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ARTHUR BITTENCOURT DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO • K sérico: 3,5-5,5 mEq/L • Membrana celular altamente permeável ao K, por possuir canais de vazemnto de K continuamente abertos. • Saída constante de K da célula deixa a célula com potencial de repouso negativo (-70 mV) • Regulação o K ingerido é quase totalmente absorvido pelo TGI, ganhando plasma e sendo tamponado pelas cls, principalmente devido insulina e adrenalina. o Após 6-8h a sobra de K é eliminada pelos rins, por ação do principal hormônio regulador de K que é a aldosterona (K elevado também aumenta aldosterona). § Aldosterona retém Na, em reter Cl, em troca da excreção de K e H no DC § Embora a regulação fina da excreção de K ocorra no DC, 90% de todo K filtrado é reabs no TCP § Quando mais Na chega ao néfron distal, mais K e H são secretados, assim, aporte de Na ao néfron distal é determinante para excreção renal de K § Diuréticos de alça e tiazídicos: menos reabs de Na, gera aumento do aporte de Na e gera maior excreção de K § Hipovolemia: o aldosteronismo secundário não gera hipoK devido queda da TFG reduzindo o aporte de Na § Mecanismo: DC cortical é o único que consegue reabs Na sem o Cl, assim, o lúmen fica eletronegativo, estimulando secreção de K e H § HiperK fortemente ligada com acidose e hipoK ligada com alcalose. o Situações de baixa de K o organismo se protege de duas maneiras: libera K das cls para o plasma e reduz excreção de K para um mínimo de 5-25 mEq/dia (este mecanismo depende da supressão da aldosterona). § Quando em baixos níveis, a secreção tubular de K praticamente cessa, surgindo um mecanismo de reab por adaptação das cls do DC. Esse mecanismo de conservação de K só atinge o efeito máximo após 5-7 dias. Eventualmente, pode ter perda de K antes disso. o Por último, pctes com incapacidade de eliminação renal de K pode ter uma regulação desse íon pelo tubo digestivo, aumentando excreção fecal de 10% para 60% de K ingerido. HIPOCALEMIA (K < 3,5 MEQ/L) • Detectado em 15-20% dos pctes internados, sendo grave (<3,0) em 5% dos casos • Maioria das vezes tem etiologia multifatorial ARTHUR BITTENCOURT • Fatores que aumentam influxo de K para célula: insulina, aumento de adrenalina em cx, uso abuso de beta-2-agonista • MC o Em geral quando K < 3,0, principalmente se intalação aguda o Sintomas mais comuns: fraqueza muscular, fadiga, intolerância ao exercício, câimbras musculares. o Depleção crônica leva a DIN (nefropatia hipoK) que pode levar a DRC § Bx com lesão vacuolar nos túbulos, fibrose intersticial e cistos medulares o Arritmia cardíaca é o efeito mais temível, em geral quando associado com hipoMg § Arritmia mais comum é a extrassístole, que pode ser atrial ou ventricular. § Taquiarritmia do tipo FA, flutter atrial, TSVP, TV e torsades de pointes também podem ocorrer § FV é o principal relacionado com morte súbita por hipoK o Digital compete com K na bomba de Na/K, assim, baixa de K gera maior ligação do digital com essa bomba, predispondo a intoxicação digitálica o Depleção de K nas cls musculares inibe resposta vasodilatadores K- dependente após exercício, gerando dor muscular e câimbras, inclusive podendo ter rabdomiólise o HipoK predispõe à alcalose metabólica, pois hipoK crônica gera acidose intracelular (troca do K por H). A acidose das cls tubulares renais estimula produção de NH3 para carrear o H urinário, assim, maior produção de NH3 leva a alcalose metabólica. § Alcalose metabólica pode causar hipoK ou hipoK gerar alcalose metabólica o HipoK pode gerar encefalopatia hepática em cirróticos, devido que aumento da produção de NH3 gera encefalopatia hepática em cirrose avançada. Alcalose metabólica converte amônio em amônia, e esta atravessa BHE o Pctes com hipoK também tendem a ter hipoNa, pois o K gera queda de cargas positivas e exige que outro cátion EC se desloque para o IC para manter gradiente eletroquímico, assim, há deslocamento de Na para o IC que pode levar a queda do Na sérico o Alterações em ECG, sendo as alterações, por ondem de gravidade: onda T aplainada e aumento de QT, aumento de onda U, onda U proeminte e maior que a onda T, desaparecimento de onda T + onda U proeminente, onda P apiculada e alta, alargamento do QRS (raro) ARTHUR BITTENCOURT Figura 1 Medcurso 2020 • Causas de hipoK o Perda externa de K § Baixa ingesta ou reposição de K: necessário repor 0,5-1,5 mEq/kg/d em pctes normocalêmicos e sem aumento de perdas. Reposição menor que 25 mEq/d quase sempre leva a hipoK (1g de KCl = 13 mEq de K) § Perdas do TGI acima do piloro: vômitos recorrentes, alta drenagem por SNG e fístula gástrica que levam à espoliação de K pela urina (quem vomita perde K pela urina) • Essas perdas tem muito pouco K, porém há grande perda urinário por efeito catiurético, já que suco gástrico é rico em HCl e gera alcalose metabólica. Exemplo clássico é estenose hipertrófica do piloro. § Perdas do TGI abaixo do piloro: diarreias, fístulas do tipo biliar, pancreática ou entérica. Perdas muito ricas em K. Não tem alcalose metabólica e sim acidose, ppois também perde líquido rico em HCO3 • Adenoma viloso: TU de cólon que gera secreção muito rica em K e pobre em HCO3. Se TU muito grande (3-5 cm) e distal (sigmoide ou reto) evolui para diarreia aquosa de grande intensidade (2-3 L/dia) levando a hipocalemia grave e alcalose metabólica o Único exemplo de perda do TGI abaixo do piloro que leva a alcolese e não acidose • Laxativos e resinas de troca iônica são importantes causas de perdas ocultas de K nas fezes § Alcalose metabólica: desloca K do EC para célula e aumenta a excreção urinária de K – efeito caliurético (devido que no DC o K compete com H para ser secretado em troca do Na reabs, como na alcalose tem pouco H o K que é secretado e devido presença de HCO3 na urina (bicarbonatúria – presente qundo HCO3 sérico > 28) que leva consigo o K, uma vez não ser reabs no néfron distal § Diurético: tiazidicos, de alça e inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida) pode gerar hipoK. Em HAS que usam tiazídicos tem hipoK em 5-10% dos casos, especialmente se dose ≥ 50 mg/dia. Principal tiazídico que causa hipoK é a clortalidona ARTHUR BITTENCOURT devido meia-vida longa. Todos os diuréticos que agem antes do DC aumentam aporte de Na no ducto, gerando excreção de K. Outro fator é o aumento do fluxo de água pelo néfron distal, lavando o K luminal, mantendo um gradiente favorável para sua secreção. No caso dos inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida), a bicarbonatúria é o principal fator caliurético (bicarbonato é um ânion que arrasta o K no défron distal) § Poliúria: perdem mais K que o normal. Aumento do fluxo de água pelo néfron distal aumenta a secreção de K no DC, pois a água lava o K luminal, mantendo gradiente favorável para secreção desse íon. Em geral por diuréticos, DM (principalmente vigência de cetoacidose) e manitol § HipoMg: achado comum na hipoK, em 40% dos casos. Efeito caliurético da depleção de Mg justifica a refratariedade da hipoK em alguns pacientes à reposição de KCl, pois Mg é modulador natural dos canais de vazamento de K na membrana luminal das cls do DC. Na hipoMg há maior vazamento e perda de K. § Anfotericina B, aminoglicosídeos e penicilina: hipoK ocorre em 50% dos pctes em uso de anfotericina B, pois ela aumenta a permeabilidade da membrana luminal do DC ao K, aumentando secreção tubular. Aminoglicosídeo também pode gerar perda urinária de K, devido tubulopatia proximal. Penicilina G em altas doses gera perda urinária devidos ânions penicilinatos que carreiam K. § Uso de tolueno/cola de sapateiro: produz metabólito hipurato, que se grande quantidade em DC funciona como ânion e carreia K § Hipoaldosteronismo primário: pctes não são poliúricos, mas podem perder grandes quantidades de K na urina. Aldosterona está elevada no plasma, devido liberação não controlada de TU suprarrenal (adenomaou AC) ou hiperplasia suprarrenal idiopática. Suspeitar em caso de HAS grave + hipoK inexplicada. Tríade: HAS + hipoK + alcalose metabólica § Hipertensao renovascular: aumento de renina, consequente à estenose de a. renal, gera hiperaldosteronismo hiper- reninêmico. HipoK em 15% dos casos. Diferenciar de hiperaldosteronismo primário pela dosagem de renina (que vai etar suprimida). Hipovolemia tbm aumentam renina, assim como anticoncepcionais, sd paraneoplásica (carcinoma de cls renais, TU de wilms, Ca de ovário) § Hipercortisolismo: sd de cushing pelos altos níveis de cortisol gera hipoK por perna renal de K, já que glicocoirticoide também tem efeito mineralocorticoide quando em níveis suprafisiológicos. Assim, adm de hidrocortisona em dose alta gera perda urinária de K. Uso de beta-2-agonista contribui para hipoK. § Acidose tubular renal: ATR tipo I e II gera hipoK. ARTHUR BITTENCOURT § Sd genéticas: Sd de Bartter, Sd de Gitelman, Sd de Liddle § Diálise: se não for acrescentado KCl no banho o Entrada de K nas cls § Adm de insulina: estimula Na/K/ATPase e gera influxo de K para cls. § Pico de adrenalina no estresse: influxo de K por ativar receptores beta-2 das cls musculares esqueléticas. Estresse clínico (choque, IAM), cx e trauma leva a elevação dos níveis plasmáticos de adrenalina, podendo gerar hipoK transitória, especialmente em quem já estava depletado de K. Dobutamina e outras aminas simpaticomiméticas também podem gerar hipoK transitória por mecanismo semelhante § Beta-2-agonista: influxo de K para cls por ser beta-2-agonista. Hidrocortisona exacerba e mantém a hipoK § Alcalemia: alcalose metabólica aguda gera hipoK transitória por influxo de K. H é trocado pelo K pela membrana celular. Assim, para cada 0,1 ponto de aumento de pH a calemia reduz 0,5 mEq/K § Hipotermia: se grave gera influxo de K, frequentemente abaixo de 3 mEq/L. Importante em casos de PO imediado de cx de arco aórtico. HipoK é frequente no PO de qualquer cx cardíaca devido vários fatores, como pico de adrenalina, uso de diurético no pré- op, pliúria decorrente do aumento de peptídeo atrial nautriurético... § Tto de anemia megaloblástica: repor vit B12 ou folato gera resposta terapêutica rápida. Nas primeiras 48h há pico de produção de novas hemácias, captando K do EC e gerando hipoK, por isso que se repõe K de rotina. Adm de GM-CSF em pctes com neutropenia também pode gerar hipoK, pois aumento rápido de leucócitos consome o K § Paralisia periódica hipoK: doença hereditária rara que se manifesta em jovens, com episódios agudos de paraparesia ou tetraparesia, por súbitas quedas do K por influxo para cls. Desencadeado por dieta rica em carboidratos (libera insulina), estresse (libera adrenalina). Melhora em 6-48h. Cuidar do risco de paresia da musculatura respiratória. Tto com infusão de K § Hipertireoidismo: por estímulo Na/K/ATPase e up-regulation de beta-adrenérgicos. Pode ter paralisia flácida. HipoK tratada com betabloq em altas doses. § Intoxicação por bário: inibe vazamento de K, ocorrendo hipoK devido a bomba Na/K funcionar e o K ficar aprisionado. o Pseudo-hipoK § Rara. Em geral pctes com LMA com alta contagem leucocitária, quando sangue do pcte é deixado muito tempo em temperatura ambiente, pois mieloblastos consomem K plasmáticos e reduzem calemia para níveis de até 1 mEq/L. • Dx ARTHUR BITTENCOURT o Algumas causas são fáceis de detectar, como poliúria, baixa reposição de K, vômitos, diarreia, uso de diuréticos, insulina, beta-2-agonista, hidrocortisona. o Comum ser multifatorial o Investigar uso de laxativos, hipoMg, hiperaldosteronismo primério, sd genéticas o Na dúvida da etiologia, dosar K urinário § <20 sugere hipocalemia por perda extrarrenal, como diarreia, perdas pós-pilóricas, diálise e cutaneas, ou baixa ingesta § >30 fala a favor de hipocalemia por perda renal, que pode ser secundária a perda digestiva pré-pilórica, hipoMg, diurético, poliúria, drogas, hiperaldosteronismo. • Diferenciar por meio do cloreto urinário o <15: perda pré-pilórica o >25: outra causa renal § Limitação: poliúria pode ter K falsamente baixo devido diluição da urina e na oligúria pode ter falsamente alto, entao, o K de 24h deve ser medido, e se <20-30 mEq/24h sugere perda extrarrenal ou baixa ingesta. o Pctes com perda renal pode-se calcular o Gradiente Transtubular de K (GTTK), para diferenciar entre causas relacionadas aos mineralocorticoides (em que há ativação da secreção de K no DC) ou não relacionadas. § 𝐺𝑇𝑇𝐾 = ! #$%&á$( ) *+, -./+,á0%1/ ! -./+,á0%1( ) (+, #$%&á$%/ • > 3 aponta aumento da secreção distal de K, relacionando a hipoK com um estado hipermineralocorticoide, como hiperaldosteronismo ou uso de corticoide. • <3 indica resposta adequada tubular à hipoK, que ocorre por hiperfiltração ou hipoabs tubular, como diurético ou diurese osmótica • Tto o Qual sal usar § Repor KCl, pois o Cl é um dos principais anions do EC, logo, ele consegue prender o K no LEC para manter equilíbrio eletroquímico, fazendo com que concentração de K aumente de forma mais estável § Hipofostameia associada prefere-se K2H2PO4 (fosfato ácido de potássio) § Se acidose por diarreia ou ATR (acidoses com AG normal) pode- se optar por bicarbonato ou citrato de potássio. o Via de reposição § VO, pois 100% do K ingerido é absorvido • KCl xarope 6% - 0,6g de K em 10ml (8 mEq) • Slow-K cp – mesma concentração do xarope ARTHUR BITTENCOURT • Ingesta direta da ampola de KCl 10% - comum intolerância gástrica § EV • Intolerância gástrica, perda TGI importante, hipoK grave • Nesses casos, usa-se ampola de KCl 10% - cada ampola tem 1g de KCl (13 mEq). Idealmente, deve ser acrescido em solução salina 0,45%, pois se usar no SF vai criar uma solução hiperosmolar que pode dar hiperNa se grande volume for infundido, mas o risco é baixo, entao pode-se usar. • Limitações de uso o Velocidade de infusão no máximo até 40 mEq/h, idealmente no máximo 20 mEq/h § Risco de complicações cardíacas o HipoK muito grave (K <2,8) não pode ser usado SG § Devido estímulo da insulina que vai fazer com que o K entre nas cls e baixar mais ainda a calemia o Não usar concentrações altas (máximo 20-40 mEq/L)– controverso § Irritativo para as veias § De modo geral, cada soro de 500mL deve ter no máximo 20mL de KCl 10% (2 ampolas) o Quanto deve ser reposto § Leve-moderada (3-3,5) • VO de 40-80 mEq/d o Exemplo: xarope de KCl 6% 15-30 mL 3x/dia ou KCl 10% 10-20 mL 3x/dia. § Grave (<3) • IV de 10-20 mEq/h até K sérico chegar próximo a 3 mEq/L • Se MC extremamente grave, pegar acesso profundo e o K reposto em velocidade máximo de 40 mEq/h, com monitorização cardíaca contínua o Sítio femoral é preferível do que o jugular ou subclávio, devido menor risco de arritmia cardíaca por maior distancia entre infusão e coração o Além do déficit, deve-se controlar as perdas atuais, por exemplo, se for perda renal pode-se usar poupador de K o Se após 72h não melhorar, suspeitar de depleção de Mg associado § Confirmado a hipótese, repor sulfato de Mg 2-3g/d o Necessidade diária de K de 40-100 mEq/dia (3-7 g de KCl), o que corresponde a 0,5-1,5 mEq/kg/dia. Se pcte em dieta plenta, assume-se que consegue essa quantidade, e em caso de dieta zero ou dieta enteral elementar ou dieta parenteral, acrescentar o KCl na dieta. o Sempre dosar K regularmente devido imprevisibilidade da resposta ao tto. ARTHUR BITTENCOURT HIPERCALEIA (K > 5,5 MEQ/L) • Menos frequente que a hipocalemia • Insuficiência renal está entre as causas mais comuns e mais preoculpantes de hiperK. o Na falta de diálise, alguns desses pctes podem evoluir para PCR por efeito direto dos altos níveis de K plasmático sobre o coração. o Rabdomiólise e Sd da lise tumoral está entre as causas que mais levam a calemia, podendo superar 12 mEq/L • Maioria dos pctes ainda conseguem eliminar K nas fezes e urina, evitandoa hiperK fatal. • Indivíduo normal, excesso de K é rapidamente tamponado para o interior das cls pela Na/K/ATPase da membrana celular. Esse influxo é estimulado pela insulina e pela adrenalina. Após 6-8h o aumento da produção de aldosteorna estimula a excreção renal. • DRC mantém-se normocalêmico até fases avançadas de Sd urêmica, quando TFG fica <10. Os néfrons remanescentes hipertrofiam por efeito da aldosterona e conseguem eliminar K. Mucoso colônica também responde a aldosterona e passa a secretar K nas fezes. Em alguns DRC, 50% da eliminação é por via fecal. Sd uremica, contudo, inibe a Na/K/ATPase das cls. Assim, esses pctes não mais toleram cargas agudas de K e adm de KCl mesmo que moderado já pode levar a hiperK grave. • MC o Em geral assintomática, mas pode gerar consequências potencialmente graves o Tecidos afetados em geral cardíaco e muscular esquelético o K > 6,5 mEq/L, principalmente se de instalação aguda, provoca alterações fisiopatológicas importantes. o ECG § Padrão progressivo de alterações de acordo com gravidade e rapidez de instalação da hiperK § Primeira alteração é diminuição do intervalo QT com onda T alta e apiculada (por repolarização ventricular precoce). Em seguida, há lentificação da condução miocárdica que se manifesta com aplainamento da onda P e alargamento de QRS. No final, onda P desaparece e torna o ritmo semelhante ao ritmo idioventricular, entretanto, continua a ser RS, mas atividade do miocárdio atrial (ritmo sinoventricular – estímulo chega ao NAV por feixes intermodais sem ativas miocárdio atrial) Figura 2 Medcurso 2020 ARTHUR BITTENCOURT § Sistema de condução do coração passa para um estdo de hipocondutividade, que predispõe a bloqueios cardíacos e bradiarritmias § Como a lentificacao ocorre de forma heterógena no miocárdio, pode ter mecanismo de reentrada, podendo gerar, por exemplo, FV. § Arritmias mias frequentes: FV, bradiarritmias e bloqueios, assitolia. § Elevações rápidas da calemia >8 mEq/L pode levar a paresia ou paralisia esquelética, em geral de MMII e poupar mm. respiratórios. • Causas o Retenção de K § Adm de excesso de K: ingesta superior a 130 mEq (10g de KCl) de uma única vez pode elevar K para faixas >6. Adm >160 mEq (12g de KCl) pode elevar K >8. Crianças doses que geram problemas são ainda menores, que pode ocorrer por ingesta acidental ou infusão rápida de penicilina cristalina potássica § IRA: causa mais importante de hoperK em hospitalizados, em geral associado com IRA oligúria. Estado hipercatabólico contribui ainda mais, pois estimula liberação de K pelas cls. § IRA pré-renal: baixo fluxo em túbulos distais, reduzindo secreção de K § DRC: Quando clearance de creatinina cai abaixo de 10 mL/min o indivíduo começa a reter K. § Acidose metabólica: Excesso de H, aumentando sua secreção no DC em vez de secretar K § Insuficiência suprarrenal primária: depleção de glicocorticoide e meniralocorticoide. Hipoaldosteronismo leva a hipoNa, hiperK e acidose metabólica, já que a aldosterona que estimula a reab de Na secreção de K e H. • Causa secudária não gera hiperK § Hipoaldosteronismo hiporreninêmico: 50-70% dos casos de hiperK crônica inexplicada. 80% dos pctes são DM, geralmente com disfunção renal leve-moderada (clearance de Cr 40-74 ml/min). Restante em pctes com nefropatia tubulointersticial crônica de causas variadas. Queda na produção de renina pelo aparelho justaglomerular é principal mecanismo da sd, levando a redução dos níveis de angiotensina II e aldosteorno – ATR IV § Pseudo-hipoaldosteronismo § Drogas retentoras de K: agem em DC inibindo a reab de Na e secreção de K e H. IECA, heparina e antagonista da angio II gera hipoaldosteronismo leve que predispõe a hiperK. AINEs, trimetoprim e pentamidina em altas doses, além da ciclosporina, também retém K ARTHUR BITTENCOURT § Sd de Gordon: raríssimo. Tríade hiperK + acidose metabólica + expansão volêmica. Causado por reabs anormal de Cl, juntamente com Na o Saída de K das cls § Hiperosmolaridade: efeito hipercalemico direto devido saída de líquido das cls para o EC, concentrando o K intracelular, que tende a sair da célula. Para cada aumento de 10mOs/L na osmolaridade a calemia aumenta 0,6 mEq/L. § Exercício físico extenuante: exercício ativa canais de K para saída desse íon para o interstício, para melhorar resposta vasodilatadora muscular, contudo, se for prolongado e extenuante pode haver perda muscular de K que pode gerar hiperK, eventualmente chegando a 6 mEq/L § Acidose metabólica: H entra na cls para ser tamponado em troca da saída do K. Em média, cada 0,1 ponto de queda do pH a calemia aumenta 0,5 mEq/L § Rabdomiólise § Hemólise maciça: extravasamento de K da hemácia. Se hemólise intravascular aguda grave pode evoluir para IRA oligúrica e piorar a hiperK § Drogas: digitálicos (inibem Na/K/ATPase), betabloqueador, succinilcolina, penicilina potássica § Paralisia periódica hiperK: rara, hereditária, com crises de fraqueza muscular generalizada, poupando músculos respiratórios, precipitado pela ingesta de K, mesmo em pequenas quantidades. Duração curta, com melhora em 1-2h. o Pseudo-hipercalemia § Por perda de K das cls sanguíneas após coleta do matral. Comum que haja certo grau de hemólise durante a coleta. Outras causas relacionadas com a punção. Coagulação do sangue no tubo para formar o soro • Dx o Aumento do K sem etiologia aparente e que não se repete em outras medidas deve-se pensar em pseudo-hiperK o Maioria dos casos, etiologia é fácil de achar. o Oligúria, com ou sem insuficiência renal, é fator bastante comum relacionado com a hiperK. Reposição oral e venosa de sais de K devem ser prontamente checadas o Se difícil dx etiológico, investigar causas menos comuns, como hipoaldosteronismo hiporreninêmico (cálculo do GTTK) • Tto o Grave e potencialmente fatal quando K >7,5 mEq/L o HiperK grave sintomática § Repor rapidamente cálcio, para proteção das fibras cardíacas contra a hiperK. ARTHUR BITTENCOURT • Aumento dos níveis EC de Ca ativa canais de Na que estavam inibidos pelas hiperK, revertendo distúrbios eletrifiológicos cardíacos • Gluconato de Ca ou cloreto de a podem ser feito EV em 2-3 monutos. Dose inicial de 1 ampola (10 mL) de gluconaco de Ca 10%. Dose pode ser repetida em 5-10 minutos se não tiver resposta no ECG. • Contraindicação é hiperK por intoxicação digitálica, pois Ca aumenta a toxicidade cardíaca dos digitálicos. o Pctes hiperK em uso de digitálicos e sem sinal de cardiotoxicidade podem receber o gluconato de Ca, desde que infusão lenta § Maneira mais eficiente de baixar o K é por insulina IV • Insulina R 10 U + glicose 50% 100ml (pu SG 10% 500mL) e correr em 20-60 minutos. • K cai em média 0,5-1,5 mEq/L, mas transitoriamente, pois efeito da insulina R é por 4-6h • Pcte com hiperglicemia significante, não é necessário adm glicose. • Pcte com hipoglicemia e hiperK o tto é com glicose hipertônica isolada (glicose 50% 100mL IV) – glicose vai estimular liberação de insulina que vai fazer cair o K § Outras medidas, utilizadas junto com a glicoinsulinoterapia, é infusão de NaHCO3 e nebulização com beta-2-agonista. • HCO3 alcaliniza plasma e promove entrada de K nas cls, em troca da as;ide de H. Droga de escolha em PCR por hiperK. • Beta-2-agonista estimula entrada de K nas cls por ação beta-2-adrenérgico § Manutenção • Retirar toda a reposição de K e restringir K na dieta • Se pcte urinando, prescrever furosemida para aumentar a perda calêmica pela urina. • Hipoaldosteronismo tto com reposição de mineralocorticoide • Pctes oligúricos refratários ao uso de furosemida e oligoanúricos com insuficiência renal usar resina de troca, via enteral durante as refeições – promove secreção de K em troca da abs de outro cátion, em nosso meio o Ca (sorcal) § Diálise • Pcte anúrico • HiperK grave e refratária as medidas convencionais