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para a detecção de plágio. Assim caso seja detectado percentual acima do tolerado, 
seu trabalho será invalidado em qualquer uma das atividades. Antes de começar o 
trabalho, leia o Manual do Aluno e Manual do Plágio para compreender todos itens 
obrigatórios e os critérios utilizados na correção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2018 
 
CARLA PATRÍCIA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO SERVIÇO DE 
CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS – 
SCFV COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 
 
Cidade 
Ano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2018 
 
A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO SERVIÇO DE 
CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS – 
SCFV COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Anhanguera, como requisito parcial 
para a obtenção do título de graduado em 
Serviço Social. 
Orientador: Evelyn Baradel 
 
 
 
CARLA PATRÍCIA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARLA PATRÍCIA DE OLIVEIRA 
 
A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO SERVIÇO DE 
CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS – SCFV COM 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Anhanguera, como requisito parcial 
para a obtenção do título de graduado em 
Serviço Social. 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Prof.ª(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof.ª(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof.ª(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
São Paulo, dia de dezembro de 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho ao meu grupo da 
faculdade e aos meus colegas de luta. 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 Agradeço ao Universo, aos seres e divindades celestiais que me fortaleceram a 
cada dia, agradeço ao meu grande mestre Nitiren Daishonim, pelos incentivos diários 
através dos Goshos. Gratidão as minhas colegas de curso maravilhosas e generosas 
Alessandra e Amélia, gratidão infinita a meus colegas de trabalho Andrea, Ricardo e 
Liliana que me supriram de informações para que eu pudesse realizar esta 
monografia. Gratidão a minha família pelo apoio nas horas difíceis. Gratidão, eterna a 
todos os envolvidos. 
 
OLIVEIRA, Carla Patrícia. A Atuação do Assistente Social no Serviço de 
Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV com crianças e adolescentes. 
2018. 43f. Trabalho de Conclusão de Curso em Serviço Social – Faculdade 
Anhanguera, São Paulo, 2018. 
 
RESUMO 
 
O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), visa o estudo da atuação do 
assistente social no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV 
com crianças e adolescentes, entendendo que o desenvolvimento de políticas de 
apoio sócio familiar são de caráter preventivo de proteção social. O objetivo geral foi 
o de compreender a atuação do profissional de Serviço Social na promoção de 
fortalecimento de vínculos familiares no SCFV com crianças e adolescentes. A 
metodologia utilizada foi a da pesquisa qualitativa bibliográfica em livros, artigos 
científicos e no ordenamento legal. A realização deste estudo possibilitou o 
aprofundamento da compreensão da importância da ação profissional do assistente 
social no serviço em questão, a partir das especificidades e dos saberes 
historicamente construídos por esta profissão e o quanto estes saberes colaboram 
para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. 
CONSISTE EM TEXTO CONDENSADO DO TRABALHO DE FORMA CLARA E 
PRECISA, ENFATIZANDO OS PONTOS MAIS RELEVANTES COMO NATUREZA 
DO PROBLEMA ESTUDADO; OBJETIVO GERAL; METODOLOGIA UTILIZADA; 
RESULTADOS MAIS SIGNIFICATIVOS; PRINCIPAIS CONCLUSÕES, DE FORMA 
QUE O LEITOR TENHA IDEIA DE TODO O TRABALHO. 
 
Palavras-chave: Fortalecimento de Vínculos 1; Criança e Adolescente 2; Proteção 
Social 3; Serviço Social 4; 
 
OLIVEIRA, Carla Patricia. The work of the social worker in the service of 
coexistence and strengthening of bonds - SCFV with children and adolescents. 
2018. 43f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Serviço Social) – 
Faculdade Anhanguera, São Paulo, 2018 
ABSTRACT 
The purpose of this study is to study the role of the social worker in the Service of 
Coexistence and Strengthening of Links (SCFV) with children and adolescents, 
understanding that the development of socio-family support policies are of preventive 
protection Social. The general objective was to understand the work of the Social Work 
professional in promoting the strengthening of family ties in the SCFV with children and 
adolescents. The methodology used was qualitative bibliographical research in books, 
scientific articles and in the legal order. The realization of this study made it possible 
to deepen the understanding of the importance of the professional action of the social 
worker in the service in question, based on the specificities and the knowledge 
historically built by this profession and how much these knowledge collaborate to 
strengthen family and community ties. 
 
Key-words: Strengthening of Links 1; Child and Adolescent 2; Social Protection 3; 
Social Work 4; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
CCA- 
CNAS- 
CRAS – 
CREAS – 
ECA – 
LOAS – 
MDS- 
NOB – 
PAIF – 
PETI – 
PNAS – 
SCFV – 
SISPETI – 
SUAS – 
TCC – 
 
 
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas 
 
NÃO REALIZOU 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13 
2. A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO BRASIL ..................................... 17 
2.1 SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES .............................................................................. 22 
3. A FAMÍLIA COMO CENTRALIDADE PARA A PROTEÇÃO SOCIAL E O 
TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL COM A FAMÍLIA...................................... 25 
3.1. A FAMÍLIA COMO CENTRALIDADE PARA A PROTEÇÃO SOCIAL.............. 25 
3.2 O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL COM A FAMÍLIA ............................ 29 
4. A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO SERVIÇO DE FORTALECIMENTO 
DE VÍNCULOS - SFVC JUNTO À CRIANÇAS E ADOLESCENTES. ...................... 31 
5. CONCLUSÃO .................................................................................................... 38 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 40 
 
 
COLOCAR NAS NORMAS DA ABNT
 13 
1. INTRODUÇÃO 
 
O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem como tema “A atuação 
do Assistente Social no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV 
com crianças e adolescentes”. O SCFV foi implementado, com o objetivo, de promover 
a autonomia das famílias, fortalecendo seus vínculos, tendo a matricialidade familiar 
e o território como pontos fundamentais para a intervenção profissional. 
A partir da Constituição Federal de 1988, seguida pela Lei Orgânica de 
Assistência Social (LOAS) de 1993, Política Nacional de Assistência Social (PNAS) 
2004, Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de 2005 e ainda, a aprovação pelo 
Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), por meio da Resolução nº 109, de 
11 de novembro de 2009, da Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, 
corroboraram para o avanço do acesso aos direitos sociais da população. 
A aprovação da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais 
representou uma importante conquista para a Assistência Social, pois possibilitou a 
padronização em todo território nacional dos serviços, organizado por níveis de 
complexidade em que, a proteção social básica, evidencia o Serviço de Convivência 
e Fortalecimento de Vínculos – SCFV, ofertado necessariamente no Centro de 
Referência de Assistência SocialAcesso 
em: 10 de set. de 2018 
COUTO, Berenice Rojas. O Direito e a Assistência Social na Sociedade 
Brasileira: uma equação possível? São Paulo: Cortez, 2004 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392003000200012
 41 
COUTO, Berenice Rojas; YAZBEK, Maria Carmelita; RAICHELIS, Raquel. A Política 
Nacional de Assistência Social e o Suas: apresentando e problematizando 
fundamentos e conceitos. In: COUTO, Berenice Rojas et al. O Sistema Único de 
Assistência Social no Brasil: uma realidade em movimento. 2. ed. São Paulo: 
Cortez, 2011. p.32-65. 
COUTO, Berenice Rojas; YASBEK, Maria Carmelita; SILVA E SILVA, Maria Ozanira; 
RAICHELIS, Raquel (orgs.). O Sistema Único de Assistência Social no Brasil: 
uma realidade em movimento. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2014. 
FONSECA, M. T. N. M. Famílias e Políticas Públicas: Subsídios para a 
Formulação e Gestão das Políticas com e para Famílias, São João Del Rei, 2006 
 
FONSECA, Claudia. Concepções de família e práticas de intervenção: uma 
contribuição antropológica, Rio Grande do Sul, RS, 2005 
 
MARTINS; Andréia. Família: Sociedade coloca conceito do fenômeno em disputa. 
UOL por : Novelo Comunicação em 03/02/2015. Disponível em: 
https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/familia-sociedade-
coloca-conceito-do-fenomeno-em-disputa.htm. Acesso em 09 outubro de 2018. 
 
MIOTO, Regina Célia. Família, trabalho com famílias e Serviço Social. Palestra 
proferida na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Serviço Social em Revista. 
2010, 14p. Disponível em: file:///C:/Users/USER/Downloads/7584-28227-1-PB.pdf. 
Acesso em 09 outubro 2018. 
 
NETTO, José Paulo. Crise do capital e consequência societária. São Paulo: 
Cortez, 2012. 
 
PEREIRA, Potyara Amazoneida Pereira. Necessidades humanas: subsídios à 
crítica dos mínimos sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. 
BRASIL 2013 
SÃO PAULO. Norma Técnica dos Serviços Socioassistenciais – Proteção Social 
Básica – Instrumentais. Prefeitura de São Paulo, 2012. Disponível em: 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivo
s/norma_tecnica_instrumentais.pdf. Acesso em 07 de novembro de 2018. 
SÃO PAULO. Norma Técnica dos Serviços Socioassistenciais – Proteção Social 
Básica. Prefeitura de São Paulo, 2012a. Disponível em: 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivo
s/norma_tecnica.pdf. Acesso em 07 de novembro de 2018. 
Ministério do Desenvolvimento Social. Orientações técnicas sobre o serviço de 
convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes de 6 a 15 
anos: prioridade para crianças e adolescentes integrantes do Programa de 
Erradicação do Trabalho Infantil. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de 
Assistência Social, 2010. 
https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/familia-sociedade-coloca-conceito-do-fenomeno-em-disputa.htm
https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/familia-sociedade-coloca-conceito-do-fenomeno-em-disputa.htm
file:///C:/Users/USER/Downloads/7584-28227-1-PB.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivos/norma_tecnica_instrumentais.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivos/norma_tecnica_instrumentais.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivos/norma_tecnica.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivos/norma_tecnica.pdf
 42 
Larissa Marsolik Tissot. O Serviço Social e a prática Socioeducativa. 2012. 
http://www.cresspr.org.br/site/o-servico-social-e-a-pratica-socioeducativa/ 
 
http://www.cresspr.org.br/site/o-servico-social-e-a-pratica-socioeducativa/(CRAS) e mantendo articulação com o Serviço de 
Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF. 
Na Assistência Social, a convivência social tem estatuto de segurança social, o 
que exige do profissional de Serviço Social, o desenvolvimento de conhecimentos 
sobre situações de sofrimento, vivenciadas pelos sujeitos atendidos para toma-las 
como demanda, exige também, delimitar com maior precisão o campo de ação estatal, 
entendendo que não cabe aos indivíduos isoladamente ampliar sua rede de relações 
de convívio como uma rede de proteção. 
A família é o primeiro contato socializante com potencial afetivo e de proteção, 
sendo assim, o desenvolvimento de políticas de apoio sócio familiar são de caráter 
preventivo de proteção social, o trabalho deve ser voltado para o fortalecimento de 
vínculos sociais de maneira a alcançar o respeito e a concretização dos direitos 
humanos e sociais, assim a atenção às famílias e seus membros, a partir de seu 
território de vivência, é foco principal da Assistência Social, quando identificadas 
demandas de vulnerabilidade e risco social. 
 14 
Portanto, os assistentes sociais através do seu instrumental de trabalho, devem 
atuar nestas relações de maneira crítica, respeitando a autonomia dos sujeitos envolvidos e 
para realizar as intervenções cabíveis, o profissional deve conhecer a situação de sofrimento 
e trabalhar estas demandas de maneira consolidada. 
O interesse pelo tema da prática profissional do assistente social, surgiu a partir 
do estágio desenvolvido em um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos-
SCFV, em que houve a oportunidade de verificar a importância do trabalho de 
fortalecimento de vínculos familiares e comunitários efetuado pelas assistentes 
sociais, trabalho este, que se mostrou essencial, para quebrar com o ciclo de 
desproteção social que muitas vezes acarretava na institucionalização de crianças e 
adolescentes. 
Neste sentido, a prática profissional é voltada para o trabalho de intervenção 
nas múltiplas expressões da questão social vivenciadas por crianças e adolescentes, 
e abordar sua atuação no SCFV é de grande relevância como pesquisa no meio 
acadêmico para o aprofundamento do estudo nesta temática, e assim buscar 
respostas que vão, desde do agir profissional diante da realidade e dos instrumentais 
utilizados, até os desafios encontrados por este profissional, neste espaço de atuação. 
O problema levado para este estudo é: Como se dá a atuação do assistente social, 
na promoção de fortalecimento de vínculos familiares no Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos – SCFV com crianças e adolescentes. Para tanto, tem-se 
como objetivo geral: Compreender a atuação do profissional de Serviço Social, na 
promoção de fortalecimento de vínculos familiares no SCFV com crianças e 
adolescentes, seguido dos objetivos específicos: 
- Conhecer a Política de Assistência Social a partir da Constituição Federal de 
1988, para a efetivação do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos -
SCFV; 
- Entender a importância do fortalecimento de vínculos familiares como medida 
de proteção social. 
- Refletir sobre a importância da atuação do Assistente Social, na promoção de 
fortalecimento de vínculos, no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos- 
SCFV com crianças e adolescentes. 
Este trabalho, trata-se de uma pesquisa científica na área social que permite a 
obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social, para tanto será 
adotado o método dialético, cuja formas gerais foi delineado por Hegel. A dialética, 
 15 
“torna-se instrumento da realidade existente” (COTRIM; FERNANDES, 2010, p. 264), 
na medida que entende que os fatos não podem ser considerados de forma isolada, 
mas se manifestam dentro de um contexto social, em que cada etapa é vista não de 
forma estática e definitiva, mas como algo transitório, que pode ser transformado pela 
ação humana (COTRIM; FERNANDES, 2010). 
Segundo Oliveira (2011), a metodologia visa responder ao problema formulado 
de forma de se atingir os objetivos do estudo, sendo a utilização do método científico, 
fundamental para validar as pesquisas e seus resultados serem aceitos, e ainda, para 
que um estudo seja considerado conhecimento científico, é preciso a identificação das 
etapas para a sua verificação, determinando o método que possibilitou chegar ao 
conhecimento. 
Quanto à classificação da natureza da pesquisa, a escolha será pela pesquisa 
qualitativa que segundo Triviños (1987) citado por Oliveira (2011), “Trabalha os dados 
buscando seu significado, tendo como base a percepção do fenômeno dentro do seu 
contexto. O uso da descrição qualitativa procura captar não só a aparência do 
fenômeno como também suas essências, procurando explicar sua origem, relações e 
mudanças, e tentando intuir as consequências” (OLIVEIRA, 2011, p. 24) 
Já em relação à técnica utilizada para a coleta de dados, o método escolhido 
será o da pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica “é desenvolvida com base 
em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos (GIL, 
2002, p.44), priorizaremos autores e artigos acadêmicos da área do Serviço Social 
Sociologia, Filosofia, Antropologia e Psicologia e ainda pesquisas, no ordenamento 
legal da Política Nacional de Assistência Social, Lei de Tipificação Nacional de 
Serviços Socioassistenciais, Lei Orgânica de Assistência Social (Lei 8742/93, 
atualizada pela Lei 12.435/11) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 
8.699/90). 
O período dos artigos pesquisados, serão a partir da década de 80, esta década 
se mostra representativa, pois é neste período em que, o Serviço Social tem o 
movimento de reconceituação e é elaborada a Constituição de 88, considerada 
constituição cidadã. Os descritores utilizados para busca serão: fortalecimento de 
vínculos, família, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos e Serviço Social. 
No primeiro capítulo será abordado de maneira pontual o processo histórico da 
Política de Assistência Social no Brasil, a partir da Constituição Federativa do Brasil 
de 1988 para a consolidação do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos 
 16 
– SCFV, a bibliografia utilizada para este capítulo, será principalmente a própria 
Constituição Federal de 1988, Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), Política 
Nacional de Assistência Social (PNAS), Sistema único de Assistência Social (SUAS), 
abordaremos também neste capítulo um aprofundamento do conceito sobre Serviço 
de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e para tanto as autoras escolhidas serão 
Couto, Yasbek e Raichelis, entre outros. 
 A assistência social elege a família como eixo central para a ação social, o 
motivo é que não é possível combater muitos dos problemas relativos à infância e a 
adolescência, sem trabalhar o seu meio familiar, fortalecendo seus vínculos, neste 
contexto, no capítulo 2, será abordado a importância do fortalecimento de vínculos 
familiares como medida de proteção social. As autoras utilizadas serão 
principalmente, Mioto e Fonseca. 
O terceiro capitulo trará uma reflexão sobre possíveis contribuições do 
Assistente Social na promoção de fortalecimento de vínculos familiares, no Serviço de 
Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV com crianças e adolescentes, os 
autores escolhidos serão, Iamamoto, Yazbeck e Netto entre outros. 
 
 
 
 
 17 
2. A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO BRASIL 
 
Neste capítulo será feito uma breve contextualização da Política de Assistência 
Social No Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, considerada a constituição 
cidadã, seguida pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) de 1993, Política 
Nacional de Assistência Social (PNAS) 2004, Sistema Único de Assistência Social 
(SUAS) de 2005 e ainda, a aprovação pelo Conselho Nacional de Assistência Social 
(CNAS), por meio daResolução nº 109, de 11 de novembro de 2009, da Tipificação 
Nacional dos Serviços Socioassistenciais, que representaram um avanço para 
acesso da população aos direitos sociais (COUTO et al, 2014). 
Esta conquista, foi gestada no contexto de lutas travadas contra a ditadura 
militar entre 1964 a 1985 em que a sociedade civil organizada, em movimentos 
sociais, representou uma força antagônica ao sistema ditatorial. Nesta arena de 
conflitos de interesses, que a concepção de um sistema de Seguridade Social, “foi 
forjada, contemplando a assistência como seu principal eixo não contributivo” 
(COUTO et al, 2014, p. 15). 
Segundo Couto (2004), é possível notar o avanço no que se refere aos direitos 
sociais contidos na Constituição Federal de 1988, a partir do artigo três, que define: 
 
I – Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II – Garantir o desenvolvimento nacional; 
III – Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades 
sociais e regionais; 
IV – Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação (BRASIL, 1988) 
 
 
Ainda segundo a autora Couto (2004), antes de 1988 a Assistência Social era 
seletiva e assistencialista, e portanto não representava um direito social. Desta forma 
o artigo 194, que constitui o sistema de seguridade social integrando as políticas de 
saúde, previdência e assistência social, “é um marco no avanço do campo dos direitos 
sociais da população, e, na sua emancipação, reafirmar que essa população tem 
acesso a esses direitos na condição de cidadão” (COUTO, 2004, p.161). 
Apesar de representar um avanço, o direito a Assistência Social deve ir além 
da escrita, pois para assegurar a efetivação dos direitos sociais, requer de uma série 
de comprometimentos e ações governamentais que assegurem a proteção social 
(COUTO, 2004) 
 18 
Outra inovação apontada por Couto (2004), é o que dispõe o artigo 224, que 
orienta para a descentralização político-administrativa entre Estados, municípios e 
Distrito Federal e a participação da população por meio de organizações 
representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os 
níveis, desta forma os artigos 203 e 204 representaram o início de um caminho para 
que regulamentasse a relação entre Estado e sociedade o que antes era uma relação 
inexistente. 
Entretanto, segundo Couto (2004), a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) 
foi a última da seguridade social a ser regulada, esta lentidão está associada “a uma 
conjuntura adversa e paradoxal, na qual se evidencia a profunda incompatibilidade 
entre ajustes estruturais e investimentos sociais do Estado” (COUTO; YASBEK; 
RAICHELIS, 2011, p.34). 
Foi em 1990 que a lei sob n* 8.742 é aprovada, e sua regulação se deu em 
1993, introduzindo um novo significado no campo da assistência social, como segue: 
 
Art. 1*A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de 
Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada 
através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da 
sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas (BRASIL, 
2015, p. 9). 
 
 
A LOAS ainda dispõe no art. 5* as seguintes diretrizes: 
 
I – Descentralização político-administrativa para os estados, o Distrito Federal 
e os municípios, e comando único das ações em cada esfera do governo; 
II – Participação da população, por meio de organizações representativas, na 
formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis; 
III – primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de 
assistência social em cada esfera do governo (BRASIL, 2015, p11) 
 
 
Quanto aos objetivos o LOAS determina: 
 
I – A proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à 
prevenção da incidência de riscos, especialmente: 
a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; 
b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes; 
c) a promoção da integração ao mercado de trabalho; 
d) a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de 
sua integração à vida comunitária; e 
e) a garantia de 1 (um) salário mínimo de benefício mensal à pessoa com 
deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria 
manutenção ou de tê-la provida por sua família; 
 19 
II – A vigilância socioassistencial, que visa a analisar territorialmente a 
capacidade protetiva das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de 
ameaças, de vitimização e danos; 
III – a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no 
conjunto das provisões socioassistenciais. 
Parágrafo único. Para o enfrentamento da pobreza, a assistência social 
realiza-se de forma integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos 
sociais e provimento de condições para atender contingências sociais e 
promovendo a universalização dos direitos sociais (BRASIL, 2012). 
 
 
Couto (2004) aponta que de fato, a referida lei evidencia condições para a 
definição dos direitos sociais, porém a lei não traz uma definição clara sobre a provisão 
dos mínimos sociais, o que para Pereira (2002, p.26) “tem conotação de menor, de 
menos, em sua acepção mais ínfima, identificada como patamares de satisfação de 
necessidades que beiram a desproteção social”. 
 Segundo Couto; Yasbek; Raichelis (2011), apenas após duas décadas 
de amplo debate, a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) foi aprovada por 
meio da Resolução n*145 de 2004, assim a PNAS surge com as mesmas diretrizes 
da LOAS no que se refere à participação da população e a descentralização política-
administrativa nas tres esferas de governo e ainda da necessidade do trabalho em 
conjunto com outras políticas públicas no enfrentamento da questão social, sendo 
portanto necessário a construção de redes municipais. 
 A PNAS ainda reconhece as desigualdades pertinentes aos territórios 
como um meio para a viabilização e universalização de direitos sociais, desse modo: 
 
Junto ao processo de descentralização, a Política nacional de Assistência 
Social traz sua marca no reconhecimento de que para além das demandas 
setoriais e segmentadas, o chão onde se encontram e se movimentam 
setores e segmentos faz diferença no manejo da própria política, significado 
considerar as desigualdades socioterritorias na sua configuração (BRASIL, 
2005, p.14) 
 
 
Em julho de 2005 foi aprovado pelo CNAS – Conselho nacional de Assistência 
Social o Sistema Único de Assistência Social - SUAS, que normatiza a PNAS, desta 
forma o SUAS: 
Está voltado à articulação em todo o território nacional das responsabilidades, 
vínculos e hierarquia, do sistema de serviços, benefícios e ações de 
assistência social, de caráter permanente ou eventual, executados e 
providos por pessoas jurídicas de direito público sob critério de 
universalidade e de ação em rede hierarquizada e em articulação com 
iniciativas da sociedade civil (COUTO, et al., 2014, p.61). 
 
 
 20 
Segundo ainda Couto et al. (2014), a PNAS e a implantação do SUAS, tem a 
capacidade de ampliar os usuários da política, pois operam de forma a superar a 
fragmentação de usuários (como idosos, o adolescente, a população em situação de 
rua, entre outros), assim é concebida como uma política que tem capacidade de 
abarcar os sujeitos em condições de: 
 
Pobreza e vulnerabilidade associadas a um quadro de necessidades 
objetivas e subjetivas, onde se somam dificuldades materiais, relacionadas, 
culturais que interferem na reprodução social dos trabalhadores e de suas 
famílias. Trata-se de uma concepção multidimensional de pobreza, que não 
se reduz às privações materiais, alcançando diferentes planos e dimensões 
da vida do cidadão (COUTO et al., 2014, p.63). 
 
 
Em 2005, a Norma Operacional Básica (NOB/SUAS), é criada com a função 
de disciplinar as relações federativas, detalhando as competênciasde gestão e 
financiamento e também consolida a integração da rede de serviços e os instrumentos 
para sua articulação, materializando a política de assistência social no país 
(CAVALCANTE; RIBEIRO, 2012). 
Ainda sobre A NOB/SUAS os autores Cavalcante; Ribeiro (2012), destacam 
a efetivação da gestão descentralizada e participativa e ainda os mecanismos 
necessários para o monitoramento e avaliação das ações dos serviços assistenciais. 
Segundo a NOB/SUAS, sua gestão tem como eixos estruturantes: 
 
a) precedência da gestão pública da política; 
b) alcance de direitos socioassistenciais pelos usuários; 
c) matricialidade socio familiar; 
d) territorialização; 
e) descentralização política-administrativa; 
f) financiamento partilhado entre os entes federados; 
g) fortalecimento da relação democrática entre estado e sociedade civil; 
h) valorização da presença do controle social; 
i) participação popular/cidadão usuário; 
j) qualificação de recursos humanos; 
k) informação, monitoramento, avaliação e sistematização de resultados 
(BRASIL, 2005, p.86-87). 
 
 
Por fim, a estruturação dos serviços de assistência social, é apresentada em 
dois níveis de atenção: Proteção Social Básica e Proteção Social Especial - de média 
e alta complexidade (BRASIL, 2005). 
Segundo a PNAS a Proteção Social Básica, apresenta caráter preventivo, seu 
objetivo é o trabalho voltado para o fortalecimento de vínculos familiares e 
 21 
comunitários, e se concretizam em ações ofertadas nos territórios dos Centros de 
Referência da Assistência Social -CRAS (BRASIL, 2005) 
Desse modo, a Tipificação de Serviços Socioassistenciais (2009), define e 
detalha os serviços por níveis de complexidade e determina os principais serviços 
ofertados em cada um dos níveis. Na proteção Social Básica, os serviços ofertados 
são: “Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF); Serviço de 
Convivência e Fortalecimento de Vínculos- SCFV; Serviço de Proteção Básica no 
Domicílio para pessoas com Deficiência e Idosas” (BRASIL, 2009, p.5). 
O PAIF, tem como objetivo principal trabalhar o fortalecimento de vínculos, a 
fim de que se previna a sua ruptura, pode-se dizer que sua finalidade é a proteção 
das famílias, garantindo o acesso a seus direitos para a melhoria de sua qualidade de 
vida e à prevenção de situações que coloquem em risco este grupo social (BRASIL, 
2009). 
O SCFV, é descrito pela tipificação de Serviços Socioassistenciais como: 
 
Serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a 
garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com seu ciclo 
de vida, a fim de comtemplar o trabalho social com famílias e prevenir a 
ocorrência de situações de risco social. Forma de intervenção social 
planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na 
construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais e 
coletivas, na família e no território. Organiza-se de modo a ampliar trocas 
culturais e de vivências, desenvolver o sentimento de pertencimento e de 
identidade, fortalecer vínculos familiares e incentivar a socialização e a 
convivência comunitária. Possui caráter preventivo e proativo, pautado na 
defesa e afirmação dos direitos e no desenvolvimento de capacidades e 
potencialidades, com vistas ao alcance de alternativas emancipatórias para o 
enfrentamento da vulnerabilidade social (BRASIL, 2009, p.9). 
 
 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é organizado por 
grupos: Crianças até 6 anos; de 6 a 15 anos; de 15 a 17 anos e idosos, com propostas 
diferenciadas de acordo com a faixa etária, destacando as necessidades de cada 
grupo (BRASIL, 2009). 
Os Serviços de Proteção Social Especial, voltam-se a indivíduos e grupos que 
se encontram em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social, são situações de 
abandono, perda dos vínculos, exploração, violência, entre outras. Em linhas gerais 
este serviço é destinando aqueles cujos direitos tenham sido violados e; ou em 
situações nas quais já tenha ocorrido o rompimento dos laços familiares e 
 22 
comunitários e se divide em proteção especial de média e alta complexidade (COUTO 
et al., 2014). Desta maneira, segundo a Tipificação: 
 
Integram a Proteção Social Especial de Média Complexidade, O Serviço de 
Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e indivíduos (PAEFI); 
Serviço Especializado em Abordagem Social; Serviço de Proteção Social ao 
Adolescente em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade 
Assistida (LA) e Prestação de Serviços à Comunidade (PSC); Serviços de 
Proteção Social Especial para Pessoas em Situação de Rua. Já a Proteção 
Social de Alta Complexidade, tem como objetivo, a proteção integral do 
indivíduo, ou seja, a garantia de moradia, alimentação, proteção, entre outros 
(BRASIL, 2009, p.15). 
 
 
Para finalizar, é necessário destacar a crítica realizada por Couto et al. (2014). 
De acordo com a LOAS, os usuários da assistência são definidos como “aqueles que 
dela necessitam”, ou seja, “todos aqueles que se encontram fora da proteção pública: 
trabalho, os serviços sociais públicos e as redes sociorrelacionais” (COUTO et al, 
2014). Porém, no caso da realidade brasileira, em que o desemprego é estrutural e o 
avanço das ideias neoliberais minimizam a atuação do Estado, (especialmente no que 
tange as políticas sociais) hoje em dia, “aqueles que necessitam de proteção social”, 
incorpora novos contingentes populacionais nos serviços e benefícios públicos, visto 
que, a cada dia aumenta a população considerada “pobre e inapta para o trabalho, 
desempregados, subempregados e precarizados nos seus vínculos laborais (COUTO 
el al, 2014, p.69). 
 
2.1 SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos - SCFV para Crianças 
e Adolescentes é uma proposta de políticas públicas do Governo Federal, sobre a 
responsabilidade MDSCB (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome), 
abrangendo todo o território nacional, sendo o CRAS (Centro de Referência da 
Assistência social), o executor prático desta política (BRASIL, 2005). 
 
Sua origem é a MP 238 de 2005 e as leis 11.129 de 2005, ratificado na lei 
11.692 de 2008. Quando ainda recebia a designação de “Projovem 
adolescente” e atendia em exclusividades jovens entre 14 e 17 anos. No ano 
de 2013 o MDS identifica a necessidade de ampliação do serviço devido a 
situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza e, ou, fragilização 
de vínculos afetivos - relacionais e de pertencimento (BRASIL, 2005, p. 33). 
 23 
 
Dessa forma em outubro de 2013, é oficialmente criado pelo governo federal o 
SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos), que se propunha a 
beneficiar crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, juntamente com seus familiares 
(BRASIL, 2013). 
 A Unificação das regras para a oferta qualificada do SCFV, que visa 
equalizar/uniformizar a oferta, unificar a lógica de co financiamento federal, 
possibilitar o planejamento da oferta de acordo com a demanda local, garantir 
serviços continuados, potencializar a inclusão dos usuários identificados nas 
situações prioritárias e facilitar a execução do SCFV, otimizando os recursos 
humanos, materiais e financeiros (BRASIL, 2013, p.5) 
 
Nesta nova concepção, o SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de 
Vínculos) para crianças e adolescentes, baseou seu planejamento nas demandas do 
território a modo de prevenir vulnerabilidades e riscos sociais, priorizando o 
fortalecimento de vínculos familiares por meio do desenvolvimento das 
potencialidades e autonomia dos sujeitos atendidos através do Serviço CCA (Centro 
para Crianças e adolescentes) (BRASIL, 2013). 
O SCFV para crianças até 6 anos se utiliza de atividades lúdicas como 
mediadora para que esta se sinta acolhida e segura no fortalecimento de vínculos 
familiares (BRASIL, 2009). 
O Serviçopara Crianças e Adolescente de 6 a 15 anos, propõe aos seus 
participantes nos espaços de convivência atividades que tem o objetivo de 
desenvolver a autonomia de seus participantes, este espaços proporcionam 
experiências que são capazes de fortalecer o aprendizado, a sociabilidade com 
atividades que envolvem a cultura, a pratica esportiva e atividades lúdicas 
apropriadas para cada faixa etária (BRASIL, 2009). 
O caderno de orientações Técnicas sobre o Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos para a criança e adolescente descreve seus objetivos, 
como segue: 
− Complementar as ações da família e da comunidade na proteção e no 
desenvolvimento de crianças e adolescentes e no fortalecimento dos vínculos 
familiares e sociais; 
− Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e 
social e para o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e 
respeito mútuo; 
− Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural 
de crianças e adolescentes, bem como estimular o desenvolvimento de 
potencialidades, habilidades, talentos e proporcionar sua formação cidadã; 
 24 
− Possibilitar a ampliação na vida pública do território e desenvolver 
competência para a compreensão crítica da realidade social e do mundo 
contemporâneo; 
− Contribuir para a inserção, reinserção e permanência no sistema 
educacional (BRASIL, 2010, p.43-44) 
 
Desta forma, espera-se que nestes espaços se desenvolva uma convivência 
promotora de autoconfiança nas relações e caracteriza-se pela certeza de 
reciprocidade de afetos e cuidados, que são manifestos mesmo na ausência das 
pessoas amadas, seja ela temporária ou mais alongada. Nessas circunstâncias é a 
certeza do retorno e de que há um mútuo desejo de estarem próximas, que torna as 
circunstâncias da distância toleráveis. Dessa forma, é a reciprocidade a principal 
propriedade das relações afetivas que tornam os sujeitos seguros e autoconfiantes. 
Essa certeza é chave para o desenvolvimento da identidade do indivíduo em todas as 
suas outras relações (BRASIL, 2003). 
 
Essa relação de reconhecimento prepara o caminho para uma espécie de 
autorrelação em que os sujeitos alcançam mutualmente uma confiança 
elementar em si mesmos, ela precede, tanto logica como geneticamente, toda 
outra forma de reconhecimento reciproco: aquela camada fundamental de 
uma segurança emotiva não apenas na experiência mais também nas 
manifestações das próprias carências e sentimentos, propiciada pela 
expêriencia intersubjetiva do amor, constitui o pressuposto psíquico do 
desenvolvimento de todas as outras atitudes de autorrespeito. (BRASIL, 
2003, p.177) 
 
De acordo com o caderno “Orientações Técnicas do Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos para Crianças e Adolescentes de 6 a 15 anos” (BRASIL, 
2012), o SCFV deve propor também ações com as famílias dos usuários, 
referenciando-os como coparticipantes no processo de proteção e desenvolvimento 
das crianças e adolescentes, além de responder às necessidades da população em 
situação de vulnerabilidade social, procurando desenvolver a compreensão crítica dos 
usuários no que se refere a realidade social que vivem. 
 
 
 
 
 
 
 25 
3. A FAMÍLIA COMO CENTRALIDADE PARA A PROTEÇÃO SOCIAL E O 
TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL COM A FAMÍLIA 
 
 
3.1 A FAMÍLIA COMO CENTRALIDADE PARA A PROTEÇÃO SOCIAL 
 
 
Em primeiro lugar é fundamental fugir do senso comum da palavra “família”, e 
tentar fazer um recorte teórico acerca desta palavra. Segundo Fonseca (2005), é 
fundamental delimitar que esta palavra tem significados diferentes conforme a 
categoria social. Assim, quando o termo “família” é designado para a elite, esse 
carrega o símbolo social de heranças, patrimônio, é portanto, entre poucos membros: 
pai, mãe, filhos. Para as famílias mais pobres, entretanto, o conceito se desdobra para 
muitos membros, sendo possível citar primos, ex-sogros, cunhados, tios e muitos 
outros que demonstrem vínculo afetivo. 
 
Nas famílias pobres, por outro lado, parece que certas pessoas 
acabam sacrificando seus projetos individuais ou os de seu núcleo 
familiar para salvar indivíduos problemáticos da rede extensa de 
parentes. Assim, a relação indivíduo – família não pode ser pensada 
da mesma forma em todo lugar, pois a própria noção de família varia 
conforme a categoria social com qual estamos lidando.(FONSECA, 
2005, p. 51) 
 
Dessa forma, a dimensão familiar normalmente se estende dos membros 
compartilhadores do mesmo sangue, para vizinhos, amigos e conhecidos, 
demonstrando que o conceito torna-se muito mais complexo do que uma associação 
de pessoas com o mesmo tipo sanguíneo e moradores da mesma casa (FONSECA 
(2005). 
 
Devemos lembrar que não há receita para definir os membros relevantes de 
uma rede familiar. Essa pode ou não incluir consanguíneos (ascendentes, 
descendentes,colaterais etc.), parentes por casamento (sogros, cunhados, 
concunhados, padrastos, enteados etc.), padrinhos e compadres (não 
devemos esquecer que existem padrinhos em casa, de igreja, na família de 
santo, etc.), e simplesmente amigos que, depois de ter compartilhado uma 
experiência particularmente intensa, acabam se sentindo membro da família. 
(FONSECA, 2005, p.53) 
 
Neste caso, os familiares não estão ligados, necessariamente, pela região onde 
moram ou lar que dividem, mas sim pela identificação como classe social, que, mesmo 
na situação de miséria e falta de recursos, ainda é capaz de compartilhar afeto e 
alimento (FONSECA, 2005). 
 26 
No Brasil, o conceito de família se modificou, esta modificação pode ser 
observada através das diferentes constituições. Na Constituição Federal de 1967, o 
artigo 167 descrevia que a família era constituída pelo casamento. Com a 
promulgação da Constituição Federal de 1988, o conceito de família foi ampliado e 
passou a ser entendido como a comunidade formada por qualquer dos pais e seus 
descendentes (MARTINS, 2015). 
Pelo Novo Código Civil Brasileiro, instituído em 2003, a família deixou de ser 
aquela constituída unicamente através do casamento formal, neste código é 
reconhecido que a família “abrange as unidades familiares formadas pelo casamento 
civil ou religioso, união estável ou comunidade formada por qualquer dos pais ou 
descendentes ou mãe solteira. O conceito de família passou a ser baseado mais no 
afeto do que apenas em relações de sangue, parentesco ou casamento” (MARTINS, 
2015, p. s/n). 
De acordo com Fonseca (2006), a partir de 1988 na Constituição Federal, a 
família passa a ser a base da sociedade e tem por garantia a proteção do Estado. 
Dessa forma, o texto constitucional aciona como órgãos de garantia protetiva o (ECA) 
Estatuto da criança e do adolescente e também o (LOAS) Lei Orgânica de Assistência 
Social. Estas garantem a valorização do papel social da família e do seu lugar na 
produção do bem-estar coletivo. 
 
O ECA propõe uma efetiva ruptura com a prática até então corrente da 
institucionalização de crianças e adolescentes, salvo como medida de 
proteção de abrigo, com caráter excepcional e transitório, para crianças e 
adolescentes em situação de violação de direitos, ou como a última medida 
sócio educativa, a de internação, aplicável pela autoridade judiciária 
competente a adolescentes (FONSECA, 2006, p. 9) 
 
Portanto, segundo Fonseca (2006), a LOAS qualifica a família como um dos 
objetivos na política de assistência social, regido pelos princípios de universalização 
dos direitos sociais, respeito à dignidade do cidadão, igualdade de direitos no acesso 
ao atendimento e a divulgação ampla dos benefícios, serviços e programas de 
projetos sociais. 
Além disso, segundo Fonseca (2006) o disposto no artigo 129, do Estatuto da 
Criança e do Adolescente, prevê as seguintes medidas aos pais e aos responsáveis 
que não estiverem seguindo os requisitos de cuidado das crianças: encaminhamento 
ou comunitário de proteçãoà família, inclusão em programa oficial ou comunitário de 
auxilio, encaminhamento de tratamento psicológico, encaminhamento a cursos ou 
 27 
programas de educação, advertência, perda da guarda, destituição da tutela e 
suspensão ou destituição do pátrio poder. 
Segundo Mioto (2010), o ponto de partida para o profissional da área de serviço 
social consiste em identificar as demandas, ou seja, reflexos de carências do sistema 
capitalista, que requerem uma intervenção direta de agentes do Estado. Para tanto, é 
fundamental que o assistente social tenha formação e distinção crítica para identificar 
as necessidades de composição e as formas de intervir conforme as estruturas 
familiares. Assim, como ressalta Mioto (2010), o principal objetivo do servidor social é 
assegurar aos núcleos familiares o acesso à renda, bens e serviços de qualidade. 
Por isso, é fundamental inserir dentro da profissão o compromisso ético “com a 
transformação social” (MIOTO, 2010, p.3), que, hoje, se traduz na conquista de 
direitos para os cidadãos. 
 
A organização e a articulação de serviços é um aspecto fundamental para 
atender as necessidades das famílias e garantir eficazmente uma estrutura 
de cuidado e proteção. Isso só se torna possível quando a organização dos 
serviços é estruturada de forma a permitir e facilitar o acesso das famílias. 
Recobre um arco bastante grande de questões, que vai desde os horários de 
funcionamento dos serviços até os níveis de exigências direcionados às 
famílias. (MIOTO, 2010, p.3) 
 
Além disso, conforme Mioto (2010), as proposições de políticas públicas 
implicam em manter mecanismos de “sistematização” e “estudo de informação sobre 
as famílias”. Estas duas ferramentas devem-se basear em duas condições básicas. 
Primeiramente, vincula-se as necessidades das famílias. Em segundo lugar, sobre 
ferramentas que possam garantir a avaliação dos impactos das políticas públicas. 
A constituição e organização de políticas públicas é um aspecto fundamental 
para assegurar as necessidades das famílias e garantir o cuidado e proteção de seus 
integrantes. Estas ações públicas, segundo Miotto (2010), se organizam em três 
processos fundamentais: processos político organizativo, gestão e planejamento sócio 
assistenciais. 
A articulação nesses diferentes níveis requer o encaminhamento de 
diferentes ações profissionais que se estruturam em três grandes processos: 
processos político- organizativos, processos de gestão e planejamento e 
processos socioassistenciais (MIOTO, 2010, p.5). 
 
Em suma, o processo político-organizativo tem por objetivo a discussão da 
relação família e proteção social na vida pública, com a finalidade de conseguir 
garantias de direitos e ampliar os direitos sociais. Entretanto, a extensão destas 
 28 
demandas não são restritas ao aspecto imediato, e sim possível de se estender a 
curtos, médios ou longos prazos. Logo, as ações necessitam de ações coletivas dos 
profissionais da área social, para poder assessorar as famílias (MIOTO, 2010). 
 Os processos de planejamento e gestão, por sua vez, visam sobretudo o 
planejamento institucional como instrumento de gestão e organização de políticas 
públicas. Nesse sentido, é fundamental a interferência com a finalidade construir 
práticas efetivas de intersetorialidade, ou de gerir as relações interinstitucionais. 
Por fim, há ainda, os processos socioassistenciais, que são projetos desenvolvidos 
diretamente com as famílias, através da compensação de suas demandas e 
necessidades especiais, com o intuito de definir e configurar a autonomia para esses 
núcleos (MIOTO, 2010) 
Segundo Carvalho e Almeida (2003), o principal desafio encontrado por estas 
famílias é a “desestabilização da condição salarial, a multiplicação das situações de 
precariedade e um massivo crescimento do desemprego” (CARVALHO; ALMEIDA, 
2003, p. 21). Os históricos de famílias que recorrem ao clássico Estado de Bem estar 
social tem um índice elevado entre os países latinos, aqui, os problemas e 
transformações na esfera do trabalho são muito mais elevados (CARVALHO; 
ALMEIDA, 2003). 
Ainda segundo Carvalho e Almeida (2003), na luta contra o regime autoritário, 
as reivindicações dos trabalhadores e as demandas da grande massa excluída dos 
benefícios da modernização alcançaram nova expressão e importância política, para 
isso, foram enfatizadas melhores distribuições de oportunidades e de riqueza, 
ampliação e universalização de direitos da cidadania. Assim, com o ajuste e 
reestruturação produtiva nos anos 90 estas prioridades foram alteradas e tratadas sob 
outra perspectiva. 
 
Despolitiza a questão social, dissociando-a da questão da injustiça e das 
desigualdades sociais e da própria esfera pública; subordina o 
desenvolvimento e as políticas sociais aos ditames absolutos da economia; - 
reduz a questão social à questão da pobreza, com outra compreensão desse 
fenômeno;- adota uma concepção residual que retira o caráter universal das 
políticas sociais, direcionando-as, fundamentalmente, aos contingentes 
excluídos do mercado e em situação de maior pobreza, com o objetivo de 
atenuar seus feitos mais perversos e seu potencial conflitivo e disruptivo; e 
promover uma reconfiguração do sistema de proteção e das políticas sociais, 
adaptando-as a essas novas orientações (CARVALHO, 2005, p. 118). 
 
Além disso, Segundo Carvalho e Almeida (2003), com os custos pouco 
disponíveis por conta da baixa de recursos e das pressões estatais para a sua 
 29 
contenção, o Estado brasileiro tem tentado racionalizar os gastos conforme a 
adequação com o mercado e novas parcerias na sociedade. 
 
Reproduzindo uma concepção da vida social fragmentada, os “problemas 
sociais” passaram a ser enfrentados pela multiplicação de políticas e 
programas setoriais, emergenciais e isolados, sem um projeto que os articule 
e lhes imprima sentido político (CARVALHO; ALMEIDA, 2003, p.118). 
 
Através de formas “alternativas” que Carvalho e Almeida (2003) analisa a 
condição da pobreza, ou seja, identificar os segmentos da pobreza tidos como “ativo” 
ou “potenciais” e, a partir disso, “mobilizando e canalizando-os para resolver a um só 
tempo o problema material da pobreza, da participação e da integração social, por 
intermédio de ações restritas ao campo da ação da comunidade e de uma ênfase no 
empreendedorismo e na incorporação dos pobres no mercado de trabalho” 
(CARVALHO; ALMEIDA, 2003, p. 120). 
 Por fim, como vimos, o desafio social esbarra primeiramente na seguinte 
questão: os desafios do Estado brasileiro frente as carências e necessidades básicas 
das famílias brasileiras. A partir disso, é possível constatar que o principal membro 
que recorre aos trabalhos do serviço social são os jovens, membros estes que pela 
sua condição vulnerável frente ao estado requer necessidades especiais de 
acolhimento (CARVALHO E ALMEIDA, 2003). 
 
3.2 O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL COM A FAMÍLIA 
 
Diante das formas de atuação profissional, sabemos que é no cotidiano que 
surgem as formas de relação com o profissional e com o sujeito, ou seja, das relações 
humanas, deste modo, Netto (2012) nos traz uma especificidade da profissão: 
 
O Serviço Social é uma profissão que tem características singulares. 
Ela não atua sobre uma única necessidade humana (tal qual o dentista, 
o médico, o pedagogo...) nem tampouco se destina a todos os homens 
de uma sociedade, sem distinção de renda ou classe. Sua 
especificidade está no fato de atuar sobre todas as necessidades 
humanas de uma dada classe social, ou seja, aquela formada pelos 
grupos subalternos, pauperizados ou excluídos dos bens, serviços e 
riquezas dessa mesma sociedade (NETTO, 2012, p. 32) 
 
O Serviço Social tem papel na intervenção da relação família e Estado, sendo 
um profissional mediador e executor de políticas públicas, buscando meios para que 
 30 
seja efetivada a proteção social se guiando pelo o Projeto Ético PolíticoProfissional. 
Podemos destacar que: 
 
A consciência geral de que a pobreza e a desigualdade castigam 
grande parcela da população está a exigir políticas públicas mais 
efetivas e comprometidas com sua superação (CARVALHO, 2005, p. 
4) 
 
O profissional do Serviço Social atua no cotidiano por meio das dinâmicas das 
relações socais, sendo que a realidade é permeada por relações de poder. Uma práxis 
social é sempre movida por uma visão de homem-mundo: 
 
Uma visão de mundo é precisamente esse conjunto de aspirações de 
sentimentos e de ideias que reúne os membros de um grupo (mais 
frequentemente, de uma classe social) e os opõe aos outros grupos 
(NETTO, 2012, p.34) 
 
Porém não há um cenário real para a inclusão social dessas famílias 
desassistidas pelo Estado, necessitando da ação profissional do assistente social, em 
conjunto com outros profissionais, para que sejam efetivados seus direitos garantidos 
em lei, o que pode possibilitar à conquista da cidadania, da autonomia e do 
pertencimento ao contexto social a qual as famílias vivem. Para que as famílias 
consigam alcançar a efetivação de seus direitos o papel do assistente social neste 
contexto é de intervir, como mediador. Cabe a ele, portanto, manter uma visão crítica 
sobre as demandas apresentadas, considerando a família em sua diversidade e 
pluralidade, seus aspectos econômicos, sócio histórico e cultural e as diversas formas 
de expressão da questão social (NETTO, 2012) 
Com base em Netto (2012), a profissão surgiu para atender uma demanda 
social, como uma emergente resposta ao capitalismo, objetivando o controle de uma 
determinada classe, sendo ela, a classe trabalhadora. Pois, pelo processo de 
acumulação do capital, gerou-se a desigualdade. 
Para que seja executado um projeto de articulação com as demandas 
apresentadas, e que esse projeto alcance a efetivação do dever do Estado, é de 
fundamental importância desconsiderar o conceito de família 
estruturada/desestruturada, e considerar a família como instituição social em seus 
diversos arranjos, que possui seus direitos enquanto que tragam a elas a conquista 
de autonomia e inclusão no meio social (NETTO, 2012). 
 31 
4. A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO SERVIÇO DE FORTALECIMENTO 
DE VÍNCULOS - SFVC JUNTO À CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 
O trabalho do Assistente Social no Serviço de Fortalecimento de Vínculos junto 
à crianças e adolescentes se dá principalmente via o serviço Centro para Criança e 
Adolescente – CCA, destinado para o desenvolvimento de ações socioeducativas com 
crianças e adolescentes, que busca assegurar o fortalecimento dos vínculos familiares 
e o convívio grupal, comunitário e social, para tanto estes centros são organizados em 
duas modalidades: Centro para Crianças de 6 a 11 anos e 11 meses e Centro para 
Adolescentes de 12 a 14 anos e 11 anos e 11 meses (MDS, 2010) 
Segundo o Caderno de Orientações Técnicas sobre o Serviço de Convivência 
e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos elaborado 
pelo Ministério do Desenvolvimento Social em 2010 (MDS, 2010), o serviço em 
questão destina-se a: 
 
Crianças e adolescentes em situação de trabalho; crianças e adolescentes 
reconduzidas ao convívio familiar, após medida protetiva de acolhimento; 
crianças e adolescentes com deficiência, beneficiários ou não do BPC; 
crianças e adolescentes oriundos de famílias beneficiárias de programas de 
transferência de renda e crianças e adolescentes em situação de 
vulnerabilidade e risco (MDS, 2010, p. 89) 
 
Ainda de acordo com o Caderno de Orientações do MDS (MDS, 2010), as 
ações propostas pelo serviço deve colaborar para que fortaleça os vínculos familiares 
desenvolvendo ações que estimulem o convívio entre os usuários e seus familiares, 
sempre referenciando-os como copartícipes no processo de formação integral das 
crianças e adolescentes possibilitando a corresponsabilidade na proteção e 
desenvolvimento destes. Os serviços são distribuídos de maneira territorializada, 
buscando a articulação de diversos setores e procurando desta forma responder às 
necessidades, interesses e peculiaridades da população de um determinado território. 
As atividades ainda devem propiciar a “participação cidadã e o desenvolvimento de 
competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo 
contemporâneo” (SÃO PAULO, 2012 a, p. 89) 
A divisão dos espaços em faixas etárias possibilita a organização destes, a 
partir dos interesses, demandas e potencialidades de cada faixa etária, reconhecendo 
desta maneira, a condição peculiar de desenvolvimento dos ciclos da vida, propondo 
 32 
atividades diferenciadas, através de experiências lúdicas, culturais e esportivas, como 
formas de expressão, que visam o desenvolvimento de sociabilidade e a prevenção 
da situação de risco social (SÃO PAULO, 2012 a). 
O acesso ao serviço, se dá de maneira espontânea; encaminhamento da rede 
socioassistencial, de outras políticas públicas, por meio de órgãos do sistema de 
garantia de direitos e também via CRAS de abrangência territorial que prioriza a 
inclusão de crianças e adolescentes retirados da situação de trabalho infantil (SÃO 
PAULO, 2012 a). 
O espaço deve funcionar por 8 horas diárias de segunda a sexta feira, 
atendendo os usuários no contra turno escolar por um período de 4 horas, sendo que 
o horário de entrada e saída deve favorecer a frequência na escola e no CCA (SÃO 
PAULO, 2012 a). 
Uma série de instrumentais são utilizados no serviço e são organizados em 
prontuários para todas as crianças e adolescentes matriculados, o prontuário é uma 
ferramenta essencial e obrigatória para a identificação e acompanhamento 
sistemático e atualizado e de acordo com seu objetivo deve ser preenchido pelo 
profissional responsável pelo acompanhamento da criança/adolescente e de sua 
família e é composto dos seguintes instrumentais: 
- Ficha de inscrição/Matrícula/Desligamento; 
- Ficha de saúde: Preenchida no ato da matrícula com informações 
oferecidas pelo responsável sobre as condições de saúde da criança/adolescente; 
- Folha de Prosseguimento: relatório referente às demandas, orientações e 
encaminhamentos realizados; 
- Ficha de Visita Domiciliar: informações sobre a visita domiciliar, demanda 
da família, encaminhamentos e orientações; 
- Ficha de acompanhamento mensal e frequência do PETI - Programa de 
Erradicação do Trabalho Infantil: preenchida e encaminhada mensalmente ao 
técnico supervisor do serviço para fins de alimentação do SISPETI – Sistema de 
Controle e Acompanhamento da Frequência no Serviço Socioeducativo do PETI; 
- Plano de Desenvolvimento Familiar – PETI: deve ser desenvolvido 
juntamente com a família de acordo com suas expectativas com o intuito de 
desenvolver a autonomia dos sujeitos e a garantia de direitos; 
- Registro das atividades em Grupo: preenchido apenas para 
crianças/adolescentes do PETI (SÃO PAULO, 2012). 
 33 
A equipe de referência para o CCA é constituída por profissionais de 
diferentes áreas, o que proporciona um enriquecimento mútuo de diversos saberes 
para que se cumpra os objetivos propostos, são eles prioritariamente em cada CCA: 
Gerente de Serviço; Assistente Técnico; Auxiliar Administrativo; Orientador 
Socioeducativo; Cozinheiro; Agente Operacional e Oficineiro, sendo que o número de 
profissionais de cada área varia de acordo com o número de usuários atendidos pelo 
serviço (SÃO PAULO, 2012 a) 
Segundo o caderno de Norma Técnica dos Serviços Socioassistenciais (SÃO 
PAULO, 2012 a), o Assistente Técnico, deve ter escolaridade de nível superior, 
preferencialmente com formação em Serviço Social, para o desenvolvimento do 
trabalho com as famílias e é responsável por uma série de atribuições, dentre elas, as 
que se refere ao cumprimento de políticas sociais, afinal, crianças e adolescentes são 
vistos como pessoas, em desenvolvimento razão pela qual se constitui dever do 
Estado e detoda a sociedade assegurar a proteção e preferência ao acesso às 
políticas públicas, serviços públicos, etc. Desta maneira o art.86 do ECA – Estatuto 
da Criança e do Adolescente, preconiza “A política de atendimento dos direitos da 
criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações 
governamentais e não-governamentais, da união, dos estados, do distrito federal e 
dos municípios”. (BRASIL, 1990). 
Para tanto a presença do Assistente Social neste serviço é de fundamental 
importância, pois este, “tem sido historicamente um dos agentes profissionais que 
implementam políticas sociais, especialmente políticas públicas” (IAMAMOTO, 2008, 
p. 20), que são asseguradas pelo Estado, como forma de gerir e administrar o conflito 
de classes, passando a tratar a questão social “não só pela coerção, mas buscando o 
consenso na sociedade” (IAMAMOTO, 2008, p. 23). Ora, o público usuário deste 
serviço são crianças/adolescentes e suas famílias que estão em situação de 
vulnerabilidade e risco social; situação de trabalho infantil, entre outras expressões da 
questão social, e portanto este profissional se mostra de fundamental importância 
pois, tem na questão social “a base de sua fundação como especialização do trabalho” 
(IAMAMOTO, 2008, p. 27). 
Segundo Iamamoto (2008) o conceito de questão social se refere: 
 
Como o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista 
madura, que tem uma raiz comum: a produção social é cada vez mais 
coletiva, o trabalho torna-se mais amplamente social, enquanto a apropriação 
 34 
dos seus frutos mantem-se privada, monopolizada por parte da sociedade 
(IAMAMOTO, 2008, p. 27). 
 
A referida autora entende que um dos maiores desafios da profissão no 
presente é o de desenvolver a capacidade de “decifrar a realidade” (idem, p. 20), 
superando o que o autor Netto chama de profissional “executor terminal de políticas 
sociais” (NETTO, 1992; apud IAMAMOTO, 2008, p. 20) e assim não apenas realizar 
um trabalho de executor, “mas construir propostas criativas e capazes de preservar e 
efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano” (idem, p.20), 
colaborando também na formulação de políticas públicas e na gestão de políticas 
sociais. 
Para Yasbek (2009) a questão social pode ser entendida como uma “questão 
estrutural do capitalismo e circunscreve um terreno de disputas, pois diz respeito à 
desigualdade econômica, política e social entre as classes na sociedade capitalista, 
envolvendo a luta pelo usufruto de bens e serviços socialmente construídos, por 
direitos sociais e pela cidadania” (YASBEK, 2009, p. 110). A questão social assume 
novas expressões e configurações nos tempos atuais em que a agenda neoliberal 
impera, tempos esses em que as classes que vivem do trabalho, são excluídas da 
política, sendo os indivíduos confinados em seus espaços privados, gerando a falsa 
impressão de harmonia entre as classes, camuflando os conflitos, individualizando os 
problemas, com consequências claras para a democracia. 
Neste contexto a autora, compreende que a democracia e a luta pela 
construção de direitos é sempre uma questão de disputa. “É preciso ultrapassar uma 
análise minimalista ou apenas procedimentos formais da democracia para pensa-la 
em seu caráter subversivo, como disputa entre projetos no terreno de forças em 
correlação” (YASBEK, 2009, p. 111). 
Os assistentes sociais trabalham portanto, nesta tensão entre capital/trabalho 
e apesar do século XXI ser caracterizado pelo ideário neoliberal, historicamente as 
expressões da questão social para os que vivenciam as desigualdades, segundo 
IAMAMOTO (2008), é também rebeldia e a “ela resistem e se opõem” (IAMAMOTO, 
2008, p.28). 
É a partir dessa demanda que o profissional de Serviço Social irá operar sua 
práxis pedagógica, voltada a um processo contínuo, de superação e enfrentamento 
das múltiplas expressões da questão social (YASBEK, 2009). É no processo 
 35 
socioeducativo desenvolvido junto aos usuários e familiares do CCA que este 
profissional desenvolve ações capazes de desencadear a reflexão sobre os conflitos 
de classe, objetivando que o sujeito perceba-se como agente transformador de si 
mesmo e da sociedade, desta forma o assistente social tendo como referência o 
Código de Ética profissional de 1993 que tem como referência a defesa dos direitos 
humanos a partir de valores centrais, por exemplo, a liberdade, democracia e 
pluralismo, guia sua prática e sua práxis pedagógica (TISSOT, 2012). 
O Código de Ética é assim o reflexo do amadurecimento da profissão atrelada 
ao desenvolvimento da sociedade e das relações sociais e portanto norteador das 
ações profissionais do assistente social, além das três dimensões (ético-política, 
teórico-metodológica e técnico-operativa) que devem ser de domínio do assistente 
social e pressupõe que este seja um profissional qualificado para reconhecer a 
realidade social na qual vai atuar no contexto, político, econômico e cultural, 
permitindo decifrar a realidade social em essência, dinamicidade e possibilitando a 
transformação (GOMEZ; DINIZ, 2013). 
 
As dimensões ético-política, teórico-metodológica e técnico-operativa, vão 
direcionar o agir profissional construída pelo seu projeto ético-político. Além 
disto, faz-se necessário apreender o caráter investigativo da profissão, onde 
a pesquisa, a reflexão crítica, a conduta pautada na ética e nas leis que 
regulamentam as relações sociais (GOMEZ; DINIZ, 2013, p.6). 
 
 
Pelo exposto, o trabalho do assistente social como Assistente Técnico no 
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos junto à crianças e adolescentes, 
devido a sua instituição, constituição da profissão; formação acadêmica; Código de 
Ética; Lei de Regulamentação da Profissão, entre outras, traz uma leitura particular 
da realidade, que contribui para o alcance dos objetivos propostos junto aos usuários 
do serviço e colabora para a construção de saberes junto aos demais profissionais no 
trabalho cotidiano (TISSOT, 2012). 
Entre suas atribuições no CCA, podemos citar: 
 
- Participar da elaboração semestral e mensal, levando em conta a legislação 
vigente e as necessidades dos usuários do serviço; 
 
-Registrar as atividades relacionadas à sua atuação; 
 
- Participar da elaboração do cronograma de realização de visitas domiciliares 
para a inclusão das crianças e adolescentes no serviço, para famílias 
beneficiárias do PBF que não estão cumprindo com as condicionalidades ou 
em outras situações que se fizerem necessárias; 
 36 
 
-Encaminhar ao Técnico Supervisor do CRAS, até o segundo dia útil do mês, 
o relatório Mensal dos usuários de famílias beneficiárias do PBF em 
descumprimento de condicionalidades; 
 
-Realizar entrevista com famílias de crianças e adolescentes e avaliar a 
possibilidade da inclusão nos Programas de Transferência de Renda; 
 
- Realizar visita domiciliar, quando necessário; 
 
- Elaborar relatório, quando houver abandono ou afastamento do usuário do 
CCA; 
 
- Orientar e encaminhar para o CRAS, rede socioassistencial e demais 
serviços públicos as crianças, adolescentes e/ou seus familiares; 
 
- Informar e discutir com os usuários e suas famílias os direitos 
socioassistenciais e o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, 
sensibilizando-os para a identificação de situação de risco; 
 
- Realizar mensalmente reunião com os familiares das crianças/adolescentes 
para discussão de temas relevantes; 
 
- Orientar, encaminhar e auxiliar na obtenção de documentos quando 
necessário; 
 
- acolher, identificar, elaborar e encaminhar relatório para o CRAS/CREAS 
sobre situações de risco, suspeita de violência, abandono, maus-tratos, 
negligência, abuso sexual contra a criança/adolescente, consumo de drogas 
e gravidez; 
 
- Discutir em reuniões da equipe técnica os casos que necessitam 
providências; 
 
- Pesquisar e visitar os recursos socioassistenciais e demaispolíticas 
públicas do território; 
 
- Elaborar o controle de frequência diário e mensal dos usuários; 
 
- Elaborar controle diário e mensal das atividades sociais e grupais que 
desenvolve; 
 
- Responsabilizar-se pela referência e contrareferência no atendimento dos 
usuários; 
 
- Monitorar e avaliar as atividades/oficinas junto aos usuários e orientadores 
socioeducativos; 
 
- Participar de reuniões de avaliação das atividades (para a manutenção ou 
redicionamento das mesmas); 
 
- Substituir o gerente do serviço quando designado por este (SÃO PAULO, 
2012 a, p. 95). 
 
 
A organização e o funcionamento do CCA, bem como as especificidades de 
cada profissional colaboram para que se efetive o fortalecimento de vínculos familiar 
e social, a gestão integrada com diversos setores, as atividades socioeducativas de 
 37 
convívio, participação cidadã, o trabalho com famílias e com o território fazem parte 
de uma importante estratégia para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais 
apresentadas pelas famílias se constituindo como um espaço de cuidado e de 
possível alcance de autonomia e de protagonismo social (TISSOT, 2012). 
A atuação do assistente social no Serviço de Convivência e Fortalecimento de 
Vínculos – SCFV, ao reforçar a democracia na vida social, afirma o compromisso com 
a cidadania, à medida que os direitos se realizam e dessa maneira, “alteram o modo 
como as relações entre os indivíduos sociais se estruturam, contribuindo na criação 
de novas formas de sociabilidade, em que o outro passa a ser reconhecido como 
sujeito de valores, de interesses, de demandas legítimas, passíveis de serem 
negociadas e acordadas” (IAMAMOTO, 2008, p. 78). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 38 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ao percorrer os objetivos específicos deste trabalho, foi possível o 
aprofundamento da compreensão da importância da ação profissional do assistente 
social no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV, a partir das 
especificidades e dos saberes historicamente construídos por esta profissão. Desta 
forma, o primeiro capítulo abordou de maneira pontual o processo histórico da Política 
de Assistência Social no Brasil, a partir da Constituição Federativa do Brasil de 1988 
até chegar na Lei de Tipificação que consolida o SCFV, como política de Assistência 
Social de Proteção Básica, elegendo a família como eixo central para a ação social. 
No capítulo dois foi abordado a família como centralidade para a proteção social e 
para a Assistência Social, desta forma a assistência entende a família como o primeiro 
contato socializante, com potencial afetivo e de proteção, portanto políticas de apoio 
sócio familiar são de caráter preventivo de proteção social, assim as ações devem 
ser voltadas para o fortalecimento de vínculos sociais de maneira a alcançar a 
concretização dos direitos humanos e sociais com a família a partir de seu território 
de vivência quando identificadas demandas de vulnerabilidade e risco social. 
Já o terceiro capítulo, tratou mais especificamente do Serviço de Convivência 
e Fortalecimento de Vínculos – SCFV com crianças e adolescentes, como ele se 
materializa para este público usuário e a importância do assistente social no SCFV 
com crianças e adolescentes, ou seja, quais são as especificidades desta profissão 
que colabora para o alcance dos objetivos do serviço? 
Segundo Mioto (2010), o objetivo do servidor social, sobretudo do assistente 
social, é assegurar aos núcleos familiares o acesso à renda, bens e serviços de 
qualidade, conseguir garantias de direitos e ampliar os direitos sociais. Ora, não é 
possível pensar em fortalecimento de vínculos sem pensar em acesso à renda, bens 
e serviços de qualidade, cidadania e autonomia. Desta forma o profissional de Serviço 
Social traz características singulares para o SCFV, pois ele trabalha não apenas sobre 
uma necessidade humana, sua especificidade está no fato de atuar sobre todas as 
necessidades de uma dada classe social, ou seja, aquela formada por grupos 
subalternos ou excluídos dos bens, serviços e riquezas dessa sociedade (NETTO, 
2012). 
Assim, a presença do assistente social no serviço em questão é de fundamental 
importância visto que historicamente uma das funções deste profissional é o de 
 39 
executor de políticas sociais e mais ainda, por ter na questão social “a base para sua 
fundação como especialização do trabalho” (IAMAMOTO, 2008, p27), atuando de 
maneira a intervir na realidade posta, desenvolvendo propostas socioeducativa, tanto 
no campo da política, motivando os sujeitos que vivem do trabalho a se organizarem 
em favor de seus direitos, como com propostas interventivas para a reflexão da 
identidade dos usuários, tendo o Código de Ética profissional como norteador de suas 
ações. 
Desse modo, percebe-se que a assistente social lida com expressões 
complexas da questão social, sua atuação volta-se na busca pela efetivação dos 
direitos de crianças e adolescentes que constantemente se veem com seus direitos 
violados. Para uma atuação interventiva o profissional se apropria das políticas de 
assistência social, saúde e educação, para compor a integralidade de suas ações. 
Contudo, vale ressaltar a obrigatoriedade e responsabilidade das autoridades em 
proporcionar a qualidade dos serviços prestados, para que de fato essas crianças e 
adolescentes sejam incluídas na sociedade e não excluídas e o Fortalecimento de 
Vínculos seja realmente efetivado, através de políticas sociais que promovam a 
equidade e a efetivação da dignidade do ser humano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Constituição Federal (1988). Constituição da República Federativa do 
Brasil. Brasília: Senado Federal, 2012. 
 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Tipificação 
Nacional de Serviços Socioassistenciais Texto da Resolução nº 109, de 11 de 
Novembro de 2009. Brasília: MDS, 2009. 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome. Orientações 
técnicas sobre o PAIF: Trabalho social com famílias do Serviço de Atendimento 
Integral à Família. Brasília: MDS, 2012. Disponível em: . Acesso em: 10 de set. de 2018. 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Orientações 
técnicas sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para 
Crianças e Adolescentes de 6 a 15 anos: prioridade para crianças e adolescentes 
integrantes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Brasília: Secretária 
Nacional de Assistência Social, 2010. 
BRASIL. Câmara dos Deputados. LEI Nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Dispõe 
sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências, e 
legislação correlata. 2. ed. Brasília: Planalto, 2015. Disponível em: 
http://www2.camara.leg.br/documentos-e-
pesquisa/publicacoes/edicoes/arquivosmobi/loas-2a-edicao>. Acesso em 20 de ago. 
de 2018. 
CARVALHO, Maria do Carmo Brant. Famílias e políticas públicas. 5* ed. São 
Paulo: Cortez, 2005. 
 
CARVALHO, Inaiá Maria Moreira; ALAMEIDA, Paulo Henrique. Família e proteção 
social. Vol. 17 n. 2 São Paulo: Perspectiva, 2003. Disponível em: 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392003000200012. 
Acesso em 09 outubro de 2018 
 
CAVALCANTE, Pedro; RIBEIRO, Bernardez Beatriz. O Sistema Único de 
Assistência Social: resultados da implementação da Política nos municípios 
brasileiro. Revista Administração Pública. Rio de Janeiro, n. 6, p. 1460-1477, 
2012. Disponível em: .

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