recursos de uma empresa, que se dividem em recursos 
financeiro, recursos físicos, humanos e organizacionais. 
Um outro caso de vantagem competitiva é observado em ações inovadoras, 
como da empresa brasileira Nubank. Em um país com várias instituições 
bancárias, essa organização se sobressaiu devido aos diferenciais, pois 
apresentou isenções de taxa e redução da burocracia. 
1.3 Contato com novas tecnologias 
A globalização, em um contexto geral, propiciou o desenvolvimento dos 
avanços tecnológicos, porém essa não foi uma realidade percebida em todos os 
países, principalmente aqueles que ainda apresentam um processo de 
desenvolvimento mais moroso em relação aos demais países. 
Porém, as atividades comerciais estabelecidas entre os países, com as 
organizações atuando nas atividades em que ocorre a importação e exportação 
de produtos em que as empresas passaram pelo processo de internacionalização, 
facilitou o contato com novas tecnologias que foram implementadas nos 
processos produtivos. 
Esse contato com mecanismos tecnológicos proporcionou as empresas a 
redução dos erros nos processos produtivos, aumentando a produção e 
melhorando a qualidade dos produtos. Esse evento foi muito relevante, 
principalmente no ambiente interno, em que as empresas passaram aprimorar 
seus produtos para competir com as mercadorias que entram no país pelo 
processo de importação. 
Um caso interessante acontece na indústria automobilística, pois com as 
organizações atuando em um ambiente internacional, estas espalharam suas 
filiais para vários países onde o custo de produção e a mão de obra é menor. 
Assim, foi preciso investir em tecnologia, no mercado em que a fábrica será 
instalada. 
Desse modo, foi possível perceber carros com designers modernos com 
diversos acessórios tecnológicos, levando as fabricas brasileiras a buscar meios 
de se adequar, proporcionando ao consumidor final opções de escolha e produtos 
com mais qualidade. 
Entre os avanços tecnológicos, o uso da internet pode ser considerado a 
força propulsora que facilitou as atividades organizacionais em um ambiente 
 
 
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internacional, integrando vários procedimentos por meio de uma rede de 
conexões. 
TEMA 2 – FINANCIAMENTO À EXPORTAÇÃO 
Compreende o conceito que envolve o processo em que mercadorias saem 
de um país em direção a outro, por meio de relações comerciais acordadas entre 
duas empresas. Essa operação é um processo envolto em burocracia, porém é 
uma atividade relevante para economia de uma nação, pois ocorre entrada de 
divisas (Tripoli; Prates, 2016). 
Desse modo é relevante ressaltar alguns fatores que envolvem o 
financiamento à exportação, sendo eles: tipos de financiamento voltados para 
exportação; riscos gerados com financiamento em operações voltadas para 
exportação; e protecionismo X livre comércio. 
2.1 Tipos de financiamento voltados para exportação 
Entre os diversos caminhos que uma organização pode percorrer em busca 
de financiamentos de suas atividades que passam a ser desenvolvidas no cenário 
internacional, a principal porta de acesso está relacionada ao Banco Nacional do 
Desenvolvimento (BNDES). Esse processo é intermediado por um agente 
financeiro, ficando responsável pela parte burocrática envolvida na contratação do 
crédito. 
As principais linhas de créditos concedidas pelo BNDES a empresas que 
buscam exportar seus produtos são: 
• Adiantamento do Contrato de Cambio (ACC) – esse adiantamento tem por 
objetivo financiara fase que envolve o pré-embarque nas operações 
envolvendo o comércio externo voltado para exportação, assim pode 
custear os eventuais custos relacionados ao translado da mercadoria. Após 
receber do comprador, fica o compromisso de acertar o empréstimo 
bancário; 
• Adiantamento do Contrato de Exportações (ACE) – este crédito fornecido 
pela instituição bancária é concedido no pós-embarque da mercadoria. Ao 
solicitar o empréstimo a organização precisa apresentar os documentos 
relativos à venda da mercadoria em uma instituição que seja autorizada a 
operar com câmbio. 
 
 
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Contudo, esses são alguns dos principais meios de conseguir crédito para 
operações voltadas para exportação, em que o caminho traçado irá passar pelo 
BNDES, porém existem outras agências e possibilidades de conseguir crédito 
para atuar no comércio internacional. Entretanto, é preciso considerar os riscos 
gerados nesse ambiente. 
2.2 Riscos gerados com financiamento em operações voltadas para 
exportação 
A exportação de produtos é uma atividade muito relevante. Assim, o 
governo federal, buscando estimular essa atividade, criou o Programa de 
Financiamento a Exportações (PROEX), devido às dificuldades de atuar. 
Pensando na atividade comercial, seja no mercado interno ou externo, irá 
gerar um risco envolto de incertezas. Entretanto, ao operar no comércio 
internacional, uma organização perde a dependência do mercado interno em que 
atuava, reduzindo os riscos de incertezas e estabilidades geradas no ambiente. 
Desse modo, se faz relevante ressaltar alguns fatores de risco nas 
operações envolvendo o ambiente internacional, que podem refletir nos 
empréstimos tomados junto as instituições bancárias: 
• Desembaraço aduaneiro – as operações de exportação no mercado 
internacional envolvem vários procedimentos e documentos para que a 
mercadoria possa sair do Brasil e seguir ao seu destino. Porém, no 
processo de desembaraço, principalmente no exterior, ocorre a análise dos 
documentos de exportação por parte do importador. 
• Perda da carga – compreendendo os riscos inerentes a qualquer atividade 
comercial, é preciso pensar no transporte de mercadorias, em que os 
produtos transportados para o exterior podem sofrer algum tipo de dano. 
• Crises financeiras – uma crise financeira pode se originar por diversos 
motivos, prejudicando a saúde econômica de um país. Esse é um fator 
importante para organizações que atuam exportando, pois dependendo do 
mercado em que atua é preciso considerar suas instabilidades. 
Vários fatores podem gerar riscos nas atividades comerciais com o 
mercado externo, principalmente aquelas envolvendo empréstimos bancários 
para estimular a exportação, porém a gestão e o planejamento têm proporcionado 
uma redução dos riscos gerados nessa atividade. 
 
 
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2.3 Protecionismo X livre comércio 
A globalização foi um fator decisivo, que proporcionou a abertura dos 
mercados, em que grandes economias passaram a interagir por meio de práticas 
comerciais. Nessa relação que foi estabelecida por meio de acordos comerciais 
entre cada bloco comercial, ficaram evidenciadas duas práticas relevantes: o 
protecionismo e o livre comércio. 
O protecionismo envolve medidas aplicadas na economia, buscando 
restringir a entrada de mercadorias oriundas do mercado externo e também busca 
proteger a indústria nacional. Essas medidas podem ser observadas em tarifas 
que incidem sobre o preço final do produto importado ao ser comercializado no 
Brasil; um exemplo pode ser percebido na indústria automobilística, em que as 
taxas aos carros importados visam proteger a indústria brasileira. 
Entre as principais vantagens observadas está a proteção da economia 
local e a valorização da moeda, porém essas características acabam por ser 
negativadas pelas desvantagens apresentadas em uma economia protecionista, 
pois o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), quando aplicado na indústria 
automobilística, acaba por prejudicar, pois impõe a nacionalização do carro, 
obrigando o fabricante a comprar grande parte dos insumos no mercado nacional, 
configurando perca de competitividade devido ao fato de que o concorrente pode 
comprar no mercado externo, obtendo preços menores e acesso a novas 
tecnologias que podem ser implementadas. 
Já o livre comércio é a prática em que não existe a interferência do Estado 
nas práticas comerciais. Assim, são estabelecidos acordos nos quais ocorrem 
trocas comerciais, representando uma cooperação social. Nessa modalidade de 
comércio ambas as partes irão ganhar, seja quem fornece o produto primário ou 
quem compra o produto, estabelecendo uma relação comercial vantajosa. 
Nesse modelo econômico, uma das desvantagens é a complexidade 
gerada nos acordos comerciais e a dificuldade encontrada pelas micro e 
pequenas empresas em competir nesse cenário, principalmente com as grandes 
corporações que podem influenciar o preço de seus produtos. 
 
 
 
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TEMA 3 – AGÊNCIAS DE FOMENTO À EXPORTAÇÃO 
As atividades voltadas para exportação são de grande relevância para a 
economia nacional. Desse modo, vários órgãos públicos e privados buscam 
estimular essa operação. 
Portanto, é preciso abordar alguns eventos que estimularam os processos 
de exportação no Brasil, como também os benefícios da exportação nos 
processos logísticos e os reflexos positivos sentidos na economia. 
3.1 Principais agências de fomento à exportação 
Na visão de Minervini (2008), sendo a exportação uma operação relevante 
para o desenvolvimento da economia brasileira, é relevante os principais 
programas voltados para o fomento das atividades que envolvem a saída de 
produtos do Brasil: 
• Agência de Promoção de Exportações (APEX) – é uma agência que busca 
apoiar as atividades voltadas para exportação em conjunto com o setor 
privado. 
• Sistema Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior (Redeagentes) – 
essa rede busca estimular a entrada de empresas de médio e pequeno 
porte nas operações que envolvem a exportação de produtos. 
• BrazilTradeNet (MRE) – essa rede foi criada com o objetivo de promover 
as exportações brasileira para trazer investimentos para o país, e é 
considerada uma das maiores redes de informações comerciais da América 
Latina. 
• Portal do Exportador – tem por objetivo informar os diversos mecanismos 
e processos necessários para a internacionalização de uma empresa, 
sendo uma iniciativa do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior. 
• Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) – sistema responsável 
pela integração das diversas atividades voltadas para o comércio exterior, 
facilitando os processos para o exportador. 
• Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) – devido ao risco 
de não ocorrer o pagamento de um produto exportado, essa entidade busca 
estimular a competitividade da exportação brasileira por meio de um 
seguro. 
 
 
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• Encontros de Comércio Exterior (Encomex) – são ações conjuntas com a 
Secretaria de Comércio Exterior, e buscam maior participação dos micro e 
pequenos empresários nas atividades comerciais em um cenário 
internacional. 
• Programas de Apoio à Exportação subsidiados pelo Banco do Brasil – o 
Banco do Brasil auxilia o exportador brasileiro em suas negociações, 
disponibilizando crédito, treinamento e espaço físico no exterior para 
fechamento de negócios entre importador e exportador. 
• Rede Brasileira de Trade Points – busca facilitar as operações comerciais 
que ocorrem internacionalmente, por meio de pesquisas do produto. 
• Núcleo de Informações de Comércio Exterior (Nucex) – voltado para 
orientação quanto às normas e legislações que envolvam o comércio 
exterior, atua como um setor da Secretária de Comércio Exterior. 
• Centros de Informações do Comércio Exterior (Cicex) – presentes em 
várias cidades brasileiras, orientam exportadores em relação aos caminhos 
que podem ser tomadosem relação às atividades do comércio 
internacional. 
• Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios – é uma rede que 
atua em conjunto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e 
busca apoiar a internacionalização de produtos brasileiros. 
• Programa de Apoio Tecnológico à Exportação – por meio de apoio 
tecnológico para aquelas que desejam atuar no mercado internacional e 
com foco nas que já estão inseridas nesse cenário. 
• Programa de Financiamento as Exportações (Proex) – é um programa do 
governo federal responsável pelo financiamento de bens e serviços 
voltados para o mercado internacional. 
• Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) – é uma 
organização privada com o objetivo de apoiar empresas que atuam no 
comércio exterior, buscando o desenvolvimento dessa atividade. 
• Associação de Comércio Exterior Brasileiro (AEB) – em um contexto geral, 
essa associação sem fins lucrativos busca o desenvolvimento do comércio 
internacional brasileiro por meio de estudos que envolvem o comércio 
exterior. 
 
 
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3.2 Resultados obtidos no setor logístico com as operações voltadas para 
exportação 
Os processos logísticos, embora envolvam o transporte de mercadorias, 
vão muito além da atividade em que um produto é transportado de um ponto A 
para um ponto B, pois envolve planejamento e estratégias que devem ser 
adotadas ao longo dos diversos processos logísticos (Robles; Nobre, 2016). 
Com a atuação do Brasil no comércio internacional e o volume de 
exportação, em que o país atua em vários mercados, houve grandes impactos, 
refletindo nos processos logísticos. Embora sejam observadas algumas falhas em 
alguns modais de transporte, seja por falta de infraestrutura ou pelo alto custo 
gerado no transporte de mercadorias, os processos logísticos como um todo 
passaram por uma estruturação, buscando atender as demandas geradas na 
exportação de mercadorias para o exterior. Observam-se algumas mudanças: 
• Meio de transporte – um dos grandes problemas no Brasil são os custos 
gerados com o translado da mercadoria, principalmente no modal 
rodoviário, devido aos riscos com possíveis roubos de cargas e estradas 
ruins. Porém, com o volume de exportação, ficou evidente um processo de 
mudança. 
• Mecanismos tecnológicos – com as relações comerciais e o aumento da 
demanda, surgiu a necessidade de implantar novos mecanismos 
tecnológicos, principalmente no transporte e armazenagem de 
mercadorias. 
• Integração dos processos – buscando aprimorar os processos logísticos 
voltados para o comércio internacional, houve uma integração da cadeia 
de suprimentos. 
3.3 Resultados econômicos obtidos com operações voltadas para 
exportação 
Segundo Minervini (2008), o processo de exportação trouxe vários 
benefícios que foram refletidos principalmente na economia. Embora seja uma 
atividade que envolva diversos procedimentos e normas em sua realização, o que 
exige um alto investimento com uma taxa de retorno a longo prazo, propiciou a 
internacionalização das empresas brasileiras e movimentou um fluxo financeiro, 
aquecendo a economia pela entrada de divisas. 
 
 
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Um dos principais reflexos das operações com as atividades de exportação 
é o equilíbrio da balança comercial. Nessa atividade, em que o Brasil envia 
mercadorias para o exterior, reduzindo os produtos importados, a balança passa 
por um processo no qual sai do negativo e entra em um saldo positivo, reduzindo 
o deficit público. Com isso, é preciso considerar alguns pontos importantes 
relacionados com o setor econômico e o processo de exportação: o 
desenvolvimento das empresas e de seus processos produtivos; fortalecimento 
das empresas brasileiras; e, com o volume de exportação e entrada de divisas, 
ocorre uma redução da carga tributária das operações voltadas para o comércio 
internacional. 
TEMA 4 – DECISÃO COMPRAR X PRODUZIR 
Organizações que atuam tanto no ambiente interno quanto no cenário 
internacional precisam decidir quando e como comprar, pensando nos impactos 
que essa decisão irá gerar em sua produção. Observando as constantes 
mudanças do cenário econômico, é preciso considerar suas variações e as 
incertezas que demandam as atividades desenvolvidas nesse ambiente. É preciso 
considerar alguns fatores, como oferta, demanda e o porquê de a China importar 
soja do Brasil para poupar seu solo. 
4.1 Oferta 
Ao analisar a questão da oferta em um cenário internacional, é preciso 
compreender o significado do termo, que envolve a quantidade de bens ou 
serviços que as organizações estão dispostas a produzir; ou seja, se um produto 
é altamente rentável, com um alto valor por unidade, será de interesse da empresa 
realizar sua produção (Robles; Noble, 2016). 
Nesse contexto é preciso destacar os seguintes fatores: 
• Oferta de transporte – empresas que atuam no cenário internacional 
precisam analisar como irão movimentar suas mercadorias no ambiente 
interno e como será feito seu translado para o exterior. 
• Oferta de estoque – considerando o processo de exportação, no qual o 
Brasil exporta seus produtos para diversos países devido à demanda e 
oferta existente nessa atividade é necessário ter disponibilidade do produto. 
 
 
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• Oferta de armazenagem – buscando suprir a demanda gerada pelo 
mercado internacional, surgiu a oferta de armazenagem, local destinado a 
armazenar tudo aquilo que foi produzido, até o momento do seu transporte. 
• Oferta de tecnologia – com as atividades internacionais, surgiu a oferta de 
tecnologia, como uma necessidade vinculada à atividade de exportar 
mercadorias. Um fator decisivo é a integração da cadeia de abastecimento, 
que demanda um fluxo de informações que precisa de sistemas que 
possam interligar os elos dessa cadeia. 
4.2 Demanda 
Para Robles e Nobre (2016), as variações, as incertezas e os riscos 
gerados no ambiente econômico demandam uma gestão estratégica em que as 
organizações precisam trabalhar com métodos que possam auxiliar em sua 
previsão das necessidades do mercado em que atuam. 
Nesse contexto, é relevante compreender que a demanda, assim como a 
oferta, é uma lei do mercado econômico relacionada à quantidade de produtos 
que um consumidor deseja comprar. Porém, a decisão de como e quando comprar 
envolve questões que precisam ser analisadas: 
• Mercado – ao atuar em diferentes ambientes, em que as relações são 
estabelecidas com países diversos, é relevante observar o mercado em 
que irá atuar, percebendo diversos fatores econômicos, como as possíveis 
crises financeiras. 
• Sazonalidade – a sazonalidade é um evento que ocorre em certas épocas 
do ano, podendo ser um evento que ocorre todos os dias, semanas, meses 
ou anos. 
• Estoques – a demanda ajuda as organizações no controle de seus 
estoques, em que as empresas podem analisar sua produção, de modo 
que consigam atender as necessidades do mercado em que atuam, sem 
produzir em excesso ou falta do produto. 
4.3 Por que a China importa soja do Brasil para poupar seu solo? 
Para Tripoli e Prates (2016), as nações que atuam por meio de uma relação 
comercial em operações voltadas para exportação de produtos inevitavelmente 
irão atuar em atividades nas quais os produtos são importados. Isso ocorre devido 
às dificuldades encontradas em um país em produzir todos os itens necessários 
 
 
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para satisfazer as necessidades de sua população. Desse modo, são obrigados a 
importar mercadorias, desde insumos básicos para o setor industrial, passando 
por commodities, medicamentos e tecnologia. 
Pensando nessa necessidade de importar produtos, é possível visualizar a 
relação comercial entre China e Brasil, em que o Brasil é considerado um dos 
principais exportadores de soja para China. Em contrapartida, é importada uma 
grande quantidade de produtos manufaturados. 
Um ponto importante nessa relação é o volume de soja importado para os 
chineses; um fato intrigante,porém de simples explicação. O Brasil é uma região 
com um vasto potencial agrícola; porém, o território chinês, embora seja vasto, 
não possui em toda sua extensão terras adequadas para agricultura. Assim, 
adotaram como estratégia o sistema de importação de commodities como a soja 
brasileira, que utilizam como ração. 
Desse modo, conseguem preservar seu solo para o plantio de outros 
produtos que requerem uma menor extensão de terra. Considerado esse 
relacionamento entre os dois países, é importante destacar três fatores relevantes 
que proporcionaram essa relação: integração dos mercados; crescimento 
populacional; e a exportação como uma estratégia de competitividade. 
TEMA 5 – EXEMPLOS DE SUCESSO NO USO DA GESTÃO LOGÍSTICA GLOBAL 
As organizações adotam um conjunto de estratégias buscando melhorar 
sua tomada de decisão, de modo que possam alcançar o sucesso em suas 
operações, seja na importação ou exportação, ocorrendo em um cenário global. 
Seguindo essa linha de raciocínio, é preciso compreender alguns fatores 
que auxiliam as organizações globais em suas atividades. Nesse cenário 
econômico globalizado e dinâmico em que ocorrem as relações comerciais, é 
preciso analisar: gestão da logística em um ambiente globalizado; vantagens 
geradas pela gestão da logística em operações globais; e sucesso organizacional 
com o uso da gestão logística global. 
5.1 Gestão da logística em um ambiente globalizado 
A gestão logística em um ambiente globalizado ocorre em um ritmo mais 
dinâmico, em que alguns processos são similares aos aplicados no ambiente 
interno e outros procedimentos são considerados mais específicos. Contudo, a 
 
 
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integração dos processos logísticos busca otimizar as operações internacionais. 
Nesse contexto, é preciso avaliar algumas questões: 
• Tipos de demanda – ao atuar em um cenário competitivo como o mercado 
internacional, é preciso avaliar as necessidades dos consumidores; é 
preciso saber em que mercado atuar e quais produtos serão aceitos. Assim, 
é necessário considerar a demanda indesejada, que envolve o comércio de 
produtos que prejudicam a saúde (cigarros e bebidas alcoólicas); demanda 
plena, que envolve os produtos essenciais (arroz e feijão); e demanda 
excessiva. 
• Qualidade do serviço exigido pelo cliente – as atividades realizadas no 
comércio internacional passam por um procedimento em que o nível de 
qualidade exigido pelo importador é normatizado por órgãos de certificação 
como a série ISO, voltadas para a qualidade. 
• Legislações em atividades internacionais – em um ambiente internacional, 
é preciso considerar as diferenças que existem entre os diversos países, 
em que cada um possui sua própria legislação e é preciso observar o 
idioma usado nas negociações, bem como os canais de comunicação. 
• Custos – o custo das atividades logísticas em uma rede integrada é uma 
das questões importantes para uma empresa, pois um dos objetivos da 
gestão integrada é a redução dos custos. 
5.2 Vantagens geradas pela gestão da logística em operações globais 
Considerando as diferenças que existem entre a logística realizada em um 
ambiente doméstico e as operações em um nível global, é preciso pensar que o 
seu conceito vai além do simples transporte de mercadorias, envolvendo 
problemas complexos que se iniciam na produção de um produto e vão até a 
entrega em seu destino, requerendo planejamento (Robles; Nobre, 2016). 
A gestão da logística em operações globais, embora complexa, tem gerado 
importantes vantagens para organizações que atuam nesse ambiente 
internacional, sendo possível perceber: 
• Aumento da produção – com a possibilidade de atuar em novos mercados, 
o volume de produção aumenta devido à nova demanda gerada pelas 
atividades voltadas para o comércio internacional. 
 
 
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• Agregação de valor ao produto – considerando as diversas estratégias 
aplicadas no planejamento e desenvolvimento das operações logísticas, a 
gestão busca agregar valor ao produto, reduzindo custos com produção, 
transporte e seguros. 
• Competitividade – com a gestão nas operações logísticas que ocorrem em 
um nível global, a competitividade é um fator relevante, bem como o bom 
gerenciamento dos procedimentos necessários para realizar essa 
operação. 
A gestão dos processos logísticos envolve uma sequência de 
procedimentos e atividades, envolvendo o fornecimento de matéria-prima para 
empresa, ciclo produtivo, estoques, armazenagem, fluxo de caixa, modais de 
transporte, tributos e desembaraços aduaneiros, encerrando com a entrega da 
mercadoria em seu destino. 
5.3 Sucesso organizacional com o uso da gestão logística global 
A gestão é uma área organizacional voltada para a administração, em que 
se busca, por meio de ferramentas e mecanismos tecnológicos, administrar uma 
organização de modo que suas metas possam ser atingidas, alcançando 
eficiência em sua função administrativa. 
Já os processos logísticos são um conjunto de ações envolvendo 
estratégias e planejamento ligados não somente ao transporte, mas a vários 
procedimentos, como a relação com fornecedores, questões fiscais, estoques e 
armazenagem. Vários processos que irão culminar na entrega do pedido. 
Porém, o maior desafio para o sucesso organizacional é a integração 
desses dois conceitos aplicados em uma logística global. Essa junção, em que 
ocorre a gestão global da logística, foi possível devido ao uso de sistemas 
aplicados aos diversos processos, gerando uma maior integração das atividades 
desenvolvidas em uma cadeia de abastecimento: 
• Sistema de Gestão Armazéns (WMS) – o sistema de gestão de armazéns, 
ou Warehouse Management System, tem foco na gestão de armazéns. 
• Sistemas de Localização (GPS) – esse sistema auxilia a organização na 
localização, tanto da mercadoria quando da sua frota. 
• Sistema de Gestão Empresarial (ERP) – na língua inglesa, é conhecido 
como Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Gestão Empresarial. 
 
 
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Esses são alguns dos mecanismos tecnológicos que possibilitam a 
integração dos processos de gestão da logística em um ambiente global, 
proporcionando para a organização segurança em suas atividades, pois atua com 
foco na redução do consumo de matéria-prima, no custo envolvido nos diversos 
processos e no tempo das atividades em que o produto é produzido. 
FINALIZANDO 
Após analisar o conteúdo disponibilizado, é possível evidenciar a 
importância da gestão nos processos logísticos, buscando integrar a cadeia de 
abastecimento, no qual reduz as incertezas e os riscos das operações globais, 
proporcionando redução de custos e maior competividade para organizações que 
atuam no mercado internacional. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
MINERVINI, N. Ferramentas para atuar com sucesso no mercado 
internacional. 5.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008. 
ROBLES, L. T.; NOBRE, M. Logística internacional: uma abordagem para 
integração de negócios. Curitiba: Intersaberes,2016. 
TRIPOLI, A. C. K.; PRATES, R. C. Comércio internacional: teoria e prática. 
Curitiba: Intersaberes, 2016.

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