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º
AVC Isquêmico 
 
Objetivo 1: DESCREVER a irrigação encefálica. (drenagem) 
 
- SN é formado de estruturas nobres, então elas precisam de altos níveis de O2, glicose e 
automaticamente e um maior fluxo sanguíneo 
 
- Chega mias O2 no cérebro na substância cinzenta = Onde ocorre mais sinapses 
 
- Parada de circulação por mais de 10 segundos leva a perda de consciência 
 
- Após 5 minutos = Perdas irreversíveis = Células nervosas não se regeneram 
 
 
• Fluxo Sanguíneo Cerebral 
 
 
- O cérebro consome 20% de O2 do corpo e recebe 15% do fluxo sanguíneo 
 
 
 
 
- O fluxo sanguíneo cerebral (FSC) é diretamente proporcional à diferença entre a pressão arterial 
(PA) e a pressão venosa (PV), e inversamente proporcional à resistência cerebrovascular (RCV) 
 
- A resistência cérebro vascular depende de: 
 
1- PIC 
2- Condição da parede do vaso = Se alterado pode aumentar a resistência 
3- Viscosidade do Sangue 
4- Calibre dos vasos 
5- Fatores Humorais = CO2 
 
- Co2 = Vasodilatador 
 
- Quando o cérebro está “trabalhando” tem maior liberação de Co2 = Vasodilatação = Mais 
fluxo sanguíneo 
 
 
• Vascularização Arterial do Encéfalo 
 
- O encéfalo é irrigado pelas artérias carótidas internas e vertebrais 
º
 
- Na base do crânio essas artérias formam o Polígono de Willis do qual sai as principais artéria 
para a irrigação do encéfalo 
 
- As artérias cerebrais tem paredes mais finais o que as torna propensas a desenvolver 
hemorragias 
 
- As artérias tem uma espessa túnica elástica que protege o tecido nervoso da pulsação das 
artérias 
 
 
• Artéria Carótida Interna 
 
- Origina da Artéria Carótida Comum 
 
- Penetra pelo canal carotídeo 
 
- Atravessa o Seio Cavernoso e forma o Sifão Carótido 
 
- Ela perfura a dura mater e aracnoide e emite 2 ramos: Artéria Cerebral Média e Anterior 
 
- Também tem como ramo: 
 
- Artéria Oftálmica: Irrigar o bulbo ocular 
- Artéria Comunicante Posterior: Junta com a artéria cerebral posterior para formar o polígono 
- Artéria Carótida Anterior: Irriga os plexos coroides e parte da cápsula interna, núcleos da base 
e diencéfalo 
 
• Artéria Vertebral e Basilar 
 
- As Artérias Vertebrais Direita e Esquerda são ramos da Subclávia 
 
- Passa pelo forame transverso das vértebras cervicais 
 
- Perfuram a Membrana Atlantoccipital, Dura Mater e penetram o crânio pelo forame 
magno 
 
- A nível do sulco bulbo pontinho se unem e forma a Artéria Basilar 
 
- Ramos das Artérias Vertebrais: 
 
- Artérias Espinhais Anteriores e Posteriores que irrigam a medula 
Artéria Cerebelar Inferior Posterior 
 
- Ramos da Artéria Basilar 
 
- Artéria Cerebelar Superior 
Artéria Cerebelar Inferior Anterior 
º
Artérias Pontinas 
Artéria do Labirinto = Penetra Meato Acústico Interno, junto com o VII e VIII nervo inerva o 
ouvido interno 
 
• Polígono de Willis 
 
- Situado na base do cérebro 
- Circunda o quiasma óptico e o túber cinéreo 
- Formado pelas Artérias Cerebrais: Anterior, Média, Inferior, Comunicante Anterior e 
Comunicante Posterior 
- Artéria Comunicante Anterior: Liga as artérias cerebrais anteriores 
- Artéria Comunicante Posterior: Liga a artéria cerebral posterior com a carótida interna 
- Fazem anastomose do sistema carotídeo com o sistema vertebro basilar 
- Não há comunicação de sangue desses sistemas 
- Permite a manutenção sanguínea de todo o cérebro em casos de obstruções arteriais 
- As Artéria Cerebrais originam ramos corticais e ramos centrais 
- Ramos Corticais: Irriga o córtex e substância branca 
- Ramos Centrais: Irrigam o diencéfalo, núcleos da base e cápsula interna 
- Esses ramos centrais passam pela substância perfurada 
- Lesão nessa área pode comprometer a irrigação de tais áreas 
 
º
 
 
 
 
º
 
 
 
• Território Cortical das Três Artéria Cerebrais 
 
➔ Artéria Cerebral Anterior 
 
- Vai para frente e para cima 
- Faz uma curva em torno do joelho do corpo caloso 
- Irriga os lobos frontal, parietal 
- Irriga a parte medial desses lobos 
- Irriga parte do córtex motor, sensitivo, giro do cíngulo 
- AVC = Alteração em MMII (homúnculo) 
 
➔ Artéria Cerebral Média 
 
- Ramos principal da carótida interna 
- Irriga os lobos frontal, parietal 
- Irriga a parte lateral desses lobos 
- Irriga parte do córtex motor, sensitivo, áreas da linguagem 
- AVC = Alteração em MMSS, face, alterações sensitivas contralateral, afasia (homúnculo) 
- Não afeta MMII 
- AVC é bem grave nessa artéria 
- O caso também é grave se afetar a artéria estriada (ramo) = pela vascularização os núcleos da 
base e cápsula interna 
 
➔ Artéria Cerebral Posterior 
 
- Ramo da artéria basilar 
- Dirigem para trás 
- Contorna o pedúnculo cerebral 
- Afeta o lobo occipital 
- Irriga a área visual 
- AVC: Hemianopsia, Amaurose 
 
• Vascularização Venosa do Encéfalo 
º
 
- As veias são maiores e mais calibrosas que as artérias 
 
- Elas drenam para os seios da dura máter no qual o sangue vai posteriormente para a veia 
jugular interna 
 
- A drenagem venosa se faz por: 
 
1- Aspiração da cavidade torácica 
2- Gravidade 
3- Pulsações das artérias = Principalmente no seio cavernoso que recebe pulsação da carótida 
interna 
 
- A circulação venosa é muito mais lenta que a arterial 
 
- A pressão venosa é muito baixa e varia muito pouco 
 
 
➔ Sistema Venoso Superficial 
 
- Veias que drenam o córtex e a substância branca 
 
- Desembocam nos seios da dura mater 
 
- Veias Cerebrais Superficiais Superiores: Vem da metade superior da face dorsolateral de 
cada hemisfério e desemboca no seio sagital superior 
 
- Veia Cerebrais Superficiais Inferiores: Vem da metade inferior da face dorsolateral de cada 
hemisfério e desemboca no seio cavernoso 
 
- Principal veia inferior: Veia Cerebral Média Superficial 
 
➔ Sistema Venoso Profundo 
 
- Drenam regiões profundas do cérebro 
 
- Corpo estriado, cápsula interna, diencéfalo, centro medular 
 
- Mais importante: Veia cerebral magna -> Formada pela confluência das veias cerebrais 
internas 
 
- Essa veia é facilmente rompida 
 
• Angiografia Cerebral 
 
º
- Injetando-se contraste nas artérias vertebral ou carótida interna, é possível visualizar em tempos 
sucessivos as artérias, veias e seios do encéfalo. 
 
- Esta técnica é usada para diagnóstico e localização de processos patológicos que acometem os 
vasos cerebrais, taís como aneurismas, tromboses, embolias, lesões traumáticas etc. 
 
 
 
Objetivo 2: ANALISAR o AVC isquêmico (conceito, epidemiologia, diagnóstico – diferencial, 
classificação, tratamento, prevenção primária e secundária, evolução e prognóstico) 
 
- A incidência aumenta com a idade = > 65 anos 
 
- Incidência maior em homens 
 
- AVC isquêmico = 90% \ AVC hemorrágico 10% 
 
 
• Fatores de Risco 
 
- Fatores de Riscos: HAS, Fibrilação Atrial, DM, Dislipidemia, Sedentarismo, Tabagismo, Uso 
de Anticoncepcional, Valvulopatias, Arritmias, 
 
 
 
º
 
• Etiologia 
 
➔ Asterosclerose 
 
- Placa de gordura (LDL) que afeta as grandes artérias da base do crânio e do pescoço 
- Afeta principalmente: Artéria Carótida Comum e Interna 
- PATOGENIA: Lesão e disfunção das células endoteliais vasculares 
- HAS, DM, Agentes infecciosos, Estresse pode afetar as células endoletiais permitindo a 
entrada do LDL circulante e a formação de placa de gordura 
- Quando há lesão desse endotélio, as células de defesa do nosso organismo vão para o local 
libera substâncias que faz formar a placa asteroclerótica, deixando ela com uma característica 
fibrótica 
- A formação dessa placa obstrui a lúmen da artéria 
 
➔ Trombose 
 
- Afeta principalmente a Carótida Interna, Media e Basilar 
- Pode afetar veias e seios também 
- Os sintomas evoluem em minutos a hora 
- São precedidos de AIT 
 
➔ Trombose Venosa doSeio Venoso 
 
- Pode ser gerado por uma otite, sinusite, coagulopatia, desidratação 
- Cefaleia, Papiledema, Comprometimento da Consciência, Convulsões, aumento da pressão 
do líquor 
 
➔ Embolia 
 
- As artérias são ocluídas por trombo que vem do coração, arco aórtico 
- Afeta mais a Artéria Cerebral Media 
º
➔ Arterite Temporal 
 
- Vai gerar uma inflamação que afeta os ramos da artéria carótida interna, vertebral 
- Essa inflamação pode afetar a parede do vaso e levar a uma trombose ou embolia distal 
- Deve ser considerada em paciente com cegueira monocular, principalmente em pacientes 
idosos 
 
➔ Lupus Eritematoso Sistêmico 
- Vaculopatia 
- A endocardite que acompanha a doença pode ser a causa de embolos cardiogênicos 
 
➔ Arterite Sifilítica 
- Inflamação arterial que ocorre 5 anos após sífilis 
 
➔ Disseção Arterial 
- Pode afetar tanto a artéria carótida quanto a vertebral 
- Ela causa uma hemorragia dentro da parede do vaso que pode oclui-lo ou formar um 
trombo 
- Com a oclusão gera isquemia da área que aquela artéria irriga 
- O paciente pode ter dor mandibular ou no pescoço, anormalidade visuais, cefaleia 
 
➔ Uso de Contraceptivos 
 
- Aumento o risco de formação de trombo = Hipercoagulabilidade 
 
º
 
 
 
• Como identificar um AVC 
 
1- Início Súbito 
2- Envolvimento Focal 
3- Ausência de resolução rápida = Diferenciando do AIT que melhora dentro de uma hora. 
 
- É importante diagnosticar AIT porque cerca de um terço dos pacientes com AITs 
desenvolverá um AVC dentro de cinco anos 
 
- Os défictis neurológicos costuma ocorrer no início ou podem progredir durante segundos a 
hora 
 
- Os déficits que decorrem lentamente (semanas, meses) provavelmente não é AVC = Tumor ou 
Inflamação 
 
- Na maioria dos AVCs pela história e exame neurológico conseguimos saber qual lado do 
cérebro foi afetado = Ex.: Lado oposto da hemiparesia, se apresenta afasia provavelmente 
afetou o hemisfério esquerdo 
 
 
º
➔ AVC em Artéria Lacunar 
 
- Acometem paciente com HAS 
- Produzem síndromes distintas 
 
➔ AVC em Artéria Carótida Interna 
 
- Normalmente é afetada por placas asteroscleróticas 
- Precedido por AIT, cegueira monocular (devido o ramo oftálmico), hemiplegia, 
hemiparestesia 
 
 
➔ AVC em Artéria Cerebral Anterior 
 
- Ela supre o córtex, substância branca, núcleos da base e cápsula interna 
 
- Irriga parte do córtex motor, sensitivo, giro do cíngulo, centro miccional 
 
- AVC nessa artéria é incomum 
 
- AVC vai cursar com = Alteração em MMII (homúnculo), paralisia contralateral, perda 
sensorial, perda do controle voluntário da micção 
 
 
➔ AVC em Artéria Cerebral Média 
 
- Mais comum 
 
- Supre a maior parte do hemisfério cerebral 
 
- Irriga área motora, sensorial, de linguagem, núcleos da base, cápsula interna, MMSS, face 
 
- AVC vai cursar com: Hemiparesia contralateral que afeta a face, MMSS, não afeta MMII, 
hemiparestesia contralateral, afasia, agnosia, negligência um lado do corpo, hemianopsia 
(mais raro) 
 
 
º
 
 
 
➔ AVC em Artéria Basilar 
 
- Passa pela frente do tronco cerebral e termina a nível do mesencéfalo, irriga o cerebelo, ponte, 
 
- Pode ser ocluída por trombose = grave = causa sinais bilaterais = paralisia do IV NC, 
nistagmo vertical, miose, hemiplegia ou quadriplegia, coma 
 
- Em paciente com oclusão da artéria basilar, a parte da frente da ponte está infartada, mas o 
tegmento está intacto, isso mantém o paciente consciente porem com quadriplegia = 
Síndrome Locked In 
 
- Embolo = Pode afetar a artéria cerebral posterior = reduzir o fluxo sanguíneo para a formação 
reticular e tálamo – Coma, paralisia do III NC 
 
- Estenose da Artéria vertebral = Síndrome do Roubo da Subclávia 
 
- Nessa síndrome do sangue passa da artéria vertebral para a subclávia durante atividade física 
 
- Essa síndrome indica asterosclerose 
 
 
 
➔ AVC em Artéria Cerebral Posterior 
 
- Irriga o córtex occipital, área visual, tálamo, parte anterior do mesencéfalo, 
 
- AVC apresenta: Hemianopsia, amaurose contralateral, pode incluir paralisia do olhar 
vertical, paralisia do III NC, afasia anômica, alexia, agnosia visual Colapso Súbito, vertigem, 
náusea, vômito. 
 
 
 
º
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
º
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• AVC isquêmico 
 
- A interrupção do fluxo sanguíneo priva neurônios, glia e células vasculares de sangue e 
consequentemente de glicose e O2 
º
- Leva a morte de tecido cerebral = Infarto 
- O padrão de morte celular depende da gravidade da isquemia 
- Isquemia de parada cardíaca = Mais leve 
- Isquemia por uma AVC = Gera uma pan necrose afetando todas as células 
- IPC: A isquemia gera edema cerebral que costuma ser de 2 a 3 das após o AVC = Pode 
causar herniação cerebral e óbito 
- A maioria dos óbitos que envolvem o AVC isquêmico é devido o edema, que afeta o outro 
hemisfério cerebral sadio, além da herniação 
 
- O AVC vai gerar uma área cerebral edemaciada e amolecida, que afeta a substância branca 
e cinzenta, além de afetar os neurônios, destruir células da glia, promover necrose, acúmulo de 
líquido que também contribui para o edema 
 
• Sinais e Sintomas do AVC Isquêmico 
 
 
 
 
• Fisiopatologia 
 
- O AVC isquêmico não permite que fluxo sanguíneo chegue em uma determina área do cérebro 
e isso gera vários mecanismos que marcam a fisiopatologia da doença 
 
➔ Insuficiência Energética 
 
º
- Os neurônios dependem do O2 e glicose para gerar ATP 
 
- Redução do fluxo sanguíneo, não chega O2 no neurônio e ele não consegue produzir ATP 
 
- Com isso, sem ATP as células morrem 
 
- Essa insuficiência energética é mais acentuada no núcleo da isquemia 
 
 
➔ Gradientes Iônicos 
 
- Sem energia as células não conseguem regular o gradiente 
 
 
➔ Desregulação do Cálcio 
 
- A elevação do potássio, pelo desequilíbrio dos gradientes iônicos leva a despolarização da 
membrana e a entrada de Cálcio 
 
- O cálcio vai induzir a liberação de mais cálcio 
 
- Com essa grande quantidade de cálcio as funções das células, principalmente da 
mitocôndria é comprometida 
 
 
➔ Excitotoxicidade 
 
- A isquêmica vai provocar a liberação do glutamato (neurotransmissor) 
 
- E juntamente com a entrada excessiva de cálcio ativa NOS1 que gera o gasotransmissor 
óxido nítrico que é tóxico 
 
 
➔ Lesão Oxidativa 
 
- Os efeitos tóxicos também vêm da geração de espécies reativas de oxigênio 
 
- Essas substâncias vão ser ativadas e vão atuar após a isquêmia 
 
- Elas geram lesão no DNA, modificação das proteínas e morte celular 
 
 
➔ Cascata de Morte Celular 
 
- Gerada pela necrose no tecido, que faz as células se edemaciares e o conteúdo vazar para o 
espaço extracelular 
 
º
- Afeta principalmente a mitocôndria 
 
➔ Inflamação 
 
- A isquemia desencadeia um processo inflamatório 
- A isquemia vai atrair neutrófilos, linfócitos e monócitos para o local 
- A inflamação começa dentro dos vasos sanguíneos 
- Essas células liberam citocinas que podem levar a lesões secundárias 
 
- Assim como ocorre mecanismos devido a isquemia o cérebro tenta reverter a situação com 
mecanismos de sobrevivência e reparo que são: 
 
➔ Circulação Colateral 
 
- Que quando adequada contorna uma oclusão arterial 
- Exemplos de vias colaterais: Oclusão bilateral da artéria vertebral, da carótida comum, carótida 
interna, cerebral média 
- Com a oclusão de uma artéria o cérebro buscar outra circulação para irrigar aquela área 
 
➔ Neurotransmissores Inibitórios 
 
- Libera GABA, porém mais tarde esse efeito pode ser prejudicial 
 
➔ Resposta a hipóxia 
 
- Ativação da proteína HIF1 
- Essa proteína permite a sobrevivência da célula e recuperação do tecido 
- Agem através de enzimas glicolíticas, eritropoetina, fator de crescimento 
- Essas substâncias agem na angiogênese➔ Neurogênese 
- Produção de novos neurônios e astrócitos 
º
- Eles são produzidos principalmente no giro denteado e hipocampo 
- Eles migram para a região subventricular 
- Essas células novas substituem o grande número de células perdidas 
- Elas podem promover o reparo tecidual por liberação de fatores de crescimento, supressão 
da inflamação 
 
➔ Angiogênese 
 
- Novos vasos sanguíneos para melhorar o suprimento 
- Esse processo leva alguns dias, então tem pouco impacto na fase aguda do AVC 
 
➔ Tolerância Isquêmica 
 
- A isquêmica cerebral condiciona o cérebro para isquêmia posterior, tornando capaz de 
sobreviver em isquemia mais graves, caso ocorra após alguns dias 
 
• Diagnóstico 
 
- TC sem contraste ou RM 
- Permite diferenciar o AVC isquêmico do hemorrágico 
- Exclui tumor, abcesso 
- TC sem contraste tem sensibilidade limitada nas primeiras 6 horas 
- RM é melhor que TC para demonstrar isquemia, mostra infartos em artéria, tronco cerebral, 
cerebelo, seios venosos 
- Angiografia = Contraste na artéria femoral = detecção de estenose da carótida interna = 
invasia e grande risco de complicações neurovascular 
- Angioressonância magnética = Não invasiva =Resolução um pouco mais baixa 
- Angiotomografia 
 
• Diagnóstico Diferencial 
 
- O AVC deve ser diferenciado de processo estruturais e metabólicos 
 
º
- Os AVC não comprometem a consciência na ausência de déficits focais, enquanto outros 
distúrbios sim 
 
- O que pode ser confundido com AVC isquêmico: Hemorragia Intracerebral, Hematoma 
Subdural ou Epidural HSAE, Ruptura de Aneurisma, MAVE 
 
- Como diferenciar: História de trauma, cefaleia intensa, depressão acentuada de consciência, 
rigidez nucal, por TC ou RM 
 
- Tumores e Abcessos podem produzir sintomas focais e serem confundidos com AVC = TC e RM 
para diferenciação 
 
- Abcesso: Causa febre 
 
- Hipoglicemia pode gerar sintomas semelhantes, por isso é importante realizar glicemia em 
todos os paciente com AVC aparente, além de outros exames metabólicos 
 
• Tratamento 
 
 
➔ Fármacos 
 
- Heparina (anti coagulante) 
- Ácido Acetilsalicílico (dipiridamol) -> Tratamento Antiplaquetário -> Utilizado na ausência 
de fonte cardioembólica, caso não seja encontrado lesões vasculares, estenose, oclusão 
completa da carótida ou o paciente não é candidato para cirurgia 
- Estatina = Reduzir AVC posteriores e eventos cardiovasculares 
- Trombolíticos = Agem dissolvendo o trombo 
- Anti plaquetário = Inibe a coagulação = Usado em paciente com risco 
 
 
º
 
 
- PA deve ser reduzida 
 
➔ Tratamento Intervencionista 
 
- Trombólise intravenosa = Fármaco Intravenoso = Realizar a dissolução do trombo = Não é 
utilizada em pacientes com melhora espontânea 
 
- Trombólise Intrarterial = 
 
- Retirada de coágulo = Usa um dispositivo chamado MERCI ou é feito por remoção mecânica 
 
 
➔ Tratamento Cirurgico 
 
- Indicado: Compressão do Tronco Cerebral 
- Endarterectomia Carotídea: Abrir a artéria e retirar o trombo 
- Craniotomia Descompressiva: Evita herniação (porque o edema gerado aumenta a PIC) 
 
• Prevenção 
 
- Ácido Acetilsalicílico = Reduz incidência de eventos cardiovasculares 
- Seria indicado para homens de 65 anos e mulheres de 71 com HAS não tratada de 
140mmHg sem outras comorbidades 
º
 
- Fonte Cardioembólica = Indicado para pacientes com distúrbios cardíacos 
- Fibrilação Atrial, Infarto 
- Varfarina, Rivaroxaban 
 
• Prognóstico 
 
- Depende da idade, causa, distúrbios associados 
 
- 35% dos pacientes com AVC sobrevivem 10 anos 
 
- 80% sobrevivem 1 mês 
 
 
Objetivo 3: EXPLICAR as escalas NIHSS, Rankin, Aspects. 
 
 
• NIHSS 
 
- É uma escala utilizada para quantificar a gravidade dos déficits neurológicos em 
pacientes com síndromes cerebelares ou hemisféricas agudas 
- AVC ISQUÊMICO 
- É um indicador do tamanho e gravidade da lesão, além do prognóstico 
- 11 itens são avaliados 
- 0 (sem deficit) 42 (coma ou tetraplégico) 
- Quando realizado nas primeiras 6 horas após o aparecimento de sinais e sintomas e 
ter um score >= 7 indica uma chance de 85% de chance de oclusão de um vaso 
- Nesse caso tem que fazer angiotomografia computadorizada após a TC não apresentar 
alteração 
- Os pacientes que deram AVC isquêmico têm pontuação 20 
- Scores > 20 em pacientes que deram AVC isquêmico tem risco elevado de infarto 
extenso 
º
 
 
º
 
 
º
 
 
• Escala de Rankin 
 
- Foi desenvolvida para mensurar o grau de incapacidade e dependência nas 
atividades da vida diária em pacientes acometidos por AVC 
 
- É dividida em 6 graus 
 
- 0: Pessoa sem sintoma residuais e sem incapacidade 
5: Pessoas com incapacidade grave, restrito ao leito 
6: Óbito 
 
• 0 – Sem sintomatologia 
• 1 – Sem deficiência significativa 
• 2 – Deficiência suave, necessitando de assistência esporádica 
• 3 – Deficiência moderada. O paciente caminha sozinho, mas necessita de auxílio em outras 
atividades. 
• 4 – Deficiência moderada-severa. O paciente necessita de constante auxílio, mas tenta 
realizar algumas atividades sem ajuda. 
• 5 – Deficiência severa – Necessidade de auxílio de enfermagem constante. 
• 6 - Morte 
 
 
• Aspects 
 
º
- Este escore entra na decisão clínica de mandar ou não um paciente para 
trombectomia, em casos de AVCI com tempo < 6h dos sintomas e circulação anterior. 
- Varia de zero a 10, sendo 10 o escore “normal” – ou seja, nenhuma hipodensidade nas 
regiões determinadas para graduar o ASPECTS. E zero, o pior escore deles, ou seja, 
hipodensidade em todas as “regiões” da TC avaliadas. 
 
Regiões (total de 10 regiões): 
C: Caudado 
L: Lentiforme 
I: Ínsula 
IC: Cápsula interna 
M1 a 6: Cerebral média em cortes mais inferior (M1-3) e superior (M4-6) 
 
- Para cada região com integridade / normalidade do parênquima, visualizada na TC da 
fase aguda, conta-se um ponto. 
 
- Se há hipodensidade na região, perde-se, portanto, o ponto naquela região… 
- ASPECTS de 7 = houve 3 regiões com alguma hipodensidade 
- ASPECTS de 6, houve 4 regiões com hipodensidade 
- ASPECTS de 9, este caso teve apenas um local com hipodensidade. 
º
 
Objetivo 4: DESCREVER as unidades de AVC e sua importância. (GBI TEM?) 
 
- É a área hospitalar adequada a prestação de atenção especializada aos pacientes que 
teve AVC 
- Leitos Hospitalares definido para pacientes com AVC estabilizados mais ainda em fase 
aguda (72 horas de internação) 
- Permite iniciar precocemente a reabilitação desses pacientes 
- Objetivo de levar indivíduo ao melhor nível funcional possível 
- Deve conter medico neurologista que deve fazer uma visita semanal 
- A equipe também deve ter um clínico, equipe de enfermagem com experiência em 
AVC, Fisioterapeuta, Fonoaudiologo, Nutricionista, Psicólogo 
- Quarto e Banheiro adaptados 
- Deve possuir aparelhos para a realização de exames (angio, ECG, serviço laboratorial 
 
 
 
• Referências 
 
- Neurologia Clínica – Greenberg 
- Neuroanatomia Funcional – Machado – 3ª ed. 
- A neruologia que todo médico deve saber 
- Merrit – Tratado de Neurologia – 13ªed.

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