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3 5 Centro Universitário Leonardo Da Vinci Curso Bacharelado em Serviço Social Maria Francisca Santos do Lago SES0814 PROJETO DE INTERVENÇÃO: UNIDADE DE ACOLHIMENTO PARA MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA Elisangela Cardoso São Luís 2021 CIDADE ANO Maria Francisca Santos do Lago Projeto de INTERVENÇÃO Unidade de acolhimento para mulheres em situação de rua Elisangela Cardoso Projeto de intervenção apresentado à disciplina de Estágio II do Curso de Serviço Social do Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI, como requisito parcial para avaliação. Nome do Tutor Externo – Silvânia Coelho Nome do Supervisor de Campo – Camila Dourado Neves SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................3 2 CONTEXTUALIZAÇÃO, JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO...............................4 3 OBJETIVOS ................................................................................................................. 7 3.1 OBJETIVO GERAL ....................................................................................................7 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................................7 4 PÚBLICO-ALVO ............................................................................................................8 5 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ..........................................................................9 6 METAS ..................................................................................................................... ...10 7 AVALIAÇÃO E CONTROLE ..........................................................................................11 8 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ...............................................................................12 9 RECURSOS (VALORES APROXIMADOS) .................................................................13 9.1 GASTOS COM PESSOAL .........................................................................................13 9.2 GASTOS COM MATERIAL ........................................................................................13 9.3 GASTOS COM DESLOCAMENTO ............................................................................13 9.4 ORÇAMENTO TOTAL ................................................................................................13 REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 14 iii 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como proposta principal, apresentar o Projeto de Intervenção criado com base no que foi observado no decorrer dos estágios supervisionados I e II, do curso bacharelado em Serviço Social, do Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI, realizado na Coordenadoria Municipal de Assistência Social do município de Agronômica. Neste trabalho, tem-se como base o levantamento de demandas que foi realizado no decorrer do estágio supervisionado, levando em consideração os serviços ofertados e as demandas atendidas na instituição, assim como as formas de intervenção realizadas na Coordenadoria Municipal de Assistência Social, frente a garantia dos direitos e reinserção dos usuários em sociedade, e as estratégias utilizadas para o enfrentamento a essas problemáticas e as futuras ações que serão aplicadas no projeto, norteando o objetivo geral do Projeto de Intervenção, que é o de conhecer o sujeito e sua trajetória de vida para o fortalecimento e promoção da sua independência, autonomia e reinserção social, tendo em vista a falta de conhecimento da população usuária dos serviços, benefícios, programas e projetos ofertados, apresentando fragilidades, pela Assistência Social e como acessar as políticas públicas, sendo esses direitos dos cidadãos. 2 CONTEXTUALIZAÇÃO, JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO A Coordenadoria Municipal de Assistência Social foi criada 15 de Abril de 2013 depois de uma TAC do Ministério Público (Termo de Ajustamento de Conduta), um instrumento utilizado na administração pública brasileira com a finalidade de promover a adequação de conduta tida como irregulares pela legislação ou contrárias ao interesse público. A Coordenadoria tem por objetivo atender usuários que passam por momentos de vulnerabilidade que necessitem de auxílio natalidade, funeral e a cesta básica. Atende também os usuários que passam por situação de risco social – ou seja, situações de violação de direitos por ocorrência de: violência física ou psicológica, abuso ou exploração sexual; abandono, rompimento ou fragilização de vínculos ou afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medidas. A gestão também atende as famílias, cadastrando os usuários que tem perfil para o Cadastro Único, Quem realiza este Cadastro também pode ser inserido no Programa Bolsa Família. O CRAS, responsável pela Proteção Social Básica em Agronômica, atende famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, referente à: exclusão, discriminação ou enfraquecimento de indivíduos ou grupos, provocado por fatores, tais como pobreza, crises econômicas, nível educacional deficiente, localização geográfica precária e baixos níveis de capital social, humano, ou cultural dentre outros, que gera fragilidade dos atores no meio social. O CRAS oferta basicamente dois serviços: o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). O PAIF é um serviço que visa estabelecer trabalho de caráter continuado, a fim de fortalecer a função de proteção das famílias, prevenindo a ruptura de laços, promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida destes. Utiliza como ferramentas visitas domiciliares, entrevistas, planejamento junto às famílias e atividades que envolvam toda a comunidade. O SCFV busca auxiliar o PAIF, que é o principal serviço. Este visa também fortalecer as relações familiares, ofertando para o público de 06 à 17 anos, e para Idosos acima de 60 anos, atividades que promovam sua emancipação, conhecimento de seus direitos, estimulando o desenvolvimento de potencialidades, habilidades e talentos, fomentando e incentivando a ampliação de seus conhecimentos através das atividades educativas, informativas, culturais, esportivas e de lazer No período de continuidade do estágio obrigatório não remunerado II na instituição foram observados diversos atendimentos pontuais: entrevistas, encaminhamentos, mediação de conflitos e visitas domiciliares. O Assistente Social na instituição faz o planejamento e a execução de políticas públicas e de programas sociais voltados para o bem-estar coletivo e a integração do indivíduo na sociedade. Ele trabalha com questões como exclusão social, acompanhando, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida de crianças, adolescentes e adultos, é necessário trabalhar todo o contexto em que o indivíduo esta inserido, como pessoas do seu convívio social, fortalecendo os vínculos com a sua família, lembra-se que o conceito de família vai muito além de pai, mãe e filhos, sendo que há outras configurações familiares na atualidade. A analise histórica da formação do núcleo familiar, é possível identificar alterações na família, por meio de um conjunto de disposições, que não são somente apontados nuclear, sendo para o poder público um desafio em constituir políticas públicas, ponderando novos padrões de família que ocorrem na atualidade. Entretanto o Estado não consegue prover todas as demandas sociais, transferindo a responsabilidade de defesa para a família, tirando o foco do responsável pelas desproporções sociais (WEGRZYNOVSKI, 2015. p. 166). O reconhecimento da importância da família, como sendo uma unidade de referência na política de Assistência Social, baseia-seno conceito de que este ambiente deve ser considerado o primeiro de proteção aos usuários. O estado não consegue suprir todas as demandas sociais e acaba passando a responsabilidade de proteção para a família, desviando o foco do responsável pelas disparidades sociais. A política de Assistência Social considera a família como sendo um espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primária, provedora de cuidados aos seus membros, mas que precisa também ser cuidada e protegida. (PNAS,2004,p.42). Sendo assim, as famílias passam a ser acolhidas independente da sua configuração familiar, podendo ser formada por mãe e filhos, pai e filhos, ou avós e netos, casais homossexuais, ou ate mesmo pessoas que moram em repúblicas, todas as pessoas ou grupos que residem em um mesmo domicilio são considerados como sendo uma família, tendo o acesso garantido de seus direitos. No artigo 226 da Constituição Federal, expressa que é de responsabilidade do estado a proteção para a família, reconhecendo como alicerce da sociedade, como sujeito de direitos. Com a Constituição Federal de 1988, surgiu um espaço para debate, reflexão e mudanças no modelo e praticas de proteção dos direitos sociais, ultrapassando as antigas práticas assistencialistas e clientelistas. Segundo Yasbek (2004, apud WEGRZYNOVSKI, 2015, p. 102), a Assistência Social “passa a configurar-se como possibilidade de reconhecimento público da legitimidade das demandas do usuário e espaço de ampliação de seu protagonismo”. Logo após a Constituição Federal de 1988, como política social a Assistência Social passa a fundamentar-se na defesa dos direitos da cidadania,e não mais ao assistencialismo, começando a questionar as antigas práticas da Assistência, sendo um grande obstáculo a ser superado, com os avanços a Assistência Social passou a ser um dever do estado, direito do cidadão sem alguma contribuição para todos aqueles que dela necessitarem. Com a regulamentação e institucionalização alcançadas com a Constituição Federal de 1988 foi possível aprovar diversas leis orgânicas para cada uma das políticas publicas, mas foram necessários inúmeros debates políticos e organização para que as leis fossem de acordo com os princípios apontados na Constituição e assim pudessem ser aprovadas e se tornassem leis. Através de um amplo movimento de discussão em todo o Brasil, uma nova Política Nacional de Assistência Social- PNAS, foi aprovada, no ano de 2004, objetivando a implantação do Sistema Único de Assistência Social- SUAS Sendo assim, o SUAS veio com o objetivo de garantir a prevenção a situações de risco, através da ampliação de potencialidades e do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Conforme a NOB/SUAS (BRASIL,2005) O SUAS é um sistema público não contributivo, descentralizado e participativo que tem por função a gestão do conteúdo específico da Assistência Social no campo da proteção social, sendo requisito essencial para efetivação da Assistência Social como política pública. (BRASIL,2005). O SUAS, a partir desse período estabelece dois níveis de proteção: Proteção Social Básica realizada de uma forma para que os direitos não sejam violados, e a Proteção Social Especial que ocorre quando a violação de direitos acontece. A PSB tem como objetivo prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. O CRAS, responsável pela Proteção Social Básica, atende famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, referente à: exclusão, discriminação ou enfraquecimento de indivíduos ou grupos, provocado por fatores, tais como pobreza, crises econômicas, nível educacional deficiente, localização geográfica precária e baixos níveis de capital social, humano, ou cultural dentre outros, que gera fragilidade dos atores no meio social. O CRAS oferta basicamente dois serviços: o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). O PAIF é um serviço que visa estabelecer trabalho de caráter continuado, a fim de fortalecer a função de proteção das famílias, prevenindo a ruptura de laços, promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida destes. Utiliza como ferramentas visitas domiciliares, entrevistas, planejamento junto às famílias e atividades que envolvam toda a comunidade. A PSE é responsável pela proteção das pessoas que já tiveram seus direitos violados,é ofertado através dos municípios pelo CREAS. Os serviços da PSE de Alta Complexidade são aqueles que asseguram a proteção integral, como moradia, alimentação, higienização e trabalho protegido para individuo e/ou família que encontram-se em um contexto de violação de direitos. Os Serviços de Acolhimento Institucional constituem da seguinte forma: Abrigo Institucional, Casa de Passagem, Casa Lar, Residência Inclusiva, Serviço de Acolhimento em República, Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, Serviço de Proteção em Situação de Calamidade Pública e de Emergência (WEGRZYNOVSKI, 2015). 3 OBJETIVOS Proporcionar ao usuário um sentimento de superação da sua realidade atual, buscando conhecimento, das políticas públicas de Assistência Social, por meio de reunião, ofertando ao usuário maior emponderamento e proporcionando o resgate da sua cidadania, e também fortalecer os vínculos com seus familiares. 3.1 OBJETIVO GERAL Orientar os usuários atendidos pela equipe da Assistência Social, integrantes do Programa Bolsa Família, integrantes do SCFV, PAIF (ofertado pelo CRAS) e os usuários que enfentam as situações de risco social, para que saibam quais são seus direitos e deveres, reconhecendo os programas e projetos que são ofertados pela instituição, incentivando-os a adquirir autonomia para lidar bem com os enfrentamentos que lhe são presentes no dia- a- dia. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Auxiliar os usuários no conhecimento do exercício das políticas públicas de Assistência Social, tudo através de, reuniões, explicando como são ofertados os serviços socioassistenciais. · Proporcionar informativos aos usuários para que assim eles conheçam as condições para acessar os benefícios como o Programa Bolsa Família (PBF) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). · Fortalecer vínculos de afetividade entre os familiares e comunidade. · Articular reuniões a fim de promover a participação social. 4 PÚBLICO-ALVO · Famílias acompanhadas pela equipe psicossocial da Coordenadoria Municipal de Assistência Social, as famílias que são acompanhadas residem nas seguintes localidades, Centro, Mosquito, Alto Mosquitinho, Valada Mosquitinho, Valada Gropp, Alta Valada Gropp, Ariado, Alto Ariado, Ariado Grande, Planalto Ariado, Salamargo, Ribeirão Alegre, Morro do Carvão, Morro do Reutter. 5 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS Primeira Ação: divulgação da reunião através de informativos para obter maior número de usuários presentes, sendo entregue pela estagiária a domicilio ou no local do estágio. Segunda Ação: Reservar à sala de reuniões anexa a prefeitura para realizar os encontros com os usuários. Terceira Ação: Preparação do material a ser utilizado nos encontros, tais como; slides, organização dos conteúdos a serem apresentados e coffee break. Quarta Ação: Preparar uma recepção para os usuários convidados e assim trabalhar com o usuário conhecimento das Políticas Públicas, abordando as vulnerabilidades sociais e trabalhando a autoestima dos usuários que sofrem com a exclusão social, proporcionada pela desigualdade social. Quinta Ação: Pedir para que a convidada Psicóloga Neuza se apresente e realize sua palestra sobre as vulnerabilidades sociais e seus impactos na sociedade. Sexta ação: Organizar o espaço para o Cofee Break, pedindo para que os usuários sintam-se a vontade e sirvam-se. Sétima ação: Rever datas e preparar mais encontros a serem realizados com os usuários. 6 METAS Apresentaras metas para cada ação pretendida, descrevendo o prazo que cada ação será desempenhada. Pode haver uma meta ou mais, conforme a demanda a ser trabalhada. • Metas em curto prazo: reconhecer o papel das políticas públicas e quando fazer uso das mesmas; • Metas em médio prazo: fortalecer vínculos com familiares e comunidade; • Metas em longo prazo: fazer com que o usuário reconheça seu papel na sociedade atual, buscando desenvolver uma qualificação profissional ou até mesmo um grau de escolaridade. 7 AVALIAÇÃO E CONTROLE Nesta parte, deve-se apresentar como será o controle e a avaliação das ações pretendidas para a execução do Projeto de Intervenção: AÇÕES PRETENDIDAS MÉTODO DE CONTROLE MÉTODO DE AVALIAÇÃO Atendimentos Socioassistenciais Proporcionar ao usuário maior conhecimento dos atendimentos através de informativos e apresentação de slides. Realizar uma possível lista de perguntas e respostas para em caso de duvidas relacionadas aos serviços. Convidar a Profissional Neuza, Psicóloga para palestrar sobre as vulnerabilidades sociais e seus impactos na sociedade. Questionar os usuários para saber se ficou claro tudo apresentado no encontro e assim permitir um momento para retirada de dúvidas presentes. Momento de anotações sobre a apresentação da Psicóloga. 8 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Apresentar o cronograma das ações pretendidas para a execução do projeto de intervenção. Exemplo: 10 2018 11 2018 02 2019 03 2019 04 2019 05 2019 06 2019 Pesquisa bibliográfica/documental x Planejamento das atividades x Ações a serem executadas (reuniões, oficinas, encontros, palestras, seminários etc.) x Avaliação do estágio x Apresentação dos resultados da intervenção x Avaliação e controle do projeto x 9 RECURSOS (Valores aproximados) Os recursos a serem utilizados será, a disponibilidade da Psicóloga Neuza para a realização da palestra sobre as vulnerabilidades sociais e os impactos na sociedade e o tempo. 9.1 GASTOS COM PESSOAL Quant. Recurso Humano Horas/Trabalho R$ 01 Estagiária de Serviço Social (cedida) 150h - 01 Assistente Social (cedida) 150h - Total - 9.2 GASTOS COM MATERIAL Quant. Recurso Material R$ 1500 Folhas de Papel A4 - 05 Bloco de rascunho de 100 folhas - 20 CDs - 01 Cartucho de tinta para impressora - 02 Caderno de 100 folhas - 04 Lápis - 04 Canetas - 01 Borracha - Total: aproximadamente 50,00 reais - 9.3 GASTOS COM DESLOCAMENTO Quant. Recurso com deslocamento R$ 200 Litros de Combustível - Total: aproximadamente 50,00 reais - 9.4 ORÇAMENTO TOTAL RECURSOS R$ Gastos com pessoal - Gastos com material - Gastos com deslocamento - Total: aproximadamente 100,00 reais - REFERÊNCIAS BRASIL. MDS. Secretaria Nacional de Assistência Social. Politica Nacional de Assistência Social: Norma Operacional Básica/SUAS. Brasília, 2005. BRASIL. Constituição.Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília:Senado,1998. PNAS(2004). Disponível em: <http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/arquivo/politica%publica%20nacional%20de%20Assistencia%20Social%202013%20PNAS%202004%20e%202013%20NOBSUAS-sem%20marca.pdfPNAS>. acesso em: 15nov.2018 WEGRZYNOVSKI, Silvana Braz. Politicas sociais da assistência social. Indaial: UNIASSELVI, 2015. _1156253328.bin _1156253328.bin