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Infecções bacterianas da pele
Piodermites
- Processos inflamatórios
- classificação
- etiologia:
- estafilococcias (Staphylococcus aureus)
- streptococcus (Streptococcus pyogenes)
- profundidade da infecção na pele:
- infecção superficial da pele: impetigo e síndrome da pele escaldada
estafilocócica (SSSS)
- infecção da epiderme e derme: ectima
- infecção mais profunda: erisipela e celulite
- profunda com tendência à supuração: abscesso e fleimão
- abertura do folículo pilosebáceo: ostio foliculite
- profundidade do folículo piloso: foliculite
- folículo piloso juntamente com sua glândula sebácea: furúnculo e carbúnculo
- glândula sudorípara écrina: periporite e abscessos múltiplos dos lactentes
- unha e suas dobras: paroníquia e panarício.
Impetigos
- Conceito
- infecções piogênicas
primárias da pele,
contagiosas, superficiais,
produzidas por estafilococos e
estreptococos
- principalmente a face e
MMSS
- pode ter autoinoculação
- Epidemiologia
- + crianças
- + verão
- Clínica
- 2 formas clínicas
- Impetigo não bolhoso
- 70% dos casos
- impetigo infeccioso de Tilbury fox
- etiologia:
- principalmente S. aureus - países industrializados
- S. pyogenes - países em desenvolvimentos
- pode ter associados
- local
- nariz
- boca
- extremidades
- pele - continuidade para instalação do processo
- Ocorre no local de pequenos traumatismos como escoriações, queimaduras e
picadas de insetos
- Inicialmente ocorre mácula eritematosa que evolui rapidamente para bolha e/ou
vesícula efêmeras de paredes finas,
- A crosta resultante é espessa e
de coloração amarelada (lembra
mel – melicérica).
- Sintomas gerais normalmente
estão ausentes e pode ser
acompanhado de
linfadenite-satélite.
- Não há elevação de
antiestreptolisina O (ASLO)
- Impetigo bolhoso
- etiologia - estafilocócica -
- + neonatos e crianças
- Formação de vesículas que se
transformam em bolhas
grandes que sofre processo de
pustulização
- Crostas finas e acastanhadas - aspecto circinado - lesão de pele que se
alastra em círculo, deixando a parte central relativamente indene.
- Local
- face
- períneo
- nádegas
- extremidades
- Diagnóstico
- clínico
- bacterioscópicos e cultura - identificar agente
- DX herpes simples, candidíase, dermatofitose, periporite e miliária
- Tratamento
- ATB
- local - limpeza com água e sabão
- antisséptico ou atb local
Síndrome da pele escaldada estafilocócica
- Conceito
- Impetigo neonatal de Ritter von Ritterschein
- doença bolhosa superficial
- toxina esfoliativa (esfoliatina) S. aureus
- Epidemiologia
- + crianças - curso benigno
- Adultos - raro - mortalidade 60%
- Se alguma doença de base - mortalidade 100%
- Etiopatogenia
- Exotoxinas
- Toxinas esfoliativa A
- toxina esfoliativa B
- agem na zona granulosa da epiderme, unindo-se à desmogleína 1 e,
consequentemente, ativando proteases que levam à formação de bolhas
- Para o desenvolvimento de SSSS, deve haver uma grande produção de toxinas ou
deficiência na sua eliminação.
- Clínica
- Infecção primária
- conjuntiva, na
nasofaringe, no ouvido,
no trato urinário ou na
pele, seguida de rash
eritematoso
escarlatiforme, mais
pronunciado nas
flexuras.
- A formação de bolhas flácidas
ocorre em cerca de 24 a 48 h,
de preferência nas flexuras e
ao redor de orifícios, e, ao se
romperem, originam extensas áreas exulceroexsudativas, de maneira que o paciente
assemelha-se a um grande queimado
- O sinal de Nikolsky é positivo e raramente há comprometimento de mucosas.
- A descamação resultante revela base eritematosa de rápida cicatrização
- Febre e irritabilidade
- Diagnóstico
- critérios diagnósticos
- Clínica - eritrodermia, descamação ou formação de bolhas
- Isolamento do S. aureus produtor de toxina esfoliativa
- Histopatologia -
clivagem
intraepidérmica na
altura da camada
granulosa
- Bolhas estéreis - isolar em
locais a distância
- Teste sorológicos - detectar
toxina
- DX
- necrólise epidérmica tóxica
- Tratamento
- Pct deve ser hospitalizado
- ATB IV penicilina
- controle hidroeletrolítico
- local - compressas e cremes de
barreira
Ectima
- estreptocócica
- início pústula que se aprofunda
- lesão ulcerada recoberta por crosta espessa
- local - pernas
- pode ser única ou várias lesões - deixa
cicatriz
- local - água, sabão, compressas com água
boricada ou permanganato e atb tópico
- atb sistêmico contra estreptococos
Erisipela
- Conceito
- infecção aguda da derme
- comprometimento linfático
- Etiopatogenia
- estreptococo
- início após perda da barreira cutânea
- incubação poucos dias
- fatores de risco
- tinea pedis, insuficiência venosa
- DM
- tromboflebite
- Trauma
- desnutrição
- abuso de álcool ou drogas ilícitas
- infecções respiratórias
- Clínica
- Eritema vivo e intenso
- edema doloroso
- bordas bem delimitadas
- Intenso - bolhas, necrose com ulceração
posterior
- No Brasil, acomete, mais frequentemente,
a parte distal de um membro inferior, em
função de intertrigo interpododáctilo.
- Linfangite e linfadenopatia regional aguda,
seguida de fenômenos gerais - febre, mal
estar, calafrios…
- Recorrência - após cada uma delas,
permanece certo grau de edema duro
(linfedema) que acaba levando à elefantíase
(elefantíase nostra)
- Quadros exuberantes
- pele verrucosa e aspecto musgoso
- + obesos ou pessoas interessadas em lucros secundários??
- Complicações
- Nefrite
- septicemia
- Diagnóstico
- Principalmente clínico
- Cultura para identificação do agente
infeccioso
- DX
- trombose venosa profunda
- tromboflebite
- Tratamento
- sem internação, exceto se comorbidades
- Penicilina-procaína ou cristalina
- Recorrente penicilina benzatina
Celulite
- conceito
- = erisipela, mas atingindo
hipoderme
- bordas mal definidas
- eritema menos vivo
- Etiopatogenia
- Trauma, lesão - perda da barreira
cutânea
- Embora predominantemente
estreptocócica, inclui
Staphylococcus, H. influenzae
(celulite facial na infância),
pneumococos, pseudomonas, entre
outros. O S. aureus e Streptococcus
beta-hemolítico do grupo A são mais comuns em adultos entre a 5a e 6a décadas de
vida, acometendo mais extremidades e face. Celulite por anaeróbios e Gram-negativos
é mais comum em diabéticos e imunodeprimidos
- Clínica
- Evolução semelhante a erisipela
- eritema menos vivo
- bordas mal delimitadas
- sinais flogístico
- Infecção grave - vesículas, pústulas, tecido necrótico
- febre, calafrios, mal estar e linfadenopatia regional
- Celulite hemorrágica
- raro
- pcts com DM e imunodeprimidos
- hemorragia dérmica e bolhas
- fator de necrose tumoral - TNF-alfa - responsável pelo dano vascular
- Facial
- + kids
- pré-septal - tecidos palpebrais, região anterior ao septo orbitário
- celulite orbitária - passa os limites pré-septal - risco de trombose séptica do
seio cavernoso
- fatores predisponentes - trauma na região orbitária, sinusite, e menos
comuns, como dacriocistite, infecção dentária, infecção de pele,
amigdalite, conjuntivite, estado gripal, varicela e disseminação
hematogênica
- Diagnóstico
- Clínico
- USG, biópsia cutânea e cultura
- hemocultura negativa
- DX - tromboflebite, angioedema e herpes-zóster e erisipelóide
- TTO
- Repouso
- elevação do membro
- analgesia e ATB sistêmico
- hemorrágico - corticoide
Abscesso e fleimão
- conceito
- quadro agudo
- formações circunscrita com
conteúdo purulento na pele
ou em tecido subjacentes
- Etiopatogenia
- estreptocócica do grupo A -
Streptococcus pyogenes -
evolução de erisipela, celulite
- Estafilocócica - traumas
locais, corpos estranhos,
locais de inserção de cateter venoso
- Clínica
- nódulo com sinais flogísticos, tenso e dolorosos, flutuantes
- pus
- Pode se estender para outros locais - articulação e osso
- Abscesso - tendência circunscrição e supuração
- fleimão - difusão
- Tratamento
- incisão e drenagem cirúrgica quando
flutuante
- ATB - cefalosporina
Foliculites
- estafilococcias que atingem o folículo pilossebáceo.
- Pode ser superficial ou profunda
- Superficial
- Foliculite ostial ou impetigo de Bockhart
- Pequenas pústulas superficiais
- número variável- podem atingir qualquer área do
corpo
- Kids, + couro cabeludo
- adultos - face anterior e interna
das coxas e nádegas
- Fator de risco depilação
- TTO - atp tópicos ou loções anti
acneicas
- Profundas
- Foliculite decalvante
- pústulas relativamente
superficiais, mas que provocam
a depilação definitiva de cada
pelo comprometido
- Evolução crônica
- crescimento centrífugo
- Cabelo de boneca - fios
emergir da mesma abertura
folicular - politriquia
- > homem adulto
- tto - dapsona
- Foliculite queloidiana
- Típico na nuca
- pústulas confluem e levam a
formação de fístulas e fibrose de
aspecto queloidiano
- Quadro crônico
- raça negra
- TTO - atp orais e tópicos -
clindamicina
- Foliculite da barba ou sicose
- localização - barba
- crônico
- pústulas isoladas ou
confluentes
- Exclusivo adulto masculino
- Foliculite necrótica
- lesões foliculares, mas com
necrose
- atinge face de adultos
seborreicos
- Foliculite perfurante
- Nariz
- comprometimento de uma vibrissa, que acaba perfurando a pele e elevando-se
por uma lesão cutânea inflamatória.
Furúnculo/Carbúnculo
- conceito
- estafilococcia necrosante do aparelho pilossebáceo
- Clínica
- Lesão eritematoinflamatória
- dolorosa
- evolução aguda
- Necrose central - carnegão
- Local - áreas pilosas sujeitas a fricção - axilas e nádegas
- tumoração eritematosa, com vários pontos de
necrose, que evolui para grande área ulcerada
- Quando há confluência, ao mesmo tempo e no
mesmo lugar de vários furúnculos, o quadro
recebe o nome de carbúnculo
- O carbúnculo é típico do idoso, sobretudo
diabético
- Diagnóstico
- Clínico
- Quando necessário fazer - exame
bacteriológico e antibiograma - suspeita MRSA
- DX miiase furunculoide
- TTO
- autolimitado 10-14 dias
- ATB sistêmico - estafilococo -
prevenção de furunculose
- Drenagem - lesões flutuantes ou
muito dolorosas
- Sabonetes antissépticos
- uso tópico de mupirocina - 5 dias
- rifampicina - 10 dias
Síndrome do choque tóxico
- estreptocócica
- mais raro que estafilocócica
- Início súbito
- dor
- O acometimento cutâneo é menos frequente e o interno é bem mais intenso, com
choque, síndrome da angústia respiratória e insuficiência renal.
- S. pyogenes mais comum em pcts graves
- Mortalidade 30-70%
- estafilocócica
- Doença aguda e multissistêmica
- complicação de qualquer infestação estafilocócica que possui produção de exotoxinas
- + mulheres período menstrual, com uso de tampões - vaginite estafilocócia
- Está associada a essas toxinas que agiriam como superantígenos. A T-1SCT, por ser
a única capaz de atravessar a mucosa vaginal, é a responsável por todos os casos
relacionados com a menstruação e 50% dos casos não relacionados
- Clínica - início quadro brando - semelhante a virose
- Aos pródromos seguem-se febre, hipotensão, edema, torpor etc. acompanhados
de exantema maculoeritematoso, raramente papulopustuloso, envolvimento
extenso de mucosas, que se apresentam hiperemiadas, podendo haver
ulcerações.
- Essa erupção desaparece em 3 dias, seguindo-se, depois de 2 semanas, na
maioria dos casos, nova erupção, dessa vez maculopapuloeritematosa e
pruriginosa, que se resolve com descamação característica, especialmente das
palmas e plantas, 2 a 3 semanas depois.
- O choque circulatório é grave, com mortalidade em torno de 7%; são comuns
vômitos, diarreia, comprometimento muscular, hepático, renal, do sistema
nervoso central, insuficiência respiratória e púrpura trombocitopênica.
- Diagnóstico
- Clínico
- Histopatológico - inespecífico
- TTO
- ATB antiestafilocócicos parenterais e com suporte hidroeletrolítico

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