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ATIVIDADE 4 DE LITERATURAS E CULTURAS EM LÍNGUA PORTUGUESA 
 
1 - Leia o texto a seguir. 
 
“No princípio o mundo não existia. As trevas cobriam tudo. Enquanto não havia nada, apareceu uma 
mulher por si mesma. Isso aconteceu no meio das trevas. Ela apareceu sustentando-se sobre o seu 
banco de quartzo branco. Enquanto estava aparecendo, ela cobriu-se com seus enfeites e fez como 
um quarto. Esse quarto chama-se Uhtãboho taribu, o ‘Quarto de Quartzo Branco’. Ela se chamava 
Yebá Buró, a ‘Avó do Mundo’ ou, também ‘Avó da Terra’”. 
 
PÃRÕKUMU, U.; KẼHÍRI, T. Antes o mundo não existia: mitologia dos antigos Desana-Kèhíripõrã. 2. 
ed. São João Batista do Rio Tiquié: UNIRT, 1995. p. 19. 
 
Qual é a ideia central do trecho citado? 
 
Narrativa de criação do mundo. 
 
 
2 - Leia o trecho a seguir. 
 
“27 de maio de 1958 - A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a 
cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei 
a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Resolvi tomar uma média e 
comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de 
comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus 
olhos”. 
 
JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 1. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 
1960. p. 45. 
 
A partir de sua condição de mulher negra e pobre, em “Quarto de despejo” Carolina Maria de Jesus 
expressa: 
 
A situação social brasileira e a condição do pobre. 
 
 
3 - Leia a seguir o poema “Pão e Suor”, de Canabrava. 
 
“I 
 
De sol-a-sol 
 
Espigam no teu rosto 
 
Moléculas de suor 
 
Já nos caminhos 
 
Da África 
 
América 
 
Europa 
 
Tua partida foi necessária 
 
Na conjugação das coisas 
 
Num dualismo constante 
 
De vida & lida 
 
O teu corpo”. 
 
SECCO, C. L. T. As literaturas africanas de língua portuguesa: um percurso de cantos e desencantos. 
In: Vernaculum: flor do lácio, Petrópolis, v. 3, n. 3, 2011. p. 9. Disponível em: 
http://seer.ucp.br/seer/index.php/vernaculum/article/view/1229/565. Acesso em: 21 jan. 2020. 
 
Ao abordar as literaturas africanas de língua portuguesa, é necessário considerar relações que a 
compõem e a determinam, expressas pela dialética: 
 
Colonizador – colonizado. 
 
 
4 - Nas relações entre centro e periferia há que se considerar que, em uma sociedade de classes, elas 
se exprimem tanto nas relações estabelecidas entre os países de capitalismo central e os países de 
capitalismo periférico. Mas, além disso, é necessário identificar que a exploração pelo centro 
raramente se faz sem a participação dos grupos dominantes nas regiões da periferia. 
 
Assim, ao investigarmos as relações entre centro e periferia expressas na literatura periférica, é 
necessário as reconhecer como: 
 
Relativas e dialéticas. 
 
 
5 - Leia os excertos a seguir de “Quarto de despejo” e relacione-os. 
 
Texto 1 
 
“Depois fui lavar roupa. Enquanto as roupas corava eu sentei na calçada para escrever. Passou um 
senhor e perguntou-me: 
 
— O que escreve? 
 
— Todas as lambanças que pratica os favelados, estes projetos de gente humana” (JESUS, 1960, p. 
20). 
 
Texto 2 
 
“Hoje é o dia que comemora a libertação dos escravos. [...]. A Vera começou a pedir comida. E eu 
não tinha. Era a reprise do espetáculo. [...]. E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a 
escravatura atual - a fome!” (JESUS, 1960, p. 32). 
 
JESUS, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 1. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 
1960. p. 45. 
 
Sobre as relações entre os conteúdos expressos nos dois trechos citados, é correto afirmar que: 
 
Há uma ambivalência de posicionamento que se revela na afirmação de cunho conservador no Texto 
1 e na análise crítica no Texto 2. 
 
 
6 - Os anos que demarcaram o regime militar no Brasil afirmaram uma tendência de 
desenvolvimento econômico, social e político que deixou marcas em todas as áreas da vida social e 
cultural do país, tendo como saldo implicações na cultura, na intelectualidade e na crítica literária, 
inaugurando uma fase de construção institucional que teve como núcleo a concepção de cultura 
como componente para a integração nacional e social. 
 
Ao abordar as condições de produção artística das décadas de 1960 e 1970, é correto considerar que 
esse período foi marcado: 
 
pela censura de temas, meios de expressão e produções artísticas. 
 
 
7 - Leia a seguir a reflexão de Bosi (2017, p. 74) acerca do indianismo: “Foi-lhe fatal o atraso, que o 
privou desta vez do ‘mérito cronológico’ que vinha marcando a sua presença no Romantismo 
brasileiro. A essa altura, o indianismo já caminhara além das intuições dos árcades e pré-românticos 
e se estruturava como uma para-ideologia dentro do nacionalismo”. 
 
BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. 52. ed. São Paulo: Cultrix, 2017. 
 
Sobre as representações do indígena na literatura brasileira, analise as afirmativas a seguir e marque 
V para as verdadeiras e F para as falsas. 
 
I. ( ) Na produção dos jesuítas, a cultura indígena foi muitas vezes demonizada. 
 
II. ( ) Voltados para a evangelização, os jesuítas buscavam valorizar os rituais indígenas. 
 
III. ( ) No período Barroco, Gregório de Matos elogiou a mestiçagem entre indígenas e portugueses. 
 
IV. ( ) O poeta árcade Basílio da Gama foi o primeiro a valorizar o indígena como representante da 
identidade brasileira. 
 
V. ( ) No Romantismo, o indígena assumiu aspectos de nobreza que o aproximavam da idealização 
do cavaleiro medieval. 
 
Agora, assinale a alternativa com a sequência correta. 
 
V, F, F, V, V. 
 
 
8 - Leia o trecho a seguir. 
 
“Com efeito, além da sua função própria de criar formas expressivas, a literatura serviu para celebrar 
e inculcar os valores cristãos e a concepção metropolitana de vida social, consolidando não apenas a 
presença de Deus e do Rei, mas o monopólio da língua. Com isso, desqualificou e proscreveu 
possíveis fermentos locais de divergência, como os idiomas, crenças e costumes dos povos indígenas, 
e depois os dos escravos africanos. Em suma, desqualificou a possibilidade de expressão e visão-de 
mundo dos povos subjugados. 
 
CANDIDO, A. Iniciação à literatura brasileira. 7. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2015. p. 13. 
 
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir e relacione corretamente os tipos de literaturas às suas 
características. 
 
1. Literatura portuguesa. 
 
2. Literatura das ex-colônias (literatura brasileira e literaturas africanas de língua portuguesa). 
 
( ) Tematiza a condição do mestiço e sua identidade. 
 
( ) Foi sustentada como paradigma pelos colonizadores. 
 
( ) Aborda a condição do colonizado sob perspectiva própria. 
 
( ) Estabelece um padrão com o qual as demais literaturas se relacionam. 
 
Agora, assinale a alternativa com a sequência correta. 
 
2, 1, 2, 1. 
 
 
9 - Leia o trecho a seguir. 
 
“- E agora você pensa: tudo isso e eu ainda tô vivo, mano. Agora uma pá de maluco que comia bem 
pra caralho já foi embora, é só você pensar, o Senna, o Jânio, o João Paulo, o P C Farias, a mãe do 
Collor, o irmão do Collor, o Leandro, aquele da dupla sertaneja, cê tá ligado? Então num é embaçado, 
mano? Aí, eu vou sair fora agora, vai ter um boi na brasa lá no Saldanha, e hoje eu vou comer que 
nem um cachorro, falou Marquinhos, depois a gente se cruza”. 
 
FERRÉZ. Capão pecado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 5. 
 
Qual é a característica expressiva da literatura periférica identificável no trecho citado? 
 
Incorporação de gírias. 
 
 
10 - Leia o trecho a seguir. 
 
“Sintetizando, observamos que, de um modo geral, sete paradigmas norteiam o desenvolvimento 
das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa: o referente às origens (segunda metade do século 
XIX), cujos poemas se encontram colados à produção literária portuguesa; o relativo a uma fase 
intermediária de busca de identidade local (primeiras décadas do séculoXX), em que as obras são 
ainda perpassadas por uma ambiguidade entre a pátria lusitana e a mátria africana; o que 
compreende o período de mergulho nas raízes africanas e de afirmação das respectivas 
nacionalidades”. 
 
SECCO, C. L. T. As literaturas africanas de língua portuguesa: um percurso de cantos e desencantos. 
In: Vernaculum: flor do lácio, Petrópolis, v. 3, n. 3, 2011. p. 11. Disponível em: 
http://seer.ucp.br/seer/index.php/vernaculum/article/view/1229/565. Acesso em: 21 jan. 2020. 
 
A dualidade entre sociedade colonial e sociedade africana na literatura decorre do __________ 
empreendido pela colonização. 
 
Assinale a alternativa com a expressão que completa a lacuna anterior corretamente. 
 
Apagamento cultural.

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